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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

ESA aprova seu sistema para desviar asteróides direcionados à Terra

Sistema binário do asteroide Didymos, contra o qual impactará Dart em 2022. / NASA
A agência europeia trabalhará com a NASA para desenvolver projécteis preparados para mudar as trajectórias das rochas espaciais

O Conselho Ministerial da Agência Espacial Europeia (ESA), reunido nesta quinta-feira em Sevilha, deu seu apoio à Hera, uma missão de protecção planetária que estudará a possibilidade de desviar o caminho de asteroides perigosos e assim evitar seu impacto. 

Hera é uma versão simplificada e mais barata que o AIM, um projecto que no passado 2016 da ministerial da ESA não teve êxito; Desde então, empresas do sector, engenheiros e cientistas têm se esforçado para adaptá-lo para obter aprovação.

Nesta quinta-feira, ministros relacionados ao espaço presentes em Sevilha aprovaram Hera, que faz parte de um projecto maior que a ESA realizará com a NASA. Este é o AIDA (The Asteroid Impact & Deflection Assessment) e consiste em duas missões: Hera e DART, um projéctil da NASA .

O objectivo é alcançar Didymos, um sistema binário de asteroides - um de 800 metros de diâmetro e outro de 150 metros -; A ideia é colidir a sonda DART em 2022 no menor dos dois asteroides para modificar levemente sua órbita ao redor do asteroide primário. O impacto mudará a duração de sua órbita ao redor do corpo principal e os observatórios terrestres ao redor do mundo acompanharão os eventos.

Além disso, Hera chegará em 2027 para estudar o asteroide em detalhes; Embora sua chegada seja cinco anos depois, ele será capaz de analisar praticamente o mesmo como se tivesse ido ao mesmo tempo, o que foi originalmente planeado, diz a ESA.

E esta é uma missão de demonstração, na qual, além de verificar a tecnologia capaz de desviar um asteroide, é necessário ver quão eficiente é o resultado, isto é, se as coisas que ocorrerão no asteroide são como planeadas (por exemplo, a cratera por impacto).

Portanto, o desafio de Hera será medir a massa, coesão interna e órbita desviada e seus dados permitirão validar ou aperfeiçoar os modelos numéricos, deixando assim pronta a técnica de desvio de asteroides, se necessário, para proteger a Terra.

Asteroides são os "tijolos" com os quais os planetas se formaram quando o Sistema Solar se desenvolveu e aqueles que não conseguiram se juntar a um desses corpos viajam, desde então, pelo espaço. Existem milhões e a comunidade científica conseguiu catalogar cerca de 680.000 de tamanhos diferentes.

Existem de centímetros, metros e até quilómetros, e mais ou menos perigosos.

Dessa lista de quase 680.000 asteroides, cerca de 21.500 são catalogados como NEO - objectos próximos à Terra -, o que implica que suas órbitas passam perto, em termos astronómicos, da órbita da Terra.

É nesses, devido ao seu possível perigo, que a comunidade científica da chamada Defesa Planetária está concentrada.

Juan Luis Cano, responsável pelo sistema de informação do Centro de Coordenação de NEOs da ESA em Roma, mostrou em conversa com Efe sua satisfação pela aprovação de Hera, depois de tantos anos de trabalho atrasado e depois de tanto tempo buscando seu apoio.

"Finalmente, há uma missão espacial" que aborda o possível perigo de asteroides: "é uma satisfação muito grande".

Por seu lado, Adriano Campo Bagatin, da Universidade de Alicante e pesquisador de Hera, concordou com Cano que é uma «boa notícia. É uma conquista para a ciência planetária europeia e, em particular, para a Espanha ».

Campo recebeu a notícia em Tenerife; O Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias também participa de Hera.

Fontes da ministerial disseram à Efe que a missão tem um orçamento de cerca de 170 milhões de euros, dos quais a Espanha contribuirá com 9 milhões

Fonte: El Comercio

Antibiótico encontrado no intestino de um verme pode ser nova arma contra as superbactérias


A luta contra as superbactérias resistentes a antibióticos está a ficar cada vez mais difícil, mas os cientistas podem ter encontrado uma nova arma para combater uma das piores.

Segundo o Science Alert, trata-se de um novo antibiótico chamado darobactina, capaz de combater bactérias gram-negativas. Este composto foi descoberto nas bactérias Photorhabdus, depois de dois anos a procurar no intestino de minúsculos vermes parasitas conhecidos como nemátodes.

O que torna as bactérias gram-negativas particularmente difíceis é a membrana externa que essas células desenvolvem, que atua como uma barreira extra contra qualquer tipo de ataque. A darobactina é especial porque rompe essa barreira ao interferir com a proteína BamA, que controla o acesso à membrana externa.

Nos testes feitos em laboratório, o novo antibiótico foi capaz de curar cobaias de infeções provocadas pela Escherichia coli e pela Klebsiella pneumoniae, sem efeitos colaterais tóxicos.

Os investigadores viram no nemátode um possível hospedeiro para um antibiótico eficaz, devido à forma como estes vermes se alimentam de insetos, atacando larvas e libertando bactérias que precisam de combater patógenos semelhantes aos do intestino humano.

E, por isso, é que a darobactina é um candidato promissor para ser usado em humanos. Mesmo que os antibióticos de microbiomas animais não tenham sido ainda bem-sucedidos, o Photorhabdus evoluiu mais de 370 milhões de anos para afastar bactérias gram-negativas.

