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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

"Dragão congelado" tem 77 milhões de anos e foi batizado

© Ilustração: David Maas
Dragão viveu há cerca de 77 milhões de anos e era carnívoro.

m dos maiores animais voadores de sempre, com uma envergadura de 10 metros e 250 quilogramas, foi identificado no Canadá a partir de fósseis descobertos há 30 anos na província de Alberta.

O pterossauro, batizado Cryodrakon ("Dragão congelado") boreas, viveu há 77 milhões de anos e só rivaliza em tamanho com um outro pterossauro conhecido, o Quetzalcoatl, com uma envergadura de 10,5 metros, que foi descoberto no estado norte-americano do Texas.

"É uma bela descoberta. Sabíamos que este animal existia aqui mas agora podemos provar que é diferente dos outros e dar-lhe um nome", afirmou o paleontólogo David Hone, destacando a "diversidade dos pterossauros na América do Norte e a sua evolução".


Ilustração do tamanho do dragão. © Twitter

Como outros répteis voadores do período Cretáceo, o Cryodrakon boreas era carnívoro, alimentando-se provavelmente de lagartos, pequenos mamíferos ou até crias de outros dinossauros.

Fonte: DN

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Os extraterrestres podem já ter explorado a Via Láctea (e visitado a Terra)


A Via Láctea pode estar repleta de civilizações alienígenas interestelares. Mas não sabemos, porque não nos visitam há 10 milhões de anos.

De acordo com um estudo publicado no mês passado na revista especializada The Astronomical Journal, a vida extraterrestre inteligente pode demorar algum tempo a explorar a galáxia, aproveitando o movimento dos sistemas estelares para facilitar a troca de estrelas. O trabalho é uma nova resposta a uma pergunta conhecida como Paradoxo de Fermi, que pergunta por que razão não detetamos sinais de inteligência extraterrestre.

O paradoxo foi levantado pela primeira vez pelo físico Enrico Fermi, que perguntou: “Onde estão todos?”. Fermi questionava a viabilidade de viajar entre estrelas, mas, desde então, a sua pergunta passou a representar dúvidas sobre a própria existência de extraterrestres.

O astrofísico Michael Hart explorou a questão formalmente quando argumentou num artigo de 1975 que havia muito tempo para a vida inteligente colonizar a Via Láctea nos 13,6 mil milhões de anos desde que a galáxia se formou, mas ainda não ouvimos nada deles. Hart concluiu, portanto, que não deve haver civilizações avançadas na nossa galáxia.

O novo estudo, porém, oferece uma perspetiva diferente sobre a questão: talvez os alienígenas estejam a demorar um pouco e a ser estratégicos.

“Se não considerarmos o movimento das estrelas ao tentar resolver o problema, fica basicamente com uma de duas soluções”, disse Jonathan Business-Nellenback, cientista da computação e principal autor do estudo, ao Business Insider. “Ninguém sai do seu planeta ou somos de facto a única civilização tecnológica da galáxia.”

As estrelas orbitam o centro da galáxia em diferentes caminhos a diferentes velocidades. Ao fazê-lo, ocasionalmente cruzam-se. Assim, os alienígenas poderiam estar a esperar pelo próximo destino. Nesse caso, as civilizações demorariam mais tempo a espalhar-se pelas estrelas do que Hart calculou. Portanto, podem ainda não ter chegado até nós – ou talvez até já tenham chegado, muito antes dos humanos evoluírem.

Os investigadores já tentaram responder ao Paradoxo de Fermi de várias maneiras – estudos investigaram a possibilidade de que todas as formas de vida alienígena se formem nos oceanos abaixo da superfície de um planeta e postularam que as civilizações podem ser desfeitas pela sua insustentabilidade antes de realizar qualquer viagem interestelar.

Há também a “hipótese do zoológico”, que imagina que as sociedades da Via Láctea decidiram não entrar em contacto connosco pelas mesmas razões pelas quais mantemos a natureza ou mantemos proteções para alguns povos indígenas isolados.

Um estudo de 2018 sugeriu que há uma hipótese de 2 em 5 de estarmos sozinhos na nossa galáxia e uma hipótese de 1 em 3 de estarmos sozinhos em todo o cosmos.

Os autores do estudo mais recente apontam que investigações anteriores não tiveram em conta um facto crucial sobre a nossa galáxia: ela move-se. Assim como os planetas orbitam estrelas, os sistemas estelares orbitam o centro galáctico. O nosso sistema solar, por exemplo, orbita a galáxia a cada 230 milhões de anos.

Se civilizações surgirem em sistemas estelares distantes, podem tornar a viagem mais curta, esperando que o seu caminho orbital os aproxime de um sistema estelar habitável. Depois de se estabelecerem nesse novo sistema, os alienígenas poderiam esperar novamente por uma distância ideal de viagem para dar outro salto.

Nesse cenário, os alienígenas não se estão a mover pela galáxia. Estão à espera que a sua estrela se aproxime de outra estrela com um planeta habitável. “Se demorar mil milhões de anos, essa é uma solução para o paradoxo de Fermi”, disse Carroll-Nellenback. “Os mundos habitáveis ​​são tão raros que precisamos de esperar mais do que qualquer civilização dure antes que outro apareça.”

Para explorar os cenários, os investigadores usaram modelos numéricos para simular a propagação de uma civilização pela galáxia. Tiveram em consideração uma variedade de possibilidades para a proximidade de uma civilização hipotética a novos sistemas estelares, o alcance e a velocidade das suas sondas interestelares e a taxa de lançamento dessas sondas.

“Tentamos criar um modelo que envolvesse o menor número de suposições sobre sociologia que pudéssemos”, disse Carroll-Nellenback.

Ainda assim, parte do problema de modelar a expansão galáctica de civilizações alienígenas é que estamos a trabalhar apenas com um ponto de dados: nós próprios. Portanto, todas as nossas previsões são baseadas no nosso próprio comportamento. Mas mesmo com a limitação, os cientistas descobriram que a Via Láctea poderia ser preenchida com sistemas estelares estabelecidos que não conhecemos.

“Todos os sistemas podem ser habitáveis, mas os extraterrestres não nos visitam porque não estão suficientemente próximos“, disse Carroll-Nellenback. Até agora, detetámos cerca de 4.000 planetas fora do nosso Sistema Solar e nenhum hospedava vida.

