Mostrar mensagens com a etiqueta Acidentes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Acidentes. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de abril de 2019

Navio afundado na 2ª Guerra Mundial foi encontrado


O SS Iron Crown, um navio de carga que foi torpedeado pelos japoneses em 1942, foi localizado a 700 metros de profundidade.

Os destroços de um navio australiano afundado há 77 anos por um submarino japonês, em plena Segunda Guerra Mundial, foram agora encontrados. Arqueólogos marinhos localizaram o SS Iron Crown, um navio de carga que foi torpedeado em 1942, a 700 metros de profundidade. "Um acontecimento de importância nacional", destacam os especialistas.

O SS Iron Crown transportava minério de ferro para a Nova Gales do Sul quando foi atingido por um torpedo japonês no estreito de Bass, ao largo do Estado de Vitória. Bastou apenas um minuto para que se afundasse no Índico, arrastando consigo 38 pessoas. Apenas cinco tripulantes foram resgatados com vida.

Os investigadores recorreram a sonares para localizar o navio de cerca de cem metros, que foi encontrado na vertical e "relativamente intacto". "Está num bom estado de conservação", informa um dos arqueólogos que participou na descoberta, embora Peter Harvey tenha "quase a certeza que a popa do navio, onde foi atingido pelo torpedo, deva estar destruída".


Para o especialista, que faz parte da agência encarregue da preservação do património histórico de Vitória, "encontrar o local onde repousam os destroços do navio vai trazer tranquilidade aos familiares daqueles que ali morreram".

A esmagadora maioria dos tripulantes do SS Iron Crown morreu depois de o navio ter sido atingido pelo torpedo japonês. As vítimas ficaram presas dentro do barco ou foram sugadas para o fundo depois do rápido afundamento. O último dos cinco sobreviventes do ataque, Peter Harvey, morreu em 2012 e recordava esse dia de 1942 como "um dos mais tristes" da sua vida.

Entre junho de 1942 e junho de 1943, 13 submarinos da marinha japonesa operaram nas águas da costa este da Austrália, sendo responsáveis por 22 afundamentos de navios aliados. Ataques dos quais resultaram cerca de 200 mortos.

Fonte: DN

quarta-feira, 17 de abril de 2019

NASA está planeando desenvolver telescópio para proteger Terra de asteroides


Cientistas da NASA querem construir um novo telescópio para proteger a Terra de perigosos asteroides, como os que destruíram os dinossauros.

Um grupo de cientistas da NASA projectou uma estratégia para defender a Terra de possíveis impactos de asteroides, como o meteoro que exterminou os dinossauros há 66 milhões de anos, segundo um estudo apresentado na reunião da American Physical Society.

"Se encontrarmos um objecto celeste a apenas alguns dias do impacto, isso limitaria as nossas opções. Por isso estamos focados em encontrar objectos próximos da Terra quando eles estão mais distantes, o que nos dá mais tempo e abre uma maior gama de possibilidades e mitigação", afirma a doutora Amy Mainzer, da NASA.

Mainzer alertou que os actuais telescópios não são efectivos para encontrar os asteroides de forma antecipada, e por isso sua equipe propôs um novo sistema para encontrar as grandes rochas espaciais capazes de causar danos significativos à Terra, entretanto, a pesquisadora considera a missão de caçar asteroides "difícil".

Isso porque alguns desses corpos celestes "são tão escuros como o toner da impressora", afirmou a pesquisadora, ressaltando que "tentar detectá-los na escuridão espacial é muito difícil", conforme publicação do jornal Daily Mail

Mainzer também argumenta que "os objectos próximos da Terra (NEO) são intrinsecamente frágeis porque, na sua maioria, são realmente pequenos e estão muito longe de nós no espaço".

Com isso, a equipe de Mainzer utilizou o calor do NEO para tentar notar esses objectos, ao invés de utilizar a luz visível. Graças ao aquecimento dos asteroides e cometas, além do forte brilho nas longitudes de onda térmica, eles são mais fáceis de serem detectados com o telescópio de exploração infravermelha de campo amplo de objectos próximos da Terra (NEOWISE).

Desta maneira, a pesquisadora acredita que com o NEOWISE será possível detectar objectos independentemente da cor de sua superfície e utilizá-los para medir tamanhos e outras propriedades, o que facilitaria a compreensão desses objectos e a criação de uma estratégia de defesa contra uma possível ameaça ao nosso planeta.

Baseados neste contexto, Mainzer e sua equipe planeiam construir um novo telescópio, o NEOCam, capaz de detectar os asteroides que podem causar sérios danos à Terra.

Fonte: Sputnik News

terça-feira, 9 de abril de 2019

O super Vulcão de Santorini


Este era o aspecto provável da ilha de Tera antes da derradeira erupção vulcânica, datada pelos investigadores entre os anos 1600 e 1623 a.C. Um ramo de oliveira descoberto entre a cinza vulcânica corresponde a essa época. Reconstrução virtual baseada nas investigações de Walter L. Friedrich

Texto: Hans-Joachim Löwer

Fotografias: Marc Steinmetz 

Reconstrução digital: 7reasons

Foi uma das maiores erupções de todos os tempos. Há cerca de 3.600 anos, um vulcão destruiu Tera, uma ilha do mar Egeu actualmente conhecida como Santorini. A cidade de Akrotiri, na extremidade meridional da ilha, ficou sepultada sob um metro de cinzas e pedra-pomes. Há escavações arqueológicas aqui há vários anos. Agora, pela primeira vez, os investigadores criaram uma representação virtual do quotidiano naquela civilização florescente. Para alguns, Tera até foi a mítica Atlântida. 

