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terça-feira, 16 de junho de 2020

Vulcão das Sete Cidades é dos mais perigosos dos Açores


Em cenário de explosão do vulcão das Sete Cidades Ponta Delgada fica coberta com um metro de detritos

É considerado um dos vulcões mais perigosos dos Açores, embora historicamente não se registe nenhuma erupção em terra desde o século XV, e por isso seja considerado adormecido. O vulcão das Sete Cidades foi o último vulcão mais activo nos últimos 5 mil anos, com pelo menos 17 erupções explosivas traquíticas, algumas das quais subplinianas, que ocorreram dentro da caldeira do cume, o que o torna o vulcão central mais activo do arquipélago nesse intervalo de tempo. É por isso que o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado já que em alguns cenários e consoante o vento, os piroclastos originários de uma erupção podem chegar a Ponta Delgada que ficaria coberta com um metro destes fragmentos. 

O alerta consta de um artigo científico, publicado em Maio de 2019 e agora incluído no volume especial da revista científica “Frontiers in Eath Science” que é dedicado a vulcões de ilhas oceânicas “Ocean Island Volcanoes: Genesis, Evolution and Impact” [Vulcões de ilhas oceânicas: origem, evolução e impacto], que teve a coordenação editorial do investigador Adriano Pimentel, do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) e do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR) da Universidade dos Açores.

O artigo científico intitulado “Biased Volcanic Hazard Assessment Due to Incomplete Eruption Records on Ocean Islands: An Example of Sete Cidades Volcano, Azores” [Avaliação de risco vulcânico parcial devido a registos incompletos de erupção nas ilhas do oceano: um exemplo do vulcão das Sete Cidades, Açores] é da responsabilidade de Ulrich Kueppers, da Universidade de Munique na Alemanha, Adriano Pimentel, do CIVISA e do IVAR, Ben Ellis, da Universidade de Zurique, na Suíça, Francesca Forni, da Universidade de Zurique, na Suíça, Julia Neukampf, da Universidade de Zurique, na Suíça, José Pacheco, do IVAR, Diego Perugini, da Universidade de Perugia, em Itália, e Gabriela Queiroz, do CIVISA. 

De acordo com o artigo científico, com base em mapas, os investigadores reconstruíram os parâmetros da fonte eruptiva de três erupções intra-caldeira recentes no vulcão das Sete Cidades e modelaram a dispersão de piroclastos para avaliação de riscos associados. 
Os modelos mostram que há “uma alta probabilidade” que erupções explosivas afectem o terço ocidental da ilha de São Miguel bem como a parte central da ilha. 

Simulações de queda de piroclastos

Foi usado um modelo de queda de piroclastos para reconstruir a dispersão e a espessura do depósito de queda de pedra-pomes na Formação de Santa Bárbara. O modelo assume que o transporte de partículas é controlado pelo efeito do vento; devido à turbulência atmosférica e pela velocidade de assentamento das partículas. Três cenários de queda de piroclastos foram simulados para obter os parâmetros da fonte eruptiva, as condições do vento e produzir mapas de risco vulcânico. Todos os três cenários assumem uma localização de ventilação única no centro da caldeira das Sete Cidades actualmente. 

Três cenários

O primeiro cenário assume uma pequena erupção subpliniana com ventos a soprar de Oeste-Sudoeste, com 0,19 quilómetros de pedra-pomes a cair de uma coluna de 12 mil metros de altura e a cobrir a zona Nordeste, entre João Bom e Capelas, com um depósito de até três metros de espessura. Neste primeiro cenário, a maior parte do material expelido vai ser depositado no oceano e dependendo do vento, onda e correntes, grandes quantidades de pedras-pomes podem permanecer à tona por semanas a meses o que afectará severamente - se não parar - operações marítimas ao longo da costa norte de São Miguel e tornar portos de pesca (como Rabo de Peixe) não operacionais. As cinzas vulcânicas fechariam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o fecho parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego entre ilhas. A nuvem de cinzas pode chegar à Europa. Neste cenário, a parte central e oriental de São Miguel não é afectada pela queda de piroclastos e provavelmente pode servir como área de retiro em caso de evacuação.

O cenário dois é responsável por uma maior erupção subpliniana com ventos soprando de Sudoeste a menor altitude e de Oeste-Noroeste a altitude mais alta. Expelindo aproximadamente 42% mais piroclastos, com uma coluna de erupção a 17.000 metros de altura. Espera-se que os depósitos se estendam mais a Oeste até aos Mosteiros e cubram a maior parte das áreas ao longo da costa norte de São Miguel (nomeadamente Capelas, Rabo de Peixe, Ribeira Grande, Porto Formoso e Maia) com 10 a 25 centímetros de piroclastos. Como a área directamente afectada é substancialmente maior e compreende aproximadamente metade da ilha de São Miguel, o movimento humano será afectado cortando a estrada principal ao longo da costa Norte. O depósito de pedra-pomes pode provavelmente ter um impacto severo nas duas centrais geotérmicas localizadas na encosta norte do vulcão do Fogo. Afectaria as operações marítimas, as cinzas vulcânicas interromperiam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o encerramento parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego das ilhas. Neste cenário, a parte sul de São Miguel não é afectada e pode servir como área de retiro em caso de evacuação da costa norte. 