Há pelo menos 100 mil milhões de estrelas na Via Láctea – e ainda mais planetas. Um estudo recente estimou que até 10 mil milhões desses planetas poderiam ser parecidos com a Terra.

Assim, os autores do estudo escreveram que concluir que nenhum desses planetas sustenta a vida seria como olhar para uma piscina e não encontrar golfinhos – e depois decidir que o oceano não tem golfinhos.

Outro elemento chave nos debates sobre a vida alienígena é o que Hart chamou de “Facto A”: não há visitantes interestelares na Terra e não há evidências de visitas passadas. Mas isso não significa que nunca estiveram por cá.

Se uma civilização alienígena chegou à Terra há milhões de anos – e a Terra tem 4,5 mil mihões de anos -, talvez já não haja sinais da sua visita. Estudos anteriores sugerem que talvez não consigamos detetar evidências de visitas alienígenas passadas. É possível que alienígenas tenham passado perto da Terra, mas decidiram não a visitar.

Além disso, os alienígenas podem não querer visitar um planeta que já tem vida. Assumir isso seria uma “projeção ingénua” de uma tendência humana de equiparar expansão à conquista.

Por agora, os investigadores consideram que não devemos desmotivar por causa do silêncio do Universo. Nos próximos anos, espera-se que a nossa capacidade de detetar e observar outros planetas potencialmente habitáveis melhore drasticamente à medida que novos telescópios são construídos e lançados para o Espaço.

Fonte: ZAP

terça-feira, 10 de setembro de 2019

As 24 horas que se seguiram ao impacto do asteróide que extinguiu os dinossauros


Há 66 milhões de anos, caiu no México o asteróide que extinguiu os dinossauros. Um estudo permite agora saber o que aconteceu nas 24 horas após o impacto. Mas o problema foram os 30 anos seguintes.

Não se sabe o dia, o mês ou o ano. Não se sabe sequer ao certo a década o século ou o milénio. Sabe-se apenas que terá acontecido — mais mil, menos mil — há cerca de 66 milhões de anos. E sabe-se também que o que aconteceu mudou para sempre a Terra: o asteróide que caiu na planície de Yucatán, no México, transformou o nosso planeta e moldou-o para o que é hoje. Só que um estudo revela agora muito mais: diz exatamente o que aconteceu naquelas 24 horas depois do impacto brutal do Chicxulub.

Não foi a cratera com 180 km de diâmetro, no fundo do mar, que levou a que se extinguisse 75% da vida na Terra, apesar de se falar essencialmente do fim dos dinossauros. Naquele momento, foi como se tivessem explodido 10 mil milhões de bombas como a de Hiroshima. Foram libertadas para a atmosfera 425 gigatoneladas de CO2 e outras 325 toneladas de ácidos sulforetos. O megatsunami que a queda do asteróide provocou levou a água do golfo do México, nas Caraíbas, para os Grandes Lagos do norte dos EUA, na fronteira com o Canadá, a 2.500 quilómetros de distância.

Aquele dia foi o fim de uma era (geológica): terminou o mesozoico e começou o cenozoico (a atual).

Uma expedição científica que desde 2016 está a estudar a zona do impacto do asteróide conseguiu, através de uma espécie de plataforma petrolífera instalada no mar, fazer um furo na zona da borda da cratera e retirar de lá, 1.334 metros abaixo do fundo marinho, o respectivo cilindro de rocha. Nele são perfeitamente visíveis diferentes círculos de sedimentos, impactos e rochas diferentes que os geólogos e cientistas analisaram ao pormenor. Esses dados contam de forma precisa a história em capítulos do que aconteceu minuto a minuto no dia do impacto (tal como os anéis dos troncos das árvores ou as marcas dos blocos de gelo revelam o que se passou ao longo dos anos).

Segundo o estudo, publicado pelo PNAS (a Academia de Ciências dos EUA) e revelado por vários jornais, a rocha mostra que foram 24 horas de inferno, cujos efeitos devastadores se sentiram depois ao longo de muitos anos. Mas, para surpresa dos investigadores, foi tudo muito rápido.

Minutos depois do impacto, os primeiros 40-50 metros da cratera encheram-se de imediato de rocha fundida e fragmentária. Uma hora depois, uma nova camada com rochas de vidro, suevita e materiais fundidos estava formada. Mais umas horas e já havia outra camada com sedimentos mais finos. Ou seja, bastou um dia para tudo ficar coberto com uma capa de 130 metros de sedimentos. Depois a água do tsunami gigante voltou arrastando todos os resíduos imagináveis, desde árvores ardidas das redondezas a restos de regiões longínquas, e cobriu o resto.

O asteróide teria entre 10 a 12 quilómetros e os efeitos do impacto terão chegado a 1.500 quilómetros de distância, causando também múltiplos incêndios pelo material incandescente libertado ao entrar na atmosfera. Daí os muitos vestígios de carvão vegetal, mas também de materiais orgânicos apodrecidos pela água e fungos que se criaram entretanto, presentes nesta amostra de rocha da cratera.

O que está escrito neste cilindro de pedra é como se fosse um papiro com uma fita do tempo ao minuto. Mas se as conclusões são muitas, as dúvidas que logo se levantaram também. Afinal se tudo aconteceu tão rapidamente, os efeitos também se terão dissipado em poucos dias, não sendo assim suficientes para uma extinção em massa como a que aconteceu.

Para a entender, foi preciso fazer ligações entre o impacto, aquelas horas que se seguiram e o que veio depois. E a chave está exatamente no depois: no que o primeiro minuto daquelas 24 horas provocou.

Apesar das muitas teorias que abundam para o que se passou, desde a possibilidade de terem existido múltiplas quedas de asteróides (mais pequenos) simultâneas, ao facto de se ter dado a erupção de vários vulcões no Oriente na mesma altura, até a sismos e tsunamis consecutivos naquele período — podendo tudo isto ter acontecido como uma reação em cadeia ao próprio impacto –, aquilo que estes cientistas concluíram foi mesmo que o Chicxulub reescreveu a história da Terra.