De acordo com o mesmo site, qualquer que seja a ajuda que consigamos obter da darobactina, precisamos dela o mais rápido possível uma vez que as bactérias gram-negativas estão no topo de uma lista de “patógenos prioritários” que representam atualmente a maior ameaça à vida humana.

Estima-se que cerca de 700 mil pessoas por ano morrem de infeções resistentes a medicamentos, e este número pode aumentar para muitos milhões nos próximos anos.

“Estamos a ficar sem antibióticos. Precisamos de procurar novos compostos sem resistência pré-existente”, afirma Kim Lewis microbiólogo molecular da Northeastern University, nos Estados Unidos, e um dos investigadores do estudo publicado na Nature.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

MILITARES DOS EUA ALERTAM SOBRE "SERES HUMANOS SUPER HOMENS"


BattleBots

As forças armadas dos EUA têm planos ambiciosos de transformar seus soldados em guerreiros cyborgs de alta tecnologia, fortalecendo-os, aprimorando seus sentidos e ligando seus cérebros a computadores.

O bronze do Pentágono acha que esses cyborgs chegarão ao campo de batalha em 2050, informa o Army Times . O Departamento de Defesa acabou de desclassificar um relatório de outubro que detalha seus planos de "fusão humano / máquina", revelando seu plano bizarro de dar vida à tecnologia militar que sempre foi colocada em quarentena em segurança no campo da ficção científica.

Borda Sangrenta

O resumo executivo do relatório identifica quatro actualizações importantes que ele espera desenvolver nas próximas três décadas. Dois incluem melhorar a visão e a audição dos soldados. Os militares também querem fortalecer os soldados, equipando-os com novos fardamentos.

De acordo com o relatório, todos os três "oferecerão o potencial de aumentar gradualmente o desempenho além da linha de base humana normal".

Alta Prioridade

O que realmente excitou os militares, no entanto, é a quarta categoria: "aprimoramento neural directo do cérebro humano para transferência de dados bidireccional". Em outras palavras, ligar as mentes dos soldados aos computadores para que os líderes militares possam transferir instantaneamente novas informações, mas também para permitir que soldados controlem veículos sem piloto com seus pensamentos.

No entanto, as consequências previstas no relatório são preocupantes: “a introdução de seres humanos super homens na população em geral, o pessoal activo do Departamento de Defesa e os concorrentes mais próximos acelerarão nos anos seguintes a 2050 e levarão a desequilíbrios, desigualdades e iniquidades. estruturas legais, de segurança e éticas. ”

Fonte: Futurism

Planta invasora açoriana por ser usada como alternativa ao plástico


Investigadores da Universidade dos Açores querem combater uma praga ao mesmo tempo que criam uma solução para o problema dos plásticos.

Aguerra aos plásticos tem feito surgir alternativas biodegradáveis um pouco por todo o mundo. Em Portugal também já nasceram vários projetos neste âmbito e uma das mais recentes descobertas foi feita por investigadores da Universidade dos Açores.

De acordo a RTP Açores, o grupo encontrou na planta invasora Hedychium Gardnerianum, mais conhecida por conteira ou cana-roca, uma ótima alternativa ao plástico descartável, transformando a fibra desta planta em bioplástico.

Assim sendo, a utilização da cana-roca teria dois benefícios, criar uma solução para o problema dos plásticos descartáveis e combater uma praga que invadiu todas as ilhas do arquipélago.

Além disso, os artigos feitos deste material decompõem-se no prazo máximo de 90 dias e podem ainda servir de adubo.

Os investigadores já fizeram protótipos de copos, pratos e tigelas com fibra extraída desta planta invasora. Contudo, apesar de a ciência já ter feito o seu papel, para que este produto possa entrar no mercado é ainda necessário articular vários elementos com a indústria.

Fonte: NM

O cometa interestelar está a vir em nossa direção (e está a evaporar-se)


Uma equipa de astrónomos da Universidade de Yale capturou uma imagem do cometa interestelar 2I/Borisov no domingo, usando o Observatório WM Keck, localizado no Havai.

De acordo com um comunicado, Gregory Laughlin, professor de astronomia da Universidade de Yale, indicou que o 2I/Borisov está a evaporar-se, à medida que se aproxima do nosso planeta, deixando um rastro de gás e pó por onde passa.

O núcleo sólido do cometa interestelar deverá ter pouco mais de um quilómetro e meio de diâmetro. Segundo os investigadores, quando começou a reagir ao efeito de aquecimento do Sol, o cometa adquiriu uma aparência “fantasmagórica”.

Estima-se que o cometa alcance a sua posição mais próxima do Sol – a cerca de 305 milhões de quilómetros – em meados de dezembro e da Terra no fim deste mês, para depois se distanciar do nosso Sistema Solar.

A equipa de investigadores da Universidade Yale também criou uma ilustração para perceber como é que o nosso planeta seria visto ao lado do cometa. A sua cauda terá quase 160 mil quilómetros de largura, que é a longitude média do diâmetro da Terra. “É surpreendente dar conta do quão pequena é a Terra perto deste visitante de outro sistema”, afirmou o astrónomo Pieter van Dokkum.


O astrónomo amador Guennadi Borísov, residente na Crimeia, detetou o cometa em 30 de agosto usando um telescópio de 0,65 metros de diâmetro fabricado por ele próprio. Este cometa é o segundo objeto interestelar descoberto na história.

Estudos recentes revelaram que o Borisov vem de um sistema binário de estrelas anãs vermelhas localizado a 13,15 anos-luz de distância do Sol. O sistema, onde ainda não foram encontrados exoplanetas, é conhecido como Kruger 60 e localiza-se na constelação de Cepheus.

