segunda-feira, 30 de abril de 2012

Navio romano com contrabando levantado do fundo do mar

No século III a.C. ao largo da costa do resort moderno de Marausa Lido, perto de Trapani (Sicília) naufragou um navio comercial. Seis meses atrás os cientistas levantaram o barco do fundo de 7 metros, encontrando a bordo um contrabando.
Oficialmente o navio transportava nozes, figas, azeitonas e azeite em vasos de tamanhos diferentes, mas além deles os marinheiros levaram muitos tubos terracotas do Norte da África para Roma, que na altura foram utilizados na construção para reduzir a pressão da abóbada.
O fato é que no Norte da África tais tubos custaram um quarto do que pagaram em Roma. Mas as autoridades fecharam os olhos para tal contrabando, sendo que este foi uma última oportunidade para marinheiros fazer face às despesas.
Todas as cerâmicas, incluindo contrabando, bem como vasos, estão perfeitamente preservadas. O navio foi encoberto por uma espassa camada do lodo, fazendo a construção de madeira pouco intacta. Após a restauração, que levará cerca de dois anos, os cientistas receberá o mais preservado navio romano de todos os descobertos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Manobras incríveis pilotos evitam desastres aéreos em Espanha
Ventos fortíssimos atingem o norte da Península Ibérica está desafiando as habilidades dos pilotos de aviões comerciais em Espanha. Centenas de passageiros de diferentes voos têm vivido autênticas aventuras, apesar do perigo os profissionais da aviação tem conseguido evitar o pior.
Rajadas de vento até 130 km/h fazem a aterragem quase impossível no aeroporto de Bilbau (País Basco), que continua aberto ao tráfego apesar do alerta laranja alerta emitido pelos Serviços de Emergência de Espanha. Apenas foi necessário desviar quatro voos para os aeroportos nas proximidades.

Durante as manobras, o vento tem golpeado violentamente as aeronaves, no momento certo de aproximação a terra como na fase final da pista, segundos cruciais para a vida dos passageiros e da tripulação, movendo as aeronaves muitos metros e às vezes até forçando a levantar voo a poucos metros da terra.
Não houve nenhum incidente, felizmente graças ao profissionalismo dos pilotos.
Fonte: 
 http://actualidad.rt.com/Actualidad/internacional/issue_39286.html?bn1r

VIDEO

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Palma da mão sucede cartão bancário

O banco japonês Ogaki Kyoritsu decidiu usar tecnologia da companhia Fujitsu que permite aos clientes levantar dinheiro por meio da palma da mão. Os terminais bancários serão instalados em setembro. Deste modo, o Ogaki Kyoritsu será o primeiro banco que deixa o uso de cartões por ser este método novo mais seguro e conveniente. Um scanner biométrico poderá fazer leitura do código especial dos vasos sanguíneos da palma da mão, sendo necessário apenas introduzir o pin (numero de identificação pessoal) e confirmar a data de nascimento.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

GUERRA COLONIAL - P2V-5 Neptuno no Ultramar


 O Lockheed P2 Neptune da Lockheed (até 1963 designado de P2V) é um avião bimotor, asa média, de trem retráctil, para patrulha naval e luta anti-submarina.
Na Marinha dos Estados Unidos operou entre 1947 e 1978, em substituição do PV-1 Ventura e PV-2 Harpoon, sendo substituído posteriormente pelo P-3 Orion.
Emprego na Força Aérea PortuguesaO P2V5 Neptune entrou ao serviço da Força Aérea Portuguesa em abril de 1960 e foi definitivamente abatido em 1978.
Foram adquiridas 12 aeronaves, provenientes da Marinha Real Holandesa, equipados com meios sofisticados electrónicos para a detecção e o combate a submarinos.
Estiveram colocados na Esquadra 61, da Base Aérea Nº6.

Foram utilizados na Guerra do Ultramar para reconhecimento e bombardeamento.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

GUERRA COLONIAL - B-26 Invader em ANGOLA


Começou a ser fabricado nos E.U. A. em 1939 e interveio na 2.ª Guerra Mundial como bombardeiro médio diurno. Equipado com 2 motores Pratt&Whitney R.2800 tinha um peso máximo à descolagem de 16.780 kg e alcançava a velocidade máxima de 454 km/h com um tecto de 6.400 metros e um raio de acção de 4.587 kms. O trem era triciclo, com comando da roda de proa a partir do cockpit.

A sua tripulação era constituída por 2 pilotos, mecânico de voo e operador de rádio.
Actuaram em Angola (BA 9) a partir de 1972, sendo utilizados em missões semelhantes às do PV-2, ataque ao solo, apoio de fogo às FT, bombardeamento e patrulhamento das fronteiras.
 

A aquisição destes aparelhos revestiu-se de aspectos rocambolescos porquanto foram adquiridos nos EUA já sem voarem, quando aquele país boicotava a venda de material bélico a Portugal. Foram comprados sete aparelhos que saíam daquele país sem autorização, sendo guardados à chegada, no meio do maior sigilo, na BA 3 em Tancos, até que seguiram para Angola onde a sua actuação foi pouco significativa. Antes de seguirem para Angola passaram pelas OGMA (Oficinas Gerais de Material Aeronáutico) em Alverca, onde os B-26 foram revistos e colocado o armamento (metralhadoras, ninhos de foguetes e dispositivos para bombas nas asas e no interior).

 

Na Força Aérea Portuguesa
Apesar da recusa do "amigo americano" de fornecer material de guerra aos portugueses para combater
o terrorismo, Portugal conseguiu adquirir sete Invaders em 1965.
No início, estes aviões foram usados em treino na Base Aérea de Tancos.
Em 1971, seis destes Invaders da FAP foram enviados para Angola para usar na guerra, tendo operado
em voos de reconhecimento armado, com algumas interdições.
Os B-26 nunca mais voaram depois que o novo governo tomou conta de Angola.
Presume-se que um B-26B, posteriormente visto em Cuba, seria um dos antigos aviões da FAP, levado
para ali pelo pessoal da Força Aérea Cubana enquanto baseado em Angola nos anos oitenta.


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ANEDOTA
O Manel e a loira

O Manel entrou num bar cerca das 20:00. Escolheu um lugar junto de uma loira esplendorosa e olhou para o aparelho de TV, no momento em que começavam as notícias do dia. A equipa de reportagem cobria a notícia de um homem que estava prestes a atirar-se do alto de um enorme edifício.

A loira voltou-se para o Manel e disse:
- "Pensa que ele vai saltar?
Manel respondeu:
- "Eu aposto que ele vai saltar."
A loira respondeu:
- "Bem, eu aposto que não vai".
Manel pôs uma nota de €20,00 na mesa e exclamou:
- "Vamos a isso..."!

