segunda-feira, 31 de março de 2014

Impacto das alterações climáticas é irreversível

Impacto das alterações climáticas é irreversível

Um painel internacional de cientistas alerta que as provas do aquecimento global são agora "esmagadoras" e que o seu impacto é "irreversível"

Inundações, secas, ondas de calor e incêndios vão ser uma ameaça em grande escala no futuro, à medida que as alterações climáticas se agravam. A conclusão é um relatório do do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, (IPCC na sigla em inglês), agora divulgado.

No documento, os cientistas sublinham que o impacto do aquecimento global já se faz sentir e que os efeitos vão aumentar com cada grau de temperatura adicional.

Mas se, por um lado, "ninguém no planeta vai escapar aos impactos das alterações climáticas", o IPCC alerta que os "pobres" poderão ser mais castigados, sobretudo as populações carenciadas que vivem em regiões costeiras.

Regiões tropicais da África, América do Sul e da Ásia deverão sofrer mais inundações, devido ao aumento de tempestades. e regiões já vulneráveis, que registam constantemente cheias e deslizamentos de terra, como o Sudeste do Brasil, podem sofrer graves consequências com o aumento do volume de chuvas.

Previsões negras 

O documento, divulgado em Yokohama, Japão, depois de uma cimeira de cinco dias, representa o aviso mais claro de sempre do IPCC sobre as consequências extremas da mudança do clima.

A segurança alimentar vai ser afetada pela redução de rendimentos provenientes do trigo, arroz e milho e os problemas atuais de saúde vão ser exacerbado, o número de mortos nas ondas de calor vai ser superior, assim como os casos de subnutrição.

Números cada vez maiores de pessoas vão ficar desalojadas na sequência de fenómenos climáticos extremos.

Ao mesmo tempo, o aumento das temperaturas, ao contribuir para um maior número de pobres, contribuirá também para um aumento do risco de conflitos violentos.

Este último relatório prevê que as temperaturas globais aumentem entre 0,3 a 4,8 graus ao longo do século (desde a Revolução Industrial só aumentou 0,7º). Já o nível do mar deverá subir entre 26 a 82 centímetros até 2100.



domingo, 30 de março de 2014

Não acredito em problemas médicos a bordo" do MH370, diz piloto e médico


João Inácio afirma que todas as respostas ao desaparecimento do avião da Malaysia Airlines são, nesta fase, especulativas. Encontrar as caixas negras é fundamental para aclarar o mistério.

O dado mais relevante na busca do Boeing 777 da Malaysia Airlines foi, na última semana, a transferência da área de buscas milhares de milhas mais para Norte no Oceano Índico. Já a Austrália confirmou, este domingo, que os objectos recuperados no mar por um navio chinês são lixo de cargueiros.

João Inácio é piloto e médico. À Renascença, afirma que todas as respostas ao mistério do desaparecimento do voo MH370 são, nesta fase, especulativas. Não se inclina, ainda assim, para a hipótese de "problemas médicos" dos pilotos do 777 malaio como explicação da queda.

Como avalia os últimos dados nas buscas do avião desaparecido?
Enquanto não forem encontradas as caixas cor de laranja – as chamadas caixas negras – não se vai chegar a qualquer conclusão neste caso. É virtualmente impossível extrair uma conclusão com os dados disponíveis e sem se chegar à informação disponível nessas caixas.

As razões são estas: se houve um qualquer incidente a bordo interferindo com a capacidade de pilotagem dos tripulantes no "“cockpit" – por exemplo, um incêndio a provocar asfixia, sufoco, inalação de monóxido de carbono e de fumos pelos pilotos –, não se justifica a mudança de rota de quase 180 graus.

Se o avião estava a voar em direcção à China, por que inverteu o sentido do voo, voltou para Sul em direcção ao Oceano Índico? 
É muito estranho. Todas as perguntas que se possam fazer agora implicam respostas especulativas Insisto para benefício do esclarecimento da opinião pública: tudo o que se tem dito – e possa continuar a dizer com os mesmos dados na mesa - é pura especulação. É imaginação, não é mais nada.

É piloto e médico, está com os pés nas duas comunidades, a aeronáutica e a médica. Quais são as teses mais frequentes em cada uma das frentes?
Não acredito que tenha havido problemas médicos a bordo, tendo como implicação imediata a perda de conhecimento por parte dos pilotos. Se a rota inicial – em direcção à China – se tivesse mantido, assegurada pelo sistema de piloto automático, aí sim, consideraria como plausível a tese de um incêndio a bordo. A inalação de monóxido de carbono teria impedido a tripulação do "cockpit" de continuar a pilotar o avião e o sistema de pilotagem automática teria continuado a dirigir o aparelho na rota inicial. A inversão de sentido, de quase 180 graus em direcção ao Oceano Índico, não me sugere que tenha havido problemas médicos a bordo.

Terá havido então uma acção deliberada por parte de pilotos ou terceiros? 
Admito que sim – sublinhando sempre ser um quadro especulativo. Com as informações disponíveis, enquanto não se souber, com rigor, o conteúdo das caixas negras, todas as hipóteses ficam de pé. Todas as hipóteses são válidas, mas todas as hipóteses são especulação. É fundamental esperar para ver. É fundamental rezar para que se encontrem as caixas.

A transferência da área de buscas – o triplo de Portugal -, mais para Norte no Índico, alimenta algum optimismo? 
Essa decisão resulta do estudo de parâmetros registados nos satélites relacionados com a velocidade a que o avião se deslocava. Em abstracto, mas há outras variáveis: mais velocidade pode implicar maior consumo de combustível e menor autonomia de voo, logo menor distância percorrida. Há ainda a fazer a localização e a identificação de objectos de alguma dimensão a flutuar nas águas do Índico. Aqui não detecto muitos elementos especulativos. Só esse processo de sinalização e identificação, associado ao cálculo das movimentações das correntes, pode permitir saber se o avião caiu na área que foi esquadrinhada ou mais a Norte, como parece ser o caso. Mas não se pode produzir uma afirmação peremptória num ou noutro sentido. Continuamos na dúvida. Importa localizar destroços do avião e as caixas negras. Ponto.

