segunda-feira, 30 de junho de 2014

Investigadores eliminam células estaminais cancerígenas

Investigadores eliminam células estaminais cancerígenas

Uma equipa internacional liderada por investigadores da Universidade de Coimbra (UC) descobriu como eliminar células estaminais cancerígenas através da manipulação da sua produção de energia, anunciou hoje a instituição.

A investigação centrou-se na identificação do modo como "os processos de geração de energia em células estaminais cancerígenas estão interligados com os fenómenos de diferenciação (transformação) celular e resistência a agentes anticancerígenos", revela uma nota da UC hoje divulgada.

De acordo com "várias evidências científicas, as células estaminais cancerígenas podem funcionar como uma semente", resistindo "aos tratamentos convencionais" e podendo "proliferar e gerar novas células malignas, sendo responsáveis pela reincidência de vários tipos de cancros", salienta a UC.

Com as experiências realizadas num modelo de linha celular estaminal de carcinoma embrionário ("um tipo de tumor raro que pode afetar os ovários e testículos"), os especialistas verificaram "uma remodelação celular na população estaminal cancerígena, através da manipulação da função da mitocôndria" (organelo responsável pela geração de energia nas células), salienta Paulo Oliveira, coordenador do estudo.

"Esta remodelação celular faz com que as células se tornem mais suscetíveis a agentes antitumorais", acrescenta o investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC.

O estudo mostrou também que, "pelo menos no sistema celular avaliado, terapias que estimulem a função da mitocôndria podem levar a uma alteração no fenótipo da população estaminal tumoral, diminuindo a sua resistência a terapias convencionais", sublinha ainda Paulo Oliveira.

Os investigadores conseguiram também, "pela primeira vez, através da técnica de ressonância magnética nuclear (RMN), fazer uma detalhada análise do perfil metabólico deste tipo de células, antes e depois do seu processo de diferenciação, o que permitiu identificar alterações chave da produção de energia".

A investigação, que acaba de ser publicada na "Cell Death and Differentiation", do grupo "Nature", foi desenvolvida ao longo dos últimos seis anos por uma equipa internacional coordenada por investigadores do CNC e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, em parceria com as universidades do Minnesota-Duluth e Mercer, nos EUA, com o objetivo de "alterar e eliminar células estaminais cancerígenas através da manipulação da sua produção de energia".

Segundo Ignacio Vega-Naredo, primeiro autor do trabalho publicado naquela "prestigiada revista científica", pretende-se agora "investigar de que forma as defesas das células estaminais cancerígenas são diminuídas quando ocorre o processo de diferenciação celular forçado por um aumento da função mitocondrial".

Isso permitirá criar "uma série de novos alvos para uma terapia mais eficaz contra aquele tipo de células", sustenta o especialista.

A investigação é financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pelo programa europeu FP7, através de uma bolsa Marie-Curie.

domingo, 29 de junho de 2014

Polícias russas proibidas de encurtar as saias


Ministério do Interior proíbe mudanças nas fardas por as considerar «sexy demais».

O Ministério russo do Interior proibiu modificações nas fardas da polícia, depois de a imagem de um suposto grupo de polícias russas, a usar saias curtas e salto alto, ter circulado pelas redes sociais na última segunda-feira. A medida do Governo impede que as mulheres polícias encurtem o comprimento das saias e que os homens cortem as mangas da camisa. 

De acordo com o jornal «The Moscow Times», o ministério russo proibiu também que os agentes e oficiais da polícia misturem o uniforme com roupas e acessórios civis. Os chefes de departamento têm, agora, de inspecionar as fardas todos os dias para se certificarem de que estão de acordo com as normas.

O vice-ministro Sergei Gerasimov advertiu que tais liberdades serviam apenas para minar a autoridade da polícia e desacreditar as forças de segurança como um todo.

«A primeira coisa em que se repara quando vemos uma pessoa é o vestuário, e, para um oficial da polícia cumprir os seus deveres, é fundamental que tenha uma aparência limpa. De vez em quando, temos visto casos de polícias vestidos de forma indevida. Os chefes [dos departamentos] devem prestar mais atenção à aparência dos subordinados», refere o vice-ministro, num documento a que o jornal russo «Izvestia» teve acesso. 

O presidente do Sindicato dos Policiais na Rússia defendeu, em declarações ao «Izvestia», que os polícias não têm de ser criticados por modificarem os uniformes. Mikhail Pashkin disse que as críticas apontadas por Gerasimov resultam do fracasso do Ministério do Interior em fornecer vestiários suficientes para os agentes da polícia.

Quanto ao problema de agentes do sexo feminino encurtarem as saias, Mikhail Pashkin não vê razões para reclamações. «Talvez as meninas apenas se queiram casar. Aliás, elas estão a pensar na situação demográfica», afirmou.

Fonte: TVI

sábado, 28 de junho de 2014

Comia neste restaurante?

Comia neste restaurante? (Reuters)

Fica em Xangai, na China, e está suspenso a 50 metros do chão.

Era capaz de almoçar ou jantar suspenso no ar, a 50 metros do chão e apenas preso por um cinto? Em Xangai, na China, há muitas pessoas que são. Comer no meio dos arranha-céus custa cerca de 302 dólares (217 euros).

Comia neste restaurante? (Reuters)

O serviço batizado como «Jantar no céu» foi disponibilizado por um hotel de cinco estrelas durante três dias. Era suposto fazer 14 refeições, para 22 clientes de cada vez.

