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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Um computador feito de ADN pode calcular a raiz quadrada de 900


Um computador feito de filamentos de ADN num tubo de ensaio pode calcular a raiz quadrada de números até 900.

Chunlei Guo, da Universidade de Rochester, no estado de Nova York, e colegas desenvolveram um computador que usa 32 filamentos de ADN para armazenar e processar informações. Ele pode calcular a raiz quadrada dos números quadrados 1, 4, 9, 16, 25 e assim por diante até 900.

O computador de ADN usa um processo conhecido como hibridação, que ocorre quando duas fitas de ADN se unem para formar o ADN de fita dupla.

Para começar, a equipe codifica um número no ADN usando uma combinação de dez blocos de construção. Cada combinação representa um número diferente de até 900 e é anexada a um marcador de fluorescência.

A equipe então controla a hibridação de forma a alterar o sinal fluorescente geral, de modo a corresponder à raiz quadrada do número original. O número pode ser deduzido da cor.

O computador de ADN pode ajudar a desenvolver circuitos de computação mais complexos, diz Guo. "A computação em ADN ainda está na sua infância, mas é uma grande promessa para resolver problemas que são muito difíceis ou mesmo impossíveis de lidar com os actuais computadores baseados em silicone", diz ele.

Guo acredita que os computadores de ADN podem um dia substituir os computadores tradicionais por cálculos complexos.

Fonte: NewScientist

Porque abreviar 2020 não é boa ideia


Poupar dois algarismos e abreviar a data para, por exemplo, usando a de hoje, 5/1/20, pode deixá-lo à mercê de falcatruas

O alerta começou a circular rapidamente nas redes sociais: Não se deve abreviar o ano 2020 quando se escreve a data por ser uma potencial oportunidade para más intenções.

Ira Rheingold, diretor executivo da associação americana que representa os advogados dedicados aos direitos dos consumidores, diz mesmo que este novo ano cria “uma oportunidade única para os burlões”.

Como? Imagine um documento datado de 5 de janeiro. Se escrever 5/1/20, basta alguém acrescentar dois algarismos e fica 5/1/2021. Isto pode ser um problema com cheques fora de prazo, por exemplo. Se tiver um cheque caducado com a data referida e alguém o encontrar, basta acrescentar o “21” no final e fica com um cheque prontinho para ser depositado ou levantado.

O especialista, ouvido pela CNN, diz que o esquema pode ser usado em inúmeras situações, mas, como refere a cadeia de informação americana, o exemplo do cheque basta para dar ideias aos possíveis impostores…

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A extraordinária vida dos transístores e dos chips


São cada vez mais pequenos e dão-nos cada vez mais em todo o tipo de objetos eletrónicos. Esta é a história dos velhinhos chips (e dos transístores): como chegámos aqui e como será o futuro, recorrendo à luz ou ao papel para transmitir dados. A caminho da computação quântica.

São o cérebro dos sistemas computadorizados que, hoje, damos por garantidos no nosso dia-a-dia. São cada vez mais pequenos, conectados e integrados em circuitos que são verdadeiros sistemas de planetas minúsculos no cosmos que é o mundo digital. Os chamados chips de computação podem parecer pequenos, mas escondem um sem-fim de transístores que têm crescido em número e decrescido em tamanho de forma vertiginosa ao longo dos anos.

São eles que permitem dar funções específicas a uma infinidade de aparelhos eletrónicos. Se no passado, começando nos eletrodomésticos, a sua capacidade era muito limitada, agora temos supercomputadores, smartphones, tablets, aspiradores robôs, colunas digitais inteligentes e sensores da chamada internet das coisas (que alimentam cidades e casas inteligentes e podem ir de caixotes de lixo a lugares de estacionamento que transmitem informação).

Estes pequenos transístores não são, no entanto, componentes isoladas ou individuais, fazem parte do chamado circuito integrado (também conhecido como microchip) ou dos processadores (que podem ser de diferentes tipos - úteis para tarefas muito diferentes), nos quais os transístores trabalham de forma concertada para ajudar o sistema computadorizado a completar os seus cálculos.

Como começou a era dos chips?

Em menos de 60 anos evoluiu-se mais na sofisticação da computação de máquinas do que em milénios de evolução humana. As várias guerras e a própria era espacial que, nos anos 1960, culminou com a chegada do primeiro homem à Lua - neste ano cumpriram-se 50 anos que Neil Armstrong pisou o solo lunar - foram fulcrais para evolução da computação em geral e dos chips em particular. Foram precisas algumas décadas de experimentação para que materiais sólidos, os transístores, pudessem substituir a tecnologia anterior: tubos de vácuo que eram o meio utilizado para canalizar os eletrões.

Robert Noyce, cofundador da Fairchild e da Intel, é um dos pais do microchip, 
desenvolvido em Stanford, em Silicon Valley.

O autor norte-americano James Jay Carafano explica, no livro Wiki at War (ed. Texas A&M University Press), que "os novos transístores sólidos surgidos na década de 1960 eram mais pequenos, precisavam de menos potência e eram bem mais rápidos". E tudo começou com a Força Aérea dos EUA, já que foram eram eles a promover o desenvolvimento dos transístores a pensar no espaço reduzido disponíveis nos aviões.

Em várias investigações patrocinadas pela Força Aérea, houve uma que se destacou, desenvolvida pela empresa Fairchild Camera and Instrument Corporation - conhecida por fornecer câmaras durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria a pensar na espionagem. A Fairchild tinha fortes ligações à Universidade de Stanford, na Califórnia, e foi dali que a empresa lançou comercialmente, em 1961, o primeiro circuito integrado com chips de silicone que a Força Aérea usou em computadores e mísseis. O sucesso foi tal que a Fairchild passou a chamar-se Fairchild Semiconductor e Stanford tornou-se o coração da zona que hoje conhecemos como Silicon Valley.