Fonte: Rádio Renascença

sábado, 29 de março de 2014

Quem estava a bordo do voo MH370

Clique sobre a imagem para visualizar a sequência



10 perguntas sem resposta sobre o voo MH370 da Malaysia Airlines

© REUTERS

Embora autoridades malaias confirmaram que o voo MH370 com 239 pessoas a bordo caiu no Oceano Índico, existe uma série de questões que as fontes oficiais não sabem dar uma resposta clara.

O que causou a mudança de rota de voo?
O voo descolou às 00.41 MH370 08 março de Kuala Lumpur com destino o aeroporto de Pequim, mas o radar mostrou que inesperadamente mudou de rumo e seu sistema de transponder comunicação da aeronave, foi desativado. Em vez de ir para o nordeste, a aeronave apareceu no Sul do Oceano Índico perto de Perth (Austrália). Especialistas acreditam que a única razão para esta mudança radical de curso poderia ter sido um problema grave, como um incêndio ou a descompressão súbita que requeria um pouso de emergência. 

Poderia ter sido sequestrado o avião desaparecido? 
Devido aparente desconexão deliberada dos sistemas de comunicação da aeronave 40 minutos após a descolagem, parece que o avião pode ter sido sequestrado. Como primeiro-ministro malaio Najib Tun Razak Datuk, disse "movimentos do MH370 indicam ações deliberadas tomadas por alguém que estava no avião." No entanto, os críticos desta teoria sugerem que é impossível falar de um sequestro, porque mesmo que tivesse acontecido um assalto os pilotos poderiam ter enviado um sinal de emergência. 

Porque nada foi feito quando o sinal do avião desapareceu? 
Para muitos, esta é uma das questões mais confusas , considerando que o sistema de comunicação foi desligado quando a aeronave entrou no espaço aéreo vietnamita e estava terminando  o seu contato com os controladores de tráfego aéreo malaios. Por outro lado, isso pode ser o principal motivo para a perda de controle temporal. 

Pode-se falar de um simples acidente de avião? 
Embora esta possibilidade seja a menos popular nos meios de comunicação, os especialistas não descartam a possibilidade de que uma falha técnica ou um fogo interno tenha afetado a operação de alguns dos sistemas da aeronave, que então causou um evento mais grave, como uma descompressão gradual. 

Porque é tão difícil rastrear o avião? 
Surpreende que um objeto daquele tamanho poderia desaparecer sem deixar vestígios e sem ser detectado por satélites comerciais ou militares. No entanto, como explicado pelos especialistas, existem atualmente cerca de 20 satélites que produzem imagens de objetos que têm a qualidade necessária em movimento, enquanto que apenas 10 deles processam imagens diariamente. Outros tipos de satélites, por exemplo, os satélites militares, não são calibrados para detectar tais objetos. 

Porque não houve chamadas telefónicas desde o avião? 
Esta pergunta não tem uma resposta, especialmente desde que foi noticiado que alguns telefones continuaram a funcionar após a perda de sinal e o desaparecimento da aeronave. Especula-se que os passageiros, observando que houve algum problema durante o voo, teriam contatado imediatamente os seus entes queridos, embora os céticos argumentem que é muito difícil conseguir a cobertura móvel a mais de 9.000 metros de altura e distância das antenas de telefonia móvel. 

Poderia tratar-se do suicídio de um dos pilotos? 
Embora esta versão tenha sido divulgada pelos meios de comunicação e redes sociais, até agora há pouca evidência de que o capitão do voo MH370, Zaharie Ahmad Shah, ou o seu co-piloto, Fariq Abdul Hamid, poderiam acabar com sua vida desta maneira. No entanto, esta possibilidade não foi descartada totalmente, uma vez que existem precedentes, por exemplo, foram registados desde 1976 oito casos similares. 

Porque o avião não enviou informações para um satélite em tempo real? 
Embora exista equipamento técnico para a transferência de dados sobre o voo, a maioria das aeronaves foram projetadas quando esta tecnologia ainda não tinha sido desenvolvida, de modo a instalação apresenta certos problemas. 

Quanto tempo voou o avião? 
No momento de anunciar o avião havia caído no sul do Oceano Índico, as autoridades malaias não sabia exatamente quando sucedeu o acidente e quanto tempo o avião esteve no ar antes de cair, embora se saiba que o MH370 tinha combustível para sete horas de voo. 

Porque caiu?
Todas estas perguntas levam a esta questão fundamental. Apesar da grande variedade de versões, que vão desde as explicações puramente técnicas até às mais conspiratórias, ainda não há acordo sobre o que aconteceu naquele 08 de março e o que foi que causou o desaparecimento da aeronave e das 239 pessoas a bordo . 

Tradução Google


1.º transplante de crânio feito em impressora 3D

1.º transplante de crânio feito em impressora 3D

O nome da doente não foi divulgado, mas sabe-se que é mulher, holandesa e que tem 22 anos. Esta mulher tornou-se a primeira pessoa do mundo a receber um transplante da caixa craniana, que foi produzida por impressão 3D, segundo anunciou a Universidade de Utrecht, na Holanda. A operação, que durou 23 horas, decorreu com êxito e hoje, três meses depois da intervenção, a jovem está completamente restabelecida e já voltou à vida ativa.

A decisão de avançar para a delicada cirurgia foi tomada pelos neurocirurgiões Bon Verweij e Marvick Muradin, daquela universidade holandesa. Essa era a única forma de salvar a vida da jovem, consideraram os médicos, já que a paciente sofre de uma doença rara que lhe causava o espessamento dos ossos cranianos.

"Até agora", explicou Bon Verweij, que liderou a equipa na sala de operações, "não havia nenhum tratamento para estes doentes", que estavam destinados a uma morte precoce. Esse teria sido também o desfecho neste caso, assegura o médico, se não tivesse havido a intervenção cirúrgica.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Dezenas de portugueses estiveram em campos de concentração nazis


A existência de portugueses nos campos de extermínio nazis é um assunto ainda por estudar. Equipa liderada por Fernando Rosas está agora a investigar um capítulo esquecido da história.

