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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Diamante “grávido” de outro diamante encontrado na Rússia

(dr) Alrosa PJSC

Dois diamantes num só. O diamante encontrado é a primeira pedra preciosa deste tipo na história da extração de diamantes e não tem análogos no mundo.

O diamante, “grávido” de outro diamante, foi encontrado em Iacútia, no Extremo Oriente da Rússia. A gema é composta por dois diamantes: um de maior dimensão, com uma cavidade interna onde uma pedra mais pequena se desenvolveu de forma completamente autónoma.

Segundo a Bloomberg, é possível que o diamante mais pequeno se esteja a mover no interior da outra pedra preciosa. No entanto, só é possível observar o movimento ao microscópio, uma vez que o diamante maior mede menos de cinco milímetros, enquanto que o mais pequeno não chega a dois milímetros.

A descoberta foi registada pela empresa estatal de mineralogia Alrosa PJSC, que batizou o diamante duplo de Matrioska, em referência às tradicionais bonecas russas.

A idade de pedra está estimada em cerca de 800 milhões de anos. Pesa 0,124 gramas e tem o tamanho de 4,8×4,9×2,8 milímetros. No entanto, os especialistas ainda não sabem quanto pode valer esta preciosidade.

(dr) Alrosa PJSC

“O mais interessante é entender como se formou uma bolha de ar entre os dois diamantes”, disse o diretor adjunto da Alrosa PJSC, Oleg Kovalchuk, ao jornal russo Komsomolskaya Pravda.

O especialista adiantou duas hipóteses: “durante o crescimento, o diamante pode ter sido capturado pelo mineral do manto, que mais tarde foi dissolvido na superfície terrestre”, ou, de acordo com a segunda hipótese, “devido ao crescimento ultrarrápido dentro do diamante, formou-se uma camada de substância diamantífera policristalina porosa, que foi posteriormente dissolvida por outros processos mais agressivos do manto”.

O diamante duplo é, na avaliação do especialista, “uma criação única da natureza“.


A empresa russa deve enviar agora o diamante duplo para o Instituo Gemológico dos Estados Unidos para análises mais aprofundadas, já que não há registo de uma descoberta semelhante na história da mineralogia de diamantes.

Fonte: ZAP

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Saturno é agora o planeta com mais luas do Sistema Solar


O planeta dos anéis tem mais três luas que as 79 de Júpiter. Satélites agora descobertos, através de um telescópio no Hawai, só podem ter nomes da mitologia nórdica, gaulesa ou inuíte.

Investigadores norte-americanos descobriram um conjunto de 20 novas luas em torno de Saturno, que assim ultrapassa Júpiter como o planeta com mais satélites naturais do sistema solar desde os anos 1990.

Segundo noticiou esta segunda-feira a BBC, cada uma das 20 novas luas em torno de Saturno tem cerca de cinco quilómetros de diâmetro - e 17 rodam "para trás", em sentido contrário ao do planeta (movimento conhecido como direção retrógrada).

Representação das órbitas das 20 novas luas, formando três grupos 
diferentes, que orbitam Saturno © DR

Duas das luas que rodeiam Saturno com o mesmo movimento orbital (progressivas) demoram cerca de dois anos a dar uma volta completa ao planeta, enquanto a terceira dessas luas e as mais distantes das luas retrógradas levam mais de três anos.

A descoberta foi feita com o telescópio Subaru, instalado no Hawai, aplicando novos algoritmos de computação a dados recolhidos entre 2004 e 2007. Isso permitiu definir as órbitas daqueles 20 objetos já conhecidos e que se admitia serem luas.

"Achámos que eram luas de Saturno, mas não conseguimos órbitas completas" para tirar essa conclusão, disse o chefe da equipa de cientistas, Scott Sheppard, do Instituto Carnegie para a Ciência (em Washington). "Ao usar as novas capacidades dos computadores" foi possível "encontrar oficialmente órbitas" para esses 20 objetos, adiantou o cientista.

"Estudar as órbitas dessas luas pode revelar as suas origens, bem como dados sobre as condições que em torno de Saturno no momento em que se formou", explicou Scott Sheppard à BBC.

Para os investigadores, com base nas inclinações dos ângulos com que as luas agora descobertas orbitam Saturno, elas constituem restos de pelo menos três corpos maiores esmagados por choques entre luas distintas ou com asteróides.

"Essas luas têm órbitas bastante inclinadas em relação a Saturno e estão muito distantes", informou Scott Sheppard, pelos que "não consideramos que se tenham formado com o planeta mas que atraídas pelo planeta no passado".

A decorrer está um concurso para dar nomes às 20 novas luas de Saturno e que têm de pertencer a gigantes da mitologia nórdica, gaulesa ou dos esquimós inuíte (por pertencerem a grupos distintos de luas).


Fonte: DN

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Embrióides humanos já podem ser produzidos em massa


Investigadores criaram uma forma de produzir um grande número de entidades vivas que se parecem com embriões humanos primitivos. Isto permite que os cientistas estudem de melhor forma os primeiros dias do desenvolvimento embrionário humano.

