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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O misterioso monstro Tully acabou de ficar ainda mais misterioso


Uma nova investigação desmente um anterior estudo que argumentava que Tully era um vertebrado. A verdadeira natureza desde “monstro” continua um mistério para a comunidade científica.

De vez em quando, os cientistas descobrem fósseis que são tão bizarros que desafiam a classificação, já que diferem de qualquer outro animal ou planta viva. Tullimonstrum (também conhecido como monstro Tully), um fóssil de 300 milhões de anos descoberto no Illinois, nos EUA, é uma dessas criaturas.

À primeira vista, Tully parece superficialmente parecido com uma lesma. Mas onde se esperaria que estivesse a boca, a criatura tem um apêndice longo e fino que parece um par de garras. Depois, há os olhos, que se projetam para fora do corpo.

Tully é tão estranho que os cientistas nem conseguiram concordar se é um vertebrado ou um invertebrado. Em 2016, um grupo de cientistas disse ter resolvido o mistério de Tully, fornecendo as evidências mais fortes de que era um vertebrado. No entanto, uma nova equipa de cientistas protagonizou um novo estudo que questiona essa conclusão, o que significa que este monstro está mais misterioso do que nunca.

O monstro Tully foi originalmente descoberto nos anos 50 por um colecionador de fósseis chamado Francis Tully. Desde a sua descoberta, os cientistas questionaram-se a que grupo de animais modernos Tully pertence.

Houve muitas tentativas de classificar o monstro Tully. A maioria desses estudos concentrou-se na aparência de algumas das suas características mais importantes. O corpo do monstro Tully é tão incomum que expandirá bastante a diversidade de qualquer grupo ao qual ele finalmente pertença, mudando a maneira como pensamos sobre esse grupo de animais.

A investigação de 2016 argumentou que o animal deveria ser agrupado com vertebrados porque os olhos contêm pigmentos chamados melanossomas, que são organizados por forma e tamanho da mesma maneira que os olhos de vertebrados. Contudo, este novo estudo mostra que os olhos de alguns invertebrados, como polvos e lulas, também contêm melanossomas divididos por forma e tamanho de maneira semelhante aos olhos de Tully, e que esses também podem ser preservados em fósseis.

Investigação de acelerador de partículas

Para fazer isto, os cientistas usaram um tipo de acelerador de partículas, que permitiu explorar a composição química de amostras de fósseis e de animais.

Primeiro, descobriram que os melanossomas dos olhos dos vertebrados modernos têm uma proporção maior de zinco e cobre do que os invertebrados modernos estudados. A equipa ficou surpreendida ao descobrir o mesmo padrão em vertebrados fossilizados e invertebrados encontrados no Illinois.

Em seguida, analisaram a química dos olhos de Tully e a proporção de zinco e cobre era mais semelhante à dos invertebrados do que dos vertebrados. Isto sugere que o animal pode não ter sido um vertebrado, contradizendo os esforços anteriores para classificá-lo.

Também descobriram que os olhos de Tully contêm tipos diferentes de cobre aos encontrados nos olhos dos vertebrados — mas o cobre também não era idêntico ao dos invertebrados estudados. Portanto, embora o novo estudo acrescente peso à ideia de que Tully não era um vertebrado, também não o identifica claramente como um invertebrado.

Qual é agora o caminho a seguir? Uma análise mais ampla da química dos melanossomas e outros pigmentos nos olhos de uma ampla gama de invertebrados seria um bom próximo passo. Isto pode ajudar a diminuir ainda mais o grupo de animais aos quais Tully pertence.

O enigma de que tipo de criatura é o monstro Tully continua. Ainda assim, esta nova investigação demonstra como o estudo de fósseis nos níveis químico e molecular pode desempenhar um papel importante na descoberta da identidade desta e de outras criaturas enigmáticas.

Fonte: ZAP

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Fóssil de baleia encontrado nos Açores exposto em museu do Faial


Osso de seis milhões de anos pode ser visto Museu da Fábrica da Baleia de Porto Pim.

Um fóssil com seis milhões de anos de uma baleia-de-bico, já extinta, encontrado nos Açores, pode ser visitado a partir desta segunda-feira no Museu da Fábrica da Baleia de Porto Pim, na ilha do Faial.

Na inauguração da exposição, organizada pelo Observatório do Mar dos Açores, integrada no Dia Internacional dos Museus e Centros de Ciência, estiveram presentes dois investigadores da equipa que estudou o fóssil – o paleontólogo João Muchagata Duarte e o biólogo Rui Prieto – e o armador Jorge Gonçalves, da embarcação de pesca Manuel de Arriaga, cuja tripulação o encontrou acidentalmente.

O fóssil pertencente à espécie Tusciziphius atlanticus, que habitou o Atlântico na passagem do Miocénico para o Pliocénico, há 3,6 e 7,3 milhões de anos, segundo o Observatório do Mar dos Açores foi encontrado em Outubro de 2017 quando a embarcação Manuel de Arriaga, ao içar o aparelho de pesca na zona do banco Açor, encontrou um objecto estranho que “parecia feito de pedra, tinha um som metálico e a forma aproximada de um crânio de golfinho”.

O armador Jorge Gonçalves decidiu então mostrar o achado aos investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, que começaram a investigação, permitindo apurar novos dados sobre a biodiversidade dos cetáceos dos Açores e sobre a história natural do arquipélago.