Logo que a loira colocou o seu dinheiro na mesa, o homem atirou-se, morrendo no embate com o solo.
A loira ficou muito aborrecida, mas entregou-lhe a nota de €20,00.
-"Aposta é aposta... é justo... Aqui está seu dinheiro".

Manel respondeu:
- "Eu não posso aceitar o seu dinheiro. Eu vi o incidente anteriormente nas notícias das 18 horas. Eu sabia que ele ia saltar."
A loira respondeu:
- "Eu também, mas eu nunca pensei que ele o fizesse novamente".

Manel pegou no dinheiro e saiu....

terça-feira, 10 de abril de 2012

Olho por olho...dente por dente...!

Plenamente de acordo. Era uma grande medida se posta em prática.


Em nome dos cortes salariais e do roubo do subsídio de Natal e Férias, vamos circular este apelo que ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!

Exigimos também aqui em Portugal :

Reduzir os salários de TODOS os cargos políticos em 50%.

Retirar TODOS os subsídios, abonos ou subvenções. Apenas poderão auferir o salário.

Limitar o salário dos cargos políticos ao valor de 25 salários mínimos (+/- 12.500).

Apenas poderão auferir UM salário.

Reforma para os políticos aos 65 anos de idade.

ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!

Vamos fazê-la circular em PORTUGAL....MUITAS VEZES, tantas quantas as necessárias...

Fonte: Recebido por Correio Electrónico


Movimento contra aumento de deputados

A Plataforma de Cidadania manifestou-se contra o anunciado aumento de deputados no parlamento regional.

A Plataforma de Cidadania, um movimento cívico que pretende participar nas eleições regionais a Outubro, manifestou-se contra o anunciado aumento de deputados no parlamento regional.
O movimento cívico explicou que “num momento em que a taxa de desemprego regista um crescimento sem precedentes, em que os impostos sobem para níveis insuportáveis e em que milhares de famílias açorianas enfrentam condições precárias de subsistência, o crescimento do número de deputados é algo que não compreendemos e não aceitamos”.
Está em causa o aumento de 57 para 64 deputados regionais nas próximas eleições, imposto pelo aumento do número de eleitores inscritos na Região, uma vez que a lei eleitoral estabelece uma relação entre o número de eleitores e os deputados a eleger em cada círculo eleitoral.
Por este motivo a Plataforma de Cidadania frisa que “o facto de em 36 freguesias dos Açores o número de eleitores superar a população residente ilustra bem o carácter completamente artificial dos cadernos eleitorais na Região”, defendendo, por isso, uma “alteração cirúrgica” à lei eleitoral, apelando aos partidos políticos com assento parlamentar para que aprovem a iniciativa legislativa que já foi apresentada com esse mesmo objectivo pelo deputado regional do PPM, Paulo Estêvão.
Esta alteração consiste em que o actual texto que prevê em cada círculo eleitoral, a eleição de dois deputados e mais um por cada 6.000 eleitores ou fracção superior a 1.000, passe a determinar a eleição de dois deputados por cada círculo eleitoral e mais um por cada 7.250 eleitores ou fracção superior a 1.000.
Para o movimento cívico esta pequena alteração “evitará uma situação verdadeiramente escandalosa”, tendo Luís Anselmo, da Plataforma de Cidadania, destacado que “os sete deputados a mais vão custar 800 mil euros por ano, ou seja, cerca de 3,2 milhões de euros numa legislatura”.

Fonte: JornalDiario

Petição Não ao aumento do número de deputados a eleger nas próximas eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

EUA enviam para o Golfo Pérsico mais um porta-aviões

Os EUA enviaram para o Golfo Pérsico o porta-aviões Enterprise acompanhado por um cruzador e dois destroyres em face do agravamento da tensão à volta do Irã. Assim, foi reforçada a presença naval norte-americana nesta zona onde já se encontra o porta-aviões Abraham Lincoln com um grupo de apoio.
Enquanto isso, o porta-voz do Comando da Força Naval dos EUA informou que os navios deverão apoiar operações militares no Afeganistão, participar na luta contra a pirataria marítima junto das costas da Somália e efetuar patrulhamento das principais vias de escoamento do petróleo proveniente do Golfo Pérsico.

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Saudações de Orwell

O governo britânico publicou há poucos dias o projeto de lei sobre a vigilância de conversas telefônicas e da correspondência eletrônica de todos os habitantes do país sem exceção.
 
Em vista disso os comentaristas da mídia européia recordam cada vez mais frequentemente o nome do eminente escritor inglês George Orwell. Em 1949 ele publicou o satírico romance – utopia “1984” agourando a época de vigilância total do Estado sobre os cidadãos. Os jornalistas constatam que se adotar o título do livro na qualidade do ponto de referência desta época, então o escritor errou 28 anos. Na sua opinião, esta época começa hoje, embora o seu aspecto não seja exatamente igual ao que tinha sido descrito no romance.
Por ironia do destino, precisamente a terra natal de Orwell, o Albião, famoso por suas neblinas, é um dos primeiros na Europa Unida a planejar a encarnação da fantasmagoria do famoso satírico. De acordo com o projeto de lei, os provedores da internet serão obrigados a fornecer informações requeridas pelos serviços secretos sobre os seus usuários à primeira exigência destes e em regime de tempo real. E isso será feito sem qualquer decisão judiciária. Os peritos admitem que será também possível a intercepção de conversas telefônicas dos cidadãos que mantêm contato através de “Skype” e redes sociais.
De um modo geral, o documento proposto pelo governo britânico corresponde a diretriz da Comissão Européia sobre a recolha e manutenção de dados relativos a telecomunicações. Esta diretriz foi aprovada ainda em 2006 mas jamais chegou a ser levada a cabo na íntegra por causa dos protestos sociais nos países – membros da União Européia. Os juristas e defensores dos direitos humanos criticam o próprio princípio de vigilância total sobre todos os contatos dos cidadãos, incluindo informações sobre o seu paradeiro num determinado momento. Quanto ao projeto de lei britânico, este chegou a superar, inclusive, as exigências da Comissão Européia. Representantes de praticamente todos os partidos pronunciaram-se contra este documento. Em resultado disso, o primeiro ministro Nick Clegg asseverou que o projeto de lei não será submetido ao exame do parlamento sem ser discutido antes por todo o povo num referendo.
Mas a Comissão Européia intensifica a pressão. O portal de internet “Heise.de”, informa que esta diretriz da Comissão Européia já entrou em vigor na Áustria, provocando manifestações de protesto. De acordo com o jornal alemão “Tageszeitung” depois de muitos anos de resistência acabou por ceder também o parlamento sueco que tinha adotado logo na primeira apresentação uma lei que permite conservar durante meio-ano a partir do dia 1 de maio os dados de telecomunicações. Pode-se afirmar que a maior resistência foi oferecida pela Alemanha. Há poucos dias a Comissão Européia apresentou-lhe o ultimato: a consolidação desta diretriz na legislação nacional ou, dentro de quatro semanas, uma demanda movido no Tribunal de Comunidades Européias e a perspectiva de pagar uma multa de milhões e milhões de euros.
O professor Oleg Barabanov, catedrático da política da Comunidade Européia e do Conselho da Europa do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, acha que esta diretriz da Comissão Européia contraria normas da democracia.
“A diretriz da Comissão Européia enquadra na linha geral de intensificação do controle sobre a vida dos cidadãos no mundo inteiro, - afirma o professor. – O seu motivo básico é a intensificação da luta contra o terrorismo. Esta é uma tendência geral. Mas como é natural ela entra em contradição com a concepção tradicional da democracia e da não intromissão do Estado na vida particular dos cidadãos. Uma vez que agora a situação na União Européia é bastante tensa por causa da crise do euro e do desequilíbrio econômico, as tentativas de levar a cabo ativamente esta diretriz provocam protestos ainda mais enérgicos.
Na recente resolução de um grupo de juristas alemães diz-se que a diretriz da Comissão Européia viola as normas da Convenção Européia sobre os direitos do homem. Além disso, - ressaltam os juristas, - este ato limita os direitos da imprensa. É que os serviços secretos irão rastrear através da internet cada deslocação do jornalista, qualquer informação que ele obtém. Quanto ao efeito real desta diretriz, o Instituto do direito internacional “Max Plank”, da Alemanha, apresentou há pouco um estudo de 270 páginas em que se diz que a conservação de dados pessoais ou renuncia a estes dados praticamente não exercem influência sobre o coeficiente de apuração de diversos crimes. Os interesses dos funcionários da União Européia e dos serviços secretos são evidentes. Pode-se questionar, todavia, se eles correspondem sempre aos interesses dos cidadãos ou não.

