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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

The New York Times divulga vídeo em que mostra o momento em que um míssil atinge avião ucraniano


Depois do primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, ter afirmado que o seu Governo dispõe de informações de que o voo 752 de Ukranian International Airlines (UIA) foi derrubado por um míssil iraniano, o jornal norte-americano The New York Times divulgou um vídeo em que mostra o preciso momento em que a aeronave é atingida.

O vídeo de 19 segundos divulgado e verificado pelo jornal norte-americano The New York Times mostra o exato momento em que um míssil, que tanto o Canadá como os Estados Unidos dizem ser iraniano, embate no avião que fazia o voo 752 de Ukranian International Airlines que se despenhou na quarta-feira de madrugada.

As imagens captadas mostram o projétil a atingir o avião, ouvindo-se o barulho de uma explosão. No entanto, a aeronave não aparenta cair de imediato tendo continuado a voar.


Fonte: SAPO24

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Passageiro filma avião a perder pneu ao levantar voo


Passageiro estava a filmar a descolagem quando se apercebeu que um dos pneus incendiou e caiu.

A descolagem de um voo da Air Canada Express foi gravada por um dos passageiros. O que não se esperava era que um dos pneus do lado esquerdo caísse. O passageiro publicou o vídeo nas redes sociais, onde podemos ler a seguinte descrição: "Bem, agora estou num avião que acabou de perder uma roda… 2020 começa muito bem".

O voo realizou-se na passada sexta-feira, 3 de janeiro, entre as cidades de Quebec, Montreal e Bagotville.

Havia 49 passageiros no avião. Os serviços de emergência estavam à espera do avião mas o mesmo que teve de queimar combustível durante duas horas para tentar aterrar.

Os pilotos conseguiram aterrar em segurança e não houve feridos.
Fonte: CM

domingo, 29 de dezembro de 2019

Estranho 'OVNI' triangular aparece em VÍDEO no céu de Nova York


Vídeo publicado na Internet mostra estranho objecto de formato triangular pairando sobre o céu de Nova York, após supostamente ter soltado um orb vermelho.

O evento, por enquanto pouco explicado, teria se prolongado por diversos minutos.

Conforme publicou o jornal Daily Star, o objecto triangular não se assemelha a drones ou foguetes, comumente usados por governos no mundo.

No entanto, a autenticidade da filmagem ainda não foi de todo confirmada, embora a estranha figura se assemelhe a um OVNI, conforme é possível ver no vídeo publicado no YouTube.

De acordo com a mídia, o autor do vídeo teria dito que, antes de filmar o objecto, o mesmo teria soltado um orb vermelho.


Fonte: Sputnik News

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Há um megadrone israelita a vigiar o mar europeu e os pilotos são portugueses


A Agência Marítima Europeia juntou Israel e Portugal num projeto inédito de cooperação para vigiar o Mediterrâneo. Portugueses foram treinados pelos israelitas para pilotar o gigante Hermes 900

Oito pilotos portugueses estão já a trabalhar em Tympaki, na ilha grega de Creta, no Centro de Controlo Terrestre onde é feita a vigilância de uma zona do mar Mediterrâneo, que é uma das principais rotas de refugiados em direção à Europa. Contratados pela Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), estão em missão a pedido da Frontex (Agência Europeia de Guarda de Fronteiras). Foram treinados para pilotar um dos maiores drones do mundo - o Hermes 900 (o maior é o norte-americano Northrop Grumman RQ-4 Global Hawk) - fabricado pela Elbit, um gigante israelita da indústria de defesa.,


Como se fosse um jogo de PlayStation, é com um joy stick e teclados que os portugueses fazem o Hermes 900 levantar voo, aterrar e sobrevoar o mar grego, enquanto observam os ecrãs com as imagens de satélite. É a primeira vez que aquele mega drone é pilotado por portugueses, recrutados por um consórcio nacional de aeronáutica, o CEIIA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento). Fazem parte de um projeto da EMSA, que disponibiliza drones aos estados membros que o pretendam para operações de vigilância marítima - controlo das pescas e da poluição do mar, tráfico de droga e imigração ilegal -, bem como para operações de busca e salvamento.

