sexta-feira, 30 de março de 2012

Anonymous planeiam APAGAR INTERNET este sábado em todo o mundo
Os hacktivistas Anounymous anunciaram que este sábado apagaram a internet em todo o mundo, em protesto pela polémica lei anti pirataria conhecida como SOPA, os tubarões do capitalismo de Wall Street todos os lideres irresponsáveis e banqueiros que fazem que todos morrem de fome no mundo para satisfazerem as suas necessidades egoístas.
Os membros do grupo afirmaram que a chamada OPERAÇÃO APAGÃO não tem como objetivo bloquear a rede de forma permanente, mas fazer um ataque massivo para enfraquecer o Sistema de Nomes de Domínio (DNS sigla em inglês).
Durará apenas uma hora, talvez mais, talvez mesmo alguns dias, disse Anonymous num comunicado e acrescentou: Não importa o que será, o que sabemos, é que será Global.
Segundo explicações de especialistas, o DNS é os endereços escritos nos navegadores de Internet para a linguagem WEB endereços IP se estes ficarem bloqueados a rede fica inutilizável.
No entanto todos perguntam se é possível utilizar um processo como este para bloquear toda a Internet. Para sabermos, temos de esperar até 31 de Março.
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Associação dos Oficiais das Forças Armadas acusada pela CIA de ser 'grupo de pressão'
Agência de espionagem destaca nome do coronel Pereira Cracel como líder do principal grupo de pressão política em Portugal. UGT, CGTP e Movimento dos Precários Inflexíveis são também apontados pela CIA. Este é um dos assuntos em destaque na edição de hoje do DN.
CIA coloca oficiais no topo dos "grupos de pressão" - Págs. 2 e 3
Situação nas Forças Armadas continua sem soluções à vista. Despesas com salários já são superiores a 80% do orçamento e para a operacionalidade sobra menos de um quinto das verbas. E surge nova polémica: a principal 'secreta' americana acusa a associação de oficiais de ser um movimento de "pressão política".

quinta-feira, 29 de março de 2012

Carro blindado policial russo passou por testes no Brasil

Os testes do carro blindado policial russo Tigr no Brasil terminaram com êxito. Em resposta ao pedido da polícia brasileira, este carro foi reforçado adicionalmente. 
Na primeira fase, o Brasil poderá comprar 20-40 carros deste tipo.
O Tigr pode ser equipado com armamentos diversos. O carro tem grandes capacidades de manobrabilidade. A sua velocidade na autoestrada atinge 140 km/h. Fora das autoestradas – até 80 km/h. O Tigr pode transportar 7-10 pessoas (depende da modificação). A blindagem do carro assegura a proteção dos seus tripulantes contra tiros de armas com 7,62 mm de calibre e explosões de minas e obuses.


Rússia desenvolve equipamento para "soldados do futuro"

Na Rússia, está sendo desenvolvido um equipamento de combate para os “soldados do futuro” – um fato "blindado" de alta proteção. Os testes deste novo equipamento, que tem o nome de Ratnik (Guerreiro), deverão começar em junho próximo e, no ano que vem, poderá ser aprovado para utilização militar.
 
Se trata de um kit que inclui farda de proteção, equipamentos para comunicações, armamento e munições, assinala Vladimir Kormuchin, diretor-geral da companhia produtora, a Kirassa.
Da farda de proteção, que está sendo modernizada, fazem parte um macacão à prova de estilhaços, um colete à prova de bala, um capacete e outros equipamentos.
O equipamento de proteção da companhia Kirassa é feito em alutex, uma fibra especial. Trabalhos análogos estão sendo realizados também noutros países, tais como Alemanha, Itália, EUA e Israel. Os russos, utilizando técnicas e materiais sofisticados, já haviam desenvolvido outros kits de proteção. Se trata, em particular, do conjunto Permiatchka fabricado pela companhia Kirassa que desde 2002 tem sido adquirido pelo Ministério da Defesa, porém, em pequenas quantidades. Eis o que diz a respeito o diretor-geral da Kirassa, Vladimir Kormuchin:
"Este conjunto protege 90% do corpo humano contra estilhaços de minas, granadas e outro material explosivo. Além disto, ele garante proteção contra chamas durante, no mínimo, 15 segundos. O conjunto é feito em uma fibra com estrutura metálica desenvolvida no nosso país, a russar”.
A mesma fibra é utilizada na indústria atômica e na construção de foguetes. Sua particularidade consiste em que ela é 10 vezes mais leve e resistente que o aço. Além do macacão, o kit Ratnik compreende cerca de 20 elementos, entre eles um capacete de estrutura multilaminar e  um colete com placas cerâmicas à prova de bala. O novo conjunto protetor bloqueia a radiação ultravioleta e infravermelha, tornando o soldado “invisível”, mesmo na mira termovisora. O equipamento é considerado “leve” – o peso total de sua versão-padrão (macacão e colete de nível cinco de proteção) é inferior a 10 kg, e o da versão com colete de nível seis é de cerca de 20 kg. No entanto, os militares do Ministério da Defesa também estudaram os coletes de proteção fabricados no exterior. Eis o que diz a respeito Victor Baranets, observador militar do jornal Komsomolskaia Pravda:
"Um grupo de oficiais do Quartel-General das Tropas Terrestres viajou recentemente à Itália para ver o que se faz lá neste domínio. Constataram que os italianos avançaram muito, bem como os alemães e franceses. Essa viagem de oficiais russos foi uma visita de estudo mas, ao mesmo tempo, serviu para analisar".
Evidentemente, no processo da materialização do projeto Ratnik serão levadas em consideração as principais tendências mundiais existentes na fabricação de meios de proteção individual e de combate a curta distância.

