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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Os Flechas: o exército secreto da PIDE em Angola


Durante a guerra de Angola, a PIDE/DGS criou um grupo paramilitar de bosquímanos, um povo africano. O Observador publica um excerto do livro de Fernando Cavaleiro Ângelo sobre esta tropa secreta.

Em 1967, seis anos depois do início da guerra em Angola, a PIDE/DGS começou a recrutar novos membros entre algumas etnias africanas com o objetivo de integrá-los num novo grupo paramilitar autóctone, criado nesse ano pelo inspetor Óscar Cardoso, que tinha então sido transferido para Angola. Esse grupo ficaria conhecido como os “Flechas”.

O emprego de grupos autóctones em ações de combate contra insurgentes independentistas não era uma novidade. Porém, ao contrário de grupos semelhantes criados por ingleses, franceses ou sul-africanos, os “Flechas” atuavam na dependência direta dos serviços secretos da PIDE/DGS. Com a sua criação em 1967 procurou-se, acima de tudo, melhorar a capacidade de recolha de informações estratégicas, operacionais e táticas, tentando desenvolver ações encobertas e clandestinas de combate aos grupos insurgentes, que ganhavam cada vez mais terreno em Angola.

Os “Flechas” eram constituídos principalmente por bosquímanos, um povo que habitava a parte sul de África há vários séculos e que se dedicava à caça e à recoleção. Foi o próprio Óscar Cardoso que lhes escolheu o nome, por utilizarem arcos e flechas envenenadas para caçarem. A grande vantagem de formar um grupo de bosquímanos estava no seu conhecimento do território africano — conseguiam permanecer vários dias destacados em território hostil, alimentando-se do que a natureza lhes dava, perseguindo pistas e seguindo o rasto de insurgentes.

Uma vez encontrados os acampamentos dos independentistas, bastava conduzirem ações de vigília para obterem mais informações e esperarem para fazer uma emboscada. A ordem era que capturassem os opositores e os levassem para serem interrogados. Porém, isso raramente acontecia — na maioria das vezes, os “Flechas” acabavam por matar os insurgentes durante os confrontos. As informações recolhidas no acampamento eram depois entregues a elementos da PIDE/DGS para serem analisadas.

Esta realidade da guerra angolana, desconhecida de muitos portugueses, é o tema do livro Os Flechas: A tropa secreta da PIDE/DGS na Guerra de Angola, de Fernando Cavaleiro Ângelo, chefe da Divisão de Informações do Comando Naval e diretor do Centro de Análise e Gestão de Dados Operacionais, o primeiro publicado em Portugal sobre os “Flechas”. Baseando-se em documentos, fontes históricas inéditas e recorrendo ao testemunho em primeira mão de Óscar Cardoso, Cavaleiro Ângelo procurou descrever o impacto deste grupo paramilitar no contexto angolano e internacional.

O livro, editado pela Casa das Letras, chega às livrarias na segunda-feira, 27 de fevereiro. Antes, mostramos-lhe um excerto do capítulo 3 — “Flechas como ‘exército secreto da PIDE/DGS”–, em que o autor relata o surgimento do grupo:

“Os Flechas: a tropa secreta da PIDE/DGS na guerra de Angola”, 
de Fernando Cavaleiro Ângelo (Casa das Letras)

“Os Flechas nasceram na região do Cuando-Cubango, propagaram-se à vila de Gago Coutinho (Lumbala Nguimbo) e, na fase final do conflito, chegaram à região de Luanda, Luso (Luena) e Caxito, onde assumiram um carácter especial por serem aí antigos insurgentes do MPLA capturados pelas tropas portuguesas. Devido ao sucesso obtido, mormente no Leste de Angola (onde o nome Flechas já causava alguma intimidação nos insurgentes, pois a sua atuação resultara no desmantelamento de entrepostos, rotas logísticas e acampamentos, e também em inúmeras emboscadas infligidas particularmente no interior do refúgio zambiano), o recrutamento de novos Flechas foi estendido a outros grupos étnicos que não os originais bosquímanos. Com efeito, o número de bosquímanos não chegava para se ter uma presença substancial nas diversas frentes de combate.

Na fase final da guerra de Angola, quase todas as subdelegações da PIDE/DGS em áreas afetadas pela atividade insurgente tinham os seus próprios Flechas. Torna-se, por isso, difícil perceber se o sucesso se deveu ao uso de bosquímanos, ou se foi o próprio conceito de «exército privado» liderado exclusivamente pela PIDE/DGS que fez a diferença.

Na fase inicial, os Flechas bosquímanos efetuavam as suas missões sempre sozinhos. Não gostavam da companhia dos brancos, pois o cheiro da pasta de dentes e da pomada da barba, para além de interferir com o seu apurado olfato, permitia que os insurgentes os detetassem a distâncias apreciáveis, se o vento estivesse de feição. Adicionalmente, a sua marcha era deveras atrasada pelo ritmo lento dos brancos e o ruído que estes provocavam ouvia-se a léguas. Alimentavam-se de raízes, carochas, insetos, frutos e animais, e negavam as rações de combate. Na única ocasião em que lhes foram fornecidas rações de combate, os bosquímanos comeram literalmente tudo de uma vez. Nem os plásticos que protegiam alguns alimentos se safaram. Chegou-se, então, à conclusão de que seria mais profícuo manter os hábitos tradicionais dos bosquímanos intocados. A mudança de hábitos e tradições podia ser prejudicial ao desempenho dos Flechas, pois a sua ocidentalização anularia o lado primitivo que tanta vantagem lhes concedia sobre os brancos e os negros bantos.

"Em Angola, os missionários protestantes e católicos eram os únicos capazes de comunicar com os bosquímanos e outros grupos étnicos, e muitos deles terão sido agentes a soldo de outros serviços de informações estrangeiros."