O primeiro teste a esta inédita aliança luso-israelita teve lugar na Islândia, durante os últimos seis meses, já depois de os portugueses, com idades entre os 25 e os 45 anos, terem recebido formação na sede da Elbit, em Telavive. As autoridades islandesas pediram à EMSA que este drone apoiasse a guarda costeira na vigilância do mar gelado da sua zona económica exclusiva, principalmente na monitorização de pesca ilegal.


Nesta missão, os portugueses ainda estiveram acompanhados por pilotos israelitas, mas agora na Grécia estão por sua conta. "É uma experiência única na vida e um grande privilégio fazer parte desta equipa excecional. É um projeto de grande potencial, com resultados surpreendentes", sublinha João, de 25 anos, residente em Lisboa (os nomes dos pilotos são fictícios, a pedido da CEIIA, por razões de segurança). Nunca antes tinha pilotado e interrompeu o curso de Engenharia Mecânica para viajar para Israel. Rafael, 37 anos, de Lagos, já tinha experiência de pilotagem de helicópteros e assinala que estar ao comando deste drone "é igualmente gratificante", tratando-se de uma missão que, "não tendo, naturalmente, o risco pessoal associado", necessita de todo "o rigor e exigência que são uma constante no mundo da aeronáutica".

O DN contactou a Elbit para comentar este projeto, mas não recebeu resposta. Da parte da empresa portuguesa, fonte oficial sublinha a "grande satisfação de poder participar nesta operação com a Elbit, a maior empresa de defesa de Israel, com grande prestígio e capacidade tecnológica". A CEIIA destaca que a cooperação estabelecida com Portugal, com a operação dos drones a ficar sob responsabilidade de um país estrangeiro, "é única no mundo". "Criou-se um ambiente de grande confiança", assinala a empresa.

Além dos pilotos, cujos perfis a CEIIA procurou que fossem "variados, com mais e menos experiência, mais novos e mais velhos", foram também recrutados em Portugal seis mecânicos - ou seja, no total, a operação do Hermes 900 envolve 14 portugueses.

Com estes drones, explica o porta-voz da EMSA, "os Estados membros dispõem de vigilância marítima que não poderia ser alcançada com os meios clássicos (terrestres, satélites e aeronaves tripuladas). Os RPAS (remotely piloted aircraft systems) oferecem a capacidade única de fornecer dados de alta resolução a uma grande distância e têm a capacidade de permanecer imobilizados no ar em situações no mar, "como num caso de busca e salvamento".


O Hermes 900, acrescenta a EMSA, "tem a grande vantagem de ter uma autonomia de 12 a 14 horas, muito maior do que alguns aparelhos tripulados, como helicópteros e aviões, que normalmente têm uma resistência menor (quatro a seis horas), devido à necessidade de mudança de tripulação e de abastecimento de combustível".

A CEIIA e a Elbit ganharam este concurso - no valor de 56 milhões de euros - em 2018 e a sua missão na Islândia teve início em abril deste ano. O contrato é por dois anos, mas prolongável por mais dois. Com esta aliança, a empresa portuguesa ganhou pilotos com formação de alto nível para poder concorrer a outros concursos internacionais. "Foi construída uma capacidade de base", salienta a CEIIA.

Fonte: DN

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Primeiro avião comercial totalmente elétrico fez o seu primeiro voo no Canadá


Um hidroavião totalmente elétrico, desenvolvido pela Harbour Air e magniX, levantou voo, esta terça-feira, em Vancouver, no Canadá.

Segundo a BBC, foi um pequeno teste, de apenas 15 minutos, mas que, para as empresas envolvidas no projeto, foi o primeiro passo para construir a “primeira frota comercial elétrica do mundo”.

“Este voo histórico significa o início da terceira era da aviação — a era da eletricidade”, pode ler-se num comunicado assinado pelas duas companhias.

O hidroavião — Havilland Canada DHC-2 Beaver — dá para seis passageiros e foi equipado com um motor elétrico de 750 cavalos. Lançado no Paris Air Show, no início deste ano, a australiana magniX afirma que o sistema de propulsão visa proporcionar uma “forma limpa e eficiente de alimentar aviões”.

Por sua vez, a operadora canadiana de hidroaviões Harbor Air espera eletrificar toda a sua frota até 2022, desde que garanta as aprovações regulatórias e de segurança.

De acordo com a AFP, uma aeronave como a que agora levantou voo só poderia voar cerca de 160 quilómetros com uma bateria de lítio. Porém, para o diretor executivo da magniX, Roei Ganzarski, apesar de não ser muito, “é o suficiente para começar a revolução”.