O terceiro cenário baseia-se numa erupção hipotética futura, com os mesmos parâmetros de origem eruptiva do cenário dois, com condições de vento a soprar em direcção a Ponta Delgada. Os parâmetros da fonte eruptiva (volume de erupção 0,27 quilómetros e altura da coluna 17.000 metros) sugerem que mais de 100 mil pessoas vivem em áreas que podem ser afectadas por até um metro de piroclastos em queda, incluindo Ponta Delgada (com Fajã de Cima, Fajã de Baixo e São Roque) e Lagoa. Esta espessura de piroclastos é suficiente para causar o colapso de quase todos os edifícios, incluindo construções modernas reforçadas com cimento. Neste cenário, aponta o estudo, o aeroporto, o principal porto e infra-estruturas críticas, como o hospital não estarão operacionais, impedindo medidas de evacuação ou chegada de bens de primeiros socorros. Em constante direcção e intensidade do vento, a nuvem de cinzas alcançaria a Madeira e Canárias dentro de 1 ou 2 dias e afectariam o tráfego aéreo para essas ilhas, no Norte da África e entre a Europa e América do Sul.

Conclusões

Desta forma o estudo refere que o potencial risco vulcânico do vulcão das Sete Cidades “não deve ser subestimado e a probabilidade de futuras erupções explosivas não deve ser ignorada”. Este trabalho representa uma primeira tentativa de realizar uma avaliação realista do impacto de uma grande erupção explosiva do vulcão das Sete Cidades na ilha de São Miguel, podendo as informações obtidas no estudo ser adoptadas como características da avaliação de risco para outras ilhas oceânicas vulcânicas propensas a erupções explosivas. 

Em jeito de conclusão, os investigadores referem que os dois primeiros cenários mostraram a forte influência do vento na dispersão dos piroclastos. Sendo que os parâmetros restritos da fonte eruptiva foram usados para prever um terceiro cenário, assumindo o vento soprando em direcção à capital da ilha. Nesse pior, mas plausível cenário, a cidade de Ponta Delgada (incluindo o principal porto, hospital e aeroporto) e as comunidades vizinhas seriam afectadas por até um metro de piroclastos.

Os investigadores referem que embora o vulcão das Sete Cidades não tenha entrado em erupção nos tempos históricos, o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado. Cenários piores, como o considerado no cenário três, precisam de ser incluídos em abordagens holísticas da avaliação de risco vulcânico em ilhas vulcânicas activas. 

Carla Dias

terça-feira, 9 de junho de 2020

NASA alerta para aproximação de mais 5 asteroides à Terra


A NASA advertiu sobre uma nova série de cinco asteroides que se aproximam da Terra esta semana, e recordou sobre a necessidade de desenvolver sistemas de defesa planetária contra estes corpos celestes.

O evento começou com dois asteroides, o 2013 XA22 e o 2020 KZ3, de 94 e 20 metros respectivamente, que passaram próximo de nosso planeta esta segunda-feira (8), a distâncias de 2,9 milhões e 1,2 milhão de quilómetros, conforme a agência espacial norte-americana.

A distância média entre a Terra e a Lua é de 385 mil quilómetros, pelo que o 2020 KZ3 não representa qualquer ameaça para o nosso planeta.

O próximo, 2020 KY, que mede 20 metros de diâmetro, surgirá esta quarta-feira (10) e passará a uma distância segura de 6,6 milhões de quilómetros.

Ele será seguido por outro asteroide de tamanho semelhante, que se aproximará a 5,8 milhões de quilómetros na quinta-feira (11). No mesmo dia, outro asteroide de 18 metros passará a uma distância de 3,7 milhões de quilómetros.

Embora nenhum dos cinco asteroides represente perigo, eles ainda podem ser considerados preocupantes, já que quatro deles foram detectados apenas em meados do mês passado, de maneira que, caso fossem uma ameaça à Terra, a Humanidade teria muito pouco tempo para se preparar para evitar o impacto ou desviá-los.

É a segunda semana consecutiva que ao menos cinco asteroides passam próximo da Terra, algo que recorda a ameaça potencial que estes objectos representam para a Terra, assim como a necessidade de desenvolver um sistema de aviso prévio.

Fonte: Sputnik News

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vários navios detectam que estão navegando em círculos, incapazes de seguir seu curso: a que se deve o fenómeno?


O incidente foi registado a 31 de maio nas águas do Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Os oficiais da marinha que estavam a bordo do petroleiro Willowy observaram um fenómeno estranho a 31 de maio, enquanto navegavam nas águas do Oceano Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo (África do Sul). Nas primeiras horas daquele dia, eles detectaram que o barco e quatro outros na área navegavam em círculos , incapazes de seguir o curso estabelecido.

Depois de perceber a situação, a tripulação inicialmente acreditou que a causa de sua estranha navegação poderia ser das fortes correntes, que talvez fossem impostas aos navios. No entanto, essa teoria foi esquecida, uma vez que não havia tais correntes na área.

Eles então recordaram casos semelhantes ocorridos nas águas do Mar da China Meridional e no Estreito de Ormuz, atribuídos à suposta manipulação sistemática do GPS, realizada para minar o sistema de rastreio que todos os navios comerciais devem usar por normas de direito internacional, recolha Sky News. Essa tecnologia, conhecida como AIS (Sistema de Identificação Automatizada), transmite identificadores exclusivos para cada embarcação para outras embarcações próximas, incluindo sua localização GPS, rumo e velocidade.

