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domingo, 22 de setembro de 2019

Investigadora de Valença desvenda novo passo na luta internacional contra o cancro


Investigação científica

A investigadora Daniela Ferreira, natural de Valença, está inserida numa equipa de investigação da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro que desvendou a função de um ácido que traz novas perspectivas na luta contra doenças oncológicas, tendo esse estudo já sido publicado por uma prestigiada revista científica internacional.

Grupo de Citogenómica e Genómica Animal da UTAD (BioISI/UTAD) – da esquerda 
para a direita: Filomena Adega, Ana Escudeiro, Daniela Ferreira e Raquel Chaves

A equipa de investigadores de Citogenómica e Genómica Animal (CAG) do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas desvendou a função de uma sequência de RNA (ácido ribonucleico) não-codificante em células humanas e de gato, demonstrando que o acido “interage com a proteína PKM2 (Piruvato Cinase M2), que desempenha diferentes funções, nomeadamente na multiplicação celular e cuja desregulação está associada ao cancro”, referiu Daniela Ferreira, em comunicado da UTAD.

De acordo com a investigadora de Valença, a interrupção do ácido provoca a morte celular, sendo que a importância desta descoberta torna-se ainda mais relevante quando se entende que a “morte celular programada perspetiva um avanço molecular para a terapia dirigida no cancro”.

A equipa, liderada por Raquel Chaves, descobriu ainda que o ácido em questão, originalmente identificado em gatos, está presente e conservado também no ser humano, nos ratos e nas moscas da fruta.

Estes resultados foram já publicados na revista cientifica “Cellular and Molecular Life Sciences” e tiveram a colaboração do grupo do Centro de Neurociências, da Universidade de Coimbra.

Fonte: O Minho

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Forças Armadas têm novo centro de telecomunicações em Santa Margarida

Fonte da foto Facebook
A nova Estação de Ancoragem de Santa Margarida foi inaugurada, esta manhã, pelo Conselho dos Chefes de Estado-Maior. 

Com o objetivo de potenciar o comando operacional de forças, a nova Estação representa uma evolução tecnológica nas comunicações militares, melhorando as capacidades de comando e controlo operacional. 


A cerimónia de inauguração decorreu na Brigada Mecanizada em Santa Margarida, com a presença do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, bem como de representantes ao mais alto nível do Exército, Forca Aérea e Armada. 

Desenvolvida para uma aplicação vocacionada para o comando e controlo das operações militares, a Estação de Ancoragem de Santa Margarida pode, também, ser utilizada no âmbito das missões de apoio a emergências civis e de proteção e salvaguarda das populações.

Fonte: Mais Ribatejo

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Novo tratamento promete cura do cancro da próstata em cinco dias


Mais radiação num curto período de tempo poderá ser a resposta para uma cura mais rápida e igualmente eficaz.

Os doentes com cancro da próstata podem ter agora uma nova esperança para a cura da doença. Um novo tratamento promete curar a doença através de radioterapia em cinco dias. 

Usualmente, a radioterapia é administrada ao longo de 39 dias o que implica que os pacientes tenham de se deslocar ao hospital todas as semanas durante cerca de dois meses. 

No entanto, um grupo de médicos levou a cabo um ensaio em que é administrada uma quantidade muito maior de radiação em sítios mais precisos durante cinco sessões seguidas. 

Os resultados do estudo, publicado esta terça-feira na revista científica sobre medicina The Lancet, indicam que esta forma de tratamento é promissora e pode fornecer uma cura mais rápida aos doentes sem que os efeitos sejam piores.

O ensaio envolveu 847 homens diagnosticados com a doença e foi executado no Hospital The Royal Marsden e Instituto de Investigação sobre o Cancro em Londres. 

Cerca de metade dos homens envolvidos no ensaio foram submetidos ao tratamento tradicional e os outros foram submetidos à nova forma de tratamento. 

De acordo com Douglas Brand, autor do estudo, o tratamento mais curto com doses elevadas de radiação demonstrou ser mais eficaz que o tradicional e os efeitos são iguais aos do tratamento tradicional.

Fonte: CM

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Cientistas criaram com sucesso dois embriões de rinoceronte-branco do norte


Um consórcio internacional de cientistas e conservadores da natureza anunciou que criou com sucesso dois embriões de rinoceronte-branco do norte, uma esperança para a preservação desta subespécie africana quase em extinção.

Os dois embriões foram criados in vitro a partir de dez ovócitos (células germinativas) extraídos de duas fêmeas — a mãe e filha Najin e Fatu —, os únicos exemplares de rinoceronte-branco do norte que existem no mundo, e de esperma retirado previamente (e depois congelado) dos últimos dois machos.

Preservados em azoto líquido (criopreservação), os embriões vão ser transplantados numa fêmea de rinoceronte-branco do sul, subespécie mais abundante mas que é perseguida por caçadores furtivos, que matam os animais por causa dos seus cornos.

Os cientistas optaram por esta decisão, uma vez que Najin e Fatu, filha e neta de Sudan (o último macho da espécie e que faleceu em 2018), têm problemas de saúde que as impediria de ir para a frente com uma gravidez.

