quinta-feira, 31 de julho de 2014

Investigadores desenvolvem teia de aranha sintética


Por esta, nem o Homem-Aranha esperava. A produção de teias de aranha em laboratório é já uma realidade para investigadores brasileiros, que, no futuro, podem também fazê-las crescer em plantas.

A pesquisa foi desenvolvida na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, e liderada pelo investigador Elíbio Rech. Ele explica que a teia de aranha é um produto com alta aplicabilidade comercial, e a forma como pode ser produzida define o conceito de sustentabilidade e uso racional da biodiversidade.

«Já não precisamos de entrar na floresta para apanhar aranhas. Deslocamo-nos às propriedades, apanhamos alguns poucos organismos, retiramos o que for preciso e nunca mais voltamos. Conseguimos produzir teias sintéticas. Este é o caminho real de sustentabilidade, usar a tecnologia para que não tenha que devastar a floresta para isolar um determinado composto», disse o pesquisador.

Rech conta o caso da artemisina, produzida pela planta artemísia, um forte componente contra a malária. «Foi feita uma avaliação e começaram a produzir em larga escala, mas foi economicamente inviável porque precisava de áreas enormes. Então, usando a engenharia genética, um grupo da Califórnia produziu em levedura e o composto foi lançado por uma empresa farmacêutica no ano passado. Um produto contra a malária, que veio de uma planta, mas que passa a prescindir da planta, é tudo sintético.»

A pesquisa da Embrapa começou em 2003 com prospecções na Amazónia, na mata atlântica e no cerrado em busca de aranhas que produzem fibras e com o mapeamento genético das glândulas que produzem as proteínas para dar origem à seda da teia.

A criação em laboratório das proteínas da aranha é feita pela bactéria Escherichia coli. O passo seguinte consiste na extracção das proteínas. Para isso, a massa de bactérias E. coli é diluída em meio líquido e as proteínas de teia de aranha são resgatadas com uma sequência de ADN específica. Com o auxílio de uma seringa especial que simula a espirineta (órgão da aranha que expele a teia), os investigadores vão libertando e enrolando a fibra.

É um material novo que tem duas características, flexibilidade e resistência, e também é biodegradável. Tem uma característica física que permite um melhor desempenho para tudo.

Pode ser usado na produção de tecidos, em fios para sutura, para quem tem alergia ao nylon, por exemplo, e também em nanopartículas para o endereçamento preciso de drogas e medicamentos no corpo humano.

Também tem uso em composições metálicas e plásticas para placas e peças de aviões e para os cascos de navios.

Além das inúmeras aplicações e benefícios para o desenvolvimento de diversos sectores da economia, o facto de os estudos serem baseados em aranhas brasileiras permite agregar valor à biodiversidade nacional.

Vídeo mostra momento de contato com índios isolados no Acre

No dia 29 de junho de 2014, um povo indígena isolado estabeleceu o primeiro contato com indígenas da etnia ashaninka e servidores da Funai, na Aldeia Simpatia da Terra Indígena Kampa e Isolados do Alto Rio Envira, no Estado do Acre, na região de fronteira do Brasil com o Peru.

Imagens foram gravadas durante encontro com índios ashaninkas em junho.
Índios isolados são aqueles que não têm contato com o mundo exterior.

Um vídeo divulgado nesta terça-feira (29) pela Fundação Nacional do Índio (Funai) mostra o contato estabelecido no dia 30 de junho entre índios isolados e ashaninkas, na Aldeia Simpatia, da Terra Indígena Kampa e Isolados do Alto Rio Envira, próximo ao município de Feijó, no interior do Acre. As cenas mostram o instante em que um índio entrega um cacho de bananas aos isolados. Em outra parte do vídeo, é registrado o 'saque' de machados e outros utensílios dentro da aldeia.

Imagens dos índios isolados divulgadas pela Funai (Foto: Divulgação/Funai)

Índios isolados são aqueles que não têm contato com o mundo exterior, normalmente por opção própria. No vídeo acima, assim como em imagens anteriores de povos isolados, eles às vezes têm ferramentas de metal, que podem ter sido furtadas de pessoas que circulam pela floresta, como madeireiros ou outros moradores próximos, ou podem ter sido deixadas pela Funai justamente para evitar que eles busquem contato para tentar obtê-las e acabem se envolvendo em algum incidente. A política atual da Funai para os isolados é deixá-los viver em isolamento enquanto assim preferirem.

"O vídeo é uma das cenas gravadas durante o período em que os isolados mantiveram contato com a equipe da Funai e com os ashaninkas. Foi no segundo dia de contato, no dia 30", explica o coordenador-geral de Índios Isolados e Recém Contatados da Funai, Carlos Lisboa Travassos.

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Fonte: Youtube

Colonização espacial? Só com uma população de 40 mil, diz cientista


A raça humana só poderá colonizar um planeta com sucesso se enviar uma nave com 40.000 pessoas a bordo para garantir a diversidade genética, afirma um estudo publicado nos EUA.

De acordo com análise do antropologista Cameron Smith, da Universidade Estadual de Portland, publicada no Acta Astronautica, o futuro de uma possível missão interestelar depende de uma grande colónia humana. Os seus cálculos indicam que uma população mínima de 20.000 pessoas seria necessária para prevenir casos de consanguinidade (endogamia).

O número ideal para estabelecer uma colónia, porém, seria de 40.000 seres humanos, divididos entre homens e mulheres.