Serviços secretos querem utilizar baratas como espiões

A barata-espião do filme “Quinto Elemento” é fantasia ou realidade? De acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, cientistas israelenses e americanos estão experimentando com vários insetos e até caracóis para depois serem utilizados como “espiões”.
 
Você há já meia hora que tenta se livrar de uma mosca irritante e está admirado por ela continuar zumbindo à sua volta? Ora esta mosca não está voando porque você cheira a mel, mas sim porque está desempenhando uma missão: fotografa documentos em cima da mesa. Está sorrindo? E se você for um engenheiro de uma empresa secreta? Nesse caso, você tentará, no mínimo, apanhar a mosca e usar um spray inseticida no local.
Permitindo tal fuga de informação sobre a criação de bio-robôs-espiões, os serviços secretos conseguem suscitar nos serviços adversários de outros países reações muito desagradáveis, diz Aleksandr Mikhailov, do Conselho para a Política Externa e de Segurança da Rússia.
“Para "entusiasmar" os serviços secretos adversários, para que estes não façam mais nada que andar à procura de baratas, basta dizer, por exemplo, que nós já criámos uma barata-espião e que esta já anda rastejando pelos corredores da Mossad a recolher informação. Tais serviços ficarão realmente inquietos”.
Aleksandr Mikhailov conhece estes temas por experiência própria. Há cerca de 20 anos ele, na altura major do KGB, no dia 1 de abril, Dia das Mentiras, lançou a notícia falsa de que existiriam baratas com pequenas antenas e câmaras de vídeo implantadas que andariam por todo o lado a recolher informação.
Claro que os sérios responsáveis da CIA e do KGB não acreditaram mas não deixaram de fazer desinfestações nos locais mais protegidos quer de um dos lados do oceano quer de outro. Naturalmente, tudo apenas por motivos de higiene.
A verdade é que, como muitas vezes acontece nas obras de ficção científica, a imaginação se torna realidade.
Atualmente na Rússia estão sendo realizadas experiências bem-sucedidas de potencial utilização de pequenos animais em missões secretas.
Karina Sarkisova, doutorada em Biologia pelo Instituto de Neurofisiologia da Academia das Ciências da Rússia, nos explica como isso está sendo feito.
“Obrigar o animal, uma ratazana por exemplo, a seguir determinado caminho, ou seja, ir de um objeto para outro, subir por uma escada, descer, virar ora à direita, ora à esquerda, tudo isso eu e meu grupo de investigação já conseguimos fazer. Todos os animais possuem zonas do cérebro cuja estimulação provoca euforia. Nós implantamos nestas zonas elétrodos, colocamos no animal uma espécie de pequena mochila com um gerador de corrente. Este gerador, que permite estimular as estruturas do cérebro, eu posso controlar à distância. Vou acompanhando o animal em um monitor do computador, recompensando-o quando faz o movimento na direção necessária. Eu comandava, bastando carregar em uma tecla para estimular, mas o objetivo final ainda era mais complexo, tinha que chegar lá em "pensamento". Tudo isso se alcança sem problemas”.
Esta área científica é hoje considerada bastante prometedora, sublinha Viacheslav Dubynin, professor da Faculdade de Biologia da Universidade Estatal de Moscou.
“Do ponto de vista da bioética, estes experimentos suscitam uma série de questões. Mas, por outro lado, imagine que não se trata de sua aplicação militar mas, por exemplo, a mesma ratazana com câmara de vídeo é utilizada para procurar vítimas por baixo de destroços após um terremoto, permitindo encontrar pessoas que se encontram presas. Por isso, estes trabalhos são interessantes e prometedores. Quando se fala em insetos, já tenho muito mais dúvidas porque eles precisam de equipamentos miniaturizados – uma barata não consegue carregar coisas muito pesadas. No entanto, em princípio se tais dispositivos forem criados, por que não?"
Claro que, em nosso século de nanotecnologias, o tamanho não é problema.
Recordemos como, não há muito tempo, um computador ocupava uma sala inteira e agora já o podemos colocar na palma da mão. O mesmo acontece com as fontes de alimentação. Já foram realizados experimentos em que caracóis e baratas geram eles próprios energia para alimentar os sensores implantados neles. No fundo, resta apenas inventar como proteger tal “espião” minúsculo, com asas e seis patas, das zelosas empregadas de limpeza. Quando isso acontecer, a produção de bio-robôs de destino duplo, civil e militar, pode ser iniciada em série.

