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domingo, 19 de maio de 2019

Farol da Ponta do Albernaz – Ilha das Flores


O Farol da Ponta do Albernaz, também chamado de Farol da Ponta do Albernez, está localizado na freguesia de Ponta Delgada, no concelho de Santa Cruz das Flores, na Ilha das Flores.

Este é o farol mais ocidental do arquipélago dos Açores e também da Europa. Foi inaugurado em 1925, possui 15 metros de altura, tem a torre cilíndrica em alvenaria pintado de branco e lanterna vermelha. O seu alcance luminoso chega a 41 quilómetros de distância.

História do Farol da Ponta do Albernaz

O Farol da Ponta do Albernaz foi construído no extremo noroeste da Ilha das Flores, sobre uma alta falésia e de maneira a que ficasse de frente de onde vinha a maior parte do tráfego marítimo das suas águas.

Inicialmente foi projectado no âmbito do Plano Geral de Alumiamento e Balizagem para a vizinha Ponta Delgada, mas em 1902 este plano foi rejeitado e assim proposto a adaptação do antigo farol de acordo com as novas tecnologias.

O novo farol foi então determinado a ser instalado na Ponta do Albarnaz, cerca de 3 quilómetros do povoado. A posição era estratégica, numa elevada falésia à costa oeste, permitindo, assim, que o sinal pudesse ser avistado desde o litoral da Ilha do Corvo e em toda costa noroeste da Ilha das Flores.

A decisão da construção do farol não foi pacífica, e em 1922 foi feito um acordo amigável para a implantação do farol na Ponta do Albernaz. Foi então iniciada a construção do farol e dos seus acessos, pois não existia acesso à freguesia de Ponta Delgada e nem à Ponta do Albernaz. O farol deu início as suas actividades em janeiro de 1925. Em 2005 era até então o único farol de Portugal que não estava ligado à rede eléctrica.


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sexta-feira, 17 de maio de 2019

O glaciar Vavilov movia-se 20 metros por ano. Agora, move-se 20 por dia


A dramática morte de um glaciar no norte da Rússia pode estar prestes a acontecer. Entre 1958 e 2013, as imagens de satélite do Landsat mostraram que a calota de gelo Vavilov estava a flutuar muito lentamente num ritmo aparentemente estável.

Depois, em 2013, os cientistas começaram a notar que o glaciar estava a escorrer dezenas de vezes mais rápido do que o normal. De acordo com o blog do Observatório da Terra da NASA, a calota de gelo está a deslizar tanto como o tamanho de um vagão de um comboio.

Esta perda de gelo é especialmente incomum porque a calota de gelo Vavilov é um glaciar de base fria num “deserto” polar com muito pouca precipitação. Isso significa que deve ser relativamente imune às pressões que sobrecarregam outras calotas, como o derretimento da parte inferior pelo aquecimento da água do mar, pois a base por baixo do glaciar está congelada.

Mudar de tamanho e forma é normal. No entanto, o que os investigadores estão a ver é sem precedentes. Se a camada de gelo estiver a mudar nesse ritmo, os cientistas suspeitam que a água tenha subido sob a parte terrestre da calota, fazendo com que se torne mais suscetível ao aquecimento global das temperaturas.

“O facto de que uma calota de gelo aparentemente estável no frio ter passado de 20 metros por ano para 20 metros por dia é extremamente incomum, talvez sem precedentes”, disse Michael Willis, um glaciologista da Universidade do Colorado em Boulder ao Observatório da Terra da NASA. “Os números aqui são simplesmente malucos. Antes disso, até onde sabia, glaciares gelados não faziam isso, não podiam fazer isso.”


A calota de gelo Vavilov foi o tema de um estudo realizado por Willis e uma equipa de investigadores do Colorado Boulder no ano passado, que destacou ainda mais a escala do fim da calota.

Nas três décadas anteriores a 2013, a calota de gelo Vavilov derreteu um total de poucos metros. Entre 2015 e 2016, a calota polar afinou cerca de 100 metros, cerca de 0,3 metros por dia, criando um volume suficiente para cobrir Manhattan com cerca de 75 metros de água.

A situação do Vavilov realça que as calotes frias noutras regiões polares, especialmente aquelas ao longo da Antártida e da Gronelândia, poderiam ser mais vulneráveis ​​às mudanças climáticas do que os modelos climáticos previam anteriormente.

“Este evento obriga a repensar o funcionamento das geleiras a frio”, acrescentou Willis. “Pode ser que possam responder mais rapidamente ao aquecimento do clima ou às mudanças nas suas bases do que pensávamos.”


Fonte: ZAP

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Moeda descoberta sugere que portugueses chegaram à Austrália antes dos britânicos


Através de estudos de uma moeda de cobre encontrada numa praia da Austrália, cientistas concluíram que marinheiros portugueses podem ter chegado à Oceania 250 anos antes do capitão James Cook.

A teoria está sendo examinada por cientistas australianos à medida que tentam traçar as origens da moeda africana Kilwa (originária de onde hoje está a Tanzânia), que foi encontrada no litoral da Austrália no ano passado, informa The Guardian.

Mas a forma como a moeda, que remota há quase mil anos, foi parar nas ilhas Wessel, no litoral norte da Austrália, ainda não está clara. Uma explicação possível é que os portugueses, que tinham invadido Kilwa em 1505, deixaram a moeda para trás nas suas viagens pelo sudeste asiático.

Os marinheiros portugueses, que estavam em Timor-Leste por volta de 1515, poderiam potencialmente ter chegado ao continente australiano, sugerindo que eles provavelmente foram os primeiros europeus a pisar na Austrália.