Sabiam que enfrentavam um poder invisível, inimaginável, impossível de conter, que emanava das profundezas do mar e dominava as alturas. 

Liberto por uma força misteriosa, um inquietante vento vindo do Norte fustigava a ilha. Os habitantes de Tera sentiam frequentemente que o solo tremia sob os seus pés, como se um monstro subterrâneo quisesse anunciar a sua chegada.

Porém, os habitantes daquele pequeno recanto do mar Egeu ignoravam o poder de destruição das forças desconhecidas. Aproximadamente no ano 1600 a.C., a actividade sísmica desencadeou um terramoto que destruiu várias casas da ilha. Os habitantes do porto de Akrotiri conseguiram sair para a rua a tempo. Durante dias, foram obrigados a acampar ao ar livre, enquanto retiravam escombros e resgatavam as pedras ainda inteiras para erguer novas habitações.


O sismo, porém, foi apenas o prelúdio do que viria a acontecer semanas depois: o vulcão entrou em erupção. Situada no chamado arco Helénico, Santorini encontra-se numa zona de intensa actividade sísmica. Entre 150 e 170 quilómetros abaixo da ilha, a placa africana mergulha sob a euro-asiática. O magma acumula-se na crosta terrestre como consequência deste processo de subducção. Naquela ocasião, a acumulação foi de tal forma elevada que a pressão abriu as portas do inferno.

Naquele dia apocalíptico, de pouco serviu aos habitantes do Mediterrâneo todo o conhecimento acumulado ao longo da história sobre as forças primitivas que dominavam o seu mundo.

Tudo começou com um rugido surdo e uma escura nuvem cinzenta, quase negra, elevando-se das profundezas da caldeira, aberta há cerca de vinte mil anos por outra erupção vulcânica na região ocidental daquilo que era então uma ilha circular. Uma chuva de cinzas e pedra-pomes começou a cair sobre Akrotiri. Quem pôde agarrou apressadamente alguns objectos pessoais antes de fugir.

Foi então que se ouviu um estrondo ensurdecedor. Uma coluna de cinzas e rochas vulcânicas, provavelmente com mais de trinta quilómetros de altura, subiu até ao céu. Fluxos piroclásticos incandescentes varreram a ilha e a câmara magmática esvaziou-se num abrir e fechar de olhos. Como resultado, o tecto do vulcão desabou e formou-se uma caldeira que poderá ter tido 400 metros de profundidade.

O mar que banhava a ilha começou a borbulhar como uma cafeteira à beira de transbordar. A enorme quantidade de material vulcânico ejectado formou depósitos de até 60 metros de espessura, tal como hoje se observa nas falésias de Santorini, que são as paredes da antiga caldeira. Tudo ficou sepultado: pessoas, casas e praticamente todos os seres vivos das imediações.

É possível que alguns ilhéus tentassem dirigir-se ao porto e fugir de barco. No entanto, na opinião do arqueólogo grego Christos Doumas, que há cerca de meio século investiga o sítio arqueológico, esse cenário é bastante inverosímil. “Não houve seguramente sobreviventes. É provável que o caminho até ao porto seja um rosário de cadáveres enterrados sob a cinza vulcânica.”

Foi uma das maiores catástrofes vulcânicas de que há conhecimento, aquilo que hoje denominamos como erupção supervulcânica, muito mais violenta do que a erupção do Vesúvio no ano 79 da nossa era e semelhante à do Krakatoa indonésio em 1883. Os investigadores tentam calcular o que teria acontecido no Mediterrâneo de seguida.

Estima-se que o estrondo se fez ouvir em locais tão distantes como a Escandinávia. Num raio de 400 quilómetros em redor, a escuridão reinou durante dias inteiros. Tera partiu-se em três partes e emergiram as ilhas menores da Terásia e Aspronisi. A flora e a fauna foram aniquiladas, escreveu o geólogo Walter L. Friedrich, da Universidade de Åarhus. Só sobreviveram ao cataclismo algumas espécies de caracol e de serpente e alguns lagartos e insectos que ocupavam a cota máxima do local, o monte Profitis Ilias, a 565 metros de altitude. Os rios e as fontes ficaram envenenados. O solo permaneceu estéril durante muitas gerações.

sábado, 30 de março de 2019

A aventura da travessia aérea do Atlântico Sul por Sacadura Cabral e Gago Coutinho


A 30 de março de 1922 dois aviadores portugueses partiram para a primeira travessia aérea do Atlântico Sul. Quase 100 anos depois a viagem parece banal mas marcou a história da aviação.

Sacadura Cabral e Gago Coutinho partiram de Lisboa a 30 de março mas a viagem não foi tranquila e só chegaram ao Rio de Janeiro, no Brasil, a 17 de junho. Ao longo do percurso perderam o Lusitânia, o avião com que partiram de Lisboa, e mais outro aparelho.