Pelo menos 70 portugueses estiveram nos campos de concentração nazis de Auschwitz e Birkenau e 300 foram sujeitos a trabalhos forçados durante a II Guerra Mundial, de acordo com uma investigação liderada pelo historiador Fernando Rosas.

“Há portugueses que se encontravam nos campos de concentração nazis, mas que estão nos campos por razões que se desconhecem. Pode ser por serem associais. Há certas categorias cuja punição era o campo de concentração", explica Fernando Rosas, em declarações à agência Lusa.

"Nós detectamos, por exemplo, um português de Cascais que é preso em Marselha e enviado para Auschwitz. Porque é que está em Auschwitz? Não é por ser emigrante, porque, quando muito, era obrigado ao trabalho forçado, mas não estaria num campo de concentração. Ou era resistente ou fazia parte daquelas categorias de associais e que eram mandados para os campos", referiu. 

O historiador e ex-dirigente do Bloco de Esquerda lidera um projecto de investigação realizado no âmbito do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, que envolve vários investigadores especializados nas relações luso-alemãs durante a II Guerra Mundial. 

"Obtivemos a primeira notícia através das informações que existem nos campos de concentração de que há vários portugueses mortos e o nosso projecto começou por aqui. Depois surgiu-nos a possibilidade de concorrer a um financiamento de uma instituição alemã que está interessada em financiar as investigações sobre o trabalho forçado na Alemanha", acrescentou Fernando Rosas. 

O trabalho forçado pelo III Reich era feito por pessoas que se encontravam nos campos de concentração ou por contratados ou simplesmente enviados pelos países ocupados e, por isso, a equipa de historiadores alargou o âmbito da investigação. 

"Chegamos à conclusão de que há dois tipos de trabalhadores forçados: aqueles que se encontravam nos campos e que, portanto, são escravos, e temos a presunção de que há portugueses nesta situação. São os escravos que trabalhavam para empresas como a IG Faber, por exemplo, em Auschwitz e Birkenau, e vamos à procura deles", afirmou Rosas, que vai concorrer a financiamento por parte de uma fundação alemã, visto não ter conseguido apoio por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia portuguesa. 

Por que foram os portugueses para Auschwitz-Birkenau?
Para o estudo do trabalho forçado, os historiadores investigam a pista da emigração. Segundo Fernando Rosas, há várias dezenas de trabalhadores portugueses emigrados que são enviados pelas autoridades francesas colaboracionistas para solo alemão. 

O historiador considera também necessário estudar o eventual envolvimento do Estado português em todo o processo e tentar saber até que medida houve ou não recrutamento de trabalho forçado em solo de Portugal, tal como aconteceu em Espanha. 

Uma parte desses portugueses são republicanos que combateram na Guerra Civil de Espanha (1936-1939) e que se encontravam internados nos campos de refugiados no sul de França após a vitória das forças nacionalistas de Francisco Franco e levados para os campos de concentração nazis já durante a II Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. 

Alguns escaparam dos campos de refugiados franceses e quando a França foi ocupada pelos nazis juntam-se à Resistência francesa e mais tarde foram "presos como resistentes vão para Auschwitz e Birkenau", relatou Fernando Rosas. 

A existência de portugueses nos campos de extermínio nazis é um assunto até ao momento inédito e nunca estudado, assim como a presença de trabalhadores portugueses como escravos em fábricas na Alemanha, tendo sido referido esta quinta-feira pela primeira vez pela revista "Visão". 

"Há uma série de organismos que se dedicaram à estatística dos presos dos vários países e ao trabalho forçado e nós já temos um número sobre esta situação e descobrimos há pouco tempo uma fonte que nos revelou, através de uma instituição na Alemanha que indemniza aqueles que foram obrigados a trabalhar no país, e detectamos que há mais de trinta pedidos de indemnização de portugueses e vamos agora investigar junto dos familiares", concluiu Fernando Rosas.

Drones, satélites e lasers para ligar dois terços do mundo à Internet


Facebook anuncia megaprojecto para tornar a Internet acessível a todos. Rede social conta com a NASA para desenvolver tecnologias.

O Facebook quer que os dois terços da população mundial que ainda não tem acesso à Internet passe a tê-lo. Para isso está a criar parcerias com a NASA, laboratórios de investigação tecnológica e empresas do sector aeroespacial para criar os seus próprios drones, satélites e sistemas de laser, como anunciou Mark Zuckerberg no seu último post na rede social.

Os aparelhos que irão possibilitar a ligação à Internet a países em desenvolvimento ou a zonas mais remotas do planeta ainda não foram apresentados, mas o Facebook já idealizou aquilo que será um drone a sobrevoar a Terra a alta altitude, com as suas três hélices movidas a energia solar. Esta imagem faz parte de um vídeo publicado no site da internet.org e que foi criado para mostrar a forma como, através da mais avançada tecnologia, se pode conectar o mundo.

A rede social tem cerca de 1,2 mil milhões de utilizadores, parte deles adicionados depois de no ano passado o Facebook ter desenvolvido parcerias com empresas de telecomunicações nas Filipinas e no Paraguai e ganho, assim, três milhões de contas, segundo revela Mark Zuckerberg num post publicado na última madrugada.

Além do trabalho com operadoras, o fundador do Facebook sublinha que “para conectar o mundo é necessário inventar também novas tecnologias”.

Através da sua equipa do Connectivity Lab (Laboratório de Conectividade), que desenvolve plataformas para a ligação à Internet na Terra, no ar e na órbita terrestre, a rede social está a cooperar com a NASA, com o apoio de técnicos do Centro de Investigação Ames e do Laboratório de Propulsão a Jacto, e de empresas como a britânica Ascenta, que criou as primeiras versões do Zephyr, o avião não tripulado que realizou o voo mais longo por uma aeronave movida a energia solar.

Para cada tipo de superfície a cobrir, o Facebook está a preparar formas diferentes de garantir a conexão à Internet. Em áreas suburbanas em regiões geograficamente limitadas, a aposta é em drones movidos a energia solar que realizem voos a alta altitude e de longa duração, podendo estar no ar durante meses. Para zonas de baixa densidade populacional, será a vez de satélites actuarem.