O cilindro de rocha mostra muitas coisa. Mas o mais importante acaba por ser o que não mostra. A amostra não contém evidências de materiais sulfurosos: nada de enxofre, apesar das rochas ricas em sulforeto. Isto reforça a ideia de que o impacto do asteróide lançou o enxofre e os sulforetos todo para a atmosfera criando um escudo químico impenetrável que impediu os raios solares de chegarem ao solo. Todo o planeta arrefeceu e muito. Pelos cálculos científicos e pelas simulações tecnológicas, a temperatura media global baixou 20 graus e manteve-se assim durante 30 anos. Quase nada resistiu a essa era glaciar. E quando a vida foi voltando e evoluindo, já era completamente diferente.

Fonte: Observador

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Loch Ness: e se o monstro for só uma enguia gigante? A hipótese dos cientistas



O monstro do Lago Ness, na Escócia, poderá ser apenas uma enguia gigante, dizem cientistas.

Depois de uma intensa análise de vestígios de ADN nas águas do Lago Ness, os cientistas chegaram à conclusão de que o alegado monstro pode ser apenas uma enguia gigante. Neil Gemmell, geneticista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, explicou que os resultados puseram de parte a hipótese de haver alguma espécie de réptil marinho gigante.

Uma equipa internacional, composta por especialistas do Reino Unido, dos Estados Unidos, da Austrália e de França, recolheu amostras de ADN no lago em junho do ano passado.

O uso deste tipo de amostras permite a monitorização de animais marinhos, como os tubarões e as baleias. De cada vez que um ser vivo se desloca no seu habitat, deixa para trás pequenos fragmentos de ADN através de pele, escamas, penas, penugem, fezes e urina.

Não podemos excluir a possibilidade de que há uma enguia gigante no Lago Ness.

Este ADN pode ser recolhido, sequenciado e depois usado para identificar o ser vivo, comparando a sequência obtida com a grande quantidade de informação genética de centenas de milhares de diferentes organismos. A equipa analisou no total 500 milhões de sequências do material genético encontrado.

"As enguias são muito comuns em lagos. Todos os locais que visitámos para recolha de amostragem tinham, no entanto, uma quantidade de enguias que surpreendeu", afirmou Neil Gemmell, acrescentando: "Não podemos excluir a possibilidade de que há uma enguia gigante no Lago Ness, mas não sabemos se estas amostras que recolhemos são de um monstro gigante ou de um animal normal."

Como surgiu o conceito "monstro de Loch Ness"?

O primeiro registo escrito de um monstro a viver nas águas escocesas surgiu no século VI pela obra do irlandês Santo Columba. A foto mais famosa do Nessie (como era apelidado o suposto monstro), mais conhecida por "Fotografia do Cirurgião", foi tirada em 1934 e mostra uma cabeça ligada a um longo pescoço a sair da água.

Esta foto foi, 60 anos mais tarde, revelada como uma fraude. Era apenas um modelo de monstro marinho anexado a um submarino de brinquedo.

Desde então, várias equipas de investigadores tentaram encontrar o monstro, sempre sem sucesso. Em 2003, a BBC financiou uma extensa pesquisa científica que usou 600 feixes de sonar e rastreamento por satélite para varrer toda a extensão do lago.

A tentativa mais recente foi realizada há três anos, quando um drone marinho de alta tecnologia localizou um monstro - mas não era o que procuravam. Acabaram por descobrir a réplica usada nos anos 1970, no filme "The Private Life of Sherlock Holmes", afundada no lago.

Fonte: TSF

Surge teoria sobre visita de ETs aos maias e promessa de 'retorno apocalíptico' em 15 anos


Os maias continuam intrigando arqueólogos pelo conhecimento avançado em astronomia e matemática, fazendo até mesmo surgir teorias sobre a antiga civilização ter sido constituída por deuses alienígenas.

Auto denominado especialista em ETs, Erich von Daniken afirma que os maias foram visitados por antigos deuses alienígenas que farão um retorno apocalíptico daqui a 15 anos, escreve o jornal britânico Express.

Segundo a teoria, a entidade adorada como deus e conhecida como Quetzalcoatl (semelhante a uma cobra) disse aos maias como um dia retornaria ao nosso planeta Terra.

Esta data foi calculada como sendo 21 de dezembro de 2012, causando preocupação de que esta poderia ser a data do apocalipse.

Nova data para fim do mundo

Depois que esta profecia falhou previsivelmente, o von Daniken notou que esta data foi calculada com base no calendário judaico-cristão, o que é ambíguo ao nascimento de Cristo.

Há na verdade aproximadamente 20 anos em torno do dia em que pensamos que Cristo nasceu, distorcendo nossa predição do retorno de Quetzalcoatl.

Baseando-se em novos cálculos, é suposto que restem agora aproximadamente 15 anos para ver se a terrível predição maia se tornará realidade.

O auto denominado especialista acredita que não veria um deus em forma de cobra descendo dos céus, mas um extraterrestre. Ele descreve esses alienígenas como criaturas com rostos humanos cobertos por capacetes com aparelhos respiratórios na boca, que supostamente filtrariam o ar para evitar infecções por bactérias ou vírus.

Vestígios alienígenas?

Num túmulo maia, localizado no sítio arqueológico mexicano de Palenque, uma escultura de Pacal, o Grande (o penúltimo imperador dos antigos maias), foi encontrada parecendo controlar uma máquina virada para cima com chamas e fumaça saindo pela parte de trás. Arqueólogos afirmam que essa escultura realmente representava a árvore da vida ou uma descida ao submundo.

Dentro de um sarcófago, fósseis desse antigo imperador foram encontrados, embora o corpo fosse significativamente mais alto do que a altura média dos antigos maias e parecesse ter uma estrutura óssea incomum.

Outro facto interessante é que Pacal também era conhecido por ter governado por 68 anos e vivido até os 80 anos, muito mais tempo do que a vida média para essa época.

As pirâmides de Tikal (uma das maiores cidades da civilização maia pré-colombiana) são outra anomalia que aumenta ainda mais o mistério, pois estão a 40 km de um corpo d'água – facto que levou os arqueólogos a questionar por que os antigos maias construíram uma cidade maciça num local tão inconveniente.

Von Daniken aponta para um dos glifos numa pirâmide em degrau, afirmando que era o local aonde os deuses antigos chegavam dos céus.