Mas como o Willowy estava muito longe dessas áreas, essas opções também não eram viáveis.

Qual é a verdadeira resposta?

Além disso, a Agência Espacial Europeia detectou que o campo magnético da Terra está enfraquecendo, especialmente numa grande região que se estende da África à América do Sul e é denominada Anomalia do Atlântico Sul. Além disso, nos últimos cinco anos, um segundo centro de intensidade mínima se desenvolveu no sudoeste da África, muito perto de onde o Willowy estava navegando. Especula-se que este seja um sinal de que a Terra está caminhando para uma inversão de pólos, na qual os pólos magnéticos norte e sul se alternam.

Tal anomalia poderia fazer com que os navios cujo curso é definido por bússolas simples ou magnéticas navegassem em círculos sem sequer perceber. Mas barcos como o Willowy usam o giroscópio, capaz de encontrar o norte verdadeiro pela gravidade e o eixo de rotação da Terra, em vez do norte magnético, e assim identificar o curso do navio. No entanto, se esse instrumento falhar , poderá causar o mesmo problema que o navio-tanque estava enfrentando.

A tripulação transmitiu pelo rádio por ajuda de oficiais da empresa em terra e foi determinado que o giroscópio primário do navio estava com defeito. Após a detecção, ele conseguiu retomar seu curso original depois de usar o giroscópio secundário em conjunto com uma bússola magnética.

A empresa proprietária do navio descreveu a falha como "um colapso acidental" e disse que "o reparo será realizado no próximo porto, onde os técnicos em terra identificarão a causa".

Fonte: RT

segunda-feira, 18 de maio de 2020

É altura de levar o tema dos OVNIs a sério? Este conceituado professor pensa que sim


Os três vídeos que mostram objetos voadores não identificados, cuja autenticidade o Pentágono confirmou no final do mês passado, são inquietantes. Alexander Wendt, um reputado professor de ciência política norte-americano, acredita que é altura de acabar com o tabu e estudar a fundo o assunto

São três videos datados de 2013 e 2014 que já circulavam há anos, mas que só foram libertados oficialmente pelo Pentágono a 27 de Abril passado, num relatório que confirmou a sua autenticidade. Com o mundo embrenhado numa pandemia, o tema passou relativamente despercebido. Mas neste documento são detalhados três encontros de aviões militares norte-americanos com o que é designado de “fenómenos aéreos não identificados”. O relatório descreve as aeronaves não identificadas avistadas, identificando-as como pequenos “sistemas aéreos não tripulados”. Durante um dos incidentes, o avião americano passou a 300 metros de distância do objeto, mas foi incapaz de determinar a identidade da aeronave. Noutro encontro, o piloto da Marinha disse que esse objeto tinha cerca de 2,5 metros de largura e estava pintado de branco. Um dos vídeos mostra uma aeronave que tem um voo rápido e irregular, em ziguezague.


Segundo o New York Times já tinha escrito, o Pentágono gastou 22 milhões de dólares constituindo uma equipa para um programa secreto que visava estudar estes avistamentos e que se prolongou entre 2007 e 2012. “Há evidências que talvez nós não estamos sozinhos”, disse depois Luiz Elizondo, que liderou a investigação, disse à CNN em 2017. “Essas aeronaves mostram características que nem os Estados Unidos nem outros países possuem em seus inventários”, afirmou.

Neste relatório agora libertado pelo pentágono, nunca se menciona que os objetos possam ser de origem extraterrestre. E coloca-se como hipótese mais consistente que sejam apenas artefactos secretos criados para a espionagem pela Rússia ou pela China.

Alexander Wendt (DR)

Porém, nem todos pensam assim.

Alexander Wendt é uma das vozes que dizem que é preciso estudar o tema a fundo sem excluir quaisquer hipóteses. Wendt é alma mater da Universidade do Minesota e professor universitário em Ohio, depois de ter passado por Yale e Universidade de Chicago, e é um dos principais académicos no campo das relações internacionais, área onde é um precursor da escola do construtivismo e da teoria social da política internacional.

Há anos que Wendt se dedica, paralelamente à sua carreira académica, ao estudo dos OVNIs, que diz condenado a ser um tema tabu profundamente enraizado nas áreas científicas e académicas, em relação ao qual há um embargo de pesquisa. Em 2008 publicou um artigo que até hoje se mantém atual, chamado “Soberania e OVNIs ”, onde explana esta teoria, que reafirmou novamente numa palestra da Ted-X Columbus no final do ano passado que correu mundo. Nesta palestra, Wendt arranca precisamente com os três vídeos cuja autenticidade foi agora confirmada pelo pentágono.


“A primeira responsabilidade dos académicos é dizer a verdade. E a verdade é que não temos ideia do que são os Ovnis, e ninguém em posição de poder ou autoridade está a tentar descobrir. Isso deveria surpreender e perturbar todos nós ”, afirma. Como o estado moderno é antropocêntrico, há quem entenda que a soberania do estado pode estar em causa se forem encontradas outras formas de vida que não sejam terrestres, defende.