Fonte: ZAP

sábado, 9 de novembro de 2019

Maior helicóptero do mundo Mi-26 transporta avião de passageiros na Rússia


O vídeo do maior helicóptero do mundo, Mi-26, transportando um avião de passageiros Tu-134 se tornou viral nas redes sociais.

No vídeo se pode observar como o enorme helicóptero faz descer o avião de passageiros após transportá-lo fixo na sua parte inferior.

O avião comercial de passageiros é um Tu-134 que tinha sido colocado em frente da entrada do aeroporto na cidade russa de Tiumen para fazer dele um monumento. O vídeo foi visto 70 mil vezes no Instagram.


O vídeo de um helicóptero transportando um avião de passageiros pode parecer algo surreal, no entanto, esta tarefa é relativamente habitual para o Mi-26, já que este helicóptero tem um peso de descolagem máximo de 56 toneladas e pode transportar uma carga externa de até 20 toneladas.

O helicóptero visto no vídeo é um Mi-26T – uma das primeiras versões civis desta gigantesca aeronave. O modelo se usa para extinção de incêndios e para reabastecimento em voo.

Fonte: Sputnik News

terça-feira, 29 de outubro de 2019

A misteriosa missão do avião espacial da Força Aérea dos EUA após dois anos na órbita da Terra

O X-97B aterrou na Florida, no passado dia 27 de outubro de 2019, 
completando assim a sua 5.ª missão

EUA apenas dizem que os objetivos da missão foram cumpridos.
Eram 3h51 do dia 27 de outubro quando o Boeing X-37B aterrou no Centro Espacial Kennedy, na Florida. Sem tripulantes a bordo e movido a energia solar, o aparelho aterrou em segurança e, de acordo com os responsáveis pela missão, com os objetivos cumpridos.

Desconhece-se o que esteve a fazer durante os 780 dias que se manteve na órbita da Terra. A Força Aérea mantém o silêncio sobre a missão, mas não escondem satisfação pelo sucedido.

"O céu não é mais o limite da Força Aérea e, se o Congresso o aprovar, da Força Espacial dos Estados Unidos", explicou, em comunicado, o chefe de gabinete da Força Aérea dos EUA, o general David L Goldfein.

O X-37B fez, ao todo, cinco voos. Este foi o mais longo: 780 dias. Esta última missão estabeleceu assim um novo recorde de resistência. O aparelho foi lançado a partir de um foguete SpaceX Falcon 9 em 7 de setembro de 2017.

O QUE É O X-37B

Trata-se de um monoplano movido a energia solar e construído pela Boeing. Foi primeiro desenvolvido pela NASA para servir de teste para futuras naves espaciais reutilizáveis.

É conhecido como "baby shuttle" por ser muito semelhante a um space shuttle, aeronaves usadas em missões espaciais. Tem nove metros de comprimento, três de altura e quase cinco de largura. Tem capacidade para cinco pessoas.


O aparelho foi lançado a partir de um foguete SpaceX Falcon 9 em 7 de setembro de 2017 e regressou à terra dois anos depois.

Fonte: SIC Noticias

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Lockheed Martin apresenta o ousado helicóptero furtivo Raider X


O fabricante norte-americano Sikorsky, que é parte da empresa Lockheed Martin, mostrou o design de seu helicóptero furtivo de escolta e reconhecimento Raider X.

O piloto de testes da Sikorsky para o Raider, Bill Fell, disse que o novo modelo irá combinar "os melhores elementos do desempenho de helicóptero de baixa velocidade com a performance de cruzeiro de um avião", citou a Aviation Today.

O presidente da Sikorsky, Dan Schultz, disse que a empresa vai incentivar o know-how da Lockheed Martin e "vai entregar a única solução que dá ao Exército dos EUA a superioridade necessária para atender aos requisitos de sua missão".

O projecto Raider X usa rotores rígidos coaxiais projectados para melhor desempenho em altas velocidades e uma hélice que tira a carga axial dos rotores.

Os rotores coaxiais também permitem que o Raider X alcance velocidades superiores a 463 km/h em altitudes superiores 2.740 metros.

A aeronave tem controle de voo optimizados, mitigação de vibrações, capacidade de manobra em baixa e alta velocidade com um ângulo de até 60 graus, informa a Lockheed Martin.