Estradas britânicas terão carros sem condutor «em menos de seis meses»

Estradas britânicas terão carros sem condutor «em menos de seis meses»

O governo britânico anunciou esta quarta-feira que está a tomar medidas para ter carros sem condutor na estradas do Reino Unido «em menos de seis meses».

Segundo o ministro da Economia, Vince Cable, o governo está a planear fazer alterações nos regulamentos, incluindo o código da estrada, de modo a que as empresas possam começar a realizar testes destes veículos que não requerem condutor.

Para o ministro, os veículos controlados por satélite colocam a nação «na linha da frente da tecnologia transformacional», acreditando que o Reino Unido «tem o potencial para ser o líder mundial» neste campo.

«Teremos veículos com mecanismo de parqueamento automático, travões automáticos que vão reduzir o risco de colisão (...), e estas funcionalidades serão gradualmente aplicadas», sublinhou Cable.

«O ponto-chave é que a tecnologia de satélite britânica está bastante avançada, estamos agora entre os líderes mundiais, e a indústria de fabrico de automóveis britânica está a ser um sucesso», apontou ainda o ministro da Economia, citado pelo ITV.com.

Via Láctea pode ser «muito mais leve» que Andrómeda, aponta estudo

Via Láctea pode ser «muito mais leve» que Andrómeda, aponta estudo

A massa da Via Láctea pode ser mais leve do que se pensava até agora, segundo revelou um estudo de cientistas britânicos que foi publicado esta quarta-feira na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Segundo sustenta a pesquisa de especialistas da Universidade de Edimburgo, a massa da Via Láctea é em torno de 50% mais leve que, por exemplo, Andrómeda, a galáxia mais perto da nossa, situada a 2,5 milhões de anos-luz.

Ambas apresentam a sua característica em forma de espiral e são, além disso, as de maior tamanho dentro do chamado «Grupo Local de Galáxias».

No entanto, apontou o estudo, acredita-se que Andrómeda apresente uma maior massa que a Via Láctea por conta da sua «matéria escura», uma substância invisível à qual se atribui a capacidade de manter as galáxias unidas à sua força de gravidade.

De acordo com os cientistas da universidade escocesa, Andrómeda poderia conter o dobro de matéria escura que a nossa galáxia, apesar de ambas terem mais ou menos um tamanho similar.

Estudos anteriores só puderam medir a massa fechada nas regiões interiores das galáxias, enquanto este último conseguiu incluir nos seus cálculos a massa invisível da regiões exteriores.

Previamente, também eram usadas as distâncias conhecidas entre as galáxias do Grupo Local para calcular a massa total de Andrómeda e da Via Láctea.

«Sempre suspeitamos que Andrómeda era mais pesada que a Via Láctea, mas era muito difícil medir simultaneamente o peso de ambas as galáxias», declarou à citada publicação o responsável da pesquisa, Jorge Penarrubia.

Para que isto fosse possível - disse o especialista -, «o nosso estudo combinou as últimas medições do movimento relativo entre a nossa galáxia e Andrómeda com o maior catálogo de galáxias próximas jamais compilado».

Fêmea de polvo de águas profundas chocou os ovos durante quase quatro anos e meio

A fêmea de polvo e os seus ovos em Maio de 2007
MBARI
A resistência deste molusco bate de longe o recorde oficial de todas as espécies ovíparas conhecidas, concluem os cientistas que observaram o seu comportamento, no seu habitat natural, de 2007 a 2011.

Ao largo da costa californiana nasce o Canhão de Monterey. É um vale submarino semelhante ao Grande Canhão do Colorado. Com paredes rochosas de mais de 1500 metros de altura e 400 quilómetros de comprimento, o seu fundo atinge, no fim do seu percurso, 4000 metros de profundidade.

Nas águas frias e escuras de uma zona designada Midwater 1, agarrada a uma saliência na rocha a cerca de 1400 metros de profundidade – e perto do fundo cheio de sedimentos do canhão –, um polvo fêmea da espécie Graneledone boreopacifica começa, pacientemente, a chocar os seus ovos. E vai fazê-lo durante… 53 meses. O feito foi descrito esta quarta-feira na revista PLoS ONE.

A fêmea de polvo em Maio de 2009
MBARI
A observação é tanto mais espectacular que, segundo relatam Bruce Robison, do Instituto de Investigação do Aquário da Baía de Monterey (MBARI) e colegas, ao longo dos quase quatro anos e meio que durou a monitorização do polvo e da sua ninhada, eles nunca viram esta mãe abandonar os ovos – ou sequer alimentar-se.

“Os polvos passam tipicamente por um único ciclo reprodutivo e morrem a seguir”, escrevem estes cientistas no seu artigo. E tomam conta dos seus ovos até eclodirem. Sabia-se que as espécies de águas pouco profundas chocam os ovos durante um a três meses, mas nunca tinha sido possível observar uma espécie de águas profundas. E o que os cientistas descobriram agora sugere que, nos grandes fundos oceânicos, as coisas não se passam da mesma forma que perto da superfície.

A “convivência” da equipa com o polvo começou em Abril de 2007, quando os cientistas, que realizavam explorações periódicas na área de Midwater 1 com um ROV (veículo operado remotamente) pertencente ao MBARI, avistaram “um polvo solitário (…) a dirigir-se lentamente para o substrato rochoso”, escrevem ainda.

Quando regressaram ao local (via ROV), 38 dias mais tarde, em Maio de 2007, encontraram o mesmo polvo (facilmente reconhecível graças às suas características cicatrizes), agarrado à parede rochosa, não muito longe do fundo, a cuidar de uma ninhada de ovos.

