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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Astronauta Helen Sherman: extraterrestres existem e podem já estar aqui


Helen Sharman foi o primeiro astronauta britânico e, em 1991, tornou-se a primeira mulher a visitar a estação espacial Soviet Mir. 

Numa entrevista publicada no The Guardian ontem, ela fez um comentário sobre extraterrestres, a última parte da qual é um levantar de sobrancelhas:

"Os alienígenas existem, não há dois caminhos. 
Há tantos biliões de estrelas no universo que deve haver todos os tipos de formas de vida diferentes. Serão como você e eu, feitos de carbono e nitrogénio? Talvez não. 
É possível que eles estejam aqui agora e nós simplesmente não podemos vê-los. "

Fonte: boingboing

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Um computador feito de ADN pode calcular a raiz quadrada de 900


Um computador feito de filamentos de ADN num tubo de ensaio pode calcular a raiz quadrada de números até 900.

Chunlei Guo, da Universidade de Rochester, no estado de Nova York, e colegas desenvolveram um computador que usa 32 filamentos de ADN para armazenar e processar informações. Ele pode calcular a raiz quadrada dos números quadrados 1, 4, 9, 16, 25 e assim por diante até 900.

O computador de ADN usa um processo conhecido como hibridação, que ocorre quando duas fitas de ADN se unem para formar o ADN de fita dupla.

Para começar, a equipe codifica um número no ADN usando uma combinação de dez blocos de construção. Cada combinação representa um número diferente de até 900 e é anexada a um marcador de fluorescência.

A equipe então controla a hibridação de forma a alterar o sinal fluorescente geral, de modo a corresponder à raiz quadrada do número original. O número pode ser deduzido da cor.

O computador de ADN pode ajudar a desenvolver circuitos de computação mais complexos, diz Guo. "A computação em ADN ainda está na sua infância, mas é uma grande promessa para resolver problemas que são muito difíceis ou mesmo impossíveis de lidar com os actuais computadores baseados em silicone", diz ele.

Guo acredita que os computadores de ADN podem um dia substituir os computadores tradicionais por cálculos complexos.

Fonte: NewScientist

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Uma enorme nave espacial em Austin envia um código de luz


Fonte: Youtube

"Marree Man." NASA divulga fotografia de geoglifo mistério na Austrália


Tem 3,5 quilómetros de comprimento e é visível do espaço. Não é conhecida a autoria deste desenho com a figura de um homem, nem com que intuito esta obra foi deixada no local.

"Homem de Marree" [Marree Man] é um desenho gravado na terra em solo australiano. Desde que foi detetado por um piloto, em 1998, o geoglifo tem gerado mistério e especulação, mas a NASA acaba de divulgar uma fotografia da inscrição situada no sul da Austrália.

Tem 3,5 quilómetros de comprimento e é visível do espaço. Não é conhecida a autoria deste desenho com a figura de um homem, nem com que intuito esta obra foi deixada no local.

Em 2016, refere a CNN , os contornos do desenho foram reforçados por uma comunidade de uma cidade a 60 quilómetros do lugar, para que a erosão não apagasse as suas linhas.

Várias teorias têm surgido ao longo dos anos quanto à autoria do geoglifo. Acredita-se que tenha sido idealizado por um artista profissional, mas as hipóteses divergem no que diz respeito à nacionalidade do autor. De Alice Springs (Austrália) ou dos EUA, o artista fez nascer uma obra misteriosa que pode vir a tornar-se verde, já que o grupo de pessoas que reforçou os limites do desenho criou sulcos de vento, projetados para capturar a água e incentivar o crescimento da vegetação.

A imagem divulgada pela NASA data de 22 de junho de 2019.

Fonte: TSF

FACTO OU FICÇÃO General Steven Kwast (USAF): “Existe tecnologia para tele transportar seres humanos da Terra para qualquer lugar”


Steven Lloyd Kwast é tenente-general aposentado da Força Aérea dos Estados Unidos que realizou uma conferência no mês passado que parece sinalizar ainda mais que o espaço será o próximo grande campo de batalha.

A conferência de Steven Kwast, realizada no prestigioso Hillsdale College, incluiu comentários que sugerem fortemente a possibilidade de os militares dos EUA e seus parceiros da indústria já terem desenvolvido tecnologias de próxima geração que têm o potencial de mudar drasticamente o campo aeroespacial e a civilização humana para sempre, como também publicado pela revista The Drive num extenso artigo sobre tecnologia espacial avançada.


Entre os 11:55 - 12:10 minutos do vídeo que pode ver abaixo, Kwast afirma de alguma forma bizarra que os Estados Unidos actualmente têm tecnologias revolucionárias que podem tornar obsoletas as actuais capacidades aeroespaciais: ”Actualmente, a tecnologia está presente nos bancos de engenharia. Mas a maioria dos americanos e a maioria dos membros do Congresso não tiveram tempo de realmente analisar o que está acontecendo aqui. 

Mas tive o benefício de 33 anos de estudo e amizade com esses cientistas. Hoje, essa tecnologia de ponta pode ser construída com um sistema tecnológico não muito evolutivo, adequado para transportar (ou melhor, tele transportar - ADN) de qualquer ser humano de qualquer lugar do planeta Terra, para qualquer outro lugar em menos de uma hora . Assim, o general Kwast, em seu discurso no Hillsdale College, afirmou claramente que a tecnologia STARGATE realmente existe.


