sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Portugal não precisa de mendigar nada aos Estados Unidos


Portugal não precisa de mendigar nada aos Estados Unidos, diz especialista em relações internacionais (som)

"O valor da Base das Lajes é demasiado elevado para Portugal mendigar o que quer que seja junto dos Estados Unidos", disse o investigador José Filipe Pinto numa entrevista ao programa Frente a Frente, da Antena 1 Açores, com emissão marcada para sábado, às 12h00.


"Ou as contrapartidas são suficientes, ou Portugal deve explorar o interesse de outros países nos Açores", acrescentou.

José Filipe Pinto é especialista em relações internacionais e autor do livro "Lisboa, os Açores e a América". 



 Fonte: RTP-Açores


GUERRA COLONIAL: Operação Mar Verde

A Operação Mar Verde foi o nome dado para uma operação militar planeada pelas Forças Armadas Portuguesas e realizada em 22 de Novembro de 1970, no curso da Guerra Colonial Portuguesa, pelo destacamento de fuzileiros especiais nº 21 destacado na Guiné-Bissau de 1969 a 1971, chefiada pelo Comandante Alpoim Calvão.
O plano consistia no ataque anfíbio a Conacri, Capital da República da Guiné com os objectivos de libertar prisioneiros de guerra portugueses, destruição das lanchas do PAIGC e eliminação física do Presidente Sékou Touré.
Todos os objectivos foram alcançados com excepção da eliminação de Sékou Touré, que não se encontrava no país.
O palácio presidencial foi tomado e a maior parte da Força Aérea da Guiné-Conacri foi destruída.

Fonte: Wikipédia

Documento sobre a Operação em PDF clique AQUI

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Fundações - A mão no saco

 A mão no saco (Vasco Pulido Valente)
O monstro para abater já, antes que estes Pigmeus em biquinhos de pés resolvam sacar o resto.


«Uma pessoa entra no mundo das fundações (de qualquer género) e fica estupefacta com a desordem e a estranha ambiguidade a que ele chegou. Que se trata de meter a mão no saco do Estado e no bolso do contribuinte: nenhuma dúvida. Mas não se esperava os requintes de invenção e tortuosidade da coisa. O assunto, em que a imprensa mal tocou, merecia um livro de mil páginas não um artigo de 30 linhas. Comecemos pela Gulbenkian (pedindo desculpa a Artur Santos Silva que só lá entrou ontem). Mas quem me explica a mim por que misteriosa razão a Gulbenkian (que é uma das fundações mais ricas da Europa) recebeu do Estado, entre 2008 e 2010, 13 483 milhões de euros? E quem me dá uma justificação aceitável do facto inaceitável de a Gulbenkian continuar a ser uma "fundação pública de direito privado", em vez de ser, numa sociedade democrática, simplesmente uma fundação de direito privado, quando com o estatuto que tem agora o governo pode, quando quiser, "designar ou destituir a maioria dos titulares dos órgãos de administração"? E quem me explica a inexplicável existência da Fundação Caixa Geral de Depósitos (a Culturgest)? Não é a Caixa um banco do Estado? Não há no Estado uma Secretaria ou um Ministério da Cultura? Ou a existência da Fundação Batalha de Aljubarrota (que nos gastou desde 2008 a 2010, um milhão e 900 mil euros) dedicada a "reconstruir" (palavra de honra) o "campo militar" e as "circunstâncias" (não estou a inventar) desse memorável combate (que, de resto, a tropa inglesa ganhou por nós? Ou a da Fundação Navegar (800 mil euros no mesmo prazo), que pretende o "desenvolvimento cultural artístico e científico de Espinho"? Ou a Fundação Carnaval de Ovar (750 mil euros), que sempre foi, como se sabe, um acontecimento mundial? Ou dezenas de outras fantasias, quase todas sem o mais leve senso e todas sem o mais leve escrúpulo. Este espaço não basta para contar e analisar a história aberrante das fundações. Mas basta para dizer que o Estado (ou seja, a maioria dos governos democráticos) deixou crescer este monstro e o alimentou durante mais de 30 anos, sobre as costas  do cidadão que hoje resolveu patrioticamente espremer. E também chega para notar que os pretextos mais comuns desta razia silenciosa e prática, sempre invocada em tom indiscutível e beato, são dois, cultura e artes, com a ciência a grande distância. Isto é, as fundações servem fundamentalmente para recolher e sustentar a iliteracia e a ignorância indígena (por exemplo 13672 funcionários nas fundações que Passos Coelho pensa fechar). E o que é que sucedia ao País se ele amanhã parasse de estipendiar esta turba sem nome? Nada, queridos portugueses, rigorosamente nada. E talvez, com isso, o governo adquirisse alguma confiança e dignidade.»
Vasco Pulido Valente, Público
É um dever reenviar denunciar e divulgar até ao limite !


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Em 2013, já poderemos saber se vem aí um tsunami