Numa fase posterior, havia pelo menos um elemento da PIDE/DGS que acompanhava, por rotina, os Flechas no decorrer das suas missões, tanto para efeitos de coordenação e direção como para coadjuvar na recolha de informações. Algumas missões eram conduzidas com tropas portuguesas e elementos da PIDE/DGS, e outras exclusivamente levadas a cabo pelos próprios Flechas, tais como operações de reconhecimento, vigilância e encobertas, muitas vezes durando mais de 15 dias.

Nenhum grupo de Flechas excedia os 30 elementos e todos operavam, na maioria das vezes, em áreas onde estavam familiarizados com os dialetos e o terreno. No seu primeiro ano de existência, os Flechas atingiram os 600 elementos, subindo o número para cerca dos mil em 1974. Entre 1968 e 1971, nas diversas subdelegações da PIDE/DGS, chegou-se ao número de 489 Flechas na Zona Militar Leste, 255 na Zona Militar Sul e perto de 158 na Zona Militar Norte. Não sendo já a maioria desses Flechas bosquímanos, a sua maior concentração localizava-se na Frente Leste, com as suas principais áreas de operação em torno das cidades de Carmona (Uíge), Caxito, Gago Coutinho (Moxico) e Serpa Pinto (Menongue).

No período compreendido entre 1970 e 1973, a maioria das operações executadas pelos Flechas teve como área de atuação a Zona Militar Leste, num total de 119 missões, das quais 88 ocorreram em 1972. Esse ano acabou por representar um marco na luta contra os insurgentes do MPLA, fruto das roturas internas no próprio movimento, do desmantelamento de toda a estrutura logística proveniente da Zâmbia, das ações dos Flechas e do esforço coordenado entre os militares, a PIDE/DGS e os congéneres vizinhos da Rodésia e África do Sul. As outras zonas militares tinham números muito abaixo desses: a Zona Militar Norte contava com 50 missões, a Zona Militar Sul com 33 e a Zona Militar Centro somente com quatro. Em termos de grupos insurgentes, o MPLA era o principal alvo dos Flechas, com um total de 54 missões registadas, seguido da FNLA com nove e da UNITA com duas. Na Frente Leste, a zona de guerra mais ativa em Angola, os Flechas capturaram 46 insurgentes, mataram mais de 134, apreenderam largas quantidades de armas, munições e documentos extremamente importantes, bem como libertaram muita da população que se encontrava refém dos grupos insurgentes.

Entrega de condecorações aos Flechas da província de Uíge, envergando estes 
a famosa boina camuflada instituída pelo inspetor da PIDE Alves Cardoso

Um dos maiores obstáculos ao processo de recolha de informações da PIDE/DGS era a proliferação de línguas faladas em Angola, um número que atingiria os 15 dialetos. Para as fontes humanas que andavam no terreno com a missão de recolha de informações era vital a compreensão exata das mensagens, sob o risco de estas serem deturpadas e indevidamente enquadradas na realidade da situação. Os intérpretes eram, portanto, o elo. Em Angola, os missionários protestantes e católicos eram os únicos capazes de comunicar com os bosquímanos e outros grupos étnicos, e muitos deles terão sido agentes a soldo de outros serviços de informações estrangeiros.

Muitas das informações recolhidas por esses espiões seriam usadas para pressionar Portugal na arena internacional. Para evitar a situação, a PIDE/DGS planeou diversos ataques clandestinos de tropas auxiliares nativas fardadas com uniformes de insurgentes, para se livrar dos alegados espiões sem qualquer exposição mediá- tica que desencadeasse um incidente diplomático com os países mandantes. Alguns missionários protestantes seriam agentes a trabalhar para serviços de informações norte-americanos, britânicos e franceses. Numa das missões em Catota, localidade perto de Serpa Pinto (Menongue), um missionário acabou por ser identificado como espião da agência de espionagem norte-americana CIA, após a interceção e análise de correspondência diversa. Existiu igualmente a suspeita de que colaborasse também com a UNESCO.

O missionário escreveu diversas cartas para os Estados Unidos da América com uma descrição exaustiva da situação interna em Angola, com informação sobre as tendências e motivações da população, as atividades e desenvolvimentos operacionais, as localizações das tropas portuguesas e insurgentes, os ataques ocorridos e a avaliação dos efeitos das diversas manobras militares entre as partes beligerantes, entre outros dados pertinentes. A redação desses relatórios de informações foi percecionada pela PIDE/DGS como um ato hostil à presença portuguesa em Angola, o que desencadeou o planeamento de um ataque direto para incutir medo ao missionário. A tarefa foi entregue aos Flechas, que usariam uniformes da UNITA, para deixar a ideia de que se tratava de um ato de vandalismo perpetrado por um grupo insurgente. A ação de intimidação, além de implicar a UNITA, teve o resultado esperado sobre os alegados espiões.

"Os Flechas possuíam, definitivamente, um sexto sentido que lhes permitia antecipar o perigo e saber, assim que entravam numa área, se o inimigo lá estava ou não. Tratar-se-ia de uma combinação de experiência com profundo conhecimento da natureza do inimigo."

Estávamos em meados de 1970, numa noite abrasadora com índices de humidade bastante altos e um céu coberto de estrelas cintilantes. O plano era os Flechas deslocarem-se pela calada da noite, entrarem na casa do missionário e provocarem alguns estragos para lhe provocarem um susto que lhe permanecesse para sempre gravado na memória. E lá foram por entre os arbustos, movimentando-se de forma cautelosa e silenciosa, como felinos à procura de presas, não emitindo qualquer ruído que acordasse o alvo. A entrada na casa deu-se de forma cautelosa, não fosse estar alguém por detrás da porta. Num ápice imobilizaram o missionário, tapando-lhe a boca para que não gritasse, e começaram as tropelias destruidoras dentro da residência. Nem as bebidas escaparam à onda de destruição. O missionário terá mudado a sua perceção da presença portuguesa em África. O efeito desejado foi, aparentemente, alcan- çado e os volumes de correspondência, bem como a natureza das missivas, alteraram-se radicalmente.