A viagem permitiu a primeira ligação aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro, mas também o teste de aparelhos de navegação que marcaram a história da aviação, provando que era possível realizar voos de grande distância com precisão, utilizando um novo tipo de sextante inventado por Gago Coutinho.

Na travessia foram percorridas mais e 4.500 milhas maritimas e à chegada a São Paulo os navegadores foram acolhidos como heróis.


No site da RTP Ensina pode recuperar um pedaço desta história e a aventura dos dois aviadores da marinha portuguesa.

Fonte: SapoTek

segunda-feira, 25 de março de 2019

Sobreviver a queda de 5500 metros sem paraquedas e ter de convencer nazis de que não era espião


Ficou conhecido pelos camaradas da RAF, a força aérea britânica, como "o indestrutível Alkemade". Há 75 anos, durante a Segunda Guerra Mundial, Nicholas Alkemade saltou de um bombardeiro em chamas e sobreviveu sem qualquer osso partido. Os ramos de um pinheiro e a neve no chão amorteceram a queda em território alemão.

A escolha era entre morrer queimado ou saltar. Decidi saltar", diz Nicholas Alkemade, citado no blog do Museu da RAF, a força aérea britânica. Durante décadas, este sargento artilheiro britânico relatou a jornalistas e historiadores como sobreviveu naquela noite de 24 para 25 de março de 1944, faz agora 75 anos, a uma queda de 5500 metros e ainda teve de convencer os nazis de que era um aviador e não um espião infiltrado em território alemão. A sua sorte foram os ramos de um pinheiro e a neve fofa no solo.

Alkemade era tripulante de um bombardeiro Lancaster que regressava de ataque a Berlim, mais de 800 aviões ao todo. O sargento seguia a bordo com mais seis tripulantes quando uma missão que parecia bem sucedida depois do bombardeamento da capital alemã foi transformada em tragédia por um Junckers. Quando se preparava para salta do avião em chamas, Alkemade percebeu que o paraquedas estava a arder e hesitou. Mas ele próprio começou a sofrer queimaduras e o salto tornou-se a única escolha, como contou muitas vezes também em programas televisivos, para os quais era convidado regular até morrer em 1987, com 64 anos.

Tinha cortes e queimaduras, também um joelho em muito mau estado, mas nenhum osso partido. Capturado por civis alemães, foi levado para uma clínica. No dia seguinte, chegou a Gestapo, que não acreditou na história do salto sem paraquedas e o acusou de ser espião. Só quando foi encontrado o avião de Alkemade carbonizado, a sua versão passou a credível para os alemães. Os nazis passaram mesmo um documento a autentificar a sua proeza, mesmo que a altitude exata da qual Alkemade se lançou (de um avião em queda!) seja motivo de debate ainda hoje.

Alkemade, de 22 anos, foi libertado numa troca de prisioneiros entre os britânicos e os alemães em fevereiro de 1945. A guerra terminou na Europa três meses depois e Alkemade trabalhou em tempos de paz na indústria química. O resto da tripulação do seu avião está sepultada num cemitério militar em Hanôver.

Em 2015, um estudo da Universidade de Leicester deu como cientificamente possível a sobrevivência de uma queda a 5500 metros estudando o caso de Alkemade. O segredo é o número sucessivo de ramos que vão reduzindo a velocidade da queda e depois a espessura de neve no solo. Mas a hipótese de morrer é bem superior, claro, concluem os cientistas.

Fonte: DN

sábado, 23 de março de 2019

No ano passado, toda a Terra tremeu e ninguém reparou. A culpa foi de uma erupção submarina gigante


11 de novembro de 2018. Um estrondo ricocheteou em redor do mundo. Os humanos não sentiram, mas ficou registado nos sismógrafos. Um artigo sugere que terá sido causado pelo maior evento vulcânico no mar alguma vez registado.

Se a hipótese estiver correta e houver um movimento maciço de magma debaixo do fundo do mar, isso terá implicações para as proximidades de Mayotte e as vizinhas ilhas de Comores, na costa de África.

Mayotte já começou a afundar (cerca de 9 milímetros por mês) e a deslocar-se para leste (16 milímetros por mês) – movimentos que seriam contados com uma câmara subterrânea a ser esvaziada à medida que o magma flui.

“Acreditamos que a crise de 2018 está associada a uma erupção, apesar do facto de que não temos observações diretas até agora”, escrevem os investigadores por trás do novo estudo, publicado no EarthArXiv. “Pode ser a erupção no mar com o maior volume alguma vez documentado.”

Com base nas leituras sísmicas feitas na área nos seis meses que antecederam o tremor de novembro que se espalhou pelo mundo, a equipa sugere que mais de um quilómetro cúbico de magma foi deslocado de um ponto de erupção de cerca de 28 quilómetros abaixo da superfície.

Acredita-se que todo este magma pode não ter atingido o fundo do mar, mas sim fluído para os sedimentos circundantes, com o gás vulcânico a permanecer preso dentro do magma. Isto explicaria porque nada foi observado ainda acima da superfície.

“O evento de 2018 em Mayotte parece mostrar um volume substancial de magma a deixar uma região de armazenamento profunda que, se irrompida, tornaria esta uma das maiores erupções submarinas documentadas” disse o geólogo Samuel Mitchell, da Universidade do Hawai ao Gizmodo.

