quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ratazanas gigantes sofrem mutação genética e ficam imunes a veneno

Ratazanas gigantes sofrem mutação genética e ficam imunes a veneno

Uma nova raça de ratazanas, imunes a venenos vulgarmente usados no combate a roedores graças a uma mutação genética, está a propagar-se no Reino Unido, segundo cientistas. Salve-se quem puder!

Testes genéticos feitos pela Universidade de Huddersfield revelaram que esses super-ratos, que têm o tamanho semelhante ao de gatos (que medo!), desenvolveram uma mutação que permite sobreviverem a raticidas comuns. Eles estão a monitorizar o crescimento da população desses animais em 17 condados britânicos – e em seis deles encontraram ratazanas com a mutação da imunidade a venenos.

Na cidade de Southampton, por exemplo, os cientistas calculam que sete em cada dez super-ratos possuem a mutação genética.

O crescimento da população desse tipo de ratazana está a disparar no Reino Unido: uma pesquisa recente indicou que em 2015 existirão dois super-ratos para cada habitante.

«As pessoas deveriam preocupar-se com esses ratos resistentes devido a problemas de saúde pública. Eles portam doenças e vários vírus e bactérias», alertou o investigador Dougie Clarke.

O combate da peste com raticidas, de acordo com os pesquisadores, não é fácil: as substâncias não podem ter gosto ou odor, além de o efeito ter de ser lento. Isso porque o rato costuma comer uma pequena porção e aguardar – se não ficar doente, continua a comer o restante.

Clarke defende que a legislação do país permita o uso de venenos mais tóxicos ou que sejam encontradas formas físicas (armadilhas e ratoeiras) para matar os super-ratos.

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