Comia neste restaurante? (Reuters)

Fonte: TVI

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Biquíni imita mamilos em apoio ao direito ao topless

Biquíni imita mamilos em apoio ao direito ao topless

As norte-americanas Robyn Graves e Michelle Lytle decidiram apoiar a luta pelo direito das mulheres a exibirem os mamilos na Internet de uma forma original.

Robyn e Michelle criaram um top de biquíni que imita mamilos.

A peça, que custa 28 dólares, está à venda no site The Tata Top.

«Porque é que as mulheres não podem ficar de topless? Se realmente pensarmos sobre o assunto, qual é a diferença entre o mamilo de um homem e o de uma mulher? É apenas o tamanho? É o facto de o mamilo das mulheres estar relacionado com a vagina?», escrevem as criadoras do biquíni no site.

Para já, o biquíni ainda só existe numa tonalidade clara, mas as criadoras estão a trabalhar noutros tons.

Recentemente, a campanha Free The Nipple ganhou o apoio de Scout Willis, filha de Demi Moore e Bruce Willis, que desfilou pelas ruas de Nova Iorque nua da cintura para cima em protesto contra a decisão do Instagram de banir Rihanna devido às fotos em topless da cantora.






A teoria do "voo zombie" da Malaysia Airlines volta a ser uma hipótese

© aviation.about.com

Pesquisadores australianos suspeitam que o voo MH370 Malaysia Airlines voava em piloto automático quando caiu no sul do Oceano Índico, o que leva alguns especialistas a mais uma vez a defender a teoria do "voo zombie '.

A teoria de que o voo MH370 que desapareceu em março voava com o piloto automático ou a teoria do 'voo zombie', que se refere o especialista de aviação Clive Irving no The Daily Beast, tornou-se novamente um tema de debate. 

Esta quinta-feira, o vice-ministro da Austrália, Warren Truss, anunciou novos dados sobre o avião desaparecido da Malaysia Airlines. Explicou à imprensa, que os pesquisadores dizem que o avião estava a voar em ' piloto automático 'antes de cair. 

Assim, o Boeing 777 continuou a voar o resto do tempo como qualquer voo transoceânico a um velocidade e altitude normal,  e com todos os seus sistemas a funcionar, mas nenhum sinal de vida do cockpit. 

O que poderia ter acontecido com a tripulação?

De acordo com a análise da Autoridade Australiana de Segurança nos Transportes, é possível que a tripulação e os passageiros tenham sofrido uma perda de oxigénio. 

Isto poderia ter sido devido à perda de pressão por alguma ruptura na estrutura da aeronave, que conduz à abertura dos compartimentos das máscaras de oxigénio. 

Como observa Irving, já tinha estabelecido esta hipótese duas semanas após o desaparecimento de voo , um avião pode experimentar três tipos de despressurização. 

Uma descompressão explosiva tão forte e repentina que o avião é destruído instantaneamente; uma despressurização rápida, mas não explosiva, em que os pilotos são capazes de descer o suficiente para equilibrar os níveis de pressão, dentro e fora da aeronave; ou uma descompressão lenta em que um pequeno vazamento, difícil de detectar no início, esgota lentamente o oxigénio. 

Se houve uma despressurização no voo desaparecido, então foi um processo lento, diz Irving. Isso foi precisamente o que aconteceu em 2005 com a Helios Airways Voo 522 que descolou do Chipre, com 121 pessoas a bordo em direção a Atenas. Minutos após a descolagem perdeu-se todo o contato com o avião. 

No entanto, este continuou a voar em piloto automático rumo  a Grécia . Quando o combustível se esgotou, o avião caiu perto da cidade grega de Grammatikos, morrendo todos a bordo.

Intervenção humana e falha técnica?

De acordo com o especialista de aviação, há evidências de que a despressurização não poderia ter causado a perda inicial de comunicações e realça a possibilidade de intervenção humana na tragédia. 

O especialista vai mais longe e pergunta se poderia ter havido intervenção humana, que foi seguido por uma falha mecânica. 

Pode que nalgum momento ter havido tiros e uma bala atravessou a estrutura da fuselagem, de modo a causar uma despressurização lenta. 

Isso teria impedido qualquer reação para os passageiros e a tripulação, acrescenta no artigo do portal The Daily Beast. 

Embora possa ser uma explicação plausível, diz Irving, não pode ser descartada todas as outras possibilidades. 

Tradução Google


Google já começou apagar links para informação pessoal de utilizadores

Legislação europeia pode obrigar a Google a apagar links para dados pessoais de utilizadores
Legislação europeia pode obrigar a Google a apagar links para dados pessoais de utilizadores  / Reuters

Tribunal de Justiça Europeu legislou o "direito de ser esquecido", obrigando a Google a apagar o link para informação sobre pessoas considerada ultrapassada e irrelevante.

A Google já começou a apagar os links para conteúdos de utilizadores no âmbito da legislação "direito de ser esquecido", a qual obriga a empresa a não direcionar as buscas para páginas "ultrapassadas ou irrelevantes" no que diz respeito à informação sobre indivíduos.

O gigante da internet não vai revelar quantas histórias de buscas lhes foi pedido que apagasse na Europa, nem quantas páginas de internet serão afetadas, desde que o Tribunal de Justiça Europeu (TJE) legislou o "direito de ser esquecido". 