Noutra missão com contornos semelhantes, desta feita numa localidade chamada de Xamavera, no Cuando-Cubango, a PIDE/DGS ordenou os Flechas, novamente trajados como insurgentes, que atacassem uma congregação de frades franceses denominada Irmãos do Nosso Senhor Jesus Cristo. Eram suspeitos de providenciar alimentação aos insurgentes e, cumulativamente, operar em prol dos serviços secretos franceses, a SEDEC (Service de documentation extérieure et de contre-espionnage). O modus operandi foi em tudo idêntico, mas, alegadamente, com mais contacto físico com os irmãos. Desse ataque de surpresa resultou a retirada dos frades de Angola, o que satisfez o objetivo da PIDE/DGS de impedir que os missionários informassem países que pudessem interferir, de forma direta ou indireta, no desenrolar das operações portuguesas contra os insurgentes.

Óscar Cardoso a ministrar formação de manuseamento de uma metralhadora 
ligeira Browning MAG 7,62mm a um Flecha Bosquímano

O número de missões atribuídas aos Flechas em Angola durante o ano de 1972 é, per se, demonstrativo da importância dessa «tropa secreta» da PIDE/DGS: 128 missões conjuntas com o exército e 316 atuando de forma autónoma. Além de excelentes fontes de informações, os Flechas mostravam uma «elevada eficiência operacional». Assim provam as diversas condecorações e louvores que os Flechas acumularam durante um período de três anos. Foram agraciados com 14 Cruzes de Guerra e 11 louvores do governador-geral de Angola, o que é deveras representativo da eficiência e eficácia das suas operações militares e de recolha de informações em apoio das atividades de contrainsurgência das tropas portuguesas.

Foram, igualmente, reconhecidos pelas SADF com a condecoração Honoris Crux, pela sua lealdade e bravura no combate ao movimento insurgente independentista SWAPO, depois da independência de Angola em 1974. O sul-africano Delville Linford reconheceu a excelência dos Flechas bosquímanos na arte da recolha de evidências e provas, ações de reconhecimento e vigilância, pese embora não fossem capazes de interpretar ou contextualizar as informações que obtinham.

Os Flechas possuíam, definitivamente, um sexto sentido que lhes permitia antecipar o perigo e saber, assim que entravam numa área, se o inimigo lá estava ou não. Tratar-se-ia de uma combinação de experiência com profundo conhecimento da natureza do inimigo. O tenente-coronel Ron Reid-Daly, comandante dos Selous Scouts na Rodésia, considerou-os os melhores soldados indígenas que alguma vez conhecera durante a sua comissão de serviço em África. Reid-Daly possuía uma enorme experiência na arte da guerrilha não só na Rodésia, mas também na Malásia, durante a sua missão no Special Air Service (SAS) britânico, tropa especial de comandos temidos em todos os teatros operacionais em que participaram. Um elogio vindo desse temível guerreiro era um sinal inequívoco de qualidade.”

Fonte: Observador

"Invadir a Área 51." A piada na internet que se tornou uma ameaça


A iniciativa de invadir a zona ultrassecreta dos EUA começou como uma piada, mas a "brincadeira" marcada para esta sexta-feira poderia ter consequências muito sérias.

A área proibida é a mais apetecida para um festival. Começou como uma piada, mas depressa tomou proporções alienígenas. A Área 51, nos Estados Unidos, conhecida por alimentar mitos, entre os quais o de conter provas da existência de vida extraterrestre.

Até 1995, o Governo norte-americano não tinha sequer reconhecido que a base militar existia, apesar de ocupar mais de um milhão de hectares. No entanto, ainda durante a década de 1920, a narrativa de que uma nave espacial teria ali aterrado e teria sido ali mesmo armazenada começou a gerar dúvidas. Bob Lazar foi um dos responsáveis por esta crescente curiosidade. O adepto de "teorias da conspiração" foi pioneiro em difundir esta teoria, várias vezes negada pelo Governo dos EUA.

Agora o mistério saltou para o Facebook, onde três páginas promovem um evento nas redes sociais para esta sexta-feira. "Invadir a Área 51, Eles Não Nos Podem Parar a Todos" ["Storm Area 51, They Can"t Stop All of Us"] tem potencial para abalar as autoridades norte-americanas. E a prova está nos últimos dez dias, em que a repercussão da invasão de dois famosos youtubers para lá do sinal de proibição que circunda a base militar tem deixado o Governo em alerta.

Ties Granzier e Govert Sweep, de 20 e 21 anos, avançaram cinco quilómetros para lá do permitido, e foram libertados no dia seguinte, não sem antes pagarem mais de 450 euros de finança. A história está a mobilizar a imprensa internacional de todo o mundo. A BBC cita fontes próprias crentes de que naquela zona do Nevada são desenvolvidos programas de espionagem e inteligência.

Depois da iniciativa de um humorista, os dois holandeses, produtores de conteúdos que têm milhares de seguidores na plataforma YouTube, levaram a ideia para lá dos limites da comédia. Foram encontrados num carro, e, quando questionados sobre se teriam avançado sem ver a sinalética, ambos responderam que teriam ignorado por curiosidade por descobrir o interior da controversa Área 51. O ato de rebeldia valeu-lhes uma noite passada numa cela.

O interior do veículo revelava câmaras fotográficas e de filmar, um computador e um drone, com imagens captadas na base militar. Mas, desses conteúdos, como do segredo, nenhuma pista resta.