Enquanto os tremores continuam, os cientistas estão a tentar obter mais instrumentos e equipamentos para a área para ter uma ideia melhor do que realmente está a acontecer. Por enquanto, a ideia de um grande evento vulcânico encaixa bem nos dados existentes.

Ainda há muitas questões não respondidas: porque é que o evento está a acontecer no extremo leste da cadeia de ilhas Comores quando é que as novas ilhas vulcânicas da região estão a oeste? E se o magma permanece preso no subsolo, porque é que cardumes de peixes mortos aparecem na água?

Além disso, o que causou os pulsos de alta frequência que ocorreram ao lado do tremor de baixa frequência em novembro? Ondas de magma a colidir umas com as outrasenquanto uma câmara entra em colapso poderia ser uma explicação, mas até que mais dados da área se tornem disponíveis, é apenas especulação.

Especialistas estão igualmente incertos sobre o que está a causar a atividade vulcânica em primeiro lugar. O sismólogo Stephen Hicks, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, disse ao Gizmodo que os movimentos das placas tectónicas, uma região de manto superaquecido, ou o evento em curso do Leste Africano podem ser responsáveis.

O novo trabalho ainda não foi revisto por pares e os autores por trás dele dizem que outros cenários ainda são possíveis – mas a atividade vulcânica parece encaixar-se no que se sabe até agora.

Ainda é necessária muito mais investigação dos eventos, embora os cientistas pensem que têm uma hipótese promissora. Se mais terremotos estiverem a caminho, as pessoas que vivem em Mayotte – já preocupadas – precisam de estar preparadas.

“Melhorar o conhecimento da distribuição, alinhamento e idades das características vulcânicas offshore, especialmente em torno das ilhas principais, pode levar a uma melhor compreensão do comportamento, evolução e risco relacionado desta área peculiar”.

Fonte: ZAP

Encontrado porta-aviões dos Estados Unidos afundado em 1942


Porta-aviões norte-americano Wasp está localizado a 14 mil pés (cerca de 4270 metros) de profundidade no Mar de Coral, a nordeste da Austrália

O porta-aviões norte-americano Wasp, afundado numa batalha da Segunda Guerra Mundial em 1942, foi encontrado a cerca de 14 mil pés (4270 metros) de profundidade no Mar de Coral, a nordeste da Austrália.

Pela primeira vez em 76 anos, o navio foi visto a 14 de janeiro de 2019 por uma equipa de investigadores da The Research Vessel Petrel constituída por exploradores, historiadores, mergulhadores e pilotos submersíveis, a bordo de uma embarcação chamada Petrel, originalmente construída para a manutenção de campos de petróleo.

O grupo de investigadores vem procurando destroços de navios de guerra norte-americanos como o Wasp desde 2017, por ordem de Paul Allen, cofundador da Microsoft que morreu em outubro e que queria encontrar esses navios como forma de homenagear o serviço militar do seu pai na Segunda Guerra Mundial.

O porta-aviões foi afundado a 15 de setembro de 1942, 500 quilómetros a sudeste de Guadalcanal, atingido por dois ou três torpedos de um submarino japonês.


Fonte: DN

terça-feira, 19 de março de 2019

Guinness certifica o astrolábio mais antigo do mundo e é português


Astrolábio da linha 'Sodré' terá sido fabricado entre 1496 e 1501 e terá afundado com a nau Esmeralda, em 1503. É uma peça rara, existindo apenas 104 exemplares.

OGuinness World Records certificou, “de forma independente”, o astrolábio mais antigo do mundo e é português. Trata-se do artefacto recuperado dos destroços de uma nau da armada portuguesa, junto à costa de Omã, no fundo do Mar Arábico.

O astrolábio terá servido a sua função de orientação durante a segunda viagem de Vasco da Gama à Índia entre 1502 e 1503, segundo indica o ABC.



Os especialistas acreditam que afundou no naufrágio do navio Esmeralda, em 1503.

Recuperado em 2016, o instrumento tem o nome de 'Sodré' e terá sido fabricado entre 1496 e 1501. Pesa 344 gramas, mede 175 milímetros, exibe o brasão real português e é raro, pois existem apenas 104 exemplares criados naquele estilo.

Sublinhando que o livro de recordes do Guinness não é uma certificação propriamente científica, a publicação espanhola recorda que também foi encontrado no mesmo local, proveniente da mesma nau, um sino datado de 1498.

Em baixo, pode ver um vídeo da recuperação do astrolábio pela equipa britânica:


Não obstante a certificação do Guinness, o instrumento de orientação foi autenticado num artigo assinado por arqueólogos britânicos e publicado na prestigiada revista International Journal of Nautical Archaeology (IJNA), da Universidade de Warwick, no Reino Unido.

Fonte: NM

Publicado VÍDEO da explosão poderosa de meteoro no céu perto da Rússia


Na Internet foi divulgada a gravação da passagem do meteoro que explodiu na atmosfera terrestre sobre o mar de Bering, perto da península de Kamchatka na Rússia.

O corpo celeste em questão atingiu a Terra em dezembro do ano passado e entrou na atmosfera do nosso planeta. Assim que entrou, o meteoro explodiu no céu sobre o mar de Bering, perto da península de Kamchatka.

A gravação mostra um rastro de fumo deixado pelo corpo celeste. Além disso, dá para perceber o momento exacto da explosão.