Fonte: Sputnik News

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Descoberta uma espécie idêntica ao “esquilo” da Idade do Gelo


A criatura pré-histórica é tão parecida com Scrat, personagem do filme de animação “A Idade do Gelo”, que o paleontólogo responsável pela sua descoberta pensou batizar a espécie com o seu nome.

Segundo o IFLScience, o Pseudotherium argentinus foi descoberto no Parque Provincial de Ischigualasto, San Juan, no noroeste da Argentina, com base num crânio adulto de 6,9 centímetros que sugere que este animal tinha 25 centímetros de comprimento.

Esta criatura pré-histórica foi classificada de mammaliamorph — um grupo de parentes próximos dos mamíferos — e viveu há 231 milhões de anos, durante o Triássico Superior, quando os dinossauros ainda estavam no seu auge.

De acordo com o estudo publicado em agosto na revista científica PLOS One, o Pseudotherium pode estar intimamente relacionado a um ancestral dos mamíferos, mas faltam as distintas regiões cerebrais expandidas que separam os mamíferos dos nossos predecessores.

O facto curioso é que este animal mostra grandes semelhanças com Scrat, uma das personagens do filme de animação “A Idade do Gelo”. “A espécie tem um focinho muito longo, plano e raso e as suas presas muito longas localizadas quase na ponta do focinho, por isso as parecenças são tremendas”, disse o paleontólogo Ricardo Martinez, da Universidade Nacional de San Juan, à Agência CTyS, acrescentando que até considerou nomear a espécie tendo em conta a personagem.

Esta não é a primeira criatura que os cientistas descobrem que se parece com Scrat. O Cronopio dentiacutus era um verdadeiro mamífero — com o tamanho e forma semelhantes ao Pseudotherium — que viveu há 95 milhões de anos, durante o Cretáceo, e cuja descoberta em 2011 também se seguiu aos filmes.

Com apenas um espécime para analisar, os investigadores não sabem ainda muitas coisas sobre o estilo de vida deste animal ou porque é que precisava de dentes tão ameaçadores. É provável que tivesse uma dieta à base de insetos ou animais menores, sendo que os dentes-de-sabre poderiam ter sido usados para apanhar presas, mas também para lutar por territórios ou companheiros, sobretudo se o espécime encontrado fosse macho.


Fonte: ZAP

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

As bússolas de Greenwich estão prestes a fazer algo que não é observado há mais de 300 anos


Daqui a duas semanas, em meados de setembro, as bússolas de Greenwich vão apontar para o verdadeiro Norte pela primeira vez em 300 anos.

O ângulo que uma agulha da bússola faz entre o norte verdadeiro e o norte magnético é chamado declinação. À medida que o campo magnético muda, o mesmo acontece com a declinação em qualquer local.

Nos últimos 100 anos no Reino Unido, a declinação foi negativa, o que significa que todas as agulhas da bússola apontaram para o oeste do norte verdadeiro. A linha de declinação zero, chamada agonic, está a mover-se para o oeste a uma taxa atual de cerca de 20 quilómetros por ano.

Em setembro de 2019, pela primeira vez desde 1660, a agulha da bússola apontará diretamente para o norte verdadeiro em Greenwich, Londres, antes de virar lentamente para o leste, de acordo com um comunicado divulgado pela British Geological Survey.

O Royal Greenwich Observatory foi criado em 1676 e, a partir de 1836, o local abrigou um observatório magnético especializado. O observatório ajudou a estabelecer a definição de longitude zero, abrindo caminho para um sistema de referência global para mapas e navegação que hoje conhecemos como o Meridiano de Greenwich e, com ele, o horário médio de Greenwich (GMT).

Os instrumentos foram transferidos em 1926 para Abinger, sul de Londres, quando a eletrificação das ferrovias acabou por impossibilitar a medição do campo magnético em Greenwich.

Segundo Ciaran Beggan, cientista de geomagnetismo do British Geological Survey (BGS), disse: Em algum momento de setembro, o agonic encontrará zero longitude em Greenwich.

Isso marca a primeira vez desde a criação do observatório que os sistemas de coordenadas geográficas e geomagnéticas coincidiram nesse local. “O agonic continuará a passar pelo Reino Unido nos próximos 15 a 20 anos. Em 2040, todas as bússolas provavelmente apontarão para leste do norte verdadeiro”.

“Atualmente, é impossível prever como o campo magnético mudará ao longo de décadas a séculos, para que a bússola possa apontar para leste do norte verdadeiro durante mais 360 anos no Reino Unido.”

O BGS mantém o controle do campo magnético da Terra e usa dados de observatórios, satélites e estações de todo o mundo para monitorizar as suas lentas mudanças. No Reino Unido, o BGS opera três observatórios geomagnéticos – em Shetland, Dumfries e Hartland – e opera outros seis em todo o mundo. A equipa enfatizou que o declínio zero em Greenwich não terá nenhum impacto no dia-a-dia.

As bússolas e GPS funcionarão normalmente e não será necessário que ninguém se preocupe com qualquer perturbação da vida quotidiana, concluiu o comunicado.

Fonte: ZAP

domingo, 1 de setembro de 2019

Mórmones estão há 40 anos na Torre do Tombo a digitalizar registos civis

Na Torre do Tombo, em Lisboa, há três câmaras a funcionar em permanência 
com capacidade para digitalizar até 6 mil imagens por dia PEDRO NUNES
Protocolo já pôs online mais de 30 milhões de assentos de nascimento, casamento e óbito, do século XVI ao XX

Desde 1979 que todos os dias há um carrinho com pilhas de registos paroquiais de nascimentos, casamentos e óbitos prontos para passarem do papel ao digital no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Esse trabalho de digitalização está há 40 anos a ser feito por membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecidos como mórmones, através de protocolos assinados com arquivos por todo o país. Em troca do acesso à documentação, têm de disponibilizar ao Estado a custo zero as imagens digitalizadas, para que possam ser consultadas de forma gratuita nos sites dos arquivos portugueses.