FLA

FRENTE DE LIBERTAÇÃO EM "NOVA FASE DE ACÇÃO"
No espaço de duas semanas, o “Movimento Nacionalista Açoriano Frente de Libertação dos Açores (FLA)” lançou dois comunicados a apelar à mobilização das populações. Os simpatizantes dos ideais afirmam-se em “nova fase de acção” e preparam uma iniciativa para o 6 de Junho, Dia dos Açores.
O “Movimento Nacionalista Açoriano Frente de Libertação dos Açores (FLA)” refere estar em “nova fase de acção”, tendo, no espaço de duas semanas, lançado, junto dos órgãos de comunicação social, dois comunicados.
O primeiro, datado de 16 de Março, refere que “as manifestações independentistas açorianas ocorridas sobretudo entre 1974/1976 continuam a estar cobertas de mistérios. A verdade histórica tem sido muito pouco explorada”.
“Apesar do fenómeno independentista ter contribuído para a obtenção da autonomia política açoriana, este é incómodo para o Estado português. As partes incómodas da história só conseguem ser recordadas com um distanciamento significativo, ou a sua repetição. Recordar e incentivar a independência dos Açores, tem fundamento por razões biológicas, históricas económicas e sociais. Sobretudo na herança dos nossos antepassados que sonharam e lutaram pela autodeterminação do nosso povo “ a administração dos açorianos pelos açorianos”, pode ler-se.
POPULAÇÕES INCENTIVAM FLA
Segundo Álvaro Lemos, um dos “simpatizantes dos ideais do movimento”, como se identificou, a preocupação vai para a “morte” da Autonomia açoriana: “estamos a ver que a nossa autonomia está a sofrer cada vez mais cortes. Acho que há que alertar os açorianos e os partidos políticos da região para ver se não deixam a autonomia morrer”.
Questionado sobre o que levou o movimento a manifestar-se agora, o antigo presidente do Partido Democrático do Atlântico (PDA) e um dos seus fundadores, explica que o incentivo tem partido das populações: “há centenas de pessoas que conhecem os nossos elementos e pensam da mesma maneira que nós e abordam-nos na rua, nos cafés e dizem: porque é que vocês não vêm cá para fora e divulgam as verdades?”.
Quer o grupo, como o cidadão em questão, refere não ter ambições políticas: “já fui presidente do PDA, quando o partido teve e a sua maior votação, e não tenho ambições políticas. A minha única ambição é deixar os Açores aos açorianos melhores do que aquilo que eu recebi”, mas sempre com o princípio de base: “a FLA sempre pensou ter a independência dos Açores – dessa posição não abdicamos”.
Para já, o movimento refere que vai continuar a lançar comunicados, a promover os seus fundamentos e ideais, estando a prever realizar uma iniciativa para assinalar o próximo Dia dos Açores: “temos em vista várias acções, que vão acontecer, por exemplo no 6 de Junho”, não pormenorizando, contudo, quais.
TELEMÓVEIS SOB ESCUTA
Para o movimento, que criou inclusivamente uma página das redes sociais, existem muitas “dificuldades” e restrições na sua acção. Álvaro Lemos chega mesmo a referir ter conhecimento que as telecomunicações dos membros do grupo estão “sob escuta”: “sabemos que os nossos telemóveis estão sob escuta, já nos garantiram que isso é uma verdade”.
Porém, adverte: “não nos sentimos reprimidos, mas não gostamos de viver no secretismo, na clandestinidade, mas somos obrigados a isso”.
É por isso que, acresce que oficializariam o movimento como tal “se este fosse num pais verdadeiramente democrático”.
O simpatizante esclarece que “não somos elementos de violência, não queremos violência, queremos é mostrar a realidade açoriana aos açorianos. Se me fizer a pergunta: o que é a autonomia? Os açorianos não sabem. Porque nunca ninguém lhes quis dizer isso, com medo de perder o seu umbigo, e os seus partidos. Portanto os açorianos é que têm de tomar conta da sua vida”.
CONTRA “COLONIZAÇÃO”
A FLA, nestes últimos comunicados, refere não ser “contra o Povo português que, respeitamos”, mas “sim contra os governos de Lisboa”: “não queremos ser colonizados, mas senhores do nosso destino como prevê, a Constituição portuguesa e a Carta dos Direitos do Homem”.
A segunda nota informativa, lançada na última quarta-feira, dia 21 de Março, é dedicada ao que denominam ser de “Colonização continua” o modo como são administradas as regiões insulares: “porque dizemos que os Açores e a Madeira são colónias Portuguesas? Porque, fundamentalmente, o estatuto das regiões autónomas que lhes consagra a constituição de 1975, é, cópia fiel da autonomia que a constituição de 1933 (no tempo da ditadura) outorgava às antigas colónias de África, descolonizadas pela Revolução de Abril”.
RECORRER A TRIBUNAIS
A FLA admite recorrer, caso necessário, aos tribunais internacionais com a sua causa: “no nosso caso, não necessitamos de recorrer à violência para que a Independência dos Açores aconteça, pois, basta que o povo açoreano manifeste este desejo para que Portugal tenha que o aceitar, pois, encontramo-nos cobertos pela Declaração Universal dos Direitos dos Povos subscrito por Portugal, mesmo que, para que tal seja cumprido tenhamos que recorrer aos Tribunais Internacionais, dado que, a condição de Região com Autonomia Politica dá-nos esta possibilidade”.
“Enquanto não tivermos a possibilidade real de fazer leis e executá-las nos Açores, estamos sujeitos a leis que não sufragamos na nossa Assembleia. Única via de descolonização do povo açoreano”.
O movimento refere ressurgir no momento “mais propício”, para “demonstrar a sujeição às leis da Republica que, devido aos desmandos económicos e financeiros que, nos obriga também, a segui-las rigorosamente mesmo que não contribuíssemos na mesma medida para tal descalabro”.
Humberta Augusto