Alcides Fonseca, professor e investigador em Computação Evolucionária da Universidade de Lisboa, lembra uma lei muito referida nos anos 1990 para explicar esta evolução dos chips. A Lei de Moore baseia-se numa investigação de 1965 de Gordon Moore - cofundador da Fairchild e da Intel (nascida em 1968) - que indicava que o número de componentes num circuito integrado poderia duplicar anualmente durante dez anos e, depois disso, passaria a duplicar a cada dois anos. O professor admite que essa evolução já é diferente do que diz a lei, já que "o ritmo de aumento de transístores num chip pode duplicar de dois em dois anos, mas a rapidez dos dados que passam por eles não cresce ao mesmo ritmo".

O investigador dá o exemplo do último iPhone 11 Pro e do seu processador A13, para explicar como este tipo de chips tem evoluído: embora um processador possa ter muitos núcleos (cores), estes têm naturezas distintas e fazem coisas diferentes. "O novo iPhone tem no A13 seis núcleos, em que dois são mais rápidos do que os outros quatro, que são mais eficientes no consumo de energia - todas as combinações são possíveis tendo em conta os que estão ativos."

Quando o telefone executa coisas simples, usa os processadores mais lentos para poupar bateria, quanto se joga um jogo mais exigente, "ativa todos porque precisa da potência máxima e "ainda vai buscar quatro núcleos da placa gráfica, para gerar o que vemos no ecrã". Existem ainda oito núcleos neuronais no iPhone, que incluem técnicas de machine learning que já permitem melhorar a qualidade das imagens e vídeos em tempo real. "Daí a que, hoje, quando filmamos um vídeo com um telefone estamos a usar vários tipos processadores. Só para filmar são os processadores normais que executam todo o tipo de tarefas, já os processadores gráficos mostram-nos no ecrã o vídeo que estamos a fazer e os neuronais ajustam a luminosidade ou o foco através de machine learning." Alcides Fonseca admite que hoje temos nos nossos bolsos o que seria considerado um supercomputador há uns anos.

Nunca houve a nível tecnológico na história da humanidade uma onda tão rápida de redução de custos, aumento de simplicidade e crescimento de fiabilidade e eficácia quanto aquela a que os computadores navegaram.

Os chips de silicone são também centrais na criação da chamada Internet 2.0, explica ainda Carafano. Sem a criação do tal semicondutor integrado, a tecnologia computadorizada não teria feito a transição para ser uma ferramenta de ligação social entre humanos - onde o imediatismo e a facilidade de envio de texto, áudio e vídeo também trouxe desafios sociais e de privacidade inesperados. O chip tornou, desta forma, o computador acessível a uma grande parte da humanidade.

O futuro da computação: chips com luz

Já apelidada por publicações especializadas como "o futuro da computação", esta é uma solução com chips que usam luz para transmitir os dados, embora se trate na mesma de uma computação eletrónica. "Estamos a desenvolver chips optoeletrónicos que permitem reduzir a energia gasta na computação e aumentar a velocidade que já não era possível alcançar com os transístores de cobre. É um design único com componentes que transmitem os dados usando ondas de luz, mas em que mantemos o uso dos chips de silicone", explica a CEO da empresa que já começou a aplicar os avanços feitos em centros de dados de gigantes como Facebook e Amazon.

Wright-Gladstein admite que é possível reduzir os gastos energéticos até 95% nas comunicações entre chips e aumentar a rapidez até dez vezes além do que os chips de cobre permitem, graças à investigação de dez anos. Nos centros de dados dos gigantes de tecnologia, têm conseguido reduzir o consumo energético entre 30 a 50%. "Neste momento, há um bloqueio nos centros de dados grandes em relação à rapidez de transmissão de dados que esperamos melhorar significativamente." A doutorada do MIT admite que o objetivo é levar estes chips para os supercomputadores, mas também para carros autónomos, aparelhos médicos ou de realidade aumentada em que, além de melhorar a potência de computação, "podemos tornar estas tecnologias mais baratas e acessíveis". "Estamos entusiasmados com o que poderá desbloquear no futuro", diz.

Chips de papel made in Portugal

Há soluções bem criativas no mundo dos chips, para outros tipos de uso, e uma delas está a ser desenvolvida em Portugal e permite criar um papel eletrónico (Paper-E) que chegou já a finalista do Prémio Inventor Europeu do Ano, em 2016. Elvira Fortunato lidera a equipa da Universidade Nova de Lisboa (UNL) que criou estes transístores com papel, uma descoberta que irá permitir a criação de sistemas eletrónicos descartáveis a baixo custo, o que vai ajudar a explorar de forma mais fácil a chamada internet das coisas.

A solução usa celulose em vez de silicone ou silício e, embora não seja uma opção tão boa a nível de rapidez e de desempenho de computação, "permite dobrar-se sem se estragar e explorar várias ideias que vão de ecrãs de papel a etiquetas e pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas de vários tipos", diz a investigadora premiada, que também é vice-reitora da UNL e acredita que este trabalho vai chegar ao comum dos mortais num futuro próximo.

O segredo acaba por estar na tinta aplicada no papel. "Em vez de usarmos as tintas apenas para dar cor, usamo-las também com outras funções, como conectividade, com propriedades semicondutoras."