A cronologia também sugere que os portugueses estavam lá cerca de 250 anos antes do capitão britânico James Cook fazer uma reivindicação britânica ao continente.

"Os portugueses estiveram em Timor entre 1514 e 1515 - pensar que eles não foram mais três dias para o leste com o vento das monções é absurdo […] Nós pesamos e medimos [a moeda], e é praticamente igualzinha a uma moeda de Kilwa. E se for, bem, isso poderia mudar tudo", disse o arqueólogo Mike Hermes.
A moeda que pode alterar a história da Austrália

Hermes afirma que as ilhas Wessel foi o único lugar onde a moeda foi encontrada fora de Kilwa e da península Arábica.

As especulações indicam que Portugal tenha sido a primeira potência europeia a chegar à Austrália, sugerindo que os comerciantes de Kilwa poderiam ter trazido as moedas da própria África, ou ter naufragado enquanto tentavam fazer isso.

Para desvendar o enigma, pesquisadores australianos estão examinando essa nova moeda e indicaram que uma rota marítima de Kilwa na África Oriental para Omã e depois para a Índia, Malásia e Indonésia foi bem estabelecida em 1500.

Em 1504, o navegador francês Binot Paulmier de Gonneville afirmou ter estado no "leste do Cabo da Boa Esperança", depois de ter saído de rota. No entanto, o lugar que ele chegou, que alguns acreditavam ser a Austrália, já provou ser o Brasil.

Os contactos iniciais europeus com a Austrália há muito que estão envoltos em mistério, sendo que o primeiro desembarque conhecido foi feito em 1606 pelo navegador holandês Willem Janszoon.

Já o capitão James Cook chegou à baía de Botânica de Sydney em 1770 e fez uma reivindicação britânica ao continente.

Fonte: Sputnik News

Há um peixe que se adapta a níveis letais de poluição da água


O killifish do Golfo (Fundulus grandis) estava condenado à extinção devido à poluição causada pela atividade humana, mas foi capaz de desenvolver a capacidade de permanecer nas águas contaminadas.

Os níveis letais de poluição do seu território colocaram a sobrevivência do killifish do Golfo (Fundulus grandis) sob ameaça. Mas há alguns males que vêm por bem: a população de peixes evoluiu de forma a conseguir permanecer nas águas sujas do Houston Ship Channel, no Texas, graças aos genes que adquiriu do seu parente, o killifish do Atlântico. Uma história feliz de adaptação e hibridação.

O killifish do Golfo mede apenas 18 centímetros, mas é um dos maiores peixes da sua espécie. Este peixe pode ser encontrado em estuários costeiros ao longo do norte do Golfo do México e da costa do Atlântico, onde serve de refeição favorita a trutas ou linguados.

Podemos também encontrá-lo no Houston Ship Channel, nas águas que permanecem altamente poluídas há mais de seis décadas, devido à atividade industrial da região. Neste habitat, o killifish do Golfo serve como uma espécie de intermediário, uma vez que fornece a rota para a poluição entrar na cadeia alimentar humana.

Uma equipa de cientistas da Baylor University, no Texas, quis descobrir como é que esta espécie se adapta à mudança ambiental rápida e extrema que se tem verificado ao longo do tempo.

Para isso, os cientistas examinaram o killifish do Golfo de 12 locais diferentes do Houston Ship Channel e de Galveston Bay (outro estuário também localizado no Texas), e cultivaram a mesma espécie nas instalações de aquicultura da universidade para testarem a sua resistência e tolerância à poluição.

Para isso, explica o IFL Science, os embriões de cada população foram expostos a poluentes-modelo que imitam os produtos químicos encontrados no Houston Ship Channel.

A equipa descobriu que os espécimes recolhidos dos estuários apresentavam os níveis mais altos de resistência à poluição e, ao sequenciar os genomas, descobriram que aqueles que melhor se adaptavam a este ambiente poluído apresentavam uma grande quantidade de variedade genética.

Elias Oziolor, um dos autores do estudo, esclareceu em comunicado que os “imensos tamanhos populacionais de killifish do Golfo permitem que esta espécie retenha a grande quantidade de variação genética. Mas “sob a pressão radical da poluição, a solução final não foi a sua própria variação genética, mas a variação que tiveram a sorte de capturar das suas espécies irmãs, o killifish do Atlântico, através da hibridação.”

Contudo, apesar de ser animador ver que a adaptação a ambientes em mudança ocorre a uma velocidade tão rápida, os cientistas alertam para o facto de esta não ser uma solução que resolve o imenso problema da degradação ambiental causada pelo Homem. O artigo científico foi recentemente publicado na Science.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Fragata portuguesa no mais exigente teste naval do mundo


Exercício de cinco semanas em Inglaterra envolve cenários operacionais muito exigentes para certificar capacidade de combate naval.

Defesa contra ataques terroristas é um dos cenários de grande complexidade que vão testar, a partir desta quinta-feira, as capacidades da fragata portuguesa D. Francisco de Almeida e da sua guarnição nos mares de Inglaterra.

O chamado Treino Operacional Naval (OST, sigla em inglês) é organizado anualmente pela "mais exigente escola de fragatas do mundo" - onde um navio português, então comandante pelo agora chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Mendes Calado, foi até agora o único a alcançar a classificação de Bom, lembrou ao DN o porta-voz do ramo, comandante Pereira da Fonseca.

Este exercício de aprontamento reúne as principais marinhas de guerra, nomeadamente europeias, e visa levar ao limite a capacidade combatente dos navios e das respetivas guarnições face aos mais exigentes cenários de emprego operacional.