quarta-feira, 28 de março de 2012

GUERRA COLONIAL North-American T-6 Harvard na Guerra do Ultramar


O avião North-American T-6G, conhecido pela designação de “Harvard” era um avião de instrução básica de pilotagem, sediado na BA n.º 1, Sintra. A partir de 1947 os pilotos da Aeronáutica Militar, mais tarde Força Aérea (1952), após a instrução elementar em avião Chipmunk, completavam a sua instrução nos Harvard. Estiveram ao serviço 257 aviões T-6, o que constitui a maior frota de aeronaves do mesmo tipo da Força Aérea.

Avião bilugar - instrutor e aluno - era equipado com um motor em estrela Pratt&Whitney de 9 cilindros, com a potência de 550 Hp, e trem retráctil. Em 1961/62 foram adquiridos mais T-6 na Argélia com vista à sua utilização nos teatros operacionais de África. Estes aparelhos vinham preparados para a utilização de armamento que podia ser constituído por metralhadoras, ou 2 bombas de 50 Kg., ou foguetes.
Actuaram nos três Teatros de Guerra – Guiné, Angola e Moçambique – tendo constituído meios operacionais das Bases Aéreas ou Aeródromos Base de Bissau, Negage, Henrique de Carvalho, Tete e Nova Freixo, em missões de ataque ao solo, apoio a Forças Terrestres e reconhecimento armado, tendo sido alguns abatidos pelo fogo adversário.
Foram abatidos ao efectivo da FAP em 1978.
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Videos da RTP

North-American T-6
Operação em Portugal
Em 1947, foram adquiridos os primeiros 28 aviões North-American AT-6 com destino à Aeronáutica Militar. Em 1951 foram recebidos mais 20 aviões, ao abrigo um protocolo de defesa entre Portugal e os Estados Unidos, do tipo T-6G Texan.
A Aviação Naval recebeu em 1950, oito aviões SNJ-4, a versão utilizada pela Marinha dos Estados Unidos.