Ler o artigo, clique AQUI

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

As corajosas enfermeiras paraquedistas na Guerra Colonial Portuguesa


Fonte: Youtube

FUZILEIROS NO ULTRAMAR 1961 a 1974


FUZILEIROS NO ULTRAMAR 1961-74 PARTE I 

PARCERIA - José Talhadas 

GRÁFICOS - Afonso Brandão

Fonte: Youtube

Homenagem aos Comandos (Exército Português)


Video realizado em Homenagem aos Comandos Portugueses. 

Símbolos 
O símbolo identificativo das tropas de Comandos do Exército Português mais conhecido é a famosa Boina Vermelha. Pelo uso deste item de fardamento os comandos são algumas vezes chamados de "Boinas Vermelhas". 

Lema
O lema dos Comandos é o verso latino da Eneida de Virgílio Audaces Fortuna Juvat, que significa “A Sorte Protege os Audazes”. 

Grito de Guerra 
O seu Grito de Guerra, retirado de uma tribo bantu do Sul de Angola que o usava na cerimónia de entrada na vida adulta é: MAMA SUMAE, que em Português significa: Aqui Estamos, Prontos para o Sacrifício! "

Fonte: Youtube

domingo, 25 de agosto de 2019

Barco de 8 mil anos é encontrado no fundo do Oceano Atlântico

Barco encontrado foi construído há 8 mil anos 
(Foto: Maritime Archaeological Trust)

Embarcação estava a 11 metros de profundidade próxima à ilha inglesa e pode ter afundado após o fim da Era do Gelo

A 11 metros de profundidade no norte do Oceano Atlântico, próximo à ilha inglesa de Wight, arqueólogos encontraram uma embarcação de 8 mil anos praticamente intacta. Quando o barco de madeira foi construído, a área ainda nem era coberta por água, mas abrigava vegetação.

“O local contém uma evidência rica de habilidades tecnológicas que não pensávamos terem sido desenvolvidas na época, como o avançado trabalho em madeira”, afirmou em comunicado Garry Momber, director do Maritime Archaeological Trust, fundo de caridade britânico que apoiou o estudo. O veículo marítimo foi estudado por meio da reconstituição em 3D na região onde ele foi descoberto.

Garry Momber realizando mergulho próximo à Ilha de Wight, na Costa Sul da Inglaterra (Foto: National Oceanography Centre)

Na época em que o barco foi construído, a região, que hoje faz parte do Reino Unido, ainda era ligada à Europa Continental por uma área que abrangia florestas e pântanos. Esse território, conhecido como Doggerland, é hoje submerso sob o sul do Mar do Norte.

Quando a população que viveu há milhares de anos construiu o barco de madeira, as temperaturas estavam aumentando e camadas de gelo que dominavam a paisagem já derretiam. Os níveis do mar estavam começando a subir e a água afundou Doggerland finalmente nos arredores do ano 6100 a.C.

No sítio submarino também foi descoberta a “Alântida Britânica”, um antigo assentamento que teria abrigado milhares de pessoas. Infelizmente, seus vestígios arqueológicos podem desaparecer em breve, pois o local tem sofrido devido à forte erosão, que tem desgastado o sítio em meio metro por ano.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Nova espécie de dinossauro carnívoro identificada na Península Ibérica


Uma nova espécie de dinossauro carnívoro foi identificada na província de Castellon, em Espanha, o primeiro representante do grupo na Península Ibérica a que deram o nome de Vallibonavenatrix cani.

A espécie habitou a Península Ibérica há 125 milhões de anos e segundo um comunicado divulgado esta quinta-feira pela equipa que a identificou “é o primeiro representante do grupo de dinossáurios espinossaurídeos descrito no registo fóssil ibérico”.

A descrição da nova espécie de dinossauro terópodes foi publicada recentemente na revistaCretaceous Research, tendo o estudo sido liderado por Elisabete Malafaia, do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa e investigadora do Grupo de Biologia Evolutiva da Universidad Nacional de Educación a Distancia (GBE-UNED), de Espanha, em colaboração com outros investigadores da UNED e da Universidade Autónoma de Madrid.

Os fósseis que permitiram a identificação da espécie são provenientes de rochas do Cretácico Inferior da localidade de Santa Águeda, em Vallibona (província de Castellón, Espanha). Foram descobertos no início da década de 1990 por Juan Cano Forner.

O nome da nova espécie é composto por ‘Vallibonavenatrix’, que significa “a caçadora de Vallibona” e ‘cani’ em homenagem a Juan Cano Forner.

A espécie pertence ao grupo dos dinossáurios carnívoros que se caracteriza por um crânio e dentes que têm semelhança com os crocodilos e pelas espinhas neurais altas em algumas das vértebras.

Fonte: ZAP

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Diversos fósseis humanos descobertos em San Vicente de la Barquera poderiam questionar a teoria da evolução de Darwin


A comunidade científica tomou como ponto de partida estudar a evolução do ser humano a teoria formulada por Darwin no século XIX . No entanto, uma descoberta recente "invalida a teoria", ou pelo menos a questiona. 

O lugar deste achado é na Cantábria, especificamente em San Vicente de la Barquera, onde os restos fósseis humanos surgiram depois que em 2014 duas ciclogéneses explosivas atingiram o norte da Espanha entre fevereiro e março. 

Esses restos mortais foram datados pelo antropólogo José María Ribero-Meneses em cerca de 200 milhões de anos, e suas características e morfologia seriam "um indiscutível 'homo sapiens' como ancestral directo do homem", embora longe de "primatas, macacos e hominídeos" .

De acordo com Ribero-Meneses, e como publicado por vários meios de comunicação, as características desses restos, entre os quais uma face recta e uma abóbada craniana, invalidam a teoria de Darwin. 

O crânio tem uma altura de 52 centímetros e uma largura de 42 , enquanto que tem uma circunferência de 148. Essas dimensões apontam para um indivíduo gigante que viveu entre os períodos Triássico e Jurássico da Era Mesozóica.

"Ele era contemporâneo dos dinossauros, um ser anfíbio que vivia entre o mar e a terra, de uma altura enorme, quase quatro metros, de vida muito longa, mais de duzentos anos, e com um tamanho intelectual e físico incomparavelmente superior ao nosso. ", disse Ribero-Meneses em entrevista à agência Efe que ecoa a Cadena Ser .

Na opinião do antropólogo, as descobertas "representam o enterro oficial da teoria da evolução de Darwin ", já que colocam o ancestral directo do homem muito antes da data dos restos encontrados em Atapuerca, datados de pouco menos de um milhão de anos. . 

