terça-feira, 26 de junho de 2012

Passos Coelho encoraja desempregados no Facebook
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enviou na segunda-feira, depois das 23 horas, uma mensagem na rede social Facebook em que diz que o Governo está atento ao aumento do desemprego que "não deixa de ser uma chaga social que exige resposta imediata".
Conheça a mensagem de Passos Coelho na íntegra:
"Caros amigos e amigas, 
Reuni ontem no Palácio da Ajuda todos os membros do Governo para um ponto de situação do nosso primeiro ano de trabalho. De maneira aberta e clara falámos do que já conseguimos fazer e do muito que ainda falta, do que correu bem e do que não correu como queríamos. Esta é uma conversa importante e da qual todos vocês devem também fazer parte.
Foi um ano duro para os Portu...gueses. A missão que aceitámos era muito complicada, com um pais mergulhado em dívidas e erros graves que não podíamos mais ignorar, e todos os Portugueses entendiam o que estava em jogo - a autonomia do País, a base de sustentação do nosso modo de vida e o futuro dos nossos filhos. Essa realidade, talvez verdadeiramente entendida pela primeira vez, estava já assumida no compromisso internacional com a chamada Troika.
NOTA: O Sr. deve  sofre de aluguma demência crónica, pois os desempregados já não teêm acesso à net nem computador em casa. Faz-me lembrar as Conversas em Familia de Marcelo Caetano, já no periodo decadência do regime.
Estado tirou 500 milhões do BPN já após nacionalização
Durante o periodo em que o Estado geriu o BPN, foram retirados do banco 500 milhões de euros em depósitos por entidades públicas. A revelação foi ferta esta terça-feira na comissão parlamentar de inquérito ao BPN por Jorge Pessoa, administrador da instituição durante o período de gestão liderado por Francisco Bandeira.
Segundo o responsável, o dinheiro foi retirado por institutos públicos e organizações do sector empresarial do Estado (SEE). "A nacionalização devia ter dado segurança", destacou Jorge Pessoa.
O actual administrador da Parvalorem afirmou também que "a Caixa foi um dos principais beneficiados pela saída dos depósitos" do BPN .
Jorge Pessoa precisou que "os grandes clientes saíram logo no início [da nacionalização] não só pela mediatização do caso mas também pelas taxas de juro", que caíram dos 5,6% para valores próximos dos 3% durante a gestão estatal.
E NINGUÉM VAI PRESO... PAGA O POBRE CONTRIBUINTE, SENÃO VAIS DENTRO...
TVI paga 6 mil € a Fernando Seara
Fernando Seara é o comentador desportivo mais bem pago da TVI e tem um vencimento mensal bruto de 6250 euros, sabe o CM.
O presidente da Câmara Municipal de Sintra e adepto do Benfica leva vantagem quando comparado com Eduardo Barroso e Manuel Serrão, os seus colegas de ‘Prolongamento’, na TVI 24. O médico sportinguista tem uma avença de 5500 euros brutos por mês, e Manuel Serrão, o mais recente membro na equipa comandada por Joaquim Sousa Martins, recebe dois mil euros brutos por mês para defender o FC Porto.
Ainda assim, o comentador mais bem pago da TVI continua a ser Marcelo Rebelo de Sousa, cuja avença mensal é de 10 mil euros.
Além do valor que recebe do canal de notícias da Media Capital, Fernando Seara tem ainda um salário mensal superior a dois mil euros por mês como presidente da Câmara Municipal de Sintra. Um valor que seria superior a quatro mil euros, se Seara não tivesse remunerações em empresas privadas.
De recordar que o autarca, marido de Judite de Sousa, actual directora-adjunta de Informação da TVI, saiu da SIC em Fevereiro de 2009, onde comentava em ‘O Dia Seguinte’.
O CM sabe ainda que a TVI, à semelhança do que fez a SIC no início do ano, procedeu a alguns ajustes nos vencimentos dos seus comentadores, com cortes na ordem dos 15 a 17 por cento. "Houve alguns cortes, de facto, mas foi um procedimento tranquilo e aceite", diz ao CM fonte da TVI.
VERGONHOSO... O POVO PORTUGUÊS A VIVER EM GRANDES DIFICULDADES...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Nome Científico de Nibiru
O website VERDADES OCULTAS (muito bom, que vc já deve conhecer e se não conhece, isso é inexplicável! ... e não, não conheço o editor nem de foto, ok?) - continuando, o VERDADES OCULTAS faz e fez um primoroso trabalho de pesquisa reunindo - não somente informações, notícias do mundo inteiro mas, também, um preciosa coletânea de vídeos sobre este misterioso corpo celeste, incluindo um vídeo da televisão russa, datado em 2011 (vê-se que os acadêmicos estão ligados), legendado em inglês, mencionado aqui, neste Blog na matéria O RETORNO DE NIBIRU. Se permitem-me pequena sugestão: Eu recomendo.
NIBIRU. As manchetes apocalípticas, tanto sobre desastres naturais quanto sobre barbaridades inimagináveis sendo cometidas por sres que, supõe-se, são humanos, no mundo inteiro - têm despertado a idéia coletiva de um iminente fim do Mundo. Especula-se sobre o quê poderia a causa determinante desse desastre final. Na internet, multiplicam-se as especulações: dos argumentos religiosos aos astrofísicos. 
As atividades da crosta terrestre e os terremotos que têm acontecido, considerados como uma "onda anômala" para muitos estudiosos, suscitam a busca da origem. Entre as causas apontadas, o suposto culpado mais popular é o já famoso Planeta X ou Nibiru que tem, inclusive, um nome científico defindo: ele é o corpo celeste 2003-UB-313.
No centro-leste da Turquia, um terremoto que alcançou 6 graus na escala Ritcher propagou-se atingindo o sul da Grécia. Na Itália, na região de Emilia Roamagna, a terra ainda não parou de tremer. Em meio a isso, mortos, feridos, dor, desabrigo.
Os cientistas, especialmente geólogos e astrofísicos, estão em estado de alerta. Equipamentos escrutinam os subterâneos e o espaço cósmico. Todos de olho, na Terra e no Céu.
Em 1983, O Satélite Astronômico Infravermelho (Infrared Astronomical Satellite - IRAS), prosjeto conjunto das Agências Espaciais, NASA (National Aeronautics and Space Administration/USA) - NVIR (Netherlands Agency for Aerospace Programmes ou, em holandês - Nederlands Instituut voor Vliegtuigontwikkeling en Ruimtevaart) e SERC (Science and Engineering Research Council/UK) - durante uma missão que durou dez meses, descobriu vestígios de raios infravermelhos originários dfe diferentes pontos do universo.
Nenhum desse sinais reunia as condições astrofísicas necessárias (freqüência, velocidade, distância, intensidade, mencionando algumas) para ser identificado como proveniente do Planeta X ou de qualquer outro orbe fora deste Sistema Solar.
Porém, nenhum cientista, hoje, descarta a possibilidade de que ...pode haver algo lá fora... Alguns arriscam prognósticos: esse algo não pode ser maior que a Lua ou Plutão. 
Deve estar muito longe, não menos que 6,4 bilhões de quilômetros da Terra. O astrônomo/astrofísico Gerald Neugebauer (Alemanha,1932) do IRAS - diz que não existem informações sobre a constituição, tamanho ou trajetória desse algo. Ninguém, de fato, sabe o quê é.
Outros cientistas, que não ousam permitir que seus nomes sejam citados, dizem que o planeta misterioso vai chegar ao ponto mais próximo da Terra em fevereiro de 2013 e pode (?) - deve! afetar a inclinação deste planeta desencadeando movimentos sísmicos... (mais...) Este objeto somente começará a se afastar da Terra - significativamente - em julho de 2014, deixando um rastro de catástrofes.
NOTA DO EDITOR: É curiosa a linguagem dos cientistas em suas cautelosas tentativas de não se comprometerem. Eles dizem que - se houver a aproximação de um algo como Nibiru isso pode afetar o planeta Terra. Carambolas! Como diria o bom e velho Issac (Newton): Matéria atrai matéria na razão direta das massas e na razão inversa do quadrado das distâncias. É óbvio!
FONTE: Terremoti - Pianeta X: scienza o fantascienza?
OGGI NOTIZIE/Italy, publicado em 20/06/2012.
[http://www.ogginotizie.it/146972-terremoti-pianeta-x-scienza-o-fantascienza/#.T-INxJEW738]
A Informação Correta: Sobre a Nuvem-Cogumelo & A Névoa Amarela da China
CHINA. Este Blog publicou esta manhã: No último fim de semana (junho, 16/17 - 2012), uma tempestade de fortes raios, inrrompeu no céu de Pequim (Nuvem de cogumelo no Céu de Beijing). Então, uma nuvem gigante começou a tomar forma. Uma forma estranha, semelhante a um fungo, do tipo cogumelo, como o que é produzido depois de uma explosão nuclear. 
Muitas das pessoas entraram em pânico, temendo que o fenômeno pudesse ser o começo de algo pior, mas, como sempre, as autoridades governamentais disseram que era um fenômeno natural, que a culpa era dos agricultores fazendo queimadas e que a névoa não representava qualquer risco para a população embora fosse recomendável ficar trancado em casa com os condicionadores de ar desligados. MAS ...
Esta informação não é correta. Mais tarde, os midia, em todo o mundo - informaram com mais precisão o que realmente é esta nuvem, quando surgiu, onde em que circunstâncias.
O que aconteceu está documentado. A nuvem realmente apareceu no céu da China, mas não em Pequim/Beijing. A nuvem-cogumelo é parte do fenômeno da estranha névoa amarela que envolveu a cidade de Wuhan e sete outras cidades próximas, todas localizadas na província de Hubei - Em 11 de junho (2012), assustando a população.
A notícia da névoa amarela foi publicada neste Blog (A Névoa Amarela da China): Portanto, o registro da nuvem com a forma de um cogumelo é uma informação adicional sobre esse assunto.
E ainda - deve ser dito que, se a população da região ficou preocupada, porque a névoa amarela provocou temores de que estivesse ocorrendo um surto grave de poluição química, a visão da nuvem foi mais terrível, porque fez as pessoas pensarem na possibilidade de uma explosão nuclear em território chinês. Agora, vídeos postados no Youtube mostram o evento.
E sobre a causa do fenômeno, o fato é que esta causa ainda é desconhecida pelo governo da China e tudo o que se sabe - até agora - são meras especulações.
E ... NÃO. Este Blog é um canal sério de notícias sérias. Aqui, a editoria NÃO hesita em corrigir, se corrigir ou completar informações. Não estamos aqui para escrever bobagens nem exercitar a prática copy-paste. Para divulgar notícias insólitas, forteanas e sobre ciências ocultas e ciências humanas - já publicadas em português por outros dignos meios de comunicação, utilizamos o Twitter. E pensar que um jornalista, no Brasil - não precisa de um diploma universitário para trabalhar em jornais impressos ou eletrônicos! Oh My...
FONTE: Nuvola a forma di fungo in Cina: esplosione chimica? [FOTO e VIDEO].
ECCO/Italy, publicado em 19/06/2012.
[http://www.ecoo.it/articolo/nuvola-a-forma-di-fungo-in-cina-esplosione-chimica-foto-e-video/21085/]


