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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

The New York Times divulga vídeo em que mostra o momento em que um míssil atinge avião ucraniano


Depois do primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, ter afirmado que o seu Governo dispõe de informações de que o voo 752 de Ukranian International Airlines (UIA) foi derrubado por um míssil iraniano, o jornal norte-americano The New York Times divulgou um vídeo em que mostra o preciso momento em que a aeronave é atingida.

O vídeo de 19 segundos divulgado e verificado pelo jornal norte-americano The New York Times mostra o exato momento em que um míssil, que tanto o Canadá como os Estados Unidos dizem ser iraniano, embate no avião que fazia o voo 752 de Ukranian International Airlines que se despenhou na quarta-feira de madrugada.

As imagens captadas mostram o projétil a atingir o avião, ouvindo-se o barulho de uma explosão. No entanto, a aeronave não aparenta cair de imediato tendo continuado a voar.


Fonte: SAPO24

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

O reconhecimento facial abre caminho para o pesadelo de George Orwell


Tecnologia ameaça a privacidade das pessoas e abre as portas à distopia descrita no livro '1984'. Por outro lado, permite identificar em tempo recorde terroristas logo após cometerem atentados

Alguém pode tirar sua foto na rua e conseguir saber quem você é para contactá-lo. Acontece na Rússia. Alguém pode atravessar a faixa de pedestres quando não for permitido e ver que as autoridades lhe multam e pegam sua foto atravessando indevidamente nas paragens de autocarro após identificá-lo com a imagem captada por uma câmara de segurança. Acontece na China

Uma pessoa pode receber a visita inoportuna da polícia porque o algoritmo falhou e a identificou erroneamente. Aconteceu nos Estados Unidos, em cinco ocasiões, com cinco pessoas, em 2015, como admitiu a polícia de Nova York. Tudo isso pode ter acontecido em outros momentos da história, mas nunca foi tão fácil como agora. 

A tecnologia do reconhecimento facial tem inúmeras comodidades, sim, de promessas de uma maior segurança, certo. Mas, paralelamente, a expansão de toda uma indústria de segurança que gira em torno dela transforma o pesadelo orwelliano de uma sociedade de pessoas controladas em algo mais do que uma possibilidade futura.

Derivada da inteligência artificial, ela deu seus primeiros passos em meados dos anos sessenta. Aquelas primeiras tentativas de usar um computador para reconhecer um rosto humano resultaram em uma tecnologia que alcançou um nível de plenitude assombroso.
 
Prova disso é o iPhone X, que realiza algo que há alguns anos pertencia ao domínio da ficção científica: desbloquear um telemóvel com a imagem de nosso rosto. “Quando você encontra uma tecnologia como essa em um aparelho de consumo como o telemóvel”, afirma Enrique Dans, professor de Inovação no IE Business School, “quer dizer que já se pode fazer de tudo com ela”.

Na China, país que fixou como meta se transformar no líder em pesquisa e aplicativos de inteligência artificial em 2030, as pessoas já podem scanear o rosto com o aplicativo para telemóvel Xiaohua Qianbao e pedir um empréstimo ao banco virtual operado pela Xiaohua; ir a um Kentucky Fried Chicken da cidade de Hangzhou e pagar com um sorriso – o Smile to Pay (“sorria para pagar”) é o mais recente sistema desenvolvido pela empresa de pagamentos online Alipay −, e controlar a frequência às aulas de alunos da Universidade de Comunicações de Nanquim.

Ali, a tecnologia avança com os passos firmes da Face++, startup chinesa que derrotou no fim de outubro equipes do Facebook, Google e Microsoft em provas de reconhecimento de imagem na Conferência Internacional de Visão por Computador realizada na Itália. Naquele mesmo mês, a companhia levantou 460 milhões de dólares em uma rodada de financiamento.

Mas a expansão do fenómeno não se limita a esse território. Lojas de Toronto utilizam a tecnologia para detectar ladrões. O Facebook a usa faz tempo para identificar quem aparece nas fotos. De facto, em 2015 já anunciou que podia identificar uma pessoa com 83% de sucesso sem ver sua cara: o tipo de corpo, o penteado e a postura são elementos suficientes. 

Agora, o novo desafio dos pesquisadores é conseguir identificar pessoas que usem óculos escuros, véu, máscara, balaclava (espécie de gorro com finalidades desportivas): na Universidade da Basileia, Suíça, o professor Bernhard Egger trabalha em um sistema que cria um padrão do rosto em 3D a partir das zonas descobertas da face.

Assim, o mercado do reconhecimento facial já movimenta mais de 3,3 biliões de dólares no mundo e poderia chegar a 7,7 biliões de dólares em 2022, segundo a consultora MarketsandMarkets. Bancos, companhias aéreas, telecomunicações, fabricantes de computadores, todos se abrem a esta nova forma de identificação biométrica que significa um salto à frente em comparação com a impressão digital e a íris.

Mas o rosto não é a mesma coisa que a impressão digital. Quando vamos renovar nosso documento de identidade, concordamos em ceder esse dado biométrico às autoridades. Mas nosso rosto pode ser captado por qualquer um sem nosso consentimento. Por meio de qualquer câmara na rua, em qualquer lugar.

Esta tecnologia tem duas modalidades básicas, como explica por telefone de Michigan o grande especialista Anil K. Jain, professor de engenharia informática e director do grupo de pesquisas biométricas da Universidade de Michigan. Uma é a de autenticação ou detecção de rosto (face detection), na qual o sistema compara duas imagens: a que temos armazenada no telefone − no caso do iPhone − e um modelo em 3D criado a partir do rosto que se apresenta diante da tela. 

E a outra é a de busca de rosto (face search), na qual se cruza uma imagem com as que estão armazenadas em um banco de dados para ver se coincidem − para identificar desconhecidos. “Nesta segunda é muito mais fácil cometer erros”, explica Jain. “São necessários computadores potentes e grandes bancos de dados com milhões de rostos.”