Portugal: pão, queijo e vinho durante a crise

Em Portugal o fim do inverno e o advento da primavera são acompanhados tradicionalmente pelas festas gastronômicas, chamadas de festivais. Via de regra, destes festejos participam os habitantes de pequenas regiões e hóspedes das grandes cidades.
 
Nestas festas, realizadas normalmente no fim da semana, funcionam feiras, em que se vendem produtos e bebidas locais, são organizadas exposições de cães, exibem-se animais domésticos, - vacas, ovelhas e suínos, - e promovem-se competições esportivas.
O nosso correspondente em Portugal Vitali Mirni teve a oportunidade de visitar uma destas festas no limiar do inverno e da primavera.
A festa, chamada “Festival de queijo, pão e vinho”, foi promovida a cerca de 30 quilômetros de Lisboa, junto do centro distrital Palmela.
Mas gostaria de assinalar, antes de mais, que em Portugal os conceitos de primavera e de inverno são bastante convencionais. De acordo com os nossos critérios, agora aí é início típico do verão.
O clima da Lusitânia, - antiga província do Império Romano, e agora, Portugal, - é subtropical e suave. Aqui praticamente não cai a neve, - a única exceção é um só monte, existente em Portugal, cuja altura chega a dois quilômetros.
Na última década de março a temperatura em Lisboa já chegava a 27 graus centígrados. Tudo em torno é verde, e as plantações enormes de uva também irão cobrir-se de folhagem bem em breve.
O tempo quente durante quase todo o ano e a ausência de frios tornam Portugal um local excelente para todas as formas da atividade agrícola. Por exemplo, aí se pode obter durante o ano duas colheitas de batata e os canteiras das hortas portuguesas estão verdes durante o ano inteiro.
O pão, o queijo e o vinho são alimentos básicos dos portugueses desde épocas imemoráveis. Recordo que quando acabei de chegar a Portugal, fiquei pasmado com as narrativas de habitantes do campo sobre uma fome que tinha ocorrido aí outrora. Os camponeses locais disseram-me que houvera época em que não existiam alimentos, não havia nada para comer, exceto, - segundo diziam, - o pão, o queijo e o vinho.
Vamos, voltar, todavia ao “Festival de queijo, pão e vinho”, realizado nas proximidades da cidadezinha de Palmela, situada nos arredores de Lisboa, que tive a oportunidade de visitar.
Pedro Fontes, chefe do comitê de organização do festival, declarou à “Voz da Rússia” que esta ação é realizada pela décima terceira vez e o seu organizador principal é a associação local de granjeiros que se dedicam à criação do gado bovino e miúdo e à produção do queijo. Como é de praxe, os produtores locais de vinho também foram convidados a participar do festival.
Pedro Fontes afirma que todos os três produtos, apresentados no quadro do festival, isto é, o pão, o queijo e o vinho, completam de uma forma natural um a outro. Historicamente eles sempre foram consumidos em conjunto no território de Portugal.
Agora a economia portuguesa, incluindo a agricultura, atravessa um período muito difícil. Apesar da ajuda financeira internacional, as conseqüências da crise afetaram dolorosamente a economia, incluindo o setor agrícola. Os apelos do governo de Portugal de incrementar a produção não surtem por enquanto um efeito visível, e isso diz respeito, em primeiro lugar, à agricultura.
Agora fazem-se muitos comentários pouco lisonjeiros a respeito dos estadistas que dirigiam Portugal na época em que o país ingressava na União Européia, o que resultou na redução das suas cotas de produção agrícola.
E embora Portugal tivesse recebido naquela ocasião da União Européia uma compensação monetária pela diminuição da produção, a agricultura perdeu devida atenção por parte das autoridades, perdeu tecnologias modernas e parou no seu desenvolvimento.
As festas gastronômicas no campo, do tipo do “Festival do queijo, pão e vinho”, de que acabo de falar, agora não passam de um tributo a uma tradição secular dos portugueses.
O país, em que a produção agrícola sempre foi a base da economia, necessita agora de grandes investimentos na agricultura a fim de elevá-la ao nível moderno.

Habitantes duma aldeia rejeitaram 1 bilhão de dólares

Os habitantes duma aldeia, nos Alpes suíços, proibiram a exploração duma jazida de ouro, com reservas de $1,2 bilhões, no território da aldéia, embora cada um deles pudesse receber luvas de cerca de $100.000.
No referendo levado a cabo na semana passada, 90 habitantes da aldeia no vale do Medel pronunciaram-se pelo início da exploração, mas 180 outros votaram contra.
A gente receia que a exploração industrial do ouro prejudique o meio ambiente. Além disto, não querem que se perturbe o ritmo habitual de sua vida.