O plano de ataque para esta sexta-feira pode também ter falhas: é que os milhões de pessoas que aderiram ao "Invadir a Área 51, Eles Não Nos Podem Parar a Todos", mais conhecido por "Alienstock", preparam-se, hipoteticamente, para invadir a área "alienígena" com uma corrida "à moda de Maruto" [desenho animado japonês] para contornar o trajeto das balas, e, por fim, chegar ao centro do segredo.

Se se concretizasse, os invasores podem ter de enfrentar seis meses de prisão, A área está permanentemente sob vigilância de sensores que detetam movimento, câmaras de reconhecimento facial e outros dispositivos de alta tecnologia. Há ainda guardas camuflados, diluídos na árida paisagem. Protegidos por uma lei federal dos anos 50, estas autoridades podem disparar para matar na consequência de qualquer ato desobediente.

A zona secreta do Nevada dificilmente será invadida, já que a porta-voz da Força Aérea norte-americana, Laura McAndrews, assegurou em comunicado enviado à imprensa que o Governo tem conhecimento desta "brincadeira", ainda que não tenha especificado qualquer plano de contingência para a eventualidade de alguém dar um passo em falso. Mas deixou o aviso: "A base de testes do Nevada é uma zona em que a Força Aérea testa caças de combate. Qualquer tentativa de a visitar ilegalmente revelar-se-á muito perigosa."

Fonte: TSF

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Cientistas criaram com sucesso dois embriões de rinoceronte-branco do norte


Um consórcio internacional de cientistas e conservadores da natureza anunciou que criou com sucesso dois embriões de rinoceronte-branco do norte, uma esperança para a preservação desta subespécie africana quase em extinção.

Os dois embriões foram criados in vitro a partir de dez ovócitos (células germinativas) extraídos de duas fêmeas — a mãe e filha Najin e Fatu —, os únicos exemplares de rinoceronte-branco do norte que existem no mundo, e de esperma retirado previamente (e depois congelado) dos últimos dois machos.

Preservados em azoto líquido (criopreservação), os embriões vão ser transplantados numa fêmea de rinoceronte-branco do sul, subespécie mais abundante mas que é perseguida por caçadores furtivos, que matam os animais por causa dos seus cornos.

Os cientistas optaram por esta decisão, uma vez que Najin e Fatu, filha e neta de Sudan (o último macho da espécie e que faleceu em 2018), têm problemas de saúde que as impediria de ir para a frente com uma gravidez.

A experiência reprodutiva foi feita num laboratório em Itália, onde os ovócitos, recolhidos a 22 de agosto das duas fêmeas, que vivem numa área protegida no Quénia, foram maturados e fertilizados.

Depois da incubação, sete dos dez ovócitos maturaram e ficaram aptos para fertilização. Decorridos dez dias, apenas dois ovócitos de uma das fêmeas deram origem a embriões viáveis.

Fonte: ZAP 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Mais de 800 asteroides podem colidir com Terra nos próximos 100 anos, adverte ESA


A Agência Espacial Europeia estima que existem actualmente 878 asteroides que estão na lista dos potencialmente perigosos que podem colidir com a Terra.

A ideia de um enorme asteroide esbarrar contra o nosso planeta pode parecer o enredo de um filme de ficção cientifica, no entanto, de acordo com Agência Espacial Europeia (ESA), isso pode se tornar realidade.

ESA estima que há 878 rochas espaciais que podem esbarrar contra a Terra.

"Este catálogo da ESA junta todos os asteroides dos quais temos conhecimento e que têm hipóteses 'não nulas' de colidir com a Terra nos próximos 100 anos – significando que o impacto, sendo bastante improvável, não pode ser excluído."

Mesmo uma colisão com um asteroide de dimensões pequenas poderia causar "destruições graves", segundo a ESA, escreve jornal britânico Mirror.

Para reduzir o risco de que algo aconteça no futuro, a Agência Espacial Europeia uniu esforços com outros parceiros internacionais, nomeadamente a NASA, em missões de busca destes corpos celestes e no desenvolvimento de tecnologias para desviá-los do seu percurso.

Nos próximos dias os especialistas em defesa planetária irão se encontrar em várias cidades europeias para coordenar os esforços conjuntos.

O primeiro encontro terá lugar em Roma, na Itália, onde os cientistas irão discutir os planos do projecto da NASA chamado Teste de Redireccionamento de Asteroide Duplo (DART na sigla em inglês) que consiste num impacto cinético no asteroide duplo Didymos B.

Nos dias 12 e 13 de setembro, os especialistas discutirão em Munique, na Alemanha, a recente passagem de raspão pela Terra, no dia 9 deste mês, do asteroide 2006 QV89 que não tinha sido detectado.

Fonte: Sputnik News

Os extraterrestres podem já ter explorado a Via Láctea (e visitado a Terra)


A Via Láctea pode estar repleta de civilizações alienígenas interestelares. Mas não sabemos, porque não nos visitam há 10 milhões de anos.

De acordo com um estudo publicado no mês passado na revista especializada The Astronomical Journal, a vida extraterrestre inteligente pode demorar algum tempo a explorar a galáxia, aproveitando o movimento dos sistemas estelares para facilitar a troca de estrelas. O trabalho é uma nova resposta a uma pergunta conhecida como Paradoxo de Fermi, que pergunta por que razão não detetamos sinais de inteligência extraterrestre.

O paradoxo foi levantado pela primeira vez pelo físico Enrico Fermi, que perguntou: “Onde estão todos?”. Fermi questionava a viabilidade de viajar entre estrelas, mas, desde então, a sua pergunta passou a representar dúvidas sobre a própria existência de extraterrestres.

O astrofísico Michael Hart explorou a questão formalmente quando argumentou num artigo de 1975 que havia muito tempo para a vida inteligente colonizar a Via Láctea nos 13,6 mil milhões de anos desde que a galáxia se formou, mas ainda não ouvimos nada deles. Hart concluiu, portanto, que não deve haver civilizações avançadas na nossa galáxia.