O Dr. Dan Burisch, um ex-funcionário das forças militares secretas dos Estados Unidos, que também trabalhou directamente sob as ordens do "Majestic 12" fala sobre essas tecnologias. Uma de suas declarações mais importantes diz respeito a "Stargate" ou portais dimensionais. São dispositivos fabricados também na Terra, mas com tecnologia de origem extraterrestre. Segundo o Dr. Burisch, as informações sobre como construir os Stargates estão nas tabelas sumérias que eram usadas para se comunicar com outras civilizações extra-planetárias.


Através dessa tecnologia Stargate, qualquer ser humano pode ter acesso a um buraco de minhoca e se tele transportar da Terra para qualquer outro lugar, mesmo no espaço, na Lua ou em Marte. Dan descreve um Stargate que está na Área 51 dizendo que próximo a esse enorme aparato, havia uma plataforma que permitia que o objecto fosse jogado dentro do buraco de minhoca para viajar para outras estrelas, transportando pessoas ou materiais de um lugar para outro, instantaneamente.

Novamente, uma teoria da conspiração se torna realidade e foi demonstrado que o tele transporte não é apenas ficção, é uma realidade.

Também nos mostra o quanto os governos escondem, por segurança ou por seguir uma agenda sombria da tecnologia que existe hoje, que é muito mais avançada do que podemos imaginar.

O que acha? Acredita nas palavras do tenente-general Kwast sobre tele transporte? 


Fonte: SOUL:ASK

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Para tornar os robôs mais eficazes, é preciso fazê-los temer a própria morte


Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, sugerem que a estratégia ideal para fazer com que os robôs funcionem melhor passa por programá-los para temer a morte.

É certo que a Inteligência Artificial está a avançar a passos largos, mas levá-la ao próximo nível pode exigir uma abordagem mais drástica: tentar dar à IA uma sensação de perigo e a fragilidade da sua própria existência.

Uma equipa de investigadores desta universidade norte-americana sugere que forçar os robôs a operar em termos de autopreservação traz melhores resultados, tornando-os mais produtivos. Os cientistas suspeitam que o medo da morte pode ser um importante passo na caminho para a verdadeira Inteligência Artificial.

O objetivo é conseguir construir robôs e sistemas de Inteligência Artificial capazes de avaliar o seu próprio comportamento. Assim que consigam aprender as ações que podem levar à sua morte, os robôs podem aprender a exercer restrições quando for apropriado, segundo o artigo científico, publicado na Nature Machine Intelligence.

Isso levaria a sentimentos simulados – ou, pelo menos, ao equivalente robótico dos nossos sentimentos -, apontam os cientistas. A equipa defende que a melhor forma de tornar os robôs resistentes não passa por torná-los impenetravelmente fortes, mas sim por torná-los vulneráveis.

Dar sentimentos aos robôs também daria aos cientistas uma plataforma para investigar a própria natureza dos sentimentos e da consciência humana. Os investigadores acreditam que, dadas as melhorias que estão a ser feitas no campo da robótica, esta ideia de um robô autoconsciente pode não ser assim tão fantasiosa.

Além disso, os cientistas defendem que tornar a IA mais parecida com os humanos – seja com sentimentos ou com a capacidade de sonhar – pode ser o necessário para tornar estes sistemas ainda mais úteis.

Fonte: ZAP

Homem-máquina: cérebro humano poderá receber chip em breve, segundo especialista


Tecnologia que permitirá seres humanos utilizarem inteligência artificial para programar o cérebro e reproduzir fantasias está perto de ser criada, segundo cientista.

De acordo com a pesquisadora Isabel Millar, especialista em inteligência artificial, os seres humanos poderão em breve carregar no seu cérebro chips capazes de promover fantasias diversas, o que, segundo ela, levanta muitas questões.

Conforme publicou o jornal Daily Star, o desenvolvimento da inteligência artificial permitirá, além da integração dos chips com o cérebro humano, passar as personalidades humanas a robots e vice-versa.

Contudo, a fusão entre homem e máquina levanta a dúvida até onde o ser humano seria um indivíduo.

"Quando começarmos a ter a ideia de programar genuinamente partes do cérebro e a subjectividade das pessoas, então iremos falar sobre diferentes questões quanto a consentimento e relacionamentos", declarou a especialista em uma conferência da empresa de inteligência artificial Raspberry Dream Labs, em Londres.

Falando sobre quando a tecnologia atingirá tal estágio, Millar disse que "estamos chegando ao ponto onde estas coisas possivelmente vão acontecer".

'Ressuscitando mortos'

Na conferência também participou o professor em Ciências da Computação David Levy.

Segundo ele, implantar a personalidade de um ser humano real num robot será possível, o que permitirá uma "conversa" com entes queridos já falecidos, ou com uma pessoa amada.

"Uma vez que isso ocorra, logo em seguida será possível criar uma pessoa que é uma réplica de alguém vivo ou morto", declarou David Levy.

Fonte: Sputnik News

domingo, 29 de dezembro de 2019

Terapia antienvelhecimento vai ser testada em humanos (e custa 1 milhão de dólares)


Uma empresa vai iniciar os testes clínicos em humanos para uma terapia antienvelhecimento. Os voluntários terão de pagar 1 milhão de euros para participarem.

O “elixir da juventude” é uma realidade cada vez maior. A Libella Gene Therapeutics está a dar um grande passo na indústria ao iniciar os testes em humanos de uma terapia de antienvelhecimento. Os voluntários que estejam interessados em participar terão de pagar 1 milhão de dólares.

Apesar de ainda estar em fase experimental, a empresa garante que esta terapia consegue reverter o envelhecimento em até 20 anos. Ainda sem a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), os testes clínicos serão feitos na Colômbia.