Essa segunda modalidade foi a que desencadeou um debate inflamado sobre a privacidade e as liberdades. Sua combinação com a crescente auto exposição nas redes sociais está acabando com a era do anonimato. 

O melhor exemplo é dado pelo aplicativo FindFace, que no ano passado causou muita polémica na Rússia: uma pessoa pega o telemóvel e tira uma foto do passageiro à sua frente no metro; o algoritmo do aplicativo compara a imagem com as existentes na rede social Vkontakte (que conta com mais de 400 milhões de perfis) e, com uma eficácia de 70%, permite saber quem é essa pessoa. Uma ferramenta perigosa em tempos marcados pelo assédio.

Tecnologia permite identificar em tempo recorde terroristas que acabam de cometer um atentado

E tem mais. Em 2014, os professores Alessandro Acquisti, Ralph Gross e Fred Stutzman demonstraram com o estudo Reconhecimento Facial e Privacidade na Era da Realidade Aumentada o quanto é fácil identificar um desconhecido na era das redes sociais. Com uma webcam e um bom programa de reconhecimento facial, puderam identificar um de cada três alunos que circulavam pela Universidade Carnegie Mellon. 

Tiveram apenas de cruzar a imagem obtida com as oferecidas pelo mecanismo de busca do Google ou pelos perfis do Facebook. Em alguns casos, o algoritmo permitia até mesmo aceder ao número do Seguro Social da pessoa fotografada.

Dito isso, nem tudo é perigoso. O aperfeiçoamento dos algoritmos e das técnicas de análise de dados e a ampliação exponencial dos bancos de imagens de rostos têm proporcionado às forças de segurança um instrumento formidável para identificar em tempo recorde criminosos e terroristas que acabam de cometer um atentado. 

O professor Anil K. Jain, de facto, publicou em 2013 um trabalho científico no qual demonstrou que era possível identificar um dos dois irmãos que detonaram duas bombas na maratona de Boston em abril de 2013 usando, simplesmente, as imagens divulgadas pelos canais de televisão. 

“A precisão da detecção de rostos chega às vezes a 90% com as imagens analisadas nas esquadras policiais”, diz. Ou seja, na modalidade de face detection. No entanto, quando se trabalha com imagens de uma câmara de vídeo de segurança da rua (face search), a coisa muda. “Aí tudo dependerá da qualidade da imagem que se obtenha.”

Para que o aparato de segurança que está sendo configurando neste início do século XXI funcione a plena capacidade, são necessários algoritmos cada vez mais precisos, sim. Mas a chave é manter os bancos de dados bem abastecidos. De rostos. E a China já dispõe de um banco de dados com um bilião de fotos de seus cidadãos, o maior do mundo. 

O gigante asiático conta, além disso, com uma ampla rede de câmaras para captar imagens na rua. A Face++, segundo o Financial Times, está ajudando o Governo chinês a rastrear 1,3 biliões de habitantes do país através de imagens de câmaras de segurança. Scanear placas de carro, scanear rostos. O pesadelo imaginado por Orwell em seu livro 1984 vai tomando forma.

Os norte-americanos não ficam atrás. Um relatório feito no ano passado pelo Law’s Center on Privacy and Technology, o centro sobre privacidade e tecnologia da faculdade de direito da Universidade de Georgetown, estima que 117 milhões de cidadãos já estejam nos bancos de dados que a polícia pode usar. 

Em conversa telefónica de Nova Iorque, o director executivo do centro, Álvaro Bedoya, afirma que o total a esta altura já chega a 125 milhões. “Isto nunca ocorreu na história dos EUA”, protesta. “Os bancos de dados de ADN e impressões digitais eram compostos por pessoas com antecedentes penais. Está sendo criado um banco de dados biométricos de pessoas que respeitam a lei, atravessou-se o Rubicão.”

Bedoya, um destacado jurista, considera que a tecnologia só deve ser usada para crimes graves, não de forma ilimitada: “Na Rússia ela é usada para identificar manifestantes. Nos EUA, também. Caminhamos para uma sociedade de controle. Pode-se identificar qualquer um, a qualquer momento, por qualquer motivo”.

A tecnologia também é usada em ações de policiamento preventivo. O uso de inteligência artificial permite seguir alguém através das câmaras de segurança existentes em espaços públicos e analisar seus movimentos, sua linguagem corporal. Com essa enorme recolha de dados se pretende, por meio de modelos estatísticos, prever onde pode ocorrer um crime e quem pode cometê-lo.

“Na Rússia ela é usada para identificar manifestantes. Nos EUA, também”, alerta o jurista Álvaro Bedoya

O problema é onde vai parar nosso rosto. O jornal britânico The Guardian teve acesso a documentos que indicam que o procurador-geral da Austrália manteve conversas com empresas de comunicações e bancos para o uso privado de seu serviço de verificação facial em 2018. E os especialistas em protecção de dados se preocupam com o uso que as empresas possam fazer dos bancos de rostos de seus clientes. 

Uma investigação do jornal The Washington Post revelou em novembro que Apple estava compartilhando informações de rostos com alguns aplicativos e, como consequência da investigação jornalística, realizou uma mudança, exigindo que um aplicativo informasse seus usuários sobre isso em sua política de privacidade.

Facebook, Google e Snapchat, por sua vez, são três das empresas que já foram processadas em Illinois por captar e armazenar imagens dos usuários sem seu consentimento. Por acaso podemos confiar em que as empresas da nova economia digital não comercializarão nossos rostos?

“O problema é que há uma total falta de transparência”, diz Kelly Gates, professora da Universidade da Califórnia em San Diego e autora do livro Our Biometric Future: Facial Recognition Technology and the Culture of Surveillance (“nosso futuro biométrico: tecnologia do reconhecimento facial e a cultura da vigilância”). “A polícia, assim como o Exército, experimenta, mas não sabemos o que estão fazendo.”