A capacidade de artificialmente produzir embrióides humanos é algo que divide a comunidade científica. Por um lado, permite aos investigadores estudar melhor o desenvolvimento embrionário dos humanos, que pode levar a avanços científicos significantes. Por outro lado, há sempre uma questão ética, devido à criação artificial de vida.

Se a ideia já era controversa quando eram criados embriões artificiais em pequena escala, imagine-se agora que os cientistas já são capazes de os produzir em massa.

“Este novo sistema permite-nos alcançar uma eficiência superior para gerar essas estruturas semelhantes a embriões humanos”, explicou o autor da investigação, Jianping Fu. Os resultados do estudo foram publicados este mês na revista científica Nature.

O dispositivo criado é um quadrado fino de silicone, onde são usadas células estaminais e produtos químicos que estimulam essas células a desenvolver estruturas-chave dos embriões humanos. Cada um destes dispositivos consegue produzir uma dúzia de embrióides em apenas poucos dias.

(dr) Yi Zheng / University of Michigan

O dispositivo criado pela equipa de investigadores da Universidade do Michigan.

Enquanto uns olham para esta inovação com uma preocupação ética, outros olham com entusiasmo graças a possíveis avanços no conhecimento científico. Fu, citado pela NPR, diz que este é “um novo marco empolgante neste campo emergente” e que “tais estruturas de embriões humanos têm muito potencial para abrir o que chamamos de caixa negra do desenvolvimento humano”.

Se em situação normal, o embrião está dentro do corpo humano e, por isso, torna-se difícil estudá-lo, neste caso a situação é significativamente facilitada. Há, contudo, uma limitação: uma diretriz que impede os cientistas de realizarem investigações em embriões além de 14 dias de desenvolvimento.

Fu explica que a capacidade de produzir embrióides em larga escala não está abrangida por esta diretriz e que, por isso, torna a tarefa mais fácil para os cientistas. Novas investigações podem reduzir ou até prevenir defeitos de nascimento e abortos. “Esta investigação pode levar a muitas coisas boas”, reiterou o cientista.

Ainda assim, lado a lado com o progresso científico, vão estar sempre as questões éticas, como explica o bioeticista de Harvard, Insoo Hyun: “Esta equipa precisa de ter muito cuidado para não modelar todos os aspetos do embrião humano em desenvolvimento, para que eles possam evitar a preocupação de que esse modelo de embrião possa um dia tornar-se um bebé se o colocarmos no útero”.

Por essa mesma razão, Fu produz os embrióides para apenas se assemelharem parcialmente a um embrião humano. “Entendo que pode haver pessoas sensíveis quando você vê que é possível produzir em massa estruturas embrionárias. As pessoas vão ficar preocupadas. Eu percebo isso. Acho que estamos a alargar os horizontes“, disse Fu.

“Mas quero deixar 100% claro que não temos a intenção de tentar gerar uma estrutura sintética parecida a um embrião humano completo. Não temos intenção de fazer isso“, reiterou.


Fonte: ZAP

NASA admite que poderíamos ter sido visitados por alienígenas no passado


A teoria dos "astronautas antigos", baseada em evidências arqueológicas e referências mitológicas, fala do facto de que, nos tempos antigos, os homens mantinham contacto com alienígenas e que eles os ensinavam a desenvolver a civilização.


Essa ideia, que para muitos pode parecer louca, foi defendida por alguns pesquisadores como Zecharia Sitchin e Erich von Daniken, que sofreram fortes perguntas do mundo científico e académico.

Mas eles foram aceitos por muitas pessoas, crentes em alienígenas, de todo o mundo. Hoje, ao que parece, seus postulados incríveis começam a ser reconhecidos pelos organismos espaciais.

Isso se deve ao facto de a NASA ter publicado recentemente um livro intitulado: "Arqueologia, Antropologia e Comunicação Interestelar", no qual se argumenta que pinturas em cavernas podem representar visitas passadas do espaço sideral.

O texto, editado por Douglas Vakoch, actual director da Pesquisa por Inteligência ExtraTerrestre (SETI - Search for Extraterrestrial Intelligence), analisa detalhadamente a comunicação com possíveis seres de outros mundos e foi carregado na Web em formato PDF para Seu download fácil e rápido. ( Faça o download do e-book AQUI ).

Alguns dos autores, como o professor William Edmondson, da Universidade de Birmingham, consideram que nossos ancestrais, impressionados com a tecnologia das máquinas voadoras diante de seus olhos, idolatravam esses viajantes e os consideravam "deuses". Todos os cultos subsequentes teriam sido executados para invocar sua presença novamente.

"Podemos dizer pouco, ou nada, sobre o significado dessas representações, por que foram gravadas na rocha ou quem as criou", diz Edmondson. "Eles poderiam ter feito alienígenas em todos os aspectos".


Conforme relatado pelo jornal britânico Daily Mail, a publicação se refere a várias questões, e vários especialistas participam dela, que discutem a possibilidade de vida em outros planetas e quais seriam os melhores instrumentos para enviar e receber mensagens .