"Regressámos 18 vezes ao local ao longo dos quatro anos e meio que se seguiram”, escrevem ainda os autores. “E cada vez que voltávamos, encontrávamos o mesmo polvo, agarrado à parede rochosa vertical, com os braços enrolados em torno dos seus ovos para os cobrir. O crescimento contínuo dos ovos indicava que se tratava sempre da mesma ninhada.”

Super-mãe das profundezas

A fêmea de polvo em Setembro de 2011, pouco antes de os ovos eclodirem
MBARI
A equipa atribuiu a esta super-mãe polvo de 21 centímetros de diâmetro (não contando com os braços) a alcunha de “octomom” (octo-mamã – em inglês, polvo diz-se octopus), disse ao PÚBLICO Brad Seibel, co-autor do artigo, da Universidade de Rhode Island. “Pode não ser o nome mais imaginativo do mundo, mas descreve bem” esta fêmea, acrescenta.

Apesar das vibrações e da luz emitidas pelo veículo telecomandado, aoctomom nunca pareceu incomodada pela presença do ROV. E por duas vezes, invertendo o fluxo de água do veículo, os cientistas conseguiram mesmo levantar suavemente a membrana (ou manto) entre dois dos seus braços para ver alguns dos ovos e medir o seu tamanho. 

“O ROV ficava normalmente a entre um e dois metros de distância do polvo”, diz-nos ainda Seibel. “O seu braço mecânico aproximava-se por vezes até a uns poucos centímetros do animal, quer para lhe oferecer comida, quer para atirar água para cima dele, durante as tentativas de levantar a membrana para melhor vermos os ovos. Mas sempre tivemos o cuidado de incomodar o animal o mínimo possível.”

A fêmea nunca demonstrou, durante as múltiplas observações, qualquer interesse pelos pequenos caranguejos ou camarões que o braço do ROV lhe oferecia. Só quando algum destes animais se aproximava demasiado do ninho, da sua livre vontade, é que o polvo, mais uma vez para proteger os ovos, o afastava com os braços.

“Embora ocasionalmente mudasse ligeiramente de posição, ou desenrolasse e levantasse um ou dois braços, a fêmea permanecia sempre centrada na sua ninhada”, escrevem ainda os cientistas.

A tarefa materna não consistia apenas em vigiar os ovos, afugentando eventuais predadores. Os ovos de polvo também precisam de muito oxigénio para crescer, o que significa que a progenitora teve de manter constantemente à sua volta um fluxo de água fresca, impedindo que os ovos ficassem cobertos de sedimentos e outros detritos.

A dada altura, explica o MBARI em comunicado, foi possível distinguir os pequenos polvos-bebés no interior das cápsulas translúcidas. E entretanto, a mãe-polvo ia ficando “cada vez mais magra e com a pele cada vez mais solta e pálida”, salienta o mesmo documento.

Desafio evolutivo

As cápsulas dos ovos após a eclosão
MBARI
Por que é que a gestação foi tão longa? Os autores fazem notar que, a 1400 metros de profundidade, a temperatura da água cai para uns gélidos 3 graus Celsius – e que, nessas condições, o desenvolvimento dos ovos de invertebrados torna-se mais lento.

Mas essa não é a única razão, argumentam. A capacidade de a mãe-polvo suportar um período de gestação tão longo é “um desafio evolutivo” essencial para garantir a sobrevivência da sua prole. A este propósito, aliás, o terceiro co-autor do presente artigo – Jeffrey Drazen, da Universidade de Honolulu, Havai – mostrara há uns dez anos (num artigo publicado na revista Journal of Molluscan Studies) que os polvos da espécie Graneledone boreopacifica são, de todas as espécies de polvos conhecidas, os que nascem mais desenvolvidos e de maior tamanho. Ora, com tanto tempo para se desenvolverem, os polvos recém-nascidos já são de facto polvos miniatura, e são por isso capazes de caçar pequenas presas e de subsistir pelos seus próprios meios – o que lhes confere efectivamente um grande potencial de sobrevivência.

“Estes resultados surpreendentes enfatizam a importância dos cuidados parentais na produção de prole bem desenvolvida, capaz de lidar com os rigores do habitat do mar profundo”, disse Robison à PLoS One.

A última vez que os cientistas viram a octomom foi em Setembro de 2011. Quando regressaram, um mês mais tarde, ela tinha desaparecido – e dos ovos só restavam as cápsulas, que no fim da gestação tinham 1,5 centímetros de largura e pouco mais de três centimetros de comprimento. Os cientistas contaram-nas e estimam que a ninhada continha cerca de 160 ovos. O que terá acontecido à progenitora? “O destino final de uma fêmea de polvo após chocar os seus ovos é inevitavelmente a morte”, escrevem.

Embora se trate da observação de um único polvo, a equipa pensa que longos períodos de gestação como este poderão ser frequentes nas águas oceânicas profundas. E que esta estratégia funciona, apesar de ser no mínimo violenta para a progenitora, uma vez que a Graneledone boreopacifica é hoje uma das espécies mais comuns de polvos no Pacífico nordeste.

Fonte: Publico

Adeus, óculos? Cientistas criam ecrã que corrige visão do utilizador

Adeus, óculos? Cientistas criam ecrã que corrige visão do utilizador

Pôr os óculos para ver televisão ou trabalhar no computador poderá em breve tornar-se coisa do passado, agora que estão a ser desenvolvidos ecrãs que «corrigem» a visão do utilizador.