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Austeridade a mais pode "repetir" o que se passou na Alemanha pré-nazi
Quem o diz é Ewald Nowotny, governador do Banco da Áustria e membro do conselho de governadores do BCE, que traça um paralelo com as políticas de austeridade na Alemanha no começo dos anos 30, ambiente  que facilitou a chegada ao poder de Adolfo Hitler.
Surpreendentemente, um membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) alerta para os perigos de políticas de excessiva austeridade fazendo um paralelo histórico com o que se passou na Alemanha no princípio dos anos 1930, depois da eclosão da Grande Depressão nos Estados Unidos. A comparação foi feita por Ewald Nowotny, governador do Banco da Austria, o banco central, e membro do conselho de governadores do BCE, conta o jornal alemão Süddeutsche Zeitung.
Ewald Nowotny
Numa conferência, Nowotny recordou que as políticas de austeridade excessivas seguidas pelo então chanceler Heinrich Bruning, um especialista em finanças, na parte final da República de Weimar, produziram uma situação de crise profunda, desemprego em massa, e agravamento da situação política interna que criou as condições para a subida do nazismo ao poder.
O filme desta degradação política durou pouco mais de dois anos, e recorda-se, a seguir, muito brevemente.
Em março de 1930, o presidente Paul von Hindenburg nomeou Bruning chanceler, mesmo sem maioria parlamentar de apoio, passando a governar por decretos de emergência, nomeadamente aplicando uma receita de austeridade extrema, no meio de uma Grande Depressão então global. Desemprego em massa criando franjas de miséria, empobrecimento da classe média com radicalização política de diversos segmentos, movimentos nos grandes grupos empresariais e financeiros e grande turbulência política levaram à queda de Bruning em maio de 1932.
A partir dessa altura sucederam-se vários governos e duas eleições legislativas nesse ano, em julho e novembro, em que o partido de Hitler se afirma como principal força política, com mais de 30% de votos. A 30 de janeiro de 1933, Hitler é nomeado chanceler.
Uma ideia muito divulgada atribui à situação de hiperinflação na República de Weimar a responsabilidade da muito posterior crise política dos anos 1930. Mas não é correta. O período de hiperinflação durou entre 1921 e 1924. Seguiu-se um período de crescimento até ao rebentar da Grande Depressão em 1929 conhecido como Goldene Zwanziger, os "Anos vinte dourados".

quarta-feira, 20 de junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Jogos Olímpicos de 2012 comemoram a Nova Ordem Mundial?
Irão afirma que o logotipo da Olimpíada de Londres 2012 soletra a palavra "Zion" e representa uma conspiração pró-israelense oculta. Quase quatro anos após o lançamento do logotipo, Teerã ameaçou boicotar os Jogos, a menos que o projeto seja alterado.
Em uma reclamação formal ao Comitê Olímpico Internacional, Teerã pediu que a arte seja substituída e seus criadores "confrontados", alertando que os atletas iranianos poderiam ser condenados a ficar longe os Jogos de Londres.
Alguém poderia argumentar que o logotipo soletra "2012", mas a palavra que se encaixa melhor no logotipo é “Zion(Sião)”.