O fenómeno foi registado por satélites militares dos EUA a 25,6 quilómetros acima da superfície terrestre, com impacto de energia equivalente a 173 quilotons, o que é 11 vezes mais potente do que a bomba lançada em Hiroshima, que correspondia a 15 quilotons.

Segundo NASA, a explosão do meteoro ocorreu não muito longe de linha aérea utilizada por aviões comerciais.

Fonte: Sputnik News

domingo, 10 de março de 2019

Encontrados destroços de cruzador naufragado em 1942 perto da Sicília


Um navio de guerra italiano descobriu no estreito entre as ilhas de Stromboli e Sicília fragmentos do cruzador Giovanni delle Bande Nere, que afundou em abril de 1942 após o ataque de um submarino britânico.

A descoberta foi feita a uma profundidade de entre 1460 e 1730 metros à distância de 20 quilómetros ao sul de Stromboli graças aos submersíveis lançados do destroyer Vieste, comunicou a Marinha italiana.
O cruzador leve, denominado em homenagem a um comandante da Toscana do século XVI, afundou no 1º de abril de 1942 após dois torpedos do submarino britânico HMS Urge o terem atingido. Quando o segundo torpedo atingiu o navio, este se partiu em duas partes e afundou em dois minutos.

O ataque ocorreu quando o Giovanni fazia uma passagem do porto siciliano de Messina para La Spezia, onde devia ser submetido a reparos. O cruzador era acompanhado por um destroter e uma lancha torpedeira que receberam os poucos sobreviventes do navio afundado. De acordo com dados oficiais, morreram 373 pessoas (287 ou 381, segundo outros dados).

Os submersíveis de pesquisa subaquática, que equipam o moderno destroyer Vieste, conseguiram reduzir a área da provável localização do navio naufragado, scanear o relevo submarino e captar fotos e vídeos dos destroços mais tarde encontrados. Entre eles é possível ver claramente um canhão, o sino do navio, um tubo de torpedos e uma hélice.

Fonte: Sputnik News

sexta-feira, 8 de março de 2019

Astrónomos colocam asteroide gigante na lista de chance de impacto com Terra


A análise inicial da órbita do asteroide pareceu mostrar uma pequena possibilidade de impacto em 2025.

Recentemente, astrónomos descobriram um asteroide próximo da Terra. O objecto espacial até o momento é desconhecido, foi baptizado de 2019 CE4 e possui um diâmetro de aproximadamente um quilometro.

Sendo assim, o asteroide é aproximadamente 50 vezes maior do que o meteorito que fez explodir diversas janelas ao entrar na atmosfera sobre a cidade russa de Chelyabinsk, em 2013.

Depois de o 2019 CE4 ser observado pela primeira vez, ele foi colocado por um tempo no topo da lista de riscos dos Objectos Próximos à Terra (NEO) da Agência Espacial Europeia (ESA).

"A falta de classificação se deve principalmente ao seu grande tamanho, pois a probabilidade de impacto sempre se manteve em menos de 1 em 2 milhões", explica o último boletim do Centro de Coordenação dos NEO da ESA.

A análise inicial da órbita do asteroide apresentou uma pequena possibilidade de impacto em 2025, porém as observações posteriores descartaram um impacto entre a data presente e 2065.

A possibilidade de uma colisão nesse ponto segue sendo de menos de uma em um milhão, segundo a ESA. Ou seja, o 2019 CE4 caiu na lista de riscos.

Além disso, as rochas espaciais da parte superior da lista de riscos realmente não possuem muitas possibilidades reais de impactar com a Terra.

No caso do 2006QV89, um asteroide de 40 metros de diâmetro, que poderia aproximar-se do nosso planeta a 9 de setembro, possui uma possibilidade real de impacto de menos de uma em 11.000.

Fonte: Sputnik News

quinta-feira, 7 de março de 2019

Cientista sobre aniquilação de asteroides ameaçadores: 'São mais fortes do que pensávamos'


Segundo um novo estudo, os asteroides que se aproximam do nosso planeta são mais difíceis de serem destruídos do que os cientistas previam.

Para obter resultados reais, a pesquisa, realizada na Universidade Johns Hopkins (EUA), utilizou uma nova compreensão do fracturamento de rochas e um novo método de modelação de computador para simular colisões de asteroides.

"Costumávamos acreditar que quanto maior fosse o corpo [celeste], mais facilmente se partiria, porque os corpos maiores são mais propensos a ter falhas. Nossas descobertas, no entanto, mostram que os asteroides são mais fortes do que pensávamos e exigem mais energia para serem completamente destruídos", afirmou o primeiro autor do artigo, Charles El Mir, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Johns Hopkins.

Já no novo estudo, El Mir juntamente com o director do Instituto Hopkins de Materiais Extremos, K.T. Ramesh, e o professor de astronomia na Universidade de Maryland (EUA), Derek Richardson, usaram um novo modelo de computador chamado Tonge-Ramesh. A simulação foi dividida em duas fases, sendo a primeira etapa de fragmentação a curto prazo e a segunda de reacumulação gravitacional num período mais longo.

"Nossa pergunta era quanta energia é necessária para destruir um asteroide e parti-lo em pedaços", explica El Mir, citado pelo portal Phys.org.

Os resultados obtidos através do novo modelo mostraram que um asteroide não pode ser quebrado completamente pelo impacto, contradizendo o que se sabia anteriormente.

