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A descoberta é de grande interesse, porque pode abrir portas à extração de gelo subterrâneo do satélite natural da Terra.
Poços descobertos na passada quarta-feira dentro de uma cratera perto do Pólo Norte da Lua poderiam ser cruciais para a criação de uma colónia humana na superfície lunar, de acordo com as últimas investigações.
A nova descoberta feita no solo da cratera Philolaus é de grande interesse, não apenas por ser recente, já que permitiria estudos sobre a evolução recente da Lua, mas também porque pode abrir portas à extração de gelo subterrâneo lunar a futuros exploradores, que poderiam abastecer-se com água, avança a RT.
Cientistas do Instituto SETI e do Instituto Mars, organizações sem fins lucrativos que investigam as origens da vida no universo, estão a explorar a teoria de que os poços lunares são, na verdade, entradas para uma rede subterrânea de tubos de lava.
No interior, a equipa acredita que há grandes depósitos de gelo, que os futuros exploradores poderiam um dia extrair em vez de ter que cavar através da superfície da Lua.
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Possible Lava Tube Skylights Discovered Near the North Pole of the Moon - small pits in a large crater near the North Pole of the Moon, which may be entrances to an underground network of lava tubes | @pascalleetweets https://buff.ly/2Do98b1
As imagens de maior resolução não permitem que os poços se identifiquem como “clarabóias” de tubos de lava com uma 100% de certezas, mas estamos a considerar o seu tamanho, forma, condições de iluminação e configuração geológica“, explicou Pascal Lee, cientista planetário do SETI e Instituto Mars, sobre as imagens recentemente publicadas.
Durante a investigação, os cientistas descobriram que muitos dos poços estão localizados ao largo de um caminho de canais subterrâneos, conhecidos como riscas curvas, que atravessam o solo da cratera, túneis que se acredita terem sido formadas durante antigos fluxos de lava basáltica.
Lee espera que uma exploração mais profunda possa ajudar a verificar se estes poços são verdadeiras clarabóias de lava e se realmente contêm gelo. “É uma possibilidade emocionante que uma nova geração de astronautas de espeleologia ou robôs espeleólogos poderiam ajudar a resolver”, comenta o perito.
“A descoberta é apaixonante e oportuna, já que nos estamos a preparar para voltar à Lua. Também nos lembra que a nossa exploração dos planetas não se limita à sua superfície, mas que deve estender-se aos seus misteriosos interiores”, comenta Bill Diamond, presidente do Instituto SETI.
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