O novo estudo, porém, oferece uma perspetiva diferente sobre a questão: talvez os alienígenas estejam a demorar um pouco e a ser estratégicos.

“Se não considerarmos o movimento das estrelas ao tentar resolver o problema, fica basicamente com uma de duas soluções”, disse Jonathan Business-Nellenback, cientista da computação e principal autor do estudo, ao Business Insider. “Ninguém sai do seu planeta ou somos de facto a única civilização tecnológica da galáxia.”

As estrelas orbitam o centro da galáxia em diferentes caminhos a diferentes velocidades. Ao fazê-lo, ocasionalmente cruzam-se. Assim, os alienígenas poderiam estar a esperar pelo próximo destino. Nesse caso, as civilizações demorariam mais tempo a espalhar-se pelas estrelas do que Hart calculou. Portanto, podem ainda não ter chegado até nós – ou talvez até já tenham chegado, muito antes dos humanos evoluírem.

Os investigadores já tentaram responder ao Paradoxo de Fermi de várias maneiras – estudos investigaram a possibilidade de que todas as formas de vida alienígena se formem nos oceanos abaixo da superfície de um planeta e postularam que as civilizações podem ser desfeitas pela sua insustentabilidade antes de realizar qualquer viagem interestelar.

Há também a “hipótese do zoológico”, que imagina que as sociedades da Via Láctea decidiram não entrar em contacto connosco pelas mesmas razões pelas quais mantemos a natureza ou mantemos proteções para alguns povos indígenas isolados.

Um estudo de 2018 sugeriu que há uma hipótese de 2 em 5 de estarmos sozinhos na nossa galáxia e uma hipótese de 1 em 3 de estarmos sozinhos em todo o cosmos.

Os autores do estudo mais recente apontam que investigações anteriores não tiveram em conta um facto crucial sobre a nossa galáxia: ela move-se. Assim como os planetas orbitam estrelas, os sistemas estelares orbitam o centro galáctico. O nosso sistema solar, por exemplo, orbita a galáxia a cada 230 milhões de anos.

Se civilizações surgirem em sistemas estelares distantes, podem tornar a viagem mais curta, esperando que o seu caminho orbital os aproxime de um sistema estelar habitável. Depois de se estabelecerem nesse novo sistema, os alienígenas poderiam esperar novamente por uma distância ideal de viagem para dar outro salto.

Nesse cenário, os alienígenas não se estão a mover pela galáxia. Estão à espera que a sua estrela se aproxime de outra estrela com um planeta habitável. “Se demorar mil milhões de anos, essa é uma solução para o paradoxo de Fermi”, disse Carroll-Nellenback. “Os mundos habitáveis ​​são tão raros que precisamos de esperar mais do que qualquer civilização dure antes que outro apareça.”

Para explorar os cenários, os investigadores usaram modelos numéricos para simular a propagação de uma civilização pela galáxia. Tiveram em consideração uma variedade de possibilidades para a proximidade de uma civilização hipotética a novos sistemas estelares, o alcance e a velocidade das suas sondas interestelares e a taxa de lançamento dessas sondas.

“Tentamos criar um modelo que envolvesse o menor número de suposições sobre sociologia que pudéssemos”, disse Carroll-Nellenback.

Ainda assim, parte do problema de modelar a expansão galáctica de civilizações alienígenas é que estamos a trabalhar apenas com um ponto de dados: nós próprios. Portanto, todas as nossas previsões são baseadas no nosso próprio comportamento. Mas mesmo com a limitação, os cientistas descobriram que a Via Láctea poderia ser preenchida com sistemas estelares estabelecidos que não conhecemos.

“Todos os sistemas podem ser habitáveis, mas os extraterrestres não nos visitam porque não estão suficientemente próximos“, disse Carroll-Nellenback. Até agora, detetámos cerca de 4.000 planetas fora do nosso Sistema Solar e nenhum hospedava vida.

Há pelo menos 100 mil milhões de estrelas na Via Láctea – e ainda mais planetas. Um estudo recente estimou que até 10 mil milhões desses planetas poderiam ser parecidos com a Terra.

Assim, os autores do estudo escreveram que concluir que nenhum desses planetas sustenta a vida seria como olhar para uma piscina e não encontrar golfinhos – e depois decidir que o oceano não tem golfinhos.

Outro elemento chave nos debates sobre a vida alienígena é o que Hart chamou de “Facto A”: não há visitantes interestelares na Terra e não há evidências de visitas passadas. Mas isso não significa que nunca estiveram por cá.

Se uma civilização alienígena chegou à Terra há milhões de anos – e a Terra tem 4,5 mil mihões de anos -, talvez já não haja sinais da sua visita. Estudos anteriores sugerem que talvez não consigamos detetar evidências de visitas alienígenas passadas. É possível que alienígenas tenham passado perto da Terra, mas decidiram não a visitar.

Além disso, os alienígenas podem não querer visitar um planeta que já tem vida. Assumir isso seria uma “projeção ingénua” de uma tendência humana de equiparar expansão à conquista.

Por agora, os investigadores consideram que não devemos desmotivar por causa do silêncio do Universo. Nos próximos anos, espera-se que a nossa capacidade de detetar e observar outros planetas potencialmente habitáveis melhore drasticamente à medida que novos telescópios são construídos e lançados para o Espaço.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Surge teoria sobre visita de ETs aos maias e promessa de 'retorno apocalíptico' em 15 anos


Os maias continuam intrigando arqueólogos pelo conhecimento avançado em astronomia e matemática, fazendo até mesmo surgir teorias sobre a antiga civilização ter sido constituída por deuses alienígenas.

Auto denominado especialista em ETs, Erich von Daniken afirma que os maias foram visitados por antigos deuses alienígenas que farão um retorno apocalíptico daqui a 15 anos, escreve o jornal britânico Express.