E tudo a computação quântica quer levar

Há muito que se fala na promessa revolucionária da computação quântica, que poderá mudar a forma como as máquinas funcionam e processam informação, desbloqueando mais-valias inimagináveis para a ciência, a saúde, a logística e a economia. Para o investigador Alcides Fonseca, a dificuldade maior neste momento "é manter a qualidade das leituras porque os qubits mudam o jogo como o conhecemos".

E o que são os qubits? Ao contrário dos bits num computador digital, que registam 1 ou 0, os bits quânticos - conhecidos como qubits -, podem ser ambos ao mesmo tempo. Essa possibilidade abre caminho a que os sistemas consigam lidar com problemas muito mais complexos. Recentemente, a Google anunciou que o processador quântico da empresa "executou em três minutos e 20 segundos um cálculo que o computador clássico mais avançado levaria aproximadamente dez mil anos" - uma demonstração da supremacia quântica, de acordo com os investigadores.

Yasser Omar, investigador português do Instituto de Telecomunicações e do Instituto Superior Técnico, membro do grupo internacional Physics of Information and Quantum Technologies, explica-nos que, embora a promessa revolucionária seja real, "a área ainda está na sua infância e pode demorar alguns anos a ter efeitos práticos na sociedade, dependendo de como a tecnologia evoluir".

Em dezembro deste ano, a Intel anunciou um chip chamado Horse Ridge, feito para computadores quânticos, que promete dar soluções para simplificar estes aparelhos complexos. A solução promete ajudar a tornar estes computadores uma realidade para usos mais práticos e convencionais do que tem sido possível até agora.

Fonte: DN

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Das “alterações climáticas” ao 5G: será que estão preocupados connosco?


No momento em que está previsto o leilão da banda de frequências para permitir o 5G em Portugal para Abril, é importante que os portugueses vejam também “o outro lado da moeda”.

A energia como bem fundamental da existência humana está no epicentro da estratégia política delineada pela União Europeia e, portanto, a política energética nacional é apenas um reflexo das decisões políticas tomadas pela mencionada União. Esta política é dominada pela chamada “transição energética” que, no fundo, está a ser imposta como uma agenda política e não como uma solução tecnológica viável dum ponto de vista técnico e económico.

Revendo os documentos europeus, p.e. Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, sobre este tema, surge sistematicamente a temática das “alterações climáticas” como pano de fundo e justificação para a dita “transição energética”, onde poucos pontos de vista discrepantes destes são permitidos.

Por esse motivo, como nunca até agora, é importante debater-se este assunto, uma vez que assistimos a uma crescente politização da ciência. Onde argumentos científicos como as “alterações climáticas” são usados por políticos sem que tenham uma compreensão do que realmente está em causa. Em ciência não existem “resultados definitivos” e, portanto, estes não podem ser utilizados como forma de justificar uma agenda política. Num contexto em que tal acontece, os ditos argumentos devem ser ouvidos, debatidos e interpretados com reflexão e maturidade.

É claro o objectivo de se criar a conexão total entre os indivíduos, promovendo para tal tecnologias que apresentam graves perigos para a saúde pública, e, portanto, para o fazerem tem de haver um argumento, uma justificação e a ciência tem sido usada para esse fim.

Numa típica relação Problema-Reacção-Solução (referida por Hegel), o problema das “alterações climáticas” foi levantado, sobre as quais não se permite um debate sério, o que tem causado uma reacção de histeria e pânico global, como representado pela actuação e notoriedade duma criança chamada Greta Thunberg, e cuja solução é a “transição energética” onde, entre outras coisas, se promove a “internet das coisas”. Para que tal se torne real, o uso da quinta geração de telecomunicações, 5G, é imprescindível, sendo até promovido no novo decreto Decreto-Lei n.º 162/2019 para o autoconsumo. Se fossemos levados directamente para a “internet das coisas”, esta não seria aceite dada a perda de privacidade pessoal, a imensa possibilidade de controlo e, naturalmente, os graves perigos de saúde pública* que esta tecnologia representa. De resto, o aumento de consumo de energia requerido pela operação da tecnologia 5G, assim como os custos reais da sua implementação, são absolutamente desconhecidos pela opinião pública.

Neste sentido, aliar política energética europeia com o desenvolvimento da quinta geração de telecomunicações é, no fundo, o revelar duma política federalista com a vontade de se criar um mercado interno europeu regulado pelo Banco Central Europeu e pela União Europeia e os seus mentores.

Em tal contexto de Política Europeia, não admira que tenha sido removido de todo o debate público a questão dos impactos na vida humana e natural das telecomunicações móveis, muito embora exista extensa literatura testemunhando a gravidade da situação [1]. No momento em que está previsto o leilão da banda de frequências para permitir o 5G em Portugal para Abril, é importante que os portugueses vejam também “o outro lado da moeda”.

Para que haja um enquadramento mais alargado é importante mencionar que, a nível internacional, várias têm sido as campanhas de alerta, algumas das quais aqui listadas, e que merecem a atenção por parte das autoridades responsáveis:





A estes movimentos se acrescenta o facto de mais de 40 cidades mundiais terem já banido o 5G.

De entre os problemas de saúde listados na literatura científica encontramos os seguintes [2]: stresse oxidativo, danos testiculares, efeitos neuropsiquiátricos, apoptose celular, danos do DNA celular, alterações endócrinas e sobrecarga de cálcio. Estes problemas levam, em muitos casos, ao desenvolvimento de doenças graves como cancros, mutações genéticas, perda de fertilidade, entre outras.

Uma exposição clara sobre o assunto pode ser encontrada aqui: https://www.youtube.com/watch?v=wIMHFU4PP50&feature=youtu.be

De facto, as comunicações sem-fios são transmitidas através de radiação electromagnética, designada por não-ionizante, por não ter capacidade para ionizar átomos ou moléculas, e, por esse motivo, a avaliação de risco deste tipo de radiação é feita, no domínio público, quase exclusivamente pelo efeito térmico que produzem [2]. Este efeito, normalmente, não é significativo, no entanto, os efeitos de iteração electromagnética são enormemente significativos e são a causa dos danos anteriormente listados.