Testado futuro sistema de alerta de tsunamis no Atlântico Nordeste, Mediterrâneo e outros mares na região. Num dos cenários testados por 19 países, simulou-se um terramoto ao largo de Portugal, seguido de ondas gigantes, idêntico ao de 1755
Às 8h15, o exercício arrancou: naquele instante tinha acabado de acontecer, ficticiamente, um sismo ao largo de Portugal, com epicentro na Falha da Ferradura, que seria capaz de desencadear um tsunami. A partir do final de 2013, se este cenário se tornar real, poderemos ser alertados, com minutos de antecedência, que vem a caminho de Portugal uma onda gigante.
Pouco depois do momento marcado para o sismo fictício, o recém-criado Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em Lisboa, enviava a mensagem inicial para instituições de 19 países, incluindo portuguesas, com a localização e magnitude do sismo e alertava para um possível tsunami, com estimativas do tempo de chegada da primeira onda a várias zonas costeiras do Atlântico Nordeste – desde o próprio país e ilhas até Espanha, Marrocos ou Irlanda.
Minutos mais tarde, a equipa do geofísico Fernando Carrilho, do IPMA, fazia seguir a segunda mensagem, com uma actualização da magnitude do sismo: passava de 8,1 para 8,7 graus, a mesma energia libertada no terramoto de 1755, um dos mais fortes de que há memória, que destruiu Lisboa e matou cerca de dez mil pessoas na capital portuguesa. O exercício foi mais um teste ao futuro sistema de alerta precoce de tsunamis no Atlântico Nordeste, Mediterrâneo e outros mares na região, que a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO está a criar desde 2005, o ano a seguir ao tsunami que atingiu o Sudoeste asiático e provocou a morte a mais de 200 mil pessoas.
No Pacífico e Caraíbas, já existe um sistema mantido pelos Estados Unidos com outros países, tal como no Índico, este criado depois da tragédia de 2004.
Em Abril deste ano, já tinha havido um teste às comunicações do futuro sistema de alerta na Europa, então com o envio de uma mensagem de alerta de um hipotético tsunami, enviada pelo Observatório e Instituto de Investigação de Sismos de Kandilli, em Istambul, Turquia, para 30 países. No caso de um sismo com epicentro no mar, com potencialidade para gerar ondas gigantes, é crucial que o alerta seja dado em poucos minutos e que os centros responsáveis pelos avisos nos vários países reajam depressa.
Agora, nas últimas terça e quarta-feira, 19 países testaram não só as comunicações, mas também a capacidade de os serviços de protecção civil para lidarem com a ameaça de um tsunami, explica Fernando Carrilho, um dos coordenadores do projecto em Portugal. Desta vez, o teste incluiu quatro cenários de tsunamis gerados por sismos: a Turquia enviou o alerta relativo ao Mediterrâneo Oriental, a França ao Mediterrâneo Ocidental, a Grécia ao Mar Egeu e Portugal ao Atlântico Nordeste.
No caso do cenário gerido pelo IPMA, na terceira, entre as seis mensagens enviadas esta terça-feira, confirmava-se já a ocorrência do hipotético tsunami, com medições na costa por marégrafos, tanto portugueses como de outros países. O tsunami chegaria com uma onda de nove metros a Sagres, 22 minutos depois do suposto sismo, e de cinco metros a Cascais, 40 minutos depois. A Casablanca, por exemplo, chegaria uma onda de oito metros. A propagação da onda desde a Falha da Ferradura – com mais de 100 quilómetros de extensão e que tem sido apontada como uma das que possivelmente originou o sismo de 1755 – pode ver-se numa simulação animada do IPMA.

Três países em operação...
Por enquanto, só três países estão em condições de lançar alertas à população, baseando-se sobretudo em informação sísmica – por exemplo, se ocorre um sismo com epicentro no mar e magnitude superior a 6,5 graus, existe a possibilidade de tsunami. Por outro lado, o sistema praticamente não tem ainda estações no fundo do mar, cujos sensores permitiriam detectar com mais fiabilidade se um tsunami vem a caminho da costa. Os sensores das estações detectam uma certa variação na altura da coluna de água, causada porque o fundo do mar sofre uma deformação produzida por um sismo. É que um sismo é originado quando a crosta terrestre se rompe. No mar, gera-se um tsunami quando essa ruptura também deforma o fundo do mar.

“Em Julho e Agosto, a Grécia, Turquia e França declararam que estão em operação: o Mediterrâneo Ocidental e Oriental tem já sistema de monitorização e alerta, ainda que sem estações no fundo do mar, com excepção da Turquia, que instalou algumas estações no mar de Mármara”, refere Fernando Carrilho. “No Atlântico Nordeste e Mediterrâneo Central ainda não está em operação nenhum sistema. Portugal defendeu, na última reunião [dos parceiros envolvidos no sistema], em Setembro, que está a planear entrar em operação no último trimestre de 2013.”
Assim sendo, no final do próximo ano, com base na magnitude e localização dos sismos e ainda em medições do nível do mar pelas estações maregráficas que existem na costa, quando a onda lá chegar, o IPMA estará em condições de enviar alertas para os países participantes no sistema. Em Portugal, a Autoridade Nacional de Protecção Civil decidirá então, na sequência dessas mensagens, o que fazer: se lançará avisos à população e se neles haverá ordem de evacuação de determinadas zonas.

... E no mar, três estações para o sudoeste ibérico
Para quando a instalação das estações no fundo do mar? “[Por causa da crise], nos tempos mais próximos nenhum país europeu vai ter estações no fundo do mar”, diz Maria Ana Baptista, do Instituto Dom Luiz da Universidade de Lisboa, também coordenadora do projecto em Portugal.


Seja como for, a configuração estudada do sistema para o Sudoeste do Cabo de São Vicente incluía o mínimo de três estações. A compra e instalação de cada uma delas custariam cerca de 700 mil euros, a que se juntariam outros 700 mil euros por ano em manutenção. “Esta é a componente mais difícil de concretizar, porque envolve grandes investimentos. Provavelmente, o sistema arrancará dependendo da rede sísmica e maregráfica, sem estações no fundo do mar”, diz Fernando Carrilho. “Ou é Portugal que avança e instala e mantém em operação esses equipamentos. Ou, no âmbito de cooperação internacional, considera-se que esses equipamentos serviriam Espanha, Marrocos, Irlanda, Reino Unido e haveria uma parceria que suportaria essa instalação.”
Mesmo sem estações no fundo do mar, como um tsunami demora só alguns minutos a chegar a certas zonas da costa portuguesa, como seria avisada a população? “Teria de haver sistemas de alerta sonoros nas praias mais expostas e difusão de mensagens nos canais televisivos”, responde Fernando Carrilho. “Se for durante a noite, os sinais sonoros são os mais eficazes”, sublinha o geofísico, acrescentando que a Câmara Municipal de Setúbal já tem uma experiência desse género na praia de Albarquel.

Fonte: Publico

FORÇAS ESPECIAIS VI – Comandos

MAMA SUMAE - Audaces Fortuna Juvat
História
O termo nasceu a partir da designação de Kommando que os Boers da África do Sul davam às suas tropas de operações especiais na Guerra contra os britânicos no princípio do séc. XX. A palavra boer Kommando por sua vez terá tido origem no termo Português Comando, no sentido de grupo de tropas sob um comando comum. Essas tropas actuavam em pequenos destacamentos, que se deslocavam normalmente a cavalo, e lançavam ataques rápidos contra as tropas britânicas.

Durante a 2ª Guerra Mundial tanto os britânicos como os alemães decidiram reutilizar este termo para designar as novas tropas de operações especiais que tinham formado (as britânicas designadas
Commandos e as alemãs Kommandos). Posteriormente o termo foi utilizado por outros países para designar algumas das suas forças de elite.

Os COMANDOS são uma unidade de forças especiais do Exército Português. O seu lema é "Audaces Fortuna Juvat"(A Sorte Protege os Audazes) e o seu grito de guerra é "MAMA SUMAE"(que pode ser traduzido como "Estamos Aqui, prontos para o sacrifício" - foi tomado da Tribo Bantu da África do Sul). Foram criados como uma Força Especial de Contra-Guerrilha, respondendo á necessidade do exército de ter unidades especializadas adaptadas para esse tipo de guerra que , em 1961 começou em Angola e mais tarde na Guiné Portuguesa (atualmente Guiné-Bissau) e Moçambique.
Estas unidades tem capacidade para:* conduzir ações especiais no território português ou no estrangeiro
* lutar como infantaria de assalto / tropas de choque
* providenciar altos comandos políticos e militares com capacidade para executarem operações especiais.