Essa pesquisadora, que agora estuda as técnicas de análise forense de vídeo, ressalta que há uma proliferação de vídeos e dados procedentes de drones, câmaras de rua e de estabelecimentos comerciais cuja análise é terceirizada para empresas privadas. “Os cientistas dizem que é uma tecnologia com a qual se cometem muitos erros. Não há uma ciência que a respalde e, mesmo assim, ela continua sendo utilizada”, assinala Gates.

Que seja feito tudo para que não aconteça na realidade o que ocorre na distopia assinada por Terry Gilliam, Brazil, filme de 1985 no qual um erro de dados leva à detenção do senhor Buttle quando o objectivo era deter o senhor Tuttle. 

Algo que, nas mãos de um integrante do Monty Python, é muito engraçado, mas no mundo real, não tem graça nenhuma. Gates é incisiva: “Está sendo buscada uma segurança perfeita que nunca será alcançada. Pensar que, em contextos de violência, tudo isto é a grande solução é como comprar mais aparelhos de ar condicionado para resolver os problemas representados pela mudança climática”.

No fim das contas, a questão é em quais mãos recai o uso desta tecnologia e de nossos dados. Com ela, países com problemas de direitos humanos e restrições às liberdades têm um tremendo instrumento de perseguição de dissidentes. 

O controle, como se não fosse suficiente aquele que pode ser exercido por meio dos dispositivos que já temos, atravessa uma nova fronteira. Alguém imagina esta tecnologia nas mãos de um Governo de extrema direita na Europa? 
Ou em um país governado por fundamentalistas muçulmanos?

Fonte: El Pais

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Um computador feito de ADN pode calcular a raiz quadrada de 900


Um computador feito de filamentos de ADN num tubo de ensaio pode calcular a raiz quadrada de números até 900.

Chunlei Guo, da Universidade de Rochester, no estado de Nova York, e colegas desenvolveram um computador que usa 32 filamentos de ADN para armazenar e processar informações. Ele pode calcular a raiz quadrada dos números quadrados 1, 4, 9, 16, 25 e assim por diante até 900.

O computador de ADN usa um processo conhecido como hibridação, que ocorre quando duas fitas de ADN se unem para formar o ADN de fita dupla.

Para começar, a equipe codifica um número no ADN usando uma combinação de dez blocos de construção. Cada combinação representa um número diferente de até 900 e é anexada a um marcador de fluorescência.

A equipe então controla a hibridação de forma a alterar o sinal fluorescente geral, de modo a corresponder à raiz quadrada do número original. O número pode ser deduzido da cor.

O computador de ADN pode ajudar a desenvolver circuitos de computação mais complexos, diz Guo. "A computação em ADN ainda está na sua infância, mas é uma grande promessa para resolver problemas que são muito difíceis ou mesmo impossíveis de lidar com os actuais computadores baseados em silicone", diz ele.

Guo acredita que os computadores de ADN podem um dia substituir os computadores tradicionais por cálculos complexos.

Fonte: NewScientist

Porque abreviar 2020 não é boa ideia


Poupar dois algarismos e abreviar a data para, por exemplo, usando a de hoje, 5/1/20, pode deixá-lo à mercê de falcatruas

O alerta começou a circular rapidamente nas redes sociais: Não se deve abreviar o ano 2020 quando se escreve a data por ser uma potencial oportunidade para más intenções.

Ira Rheingold, diretor executivo da associação americana que representa os advogados dedicados aos direitos dos consumidores, diz mesmo que este novo ano cria “uma oportunidade única para os burlões”.

Como? Imagine um documento datado de 5 de janeiro. Se escrever 5/1/20, basta alguém acrescentar dois algarismos e fica 5/1/2021. Isto pode ser um problema com cheques fora de prazo, por exemplo. Se tiver um cheque caducado com a data referida e alguém o encontrar, basta acrescentar o “21” no final e fica com um cheque prontinho para ser depositado ou levantado.

O especialista, ouvido pela CNN, diz que o esquema pode ser usado em inúmeras situações, mas, como refere a cadeia de informação americana, o exemplo do cheque basta para dar ideias aos possíveis impostores…

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A extraordinária vida dos transístores e dos chips


São cada vez mais pequenos e dão-nos cada vez mais em todo o tipo de objetos eletrónicos. Esta é a história dos velhinhos chips (e dos transístores): como chegámos aqui e como será o futuro, recorrendo à luz ou ao papel para transmitir dados. A caminho da computação quântica.

São o cérebro dos sistemas computadorizados que, hoje, damos por garantidos no nosso dia-a-dia. São cada vez mais pequenos, conectados e integrados em circuitos que são verdadeiros sistemas de planetas minúsculos no cosmos que é o mundo digital. Os chamados chips de computação podem parecer pequenos, mas escondem um sem-fim de transístores que têm crescido em número e decrescido em tamanho de forma vertiginosa ao longo dos anos.

São eles que permitem dar funções específicas a uma infinidade de aparelhos eletrónicos. Se no passado, começando nos eletrodomésticos, a sua capacidade era muito limitada, agora temos supercomputadores, smartphones, tablets, aspiradores robôs, colunas digitais inteligentes e sensores da chamada internet das coisas (que alimentam cidades e casas inteligentes e podem ir de caixotes de lixo a lugares de estacionamento que transmitem informação).

Estes pequenos transístores não são, no entanto, componentes isoladas ou individuais, fazem parte do chamado circuito integrado (também conhecido como microchip) ou dos processadores (que podem ser de diferentes tipos - úteis para tarefas muito diferentes), nos quais os transístores trabalham de forma concertada para ajudar o sistema computadorizado a completar os seus cálculos.

Como começou a era dos chips?