Se sua tese for confirmada, a cronologia darwinista que foi tomada como base até agora seria questionada. Ribero-Meneses também conta com as descobertas de restos mortais de vários milhões de anos na Bulgária e no continente africano.

Este antropólogo e filólogo também conta com a destruição do famoso Instituto Smithsoniano de Antropologia, fundado em 1846 e baseado em Washington, que em 1900 comprou e destruiu centenas de esqueletos de homens gigantes, "a maioria deles completa". e pertencendo à mesma família dos restos que eu tenho ", disse ele.

Os restos mortais de San Vicente de la Barquera, com uma tonelada de peso, estão "em perfeitas condições" e, na opinião deles, aniquilam o "desdém darwiniano" .

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

NASA prepara-se para asteroide 'Deus do Caos' que pode colidir com Terra daqui a 10 anos


Daqui a uma década, um enorme asteroide potencialmente perigoso, que recebeu o nome de uma divindade maligna e destruidora do Antigo Egipto, vai passar perto da Terra, voando como uma bala.

A probabilidade deste asteroide colidir com o nosso planeta é de uma em 45.000.

A NASA já começou a se preparar para a "chegada" iminente do asteroide 99942 Apophis, também conhecido como "Deus do Caos", que passará perto da Terra a uma distância de 31.000 quilómetros a 13 de abril de 2029.

Este corpo celeste, dono de um diâmetro de 340 metros, é considerado potencialmente perigoso, sendo um dos maiores asteroides a passar muito perto da superfície do nosso planeta, com uma probabilidade de atingi-lo, escreve o jornal britânico Express. 

Se a colisão acontecer mesmo, danos à humanidade serão devastadores, dada a sua velocidade de 40.233 km/h.

Enquanto pesquisadores da NASA estão preparando-se para analisar a rocha gigantesca quando ela passar pela Terra, Elon Musk, presidente-executivo da Tesla e SpaceX, não se mostra nem um pouco perturbado com a aproximação potencialmente perigosa, chegando até mesmo a escrever no Twitter que "uma grande rocha vai colidir com a Terra eventualmente e agora não temos defesa nenhuma".


Fonte: Sputnik News

domingo, 18 de agosto de 2019

O fim trágico do Estado Português da Índia


A 18 de Dezembro de 1961, a União indiana atacou Goa, Damão e Diu. Em poucas horas, Portugal perdeu um património de 500 anos

A mensagem enviada há 50 anos por António de Oliveira Salazar ao general Vassalo e Silva, governador do Estado Português da Índia, explicava o que o presidente do Conselho de Ministros esperava dos militares em resposta a um ataque da União Indiana: "Não prevejo possibilidade de tréguas nem prisioneiros portugueses, como não haverá navios rendidos, pois sinto que apenas pode haver soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos ..."

A mensagem foi recebida em Goa a 14 de Dezembro de 1961, dois dias depois de Vassalo e Silva ter ordenado a evacuação, por barco, das famílias dos militares portugueses. Os territórios de Goa, Damão e Diu eram guardados por 3500 militares e menos de mil polícias goeses. Junto às fronteiras, a União Indiana tinha 45 mil soldados, apoiados por dois porta-aviões, vários navios de guerra, aviões e centenas de carros de combate.

O ataque era esperado – durante mais de um ano Salazar tinha ignorado as tentativas de Nehru, presidente da União Indiana, de se chegar a uma transferência de soberania pela via diplomática –, mas ninguém saberia dizer onde nem quando. Havia até a esperança de que a invasão não viesse a acontecer. O então capitão Carlos Azeredo, comandante da Polícia de Goa, partilhava desse sentimento: "A malta não acreditava, e eu também não. Já tinha havido várias ameaças que nunca foram concretizadas. Como Nehru, presidente da Índia, tinha a gala de dizer que era um pacifista, eu nunca acreditei que ele fizesse uma guerra contra uma coisa pequenina e praticamente desarmada".

‘OPERAÇÃO VIJAY’

Às primeiras horas da madrugada de 18 de Dezembro, as colunas militares indianas entraram em Goa pelo norte e pelo sul. Os territórios mais pequenos de Damão e Diu foram também atacados. Os militares portugueses esforçaram-se por seguir o estipulado no ‘Plano Sentinela’, uma estratégia de defesa que se baseava na retirada faseada das forças desde as fronteiras até à costa. O objectivo era atrasar a progressão do inimigo, com a destruição de pontes e estradas. "Era um plano idiota e inexequível, feito a régua e esquadro em Lisboa por quem não fazia ideia do que eram Goa, Damão e Diu", diz Carlos Azeredo, colocado perto da capital de Goa, Pangim.

As tropas portuguesas tinham armas do tempo da Primeira Grande Guerra – e com munições em tão mau estado que era frequente as balas não dispararem. Um episódio caricato pôs a nu as vulnerabilidades da defesa: Semanas antes da invasão, chegou ao porto de Mormugão, em Goa, uma encomenda de ‘chouriços’, palavra que na gíria militar designava as munições de artilharia. Mas afinal a encomenda de Lisboa era mesmo chouriços para o Natal das tropas.

O poder bélico das forças indianas era esmagador. Em poucas horas, as tropas da União Indiana avançaram, quase sem oposição. Os aviões sobrevoavam as tropas portuguesas: "Fui sobrevoado às nove da manhã pela aviação indiana e eles não dispararam. Ao contrário do que se possa pensar, isso foi muito desmoralizador. Percebemos que não tínhamos hipóteses", conta João Aranha, que comandava a 2ª Divisão da Polícia, no norte de Goa. Na manhã do dia 19, Pangim estava cercada. A derrota era evidente. O governador Vassalo e Silva encarregou o bispo de pedir a rendição ao comando indiano.

HERÓI DE GUERRA

Praticamente todas as forças portuguesas renderam-se a 19 de Dezembro. Morreram 25 militares, mas a maioria dos soldados não chegou a entrar em combate. Houve excepções. Na ilha de Angediva – pequeno território a sul de Goa que terá inspirado a Ilha dos Amores de Camões – e na fortaleza da Aguada – onde estavam presos os responsáveis por actos terroristas que se repetiam na região nos anos anteriores – os portugueses venderam cara a derrota. O aviso ‘Afonso de Albuquerque’, o maior navio de guerra presente, combateu até ser afundado. Mas foi em Diu que emergiu o herói da resistência.