A guarnição da D. Francisco de Almeida, que fará escala em Londres para os militares poderem votar antecipadamente nas eleições europeias, completará depois o seu ciclo de aprontamento para integrar a força naval permanente da NATO a partir de 01 de agosto e durante três meses, adiantou Pereira da Fonseca.

"Muito satisfatório" tem sido a nota máxima que a generalidade das fragatas consegue obter junto dos avaliadores da Marinha inglesa e as dá como preparadas para participar nas mais duras operações navais de combate.

Fonte: DN

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Historiador da Grécia Antiga “previu” guerra inevitável entre EUA e China


Não há muito tempo, a ascensão da China era vista como essencialmente benigna. Uma economia em crescimento, pensava-se, andaria de mãos dadas com um sistema político mais liberal. A China a tornar-se uma potência global responsável.

Mas hoje, a China é cada vez mais vista como uma ameaça. De facto, muitos temem que a rivalidade entre China e Estados Unidos possa até levar a um conflito com ramificações globais. Estarão os dois países num caminho inevitável para a guerra?

Um novo conceito proposto nos Estados Unidos, que remete à Grécia Antiga e ao trabalho de Tucídides, o historiador da Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta, pode ajudar a responder a esta questão.

O cientista político Graham Allison, professor do Centro Belfer da Universidade de Harvard, é um dos principais estudiosos das relações internacionais americanas. O seu livro, “Destined For War: Can America and China Avoid Thucydides Trap?”, tornou-se leitura obrigatória para muitos políticos, académicos e jornalistas.

A armadilha de Tucídides, diz Allison, é a dinâmica perigosa que ocorre quando um poder em ascensão ameaça a posição de um poder já estabelecido — no passado, Atenas, e hoje, os Estados Unidos.

No antigo mundo grego, foi Atenas que ameaçou Esparta. No fim do século XIX e começo do século XX, a Alemanha desafiou a Grã-Bretanha. Hoje, uma China em ascensão está potencialmente a desafiar os Estados Unidos.

Ao analisar 500 anos de história, Allison identificou 16 exemplos de potências emergentes que confrontaram um poder estabelecido: em 12 dos casos, isso levou a guerra. A rivalidade entre Washington e Pequim é, segundo o especialista, “a característica que define as relações internacionais atuais e no futuro próximo”.

Tucídides e Heródoto à porta do parlamento austríaco

A crescente ambição da China de Xi Jinping

Um confronto nesta região poderia ser suficiente para levar estas duas grandes potências a guerra. Não menos importante é o facto de a China estar à procura de construir a maior armada naval do mundo.

“Isto não é apenas impressionante nos tempos atuais”, diz Andrew Erickson, professor de estratégia da Faculdade de Guerra Naval dos Estados Unidos e um dos principais especialistas em Marinha chinesa. “Isto é impressionante em termos históricos“.

A qualidade dos equipamentos da China também está a melhorar significativamente, com navios de guerra maiores e mais sofisticados, cujas capacidades, em muitos aspetos, estão a aproximar-se de embarcações ocidentais.

Elizabeth Economy, diretora de Estudos Asiáticos no Conselho de Relações Internacionais, um centro de investigação baseado nos Estados Unidos, diz que Xi Jinping tem sido um líder transformador com “uma visão muito mais expansiva e ambiciosasobre o lugar da China no cenário global”.

A especialista argumenta que o elemento mais subestimado da ambição do presidente chinês é “o seu esforço para reformular as normas e instituições do cenário global de um modo que reflita mais de perto os valores e prioridades chinesas”.

Os Estados Unidos também estão a rever sua posição. Washington classificou a China, juntamente com a Rússia, como uma “potência revisionista“, ao dizer que ambos querem “redefinir o mundo de acordo com o seu modelo autoritário”.

Uma segunda Guerra Fria?

Ainda que haja um ânimo diferente em Washington, ainda estão a ser dados os primeiros passos no estabelecimento de uma nova estratégia para lidar com Pequim.

Alguns falam da possibilidade de uma segunda Guerra Fria, desta vez entre os Estados Unidos e a China. No entanto, ao contrário da Guerra Fria do século XX, entre americanos e soviéticos, as economias americana e chinesa estão profundamente interligadas. Isso dá à rivalidade uma nova dimensão: uma batalha pelo domínio tecnológico.

A gigante de telecomunicações chinesa Huawei está no centro desta turbulência. Os Estados Unidos não estão a permitir que a tecnologia da empresa seja usada em futuras redes de comunicação e estão a pressionar aliados para impor uma proibição semelhante.

Além de restringir a compra de produtos da Huawei, os Estados Unidos também estão a processar criminalmente a empresa e a sua diretora financeira, Meng Wanzhou, filha do fundador da Huawei, Ren Zhengfei, que foi presa no Canadá em dezembro, a pedido das autoridades americanas.

A rivalidade entre a China e os Estados Unidos é real e não vai a lado nenhum. Os dois países estão numa encruzilhada estratégica. Ou encontram forma de acomodar os interesses um do outro ou vão ter um relacionamento muito mais conflituoso.

Isso traz de volta a questão da armadilha de Tucídides. No entanto, Allison enfatiza que nada está gravado em pedra. A guerra entre Estados Unidos e China não é inevitável. No seu livro diz que se trata de diplomacia e não de destino.