Em menos de 60 anos evoluiu-se mais na sofisticação da computação de máquinas do que em milénios de evolução humana. As várias guerras e a própria era espacial que, nos anos 1960, culminou com a chegada do primeiro homem à Lua - neste ano cumpriram-se 50 anos que Neil Armstrong pisou o solo lunar - foram fulcrais para evolução da computação em geral e dos chips em particular. Foram precisas algumas décadas de experimentação para que materiais sólidos, os transístores, pudessem substituir a tecnologia anterior: tubos de vácuo que eram o meio utilizado para canalizar os eletrões.

Robert Noyce, cofundador da Fairchild e da Intel, é um dos pais do microchip, 
desenvolvido em Stanford, em Silicon Valley.

O autor norte-americano James Jay Carafano explica, no livro Wiki at War (ed. Texas A&M University Press), que "os novos transístores sólidos surgidos na década de 1960 eram mais pequenos, precisavam de menos potência e eram bem mais rápidos". E tudo começou com a Força Aérea dos EUA, já que foram eram eles a promover o desenvolvimento dos transístores a pensar no espaço reduzido disponíveis nos aviões.

Em várias investigações patrocinadas pela Força Aérea, houve uma que se destacou, desenvolvida pela empresa Fairchild Camera and Instrument Corporation - conhecida por fornecer câmaras durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria a pensar na espionagem. A Fairchild tinha fortes ligações à Universidade de Stanford, na Califórnia, e foi dali que a empresa lançou comercialmente, em 1961, o primeiro circuito integrado com chips de silicone que a Força Aérea usou em computadores e mísseis. O sucesso foi tal que a Fairchild passou a chamar-se Fairchild Semiconductor e Stanford tornou-se o coração da zona que hoje conhecemos como Silicon Valley.

Alcides Fonseca, professor e investigador em Computação Evolucionária da Universidade de Lisboa, lembra uma lei muito referida nos anos 1990 para explicar esta evolução dos chips. A Lei de Moore baseia-se numa investigação de 1965 de Gordon Moore - cofundador da Fairchild e da Intel (nascida em 1968) - que indicava que o número de componentes num circuito integrado poderia duplicar anualmente durante dez anos e, depois disso, passaria a duplicar a cada dois anos. O professor admite que essa evolução já é diferente do que diz a lei, já que "o ritmo de aumento de transístores num chip pode duplicar de dois em dois anos, mas a rapidez dos dados que passam por eles não cresce ao mesmo ritmo".

O investigador dá o exemplo do último iPhone 11 Pro e do seu processador A13, para explicar como este tipo de chips tem evoluído: embora um processador possa ter muitos núcleos (cores), estes têm naturezas distintas e fazem coisas diferentes. "O novo iPhone tem no A13 seis núcleos, em que dois são mais rápidos do que os outros quatro, que são mais eficientes no consumo de energia - todas as combinações são possíveis tendo em conta os que estão ativos."

Quando o telefone executa coisas simples, usa os processadores mais lentos para poupar bateria, quanto se joga um jogo mais exigente, "ativa todos porque precisa da potência máxima e "ainda vai buscar quatro núcleos da placa gráfica, para gerar o que vemos no ecrã". Existem ainda oito núcleos neuronais no iPhone, que incluem técnicas de machine learning que já permitem melhorar a qualidade das imagens e vídeos em tempo real. "Daí a que, hoje, quando filmamos um vídeo com um telefone estamos a usar vários tipos processadores. Só para filmar são os processadores normais que executam todo o tipo de tarefas, já os processadores gráficos mostram-nos no ecrã o vídeo que estamos a fazer e os neuronais ajustam a luminosidade ou o foco através de machine learning." Alcides Fonseca admite que hoje temos nos nossos bolsos o que seria considerado um supercomputador há uns anos.

Nunca houve a nível tecnológico na história da humanidade uma onda tão rápida de redução de custos, aumento de simplicidade e crescimento de fiabilidade e eficácia quanto aquela a que os computadores navegaram.

Os chips de silicone são também centrais na criação da chamada Internet 2.0, explica ainda Carafano. Sem a criação do tal semicondutor integrado, a tecnologia computadorizada não teria feito a transição para ser uma ferramenta de ligação social entre humanos - onde o imediatismo e a facilidade de envio de texto, áudio e vídeo também trouxe desafios sociais e de privacidade inesperados. O chip tornou, desta forma, o computador acessível a uma grande parte da humanidade.

O futuro da computação: chips com luz

Já apelidada por publicações especializadas como "o futuro da computação", esta é uma solução com chips que usam luz para transmitir os dados, embora se trate na mesma de uma computação eletrónica. "Estamos a desenvolver chips optoeletrónicos que permitem reduzir a energia gasta na computação e aumentar a velocidade que já não era possível alcançar com os transístores de cobre. É um design único com componentes que transmitem os dados usando ondas de luz, mas em que mantemos o uso dos chips de silicone", explica a CEO da empresa que já começou a aplicar os avanços feitos em centros de dados de gigantes como Facebook e Amazon.

Wright-Gladstein admite que é possível reduzir os gastos energéticos até 95% nas comunicações entre chips e aumentar a rapidez até dez vezes além do que os chips de cobre permitem, graças à investigação de dez anos. Nos centros de dados dos gigantes de tecnologia, têm conseguido reduzir o consumo energético entre 30 a 50%. "Neste momento, há um bloqueio nos centros de dados grandes em relação à rapidez de transmissão de dados que esperamos melhorar significativamente." A doutorada do MIT admite que o objetivo é levar estes chips para os supercomputadores, mas também para carros autónomos, aparelhos médicos ou de realidade aumentada em que, além de melhorar a potência de computação, "podemos tornar estas tecnologias mais baratas e acessíveis". "Estamos entusiasmados com o que poderá desbloquear no futuro", diz.