De acordo com o Observatório do Mar dos Açores, em comunicado, o corpo do cetáceo “terá ficado depositado na encosta do banco Açor, onde, numa primeira fase, terá sido devorado por tubarões e outros animais necrófagos, incluindo vermes marinhos que se alimentam de ossos”, tendo a actividade sísmica “soterrado o esqueleto da baleia”.

“Muito tempo mais tarde, e devido à acção de correntes marinhas, o crânio, agora já fossilizado, ficou novamente exposto”, adiantam os especialistas.

Este é o primeiro fóssil da espécie encontrado na região, sendo que os restantes foram registados na costa ocidental da Península Ibérica (quatro) e um na costa oriental dos Estados Unidos. A datação do fóssil, com idade máxima estimada de seis milhões de anos, foi calculada com recurso a cruzamento de dados geológicos, químicos e outros.

Este tipo de baleia mergulhava a grandes profundidades, usava a ecolocalização e era “bastante esquiva, comparada com outros cetáceos”.

Fonte: Publico

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Rabino prevê fim do mundo com ascensão de asteroides e passagem do Planeta X


Não é de hoje a profecia que o Planeta X, também conhecido como mundo alienígena Nibiru, traria o caos e o fim da humanidade.

À medida que mais asteroides ameaçadores da Terra são detectados voando nos arredores e uma onda de terramotos devasta o nosso planeta, o especialista em Planeta X rabino Yuval Ovadia explica que ambos são sintomas da interacção astronómica do fim dos tempos, que está prevista para preceder o Messias.

Apesar das garantias da NASA e de outros especialistas, grandes asteroides passam despercebidos pelos sistemas de alta tecnologia projectados para detectá-los regularmente.

"Conforme Nibiru se aproxima, mais asteroides aparecerão […] Nibiru é descrito em fontes judaicas como uma estrela, não como um asteroide. Mas à medida que se aproxima, ele empurra os asteroides à sua frente como um navio empurra a água para a frente", disse Ovadia ao jornal britânico Daily Star.

Consequências catastróficas

Na opinião do especialista, a aproximação do Planeta X é a fonte da recente onda de rochas espaciais, bem como de uma recente abundância de terramotos que atingiu o sul da Califórnia, nos EUA.

"Terramotos e vulcões estão aumentando, mas em vez de procurar a causa debaixo da terra, os cientistas também deveriam olhar para as estrelas […] Nibiru é enorme, muito maior do que qualquer asteroide e, à medida que se aproxima, sua presença afectará uma atracção gravitacional sobre a Terra, provocando terramotos, vulcões e até mudanças no clima", opinou.

A declaração do especialista veio depois que a NASA anunciou sobre a aproximação do enorme asteroide 216258 (2006WH1) no próximo mês, após a semana judaica de Hannukkah.

Essa rocha espacial está entre as maiores a se aproximar da Terra este ano e está programada para passar pela Terra em 20 de dezembro a uma velocidade impressionante de 43 mil km/h.

Fonte: Sputnik News

Cientista propõe hack genético para humanos poderem sobreviver em Marte


Chris Mason, da Will Cornell University, propõe alterar geneticamente seres humanos, de forma a dar-lhes mais resistência para sobreviver nas condições inóspitas do planeta “vermelho”.

geneticista propõe introduzir elementos do ADN dos tardígrados no ser humano para criar seres geneticamente alterados com mais capacidade de sobreviver à radiação. Chris Mason pretende proteger os astronautas desta forma, para que possam também enfrentar com melhores condições a viagem até Marte. A abordagem é invulgar e especulativa, mas poderá ser uma boa aposta em direção ao futuro da biotecnologia e das viagens espaciais.

Chris Mason avaliou as consequências das viagens espaciais no ser humano e nos tardígrados e conclui que, uma vez que aqueles organismos são capazes de enfrentar as dificuldades do espaço, o seu genoma pode tornar as células humanas mais resistentes.

O especialista admite que esta ideia ainda está numa fase inicial e que demoraremos provavelmente algumas décadas até ver humanos manipulados geneticamente no espaço: «não tenho planos para ter astronautas alterados geneticamente nas próximas duas décadas». O Futurism cita Mason: «Se tivermos mais 20 anos de descoberta pura, mapeamento e validação funcional do que julgamos saber, espero que estejamos numa fase em que possamos criar um ser humano para sobreviver em Marte».

Fonte: EI

domingo, 10 de novembro de 2019

Desaparecimento de insetos atingiu um nível “assustador” na Alemanha


Uma investigação conduzida na Alemanha sobre a biodiversidade alertou sobre a diminuição “assustadora” no número de intensos durante a última década.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram publicados na revista Nature, o fenómeno afetou especialmente áreas de pastagem próximas de terrenos cultivados de forma intensiva, havendo também registo desta queda em áreas protegidas e florestas.

A investigação foi realizada entre 2008 e 2017 por uma equipa de cientistas internacionais, que recolheu mais de um milhão de artrópodes de 300 locais diferente na Alemanha – Brandemburgo, Turíngia e Baden-Württemberg.

No total, mais de 2.7000 espécies foram analisadas, estando muitas destas em declínio. Nos últimos anos, houve até espécies raras que a equipa não conseguiu encontrar.

O ecologista Wolfgang Weisser, da Universidade Técnica de Munique e um dos autores da análise, disse que foi uma “surpresa” observar este declínio num espaço de tempo de dez anos. Em comunicado, a equipa frisa que o declínio é maior do que se suspeitava.