Para agravar a situação, a “International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection” (ICNIRP), usada muitas vezes para fundamentar a ausência de efeitos prejudiciais para saúde, tem sido sistematicamente considerada como inaceitável [3]. Neste artigo, o autor do mesmo menciona vários casos de conflitos de interesse dentro do ICNIRP, além da omissão de variadíssimos estudos que revelam resultados preocupantes para a saúde pública.

Toda esta temática se deve a que os organismos biológicos (humano, plantas, etc.) são constituídos por elementos que respondem ativamente aos campos eletromagnéticos. Para se ter uma ideia deste tipo de feitos este artigo [4] diz o seguinte: “The applied levels of MMW power are three orders of magnitude below the existing safe limit for human exposure of 1 mW cm−2. Surprisingly, even at these low power levels, MMWs were able to produce considerable changes in neuronal firing rate and plasma membrane properties”, em que MMW significa ondas milimétricas.

Finalmente, esta quinta geração de telecomunicações, 5G, é preocupante para a saúde pública por três motivos:

1) utiliza uma banda de comprimentos de ondas mais curtos (chamadas ondas milimétricas) e, portanto, são mais energéticos que as anteriores gerações;

2) devido aos comprimentos de onda serem mais curtos, para esta tecnologia funcionar têm de ser instaladas variadíssimas mini-antenas para garantirem rede;

3) esta tecnologia usa altas frequências pulsadas que têm a capacidade de interferir directamente com o sistema neurológico.

Ou seja, seremos expostos a muito mais radiação e mais energética, o que deverá aumentar a incidência dos problemas antes descritos.

Convido a todos, segundo o vosso critério, a reflectirem sobre este assunto. Caso estejam interessados podem consultar, assinar e divulgar a petição criada para promover atenção sobre este assunto: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT92866

Referências

[1] Handbook of Biological Effects of Electromagnetic Fields, Fourth Edition – Two Volume Set, Edited by Ben Greenebaum and Frank Barnes, CRC Press, Taylor & Francis Group (2019) https://www.taylorfrancis.com/books/9781315217734

[2] M.L. Pall, Wi-Fi is an important threat to human health, Environmental Research 164, 405-416 (2018). https://doi.org/10.1016/j.envres.2018.01.035

[3] S.J. Starkey, Inaccurate official assessment of radiofrequency safety by the Advisory Group on Non-ionising Radiation, Rev Environ Health 31(4), 493–503 (2016). https://doi.org/10.1515/reveh-2016-0060

[4] V. Pikov, X. Arakaki, M. Harrington, S.E. Fraser, and P.H. Siegel, Modulation of neuronal activity and plasma membrane properties with low-power millimeter waves in organotypic cortical slices, Journal of Neural Engineering, 7, 045003 (2010) https://doi.org/10.1088/1741-2560/7/4/045003

*O ponto 8 do Artigo 114 (relativo ao mercado interno da Europa) do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, na sua versão consolidada de 2016, diz o seguinte:

“8. Sempre que um Estado-membro levante um problema específico em matéria de saúde pública num domínio que tenha sido previamente objeto de medidas de harmonização, informará do facto a Comissão, que ponderará imediatamente se deve propor ao Conselho medidas adequadas.”

Este pode ser um bom enquadramento legal para o bloqueio à instalação do 5G.

Hugo Gonçalves Silva
Investigador auxiliar da Universidade de Évora

Fonte: Popular

sábado, 14 de dezembro de 2019

Corrida à maçonaria: há cada vez mais adesões de norte a sul do País


Há cada vez mais obediências maçónicas no País e também mais adesões, tanto de homens como de mulheres

Há cada vez mais maçons em Portugal, garantem os responsáveis de várias obediências maçónicas espalhadas de Norte a Sul. Nas duas maiores, o Grande Oriente Lusitano (GOL) e a Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), os pedidos não param de chegar, adiantaram à VISÃO os dois grão-mestres.

Segundo Fernando Lima, que lidera o GOL, a mais antiga obediência do País ultrapassou, neste momento, os 2 600 membros. E Armindo Azevedo, grão-mestre da GLLP, garante que o número de “irmãos” já atingiu os três mil, estando espalhados por 150 lojas.

“Hoje, muitos até se candidatam à maçonaria através da internet ou das redes sociais, como o Facebook. Fazem autocandidaturas”, conta, por seu lado, Paulo Cardoso, líder de uma maçonaria recente, que tem sede no Beato, em Lisboa. A sua obediência chama-se Grande Loja Unida de Portugal e foi criada em 2016, tendo resultado de uma cisão dentro da GLLP, donde Paulo Cardoso (que, em tempos, chegou a ser vereador da Câmara Municipal da Guarda pelo PSD) saiu com um grupo de outros maçons.

Atualmente, a nova estrutura conta com 350 membros, revela Paulo Cardoso, explicando que a entrada ainda é feita, na maioria dos casos, por convite. “Somos rigorosos e fazemos um escrutínio aprofundado”, assegura, adiantando que, para entrar, são cobrados 700 euros, fora o que, todos os meses, se paga à loja a que o ‘irmão’ pertence – um valorpraticamente igual, na maioria das obediências.