Chips de papel made in Portugal

Há soluções bem criativas no mundo dos chips, para outros tipos de uso, e uma delas está a ser desenvolvida em Portugal e permite criar um papel eletrónico (Paper-E) que chegou já a finalista do Prémio Inventor Europeu do Ano, em 2016. Elvira Fortunato lidera a equipa da Universidade Nova de Lisboa (UNL) que criou estes transístores com papel, uma descoberta que irá permitir a criação de sistemas eletrónicos descartáveis a baixo custo, o que vai ajudar a explorar de forma mais fácil a chamada internet das coisas.

A solução usa celulose em vez de silicone ou silício e, embora não seja uma opção tão boa a nível de rapidez e de desempenho de computação, "permite dobrar-se sem se estragar e explorar várias ideias que vão de ecrãs de papel a etiquetas e pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas de vários tipos", diz a investigadora premiada, que também é vice-reitora da UNL e acredita que este trabalho vai chegar ao comum dos mortais num futuro próximo.

O segredo acaba por estar na tinta aplicada no papel. "Em vez de usarmos as tintas apenas para dar cor, usamo-las também com outras funções, como conectividade, com propriedades semicondutoras."

E tudo a computação quântica quer levar

Há muito que se fala na promessa revolucionária da computação quântica, que poderá mudar a forma como as máquinas funcionam e processam informação, desbloqueando mais-valias inimagináveis para a ciência, a saúde, a logística e a economia. Para o investigador Alcides Fonseca, a dificuldade maior neste momento "é manter a qualidade das leituras porque os qubits mudam o jogo como o conhecemos".

E o que são os qubits? Ao contrário dos bits num computador digital, que registam 1 ou 0, os bits quânticos - conhecidos como qubits -, podem ser ambos ao mesmo tempo. Essa possibilidade abre caminho a que os sistemas consigam lidar com problemas muito mais complexos. Recentemente, a Google anunciou que o processador quântico da empresa "executou em três minutos e 20 segundos um cálculo que o computador clássico mais avançado levaria aproximadamente dez mil anos" - uma demonstração da supremacia quântica, de acordo com os investigadores.

Yasser Omar, investigador português do Instituto de Telecomunicações e do Instituto Superior Técnico, membro do grupo internacional Physics of Information and Quantum Technologies, explica-nos que, embora a promessa revolucionária seja real, "a área ainda está na sua infância e pode demorar alguns anos a ter efeitos práticos na sociedade, dependendo de como a tecnologia evoluir".

Em dezembro deste ano, a Intel anunciou um chip chamado Horse Ridge, feito para computadores quânticos, que promete dar soluções para simplificar estes aparelhos complexos. A solução promete ajudar a tornar estes computadores uma realidade para usos mais práticos e convencionais do que tem sido possível até agora.

Fonte: DN

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Gmail: anexe emails aos seus emails para reencaminhar várias mensagens ao mesmo destinatário


Uma nova funcionalidade do Gmail simplifica um processo que era, até agora, pouco eficiente e muito repetitivo.

A Google tem agora uma solução para aquelas ocasiões em que precisa de reencaminhar vários emails para a mesma pessoa. A implementação de uma nova funcionalidade permite-lhe agora anexar emails sem que, para isso, tenha de descarregar, copiar ou reecaminhar quaisquer mensagens para o destinatário. Em vez disso, os emails que quer enviar podem agora ser anexados, de forma simples, a um mail base. Para tal, basta selecionar os emails que pretende enviar e arrastá-los a todos para a janela de composição do mail que vai remeter para o destinatário.


Em alternativa, é também possível selecionar os emails que pretende enviar e selecionar a opção "Enviar como anexo". Este método permite-lhe construir o anexo antes de começar a escrever a mensagem.

A Google explica que a funcionalidade vai ser disponibilizada de forma gradual, pelo que ainda pode demorar algum tempo a chegar à sua conta de Gmail. Para saber se já está habilitado a anexar mails aos seus emails, procure pela opção "Enviar como anexo" no menu de opções que surge sempre que seleciona uma mensagem.

Fonte: SapoTek

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Das “alterações climáticas” ao 5G: será que estão preocupados connosco?


No momento em que está previsto o leilão da banda de frequências para permitir o 5G em Portugal para Abril, é importante que os portugueses vejam também “o outro lado da moeda”.

A energia como bem fundamental da existência humana está no epicentro da estratégia política delineada pela União Europeia e, portanto, a política energética nacional é apenas um reflexo das decisões políticas tomadas pela mencionada União. Esta política é dominada pela chamada “transição energética” que, no fundo, está a ser imposta como uma agenda política e não como uma solução tecnológica viável dum ponto de vista técnico e económico.

Revendo os documentos europeus, p.e. Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, sobre este tema, surge sistematicamente a temática das “alterações climáticas” como pano de fundo e justificação para a dita “transição energética”, onde poucos pontos de vista discrepantes destes são permitidos.

Por esse motivo, como nunca até agora, é importante debater-se este assunto, uma vez que assistimos a uma crescente politização da ciência. Onde argumentos científicos como as “alterações climáticas” são usados por políticos sem que tenham uma compreensão do que realmente está em causa. Em ciência não existem “resultados definitivos” e, portanto, estes não podem ser utilizados como forma de justificar uma agenda política. Num contexto em que tal acontece, os ditos argumentos devem ser ouvidos, debatidos e interpretados com reflexão e maturidade.

É claro o objectivo de se criar a conexão total entre os indivíduos, promovendo para tal tecnologias que apresentam graves perigos para a saúde pública, e, portanto, para o fazerem tem de haver um argumento, uma justificação e a ciência tem sido usada para esse fim.