Nesse caso, o corpo celeste impactado termina com um grande núcleo danificado, que então exerce uma forte atracção gravitacional sobre os fragmentos na segunda fase da simulação.

"Pode parecer ficção científica, mas muitas pesquisas levam em consideração as colisões de asteroides. Por exemplo, se houver um asteroide que se aproxime da Terra, é melhor parti-lo em pequenos pedaços ou empurrá-lo para que mude de direcção? E se escolhermos a segunda opção, com quanta força devemos bater-lhe para afastá-lo sem que se parta? Trata-se de perguntas concretas", complementa El Mir.

Fonte: Sputnik News

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Sonda espacial soviética pode cair na Terra ainda este ano


Uma sonda espacial soviética, lançada há quase meio século com o objetivo de estudar o planeta Vénus, pode cair na Terra ainda este ano. A missão fracassou, condenando a nave a mero lixo espacial.

Em causa está a Cosmos 482 que foi lançada pela União Soviética em 31 de março de 1972, com destino ao planeta nublado. Como não conseguiu escapar à gravidade da Terra, ficou a orbitar a Terra sob a forma de lixo espacial, tal como relata o portal Space.com.

Partes do aparelho – como tanques e alguns equipamentos – voltaram a entrar na atmosfera terrestre naquele mesmo ano, mas as partes restantes continuam a sobrevoar o nosso planeta a altas velocidades desde então.

A Cosmos 482 foi uma “gémea” da Venera 8, lançada quatro dias antes desta sonda e que se tornou o segundo dispositivo a pousar com sucesso no segundo planeta do Sistema Solar, em julho daquele ano. A partir da superfície de Vénus, Venera 8 foi capaz de transmitir dados valiosos durante 50 minutos e 11 segundos antes de sucumbir às condições do planeta. Cosmos 482 ter-se-ia tornado na Venera 9 caso não tivesse falhado na sua aceleração para se afastar da Terra.

“O apogeu começou a declinar”

Circulando a Terra a cada 112 minutos, esta sonda atmosférica pesa 495 quilogramas e segue uma órbita de 2.700 quilómetros no seu apogeu e 200 quilómetros no seu perigeu (momento de maior aproximação à Terra).

O dispositivo soviético tem uma proteção térmica significativa, e, por isso, os cientistas estimam que a sonda possa suportar as altas temperaturas às quais se exporia no momento da sua reentrada na atmosfera.

“É claro que a sonda sobreviverá facilmente à reentrada”, afirmou o astrónomo norte-americano Thomas Dorman, que acompanha os satélites há anos e localizou recentemente o Cosmos 482 com a ajuda da sua equipa de observação.

O especialista lamentou que a sonda não possa acionar um pára-quedas durante a descida, uma vez que está convencido que as baterias que disparam o mecanismo pirotécnico que ativa a sua saída expiraram já há muito tempo.

“É interessante observar que o apogeu da órbita está lentamente a declinar. Acho que a reentrada [nas atmosfera] vai ocorrer entre o final deste ano e meados do próximo ano, mas é impossível prever com precisão”, acrescentou ainda Dorman.

Contudo, nota ainda o portal de ciência, outras estimativas há que sugerem que a sonda pode permanecer na órbita da Terra durante mais dois anos e meio.

Tendo em conta que a maior parte da Terra é coberta por água ou inabitada, as probabilidades de a sonda atingir alguém são muito pequenas, escreve o ABC. Além disso, nota a Agência Espacial Europeia, a sua massa é semelhante à dos satélites fora de serviço que voltam a entrar na atmosfera sem qualquer controlo algumas vezes por mês.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Biólogos tentam desvendar morte de baleia que surgiu na Amazónia


Biólogos tentam desvendar a misteriosa aparição de uma baleia-jubarte na floresta amazónica.

A carcaça da baleia foi encontrada numa área florestal na Amazónia, no litoral do município de Soure, na ilha de Marajó. A baleia-jubarte — de 11 metros de comprimento e 6 metros de largura — não possuía ferimentos, o que está intrigando biólogos, segundo autoridades locais.


"O mamífero é uma das maiores espécies de baleias existentes", afirmou a secretária de meio ambiente do município, Dirlene Silva ao Maritime Herald, ressaltando que a carcaça foi encontrada num local de difícil acesso e não poderá ser removida.

Biólogos da ONG Bicho D'água e do Museu Emílio Goeldi, de Belém, estão investigando e tentando encontrar a possível causa da morte da grande baleia.


Para isso, uma equipe de 13 profissionais mediu a baleia, colhendo partes do mamífero para realizar a necropsia, já que essas partes serão enviadas para laboratórios de Belém e do Rio de Janeiro, onde a provável causa da morte da baleia deve ser descoberta, segundo o portal G1.

"Eles estão indo fazer a necropsia. A olho nu, não há ferimentos. Então, precisamos entender a causa da morte da baleia", afirmou Dirlene Siva, ressaltando que o animal provavelmente estava morto há 3 ou 4 dias e, devido a isso, já estava em estado de decomposição.

Dirlene complementou dizendo que a equipe pretende utilizar a estrutura óssea do animal para estudos, mantendo essa estrutura num museu da região.