Milhares de vítimas inocentes por um só ditador

Há nove anos as tropas dos EUA e da Grã Bretanha “levaram” nas suas baionetas a democracia para o Iraque. Precisamente neste dia os tanques das forças da coalizão entraram em Bagdá e ajudaram a multidão jubilosa e derrubar o monumento de Saddam Hussein.
O derrubamento de Saddam Hussein foi um dos objetivos dos exércitos da coligação que tinham invadido o país sem o respectivo mandado da ONU, alegando a busca de armas de extermínio em massa. Estas armas jamais foram encontradas, mas os americanos conseguiram prender o ditador. O tribunal, pressionado por militares estrangeiros, reconheceu Saddam Hussein culpado pelo massacre de 148 habitantes de uma aldeia xiita, onde tinha sido cometido um atentado contra ele. Hussein foi enforcado.
No entanto, o presidente do Instituto do Próximo Oriente Evgueni Satanovski está convencido de que a “democracia trazida nas pontas das baionetas” afetou dolorosamente todas as famílias iraquianas.
“De acordo com os dados oficiais, o número de vítimas chega a centenas de milhares, mas de acordo com os cálculos não oficiais de defensores de direitos nacionais, este número já ultrapassou um milhão. O número de refugiados e de deslocados é igual a cinco milhões e meio. Quase dois milhões deles vivem na Síria, cerca de um milhão, na Jordânia. Eles não obtiveram da ONU o status de refugiados e são absolutamente indefesos”.
As tropas dos EUA e da Grã Bretanha admitiram também a eliminação pratica da comunidade cristã no Iraque. Note-se que na época de Saddam Hussein várias pessoas chegadas ao ditador eram cristãos.
Os xiitas professam o separatismo radical e são apoiados nisso por Teerã, inimigo intransigente de Washington. Quanto a regiões sunitas, estão foram assoladas não somente por americanos, mas também pela polícia e exército do Iraque. Os curdos, - outrora uma minoria nacional oprimida, - criaram no norte do país um enclave que praticamente não depende do centro e expulsam dali os árabes. Os americanos lesaram Saddam Hussein mais lesaram ainda mais dolorosamente os iraquianos, - afirma o vice-diretor do Instituto de análise política e militar Aleksandr Khromchikhin.
“No Iraque por enquanto não há guerra civil mas ela pode eclodir a qualquer momento. O país avança, antes, por força de inércia. Quanto ao Curdistão, este já é um território independente “de facto”. A tensão entre os sunitas e os xiitas é muito grande”.
Certamente, a substituição forçada do regime no Iraque foi a precursora da chamada “primavera árabe” no Norte da África e no Próximo Oriente. Em toda parte ela começava como um movimento pelo derrubamento dos ditadores. Ben Ali foi derrubado e fugiu na Tunísia. Hosni Mubarak, preso ao seu leito, é processado no Egito. O presidente do Iêmen Ali Abdallah Saleh foi afastado do poder. Na Líbia foi linchado Muammar Kadhafi. Todavia, os resultados geopolíticos do derrubamento destes governantes, que estiveram no cume do poder várias décadas, são funestas. Eis a opinião de Serguei Demidenko, perito do Instituto de estimativas e análises estratégicas.
“A derrocada de todos estes regimes odiosos não contribuiu absolutamente para consolidar a estabilidade e a democracia no Próximo Oriente e no Norte da África. É um fato evidente. O seu resultado mais importante é o reforço imenso do fator islamita na região. Se o poder ficar nas mãos de islamitas radicais, a situação será má a não poder mais. O poder nas mãos de islamitas moderados também não promete nada de bom. A região degrada rumo ao caos e à instabilidade”. 

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Uma nova ameaça cósmica
 A Terra vai sofrer tempestades solares mais fortes
O campo magnético do sol está a enfraquecer, isso pode significar graves consequências para a humanidade. Um estudo realizado por um astrofísico graduado pela Universidade de Reading (Reino Unido), Luke Barnard, chegou a conclusões alarmantes.
Avisa que nos próximos 40 anos a atividade solar será reduzida em 50%, como resultado diminuirá o campo magnético solar, que resiste à pressão dos raios cósmicos provenientes do exterior do sistema solar. Com isso vai aumentar a quantidade de raios cósmicos no espaço em torno da Terra. Além das chamas solares serão menos frequentes, mas mais intensas e perigosas.
O crescimento da radiação cósmica em primeiro lugar afeta os satélites artificiais, os astronautas e as aeronaves, dado que não estão preparados para resistir a uma radiação deste tipo. Também pode afetar as pessoas e os equipamentos elétricos. Especialistas já começaram à procura de uma solução para desenvolver um tipo de proteção para a Terra.
Atividade Solar
A era сósmica da humanidade coincidiu com uma atividade solar excessivamente elevada. Durante os ultimos 9.300 anos ocorreu apenas 24 períodos de máxima atividade solar, tais como agora experimenta o sol. Atualmente um destes períodos está a chegar ao fim e a radiação solar vai desaparecer dentro de algumas centenas de anos e poderam atingir o seu mínimo, diz Barnard
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sexta-feira, 6 de abril de 2012