No entanto, se agora podemos nos comunicar com entidades fora da Terra, não é certo que possamos entendê-las. Isso é observado por Douglas Vakoch, que também vê, na enorme distância que nos separa das estrelas, um factor que joga contra nós.

"Se um sinal de rádio fosse detectado por um experimento moderno do SETI, poderíamos intuir a existência da inteligência, mas não conseguiríamos entender o que eles dizem", escreve na introdução Vakoch.

"Mesmo que uma civilização seja detectada em um dos sistemas estelares mais próximos, seus sinais devem passar biliões de quilómetros, atingindo nosso planeta depois de um longo tempo", disse ele.

De qualquer forma, os autores do livro não perdem a esperança: “Para ir além da mera identificação de tal inteligência e ter alguma chance realista de entendê-la, podemos seguir o exemplo de pesquisadores que enfrentam desafios semelhantes na Terra. Diz Vakoch.

Nesse sentido, o cientista pensa que é possível entender o que os alienígenas nos dizem, se o trabalho dos arqueólogos é imitado, que reconstrui a história das civilizações antigas a partir de informações vagas.


Fonte: UFO SPAIN

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Os Flechas: o exército secreto da PIDE em Angola


Durante a guerra de Angola, a PIDE/DGS criou um grupo paramilitar de bosquímanos, um povo africano. O Observador publica um excerto do livro de Fernando Cavaleiro Ângelo sobre esta tropa secreta.

Em 1967, seis anos depois do início da guerra em Angola, a PIDE/DGS começou a recrutar novos membros entre algumas etnias africanas com o objetivo de integrá-los num novo grupo paramilitar autóctone, criado nesse ano pelo inspetor Óscar Cardoso, que tinha então sido transferido para Angola. Esse grupo ficaria conhecido como os “Flechas”.

O emprego de grupos autóctones em ações de combate contra insurgentes independentistas não era uma novidade. Porém, ao contrário de grupos semelhantes criados por ingleses, franceses ou sul-africanos, os “Flechas” atuavam na dependência direta dos serviços secretos da PIDE/DGS. Com a sua criação em 1967 procurou-se, acima de tudo, melhorar a capacidade de recolha de informações estratégicas, operacionais e táticas, tentando desenvolver ações encobertas e clandestinas de combate aos grupos insurgentes, que ganhavam cada vez mais terreno em Angola.

Os “Flechas” eram constituídos principalmente por bosquímanos, um povo que habitava a parte sul de África há vários séculos e que se dedicava à caça e à recoleção. Foi o próprio Óscar Cardoso que lhes escolheu o nome, por utilizarem arcos e flechas envenenadas para caçarem. A grande vantagem de formar um grupo de bosquímanos estava no seu conhecimento do território africano — conseguiam permanecer vários dias destacados em território hostil, alimentando-se do que a natureza lhes dava, perseguindo pistas e seguindo o rasto de insurgentes.

Uma vez encontrados os acampamentos dos independentistas, bastava conduzirem ações de vigília para obterem mais informações e esperarem para fazer uma emboscada. A ordem era que capturassem os opositores e os levassem para serem interrogados. Porém, isso raramente acontecia — na maioria das vezes, os “Flechas” acabavam por matar os insurgentes durante os confrontos. As informações recolhidas no acampamento eram depois entregues a elementos da PIDE/DGS para serem analisadas.

Esta realidade da guerra angolana, desconhecida de muitos portugueses, é o tema do livro Os Flechas: A tropa secreta da PIDE/DGS na Guerra de Angola, de Fernando Cavaleiro Ângelo, chefe da Divisão de Informações do Comando Naval e diretor do Centro de Análise e Gestão de Dados Operacionais, o primeiro publicado em Portugal sobre os “Flechas”. Baseando-se em documentos, fontes históricas inéditas e recorrendo ao testemunho em primeira mão de Óscar Cardoso, Cavaleiro Ângelo procurou descrever o impacto deste grupo paramilitar no contexto angolano e internacional.

O livro, editado pela Casa das Letras, chega às livrarias na segunda-feira, 27 de fevereiro. Antes, mostramos-lhe um excerto do capítulo 3 — “Flechas como ‘exército secreto da PIDE/DGS”–, em que o autor relata o surgimento do grupo:

“Os Flechas: a tropa secreta da PIDE/DGS na guerra de Angola”, 
de Fernando Cavaleiro Ângelo (Casa das Letras)

“Os Flechas nasceram na região do Cuando-Cubango, propagaram-se à vila de Gago Coutinho (Lumbala Nguimbo) e, na fase final do conflito, chegaram à região de Luanda, Luso (Luena) e Caxito, onde assumiram um carácter especial por serem aí antigos insurgentes do MPLA capturados pelas tropas portuguesas. Devido ao sucesso obtido, mormente no Leste de Angola (onde o nome Flechas já causava alguma intimidação nos insurgentes, pois a sua atuação resultara no desmantelamento de entrepostos, rotas logísticas e acampamentos, e também em inúmeras emboscadas infligidas particularmente no interior do refúgio zambiano), o recrutamento de novos Flechas foi estendido a outros grupos étnicos que não os originais bosquímanos. Com efeito, o número de bosquímanos não chegava para se ter uma presença substancial nas diversas frentes de combate.