Segundo o SingularityHub, à medida que envelhecemos, os nossos telómeros — extremidades dos cromossomas — vão diminuindo. O objetivo da terapia é tentar reparar os telómeros, que são uma das estruturas que se acredita serem responsáveis pelo envelhecimento.

Embora seja apelativo a muitas pessoas, esta terapia poderá ter algumas consequências que não foram calculadas pelos cientistas da Libella Gene Therapeutics. Alguns especialistas defendem que os testes são antiéticos, mal planeados e representam um sério risco para os voluntários, podendo ativar células cancerígenas adormecidas.

Cada vez mais os investigadores acreditam que é possível reverter o envelhecimento e os esforços para o conseguir fazer são contínuos. Apesar do preço, muitos milionários não se importarão de gastar uma parcela da sua fortuna para parecem e sentirem-se mais novos.

Ainda em maio deste ano, cientistas anunciaram que uma experiência no Espaço pode ajudar no desenvolvimento de novas terapias antienvelhecimento. O objetivo é testar os efeitos da microgravidade em células vivas misturadas com pequenas partículas de cerâmica.

No futuro, estes possíveis avanços poderiam resultar em terapias promissoras. A nanoceria tem o potencial de prevenir a atrofia muscular em astronautas, além de agir como uma terapia antienvelhecimento para pessoas idosas ou vítimas de Parkinson e outras formas de atrofia muscular.

A Agência Espacial Europeia prevê ainda aplicações cosméticas, como “tratamentos para uma pele mais brilhante e jovem”.

Fonte: ZAP

Estranho 'OVNI' triangular aparece em VÍDEO no céu de Nova York


Vídeo publicado na Internet mostra estranho objecto de formato triangular pairando sobre o céu de Nova York, após supostamente ter soltado um orb vermelho.

O evento, por enquanto pouco explicado, teria se prolongado por diversos minutos.

Conforme publicou o jornal Daily Star, o objecto triangular não se assemelha a drones ou foguetes, comumente usados por governos no mundo.

No entanto, a autenticidade da filmagem ainda não foi de todo confirmada, embora a estranha figura se assemelhe a um OVNI, conforme é possível ver no vídeo publicado no YouTube.

De acordo com a mídia, o autor do vídeo teria dito que, antes de filmar o objecto, o mesmo teria soltado um orb vermelho.


Fonte: Sputnik News

sábado, 28 de dezembro de 2019

Projeto Mercúrio: o plano secreto da maçonaria para recrutar políticos


O candidato à liderança do PSD, Miguel Pinto Luz, e o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, foram dois dos muitos recrutados no âmbito desta estratégia de poder da Grande Loja Legal de Portugal.

oi através de um plano secreto e estrategicamente montado pela Grande Loja Legal de Portugal que a maçonaria recrutou figuras estratégicas do PSD, como Miguel Pinto Luz, e Marco António Costa e também do PS, como Duarte Cordeiro e Francisco André, chefe de gabinete do Primeiro-ministro

Batizado dentro da maçonaria como Projeto Mercúrio visava captar personalidades influentes para combater a cada vez maior influência da outra obediência maçónica, o Grande Oriente Lusitano. Começou por ter como objetivo o recrutamento de pessoas ligadas à comunicação, mas acabou apostar na área política, tanto em deputados e figuras de destaque, como também em jovens promissores que estavam nas juventudes partidárias.


A teia de ligações foi exposta recentemente por Rui Rio, que acusou os seus adversários de serem maços. Mas não só Miguel Pinto Luz – que esteve na Loja Mercúrio e na Loja Prometeu) e Luís Montenegro – que admite ter participado em, pelo menos, um evento da Loja Mozart – têm ligações com maçons. O homem que o próprio Rui Rio escolheu para fazer a sua comunicação é um ativo maçon do Grande Oriente Lusitano.

Na edição desta semana da VISÃO, conheça toda a teia de ligações, os políticos iniciados, os esquemas de recrutamento e veja quem foram os maçons que integraram todos os governos das últimas três décadas.

CATARINA GUERREIRO
Editora Executiva

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Das “alterações climáticas” ao 5G: será que estão preocupados connosco?


No momento em que está previsto o leilão da banda de frequências para permitir o 5G em Portugal para Abril, é importante que os portugueses vejam também “o outro lado da moeda”.

A energia como bem fundamental da existência humana está no epicentro da estratégia política delineada pela União Europeia e, portanto, a política energética nacional é apenas um reflexo das decisões políticas tomadas pela mencionada União. Esta política é dominada pela chamada “transição energética” que, no fundo, está a ser imposta como uma agenda política e não como uma solução tecnológica viável dum ponto de vista técnico e económico.

Revendo os documentos europeus, p.e. Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, sobre este tema, surge sistematicamente a temática das “alterações climáticas” como pano de fundo e justificação para a dita “transição energética”, onde poucos pontos de vista discrepantes destes são permitidos.

Por esse motivo, como nunca até agora, é importante debater-se este assunto, uma vez que assistimos a uma crescente politização da ciência. Onde argumentos científicos como as “alterações climáticas” são usados por políticos sem que tenham uma compreensão do que realmente está em causa. Em ciência não existem “resultados definitivos” e, portanto, estes não podem ser utilizados como forma de justificar uma agenda política. Num contexto em que tal acontece, os ditos argumentos devem ser ouvidos, debatidos e interpretados com reflexão e maturidade.

É claro o objectivo de se criar a conexão total entre os indivíduos, promovendo para tal tecnologias que apresentam graves perigos para a saúde pública, e, portanto, para o fazerem tem de haver um argumento, uma justificação e a ciência tem sido usada para esse fim.