A empresa revelou porém, numa entrevista com o diretor-executivo Larry Page no final de maio, que tinha recebido milhares de pedidos para alterar os resultados das buscas em apenas alguns dias a seguir à entrada em vigor da lei. 

Os utilizadores mais atentos terão constatado que os serviços de busca por nomes de pessoas da Google, na Europa, têm a seguinte frase no fim da página: "Alguns resultados podem ter sido apagados no âmbito da lei de proteção de dados na Europa", seguido de um link para a página que explica a diretiva do TJE de maio de 2014. Como esta só é aplicada na Europa, as buscas feitas no google.com, com sede nos Estados Unidos, esse aviso não consta.

Os utilizadores têm acesso a um formulário em linha para fazerem os seus pedidos de remoção dos links e qualquer um poderá apelar às autoridades de proteção de dados caso discordem com as decisões da empresa. 

A diretiva do Tribunal de Justiça Europeu teve origem no caso de um advogado espanhol, Mario Costeja González, que argumentou que, de acordo com a Diretiva Europeia de Proteção de Dados, qualquer empresa de "processamento de dados" teria de apagar informação sobre si que fosse "desatualizada, errada ou irrelevante".

O advogado referia-se a uma notícia de um jornal online espanhol de março de 1998 que escrevia sobre problemas financeiros que tinha tido no passado. O TJE determinou que o jornal estava protegido pela liberdade de expressão, mas os links do Google não, tendo em conta que a Google é um "processador de dados".

Fonte: Expresso

O campo magnético da Terra está a enfraquecer


O campo magnético da Terra, que nos protege da radiação do espaço, está cada vez mais fraco. Nós ainda não sabemos o porquê disso, mas novas evidências confirmam que está acontecendo de forma desigual em todo o planeta, com algumas áreas recebendo mais proteção.

A evidência de enfraquecimento do campo magnético, e é geograficamente natureza inconsistente, foi monitorado ao longo de décadas, mas em novembro 2013 o lançamento de três satélites da Agência Espacial Europeia permitiu uma precisão sem precedentes para medir essas mudanças.

O campo é um resultado de núcleo de ferro atuando como um ímã gigante na Terra. No entanto, o núcleo não é estável, com os pólos norte e sul magnéticos vagando a taxas em torno de 15 km / ano para a maioria do século passado, e recentemente se acelerando. Nos períodos de milhões de anos os pólos mudaram às vezes lugares, e há alguma especulação de que tal mudança está chegando, formando a trama para um filme de Hollywood.

O pólo norte magnético está se movendo em direção a Sibéria a partir de sua localização no Canadá.

As médias de força do campo são de cerca de 40.000 nT, por isso mesmo, a perda de 80nT na América do Norte é pequena. No entanto, isto acontece num período de apenas seis meses – se a tendência continuar por muito tempo os efeitos poderiam eventualmente tornar-se grave. Um campo magnético mais fraco do planeta exporia a um aumento da radiação, tanto de supernovas distantes como dos eventos solares, embora não haja evidência de um cenário catastrófico para um planeta temporáriamente sem qualquer campo magnético já tenha ocorrido.[...]

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ratazanas gigantes sofrem mutação genética e ficam imunes a veneno

Ratazanas gigantes sofrem mutação genética e ficam imunes a veneno

Uma nova raça de ratazanas, imunes a venenos vulgarmente usados no combate a roedores graças a uma mutação genética, está a propagar-se no Reino Unido, segundo cientistas. Salve-se quem puder!

Testes genéticos feitos pela Universidade de Huddersfield revelaram que esses super-ratos, que têm o tamanho semelhante ao de gatos (que medo!), desenvolveram uma mutação que permite sobreviverem a raticidas comuns. Eles estão a monitorizar o crescimento da população desses animais em 17 condados britânicos – e em seis deles encontraram ratazanas com a mutação da imunidade a venenos.

Na cidade de Southampton, por exemplo, os cientistas calculam que sete em cada dez super-ratos possuem a mutação genética.

O crescimento da população desse tipo de ratazana está a disparar no Reino Unido: uma pesquisa recente indicou que em 2015 existirão dois super-ratos para cada habitante.

«As pessoas deveriam preocupar-se com esses ratos resistentes devido a problemas de saúde pública. Eles portam doenças e vários vírus e bactérias», alertou o investigador Dougie Clarke.

O combate da peste com raticidas, de acordo com os pesquisadores, não é fácil: as substâncias não podem ter gosto ou odor, além de o efeito ter de ser lento. Isso porque o rato costuma comer uma pequena porção e aguardar – se não ficar doente, continua a comer o restante.

Clarke defende que a legislação do país permita o uso de venenos mais tóxicos ou que sejam encontradas formas físicas (armadilhas e ratoeiras) para matar os super-ratos.

Os sons 'extraterrestres' da Antártida

© REUTERS

Sons curiosos como se fossem de outro mundo, alguns conhecidos e outros um mistério quase extraterrestre. Assim é o mundo da Antártida como o 'oye' Palaoa um observatório acústico submarino cujo fascinantes sons podem escutar. 

O grito da Pata



O enigmático grito nas águas da Antártida tem surpreendido os cientistas há décadas. Foi somente em abril passado que o mistério foi resolvido: estabeleceu-se que o raro som e estranho é da baleia minke (Balaenoptera bonaerensis). Não se sabe, no entanto, por que as baleias minke emitem este som.