Na fase final da guerra de Angola, quase todas as subdelegações da PIDE/DGS em áreas afetadas pela atividade insurgente tinham os seus próprios Flechas. Torna-se, por isso, difícil perceber se o sucesso se deveu ao uso de bosquímanos, ou se foi o próprio conceito de «exército privado» liderado exclusivamente pela PIDE/DGS que fez a diferença.

Na fase inicial, os Flechas bosquímanos efetuavam as suas missões sempre sozinhos. Não gostavam da companhia dos brancos, pois o cheiro da pasta de dentes e da pomada da barba, para além de interferir com o seu apurado olfato, permitia que os insurgentes os detetassem a distâncias apreciáveis, se o vento estivesse de feição. Adicionalmente, a sua marcha era deveras atrasada pelo ritmo lento dos brancos e o ruído que estes provocavam ouvia-se a léguas. Alimentavam-se de raízes, carochas, insetos, frutos e animais, e negavam as rações de combate. Na única ocasião em que lhes foram fornecidas rações de combate, os bosquímanos comeram literalmente tudo de uma vez. Nem os plásticos que protegiam alguns alimentos se safaram. Chegou-se, então, à conclusão de que seria mais profícuo manter os hábitos tradicionais dos bosquímanos intocados. A mudança de hábitos e tradições podia ser prejudicial ao desempenho dos Flechas, pois a sua ocidentalização anularia o lado primitivo que tanta vantagem lhes concedia sobre os brancos e os negros bantos.

"Em Angola, os missionários protestantes e católicos eram os únicos capazes de comunicar com os bosquímanos e outros grupos étnicos, e muitos deles terão sido agentes a soldo de outros serviços de informações estrangeiros."

Numa fase posterior, havia pelo menos um elemento da PIDE/DGS que acompanhava, por rotina, os Flechas no decorrer das suas missões, tanto para efeitos de coordenação e direção como para coadjuvar na recolha de informações. Algumas missões eram conduzidas com tropas portuguesas e elementos da PIDE/DGS, e outras exclusivamente levadas a cabo pelos próprios Flechas, tais como operações de reconhecimento, vigilância e encobertas, muitas vezes durando mais de 15 dias.

Nenhum grupo de Flechas excedia os 30 elementos e todos operavam, na maioria das vezes, em áreas onde estavam familiarizados com os dialetos e o terreno. No seu primeiro ano de existência, os Flechas atingiram os 600 elementos, subindo o número para cerca dos mil em 1974. Entre 1968 e 1971, nas diversas subdelegações da PIDE/DGS, chegou-se ao número de 489 Flechas na Zona Militar Leste, 255 na Zona Militar Sul e perto de 158 na Zona Militar Norte. Não sendo já a maioria desses Flechas bosquímanos, a sua maior concentração localizava-se na Frente Leste, com as suas principais áreas de operação em torno das cidades de Carmona (Uíge), Caxito, Gago Coutinho (Moxico) e Serpa Pinto (Menongue).

No período compreendido entre 1970 e 1973, a maioria das operações executadas pelos Flechas teve como área de atuação a Zona Militar Leste, num total de 119 missões, das quais 88 ocorreram em 1972. Esse ano acabou por representar um marco na luta contra os insurgentes do MPLA, fruto das roturas internas no próprio movimento, do desmantelamento de toda a estrutura logística proveniente da Zâmbia, das ações dos Flechas e do esforço coordenado entre os militares, a PIDE/DGS e os congéneres vizinhos da Rodésia e África do Sul. As outras zonas militares tinham números muito abaixo desses: a Zona Militar Norte contava com 50 missões, a Zona Militar Sul com 33 e a Zona Militar Centro somente com quatro. Em termos de grupos insurgentes, o MPLA era o principal alvo dos Flechas, com um total de 54 missões registadas, seguido da FNLA com nove e da UNITA com duas. Na Frente Leste, a zona de guerra mais ativa em Angola, os Flechas capturaram 46 insurgentes, mataram mais de 134, apreenderam largas quantidades de armas, munições e documentos extremamente importantes, bem como libertaram muita da população que se encontrava refém dos grupos insurgentes.

Entrega de condecorações aos Flechas da província de Uíge, envergando estes 
a famosa boina camuflada instituída pelo inspetor da PIDE Alves Cardoso

Um dos maiores obstáculos ao processo de recolha de informações da PIDE/DGS era a proliferação de línguas faladas em Angola, um número que atingiria os 15 dialetos. Para as fontes humanas que andavam no terreno com a missão de recolha de informações era vital a compreensão exata das mensagens, sob o risco de estas serem deturpadas e indevidamente enquadradas na realidade da situação. Os intérpretes eram, portanto, o elo. Em Angola, os missionários protestantes e católicos eram os únicos capazes de comunicar com os bosquímanos e outros grupos étnicos, e muitos deles terão sido agentes a soldo de outros serviços de informações estrangeiros.