Numa típica relação Problema-Reacção-Solução (referida por Hegel), o problema das “alterações climáticas” foi levantado, sobre as quais não se permite um debate sério, o que tem causado uma reacção de histeria e pânico global, como representado pela actuação e notoriedade duma criança chamada Greta Thunberg, e cuja solução é a “transição energética” onde, entre outras coisas, se promove a “internet das coisas”. Para que tal se torne real, o uso da quinta geração de telecomunicações, 5G, é imprescindível, sendo até promovido no novo decreto Decreto-Lei n.º 162/2019 para o autoconsumo. Se fossemos levados directamente para a “internet das coisas”, esta não seria aceite dada a perda de privacidade pessoal, a imensa possibilidade de controlo e, naturalmente, os graves perigos de saúde pública* que esta tecnologia representa. De resto, o aumento de consumo de energia requerido pela operação da tecnologia 5G, assim como os custos reais da sua implementação, são absolutamente desconhecidos pela opinião pública.

Neste sentido, aliar política energética europeia com o desenvolvimento da quinta geração de telecomunicações é, no fundo, o revelar duma política federalista com a vontade de se criar um mercado interno europeu regulado pelo Banco Central Europeu e pela União Europeia e os seus mentores.

Em tal contexto de Política Europeia, não admira que tenha sido removido de todo o debate público a questão dos impactos na vida humana e natural das telecomunicações móveis, muito embora exista extensa literatura testemunhando a gravidade da situação [1]. No momento em que está previsto o leilão da banda de frequências para permitir o 5G em Portugal para Abril, é importante que os portugueses vejam também “o outro lado da moeda”.

Para que haja um enquadramento mais alargado é importante mencionar que, a nível internacional, várias têm sido as campanhas de alerta, algumas das quais aqui listadas, e que merecem a atenção por parte das autoridades responsáveis:





A estes movimentos se acrescenta o facto de mais de 40 cidades mundiais terem já banido o 5G.

De entre os problemas de saúde listados na literatura científica encontramos os seguintes [2]: stresse oxidativo, danos testiculares, efeitos neuropsiquiátricos, apoptose celular, danos do DNA celular, alterações endócrinas e sobrecarga de cálcio. Estes problemas levam, em muitos casos, ao desenvolvimento de doenças graves como cancros, mutações genéticas, perda de fertilidade, entre outras.

Uma exposição clara sobre o assunto pode ser encontrada aqui: https://www.youtube.com/watch?v=wIMHFU4PP50&feature=youtu.be

De facto, as comunicações sem-fios são transmitidas através de radiação electromagnética, designada por não-ionizante, por não ter capacidade para ionizar átomos ou moléculas, e, por esse motivo, a avaliação de risco deste tipo de radiação é feita, no domínio público, quase exclusivamente pelo efeito térmico que produzem [2]. Este efeito, normalmente, não é significativo, no entanto, os efeitos de iteração electromagnética são enormemente significativos e são a causa dos danos anteriormente listados.

Para agravar a situação, a “International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection” (ICNIRP), usada muitas vezes para fundamentar a ausência de efeitos prejudiciais para saúde, tem sido sistematicamente considerada como inaceitável [3]. Neste artigo, o autor do mesmo menciona vários casos de conflitos de interesse dentro do ICNIRP, além da omissão de variadíssimos estudos que revelam resultados preocupantes para a saúde pública.

Toda esta temática se deve a que os organismos biológicos (humano, plantas, etc.) são constituídos por elementos que respondem ativamente aos campos eletromagnéticos. Para se ter uma ideia deste tipo de feitos este artigo [4] diz o seguinte: “The applied levels of MMW power are three orders of magnitude below the existing safe limit for human exposure of 1 mW cm−2. Surprisingly, even at these low power levels, MMWs were able to produce considerable changes in neuronal firing rate and plasma membrane properties”, em que MMW significa ondas milimétricas.

Finalmente, esta quinta geração de telecomunicações, 5G, é preocupante para a saúde pública por três motivos:

1) utiliza uma banda de comprimentos de ondas mais curtos (chamadas ondas milimétricas) e, portanto, são mais energéticos que as anteriores gerações;

2) devido aos comprimentos de onda serem mais curtos, para esta tecnologia funcionar têm de ser instaladas variadíssimas mini-antenas para garantirem rede;

3) esta tecnologia usa altas frequências pulsadas que têm a capacidade de interferir directamente com o sistema neurológico.

Ou seja, seremos expostos a muito mais radiação e mais energética, o que deverá aumentar a incidência dos problemas antes descritos.

Convido a todos, segundo o vosso critério, a reflectirem sobre este assunto. Caso estejam interessados podem consultar, assinar e divulgar a petição criada para promover atenção sobre este assunto: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT92866

Referências

[1] Handbook of Biological Effects of Electromagnetic Fields, Fourth Edition – Two Volume Set, Edited by Ben Greenebaum and Frank Barnes, CRC Press, Taylor & Francis Group (2019) https://www.taylorfrancis.com/books/9781315217734

[2] M.L. Pall, Wi-Fi is an important threat to human health, Environmental Research 164, 405-416 (2018). https://doi.org/10.1016/j.envres.2018.01.035

[3] S.J. Starkey, Inaccurate official assessment of radiofrequency safety by the Advisory Group on Non-ionising Radiation, Rev Environ Health 31(4), 493–503 (2016). https://doi.org/10.1515/reveh-2016-0060

[4] V. Pikov, X. Arakaki, M. Harrington, S.E. Fraser, and P.H. Siegel, Modulation of neuronal activity and plasma membrane properties with low-power millimeter waves in organotypic cortical slices, Journal of Neural Engineering, 7, 045003 (2010) https://doi.org/10.1088/1741-2560/7/4/045003

*O ponto 8 do Artigo 114 (relativo ao mercado interno da Europa) do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, na sua versão consolidada de 2016, diz o seguinte:

“8. Sempre que um Estado-membro levante um problema específico em matéria de saúde pública num domínio que tenha sido previamente objeto de medidas de harmonização, informará do facto a Comissão, que ponderará imediatamente se deve propor ao Conselho medidas adequadas.”