O tenente Oliveira e Carmo, comandante da lancha de fiscalização ‘Vega’, atacou um cruzador indiano com os seus sete tripulantes. Metralhado por aviões, Carmo morreu com mais dois marinheiros. Deixou viúva e dois filhos. "Dizem que ele foi um herói. Para mim será sempre o Jorge, o pai dos meus filhos. Fez o que se esperava que ele fizesse. Naquelas condições, o Jorge que eu conheci só poderia ter aquela reacção: combater", diz Maria do Carmo, que estava em Lisboa, grávida do segundo filho.

CINCO MESES DE CATIVEIRO

Após a rendição, mais de três mil militares portugueses ficaram prisioneiros. Os indianos criaram quatro campos de prisioneiros em instalações militares portuguesas: Pondá (onde funcionavam dois campos), Alparqueiros e Aguada. O governador Vassalo e Silva foi mantido à parte com os seus dois ajudantes, numa casa de Pondá. Aí recebeu a visita de Jorge Jardim, enviado especial de Salazar, que lhe deixou uma cápsula de cianeto. Mas o último governador da Índia recusou o suicídio.

As condições dos campos de prisioneiros eram duras. "A comida era horrível. Comíamos feijão-frade todos os dias. Como cama tínhamos uns cartões para dormir no chão. Tentámos improvisar colchões de palha, mas enchiam-se de percevejos", conta o então 1º cabo de Engenharia José Rodrigues Manta, preso em Pondá. Nesse campo, três militares tentaram fugir na camioneta do lixo, mas foram denunciados por um português. Na parada, o comandante indiano perguntou quem queria punir o delator e a resposta foi unânime: "Todos". Surpreendido, o comandante mandou apontar armas aos prisioneiros. O fuzilamento só se evitou graças à intervenção do padre Joaquim Ferreira da Silva, capelão de Pondá.

Em Alparqueiros, outra fuga fracassou. Onze militares escaparam, mas foram traídos pelo comandante do barco que os deveria apoiar. Pior do que o cativeiro era a incerteza do futuro: "Os indianos diziam-nos que só estávamos ali porque o Governo português não nos queria receber. E tinham razão. Salazar fez tudo para dificultar o nosso regresso", conta Carlos Azeredo.

De facto, Salazar levantou sucessivos entraves às negociações. O ditador não perdoava o facto de os militares não terem combatido. O seu plano era mostrar ao Mundo a violência da União Indiana. Achava que um banho de sangue faria a comunidade internacional tomar o lado português.

O repatriamento só aconteceria em Maio de 1962, com uma ponte aérea de Goa para Carachi, no Paquistão. Daí, os militares foram transportados em três navios até Lisboa. À chegada, foram chamados de traidores. Oito oficiais, incluindo o governador-geral, foram demitidos. Outros cinco foram reformados compulsivamente e oito suspensos por seis meses.

O TENENTE QUE ESCOLHEU MORRER PELA PÁTRIA

Em Diu, o ataque indiano durou poucas horas. A desproporção de forças era esmagadora, mas o tenente Jorge Manuel de Oliveira e Carmo não hesitou. Ao avistar navios inimigos, saltou para o leme da lancha ‘Vega’. Na manhã de 18 de Dezembro, ao avistar um cruzador indiano, o segundo tenente Carmo manobrou a ‘Vega’ na direcção do inimigo. Dois aviões metralharam a lancha, matando um marinheiro. O comandante ficou gravemente ferido. Um dos seus últimos gestos foi beijar uma fotografia da mulher e dos filhos. Foi promovido a capitão-tenente a título póstumo, tendo recebido também a medalha de Valor Militar com Palma e agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada.

Fonte: CM

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Júpiter teria 'engolido' outro planeta grande, alegam cientistas


Astrónomos estão sugerindo que, há cerca de 4,5 biliões de anos, Júpiter absorveu outro protoplaneta durante uma colisão, anos antes da formação do nosso Sistema Solar, escreve Science News.

De acordo com a publicação, a hipótese de absorção de outro protoplaneta por Júpiter poderia finalmente explicar por que o núcleo do planeta é tão difuso e fragmentado e, obviamente, jogar luz sobre juventude do nosso Sistema Solar.

Astrónomos do Japão, China, Suíça e EUA usaram dados da sonda Juno da NASA para investigar a estrutura e composição de Júpiter, e decidiram testar outras possíveis explicações de como o núcleo de Júpiter se tornou tão difuso, observando as possibilidades da erosão gradual causada por ventos de alta velocidade ou pela presença de gás dentro do núcleo desde o início.

Características únicas

No entanto, as profundezas de Júpiter não correspondem ao quadro apresentado. Os pesquisadores analisaram os dados obtidos pela sonda espacial Juno, que estudou o campo gravitacional do planeta para obter informações sobre a estrutura interna e a composição do gigante gasoso.

Segundo estudo, a "desfocagem" do núcleo pode ser melhor explicada pela colisão de Júpiter com outro grande corpo celeste nos estágios iniciais de formação do Sistema Solar.

Um impacto frente a frente poderia ter destruído o núcleo originalmente compacto e misturado elementos pesados com gases.

Fonte: Sputnik News

domingo, 11 de agosto de 2019

Os 58 anos da Histórica Operação Atlas


Recordando os 58 anos da Histórica Operação Atlas
Foi em 8 de Agosto de 1961, que 8 aviões F-86F Sabre saíram a voar para a BA-12 Bissalanca...

OPERAÇÃO "ATLAS"


1961 – “Ferry” Monte Real – Guiné-Bissau . “Uma Travessia de Sucesso”

No início do ano os ventos que sopravam de África não eram os melhores, já que os movimentos de libertação das ex-Províncias Ultramarinas começaram a surgir, primeiro em Angola, a seguir Guiné e por último Moçambique.

Não havia dúvida de que a presença de Forças Militares do Exército, Marinha e Força Aérea, eram inevitáveis e foi o que veio a acontecer, realmente.