A experiência reprodutiva foi feita num laboratório em Itália, onde os ovócitos, recolhidos a 22 de agosto das duas fêmeas, que vivem numa área protegida no Quénia, foram maturados e fertilizados.

Depois da incubação, sete dos dez ovócitos maturaram e ficaram aptos para fertilização. Decorridos dez dias, apenas dois ovócitos de uma das fêmeas deram origem a embriões viáveis.

Fonte: ZAP 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Mais de 800 asteroides podem colidir com Terra nos próximos 100 anos, adverte ESA


A Agência Espacial Europeia estima que existem actualmente 878 asteroides que estão na lista dos potencialmente perigosos que podem colidir com a Terra.

A ideia de um enorme asteroide esbarrar contra o nosso planeta pode parecer o enredo de um filme de ficção cientifica, no entanto, de acordo com Agência Espacial Europeia (ESA), isso pode se tornar realidade.

ESA estima que há 878 rochas espaciais que podem esbarrar contra a Terra.

"Este catálogo da ESA junta todos os asteroides dos quais temos conhecimento e que têm hipóteses 'não nulas' de colidir com a Terra nos próximos 100 anos – significando que o impacto, sendo bastante improvável, não pode ser excluído."

Mesmo uma colisão com um asteroide de dimensões pequenas poderia causar "destruições graves", segundo a ESA, escreve jornal britânico Mirror.

Para reduzir o risco de que algo aconteça no futuro, a Agência Espacial Europeia uniu esforços com outros parceiros internacionais, nomeadamente a NASA, em missões de busca destes corpos celestes e no desenvolvimento de tecnologias para desviá-los do seu percurso.

Nos próximos dias os especialistas em defesa planetária irão se encontrar em várias cidades europeias para coordenar os esforços conjuntos.

O primeiro encontro terá lugar em Roma, na Itália, onde os cientistas irão discutir os planos do projecto da NASA chamado Teste de Redireccionamento de Asteroide Duplo (DART na sigla em inglês) que consiste num impacto cinético no asteroide duplo Didymos B.

Nos dias 12 e 13 de setembro, os especialistas discutirão em Munique, na Alemanha, a recente passagem de raspão pela Terra, no dia 9 deste mês, do asteroide 2006 QV89 que não tinha sido detectado.

Fonte: Sputnik News

terça-feira, 10 de setembro de 2019

As 24 horas que se seguiram ao impacto do asteróide que extinguiu os dinossauros


Há 66 milhões de anos, caiu no México o asteróide que extinguiu os dinossauros. Um estudo permite agora saber o que aconteceu nas 24 horas após o impacto. Mas o problema foram os 30 anos seguintes.

Não se sabe o dia, o mês ou o ano. Não se sabe sequer ao certo a década o século ou o milénio. Sabe-se apenas que terá acontecido — mais mil, menos mil — há cerca de 66 milhões de anos. E sabe-se também que o que aconteceu mudou para sempre a Terra: o asteróide que caiu na planície de Yucatán, no México, transformou o nosso planeta e moldou-o para o que é hoje. Só que um estudo revela agora muito mais: diz exatamente o que aconteceu naquelas 24 horas depois do impacto brutal do Chicxulub.

Não foi a cratera com 180 km de diâmetro, no fundo do mar, que levou a que se extinguisse 75% da vida na Terra, apesar de se falar essencialmente do fim dos dinossauros. Naquele momento, foi como se tivessem explodido 10 mil milhões de bombas como a de Hiroshima. Foram libertadas para a atmosfera 425 gigatoneladas de CO2 e outras 325 toneladas de ácidos sulforetos. O megatsunami que a queda do asteróide provocou levou a água do golfo do México, nas Caraíbas, para os Grandes Lagos do norte dos EUA, na fronteira com o Canadá, a 2.500 quilómetros de distância.

Aquele dia foi o fim de uma era (geológica): terminou o mesozoico e começou o cenozoico (a atual).

Uma expedição científica que desde 2016 está a estudar a zona do impacto do asteróide conseguiu, através de uma espécie de plataforma petrolífera instalada no mar, fazer um furo na zona da borda da cratera e retirar de lá, 1.334 metros abaixo do fundo marinho, o respectivo cilindro de rocha. Nele são perfeitamente visíveis diferentes círculos de sedimentos, impactos e rochas diferentes que os geólogos e cientistas analisaram ao pormenor. Esses dados contam de forma precisa a história em capítulos do que aconteceu minuto a minuto no dia do impacto (tal como os anéis dos troncos das árvores ou as marcas dos blocos de gelo revelam o que se passou ao longo dos anos).

Segundo o estudo, publicado pelo PNAS (a Academia de Ciências dos EUA) e revelado por vários jornais, a rocha mostra que foram 24 horas de inferno, cujos efeitos devastadores se sentiram depois ao longo de muitos anos. Mas, para surpresa dos investigadores, foi tudo muito rápido.