Para garantir que estes equipamentos estabeleçam as ligações ao mundoonline, as equipas estão a trabalhar com o sistema FSO (free-space optical communication), que utiliza raios de infravermelhos para transmitir os dados através do espaço.

O resultado imediato deste projecto parece ser o aumento em muito do número de utilizadores do Facebook e do espaço destinado a anúncios publicitários. Mark Zuckerberg não avançou mais pormenores sobre o projecto, nem quaisquer datas para a entrada em funcionamento dos equipamentos.

Fonte: Publico

Portugueses a caminho da Jihad



O movimento de cidadãos portugueses para zonas de jihad como a Síria ou Mali, áreas onde é forte a presença da rede terrorista Al Qaida e onde se encontram muitos combatentes europeus, está a preocupar as autoridades portuguesas.

A preocupação com este fenómeno surge no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), apresentado esta sexta-feira.

"Suscitou idêntica atenção o movimento de cidadãos nacionais para palcos de jihad, em particular com destino a regiões onde a Al Qaida e afiliadas procuram reforçar a sua posição, com destaque para a Síria, ou em direção a regiões sob influência da AlQaida no Magrebe Islâmico e de grupos terroristas de caráter regional, como o Mali", lê-se no documento.

O terrorismo islâmico é, de acordo com o documento, uma das principais ameaças à Segurança Interna de Portugal."À semelhança do últimos anos permaneceu como questão central a deteção de indícios que revelassem, de forma mediata ou imediata, o envolvimento de cidadãos nacionais ou de estruturas sedeadas em Território Nacional, na propaganda, no apoio logístico ou no financiamento de redes terroristas internacionais", refere-se no RASI.

Segundo referiu ao Expresso uma fonte policial, a referência às viagens de cidadãos portugueses para os territórios onde a Al Qaida está presente surge no RASI "em termos de ameaça". "Não existem números em concreto. Essa é uma área de máxima confidencialidade", adiantou a mesma fonte.

As ligações do terrorismo a Portugal, contudo, não se esgotam na Al Qiada. De acordo com o RASI, o território nacional permanece sujeito a "riscos de eventuais conexões" com estruturas operacionais de redes separatistas ou revolucionárias desativadas. Segundo o documento, estas estruturas podem usar o território português como local de retaguarda de células adormecidas.

Em 2010, a GNR descobriu em Óbidos uma moradia com 1500 quilos de explosivos que, mais tarde, se verificou pertencerem a uma célula da ETA que preparava atentados em Madrid.

De acordo com o RASI, apresentado esta sexta-feira, foram comunicados às autoridades 368452 crimes, o que representa uma descida de 6,9% em relação ao ano passado. Entre os crimes mais comuns estão o furto em veículo, ofensas à integridade simples e condução de veículo com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 g/l. O ano passado foi também aquele que registou menos participações criminais desde 2003.

Fonte: Expresso

Para que data está marcada a Terceira Guerra Mundial?

mundo, Terceira Guerra Mundial

Parece que já se sabe a data para o início da Terceira Guerra Mundial. Essa informação foi mantida em rigoroso sigilo da opinião pública mundial, mas todos os segredos tendem a ser revelados mais tarde ou mais cedo. 

Assim, o que espera a humanidade no futuro mais próximo e que fazer quando chegar a hora H?

Este é o tipo de postagens preocupadas que surge com frequência na Internet. Alimentadas com fatos, por vezes francamente distorcidos, sobre a situação na Ucrânia e sobre as ações da Rússia, as pessoas simplesmente não entendem o que se passa no mundo. Quando não se compreende – se inventa. A mídia não podia deixar de tecer especulações sobre o tema do início da Terceira Mundial. Para isso, tanto são usadas as antigas previsões de Nostradamus e de Vanga como uma interpretação incoerente dos atuais acontecimentos mundiais, por vezes mesmo com manipulação de fatos e falsificação da informação.

No segmento russo da Internet, por exemplo, neste momento são empoladas as previsões do famoso astrólogo russo Pavel Globa, que já em 2009 previu que a Terceira Mundial iria começar em março de 2014, durante uma redefinição global das fronteiras dos países e num ambiente de escalada de conflitos militares. A guerra, dizia Globa, deveria começar durante as Olimpíadas de Sochi, ou pouco depois do seu encerramento. Ele também previu que a Ucrânia seria dividida em várias partes. Talvez devêssemos acreditar realmente nas capacidades sobrenaturais de um cérebro humano capaz de prever os acontecimentos futuros com tanto detalhe.

Contudo, se voltarmos a analisar atentamente o texto original que foi usado para essa notícia, descobrimos que, apesar de o material estar datado de 2009, nele foi introduzida uma série de alterações após os acontecimentos na Ucrânia. Foram essas alterações que transformaram um artigo vulgar num artigo verdadeiramente sensacionalista que alastrou rapidamente pela imensidão da Internet. A pergunta é: porque caímos repetidamente nesse tipo de armadilhas?

A psicóloga Irina Lukyanova considera que isso se deve à nossa tendência interior para a autopreservação:

“Todos conhecemos o provérbio “um homem prevenido vale por dois”. Por isso, nós preferimos ter conhecimento antecipado dos perigos de forma a nos prepararmos. Temas como a guerra, mais ainda uma Terceira Mundial, não deixam de nos preocupar porque ela nos tocará a todos, tal como aconteceu com a Segunda Guerra Mundial que deixou uma memória muito viva até aos nossos dias. Podemos dizer que é esse medo profundo que motiva o nosso interesse profundo por esses temas”.

Nos últimos anos têm ganho uma invulgar popularidade temas como as previsões do fim do mundo e o fim da vida na Terra. Enquanto uns se mostram céticos em relação a todas essas crendices, outros estão sempre pesquisando notícias frescas em busca de mais uma confirmação que a Terceira Guerra Mundial está para breve.

A vidente búlgara Vanga, por exemplo, pensa que o mundo irá balançar à beira da catástrofe enquanto não se der a queda da Síria e é então que a guerra universal irá começar. Em 1978, quando foi feita essa profecia, muitos não a entenderam. Porém, e tendo em conta os últimos acontecimentos, podemos considerar que suas palavras fazem sentido.