Entretanto, na Base Aérea Nº5, mais concretamente na Esquadra 51 (Linha da Frente), começou a ouvir-se e a pairar a hipótese de uma formação de aviões F-86F “Sabre” fazer um “ferry” que à partida podia ser até ao arquipélago de Cabo Verde (ilha do Sal). À medida que o tempo ia passando mais se acentuava a ideia que a missão em termos de futuro próximo iria ser uma realidade.


Assim, continuando a haver a manutenção do 1º. Escalão com o propósito de ser mantido o programa normal de operacionalidade da Esquadra 51, também a partir desse momento começaram a ser escolhidas as aeronaves que pudessem dar mais garantias para a referida missão.Os aviões tinham de possuir os seguintes requisitos:

1.-O maior número de horas disponíveis para a próxima grande inspecção periódica (célula/motor).

2.-Os equipamentos de todas as especialidades possuírem uma garantia de boa operacionalidade.

3.-Instalar “drops” (depósitos externos) de 120 galões, a fim de cada aeronave atingir o pleno total de combustível – JP4 (1.075 galões).

4.-Cada aeronave tinha de efectuar um voo (ou mais) de experiência para verificação de todos os sistemas, consumo dos “drops” e até a sua própria autonomia.

Na preparação dos aviões para esta missão houve uma tarefa que ultrapassou todos os cálculos previstos em termos de “mão-de-obra directa”, que foi a instalação dos “drops” de 120 galões. Houve uma justificada razão para a imprevista situação, que foi a seguinte:

Quando da chegada das aeronaves à Base Aérea Nº2-Ota (Agosto – 1958), todas traziam instalados os “drops” de120 galões, mas foram de imediato retirados e nunca mais voltaram a ser montados nos aviões, uma vez que os voos efectuados em Portugal e na Europa não necessitavam da sua utilização.

Como o “teste de fugas” dos depósitos só podia ser realizado no avião, é fácil concluir que várias mudanças tiveram de ser realizadas, dado o longo período em que o sistema esteve desactivado.

Há um outro pormenor que não quero deixar de registar, que era o facto de haver um parafuso principal de fixação do “drop” de 120 galões ao seu suporte (na asa), em que tinha de ser dado um torque (esforço de rotação) com chave dinamómetro (força) no valor de 1.500 lbs.. Como se compreende o esforço solicitado era muito grande (em sucessivos parafusos) e por acordo mútuo o torque só era dado por mim (Cabeleira) ou colega Lino Carneiro. 

Acontece, que nesse mesmo período todo o pessoal andava a tomar as vacinas necessárias (febre amarela, varíola, etc.) e com o esforço despendido começaram a aparecer ínguas nos sovacos / axilas, o que nos assustou, naturalmente, mas depois de medicados tudo se foi normalizando e voltaram os níveis de confiança que tanto eram necessários no momento.

Devo acrescentar que para além da especialidade MMA, colaboraram também na instalação dos “drops” de 120 galões, os MELEC e MAEQ.

Concluindo, as horas do dia ou da noite e até Sábados e Domingos não contavam para a execução desta tarefa, o importante era o aprontamento das aeronaves para a missão, e esse desiderato foi amplamente conseguido por todos os intervenientes (pilotos e mecânicos).

Com o planeamento e embalagem do material sobressalente julgado necessário para este tipo de missão, estava concluído nos primeiros dias de Agosto, todos os preparativos da “Operação Atlas” (nome de código para o Destacamento 52 da BA5), e, naturalmente, foi aguardada com muita ansiedade e expectativa o momento da partida que chegou.
Aeronaves escolhidas para o “raid”: F-86F "Sabre" nº.s 5307, 5314, 5322, 5326, 5354, 5356, 5361 e 5362.

Obs.: No voo Monte Real – Montijo, seguiram mais dois (2) aviões F-86F, que ficaram de reserva à missão.

As duas aeronaves foram levadas para a BA6, pelos seguintes pilotos:1º.Sarg. Pil José Carlos Alves Patrício e 2º.Sarg. Pil Eugénio Vieira Bolais Mónica.

Participou na “Travessia” Monte Real – Guiné-Bissau o seguinte pessoal:

Pilotos: 
Capitão Pilav-Ramiro de Almeida Santos-Chefe de Missão,
Capitão Pilav-José Fernando de Almeida Brito, 
Tenente Pilav-Aníbal José Coentro Pinho Freire, 
Tenente Pilav-Alcides Telmo Teixeira Lopo, 
1º.Sarg. Pil-António Rodrigues Pereira, 
1º.Sarg. Pil-José Luís Pombo Rodrigues, 
1º.Sarg.Pil-Humberto João Cartaxo da Silva, 
2º.Sarg.Pil-Rui Salvado da Cunha.

Equipa Técnica de Apoio Durante o Movimento (Escalão Precursor)

Tenente TMMA-Joaquim da Conceição Conduto
2º.Sarg.MMA-João Luís Gustavo Mil-Homens
2º.Sarg.MELEC-Manuel Jaime da Silva Barros
2º.Sarg.MAEQ-Alberto Gonçalves Diogo
2º.Sarg.MRAD-José Manuel Loureiro Pires
Fur.MMA-Lenine Gouveia das Neves
Fur.MELEC-Victor António da Silva Pacheco
1º.Cabo MMA-Augusto dos Santos Nogueira
1º.Cabo MMA-Fernando de Jesus Pinho
1º.Cabo MMA-Duarte Gonçalves
1º.Cabo MMA-Valter José Ferreira O. Almeida
1º.Cabo MMA-Fernando José Pereira Timóteo
1º.Cabo MMA-Helder Ferreira Mendes
1º.Cabo MMA-Abílio Ascenso
1º.Cabo MMA-Aires António Fernandes Barbosa
1º.Cabo MMA-Albertino José R. Félix
1º.Cabo MRAD-Eduardo Vieira de Castro
1º.Cabo MRAD-Américo Vieira Ferreira.

Obs.: A Equipa Técnica de Apoio (Escalão Precursor) saiu da BA5 para a BA6 – Montijo em 08AGO1961, no avião “Douglas” DC-6 Nº. 6704 (Com.te TCor. Pilav Rangel de Lima) e descolou na manhã do dia seguinte (09AGO) para o Gando (ilhas Canárias).

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