Fonte: ZAP 

terça-feira, 30 de abril de 2019

Baleia encontrada nas águas da Noruega é uma arma da Rússia? Há razões para acreditar que sim


Não se sabe se a baleia encontrada em águas norueguesas com um arnês onde daria para colocar uma arma ou uma câmara estava a ser utilizada pela Rússia para espionagem mas há razões para acreditar que sim. E há também um “padrão”, um histórico. É que ao longo do tempo os EUA “reduziram o número de mamíferos marinhos utilizados em exercícios militares”, mas a Rússia aparentemente não

É provável que a baleia-branca, ou beluga (é o nome científico), encontrada em águas próximas da aldeia piscatória norueguesa de Inga tenha vindo da Rússia e que faça parte de um programa russo de treino de mamíferos marinhos — daí o arnês que levava acoplado ao dorso, que daria para colocar uma câmara ou uma arma, e que até pode muito bem ter sido ali colocado pela marinha do país — mas não é claro que houvesse a intenção de espiar, como sugeriram vários especialistas noruegueses quando confrontados com o aparecimento recente do animal. A distinção é importante. “Muitos destes animais são utilizados em programas de investigação que podem ter fins militares mas não quer dizer que tenham características bélicas”, diz ao Expresso Élio Vicente, biólogo marinho especializado em cetáceos.

Para Felipe Pathé Duarte, especialista em relações internacionais e professor no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, pode ter havido uma clara intenção de “vigiar”, tendo Moscovo várias razões para isso. “Há um interesse geoestratégico de controlo daquele tipo de águas territoriais e de reaproximação ao Ártico”, sublinha ao Expresso, contextualizando de seguida o assunto. “Com as alterações climáticas e o descongelamento das águas, começaram a surgir novas rotas e o acesso a matéria-prima, particularmente os hidrocarbonetos, tornou-se mais fácil”.

Por outro lado, diz, tem sido feita por parte da Rússia uma “grande pressão” quer na região do Báltico, quer da Escandinávia que já levou à “implementação de medidas de carácter securitário” por parte dos países ali localizados — a Suécia já ponderou, aliás, voltar a tornar o serviço militar obrigatório por causa disso, esclarece. “Não sabemos se esta baleia em específico estava a ser usada para espionagem, mas este enquadramento leva-nos a concluir que a situação é verossímil”.

A desfavor da Rússia joga ainda o seu “padrão”, ou histórico, não sendo inédito nem raro que mamíferos marinhos são utilizados para fins militares, quer por parte de Moscovo, quer dos EUA. Na década de 1980, a União Soviética desenvolveu um programa de treino de golfinhos para deteção de armas submersas, lembra ainda Felipe Pathé Duarte.

UTILIZAÇÃO DE MAMÍFEROS MARINHOS COM FINS MILITARES REMONTA AOS ANOS 1960

Élio Vicente, o biólogo marinho, recua ainda mais no tempo e explica que o uso de golfinhos, mas também de leões-marinhos, orcas e tubarões para fins militares remonta aos anos 1960, quando se percebeu que estes mamíferos marinhos tinham “capacidades extraordinárias de adaptação ao meio aquático” e, por um isso, “um grande potencial”. No caso dos golfinhos e das belugas, percebeu-se que estes dispunham daquilo que os cientistas designam por sonar biológico e que permite detetar profundidades, distâncias, se há outros animais, que animais são esses e qual o seu tamanho. “Quando os norte-americanos fizeram essa ligação, chegaram à conclusão de que podiam treinar estes animais para fazer todo um conjunto de trabalhos de natureza militar”, explica o biólogo.

A partir daí, esses mamíferos começaram a ser utilizados para “recolha de objetos, de natureza militar ou outra, proteção de embarcações e de mergulhadores e para fazer patrulhamento de baías onde estavam navios norte-americanos contra uma eventual intrusão de outros navios ou mergulhadores”. “Bastante comum” tornou-se também a utilização de leões-marinhos, “que têm uma visão e audição subaquáticas extraordinárias, para deslocações a estações subaquáticas, em alguns casos com 40 ou 50 metros de profundidade, onde entregavam objetos a mergulhadores e levavam outros até à superfície”. “Isto foi-se alargando a várias dinâmicas e a vários conflitos militares, nomeadamente a Guerra do Golfo”, lembra o biólogo.

EUA “REDUZIU O NÚMERO DE MAMÍFEROS MARINHOS UTILIZADOS EM EXERCÍCIOS MILITARES”, A RÚSSIA APARENTEMENTE NÃO

Élio Vicente, que chegou a trabalhar com outros biólogos envolvidos neste tipo de programas norte-americanos e a visitar a base naval de San Diego (Califórnia), a maior base da marinha norte-americana na costa oeste do país, diz que os EUA já não usam baleias beluga em exercícios militares e que, portanto, “o mais provável” é que esta que foi encontrada na Noruega tenha vindo da Rússia. “Os EUA reduziram o número de mamíferos marinhos utilizados nestes exercícios e agora só utilizam golfinhos roaz e leões-marinhos californianos.”

Já Moscovo garantiu ter terminado o seu programa de treino de mamíferos para fins militares depois do desmantelamento da URSS, mas foi denunciado recentemente o desenvolvimento de outro programa do género. Uma reportagem da rede televisiva estatal Zvezda de 2017 revelava que a Marinha russa tinha começado novamente a treinar baleias da espécie beluga, e também leões-marinhos e golfinhos, para atividades militares. Nos últimos três anos, o Governo russo reabriu três antigas bases militares soviéticas ao longo da sua zona costeira no Ártico. As mais recentes investigações e programas de treino terão sido desenvolvidos pelo instituto de biologia marinha de Murmansk, no norte da Rússia, que treinou baleias beluga para ajudar mergulhadores a transportar material, “guardar as entradas das bases navais” e, “se necessário, matar quaisquer estranhos que tentassem entrar no território”, segundo a reportagem.