AFRICA - GUERRA COLONIAL ELES SEMPRE EXISTIRAM OVNIS NO A.B.4

O tempo vai passando e cada vez mais nos vamos esquecendo de algumas coisas que em tempos nos chamaram a atenção e que a memória (já não é o que era) nos vai pregando partidas.
Nos anos 70, que não consigo precisar concretamente se foi 70 ou 71 ou quem sabe 72, passou-se algo de insólito, nos céus de Henrique de Carvalho (A.B.4) que me tem trazido á memória imagens tão reais como se as estivesse agora a ver, imagens essas que queria corroboradas por mais camaradas que também as tivessem presenciado.
Como disse, não consigo lembrar-me da data, mas o que se passou foi o seguinte:Certa noite, pelas 23 horas, mais coisa menos coisa, pois penso que tinha chegado da cidade no transporte da Base, havia imensos camaradas de olhos postos no céu, a que se juntou mais um (eu), pois realmente algo de estranho se passava. O que vi, foram quatro luzes, “objectos”posicionadas nos quatro pontos cardeais, que emitiam por sua vez, tonalidades de luz, penso que passando por todas a que conhecemos, e parecendo que se comunicavam entre si. No firmamento, evoluíam outros dois pontos de luz, ”objectos”, a grande altitude de forma quase paralela entre si, parecendo que se deslocavam fazendo com que um V. Lembro-me que nessa altura, os pequenos rádios que quase todos nós tínhamos, faziam imenso ruído e que nada se percebia da emissão que estava no ar. Penso que este período de tempo foi “talvez” de meia hora, apesar de ter parecido uma eternidade, a confusão que gerou tal fenómeno. Estas “luzes” estimava-se que estivessem estacionadas a cerca de 40mil/pés, isto, para quem pela linha do horizonte, conseguia ler distâncias, sendo que as outras duas estivessem bem lá no “cimo”. Recordo, ainda que de forma menos clara, do pedido feito por H.C. ao Luso, para o envio de um PV2 para intercepção dos referidos “objectos”. Mais tarde, porque para isso não tive acesso, foi falado à boca cheia, que teria sido enviado um PV2 para tal efeito e que em aproximação a H.C. teria dito que, estaria nessa estação em poucos minutos. Após esta informação, teriam os respectivos ”objectos” subido para um tecto de cerca de 80mil/pés, impossível de atingir para o PV2.Também nessa altura, creio ter sido solicitado o envio de apoio Sul -Africano dos aviões Camberra, que teriam tecto para a possível perseguição.
Quando o PV2 indica que não tem qualquer possibilidade de atingir aquele tecto,” penso” que depois de tentar atingir o máximo da sua possibilidade e é obrigado a descer, os ditos “objectos” efectuam uma manobra de segundos, até atingirem as mesmas posições ,onde originalmente se encontravam. Quanto aos Camberra não sei o que se passou com eles.
Nota: Estas informações sobre o pedido de intervenção de meios aéreos foram-me transmitidas posteriormente, pelo que é apenas relato do que ouvi.
Após a situação descrita, ainda houve um período de tempo em que os “objectos” pareciam “falar” entre si, com a evolução de troca de sinais de luzes (seria?).Lembro-me também, como se fosse no presente, que antes de este estranho fenómeno desaparecer, se criou uma neblina, tão intensa que não nos permitiu ver o desaparecimento do “objectos”.Quando se dissipou a neblina, mais um estranho acaso se verificou. Os rádios voltaram a funcionar normalmente. Como é normal, troquei impressões com outros camaradas que também se recordam de algumas coisas, deste episódio. Mas que a memória não traz tudo (40 anos é muito tempo). Para alguns, isto nada dirá, a outros que porventura tenham tido esta vivência desencadeará se calhar, memórias á muito esquecidas. Pensei que pudesse avivar e trazer este alguns destes “farripas “ e se possa escrever mais uma página da nossa memória colectiva.
Todas e quaisquer informações que houver deste “cenário” agradecemos que nos seja enviado.

OBS.Tive conhecimento que este fenómeno foi relatado por um avião da TAP, mas não tenho confirmação
Durante o tempo que mediou este escrito e a sua posterior edição, foi solicitado através de e-mail enviado pelo nosso amigo A. Neves, a todos os ex-camaradas (que constam da nossa base de dados) e tivessem também assistido ao fenómeno, o favor de enviar o seu comentário para que também fosse inserido neste espaço. Recebemos vários testemunhos.
TORRE DO A.B.4