Este pode ser um bom enquadramento legal para o bloqueio à instalação do 5G.

Hugo Gonçalves Silva
Investigador auxiliar da Universidade de Évora

Fonte: Popular

sábado, 21 de dezembro de 2019

Misteriosos sinais são recebidos da mesma zona espacial


O observatório IceCube, localizado no Polo Sul, detectou um fluxo de neutrinos vindo de uma área do espaço cósmico.

Apenas 43 segundos depois, o observatório LIGO/Virgo, nos EUA, captou ondas gravitacionais provenientes da mesma zona espacial.

Já o observatório HAWC, no México, registou 80 segundos depois raios gama originados da mesma área.

O astrofísico norte-americano Daniel Hoak questionou a misteriosa sequência de eventos captada pelos três observatórios.

Alguns cientistas acreditam que os três fenómenos cósmicos poderiam estar relacionados. 

Sendo assim, as ondas gravitacionais registadas podem ter sido originadas pela fusão de um pequeno buraco negro e uma estrela de neutrões.

Signal in LIGO/Virgo data. Most likely #gravitationalwaves from a source with one component in NS-BH mass gap. Observed 24 minutes ago. Find out more at: https://t.co/VglnWwjvCN pic.twitter.com/jpvJ9dF9HJ
Sinal nos dados do LIGO/Virgo. Provavelmente, ondas gravitacionais vindas de uma fonte com um componente no intervalo de massa NS-BH. Observados há 24 minutos. 

O fluxo de neutrinos e radiação gama, captados de forma quase simultânea na Terra, poderiam também ter sido causados por essa fusão, no entanto, o facto de os fenómenos ocorrerem com intervalos de segundos faz com que a hipótese citada seja questionada.

"A sequência de eventos parece estranha: não entendo como é possível que 43 segundos antes da fusão de uma estrela de neutrões e um buraco negro (se foi isso que aconteceu), ocorra uma explosão de neutrinos, e 80 segundos depois dessa fusão sejam emitidos fotões com uma energia de aproximadamente 100 GeV", publicou Hoak.

O astrofísico russo Valery Mitrofanov, professor do Departamento de Física da Universidade Estatal de Moscovo e chefe do grupo científico de colaboração internacional LIGO, explicou que as ondas gravitacionais, os raios de neutrinos e a radiação gama se propagam à velocidade da luz, e as discrepâncias no tempo entre esses fenómenos espaciais sugerem que não estão relacionados.

Mitrofanov também afirmou que a diferença no tempo de recepção dos sinais não pode ser explicada pela falta de sincronização dos equipamentos ou outro erro técnico, já que nada parecido havia ocorrido antes.

Para esclarecer o misterioso evento no espaço, os especialistas dos três observatórios deverão verificar os dados e realizar uma análise exaustiva.

Fonte: Sputnik News

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Luzes espaciais a piscar no céu podem ser sinais de extraterrestres


Salvo raras exceções, as estrelas morrem e fazem-no numa de duas formas possíveis: passando lentamente para anãs brancas ou explodem rapidamente como supernovas.

No entanto, algumas estrelas parecem morrer apenas temporariamente sem explosão nem luzes espetaculares – apenas desaparecem do céu noturno e aparecem novamente mais tarde.

De acordo com os cientistas por trás de um novo estudo publicado este mês na revista científica The Astronomical Journal, este fenómeno estranho pode ter duas explicações: ou estamos a assistir a algo completamente novo no campo da astrofísica ou a ver sinais de atividade extraterrestre.

Na quinta-feira da semana passada, os cientistas envolvidos no projeto “Vanishing and Appearing Sources during a Century of Observations” (VASCO) publicaram o seu primeiro estudo, que detalha a busca por objetos que apareceram em pesquisas sobre o céu noturno que datam da década de 1950, mas que não não voltam a aparecer em pesquisas modernas.

Os investigadores analisaram 15% dos 150 mil objetos candidatos e encontraram 100 objetos vermelhos que surgiram e desapareceram nos últimos 70 anos. Os cientistas estão à procura de outros sinais de atividade extraterrestre, como lasers de comunicação interestelar vermelhos e esferas de Dyson – uma estrutura gigante hipotética que envolve uma estrela e aproveita sua energia.

O co-autor do estudo, Martin López Corredoira, observou, num comunicado divulgado pelo EurekAlert, que a equipa da VASCO não encontrou nenhuma evidência direta que ligasse as luzes à inteligência extraterrestre – mas o resumo do estudo implica que os autores também não estão a descartar essa possibilidade.

“As implicações de encontrar [fontes que desaparecem e aparecendo] estendem-se dos campos astrofísicos tradicionais às pesquisas mais exóticas de evidências de civilizações tecnologicamente avançadas”, escreveram.

Os investigadores afirmam ainda que uma explicação por trás de uma estrela desaparecida poderiam ser eventos raros chamados “supernovas fahadas” que ocorrem quando uma estrela maciça entra em colapso num buraco negro sem nenhuma explosão visível.