O arnês que a baleia encontrada trazia no dorso tinha a indicação de tratar-se de material produzido na Rússia — “equipamento de São Petersburgo” era a referência exata — e, segundo vários investigadores noruegueses, daria para colocar uma câmara ou arnês. “Se esta baleia veio da Rússia — e há grandes razões para acreditar que sim — não foram cientistas russos que a treinaram, mas sim as forças armadas do país”, afirmou Martin Biuw, investigador norueguês em declarações ao jornal britânico “The Guardian”. Um outro especialista, Audun Rikardsen, disse ter contactado investigadores russos que lhe disseram não ter nada a ver com a baleia encontrada, o que, na sua opinião, reforça a tese de esta ter sido treinada pela Marinha russa.

A descoberta foi feita por pescadores da vila norueguesa de Inga, segundo os quais a baleia teve um “comportamento invulgar” quando se aproximou dos barcos, tendo tentado puxar as cordas colocadas na lateral destas embarcações. Élio Vicente clarifica: “estes animais estão mais do que habituadas a estar perto de embarcações e de humanos, não têm medo, portanto esta beluga estaria provavelmente apenas a brincar”.

Fonte: Expresso

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Marinha desclassifica milhares de documentos da Guerra Colonial


Mais de um quilómetro de documentos foram desclassificados e estão agora acessíveis ao público que pode consultar testemunhos das operações militares na Guerra Colonial ou relativos à saída de Timor Leste, revelou a Marinha Portuguesa.

“Operações militares nas antigas colónias, ações de combate e planeamento assim como correspondência trocada entre unidades militares, relatórios de comandantes e interação entre as ex-colónias e a metrópole da altura” são alguns dos tipos de documentos que a Comissão de Desclassificação de Documentos decidiu tornar públicos, contou à Lusa o tenente Mário Dias, da Marinha Portuguesa.

Nos dois últimos anos, a Comissão de Desclassificação de Documentos (CDD) analisou “milhões de documentos”, na sua maioria relacionados com a Guerra Colonial, com ocupariam 1,3 quilómetros de extensão, explicou.

Foram quase todos desclassificados e estão agora acessíveis ao público na Biblioteca Central de Marinha - Arquivo Histórico, situado no edifício da Cordoaria Nacional, em Lisboa.

São “documentos classificados já com algumas décadas que são interessantes tanto para a história nacional como para muitos processos de investigação que decorrem em todo o país”, afirmou o tenente Mário Dias, lembrando os milhares de documentos e informações que foram trocados durante a Guerra Colonial e que deixaram de ser secretos.

A saída de Portugal de Timor Leste ou os combates na India em 1961 - durante a invasão do Estado Português da Índia pelas forças militares da União Indiana -- são outros dos acontecimentos históricos que também se podem agora tornar mais claros, já que os documentos da Marinha foram desclassificados.

A maioria dos documentos analisados diz respeito a acontecimentos entre os finais da década de 50 até à década de 90 do século passado, sendo essenciais para ajudar “a contextualizar todas as últimas décadas da história nacional”, explicou o tenente Mário Dias.

Também existem testemunhos anteriores a 1950, mas são numa percentagem mais insignificante, assim como são “uma percentagem mínima” os documentos que continuam secretos.

À Lusa, o tenente explicou que a CDD mantem classificados os documentos quando existe “superior interesse do Estado e dos cidadãos”: “Se houver informação que possa perigar o interesse do Estado ou que haja cidadãos nacionais ali referenciados de uma forma ou de outra, a comissão analisa e manter classificado”.

A Comissão de Desclassificação de Documentos começou a trabalhar em fevereiro de 2017 mas ainda tem muito trabalho pela frente.

Ainda há cerca de “dez mil metros lineares de documentação no arquivo histórico e outros 10 mil metros lineares no arquivo intermédio da Marinha Portuguesa” para analisar, contou o Tenente Mário Dias.

Fonte: DNoticias

terça-feira, 23 de abril de 2019

Navio afundado na 2ª Guerra Mundial foi encontrado


O SS Iron Crown, um navio de carga que foi torpedeado pelos japoneses em 1942, foi localizado a 700 metros de profundidade.

Os destroços de um navio australiano afundado há 77 anos por um submarino japonês, em plena Segunda Guerra Mundial, foram agora encontrados. Arqueólogos marinhos localizaram o SS Iron Crown, um navio de carga que foi torpedeado em 1942, a 700 metros de profundidade. "Um acontecimento de importância nacional", destacam os especialistas.

O SS Iron Crown transportava minério de ferro para a Nova Gales do Sul quando foi atingido por um torpedo japonês no estreito de Bass, ao largo do Estado de Vitória. Bastou apenas um minuto para que se afundasse no Índico, arrastando consigo 38 pessoas. Apenas cinco tripulantes foram resgatados com vida.

Os investigadores recorreram a sonares para localizar o navio de cerca de cem metros, que foi encontrado na vertical e "relativamente intacto". "Está num bom estado de conservação", informa um dos arqueólogos que participou na descoberta, embora Peter Harvey tenha "quase a certeza que a popa do navio, onde foi atingido pelo torpedo, deva estar destruída".


Para o especialista, que faz parte da agência encarregue da preservação do património histórico de Vitória, "encontrar o local onde repousam os destroços do navio vai trazer tranquilidade aos familiares daqueles que ali morreram".

A esmagadora maioria dos tripulantes do SS Iron Crown morreu depois de o navio ter sido atingido pelo torpedo japonês. As vítimas ficaram presas dentro do barco ou foram sugadas para o fundo depois do rápido afundamento. O último dos cinco sobreviventes do ataque, Peter Harvey, morreu em 2012 e recordava esse dia de 1942 como "um dos mais tristes" da sua vida.