Numa entrevista que deu agora à Vox, Wendt sublinha que a conspiração de silêncio persiste, mesmod epois da confirmação oficial dos vídeos. “Embora a Marinha agora diga: “Ei, temos OVNIs em filme, aqui estão eles”, os cientistas ainda não vão estudá-los. Parece haver algo que impede a comunidade científica de se centrar neste fenómeno, mesmo que qualquer outra coisa tão remotamente interessante possa gerar dinheiro ilimitado para pesquisa”, acusa.

Diz que recebeu “muitos emails de cientistas individuais em resposta à palestra no TEDx. “Todos disseram a mesma coisa, ou seja, “Obrigado, gostaríamos de poder estudar isso, mas não podemos, porque nossas vidas dependem de receber doações do governo e de outros institutos de investigação. Se se alguém começa a assustar-se porque estão interessados ​​em OVNIs, boom, não recebem um centavo e suas carreiras estarão no charco”, conta.

Sobre a questão de fundo, ou seja, se existe vida-extraterrestre, diz: “ Certamente acredito que é muito provável que exista vida extraterrestre em algum lugar do universo, e suspeito que até a maioria dos cientistas possa concordar com isso agora”. E acrescenta: “Acho que as chances são altas o suficiente para que devamos investigá-lo. É simples.”

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Asteróide passa com segurança pela Terra - mas mais 13 rochas espaciais passarão por nós esta semana


De acordo com a NASA, durante a passagem de hoje, o asteróide estava viajando a velocidades impressionantes de 19.438 milhas / hora - cerca de 9,5 vezes mais rápido que uma bala

Hoje de manhã, um enorme asteróide com mais de um quilómetro de largura passou com segurança pelo nosso planeta.

O asteróide, chamado de 52768 (1998 OR2), fez a sua aproximação mais próxima da Terra por volta das 10:56 BST de hoje, quando estava a cerca de 6,3 milhões de quilómetros da Terra.

Embora isso possa parecer distante, na verdade é classificado como uma "abordagem próxima" pela NASA .

Estima-se que o enorme asteróide tenha entre 1,8 km - 4,1 km de diâmetro. No final dessa estimativa, sugere que o asteroide pode ter até cinco vezes o tamanho do maior prédio do mundo, o Burj Khalifa!

Durante a passagem de hoje, o asteróide estava viajando a velocidades espantosas de 19.438 milhas / hora - cerca de 9,5 vezes mais rápido que uma bala!

Embora este asteróide não tenha chegado perto da Terra, a NASA não descartou as chances de uma colisão de asteróides num futuro próximo.

A NASA descobre cerca de 30 novos 'objectos próximos à Terra' (NEOs) todas semanas e, no início de 2019, havia descoberto um total de mais de 19.000 objectos.

No entanto, a agência espacial avisou que seu catálogo NEO não está completo, o que significa que um impacto imprevisível pode ocorrer a qualquer momento.

A NASA explicou: “Os especialistas estimam que o impacto de um objecto do tamanho daquele que explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013 - com aproximadamente 17 metros de tamanho - ocorre uma ou duas vezes por século.

“Os impactos de objectos maiores devem ser bem menos frequentes (na escala de séculos a milénios).

"No entanto, dada a actual incompletude do catálogo NEO, um impacto imprevisível - como o evento de Chelyabinsk - pode ocorrer a qualquer momento."

Asteróides regularmente fazem aproximações próximas da Terra. Defacto, a NASA revelou que mais dois asteróides passarão por nosso planeta hoje - embora sejam muito menores que 52768 (1998 OR2).

Aqui está uma lista dos próximos asteróides que passarão pelo nosso planeta esta semana.

Passagens de asteróides esta semana

Asteróide (2020 HK6) - 29 de abril às 12:57 BST

Asteróide (2020 HW2) - 29 de abril às 13:23 BST

Asteróide (2020 HO3) - 30 de abril às 03:07 BST

Asteróide (2020 GY2) - 30 de abril às 04:45 BST

Asteróide (2020 HB3) - 30 de abril às 05:08 BST

Asteróide (2020 HK3) - 01 de maio às 02:05 BST

Asteróide (2020 HF4) - 01 de maio às 10:50 BST

Asteróide (2020 DM4) - 01 de maio às 11:05 BST

Asteróide (2020 HU2) - 01 de maio às 17:36 BST

Asteróide (2020 HR6) - 02 de maio às 00:34 BST

Asteróide (2020 HZ4) - 2 de maio às 19:55 BST

Asteróide (2020 HN5) - 03 de maio 03:21 BST

Asteróide (2020 HL1) - 03 de maio às 12:59 BST

Fonte: Mirror

Meteorito avistado no céu ibérico afinal era um foguetão russo a desintegrar-se


Foi notícia em vários meios de comunicação e partilharam-se as imagens pela Internet, em Portugal e também na vizinha Espanha. Uma bola de fogo que cruzava os céus e que parecia um meteorito a entrar pela atmosfera, na madrugada da passada terça-feira. Seria um astro, um avião, não, era mesmo um foguetão russo a explodir, após ter transportado material para a International Space Station (ISS).

Esta visão rara, foi vista pelas 5h45 da madrugada, à passagem pelo concelho de Ourém, no sentido Lisboa-Porto e, posteriormente foi notícia a desintegrar-se nos céus da Galiza.