Em 1952, todos esses aviões foram integrados na Força Aérea Portuguesa que os reuniu na Base Aérea Nº1, utilizando-os na instrução de pilotagem. A FAP também decidiu uniformizar todos esses aviões modificando-os para versão T-6G. O apelido Texan nunca foi usado em Portugal. Dado que os primeiros aviões eram da versão canadiana, ali denominada Harvard, todos os T-6 portugueses, independentemente da origem ficaram conhecidos por T-6 Harvard.
O número de unidades em serviço foi sucessivamente aumentado. Um total de 257 T-6 serviu as Forças Armadas Portuguesas, fazendo o que faz dele o modelo de aeronave militar com o maior número de unidades de sempre a servir Portugal.

No inicio da Guerra do Ultramar, em 1961, foram enviados para as três frentes onde desempenharam um bom papel. Para tal, nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, receberam alguns melhoramentos. Foram montados nas asas suportes para bombas, metralhadoras e ninhos de foguetes.
A Força Aérea Portuguesa foi, provavelmente, o último utilizador do T-6 em operações militares reais.
Mantiveram-se alguns aviões na Base Aérea Nº3 para treino operacional de pilotos até 1978, data a que foram abatidos ao efectivo.
Actualmente o Museu do Ar tem 2 aviões T-6 em reserva e mais um em estado de voo. O Museu Aero Fenix possui um T-6G (Ex-USAF 51-15177, ex-FAP 1635) que está a restaurar para estado de voo.
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terça-feira, 27 de março de 2012

GUERRA COLONIAL Nord Noratlas na Guerra do Ultramar


No inicio da década de 60, com o eclodir da luta armada nas províncias ultramarinas, a FAP foi obrigada a alterar o seu plano de aquisições, tendo sido colocado a enfase no desenvolvimento de uma força aérea táctica, com unidades operacionais e de cooperação com o exército e um comando de suporte logístico apropriado. O re-equipamento dos Transportes Aéreos Militares começou em 1960, com a aquisição de seis aviões Nord 2502-A Noratlas à companhia aérea francesa UTA, sendo inicialmente registados de F-BGZA a F-BGZG, e depois 6401 a 6406, seguido de mais seis aviões da Nord Aviation, com os números de série 6407 a 6412, para equipar a Esquadra de Transporte Médio na BA-2. A estes foram adicionados dezanove Nord 2501D Noratlas entregues pela Luftwafe, que receberam os números de série 6413 a 6430, na generalidade similares aos anteriores, mas faltando os reactores nas pontas das asas.
Seis destes foram oferecidos depois aos governos de Angola e Moçambique, e dez permaneceram ao serviço da FAP.
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Apresento-vos, uma breve história da FAP, e desta bela Máquina, trata-se do avião Noratlas 2501, e suas variantes, conhecido na gíria por (NOR):
1.- Os primeiros aviões Noratlas (Nord) que chegaram à FAP em 1960, no total de 6 (seis), foram aviões modelo Nord 2502A, com reactores, que foram adquiridos à companhia aérea francesa UTA, tendo sido registados na FAP com os nº 6401 ao 6406, formando, no final do ano de 1960 na BA2 da OTA, a primeira Esquadra de Nord's designada de nº 91, que foi destinada à BA9 de Luanda - Angola.
2.- A segunda Esquadra de 6 (seis) aviões Nord.s 2502F, com reactores, encomendados à Fábrica Francesa Nord Aviation pela FAP, foram registados com o nº 6407 ao 6412, designada de nº 102 e destinada à BA10. Foi formada na BA2 da OTA, e transferida no ano de 1962 para a BA10 da Beira - Moçambique. Na qual, fui incorporado desde a sua formação onde permaneci durante quatro anos em Moçambique.
3.- A terceira Esquadra de 6 (seis) aviões Nord.s 2501E, sem reactores, chegaram em 1969 à BA12 de Bissau, na Guiné, com aviões usados recebidos da Luftwafe, Força Aérea da República Federal Alemã.