O logotipo é uma representação irregular do ano de 2012, foi dito pelos seus críticos que pode se assemelhar a muitas coisas, de uma suástica a um ato sexual.
Os projetores dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 são pirâmides illuminati. Esta é uma forma importante no simbolismo illuminati, já que os símbolos "iluminam" o estádio como pirâmides iluminadas.
Eles não são apenas pirâmides iluminadas. Eles são os “capstones(topo da estrutura)” da pirâmide iluminada.

O significado da Pedra Angular da Pirâmide
Os egípcios não coroaram "a Grande Pirâmide", com um ápice. A pirâmide foi deixada inacabada por milhares de anos. A parte de trás de cada nota de dólar dos EUA tem-se uma pirâmide "incompleta" e sobre ela com o topo flutuante e "solto" acima dela.
A base da pirâmide representa a humanidade como incompleta e deficiente. A pedra angular representa a poucos iluminados, os Illuminati, que reinam no poder sobre o mundo e as massas. De acordo com a escritura bíblica, Satanás é o deus deste mundo pecaminoso (2 Coríntios 4:4), e enganosamente aparece como um anjo de luz (2 Coríntios 11:13,14). A Bíblia ensina que Satanás era anteriormente, Lúcifer (portador da luz), um dos arcanjos no céu. Lúcifer se rebelou contra Deus, exigindo igualdade e foi expulso para a terra.
Satanás é dito ser um enganador e mentiroso, e sempre aparece de uma forma enganosa. Muitos dos mais importantes políticos norte-americanos de hoje são membros do ocultismo, que freqüentam cerimônias satânicas anualmente no Bohemian Grove, na Califórnia. O ocultismo é rico em símbolos. O público em geral é geralmente inconsciente do simbolismo em logos de empresas e monumentos que zombam descaradamente a lamentável ignorância da sociedade em geral.
Quando a pedra angular for anexada à pirâmide e "iluminada" nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, será uma festa de coroação da Nova Ordem Mundial, da vitória de um governo. É uma celebração da conclusão e da ascensão luciferiana.
"Essa janela de oportunidade atual, durante o qual uma ordem de um mundo verdadeiramente pacífico e interdependente pode ser construída, não será aberta por muito tempo - Estamos à beira de uma transformação global Tudo o que precisamos é a grande crise certa e as nações. aceitar a Nova Ordem Mundial. "
- David Rockefeller falando na ONU, 14 de setembro de 1994
A Grande Pirâmide de Giza representa a grande Nova Ordem Mundial : um governo mundial, uma religião do Mundo e Uma economia mundial, que aguarda o seu líder supremo e Rei mundo. A Nova Ordem Mundial está em fase de planejamento para milhares de anos. A Grande Pirâmide aguarda a sua conclusão, a pedra angular inserida no lugar durante o Jogos Olímpicos Londres 2012. Luz entra no corpo através do o olho que tudo vê representando Lúcifer.
Os mascotes olímpicos de 2012 fornecem uma pista importante sobre a agenda do Oculto Illuminati. Wenlock e Mandeville, os mascotes, são animações bizarras supostamente descrevem duas gotas de aço de uma siderurgia.
Como você pode ver, eles foram inspirados nos Teletubbies e, olhando para eles, sua atenção é imediatamente atraída para uma representação caprichosa do Olho Que Tudo Vê. O olho é coroado com o que parece ser a pedra angular da pirâmide inacabada indicando ascensão completa.
Wenlock e Mandeville são assustadores por design ... especialmente quando você considera que seu propósito real poderia ser. Observe a pirâmide no topo da cabeça de Wenlock. Este par de mascotes poderia tão facilmente ter sido chamado Lúcifer e Horus ou "monstros Illuminati." O "Olho Que Tudo Vê" é a característica mais proeminente de cada um deles. Cada um de seus olhos é realmente uma câmera que lhes permite "gravar tudo" seria o mais apropriado, considerando como alguns argumentam que Londres já está em um estado policial.
"Tirar dias de férias ou feriados aos portugueses não passam de tretas", diz Medina Carreira
Medina Carreira afirmou hoje no parlamento, comentando a última reforma laboral, que Portugal deve 'copiar' os seus diretos adversários da competitividade em vez de se entreter "com tretas".
O ex-ministro das Finanças, que falava num seminário organizado pela Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal sobre um ano de intervenção da 'troika' (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu), disse que "tirar dias de férias ou feriados aos portugueses não passam de tretas".
Dirigindo-se aos deputados na sala do senado da Assembleia da República, Medina Carreira afirmou que não existe "nenhum deputado ou sábio político que consiga falar claro sobre políticas laborais" quando o mais fácil é olhar para os códigos laborais dos mais diretos competidores de Portugal e fazer melhor.
"Devemos comparar o código laboral de Portugal com a Hungria ou a República Checa e ver o que temos de fazer, é simples", frisou.
A questão laboral foi, aliás, considerada por Medina Carreira como imperiosa para se recriar o aparelho produtivo: "Se não recriarmos o aparelho produtivo não vamos sair da cepa torta. Tem de se reformar aspetos essenciais da nossa vida e o resto são histórias da carochinha".
O ex-ministro das Finanças disse também que a crise não está no euro, mas sim na desindustrialização do mundo ocidental em contraponto com os países emergentes e da Ásia.
"A crise do euro é uma consequência dessa desgraça e se continuarmos a ter trocas [comerciais] destas não há futuro para o euro", adiantou, acrescentando que a desindustrialização do Ocidente "é óbvia e o pleno emprego deu um pleno desemprego".
Medina Carreira disse que, perante este cenário, o sindicalismo não se soube transformar e tem como interlocutores "um patronato falido e um Estado falido".
Cantor angolano salvo pela PJ de cilada do regime

Luaty Beirão, rapper com cerca de 30 anos conhecido
por Ikonoklasta, só ficou em liberdade graças à
qualidade da investigação da PJ