“É assustador, mas [o declínio encontrado] está em linha com a imagem apresentada por número crescente de estudos”, acrescentou o especialista, citado na mesma nota.

O declínio nas populações de insetos repetiu-se nos diferentes ambientes estudados e ocorreu com maior intensidade nas pastagens, principalmente nas que são cercadas por quintas e áreas cultivadas, onde a queda foi de 78%.

Ou seja, nas áreas mais afetadas apenas foi encontrado um terço das espécies anteriormente observadas. Por outro lado, nas florestas, o desaparecimento foi de aproximadamente 40%, o que revela que “a perda não se limita aos habitats abertos”.


Fonte: ZAP

sábado, 9 de novembro de 2019

Cientistas descobriram na América do Sul um inseto que emite luz azul

A larva de um mosquito fungo em Iporanga, no Brasil
 (dr) Henrique Domingos / IPBIO
Os cientistas encontraram na Mata Atlântica, no Brasil, a primeira espécie bioluminescente azul encontrada na América do Sul.

De acordo com o IFLScience, os cientistas nem sequer procuravam uma nova espécie, mas sim cogumelos bioluminescentes, quando andavam a explorar a Mata Atlântica, no Brasil. Porém, a luz vermelha das lanternas que usavam na cabeça mostrou-lhes aquela que agora é a primeira espécie bioluminescente azul da América do Sul.

“É o primeiro registo de emissão de luz azul num ser vivo na América do Sul. É também o primeiro testemunho de uma Diptera bioluminescente no mesmo local”, explica ao mesmo site Cassius Stevani, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo e autor do estudo publicado, em agosto, na revista Scientific Reports.

Esta é uma descoberta surpreendente porque, geralmente, os insetos e os fungos brilham durante a noite nas florestas, mas normalmente a luz emitida é geralmente de três cores: verde, amarelo ou vermelho.

As larvas translúcidas deste mosquito fungo (Keroplatidae), oficialmente denominadas Neoceroplatus betaryiensis, foram recolhidas de árvores que se encontravam caídas durante um período particularmente quente e chuvoso, com uma humidade relativa de 90%.

Ao toque, as larvas deixam de se iluminar na sua cauda e em dois sítios perto dos olhos, apenas brilhando outra vez quando já não se sentem agitadas pela presença de um possível predador.

Houve, no entanto, um comportamento estranho num dos seus espécimes, recolhido na parte inferior de uma folha caída. Essa larva emitiu luz em todo o seu corpo e mostrou aquilo que a equipa chamou de “comportamento bizarro”, movendo-se mais devagar e escondendo-se menos do que as restantes.

Então, a equipa levou-a para o terrário do laboratório para observar a pupa (ou crisálida), ou seja, o momento em que a larva se torna um mosquito adulto. Algumas semanas depois, não emergiu um mosquito fungo, mas sim uma vespa parasita.

A luz difusa encontrada nesta criatura “pode ser o resultado de uma reação defensiva contra o parasita ou a consequência de danos nos órgãos internos que espalham o material fotogénico ao longo do corpo da larva. No entanto, também pode pertencer a outra nova espécie que pode emitir luz por todo o corpo, tal como observado no Keroplatus nipponicus“.

Os insetos que brilham em tons de azul são raros, com essa bioluminescência a estar geralmente reservada para outras cores ou animais como algas, estrelas do mar e peixes. A descoberta abre uma possível nova via biológica para a bioluminescência, que por si só poderia ter aplicações de longo alcance na biotecnologia e marcadores genéticos.

A equipa de investigadores descobriu que as larvas contêm uma proteína armazenadora de luciferina conhecida como SBF. No futuro, os cientistas querem isolar a luciferina, clonar a luciferase do Neoceroplatus e usar técnicas de imagem para determinar a sua estrutura.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Estranha pirâmide surge nos céus de Filadélfia e surpreende testemunha


Mulher fotografou fenómeno semelhante a uma pirâmide egípcia nos céus de Filadélfia, Estados Unidos, e ficou abismada com a imagem.

A imagem intrigante acabou causando as mais diversas reacções na Internet.

Enquanto alguns internautas palpitaram se tratar de um OVNI, outros acreditam se tratar de um TR-3B, uma nave que teria sido feita pelo governo americano para operações ultrassecretas.
Bizarra pirâmide no céu aparece de noite sobre Filadélfia

Antes de circular na Internet, o estranho fenómeno foi observado por uma mulher que decidiu fotografá-lo, Filadélfia, Estados Unidos.

Evento natural

Conforme publicou o jornal Daily Star, a suposta pirâmide poderia ser um evento natural, de acordo com os resultados do Project Condign, um estudo científico feito para determinar a natureza de aparições parecidas com pirâmides nos céus de 1997 a 2000.

Como concluiu o estudo, tais aparições seriam o resultado da existência de plasma flutuante com gases atmosféricos electrificados.

Fonte: Sputnik News

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Desigualdade pode ser mais acentuada em Marte


Como seria a vida em Marte? Temos tendência a julgar que a vida no Planeta Vermelho seria mais risonha, mas em termos de desigualdades, Savannah Mandel garante que isso não é verdade.