Mais recente é a Grande Loja Soberana de Portugal, criada em 2018 por um grupo de maçons que se zangaram e saíram da obediência de Paulo Cardoso. São um grupo que gosta de praticar um ritual português com referências à História de Portugal e que tem como grão-mestre João Pestana Dias, um homem ligado ao mundo artístico – um dos seus ‘irmãos’, nesta obediência, é o cantor Fernando Pereira.

Também Pedro Rangel, diretor de uma sociedade corretora e que comandou nos últimos anos uma das obediências com maior crescimento, tem registado um aumento da procura. “Temos tido um crescimento exponencial”, nota Pedro Rangel, o maçon que lançou a Grande Loja Simbólica de Portugal. “Penso que cada vez há mais pessoas a aderir à maçonaria devido à falta de valores na nossa sociedade”, considera, adiantando que a adesão tem sido tanta que, neste momento, são mais de 450 membros.

Durante anos, foi Pedro Rangel – recentemente eleito para a direção de uma estrutura internacional, a Aliança Maçónica Europeia – quem ocupou o cargo de grão-mestre, mas entretanto passou essa pasta a Bruno Filipe, um empresário de 44 anos da área da Saúde. Esta maçonaria é mais elitista e, em algumas das suas lojas, praticam-se rituais mais longos, que chegam a durar horas. Além disso, alguns grupos fazem juramentos, recorrendo a sangue verdadeiro. Esta estrutura lançou também uma “via mista” – que aceita mulheres –, a que chamaram Grande Loja Simbólica da Lusitânia. Já tem 200 elementos, grande parte do sexo feminino.

É que não são apenas os homens a procurar estas organizações, em que se fazem rituais e se usam aventais. Há cada vez mais maçonas no País – um fenómeno visível pelo número de lojas que a Grande Loja Feminina de Portugal tem, neste momento, de Norte a Sul. Ao todo, são 22: 11 em Lisboa, duas no Porto, duas em Coimbra e uma na Figueira da Foz, em Évora, em Leiria, no Algarve, em Viseu, em Vila Real e em Angra do Heroísmo. Muitas surgiram nos últimos anos: desde 2016, abriram cinco lojas. Rogélia Neves é quem assume a liderança destas lojas, que aceitam apenas mulheres.

Muitos dos seus membros partilham também rituais com outra obediência, a Federação Portuguesa do Direito Humano, mas, aqui, dividem as lojas com homens. As mesmas reuniões mistas acontecem noutras obediências. É o caso da Grande Loja Nacional de Portugal, que tem sede em Braga euma área de influência no norte do País, sendo liderada por Álvaro Carva, um homem da banca. Também na Grande Loja Tradicional e no Grande Oriente Maçónico de Portugal, homens e mulheres misturam-se em sessões ritualistas.

A procura é tanta que há, até, grupos de maçons que se reúnem em Portugal mas pertencem a obediências estrangeiras. Um deles está ligado ao Grande Oriente Ibérico, tem sede na Corunha, mas alguns portugueses aderiram e fazem reuniões em Lisboa. Ao todo, são 200 membros na Península Ibérica. Há também lojas isoladas de portugueses que são dirigidas por estruturas espanholas e francesas. E no Algarve, a vinda de ingleses acabou por levar a que estes se juntassem e abrissem, nos últimos anos, várias lojas maçónicas no sul do País. “A par destas obediências, umas mais respeitadas do que outras, há lojas selvagens em todo o lado”, explica fonte da maçonaria, esclarecendo que estes são grupos de pessoas que se reúnem sem, no entanto, pertencerem a nenhuma estrutura nem cumprirem todas as regras maçónicas. Porém, quase todas praticam rituais, usam avental e reúnem-se em segredo.

CATARINA GUERREIRO

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Viva a segurança! Google Chrome vai alertar se as passwords forem roubadas


A Google tem apostado muito no que toca à segurança no seu browser. O Chrome tem cada vez mais funções de segurança, para proteger os seus utilizadores e os seus dados. Isso agrada aos utilizadores e dá-lhes uma proteção adicional.

A gigante das pesquisas vai agora dar mais um passo e o Chrome vai ter mais um alerta. Finalmente vai ser possível saber se as passwords dos utilizadores foram roubadas ou comprometidas.

Alertas do Chrome para passwords comprometidas

Têm sido muitas as novidades de segurança do Chrome. A Google tem ativamente criado estas novidades para proteger os utilizadores, tendo já dado passos muito importante. Tudo começou em fevereiro com uma extensão para o browser e evoluiu até chegar ao Google Accounts.

Agora tem mais uma novidade nesta área e quer já dar a segurança adicional que todos esperam. Assim, sempre que tentarem autenticar em qualquer site, o Chrome irá alertar se o username e a password estiverem comprometidos. Irá também aconselhar a mudança da password se esta tiver sido já usada.


A Google quer proteger os utilizadores deste browser

Para além disso, o Chrome irá também adicionar proteção em tempo real contra sites de phishing no Desktop. Esta já existia quando tentavam aceder a um site potencialmente perigoso, mas há mudanças. Construída com base no Safe Browsing, consegue ser 30% mais eficiente.

A Google trouxe também o alerta quando colocarem os dados da conta num site suspeito de phishing. Esta já existia antes, mas apenas quando o utilizador tinha a autenticação feita no Chrome. Agora todos podem usar esta funcionalidade, mesmo quando não têm a sua conta autenticada no browser.

A segurança é nativa para todos os utilizadores

Para finalizar as novidades, será mais simples entender se vai guardar dados de acesso num PC partilhado ou noutra conta Google. Será mostrada uma imagem da conta associada e assim será mais simples entender qual está a ser usada.

Todas estas novidades de segurança são importantes e vão chegar nas próximas semanas. A Google está apostada em garantir a segurança necessária para manter os utilizadores protegidos e longe dos problemas que a Internet traz.