Muitas das informações recolhidas por esses espiões seriam usadas para pressionar Portugal na arena internacional. Para evitar a situação, a PIDE/DGS planeou diversos ataques clandestinos de tropas auxiliares nativas fardadas com uniformes de insurgentes, para se livrar dos alegados espiões sem qualquer exposição mediá- tica que desencadeasse um incidente diplomático com os países mandantes. Alguns missionários protestantes seriam agentes a trabalhar para serviços de informações norte-americanos, britânicos e franceses. Numa das missões em Catota, localidade perto de Serpa Pinto (Menongue), um missionário acabou por ser identificado como espião da agência de espionagem norte-americana CIA, após a interceção e análise de correspondência diversa. Existiu igualmente a suspeita de que colaborasse também com a UNESCO.

O missionário escreveu diversas cartas para os Estados Unidos da América com uma descrição exaustiva da situação interna em Angola, com informação sobre as tendências e motivações da população, as atividades e desenvolvimentos operacionais, as localizações das tropas portuguesas e insurgentes, os ataques ocorridos e a avaliação dos efeitos das diversas manobras militares entre as partes beligerantes, entre outros dados pertinentes. A redação desses relatórios de informações foi percecionada pela PIDE/DGS como um ato hostil à presença portuguesa em Angola, o que desencadeou o planeamento de um ataque direto para incutir medo ao missionário. A tarefa foi entregue aos Flechas, que usariam uniformes da UNITA, para deixar a ideia de que se tratava de um ato de vandalismo perpetrado por um grupo insurgente. A ação de intimidação, além de implicar a UNITA, teve o resultado esperado sobre os alegados espiões.

"Os Flechas possuíam, definitivamente, um sexto sentido que lhes permitia antecipar o perigo e saber, assim que entravam numa área, se o inimigo lá estava ou não. Tratar-se-ia de uma combinação de experiência com profundo conhecimento da natureza do inimigo."

Estávamos em meados de 1970, numa noite abrasadora com índices de humidade bastante altos e um céu coberto de estrelas cintilantes. O plano era os Flechas deslocarem-se pela calada da noite, entrarem na casa do missionário e provocarem alguns estragos para lhe provocarem um susto que lhe permanecesse para sempre gravado na memória. E lá foram por entre os arbustos, movimentando-se de forma cautelosa e silenciosa, como felinos à procura de presas, não emitindo qualquer ruído que acordasse o alvo. A entrada na casa deu-se de forma cautelosa, não fosse estar alguém por detrás da porta. Num ápice imobilizaram o missionário, tapando-lhe a boca para que não gritasse, e começaram as tropelias destruidoras dentro da residência. Nem as bebidas escaparam à onda de destruição. O missionário terá mudado a sua perceção da presença portuguesa em África. O efeito desejado foi, aparentemente, alcan- çado e os volumes de correspondência, bem como a natureza das missivas, alteraram-se radicalmente.

Noutra missão com contornos semelhantes, desta feita numa localidade chamada de Xamavera, no Cuando-Cubango, a PIDE/DGS ordenou os Flechas, novamente trajados como insurgentes, que atacassem uma congregação de frades franceses denominada Irmãos do Nosso Senhor Jesus Cristo. Eram suspeitos de providenciar alimentação aos insurgentes e, cumulativamente, operar em prol dos serviços secretos franceses, a SEDEC (Service de documentation extérieure et de contre-espionnage). O modus operandi foi em tudo idêntico, mas, alegadamente, com mais contacto físico com os irmãos. Desse ataque de surpresa resultou a retirada dos frades de Angola, o que satisfez o objetivo da PIDE/DGS de impedir que os missionários informassem países que pudessem interferir, de forma direta ou indireta, no desenrolar das operações portuguesas contra os insurgentes.

Óscar Cardoso a ministrar formação de manuseamento de uma metralhadora 
ligeira Browning MAG 7,62mm a um Flecha Bosquímano

O número de missões atribuídas aos Flechas em Angola durante o ano de 1972 é, per se, demonstrativo da importância dessa «tropa secreta» da PIDE/DGS: 128 missões conjuntas com o exército e 316 atuando de forma autónoma. Além de excelentes fontes de informações, os Flechas mostravam uma «elevada eficiência operacional». Assim provam as diversas condecorações e louvores que os Flechas acumularam durante um período de três anos. Foram agraciados com 14 Cruzes de Guerra e 11 louvores do governador-geral de Angola, o que é deveras representativo da eficiência e eficácia das suas operações militares e de recolha de informações em apoio das atividades de contrainsurgência das tropas portuguesas.

Foram, igualmente, reconhecidos pelas SADF com a condecoração Honoris Crux, pela sua lealdade e bravura no combate ao movimento insurgente independentista SWAPO, depois da independência de Angola em 1974. O sul-africano Delville Linford reconheceu a excelência dos Flechas bosquímanos na arte da recolha de evidências e provas, ações de reconhecimento e vigilância, pese embora não fossem capazes de interpretar ou contextualizar as informações que obtinham.