Fonte: Sputnik News

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Astrónomos detetaram a estrela de neutrões mais densa de sempre


Apesar de ter apenas 30 quilómetros de diâmetro, tem uma massa duas vezes maior que a do sol, muito perto do limite que, em teoria, provoca o colapso da estrela, transformando-a num buraco negro.

Uma equipa de astrónomos norte-americanos detetou a estrela de neutrões mais densa identificada até hoje no Universo. Com cerca de 30 quilómetros, a estrela J0740 + 6620 está a 4600 anos-luz de distância e tem 2,17 vezes a massa do sol e 333 mil vezes a massa da Terra. A descoberta foi divulgada esta segunda-feira no jornal Nature Astronomy.

As estrelas de neutrões formam-se após a explosão de grandes estrelas - são, na verdade, uma fase final da vida da estrela. Nas estrelas de neutrões já não existem as reações nucleares que fornecem energia a estes corpos celestes. Sem esta condicionante, a força da gravidade comprime a matéria dentro de um raio muito pequeno, de apenas algumas dezenas de quilómetros, pelo que as estrelas de neutrões são as mais pequenas e densas que se conhecem.

Um exemplo, dado pelo próprio Observatório que fez a descoberta, através do telescópio Green Bank, na Virgínia: um cubo de açúcar feito do material de uma estrela de neutrões pesaria, na Terra, 100 milhões de toneladas.
A estrela de neutrões que agora foi detetada quase desafia os limites da Física, dado que tem uma densidade já muito próxima do limite em que deverá colapsar e transformar-se num buraco negro, o que é suposto acontecer, em termos teóricos, se tiver uma massa maior do que 2,2 massas solares. A J0740+6620 não está longe: tem 2.17 vezes a massa do Sol.

A estrela agora detetada é um pulsar, um tipo específico de estrela de neutrões que emite ondas de rádio a partir dos polos magnéticos. "Esses feixes varrem o espaço de maneira semelhante a um farol", explica o Observatório - "Alguns giram centenas de vezes a cada segundo. Como os pulsares giram com velocidade e regularidade, os astrónomos podem usá-los como o equivalente cósmico dos relógios atómicos".

A acrescer a isto, o trabalho da equipa de investigadores beneficiou da proximidade de uma estrela anã relativamente à estrela de neutrões. Os dois objetos celestes orbitam entre si e a gravidade que exercem é tal que deforma o espaço, distorcendo assim a radiação emitida pela estrela de neutrões, que por força deste efeito demora mais tempo a "viajar" no espaço - um fenómeno conhecido como atraso de Shapiro ou atraso de tempo gravitacional -, o que permitiu aos investigadores calcular a massa do J0740+6620.

Fonte: DN

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

C-130: Bisontes atingem as 80 mil horas de voo


Os Hércules C-130 entraram em 1977 ao serviço da Força Aérea e as quatro aeronaves ainda em atividade operam a partir da base do Montijo.

frota dos Hércules C-130 da Força Aérea atingiu esta semana as 80 mil horas de voo, ao fim de 42 anos de serviço e durante uma missão na Holanda, informou o ramo.

Pertencentes à esquadra 501, conhecida como Bisontes, os C-130 chegaram à Força Aérea em 1977 e estão atualmente em processo de substituição pelos KC-390 do fabricante brasileiro Embraer.

"Onde necessário, quando necessário" é o lema da esquadra de transporte dos C-130, responsáveis pelo transporte tático de tropas e carga para os diferentes teatros de operações, assim como de apoio logístico às forças nacionais destacadas.

A Força Aérea tem atualmente quatro desses aparelhos de fabrico norte-americano, para cuja substituição a nível mundial concorrem modelos como o KC-390 da Embraer e o A400M europeu.

Esta frota da Força Aérea - que opera a partir da Base Aérea do Montijo - foi empregue na última década com fortes limitações operacionais no espaço europeu, por falta de modernização dos seus aviónicos, agora a ser atualizados para garantir a sua operacionalidade até à chegada dos KC-390.


Fonte: DN

domingo, 11 de agosto de 2019

Os 58 anos da Histórica Operação Atlas


Recordando os 58 anos da Histórica Operação Atlas
Foi em 8 de Agosto de 1961, que 8 aviões F-86F Sabre saíram a voar para a BA-12 Bissalanca...