Agora, os cientistas querem organizar um Projeto de Ciência do Cidadão auxiliado pela Inteligência Artificial e terão ajuda da comunidade para examinar anomalias nos 150 mil candidatos identificados.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

18 de Dezembro de 1961 na Índia.


O aviso “Afonso de Albuquerque”, na baía de Mormugão, sob o comando do Capitão-de-Mar e Guerra António da Cunha Aragão, está cercado por 3 fragatas da União Indiana que a meio desse dia 18 de Dezembro de 1961, lhe ordenam que se renda. 

A resposta portuguesa foi abrir fogo com as suas 4 peças de 120 mm iniciando um combate com fim anunciado.

A Marinha Portuguesa perdeu o navio que propositadamente foi encalhado na proximidade de uma das praias da foz do rio Mandoviaqui, mas perdeu também o telegrafista Rosário Piedade e uma dezena de feridos entre os quais o seu comandante em estado grave. 

No combate ainda foi atingida uma fragata indiana, que se retirou da batalha.

"Na madrugada do dia 18 de Dezembro, o aviso de 1ª classe “Afonso de Albuquerque” encontrava-se fundeado em Mormugão. 

A sua guarnição entrara no regime de prevenção rigorosa no dia 8 desse mês. Na eventualidade de uma invasão a sua missão era defender o porto e impedir o desembarque de forças da União Indiana nas praias próximas. 

O Plano de Operações do Comando Naval de Goa previa, além da acção naval contra as forças navais indianas
:- O encalhe em local previamente escolhido quando, na sequência do combate, corresse o risco de se afundar;
  • Ação artilheira como bateria costeira, defendendo o acesso ao porto;
  • A sua destruição quando se esgotassem as munições, a sua artilharia ficasse incapacitada ou as forças invasoras ameaçassem directamente Pangim;
  • E, por fim, a incorporação da guarnição no núcleo de defesa concentrado em Mormugão após o abandono do navio.
Às 0640 foi recebida a bordo uma mensagem do Comando Naval informando que a invasão tinha sido desencadeada (a notícia já era, no entanto, conhecida desde as 0400, pois tinha sido transmitida pela Emissora de Goa), tendo o pessoal ocupado postos de combate às 0655.

Cerca de cinco minutos depois, a aviação inimiga bombardeava o aeroporto de Dabolim e a Estação Radionaval, que foi imediatamente reduzida ao silêncio. Às 0730, porém, o navio estabeleceu comunicações com Lisboa. Até às 1030 transmitiu (e recebeu) várias mensagens para o Estado-Maior da Armada, dando conta da sua posição e dos bombardeamentos observados. Uma das mensagens transmitidas foi do Comandante-Chefe para a Defesa Nacional em que, mais uma vez, comunicava a falta de meios para fazer face ao ataque.

Por volta das 0900 foram avistadas ao largo de Mormugão três fragatas indianas, tendo a guarnição ocupado os postos de combate de superfície (não existia a bordo pessoal suficiente para garantir simultaneamente as componentes anti-superfície e anti-aérea, pelo que teve de acorrer ora a uma ora a outra, conforme a ameaça do momento). Às 1200 as fragatas aproavam ao porto a grande velocidade e abriam fogo com toda a sua artilharia, tendo um dos cinco navios mercantes fundeados na baía sido atingido.

O Comandante do aviso, Capitão-de-Mar-e-Guerra António da Cunha Aragão, mandou, então, picar a amarra, abrir fogo e sair o porto para enfrentar os navios inimigos.

Destes foram transmitidos vários sinais de morse acústico que, devido ao ruído do combate, não foram imediatamente descodificados. O Comandante mandou suspender o fogo, tendo, porém, ordenado a sua continuação antes de terem sido recebidas as duas últimas letras que constituíam a única palavra da mensagem: “surrender”. Nessa altura uma das fragatas foi atingida e foi rendida por um destroyer.

O “Afonso de Albuquerque” estava, porém, numa situação altamente desvantajosa, pois manobrava numa área confinada, enquanto os navios inimigos, aos rumos norte e sul, fora do porto, podiam utilizar toda a sua artilharia.

Também se verificavam grandes disparidades ao nível do poder de fogo: cada fragata indiana dispunha de 4 peças de 101 mm, com uma cadência de 60 tiros por minuto (e melhor capacidade de pontaria devido à existência de direcções de tiro), enquanto o aviso português só possuía 4 peças de 120 mm, com um ritmo de 2 tiros por minuto. 

Não tardou, assim, que o “Afonso de Albuquerque” sofresse os primeiros impactes, um dos quais atingiu em cheio a torre directora, causando a morte do 1º grumete telegrafista Rosário da Piedade e ferindo o Comandante com gravidade. Este chamou o Chefe do Serviço de Navegação, 2º Tenente Sarmento Gouveia, e pediu-lhe que transmitisse ao Oficial Imediato a ordem de assumir o comando e de não se render.

Nessa altura, outra fragata inimiga era atingida e substituída por uma nova unidade.

Ao assumir o comando, o Imediato, Capitão-de-Fragata Pinto da Cruz viu-se confrontado com a destruição prematura da instalação propulsora, pois o Chefe do Serviço de Máquinas (que perdera as comunicações com a ponte) entendera a ordem de abertura das válvulas de fundo para alagar os paióis a ré como o início do plano de destruição do navio. 

Não lhe restou, então, outra alternativa senão ordenar o encalhe do navio fora do local previamente estabelecido (frente à praia de Bambolim e não à de Dona Paula), o que aconteceu por volta das 12:35. 