Fonte: Sputnik News

Espanha já sabe quantos navios seus naufragaram nas Américas entre os séculos XV e XIX


Nesta primeira lista completa, figuram 681 navios, que se afundaram nas costas americanas do Atlântico desde que Cristóvão Colombo ali avistou terra, em 1492. O objetivo é fazer levantamentos idênticos para o resto do mundo

O Ministério da Cultura espanhol já tem uma relação de todos os naufrágios de navios espanhóis nas costas americanas do Atlântico, ocorridos entre 1492 e 1898, noticia o El País.

A lista, que levou cinco a elaborar, a partir dos vários arquivos existentes no país, conta com um total de 681 navios, que se afundaram ao longo de três séculos junto à costa do Panamá, Cuba, República Dominicana, Bahamas, Bermudas e Haiti e Estados Unidos.

De acordo com o El País, o objetivo desta relação do património submerso elaborada não pretende a sua recuperação do fundo do mar, mas a sua preservação nos sítios onde se encontram, em colaboração com as autoridades dos respetivos países, prevenindo eventuais saques por parte de caçadores de tesouros.

De todos os naufrágios agora recenseados, apenas se conhecem restos materiais e arqueológicos de 23% deles.

Naquela região do globo, o maior número de navios espanhóis afundados (249) está junto a Cuba, seguindo-se as costas dos Estados Unidos, com 153, a antiga Florida, com 150, o Panamá, com 66 e a República Dominicana e Haiti, com 63. Há ainda outros 63 naufrágios históricos documentados no Golfo do México.

Na esmagadora maioria dos casos (91,2%), a causa dos afundamentos foram tempestades e furacões, Os restantes deveram-se a acidentes (encalhamentos e colisões), combates, e ainda ataques piratas.

Entre os naufrágios históricos espanhóis está desde logo o da nau Santa Maria, capitaneada pelo próprio Cristóvão Colombo aquando da sua mítica viagem pioneira. O navio acabou por encalhar à chegada e perdeu-se.

Fonte: DN

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Asteroide gigantesco faz cientista procurar um meio para evitar colisão devastadora


Num documentário, cientista revela como poderia salvar a humanidade de um arrasador asteroide.

Diversos debates surgiram depois que a NASA admitiu que um asteroide pode vir a atingir directamente a Terra.

O asteroide Apophis 99942 de 3,2 quilómetros de diâmetro orbita nas proximidades da Terra, sendo assim, ele continua sendo uma grande ameaça, segundo o Daily Express.

Anteriormente, a NASA revelou que a possibilidade de ele impactar com a Terra correspondia a 2,7%, e que isso poderia acontecer apenas em 2029. Entretanto, mais recentemente, a NASA afirmou a chance de o asteroide atingir a Terra em 2068 é de uma em 150.000.

Jay Melosh, geofísico norte-americano, declarou que não há motivos para temer, pois ele descobriu como salvar o planeta, enfatizando que um espelho poderia ser utilizado como uma lupa.

"Assim que atingirmos o asteroide, iniciaremos a vaporização do material e assim que ele vaporizar, o asteroide será empurrado para outro caminho", declarou o geofísico.

Dessa maneira, ele pretende atingir o asteroide com uma luz até que o corpo celeste sofra a vaporização, para isso é necessário alterar a velocidade do asteroide para um centímetro por segundo, o que pode mudar o percurso, evitando uma eventual colisão com a Terra.

Caso um asteroide como o Apophis atingisse uma cidade, como, por exemplo, Boston, ele criaria uma cratera de aproximadamente 10 quilómetros de diâmetro, ou seja, destruiria quase completamente a cidade, concluiu Jay Melosh.

Fonte: Sputnik News

VÍDEOS mostram momento em que 2 navios colidem na Argentina


Dois navios de cruzeiro colidiram no Porto de Buenos Aires, na Argentina.

O incidente ocorreu durante a manobra quando o navio Orchestra deixava o porto, enquanto que o MSC Poesia estava ancorado no cais, contudo, a colisão causou danos leves.

Nos vídeos divulgados é possível observar o momento exacto da colisão entre os dois navios através de ângulos diferentes.

Após a investigação, o navio Orchestra foi libertado e seguiu adiante, rumo a Maldonado, Uruguai. Já o navio Poesia permaneceu no Porto de Buenos Aires.

O Orchestra tem capacidade máxima de 3.200 passageiros, enquanto que o navio Poesia suporta 3.600 passageiros.

Ninguém ficou ferido durante o incidente.




Fonte: Sputnik News

Apocalipse à vista? Cientistas calculam datas de um provável fim do mundo


A humanidade corre o risco de ser extinta devido à colisão da Terra com um corpo celeste, a uma catástrofe natural ou tecnológica. Isso não é uma fantasia da mídia ou dos directores de filmes de Hollywood, mas sim previsões dos cientistas.

Embora haja diferentes opiniões sobre a data exacta do fim do mundo, o único consenso parece ser que ele vai ocorrer neste século. A Sputnik apresenta três previsões científicas sobre o evento apocalíptico. 

2036

Entre os possíveis eventos que poderiam levar ao fim do mundo um dos mais populares é a colisão da Terra com um asteroide. 