A antropóloga espacial Savannah Mandel passou dez semanas no “aeroporto” norte-americano para naves espaciais comerciais, no deserto do Novo México, a fazer trabalho de campo para a sua dissertação. Durante essas semanas, Mandel cruzou-se com vários trabalhadores “dispostos a arriscar tudo” para participar em empreendimentos no Espaço.

O motivo? “Eles acreditam que as viagens espaciais garantem o futuro da humanidade”, explica Mandel, apesar de sustentar que os problemas da humanidade não desaparecem noutro planeta. Aliás, podem até piorar quando se trata de desigualdade, frisou, citada pelo OZY.

Com apenas 23 anos, Mandel é um dos membros mais jovens de um pequeno grupo de antropólogos ao redor do mundo, que centra todas as suas atenções em estudar de que forma os seres humanos se relacionam com o Espaço.

Valerie Olson, pioneira no campo e professora da Universidade da Califórnia, em Irvine, estima que existam menos de 100 antropólogos do Espaço na Terra. No entanto, a especialista sublinha que, devagarinho, o campo está a crescer.

A investigação de Mandel sobre o Spaceport America é inovadora: a jovem debruçou-se sobre a vida dos trabalhadores. Atualmente, trabalha como escritora científica do Instituto Americano de Física e é também uma escritora de ficção científica dedicada a completar um romance sobre um robô.

Este ano, o The Geek Anthropologist publicou um romance de Mandel sobre o primeiro antropólogo na Lua. Na história da autora, a reprodução lunar deve ser aprovada, havendo apenas um ponto, em toda a nave, apelidada de “O Condado”, onde um casal pode conceber.

Recentemente, a conferência sobre Espaço e Humanidade, realizada em Lexington, no Kentucky, juntou desde académicos a artistas, para refletir como os seres humanos serão afetados pelas mudanças espaciais, como reconhecer e evitar preconceitos, por exemplo.

Mandel falou sobre um artigo que escreveu, no ano passado, para o The Geek Anthropologist, descrevendo os perigos de um “Efeito Elísio“, segundo o qual a comercialização do Espaço – como mineração de asteróides – aprofunda as disparidades globais de riqueza, uma vez que a lei existente é obscura.

Num artigo deste ano, desta vez para o Anthropology News, Mandel ecoou o tema, alertando sobre o “imperialismo lunar“, segundo o qual os países ocidentais com mais recursos financeiros olham o para o Espaço com a mentalidade colonial forjada pela sua própria história.

A antropologia do Espaço recebe muito menos recursos académicos e governamentais do que outras disciplinas. Mandel quer continuar, mas não tem certeza se poderá construir uma carreira na academia por causa da sua paixão assumida por ficção científica.

Ainda assim, torna-se urgente trazer este tipo de temas para cima da mesa. As startups espaciais, e até a própria NASA, beneficiariam em poder contar com o contributo de antropólogos do Espaço, uma vez que apresentam narrativas e perspetivas diferentes, com foco na conservação como forma de proteger um novo mundo logo desde o início.

Mandel deseja que todo o seu trabalho inspire as pessoas sobre o que está por vir. “Adoro o Espaço, mas realmente quero que não deixemos a Terra no pó. Estamos a mover-nos muito rapidamente para um futuro interestelar”.

Fonte: ZAP

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Cientistas dizem ter descoberto um lugar na Terra onde é impossível existir vida


Cientistas estão convencidos que as fontes geotermais de Dallol, na Depressão de Danakil, na Etiópia, não podem abrigar vida face às suas condições extremas.

Onde há água, há vida, costuma dizer-se. Porém, cientistas encontraram evidências que sugerem exatamente o contrário num lugar com um dos ambientes mais extremos e inóspitos da Terra: as fontes geotermais de Dallol, na Depressão de Danakil, na Etiópia.

Segundo o Science Alert, a paisagem de Dallol faz-se de uma paleta de cores vibrante, pontuada por lagos com crateras de água hiperácida e hipersalina. À primeira vista, parece um lugar de uma beleza única, mas a verdade é que não convém chegar muito perto.

É este ambiente extremo que faz com que, desde sempre, esta seja uma área de grande interesse para os cientistas. Em 2016, uma expedição tentou descobrir o que — se é que existe alguma coisa — poderia habitar em ambientes estranhos e hostis.

Os resultados desta investigação, publicada apenas há uns meses, mostram a primeira evidência de vida entre as fontes quentes e ácidas: “microorganismos ultra pequenos” que se medem em nanómetros.

Mas, agora, um novo estudo de outra equipa de investigadores, publicado na revista científica Nature Ecology & Evolution, contesta a aparente descoberta, ou pelo menos a sua relevância.

Os investigadores usaram uma variedade de métodos analíticos para analisar uma ampla gama de amostras recolhidas em quatro zonas do complexo geotérmico de Dallol em três expedições entre 2016 e 2018.

Embora tenham detetado evidências de vida baseada na arquea, além de sinais do que podem ser sequências de genes bacterianos, a equipa diz que a maioria destas conclusões foram provavelmente um engano.

“A maioria deles estava relacionada ao conhecido kit de biologia molecular e a contaminantes de laboratório, enquanto outros eram bactérias relacionadas com o Homem provavelmente introduzidas durante visitas intensivas e turísticas ao local”, explicam os autores no seu artigo.

“Identificámos duas grandes barreiras físico-químicas que impedem a vida de prosperar na presença de água líquida na Terra e, potencialmente, noutros lugares, apesar da presença de água líquida na superfície de um planeta ser um critério amplamente aceite para a habitabilidade”, explicam.