Testemunhos:
Eu recordo-me desse acontecimento.
Para mim foi em finais de 71, princípio de 72.
De facto, naquela noite algo de anormal se passou nos cèus de HC, não tenho a certeza da quantidade, eram vários com a tal luminosidade diferente das estrelas, com mutação de cores.
Houve períodos em que se movimentavam e depois voltavam a fixar.
Recordo--me também, do que relatas quanto ao PV2 e das várias opiniões que a malta expressava, que eram helicópteros experimentais, etc.
Estás a ver aquelas cenas do costume em que todo o pessoal dá o seu palpite e para mais aquela hora !!!
Certo, é que motivou uma noitada diferente e razão para se beber mais umas Nocais, que aquela coisa de estar muito tempo a olhar para o céu a ver estrelas e ovnis enquanto se aguardava por PV2s e Camberras, fazia uma sede do caraças.
A.NevesEABT
Caros
O meu testemunho
Em 1970, estava destacado no AM44 ( Luso, destacamento de H.C.) com mais dois colegas que não me recordo o nome.
Todos os dias pelas 21h00, era obrigatório fazermos o QRX com o A.B.4 (XXR34) endereço radiotelegráfico.
Liguei a fonia e a grafia
Qual o meu espanto, que o circuito (fonia) estava um autentico delírio; o Controlador de serviço em H.C. era um individuo baixo com uns grandes bigodes e quando chegava ao circuito o seu grito de guerra era “AIKAMOCA AIKAMOCA chama chama”. Não me recordo do nome, mas lembro-me que o meteorologista Helder Guedelha de Castelo Branco era amigo dele.
Bem, como já disse, o circuito estava um delírio e todos gozavam com o AIKAMOCA pois pensavam que o homem estava na torre de controle com uma grande piela, o que não era difícil…
Lembro-me, que a narrativa aqui feita pelo Aníbal de Oliveira, é precisa. Melhor, é impossível.
O que se passou nessa noite foi fantástico, acontece que no Luso, nessa altura, não havia nenhum PV2 , lembro-me que estava em missão (???)
O que acontece é que o AIKAMOCA nessa noite devia estar histérico e pedia tudo e mais alguma coisa, inclusive os F´s que estavam na BA9 em Luanda.
Dizia, que eram três OVNIS e que vinham atacar o A.B.4, baixavam e levantavam e ainda se deslocavam para a direita e esquerda.
Depois, eram todos os RT´s que estavam em QRX, lembro-me do destacamento em Gago Coutinho, penso que seria o Gaspar que lá estava, que metiam a sua “colher” a gozar com o AIKAMOCA, isto foi um pouco longe de mais, uma vez que, como todas as pessoas sabem, as ondas Hertzianas de noite propagam-se com mais facilidade e com o tecto (céu) limpo ainda se propagam melhor e a comunicação chega mais longe e limpa.
Entretanto, um RT de Moçambique, e que estava em Lourenço Marques, apanhou toda esta conversa e meteu-se na frequência a dizer que fazia parte da tripulação do OVNI, foi um pandemónio… e este queria falar com o AIKAMOCA através de morse, aí, resolvi entrar em contacto com ele, e pediu-me para escutar (QAP) em (CW) morse, o qual me informou ser o Modesto. (Seria mesmo o Modesto??) O Modesto era Alentejano e este não tinha voz Alentejana. Informei-o que isto estava a ir longe demais e que o meu Comandante estava presente (o que era mentira), então ele teve receio, calou-se e saiu do circuito.
Para agravar a situação, entrou em cena um outro operador, que dizia ser de um voo da TAP, e confirmava tudo o que o AIKAMOCA dizia, e via perfeitamente a movimentação dos OVNIS, e que a F.A. tinha de tomar uma posição o mais rapidamente possível.
O AIKAMOCA delirava, e já não sabia o que fazer mais, mandou chamar o Oficial de Dia para ir à Torre de Controle. Esta não posso testemunhar, mas ele disse que o ia fazer.
Um episódio próprio do RECAMBOLL.
Bem, nessa noite foi uma tourada, só regressei com o motorista e outro colega (?) Casca??, já passava das 22h30, viemos para a cidade, e já não fomos ao cinema como estava previsto.
Já na esplanada dos gelados em frente ao Hotel Luso, e depois de ter narrado o romance a todos os presentes, estes não acreditaram no que estava a contar e que era invenção minha. Calei-me, e esqueci esse EPISÓDIO DELIRANTE , que só veio agora a lume, por ter lido este inóspito incidente cuja acção narrativa é de uma obra literária ou artística, de factos verdadeiros e notáveis.
P.S.: Fiquei sempre na dúvida se isto aconteceu mesmo, ou se o AIKAMOCA, com o seu liberalismo quis desestabilizar um pouco o sistema.
Não sei se ele foi chamado á atenção,
O que sei é que ele com o seu saber a sua frontalidade e a sua veia artística e revoltada, era bem capaz de fazer um romance numa noite inolvidável em HENRIQUE DE CARVALHO
Um abraço a todos
J.D.ErnestoOPC
*Também me lembro desse acontecimento, poderá ter sido outro mas sendo 71/72 deve de ser o mesmo. Estava de serviço em Luanda, no Comando da Região Aérea, quando chegou a informação dos OVNIS que estariam á vertical de Henrique de Carvalho. Recordo-me que, de Luanda, foram enviadas instruções para descolarem meios aéreos, a partir do Luso, a fim de observarem e interceptarem esses ovnis.Creio que esses meios não chegaram a descolar.Mais tarde veio a informação que os ovnis tinham desaparecido e tudo voltou ao normal.
Um abraço
Pedro GarciaOPC
*Aníbal eu recordo isso e segundo me parece, antecedeu a crise de doença quase colectiva, que se instalou em que poucos não caíram á cama e um dia ou dois depois foi enviada uma equipa de médico de Luanda com medicamentos e alguns de nós (lembro-me do falecido Bilinhos que não largou a cadela durante esses dias) íamos com os médios visitar todos os acamados e distribuir medicamentos. Tenho a ideia que a manutenção não abriu e os outros serviços também não funcionaram
UmAbraço
Raposeiro "Jesu"MMA
*Pois amigos eu penso que isso se passou antes de Fevereiro de 1971, pois foi nessa data que os PV´s passaram de Luanda para H.C., e eu fui com eles, portanto se chamaram o PV do Luso, era porque ainda não estavam baseados em H.C.
Manuel PratesMRAD
*Nada vi do que contais, pois decerto já estaria casado e a viver na cidade...
O que vos posso relatar é que, estando eu numa noite com o Félix na Torre de Controlo... apareceu-nos um gringo qualquer a chamar-nos em 'Sierra 2', dando-nos bailarico...
Naturalmente o Féliz pediu que se identificasse, nada logrando com isso...
FAP Luanda que estava, como nós, à escuta, também entrou no ar, já que tudo se ouvia 5/5, por todos...
O dito cujo, fosse ele quem fosse, às tantas calou-se...
O estranho é ter ele entrado numa nossa frequência classificada.
Dizer-vos-ei, para terminar, que estou à vontade sobre UFO's ou OVNIS, pois tais Naves sempre existiram... e, hoje em dia, apesar de vibrarem na Quinta Dimensão, andam por aí em grandes Grupos... sob o Comando de ASHTAR SHERAN.
Quem quiser analisar e desenvolver este Tema, pode ir ao
www.google.com
Colocar em busca: 'Comando Ashtar Sheran'.
Uma Boa Navegação, por instrumentos, vos desejo!
Abraços e tudo em PAZ!
JesusOPC
Também me recordo dum acontecimento parecido. Não sei se foi o mesmo, mas aquele que me apercebi -- deu-se em princípios de 1972. Relatei-o na minha Crónica "Leste de Angola nº. 5", Episódio 2. Aqui vai a cópia do extracto:
2 - Noutra ocasião, encontrava-se um companheiro meu, (Rui Silva), de serviço à Torre. Ao escurecer, notou que havia uma luz que pairava no céu, mas que teimosamente não queria fazer-se à pista!... Tentou contactar com a suposta aeronave, mas esta não dava sinais de vida. Disparou um “very light” verde, para permissão de aterragem e, a luz da aeronave continuava a circular em volta da pista sem se aperceber de qualquer intenção. Intrigado, pensando que pudesse ser algum disco voador, telefonou para o Bar de sargentos a fim de solicitar a ajuda dum outro controlador mais experiente.
Lá vou eu ter com o Rui Silva para indagar da situação.
Conclusão, houve “ilusão de óptica”, “miragem pura”. A aeronave não existia! Porém, já tinha sido avisado o oficial de dia, iluminado as pistas com os candeeiros a petróleo e, chamado um bombardeiro que se encontrava ocasionalmente no Luso (Douglas B-26), para ajudar no combate… Para mais informações, só se contactarmos o Rui Silva. Ele foi o maior protagonista dessa cena. Encontrava-se de serviço na Torre de Controlo e, era um maçarico, na altura.
Um abraço
Vítor OliveiraOPCART
PV 2
Envio-vos a minha visão da tal noite dos OVNIS no AB4. Cito nomes, mas acho que não poderia deixar de o fazer e a história não teria interesse sem os citar. O "Pilas" (Vitor Faria) era meteorologista e tu deves lembrar-te dele muito bem. O capitão Acabado era de facto o comandante do PV2 que foi "combater" os OVNIS. Datas certas posso dizer-te, mas estão num livro de apontamentos que conservo, mas está no meio da papelada antiga que preciso de procurar.
Aqui vai o que me lembro dessa memorável noite dos OVNIS em HC.
O facto aconteceu pouco tempo depois de ter chegado à BA4, já que ainda não estava na Linha da Frente. Lembro-me bem de ter voltado da cidade de uma jantarada, ou bailarico e subitamente me deparar ali no descampado que rodeava a torre de controlo com um relativo ajuntamento de especialistas e quejandos que olhavam para o ar com ar interessadíssimo.
E lá estavam nos céus as tais luzes nos quatro cantos do horizonte. Perguntei o que se passava e foi-me dito (creio que pelo Terrinha MMA) que havia OVNIS postados sobre a base. Para mim OVNIS não eram aviões inimigos, mas sim, obviamente, discos voadores. E lá estavam eles. Um estático no zénite. Brilhante como um pequeno astro-rei nocturno a fazer horas extraordinárias. O outro de cor fulva junto à linha do horizonte para o lado da porta de armas. Dos outros não me recordo, não por causa da Nocal, mas porque já lá vão quase quatro décadas. Mas concedo que a Nocal tenha contribuído para exacerbar a situação e a imaginação também. "Rádio Moscovo” a estação que mais gostava de sintonizar a seguir à South Africa Broadcasting... qualquer assunto: - O OVNI principal encontrava-se a 60 mil pés de altitude! Declarou.