Primeiro estava proibido de sair do país. Minutos depois já podia voar para Lisboa. E com espera na sala VIP. A mudança de decisão e a cortesia intrigaram Luaty Beirão, cantor angolano associado à luta anti-regime de Eduardo dos Santos; mas a resposta, no aeroporto de Luanda, chegou rápido, com o músico a ser alertado por outros passageiros para os dois polícias vistos a mexer na sua bicicleta, despachada no porão. Resultado: 1,7 quilos de cocaína num saco agarrado à bicicleta – e denúncia de um órgão oficial para a Judiciária, via SEF.
A rápida investigação da PJ, na recolha de testemunhos e com imagens de videovigilância junto aos tapetes rolantes onde são levantadas as bagagens, salvou Ikonoklasta, o nome artístico do rapper angolano, conhecido pela oposição que faz ao governo do seu país, de ter entrado na semana passada em prisão preventiva.
As imagens, passadas a pente fino pela Judiciária, foram essenciais. Percebe-se no vídeo ser genuíno o desespero do músico, sozinho, a chorar e de mãos na cabeça, mal recolheu a bicicleta e se apercebeu da armadilha em que caíra.
O cantor fora alertado para o perigo, na segunda-feira da última semana, por outros passageiros, mas, já em Lisboa, não teve sangue-frio para largar tudo e ir até à polícia. Segundos depois, era detido na alfândega – por inspectores da PJ que não o mandaram parar por acaso, em revista de rotina. A detenção de Ikonoklasta e apreensão do saco com 1,7 quilos de cocaína deveram-se a uma denúncia que partiu de Angola para a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Judiciária.
Chegou ao SEF, em Luanda, a informação de que o músico ia chegar a Lisboa com droga. E essa denúncia, também apurou a PJ, partiu de um organismo oficial do Estado daquele país. Os investigadores associaram a informação às imagens de desespero do cantor já na capital portuguesa; a testemunhos recolhidos, nomeadamente sobre dois polícias vistos a mexer na bagagem do músico; e aos seus antecedentes de luta anti-regime. Por isso, foi proposto ao Ministério Público e ao juiz que Luaty Beirão continuasse em liberdade.
PAI ERA AMIGO DO PRESIDENTE ANGOLANO
Luaty Beirão é conhecido pela sua luta contra o regime de José Eduardo dos Santos, de quem o seu pai, curiosamente, era grande amigo. João Beirão, falecido em Novembro de 2006, foi director do Instituto Angolano das Comunicações – uma empresa com administração pública. Apesar de tudo, Ikonoklasta nunca cessou a sua luta.
No dia em que foi detido em Lisboa, telefonou a Pedro , amigo e colega de banda, a quem disse que tinha sido "encontrado, na roda de bicicleta que trazia embrulhada em plástico como única bagagem, um pacote de cocaína". "Ele diz que sentiu que havia um volume estranho na roda, mas que nem teve tempo de falar com ninguém porque foi logo chamado por dois agentes", explicou o amigo. Na terça-feira passada, o seu advogado, Luís de Noronha, disse que "há fortes indícios da não prática do crime".
JUIZ DECIDIU EM MEIA HORA
O interrogatório judicial de Luaty Beirão, na terça-feira da semana passada, demorou apenas 30 minutos – com o juiz de instrução criminal, por proposta do DIAP de Lisboa, a deixar sair o músico em liberdade com simples termo de identidade e residência, a medida de coacção mais simples e que já lhe permitiu, inclusive, sair de Portugal em direcção a França. O seu grupo musical, Batida, participa desde sexta-feira, em Toulouse, no Festival Internacional Rio Loco. Depois, é expectável que o rapper com dupla nacionalidade, angolana e portuguesa, não regresse a Luanda – onde foi alvo de uma armadilha. Conhecido por organizar várias manifestações anti-regime, está aconselhado a não o fazer por razões de segurança.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Entrevista: Eric Frattini
"Os meus livros são sempre atacados"
Eric Frattini baseou-se em documentos do FBI para escrever ‘O Ouro do Inferno’, uma obra que fala da possibilidade de Adolf Hitler ter sobrevivido à II Guerra Mundial
Correio da Manhã – Qual a história de ‘O Ouro do Inferno’?
Eric Frattini – É uma novela dividida em três partes: tem 33 por cento de realidade, 33 por cento de ficção e 33 por cento de ficção plausível. Esta última é quando o leitor termina de ler a obra e se questiona se não terá acontecido tal como eu a descrevo. A história tem por base quatro documentos que encontrei. Dois são do FBI, sendo que um está datado de Agosto de 1945 e o segundo de Setembro desse mesmo ano. Estes dois documentos foram os utilizados por agentes do FBI para informar J. Edgar Hoover [chefe da agência norte-americana] que haviam detectado Hitler na Argentina. O terceiro documento é uma declaração de Ernest Baumgart, comandante da Luftwaffe [Força Aérea Alemã], que está a ser julgado por crimes de guerra na Polónia. No seu depoimento, Baumgart afirma que levou, pessoalmente, Hitler e Eva Braun desde Berlim até ao porto de Kristiansand, no sul da Noruega.  O quarto documento fala de um submarino alemão, o U-977, comandado por Heinz Schäffer, que desapareceu em combate. Depois da Guerra Mundial, os Aliados dizem que o submarino se afundou. No entanto, volta a aparecer em Dezembro de 1945 em costas argentinas. Heinz Schäffer foi então interrogado pela inteligência naval norte-americana, afirmando que levou um homem e uma mulher muito poderosos durante o Reich, do porto de Kristiansand para a Argentina. Mas não revelou se esse homem era Adolf Hitler. Estes quatro documentos são reais. No entanto, podem não ter nada a ver uns com os outros. O que eu faço neste livro é estabelecer a ligação, fazendo o leitor pensar se terá mesmo sido isto que aconteceu. 
Editora: Porto Editora
Edição/reimpressão: 2012
Nº de Páginas: 448
Acredita que Hitler pode ter sobrevivido à Guerra, escapando para a Argentina?
Antes de começar a investigar para escrever este livro, acreditava plenamente que ele morrera no bunker. Depois comecei a duvidar. Os soviéticos recolheram da fossa parte de um crânio e de uma mandíbula. Defendiam que os ossos pertenciam a Hitler. Há dois anos, uma universidade dos EUA fez testes de ADN, determinando que os ossos pertencem a uma mulher, entre os 25 e os 30 anos, uma idade que também não se ajusta a Eva Braun. Esta era uma das provas que existiam de que Hitler morrera na fossa, tendo depois sido queimado. Continuei ler documentos sobre o assunto e, actualmente, acredito apenas em 75 por cento na hipótese de ter morrido no bunker e 25 por cento na teoria de que tenha fugido. Há documentos oficiais enviados à embaixada dos EUA que falam sobre o facto de Hitler ter sido detectado numa zona da Argentina. No primeiro documento dizem que o detectaram. No segundo dizem que sabem mesmo onde ele está. Isto faz-nos pensar: então mas ele não se tinha suicidado no bunker em Berlim? Faz-nos duvidar. Ficção plausível!
– ‘Ouro do Inferno’ estabelece uma ligação entre Nazis e a Igreja Católica, por esta ter ajudado os criminosos de guerra a fugirem do país, arranjando-lhes dinheiro e novas identidades… Tem recebido ‘ataques’ por escrever sobre o assunto?
Os meus livros são sempre atacados. Por exemplo, a Opus Dei faz duras críticas à obra ‘O Labirinto de Água’, tendo escrito uma carta aberta em que dizia: ‘Que vergonha!”. Esta não tem sido atacado por que o alvo principal é a banca suíça, não a Igreja. Porque, durante a II Guerra Mundial, o Partido Nacional Socialista tinha as suas razões (não estou a justificar os seus actos). Os Aliados tinham também motivos e até uma Vaticano tinha um motivo para ajudar os nazis. Só quem não tinha qualquer justificação para apoiar a Alemanha era a banca suíça. Quando a Guerra terminou, é decidido que a banca suíça deve devolver o dinheiro aos herdeiros das famílias judias que morreram nos campos de concentração. Quando os judeus chegam aos bancos para recuperar os bens dos seus familiares mortos, é-lhes dito que necessitam apresentar certidões de óbito. Claro que os alemães matavam a tua família mas não te davam certidões! Assim, a banca suíça manteve o dinheiro em contas ocultas desde 1933 até à chegada do presidente Bill Clinton ao poder. O líder dos EUA terá então dado ordem para que toda a banca suíça deixe o seu país, como castigo por não ter devolvido o dinheiro. Três dias depois de ter sido emitido esse decreto, a banca suíça reconhece ter em sua posse mais de cinco mil milhões de dólares pertencente aos judeus, alegando que iria iniciar o processo de devolução. Penso que o papel mais repugnante no meu livro é desempenhado pela banca suíça. Por gozo, há dois banqueiros suíços que iam sobreviver no final do romance. Mas davam-me tanto asco que acabei por matá-los. Pelo menos mato-os literariamente. (risos)