O primeiro objetivo do exército foi criar uma força especial para preparada para operações de contra-guerrilha, mas os Comandos Portugueses também participam em outras operações, com unidades especiais organizadas para cada operação, e em missões de assalto, com características de guerra convencional, especialmente nos últimos anos de guerra colonial , quando operaram como um batalhão, apoiado pela artilharia e força aérea.

A história dos Comandos Portugueses começou em 25 de Junho de 1962, quando, em Zemba(Norte de Angola), os primeiros 6 grupos predecessores dos Comandos, foram formados. Para a preparação desses grupos foi criado o CI 21 Centro de Instrução de Contraguerrilha comandado pelo Tenente Coronel Nave, e teve como instrutor, o fotógrafo e ex-Sargento da Legião Estrangeira Francesa, o italiano Dante Vachi, com experiência nas guerras da Indochina e da Argélia.

Os seis grupos preparados neste centro conseguiram excelentes resultados operacionais. O Comando Militar em Angola decidiram evoluir essa instrução e a integração dessas unidades na orgânica do exército, e em 1963 e 64, CI 16 e CI 25 foram criados em Quibala (Angola). Pela primeira vez, o termo "Comandos" foi aplicado ás tropas instruídas nesses centros.

Em 13 de Fevereiro de 1964, o primeiro curso de Comandos em Moçambique foi iniciado em Namaacha (Lourenço Marques, atual Maputo) e em 23 de Julho desse mesmo ano, em Brá (Guiné-Bissau), o primeiro Curso de Comandos da Guiné.
Instrução
Em Portugal, os Comandos nasceram na guerra e para fazer a guerra. A instrução tinha o objetivo de preparação tinha duas características - a prática e realismo - baseado em dois aspectos: o combate técnico e preparação psicológica. Tudo isto tendo uma fundação de seleção física e psicológica com altos valores.

A preparação psicológica para a guerra é talvez o aspecto que mais distingue os Comandos. O seu objetivo é transformar um homem num soldado auto-disciplinado, competente e efetivo em combate, preparado para lutar em qualquer situações e condições. A componente psicológica é provavelmente a mais importante da instrução, assumindo que ela é a sua arma principal.

Para o perfeito domínio do desejo sobre todos os outros instintos, a instrução de um Comando exige testar os limites da resistência do recruta, aspirando fazer de cada um o mestre do seu próprio desejo.
Organização
Numa primeira fase, os Comandos estavam organizados em grupos independentes compostos de voluntários vindos dos batalhões de infantaria, que formavam as unidades de intervenção. O sucesso desses grupos significou que rápidamente começaram a estar sob as ordens do Comandante-em-Chefe e Comandos Militares para conduzir Operações Especiais. Organização dos Grupos(exemplo):

* uma equipa de comando(um oficial, um batedor, um médico, dois soldados)
* três equipas de manobras(um Oficial não-comissionado, quatro soldados)
* uma equipa de apoio(um Oficial não-comissionado, um soldado com RPG, e um soldado de munições, dois soldados)

Esta organização de um grupo de cinco equipas e cada equipa com cinco homens sofreu adaptações, mas a célula-base, a equipa de cinco homens, permaneceu durante a guerra.

A evolução da guerra revelou a necessidade de ter mais soldados Comandos e unidades independentes, capazes de operar durante longos períodos de tempo auto-sustentados: razões que levaram á criação de Companhias de Comandos. A primeira companhia foi formada em Andola e a sua instrução começou em Setembro de 1964. O seu Comandante, Capitão Albuquerque Gonçalves, recebeu o estandarte da unidade em 5 de Fevereiro de 1965. A segunda companhia tinha como destino Moçambique, comandada pelo Capitão Jaime Neves.
A organização e princípios dos Comandos Portugueses, inspirados pela Legião Estrangeira Francesa e nos Pára-Comandos belgas, tinham adquirido uma grande mobilidade e criatividade e técnicas de combate em Contra-Guerrilha, muito bem definidas e apoiada em permanente inovação.

A composição e organização das Companhias de Comandos estavam sempre adaptadas ás circunstâncias e situações, embora durante a guerra fosse possível verificar dois modelos, as companhias mais pequenas e grande companhias. As ex eram compostas por quatro grupos de comandos, cada um com quatro sub-grupos, constituído por 80 homens e com pequenos componentes de backup.

Essas companhias tinham uma pequena capacidade para se manterem independentes durante longo períodos de tempo, funcionavam como unidades temporárias de reforço num pequeno quadrado, tal e qual como as forças de intervenção, recebendo dessas unidades o apoio necessário. Nessas companhias, a mobilidade e flexibilidade eram um privilégio, e foram inicialmente usadas na Guiné e Moçambique.
As grandes companhias tinham cinco, grupos de equipas de comando, num total de 125 homens, conjuntamente com o pessoal de serviço, cerca de 80 homens, com médicos, batedores, transporte e cozinheiras. Outro tipo de oraganização foi adaptada as companhias de Comandos Africanos, formados na Guiné e composta por soldados metropolitanos quando necessários, um pouco parecido com o que as Forças Especiais Americanas tinham feito no Vietnam com os " conselheiros".

A evolução da guerra, e a necessidade que começou a existir no combate, as grandes unidades na Guiné e Moçambique algumas vezes simultaneamente em ações especiais e regulares, levaram á criação de batalhões de comandos nesses dois teatros.

Esta função de Unidade-Mãe foi, em Angola e desde a sua fundação, realizada pelo Centro de Instrução de Comandos, que também precisou de se adaptar, separando a instrução e juntando as unidades operacionais na base do Campo Militar de Grafanil, perto de Luanda, embora nunca fosse completamente independente sob um comando específico. Como grandes unidades de comando o Centro de Instrução de Comandos, em Angola , na Guiné o Batalhão de Comandos e Batalhão de Comandos de Moçambique foram formados.
Embora o Centro de Comandos de Angola fosse a casa no centro da doutrina "Mãe" e da mística dos Comandos, todos os batalhões tiveram aí instrução e aí foram formadas as unidades para intervir no teatro de operações. Além do Centro de Instrução Comando de Angola, que preparou as unidades para Angola e Moçambique e os primeiros Comandos da Guiné, também em Portugal foi criado um centro em CIOE - Centro de Instrução de Operações Especiais, em Lamego, que dava instrução ás unidades mobilizadas para a Guiné e Moçambique.