Uma imagem que apareceria «desfocada» para um utilizador sem óculos passará a surgir «perfeitamente nítida» aos olhos daquele indivíduo em particular.

A iniciativa é da Universidade de Berkeley em colaboração com investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

«Vivemos hoje num mundo em que os ecrãs são ubíquos, e poder interagir com os ecrãs é tomado como garantido», apontou o chefe da investigação, Ramesh Raskar.

«Pessoas com disfunções mais graves geralmente têm irregularidade na córnea, e esta forma irregular faz com que seja muito difícil conseguir colocar lentes adequadas», afirmou.

«Nalguns casos, isto pode ser uma barreira de impedimento à obtenção de um emprego, porque muitos trabalhos requerem que o funcionário olhe para um ecrã no âmbito das suas funções. Esta investigação poderá mudar as vidas destas pessoas, e estou muito entusiasmado com o potencial [do projecto]», destacou Raskar.


«A nossa técnica consiste na distorção da imagem de forma que quando o utilizador em causa olha para o ecrã, a imagem aparecerá nítida aos olhos daquele sujeito. Mas se outra pessoa olhar, a imagem parecerá desfocada», explicou.

Um protótipo baseado num iPod Touch adiciona uma nova camada, colocada entre duas camadas de plástico transparente. Um algoritmo é usado para ajudar a corrigir a imagem para o utilizador particular, sendo necessário fornecer à aplicação os dados recolhidos pelo oftalmologista.

Os investigadores esperam conseguir elaborar um modelo ao estilo de «protecção de ecrã» que se adapte a qualquer dispositivo, ao passo que o software será convertido para funcionar nas diversas plataformas.


Forma da Lua deve-se a forças gravitacionais da Terra



Uma equipa de cientistas dos Estados Unidos atribuiu a forma da Lua, que não é uma esfera perfeita, a forças gravitacionais exercidas pela Terra durante a infância do satélite, há 4,4 mil milhões de anos.

O satélite natural da Terra não é totalmente esférico, mas ligeiramente achatado, sendo igualmente deformado por um ligeiro "inchaço" na face visível a partir do "planeta azul" e por uma outra protuberância na face escondida.

Segundo a equipa do investigador Ian Garrick-Bethell, da Universidade da Califórnia, as primeiras forças de maré exercidas pela Terra, quando esta estava mais próxima da Lua, aqueceram de maneira desigual, conforme os sítios, a crosta do satélite natural, quando este flutuava num oceano de rocha em fusão.

Posteriormente, quando a Lua arrefecia, as forças gravitacionais deformaram o seu exterior e coagularam as suas protuberâncias.

A força de maré sincronizou, também, a rotação da Lua e a sua evolução em torno da Terra, o que fez com que os humanos vejam sempre a mesma face do satélite natural.

Para chegar às suas conclusões, publicadas hoje na revista Nature, a equipa de Ian Garrick-Bethell analisou a topografia da Lua, abstraindo-se das suas vastas crateras, que terão aparecido numa fase posterior.

O astrofísico estima que a compreensão da forma da Lua poderá ajudar a apreender "um grande número de fenómenos geológicos que terão ocorrido depois da sua formação", inclusive a sua assimetria. Só a face visível da Lua apresenta planícies vulcânicas.

O Sistema Solar formou-se há cerca de 4,5 mil milhões de anos e a Lua terá nascido de uma colisão em massa suportada pela Terra.

A Lua localiza-se a uma distância média da Terra de 384 mil quilómetros e afasta-se do "planeta azul" 3,8 centímetros por ano.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Um dia na vida de um caçador de crateras


Dos laboratórios do Técnico, saiu um algoritmo que promete acelerar a cartografia planetária através da deteção de crateras. A ferramenta já foi usada pela NASA.

No ecrã, figura um mapa polvilhado de milhares de pontos azuis e vermelhos. Os pontinhos azuis dizem respeito a crateras mais pequenas; os pontinhos vermelhos sinalizam crateras de maiores dimensões. No total, são 132.843 pontos coloridos – o número que compõe o primeiro catálogo das crateras de Marte produzido automaticamente e que foi disponibilizado à comunidade científica em 2010.

Na origem deste catálogo, está um algoritmo produzido no Centro de Recursos Maturais e Ambiente do Instituto Superior Técnico (CERENA). «Há um catálogo de Marte que é maior, e tem referenciadas mais de 201 mil crateras, mas nesse caso já se tratou de um trabalho feito à mão por alguém muito entusiasta no assunto», explica Lourenço Bandeira, investigador do CERENA e um dos mentores do algoritmo que já foi usado pelo Lunar Planetary Institute da NASA e pelo prestigiado US Geological Survey.

A "caça à cratera" arrancou no CERENA em 2004, com o objetivo de desenvolver uma tecnologia capaz de reconhecer automaticamente as características morfológicas que distinguem uma cratera de um vale ou de uma montanha. Lourenço Bandeira recorda que cada cratera «é única». «O fundo da cratera depende do material, da velocidade, da erosão, do ângulo, e de muitos outros fatores», explica Lourenço Bandeira.

O algoritmo criado no CERENA analisa imagens captadas por sondas e vaivéns para identificar e classificar as diferentes crateras. O processo é comparável ao que é usado no reconhecimento de rostos – só que em vez de dados biométricos, a análise tem por objetivo a deteção de padrões que já se encontram referenciados pela geologia ou pelas denominadas ciências planetárias.