Na sua opinião, os nazis que escaparam aos tribunais após II Guerra Mundial deveriam ter sido procurados e assassinados?
Sou partidário de que o melhor terrorista é o terrorista morto. Essas pessoas deviam ter sido castigadas. Em ‘Mossad - Os Carrascos do Kidon’ conto como decorrera a operação de captura de Herbert Cukurs,responsável pela morte de 70 mil pessoas no gueto de Riga. Os israelitas enviaram um comando e, como não puderam sequestrá-lo, deram-lhe um tiro na nuca, deixando uma mensagem: “Aqueles que nunca esquecem”. Sou a favor disso, apesar de parecer pouco político. Mas como não sou político…
Em 2011 lançou em Portugal a obra ‘Mossad: os Assassinos do Kidon’, um livro mais factual que ficcional. Gosta de variar no tipo de obras que escreve?
Sim, gosto. Num ensaio, numa não-ficção, tens de provar tudo o que escreves, baseando-te em documentos. Tem de estar tudo bem documentado. A tensão de se ter de provar tudo não existe na ficção. Na novela posso dizer o que quiser. Até que Hitler fugiu do bunker. Gosto de ambos os estilos. Quando termino um ensaio estou sempre mais stressado do que quando termino uma obra ficcional.
– No seu Facebook disse que já tem prontos 11 capítulos (192 páginas) de uma nova obra…
Tenho já escritos os capítulos do um ao onze e depois os últimos dois. Falta a parte principal, que é a que vai unir o início ao fim. Em Julho ou Agosto deve ficar pronto.
Disse também que durante esta passagem por Portugal se iria encontrar com membros da Polícia Judiciária (PJ) e dos Serviços Secretos. O que quer saber sobre eles? Vai incluir estes elementos na sua futura obra?
Uma das minhas especialidades é o terrorismo islâmico, especialmente o tema de penetração de células islâmicas em sociedades ocidentais. Como estas se inserem nas sociedades do Ocidente para preparar ataques. Está previsto que, dentro de poucos meses, Portugal dê um curso a membros da PJ sobre este tema. Além disso, tenho tenho também muita experiência sobre o tema do terrorismo. 
Foi correspondente em vários países quando estes estavam em guerra. Viver de perto esses acontecimentos foi um dos elementos que o levou a escrever as suas obras?
Para escrever é preciso estar muito relaxado. Esse relaxamento é conseguido quando já viveste muito e não tens necessidade de adrenalina. Escrever novelas no meu escritório, em Madrid, é como um descanso. Posso estar à vontade, sem necessidade me barbear… (risos)
É muito amigo do escritor português Luís Miguel Rocha, que também escreve romances históricos e conspirações religiosas. Costumam trocar ideias para os vossos livros?
A Porto Editora propos-nos escrever uma novela conjunto. Primeiro, ele terá de terminar de escrever o seu livro, que certamente será um êxito como o é ‘A Mentira Sagrada’, e eu tenho de terminar o meu. Depois sentar-nos-emos então para decidir se iremos escrever algo totalmente diferente daquilo a que estamos habituados. Temos em vista algo para o público jovem.
Já visitou o nosso país várias vezes. Que recordações guarda?
Tenhos dois países que considero amuletos como escritor: Itália e Portugal. Em Itália vendo bastantes, devido às temáticas que abordo. Em Portugal as vendas também correm bem. Por exemplo, ‘Mossad: os Assassinos do Kidon’ foi um êxito aqui. Esteve onze semanas entre os mais vendidos. Espero ter igual sucesso com ‘O Ouro do Inferno’. Recebem-me sempre bem em Portugal. Não sei se deveria dizer isto, mas é como estar noutra província de Espanha. Ou então, quando estou em Espanha talvez seja uma província de Portugal… É como quando vou a Barcelona, a Granada ou a Sevilha. E isso é maravilhoso. Já quando vou a Itália, estou em Itália.
Quanto a escitores portugueses, algum lhe merece maior atenção?
Como romancista, e com alguma inveja, Luís Miguel Rocha. Odeio-o, porque quando ‘Mossad’ estava em oitava ou nono da tabela de vendas, o livro dele estava sempre acima. Rimo-nos bastante com esse facto. Cheguei a ligar-lhe para lhe dizer que iria enviar uma unidade da Mossad para que tratassem dele. Mas nuncao cheguei a fazer, porque me deu pena. (risos)
Também escreve guiões para programas de televisão. Há alguma possibilidade de um dos seus romances passar para esse formato?
Possivelmente ‘O Labirinto de Água’, numa co-produção espanhola, alemã, italiana e polaca. Um filme apenas para televisão. Também me foi proposto dirigir um programa na televisão espanhola. Programa este que se chama ‘Vaciones en el Infierno’ (Férias no Inferno). Nesse programa pego num apresentador, alguém com muita experiência, e coloco-o em Kivu (Congo), Grozny (Tchetchénia), Mogadíscio (Somália) e deixo-o, por exemplo, com dois irmãos que se dedicam a resgatar mulheres sequestradas pelas máfias do tráfico de pessoas, que entram em prostíbulos de arma na mão para efectuar resgates. O meu apresentador é então inserido em vários grupos, podendo até visitar Abbottabad, onde mataram bin Laden. É um programa de viagens em que recomenda o hotel onde é mais fácil ser assassinado ou o prostíbulo em que há maior probabilidade de apanhar Sida. É um guia de viagens, mas no Inferno.
Tem obras traduzidas em mais de 40 países. Qual o segredo para tanto sucesso?
O facto de nunca localizar os romances num local concreto. Para mim é essencial. Depois, tratar temáticas que interessem a um português, a um espanhol, um italiano, um polaco… Depois, desenvolver uma trama em espaços que são próximos do mundo do cinema. Berlim da Alemanha nazi, Nova Iorque dos gangsters, das máfias. Todos estes cenários nos são próximos devido ao cinema. Penso que isso é parte do segredo. 
Costuma recorrer bastante às redes sociais da internet. Sente que é importante manter esse contacto mais ‘próximo’ com os seus fãs?
Há duas coisas algo que as redes sociais e as feiras dos livros nos permitem, que é o facto de poder aparecer alguém e dizer: ‘Não gostei do teu livro’. E não há outro remédio a não ser engolir. Na realidade, um livro tem muita cultura, quando se escreve, quando se vende… As pessoas vêem-te como alguém que escreveu um livro. “Ai que maravilha, escreveu um livro”. Mas no fundo, um livro é como outro produto qualquer, como um detergente. Tens de conseguir vendê-lo. As pessoas que visitam uma feira do livro têm milhares de opções. O escritor tem de tornar o seu produto o mais atractivo possível para o poder vender. Para que as pessoas digam que gostam mais deste do que do outro. As redes sociais permitem que os leitores, que antes tinham dificuldade em falar com os escritores, possam falar directamente com eles. “O teu livro X pareceu-me uma merda”. Há duas opções então: mandá-los passear ou perguntar porquê. Porque não lhe agradou? São leitores, compraram o teu livro. Dizem que não gostaram de uma parte por isto ou por aquilo. É algo que serve para que percebas que talvez tenham razão, de forma a não cometer esse erro da próxima vez.
Já teve alguma reacção tão negativa a uma das suas obras?
Não. Graças a Deus que não. (risos) 
PERFIL
Eric Frattini nasceu há 49 anos em Lima, Peru. Em 2010, lançou em Portugal ‘Mossad – Os Carrascos do Kidon’, livro que conta as origens dos serviços secretos israelitas e lhe garantiu o sucesso nos tops nacionais. Com ‘O Ouro do Inferno’ (Porto Editora), volta a dar que falar, desta vez em redor do tema dos nazis e dos ‘podres’ da Banca suíça.
VIDEO