O Canto das baleias Jubarte


Tanto machos e fêmeas de baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae), também conhecida como yubarte ou jubarte emitem vocalizações. 

No entanto, o canto do macho é mais famoso por ser longo, forte e complexo. Cada canção é composta por alguns sons no registo baixo, que varia em amplitude e frequência, e normalmente dura entre dez e vinte minutos.

O  'apito' das Orcas


A orca (Orcinus orca) emite sons de alta frequência que nós percebemos como uma mistura de assobios e cliques. As orcas usar esses sons para se comunicar.

O 'chiado' das focas de Weddell


Os machos das focas de Weddell (Leptonychotes weddellii) emitem chiados suaves que parecem sair de filmes de ficção científica para defender as fêmeas, enquanto elas podem piar como pássaros.

O "canto" dos icebergs


Ocasionalmente ouvem-se 'trovões' na Antártica: produzidos pelos icebergs  quando se separaram.

Choques de icebergs


Os sons mais altos já registados nesta área são os de icebergs colidindo uns com os outros.

A voz do mistério


A Antártida tem mistérios que os cientistas ainda não resolveram. Os pesquisadores não têm ideia, por exemplo, de onde vem este som, nem sabem se é resultado da natureza ou da atividade humana.

Tradução Google


Falam de um planeta próximo muito parecido com a Terra e com condições climáticas semelhantes

© O Habitabilidade Planetária Laboratório / phl.upr.edu

Os astrónomos descobriram um planeta que pode ser capaz de ter as condições adequadas para a vida. Está apenas a 16 anos-luz de distância e tem condições climáticas muito semelhantes às da Terra.

Chamado Gliese 832c, é uma "super-Terra" e tem pelo menos cinco vezes a massa do nosso planeta. Ele órbita sua estrela a cada 36 dias, e está na "zona habitável" de Gliese 832, que poderia permitir a existência de água líquida na sua superfície. 

No entanto, a estrela-mãe é uma anã vermelha que é muito mais escura e mais fria do que o nosso Sol e Gliese 832c recebe quase a mesma quantidade de energia da Terra, apesar da órbita ser muito mais próxima de sua fonte de calor.

Isto faz com que Gliese 832c seja um objeto privilegiado

"Isso faz com que Gliese 832c seja um dos três planetas mais parecido com a Terra e mais próximo à Terra, um objeto privilegiado", disse Abel Mendez Torres, diretor do Laboratório de Habitabilidade Planetária, da Universidade de Porto Rico em Arecibo, citado pelo The Daily Mail. "

Esta estrela está perto de um planeta semelhante a Júpiter, Gliese 832 b, descoberto em 2009. 

O novo planeta, Gliese 832c, apareceu no Catálogo de ​​Exoplanetas Habitáveis, juntamente com outros 23 corpos celestes. 

O número de planetas no catálogo quase duplicou este ano. 


Tradução Google

Vestígios de inflação do universo primordial aguardam confirmação

espaço, universo primordial

A revista Physical Review Letters publicou um trabalho polémico de astrofísicos norte-americanos e europeus. Apesar de a descoberta como tal já ter sido anunciada em meados de março, a publicação provocou uma nova onda de discussões no mundo científico.

Segundo afirmam os autores do artigo, eles conseguiram observar vestígios de ondas gravitacionais primárias no Universo primordial, o que significa que a última, mal surgiu, alastrou rapidamente e com força durante a chamada inflação.

No dia 20 de junho a prestigiada revista Physical Review Letters (PRL) publicou o artigo, onde se afirma que, pela primeira vez, foi possível observar de forma experimental a polarização de modo B da radiação cósmica de fundo (CMB, em inglês), que está associada às ondas gravitacionais primárias. Esse enunciado complexo significa que os físicos conseguiram finalmente descobrir provas que o Universo primordial atravessou um período de inflação, uma expansão brusca e muito forte.

A teoria da inflação é uma das teorias-chave da ciência moderna, visto que ela explica muito bem as propriedades do mundo atual. Contudo, apesar de toda sua beleza e simplicidade, ela continua sendo uma mera hipótese, porque ainda não foi provada de modo experimental.

Sem entrar em pormenores da física, era suposto a inflação deixar “vestígios”, que pudéssemos hoje observar na radiação de fundo em micro-ondas, a chamada polarização de modo B dos fotões de fundo. A procura desses “vestígios” começou há relativamente pouco tempo, quando os aparelhos de observação se tornaram sensíveis o suficiente. Desta vez um deles, o telescópio polarímetro BICEP2, localizado no Polo Sul e gerido por um grupo de organizações científicas dos EUA, Canadá e Reino Unido, parece ter obtido um resultado positivo.

Isso foi anunciado pela primeira vez em meados de março, mas esse anúncio ainda não era “oficial”. Até o resultado ser publicado numa revista de referência, ele só pode ser citado com grandes reservas, por todo o respeito que mereçam os investigadores.

A publicação do artigo no número de junho da PRL foi o “segundo nascimento” dessa notícia, apesar de nem a comunidade científica, nem seus autores, se apressarem a colocar um ponto final na discussão. Os editores da PRL acharam necessário introduzir o artigo através de uma pequena nota editorial na própria revista e na publicação eletrônica Physics que termina com as palavras: “As descobertas mais importantes não se obtêm já prontas, compiladas para os manuais, e é necessário continuar trabalhando a sério para confirmar a origem do sinal polarizado que foi medido pelo BICEP2.”