Hoje, o algoritmo conta com uma taxa de sucesso ronda os 80% e os 90%. O processo quando executado manualmente apresenta taxas de sucesso na ordem dos 70% e «e é muito mais moroso e oneroso».

Tendo como principais atrativos a rapidez e o custo reduzido, o algoritmo de deteta crateras depressa começou a despertar a atenção fora de portas – e foi assim o investigador Goran Salamuniccar, investigador croata, descobriu a tecnologia criada no CERENA e propôs uma parceria para a produção daquele que, desde 2010, se tornou no maior catálogo de crateras de Marte alguma vez produzido através de processos automáticos.

Além das crateras de Marte, o algoritmo foi usado na produção de um catálogo de Fobos, satélite natural de Marte, e ainda de uma região da Lua que deveria ter recebido a visita da sonda chinesa Chang’e 3. Este último catálogo é especialmente revelador da utilidade que, no futuro, poderá ter um algoritmo de reconhecimento de crateras: com a evolução tecnológica, a resolução das imagens captadas por sondas, telescópios ou vaivéns não parou de aumentar. Resultado: enquanto em Marte (com terço da dimensão da Terra) foram identificadas “apenas” cerca de 132 mil crateras; o catálogo da bacia de Sinus Iridum, na Lua, excede as 600 mil crateras estimadas.

Lourenço Bandeira recorda que as crateras são indicadores valiosos no estudo dos diferentes planetas e à idade geológica de cada região estudada: «Um dos hemisférios de Marte tem muito menos crateras. O que leva a acreditar que possa ter estado submerso por um oceano».

O Investigador do CERENA reitera que o algoritmo não está para venda, mas admite disponibilidade para analisar diferentes propostas de parceria para o uso desta tecnologia que contém fórmulas matemáticas que permitem a adaptação a diferentes padrões: «Quando começámos ninguém nos conhecia. Hoje, não tenho dúvidas de que somos uma referência numa área de investigação, que ainda não tem muita gente a trabalhar. Hoje, há uma equipa na NASA, e outra na China e pouco mais».


Cientistas encontram 101 géiseres em erupção em lua de Saturno

Cientistas encontram 101 géiseres em erupção em lua de Saturno

Cientistas da Nasa anunciaram a identificação de 101 géiseres (nascentes termais que entram em erupção periodicamente) distintos em erupção na lua Enceladus, em Saturno.

A descoberta sugere que a água, um componente crucial para a vida fora do nosso planeta, pode deixar o subsolo congelado e alcançar a superfície da lua de Saturno.

Os géiseres foram avistados pela primeira vez em 2005, expelindo minúsculas partículas de gelo e vapor de água. Inicialmente, os cientistas acreditaram que o calor causava os géiseres, mas a pesquisa comprovou que se trata do oposto.

Segundo os cientistas, os géiseres não são um fenómeno próximo à superfície e têm raízes muito mais profundas.

Já conhece o BOOK ?


Não resisti, sobretudo para os adeptos incondicionais das novas tecnologias...
Engraçado e muito bem conseguido.



Fonte: Youtube

Duas novas crateras na Sibéria adensam mistério


Um dos novos buracos gigantes descobertos na Sibéria tem cerca de 13 metros de diâmetro. O outro não chega aos quatro metros

Ainda os cientistas não chegaram a consenso sobre o que terá provocado a primeira cratera e já outras duas, agora descobertas, adensam o mistério. 

Um dos buracos recém descobertos encontra-se próximo da aldeia de Antipayuta. Com 15 metros de diâmetro, a cratera está localizada a algumas centenas de quilómetros da primeira cratera avistada (na Península de Yamal, ou "fim do mundo", como lhe chamam os habitantes). Com forma de um cone, a outra cratera tem 4 metros de diâmetro e a profundidade estimada é de 60 a 100 metros. Esta foi encontrada na região de Krasnoyarsk, perto da aldeia de Nosok.

Um especialista explicou ao Siberian Times que "também há terra na parte de fora, como se tivesse sido resultado de uma explosão subterrânea".

Não há falta de teorias. Pelo contrário, têm sido várias as hipóteses colocadas, desde asteróides a explosões subterrâneas. 

Um grupo de cientistas já se encontra nas redondezas da primeira cratera descoberta para tentar desvender o mistério em torno da sua formação.




Tecnologia de armazenamento líquido poderia guardar 1 TB numa colher

Tecnologia de armazenamento líquido poderia guardar 1 TB numa colher

Actualmente, o supra-sumo da tecnologia para armazenamento de dados nos computadores é o SSD (unidade de estado sólido). No entanto, no que depender de um grupo de cientistas de materiais dos EUA, uma alternativa mais «fluida» poderá dar cartas no futuro. Isto porque uma pesquisa indica que dados podem ser armazenados em líquidos de forma semelhante a como guardamos os nossos “0s” e “1s” em matéria sólida.

Em teoria, cientistas da Universidade de Michigan e da Universidade de Nova Iorque indicam que seria possível guardar 1 TB de dados numa colher de «disco rígido líquido».

Os cientistas simularam o armazenamento líquido com clusters de nanopartículas suspensos em líquido, mais capazes de armazenamento de bits do que os convencionais, que só entendem dois estados: 0 e 1.

No entanto, as partículas como clusters podem reorganizar-se para representar diferentes estados de armazenamento. Assim, 12 partículas conectadas numa esfera central podem ter até oito milhões de estados, o que equivale a 2,86 bytes de informação.