Falamos-lhe aqui há dias da oficialização de filmagens de OVNIs, pelo Pentágono, um asteroide que passou pela vizinhança da Terra e, desta vez, foi um objeto de fabrico humano. As imagens raras, fantásticas numa madrugada pelos céus ibéricos, eram um foguetão russo a explodir, após ter transportado material para a ISS.

Foguetão russo é avistado a explodir no céu ibérico

O professor de Astronomia da Universidade de Santiago de Compostela e diretor do Observatório Ramón Aller referiu tratar-se da reentrada na atmosfera de um foguetão Soyuz. Este havia sido enviado a semana passada, do Cazaquistão, para a ISS, com mantimentos.

O professor referiu que o fenómeno pôde ser visto às 6h45 desta terça-feira, nas cidades galegas, nas quais o céu estava limpo.

Na Corunha viu-se a passar de nordeste para sudoeste, em direção ao oceano.

Contou o professor.

Em Portugal, o fenómeno foi visível às 5h45 de terça-feira, no concelho de Ourém:

Um engenho comum com um final não tão comum

Este tipo de foguetes, enviados para pequenas missões, são colocados à deriva, quando completam o seu afazer. Depois, vão descendo gradualmente até serem destruídos no momento em que se aproximam das camadas inferiores da atmosfera. Segundo o que foi explicado, não é comum serem vistos este tipo de fenómenos pelos céus ibéricos. Ademais, o último caso semelhante aconteceu em 2001, aquando a reentrada de foguetões na atmosfera.

Acrescenta ainda que estava prevista a possível reentrada do foguetão Soyuz, mas este tipo de fenómeno caracteriza-se por ser um pouco incerto, na hora da queda. Além disso, os foguetões estão normalmente programados para cair em direção aos oceanos.

Apesar de ter havido alturas em que as peças dos foguetões eram de tal forma pesadas que chegavam ao chão, o professor garante que este género de fenómeno não costuma implicar perigos, uma vez que os foguetões são feitos de um material que, à partida, se destrói no contacto com a atmosfera.




Fonte: Pplware

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Saiam da frente! Avioneta aterra em auto-estrada no Quebec


Qual seria a sua reacção se visse uma avioneta a aterrar à sua frente numa auto-estrada?

Foi que sucedeu esta quinta-feira de manhã na A40, nos arredores da cidade do Quebec.

O piloto viu-se obrigado a aterrar o seu Cessna Piper PA-28 naquela via canadiana, depois de aperceber-se de problemas mecânicos provocado por uma deficiência no carburador.

"O motor não parou por completo mas estava a trabalhar muito mal", explicou o piloto. "Tentei regressar ao aeroporto mas já não foi possível. Aterrei na auto-estrada; não tive escolha!".

As autoridades policiais, já alertadas pela torre de controlo do aeroporto, chegaram minutos depois ao local mas apenas tiveram de preocupar-se em remover a avioneta do local.

Fonte: Aquela Maquina


Fonte: Youtube

quarta-feira, 8 de abril de 2020

O meteorito explodiu esta tarde sobre as planícies de Tiroler?


Foi pouco antes das 16 horas quando um estrondo e uma onda de choque foram sentidas no solo. Logo depois, as primeiras mensagens no Facebook de usuários preocupados e surpresos.

“Era apenas uma estrela cadente em plena luz do dia?”, Perguntou um usuário por um momento após a estranha aparência do céu, que causou um estrondo alto e até portas vibraram na Baixa Schranne, de Ebbs a Kaiserwinkl. 

Centenas de usuários agora têm na página do Facebook “ Sturm und Gewitterjagd Tirol & International Relatado pela sua experiência. 

Quanto mais a oeste, onde se ouviu menos o estrondo. O suposto meteorito foi visto na Suíça. 

"No Walchsee, era extremamente fácil ouvir", diz um usuário. "

Também em Kirchberg in Tirol", outro. No Ebbs, várias pessoas ouviram o estrondo alto e uma vibração que foi seguida por uma explosão. 

Alguns acreditaram numa explosão, mas ela continuou por muito tempo. 

Um Kufsteiner relata: "Primeiro vimos algo como uma labareda passando por nós e depois ouvimos algo como um trovão". 

Acredita-se que um meteorito explodiu quando entrou na atmosfera, criando uma onda de choque que foi sentida no solo. Um espectáculo celestial que você raramente vê.

Ler mais AQUI

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Vídeo mostra tamanho dos asteroides em comparação com o planeta Terra


Quando falamos num asteroide que se aproxima da Terra, por vezes não temos noção do impacto que este poderia causar se o seu alvo fosse o nosso planeta. Na verdade, temos pouca, ou nenhuma noção do tamanho destas rochas que vagueiam no Universo e que de vez em quando passam por cá.

Num exercício muito interessante de escala, um criativo desenvolveu um vídeo com as comparações em termos de tamanho de cada um dos mais perigosos asteroides que temos debaixo de olho.

Há uma lista de notáveis asteroides que viajam pelo nosso Sistema Solar. Assim, para que possamos entender o significado de “asteroide” convém explicar que significa corpo menor que não ultrapassa (para fora) a órbita de Júpiter. Esta lista inclui o planeta anão Ceres.