Minutos depois do impacto, os primeiros 40-50 metros da cratera encheram-se de imediato de rocha fundida e fragmentária. Uma hora depois, uma nova camada com rochas de vidro, suevita e materiais fundidos estava formada. Mais umas horas e já havia outra camada com sedimentos mais finos. Ou seja, bastou um dia para tudo ficar coberto com uma capa de 130 metros de sedimentos. Depois a água do tsunami gigante voltou arrastando todos os resíduos imagináveis, desde árvores ardidas das redondezas a restos de regiões longínquas, e cobriu o resto.

O asteróide teria entre 10 a 12 quilómetros e os efeitos do impacto terão chegado a 1.500 quilómetros de distância, causando também múltiplos incêndios pelo material incandescente libertado ao entrar na atmosfera. Daí os muitos vestígios de carvão vegetal, mas também de materiais orgânicos apodrecidos pela água e fungos que se criaram entretanto, presentes nesta amostra de rocha da cratera.

O que está escrito neste cilindro de pedra é como se fosse um papiro com uma fita do tempo ao minuto. Mas se as conclusões são muitas, as dúvidas que logo se levantaram também. Afinal se tudo aconteceu tão rapidamente, os efeitos também se terão dissipado em poucos dias, não sendo assim suficientes para uma extinção em massa como a que aconteceu.

Para a entender, foi preciso fazer ligações entre o impacto, aquelas horas que se seguiram e o que veio depois. E a chave está exatamente no depois: no que o primeiro minuto daquelas 24 horas provocou.

Apesar das muitas teorias que abundam para o que se passou, desde a possibilidade de terem existido múltiplas quedas de asteróides (mais pequenos) simultâneas, ao facto de se ter dado a erupção de vários vulcões no Oriente na mesma altura, até a sismos e tsunamis consecutivos naquele período — podendo tudo isto ter acontecido como uma reação em cadeia ao próprio impacto –, aquilo que estes cientistas concluíram foi mesmo que o Chicxulub reescreveu a história da Terra.

O cilindro de rocha mostra muitas coisa. Mas o mais importante acaba por ser o que não mostra. A amostra não contém evidências de materiais sulfurosos: nada de enxofre, apesar das rochas ricas em sulforeto. Isto reforça a ideia de que o impacto do asteróide lançou o enxofre e os sulforetos todo para a atmosfera criando um escudo químico impenetrável que impediu os raios solares de chegarem ao solo. Todo o planeta arrefeceu e muito. Pelos cálculos científicos e pelas simulações tecnológicas, a temperatura media global baixou 20 graus e manteve-se assim durante 30 anos. Quase nada resistiu a essa era glaciar. E quando a vida foi voltando e evoluindo, já era completamente diferente.

Fonte: Observador

sábado, 7 de setembro de 2019

NASA admite ter detectado asteroide pouco antes de sua colisão com Terra


Asteroide de três metros de diâmetro 2019 MO entrou na atmosfera terrestre e NASA por pouco não o via.

O asteroide se desintegrou ao entrar na atmosfera próximo às Caraíbas em 29 de junho. Ele havia sido detectado pela NASA a cerca de 480 mil km da Terra, distância maior da que nos separa da Lua. Embora a distância pareça grande, o corpo celeste movia-se a uma velocidade de 14,9 km por segundo (mais de 53 mil km/h).

A dificuldade em achar o asteroide estaria no seu tamanho. Segundo a NASA, achar o 2019 MO é a mesma coisa que encontrar um mosquito a 500 km. Mesmo assim, o asteroide foi encontrado pelo telescópio de observação ATLAS, localizado na Universidade do Havaí, Estados Unidos.

No seu comentário, o cientista da NASA Davide Farnocchia explicou a razão de o corpo celeste ter sido identificado tão tarde, publicou o portal Express.

"Os asteróides deste tamanho são muito mais pequenos do que aquilo que nos compete rastrear. Eles são muito pequenos e não conseguiriam ficar inteiros o bastante para causar danos após entrar na atmosfera", disse Farnocchia.

No entanto, asteroides pequenos (ou fragmentos de corpos maiores) também podem causar danos. Em 2013 um asteroide do tamanho de um prédio de seis andares explodiu e seus destroços caíram sobre Chelyabinsk, Rússia. Como resultado 1200 pessoas ficaram feridas e cerca de 7 mil casas e prédios sofreram danos.

Fonte: Sputnik News

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Novo aparelho consegue retirar água potável do ar seco do deserto

Grant Glover / Universidade do Sul de Alabama
Investigadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, desenvolveram um dispositivo que consegue extrair quantidades de água potável do ar mais seco encontrado no deserto.

O grupo de investigadores diz que o novo colector de água pode produzir mais de 1,3 litros por quilograma de um determinado material absorvente de água, num só dia. A investigação publicada na revista ACS Central Science refere que a produção pode ser feita com menos de 40% de humidade relativa.

Pode não parecer uma grande quantidade de água, mas já é o suficiente para manter uma pessoa viva caso o estado de desidratação seja grave.