Uma dessas barreiras são as salmouras dominadas por magnésio, que induzem as células a se decomporem através de um processo conhecido como “chaotropicity“; o outro é um certo nível tóxico de combinação intensa de hiperácido-hipersalina, sugerindo que “adaptações moleculares a pH muito baixo e extremos altos de sal são incompatíveis além desses limites”.

Segundo o Science Alert, é claro que a ausência de evidência não é evidência de ausência, isto é, só porque a extensa amostragem não revelou formas de vida mais complexas do que os microfósseis não prova que não estão lá.

Porém, até haver análises mais robustas que possam indicar de forma convincente o contrário, os autores têm a certeza de que os cantos mais inóspitos de Dallol são incapazes de ter vida.

Fonte: ZAP

sábado, 2 de novembro de 2019

Estamos “perigosamente próximos” de criar mini-cérebros sencientes


A pressa de estudar e entender os mistérios do cérebro pode obrigar a comunidade científica a violar as suas responsabilidades éticas, através dos vários testes que têm como objetivo criar substitutos cultivados artificialmente, alertam os cientistas.

Os minicérebros, também conhecidos como organóides, tornaram-se num recurso muito importante na Neurociência nos últimos anos. No entanto, embora estes cérebros criados em laboratório e cultivados a partir de células estaminais não sejam tecnicamente considerados órgãos humanos ou animais, estão a tornar-se funcionalmente próximos o suficiente para justificar certas preocupações éticas.

Numa apresentação, que decorreu no maior encontro de neurocientistas do mundo, na semana passada, a equipa liderada por cientistas do Green Neuroscience Laboratory, em San Diego, defendeu que existe uma “necessidade urgente” de os investigadores desenvolveram uma estrutura de critérios capazes de estipular o que é a “senciência” – a capacidade para ter sensações ou impressões.

Os minicérebros estão a tornar-se muito parecidos com os nossos em termos de aparência, mas também muito semelhantes no que diz respeito aos substratos anatómicos, que estão a agora a aproximar-se muito da organização da rede local das estruturas encontradas em animais sencientes.

Nos últimos anos, os cientistas promoveram o minicérebro como uma alternativa económica e prática aos testes em animais. Organóides cultivados em pratos permitiram aos cientistas investigar as diferenças entre humanos e chimpanzés, e o ritmo acelerado segundo o qual este campo da Ciência está a evoluir assusta alguns especialistas.

Ohayon e os modelos computacionais da sua equipa sugerem que estamos “perigosamente perto” de desenvolver cérebros sencientes num prato, adianta o Science Alert.

“Apesar de sabermos que a complexidade e a diversidade de elementos celulares vivos permanecem incomparáveis, as culturas atuais já são isomórficas à estrutura e atividade cerebral senciente em domínios críticos e, portanto, podem ser capazes de apoiar atividades e comportamentos sencientes“, explicam os cientistas.

O Green Neuroscience Laboratory, nos Estados Unidos, é dirigido por Elan Ohayon e Ann Lam, dois neurocientistas que delinearam um “Roteiro para uma nova neurociência”: um conjunto de princípios éticos fundamentais projetados para excluir “metodologias tóxicas”, experiências em animais e métodos que violem os direitos, a privacidade e a autonomia de um indivíduo.

Na opinião destes especialistas, o estado atual de sofisticação da pesquisa em minicérebros significa que deveríamos oferecer os mesmos tipos de proteção aos organóides primitivos que podem ser complexos o suficiente para ter pensamentos e sensações.

Mas Ohayon e Lam não são os únicos a ter dúvidas. Num estudo publicado recentemente na Cell Stem Cell, neurocientistas da Universidade da Pensilvânia defendem que este campo precisa de diretrizes que hoje ainda não existem – especialmente no contexto das experiências nas quais os minicérebros cultivados em laboratório são transplantados para organismos hospedeiros de animais.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Descoberto o “antepassado perdido” do primeiro animal que caminhou na Terra


Investigadores identificaram uma nova espécie, chamada Parmastega aelidae, que é o tetrápode mais antigo encontrado.

O estudo, publicado este mês na revista especializada Nature, revela que esta descoberta é essencial para reconstruir a passagem da vida nos oceanos para a vida na Terra.

Os tetrápodes são criaturas, de quatro membros, que viviam no oceano e que se aventuraram a andar e rastejar na superfície da Terra há pelo menos 390 milhões de anos, quando a Terra estava a passar pelo período devoniano. Além disso, são ancestrais de anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos.

“Parmastega permite ver um tetrápode muito antigo”, disse à ABC Per Erik Ahlberg, primeiro autor do estudo e investigador da Universidade de Uppsala, na Suécia. “Até agora, os únicos tetrápodes dos devonianos – os géneros Ichthyostega, Acanthostega e Ventastega – são do fim devoniano”, continuou.

Os fósseis de Parmastega permitem “reconstruir toda a cabeça e a cintura escapular – a parte do membro superior mais próxima do corpo”, disse o autor. Portanto, a espécie “ilumina uma fase na evolução dos tetrápodes sobre a qual sabíamos muito pouco até agora”.

Os vestígios mais antigos de um tetrápode na Terra têm 390 milhões de anos. Os tetrápodes mais conhecidos têm cerca de 360 milhões de anos e os mais fragmentados têm até 373 milhões de anos. O novo tetrápode tem 372 milhões de anos e está muito completo.