Segundo a teoria, a entidade adorada como deus e conhecida como Quetzalcoatl (semelhante a uma cobra) disse aos maias como um dia retornaria ao nosso planeta Terra.

Esta data foi calculada como sendo 21 de dezembro de 2012, causando preocupação de que esta poderia ser a data do apocalipse.

Nova data para fim do mundo

Depois que esta profecia falhou previsivelmente, o von Daniken notou que esta data foi calculada com base no calendário judaico-cristão, o que é ambíguo ao nascimento de Cristo.

Há na verdade aproximadamente 20 anos em torno do dia em que pensamos que Cristo nasceu, distorcendo nossa predição do retorno de Quetzalcoatl.

Baseando-se em novos cálculos, é suposto que restem agora aproximadamente 15 anos para ver se a terrível predição maia se tornará realidade.

O auto denominado especialista acredita que não veria um deus em forma de cobra descendo dos céus, mas um extraterrestre. Ele descreve esses alienígenas como criaturas com rostos humanos cobertos por capacetes com aparelhos respiratórios na boca, que supostamente filtrariam o ar para evitar infecções por bactérias ou vírus.

Vestígios alienígenas?

Num túmulo maia, localizado no sítio arqueológico mexicano de Palenque, uma escultura de Pacal, o Grande (o penúltimo imperador dos antigos maias), foi encontrada parecendo controlar uma máquina virada para cima com chamas e fumaça saindo pela parte de trás. Arqueólogos afirmam que essa escultura realmente representava a árvore da vida ou uma descida ao submundo.

Dentro de um sarcófago, fósseis desse antigo imperador foram encontrados, embora o corpo fosse significativamente mais alto do que a altura média dos antigos maias e parecesse ter uma estrutura óssea incomum.

Outro facto interessante é que Pacal também era conhecido por ter governado por 68 anos e vivido até os 80 anos, muito mais tempo do que a vida média para essa época.

As pirâmides de Tikal (uma das maiores cidades da civilização maia pré-colombiana) são outra anomalia que aumenta ainda mais o mistério, pois estão a 40 km de um corpo d'água – facto que levou os arqueólogos a questionar por que os antigos maias construíram uma cidade maciça num local tão inconveniente.

Von Daniken aponta para um dos glifos numa pirâmide em degrau, afirmando que era o local aonde os deuses antigos chegavam dos céus.

Fonte: Sputnik News

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

'Vida ou morte': especialista alerta sobre chance real de impacto de asteroide


É "100%" certo que um asteroide atingirá a Terra, mesmo que não seja possível prever quando ou onde isso acontecerá.

De acordo com Lembit Opik, presidente do Parlamento de Asgardia, o assunto é questão de vida ou morte e que é hora de pensar em proteger a Terra dos asteroides, segundo o jornal Express.

"É uma questão de vida ou morte. A chance de um impacto é de 100%, apenas não se sabe quando", afirmou Opik.

Opik antes actuou na política britânica e agora trabalha com a nação espacial Asgardia para preparar a Terra para lidar com um perigo inevitável, ou seja, os asteroides.

Imagem artística do asteroide duplo 1999 KW4 criada com base na 
fotografia tirada pelo telescópio VLT

"Isso raramente acontece, mas quando acontece é catastrófico e acabará com 70% a 95% de toda a vida. Aparentemente, como aconteceu antes", ressaltou Opik.

Além disso, ele afirma que a Asgardia tem como principal objectivo criar uma guarda espacial para proteger o planeta das ameaças cósmicas.

Sendo assim, a agência pretende estabelecer a presença humana no espaço, através da construção de postos avançados e concedendo a primeira criança fora do mundo dentro dos próximos 25 anos.

Mas, para atingir esses objectivos grandiosos, os cientistas de Asgardia precisam provar que os seres humanos que vivem no espaço podem ser mantidos a salvo de ameaças como asteroides.

Opik ainda destaca que os asteroides não são a única ameaça que há no espaço, pois ainda há muitos outros elementos perigosos, porém mais fáceis de prever.

Fonte: Sputnik News

domingo, 1 de setembro de 2019

Mórmones estão há 40 anos na Torre do Tombo a digitalizar registos civis

Na Torre do Tombo, em Lisboa, há três câmaras a funcionar em permanência 
com capacidade para digitalizar até 6 mil imagens por dia PEDRO NUNES
Protocolo já pôs online mais de 30 milhões de assentos de nascimento, casamento e óbito, do século XVI ao XX

Desde 1979 que todos os dias há um carrinho com pilhas de registos paroquiais de nascimentos, casamentos e óbitos prontos para passarem do papel ao digital no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Esse trabalho de digitalização está há 40 anos a ser feito por membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecidos como mórmones, através de protocolos assinados com arquivos por todo o país. Em troca do acesso à documentação, têm de disponibilizar ao Estado a custo zero as imagens digitalizadas, para que possam ser consultadas de forma gratuita nos sites dos arquivos portugueses.

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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

DARPA está urgentemente à procura de enorme complexo subterrâneo para realizar experiências


A Agência de Projetos de Investigação Avançada de Defesa (DARPA) está à procura de instalações subterrâneas para fazer experiências. A agência norte-americana delimitou um prazo de 48 horas para encontrar um espaço.

O exército americano lançou um aviso aos cidadãos a demonstrar o seu interesse em ocupar um complexo subterrâneo para realizar experiências. A DARPA divulgou o comunicado através do Twitter, esta quarta-feira, e impôs um prazo de dois dias para ser encontrado um local apropriado.

“Ambientes subterrâneos artificiais que abrangem vários quarteirões da cidade, com vários andares, incluindo átrios, túneis e escadas são ideais“, escreveu a DARPA no seu comunicado oficial.
“A DARPA está interessada em entender tecnologias inovadoras que possam permitir que soluções futuras mapeiem, naveguem e pesquisem rapidamente ambientes subterrâneos desconhecidos para localizar objetos de interesse. A agência não explicou o porquê de precisar de encontrar este espaço com tanto urgência.