Os astrónomos estão a aproveitar a “visita de Borisov” para obter valiosas informações sobre a composição dos planetas em sistemas diferentes do nosso.

O primeiro objeto interestelar detetado, o Oumuamua ou “Mensageiro das Estrelas”, está rodeado de mistérios desde o dia em que foi descoberto por astrónomos da Universidade do Hawai, em outubro de 2017.

Depois de constatar mudanças na velocidade do seu movimento, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian sugeriu que o asteróide poderia ser uma “sonda” enviada à Terra intencionalmente por uma “civilização alienígena”.

No último ano, o mundo da astronomia debruçou-se no estudo do corpo celeste e as mais várias teorias já foram apresentadas em artigos científicos: desde o seu passado violento, passando pela possibilidade de ser um sistema binário, e até o provável local de onde veio o Oumuamua.

Investigadores também sugeriram que milhares de objetos semelhantes ao Oumuamua podem estar presos no Sistema Solar.

O Oumuamua parece ter vindo da direção da estrela brilhante Vega, mas, de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, os cientistas não acreditam que esse é o local de onde o objeto veio originalmente, sugerindo que provavelmente veio de um recém-formado sistema estelar.

Fonte: ZAP

CIENTISTAS SEGUIRAM AS VIAGENS DESTAS AVES ENTRE AS CANÁRIAS E OS AÇORES


Cientistas da Universidade de Barcelona descobriram que a pequena alma-negra (Bulweria bulwerii) consegue voar longas distâncias entre as ilhas Canárias e o arquipélago dos Açores, em busca de comida.

Em causa está uma monografia produzida a partir de estudos realizados entre 2010 e 2018 numa colónia de nidificação destas pequenas aves marinhas no ilhéu de Montaña Clara, nas ilhas Canárias.

Os investigadores analisaram os dados obtidos em 105 almas-negras seguidas através de aparelhos de geolocalização, informa um comunicado da Universidade de Barcelona. Desta forma, estudaram as rotas migratórias e os locais onde estas aves passam os meses mais frios do ano.

A maior parte da população mundial destas aves está no Oceano Pacífico. No Atlântico, reproduzem-se regularmente nas ilhas Canárias, Açores, Madeira e Cabo Verde. Passam a maior parte da vida em alto mar e só vêm a terra para se reproduzirem.

Alma-negra. Foto: Raül Ramos (UB-IRBio)

São consideradas Em Perigo tanto em Espanha como em Portugal, ameaçadas “pela predação de mamíferos introduzidos [nas ilhas] (gatos e ratos), perda dos habitats naturais devido às urbanizações costeiras e também pela poluição causada pela luz e poluição marinha.”

Os cientistas concluíram que na época de reprodução, entre Maio e Agosto, as almas-negras voam das Canárias para os Açores em busca de comida, percorrendo quase 2.000 quilómetros. “Viajam por cima das águas oceânicas – onde vivem as presas – e fazem viagens de ida e volta para a colónia.”

Macho e fêmea dividem-se por turnos para cuidarem do único ovo, em períodos que podem chegar aos 15 dias, o que permite ao outro membro do casal percorrer grandes distâncias à procura de alimento. Percorrem os dois o mesmo número de quilómetros.

De acordo com os investigadores, vão em busca de peixes, de pequenos cefalópodes e alguns crustáceos, que estas aves caçam normalmente durante a noite, quando as presas sobem à superfície para comer. Durante o dia, as almas-negras preferem repousar sobre as águas.

Já depois do período de incubação, que dura 45 dias, a pequena cria “tem de ser alimentada frequentemente e as rotas ficam reduzidas a metade da sua extensão habitual.”

A equipa concluiu ainda que na época de invernada, de Novembro a Fevereiro, as almas-negras analisadas migram sempre para os mesmos locais, no Atlântico Centro e no Atlântico Sul.

Estes trabalhos foram desenvolvidos no âmbito do programa Migra, promovido pela Sociedad Española de Ornitologia (SEO/Birdlife International).

Inês Sequeira

Fonte: Wilder

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Pela primeira vez, astrónomos descobriram uma galáxia com três buracos negros supermassivos


Quase todas as galáxias do Universo têm um buraco negro supermassivo no seu centro. Mas, agora, os astrónomos descobriram, pela primeira vez, uma galáxia com três buracos negros.

A galáxia NGC 6240 tem uma forma irregular por ser o produto final de uma fusão de galáxias. Supõe-se que duas galáxias colidiram há muito tempo devido à presença de dois buracos negros supermassivos. Mas, de acordo com o estudo publicado em outubro na revista especializada Astronomy & Astrophysics, novas observações revelaram que a galáxia tem três buracos negros, não dois.

Cada um dos três buracos negros supermassivos tem uma massa superior a 90 milhões de vezes a massa do Sol. Em comparação, Sagitário A*, o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, é pouco mais de quatro milhões de vezes a massa do nosso Sol. Os três buracos negros estão localizados num volume inferior a três mil anos-luz de diâmetro.

“Até agora, esta concentração de três buracos negros supermassivos nunca tinha sido descoberta no Universo”, disse Peter Weilbacher, do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam (AIP), em comunicado. “O presente caso fornece evidências de um processo de fusão simultâneo de três galáxias, juntamente com os seus buracos negros centrais”.