Numa típica relação Problema-Reacção-Solução (referida por Hegel), o problema das “alterações climáticas” foi levantado, sobre as quais não se permite um debate sério, o que tem causado uma reacção de histeria e pânico global, como representado pela actuação e notoriedade duma criança chamada Greta Thunberg, e cuja solução é a “transição energética” onde, entre outras coisas, se promove a “internet das coisas”. Para que tal se torne real, o uso da quinta geração de telecomunicações, 5G, é imprescindível, sendo até promovido no novo decreto Decreto-Lei n.º 162/2019 para o autoconsumo. Se fossemos levados directamente para a “internet das coisas”, esta não seria aceite dada a perda de privacidade pessoal, a imensa possibilidade de controlo e, naturalmente, os graves perigos de saúde pública* que esta tecnologia representa. De resto, o aumento de consumo de energia requerido pela operação da tecnologia 5G, assim como os custos reais da sua implementação, são absolutamente desconhecidos pela opinião pública.

Neste sentido, aliar política energética europeia com o desenvolvimento da quinta geração de telecomunicações é, no fundo, o revelar duma política federalista com a vontade de se criar um mercado interno europeu regulado pelo Banco Central Europeu e pela União Europeia e os seus mentores.

Em tal contexto de Política Europeia, não admira que tenha sido removido de todo o debate público a questão dos impactos na vida humana e natural das telecomunicações móveis, muito embora exista extensa literatura testemunhando a gravidade da situação [1]. No momento em que está previsto o leilão da banda de frequências para permitir o 5G em Portugal para Abril, é importante que os portugueses vejam também “o outro lado da moeda”.

Para que haja um enquadramento mais alargado é importante mencionar que, a nível internacional, várias têm sido as campanhas de alerta, algumas das quais aqui listadas, e que merecem a atenção por parte das autoridades responsáveis:





A estes movimentos se acrescenta o facto de mais de 40 cidades mundiais terem já banido o 5G.

De entre os problemas de saúde listados na literatura científica encontramos os seguintes [2]: stresse oxidativo, danos testiculares, efeitos neuropsiquiátricos, apoptose celular, danos do DNA celular, alterações endócrinas e sobrecarga de cálcio. Estes problemas levam, em muitos casos, ao desenvolvimento de doenças graves como cancros, mutações genéticas, perda de fertilidade, entre outras.

Uma exposição clara sobre o assunto pode ser encontrada aqui: https://www.youtube.com/watch?v=wIMHFU4PP50&feature=youtu.be

De facto, as comunicações sem-fios são transmitidas através de radiação electromagnética, designada por não-ionizante, por não ter capacidade para ionizar átomos ou moléculas, e, por esse motivo, a avaliação de risco deste tipo de radiação é feita, no domínio público, quase exclusivamente pelo efeito térmico que produzem [2]. Este efeito, normalmente, não é significativo, no entanto, os efeitos de iteração electromagnética são enormemente significativos e são a causa dos danos anteriormente listados.

Para agravar a situação, a “International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection” (ICNIRP), usada muitas vezes para fundamentar a ausência de efeitos prejudiciais para saúde, tem sido sistematicamente considerada como inaceitável [3]. Neste artigo, o autor do mesmo menciona vários casos de conflitos de interesse dentro do ICNIRP, além da omissão de variadíssimos estudos que revelam resultados preocupantes para a saúde pública.

Toda esta temática se deve a que os organismos biológicos (humano, plantas, etc.) são constituídos por elementos que respondem ativamente aos campos eletromagnéticos. Para se ter uma ideia deste tipo de feitos este artigo [4] diz o seguinte: “The applied levels of MMW power are three orders of magnitude below the existing safe limit for human exposure of 1 mW cm−2. Surprisingly, even at these low power levels, MMWs were able to produce considerable changes in neuronal firing rate and plasma membrane properties”, em que MMW significa ondas milimétricas.

Finalmente, esta quinta geração de telecomunicações, 5G, é preocupante para a saúde pública por três motivos:

1) utiliza uma banda de comprimentos de ondas mais curtos (chamadas ondas milimétricas) e, portanto, são mais energéticos que as anteriores gerações;

2) devido aos comprimentos de onda serem mais curtos, para esta tecnologia funcionar têm de ser instaladas variadíssimas mini-antenas para garantirem rede;

3) esta tecnologia usa altas frequências pulsadas que têm a capacidade de interferir directamente com o sistema neurológico.

Ou seja, seremos expostos a muito mais radiação e mais energética, o que deverá aumentar a incidência dos problemas antes descritos.

Convido a todos, segundo o vosso critério, a reflectirem sobre este assunto. Caso estejam interessados podem consultar, assinar e divulgar a petição criada para promover atenção sobre este assunto: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT92866

Referências

[1] Handbook of Biological Effects of Electromagnetic Fields, Fourth Edition – Two Volume Set, Edited by Ben Greenebaum and Frank Barnes, CRC Press, Taylor & Francis Group (2019) https://www.taylorfrancis.com/books/9781315217734

[2] M.L. Pall, Wi-Fi is an important threat to human health, Environmental Research 164, 405-416 (2018). https://doi.org/10.1016/j.envres.2018.01.035

[3] S.J. Starkey, Inaccurate official assessment of radiofrequency safety by the Advisory Group on Non-ionising Radiation, Rev Environ Health 31(4), 493–503 (2016). https://doi.org/10.1515/reveh-2016-0060

[4] V. Pikov, X. Arakaki, M. Harrington, S.E. Fraser, and P.H. Siegel, Modulation of neuronal activity and plasma membrane properties with low-power millimeter waves in organotypic cortical slices, Journal of Neural Engineering, 7, 045003 (2010) https://doi.org/10.1088/1741-2560/7/4/045003

*O ponto 8 do Artigo 114 (relativo ao mercado interno da Europa) do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, na sua versão consolidada de 2016, diz o seguinte:

“8. Sempre que um Estado-membro levante um problema específico em matéria de saúde pública num domínio que tenha sido previamente objeto de medidas de harmonização, informará do facto a Comissão, que ponderará imediatamente se deve propor ao Conselho medidas adequadas.”