4.- A quarta Esquadra de aviões Noratlas da FAP, foi formada em de 1969, BA3 de Tancos, com 6 (seis) aviões modelo Nord 2501H, sem reactores, com aviões recebidos da Luftwafe, Força Aérea da República Federal da Alemanha.
5.- Os restantes aviões Noratlas, modelo 2501, recebidos durante e após 1969, foram reforçar as respectivas Esquadras A FAP, tendo havido o registo na FAP dum total de 31 aviões Noratlas, dos quais, 12 com reactores, modelo 2502, os restantes 19 aviões, sem reactores, modelos 2501.
6.- Estes aviões revelaram-se duma grande eficácia para o transporte de carga, de volumosos e pesados caixotes, de aviôes T6-Harvard e Fiat G91, veículos terrestres militares e civis, passageiros civis e militares, transporte de tropas para deslocação nos vários teatros de Operações Militares, lançamento de Pára-quedistas completamente equipados em operações, e lançamento sem pára-quedas de víveres e equipamentos. Podendo operar em qualquer pista curta, e improvisada. Devendo-se esta sua extrema eficácia ao excelente trem triciclo de grande robustez e há sua altura, e principalmente o modelo Nord 2502, com sua potência disponível fornecida pelos reactores.
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Avião bimotor de asa alta, equipado com motores Hércules em estrela. De origem francesa, os primeiros aviões chegam a Portugal em 1962, vindos da Argélia, e foram deslocados para Luanda onde equiparam a Esquadra n.º 92 da Base Aérea 9.
Actuaram dois modelos:
O Nord 2502 que além dos dois motores convencionais dispunha de dois pequenos reactores auxiliares na ponta das asas, utilizados na descolagem ou em situações de emergência;
O NORD 2501 que não possuía reactores na ponta das asas.
Estes aviões foram utilizados em missões de transporte de passageiros e carga, em carreiras regulares ou inopinadas, sendo possível fazer o lançamento de carga em paraquedas através das portas laterais ou do fundo do avião, depois de retiradas as portas traseiras. Também era utilizado para lançamento de tropas pára-quedistas em missões de treino ou operacionais como aconteceu, por exemplo, no norte de Moçambique na operação “Nó Górdio”. Realizava também missões de evacuação de doentes ou feridos, sobretudo quando as evacuações eram durante a noite e os locais dispunham de pista adequada para este tipo de avião. Outro tipo de missão em que podia intervir era o de busca e salvamento, em terra e no mar, de aviões ou outros meios acidentados ou considerados desaparecidos.
A sua tripulação era composta por dois pilotos (comandante de bordo e co-piloto), navegador, mecânico de voo, rádio telegrafista e 2.º mecânico. Tinha uma capacidade de 34 lugares sentados, podendo essa capacidade ser excedida no caso de transporte operacional de tropas. O peso máximo à descolagem era de 23.000 Kg. no caso dos modelos 2502. A sua autonomia podia chegar às 12 horas com depósitos suplementares (caso de deslocações  a Portugal) mas normalmente andava com uma autonomia de cerca de 4:30 horas, a fim de reduzir o peso de combustível devido às limitações de peso à descolagem e porque de uma maneira geral esse combustível era suficiente para as rotas voadas em Angola. Este aparelho actuou também em Moçambique onde estava sediado na Esquadra n.º 102 da Base Aérea 10, na Beira.
Tratava-se de um aparelho com a forma de um fuso, conhecido pela população nativa de Angola como o “barriga de ginguba”, isto é, “barriga de amendoim”, o que revelava um sentido de observação perspicaz e ao mesmo tempo irónico.
O Nord Atlas já revelara as suas boas características na guerra da Argélia. Tratava-se de um aparelho versátil, de trem triciclo muito robusto perfeitamente adequado para a operação em pistas curtas de terra. Foi um avião que prestou serviços relevantes na guerra colonial onde, no total, realizou centenas de milhar de horas de voo.
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GUERRA COLONIAL - Boeing 707 na Força Aérea Portuguesa

O Boeing 707 foi um dos primeiros aviões comerciais a jato do mundo. Foi produzido pela Boeing, que com esse modelo, passou a ser a maior fabricante de aviões comerciais do mundo.
Histórico

Até a década de 1950, a Boeing era uma fabricante sem muito expressão, entre as muitas existentes nos Estados Unidos. Era conhecida apenas por suas aeronaves militares, e na verdade, o 707 nasceu como um projeto de nave de reabastecimento, conhecida como KC-135A. O Boeing 707 foi o primeiro a ter grande sucesso de vendas, bem como a primeira aeronave série 7X7 da Boeing. O seu principal concorrente era o Douglas DC-8 da ex-maior fabricantes de aviões comerciais, a Douglas. O DC-8 se mostrou um formidável concorrente, porém o Boeing 707 vendeu mais de mil unidades, vencendo a disputa entre as duas fabricantes.
Características
O 707 é um quadrijato, possuindo dois motores sob cada asa. A primeira linha aérea a operá-lo foi a Pan Am, realizando a rota Nova Iorque - Paris, em 26 de outubro de 1958.