OPERAÇÃO "ATLAS"


1961 – “Ferry” Monte Real – Guiné-Bissau . “Uma Travessia de Sucesso”

No início do ano os ventos que sopravam de África não eram os melhores, já que os movimentos de libertação das ex-Províncias Ultramarinas começaram a surgir, primeiro em Angola, a seguir Guiné e por último Moçambique.

Não havia dúvida de que a presença de Forças Militares do Exército, Marinha e Força Aérea, eram inevitáveis e foi o que veio a acontecer, realmente.

Entretanto, na Base Aérea Nº5, mais concretamente na Esquadra 51 (Linha da Frente), começou a ouvir-se e a pairar a hipótese de uma formação de aviões F-86F “Sabre” fazer um “ferry” que à partida podia ser até ao arquipélago de Cabo Verde (ilha do Sal). À medida que o tempo ia passando mais se acentuava a ideia que a missão em termos de futuro próximo iria ser uma realidade.


Assim, continuando a haver a manutenção do 1º. Escalão com o propósito de ser mantido o programa normal de operacionalidade da Esquadra 51, também a partir desse momento começaram a ser escolhidas as aeronaves que pudessem dar mais garantias para a referida missão.Os aviões tinham de possuir os seguintes requisitos:

1.-O maior número de horas disponíveis para a próxima grande inspecção periódica (célula/motor).

2.-Os equipamentos de todas as especialidades possuírem uma garantia de boa operacionalidade.

3.-Instalar “drops” (depósitos externos) de 120 galões, a fim de cada aeronave atingir o pleno total de combustível – JP4 (1.075 galões).

4.-Cada aeronave tinha de efectuar um voo (ou mais) de experiência para verificação de todos os sistemas, consumo dos “drops” e até a sua própria autonomia.

Na preparação dos aviões para esta missão houve uma tarefa que ultrapassou todos os cálculos previstos em termos de “mão-de-obra directa”, que foi a instalação dos “drops” de 120 galões. Houve uma justificada razão para a imprevista situação, que foi a seguinte:

Quando da chegada das aeronaves à Base Aérea Nº2-Ota (Agosto – 1958), todas traziam instalados os “drops” de120 galões, mas foram de imediato retirados e nunca mais voltaram a ser montados nos aviões, uma vez que os voos efectuados em Portugal e na Europa não necessitavam da sua utilização.

Como o “teste de fugas” dos depósitos só podia ser realizado no avião, é fácil concluir que várias mudanças tiveram de ser realizadas, dado o longo período em que o sistema esteve desactivado.

Há um outro pormenor que não quero deixar de registar, que era o facto de haver um parafuso principal de fixação do “drop” de 120 galões ao seu suporte (na asa), em que tinha de ser dado um torque (esforço de rotação) com chave dinamómetro (força) no valor de 1.500 lbs.. Como se compreende o esforço solicitado era muito grande (em sucessivos parafusos) e por acordo mútuo o torque só era dado por mim (Cabeleira) ou colega Lino Carneiro. 

Acontece, que nesse mesmo período todo o pessoal andava a tomar as vacinas necessárias (febre amarela, varíola, etc.) e com o esforço despendido começaram a aparecer ínguas nos sovacos / axilas, o que nos assustou, naturalmente, mas depois de medicados tudo se foi normalizando e voltaram os níveis de confiança que tanto eram necessários no momento.

Devo acrescentar que para além da especialidade MMA, colaboraram também na instalação dos “drops” de 120 galões, os MELEC e MAEQ.

Concluindo, as horas do dia ou da noite e até Sábados e Domingos não contavam para a execução desta tarefa, o importante era o aprontamento das aeronaves para a missão, e esse desiderato foi amplamente conseguido por todos os intervenientes (pilotos e mecânicos).

Com o planeamento e embalagem do material sobressalente julgado necessário para este tipo de missão, estava concluído nos primeiros dias de Agosto, todos os preparativos da “Operação Atlas” (nome de código para o Destacamento 52 da BA5), e, naturalmente, foi aguardada com muita ansiedade e expectativa o momento da partida que chegou.
Aeronaves escolhidas para o “raid”: F-86F "Sabre" nº.s 5307, 5314, 5322, 5326, 5354, 5356, 5361 e 5362.

Obs.: No voo Monte Real – Montijo, seguiram mais dois (2) aviões F-86F, que ficaram de reserva à missão.