Na sua história, os Comandos foram formados em Zemba (Angola) após 25 de Junho de 1962, em Quibala (Angola) e desde 30 de Junho de 1963, em Namaacha (Moçambique) desde 13 de Fevereiro de 1964, em Brá (Guiné) desde 23 de Julho de 1964, em Luanda(Angola) após 29 de Junho de 1965, em Lamego (Portugal) desde 12 de Abril de 1966 e em Montepuez (Moçambique após 1 de Outubro de 1969.

Após a Guerra Colonial, Portugal deu a independência a todas as suas colônias e todos os Comandos começaram a receber instrução na Amadora(Portugal desde 1 de Julho de 1974. O CIOE permanece ativo até ao dia de hoje, com a tarefa de treinar e instruir os soldados das Operações Especiais; com uma diferente unidade, criada em 1980 e que popularmente é conhecida como Rangers. O CIOE também dá instrução a várias unidades de operações especiais das Forças de Polícia, e em 2006, passou a chamar-se CTOE-Centro de Treino de Operações Especiais.
Estatísticas
Os soldados Comandos que participaram em operações ativas: mais de 9000 homens(510 oficiais, 1587 Oficiais Milicianos e 6977 soldados) que integraram 61 companhias.

Perdas em Combate:
* 357 MEA (morto em ação)
* 28 DEC (desaparecido em combate)
* 771 feridos

Os Comandos constituíram cerca de 1% de todas as forças presentes na Guerra Colonial, mas o número das suas mortes foi cerca de 10% do total das baixas; uma percentagem 10 vezes maior do que as outras forças regulares. Os Comandos também eliminavam mais guerrilha e capturavam mais armas do que as outras forças. Essas características fizeram com que fossem os únicos a conseguir uma aura mística que permaneceu mesmo após o fim da guerra.

Após a guerra, os Comandos continuaram a aperfeiçoar os seus conhecimentos até 1993 quando foram extintos. Esta decisão foi influenciada pelo número de mortos durante a instrução. Os soldados Comandos foram agrupados com os Pára-Quedistas e daí foram transferidos da Força Aérea para o Exército. Mas em 2002, os Comandos foram reativados como uma Unidade Independente com a criação do Batalhão de Comandos. Estão agora baseados no Centro de tropas Comandos em Mafra (Carregueira). Foram enviados efetivos para o Afeganistão em 2005, onde um Sargento foi morto por uma bomba colocada numa rua onde fazia patrulha; foi o primeiro COMANDO morto em acção desde o final da Guerra Colonial Portuguesa.
Seleção
1. Deve ser um cidadão português
2. Deve ter 18 anos
3. Passar nos exames físicos e psicológicos

Testes Físicos:* correr 2500m abaixo dos 12 minutos
* 47 elevações abaixo dos 2 minutos
* (palma da mão para a frente) 5 elevações em barra contínuas
* 20 flexões
* saltar uma vala de 3 metros
* saltar uma parede com 90 cm de altura
* andar num pórtico com 5 metros de altura
* nadar 15 metros
Os testes físicos são fáceis de completar, o que permite aos Comandos terem um grande número de recrutas; o que é útil por causa do número de desistências durante a instrução. Após passarem todos os testes, os recrutas iniciam a instrução.

A maioria da instrução ou a sua natureza é desconhecida pelos recrutas. O que significa que eles devem constantemente estar prontos, para a mais pequena indicação, apresentarem-se na parada ou onde lhes for ordenado, e seguirem o que os instrutores dizem. Podem interromper a instrução por mais de um dia, ou podem ter que fazer as suas atividades diurnas durante a noite.
O imprevisto e a surpresa são as fundamentais características da instrução. Cada recruta deve também ter um auto-controlo: devem dominar as reações. Todas as exigências na instrução não são obrigatórias: cada recruta tem o direito de fazer o que lhe é ordenado. Obviamente, isso significa o fim do seu curso.

Quando um recruta completa com sucesso a instrução é reconhecido como COMANDO e recebe a famosa boina vermelha. A entrega da boina(como outras cerimônias dos Comandos) é inspirada nas velhas Ordens Militares Portuguesas( no Portugal medieval, tinham tarefas de vigilância e espionagem em tempo de paz; primeiro resistência na defensiva e os primeiros a atacar na ofensiva; sendo forças fortes durante o tempo de guerra).

Unidades de Comandos
Seguindo o modelo organizativo do Exército Português, existiam Unidades Territoriais de Comandos (designadas Centro de Instrução, Regimento, Batalhão, etc.) responsáveis por mobilizar, organizar, treinar e manter as Unidades Operacionais, normalmente de escalão Companhia. Os Batalhões de Comandos da Guiné e Moçambique funcionaram tanto como unidades territoriais mobilizadoras, como como unidades operacionais.

Unidades MobilizadorasAo longo da sua existência foram várias as unidades mobilizadoras de Comandos:

1962-1965: Centro de Instrução Nº 21 (Centro de Instrução Especial de Contra-Guerrilha), em Zemba (Angola);
1963-1965: Centros de Instrução Nº 16 e Nº25, em Quibala (Angola);
1965-1974: Centro de Instrução de Comandos de Angola, em Luanda;
1966-1975 e 1996-2002: Centro de Instrução de Operações Especiais, em Lamego;
1964-1969: Centro de Instrução de Comandos da Guiné em Bissau;
1969-1974: Batalhão de Comandos da Guiné, em Bissau;
1969-1975: Batalhão de Comandos de Moçambique, em Montepuez;
1974-1975: Batalhão de Comandos Nº11, na Amadora;
1975-1996: Regimento de Comandos, na Amadora;
2002-2006: Regimento de Infantaria Nº 1, na Carregueira;
Desde 2006: Centro de Tropas Comandos, em Mafra.

Unidades Operacionais
Servindo em Angola (1963-1975)
 * Companhias de Comandos (CCmds): 1ª, 6ª, 8ª, 14ª, 19ª, 20ª, 22ª, 24ª, 25ª, 30ª, 31ª, 33ª, 36ª, 37ª, 2041ª, 2042ª, 2044ª, 2044ª, 2046ª, 2047ª, 4042ª e 112ª/74.

Servindo na Guiné (1964-1974)
Guiné > Brá > 1965 >

* Companhia de Comandos da Guiné (CCmdsGuiné);
* Batalhão de Comandos da Guiné (BCmdsGuiné);
* Companhias de Comandos (CCmds): 3ª, 5ª, 16ª, 26ª, 27ª, 35ª, 38ª e 4041ª/73;
* Companhias de Comandos Africanos (CCmdsAfricanos): 1ª, 2ª e 3ª.