Verificou, entretanto, o 2º Tenente Sarmento Gouveia que alguém içara uma bandeira branca numa das adriças. 

Como estava enrolada na verga de sinais (o que tornava praticamente impossível o seu avistamento pelos navios indianos, que prosseguiram o fogo) a adriça partiu-se quando se tentou arriá-la, acabando por ser retirada e destruída pelo 1º Tenente Martins Gonçalves. 

Mas com a torre directora inoperactiva, os circuitos eléctricos avariados, os monta-cargas das peças de vante fora de acção e as duas peças de ré encravadas, o “Afonso de Albuquerque” tinha esgotado a sua capacidade combatente (efectuara cerca de 400 tiros, tendo infligido 18 baixas – 5 mortos e 13 feridos – ao inimigo), pelo que, cerca das 1250, foi dada ordem de iniciar o abandono do navio. 

A bandeira nacional permaneceu içada. O fogo inimigo prosseguia com grande intensidade, não só em torno do navio como também sobre a praia. Mesmo assim, um grupo de oficiais, sargentos e praças regressou ao navio, sempre debaixo de fogo, numa vã tentativa de encontrar uma embarcação que pudesse transportar o Comandante por mar até Mormugão.

Em terra, o Capitão dos Portos de Mormugão, Capitão-Tenente Abel de Oliveira, indicou como local de reunião à guarnição do “Afonso de Albuquerque” o Clube Militar Naval, em Caranzalem (ao abandonar o navio, - a maioria a nado - o pessoal não pôde transportar consigo mais do que algumas armas individuais, pelo que não estava em condições de incorporar a defesa em terra), tendo o Comandante sido transportado numa viatura ao Hospital Escolar de Pangim.

Cerca das 1300 do dia 19, a guarnição foi, por fim, aprisionada. O Comandante das forças indianas deslocou-se pessoalmente ao Hospital Escolar de Pangim para visitar o Comandante Aragão e inteirar-se do estado dos restantes feridos."

Texto parcial do artigo publicado na RA nº 348, Dezembro 2001 da autoria do CFR Moreira Silva.

Revista da Armada - Homenagem da Marinha aos mortos da Índia em 1961: https://www.marinha.pt/Conteudos_Externos/Revista_Armada/PDF/2012/RA459.pdf

O fim da Índia portuguesa: 


Fonte: Facebook

sábado, 14 de dezembro de 2019

Corrida à maçonaria: há cada vez mais adesões de norte a sul do País


Há cada vez mais obediências maçónicas no País e também mais adesões, tanto de homens como de mulheres

Há cada vez mais maçons em Portugal, garantem os responsáveis de várias obediências maçónicas espalhadas de Norte a Sul. Nas duas maiores, o Grande Oriente Lusitano (GOL) e a Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), os pedidos não param de chegar, adiantaram à VISÃO os dois grão-mestres.

Segundo Fernando Lima, que lidera o GOL, a mais antiga obediência do País ultrapassou, neste momento, os 2 600 membros. E Armindo Azevedo, grão-mestre da GLLP, garante que o número de “irmãos” já atingiu os três mil, estando espalhados por 150 lojas.

“Hoje, muitos até se candidatam à maçonaria através da internet ou das redes sociais, como o Facebook. Fazem autocandidaturas”, conta, por seu lado, Paulo Cardoso, líder de uma maçonaria recente, que tem sede no Beato, em Lisboa. A sua obediência chama-se Grande Loja Unida de Portugal e foi criada em 2016, tendo resultado de uma cisão dentro da GLLP, donde Paulo Cardoso (que, em tempos, chegou a ser vereador da Câmara Municipal da Guarda pelo PSD) saiu com um grupo de outros maçons.

Atualmente, a nova estrutura conta com 350 membros, revela Paulo Cardoso, explicando que a entrada ainda é feita, na maioria dos casos, por convite. “Somos rigorosos e fazemos um escrutínio aprofundado”, assegura, adiantando que, para entrar, são cobrados 700 euros, fora o que, todos os meses, se paga à loja a que o ‘irmão’ pertence – um valorpraticamente igual, na maioria das obediências.

Mais recente é a Grande Loja Soberana de Portugal, criada em 2018 por um grupo de maçons que se zangaram e saíram da obediência de Paulo Cardoso. São um grupo que gosta de praticar um ritual português com referências à História de Portugal e que tem como grão-mestre João Pestana Dias, um homem ligado ao mundo artístico – um dos seus ‘irmãos’, nesta obediência, é o cantor Fernando Pereira.

Também Pedro Rangel, diretor de uma sociedade corretora e que comandou nos últimos anos uma das obediências com maior crescimento, tem registado um aumento da procura. “Temos tido um crescimento exponencial”, nota Pedro Rangel, o maçon que lançou a Grande Loja Simbólica de Portugal. “Penso que cada vez há mais pessoas a aderir à maçonaria devido à falta de valores na nossa sociedade”, considera, adiantando que a adesão tem sido tanta que, neste momento, são mais de 450 membros.

Durante anos, foi Pedro Rangel – recentemente eleito para a direção de uma estrutura internacional, a Aliança Maçónica Europeia – quem ocupou o cargo de grão-mestre, mas entretanto passou essa pasta a Bruno Filipe, um empresário de 44 anos da área da Saúde. Esta maçonaria é mais elitista e, em algumas das suas lojas, praticam-se rituais mais longos, que chegam a durar horas. Além disso, alguns grupos fazem juramentos, recorrendo a sangue verdadeiro. Esta estrutura lançou também uma “via mista” – que aceita mulheres –, a que chamaram Grande Loja Simbólica da Lusitânia. Já tem 200 elementos, grande parte do sexo feminino.