Os Flechas possuíam, definitivamente, um sexto sentido que lhes permitia antecipar o perigo e saber, assim que entravam numa área, se o inimigo lá estava ou não. Tratar-se-ia de uma combinação de experiência com profundo conhecimento da natureza do inimigo. O tenente-coronel Ron Reid-Daly, comandante dos Selous Scouts na Rodésia, considerou-os os melhores soldados indígenas que alguma vez conhecera durante a sua comissão de serviço em África. Reid-Daly possuía uma enorme experiência na arte da guerrilha não só na Rodésia, mas também na Malásia, durante a sua missão no Special Air Service (SAS) britânico, tropa especial de comandos temidos em todos os teatros operacionais em que participaram. Um elogio vindo desse temível guerreiro era um sinal inequívoco de qualidade.”

Fonte: Observador

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Forças Armadas têm novo centro de telecomunicações em Santa Margarida

Fonte da foto Facebook
A nova Estação de Ancoragem de Santa Margarida foi inaugurada, esta manhã, pelo Conselho dos Chefes de Estado-Maior. 

Com o objetivo de potenciar o comando operacional de forças, a nova Estação representa uma evolução tecnológica nas comunicações militares, melhorando as capacidades de comando e controlo operacional. 


A cerimónia de inauguração decorreu na Brigada Mecanizada em Santa Margarida, com a presença do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, bem como de representantes ao mais alto nível do Exército, Forca Aérea e Armada. 

Desenvolvida para uma aplicação vocacionada para o comando e controlo das operações militares, a Estação de Ancoragem de Santa Margarida pode, também, ser utilizada no âmbito das missões de apoio a emergências civis e de proteção e salvaguarda das populações.

Fonte: Mais Ribatejo

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

O novo Oumuamua pode ter sido captado numa fotografia a cores


Os astrónomos do Observatório Gemini no Hawai tiraram a primeira fotografia do GB00234, agora rebatizado para C/2019 Q4 Borisov, um objeto que pode ser o segundo corpo celeste interestelar a entrar no Sistema Solar.

A imagem mostra um objeto com uma órbita hiperbólica, um núcleo brilhante, uma atmosfera difusa e uma cauda, tudo características que adensam ainda mais a possibilidade de este ser o primeiro cometa vindo de fora do Sistema Solar a visitar-nos.

De acordo com o comunicado do Observatório Gemini, “esta é a primeira vez que um visitante interestelar do nosso Sistema Solar mostra claramente uma cauda gerada por desgaseificação”, isto é, pela libertação de gases à medida que o núcleo gelado dos cometas se aproxima do Sol e aquece.

Oumuamua, o primeiro objeto a visitar o Sistema Solar e o único confirmado até agora, não tinha essa cauda, embora tenha sido confundido com um cometa por causa da velocidade a que se deslocava.

Andrew Stephens, coordenador das observações, explicou que “esta imagem foi possível por causa da capacidade dos telescópios para ajustarem rapidamente as observações e olharem para objetos como este, que têm uma janela de observação muito curta”. “Mas tivemos mesmo de lutar por esta fotografia, porque os últimos detalhes que tínhamos eram das 3h00 e estávamos a fazer as observações às 4h45”, acrescenta.

Neste momento, C/2019 Q4 Borisov está a 400 milhões de quilómetros do Sol — mais de 2,5 vezes a distância entre a Terra e a nossa estrela — e viaja a uma velocidade de 150 mil quilómetros por hora. À medida que se aproxima do Sol, o cometa torna-se cada vez mais brilhante.

“Atualmente, está próximo da posição aparente do Sol no nosso céu e, consequentemente, é difícil de observar devido ao brilho do crepúsculo. O caminho hiperbólico do cometa levá-lo-á a condições de observação mais favoráveis ​​nos próximos meses”, garante o Observatório Gemini.

C/2019 Q4 Borisov foi descoberto a 30 de agosto deste ano por Gennady Borisov, um astrónomo amador ucraniano do Instituto Astronómico Robert Sternberg.

Na semana passada, a NASA emitiu um comunicado a confirmar que “um cometa recém descoberto está a entusiasmar a comunidade astronómica esta semana porque parece ter origens fora do Sistema Solar”. A agência espacial norte-americana avança ainda que o cometa continua mais longe do Sol do que a órbita de Marte. Só a 8 de dezembro chegará ao ponto de maior aproximação ao Sol, em que ficará a 190 milhões de quilómetros da nossa estrela — mais 40 milhões que a distância média entre a Terra e o Sol.

A importância do primeiro Oumuamua reside no facto de ser o primeiro asteróide detetado que não vem do Sistema Solar. A natureza do “Mensageiro das Estrelas” está rodeado de mistérios desde o dia em que foi descoberto por astrónomos da Universidade do Hawai, em outubro de 2017.

Depois de constatar mudanças na velocidade do seu movimento, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian sugeriu que o asteróide poderia ser uma “sonda” enviada à Terra intencionalmente por uma “civilização alienígena”.