A máquina foi posta à prova, durante três dias, no deserto de Mojave, nos EUA. Durante esse período de tempo, o dispositivo produziu 0,7 litros de água por kg de material. Mesmo no dia mais seco, com humidade relativa a 7%, conseguiu recolher 200 ml de água.

O principal componente do recolhedor de água é um tipo de material conhecido como estrutura metal-orgânica (MOF). Este composto tem áreas de superfície grandes o suficiente para permitir que várias moléculas de água do ar se acumulem e condensem dentro delas à temperatura ambiente.


O aparelho de recolha de água é constituído por um ventilador que sopra o ar sobre cartuchos dos MOF’s dentro de uma caixa, que retira a água e a liberta num condensador

O aparelho é uma caixa de acrílico transparente, constituído por um ventilador que sopra o ar sobre cartuchos de MOF’s, que retiram a água. Essa água é então removida dos MOF’s com algum aquecimento e libertada para um condensador onde a água líquida se acumula.


Esta é a terceira versão de colector de água que a equipa de investigadores criou. Em 2017, o primeiro protótipo recolheu água do ar durante a noite, antes de usar o calor do sol no dia seguinte para colher e condensar. A segunda versão, de 2018, tinha melhorias que permitiam recolher até 100 ml de água por kg de MOF’s.

O grupo de cientistas afirma que a última versão é 10 vezes mais eficiente que o modelo do ano passado e 100 vezes mais eficiente do que o protótipo de 2017.

Isto deve-se à introdução do ventilador elétrico, que sopra mais ar sobre os MOF’s e aos aquecedores que permitem que a água seja libertada. Ambos consomem energia recolhida de painéis solares, para além de terem baterias que permitem ao dispositivo funcionar durante a noite.


Da esquerda, os investigadores Nikita Hanikel, Grant Glover e Mathieu Prévot com o dispositivo de recolha de água

Como a máquina é independente, podia ajustar-se a regiões rurais ou países em desenvolvimento, onde a escassez de água é um problema recorrente.

A equipa diz ainda que o dispositivo pode vir a funcionar em escalas. Uma startup criada pelo grupo está a testar uma versão do tamanho de um microondas que pode produzir entre sete a 10 litros de água por dia — água potável suficiente para três adultos.

Uma versão ainda maior, do tamanho de um frigorífico, podia fornecer 200 a 250 litros por dia, o que satisfazia as necessidades de uma família inteira. O objetivo final seria um dispositivo muito maior que produzisse 20 mil litros por dia, ajudando vilas inteiras.

Omar Yaghi, investigador principal do projeto, sustenta que esta mobilidade de água pode vir a possibilitar que a água seja um direito humano. “Estamos a produzir água ultra pura, que tem potencial de vir a ser disponibilizada amplamente sem conexão com a rede de distribuição de água”, explica Omar.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

As corajosas enfermeiras paraquedistas na Guerra Colonial Portuguesa


Fonte: Youtube

Cientistas criam o primeiro lagarto mutante geneticamente modificado


Uma equipa de cientistas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, conseguiu criar o primeiro lagarto geneticamente modificado recorrendo à técnica de edição genética CRISPR.

No novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Cell Reports, a equipa explica que a técnica de CRISPR consiste numa série de “tesouras moleculares” capazes de inserir, remover, modificar ou substituir partes de ADN do genoma de um organismos vivo.

Outros cientistas tinham já utilizado este método para modificar o ADN de mamíferos, peixes, pássaros e anfíbios, mas esta foi a primeira vez que a técnica CRISPR foi aplicada em répteis. Os especialistas enfrentavam dificuldades com a edição genética neste tipo de animais devido à forma como estes se reproduzem. Ao contrário dos outros animais, os répteis fertilizam os seus óvulos em momentos imprevisíveis.

Para a nova investigação, escreve o jornal britânico Daily Star, a equipa inserir algumas modificações ao método, permitindo assim que esta limitação fosse superada.

Os cientistas injetaram reagentes CRISPR em óvulos não fertilizados em ovários de lagartos. Quando os ovos eclodiram, aproximadamente metade dos lagartos mutantes herdaram genes da mãe e do pai com o ADN modificado.

Os cientistas escolheram levar a cabo a edição genética num o animal albino, uma vez que esta é uma mutação não prejudicial ao espécime.

Além disso, e tendo em conta que os humanos com albinismo têm, por norma, problemas de visão, os cientistas esperam ainda utilizar os lagartos modificados para estudarcomo é que a perda deste gene afeta o desenvolvimento da retina.

Após esta edição genética bem sucedida, os geneticistas planeiam agora usar esta mesma técnica noutros animais e esperam poder ajudar a curar doenças e prolongar a esperança de vida humana.

Fonte: ZAP

domingo, 25 de agosto de 2019

Ainda há esperança. Corais do Atlântico reproduziram-se pela primeira vez em laboratório


Este é um avanço histórico que poderia ajudar a salvar corais em todo o mundo, incluindo o ameaçado recife da Flórida, nos Estados Unidos.

O Aquário da Flórida, nos Estados Unidos, conseguiu que o coral Dendrogyra cylindrus, que pode ser encontrado no Oceano Atlântico e no Mar das Caraíbas, conseguisse desovar pela primeira vez em laboratório, avança o site IFLScience.