Nesse momento houve um àh... de admiração a toda a roda dos circunstantes iluminados pelos holofotes da torre de controlo onde se encontravam os camaradas “controladores” que sabiam de facto o que estava a acontecer, pensávamos nós. Ainda hoje não faço a mínima ideia de como é que o ”Pilas” fez os cálculos, já que os operou de cabeça perante mim e mais não sei quantos (uma dezena, dezena e meia, sem auxílio de qualquer instrumento, nomeadamente sextante, ou coisa que o valha. Sextantes e Teodolitos são instrumentos necessário para tais observações, julgava eu.
Certo é que os 60 mil pés do “Pilas” pegaram, já que o controlador aéreo de turno (um camarada de que me não lembro o nome, que tinha descido da torre e estava connosco, subiu de novo à dita e comunicou a “sentença” do meteorologista de serviço de HC para o Luso:- O OVNI encontra-se à vertical da base a 60 mil pés de altitude.
Finda a mensagem, em vez de responder a torre do Luso, responde o capitão Acabado, a partir de um PV2 que dali tinha descolado uns 20, ou 30 minutos antes: - 60 mil pés? Como é que eu vou interceptar um OVNI a 60 mil pés se esta caranguejola foi feita para a luta contra os submarinos no Pacífico na Segunda Guerra Mundial, poucos pés acima do nível do mar. Nem sequer temos máscaras de oxigénio! Terá sido mais ou menos assim a mensagem do simpático capitão Acabado, excelente chefe de família, de que me recordo bem de várias missões, acordado a meio da noite para combater OVNIS, enquanto o resto de Angola dormia pacificamente sem cuidar de mais nada a não ser acordar no dia seguinte para os seus afazeres quotidianos.
Nesse momento de “stress de guerra” (stress de guerra?) o mistério adensou-se.
A torre de HC começava a receber uma mensagem em 5 por 5: - “papá, papá, palhota”. “papá, papá palhota”. Consultados os manuais coisa... (creio que era “Sistems”, já que a conhecíamos pela sigla SABS) e que transmitia os últimos êxitos do rock internacional, nomeadamente os “Osy Bisa”, “Janis Joplin” e “Melanie” já para não falar de Bob Dilan e Donovan. O Macedo tinha sempre a última e mais preciosa informação sobre qualquer coisa. Fosse o que fosse, mas em matéria política especialmente. O Macedo era do contra por natureza. Um grande amigo e companheiro. No entanto, nesse ponto, achei que estaria a exagerar.
Mas enfim... era possível! Que “raio”. Tinha 19 anos e estava no meio da guerra. O melhor era acreditar em tudo nomeadamente num ataque da URSS sobre a ignota base de Saurimo (HC). Penso, hoje, que na altura Moscovo se preocuparia mais com uma qualquer base de muito menores dimensões do Vietname onde a guerra-fria se decidia de facto e onde as coisas andavam muito, mas muito mais acirradas do que alguma vez em Angola estariam. Muito menos no nosso perímetro, mais, ou menos anónimo do Leste de Angola.
Nesse momento de cogitação técnico política surge o “Pilas” (outro camarada e amigo). Tão camarada e amigo que não lhe recordo o apelido, nem o nome próprio, mas sim a alcunha porque todos os tratavam assim. E ele fazia gala desse epíteto. Afinal “Pilas” fazia jus à virilidade da nossa juventude. Estive com ele uns anos depois já na vida civil em Lisboa, na Av. Da Igreja em Alvalade. Tinha então deixado as ciências herméticas dos cúmulos-nimbos e dos estratos e dos higrómetros, enfim... Depois disso nunca mais dele tive notícia.
O “Pilas” meteorologista de lei, que estava de serviço, veio pôr ponto de ordem à mesa, ou melhor, ao ajuntamento a esmo que se tinha reunido. E depois de reflectir longamente (meia dúzia de segundos, na verdade, creio eu, se a memória não me falha quatro décadas depois) esclareceu o as de tudo isso me lembro como se fosse hoje. Nesse intróito de cogitação pessoal, comecei a ouvir os “sound bites" (como se diz hoje) dos circunstantes. Ao pequeno grupo inicial foi-se juntando o pessoal que vinha do Clube, da cidade, ou sabe-se lá de onde. Enfim...
Todos pontificavam. O Terrinha que era dos PV2 fazia cálculos e declarava que os OVNIS pairavam muito alto. Achei que o que dizia era correcto. Pairavam alto de facto. Faltava no entanto saber a que nível pairavam como se requeria. Quantos pés, que ângulo?
O Macedo que entendia que tudo no mundo pertencia ao domínio da política, afirmava que o regime e a guerra estavam por um fio porque os OVNIS não eram mais do que aeronaves inimigas altamente sofisticadas que só podiam ser soviéticas. Se calhar tinha ouvido alguma coisa na assunto: - O OVNI principal encontrava-se a 60 mil pés de altitude! Declarou !
Nesse momento houve um àh... de admiração a toda a roda dos circunstantes iluminados pelos holofotes da torre de controlo onde se encontravam os camaradas “controladores” que sabiam de facto o que estava a acontecer, pensávamos nós.
Nessa altura, Luanda decidiu assumir o controlo da situação ordenando à torre de HC que se calasse. A partir dali era o comando da 2ª Região Aérea que tomava conta da situação. O alto comando achava que a situação era grave. Era o momento dos generais tomarem conta da situação. Tratava-se de um caso de segurança nacional e assim foi.Provavelmente terá sido nessa altura que Luanda (algum general zeloso) terá pensado em pedir auxílio aos “primos”(sul-africanos) que com os seus Camberra detinham a tecnologia de ponta que nos faltava para detectar o inusitado ataque.
Ouvi dizer que os F84, da BA9 terão sido postos em alerta, mas não sei se chegaram a descolar. Acho que não.O que sei é que nesse entre tempo o OVNI alaranjado que pairava no horizonte baixo sobre a porta de armas foi subitamente ofuscado por uma névoa que se levantou e dissipou em pouco menos de meia hora. Finda a dita, a tal luz alaranjada desapareceu mais subitamente do que tinha aparecido. Simultaneamente o OVNI que pairava (segundo o Pilas) a 60 mil pés à vertical da base perdeu o fulgor. Os outros dois OVNIS em que não reparei de todo devem ter desaparecido igualmente. Devo dizer neste ponto da história que só me lembro de dois OVNIS, embora me recorde esparsamente, de que no murmúrio do ajuntamento se falar em quatro. Entretanto as horas foram-se passando. Seriam já uma onze da noite, ou mais e perante o desvanecimento dos céus e das luzes cada um foi à sua vida. Afinal o ataque dos marcianos não se tinha concretizado. Que chatice!...
Entretanto, vim a saber mais tarde, que o OVNI que pairava à vertical de HC, não era mais do que Canopus, uma estrela da constelação do Cão Maior que pairava bem mais alto do que os cálculos do “Pilas”. Estava não a 60 mil pés, mas provavelmente a 60 mil anos-luz. Bem mais distante do que a nossa imaginação dos 19 anos de idade pensaria possível. O facto de a humidade relativa na altura ser maior do que o usual, funcionou como lente fazendo com que Canopus se apresentasse aos nossos olhos inexperientes e sempre expectantes perante maravilhas nocturnas. Por seu turno o flamejante OVNI que surgiu e desapareceu no horizonte sobre a porta de armas não era mais do que o planeta Marte que nessa época do ano faz uma órbita baixa surgindo pouco depois do sol-pôr e desaparecendo a seguir. O mesmo efeito de lente provocado pela humidade fora do usual fez com que “planeta vermelho” brilhasse mais e consequentemente captasse a atenção sobre um astro que surgia diariamente, mas em que nenhum de nós reparava. A bruma que se levantou fez com que o planeta vermelho desaparecesse dos nossos olhos ainda mais depressa do que o costume. O facto foi anómalo, mas não passou de uma super coincidência de fenómenos atmosféricos. Finalmente o último mistério, que era a estação de rádio chamando “palhota”, também se resolveu. Afinal tratava-se da torre de controlo da Beira (Papá) que chamava um outro posto qualquer em Moçambique designado “palhota”. As mesmas condições meteorológicas que tinham ampliado o brilho de Canopus e Marte, igualmente tinham ampliado as condições de recepção rádio em Angola das comunicações do lado oriental de África. Quarenta anos depois irrita-me que Canopus e Marte não fossem os helicópteros experimentais do Aníbal, ou as armas secretas de Moscovo do Macedo, a pairar sobre nós. Por isso devo dizer a terminar que o que continua a bailar sobre a minha imaginação são os inexplicáveis OVNIS que de facto pairaram nessa noite indelével sobre o Aeródromo Base Número 4, algures nos céus extraordinários do Leste de Angola dos idos da década de 70. Não sabia que esse auxílio tinha sido pedido, mas não me custa acreditar já que o Aníbal (MMA), que diz ter ouvido que os OVNIS seriam helicópteros experimentais o afirma. E o Anibal não discorria em vão, nem o repetiria hoje sem citar fonte credível. Deixem-me dizer que o Aníbal, para além de exímio xadrezista, que se confrontava comigo nesta matéria e ganhava muitas vezes (eu também ganhava algumas, diga-se de passagem) era já veterano da guerra nessa altura e lia muito, que não só os jornais. Sabia como estava situação em Angola e no resto do mundo, porque também lia a “Vida Mundial”.
PS – Continuo a não saber bem em que ano foi, mas vou confirmar à minha caderneta militar que tem tudo.
João GuedesMMA
No tempo em permaneci no AB4, fui sempre o responsável pela linha da frente como mecanico de radio, ficando depois o Prates, quando vim para o "Puto" .(nunca fiz destacamentos, só algumas operações e recolha de aviões que cairam, como o do Anibal)
Isto para vos dizer, que confirmo tudo o que a ANIBAL descreve, não me recordo é da data mas recordo como fosse hoje o desassossego que houve nessa noite e nos dias seguintes.
Ainda hoje, não sei defacto o que realmente era aquele brilhar.
Também me lembro, que foi pedido auxilio, não me recordo se a Luanda se ao Luso, pelo peri-pi-pi. auxilio esse que nunca chegou pois com o passar das horas o tal brilhar desapareceu.
BaptistaMRAD