A conhecida profetisa inglesa Joanna Southcott, que viveu no limiar entre os séculos XVIII e XIX, estava convencida que o Apocalipse irá chegar precisamente do Oriente: “Quando a Oriente começar a guerra, saibam que o fim está próximo!” Ela pronunciou essa sentença em 1809 e nessa altura poucos a entenderam. Contudo, muitas das suas previsões se realizaram: a Revolução Francesa, a chegada de Napoleão ao poder e, mais tarde, a sua queda.

A profetisa egípcia Joy Ayyad, pelo contrário, está convencida que não haverá nenhuma Terceira Guerra Mundial. Ela diz que segue atentamente todas as evoluções do mapa astral da Terra e pensa que a Terra não se encontra ameaçada por uma guerra que resulte em violência generalizada, mas que o mundo terá outro tipo de guerras, como as informativas e as econômicas. A batalha principal será porém pelas mentalidades.

Na Terceira Guerra Mundial não serão usadas armas de guerra, mas sim meios de comunicação social. Essa guerra já está em curso. Por isso é importante entender aquilo que lemos, vemos e ouvimos. É preciso saber analisar e conjugar os fatos e, nesse caso, já poderemos sair ilesos desse “massacre”.

Operações de busca do avião da Malaysia Airlines retomadas em zona diferente

Buscas aéreas e marítimas avião da Malaysia Airlines

As operações de busca do avião da Malaysia Airlines que terá caído no Oceano Índico a 8 de março foram hoje retomadas numa área diferente, após novos cálculos sobre o consumo de combustível do aparelho

Após a suspensão das operações na quinta-feira por causa do mau tempo, dez aviões de seis países (Austrália, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia) começaram hoje a explorar uma zona situada a 1.100 quilómetros a nordeste daquela que sobrevoavam há uma semana, a 2.500 quilómetros da costa australiana.

Cinco navios chineses e um australiano dirigiram-se também para a nova área de busca do Boeing 777 desaparecido a 08 de março, depois de descolar de Kuala Lumpur em direção a Pequim, com 239 pessoas a bordo.

A Agência Australiana de Segurança Marítima (AMSA), que está a coordenar as operações, anunciou hoje ao fim da tarde que cinco aviões localizaram “múltiplos objetos” na nova zona, mas que é preciso esperar por uma autorização para que os navios possam deslocar-se àquele setor no sábado.

A nova zona de buscas estende-se por 319.000 quilómetros quadrados, a cerca de 1.850 quilómetros a oeste de Perth, mais próximo de terra e fora da faixa dos ‘Roaring Forties’, nome dado pelos marinheiros às latitudes situadas entre o 40.º e o 50.º paralelos no hemisfério Sul, assim apelidados devido aos constantes ventos fortes, maioritariamente provenientes do ocidente.

Os aviões poderão agora efetuar voos de reconhecimento mais exaustivos e as condições meteorológicas deverão ser mais favoráveis.

“As novas informações de que dispomos baseiam-se na análise contínua dos dados de radar entre o mar da China meridional e o estreito de Malaca”, indicou a AMSA.

Por razões desconhecidas, o voo MH370 que partiu a 08 de março, às 00:41, da capital malaia (16:41 de 07 de março em Lisboa) com destino a Pequim desviou-se da rota e seguiu para ocidente, passando sobre a Malásia peninsular, em direção ao estreito de Malaca, momento em que os radares o perderam.

Graças aos satélites, sabe-se, pelo menos, que o aparelho continuou a voar durante várias horas para Sul, no Oceano Índico.

A Malásia anunciou oficialmente a 25 de março que o voo MH370 tinha “terminado no sul do Oceano Índico”, sem que, no entanto, qualquer elemento material confirmasse esse cenário.

Segundo a AMSA, as novas informações “indicam que o avião voava a maior velocidade do que havia sido estimado e tinha, assim, consumido bastante mais combustível, o que reduz a distância possivelmente percorrida pelo aparelho em direção ao sul, sobre o Oceano Índico.

NOS CÉUS DO TEXAS

Foto: Steve Douglass

Tanto quanto é sabido, este tipo de coisa só aconteceu uma vez desde 1956. Foi quando revistas britânicas começaram a relatar testemunhas oculares e mostrar fotos granuladas do Lockheed U-2, então a operar a partir de Lakenheath (Reino Unido), para os primeiros voos sobre a União Soviética. 

Programas secretos desde então, têm vindo a ser revelados de todos os modos. Por exemplo o A-12 Blackbird foi admitido mediante pressão, mas já do RQ-170 Sentinel não havia sequer uma foto até ter sido avistado em Kandahar em 2007/2009.

Tendo isto em mente, vamos olhar para as fotos de Steve Douglass e Dean Muskett, de uma aeronave vista sobre Amarillo, Texas, EUA, a 10 de março de 2014:

Foto: Dean Muskett

As fotos dizem-nos mais aquilo que não é, do que aquilo que realmente é. O tamanho é difícil de determinar com precisão, apesar de se poderem fazer aproximações: pela existência de rasto (contrails) pode aferir-se uma altitude mínima, o que denuncia uma silhueta maior que de um X-47B.

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quinta-feira, 27 de março de 2014

Por que construiu os EUA um complexo gigante "'no deserto da Califórnia?

© YouTube / TheHowlandCompany

Uma das bases mais particulares dos EUA é a simulação Arena de Interação Missile (MESA), um estágio de som gigante no deserto da Califórnia, onde os candidatos a projetos de teste e validação e detonadores de mísseis.

Com uma estrutura semelhante a um conjunto de cerca de 8.000 metros quadrados, este laboratório permite que aeronaves penduradas no tecto (tamanho normal ou miniatura) e fazer manobras lentamente, enquanto um sensor baseado num sistema de lança recria a vrlocidade de voo reduzida de um míssil. Desta, você pode decidir o tempo e habilidade para derrubar um míssil para atingir um objetivo numa determinada área, informa o portal Alpha Foxtrot .

© da Marinha dos EUA

Avaliando o 'cérebro e os olhos "de um míssil em condições de laboratório rigorosas também criar modelos de computador que podem extrapolar a eficácia de um motor de busca e detonador e, portanto, as capacidades de extermínio da munição.