Servindo em Moçambique (1964-1975)
4040.Cª Comandos - Os Lordes

* Batalhão de Comandos de Moçambique (BCmdsMoç);
* Companhias de Comandos (CCmds): 2ª, 4ª, 7ª, 9ª, 10ª, 17ª, 18ª, 21ª, 23ª, 28ª, 29ª, 32a ,34ª, 2040ª, 2043ª e 4040ª;
* Companhias de Comandos de Moçambique (CCmdsMoç): 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª e 9ª.

Servindo em Portugal (1974-1993):
123ªCªComandos- Amadora

* Batalhão de Comandos Nº 11 (BCmds11), incluindo as Companhias de Comandos (CCmds): Nº 111, Nº 112 e Nº 114;
* '''''''''Batalhão de Comandos Nº 12 (BCmds12)'''', incluindo as CCmds: Nº 121, Nº 122, nº 123 (pesada) e mais tarde a nº 124 que subsituiu a nº 131 voltando ser integrada no Bat. 12.Deste Bat. 12 era também a Companhia de Comandos REDES-Raides e destruições.''

A Companhia de Comandos 131 (A Pesada)-'''''''surgiu em 1982,depois de o Comandante Coronel CMD Jaime Neves ter sido substituido pelo Coronel CMD Júlio Oliveira,tendo este substituído a nº 123-Batalhão 12-3ª companhia,pela nº 131-Batalhão 13-1ª companhia.Efectivamente o Batalhão 13 não avançou tendo esta companhia mantido a sua independência em relação aos batalhões,sendo a Companhia Independente de armas pesadas.Foi comandada,pelo Capitão CMD Carlos Alberto Garcia Pinto.Mais tarde esta companhia é extinta e criada a nº 124 inserida no Batalhão 12,com as mesmas funções,de armamento pesado e designando-se também "A Pesada"."Mário Relvas-ccmds 123/131"'

Servindo em Portugal (desde 2002)
Carregueira - 2004

* Atuais Companhias de Comandos (CCmds): 1ª e 2ª.

Símbolos

Boina Vermelha
O símbolo identificativo das tropas de Comandos do Exército Português mais conhecido é a famosa Boina Vermelha. Pelo uso deste item de fardamento os comandos são algumas vezes chamados de "Boinas Vermelhas". Curiosamente, a boina vermelha não esteve em uso durante a grande maioria da atividade operacional dos Comandos na Guerra do Ultramar, dado que só foi adotada em 1974. Durante a Guerra do Ultramar, os comandos utilizaram a Boina Castanha padrão do Exército Português.

Lema
O lema dos Comandos é o verso latino da Eneida de Virgílio Audaces Fortuna Juvat, que significa A Sorte Protege os Audazes.

Grito de Guerra
O seu Grito de Guerra, retirado de uma tribo bantu do Sul de Angola que o usava na cerimónia de entrada na vida adulta é: Mama Sumé!, que em Português significa: Aqui Estamos, Prontos para o Sacrifício!.

Cerimonial
Os Comandos têm vários rituais iniciáticos e cerimoniais, inspirados nas antigas Ordens de Cavalaria Portuguesas. Além desses rituais, os Comandos têm uma forma de marchar própria, diferente das restantes unidades do Exército Português.
Operações no exterior - Afeganistão
Diante de seus compromissos com a OTAN, Portugal enviou um contingente militar para o Afeganistão. como parte desta força estava uma Companhia de Comandos. Sua missão operacional estava direcionada para a província de Kandahar, epicentro da insurreição talibã no sul do país. Caberá à Companhia de Comandos apoiar o esforço de expansão das posições da NATO e do exército afegão (ANA) na região de Kandahar, a área de maior atividade operacional no Afeganistão, de forma a negar espaço de manobra à insurreição. A área de Kandahar é um dos principais alvos do esforço de reforço do dispositivo de forças da NATO e dos EUA no Afeganistão (cerca de 60 mil homens no total).
O contingente português da QRF (força de intervenção rápida) é formador por 157 militares: 11 do grupo de comando, 115 da 1ª Companhia de Comandos, sendo quatro das Operações Especiais (Snipers), 24 do destacamento de Apoio e Serviços (módulos Sanitário, Transmissões e Manutenção) e sete da Força Aérea, que formam o Tactical Air Control Party. Quanto a países, estão cá representados os cinco continentes. A missão portuguesa se encerrou em 2008. Ficando apenas alguns 15 instrutores, a cabo com a tarefa de formação de militares afegãos.
Algo que chamou a atenção nas tropas portuguesas em operação no Afeganistão foi que os operadores dos Comandos não estavam usando os modernos fuzis automáticos SIG 543 de 5,56 mm, mas os velhos G3A4 (de coronha rebatível) de 7,62 mm. A razão foi que os soldados portugueses não tinham muita confiança no SIG 543, pois este falhava com freqüência. A opção do G3A4 foi que para os portugueses a arma de maior calibre era ideal para o combate urbano, o qual eles iam enfrentar no Afeganistão.
Espigarda Automática Heckler & Koch G3 7,62 MMA G-3 é uma arma construída por Portugal sob licença da Heckler & Koch, uma consagrada empresa alemã. A G-3 entrou ao serviço por volta de 1962, altura em que Portugal combatia no Ultramar (1961-1975).
Durante os anos 50s a Alemanha Ocidental, assim como outros países da NATO, enfrentaram a necessidade para rearmar os seus exércitos para o novo calibre 7.62x51mm. Inicialmente os alemães preferiram a espingarda belga FN FAL, adotada sob a designação de G1 por volta de 1956.Devido às razões óbvias Alemanha quis manufaturar suas espingardas militares, e tentou comprar uma licença de manufaturação para FAL, mas a Bélgica rejeitou o negócio.

Assim, Alemanha mudou para outro projeto, disponível da companhia espanhola CETME, conhecido como a espingarda “CETME modelo A”. Alemanha comprou a licença de manufaturação para a espingarda da CETME e transferiu-a à companhia de “Heckler und Koch” (HK), situada em Oberndorf. HK modificou ligeiramente o projecto de CETME, e em 1959 o Bundeswehr (Exército da Republica Federal da Alemanha) adoptou finalmente a CETME/Heckler und Koch como a G3 (Gewehr 3 - espingarda, [modelo] 3). Desde esses tempos e até 1995 que a G3 com várias modificações serviu como arma geral de ombro não somente para forças armadas alemãs, mas também para muitos outros países, tal como a Grécia, Irão, México, Noruega, Paquistão, Portugal, Suécia, Turquia e muitos outros países, num total de mais de 50 países durante os últimos 40 anos utilizavam a G3. A G3 era ou ainda é manufaturado nos países como a Grécia, o Paquistão, o Irão, a Turquia, Portugal e outros.