Este pode ser um bom enquadramento legal para o bloqueio à instalação do 5G.

Hugo Gonçalves Silva
Investigador auxiliar da Universidade de Évora

Fonte: Popular

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Este mapa mostra a qualidade do ar em tempo real


A poluição em algumas zonas do globo já ultrapassou há muito os níveis aceitáveis e as cidades são uma das zonas onde a qualidade do ar é mais prejudicial para a saúde. Este mapa mostra informação de todo o mundo.

Os dados são compilados pelo Berkeley Earth, um grupo de cientistas que se dedica à análise de informação sobre a temperatura à superfície da Terra e que se tornou uma organização sem fins lucrativos em 2013.

As alterações climáticas estão no centro das preocupações deste grupo, que tem vindo a alertar para o impacto do aquecimento global e a concentração de CO2, e os danos que pode trazer ao equilíbrio da natureza e à saúde de todos os habitantes do planeta.

Os dados das análises são publicados em bases de dados abertas e o grupo continua a publicar estudos e mapas visuais que mostram de forma fácil o que está a acontecer no mundo, mas que também servem de fonte para outros trabalhos.

O mapa da qualidade do ar em tempo real recorre a informação disponibilizada por várias fontes para mostrar onde a concentração de gases nocivos é mais prejudicial para a saúde e embora não tenha ainda informação de todas as regiões, o que mostra já dá uma boa ideia das piores zonas.


No site pode ainda verificar os vários estudos que têm sido feitos e mostram a evolução da qualidade do ar e as várias fontes de dados utilizadas.

A informação do Berkeley Earth é também usada como fonte para outros trabalhos, incluindo o trabalho interativo do New York Times sobre a qualidade do ar nas cidades que cruza informação e a localização dos utilizadores para dar uma perspetiva comparativa nesta área.

Fonte: Tek Sapo

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Viva a segurança! Google Chrome vai alertar se as passwords forem roubadas


A Google tem apostado muito no que toca à segurança no seu browser. O Chrome tem cada vez mais funções de segurança, para proteger os seus utilizadores e os seus dados. Isso agrada aos utilizadores e dá-lhes uma proteção adicional.

A gigante das pesquisas vai agora dar mais um passo e o Chrome vai ter mais um alerta. Finalmente vai ser possível saber se as passwords dos utilizadores foram roubadas ou comprometidas.

Alertas do Chrome para passwords comprometidas

Têm sido muitas as novidades de segurança do Chrome. A Google tem ativamente criado estas novidades para proteger os utilizadores, tendo já dado passos muito importante. Tudo começou em fevereiro com uma extensão para o browser e evoluiu até chegar ao Google Accounts.

Agora tem mais uma novidade nesta área e quer já dar a segurança adicional que todos esperam. Assim, sempre que tentarem autenticar em qualquer site, o Chrome irá alertar se o username e a password estiverem comprometidos. Irá também aconselhar a mudança da password se esta tiver sido já usada.


A Google quer proteger os utilizadores deste browser

Para além disso, o Chrome irá também adicionar proteção em tempo real contra sites de phishing no Desktop. Esta já existia quando tentavam aceder a um site potencialmente perigoso, mas há mudanças. Construída com base no Safe Browsing, consegue ser 30% mais eficiente.

A Google trouxe também o alerta quando colocarem os dados da conta num site suspeito de phishing. Esta já existia antes, mas apenas quando o utilizador tinha a autenticação feita no Chrome. Agora todos podem usar esta funcionalidade, mesmo quando não têm a sua conta autenticada no browser.

A segurança é nativa para todos os utilizadores

Para finalizar as novidades, será mais simples entender se vai guardar dados de acesso num PC partilhado ou noutra conta Google. Será mostrada uma imagem da conta associada e assim será mais simples entender qual está a ser usada.

Todas estas novidades de segurança são importantes e vão chegar nas próximas semanas. A Google está apostada em garantir a segurança necessária para manter os utilizadores protegidos e longe dos problemas que a Internet traz.

Fonte: Pplware

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Passper for Excel: desbloquear passwords do Excel em vários cenários


Esqueceu-se da palavra passe para abrir ficheiros no Excel? Não é possível copiar a folha ou o documento completo de Excel? Não consegue editar o conteúdo em ficheiros Excel protegidos por palavra passe? Calma, poderá haver solução. O Passper for Excel é um software, bastante poderoso, com a função de recuperar a palavra passe de abertura do Excel e remover a proteção de qualquer folha.

Venha conhecer este software que lhe poderá ser muito útil.

Recuperar a password do Excel

Embora seja uma tarefa difícil, o Passper for Excel promete, e cumpre, recuperar a password de abertura do Excel. A marca por trás desta ferramenta afirma mesmo que possui a maior taxa de recuperação do mercado. Assim, esta poderá ser a ferramenta para guardar, nunca se sabe quando vai ser útil.


4 Métodos de recuperação do Passper

O Passper for Excel da iMyFone apresenta 4 inteligentes métodos de operacionalizar o «ataque» à palavra passe de forma a permitir a sua recuperação sem perda de dados.

Senão, vejamos:

1. Ataque de Dicionário: combina todos os caracteres que escolhermos. Isso limitará o alcance aos caracteres escolhidos, não a todos os caracteres. Por exemplo, se não souber a palavra passe, mas sabe os caracteres que usa, como certos números ou letras. Depois de os selecionar, o software começará a combinar apenas estes caracteres. Comprimento da palavra passe Prefixo e Sufixo Letras minúsculas e maiúsculas SímbolosSe os seus palpites estiverem próximos da palavra passe real, a recuperação será muito mais rápida. Além disso, se o seu computador tiver um CPU multi-core e tecnologia GPU, aumenta a velocidade de recuperação. Por exemplo, quando dizer um trabalho de carga pesada num PC lento, leva dias em comparação a horas num computador potente.