A todos os camaradas que contribuiram com a sua visão sobre o assunto um obrigado.
Por: Aníbal de OliveiraMMA
 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Deputados com tolerância hoje à tarde
A QUALIDADE POLITICA EM PORTUGAL É TÃO BAIXA QUE O PRÓPRIO ESGOTO A REJEITA
Apesar de o Governo não ter dado tolerância de ponto aos funcionários públicos, os deputados vão poder gozar folga na tarde de hoje, Quinta-feira Santa.
Por sugestão da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, o plenário habitual de quinta-feira à tarde foi antecipado para a parte da manhã. Isto significa que os deputados podem regressar a casa logo a seguir à hora de almoço.
O Governo avisou há três semanas que não iria haver qualquer tolerância de ponto, uma decisão que só foi contrariada pelo Governo Regional da Madeira. Alberto João Jardim. aliás, já tinha feito o mesmo no Carnaval.
Contactado pelo SOL, o gabinete de Assunção Esteves esclarece que a alteração do plenário foi uma decisão «tomada por unanimidade na Conferência de Líderes, ou seja, por acordo entre todos os grupos parlamentares».
Naquela reunião, que teve lugar há duas semanas, foi ainda abordada a possibilidade de nem sequer se realizar qualquer plenário. Mas CDS e PCP pronunciaram-se de imediato, preocupados com o efeito que isso teria na opinião pública, numa altura em que não haverá tolerância de ponto.
«Ao contrário das anteriores legislaturas, esta será a primeira vez em que a Assembleia da República realiza trabalhos na Quinta-feira Santa. Nas anteriores legislaturas, este período de Páscoa foi, tradicionalmente, um período de interrupção de trabalhos», lembra o gabinete da presidente do Parlamento.
A decisão foi, então, adoptar o modelo de sexta-feira (que esta semana é feriado) para o dia de hoje. Nas sextas-feiras, o plenário tem lugar de manhã, seguindo-se depois as votações dos diplomas – o que acontecerá hoje.
Assunção Esteves rejeita a ideia que se esteja perante uma tolerância de ponto informal, lembrando que o período da tarde é reservado ao «tratamento legístico e o seguimento administrativo dos diplomas aprovados».
De qualquer forma, os funcionários do Parlamento não têm dispensa no período da tarde. Quanto aos deputados, cada um pode antecipar o seu fim-de-semana, se quiser.


Defacto vivemos num pais do faz de conta... A procaria dos politicos é tão baixa, que o próprio esgoto rejeita a sua evacuação.......
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