De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), a reprodução de corais é um processo sensível e pode ocorrer tanto de forma assexuada como sexuada. Muitos corais produzem muitos gametas masculinos e femininos para eventualmente libertarem enormes nuvens de espermatozoides e óvulos na coluna de água.

As condições para que isso aconteça têm de ocorrer sob as circunstâncias certas e, embora os cientistas ainda não tenham a certeza de todas as variáveis, acreditam que estão relacionadas com a temperatura, a duração do dia e talvez até os ciclos lunares. Conclusão: todas fazem com que a reprodução em laboratório seja extremamente difícil.

Como parte do Project Coral, cientistas do Centro de Conservação do mesmo aquário conseguiram induzir a desova em corais com recurso a tecnologia inovadora. Especialistas imitaram o ambiente natural destes animais ao manipular a iluminação, incluindo a reprodução do momento do nascer e pôr do Sol e da Lua.

“Quando temos uma boa criação, uma boa qualidade da água e todos os estímulos ambientais certos, isto é o que podemos fazer, podemos mudar o jogo para a restauração de corais”, afirma Keri O’Neil, cientista especializado em corais.

Os conservacionistas de corais acreditam que este trabalho poderá salvar corais em todo o mundo, incluindo o ameaçado recife da Flórida, que já viu serem afetadas nos últimos anos cerca de 25 espécies de corais.

“Muitos especialistas em corais não acreditavam que isto seria possível, mas nós aceitámos o desafio e dedicámos os nossos recursos e conhecimento para alcançar este resultado monumental. Continuamos firmemente comprometidos em salvar a única barreira de coral da América do Norte e agora vamos trabalhar ainda mais para proteger e restaurar o nosso Planeta Azul”, afirmou num comunicado Roger Germann, presidente e CEO do aquário.

De acordo com o aquário, a equipa conseguiu induzir artificialmente uma desova em 2013 e, desde então, gerou 18 espécies de corais do Pacífico, mas a desova do Atlântico tinha sido um desafio até agora.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Cientista americana diz estar certa de que a Terra será atingida por asteroide


Uma cientista americana de uma ONG dedicada a proteger a Terra diz que é 100% certo que um asteroide atingirá o nosso planeta. A cientista é Danica Remy, presidente da Fundação B612.

Após um asteroide não ter passado longe da Terra no início deste mês, uma cientista declarou que um futuro impacto é inevitável. Embora ainda não esteja claro quando ocorrerá, a cientista disse que a certa altura, um asteroide acabará por atingir a Terra.

No último dia 10 de agosto, uma enorme rocha espacial aproximou-se bastante do nosso planeta. Identificado como 2006 QQ23, o asteroide tinha cerca de 570 metros de comprimento (maior que a Torre Eiffel, em Paris), e viajava a uma velocidade de 16.700 quilómetros por hora.

Após a passagem próxima do asteroide, Danica Remy, a atual presidente da ONG B612Foundation, na Califórnia, disse que uma colisão entre um asteroide e o planeta Terra está prestes a acontecer.

“É 100% certo de que vamos ser atingidos, mas não se sabe com 100% de certeza quando é que isso vai acontecer”, disse Remy à NBC News.

Apesar da certeza do impacto com um asteroide, Remy acredita que a Terra não corre o risco de ser atingida por rochas espaciais que poderiam acabar com a vida no planeta, que são aquelas rochas com mais de um quilómetro de comprimento.

Devido ao seu enorme tamanho, estes asteroides podem ser facilmente identificados e detetados por agências espaciais. Com base nas suas últimas descobertas, a Terra não corre o risco de ser atingida por um desses asteroides gigantes.

Embora a Terra esteja relativamente segura dessas gigantescas rochas espaciais, o mesmo não pode ser dito para os asteroides menores, que têm maiores hipóteses de atingir a Terra, uma vez que são pequenos o suficiente para serem atraídos pelas forças gravitacionais do planeta.

Ao contrário dos asteroides que poderiam acabar com a vida no planeta, a destruição causada pelo impacto de um asteroide menor será localizada. Mesmo assim, Remy observou que um impacto desses ainda pode ter um efeito devastador em algumas regiões do mundo.

“O tipo de devastação que estaríamos observando é mais regional do que um nível planetário”, disse Remy. “Mas ainda vai ter um impacto global, nos transportes, na rede e no clima”.

Cientista americana diz estar certa de que a Terra será atingida por asteroide from ZAP.aeiou on Vimeo.

Fonte: ZAP

Engenheiros inventaram método ultraeficiente de extração de hidrogénio de campos petrolíferos


O método de filtragem dos gases é ecológico e impede que outros gases, para lá do hidrogénio, cheguem à superfície

Um grupo de engenheiros canadianos, liderado por Ian Gates e Jacky Wang,desenvolveu um método de extração de hidrogénio de larga escala em areias e campos petrolíferos no âmbito de uma parceria entre a universidade de Calgary e a empresa Proton Technologies. Atualmente o hidrogénio serve já de combustível para alguns tipos de veículos, bem como para gerar energia elétrica, e é conhecido por ser um dos recursos energéticos menos poluentes.