Para que é necessário ter tanto cuidado? A polarização de modo B é muito difícil de observar. As medições são feitas no limite da sensibilidade dos instrumentos e o próprio sinal é facilmente confundido com a polarização que não está associada às ondas gravitacionais de fundo, mas às poeiras atuais. Além disso, é preciso perceber que a polarização de modo B não é imediatamente visível na imagem. Para “extrair” a informação da polarização é necessário o tratamento de dados e, durante esse processo, é necessário considerar muitas alterações: neste caso, por exemplo, qual será a contribuição das já referidas poeiras.

Contudo, a comunidade científica está mais interessada do que cética. O anúncio do BICEP2 não é o fim do caminho, mas apenas seu início. Os experimentadores preparam novos métodos complexos para verificar esse resultado sensacional. Os teóricos pensam no significado que esses dados terão para a cosmologia.

Mesmo que o BICEP2 se tenha enganado, isso não será o fim da hipótese da inflação, apesar de retirar aos participantes do experimento seus louros de descobridores. Mas se eles realmente conseguiram “caçar” a polarização de modo B, isso significa que nós obtivemos uma oportunidade de saber o que terá acontecido na fase mais primordial do Universo. E isso, sem dúvida, merece ser publicado na revista.

Veja tromba-de-água gigante ao largo da costa da Noruega

Veja tromba-de-água gigante ao largo da costa da Noruega

Uma série de trombas-de-água formaram-se ao largo da costa da Noruega na terça-feira. A rara ocorrência ficou registada em vídeo.

O fenómeno natural verifica-se quando se formam tornados sobre o oceano ou outros corpos de água. Desta vez teve lugar no estreito de Skagerrak.

O inglês Dominic Michael, que vive na Noruega, captou as imagens, de acordo com o Telegraph.


Google vai lançar relógio que recebe ordens

Google vai lançar relógio que recebe ordens

Um relógio que encomenda pizzas, chama táxis e também dá as horas. A Google mostrou ontem nos EUA o seu "ecossistema" Androide, o Androide Wear, que permite fazer a sincronização total entre o telemóvel, a televisão, o relógio e o carro.

"Começámos a estender a nossa plataforma além do telemóvel", disse Sundar Pichai, vice-presidente de Google, que apresentou as ambições do grupo em Mountain View (Califórnia).

Com o Androide Wear, a Google começa agora a equipar os primeiros relógios, desenvolvidos pelos sul coreanos da LG e da Samsung. Também a Motorola terá um destes relógios, o Moto 360, que chegará ao mercado no fim do ano. "São os três primeiros relógios (com Androide), mas está muito mais para vir", sublinhou Sundar Pichai.

Os relógios do futuro vão lembrar o utilizador dos seus compromissos e ajudá-lo nas tarefas do dia a dia. Como por exemplo, chamar um táxi ou pedir uma pizza, com um comando de voz.

Também aos carros a Google vai trazer novidades e permitir ao condutor usar todos os serviços do seu smartphone através de comandos de voz, para assegurar uma condução mais segura - refere a empresa. Ligando o telefone ao carro, fica com o visor do telefone disponível no painel da viaturas. As televisões com o mesmo sistema também deverão dispensar os comandos tradicionais e responder à voz do utilizador.

A empresa anunciou ainda que vai lançar um smartphone de baixo custo, destinado aos países emergentes. "Ainda há muito mundo - milhares de pessoas - que não têm ainda acesso a um smartphone", explicou o responsável da Google. "Nós devemos mudar isso".

A proposta low cost do gigante da internet é um equipamento com sistema Androide, com ecrã de cinco polegadas, vendido a menos de a menos de cem dólares (74 euros). Índia será o mercado de entrada.

Avião da Malaysia Airlines "muito provavelmente" em piloto automático quando se despenhou


O vice-primeiro-ministro da Austrália, Warren Truss, afirmou hoje que o avião da Malaysia Airlines, desaparecido a 08 de março, estaria "muito provavelmente" em piloto automático quando ficou sem combustível e se despenhou no Oceano Índico. 

"Penso que podemos dizer que é muito, muito provável que o aparelho estivesse em piloto automático. Caso contrário, não teria efetuado a trajetória bastante ordenada que foi identificada através de satélites", declarou Warren Truss, cujo país continua a coordenar as operações de busca no Oceano Índico.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu a 08 de março, 239 pessoas a bordo, após ter descolado de Kuala Lumpur rumo a Pequim, onde deveria ter aterrado cerca de seis horas depois. 

Lusa

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Astrónomos intrigados com «sinal misterioso» a milhões de anos-luz da Terra

Astrónomos intrigados com «sinal misterioso» a milhões de anos-luz da Terra

Os astrónomos detectaram um «sinal misterioso» a 240 milhões de anos-luz do nosso planeta. Trata-se de «um pico de intensidade num muito específico comprimento de onda de luz raio-X», mas os peritos ainda não conseguiram identificar a sua origem.

A descoberta está a ser apontada como a melhor prova até agora da existência de matéria negra.

Entre a comunidade científica, acredita-se que a matéria negra compõe cerca de 85% do Universo, mas não emite nem absorve luz, ao contrário da matéria «normal», como os protões e os electrões, que dão substância aos corpos familiares como planetas e estrelas.

