Influências tentam travar operação Monte Branco
A divulgação, nos últimos dias, de nomes que estarão associados à maior rede de lavagem de dinheiro a operar em Portugal obrigou a redefinir a estratégia de investigação. A Montenegro Chaves, na Baixa de Lisboa, está agora fechada. Servia de fachada ao intermediário da rede, Francisco Canas, que está preso.
O ‘núcleo duro’ da operação Monte Branco – de que resultou a detenção dos líderes da maior rede de evasão fiscal e de lavagem de dinheiro a operar em Portugal – considera que os nomes ontem vindos a público na revista Sábado, como Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi, são um «revés na estratégia de investigação».
A linha da investigação foi, aliás, «já reequacionada de forma a ultrapassar esta adversidade», segundo avançaram ao SOL fontes conhecedoras do processo.
Em artigo ontem publicado, a Sábado afirmava que aqueles banqueiros estão a ser investigados e chegaram a estar sob escuta, após proposta do procurador Rosário Teixeira, que coordena a investigação, e autorização do juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal.
Ao SOL, os investigadores vão mais longe e consideram que «algumas das pessoas que estavam a ser escutadas têm relações com o poder político, nomeadamente com elementos do Governo». «E, através do tráfico de influências, conseguiram que um elemento com acesso ao processo provocasse uma fuga de informação com o intuito de boicotar a investigação», acrescentam.
Ricardo Salgado foi escutado em caso de fraude fiscal
Esquema movimentava milhões de euros para o estrangeiro
Ricardo Salgado, presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo (BES), foi alvo de escutas telefónicas montadas por inspectores tributários de Braga, no âmbito da investigação de um esquema de fraude fiscal para movimentar milhões de euros para o estrangeiro que na semana passdada resultou na prisão preventiva do gestor de fortunas suíço Michel Canals.
Além de Ricardo Salgado, também José Maria Ricciardi, seu primo e presidente da Comissão executiva do BESI (o banco de investimento que tratou da entrada dos chineses da China Three Gorges no capital da EDP e da State Grid na REN), teve os telefones interceptados durante vários meses devido a um despacho judicial de Rosário Teixeira, o procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) que já deteve o ex-banqueiro Oliveira Costa e o advogado Duarte Lima. Fonte oficial do BES informou a SÁBADO de que quer Ricardo Salgado, quer José Maria Ricciardi não comentam “informações com intuito difamatório”.
Autorizadas pelo juiz Carlos Alexandre, as escutas aos dois banqueiros do grupo BES ficaram a cargo da “equipa M” da Inspecção Tributária de Braga. Outros nomes investigados no mesmo processo foram António Horta Osório, que dirige o banco Lloyds, e Álvaro Sobrinho, presidente do BES Angola.
Ricardo Salgado, presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo (BES), foi alvo de escutas telefónicas montadas por inspectores tributários de Braga, no âmbito da investigação de um esquema de fraude fiscal para movimentar milhões de euros para o estrangeiro que na semana passdada resultou na prisão preventiva do gestor de fortunas suíço Michel Canals.
Além de Ricardo Salgado, também José Maria Ricciardi, seu primo e presidente da Comissão executiva do BESI (o banco de investimento que tratou da entrada dos chineses da China Three Gorges no capital da EDP e da State Grid na REN), teve os telefones interceptados durante vários meses devido a um despacho judicial de Rosário Teixeira, o procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) que já deteve o ex-banqueiro Oliveira Costa e o advogado Duarte Lima. Fonte oficial do BES informou a SÁBADO de que quer Ricardo Salgado, quer José Maria Ricciardi não comentam “informações com intuito difamatório”.
Autorizadas pelo juiz Carlos Alexandre, as escutas aos dois banqueiros do grupo BES ficaram a cargo da “equipa M” da Inspecção Tributária de Braga. Outros nomes investigados no mesmo processo foram António Horta Osório, que dirige o banco Lloyds, e Álvaro Sobrinho, presidente do BES Angola.
Fonte: http://www.sabado.pt//Ultima-hora/Politica/Ricardo-Salgado-foi-escutado-em-caso-de-fraude-fis.aspx



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