De acordo com a página Phys.org, o grupo de investigação pretende apresentar oficialmente este método na Conferência Goldschmidt de Geoquímica em Barcelona, que teve início dia 18 de agosto e terminará a dia 23 do mesmo mês.

Segundo a mesma página, o Canadá e a Venezuela são dois dos países com maior número de reservatórios de areias petrolíferas, que podem vir a tirar proveito deste processo de produção energética inovador. «Existem vastos reservatórios de areias petrolíferas em vários países, como o Canadá, a Venezuela, entre outros», disse Ian Gates, investigador do departamento de engenharia química da universidade de Calgary.

Os investigadores descobriram que ao injetarem oxigénio em campos petrolíferos, a sua temperatura vai aumentar e libertar o hidrogénio, que pode ser separado de outros gases através de filtros. Na verdade, o hidrogénio não está originalmente presente nestes reservatórios, mas a injeção de oxigénio causa uma reação química que faz gerar o elemento.

Grant Strem, diretor executivo da Proton Technologies, a empresa responsável pela comercialização deste processo, afirma que «esta técnica pode gerar grandes quantidades de hidrogénio deixando o carbono na terra». Explicou ainda que «o que sai da terra é hidrogénio em estado gasoso e por isso não temos os custos elevados de purificação do ar à superfície, que existem no processo de refinação do petróleo». «O único produto deste processo é o hidrogénio, o que significa que esta tecnologia não faz emissões nem polui o ambiente. Todos os outros gases permanecem na terra porque não passam pelo filtro de hidrogénio para a superfície», acrescenta.

Fonte: EI

sábado, 17 de agosto de 2019

Descoberto novo órgão sensorial no corpo humano


Uma equipa de investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, descobriu um novo órgão sensorial na pele capaz de detetar estímulos mecânicos dolorosos, tal como picadas ou impactos.

A descoberta do Instituto Karolinska, uma das maiores e mais conceituadas faculdades de medicina da Europa, foi esta semana publicado na revista científica Science.

A dor causa sofrimento e quase uma pessoa em cada cinco tem dores com frequência, levando a uma busca constante de novos analgésicos, ainda que a dor tenha também uma função protetora, já que provoca reações reflexas que evitam danos nos tecidos (como afastar a mão perante o calor de uma chama).

Os investigadores do Karolinska descobriram agora um novo órgão sensorial na peleque é sensível à irritação ambiental perigosa, constituída por células da glia, também conhecidas como células Schwann (células não neuronais do sistema nervoso central) que em conjunto foram um órgão semelhante a uma malha dentro da pele.

Este órgão, cujas células se organizam em rede e que depois transmitem a informação ao cérebro, é sensível a danos físicos dolorosos, como picadas ou pressões.

O estudo descreve de que forma o novo órgão é sensível à dor, como é que se organiza e como é ativado, através de impulsos elétricos no sistema nervoso que resultam em reações reflexas e sensação de dor.

As células que compõem o órgão são muito sensíveis a estímulos mecânicos. Os investigadores fizeram experiências em que bloquearam esse órgão e houve uma diminuição da capacidade de sentir a dor provocada por causas físicas.

“O nosso estudo mostra que a sensibilidade à dor não acontece apenas nas fibras nervosas da pele, mas também neste órgão agora descoberto. A descoberta muda o nosso conhecimento sobre os mecanismos celulares de sensações físicas e pode ser importante na compreensão da dor crónica, disse Patrik Emfors, professor do Instituto Karolinska, citado em comunicado de impernsa.

Fonte: ZAP

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Depois de morrer, estes genes “fantasma” ganham vida


A simples definição de morte – aquela que diz que o corpo deixa de funcionar – não chega para descrever o quão estranho o nosso organismo realmente é.

“Não sabemos nada sobre o que acontece quando morremos”, disse Peter Noble, ex-professor na Universidade de Alabama, ao Discover. Noble sabe, em primeira mão, que há surpresas para os cientistas que estudam o fim da vida, uma vez que o próprio estudou os genes que ganham vida horas ou até dias depois da morte do organismo.

Um gene é um conjunto de instruções químicas, feito de ADN, que diz ao corpo como fazer algo. Quando o gene é ativado, estas instruções químicas são transcritas pelo nosso RNA, e as nossas células podem usar essa sequência copiada como um esqueleto para construir moléculas complexas.

Noble e os colegas da Universidade de Washington estavam a testar a técnica para medir a atividade genética. Como controle, os cientistas analisaram tecidos de um peixe-zebra morto recentemente, esperando ver uma diminuição constante em novas cópias de genes à medida que a atividade celular diminuía.

A ideia de que genes seriam ativados após a morte de um organismo era inédita, por isso os investigadores escreveram-no como um erro com a sua instrumentação. Mas testes repetidos, em peixes e depois em ratos, continuaram a confirmar o impossível: genes ativavam-se horas, ou mesmo dias, após a morte de um organismo.