As duas aeronaves foram levadas para a BA6, pelos seguintes pilotos:1º.Sarg. Pil José Carlos Alves Patrício e 2º.Sarg. Pil Eugénio Vieira Bolais Mónica.

Participou na “Travessia” Monte Real – Guiné-Bissau o seguinte pessoal:

Pilotos: 
Capitão Pilav-Ramiro de Almeida Santos-Chefe de Missão,
Capitão Pilav-José Fernando de Almeida Brito, 
Tenente Pilav-Aníbal José Coentro Pinho Freire, 
Tenente Pilav-Alcides Telmo Teixeira Lopo, 
1º.Sarg. Pil-António Rodrigues Pereira, 
1º.Sarg. Pil-José Luís Pombo Rodrigues, 
1º.Sarg.Pil-Humberto João Cartaxo da Silva, 
2º.Sarg.Pil-Rui Salvado da Cunha.

Equipa Técnica de Apoio Durante o Movimento (Escalão Precursor)

Tenente TMMA-Joaquim da Conceição Conduto
2º.Sarg.MMA-João Luís Gustavo Mil-Homens
2º.Sarg.MELEC-Manuel Jaime da Silva Barros
2º.Sarg.MAEQ-Alberto Gonçalves Diogo
2º.Sarg.MRAD-José Manuel Loureiro Pires
Fur.MMA-Lenine Gouveia das Neves
Fur.MELEC-Victor António da Silva Pacheco
1º.Cabo MMA-Augusto dos Santos Nogueira
1º.Cabo MMA-Fernando de Jesus Pinho
1º.Cabo MMA-Duarte Gonçalves
1º.Cabo MMA-Valter José Ferreira O. Almeida
1º.Cabo MMA-Fernando José Pereira Timóteo
1º.Cabo MMA-Helder Ferreira Mendes
1º.Cabo MMA-Abílio Ascenso
1º.Cabo MMA-Aires António Fernandes Barbosa
1º.Cabo MMA-Albertino José R. Félix
1º.Cabo MRAD-Eduardo Vieira de Castro
1º.Cabo MRAD-Américo Vieira Ferreira.

Obs.: A Equipa Técnica de Apoio (Escalão Precursor) saiu da BA5 para a BA6 – Montijo em 08AGO1961, no avião “Douglas” DC-6 Nº. 6704 (Com.te TCor. Pilav Rangel de Lima) e descolou na manhã do dia seguinte (09AGO) para o Gando (ilhas Canárias).

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Quer saber por onde anda um voo em específico? O FlightAware ajuda-o a descobrir


No site FlightAware pode rastrear qualquer voo no mundo. Por isso, esta plataforma pode ser bastante útil para saber do "paradeiro" dos seus filhos, familiares ou amigos.

Estamos em pleno mês de agosto, uma altura em que muitos portugueses escolhem o país como opção, mas também outros destinos de viagem. Na altura de saber como está o estado do voo de um filho, familiar ou amigo seu o site FlightAware pode ser uma ferramenta bastante útil.

Através de um mapa interativo e em constante atualização, o site mostra o estado dos voos a nível global, com detalhes de altitude e velocidade do avião. Para isso basta procurar pelo voo, cidade ou aeroporto.

Assim que tiver selecionado o voo, o site mostra-lhe a rota do avião e se está atrasado ou não. Caso o voo tenha sido cancelado essa informação também vai surgir nas indicações do FlightAware. A plataforma fornece-lhe ainda indicações mais "técnicas", como níveis de turbulência e de temperatura.

O site conta com mais de 10 mil fornecedores de dados com soluções globais de rastreamento de voos, tecnologia preditiva, análise e ferramentas de tomada de decisão. Os dados de sistemas de controle de tráfego aéreo têm como origem mais de 45 países.

Fonte: Tek Sapo

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Queda de sonda israelita "contaminou" a Lua com seres vivos microscópicos


Chamam-se tardígrados e são seres microscópicos conhecidos por aguentarem condições extremas. Embora em estado de dormência, ficaram espalhados no solo lunar quando a sonda que os continha se despenhou

A sonda israelita Beresheet, que esteve perto de tornar-se na primeira missão lunar privada bem sucedida, carregava em si um arquivo com 30 milhões de páginas de informação sobre o planeta Terra e a espécie humana, incluindo amostras de ADN humano. A bordo seguiam também milhares de tardígrados desidratados, uma espécie animal microscópica capaz de sobreviver a condições extremas, inclusive no Espaço.