As fusões da galáxia são eventos incomuns – mas cruciais – na evolução das galáxias. É o mecanismo para a formação das galáxias mais massivas do cosmos. Os astrónomos não têm certeza da forma como se formaram num tempo cósmico relativamente curto. A existência de muitas fusões múltiplas, como a NGC 6240, pode explicar essa formação.

“Se processos simultâneos de fusão de várias galáxias ocorrerem, as maiores galáxias, com os seus buracos negros supermassivos centrais, poderão evoluir muito mais rapidamente”, explicou Weilbacher. “As nossas observações fornecem a primeira indicação desse cenário”.

Ainda separados, por enquanto, os buracos negros supermassivos continuarão a mover-se em direção uns dos outros. Nos próximos milhões de anos, fundir-se-ão num só.

Fonte: ZAP

terça-feira, 26 de novembro de 2019

O busto de Nefertiti foi finalmente revelado em 3D (e está disponível online)


Após três anos de uma intensa batalha legal, o famoso Busto de Nefertiti está disponível ao público em 3D, graças ao especialista em digitalização e artista Cosmo Wenman.

A história do busto de Nefertiti começa em 1345 a.C., no Egito, e termina agora, num portal de partilha de design digital chamado Thingiverse.

No início deste mês, o artista e especialista em digitalização Cosmo Wenman anunciou que o Museu Neues, em Berlim, lhe enviou uma pen drive com digitalizações coloridas do famoso busto de Nefertiti, depois de uma batalha legal de três anos pelo lançamento dos dados. A 13 de novembro, Wenman disponibilizou, online e gratuitamente, essas mesmas digitalizações.

O artefacto foi descoberto em 1912 pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt e, desde aí, traçou um caminho contencioso. De acordo com um relatório de 2012, de Ishaan Tharoor, da Time, as autoridades egípcias começaram a pedir à Alemanha o retorno do artefacto assim que perceberam a sua importância.

Embora o governo nazi de Adolf Hitler parecesse pronto para devolver o busto durante a década de 1930, o ditador mudou de ideias, declarando que “nunca abandonaria a cabeça da rainha”. A escultura passou a II Guerra Mundial numa mina de sal, mas foi recuperada pelos “Homens dos Monumentos” das forças aliadas, em 1945, e exibido novamente em Berlim.

O Egito não desistiu e continuou a solicitar o retorno do artefacto, ainda que com pouco sucesso. Em 2011, o Conselho Supremo de Antiguidades do país enviou uma petição à Fundação do Património Cultural da Prússia, que administra o museu onde se encontra o busto em exibição.

Na altura, em comunicado citado pela Reuters, o presidente Hermann Parzinger afirmou que a posição da fundação sobre o retorno de Nefertiti permanecia inalterada. “Ela é e continua a ser a embaixadora do Egito em Berlim.”

Mais recentemente, o foco deste debate, que dura há vários anos, mudou de rumo e centra-se agora na digitalização. São vários os museus que criam imagens tridimensionais dos seus artefactos, mas só alguns disponibilizam essas digitalizações ao público. O Museu Neues, em Berlim, decidiu manter a digitalização a cores do busto de Nefertiti trancada a sete chaves.

No entanto, em 2016, dois artistas revelaram o resultado de um suposto “assalto digital” que resultou numa réplica perfeita da obra. Nora al-Badri e Jan Nikolai Nelles colocaram um scanner Kinect modificado no museu e usaram-no para criar um modelo digital em 3D do busto.

Na prática, os dois artistas conseguiram captar clandestinamente um extenso conjunto de imagens da famosa obra de arte, esculpida há 3300 anos, e utilizaram-nas para criar uma réplica em três dimensões.

Para Wenman, a digitalização era de alta qualidade e demasiado semelhante a uma outra digitalização encomendada pelo museu.

“Na minha opinião, é altamente improvável que as duas digitalizações do busto correspondam tão intimamente”, escreveu Wenman, em 2016. “Parece ainda menos provável que uma digitalização de uma réplica seja tão parecida. Acredito que o modelo lançado pelos artistas foi, de facto, o resultado da própria digitalização do Museu Neues.”

As pessoas querem dados, defendeu Wenman. Assim sendo, “quando os museus se recusam a fornecê-los, o público fica no escuro e aberto a obter dados falsos ou incertos”, justificou, citado pelo Smithsonian.

Depois do “roubo”, Wenman lançou a sua própria campanha para adquirir as digitalizações do museu. Como o artista relata no blog Reason, quando enviou uma solicitação citando as leis alemãs de liberdade de informação que se aplicam a instituições financiadas pelo Estado, o museu encaminhou-a à Fundação do Património Cultural da Prússia.

De acordo com Wenman, a fundação alegou que “dar cópias dos dados da digitalização ameaçaria os seus interesses comerciais”. Por isso, ofereceu-se para deixar Wenman a visitar o consulado alemão em Los Angeles, nos Estados Unidos. Lá, o especialista teve permissão para ver as digitalizações sob supervisão.

A digitalização captura todos os detalhes que tornaram o busto tão icónico, incluindo o pescoço delicado de Nefertiti, a touca pintada, as maçãs do rosto altas e o delineador marcado e nítido.

Mas também inclui um detalhe extra: um aviso de direitos de autor da Creative Commons Attribution gravado digitalmente na parte inferior da escultura. A licença descreve três condições para o uso da digitalização – o modelo deve ser atribuído ao museu, não pode ser usado para fins comerciais e qualquer coisa feita a partir dele deve estar disponível para reutilização por terceiros.