Rochas maiores a partir do seu diâmetro

Atualmente, mesmo com alta tecnologia, ainda não é fácil estimar os tamanhos dos asteroides a partir das observações. Estes têm formas irregulares, albedos que variam (refletividade), e pequenos diâmetros angulares. Por exemplo, os asteroides tipo C puros são muito mais escuros do que a maioria.

Os asteroides com apenas um ou dois eixos medidos podem ter um diâmetro falsamente inflacionado na sua média geométrica. O asteroide 16 Psique tem um diâmetro do IRAS de 253 km, mas a sua recente e precisa média geométrica é de apenas 186 km.


Álvaro Gracia Montoya, desenvolveu um trabalho muito interessante. Oferece-nos uma oportunidade para entendermos o valor dos asteroides do ponto de vista do seu tamanho. Em pouco menos de três minutos, o vídeo faz uma interessante viagem por dezenas de corpos celestes comparando-os a coisas tão “próximas” como um ser humano, um camião ou a cidade de Nova York.

Os valores em diâmetro é aproximado. Há medições que podem ter um valor ligeiramente diferente, tendo em conta o que foi referido atrás. Mas a perspetiva já nos permite visualizar o que anda lá por fora a vaguear.

Asteroides conhecidos e outros “íntimos”

Na comparação, foram utilizados vários asteroides que conhecemos. Uns melhores que outros, mas todos eles estavam, ou ainda estão debaixo de olho. Por exemplo, foi escolhido o “2008 TC3”, um meteorito de quatro ou cinco metros que entrou na atmosfera no dia 7 de outubro de 2008 e explodiu sobre o Sudão causando a energia de um quilotonelada de TNT. No fim desta lista aparece Ceres, o maior objeto da cintura de asteroides, que tem entre 945 e 952 quilómetros de diâmetro.

Comparações que nos permitem entender como o que fazemos é pequeno, à escala do Universo. Reparem que, a rocha Apophis, ali comparada com a Torre Eiffel, foi um daqueles asteroides que causou um breve período de preocupação em dezembro de 2004. Isto porque as observações iniciais indicavam uma probabilidade pequena (até 2,7%) de que ele poderia atingir a Terra em 2029 (e depois em 2036). Posteriormente, os cálculos foram feitos com mais precisão e chegaram à realidade que este não tinha em data alguma, a Terra como rota de colisão.


Fonte: Pplware

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Navio deu à costa após andar mais de um ano à deriva


Um navio de carga que, durante mais de um ano, navegou à deriva entre os continentes americano, africano e europeu deu à costa numa vila piscatória da Irlanda, durante a tempestade Dennis.

O "MV Alta", de 77 metros de comprimento, tinha sido sequestrado em setembro de 2018 de um porto na Guiana, na América do Sul, numa altura em que a sua tripulação fora já resgatada e encaminhada para Porto Rico, devido a uma avaria na embarcação.

Segundo o jornal britânico "The Guardian", o "MV Alta" foi construído em 1976, tinha pavilhão da Tanzânia e, depois de ter mudado de proprietário em 2017, navegava entre a Grécia e o Haiti quando avariou a 2220 quilómetros a sudeste das ilhas caribenhas das Bermudas. Após a retirada de dez tripulantes pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, o barco acabou por ser rebocado até à Guiana, de onde desapareceu pouco depois.

Só quase um ano depois, em agosto do ano passado, voltou a ser avistado, no meio do oceano Atlântico, por um navio-patrulha da Marinha Real Britânica, aparentemente sem tripulação. Continuou então à deriva até dar à costa, no domingo, em Ballycotton, Cork, no sudoeste da Irlanda.

De acordo com o Conselho do Condado de Cork, um grupo de cientistas ambientais visitou esta segunda-feira o local e não vislumbrou sinais de poluição. A embarcação será agora alvo de uma inspeção mais pormenorizada a bordo, para avaliar "quaisquer riscos relacionados com o combustível, outras substâncias perigosas e outra poluição originária do navio".

Fonte: JN

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Maior icebergue do mundo está a caminho do oceano Atlântico

A68 numa imagem captada pela NASA. © NASA

O A68 libertou-se há dois anos e meio da Antártida e segue para norte. Pode ser uma ameaça à navegação marítima, mas os cientistas acreditam que irá partir-se em pequenos blocos.

O maior icebergue do mundo está prestes a entrar em mar aberto, no oceano Atlântico. O A68, um colosso de gelo que se libertou da Antártida em 2017, está a mover-se para norte e agora situa-se no limite do mar de gelo do continente mais a sul.

O icebergue tem uma área próxima a 6000 quilómetros quadrados - cerca de três vezes a área do arquipélago dos Açores - e perdeu muito pouco da sua massa nos últimos dois anos e meio. Os cientistas dizem que o A68 terá dificuldades em manter a sua integridade quando atingir as águas mais agitadas do oceano Antártico, sendo mais provável que venha a partir-se em blocos.
"Com uma relação espessura/comprimento semelhante a cinco folhas de A4, fico surpreendido por as ondas oceânicas ainda não terem feito cubos de gelo no A68", disse Adrian Luckman, da Universidade de Swansea, no Reino Unido.

"Se sobreviver num único bloco, quando ultrapassar a borda do gelo marinho, ficarei muito surpreendido", disse à BBC.
O A68 deixou a plataforma de gelo Larsen C em julho de 2017. Durante um ano quase não se mexeu, com a sua quilha aparentemente agarrada ao fundo do mar. Mas os ventos e as correntes começaram a empurrá-lo para o norte, ao longo da costa leste da Península Antártida, e durante este verão houve uma rápida aceleração.