Entre junho de 1942 e junho de 1943, 13 submarinos da marinha japonesa operaram nas águas da costa este da Austrália, sendo responsáveis por 22 afundamentos de navios aliados. Ataques dos quais resultaram cerca de 200 mortos.

Fonte: DN

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Muco que cobre peixes pode ser fonte de novos antibióticos contra bactérias multirresistentes




O muco que torna os peixes escorregadios pode ser fonte de novos antibióticos eficazes contra bactérias multirresistentes, como a Staphylococcus aureus, que provoca infeções graves, defendem investigadores.

A substância viscosa protege os peixes de bactérias, fungos e vírus presentes na água aprisionando os micro-organismos antes que estes consigam penetrar nos tecidos dos peixes e, de acordo com o estudo, que será apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Química, tem também uma composição rica em polissacarídeos (hidratos de carbono que integram estruturas orgânicas) e peptídeos (biomoléculas que agregam aminoácidos) com propriedades antibacterianas conhecidas.

Uma equipa de investigadores das universidades de Oregon e da Califórnia, nos Estados Unidos, liderada por Sandra Loesgen isolou em amostras de muco de peixes, retiradas tanto de espécies de águas profundas como de águas costeiras, 47 estirpes diferentes de bactérias, das quais cinco revelaram propriedades inibidoras da Staphylococcus aureus, responsável por muitas infeções hospitalares, e três manifestaram-se como inibidoras do fungo Candida albicans, que provoca doenças como a candidíase.

Sandra Loesgen, citada num comunicado da Sociedade Americana de Química, adianta que uma bactéria encontrada no muco de uma espécie da família dos pargos revelou atividade contra células cancerígenas do cólon e sublinha o potencial, ainda pouco estudado, dos micro-organismos e substâncias naturalmente presentes nos animais marinhos face às descobertas que têm vindo a ser feitas sobre a importância das bactérias benéficas e protetoras presentes no organismo humano, especialmente no microbioma gastrointestinal.

No trabalho, os investigadores estudaram o muco de peixes jovens, capturados na costa do sul da Califórnia, por terem o sistema imunitário menos desenvolvidos que o dos adultos e por estarem revestidos por uma camada mais espessa da substância.

A equipa de investigadores centrou a pesquisa na busca de substâncias ativas que poderão ser fonte de novos antibióticos para combater patologias humanas, mas, indicou Sandra Loesgen, está também a estudar outras aplicações para as descobertas, como por exemplo na redução do uso de antibióticos genéricos na indústria da aquacultura e na criação de substâncias ativas especificamente dirigidas aos agentes patogénicos associados a espécies especificas de peixes.

Os investigadores ressalvam, no entanto, que há ainda um vasto trabalho de base a ser feito, como por exemplo a identificação das bactérias e compostos orgânicos que fazem naturalmente parte da camada protetora dos peixes e aqueles que poderão fazer parte do meio ambiente e estarem presentes nos peixes mas sem fazerem parte de um mecanismo natural de defesa.

Fonte: ZAP

sábado, 23 de março de 2019

Encontrado porta-aviões dos Estados Unidos afundado em 1942


Porta-aviões norte-americano Wasp está localizado a 14 mil pés (cerca de 4270 metros) de profundidade no Mar de Coral, a nordeste da Austrália

O porta-aviões norte-americano Wasp, afundado numa batalha da Segunda Guerra Mundial em 1942, foi encontrado a cerca de 14 mil pés (4270 metros) de profundidade no Mar de Coral, a nordeste da Austrália.

Pela primeira vez em 76 anos, o navio foi visto a 14 de janeiro de 2019 por uma equipa de investigadores da The Research Vessel Petrel constituída por exploradores, historiadores, mergulhadores e pilotos submersíveis, a bordo de uma embarcação chamada Petrel, originalmente construída para a manutenção de campos de petróleo.

O grupo de investigadores vem procurando destroços de navios de guerra norte-americanos como o Wasp desde 2017, por ordem de Paul Allen, cofundador da Microsoft que morreu em outubro e que queria encontrar esses navios como forma de homenagear o serviço militar do seu pai na Segunda Guerra Mundial.

O porta-aviões foi afundado a 15 de setembro de 1942, 500 quilómetros a sudeste de Guadalcanal, atingido por dois ou três torpedos de um submarino japonês.


Fonte: DN

terça-feira, 19 de março de 2019

Guinness certifica o astrolábio mais antigo do mundo e é português


Astrolábio da linha 'Sodré' terá sido fabricado entre 1496 e 1501 e terá afundado com a nau Esmeralda, em 1503. É uma peça rara, existindo apenas 104 exemplares.

OGuinness World Records certificou, “de forma independente”, o astrolábio mais antigo do mundo e é português. Trata-se do artefacto recuperado dos destroços de uma nau da armada portuguesa, junto à costa de Omã, no fundo do Mar Arábico.

O astrolábio terá servido a sua função de orientação durante a segunda viagem de Vasco da Gama à Índia entre 1502 e 1503, segundo indica o ABC.



Os especialistas acreditam que afundou no naufrágio do navio Esmeralda, em 1503.

Recuperado em 2016, o instrumento tem o nome de 'Sodré' e terá sido fabricado entre 1496 e 1501. Pesa 344 gramas, mede 175 milímetros, exibe o brasão real português e é raro, pois existem apenas 104 exemplares criados naquele estilo.

Sublinhando que o livro de recordes do Guinness não é uma certificação propriamente científica, a publicação espanhola recorda que também foi encontrado no mesmo local, proveniente da mesma nau, um sino datado de 1498.

Em baixo, pode ver um vídeo da recuperação do astrolábio pela equipa britânica:


Não obstante a certificação do Guinness, o instrumento de orientação foi autenticado num artigo assinado por arqueólogos britânicos e publicado na prestigiada revista International Journal of Nautical Archaeology (IJNA), da Universidade de Warwick, no Reino Unido.