Assim que tomaram conhecimento do despenho da sonda israelita, Nova Spivack, criador da Arch Mission Foundation, a iniciativa responsável pela criação dos arquivos humanos a bordo da Beresheet, e alguns dos colaboradores da organização procuraram determinar se a informação no arquivo tinha resistido à queda na Lua.

«Nas primeiras 24 horas ficámos em choque», contou Nova Spivack à Wired, sublinhando que a equipa «estava ciente dos riscos, embora pensassem que não seriam significativos.» A equipa estima que, apesar do impacto, o arquivo esteja intacto ou em pedaços que permitem recuperar a informação.

Nova Spivack explicou também que um cenário em que os tardígrados colonizem a Lua é altamente improvável, pois neste momento os animais encontram-se numa espécie de dormência biológica. Só no caso de serem trazidos de volta para a Terra, serem reidratadas ou estarem num local com atmosfera é que podem “voltar à vida”. A Wired indica que alguns cientistas já conseguiram reanimar alguns exemplares desta espécie e que estavam em estado de dormência há cerca de dez anos.
Além dos tardígrados, o arquivo lunar que a Beresheet levava continha 25 camada de níquel com apenas alguns micrómetros de espessura (um micrómetro é o equivalente a um milionésimo de metro). As primeiras quatro camadas continham cerca de 30 mil imagens de alta definição com páginas de livros sobre introdução a algumas línguas faladas na Terra, manuais e chaves para descodificar as restante 21 camadas, que continham a esmagadora maioria das páginas de Wikipedia em língua inglesa e milhares de obras de literatura clássica.

Foi utilizado um sistema de armazenamento analógico, mas para comprimir a informação a organização recorreu a um especialista que utilizou uma técnica de gravação nanométrica de imagens de alta resolução em níquel. Foi usada uma tecnologia laser de alta precisão que gravou as imagens “átomo a átomo”, em partículas de vidro, que depois receberam um revestimento de níquel. O resultado são imagens holográficas que podem ser vistas utilizando um microscópio capaz de ampliar imagens mil vezes.

À Wired, Spivack contou que deseja incluir um maior número de amostras de ADN nos próximos arquivos lançados para o Espaço, inclusive amostras de espécies em vias de extinção. A partir do próximo outono a Arch Mission Foundation vai dar início a uma recolha de novas amostras.
Fonte: EI

domingo, 4 de agosto de 2019

VIGILÂNCIA E RECONHECIMENTO


O Estado Português adquiriu, através do “Concurso de Aquisição de Aeronaves de Transporte Aéreo-Táctico e de Vigilância Marítima”, 12 aeronaves C-295M. 

Destas, cinco têm provisões para a instalação dos três sistemas de missão também adquiridos no âmbito deste programa. As últimas duas aeronaves estão igualmente equipadas com provisões para a instalação do Sistema de Reconhecimento Fotográfico (RFOT). 

O C-295M (versão PG02 – designação atribuída à configuração de Vigilância Marítima) está equipado com um sistema de missão desenvolvido pela Airbus Military e baptizado como: FITS (Full Integrated Tactical System).

A versão em que é possível a instalação do RFOT foi baptizada como PG03, ou seja permite a instalação das configurações de Vigilância e de Reconhecimento. O FITS gere o funcionamento dos sensores que equipam a aeronave, optimiza e potencia os resultados obtidos, através da integração dos dados recolhidos e pela forma como os apresenta ao Coordenador Táctico (CT). Esta característica torna o C-295M numa plataforma de elevado potencial na execução de missões de vigilância em ambiente marítimo, podendo no entanto a sua aplicabilidade ser facilmente estendida para outros cenários de operação.

O C-295M/PG02 tem uma autonomia de aproximadamente 10 horas de voo, o que considerando velocidades médias de 200 KIAS, para operação ao nível do mar, representa a possibilidade de voar aproximadamente 2000 NM (3704 KM). 


Com esta performance é possível ao C-295M/PG02 cobrir toda a Zona Económica Exclusiva (ZEE) nacional nas suas três subáreas (Continente, Madeira e Açores), sendo possível executar a cobertura das subáreas do Continente e da Madeira a partir do Montijo (BA6), e a dos Açores a partir das Lajes (BA4). Mesmo considerando a potencial extensão da plataforma continental, que ampliará significativamente a dimensão da ZEE, o C-295M manterá a capacidade de efectuar uma vigilância efectiva na sua área de operação. 