É que não são apenas os homens a procurar estas organizações, em que se fazem rituais e se usam aventais. Há cada vez mais maçonas no País – um fenómeno visível pelo número de lojas que a Grande Loja Feminina de Portugal tem, neste momento, de Norte a Sul. Ao todo, são 22: 11 em Lisboa, duas no Porto, duas em Coimbra e uma na Figueira da Foz, em Évora, em Leiria, no Algarve, em Viseu, em Vila Real e em Angra do Heroísmo. Muitas surgiram nos últimos anos: desde 2016, abriram cinco lojas. Rogélia Neves é quem assume a liderança destas lojas, que aceitam apenas mulheres.

Muitos dos seus membros partilham também rituais com outra obediência, a Federação Portuguesa do Direito Humano, mas, aqui, dividem as lojas com homens. As mesmas reuniões mistas acontecem noutras obediências. É o caso da Grande Loja Nacional de Portugal, que tem sede em Braga euma área de influência no norte do País, sendo liderada por Álvaro Carva, um homem da banca. Também na Grande Loja Tradicional e no Grande Oriente Maçónico de Portugal, homens e mulheres misturam-se em sessões ritualistas.

A procura é tanta que há, até, grupos de maçons que se reúnem em Portugal mas pertencem a obediências estrangeiras. Um deles está ligado ao Grande Oriente Ibérico, tem sede na Corunha, mas alguns portugueses aderiram e fazem reuniões em Lisboa. Ao todo, são 200 membros na Península Ibérica. Há também lojas isoladas de portugueses que são dirigidas por estruturas espanholas e francesas. E no Algarve, a vinda de ingleses acabou por levar a que estes se juntassem e abrissem, nos últimos anos, várias lojas maçónicas no sul do País. “A par destas obediências, umas mais respeitadas do que outras, há lojas selvagens em todo o lado”, explica fonte da maçonaria, esclarecendo que estes são grupos de pessoas que se reúnem sem, no entanto, pertencerem a nenhuma estrutura nem cumprirem todas as regras maçónicas. Porém, quase todas praticam rituais, usam avental e reúnem-se em segredo.

CATARINA GUERREIRO

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Astrónomo: 21 mil objectos espaciais podem ser perigosos para Terra


Será criado na Rússia um centro de monitorização de asteroides perigosos. O pesquisador-chefe, Natan Eismont, afirmou que o centro fará parte de uma empresa internacional, reconhecida no mundo.

Na Rússia está prevista a criação de um Centro de Detecção e Rastreamento de Asteroides e Cometas Perigosos, informou Igor Bakaras, chefe do Centro Analítico-Informacional de Apoio à Segurança da Actividade Espacial do principal instituto científico da Roscosmos, o TSINIIMASH (especializado no desenvolvimento de mísseis e motores para sistemas de defesa).

"No âmbito da criação do Sistema de Monitorização e Apoio à Informação de Segurança das Actividades Espaciais, está prevista a criação do Centro Russo de Pequenos Corpos Celestes, cuja principal tarefa será detectar e rastrear os corpos celestes de origem natural que se aproximam da Terra", disse.

A organização realizará a cooperação inter institucional com a Corporação Estatal de Actividades Espaciais Roscosmos, Academia Russa de Ciências, Ministério de Situações de Emergência, bem como com o Ministério das Relações Exteriores. 

Além disso, fornecerá informações e trocará dados com outros Estados e organizações internacionais.

O conceito do programa está previsto para ser preparado e aprovado em meados de 2020, e então começará sua implementação, disse Bakaras.

O sistema será criado com base no Centro de Informação e Análise para garantir a segurança das actividades espaciais TSINIIMASH, e no Sistema de Alerta Automatizado sobre Situações Perigosas no Espaço.

Raízes da implementação

O pesquisador-chefe do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia de Ciências da Rússia, Natan Eismont, notou que a Rússia começa este trabalho já com uma certa base.

"Já existe um centro pequeno assim no Instituto de Matemática Aplicada há mais de seis anos, por iniciativa deles. Eles conseguiram comprar equipamento e até mesmo colocá-lo em quase todo o mundo para observar asteroides perigosos.

Evidentemente, não desenvolveram suas actividades à mesma escala que os americanos ou os europeus, mas as suas observações estão dando resultados. Durante este tempo descobriram várias dezenas de asteroides perto da Terra. Seja o que for, essas pessoas contribuíram e estão contribuindo para essa actividade muito importante", disse Natan Eismont.

Segundo ele, o trabalho do Centro de Detecção e Rastreamento de Asteroides e Cometas Perigosos fará parte de uma empresa internacional, reconhecida no mundo.

"Conhecemos agora cerca de 21.000 objectos potencialmente perigosos, como aqueles que poderiam colidir com a Terra, em 1.000 anos, por exemplo. [...] Este trabalho tem sido realizado em grande escala desde cerca de 2005, após a descoberta do asteroide Apophis em 2004. 

Essas actividades foram consolidadas mundo afora, resultando na descoberta de aproximadamente cinco asteroides potencialmente perigosos por semana. 

E, até agora, pode-se supor que os grandes asteroides, com alguns quilómetros de tamanho, já são conhecidos, ou seja, suas trajectórias são previsíveis e seu tamanho foi estimado. Ou seja, essa campanha, de natureza internacional, teve resultados muito importantes, e ainda estamos recebendo-os", disse Natan Eismont.

Fonte: Sputnik News
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