Fonte: NM

quarta-feira, 13 de março de 2019

Espanha reclama exclusividade da primeira volta ao Mundo


A Real Academia de História de Espanha divulgou um relatório em que reclama a exclusividade da totalidade do projeto da primeira viagem de circum-navegação da Terra.

"Com esses dados, absolutamente documentados, é incontestável a plena e exclusiva autoria espanhola", conclui a Real Academia de História (RAH) num relatório com a data de 1 de março deste ano, mas publicado este domingo na sua página na internet.

A instituição explica que o documento foi elaborado pela "necessidade social de responder às muitas questões levantadas pelas autoridades portuguesas ao tentar capitalizar a paternidade" da autoria da viagem pelo facto de "Magalhães ser natural de Portugal".

"Com este relatório pretende-se evitar que a comemoração [dos 500 anos da viagem] se converta numa fonte de divisão entre os dois países vizinhos", segundo a RAH.

Os chefes da diplomacia de Portugal e de Espanha anunciaram em Madrid a 23 de janeiro último a apresentação conjunta de uma candidatura a património da humanidade da primeira viagem de circum-navegação do globo, depois de "dissipadas todas as dúvidas".

"Decidimos que Portugal e Espanha, através dos seus embaixadores na UNESCO, irão apresentar conjuntamente a candidatura" da rota da viagem iniciada pelo português Fernão de Magalhães e terminada pelo espanhol Sebastião Elcano, disse na altura o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva.

O relatório da RAH foi elaborado a pedido do diário ABC, que antes desse anúncio tinha avançado que, numa candidatura inicial da rota de Magalhães apresentada por Portugal à UNESCO, o governo português teria apagado o império espanhol da história ao quase não fazer referência ao nome de Sebastião Elcano ou o papel preponderante de Espanha na realização da viagem.

Primeira viagem à volta do Mundo, a bordo da nau Victoria, começou em 20 de setembro de 1519, em Sanlúcar de Barrameda, no sul de Espanha, e terminou em 06 de setembro de 1522, no mesmo local.

Fernão de Magalhães, que planeou a viagem que acabou por ser financiada pelo reino de Espanha, não terminou a expedição, uma vez que morreu nas Filipinas, em 1521, aos 41 anos, tendo esta sido concluída pelo navegador espanhol Sebastião Elcano.

Portugal e Espanha estão a organizar inúmeras iniciativas que terão lugar até 2021 para assinalar esta viagem histórica iniciada há 500 anos.

No seu relatório, a RAH relata que Magalhães, natural de Portugal, "serviu esta coroa fazendo várias viagens pelo Índico", mas que em 1517 "agastado com D. Manuel de Portugal por não reconhecer os seus méritos, decide abandonar o seu país, deixar de servir o seu rei e viajar para Espanha, [...] onde se instalou, contraiu matrimónio e, desde essa altura, serviu o rei Carlos I".

O documento sublinha que, na altura, Portugal tentou, "por todos os meios, que a viagem não se realizasse" por esta ter sido "entregue a uma empresa espanhola", qualificando Magalhães de "renegado" e "traidor", o que continuou a ser feito por "uma parte" dos historiadores portugueses.

A RAH, fundada em 1738, é uma instituição com sede em Madrid encarregada do estudo da história da Espanha, "antiga e moderna, política, civil, eclesiástica, militar, das ciências, letras e artes, ou seja, dos diversos ramos da vida, civilização e cultura dos povos espanhóis".

Fonte: JN

domingo, 10 de março de 2019

Encontrados destroços de cruzador naufragado em 1942 perto da Sicília


Um navio de guerra italiano descobriu no estreito entre as ilhas de Stromboli e Sicília fragmentos do cruzador Giovanni delle Bande Nere, que afundou em abril de 1942 após o ataque de um submarino britânico.

A descoberta foi feita a uma profundidade de entre 1460 e 1730 metros à distância de 20 quilómetros ao sul de Stromboli graças aos submersíveis lançados do destroyer Vieste, comunicou a Marinha italiana.
O cruzador leve, denominado em homenagem a um comandante da Toscana do século XVI, afundou no 1º de abril de 1942 após dois torpedos do submarino britânico HMS Urge o terem atingido. Quando o segundo torpedo atingiu o navio, este se partiu em duas partes e afundou em dois minutos.

O ataque ocorreu quando o Giovanni fazia uma passagem do porto siciliano de Messina para La Spezia, onde devia ser submetido a reparos. O cruzador era acompanhado por um destroter e uma lancha torpedeira que receberam os poucos sobreviventes do navio afundado. De acordo com dados oficiais, morreram 373 pessoas (287 ou 381, segundo outros dados).

Os submersíveis de pesquisa subaquática, que equipam o moderno destroyer Vieste, conseguiram reduzir a área da provável localização do navio naufragado, scanear o relevo submarino e captar fotos e vídeos dos destroços mais tarde encontrados. Entre eles é possível ver claramente um canhão, o sino do navio, um tubo de torpedos e uma hélice.

Fonte: Sputnik News

sexta-feira, 1 de março de 2019

O avião mais letal - e "invisível" - da Marinha americana está pronto para combate


O novo F35C irá integrar a frota da Marinha norte-americana e distingue-se pelas capacidades furtivas, velocidade supersónica, agilidade extrema e vanguarda da tecnologia.