Assim, durante a simulação, foi possível deduzir que uma colher cheia de uma solução com clusters com 12 nanopartículas seria capaz de armazenar 1 TB de dados, o que é algo interessante quando comparado com a actual situação do armazenamento em smartphones.

Tudo isto ainda está a uma escala irreal e absurdamente cara, mas Sharon Glotzer, professora de engenharia química em Michigan, diz que foram usados materiais baratos, que poderiam ser usado «aos baldes», que permitiram a escrita e leitura de informações.

Contudo, a inovação ainda está muito distante. A equipa indica que é o primeiro passo na longa estrada da «computação molhada». A expectativa é que a tecnologia seja aplicada primeiro na robótica, mas em alguns anos, quem sabe, poderemos ter uma garrafinha de dados.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Responsáveis de estádio na China pintam pista de atletismo retangular

Responsáveis de estádio na China pintam pista de atletismo retangular
Responsáveis pela obra acharam que era menos complicado
medir e pintar ângulos rectos em vez de curvas
Os responsáveis de um recinto desportivo do distrito chinês de Tonghe, no nordeste do país, pintaram uma pista de atletismo retangular, pressionados pela iminente visita de inspeção dos seus superiores.

O estádio da Administração das Florestas do distrito de Tonghe, no nordeste do país, tem agora uma pista de atletismo, habitualmente oval, com quatro ângulos retos em volta das marcações de um campo de futebol.

"É particularmente complicado fazer as curvas, é fácil cair", comentou um residente local, Gong Xiaona, ao ser questionado num programa da televisão da província.

A antiga pista estava em avançado estado de degragação, pelo que os responsáveis do estádio decidiram refazer o traçado "de urgência", em antecipação a uma visita de responsáveis provinciais, explicou um empregado do recinto.

Com pouco tempo para concluir os trabalhos, ficou decidido que seria menos complicado medir e pintar ângulos rectos em vez de curvas.

"Achamos que o novo traçado é muito feio, mas quem o poderá mudar agora, se os nossos dirigentes não o pedirem?", questionou o mesmo empregado.

EUA planearam uma explosão nuclear na Lua

Neil Armstrong na Lua, em julho de 1969
Neil Armstrong na Lua, em julho de 1969
Fotografia © Arquivo NASA/Reuters
Documentos classificados agora revelados mostram que os Estados Unidos da América chegaram a pensar em construir uma base para mísseis na Lua ou até mesmo fazer explodir lá uma bomba nuclear.

No início dos anos de 1960, momento em que a corrida espacial estava mais renhida, e que coincidiu com a Guerra Fria, a Força Aérea americana planeou a instalação de uma base militar na Lua, da qual pudesse lançar mísseis nucleares para a União Soviética. Segundo o The Times, os EUA tinham sentido o seu poder ameaçado pelo facto de os soviéticos terem sido os primeiros a colocar um homem no espaço e estavam dispostos a tudo para mostrar o seu domínio nas áreas militar e espacial.

Os documentos da NSA - National Security Agency, agora revelados, mostram que o projeto deveria estar concluído em 1969. "O entreposto lunar é necessário para desenvolver e proteger potenciais interesses dos Estados Unidos na Lua; desenvolver técnicas de segurança e vigilância da Terra e do Espaço a partir da Lua; e para servir como base para exploração da Lua, para poder realizar operações militares na Lua, se forem necessárias", lê-se nesses documentos.

Quando este projeto foi arquivado, os EUA chegaram a considerar a hipótese de fazer explodir a Lua como uma demonstração do poder do país e impressionar os inimigos. No entanto, o risco de que detritos dessa explosão pudessem colidir com a Terra eram demasiado elevados, levando a que o plano fosse abanadonado.

O que na verdade aconteceu foi que em 1969 o norte-americano Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar a Lua.

Vídeo: Mulher faz striptease para subornar polícias que lhe rebocavam o carro


Uma mulher estacionou o Mazda em zona proibida e a polícia acabou por rebocar o veículo. A jovem suplicou para que não lhe levassem o automóvel e fez de tudo para que tal não sucedesse. Até um striptease... Veja o vídeo.

Um reboque, um automóvel em cima, uma mulher a suplicar para que lhe devolvessem o carro e... um striptease. Eis a sinopse de um vídeo surreal, gravado em Tula, na Rússia.

O episódio ocorreu na passada sexta-feira e mostra o empenho da mulher, que usa os equipamentos do reboque para seduzir os polícias.

Colocou-se em posições sensuais, quase despida da cintura para baixo. Dançou, pendurou-se no reboque, subiu para o topo da cabina...

No entanto, a jovem não obteve sucesso e o seu striptease não foi suficiente para comprar a polícia, que levou mesmo o carro.

A mulher, cuja identidade não foi divulgada, foi obrigada a descer do reboque e o carro foi transportado.

O vídeo foi gravado por um grupo de pessoas que assistia à cena e não conseguiu disfarçar as gargalhadas desta situação insólita. Veja as imagens.


Fonte: PTJornal

Índia reconhece personalidade a golfinhos e proíbe delfinários

Índia, golfinhos

O governo da Índia atribuiu aos golfinhos o estatuto de “personalidades que não fazem parte da raça humana”. Desse modo, a Índia tornou-se o primeiro país que reconhece o intelecto e auto compreensão únicos dos representantes deste ramo de mamíferos aquáticos: cetáceos.