O alcance do Boeing 707 é de aproximadamente 5.700 mn (10659 km), velocidade de cruzeiro de 815 km/h, e a capacidade de passageiros, de até 202 pessoas. O Boeing 737, o Boeing 727 e o Boeing 747 utilizaram muito da tecnologia do seu antecessor, e podem ser consideradas como descendentes diretos dele.
Produção
A produção do 707 começou em 1954 e terminou em 1978, embora as versões de uso militar tenham continuado em produção até 1991. A Boeing fabricou um total de 1.012 unidades do avião.


Boeing 707-3F5C na FAP
Quantidade: Max/inicial: 2
Em serviço: 0
Situação: Retirado
Este tipo de avião fez carreira na Força Aérea Portuguesa durante o periodo final no conflito nos cenários africanos.

Iniciou a sua carreira em 1971, com unidades sendo fornecidas à transportadora portuguesa TAP, para evitar problemas com embargos à utilização da aeronave.

A introdução do Boeing-707 na Força Aérea Portuguesa, passou a permitir o transporte de militares portugueses de avião, reduzindo o tempo da viagem que até então se fazia de navio.

Com o fim do conflito, a utilização desta aeronave deixou de ter sentido. Eles foram vendidos para a TAP, que no entanto utilizava Boeing-707 com características diferentes, pelo que os aviões portugueses acabaram sendo vendidos para a Força Aérea Italiana, onde ainda se encontravam em 2006.
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Victor
Nas minhas navegações pela net em sites de aviação, encontrei notícias sobre os Boeing 707 da FAP. Já num site italiano sobre aviação apareceu um vídeo que está à venda em DVD sobre estes dois aviões que estão ao serviço da Força Aérea Italiana como aviões de reabastecimento em voo.
Como é sabido depois da descolonização e do fim da guerra, os Boeing 707-300 da FAP passaram para a transportadora TAP, e esta manteve-os pouco tempo em serviço dado os motores com que vinham equipados serem de modelo diferente da restante frota de 707, tendo-os vendido à Força Aérea Italiana que os transformou em aviões tanque de reabastecimento em voo para os seus caças.
Quem quiser ter acesso ao visionamento do vídeo, e recordar os saudosos 8801 e 8802 basta ir ao seguinte site:
www.toscanavolo.it/dvd-pratica2007.html
Outro site onde podem ver fotos dos 707 é onda Força Aérea Italiana: 
http://www.aeronautica.difesa.it/
Os Boeing 707 marcaram uma época da aviação comercial e na FAP estiveram ao serviço desde 1971 transportando milhares de militares de e para as ex colónias. Estavam sediados no AB1 na Portela ao serviço dos TAM, na época Agrupamento de Transportes Aéreos Militares, tendo a FAP possuído dois aparelhos na versão 707-300 que é a versão mais alongada destes aparelhos, dado além desta existirem ainda a versão 100 e a 200.
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segunda-feira, 26 de março de 2012

"Barco-fantasma" à deriva desde o tsunami no Japão aparece no Canadá
Um barco de pesca japonês arrastado pelo tsunami de há um ano foi agora localizado ao largo da costa do Canadá
A embarcação foi localizada por um avião que partulhava a zona a cerca de 275 quilómetros ao largo das ilhas Haida Gwaii, na sexta-feira.
As autoridades acreditam que este é o maior item dos milhões de toneladas de detritos que têm atravessado o Oceano pacífico desde março do ano passado. O Canadá está agora a monitorizar o navio, receando o perigo de poluição marítima. 
O tsunami gerou mais de 25 milhões toneladas de detritos, segundo as pesquisas da Universidade do Havai. Destas, entre quatro a oito milhões foram arrastadas para o oceano e entre estas, por sua vez, uma ou duas toneladas deverão ainda estar à deriva, prevendo-se a sua chegada à costa norte-americana só em março de 2014.