O icebergue, atualmente a 63 graus de latitude sul, segue um curso muito previsível. O enorme bloco deve ser arrastado para o norte, em direção ao Atlântico - um caminho que os cientistas chamam de "beco do icebergue".

Imagem em que se reproduz a evolução e o percurso do A68 ao longo do tempo.

Muitos dos maiores icebergues da Antártida chegam até ao território ultramarino britânico das ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, a aproximadamente 54 graus a sul.

O maior icebergue já registado na era moderna foi o bloco de 12 mil quilómetros quadrados chamado B15, que partiu da plataforma de gelo Ross em 2000. Um dos seus últimos blocos remanescentes, medindo "apenas" 200 quilómetros quadrados, está a meio caminho das ilhas Sandwich do Sul, a leste do sul da Geórgia.

Objetos deste tamanho precisam de ser constantemente monitorizados, pois representam um risco para o transporte marítimo. Imagens de satélite são a forma óbvia de o fazer.

Enquanto estão de olho no A68, os cientistas estão também a seguir com atenção outros dois icebergues que estão prestes a nascer.

Um deles está a sair da frente de Pine Island, na Antártida Ocidental. Terá um pouco mais de 300 quilómetros quadrados e apresenta-se já como um bloco cheio de rachas. "Espero que este novo icebergue se parta em pedaços logo após o nascimento", disse Luckman.

O outro icebergue grande está a formar-se no leste da Antártida, na borda de Brunt. Deve ter cerca de 1500 quilómetros quadrados. Chamou a atenção porque a estação de pesquisa britânica de Halley teve de ser transferida para garantir que não ficasse em perigo.

Fonte: DN

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Brilhante e rápido: impressionante queda de meteoro na Rússia


A impressionante queda de uma rocha espacial brilhante cruzando o céu foi captada desde várias regiões russas localizadas nos montes Urais.

Nas imagens é possível ver como segue seu curso uma figura redonda no céu, com um brilho resplandecente, que cai a grande velocidade em direcção à terra.

O objecto foi visto nas regiões de Sverdlovsk, Tyumen, Omsk, Chelyabinsk e Kurgan.

Não é a primeira vez que cai um meteorito nesta região da Rússia. No entanto, o fenómeno não deixa de surpreender as testemunhas e usuários da web devido a que no vídeo publicado pelo canal de YouTube Starvisor pode se ver que a rocha espacial não se desintegra, como habitualmente acontece com os meteoritos que caem a grande velocidade.

Não está claro se o meteoro caiu na terra, visto que rochas tão brilhantes como essa habitualmente explodem na atmosfera.


Fonte: Sputnik News

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Encontrado famoso navio que desapareceu misteriosamente no Triângulo das Bermudas há 95 anos


Os destroços de um navio que desapareceu misteriosamente no Triângulo das Bermudas há 95 anos foram descobertos na costa da Florida, nos Estados Unidos.

O SS Cotopaxi – um navio mercante norte-americano – deixou Charleston, na Carolina do Sul,em 29 de novembro de 1925, carregado com carvão. Porém, o navio desapareceu sem deixar rasto antes de chegar ao seu destino final, Havana, em Cuba.

O destino do Cotopaxi e das 32 pessoas a bordo há muito tempo que intrigava os especialistas e o desaparecimento do navio tornou-se uma das histórias famosas associadas à lenda do Triângulo das Bermudas – uma região notória do oeste do Oceano Atlântico Norte, onde vários navios e aeronaves terão desaparecido em circunstâncias estranhas.

“O Cotopaxi estava numa viagem de rotina. Estava empregada no comércio de carvão e, portanto, essa foi apenas mais uma viagem no final de novembro de 1925. Sabemos, que nessa viagem, algo aconteceu”, disse, em declarações ao Newsweek, o biólogo marinho e explorador subaquático Michael Barnette. “Nunca encontraram destroços. Nunca encontraram botes salva-vidas, corpos ou alguma coisa. A embarcação simplesmente desapareceu após esse ponto”.

Agora, após quase um século de incerteza e especulação, Barnette e os seus colegas dizem que localizaram os destroços a cerca de 55 quilómetros da costa de Santo Agostinho, na costa nordeste da Florida. A descoberta é revelada num episódio de Shipwreck Secrets, uma nova série do Science Channel que começa no próximo mês.

A busca pelos destroços começou a milhares de quilómetros do Triângulo das Bermudas, em Londres, na Inglaterra. Barnette entrou em contacto com o historiador britânico Guy Walters e pediu que vasculhasse os arquivos do Lloyd’s of London, que contém documentos de seguro relacionados com a fatídica viagem do navio.


Durante sua busca, Walters conseguiu descobrir evidências de que o Cotopaxi tinha emitido um sinal de socorro em 1º de dezembro de 1925 – uma informação importante que os historiadores não conheciam anteriormente. “Muitas vezes, é mais importante gastar mais tempo nos arquivos do que na água”, disse Walters, ao Newsweek.