Foram mais de duas décadas em testes que agora culminam com a Marinha dos Estados Unidos da América a apresentar o novo avião F-35C que diz estar pronto para o combate. Descrito como o futuro da aviação militar, o F-35C é uma aeronave letal e versátil que combina capacidades furtivas, velocidade supersónica, agilidade extrema e vanguarda da tecnologia de fusão de sensores, de acordo com a Lockheed, a fabricante.

O anúncio de quinta-feira surgiu após o primeiro esquadrão de F-35C ter sido incluído na frota do porta-aviões USS Carl Vinson. "O F-35C está pronto para operações, pronto para combate e pronto para vencer", disse o vice-almirante DeWolfe Miller, comandante das Forças Aéreas Navais. "Estamos a adicionar um incrível sistema de armas ao arsenal de nossos grupos de ataque que melhoram significativamente a capacidade da força conjunta."

Declarar oficialmente que o avião está pronto para o combate é um marco importante para a Marinha e para o principal fabricante da aeronave, a Lockheed Martin. "Este marco é o resultado da dedicação inabalável do nosso esforço conjunto, de governo e indústria, focado em fornecer o avião de combate mais letal", disse Greg Ulmer, vice-presidente da Lockheed Martin e diretor-geral do programa F-35 que conta já versões na Força Aérea dos EUA, e ainda nas forças armadas de Japão e de Israel.

O avião, que mantém as capacidades furtivas que dificultam a deteção por radar inimigo, é um dos favoritos do presidente Donald Trump, que elogiou o F-35 várias vezes por ser "invisível".

No entanto, o avião, que é o sistema de armas mais caro da história, também gerou fortes críticas nos últimos anos depois de enfrentar uma longa lista de contratempos, incluindo problemas com software, motores e sistemas de armas. E os críticos continuam a expressar ceticismo sobre a capacidade de combate do F-35 apesar das garantias dos líderes militares dos EUA de que os problemas estão resolvidos.

Fonte: DN

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Como é que o peixe-gelo-austral não congela


Descodificados mais de 30 mil genes de peixe da Antárctida.

Durante a sua evolução, o peixe-gelo-austral (Chaenocephalus aceratus) perdeu os glóbulos vermelhos, mas mesmo assim não tem falta de oxigénio. Agora uma equipa internacional de 22 cientistas sequenciou o genoma deste peixe que vive na Antárctida e publicou os resultados na revista Nature Ecology & Evolution.

Ao todo, os investigadores mapearam 30.773 genes e localizaram-nos ao longo dos cromossomas deste peixe, que vive maioritariamente no oceano Antárctico. “O mapa indica os genes que se adaptaram ou desapareceram à medida que os peixes se aclimatizaram durante o aumento das concentrações de oxigénio enquanto o oceano Antárctico arrefecia”, lê-se num comunicado da Universidade do Oregon (EUA), que esteve envolvida neste trabalho.

Para sobreviver a um oceano tão frio, o peixe-gelo-austral perdeu durante a evolução os glóbulos vermelhos (que transportam oxigénio). Mesmo assim, Manfred Schartl, da Universidade de Würzburgo (Alemanha), salienta que o peixe-gelo-austral não tem falta de oxigénio. A baixas temperaturas, a saturação de oxigénio na água do mar e, desta forma, a de todos os fluidos corporais do peixe, é tão elevada que o transporte de oxigénio deixa de ser necessário.


Peixe-gelo-austral JOHN POSTLETHWAIT/UNIVERSIDADE DE OREGON

Outra das particularidades deste peixe é a capacidade de produzir proteínas “anticongelantes”, que o protege de morrer de frio. Este estudo dá ainda outras pistas sobre a sua evolução. “As populações de peixe-gelo apareceram no final do Plioceno [há 3,3 a três milhões de anos] depois de as temperaturas na Antárctida terem descido 2,5 graus Celsius”, assinala Manfred Schartl. Há 77 milhões de anos, o peixe-gelo-austral divergiu da linhagem do seu antepassado comum com o esgana-gatas.

Este estudo pode ainda ser essencial para a investigação biomédica. “Sob condições naturais, estes peixes desenvolvem fenótipos que correspondem a doenças humanas”, refere Manfred Schartl.

Fonte: Publico

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Biólogos tentam desvendar morte de baleia que surgiu na Amazónia


Biólogos tentam desvendar a misteriosa aparição de uma baleia-jubarte na floresta amazónica.

A carcaça da baleia foi encontrada numa área florestal na Amazónia, no litoral do município de Soure, na ilha de Marajó. A baleia-jubarte — de 11 metros de comprimento e 6 metros de largura — não possuía ferimentos, o que está intrigando biólogos, segundo autoridades locais.


"O mamífero é uma das maiores espécies de baleias existentes", afirmou a secretária de meio ambiente do município, Dirlene Silva ao Maritime Herald, ressaltando que a carcaça foi encontrada num local de difícil acesso e não poderá ser removida.

Biólogos da ONG Bicho D'água e do Museu Emílio Goeldi, de Belém, estão investigando e tentando encontrar a possível causa da morte da grande baleia.


Para isso, uma equipe de 13 profissionais mediu a baleia, colhendo partes do mamífero para realizar a necropsia, já que essas partes serão enviadas para laboratórios de Belém e do Rio de Janeiro, onde a provável causa da morte da baleia deve ser descoberta, segundo o portal G1.

"Eles estão indo fazer a necropsia. A olho nu, não há ferimentos. Então, precisamos entender a causa da morte da baleia", afirmou Dirlene Siva, ressaltando que o animal provavelmente estava morto há 3 ou 4 dias e, devido a isso, já estava em estado de decomposição.

Dirlene complementou dizendo que a equipe pretende utilizar a estrutura óssea do animal para estudos, mantendo essa estrutura num museu da região.

Fonte: Sputnik News
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