Os fósseis desta espécie foram encontrados na formação de Sosnogorsk, algumas pedras calcárias originárias de uma antiga lagoa costeira tropical e que hoje fazem parte da margem do rio Izhma, perto da cidade de Ukhta, no noroeste da Rússia. Naquela época, os Urais ainda não se tinham formado e o oeste da Rússia e da Sibéria eram continentes separados por um oceano.

Parmastega aelidae vivia numa lagoa salobra, separada do mar por uma barreira de corais antigos. Acredita-se que este lago fosse habitado por uma rica fauna de peixes com lobos e placodermas (peixes primitivos blindados).

As características do Parmastega são muito semelhantes às dos peixes, o que indica que são animais muito primitivos, ou seja, mais adaptados para viver no oceano do que se aventurar em terra.

O formato da cabeça do Parmastega era semelhante à de um jacaré, “indicando que passava muito tempo a flutuar na superfície com os olhos na água”. A sua dentadura, equipada com fortes presas superiores e dentes finos, mostram que era um predador.

Porém, ao contrário dos répteis, o esqueleto era composto quase inteiramente de cartilagem, um tecido de suporte muito mais elástico e macio do que o osso. “Isso significa que não poderia ser um animal terrestre”, segundo Ahlberg.

Além disso, os cientistas descobriram traços de canais que formam a linha lateral, um órgão que, no peixe, capta vibrações e movimentos na água para detetar correntes ou presas.

De facto, a criatura não morava no continente: é um tetrápode primitivo que passou a maior parte da sua vida na água – foram os seus parentes mais recentes, que se aventuraram a deixá-la para trás. Naquela época, havia grandes artrópodes na superfície da Terra, como centopeias ou escorpiões marinhos.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Mergulhadores encontram misterioso “ovo” gigante a flutuar no oceano


Um trio de mergulhadores teve um encontro muito próximo com uma bolha gelatinosa à deriva – um saco de ovos de lula do tamanho de um ser humano adulto. A surpresa aconteceu na costa oeste da Noruega.

Ronald Raasch, mergulhador do navio de pesquisa norueguês REV Ocean, capturou um vídeo no qual mostra um mergulhador a nadar lentamente à volta de uma bolha gigante cercada por uma membrana transparente e com uma massa escura suspensa no seu interior.

Assim que o mergulhador se aproximou de da bolha, a sua lanterna iluminou o seu interior. Dentro, havia inúmeras esferas minúsculas – cerca de centenas de milhares de ovos de lulas, de acordo com a descrição do vídeo, publicado no YouTube.

Os mergulhadores do REV Ocean fizeram esta surpreendente descoberta durante uma visita a um naufrágio submerso da Segunda Guerra Mundial em Ørstafjorden, na Noruega, localizado a cerca de 200 metros da costa. Os especialistas estava a nadar de volta à costa, a uma profundidade de 17 metros, quando viram a bolha a flutuar.

Quando publicou o vídeo, Raasch descreveu a bolha como uma “bola de gel de lulas“, mas este estava longe de ser o primeiro relato de um objeto tão incomum: dezenas de bolhas semelhantes foram avistadas em águas próximas à Noruega, Espanha, França e Itália, nos últimos 30 anos, disse Halldis Ringvold, investigador do Sea Snack Norway e líder do projeto “Huge Spheres”.

A primeira reação dos cientistas foi de perplexidade, uma vez que estas bolhas são muito delicadas e, por isso, muito difíceis de abordar de perto e fazer amostras para testes futuros.

De acordo com o Live Science, mergulhadores relataram ter visto este tipo de esferas ao longo das costas do Mediterrâneo e da Noruega em 2017, e análises de ADN de amostras de quatro delas confirmaram, recentemente, que eram sacos de ovos pertencentes à lula do sul (Illex coindetii), um cefalópode com 10 braços.

O “ovo” recém-descoberto é semelhante aos sacos de ovos previamente documentados “tanto na aparência como no tamanho e localização”, disse Ringvold. Apesar de no vídeo a bolha parecer ter o mesmo tamanho do mergulhador que nada em torno dela, estas esferas medem, normalmente, cerca de um metro de diâmetro.

“A massa escura é, provavelmente, tinta da lula, que a injetou enquanto fazia a esfera”, explicou o cientista, adiantando que, “no final do vídeo, é possível ver os ovos reais das lulas”. “São muito pequenos, redondos e transparentes.”

Um ovo de lula mede cerca de 0,2 centímetros de diâmetro quando o embrião está pronto para eclodir e as fêmeas produzem entre 50.000 e 200.000 ovos, de acordo com o SeaLifeBase. O desenvolvimento embrionário demora entre de 10 a 14 dias quando a temperatura da água é de 15 graus Celsius.


Fonte: ZAP

TESS. Investigadores do Porto caçaram um planeta improvável


O satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA acaba de caçar um planeta aparentemente improvável em torno de duas estrelas gigantes em expansão, noticia a agência noticiosa Europa Press.

Uma equipa de cientistas do Instituto de Astrofísica e Ciências Espaciais (IA), no Porto, estudou as estrelas gigantes vermelhas HD 212771 e HD 203949, à volta das quais já se sabia que existiam exoplanetas. Foi numa destas que foi encontrado o planeta improvável.