Fonte: Pplware

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Como o Fisco vigia e controla a sua vida


Recolhe informação como nunca, investiu 100 milhões em tecnologia e paga 17 salários aos 11 mil trabalhadores. A revolução tecnológica no Fisco, crucial contra a fraude e a evasão, ainda vai no adro – e convive com a agressividade várias vezes excessiva da máquina e a morosidade da justiça fiscal.

O leitor já reparou como na sua declaração de IRS não tem de preencher quase nada – os rendimentos do trabalho já vêm preenchidos porque é o seu empregador que os comunica ao Fisco e as despesas paras as deduções também já estão preenchidas com a soma das faturas que declarou com NIF. Se no final do ano tiver mais de 50 mil euros numa conta bancária – o que inclui contas a prazo e à ordem, seguros de capitalização, etc. –o Fisco vai saber. E, com a troca de informação com outras administrações fiscais, também vai descobrir se tem uma conta não declarada no estrangeiro.

Nas lojas, sempre que faz um pagamento por cartão, o Fisco vai receber esse dado para controlar a faturação e o lucro do vendedor – tal como recebe, passado um mês ou logo em tempo real se o vendedor assim escolher, a fatura com o montante (a descrição das compras está tapada por um filtro aplicado pelo software do vendedor). O Fisco sabe em tempo real as mercadorias que estão a ser transportadas num dado momento e vai passar a controlar mais de perto a contabilidade das empresas no próximo ano – enfim, já percebeu a ideia.

A Autoridade Tributária portuguesa, que gastou mais de 100 milhões de euros com tecnologia nos últimos três anos, está no grupo de administrações fiscais que lidera a revolução tecnológica na cobrança de impostos. Esta revolução está ainda no adro, confirma o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Ela simplifica a nossa relação com o Fisco e melhora o combate à fraude e justiça fiscal – mas convive com uma cultura muitas vezes agressiva da Administração Tributária e com tribunais lentos, que fragilizam os direitos dos contribuintes.

A SÁBADO desta semana revela-lhe os pormenores sobre a revolução no Fisco, o que sabe sobre nós, as vantagens para a justiça – a fiscal e a criminal – e os riscos.

Fonte: Sábado

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Cidadãos chineses vão ter de se submeter a um scan facial para terem Internet e telefone


A China tem regras muito específicas quanto à tecnologia, Internet e controlo da população. Nesse sentido, a partir do próximo dia 1 de dezembro, todos os cidadãos chineses terão de se submeter a um scan facial para terem serviço de Internet e telefone no país.

Esta medida tem em vista reduzir as fraudes com cartões SIM e contrato de serviços, mas poderá igualmente ser usada para controlar ainda mais os cidadãos.

Atualmente, a China é um dos países mais populosos do mundo e conta com 854 milhões de utilizadores da Internet. Naturalmente, estes utilizadores recorrem a ISPs para se poderem conectar à rede. Contudo, a partir do dia 1 de dezembro, haverão novas regras para que possam subscrever estes serviços.

O governo chinês, através do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, ordenou às empresas que realizem um scan facial a todos os clientes de serviços de Internet e telefone.

O principal objetivo da medida passa por usar o reconhecimento facial como identificação e autenticação. Ou seja, garantindo que se trata mesmo de uma determinada pessoa, o governo chinês acredita que assim irá ‘salvaguardar os direitos e interesses legítimos dos cidadãos no ciberespaço’.

Depois de aplicada a nova regra, serão eliminados os números de telefone dos cartões que não forem associados ao rosto de um cidadão. O Ministério informa ainda, no comunicado, que irá investir na supervisão de modo a assegurar que tudo está a ser cumprido.

Para além dos resultados óbvios em reduzir as fraudes na subscrição de serviços com utilizadores fantasma, a China terá assim ainda mais controlo sobre os seus cidadãos.

Atualmente, em várias metrópoles chinesas, já é bastante comum encontrarem-se sistemas avançados de reconhecimento facial. Com esta nova lei, a base de dados obrigatoriamente será maior e mais precisa.

A China está na linha da frente em sistemas de reconhecimento facial

Fonte: Pplware

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Snowden escreveu ‘Vigilância Massiva, Registo Permanente’, o livro mais vendido do mundo


Edward Snowden é uma figura incontornável na luta contra as grandes entidades de vigilância digital. Nesse sentido, lançou o livro ‘Vigilância Massiva, Registo Permanente’ que é, atualmente, o livro mais vendido do mundo. Contudo, os EUA já estão contra a publicação deste livro.

O antigo colaborador da NSA tem tido uma agenda mediática bastante preenchida para divulgar o seu novo livro. Nesse processo, viu recusado o seu pedido de asilo na França.

Desde que Edward Snowden denunciou as práticas realizadas pela NSA, que têm sido vários os trabalhos para o dar a conhecer. Foram gravados filmes e documentários sobre si, vários artigos publicados e algumas entrevistas. Agora, o denunciate publicou um livro de memórias, ‘Permanent Record’.

O meu nome é Edward Snowden. Antes trabalhava para o governo, mas agora trabalho para o público.

Já disponível numa tradução para português, com o título ‘Vigilância Massiva, Registo Permanente’, Snowden afirma que este é de momento o livro mais vendido do mundo.
Contudo, a história não se fica por aqui. O livro relata sobretudo testemunhos na primeira pessoa do que viu e do que se passava na NSA. Para além disso, todo o processo de asilo político que sucedeu as denuncias foi igualmente abordado.