Em declarações ao Gizmodo, a DARPA diz que pretende “analisar e aprimorar abordagens para melhorar a consciência situacional e tempos de resposta em cenários de emergência”. O porta-voz da agência diz que encontrar um espaço que preencha os requisitos pode ajudar seriamente a desenvolver estas tecnologias.

“Parece emocionante e sinistro ao mesmo tempo“, disse um utilizador da rede social em resposta ao tweet da agência. Em resposta, a DARPA disse: “até para nós“.
A DARPA é conhecida por ser a precursora da atual Internet, tendo criado a ARPANET durante os anos 60. Por outro lado, tem também alguns dos planos mais assustadores, como construir robôs conscientes usando cérebros de insetos, criar implantes cerebraispara restaurar memórias, planear construir arma a laser capaz de abater mísseis e desenvolver tecnologia para criar soldados-ciborgues.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

FUZILEIROS NO ULTRAMAR 1961 a 1974


FUZILEIROS NO ULTRAMAR 1961-74 PARTE I 

PARCERIA - José Talhadas 

GRÁFICOS - Afonso Brandão

Fonte: Youtube

Cientistas criam o primeiro lagarto mutante geneticamente modificado


Uma equipa de cientistas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, conseguiu criar o primeiro lagarto geneticamente modificado recorrendo à técnica de edição genética CRISPR.

No novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Cell Reports, a equipa explica que a técnica de CRISPR consiste numa série de “tesouras moleculares” capazes de inserir, remover, modificar ou substituir partes de ADN do genoma de um organismos vivo.

Outros cientistas tinham já utilizado este método para modificar o ADN de mamíferos, peixes, pássaros e anfíbios, mas esta foi a primeira vez que a técnica CRISPR foi aplicada em répteis. Os especialistas enfrentavam dificuldades com a edição genética neste tipo de animais devido à forma como estes se reproduzem. Ao contrário dos outros animais, os répteis fertilizam os seus óvulos em momentos imprevisíveis.

Para a nova investigação, escreve o jornal britânico Daily Star, a equipa inserir algumas modificações ao método, permitindo assim que esta limitação fosse superada.

Os cientistas injetaram reagentes CRISPR em óvulos não fertilizados em ovários de lagartos. Quando os ovos eclodiram, aproximadamente metade dos lagartos mutantes herdaram genes da mãe e do pai com o ADN modificado.

Os cientistas escolheram levar a cabo a edição genética num o animal albino, uma vez que esta é uma mutação não prejudicial ao espécime.

Além disso, e tendo em conta que os humanos com albinismo têm, por norma, problemas de visão, os cientistas esperam ainda utilizar os lagartos modificados para estudarcomo é que a perda deste gene afeta o desenvolvimento da retina.

Após esta edição genética bem sucedida, os geneticistas planeiam agora usar esta mesma técnica noutros animais e esperam poder ajudar a curar doenças e prolongar a esperança de vida humana.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Fotografia de 195 gigapixels mostra o rostos das pessoas andando nas ruas


O site chinês Big Pixel, famoso por postar fotos em resoluções altíssimas, disponibilizou uma foto em 360º da cidade de Xangai que possui nada menos que 195 gigapixels de resolução. Hoje, em média, os celulares possuem câmeras com 12 megapixels. Apenas 1 gigapixel equivale a 1000 megapixels.

A foto foi tirada de cima da Oriental Pearl Tower, o que nos dá uma visão panorâmica da cidade em todas direções. É possível dar zoom e observar pessoas nas ruas, carros, ônibus, em embarcações, etc. No exemplo abaixo, é possível ver o zoom da entrada de um prédio, e nela há um homem em pé mexendo no celular. É realmente incrível a riqueza de detalhes!


Para visualizar a fotografia, você deve acessar a página oficial clicando aqui. Com certeza, você e seus amigos gastarão um bom tempo explorando a imagem.

A foto de 195 gigapixels está famosa em todo o mundo. Caso o site esteja lento, deve ser por conta do número de acessos. Procure voltar num outro momento.

A tecnologia utilizada nessa foto gigantesca consiste em tirar várias fotos de uma cena, com resoluções menores, e juntá-las, dando um efeito como se a foto de 195 gigapixels tivesse sido tirada de apenas uma vez. Por isso, se você avistar pessoas duplicadas numa cena, é porque essas pessoas se locomoveram entre um clique e outro.

O pessoal do BGR fez um alerta para as formas como a tecnologia pode vir a ser utilizada. Você já pensou em estar na sua casa e uma pessoa, em outro bairro, saber quantas colheres de açúcar você pôs no seu café?

Fonte: Tecmundo

domingo, 25 de agosto de 2019

Barco de 8 mil anos é encontrado no fundo do Oceano Atlântico

Barco encontrado foi construído há 8 mil anos 
(Foto: Maritime Archaeological Trust)

Embarcação estava a 11 metros de profundidade próxima à ilha inglesa e pode ter afundado após o fim da Era do Gelo

A 11 metros de profundidade no norte do Oceano Atlântico, próximo à ilha inglesa de Wight, arqueólogos encontraram uma embarcação de 8 mil anos praticamente intacta. Quando o barco de madeira foi construído, a área ainda nem era coberta por água, mas abrigava vegetação.

“O local contém uma evidência rica de habilidades tecnológicas que não pensávamos terem sido desenvolvidas na época, como o avançado trabalho em madeira”, afirmou em comunicado Garry Momber, director do Maritime Archaeological Trust, fundo de caridade britânico que apoiou o estudo. O veículo marítimo foi estudado por meio da reconstituição em 3D na região onde ele foi descoberto.