“As observações do TESS são delicadas o suficiente para permitir medir as pulsações suaves nas superfícies das estrelas. Estas duas estrelas bastante evoluídas também abrigam planetas, fornecendo o banco de dados ideal para estudos da Evolução dos sistemas planetários”, escreveram os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Astrophysical Journal.

Para estudar estas duas gigantes vermelhas, os investigadores recorreram a dados de asterossismologia (ciência que estuda o interior das estrelas através da atividade sísmica medida à superfície — oscilações) recolhidos através do satélite TESS.

Depois de determinar as propriedades físicas de ambas as estrelas, como a sua massa, tamanho e idade, os cientistas concentraram-se no estado evolutivo da HD 203949.

O objetivo da equipa passava por entender como é que o planeta poderia evitar ser engolido pela gigante vermelha, uma vez que a estrela já se teria expandido muito para além da órbita planetária atual durante a fase final da sua evolução.

“Este estudo é uma demonstração perfeita de como a astrofísica estelar e exoplanetária estão ligadas uma à outra”, afirmou o co-autor do estudo Vardan Adibekyan, do IA e da Universidade do Porto, citado pela Europa Press.

“A análise estelar levada a cabo parece sugerir que a estrela está demasiado evoluída para abrigar um planeta nesta situação de distância orbital curta”. Por outro lado, continuou, “a análise de exoplanetas diz-nos que o planeta está lá”, rematou, dando conta que se trata de um mundo improvável.

“A solução para este dilema científico está oculta no simples facto de que as estrelas e os seus planetas não apenas se formam, mas também evoluem juntos. Neste caso em particular, o planeta conseguiu evitar ser engolido pelo gigante vermelho em expansão”.

Fonte: ZAP

terça-feira, 29 de outubro de 2019

A misteriosa missão do avião espacial da Força Aérea dos EUA após dois anos na órbita da Terra

O X-97B aterrou na Florida, no passado dia 27 de outubro de 2019, 
completando assim a sua 5.ª missão

EUA apenas dizem que os objetivos da missão foram cumpridos.
Eram 3h51 do dia 27 de outubro quando o Boeing X-37B aterrou no Centro Espacial Kennedy, na Florida. Sem tripulantes a bordo e movido a energia solar, o aparelho aterrou em segurança e, de acordo com os responsáveis pela missão, com os objetivos cumpridos.

Desconhece-se o que esteve a fazer durante os 780 dias que se manteve na órbita da Terra. A Força Aérea mantém o silêncio sobre a missão, mas não escondem satisfação pelo sucedido.

"O céu não é mais o limite da Força Aérea e, se o Congresso o aprovar, da Força Espacial dos Estados Unidos", explicou, em comunicado, o chefe de gabinete da Força Aérea dos EUA, o general David L Goldfein.

O X-37B fez, ao todo, cinco voos. Este foi o mais longo: 780 dias. Esta última missão estabeleceu assim um novo recorde de resistência. O aparelho foi lançado a partir de um foguete SpaceX Falcon 9 em 7 de setembro de 2017.

O QUE É O X-37B

Trata-se de um monoplano movido a energia solar e construído pela Boeing. Foi primeiro desenvolvido pela NASA para servir de teste para futuras naves espaciais reutilizáveis.

É conhecido como "baby shuttle" por ser muito semelhante a um space shuttle, aeronaves usadas em missões espaciais. Tem nove metros de comprimento, três de altura e quase cinco de largura. Tem capacidade para cinco pessoas.


O aparelho foi lançado a partir de um foguete SpaceX Falcon 9 em 7 de setembro de 2017 e regressou à terra dois anos depois.

Fonte: SIC Noticias

sábado, 26 de outubro de 2019

BBC passa a ter site também na “Dark Web”! Saibam a razão


Quando se fala em Dark Web os pensamentos direcionam de imediato para o mal. É verdade que a Dark Web é um considerada o “lado escuro e obscuro” da internet, mas tem uma característica que a internet tem vindo a perder… liberdade de expressão.

Com o objetivo de escapar à censura governamental de alguns países, a BBC está agora também na “Dark Web” via rede TOR.

O Mundo da Internet é infinito e a quantidade de informação que podemos adquirir é inimaginável. Os motores de pesquisa como, por exemplo, o Google ajudam os utilizadores a encontrar facilmente e de uma forma rápida o que procuram.
O que é a Dark Web?

A Dark Web uma parte da internet que apenas é acessível através de software específico como é o caso do TOR (The Onion Router). Embora disponibilize um espaço de privacidade e liberdade, é também um ambiente fértil para o desenvolvimento de atividades ilícitas por parte de um grande número de criminosos das mais diversas partes do mundo.

Para aceder à BBC, os utilizadores do navegador Tor devem usar o endereço bbcnewsv2vjtpsuy.onion. Para acederem facilmente à rede TOR basta que usem o Tor Browser.


O novo site vai incluir os conteúdos da BBC Arabic, BBC Persian e BBC Russian, e os conteúdos exclusivos no Reino Unido, como o BBC iPlayer, não vão estar disponíveis devido aos direitos de transmissão.

Fonte: Pplware

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Próximo a Júpiter, cientistas encontram portal de entrada de cometas no Sistema Solar


Cientistas observam cometas há muitos anos, mas nunca conseguiram identificar as suas rotas antes de entrarem no Sistema Solar. Pesquisadores da Universidade do Arizona acabam de identificar o "portal de entrada" de cometas na nossa vizinhança cósmica.