A legalidade da reivindicação de direitos de autor do Museu Neues permanece incerta. Segundo Michael Weinberg, diretor executivo do Centro Engelberg de Leis e Políticas da Inovação da Escola de Direito da NYU, o aviso pode ter sido adicionado para desencorajar o uso generalizado da digitalização.

“Estas regras só importam se a instituição que as impõe possuir um direito autoral aplicável. Não há razão para pensar que uma digitalização de um objeto físico em domínio público esteja protegida por direitos autorais nos Estados Unidos”, rematou, citado pelo Slate.


Fonte: ZAP

Cientistas criam hologramas que se podem sentir e ouvir


Cientistas criaram hologramas que conseguem ser sentidos e ouvidos por pessoas. Esta nova abordagem constitui uma inovação nesta área que tem crescido de forma galopante nos últimos anos.

Há muito tempo que os hologramas deixaram de ser uma visão futurista dos filmes de ficção científica e é uma realidade dos nossos tempos. A tecnologia não para de evoluir e, sem ser exceção a isso, os hologramas estão a ganhar nova vida com uma inovação desenvolvida por cientistas da Universidade de Sussex.

A equipa de investigadores criou hologramas 3D que podem ser vistos de qualquer ângulo, que podem até mesmo ser tocados e ouvidos.

Como base para este avanço tecnológico, os cientistas britânicos tiveram como base uma abordagem semelhante à de engenheiros da Universidade Brigham Young, que usaram lasers invisíveis para levitar e manipular uma pequena partícula. Esta foi depois iluminada com luzes RGB para dar a ideia de uma imagem a três dimensões.

O estudo foi publicado este mês na revista científica Nature. Em 2016, cientistas japoneses também já tinham conseguido criar hologramas que podem ser tocados.

A diferença é que os investigadores de Sussex usaram um ultrassom para levitar um pedacinho de esferovite através das ondas sonoras. Com esta forma de manipulação do objeto, o esferovite conseguia-se mover a uma velocidade de 30 quilómetros por hora, conseguindo mostrar uma forma de 10 centímetros de diâmetro em menos de um décimo de segundo.

Como é muito rápido, a pessoa que esteja a olhar apenas consegue percecionar um objeto a três dimensões, explica o Gizmodo. E isto não se trata apenas de show off para os nossos olhos, quase como uma ilusão de ótica. Além de envolver o esferovite numa moldura colorida, o ultrassom consegue também fazê-lo vibrar, criando ondas sonoras audíveis pelo ouvido humano.

Podemos ainda não ter chegado aos hologramas do holodeck de Star Trek, mas caminhamos cada vez mais nesse sentido.


Fonte: ZAP

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Investigadora da U.Porto cria "tenda" inovadora para cenários de emergência

As estruturas idealizadas por Alice Costa são "auto-montáveis,
 multifuncionais ou até auto-reparáveis”. FOTO. DR
Solução proposta por Alice Costa recorre a tecnologias como a impressão 4D, permitindo que os abrigos passem a ser auto-montáveis, multifuncionais e até auto-reparáveis.

Um relatório recente da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) “avisa” que o número de pessoas afetadas por guerras, perseguições e conflitos superou a marca dos 70 milhões, em 2018. A isto acresce ainda o fator tempo que é sempre pouco quando se lida com situações de emergência grave: numa altura em que praticamente tudo falha, é necessário criar soluções estruturais e que consigam ser mais eficazes do que as tendas em lona e com estruturas improvisadas pelos locais.

Um projeto de investigação no âmbito do Mestrado em Design Industrial e de Produto das faculdades de Engenharia (FEUP) e Belas Artes da Universidade do Porto, encabeçado por Alice Costa, pode muito bem ser a primeira tentativa para solucionar este problema.

A proposta da estudante assenta essencialmente no desenvolvimento de abrigos baseados em “tecnologias inovadoras como a impressão 4D, onde é possível desenvolver estruturas 3D usando materiais com memória que podem reagir posteriormente a estímulos ambientais como a água, luz, calor”.

“Além disso, e ao contrário da impressão 3D que é estática, o fator tempo acrescenta uma dimensão 4D, fazendo com que estruturas possam ser auto-montáveis, multifuncionais ou até auto-reparáveis”, explica Alice Costa.

O caminho percorrido

Para já, e enquanto esta tecnologia “made in U.Porto” não chega a quem mais precisa, o registo de patente foi já submetido. Nesse sentido, foi desenvolvido com sucesso um caso demonstrativo deste processo, através da impressão com filamentos, nomeadamente ácido polilático (PLA) e polímeros com memória de forma (SMP). Foi igualmente validado o conceito sobre a possível aplicação da impressão 4D – utilizando filamentos SMP – no desenvolvimento de estruturas de fácil transporte e montagem para situações de emergência.

Realizado sob orientação de Jorge Lino, diretor adjunto do Mestrado em Design Industrial e de Produto e também do Design Studio da FEUP, António Torres Marques e Bárbara Rangel, ambos investigadores e professores da FEUP, o trabalho de investigação de Alice Costa permitiu assim validar um conceito inovador no que toca à montagem destes kits de emergência em situação de crise humanitária.

O trabalho lança, ao mesmo tempo, sugestões para a melhoria das propriedades “de rigidez e resistência específica que podem ser obtidas com a utilização de materiais compósitos”

Fonte: Noticias UP

Língua Portuguesa já tem dia oficial em todo o Mundo


A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), ratificou esta segunda-feira a celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa a 5 de maio, tornando oficial a proposta apresentada pelos países lusófonos.