A razão chave da popularidade elevada da G3 é que é muito mais simples e mais barato manufaturar, do que suas rivais contemporâneas principais - belga FN FAL e a Americana. M14. A própria HK continuou a produzir e oferecer a G3 até o ano 2000 ou 2001, quando finalmente desapareceu dos catálogos de HK. Entretanto, a HK ainda manufacura uma variedade larga de armas, baseada no projeto G3 mas com finalidades diferentes e calibres, Mp-5 de 9mm, espingardas de assalto de 5.56mm HK 33, de 5.56mm e de 7.62mm HK 23 e HK 21, espingardas sniper PSG1. No geral, a espingarda HK G3 pode ser descrito como uma das melhores espingardas de batalha/assalto da NATO de 7.62mm – de confiança, versáteis, controláveis, não muito caras e finalmente, muito populares. Para os mercados civis, HK produziu somente as versões semi-automáticas da G3, conhecidas inicialmente como HK 41 e mais tarde como HK 91.

Em 1965, já o numero de espingardas automáticas G-3 tinha ultrapassado as 150.000 nas forças armadas, e mesmo assim, ainda existiam em funcionamento 15.000 espingardas automáticas FN, fornecidas de emergência pelo exército alemão, antes da introdução da G-3.

Características:Fabricante:
Heckler & Koch (Alemanha)
Fabricante em Portugal: FBP, Fábrica de Braço de Prata (sob licença)
Calibre : 7.62 × 51 mm
Peso : 4,4 Kg.
Comprimento total : 1026 mm
Comprimento do cano : 450 mm
Alcance eficaz : 400 mts.
Cadência de tiro : 600 tpm

Versões:G3: versão original com punho e fuste de madeira;
G3A1: variante da G3 com coronha dobrável;
G3A2: desenvolvimento da G3 com um novo tubo deslizante;
G3A3: aperfeiçoamento da G3A2, com novo supressor de chamas, nova mira traseira e punho e fuste em plástico;
G3A4: variante da G3A3 com coronha rebatível
SIS SG-543
Fabricante: SIG
Características:
Calibre: 5.56x45mm
Comprimento: 805/569mm
Peso (vazia): 3kg
Capacidade: 20 ou 30 munições
Cadência de fogo: 650-800 balas por minuto
Fontes:  Enciclopedia    Tropas de Elite
VIDEOS
Mais informações sobre os Comandos Portugueses AQUI


Para substituir corte dos subsídios dos funcionários públicos: Comunistas querem conceder ‘apoio extraordinário’ na Região

29 Novembro 2012 [Regional]
O deputado comunista açoriano Aníbal Pires apresentou no Parlamento dos Açores, para debate e votação, uma proposta de diploma criando um ‘subsídio extraordinário’ que substitua os subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos açorianos este ano. O subsídio, segundo a proposta de diploma, deve estar incluindo no Orçamento da Região para 2013 e deve ser pago em duas tranches, em Junho e Novembro.
As verbas para pagar estes montantes devem constar do Fundo Social de Compensação criado pelo Governo dos Açores destinado a “compensar os Açores dos efeitos mais gravosos das medidas de austeridade tomadas a nível nacional”. O corte destes subsídios, referem os comunistas açorianos, “reduziu mais o rendimento disponível de muitas famílias, o que está a ter seríssimos efeitos na economia dos Açores”.
Nos últimos quinze anos, os trabalhadores do Estado “perderam quase um terço do seu poder de compra” e o seu número e importância na Região Autónoma “tornam este novo rombo nos seus rendimentos um verdadeiro desastre para a economia local e regional”. Aníbal Pires explica que “a perda de poder de compra dos cidadãos e a retracção do seu consumo tem tido o impacto substancial na sustentabilidade das empresas e é a causa profunda do significativo aumento do desemprego na Região”. Acrescenta que “esta perda de poder de compra tem contribuído significativamente para a fundar os Açores num círculo vicioso de recessão, do qual as primeiras vítimas são as famílias açorianas”. Entende o PCP/A que o ‘apoio extraordinário’, no valor dos subsídios da função pública do ano passado, vai “ajudar os funcionários públicos a suportar alguns dos piores efeitos das medidas de austeridade nacionais e contribuindo para combater o efeito recessivo que estas têm sobre a economia regional”.
“Desta forma, não só se repõe alguma justiça retributiva, como se combate a quebra do consumo interno e se estimula o investimento e o emprego, contrariando o círculo vicioso em que se encontra mergulhada a economia regional”.

Grupo de personalidades portuguesas acusa primeiro-ministro de estar a "fazer caminhar o país para o abismo"

Um conjunto de personalidades entregou hoje uma carta-aberta ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pedindo a sua demissão e reenviou uma cópia para o Presidente da República, manifestando a sua preocupação pelas consequências da política seguida pelo atual Governo.
Os signatários da carta garantem que as medidas previstas, quer no programa eleitoral do PSD, quer no Programa de Governo forma excedidas e as consequências têm um forte impacto sobre os portugueses.
Afirmam que a "austeridade custe o que custar" está a empobrecer o país e criticam o desmantelamento das funções sociais do Estado, juntamente com a alienação de empresas estratégicas, os cortes nas pensões, nas reformas e nos salários, além do incentivo à emigração e o crescimento do desemprego.
A carta subscrita por personalidades de vários quadrantes da sociedade portuguesa  diz textualmente: "perdeu-se toda e qualquer esperança".
Depois das falhas verificadas em todas as previsões económicas, dizem que o Executivo, munido de "um fanatismo cego" está a fazer "caminhar o país para o abismo". Apelidam o Orçamento do Estado aprovado na segunda-feira de "injusto, socialmente condenável e portador de disposições de constitucionalidade duvidosa". Sublinham que não será cumprido e agravará ainda mais a recessão no próximo ano.
Terminam apelando ao primeiro-ministro que "retire as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências".

Fonte: SIC Noticias

NASA exclui o Fim do Mundo em 2012

Não há base científica nas previsões apocalípticas
"Não haverá o Fim do Mundo em 2012", afirma a NASA num comunicado no seu site.
"Nosso planeta tem estado muito bem por mais de 4.000 milhões de anos as mensagens sobre do Fim do Mundo iminente não tem nenhuma base científica", diz a declaração desmente uma série de hipóteses e lendas populares sobre a proximidade do Apocalipse .