No último ano, o mundo da astronomia debruçou-se no estudo do corpo celeste e as mais várias teorias já foram apresentadas em artigos científicos: desde o seu passado violento, passando pela possibilidade de ser um sistema binário, e até o provável local de onde veio o Oumuamua.

Recentemente, investigadores da Universidade de Harvard sugeriram que milhares de objetos semelhantes ao Oumuamua podem estar presos no Sistema Solar.

Fonte: ZAP

sábado, 14 de setembro de 2019

NASA e ESA descobrem buraco negro assustador que devora 12 luas por dia


Foi descoberto um monstruoso buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia. Segundo uma equipa de astrónomos da NASA e da ESA, os dados agora revelado indicam que o buraco negro consome grandes quantidades de material aquecido a cada nove horas. Um buraco negro é uma região do espaço da qual nada, nem mesmo partículas que se movem à velocidade da luz, podem escapar.

Nesse sentido, este é um novo comportamento de um buraco negro supermassivo que nunca tinha sido detetado antes pelos cientistas.

Este buraco negro consome quatro luas três vezes por dia

O buraco negro está situado bem no centro da galáxia GSN 069, a 250 milhões de anos-luz da Terra, e contém cerca de 400.000 vezes a massa do Sol. Os investigadores recorreram ao observatório de raios-X Chandra (NASA) e ao XMM-Newton (ESA) para concluir que este buraco negro consome, aproximadamente, quatro luas três vezes por dia.

Este comportamento é tão sem precedentes que tivemos de criar uma nova expressão para o descrever.

Referiu o investigador Miniutti.

O cientista, que é o primeiro autor de um artigo da Nature publicado este mês, descreveu o processo como “Erupções Quase-Periódicas de Raio-X”. A atividade do monstruoso buraco negro foi descoberta pela primeira vez pelo observatório de raios-X da ESA chamado XMM-Newton.


Grandes explosões vindas da galáxia GSN 069

Conforme foi veiculado, este observatório detetou duas explosões a 24 de dezembro de 2018. Posteriormente, após Miniutti e os seus colegas seguirem o fenómeno, encontram um mês depois mais cinco explosões na GSN 069. Além destas, o observatório de raios-X Chandra da NASA detetou outras três explosões adicionais no mês seguinte, a 14 de fevereiro.

Ao combinar os dados destes dois observatórios de raios-X, seguimos estas explosões periódicas durante pelo menos 54 dias. Isto dá-nos uma oportunidade única para testemunhar o fluxo de matéria para um buraco negro supermassivo, que acelera e desacelera repetidamente.

Explicou o coautor e cientista da ESA, Richard Sazton.


Nesse sentido, foi observado que o buraco negro desfruta das suas refeições “bem preparadas”. Isto porque a temperatura do gás que cai na sua direção aumenta em cerca de um milhão a 2,5 milhões de graus.


Pensamos que a origem da emissão de raios X é uma estrela que o buraco negro rasgou parcial ou completamente e está lentamente a consumir pouco a pouco.

Referiu Margherita Giustini da ESA.

Ainda há várias explicações sobre o que foi visto

Segundo o que afirmou Giustini, a origem das explosões repetidas era “uma história completamente diferente” e precisava de ser mais estudada. Desta forma, os autores sugerem que há duas explicações possíveis para as explosões.

Uma delas é que a energia se acumula durante o consumo até que se torna instável e a matéria cai rapidamente no buraco negro produzindo as explosões, o ciclo é então repetido. Por outro lado, a outra teoria dos investigadores refere que pode haver uma interação entre a matéria que está a ser consumida e um corpo secundário orbitando o buraco negro, talvez os restos de uma estrela parcialmente digerida.

Os novos dados dos observatórios Chandra e XMM-Newton implicam que o tamanho e a duração das refeições do buraco negro diminuiu e a distância entre elas aumentou. Por isso, as observações futuras desta descoberta serão cruciais para ver se a tendência continua.

Os buracos negros supermassivos são geralmente maiores do que o encontrado na GSN 069, com massas de milhões ou mesmo mil milhões de sóis. Quanto maior é o buraco negro, mais lentas serão as suas flutuações de brilho.

Em suma, a equipa terá de continuar a estudar este fenómeno inédito, para conseguir explicações do que detetaram.

Fonte: Pplware

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Telescópio Hubble envia para Terra FOTO incrível de Saturno e seus anéis


NASA e Agência Espacial Europeia publicaram uma foto tirada pelo telescópio Hubble de Saturno e seus anéis no ponto mais próximo do gigante gasoso à Terra neste ano.

A foto foi tirada a 20 de junho por uma câmara com zoom do telescópio da NASA Hubble. 

No momento, Saturno estava a cerca de 1,3 biliões de quilómetros da Terra.

"Saturno possui muitos traços reconhecíveis, em particular seus característicos anéis, que agora estão inclinados em direcção à Terra. Isso nos dá uma vista magnífica de sua brilhante estrutura gelada", publicaram as agências no site do Hubble.