Agora o asteroide mais preocupante para os cientistas é o Apophis, que a 13 de abril de 2029 se aproximará do nosso planeta a uma distância de 38 mil quilómetros (uma distância dez vezes menor que a existente entre a Terra e a Lua). Há uma pequena possibilidade de o asteroide entrar numa zona perigosa de 600 metros onde o campo gravitacional da Terra mudará sua trajectória de voo. Se isso acontecer, o Apophis colidirá com a Terra em 2036.

Segundo os cientistas da Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscovo, na zona de risco, no caso de colisão do Apophis com a Terra em 2036, se encontram o Extremo Oriente russo, os países da América Central e África Ocidental.

2026

Há mais de 50 anos, o cientista americano Heinz von Foerster publicou com seus colegas um artigo onde revelou a data exacta do Dia do Juízo Final – 13 de novembro de 2026. Nesse dia, a população da Terra deixará de crescer exponencialmente e tenderá ao infinito. 

Para fazer os cálculos, Foerster usou dois parâmetros que determinam o destino de qualquer forma de vida: fertilidade e esperança de vida. Em 1975 o astrofísico alemão Sebastian von Hoerner levou em contra outros parâmetros, ligados à actividade humana e estabeleceu que o apocalipse chegará entre 2020 e 2050, quando a população da Terra aumentará a tal ponto que não conseguirá alimentar-se.

Os cientistas americanos, por sua vez, usaram números actuais nas fórmulas de von Hoerner e revelaram que o fim do mundo deverá acontecer não antes de 2300 e 2400 devido ao aquecimento global provocado pelas actividades humanas.

Século XXI

Em 1972 o Clube de Roma, organização informal que reúne intelectuais, cientistas e futurólogos, apresentou um relatório sobre os limites de desenvolvimento da civilização. Os autores analisaram o crescimento da população, a indústria e o consumo dos recursos não renováveis, a deterioração do ambiente e revelaram que existe uma grande possibilidade de o colapso acontecer já no século XXI, se a humanidade não mudar seu comportamento, política e desenvolvimento tecnológico.

Nos anos 1980, diversos matemáticos estabeleceram que, conhecendo o início e duração da humanidade, é possível prever quando termina. Essa hipótese se chama o "argumento do Dia do Juízo Final". Segundo os matemáticos, se quisermos analisar um qualquer processo, o mais possível é que o façamos em meados desse processo, mas não no seu início ou no fim, ou seja, a nossa civilização está a metade do caminho e ainda teremos pela frente alguns séculos ou milénios. 

Entretanto, há quem que acredite que colapso da humanidade ocorrerá já em breve. Por exemplo, o futurologista Aleksei Turchin, em seu livro "Estrutura da Catástrofe Global", analisa diferentes métodos de cálculo da data exacta do apocalipse e a maioria deles aponta que o Dia do Juízo final chegará no século XXI.

Fonte: Sputnik News

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Risco para a humanidade? Alerta de ameaça irreversível 'adormecida' no leito oceânico


Estudos científicos, citados pelo portal Phys.org, sugerem que a mudança climática poderia libertar massivamente o carbono preso no leito marinho e causar o aumento da temperatura atmosférica ao mesmo nível que levou ao fim da Era do Gelo.

Devido à actividade hidrotermal, uma grande quantidade de gases de efeito estufa escapou do leito oceânico para a atmosfera no final do período do pleistoceno, há uns 17 mil anos. O resultado dessa pesquisa foi divulgado em janeiro na revista Environmental Research Letters.

Com a libertação de gás através de actividades vulcânicas, os reservatórios subaquáticos de dióxido de carbono são formados. Posteriormente, eles se congelam até ficarem em reservatórios numa massa de hidratos na forma líquida ou sólida.

Encontrados espalhados por todos os leitos marinhos do mundo, esses depósitos permanecem intactos a menos que sejam perturbados por factores externos, tais como o aquecimento oceânico.

Caso ocorra a libertação do carbono geológico preso dentro dos reservatórios, o nível de gases do efeito estufa na atmosfera passaria por um enorme aumento, agravando o processo de aquecimento global ainda mais.

As previsões são alarmantes, principalmente por causa do ritmo actual do aquecimento global causado em sua maioria pelo factor humano. Se continuar nessa velocidade, os especialistas alertam que os oceanos poderiam alcançar uma temperatura crítica até o final deste século.

In this video from the National Academy of Sciences, a deep-sea reservoir near Taiwan spews carbon dioxide. Scientists fear such gas releases superheated the planet in the past, and warn that we need to be aware of their potential contribution in the future. Story to follow... pic.twitter.com/wWc6rYsQkw

— Sky News Tech (@SkyNewsTech) 14 de fevereiro de 2019

Neste vídeo da Academia Nacional de Ciências, um reservatório de águas profundas perto de Taiwan emite dióxido de carbono. Cientistas temem que tais libertações de gás tenham super aquecido o planeta no passado, e alertam que precisamos estar cientes de sua potencial contribuição no futuro

Cientistas também apontam para um grande reservatório de carvão no Pacífico Ocidental, ao largo da costa de Taiwan, que necessita apenas de alguns graus Celsius para perder a sua estabilidade.

"A última vez que isso aconteceu, a mudança climática foi tão grande que causou o fim da Era do Gelo […] Uma vez iniciado esse processo geológico, não podemos desligá-lo", disse Lowell Stott ao portal, pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia (EUA) e principal autor do artigo.

Fonte: Sputnik News
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...