Os investigadores estimaram que o sinal, que vem do «Aglomerado de Perseus» (Perseus Cluster), poderá ser um sinal da decadência de um neutrino estéril, um tipo (em teoria) de neutrino que se estima que interaja com matéria «normal» por via da gravidade.

No entanto, apesar do entusiasmo entre os peritos, os resultados têm que ser confirmados com dados adicionais para se excluir certas hipóteses e verificar se é plausível que se trate, de facto, da observação de matéria negra, segundo o ITN.


Empresa da Holanda cria charro eletrónico

Empresa da Holanda cria charro eletrónico
Empresa afirma que o produto é legal
Uma empresa da Holanda diz ter desenvolvido o primeiro charro eletrónico do mundo, afirmando tratar-se de "um produto legal", que vaporiza propilenoglicol, glicerina vegetal e aroma natural. Vende-se em versão descartável e recarregável e uma das versões permite ao utilizador enchê-la com canabis líquida ou ervas secas.

Chama-se e-njoint e a empresa que o vende, com o mesmo nome, diz que o produto não tem THC( Tetrahidrocanabinol, a principal susbtância ativa da marijuana), embora na ponta do dispositivo se acenda uma luz verde que destaca uma folha de marijuana, de cada vez que o fumador inala. Também não tem nicotina ou toxinas, garante o fabricante, com sede em Delft, na Holanda, e muitos pontos de venda nesse país.

Fora da Holanda, o produto é vendido apenas numa loja em França, mas é possível comprar online, no site da empresa. A N-joint, com sede na Holanda, diz que fabrica dez mil charros electrónicos por dia, numa fábrica em Shenzhen, na China. O e-njoint tem duas versões descartáveis (uma delas é uma edição especial para o Mundial), uma edição recarregável e apresenta um modelo customizável como a próxima novidade. O objetivo "não "é vender produtos ilegais nem estimular o consumo de cigarros ou outros maus hábitos", diz a empresa, na sua página de internet.

O bosão de Higgs, que não tem nada a ver com Deus, é uma partícula muito importante

Detector do acelerador de partículas LHC na fronteira franco-suíça CERN
A procura – durante quase 50 anos, até ser detectada em 2012 – da partícula que confere massa às outras partículas é contada no que foi considerado o melhor livro de divulgação de ciência pela Royal Society de Londres em 2013. Escrito por um físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, esta é a pré-publicação de um excerto do livro que, a partir desta quarta-feira, começa a chegar às livrarias portuguesas.

Actualmente, Leon Lederman tem as suas dúvidas. Sabe o que fez, mas não pode voltar atrás. É uma daquelas pequenas coisas que tem grandes e inesperadas consequências.

Estamos a falar, obviamente, da “partícula de Deus”. Não da partícula em si, que não é mais do que o bosão de Higgs. Mas do “nome” “partícula de Deus”, pelo qual Lederman é responsável.

Lederman, um dos grandes físicos experimentais do mundo, ganhou o Prémio Nobel da Física em 1988, por descobrir que existe mais de um tipo de neutrinos. Se não o ganhasse por causa disso, havia outras conquistas suas dignas do prémio, incluindo a descoberta de um novo género de quark. Existem apenas três neutrinos e seis quarks conhecidos e, portanto, estas descobertas não nascem exactamente das árvores. No seu tempo livre, foi director do Fermilab e fundou a Academia de Matemática e Ciência de Illinois. Lederman também é uma pessoa carismática, famosa entre os colegas pelo seu humor e pela sua capacidade de contar histórias. Uma das suas histórias favoritas refere-se ao tempo quando, estudante de doutoramento, arranjou maneira de interpelar Albert Einstein enquanto ele caminhava nos jardins do Instituto de Estudos Avançados de Princeton. O grande homem ouviu pacientemente enquanto o ansioso jovem explicava a investigação em física de partículas que andava a fazer em Columbia, e depois disse com um sorriso: “Isso não é interessante.”

Mas, para o público em geral, Lederman é mais conhecido por algo menos feliz: a criação da expressão “partícula de Deus” para se referir ao bosão de Higgs. De facto, é o título de um livro cativante sobre física de partículas e a busca do bosão de Higgs que escreveu em conjunto com Dick Teresi. Como explicam logo no primeiro capítulo do livro, os autores escolheram a expressão em parte porque “o editor não nos deixou chamar-lhe a Partícula Maldita[Goddamn Particle, no original], apesar de poder ser um título mais apropriado, dada a sua natureza vil e os gastos que implica.

Os físicos de todo o mundo, um bando notoriamente rebelde, concordam alegremente numa coisa: odeiam o nome “partícula de Deus”. Peter Higgs, de quem provém o nome mais tradicional, diz com uma gargalhada: “Fiquei realmente irritado com aquele livro. E penso que não fui o único.”

Entretanto, os jornalistas de todo o mundo, que também podem ser bastante contenciosos, encontram unanimidade num único ponto: adoram o nome “partícula de Deus”.

Uma das apostas mais seguras no mundo é que, se encontrar um artigo na imprensa popular sobre o bosão de Higgs, o artigo vai chamar-lhe a certa altura “partícula de Deus”.