Entretanto, o livro de memórias já foi motivo para a instauração de um processo contra Edward Snowden. O Departamento de Justiça dos EUA está a colocar entraves à publicação do livro devido ao facto de este não ter sido previamente autorizado pela NSA e pela CIA. Segundo a lei norte-americana, este é um requerimento exigido a qualquer ex-funcionário destas agências de inteligência norte-americanas.

Pedido de asilo recusado pela França

Na sequência das várias aparições que Snowden tem feito para divulgar o seu livro, referiu à France Inter que gostava que a França lhe concedesse asilo político. Tal já tinha sido feito pelo denunciante em 2013, antes de rumar à Rússia.

Contudo, o país gaulês não parece estar disposto a mudar a sua postura. O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, afirmou que não foi recebido nenhum pedido formal de asilo político. Para além disso, caso tivesse sido recebido, o ministro não vê motivos para mudar a posição tomada em 2013 e aceitar, desta vez, Edward Snowden no seu país.


Fonte: Pplware

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

DARPA está urgentemente à procura de enorme complexo subterrâneo para realizar experiências


A Agência de Projetos de Investigação Avançada de Defesa (DARPA) está à procura de instalações subterrâneas para fazer experiências. A agência norte-americana delimitou um prazo de 48 horas para encontrar um espaço.

O exército americano lançou um aviso aos cidadãos a demonstrar o seu interesse em ocupar um complexo subterrâneo para realizar experiências. A DARPA divulgou o comunicado através do Twitter, esta quarta-feira, e impôs um prazo de dois dias para ser encontrado um local apropriado.

“Ambientes subterrâneos artificiais que abrangem vários quarteirões da cidade, com vários andares, incluindo átrios, túneis e escadas são ideais“, escreveu a DARPA no seu comunicado oficial.
“A DARPA está interessada em entender tecnologias inovadoras que possam permitir que soluções futuras mapeiem, naveguem e pesquisem rapidamente ambientes subterrâneos desconhecidos para localizar objetos de interesse. A agência não explicou o porquê de precisar de encontrar este espaço com tanto urgência.

Em declarações ao Gizmodo, a DARPA diz que pretende “analisar e aprimorar abordagens para melhorar a consciência situacional e tempos de resposta em cenários de emergência”. O porta-voz da agência diz que encontrar um espaço que preencha os requisitos pode ajudar seriamente a desenvolver estas tecnologias.

“Parece emocionante e sinistro ao mesmo tempo“, disse um utilizador da rede social em resposta ao tweet da agência. Em resposta, a DARPA disse: “até para nós“.
A DARPA é conhecida por ser a precursora da atual Internet, tendo criado a ARPANET durante os anos 60. Por outro lado, tem também alguns dos planos mais assustadores, como construir robôs conscientes usando cérebros de insetos, criar implantes cerebraispara restaurar memórias, planear construir arma a laser capaz de abater mísseis e desenvolver tecnologia para criar soldados-ciborgues.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Super-computador criou 8 milhões de universos virtuais (e apontou falhas ao nosso)


Uma equipa de astrónomos e cientistas da computação levou a cabo uma simulação computorizada que gerou mais de 8 milhões de universos virtuais, tentando esclarecer como se desenvolveu o nosso Universo.

A investigação, que levou um super-computador a operar mais de 400 horas, revelou que algumas das nossas ideias sobre a formação estelar podem estar parcialmente erradas. Em particular, o novo modelo permite reavaliar o papel da matéria escura na formação e evolução das galáxias e também no nascimento das estrelas.

“No computador, podemos criar muitos universos diferentes e compará-los com o real”, disse o astrónomo Peter Behroozi, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, citado em comunicado. “Isto permite-nos deduzir que leis nos levaram ao [Universo] que vemos”, esclarece na mesma nota de imprensa.

Acredita-se que as estrelas se formam quando um nó numa nova de gás colapsa sobre o seu próprio peso, iniciando assim o processo de acumulação estelar. Acredita-se também que este gás seja refrigerante, uma vez que quanto mais quente for o gás, mais difícil será a formação das estrelas.

Nas últimas décadas, os cientistas encontraram várias evidências para este pressuposto em estudos sobre buracos negros supermassivos que habitam, por norma, o centro das galáxias. Quando estes enormes corpos celestes estavam ativos, estes aqueceriam a matéria à sua volta, reduzindo a formação de estrelas mesmo que houvesse gás.

No entanto, nota a Russia Today, nem todas estas hipóteses foram confirmadas pelas simulações agora levadas a cabo pelos cientistas norte-americanos.

“À medida que recuamos mais cedo e mais cedo no Universo, esperamos que a matéria escura se torne mais densa e, portanto, o gás se torne cada vez mais quente”, explicou Behroozi. Contudo, este fenómeno seria prejudicial à formação estelar. Por isso, os cientistas acreditavam que muitas das galáxias do Universo inicial teriam parado de produzir estrelas há muito tempo.

Contudo, o modelo agora simulado sugere o exatamente o contrário: “galáxias de um determinado tamanho eram mais propensas a formar estrelas a uma taxa maior, ao contrário do esperado”.
Uma ideia mais clara dos “primeiros tempos”

Quando a equipa incluiu nas suas simulações um universo com estrelas sem brilho, os resultados do seu desenvolvimento foram bem diferentes do Universo real, tal como precisa o artigo científico publicado na edição de setembro da revista científica especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Neste cenário, as galáxis tinham uma cor diferente, muito mais vermelha do que esperado devido à falta de estrelas jovens de cor azul. Já nas simulações em que a formação estelar continuou, o universo virtual criado era muito semelhante ao Universo que conhecemos atualmente.

A formação de estrelas nas galáxias foi “muito mais eficiente nos primeiros tempos do que pensávamos”, admitiu a equipa. Tendo em conta estes resultados, Behroozi estima que a energia criada pelos buracos negros e estrelas que explodem não limitam assim tanto a formação continuada de estrelas.