Na proposta hoje aprovada, pode ler-se que "o português é a linguagem de nove estados-membros da UNESCO, que é a língua oficial em três organizações continentais e da Conferência Geral da UNESCO e é falada por mais de 265 milhões de pessoas, sendo uma das mais faladas no hemisfério norte".

Na argumentação para a ratificação da proposta, a UNESCO escreve que "é necessário implementar uma cooperação mais abrangente entre os povos através do multilateralismo, aproximação cultural e diálogo entre civilizações, em linha com o que está estipulado na Constituição" desta organização.

Por outro lado, a instituição com sede em Paris lembra que o dia 5 de maio já foi firmado como Dia da Língua e Cultura Portuguesa na CPLP, em 2009, afirma ainda que "as Nações Unidas encorajaram a celebração de um dia nacional para cada uma das línguas oficiais da organização".

Assim, conclui-se na nota, "a UNESCO decide proclamar o dia 5 de maio de cada ano com o Dia Mundial da Língua Portuguesa" e encoraja "os Estados membros, especialmente na CPLP, e outros acionistas, a participarem no evento de uma maneira que cada um considere mais apropriado e sem implicações financeiras para o orçamento regular da UNESCO".

Fonte: JN

Tecnologia deteta cancros em duas horas a partir de uma gota de sangue

Teste em menos de duas horas e com um custo médio por análise de cerca de 165 euros
Foto: Fernando Fontes /Arquivo Global Imagens
A empresa japonesa Toshiba anunciou ter desenvolvido tecnologia para detetar até 13 tipos de cancro em fase inicial a partir da análise de apenas uma gota de sangue.

A nova tecnologia, que analisa as micromoléculas de ácido ribonucleico (micro-ARN) presentes no sangue, demonstrou nos testes realizados até agora uma eficácia de 99% na deteção de cancros em fase inicial.

De acordo com a informação divulgada pela Toshiba, o dispositivo pode diagnosticar os cancros gástrico, esofágico, pulmonar, do fígado, do sistema biliar, do pâncreas, do intestino, dos ovários, da próstata, da vesícula, da mama, o sarcoma (tipo de cancro que pode surgir em vários tecidos do organismo) e o glioma (cancro que atinge o cérebro e a medula espinal) em menos de duas horas e com um custo médio por análise de cerca de 165 euros.

O novo sistema de diagnóstico, que irá entrar em período de testes intensivos durante 2020 para "alcançar uma rápida aplicação nos serviços de saúde" foi desenvolvido em colaboração com o Centro Nacional de Investigação sobre Cancro do Japão e a Universidade Médica de Tóquio, adianta o comunicado da Toshiba.

A empresa adiantou que irá anunciar mais detalhes sobre a nova tecnologia durante o encontro anual da Sociedade de Biologia Molecular japonesa, marcada para entre 3 e 8 de dezembro na cidade de Fukuoka, sul do Japão.

Fonte: JN

NASA testa robô subaquático projetado para encontrar vida extraterrestre


Uma equipa de cientistas do Laboratório de Propulsão da NASA e da Divisão Antártida Australiana aliaram-se para criar um robô subaquático BRUIE (Buoyant Rover for Under-Ice Exploration) para vasculhar luas geladas, como é o caso de Europa e Encélado, satélites de Júpiter.

Esta tecnologia, explica a agência espacial norte-americana em comunicado, foi especialmente projetado para procurar vida extraterrestre e poderá, em breve, ser utilizado numa expedição a uma das luas geladas de Júpiter.

Os cientistas vão agora para a estação australiana de Casey, na Antártida, para testar o seu veículo flutuante durante várias semanas. O BRUIE é equipado com rodas independentes que lhe permitem mover-se sob o gelo, mas também aderir ao piso gelado para recolher amostras e fazer “medições sensíveis” nestas áreas”.

O rover tem cerca de um metro de comprimento e já foi testado no Alasca e no Ártico, onde provou ser o mais eficiente em termos de energia quando comparado com outros submarinos de tamanho semelhante.

Agora, a equipa procura testar quanto tempo duram as baterias do robô em condições extremas e como é que o rover se comporta ao passar por diferentes terrenos.

A NASA prepara-se para ir a Júpiter em 2025 para investigar Europa, uma das suas luas. Neste satélite natural há evidências da existência de um oceano salgado sob uma crosta de gelo que terá entre 10 a 20 quilómetros de espessura.

Os cientistas apontam este satélite como um dos mais promissores no que toca a habitabilidade. Recentemente, uma outra equipa de cientistas da NASA encontrou evidências de vapor de água em Europa, descoberta que dá força à hipótese do oceano.

“Este oceano salgado pode conter mais do que o dobro da água que a Terra tem e ter todos os ingredientes certos para apoiar organismos vivos simples”, explicou Kevin Hand, cientista da NASA citado em comunicado.


Fonte: ZAP

sábado, 23 de novembro de 2019

O maior meteorito já encontrado nos Estados Unidos

O meteorito de Willamette em exposição no Museu Americano
de História Natural de Nova York.
O meteorito Willamette pesa 15,5 toneladas. Este meteorito de ferro, encontrado em Oregon. É o maior meteorito encontrado na América do Norte

O meteorito Willamette é um meteorito de ferro-níquel descoberto no estado americano do Oregon. É o maior meteorito encontrado na América do Norte e o sexto maior do mundo.

Não havia cratera de impacto no local da descoberta; os pesquisadores acreditam que o meteorito pousou no que é hoje o Canadá ou Montana e foi transportado como uma errática glacial para o Vale Willamette durante as inundações de Missoula no final da última Era Glacial (~ 13.000 anos atrás).