Por exemplo, de acordo com uma teoria, a Terra irá colidir com
Nibiru , um planeta mítico que viaja através do sistema solar. A existência desse corpo celeste foi fatal para a Terra supostamente profetizado pelos sumérios. Esperava-se que o desastre  em maio de 2003, mas quando nada aconteceu, o acidente foi "adiado" pelos profetas do apocalíptico 21 de dezembro de 2012.
” Nosso planeta tem estado muito bem por mais de 4.000 milhões de anos e mensagens sobre o Fim do Mundo iminente não tem nenhuma base científica "
Precisamente isto é a data que marca o fim do famoso calendário Maia famoso, também associado por muitos com o Fim do Mundo . No entanto, especialistas da NASA dizem que esta data "não será o fim da humanidade." Segundo eles, os índios dessa tribo não previram o fim do mundo. O tempo não pára só porque o calendário que paira em sua cozinha apenas em 31 de Dezembro", dizem os cientistas, acrescentando que o mesmo se passa com o calendário Maia. O 21 de dezembro é a última data de um tempo de cálculo longo dos Maias, mas depois começa outro período ", como nós colocamos um novo calendário de parede em 1 de janeiro."

Osespecialistas da NASA também refutam outras teorias sobre o fim do mundo, como o choque de nosso planeta com outro corpo celeste, uma  enorme explosão solar ou deslocamento dos pólos, entre outros.
Tradução Google
Fonte: RT News

“China precisa das Lajes para se expandir a Ocidente”

José Filipe Pinto

Investigador e director de Ciência Política na Lusófona falou ainda na polémica em torno de Relvas, defendendo limites para as equivalências

José Filipe Pinto tem 58 anos e é investigador da Universidade Lusófona. Numa semana em que se soube que os Estados Unidos vão diminuir a sua presença na base das Lajes, este docente universitário revelou que aquele ponto estratégico pode passar para as mãos da marinha chinesa. É director da licenciatura que Miguel Relvas tirou e orgulha-se de a sua investigação ter ocupado o espaço mediático que nos últimos tempos tem estado reservado à polémica das equivalências na Lusófona. Aceitou receber o i no seu gabinete para falar do seu trabalho, mas também de toda a polémica que envolve a Faculdade de Ciência Política.

A investigação que está a fazer revela que a China tem interesse na base das Lajes. Como chegou a essa conclusão?

Tudo surge na sequência da investigação que fiz para o livro “Lisboa, os Açores e a América” – que lancei há poucos dias – e de outras no âmbito da lusofonia. A China sempre tratou Portugal de uma forma diferente, aliás, até separou as questões de Hong Kong e de Macau, não aceitando que Macau fosse incluído nos territórios a descolonizar quando a ONU assim o entendeu. Aconteceu apenas no momento em que a China entendeu. Esta potência do Oriente vê Macau como uma interface para chegar a todos os países da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) e é por isso que iniciativas como a Assembleia-Geral da Associação das Universidades de Língua Portuguesa ocorreram em Macau.

Mas isso é uma aproximação cultural...

Sim, mas depressa passou a ser mais que isso. Em 2003, quando se fez em Macau o primeiro fórum de cooperação económica entre a China e os países de língua portuguesa confirmou-se esta teoria. A partir daí a China passa a desenvolver uma relação privilegiada com muitos desses países, nomeadamente Angola. A relação privilegiada com a lusofonia é do seu interesse estratégico.

E como chegou ao interesse pelas Lajes?

A China está agora a fazer investimentos regionais, porque se quer afirmar no mar da China e no Pacífico. Para os americanos, a guerra no Pacífico era há uns anos considerada “our war”, a nossa guerra. Isso mostra como desde a década de 40 eles têm interesses muito vincados naquele oceano. Mas a China vai forçosamente condicionar o acesso da marinha norte- -americana ao mar da China, nomeadamente no que refere ao estreito de Taiwan. Depois de acautelarem os seus interesses a oriente, os chineses vão deslocar-se para o Ocidente e identificar os pontos-chave que possam ser a sua base de apoio. E os Açores serão um alvo. Pode não ser numa perspectiva belicista, mas expansionista. Na prática, a China precisa das Lajes para se expandir a ocidente, mas prefiro não levantar mais o pano sobre a investigação.

Gordon G. Chang, um investigador americano, também defende essa teoria. Conhece o trabalho dele?

Sim, as nossas leituras entrecruzam-se. Porém, esse investigador – que respeito e cujos artigos leio – acredita que a administração Obama deve transferir para as Lajes parte do contingente que tem na Alemanha. Eu não defendo isso.

Porquê?

Temos de perceber o Tratado das Lajes. Aquilo que para Portugal é um tratado internacional, para os americanos é “executive agreement”. A diferença é que em Portugal o tratado é ratificado na Assembleia da República, e como tal obriga o país todo. Nos Estados Unidos não é aprovado pelo Senado, o que só compromete a administração e não os vários estados. As administrações norte-americanas têm encontrado maneiras fáceis de não cumprir este acordo, alegando dificuldades com o Senado. Essa questão é fundamental para percebermos do que estamos a falar.

Esse é então o grande problema para si?

Sim, esta redução da presença norte-americana surge porque não nos soubemos impor e terá reflexos imediatos. Não digo que apanhe Portugal desprevenido, porque já houve vários indícios no passado: os empregos directos na base já foram 1500, neste momento são 790. Entre 1990 e 1996 foram despedidos 600 trabalhadores, mas nessa altura Portugal tinha acabado de entrar na UE.

É possível que as relações entre os dois países não fiquem afectadas?

Não é possível, e por isso fico muito incomodado quando ouço declarações de responsáveis regionais e até norte-americanos de que isto não afecta as relações bilaterais. É óbvio que afecta.

Defende que se peçam mais contrapartidas. Isso não é um contra-senso?

Parece, mas não é. Portugal fez o acordo inicial como garantia da manutenção do império. Significa isso que no Estado Novo se entendeu que era do interesse dos Estados Unidos a presença nas Lajes e, como tal, se exigia uma contrapartida alta: o apoio da política colonial portuguesa. A partir do 25 de Abril a situação não se manteve, Portugal começou a ver a base como um activo em termos laborais e os Estados Unidos aperceberam-se da fragilidade portuguesa. Quando digo que devemos pedir mais contrapartidas parece que estou em contraciclo – numa altura em que com as contrapartidas actuais eles já estão a tirar pessoas das Lajes –, mas não estou. Se a base tem importância estratégica para os Estados Unidos, Portugal tem de uma vez por todas reassumir a posição inicial. Ou seja, os norte-americanos terão de aceitar um conjunto de contrapartidas.