sábado, 24 de março de 2012

GUERRA COLONIAL - O Helicóptero PUMA SA 330 na Guerra em África

Produzido pela Aerospacial (França) como helicóptero médio com capacidade para voar com todo o tempo. Estava equipado com 2 turbinas Turbomeca com 1.900 cv de potência, tinha um peso máximo à descolagem de 3.770 kg e uma velocidade máxima de 258 km/hora, possuindo uma autonomia de 5 horas. Podia ser equipado com armamento, 1 canhão de 20 mm, 2 metralhadoras coaxiais de 7,62 mm ou mísseis.
A tripulação era constituída por dois pilotos podendo transportar 15/18 passageiros militares com o respectivo equipamento individual.
Dadas as limitações de voo e de transporte de militares em operações do Al III tornou-se imperioso dotar a FAP com helicópteros de maiores dimensões e sem as restrições dos Al III. O facto de ter dois motores e equipamento de voo e navegação para todo o tempo conferia-lhe uma inegável vantagem que era potenciada pela larga experiência operacional dos pilotos portugueses que tinham voado o Al III, pelo que o SA 330 Puma desempenhou uma notável actividade nos teatros de operações de Angola e de Moçambique.
Portugal adquiriu 13 Pumas em 1970, tendo sido retirados de serviço em finais de 2006 e substituídos pelos EH-101 Merlin.
Equipou a Esquadra 94 da BA 9 em Luanda, o AB 7 em Tete (Moçambique), a BA 6 no Montijo e a BA 4 nas Lajes, Açores. As suas principais missões eram o transporte operacional de militares, transporte de carga e apoio logístico, evacuações sanitárias e busca e salvamento. Para o efeito, para além da capacidade de transporte de passageiros e carga, possuía um guincho para recolha de pessoas a partir do chão ou do mar, radar ORB – 31 e piloto automático que lhe permitia fazer estacionário automaticamente.
Aérospatiale SA-330 Puma
O Aérospatiale Puma é um helicóptero originalmente construído pela Aérospatiale, na França. Também é conhecido por SA-330.
Portugal
Em 1970, a Força Aérea Portuguesa adquiriu 13 Pumas, devido à necessidade de maior capacidade de transporte durante a Guerra do Ultramar - 18/20 homens, um número bastante superior aos 5 passageiros possíveis com os Alouette III, o que aumentou significativamente a mobilidade do Exército Português. Seis unidades destinaram-se aos conflitos em Moçambique. Foram intensivamente utilizados pelas Forças Especiais em Angola, nomeadamente na intersecção de colunas de guerrilheiros vindos das fronteiras do Congo e da Zâmbia, servindo também na evacuação sanitária e apoio logístico.
O primeiro voo operacional do Puma foi a 23 de outubro de 1970, em missão de transporte de manobra (TMAN), em Santa Eulália, no norte de Angola.
Os "Puma" foram alvo de três actualizações desde do fim da guerra em África:
Transformação em aparelho SAR com a introdução do radar Omera ORB-31.
Portugal foi o único país a equipar o SA-330 com o radar ORB-31. Este radar possui a capacidade, tal como o ORB-31D, para lançar e guiar mísseis
Exocet.
Equipamentos autónomos de navegação e estacionário automático.
Novos motores Makila.
O "Puma" foi retirado oficialmente do serviço, no território continental de Portugal, a 3 de fevereiro de 2006, no mesmo dia em que as primeiras unidades do seu sucessor (EH-101 Merlin) entraram ao serviço em missões de Busca e Salvamento, ao serviço da Esquadra 751. Até final de novembro de 2006 alguns dos "Puma" continuam ao serviço na Base Aérea das Lajes, momento a partir do qual os (EH-101 Merlin) os substiturão em missões operacionais.
Em 24 de setembro de 2008 os Pumas foram reactivados para a missão anteriormente desempenhada pela Esquadra 711 reabilitando-se quatro helicópteros na também reactivada Esquadra 752 "PUMAS".
Entre 1970 e 2009 as esquadras da Força Aérea Portuguesa que utilizaram este Pumas foram as seguintes:
Esquadra 94 - baseada em Luanda (Angola)
Esquadra 703 - baseada em Tete (Moçambique)
Esquadra 751 - baseada no Montijo
Esquadra 752 - baseada nas Lajes (Açores)
Esquadra 711 - baseada nas Lajes (Açores)
Esquadra 752 - baseada nas Lajes (Açores)

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