Ainda de acordo com as agências, a tonalidade âmbar que o planeta possui é resultado da emissão de nuvens de fumo que derivam de reacções fotoquímicas produzidas pela radiação ultravioleta do Sol no planeta.

Anéis de Saturno fotografados pelo Hubble

Além disso, debaixo desta camada externa de fumo, nuvens de cristais de gelo de amónio se estendem pelo planeta, assim como camadas de hidrossulfeto de amónio e água. 

Também as franjas do planeta seriam causadas por ventos e nuvens em diferentes altitudes.

Hubble

O Hubble é um observatório espacial pertencente à NASA. Cientistas utilizam o aparelho constantemente para estudar corpos celestes.

O observatório foi construído pela NASA com a ajuda da Agência Espacial Europeia. Seu lançamento ao espaço se deu ainda em 1990.

Fonte: Sputnik News

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

"Dragão congelado" tem 77 milhões de anos e foi batizado

© Ilustração: David Maas
Dragão viveu há cerca de 77 milhões de anos e era carnívoro.

m dos maiores animais voadores de sempre, com uma envergadura de 10 metros e 250 quilogramas, foi identificado no Canadá a partir de fósseis descobertos há 30 anos na província de Alberta.

O pterossauro, batizado Cryodrakon ("Dragão congelado") boreas, viveu há 77 milhões de anos e só rivaliza em tamanho com um outro pterossauro conhecido, o Quetzalcoatl, com uma envergadura de 10,5 metros, que foi descoberto no estado norte-americano do Texas.

"É uma bela descoberta. Sabíamos que este animal existia aqui mas agora podemos provar que é diferente dos outros e dar-lhe um nome", afirmou o paleontólogo David Hone, destacando a "diversidade dos pterossauros na América do Norte e a sua evolução".


Ilustração do tamanho do dragão. © Twitter

Como outros répteis voadores do período Cretáceo, o Cryodrakon boreas era carnívoro, alimentando-se provavelmente de lagartos, pequenos mamíferos ou até crias de outros dinossauros.

Fonte: DN

Novo objecto interestelar vindo em nossa direcção, desta vez estamos prontos!!!


Um astrónomo amador descobriu o segundo visitante conhecido do espaço exterior  do sistema solar. Ainda mais surpreendente, ele conseguiu identificá-lo na abordagem, o que significa que teremos tempo para estudá-lo.

Gennady Borisov, da Crimeia, localizou a rocha espacial interestelar a 30 de agosto. Agora, recebeu o nome oficial de C / 2019 Q4 (Borisov) pelo Minor Planet Center .
Felizmente, a rocha não apresenta risco de colidir com a Terra e fazer-nos seguir o caminho dos dinossauros.

O cometa tem o que é conhecido como "trajectória hiperbólica", o que significa que não foi interferido pela gravidade do nosso sol, o que sugere que ele se originou no espaço profundo, fora do nosso sistema solar.
A rocha é uma reminiscência de Oumuamua, o primeiro objecto interestelar que detectamos ao passar pelo nosso sistema solar, cumprimentando brevemente nosso sol antes de voltar a sair, gerando enorme excitação aqui na Terra.

Infelizmente, só localizamos Oumuamua depois que ele partiu, impedindo qualquer estudo ou análise aprofundada. 

Mas este cometa atingirá seu periélio, ou sobrevoo mais próximo do Sol, a 10 de dezembro, o que deve dar à comunidade científica tempo suficiente para estudá-lo, pelo menos parcialmente, e avaliar como é a vida fora do nosso sistema solar.

Fonte: RT

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Estranha criatura é encontrada na Antárctida


Pesquisadores encontram estranha criatura a 3500 metros debaixo do gelo na Antárctida durante expedição.

Um grupo de pesquisadores de diversos países zarpou no início deste ano a bordo do navio de pesquisa RV Tangaroa. Seu destino? A Antárctida. O objectivo central da missão era desbravar partes do continente gelado nunca vistas antes e filmar um documentário.

Enfrentando grandes ondas e problemas técnicos, a expedição finalmente chegou ao seu destino. Logo em seguida, a equipe deu início ao trabalho de recolha de material presente no fundo das camadas de gelo.

Ao puxar os longos cabos com baldes, os cientistas acharam uma coisa incrível.

Enquanto verificava o que havia dentro de um dos baldes, a bióloga marinha Kareen Schnabel, do Instituto Nacional de Pesquisas da Água e Atmosfera de Auckland, Nova Zelândia, pegou uma criatura muito esquisita.
Cientistas encontram criatura bizarra na Antárctida a 3500 metros de profundidade: "Coisa nunca vista antes".

"Tinha algo bastante interessante na parte da frente que o fazia parecer um pouco com um hipopótamo [...] Eu nunca tinha visto uma coisa dessas", publicou a fala de Kareen o portal AEDAILY.

Além da estranha criatura, a equipe também encontrou outras espécies de animais que foram vistas pelos cientistas pela primeira vez.

Fonte: Sputnik News
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