As descobertas dos cientistas foram recebidas com ceticismo, até que um grupo de cientistas liderados por Roderic Guigó no Centro de Regulação Genómica de Barcelona também encontrou atividade genética pós-morte – desta vez em humanos.

Guigó e a sua equipa estudavam a regulação dos genes analisando tecidos de pessoas que doaram os seus corpos após a morte. O trabalho já estava em andamento quando o artigo de Noble foi publicado, por isso não ficaram surpreendidos com as descobertas da sua equipa. “Era mais ou menos o que estávamos a ver”, disse Guigó.

Estas descobertas podem dar uma melhor compreensão sobre como os genes funcionam quando ainda estamos vivos e podem ajudar a melhorar procedimentos médicos como transplantes de órgãos. “Saber como os órgãos mudam ao nível molecular após a morte do corpo talvez possa ajudar a melhorar as práticas de transplante de órgãos ou preservação de órgãos”, explicou Guigó.

A outra grande aplicação potencial dos seus estudos é na ciência forense. Os cientistas descobriram que diferentes genes se ativam em diferentes intervalos de tempo após a morte. Os cientistas forenses podem aplicar estas informações para fazer estimativas mais precisas sobre a hora do óbito.

Enquanto essa descoberta abre novas possibilidades para a ciência médica, a maior questão colocada pela investigação é: por que alguns dos nossos genes são ativados depois de morrer?

Sabe-se que a morte é um processo com mais nuances do que se pensava anteriormente. A morte não significa que todas as células nos nossos corpos parem de funcionar, apenas significa que param de trabalhar juntos. As horas e os dias em que estas conexões se desfazem são uma nova fronteira para a ciência.

Noble acredita que as pistas podem estar nos tipos de genes que estão a ganhar vida. Embora nenhum dos genes pareça fazer qualquer alteração física após a morte, muitos estão relacionados a atividades que são normalmente reguladas ou inibidas. Isso inclui o gene que diz às células para produzir o começo de uma coluna vertebral.

Outros genes que se ativam após a morte estão relacionados com o cancro. Talvez na ausência de outros genes que normalmente os inibem, os genes aproveitam a oportunidade de se reativar.

Assim, há genes que “acordam” quando morremos. E a razão para isso acontecer permanece um mistério.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Verme transforma caracol em 'zumbi' psicodélico


Um caracol "zumbi" foi filmado com um parasita dentro de seu corpo. O verme usa cores bizarras para atrair pássaros.

No vídeo, gravado por um biólogo, dá para ver um verme vermelho e verde dentro do corpo e dos globos oculares de um caracol já morto.

O verme das cores verde, branco e vermelho percorre todo o corpo do caracol criando um padrão identificado como mimetismo agressivo numa tentativa de atrair pássaros, escreve o jornal britânico Daily Star
A "dança" do verme faz as funções motoras e os globos oculares ficarem parecidos com uma larva – um dos petiscos preferidos de pássaros. Ao ser comido por um pássaro, o verme se prolifera no estômago e é espalhado no meio ambiente através das fezes do animal que o engoliu.

Curiosamente, caracóis infectados são até três vezes mais activos do que outros não infectados.

Fonte: Sputnik News

NASA estuda afastar asteroides gigantescos que podem ameaçar a Terra


Embora sejam muitas as rochas espaciais maciças passando apenas a alguns milhões de quilómetros de distância do nosso planeta o tempo todo, há alguns asteroides que podem atingir a Terra directamente, representando uma ameaça real.

Mesmo que as probabilidades de um asteroide gigantesco colidir com a Terra sejam aparentemente reduzidas, relegando essa ameaça particular para o domínio da ficção científica e dos filmes de desastres, os investigadores continuam trabalhando no desenvolvimento de meios para mudar a trajectória destas rochas espaciais massivas, só por precaução.

De acordo com o ABC News, em 2021, o projecto Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo (DART, Double Asteroid Redirection Test) da NASA deverá "demostrar a técnica de impacto cinético num asteroide duplo, causando uma colisão contra o asteroide menor, para ver o quanto ele poderá ser movido".

"A questão é, se afastar algo com anos de antecedência, não é necessário afastá-lo muito. É uma rocha do tamanho de um arranha-céus. A ideia é atingi-la com uma nave espacial do tamanho de um carro pequeno, e ao fazê-lo, a energia e o impulso do impacto iriam afastá-la ligeiramente da sua órbita", disse Pete Worden, conselheiro do Luxemburgo no campo de recursos espaciais.

Existem outras técnicas que estão sendo desenvolvidas pelos cientistas, inclusive um "enorme laser", uma "nave espacial de pequenas dimensões", que usaria a força de repulsão eléctrica solar para mudar a trajectória do asteroide sem sequer tocar no corpo rochoso. É um método que envolve "essencialmente a aspersão de tinta de um lado do asteroide, o que faria com que ele fosse aquecido pelo Sol de forma diferente", levando-o a alterar a sua trajectória ao longo do tempo.