O meteorito está actualmente em exibição no Museu Americano de História Natural da cidade de Nova York, que o adquiriu em 1906. Tendo sido visto por cerca de 40 milhões de pessoas ao longo dos anos, e devido à sua aparência impressionante, está entre os meteoritos mais famosos conhecido.

O meteorito Willamette pesa cerca de 15.000 kg. É classificado como meteorito de ferro tipo III, sendo composto por mais de 91% de ferro e 7,62% de níquel, com traços de cobalto e fósforo. As dimensões aproximadas do meteorito têm 10 pés (3 m) de altura por 6,5 pés (2 m) de largura por 4,25 pés (1,3 m) de profundidade.

O meteorito de Willamette contém maiores concentrações de vários metais que são bastante raros na crosta terrestre. Por exemplo, o Iridium, um dos elementos menos abundantes na crosta terrestre, é encontrado no meteorito de Willamette a uma concentração de 4,7 ppm, milhares de vezes mais que a sua abundância crustal.

O meteorito Willamette em 1911, alguns anos depois de ter sido encontrado.

Fonte: Geology In

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Cratera gigante na Austrália explicaria com que frequência grandes meteoritos caem na Terra


Após analisar a cratera de Wolf Creek, no oeste da Austrália, cientistas sugerem que grandes meteoritos caem na Terra a cada 180 anos.

A sugestão se contrapõe a estudos anteriores que concluíam que meteoritos de tamanho considerável caíssem em nosso planeta a uma frequência máxima de 13 mil anos.

No entanto, cientistas de universidades americanas e australianas chegaram a uma nova conclusão, conforme estudo publicado pela revista científica Meteorics & Planetary Science.

"Levando em consideração que a porção árida da Austrália é de apenas cerca de 1% da superfície, a frequência sobe para um [meteorito grande] a cada 180 anos", relatou no estudo Tim Borrows, pesquisador da Universidade de Wollongong, Austrália.

Apesar disso, tal frequência de 180 anos não deve ser considerada como uma frequência no sentido literal, segundo cientistas.

Determinando a idade da cratera

Os estudiosos levaram em consideração tanto o tamanho da cratera de Wolf Creek, no oeste da Austrália, quanto as modificações que ela sofreu com o passar do tempo.

Para tanto os cientistas analisaram o decaimento estável do isótopo berílio-10, assim como do alumínio-26, presentes no local.

Além disso, foram analisadas as mudanças das cargas da energia retida na estrutura cristalina da areia fundida após a explosão do impacto do meteorito com a superfície terrestre no local.

Tendo isto em vista, os cientistas concluíram que a cratera surgiu há 120 mil anos, muito mais perto do tempo actual do que os 300 mil anos antes estimados.

Fonte: Sputnik News

Tesla Cybertruck: a pickup que parece ter saído de um filme de ficção científica


A pickup elétrica da Tesla promete a aceleração de um superdesportivo, uma capacidade de transporte recorde e uma autonomia acima dos 800 km. Mas o que mais sobressai é o design angular completamente diferente de qualquer outro veículo disponível no mercado. Deve chegar em 2021 e já pode ser reservada em Portugal

Elon Musk prometou um design diferenciador, Elon Musk cumpriu. A Cybertruck tem um design excêntrico e um preço de entrada de apenas 39 mil dólares. Um valor que coloca a pickup elétrica da Tesla a preços inferiores a algumas das pickups mais populares nos Estados Unidos. A versão de entrada anuncia uma autonomia real de 400 km, uma aceleração dos 0 aos 100 km de cerca de 7 segundos, tração traseira (um motor) e capacidade de reboque de 3,4 toneladas. 

Por mais 10 mil dólares será possível adquirir a versão com autonomia de 480 km, aceleração dos 0 aos 100 km/h em cerca de 5 segundos, tração integral (dois motores) e capacidade de reboque superior a 4 toneladas. Finalmente, a versão mais poderosa anuncia uma autonomia de 800 km, aceleração de 0 aos 100 km/h em cerca de 3 segundos, tração integral (dois motores traseiros e um motor frontal) e uma incrível capacidade de reboque de 7 toneladas.

Como é típico das apresentações de Elon Musk, surgiram alguns anúncios a roçar o “fantástico”, como a indicação que a Cybertruck vai ser a “carrinha oficial de Marte”. Segundo o líder da Tesla e da Space X, a marca californiana vai desenvolver uma versão pressurizada da carrinha para a exploração da superfície do planeta vermelho. Musk referiu ainda que o design da Cybertruck foi inspirado no Lotus usado no filme de James Bond 007 - Agente Irresistível.

Elon Musk trouxe Franz von Holzhausen, responsável de design da empresa, ao palco para a apresentação. A dupla garante que a carrinha é praticamente à prova de bala, com Franz a bater na porta várias vezes com um martelo. No entanto, numa destas demonstrações, uma bola de metal acabou por partir duas janelas e ouviu-se Musk a dizer rapidamente «vamos corrigir isto em pós».

A Cybertruck vai ter capacidade para seis passageiros e bagageira de 2800 litros. Há um ecrã de 17 polegadas no interior, no centro do tablier, embora a Tesla não tenha mostrado grandes pormenores do interior.

No que diz respeito ao carregamento, a Cybertuck poderá carregar a bateria na rede de Superchargers. A Tesla não indicou qual será a potência máxima suportada, mas Musk referiu «acima de 250 kW» o que, a confirmar-se, permitirá recarregar a bateria a velocidades próximas dos 1000 km/h.