Fonte: ZAP

Fotografia de 195 gigapixels mostra o rostos das pessoas andando nas ruas


O site chinês Big Pixel, famoso por postar fotos em resoluções altíssimas, disponibilizou uma foto em 360º da cidade de Xangai que possui nada menos que 195 gigapixels de resolução. Hoje, em média, os celulares possuem câmeras com 12 megapixels. Apenas 1 gigapixel equivale a 1000 megapixels.

A foto foi tirada de cima da Oriental Pearl Tower, o que nos dá uma visão panorâmica da cidade em todas direções. É possível dar zoom e observar pessoas nas ruas, carros, ônibus, em embarcações, etc. No exemplo abaixo, é possível ver o zoom da entrada de um prédio, e nela há um homem em pé mexendo no celular. É realmente incrível a riqueza de detalhes!


Para visualizar a fotografia, você deve acessar a página oficial clicando aqui. Com certeza, você e seus amigos gastarão um bom tempo explorando a imagem.

A foto de 195 gigapixels está famosa em todo o mundo. Caso o site esteja lento, deve ser por conta do número de acessos. Procure voltar num outro momento.

A tecnologia utilizada nessa foto gigantesca consiste em tirar várias fotos de uma cena, com resoluções menores, e juntá-las, dando um efeito como se a foto de 195 gigapixels tivesse sido tirada de apenas uma vez. Por isso, se você avistar pessoas duplicadas numa cena, é porque essas pessoas se locomoveram entre um clique e outro.

O pessoal do BGR fez um alerta para as formas como a tecnologia pode vir a ser utilizada. Você já pensou em estar na sua casa e uma pessoa, em outro bairro, saber quantas colheres de açúcar você pôs no seu café?

Fonte: Tecmundo

terça-feira, 27 de agosto de 2019

VÍDEO mostra suposto OVNI interceptando avião na Austrália


Conspiradores divulgam imagens de um suposto OVNI interceptando um avião na Austrália.

O vídeo, divulgado pelo canal Mavi777 no YouTube, gerou um grande debate na web, causando agitação pela suposta prova de que vida extraterrestre é uma realidade.

Segundo o canal, um disco voador estaria no céu em movimento paralelo a um avião comercial, sendo impossível identificar "a nave".

Diversos internautas afirmaram que extraterrestres estão mostrando que são reais e que estariam eminentemente se propagando no mundo todo, cita o portal IBTimes.

Anteriormente, o canal havia divulgado outro vídeo onde objectos surgiram no céu da cidade japonesa de Fukushima, logo acima da central nuclear.

Perante toda a agitação e insistência sobre a existência de seres extraterrestre, incluindo relatos dos membros da Marinha dos EUA, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou não acreditar na existência de objectos de outro mundo, mas que cada um pode pensar no que quiser.


Fonte: Sputnik News

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Algo "enorme" aconteceu e bloqueou nosso Sol


Em 19 de agosto, um estranho evento ocorreu no espaço, quando o sol pareceu ficar quase bloqueado por "algo" inexplicável. Vamos observar no vídeo abaixo.

As imagens que realmente impressionam ao mesmo tempo são desconcertantes, foram captadas por vários satélites da NASA que monitorizam o sol, e "Era Dimensional" as enviou para sua página no Facebook no momento que as obteve.

O estranho evento deixou todos que puderam visualizar a anomalia desconcertados, e da Revista Ufo-Spain ainda temos várias hipóteses sobre a mesa, já que as imagens são muito perturbadoras.

É possível que a anomalia se deva a um eclipse solar? Para entrar em segundo plano, devemos lembrar que um eclipse solar ocorre quando a lua fica entre a Terra e o Sol, e a Lua lança uma sombra sobre a Terra.

Além disso, um eclipse solar só pode ocorrer na fase da Lua Nova, quando a lua passa directamente entre o Sol e a Terra e suas sombras caem na superfície do nosso planeta.

Mas nesta ocasião deve ser mencionado que não foi a passagem da Lua na frente do Sol, desde o último eclipse solar ocorreu em 2 de julho de 2019 e o próximo eclipse solar ocorrerá em 26 de dezembro deste 2019.

O Observatório Solar Nacional Mauna Loa, nos EUA, também conseguiu registar algo estranho na tarde de 19 de agosto de 2019, quando a imagem do sol começou a falhar, na qual uma estranha estrutura de favo de mel se tornou visível.


Todos nós já ouvimos falar de uma estrela de meia-idade chamada KIC 8462852, a cerca de 1.480 anos-luz da Terra, o que sugere que algum tipo de estrutura de matéria complexa está cercando a estrela.

Existe uma possibilidade real de que um “enxame de mega estruturas” construídas por uma civilização alienígena avançada para colher energia daquela estrela.

Embora neste caso não exista um enxame de estrutura em nossa estrela, já que podemos ver que o sol está livre de constantes obstruções que não nos permitia ver nossa estrela na sua totalidade.

É muito possível que tenhamos a possibilidade racional de que, no momento em que as imagens foram tiradas, um grande objecto passou entre os satélites e o sol.

E isso pode ser mais viável porque a aparência não era constante, e embora a imagem parecida com um painel se pareça com uma lente fracturada, é mais como o resultado de um distúrbio causado por algo acontecendo entre a lente e o sol.

É possível que tenha sido um asteróide? Talvez tenha sido uma nave extraterrestre que tanto falamos em Ufo-Spain junto com nosso parceiro Snakedos, daqueles que se abastecem das estrelas. 


Fonte: Ufo Spain
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