Cientistas nutrem grande interesse pelo estudo de cometas, uma vez que essas belas formações cósmicas podem trazer consigo material remanescente dos primeiros anos de vida do nosso Sistema Solar.

Mas, apesar da importância simbólica e científica dos objectos, os cientistas nunca identificaram a rota que os cometas seguem para entrar na nossa vizinhança.

Em um estudo inédito, cientistas da Universidade do Arizona descobriram uma região orbital para além de Júpiter pela qual os cometas entram no Sistema Solar.

Esse "portal de cometas" consiste em uma órbita que concentra objectos de gelo chamados “centauros”, provenientes da região dos planetas gigantes – Júpiter, Saturno, Urânio e Neptuno.

O portal traz esses objectos para a região central do Sistema Solar, e assim eles se tornam visíveis da Terra.

Centauros transformam-se em Cometas da Família Júpiter

Acredita-se que os centauros tenham origem no cinturão de Kuiper, região habitada por objectos de gelo que fica próxima a Neptuno.

Quando um centauro se aproxima de Neptuno, o planeta gigante o empurra para uma trajectória rumo ao interior do Sistema Solar.

Com este impacto, o centauro se transforma em um cometa da família de Júpiter, ou JFC, na sigla em inglês.

"A natureza caótica das suas órbitas faz com que seja difícil especificar a rota exacta que esses centauros seguem antes de se transformar em JFCs", disse uma das pesquisadoras da equipe, Kathryn Volk. "Isso torna difícil descobrir de onde eles vieram exactamente e para onde poderiam ir no futuro", explicou.

Cientistas estimaram que a população total de cometas da família Júpiter na região do portal seja de 1.000 objectos. A estimativa é baseada em cálculos do tamanho dos objectos entrando, permanecendo e saindo do portal. Destes mil, os cientistas já identificaram 500 objectos.

Os centauros que entram na região do portal passam por transformações intensas, e a probabilidade de se transformarem em um cometa da família Júpiter é muito grande, o que sugere que a região seja muito activa, cosmicamente falando.

A transformação de um centauro em cometa da família Júpiter em um ambiente agitado como o portal leva somente alguns milhares de anos, o que é um piscar de olhos para os padrões do Sistema Solar.

O estudo do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona foi publicado nesta semana pela revista Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Sputnik News

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Arqueólogo encontra dezenas de sítios maia graças a um mapa online gratuito


Um arqueólogo norte-americano descobriu 27 sítios maias com 3.000 anos graças a um mapa online gratuito, escreve o jornal The New York Times.

Takeshi Inomata, arqueólogo da Universidade do Arizona, nos Estado Unidos, utilizou um mapa LIDAR (Light Detection and Ranging), que encontrou online, em domínio público e totalmente gratuito no ano passado, conta o jornal norte-americano.

Estas revolucionária tecnologia, com um conjunto de vários lasers aéreos, permite “ver” através da vegetação, isto é, os cientistas podem procurar através de densas florestas sítios arqueológicos. Um processo que no passado levava décadas, pode agora ser concluído com a tecnologia LIDAR em dias a partir de imagens recolhidas num avião.

Trata-se de um sistema remoto que permite determinar a distância de um emissor laser a um objeto ou superfície recorrendo a um feixe de laser pulsado, gerando depois informações em três dimensões.

O mapa encontrado pelo arqueólogo foi publicado em 2011 pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México para que pudesse ser utilizado por empresas e cientistas, cobria 11.400 quilómetros quadrados dos Estados mexicanos de Tabasco e Chiapas.

Ao estudar o mapa, e apesar de a sua resolução ser baixa, Inomata conseguiu descobrir sítios arqueológicos até então desconhecidos – foram quase 30 construções antigas. Com estes locais descobertos, “podemos ver uma imagem muito melhor de toda a sociedade”.
À primeira vista, os locais em causa oferecem poucas evidências imediatas da sua escala e história, uma vez que os restos estão soterrados. Contudo, as novas descobertas podem revelar informações importante sobre as origens da civilização maia, podendo estas ser cruciais para compreender o seu desenvolvimento ao longo dos tempos.

“Se andar sobre os sítios arqueológicos, não se aperceberá”, disse o arqueólogo em declarações ao The New York Times. “[A área em causa] é tão grande que parece fazer parte da paisagem natural”, acrescentou.

Por sua vez, a antropóloga Daniela Triadan, também ouvida pelo diário norte-americano, descreveu o trabalho levado a cabo pela civilização maia na área como “impressionante”. “A massa de terra movimentada é inacreditável. Estas pessoas estavam a fazer coisas loucas”, disse, notando que cerca de uma centena de pessoas deve ter trabalhado em toda a região para cavar e carregar cestas de terra para construir as plataformas.

“Podemos ter populações relativamente móveis que colocaram muito esforço nestas grandes empresas comunitária”, rematou.

O trabalho de Inomata não foi ainda analisado e avaliado pelos pares, mas o arqueólogo apresentou já os resultados em quatro conferências científicas no ano passado.

Recentemente, foi também descoberta uma “cidade perdida” do Império Khmer sob a selva do Camboja graças à tecnologia LIDAR. A metrópole, conhecida como Mahendraparvata, representa, segundo os cientistas, um “enorme e extraordinário experimento inicial no chamado planeamento urbano”, sendo a primeira “cidade-grade” em larga escala que o Império Khmer construiu.

Fonte: ZAP
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