A decisão foi anunciada pelo chefe do Ministério do Meio Ambiente e da Floresta da Índia, que proibiu também espetáculos com a utilização de golfinhos que não vivem em liberdade: nos delfinários, aquários, oceanários, etc. Segundo o ministério, os golfinhos “devem ter os seus direitos especiais”.

Os golfinhos são mamíferos com alto nível de intelecto e de organização social. Segundo os últimos estudos, os golfinhos tratam-se pelo nome e podem decorar nomes únicos: sons emitidos por “velhos amigos” e ouvidos por eles uma vez há 20 anos atrás. Antes de fazerem um ano, os golfinhos escolhem para si nomes únicos constituídos por uma série de sinais sonoros complexos.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vídeo: Rio ficou vermelho, cor de sangue, em poucos minutos


Um rio em Wenzhou, na China, ficou vermelho e deixou os moradores perplexos e preocupados. O rio apresenta cor de sangue e tem agora um cheiro estranho. Suspeita-se de uma descarga ilegal, semelhante à que ocorreu em 2011, no rio Jian, em Luoyang, também na China. Veja o vídeo.

Os moradores de uma pequena comunidade rural de Wenzhou, na província de Zhejiang, na região leste da China, relatam que a mudança de cor do rio ocorreu em poucos minutos. A água apresentava-se límpida, mas rapidamente começou a mudar de cor, até ficar vermelha, cor de sangue.

Este não é, no entanto, um caso único. Em 2011, o rio Jian, que atravessa a cidade Luoyang, também na China, ficou com as águas vermelhas.

Depois de uma investigação das autoridades locais, verificou-se que aquele fenómeno resultou de um derrame de corantes vermelhos, feito por uma fábrica ilegal.

Também então os habitantes julgaram tratar-se de sangue.

Os moradores locais relataram, na altura, que aquela não era a primeira vez que as águas do rio mudavam de cor. No anterior, tinham ficado verdes, também por derrames ilegais.

Veja o vídeo do rio de Wenzhou:


Fonte: PTJornal

Os dez conselhos do Papa Francisco para alcançar a felicidade


Numa entrevista à Viva, a revista dominical do diário argentino “Clarín”, o Papa Francisco deu dez dicas para ser feliz. O decálogo da felicidade do Papa já faz furor na Internet. Aqui estão as dicas, explicadas pelo próprio Francisco.

1 – Vive e deixa viver
"Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em linha de conta para explicar a fórmula que diz: 'Vá em frente e deixe as pessoas ir junto'." Vive e deixar viver é o primeiro passo de paz e felicidade.

2 – Dar-se aos outros
"Se alguém estagna, corre o risco de ser egoísta. E água estagnada é a primeira que ser corrompida."

3 – Move-te "remansadamente"
"No [romance] 'Don Segundo Sombra' há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; em adulto era um rio que andava para a frente e que na velhice se sentia em movimento, mas remansado. Eu utilizaria esta imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjectivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro."

4 – Brincar com as crianças
“O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e os jogos com as crianças. Agora confesso pouco, mas em Buenos Aires confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo"..

5 – Partilhar os domingos com a família
"No outro dia, em Campobasso, fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para laborar. O domingo é para a família".

6 – Ajudar os jovens a conseguir um emprego digno
"Temos de ser criativos com esta franja. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. No outro dia li, mas não me fio porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens dos 25 anos abaixo desocupados. Não chega dar-lhes comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, electricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa".

7 – Cuidar da Natureza
"Há que cuidar da criação e não o estamos a fazer. É um dos desafios maiores que temos.”

8 – Esquecer-se rapidamente do negativo
“A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa auto-estima. É como dizer ‘sinto-me tão em baixo que em vez de subir baixo o outro’. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.

9 – Respeitar quem pensa de maneira diferente
"“Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu dialogo contigo para te convencer'. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atracção, não por proselitismo".

10 – Procurar activamente a paz
"Estamos a viver uma época de muita guerra. Em África parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz activa".

Vídeo: Aterragem de emergência na praia mata homem que passeava junto ao mar


Uma aterragem de emergência provocou a morte a um homem que passeava junto ao mar. O incidente ocorreu neste domingo, numa praia de Venice, na Florida. Uma menina de 9 anos, filha da vítima, ficou ferida com gravidade. Veja o vídeo.

Pai e filha passeavam junto ao mar, numa praia da Florida, neste domingo, quando foram surpreendidos por uma avioneta, que fazia uma aterragem de emergência.

O piloto de um Piper Cherokee 1972 foi obrigado a usar a areia da praia como pista e atingiu um homem, que não sobreviveu, e uma criança, que ficou gravemente ferida.

O piloto e o passageiro que seguiam a bordo da avioneta escaparam quase ilesos, segundo relato de uma mulher, testemunha do acidente.

A menina foi transportada de helicóptero para um hospital local, em estado crítico.

Há ainda registo de um sinal de emergência, enviado pelo piloto, antes de tentar aterrar o aparelho na praia, segundo adianta o Gabinete do Xerife do Condado de Sarasota.

As autoridades estão a investigar o incidente, mas as primeiras conclusões não deixam margem para dúvida: o piloto não tomou as devidas precauções na salvaguarda da segurança de pessoas que circulavam num espaço público.

A avaria que obrigou a esta aterragem de emergência pode estar na origem do descontrolo do aparelho. As condições climatéricas podem ter estado na origem do acidente. Recorde-se que neste domingo, numa praia de Venice, um raio atingiu um grupo de pessoas, provocando um morto.