Lindley Johnson, responsável pela área de Defesa Planetária da NASA, disse à mídia que, embora haja muitos asteróides passando nas proximidades do nosso planeta, são os que estão em rota de colisão directa com a Terra que representam maior ameaça, e que a humanidade deve se preparar para essa eventualidade.

"Algum dia a Terra será atingida novamente. A questão é saber quando, e nós queremos estar preparados para isso", disse Johnson.

Fonte: Sputnik News

domingo, 11 de agosto de 2019

Asteroide do tamanho da Pirâmide de Gizé estará dirigindo-se para Terra


Agosto promete ser um mês cheio de asteroides aproximando-se da Terra: alguns dias foi divulgado que um grande corpo celeste, maior que o Empire State Building dos EUA, se estava aproximando do nosso planeta. E há mais por vir.

Espera-se que um asteroide enorme, conhecido por Asteroid 2019 OU, se aproxime da Terra no dia 28 de agosto a uma distância curta de apenas 0,00687 unidades astronómicas, ou mais de um milhão de quilómetros, afirmaram cientistas do Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL) da NASA.

Estima-se que o objecto celeste da classe Apollo, que representa a maioria dos Objectos Potencialmente Perigosos (PHO), tenha uma largura de 150 metros e passe pelo nosso planeta com a velocidade de 13 quilómetros por segundo.

A classe de asteroides Apollo agrupa os asteroides com órbitas próximas à da Terra. O exemplo mais famoso de um asteroide deste tipo é o meteorito que explodiu na atmosfera da Terra perto da cidade russa de Chelyabinsk em fevereiro de 2013. Em consequência da explosão, mais de 1000 pessoas ficaram feridas, sobretudo por causa de vidros quebrados de janelas ou por causa da onda de choque.

Os cientistas supõem que este asteroide tenha o tamanho da Pirâmide de Gizé, informação do jornal Daily Star.

Há algumas semanas, o asteroide denominado 2019 OK, de tamanho semelhante, passou perto da Lua. Considera-se que a rocha colossal tenha a potência de uma bomba atómica capaz de arrasar uma cidade.

Fonte: Sputnik News

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Queda de sonda israelita "contaminou" a Lua com seres vivos microscópicos


Chamam-se tardígrados e são seres microscópicos conhecidos por aguentarem condições extremas. Embora em estado de dormência, ficaram espalhados no solo lunar quando a sonda que os continha se despenhou

A sonda israelita Beresheet, que esteve perto de tornar-se na primeira missão lunar privada bem sucedida, carregava em si um arquivo com 30 milhões de páginas de informação sobre o planeta Terra e a espécie humana, incluindo amostras de ADN humano. A bordo seguiam também milhares de tardígrados desidratados, uma espécie animal microscópica capaz de sobreviver a condições extremas, inclusive no Espaço.

Assim que tomaram conhecimento do despenho da sonda israelita, Nova Spivack, criador da Arch Mission Foundation, a iniciativa responsável pela criação dos arquivos humanos a bordo da Beresheet, e alguns dos colaboradores da organização procuraram determinar se a informação no arquivo tinha resistido à queda na Lua.

«Nas primeiras 24 horas ficámos em choque», contou Nova Spivack à Wired, sublinhando que a equipa «estava ciente dos riscos, embora pensassem que não seriam significativos.» A equipa estima que, apesar do impacto, o arquivo esteja intacto ou em pedaços que permitem recuperar a informação.

Nova Spivack explicou também que um cenário em que os tardígrados colonizem a Lua é altamente improvável, pois neste momento os animais encontram-se numa espécie de dormência biológica. Só no caso de serem trazidos de volta para a Terra, serem reidratadas ou estarem num local com atmosfera é que podem “voltar à vida”. A Wired indica que alguns cientistas já conseguiram reanimar alguns exemplares desta espécie e que estavam em estado de dormência há cerca de dez anos.
Além dos tardígrados, o arquivo lunar que a Beresheet levava continha 25 camada de níquel com apenas alguns micrómetros de espessura (um micrómetro é o equivalente a um milionésimo de metro). As primeiras quatro camadas continham cerca de 30 mil imagens de alta definição com páginas de livros sobre introdução a algumas línguas faladas na Terra, manuais e chaves para descodificar as restante 21 camadas, que continham a esmagadora maioria das páginas de Wikipedia em língua inglesa e milhares de obras de literatura clássica.

Foi utilizado um sistema de armazenamento analógico, mas para comprimir a informação a organização recorreu a um especialista que utilizou uma técnica de gravação nanométrica de imagens de alta resolução em níquel. Foi usada uma tecnologia laser de alta precisão que gravou as imagens “átomo a átomo”, em partículas de vidro, que depois receberam um revestimento de níquel. O resultado são imagens holográficas que podem ser vistas utilizando um microscópio capaz de ampliar imagens mil vezes.

À Wired, Spivack contou que deseja incluir um maior número de amostras de ADN nos próximos arquivos lançados para o Espaço, inclusive amostras de espécies em vias de extinção. A partir do próximo outono a Arch Mission Foundation vai dar início a uma recolha de novas amostras.
Fonte: EI

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