E se eles saírem de vez?

Portugal rentabiliza a base de outro modo, nomeadamente através da NATO. Quem é pobre exige pouco e nós contentamo- -nos sempre com o que nos foi dado. Até entendo o lado deles: não se justifica dar contrapartidas a quem não as pede, e é lógico que eles vão tentar desvalorizar este activo português.

O que deve fazer Paulo Portas?

Deve mostrar aos americanos que mesmo tratando-se de um “executive agreement”, se estão interessados no acordo, não podem pôr em causa a sobrevivência de quem está nas Lajes. Têm ainda de chamar os Estados Unidos às negociações e dizer que existem outras ideias de exploração, uma delas no quadro da NATO.

O que é melhor para os portugueses: americanos, chineses ou NATO?

O ideal era rentabilizar duas situações perfeitamente compatíveis: a integração europeia e a condição lusófona.

O que destaca do seu livro “Lisboa, os Açores e a América”?

Parecia que estava a adivinhar que isto ia acontecer. Trabalho com factos, interpreto as conjunturas e mostro como um avolumar de erros nos conduziu à situação actual. Refiro ainda a desconfiança de Salazar face aos Estados Unidos. E outros dados interessantes.

É importante a Lusófona ter uma projecção positiva após algumas notícias menos positivas?

Tem muita importância. Eu sempre acreditei no projecto e no rigor da ciência que aqui se faz. Mas claro que se cometeram erros aqui, como nas restantes privadas e públicas deste país. O problema é Bolonha, que assenta num espírito, em princípios que este governo tem de explicitar.

Mas não deveria haver limites?

Devia, claro! Essas limitações têm de resultar da clara definição da lei.
Que limite consideraria justo?

Entendo que, em caso algum, as equivalências deveriam ultrapassar um terço dos créditos totais, ou seja, um ano.

Nem em casos de currículos ricos?

Não. E um terço seria uma situação limite para currículos muitíssimo ricos. Alguém que desempenhou grandes cargos, que teve uma vida política muito activa e uma acção socialmente relevante tem de ver esse património valorizado. Mas não defendo é que o dispensemos da frequência universitária. O mundo académico não pode apenas legitimar a prática profissional. Sou director da licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais e vejo jovens que fazem um grande percurso em movimentos partidários que chegam à faculdade com um saber acumulado que tem de ser valorizado. Mas a experiência de vida só por si não vale um grau.

A análise dos casos irregulares é importante para a imagem da Lusófona?

Sobre esses casos não me irei pronunciar porque está em segredo interno e faço parte dos órgãos. O que lhe posso garantir como director da licenciatura de Ciência Política e como subdirector da faculdade é que a Lusófona tem muito rigor. E esse rigor vai ser comprovado.

A polémica então deveu-se ao facto de estar em causa Miguel Relvas?

Claramente teve a ver com o nome das pessoas envolvidas neste processo. Posso dizer-lhe que todas as universidades deverão ter problemas, situações que importa clarificar no âmbito de Bolonha. Mas claro que quando surge um nome sonante as atenções ficam todas centradas. É por isso urgente que o governo defina as regras para que as universidades saibam exactamente o que estão a fazer e como devem fazê-lo.

Essa regra de um terço pode ter aplicações práticas no que se refere às licenciaturas já atribuídas?
Não, não estou
a tentar ver o passado aos olhos do presente. O que faço é analisar os homens e as conjunturas, e é evidente que nunca poderei, nem a faculdade poderá, impor no presente regras que a equipa que procedeu a determinadas avaliações não tinha à época. O que interessa perceber é se foram acautelados os princípios de Bolonha e, no caso de não terem sido, proceder-se a uma rectificação.

Houve quem na Agência de Avaliação do Ensino Superior tenha sido muito crítico quanto ao caso Relvas. Como viram essas críticas?

Entendo que tem de haver bom senso de quem está na agência e de quem está nas instituições. Não vou tecer juízos de valor sobre quem está na agência, prefiro lembrar que quem não se respeita não pode ser respeitado. E a Lusófona respeita-se e respeita os seus alunos...

E qual o feedback desses alunos?

Tiveram uma atitude de incómodo numa primeira fase, mas depois veio uma altura em que os alunos tiveram um papel fundamental, de apoio.

O que é preciso mudar já e o que tem a Lusófona de melhor?

Temos talvez de investir mais na investigação e aumentar a internacionalização. No que refere às coisas boas, a Lusófona é o reflexo da maneira portuguesa de estar no mundo: o respeito pelo outro.

Fonte: Jornal i

Marte: Curiosity encontra moléculas orgânicas simples

O jipe Curiosity encontrou moléculas orgânicas simples em Marte, anunciou hoje Charles Elachi, o diretor do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), responsável por esta missão de investigação, em uma conferência especial.

"Sem dúvida, essas conclusões são preliminares e necessitam de confirmação", disse o perito, indicando que todos os dados estarão disponíveis para o JPL em 3 de fevereiro.
Entretanto, caso as informações sobre a descoberta de moléculas orgânicas em Marte sejam confirmadas, isto permitirá aos especialistas estabelecer se existiu ou não alguma forma de vida no Planeta Vermelho.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Descoberto buraco negro gigante em galáxia longínqua


Estudo publicado na 'Nature'

Astrónomos anunciaram poder ter descoberto o maior buraco negro jamais observado, com uma massa equivalente a 17 mil milhões de vezes a do Sol e localizado numa galáxia longínqua.

O buraco negro é tão gigantesco que representa 14% da massa total da galáxia, contra os apenas 0,1% de buracos negros "normais". Uma proporção de tal forma elevada que poderá forçar os especialistas a reverem as suas teorias sobre a formação das galáxias, refere a agência noticiosa AFP. 

O monstro 'NGC 1277' está situado a 220 milhões de anos-luz da Terra, numa galáxia dez vezes mais pequena que a Via Láctea. A entrada do buraco negro é onze vezes mais larga que a órbita do planeta Neptuno em torno do Sol. "Trata-se verdadeiramente de uma galáxia insólita", resumiu em comunicado Karl Gebhardt, da universidade do Texas, em Austin.

"É quase inteiramente um buraco negro. Poderá constituir o primeiro objecto de uma nova classe, os buracos negros galácticos", acrescentou o investigador, co-autor do estudo publicado esta quarta-feira pela revista britânica ‘Nature’.

Os buracos negros são as forças mais poderosas conhecidas no universo e geram um campo gravitacional tão intenso que a nem a própria luz consegue escapar.

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