Veja o vídeo:


Fonte: PTJornal

Astrofísicos irão procurar extraterrestres analisando poluição

espaço, extraterrestres, cientistas

Os astrofísicos norte-americanos propuseram uma nova maneira de procurar vida extraterrestre, analisando rastro de poluição no espaço.

Os especialistas pretendem buscar uma vida altamente organizada em outros planetas, analisando a poluição industrial na forma de clorofluorocarbonos, caso a concentração destes compostos na atmosfera seja 10 vezes maior do que na Terra.

Os cientistas afirmam que se, no espaço existirem outras civilizações, eles podem criar determinadas condições no seu planeta como as que, na Terra, levam ao efeito estufa.

Na China foram encontrados enormes insetos aquáticos


O maior inseto aquático voador do mundo foi descoberto na província chinesa de Sichuan. Insetos estranhos, semelhantes a libelula com dentes compridos, foram trazidos para o Museu dos Insetos da China Ocidental pelos habitantes do arredores da cidade de Chengdu.




Depois de estudarem alguns seres com longos tentáculos terríveis, os cientistas concluíram que os insetos capturados são machos de coridal gigante que habita na China e no Vietnã. Porém, as medidas dos coridales de Chengdu puseram os cientistas em estado de choque. A largura das asas do maior dos insetos atingiu 21 cm. As asas dos insetos descobertos são tão grandes que facilmente cobrem o rosto de um adulto.



Os coridales gigantes podem ajudar os cientistas a definir a qualidade da água. Esses insetos gigantes são sensíveis à poluição dos lagos, por isso a sua migração pode ser um testemunho de problemas significativos com a qualidade da água no seu habitat.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Uma potente tempestade solar em 2012 quase causou uma catástrofe na Terra

© NASA

Há dois anos, uma forte tempestade solar passou perto da Terra e era poderosa o suficiente para "devolver a civilização moderna ao século XVIII" em caso de colisão com nosso planeta, informou a Nasa.

De acordo com a agência espacial dos EUA , a tempestade, que passou perto da órbita da Terra em 23 de julho de 2012, foi a mais forte dos últimos 150 anos. 

Em 1859, registou-se um fenómeno semelhante que destruiu o sistema de telégrafo nos EUA.
Se a erupção tivesse ocorrido uma semana antes, a Terra estaria no caminho da tempestade, e como resultado, "nós ainda estavamos recolhendo os pedaços ", disse o físico Daniel Baker, da Universidade do Colorado. 

Ao invés disso, a tempestade atingiu a nave espacial STEREO-A, um observatório solar equipado "para medir parâmetros de tais eventos", disse a Nasa .

De acordo com a agência espacial, a tempestade poderia ter causado quedas de energia generalizadas e danificado qualquer dispositivo conectado a uma tomada de energia, e a destruição de satélites espaciais. 

"A maioria das pessoas nem sequer seriam capazes de limpar o seu banheiro, porque o abastecimento de água urbanos dependem fortemente de bombas elétricas", acrescentou. Baker, por sua vez, está "mais convencido que nunca a Terra e seus habitantes foram incrivelmente afortunados da erupção de 2012 ocorrida naquele preciso momento ", porque se tivesse acontecido uma semana antes, o nosso planeta " estava na linha de fogo. " 

Anteriormente o físico Pete Riley publicou outro estudo e concluiu que há uma chance de 12% de uma tempestade solar como a de 1859 atingir o nosso planeta nos próximos 10 anos. 


Tradução Google

Fonte: Rússia Today

Estudo sugere que todos os dinossauros tinham penas

Imagem revelada pela BBC
Imagem revelada pela BBC
Fotografia © BBC News
Um estudo sugere que todos os dinossauros, extintos há milhões de anos, tinham penas ou tendência para as terem. A descoberta de fósseis de Kulindadromeus zabaikalicus com 150 milhões de anos de idade, na Sibéria, indica que as penas eram muito mais comuns entre os dinossauros do que se pensava.

O responsável pelas pesquisas realizadas, Pascal Godefroit do Instituto Belga de Ciências Naturais, disse à BBC que a descoberta "mudou completamente a nossa visão dos dinossauros". Os detalhes foram publicados na revista Science.

A criatura, chamada Kulindadromeus zabaikalicus, tinha cerca de um metro de comprimento, um focinho curto, patas traseiras longas, braços curtos e cinco dedos fortes. Os seus dentes mostram indícios claros de que mastigava plantas.

Até agora existiam algumas evidências de dinossauros com penas em fósseis, pertencentes a dois grupos distintos, encontrados na China e na Rússia. Descobertas que sugerem que o antecessor deste tipo de espécies já teria existido há 220 milhões de anos e teria penas.

Segundo o professor Mike Benton, da Universidade de Bristol, a "pesquisa não significa que todos os dinossauros tivessem penas, especialmente os adultos", disse à BBC. "Alguns tiveram penas enquanto ainda eram pequenos e mantiveram-nas ao longo das suas vidas. Outros podem-nas ter perdido quando cresceram, tornando-se demasiado grandes para precisar delas...".

No entanto, Paul Barrett, do Museu de História Natural, em Londres, tem dúvidas. Conforme explicou à BBC, "a maior parte das penas tem uma estrutura ramificada". "Em vez disso, isto (o fóssil descoberto) parece surgir de uma placa central. Nenhum pássaro tem essa estrutura em qualquer parte da sua plumagem e nenhum dos modelos de desenvolvimento que os biólogos usam para entender a evolução das penas inclui um estágio que tem qualquer coisa como esse tipo de anatomia ".

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