2. Ataque Combinado: O software tem um dicionário padrão com milhões de senhas que as pessoas usam, incluindo palavras, números, caracteres especiais, letras maiúsculas, minúsculas e combinações destas.

3. Ataque de Máscara: Excluir alguns caracteres que não usa habitualmente. Por exemplo, penso que nunca usei letras maiúsculas, então excluem-se todas as letras maiúsculas e, de seguida, digite os caracteres que acredita que irão aparecer na senha. Então, este modo de ataque é baseado nos caracteres digitados e combinado com todos os outros caracteres possíveis (exceto os caracteres excluídos).

4. Ataque de Força Bruta: Enquanto no ataque de máscara, alguns caracteres podem ser ignorados para se chegar até lá, ataques de força bruta vão com tudo. Essa é a razão pela qual pode demorar bastante tempo, pois existem muitas suposições de palavras passe que estão erradas.

Principais características do Passper

Primeiro, o Passper para Excel tomou como compromisso para os seus utilizadores o uso de alta tecnologia. São vários os métodos de recuperação para tentar recuperar as palavras passe, bem como é elevada a velocidade e taxa de recuperação.

Assim, podemos apontar as principais características:
  • 10X – velocidade de recuperação mais rápida;
  • 4 Técnicas de recuperação;
  • As tecnologias de CPU e GPU multicore são usadas para acelerar a velocidade de recuperação do Excel;
  • 95% é a taxa de desencriptação graças a um algoritmo exclusivo;
  • Remoção de restrições do documento completo ou da folha Excel com um clique, isto é, podemos recuperar a palavra de apenas uma folha de Excel ou de um Livro completo;
  • Por último, possibilidade de terminar o progresso a qualquer momento.
Como funciona?

Em síntese, existem 2 métodos de recuperação e cada um deles se divide em 3 passos muito simples.


Por um lado, temos a recuperação de passwords que, com apenas selecionar este método, indicar qual o ficheiro em questão e escolher o método de recuperação vamos poder ver a password no ecrã.


Por outro lado, remos a recuperação de Restrições que, basicamente, funciona do mesmo modo descrito no parágrafo anterior.

Formatos de ficheiros suportados

Para que não hajam dúvidas, ao dia de hoje são suportados os seguintes formatos:
  • *.xls, *.xlsx, *.et, *.ett, *.xlt, *.xla, *.xlsb, *.xlam, *.xlsm, *.xltm, *.xltx – ficheiros criados pelo Microsoft Excel 2019, 2016, 2013, 2010, 2007, 2003, 2000 e 97.
Passper para Excel é simples e poderoso

Por fim, a expressão do título não podia fazer melhor apresentação: é simples e poderoso. O Passper para Excel foi pensado para facilitar ao máximo as suas funções. De facto, é uma aplicação muito intuitiva, rápida e que pode ajudar em situações aflitivas.

Grande vantagem para o facto de estar em vigor uma oferta, que descobrimos por acaso, que ao usar o código DM-PP-5UO temos 5 dólares de desconto. Não é muito, é certo, mas é algo. Caso seja do interesse, quanto mais não seja para testar, vale a pena descarregar, para Windows, e verificar pelos próprios olhos.

Fonte: Pplware

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Investigadora da U.Porto cria "tenda" inovadora para cenários de emergência

As estruturas idealizadas por Alice Costa são "auto-montáveis,
 multifuncionais ou até auto-reparáveis”. FOTO. DR
Solução proposta por Alice Costa recorre a tecnologias como a impressão 4D, permitindo que os abrigos passem a ser auto-montáveis, multifuncionais e até auto-reparáveis.

Um relatório recente da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) “avisa” que o número de pessoas afetadas por guerras, perseguições e conflitos superou a marca dos 70 milhões, em 2018. A isto acresce ainda o fator tempo que é sempre pouco quando se lida com situações de emergência grave: numa altura em que praticamente tudo falha, é necessário criar soluções estruturais e que consigam ser mais eficazes do que as tendas em lona e com estruturas improvisadas pelos locais.

Um projeto de investigação no âmbito do Mestrado em Design Industrial e de Produto das faculdades de Engenharia (FEUP) e Belas Artes da Universidade do Porto, encabeçado por Alice Costa, pode muito bem ser a primeira tentativa para solucionar este problema.

A proposta da estudante assenta essencialmente no desenvolvimento de abrigos baseados em “tecnologias inovadoras como a impressão 4D, onde é possível desenvolver estruturas 3D usando materiais com memória que podem reagir posteriormente a estímulos ambientais como a água, luz, calor”.

“Além disso, e ao contrário da impressão 3D que é estática, o fator tempo acrescenta uma dimensão 4D, fazendo com que estruturas possam ser auto-montáveis, multifuncionais ou até auto-reparáveis”, explica Alice Costa.

O caminho percorrido

Para já, e enquanto esta tecnologia “made in U.Porto” não chega a quem mais precisa, o registo de patente foi já submetido. Nesse sentido, foi desenvolvido com sucesso um caso demonstrativo deste processo, através da impressão com filamentos, nomeadamente ácido polilático (PLA) e polímeros com memória de forma (SMP). Foi igualmente validado o conceito sobre a possível aplicação da impressão 4D – utilizando filamentos SMP – no desenvolvimento de estruturas de fácil transporte e montagem para situações de emergência.

Realizado sob orientação de Jorge Lino, diretor adjunto do Mestrado em Design Industrial e de Produto e também do Design Studio da FEUP, António Torres Marques e Bárbara Rangel, ambos investigadores e professores da FEUP, o trabalho de investigação de Alice Costa permitiu assim validar um conceito inovador no que toca à montagem destes kits de emergência em situação de crise humanitária.

O trabalho lança, ao mesmo tempo, sugestões para a melhoria das propriedades “de rigidez e resistência específica que podem ser obtidas com a utilização de materiais compósitos”

Fonte: Noticias UP
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