11/Setembro: novos indícios desmentem a versão oficial
por Giulietto Chiesa [*]

http://www.dailymotion.com/video/x4sktq_giulietto-chiesa-presente-zero-sur_news?start=11

O comité de peritos internacionais de que tenho a honra de fazer parte publicou ontem suas últimas conclusões (do ponto de vista cronológico) sobre a questão crucial das falsas informações das acções e dos lugares onde se encontravam os mais altos responsáveis políticos e militares americanos no decorrer desta jornada fatal.

Estas conclusões articulam-se em oito capítulos, cujos pormenores podem ser consultados no sítio
www.consensus911.org/fr (em francês) e que esclarecem com uma nova e impressionante luz acerca do que, quase onze anos depois, milhões de pessoas no mundo inteiro (digamos que a imensa maioria) não sabem absolutamente nada. A começar pelas mentiras oficiais que têm sido difundidas para impedir que o público – e em primeiro lugar os americanos – saiba onde se encontravam o que faziam os quatro mais altos responsáveis da época: o presidente americano George W. Bush, o vice-presidente Dick Cheney, o secretário da Defesa Donald Rumsfeld e o general responsável por todo o Estado-Maior, Richard Myers.

Estes oito novos capítulos foram elaborados pelos vinte membro do 9/11 Consensus Panel, com base em documentos obtidos graças à lei sobre a liberdade da informação (FOIA) e pela análise de todas as fontes jornalísticas disponíveis. E tomando como ponto de partida as próprias afirmações da Comissão de inquérito oficial.

A documentação é efectivamente impressionante e as mentiras oficiais ali jorram às torrentes. A começar pelo facto confirmado e realmente assombroso do
número sem precedentes de exercícios militares que decorriam precisamente no dia 11 de Setembro de 2001. Havia não menos de sete. Mas a Comissão de inquérito oficial apenas menciona um só, aquele que tinha o nome de "Vigilant Guardian". Este exercício era habitualmente organizado em Outubro de cada ano. Mas em 2001 ele foi antecipado para Setembro. Houve no mesmo momento o exercício "Global Guardian", do NORAD (North American Aerospace Defense Command), que também era normalmente planificado para o mês de Outubro. E assim por diante: "Amalgam Warrior" (vasto exercício abrangendo várias regiões do NORAD, efectuado normalmente no mês de Abril e Outubro). Este ano, também este exercício foi deslocado para Setembro.

O 4º é interessante, "Northern Vigilance", que teve como efeito naquela manhã deslocar praticamente toda a frota aérea militar americana para o Canadá e o Alasca. Seguiram-se, ou antes, foram organizados no mesmo momento "Vigilant Warrior" (exercício de treino em voo) e "Red Flight" (que previa a transferência de aviões caça da base de Langley, Virgínia, para outras bases). E, finalmente, não esqueçamos o National Reconnaissance Office (NRO) que – mas que coincidência extraordinária – previa justamente naquela manhã, exactamente às 09h10, o impacto de um pequeno aviões contra uma das torres da Agência, nos arredores de Washington.

É impossível resumir aqui todos os pontos mais gritantes que emergem destes oito capítulos. Uma coisa é certa: a Comissão oficial, presidida (ilegalmente) por Philip Zelikow, amigo íntimo e colaborador de Condoleezza Rice, esqueceu de mencionar os sete exercícios militares em curso naquele dia, mas
subestima de maneira incrível a confusão provocada por todos estes treinos e estas simulações quando se verificavam os quatro desvios de aviões. Além disso, parece irrefutável que naquela manhã os écrans dos radares da defesa aérea americana foram crivados de ecos falsos em relação ao que na realidade se passava no céu da América do Norte. Estes falsos ecos de radar foram retirados dos écrans só após os impactos contra a Torre Sul do World Trade Center.

Mas quem comandava durante estas horas [cruciais]? As fontes oficiais repetem sem cessar que Bush, Cheney, Rumsfeld, Richard Myers (que substituía o general Hugh Shelton), Montague Winfield, ele também general e na chefia do "gabinete de guerra" estavam todos (de modo totalmente inexplicável) longe dos seus postos de responsabilidade. Quer dizer que eles não estavam lá ou deveriam ter estado. E que não retornaram senão após o choque contra o Pentágono, às 09h37. Mas os documentos desmentem esta versão dos factos. Alguns deles, não só se encontravam no seu posto como estavam perfeitamente informados sobre o que se passava e discutiram mesmo a necessidade ou não de abater o 4º avião desviado, o voo 93, cujos restos foram encontrados não em Shanksville (como diz a versão oficial) mas num perímetro de vários quilómetros de diâmetro. Mais um desmentido da versão oficial.

O
9/11 Consensus Panel não é um tribunal, mas ele recolhe elementos que poderão ser úteis a pesquisas ulteriores, pouco importa quem as conduza, uma instituição pública, os media, sítios académicos. Aqueles que querem abrir os olhos podem ir verificar no sítio web. O sítio do Consensus 9/11 é uma contribuição para o inquérito que Ferdinando Imposimato tenciona empreender para expor os chefes à acusação diante do Tribunal Penal Internacional de Haia , a fim de que este possa examinar hipótese de incriminar importantes membros da administração americana da época, sobre a acusação de "participação num crime".
[*] Jornalista, italiano. Foi correspondente de Il Manifesto e de Avvenimenti, colaborador de várias rádios e televisões na Itália, Suíça, Reino Unido, Rússia e Vaticano. Autor do filme "Zero – Inquérito sobre o 11 de Setembro" e de diversas obras. Foi deputado no Parlamento Europeu (Aliança dos democratas e liberais, 2004-2008) e é membro do Conselho Executivo do World Political Forum.

O original encontra-se em
IlFattoQuotidiano.it de 06/Junho/2012, a versão em francês em www.reopen911.info/... e em www.legrandsoir.info/...

Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/ .