É difícil culpar os jornalistas. Se pensarmos bem, “partícula de Deus” é um grande achado, enquanto “bosão de Higgs” é um pouco incompreensível. Mas também não podemos culpar os físicos. O Higgs não tem nada a ver com Deus. É apenas uma partícula muito importante, uma partícula com a qual vale a pena ficar entusiasmado, ainda que esse entusiasmo não esteja ao mesmo nível que o êxtase religioso. Vale a pena compreender por que razão os físicos se sentem tentados a conceder um estatuto divino a esta humilde partícula, ainda que ela esteja na realidade livre de qualquer implicação teológica. (Alguém pensará mesmo que Deus tem partículas favoritas?)

A mente de Deus
Os físicos têm uma relação longa e complicada com Deus. Não apenas com o hipotético ser omnipotente que criou o Universo, mas com a própria palavra “Deus”.

Quando falam do Universo, tendem a usar a ideia de “Deus” para expressar coisas sobre o mundo físico. Einstein era famoso por isto. Entre as citações mais vezes repetidas deste cientista eminentemente citável estão: “Só quero conhecer os pensamentos de Deus, o resto são pormenores” e, claro, “estou convencido de que Deus não joga aos dados com o Universo”.

Muitos de nós têm caído na tentação de seguir as pegadas de Einstein. Em 1992, um satélite da NASA chamado Cobe (Cosmic Background Explorer — Satélite de Exploração do Fundo Cósmico) deu-nos imagens fantásticas de pequenas ondulações na radiação de fundo deixada pelo Big Bang. A importância do acontecimento levou George Smoot, um dos investigadores do Cobe, a dizer: “Se forem religiosos, é como ver Deus.” (…)

Fonte: Publico

terça-feira, 24 de junho de 2014

'Curiosity' celebra um ano em Marte com selfie



Um ano em Marte corresponde a 687 dias na Terra. É há esse tempo que o robô controlado pela NASA está no planeta vermelho.

O Curiosiy Rover, o robô controlado pela NASA, completou exatamente um ano marciano no planeta vermelho (um ano em Marte corresponde a 687 dias na Terra). Para celebrar a ocasião, o robô explorador tirou uma selfie solitária com a paisagem marciana atrás. Esta selfie é uma montagem composta por dezenas de imagens tiradas em abril e maio deste ano por uma câmara localizada no topo do braço robótico. De acordo com a NASA, o robô cumpriu a principal missão: descobrir se Marte já tinha tido condições para suportar vida. As descobertas efetuadas incluem um antigo lençol de água, encontrado em agosto de 2012 bem como amostras que provam que o solo marciano já teve água bem como outros elementos essenciais à existência de vida.

Os óculos que dão voz

Óculos Eyespeak

Tecnologia desenvolvida por investigadores portugueses pretende melhorar a comunicação de pessoas com doenças incapacitantes.

Uma equipa portuguesa de investigadores desenvolveu o EyeSpeak: uns óculos especiais que permitem a pessoas com doenças incapacitantes comunicarem com os olhos. 

Como? Esta tecnologia criada pela LusoVU /LusoSpace projecta um teclado virtual no campo de visão do paciente. Depois, uma microcâmara apontada aos olhos permite monitorizar a sua posição e perceber qual a tecla seleccionada, isto é, aquela para onde o paciente está a olhar. Após escrever uma palavra ou conjunto de palavras, o paciente poderá seleccionar o botão “falar” que irá traduzir em fala o que foi escrito através do altifalante integrado. 

A análise do movimento ocular, mas também pode ser utilizada como um rato virtual para, por exemplo, aceder à internet. 

A LusoVU /LusoSpace, empresa ligada à indústria aeroespacial, lançou uma campanha de crowdfunding (financiamento colectivo online) para conseguir colocar no mercado o EyeSpeak. 

Este é o primeiro sistema móvel e autónomo de comunicação com o olhar, ou seja, ao contrário de outras tecnologias semelhantes, não precisa de estar ligado a um computador para funcionar, nem de ser calibrado. 

Óculos Eyespeak (estrutura)

100 letras por minuto 
O presidente executivo da LusoVU /LusoSpace conhece bem as dificuldades em lidar com doenças que impedem a comunicação. O pai de Ivo Vieira sofre de esclerose lateral amiotrófica, a mesma condição do físico Stephen Hawking, que afecta a mobilidade, o impede de se mexer, falar, escrever, mantendo a capacidade cognitiva. 

“Além do conhecimento elevado que temos deste tipo de tecnologia, o facto de eu viver a situação do meu pai ajuda-me perceber a dificuldade que é comunicar com ele”, justifica. 

“Quando uso uma tabela, a escrita faz-se a quatro letras por minuto, e com este sistema prevejo que possa fazer-se a cem letras por minuto, portanto estou confiante na capacidade deste produto melhorar a qualidade de vida das pessoas que têm estas limitações.” 

Cerca de dois milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esclerose lateral amiotrófica, distrofia muscular, tetraplegia, lesão cerebral traumática, e outras doenças que impactam de forma drástica a comunicação. 

A campanha de crowdfindng já angariou 18.871,14 euros, tem agora 22 dias para atingir o total pedido de 110.269,27 euros.

Cascos de cabra-montês inspiram luvas de guarda-redes

Cascos de cabra-montês inspiram luvas de guarda-redes

O desempenho dos guarda-redes podem vir a melhorar com as luvas que um investigador da Universidade do Minho está a desenvolver, com palmas que imitam o casco da cabra-montês, que, segundo a instituição, aumentam a aderência e o conforto.