Além disso, dentro da MESA podem calcular a capacidade de sobrevivência de um determinado alvo em diferentes condições e cenários. Você pode até mesmo avaliar os sistemas de mísseis hostis e compreender melhor a sua eficácia potencial. 

Sua capacidade de realizar centenas de testes simulados num único dia torna isso uma facilidade verdadeiramente multifuncional. A lista de programas testados seus braços inclui a munição mais avançada no mundo. 

Estes incluem o AIM-9X, Phoenix, Evolved Sea Sparrow, SLAM-ER. Roland, Patriot , para citar alguns. 

Tradução Google


As armas biológicas ou demolição militar, novas versões da perda do MH370

© RT / Reuters

O avião desaparecido da Malásia poderia transportar armas biológicas a bordo ou poderia ter sido derrubado pelas forças armadas de qualquer país que não quer agora admiti-lo, especialistas pressupõem a falta de acordo sobre o que aconteceu em 8 de março.

Três semanas após o desaparecimento do avião MH370 , ainda não existe uma expilicação consistente para o que realmente aconteceu. A única coisa que os pesquisadores não duvidam de que a causa do desaparecimento do avião não poderia ser uma falha da equipe técnica, escreve jornal russo Komsomolskaya Pravda ("KP"). Na ausência de qualquer versão única credível, surgem especulações e multiplicam-se. 

? Armas biológicas a bordo? 
Uma das questões mais complexas para explicar é por que a aeronave mudou de rumo e foi cair a mais de 2.500 quilómetros ao sudoeste da Austrália, onde, literalmente, não há nada? A versão que poderia explicar isso é que o avião estava transportando uma carga perigosa, como armas biológicas, tipo 'KP'.

O avião poderia mudar de rumo depois de Pequim recusou-se a aceitá-lo, e avançou para a base aérea militar dos EUA no atol de Diego Garcia ... que também se recusou a aceitá-la. Em seguida, o avião poderia ter-se dirigido para a Austrália e caindo no mar, devido a falta de combustível. Tudo o que poderia ocorrer se a carga perigosa a bordo do avião tivesse sido danificada de alguma forma. De fato, os dados sobre a carga de Boeing ainda são mantidos em segredo. 

Esta versão também explica os esforços de vários países para encontrar o avião, o que realmente pode ter o objetivo de localizar a área de contaminação. No entanto, esta versão é mais parecida com o roteiro de um filme de Hollywood, confessa o Diário.

A versão mais fiável é de que o avião foi tomado por terroristas e os países fazem o seu melhor para encontrá-lo, por medo de um ataque ", conclui o gerente geral consultor de Segurança de Voo Sergey Melnichenko, citado pela "KP" 

 ? Demasiados suspeitos a bordo?
A sensação é que apenas indivíduos suspeitos a bordo, escreve o diário: o piloto foi um defensor da oposição da Malásia; dois iranianos com passaportes roubados, muitos passageiros chineses com o mesmo sobrenome, um passageiro da Austrália antes de voar deixou a sua esposa seu anel de casamento e o seu relógio, e pediu-lhe para entregar o primeiro dos seus filhos que se casar, como se soubesse não iria voltar. Também não se deve esquecer os cerca de 20 funcionários da empresa dos EUA Freescale Semiconductor, dedicada ao desenvolvimento de tecnologia militar para fazer um avião "invisível", o jornal ' International Business Times '. 

Porque vários países buscam um avião e não encontram nada? 
É suspeito o fervor com que diferentes países que procuram o avião, escreve 'KP': cerca de 26 países detectam os destroços onde não deveriam estar lá e enviam seus navios e até mesmo um quebra-gelos como carreira. "Aparentemente escondem alguma coisa", acredita Sergey Melnichenko, "quando a Índia impede quatro embarcações chinesas de entrar nas suas águas territoriais, assegurando que o avião não tinha entrado em seu espaço aéreo, parece que estamos a esconder algo importante." 

Aparentemente, os países Asiáticos limitam a informação que trocam, e talvez isso tenha a ver com alguns segredos militares que não são do nosso conhecimento, explica o especialista. Que segredos poderiam ser?, pergunta o periódico. Por exemplo, o avião foi abatido por militares depois de ter sido tomado por terroristas: se um avião com terroristas a bordo é dirigido para uma metrópole como Singapura, onde acima de tudo, há um conjunto de arranha-céus, as autoridades são podem é derrubá-lo e evitar um novo " 11 de setembro ". 

Mas, neste caso, os destroços da aeronave estariam numa área completamente diferente, da área onde os países estão procurando. Talvez o que está acontecendo é que os países querem esconder o fato de que um deles derrubou o avião, presume o periódico.

Tradução Google


Cromossoma artificial da levedura sintetizado no laboratório. E funciona

Desenho do cromossoma artificial, com as alterações assinaladas por "alfinetes", pontos brancos e zonas clarasLUCY READING-IKKANDA
Cientistas ajudados por um batalhão de estudantes conseguiram construir de raiz, pela primeira vez, um dos cromossomas do fermento do padeiro, microrganismo cujas células são parecidas com as nossas.

Pela primeira vez, uma equipa internacional de cientistas sintetizou na íntegra um cromossoma de uma célula dita eucariota – isto é, de uma célula semelhante às de todos os animais e todas as plantas à face da Terra, com o seu ADN contido dentro de um núcleo celular. Os resultados foram publicadosonline esta quinta-feira pela revista Science.

O feito é considerado um passo significativo na área emergente da biologia sintética. Isto porque, até aqui, o material genético reconstituído artificialmente por outras equipas, tais como a do mediático geneticista Craig Venter (ver Nasceu a primeira forma de vida artificial, PÚBLICO de 21.05.2010), pertencia a organismos muito mais simples (ou procariotas), tais como bactérias e vírus.

“O nosso trabalho faz avançar o ponteiro da biologia sintética da teoria para a realidade”, diz Jef Boeke, da Universidade de Nova Iorque (EUA), em comunicado daquela universidade. Boeke liderou este esforço de sete anos em colaboração com colegas de outras instituições em França, Reino Unido e Estados Unidos.