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Como a ADSE está a 'matar' os hospitais públicos
Os hospitais públicos estão a perder "clientela" para o setor privado, com a ajuda do próprio Estado, através do subsistema de saúde da Função Pública, que atravessa uma fase conturbada
Os dados observados são rigorosos, comparáveis e reveladores: durante o primeiro trimestre deste ano, o recurso às urgências dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sofreu uma quebra da ordem dos 6,7%, apesar do pico de procura provocado pelo surto de gripe, enquanto a procura do mesmo tipo de serviço, no setor privado, aumentou 15%, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.
Se o crescimento de dois dígitos das urgências privadas é ou não uma consequência direta do aumento das taxas moderadoras em vigor desde janeiro, com os utentes do SNS a pagarem 20 euros pela urgência em vez dos 9,6 euros que antes lhes eram cobrados, é uma questão à qual caberá aos peritos dar uma resposta cabal.
Mas quem está no terreno tem, para já, a perceção empírica de que aquela mudança na política de saúde não terá sido totalmente alheia ao novo contexto. E que a transferência de "clientes" do público para o privado se verifica, sobretudo, ao nível dos funcionários públicos e das suas famílias, que totalizam os 1,3 milhões de beneficiários da Proteção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE), os quais, de uma maneira geral, podem usufruir de cuidados de saúde mais baratos no privado do que no público. É que, naquele setor, uma consulta de especialidade custa-lhes €3,99, enquanto, no sistema público, teriam de pagar uma taxa moderadora de €7,5 e sujeitar-se a listas de espera de cinco meses.
Para o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Teófilo Leite, não há dúvidas: atualmente, um utente da ADSE paga menos por uma consulta num hospital privado do que num público. Uma constatação que facilmente pode ser corroborada, consultando as tabelas da ADSE. Este, bem como outros subsistemas públicos, como os das Forças Armadas, GNR e PSP, proporciona aos seus beneficiários um esquema de comparticipações nos cuidados de saúde privados que o presidente do conselho de administração do Hospital de São João do Porto, António Ferreira, equipara a um seguro de saúde "topo de gama" e o leva a dizer que se trata de uma forma de o Estado financiar os privados. Teófilo Leite estima que as transferências anuais da ADSE para a hospitais privados andarão à volta dos 200 milhões de euros, cerca de um sexto do volume de negócios do setor.
Com efeito, no seu orçamento de 2011 (os dados públicos mais recentes), a ADSE previa gastos de 233 milhões de euros com o regime convencionado - isto é, para pagar a organizações de saúde privadas com as quais tem acordos -, mais 156 milhões para financiar o recurso dos beneficiários ao chamado regime livre - aquele em que não há acordo, mas em que o utente, apresentando uma fatura, é reembolsado, em parte, pela despesa que efetuou. Feitas as contas, 389 milhões de euros terão fluído dos cofres do organismo tutelado pelas Finanças para o setor privado, mais 7,8% do que um ano antes.
Declarações de António Ferreira, proferidas há cerca de um mês, em Fátima, no âmbito da pastoral da Saúde, ecoaram pela paisagem mediática. Desassombrado, falou de uma instituição - a ADSE - imune à crise, que não é extinta, apesar das recomendações da troika, porque quem manda é a "endogamia e os interesses privados".
O sentimento é similar entre gestores e clínicos do SNS. Por um lado, os hospitais públicos estão sujeitos a medidas draconianas de poupança forçada, que nem as ligaduras e compressas deixam de fora, sendo-lhes imposta uma redução de 200 milhões de euros. Por outro, estão a ver o próprio Estado, através da ADSE (e de outros subsistemas), a contratualizar com privados.
LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA VISÃO DESTA SEMANA

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Isabel dos Santos é “uma excelentíssima empresária”
Presidente do BES elogia Isabel dos Santos e considera que a Zon precisava de uma "clarificação accionista" e "orientação estratégica".
Isabel dos Santos é "uma excelentíssima empresária a nível nacional e internacional", afirmou hoje Ricardo Salgado, presidente do BES, em declarações ao Económico, quando instado a comentar o recente reforço acionista da empresária angolana na Zon. 
"A Zon precisava de uma clarificação acionista e de uma orientação estratégica", defendeu ainda o presidente do BES, no âmbito da conferência BESI Inovação.
Recorde-se que Isabel dos Santos comprou 10,96% da Zon ao grupo Caixa Geral de Depósitos e passou a deter uma posição de 28,8% na Zon.
À pergunta "A Zon passou a ser uma empresa angolana?", o presidente do BES respondeu que vê "como muito favorável o investimento angolano em Portugal". "É preferível que invistam em Portugal que noutros países", salientou.
A propósito da participação de 10% que o grupo BES detém na Zon, Ricardo Salgado afirmou que "não é uma posição estratégica", adiantando que "é uma hipótese que podemos rever".
MAIS UM LAMBE BOTAS… COM O DINHEIRO DELA QUALQUER UM É UM EXCELENTE EMPRESÁRIO…

Asteróide gigante vai passar próximo da Terra na sexta-feira

Um asteróide de grandes proporções deverá passar próximo da Terra na sexta-feira, 15 de junho.
O asteróide 2012 LZ1, que de acordo com os astrónomos deverá ter cerca de 500 metros de diâmetro, irá passar a cerca de 5,5 milhões de quilómetros (o equivalente a 14 distâncias da Terra à Lua) na noite de quinta para sexta-feira. Embora o corpo celeste não represente perigo para o nosso planeta, sua trajetória passará relativamente perto da Terra.
A transmissão on-line deste evento, que está sendo realizada pelo projeto Slooh Space Camera,poderá ser acompanhada no endereço events.slooh.com a partir das 4 horas da madrugada (hora de Moscou) de sexta-feira.
Serão transmitidas imagens provenientes de um telescópio localizado nas ilhas Canárias.
 
ABREM OS OLHOS… ACORDEM…
ESTAMOS NAS MÃOS DE MAFIOSOS

12 mil milhões injectados na BANCA, os corruptos e ladróes deste PAIS ainda teem o descaramento de dizer que foi o povo que viveu acima das suas possibilidades…
Daniel Oliveira, afirma neste video que:

Grande parte do dinheiro da TROIKA, 12 mil milhões foram parar aos bancos. Dos quais nós iremos pagar os juros. 
A banca empresta dinheiro ao estado a juros elevados, ABUSIVOS, mas o estado injecta dinheiro nos bancos sempre que eles precisam.
Cada português acabou de doar aos bancos 665 euros. Para o BPI, o BCP e a CGD.
Porque não pediram dinheiro à Isabel dos Santos e à Sonangol que são accionistas destes bancos? 
Os accionistas só estão lá para receber o lucro, para recapitalizar está o povo? 
Quando estes bancos tem lucro, também devolvem o dinheiro que o estado lá mete? Ou partilham os lucros com o estado? Claro que não... 
Além do mais o valor que o estado injectou nestes bancos é 5 vezes superior ao valor que eles valem em bolsa. Quando é que vamos ver esse dinheiro?
Não foi apenas o Borges que deixou escapar que ainda é preciso baixar mais os salários em Portugal... a TROIKA também o afirmou recentemente. Por isso não devemos estranhar que isso aconteça, pois há que pagar o luxo aos bancos.