De acordo com a Universidade do Minho (UMinho), o projeto de Clécio Lacerda vai ser patenteado e "já desperta interesse do mercado", com a pesquisa a juntar os departamentos de Engenharia Têxtil e de Biologia, sendo financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e contando com as parcerias do Vitória de Guimarães e de empresas, entre as quais a que equipa os guarda-redes internacionais de futebol Eduardo e Beto.

A investigação de Clécio Lacerda partiu da sua tese de doutoramento em Engenharia Têxtil sobre "Desenvolvimento de superfície têxtil mimética e aplicação ao desporto", com o trabalho a acabar por se fixar nas luvas do guarda-redes de futebol, não só face ao seu potencial de mercado, mas também por causa do diferente tratamento que tem sido dado às costas e às palmas daquela peça do equipamento.

"As costas da luva estão há muitos anos bem resolvidas estética e tecnologicamente mas, surpreendentemente, a palma da luva não, quando é a parte mais importante, pois contacta diretamente com a bola. O seu látex desgasta-se" mais rapidamente e não tem a aderência ideal", explicou o investigador.

Clécio Lacerda explorou microrganismos, plantas, animais e outros sistemas biológicos que tivessem a estética e a funcionalidade aplicáveis à palma da luva, num processo que culminou no casco da cabra-montês.

Nos laboratórios, verificou que esses cascos são formados por fibras e "a grande questão" foi perceber como essas fibras se organizavam vertical e horizontalmente para se poder imitar o processo artificialmente.

Depois de testados vários modelos e os seus comportamentos face ao atrito e à compressão, a investigação chegou a uma espuma de látex de base tecnológica diferente.

"O protótipo em estrutura hexagonal expande-se e volta à forma inicial, tal como o casco da cabra", segundo o investigador, adiantando que o equipamento inclui ainda uma camada de polímero ou silicone para facilitar a aderência.

Falta validar os sistemas de corte da luva, trabalho para o semestre final do doutoramento.

Clécio Lacerda admitiu que esta tecnologia venha a ser aplicada noutros desportos e contextos, podendo, por exemplo, absorver o impacto de quedas de ciclistas e motociclistas.

As sapatilhas para escalada e as proteções de guarda-redes de hóquei em patins são outras possibilidades, segundo o investigador da Universidade do Minho.

Jovem de Beja cria ferramenta que revela dados usados por hackers


José João Ramos concluiu o mestrado em Engenharia de Segurança Informática com o desenvolvimento de uma ferramenta permite descobrir que informação pode um hacker recolher na Internet para lançar um ataque.

A plataforma ainda não está concluída, mas José João Ramos, recém-mestrado em Engenharia de Segurança Informática pelo Politécnico de Beja, admite que poderá conclui-la mais tarde, «eventualmente, durante um doutoramento». O que criou o jovem alentejano? Resposta: uma plataforma que reúne ferramentas que costumam estar dispersas e que permitem seguir parte das quatro fases levadas a cabo por um hacker para lançar um ataque contra um site, uma pessoa, um servidor, um número de IP, um telemóvel ou apenas um circuito de videovigilância.

José Ramos, de 25 anos, admite que a ferramenta pode revelar-se útil se cair nas mãos erradas, mas não foi com o propósito de ajudar os cibercriminosos que o jovem investigador criou este Teste de Penetração: «Sim, é uma solução que pode ser usada para lançar um ataque, mas que também é útil para quem se quer defender, uma vez que permite que uma pessoa ou uma empresa saibam que informação estão a disponibilizar na Internet. Conhecendo essa informação, essas pessoas ou entidades já poderão tomar medidas para filtrar dados que, eventualmente, podem ser usados para o lançamento de um ataque».

Tal como está na atualidade, o protótipo de teste de penetração permite recolher a informação, na Internet, sobre pessoas, endereços de e-mail, números de IP, sites, contas de serviços Web, computadores, telemóveis, ou outros dispositivos conectados à Net. «Posso pegar num nome de uma pessoa ou num endereço Web e saber que dispositivos ou serviços na Net lhe estão associados», precisa José Ramos.

Além da análise do rasto digital que os internautas e diferentes dispositivos vão deixando na Web, a plataforma está apta a levar a cabo algumas ações de monitorização que permitem saber que ligações à Web estão a ser usadas por um ou mais dispositivos, dispondo ainda de uma funcionalidade que permite apurar a localização dessas máquinas.

José João Ramos admite que, para criar uma ferramenta de testes de penetração que abarca as quatro fases de um ataque on-line, terá ainda de desenvolver funcionalidades que permitem fazer a exploração de vulnerabilidades de um sistema e a manutenção de ligações a sistemas que estejam a ser alvo de ataque. O investigador, que contou com algumas dicas de investigadores da PJ no desenvolvimento da nova ferramenta, admite interesse em continuar a trabalhar em parceria com as autoridades, a fim de «adequar o futuro desenvolvimento de funcionalidades às necessidades de quem trabalha nesta área».

Para desenvolver esta aplicação de testes de penetração, José Ramos usou uma interface de programação (API) da Google, várias ferramentas open source e códigos produzidos em Python. A solução foi desenvolvida sobre o sistema operativo Kali Linux.

José Ramos sabe que não é o primeiro a criar uma solução do género, mas reivindica o pioneirismo no que toca à agregação de ferramentas que atualmente se encontram dispersas. O que poderá ser especialmente valorizado por entidades como «a PJ, os serviços secretos ou especialistas em segurança informática», conclui o jovem alentejano.

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