Garry Momber realizando mergulho próximo à Ilha de Wight, na Costa Sul da Inglaterra (Foto: National Oceanography Centre)

Na época em que o barco foi construído, a região, que hoje faz parte do Reino Unido, ainda era ligada à Europa Continental por uma área que abrangia florestas e pântanos. Esse território, conhecido como Doggerland, é hoje submerso sob o sul do Mar do Norte.

Quando a população que viveu há milhares de anos construiu o barco de madeira, as temperaturas estavam aumentando e camadas de gelo que dominavam a paisagem já derretiam. Os níveis do mar estavam começando a subir e a água afundou Doggerland finalmente nos arredores do ano 6100 a.C.

No sítio submarino também foi descoberta a “Alântida Britânica”, um antigo assentamento que teria abrigado milhares de pessoas. Infelizmente, seus vestígios arqueológicos podem desaparecer em breve, pois o local tem sofrido devido à forte erosão, que tem desgastado o sítio em meio metro por ano.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Facebook está a criar (com sucesso) tecnologia capaz de ler mentes


Há cerca de dois anos, o Facebook começou a desenvolver uma tecnologia capaz de ler as mentes das pessoas. Agora, a empresa apresentou com sucesso os primeiros resultados da sua investigação.

O Facebook quer disponibilizar uma ferramenta capaz de descodificar pensamentosdiretamente no cérebro e transformá-los em mensagens escritas, sem a intervenção da fala ou de um teclado. Com o apoio da Universidade da Califórnia, publicaram no mês passado os primeiros resultados na revista Nature Communication.

Esta pode constituir uma solução para pessoas com transtornos de comunicação ou uma inovação no campo da realidade aumentada. Capaz de traduzir sinais cerebrais em diálogo, o software utiliza eletrocorticografia (ECoG) de alta densidade, pelo que requer implantes cerebrais.

Apesar de inicialmente ter delimitado um prazo de dois anos para que a tecnologia estivesse disponível ao público em geral, o Facebook ainda está uns furos abaixo das expectativas traçadas.

“Aqui demonstramos a descodificação em tempo real da fala percebida e produzidaa partir da atividade ECoG de alta densidade em humanos durante uma tarefa que imita o diálogo natural de pergunta e resposta”, lê-se no estudo. “Este representa um passo importante em direção a aplicações mais naturalistas”.

O Extreme Tech explica que, durante os testes feitos, os participantes deram respostas ao vivo a perguntas gravadas previamente e os investigadores usaram a informação dos sinais cerebrais para programar modelos que consigam percecionar aquilo que eles disseram e ouviram.

O software ainda está longe de infalível, tendo detetado corretamente 76% das perguntas percecionadas pelos participantes. No que toca às respostas, o software do Facebook teve uma taxa de sucesso a rondar os 61%.

O derradeiro objetivo passa por desenvolver um sistema capaz de descodificar as palavras na parte do cérebro que aloja o centro da linguagem e transcrevê-las diretamente num computador a uma velocidade de cem palavras por minuto, cinco vezes mais rápido que o tempo necessário para escrevê-las no ecrã de um smartphone.

As aspirações da empresa de Mark Zuckerberg levantam algumas preocupações devido aos contínuos escândalos relacionados com a invasão de privacidade dos utilizadores. A leitura dos pensamentos das pessoas parece ser uma fronteira que muitos não estão dispostos a conceder acesso.

Fonte: ZAP

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Diversos fósseis humanos descobertos em San Vicente de la Barquera poderiam questionar a teoria da evolução de Darwin


A comunidade científica tomou como ponto de partida estudar a evolução do ser humano a teoria formulada por Darwin no século XIX . No entanto, uma descoberta recente "invalida a teoria", ou pelo menos a questiona. 

O lugar deste achado é na Cantábria, especificamente em San Vicente de la Barquera, onde os restos fósseis humanos surgiram depois que em 2014 duas ciclogéneses explosivas atingiram o norte da Espanha entre fevereiro e março. 

Esses restos mortais foram datados pelo antropólogo José María Ribero-Meneses em cerca de 200 milhões de anos, e suas características e morfologia seriam "um indiscutível 'homo sapiens' como ancestral directo do homem", embora longe de "primatas, macacos e hominídeos" .

De acordo com Ribero-Meneses, e como publicado por vários meios de comunicação, as características desses restos, entre os quais uma face recta e uma abóbada craniana, invalidam a teoria de Darwin. 

O crânio tem uma altura de 52 centímetros e uma largura de 42 , enquanto que tem uma circunferência de 148. Essas dimensões apontam para um indivíduo gigante que viveu entre os períodos Triássico e Jurássico da Era Mesozóica.

"Ele era contemporâneo dos dinossauros, um ser anfíbio que vivia entre o mar e a terra, de uma altura enorme, quase quatro metros, de vida muito longa, mais de duzentos anos, e com um tamanho intelectual e físico incomparavelmente superior ao nosso. ", disse Ribero-Meneses em entrevista à agência Efe que ecoa a Cadena Ser .

Na opinião do antropólogo, as descobertas "representam o enterro oficial da teoria da evolução de Darwin ", já que colocam o ancestral directo do homem muito antes da data dos restos encontrados em Atapuerca, datados de pouco menos de um milhão de anos. . 

Se sua tese for confirmada, a cronologia darwinista que foi tomada como base até agora seria questionada. Ribero-Meneses também conta com as descobertas de restos mortais de vários milhões de anos na Bulgária e no continente africano.

Este antropólogo e filólogo também conta com a destruição do famoso Instituto Smithsoniano de Antropologia, fundado em 1846 e baseado em Washington, que em 1900 comprou e destruiu centenas de esqueletos de homens gigantes, "a maioria deles completa". e pertencendo à mesma família dos restos que eu tenho ", disse ele.

Os restos mortais de San Vicente de la Barquera, com uma tonelada de peso, estão "em perfeitas condições" e, na opinião deles, aniquilam o "desdém darwiniano" .

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