Fonte: EI

Repouso de 21.000 anos: desvendados detalhes da morte de mamute achado na Sibéria


O fóssil do animal conta com uma marca na escápula feita por uma arma de pedra, provavelmente uma lançada usada por humanos para caça-lo.

Pesquisadores do departamento de Estudos da Fauna Mamute da Academia de Ciências da República de Sakha (Yakútia) encontraram neste verão, na ilha siberiana de Kotelny, os fósseis de um mamute que viveu há 21 mil anos e que provavelmente foi morto por humanos. A descoberta ocorreu durante uma expedição conjunta da Academia de Ciências da Rússia e Sociedade Geográfica Russa.

Os especialistas chegaram a essa conclusão após estudar uma marca encontrada na escápula do animal. Esta, aparentemente, foi feita pela ponta de uma lança. Um exame posterior confirmou a suposição.

"Efectuamos uma análise criminológica em Moscovo […] e determinamos que ali não houve ferro, ou seja, todos os rastos foram deixados por uma arma de pedra", disse à agência Yakutia 24 o paleontólogo Valery Plotnikov, um dos integrantes do estudo.

Plotnikov detalhou que o processo de datação dos fósseis, realizado pelo professor Naoki Suzuki, da universidade japonesa de Jikei (Tóquio), situa o mamute dentro de um período em que nos continentes euroasiáticos e norte-americano existiam extensos glaciares, motivo pelo qual o nível do mar era 100 metros mais baixo que hoje.

Vastos territórios da Rússia e América do Norte eram "pastagens enormes onde pastavam esses animais".

Segundo Plotnikov, eles escavaram somente entre 30 e 40% dos restos do mamute, por isso o restante ainda deverá permanecer no local.


Fonte: Sputnik News

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Planetas de Alpha Centauri podem ter vida? Astrofísicos esclarecem questão


Astrofísicos estudaram as órbitas dos planetas de Alpha Centauri e tentaram descobrir se há exoplanetas habitáveis.

Astrofísicos simularam os parâmetros orbitais de exoplanetas no sistema estelar Alpha Centauri AB, o mais próximo de nós, e descobriram que estes planetas são improváveis de serem habitáveis, segundo resultados publicados na revista Astrophysical Journal.

Aproximadamente metade de todas as estrelas da nossa galáxia pertence a sistemas estelares binários.

Pesquisadores americanos do Instituto de Tecnologia da Geórgia, EUA, e da NASA decidiram descobrir quais parâmetros devem ter um planeta em sistemas binários, ou seja, com dois sóis, para que haja vida.

Os cientistas simularam o sistema binário Alpha Centauri AB mais próximo, onde a estrela B do tamanho do Sol e a estrela maior A giram em torno de um centro comum em órbitas como o Sol e Úrano.

Os astrofísicos calcularam os limites das mudanças nos parâmetros orbitais do exoplaneta na zona habitável ao redor da estrela B levando em consideração a influência da estrela A, e descobriram que a estabilidade da inclinação do eixo de rotação do planeta é o maior factor para o desenvolvimento de vida complexa.

Os pesquisadores começaram a comparar à medida que muda o ângulo de inclinação do eixo da Terra e Marte, para efectuar as condições de vida. Em nosso planeta, este parâmetro permaneceu praticamente constante durante toda a história geológica, que proporcionou a estabilidade de um clima e criou condições para a evolução gradual de seres biológicos. Em contraste, flutuações acentuadas na inclinação do eixo de Marte causaram mudanças regulares no clima e a destruição da atmosfera.

O eixo de rotação da Terra está num pequeno ângulo com sua órbita, que varia de 22,1 a 24,5 graus numa frequência de 41 mil anos. Esta oscilação é chamada de precessão. A pequena precessão da Terra está ligada ao facto de a posição do seu eixo estar estabilizada devido às ligações gravitacionais com a Lua, um grande satélite. Sem esse satélite, as interacções elásticas com Mercúrio, Vénus, Marte e Júpiter causariam desvios mais significativos do eixo, especialmente nos momentos de ressonância.

O eixo de Marte avança de 10 e 60 graus em cada dois milhões de anos. Com uma inclinação de 10 graus, a atmosfera condensa-se nos polos, criando calotas de gelo. Um cinturão de gelo é formado à volta da linha do equador com 60 graus.

"Se não tivéssemos a Lua, a inclinação do eixo da Terra poderia mudar em cerca de 60 graus", declarou Billy Quarles, chefe da pesquisa do Instituto de Tecnologia da Geórgia, num comunicado à imprensa. "Se isso acontecesse, a Terra poderia parecer Marte."

Os pesquisadores depois simularam os parâmetros orbitais de uma potencial exoterra em áreas habitáveis do sistema binário Alpha Centauri. O resultado foi decepcionante. Ainda não foram detectados exoplanetas nas proximidades das duas principais estrelas do sistema, A e B, mas devem ser inabitáveis, pois a precessão dos seus eixos seria muito elevada.

No sistema menor da estrela anã vermelha do Alpha Centauri há um exoplaneta chamado Centauri Proxime b, mas, de acordo com o modelo desenvolvido pelos autores do artigo, ele tem uma precessão muito forte que o exclui do número de planetas habitáveis.

Os resultados do estudo indicam que as chances de sucesso da missão da nanossonda StarShot, que deveria ir para o sistema Alpha Centauri em busca de planetas habitáveis, são baixas.

Fonte: Sputnik News
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