No âmbito de intervenção da Vigilância Marítima, o C-295M/PG02 está assim optimizado para o cumprimento das seguintes missões: Monitorização e Controlo das Actividades de Pesca, Monitorização e Controlo de Actividades Ilícitas (imigração ilegal, tráfico de pessoas e de substâncias ilegais, pirataria, etc.), Monitorização e Controlo da Poluição Marítima (derrames acidentais, lavagens ilícitas, etc.), Monitorização e Controlo do Tráfego Marítimo (cumprimento do Esquemas de Separação de Tráfego –EST – e das demais regras de circulação marítima), assim como outras missões de âmbito militar, ou outro, definido superiormente.

O C-295/PG03 garante uma capacidade acrescida ao nível do Reconhecimento Fotográfico nas suas infindáveis aplicações, sejam de carácter exclusivamente militar (caracterização do terreno e de potenciais alvos), ou outro mais lato, em que a sua aplicabilidade tem uma enorme variedade de utilizações (Cartografia, Ordenamento do Território, Exploração de Recursos Naturais, Arqueologia, Gestão da Água, etc.). Esta missão pode ser executada até uma altitude de 30.000 pés.

O Estado Português está agora mais reforçado na panóplia de meios que tem à sua disposição para a garantia da protecção dos seus recursos naturais de exploração marítima e, se necessário, no apoio a acções de âmbito internacional nesta vertente que tem vindo a assumir cada vez mais importância no contexto internacional. As características Multi Role desta aeronave e as diversas configurações que pode adquirir garantem uma extensão de aplicabilidade em diversas áreas das Operações Aéreas: Transporte Aéreo, Busca e Salvamento, Vigilância e Reconhecimento (ISR – Intelligence Surveillance and Reconnaissance).

A Esquadra tem vindo a realizar este tipo de missão na operação FRONTEX onde põe em pratica os conhecimentos adquiridos nesta área.


Fonte: Facebook

quarta-feira, 24 de julho de 2019

O maior avião híbrido elétrico do mundo já levantou voo

Ampaire Electric EEL

O maior avião híbrido elétrico do mundo está em fase de teste e está pronto para começar a ser produzido em série daqui a dois anos. A aeronave terá um motor a combustível e outro a eletricidade.

Se há uns anos os veículos elétricos eram praticamente inexistentes, hoje ganham mais força do que nunca. A Ampaire, uma empresa de tecnologia amiga do ambiente está preparada para começar a produção em série do EEL, aquele que é o maior avião híbrido elétrico do mundo.

O EEL é um retrofit, ou seja, uma modernização do Cessna 337, que conta originalmente com dois motores de propulsão a combustível — um atrás e outro à frente. A diferença no EEL é que um desses motores será elétrico.

De acordo com o ZDNet, este é um passo importante na redução das emissões de gases com efeitos de estufa na aviação. Ainda este ano, a Harbour Air, a maior companhia aérea de hidroaviões da América do Norte, mostrou interesse em tornar toda a sua frota elétrica. A empresa está a tentar ser a primeira no mundo a atingir zero emissões de carbono.

E não é só o ambiente que fica a ganhar com a mudança para aviões híbridos elétricos ou totalmente elétricos. Isto porque o combustível representa, atualmente, entre 30 e 50% dos custos operacionais das companhias aéreas.

“O Ampaire Electric EEL é o primeiro passo para reduzir as emissões, para custos operacionais mais baixos e voos mais silenciosos”, disse o CEO da empresa, Kevin Noertker. A aeronave híbrida permite uma redução nos custos do combustível e manutenção em cerca de 50%.

O avião, com capacidade para quatro ou seis passageiros, está atualmente numa fase experimental de 30 meses. A empresa espera que, a partir de 2021, esteja totalmente certificada e pronta para a produção em série.

“Isto é algo novo e emocionante na aviação: desempenho de apenas 38 litros por horaem cruzeiro. Adicionalmente, a oportunidade de reduzir a pegada ambiental e ainda desfrutar da liberdade e flexibilidade para voar como desejar”, disse Noertker.


Fonte: ZAP
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