Os autores sintetizaram no laboratório o cromossoma número 3 do fermento do padeiro (a levedura Saccharomyces cerevisiae), cujo genoma contém um total de 16 cromossomas, correspondentes a cerca de seis mil genes (um terço dos quais têm uma versão humana, por vezes responsável por doenças). Trata-se de um dos seres vivos mais estudados do planeta – e que, para além de ser utilizado há milénios no fabrico pão e da cerveja, serve hoje para produzir biocombustíveis e medicamentos. O genoma deste microrganismo foi sequenciado na íntegra em 1996.

A construção do cromossoma em causa passou por juntar, numa cadeia molecular, 273.871 “pares de bases” – isto é, blocos de construção da dupla hélice de ADN –, obtendo assim um cromossoma artificial um pouco mais curto do que o natural. E para isso, a equipa recrutou cerca de 60 estudantes universitários, todos eles a cursar uma cadeira intitulada “Construa um genoma” e criada pelo próprio Boeke na Universidade Johns Hopkins (EUA).

Os estudantes tinham por missão, como parte do currículo do curso, obter, a partir de versões sintéticas das bases (ou "letras") do ADN disponíveis comercialmente – e recorrendo a técnicas de biotecnologia – , troços do cromossoma 3 do fermento do padeiro com 750 a 1000 pares de bases ou mais. As razões que levaram a equipa a escolher o cromossoma 3 como alvo da primeira síntese integral no âmbito deste projecto, cujo objectivo é reconstituir artificialmente a totalidade dos 16 cromossomas da levedura, foram o facto de ser um dos mais pequenos e de ter funções relevantes para o ciclo de vida das leveduras.

O cromossoma artificial que daí resultou tem mais de 500 alterações em relação ao seu homólogo natural, explica ainda o comunicado, entre remoções de fragmentos repetidos, do chamado ADN-lixo e de certos genes “saltitões” que se sabe produzirem mutações aleatórias. Por outro lado, foram-lhe acrescentadas certas sequências genéticas extra, de forma a que os cientistas pudessem não só distinguir o original da cópia, como também apagar ou deslocar genes à vontade no cromossoma. Tudo isto foi feito recorrendo a umsoftware especializado, com o qual os cientistas construíram virtualmente a sequência genética do novo cromossoma antes de o fazer fisicamente.

Lotaria genética

Uma vez acabado este trabalho, a primeira coisa que os cientistas fizeram – e que Boeke considera ser o mais importante avanço obtido neste trabalho – foi testar a funcionalidade do cromossoma artificial: a sua capacidade de se reproduzir fielmente em diversos meios de cultura. Para isso, introduziram esse cromossoma dentro de células de levedura. Resultado: as células com o cromossoma artificial revelaram ter um comportamento “notavelmente natural”.

A seguir, a equipa testou a resistência do cromossoma artificial a certas manipulações genéticas, “baralhando” os seus genes (graças às sequências genéticas adicionais introduzidas à partida) tal como se de um baralho de cartas se tratasse. “Podemos escolher um grupo de genes, mudar a sua ordem natural ao longo do cromossoma e construir assim milhões e milhões de baralhos [estirpes de levedura] diferentes”, diz Boeke.

“Fazer alterações num genoma é uma lotaria”, acrescenta. “Basta uma alteração errada e a célula morre. Mas nós fizemos mais de 50.000 alterações à sequência de ADN do cromossoma 3 artificial e as nossas leveduras sobreviveram. Isso é notável e mostra que o nosso cromossoma é resistente e que pode conferir novas propriedades às células de levedura. (…) Isto vai permitir-nos obter leveduras que sobrevivem melhor numa pletora de condições ambientais, tolerando, por exemplo, altas concentrações de álcool.” Ou diversas temperaturas ou níveis de acidez – ou ainda a presença de compostos que normalmente danificam o ADN.

A ideia de Boeke de envolver activamente os seus estudantes nas pesquisas fez entretanto adeptos em países como a Austrália, China, Singapura, Reino Unido e outros locais dos Estados Unidos (mais informações emhttp://syntheticyeast.org/), internacionalizando ainda mais o projecto de construção do genoma artificial da levedura.

O objectivo final é conseguir um dia inventar microrganismos artificiais feitos à medida e capazes de fabricar novos medicamentos e vacinas, matérias-primas alimentares ou ainda novos biocombustíveis. A síntese do cromossoma 3 da levedura, designado synIII, mostra que isso é possível. O trabalho também fornece um modelo experimental para o estudo dos genes e das suas interacções, para perceber como as redes de genes determinam os comportamentos biológicos individuais, lê-se no comunicado.

Já a seguir, a equipa de Boeke tenciona continuar a reorganizar os genes de synIII para testar as propriedades dos cromossomas obtidos e ao mesmo tempo desenvolver formas de sintetizar os outros cromossomas da levedura mais rapidamente e a menor custo.

Fonte: Publico

Ratazana gigante aterroriza família em Estocolmo

Ratazana gigante aterroriza família em Estocolmo

Uma ratazana com cerca de 40 centímetros foi capturada na cozinha de uma família em Estocolmo.

A família Bengtsson-Korsås começou a perceber que algo não estava bem quando o gato da casa começou a recusar entrar na cozinha. A descoberta foi feita quando, ao recolherem o lixo, se depararam com o animal.

Aparentemente, a ratazana de 39,5 cm entrou em casa através de um tubo de ventilação. O roedor fez um túnel atrás da máquina de lavar loiça destruindo cimento e madeira.

Após várias tentativas para afugentar o animal, a família sueca contratou uma empresa de extermínio que colocou ratoeiras de tamanho industrial estrategicamente por toda a cozinha.

A ratazana foi encontrada morta após ter tentado fugir com a ratoeira no pescoço.

O "ratzilla", como foi apelidado pela comunicação social, foi na terça-feira uma das notícias mais partilhadas do site do jornal sueco Aftonbladet e da publicação em língua inglesa The Local.