Banca rica, País pobre
Nunca como agora a banca portuguesa recorreu em tão larga escala ao Banco Central Europeu: os maiores bancos financiaram-se, em Março, com 56,3 mil milhões de euros a uma taxa de um por cento.
Isto até seria uma boa notícia. Mas este dinheiro não é aplicado no financiamento das empresas e das famílias – e em nada contribuiu para a criação de um posto de trabalho. A banca portuguesa prefere comprar dívida pública. É muito mais seguro. Os bilhetes do tesouro garantem uma remuneração à volta de cinco por cento. Portugal, já sabíamos, é um País com algumas particularidades. Mais esta: os bancos enriquecem, enquanto a economia do País definha e o desemprego sobe.

Estado retira dos bancos 2 mil milhões de dívida das câmaras
Rectificativo aumenta despesa e sobe receita. Maioria das alterações não tem impacto no défice orçamental, que fica nos 4,5% do PIB
O Orçamento Rectificativo de 2012, aprovado ontem em Conselho de Ministros e remetido à Assembleia da República no final do dia, prevê a passagem de 2 mil milhões de euros de empréstimos das autarquias, que agora estão "estacionados" na banca, para o próprio Estado.
A decisão, que ainda não tinha sido divulgada por Vítor Gaspar, não implica qualquer transferência de responsabilidades: na prática, os municípios continuam a ser responsáveis por pagar a dívida. A diferença é que o credor passa agora a ser o próprio Ministério das Finanças – que também assume, por isso, o risco de incumprimento.
O que a medida permite é "limpar" o balanço da banca nacional, que obtém assim mais uma injecção de liquidez. Esta soma-se aos cerca de 950 milhões de euros de créditos de hospitais e empresas públicas que também serão adquiridos pelo Estado no próximo ano, tal como já tinha sido noticiado.
Esta tinha sido a sugestão da Associação Nacional de Municípios, na esperança de que isto permitisse desbloquear linhas de financiamento para pagar as dívidas de curto prazo (avaliadas em cerca de 1,5 mil milhões). Na prática, a banca ganha um reforço de liquidez de 2.057 milhões de euros, para poder depois assegurar a verba para as autarquias pagarem a fornecedores.
Impacto nulo no défice
O impacto orçamental desta transferência é zero, tal como na maior parte das alterações anunciadas ontem. Trata-se apenas de uma operação financeira, em que o Estado cede liquidez em troca de um activo. E a dívida pública até poderá descer, já que, ao passar da banca para a esfera pública, torna-se dívida que o Estado deve a si próprio.
De um total de aumento de despesa de 8 mil milhões, pelo menos 6,3 são gastos desta natureza (ver lista à direita): assunção de passivos (empresas públicas), compra de títulos (Mecanismo Europeu de Estabilidade), aumentos de capital (CGD) e empréstimos (à Madeira, no âmbito do programa de ajuda).
Em todas estas, o impacto no défice é virtualmente nulo. As contas públicas só são afectadas pela revisão em baixa da receita fiscal, devido ao agravamento da conjuntura, pela necessidade de pagar as reformas dos pensionistas da banca, imprevistos na despesa social e outras alterações menores.
Estes desvios são contrabalançados, tal como o Negócios já tinha avançado ontem, por poupanças muito significativas na despesa com juros. Mas também pela receita extraordinária de 272 milhões de euros da concessão de licenças para exploração das frequências de telemóveis 4G.
Tudo somado, o défice fica igual na contabilidade que interessa para Bruxelas e para a troika: 4,5% do PIB. A diferença é que o contributo da redução da despesa é significativamente revisto em baixa. Os gastos públicos, numa perspectiva consolidada, caem 2,8 mil milhões de euros, bem menos do que os 4,8 mil milhões que constavam do Orçamento apresentado em Outubro.

Estado assume dívida de empresas públicas e do BPN à banca
Tesouro vai endividar-se 8 mil milhões de euros e tirar dos bancos 16% do passivo das empresas públicas. Decisão poupa 93 milhões de euros
O Estado vai endividar-se mais de 8 mil milhões de euros este ano para substituir os bancos como financiador de sete empresas públicas e do que resta do BPN, confirmou ontem o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento. Na prática isto significa que este ano o Estado vai aliviar os bancos – nacionais e estrangeiros – no equivalente a cerca de 16% do passivo crónico das empresas públicas, numa acção que vai ao encontro da posição defendida pelos gestores da banca em Portugal.
O governo começou por limpar da banca parte da dívida de empresas já incluídas no défice, para que a operação tenha impacto reduzido na dívida pública directa e no défice deste ano. Nestas empresas, o Estado assumirá junto da banca 5,24 mil milhões de euros de dívidas. Este valor está repartido por sete empresas, explicou Luís Morais Sarmento no debate parlamentar de arranque sobre o Orçamento do Estado para 2012 (OE/2012): 2,16 mil milhões da Refer, 1,84 mil milhões da Estradas de Portugal, 601,1 milhões da Metro do Porto, 492,4 milhões da Metro de Lisboa, 150 milhões da RTP, 2,9 milhões da VianaPolis e 82,5 mil euros da Empresa de Meios Aéreos.
A estes valores somam-se ainda 3 mil milhões de euros de dívidas de sociedades-veículo criadas na nacionalização do BPN e onde foram estacionados activos do banco. Quem financiou esses activos foi a Caixa Geral de Depósitos. Essa dívida à Caixa será amortizada, ficando o Tesouro português como credor.
O secretário de Estado deu estas explicações para responder à pergunta do deputado do PCP Honório Novo sobre a razão de ser do aumento para o dobro do limite legal de endividamento (para 22,48 mil milhões de euros) na proposta de orçamento rectificativo para 2011, a segunda este ano. O limite legal inicial para empréstimos de médio e longo prazo era de apenas mil milhões de euros e teve de ser subido para 5,24 mil milhões. A substituição no caso do BPN e as derrapagens orçamentais exigiram também mais capacidade de endividamento.
A equipa das Finanças explicou no debate que a decisão se destina a baixar os juros, já que o Tesouro se financia por menos do que a banca cobra às empresas públicas. A poupança total em 2012 será de 93 milhões de euros, de acordo com a agência Lusa.
O maior impacto, contudo, será para os bancos, a braços com uma imposição da troika para reduzir o endividamento e outra para reforçar capital. Depois de a banca estrangeira ter fechado a torneira do crédito às empresas públicas, a banca nacional tinha ainda outra restrição: ser a derradeira rede de crédito para o refinanciamento dos empréstimos destas empresas (ou seja, conceder empréstimos para as empresas pagarem os que vão vencendo).
Com esta decisão o governo injecta pelo menos 3 mil milhões de euros na CGD. Contactado pelo i, o Ministério das Finanças não esclareceu se os bancos que serão pagos no caso das empresas públicas são nacionais ou estrangeiros (relevante para a pretensão do aumento da liquidez para a economia portuguesa).
O OE 2012 prevê igualmente que o Tesouro possa financiar as empresas públicas reclassificadas, que têm necessidades de refinanciamento avaliadas em 4,46 mil milhões de euros. Esta semana, Passos Coelho deu o mote para a renegociação do acordo com a troika devido ao problema das empresas públicas, cujas dificuldades extremas de financiamento não terão sido antevistas na elaboração do programa de ajustamento.
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