De acordo com os documentos, os sinais de socorro foram captados em Jacksonville, Florida, colocando o navio nas proximidades do chamado Bear Wreck – localizado na costa de Santo Agostinho – que confunde especialistas há décadas. As águas da costa de Santo Agostinho estão repletas de naufrágios dos séculos XVI e XVII. O Bear Wreck destaca-se porque parece ser do final do século XIX ou início do século XX e está localizado muito mais longe da costa do que a maioria dos outros naufrágios mais antigos. O nome verdadeiro do navio e a razão pela qual afundou há muito que permanecem um mistério.

Barnette e o seu parceiro de mergulho Joe Citelli decidiram realizar uma série de mergulhos a fim de procurar um artefacto que pudesse ligá-lo ao Cotopaxi. Queriam encontrar um objeto com o nome da embarcação – algo normalmente encontrado no sino dos navios. No entanto, essas descobertas são raras e os mergulhadores não encontraram o que procuravam, uma vez que os destroços estão cobertos por grandes quantidades de areia.

Depois, Barnette entrou em contacto com Al Perkins, um mergulhador que explora o Bear Wreck há mais de três décadas, colhendo inúmeros objetos. Um deles parecia fornecer uma pista das origens dos destroços. Era uma válvula que tinha sido fabricada por uma empresa a cerca de 20 quilómetros de onde o Cotopaxi foi construído, em Ecorse, Michigan.

Barnette realizou mais mergulhos para fazer medições do naufrágio do Bear Wreck, que foram comparados aos planos originais do Cotopaxi. A equipa descobriu que características como o comprimento da embarcação e as dimensões das caldeiras – correspondiam às medidas.

Por fim, Barnette recebeu uma informação de Walters: o historiador encontrou documentos de uma ação legal de famílias de alguns dos tripulantes desaparecidos contra o operador do Cotopaxi. As famílias argumentaram que o navio não estava em condições de navegar e não era adequado às condições adversas do oceano.

Nos documentos, o presidente da empresa respondeu que a única razão pela qual o navio afundou foi porque tinha sido apanhada numa grande tempestade na costa da Florida, atestada por registos climáticos históricos no dia em que o Cotopaxi enviou sinais de socorro.

O presidente da empresa relatou as últimas coordenadas conhecidas do Cotopaxi, colocando o navio a 38 quilómetros ao norte do Bear Wreck. Esta foi a peça final do quebra-cabeça que ligava o Cotopaxi ao Bear Wreck. Dado que uma tempestade atingiria a área no dia seguinte e as evidências dos documentos legais que indicavam que o navio não estava em condições de navegar, os investigadores pareciam ter descoberto uma possível explicação para o naufrágio do navio.

A equipa acredita que as coordenadas finais, o sinal de socorro enviado do navio no dia seguinte e os registos históricos sobre uma tempestade são mais uma evidência para mostrar que o Bear Wreck é o local onde Cotopaxi se afundou.

Barnette acrescentou ainda que explicações paranormais para o desaparecimento de navios e aeronaves no Triângulo das Bermudas desviam os especialistas do que é realmente importante.

Estima-se que, nos últimos 100 anos, o misterioso “Triângulo das Bermudas” tenha provocado a destruição de 75 aviões e afundado centenas de barcos e navios – provocando mais de mil mortes. Em média, 5 aviões continuam a desaparecer na região todos os anos.

Ao longo dos anos, foram avançadas várias teorias para explicar o mistério. A mais recente teoria foi avançada em 2016 por um grupo de meteorologistas segundo os quais a culpa dos desaparecimentos será da presença de “nuvens hexagonais” que podem originar ventos muito fortes ou “bombas de ar” capazes de destruírem ou afundar navios e aviões.

No passado, entre outras teorias, atribuiu-se o mistério a bolhas de gás metano do fundo do oceano, campos magnéticos, ondas gigantes, ou a explicações mais metafísicas, como dimensões alternativas, universos paralelos ou raptos por extraterrestres.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Revelações sobre OVNIs? Reino Unido decide desclassificar registos do 'Arquivo X'


Para a felicidade dos fãs de OVNIs, a Força Aérea Real do Reino Unido (RAF) decidiu tornar públicos seus registos de "Arquivo X" sobre avistamentos de extraterrestres.

Segundo o porta-voz da RAF, um processo de libertação de documentos sobre OVNIs está agora em andamento, podendo estar disponível no primeiro trimestre de 2020.

Comentando a decisão, o porta-voz informou que seria melhor publicar estes registos do que continuar a enviá-los para os arquivos nacionais.

Após concluir que há mais de 50 anos não receberam informações que indicassem uma potencial ameaça de vida extraterrestre, a Força Aérea britânica fechou sua unidade de investigação de OVNIs em 2009.

Divulgação ao público

Todos os documentos foram enviados para os arquivos nacionais, onde normalmente permanecem secretos até serem divulgados ao público.

Contudo, aparentemente, a RAF mudou de opinião e vai publicar seus relatórios mais recentes on-line numa página oficial do governo.

"Dado o enorme interesse do público neste assunto, estou satisfeito que estes arquivos serão divulgados e disponibilizados on-line [...] Estou satisfeito que o público tenha conhecimento do nosso trabalho neste arquivo X da vida real", declarou Nick Pope, antigo funcionário do Ministério da Defesa britânico, que investigou os fenómenos de OVNIs de 1991 a 1994.

Fonte: Sputnik News
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