Apesar das especulações dos média, parece haver poucas provas de que os ratos estejam a ficar cada vez maiores nos países desenvolvidos. No entanto, os cientistas acreditam que poderiam eventualmente crescer até ao tamanho de ovelhas, como disse recentemente à BBC Jan Zalasiewicz, da Universidade de Leicester, no Reino Unido.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Norte-coreanos obrigados a ter penteado igual ao líder

Kim Jong-un lidera a Coreia do Norte desde dezembro de 2011
Kim Jong-un lidera a Coreia do Norte desde dezembro de 2011
Fotografia © REUTERS/KRT
Esta nova regra da Coreia do Norte foi introduzida na capital, Pyongyang, há cerca de duas semanas, e está agora a começar a ser aplicada no resto do país, de acordo com vários media asiáticos.

"O corte de cabelo do nosso líder é muito particular", disse uma fonte à Radio Free Asia. "Não fica bem a toda a gente porque as pessoas têm rostos e cabeças diferentes", referiu a mesma fonte.

Segundo o China Times, os cortes de cabelo já eram regulamentados na Coreia do Norte. As mulheres tinham 18 estilos à escolha e os homens 10.

Há cerca de dez anos, a televisão estatal norte-coreana havia lançado uma campanha contra os cabelos compridos, noticiou na altura a BBC.

Avião malaio "caiu" numa zona de icebergues e vulcões submarinos

Avião malaio "caiu" numa zona de icebergues e vulcões submarinos

O avião da Malaysia Airilines caiu no local mais longe de tudo que podia cair. À superfície, o mar é batido por ventos fortes, com icebergues a flutuar entre vagas gigantes. Debaixo de água há vulcões e um fundo acidentado e em constante movimento naquele pedaço de Oceano Índico onde terão morrido 239 pessoas.

Seis países, apoiados por 12 aviões e outros tantos barcos, participam nas buscas para encontrar algo que esclareça o mistério do voo MH370, que partiu de Kuala Lumpur, na Malásia, a 8 de março, com destino a Pequim, na China, mas terá terminado o percurso milhares de quilómetros a sul, numa zona remota do Oceano Índico.

"A zona do acidente é tão próxima de lado nenhum quanto podia ser, mas é mais próxima da Austrália do que de que outro lado qualquer". Por estas palavras, assim foi feita pelo primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, a definição do local onde decorrem as buscas.

Os primeiros destroços, localizados por um satélite australiano, a 16 de março, mudaram o rumo das buscas de Norte para Sul, para aquela remota zona do Oceano Índico, um deserto marinho temido pelos marinheiros mais experientes, que o apelidam de "terra da sombra", devido às condições extremas do local: ventos fortes, paredes de água, icebergues e luz muito baixa.

"Esta é a parte mais ventosa e mais turbulenta do Oceano Índico", confirma oceanógrafo australiano Erik van Sebille, sustentando que os barcos frequentemente se deparam com ondas de 10 a 15 metros, em caso de tempestade.

O aparelho, dizem as autoridades malaias, com base em cálculos da empresa britânica de análise de dados de satélite Inmarsat, caiu nos confins dos oceanos Índico e Austral, 2500 quilómetros a Oeste da cidade australiana de Perth. Não há provas, mas cada vez se avistam mais destroços, e só esta terça-feira foram detetados 122 objetos que podem pertencer ao avião desaparecido.

"Um considerável número de objectos foi avistado na área onde o avião comunicou pela última vez com os satélite. Mau tempo e dificuldades de acesso ao local têm travado as buscas, mas estamos confiantes que vamos conseguir", disse Tony Abbot.

Avião malaio "caiu" numa zona de icebergues e vulcões submarinos

No local onde decorrem as buscas, o mar atinge profundidades de três a quatro mil metros. Segundo especialistas citados pela Agência France Presse, há vários vulcões no local, fossos ou crateras, e o fundo do oceano está em constante movimento.

Os EUA enviaram já para a Austrália um submarino de alta tecnologia, capaz de fazer buscas até quatro mil metros de profundidade, e equipamento para detetar caixas negras, que vai equipar um barco da Marinha australiana, estacionado em Perth.

As autoridades da Malásia afirmaram, terça-feira, que o localizador de sinal das caixas negras só deverá chegar à zona de buscas a 5 de abril, o que deixa uma janela de oportunidade de apenas três dias para localizar os gravadores de bordo, se a bateria durar os 30 dias de tabela.

A localização das "caixas negras", gravadores que registam as conversas da cabine do avião e os dados de voo, é fundamental, mas o tempo começa a escassear, visto que o sistema só tem autonomia para continuar a emitir sinal durante cerca de 30 dias.

Se as caixas negras forem localizadas, recuperá-las poderá ser uma missão tão ou mais difícil do que foi descobrir a rota do avião, encontrar destroços e confirmar - o que ainda não foi conseguido - que pertencem ao avião da Malaysia Ailines.

Os dados obtidos pela Gabinete de Investigação a Acidentes Aéreos (AIBB, na sigla original) britânico e pela empresa Inmarsat permitiram às autoridades concluir que o avião da Malaysia Airlines se despenhou numa zona remota do sul do Oceano Índico.

O ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, disse, terça-feira, que foram canceladas as buscas pelo Boeing 777-200 no chamado norredor norte e nas zonas próximas do local onde o avião levantou. Tudo está centrada naquela zona inóspita do planeta, no corredor sul.

Com base na autonomia do Boeing 777-200 e da última posição conhecida, quando virou a Oeste a Inmarsat e a AIBB estimam que só poderia rumar a sul e calculou uma zona provável para a queda. As imagens de satélite, primeiro da Austrália, depois da China e da França, mostraram entretanto possíveis destroços que dão credibilidade a estas contas e levaram a companhia a assumir que o avião caiu e que não há sobreviventes.

"Depois de 17 dias e tendo como base as evidências, temos que aceitar a dolorosa realidade de ter perdido o voo MH370 e que não há sobreviventes", afirmou Nor Yusof, diretor da Malaysia Airlines, numa conferência de imprensa, esta terça-feira, em Kuala Lumpur.

Encontrar os destroços pode fornecer pistas essenciais para esclarecer o maior mistério da aviação civil do século XXI. As teorias sobre o desaparecimento do voo MH370 vão desde rapto de extraterrestres, terrorismo a bordo ou suicídio dos pilotos.

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