quarta-feira, 29 de setembro de 2010

1 de Fevereiro de 1968 às 00h:15 horas - Cabrito – Cinco Picos


Serafim Vieira 

OVNI com quatro seres ataca guarda açoriano
Testemunha – Serafim Vieira Sebastião, 36 anos de idade, casado, natural de Ribeira Grande, guarda das instalações militares «Azores Air Station» .
Data da observação – 31 de Janeiro para 1 de Fevereiro de 1968 .
Hora – Cerca das 24 horas (hora de Lisboa).
Local – Lugar do Cabrito, Cinco Picos, Ilha Terceira, Açores .
Descrição – Começamos por transcrever uma entrevista com a testemunha incluída no programa«Horizonte» da RTP, no dia 25.02.68, transcrita em parte no «Diário de Lisboa» de 26.02.68 – Entrevistador – Carlos Cruz .

UMA LINGUAGEM CONVINCENTE

As próprias palavras da testemunha, transcritas textualmente numa linguagem que fere o português, mas ditas com convicção, são bem elucidativas. Vejamos:

«Encontrava-se na área do Cabrito, Serafim Vieira Sebastião, de serviço de guarda no posto de munições onde estava a ouvir o relato de futebol, Setúbal-Sporting, quando sentiu que o seu aparelho transístor não dava música, não dava nada, e tive que desligar o aparelho de rádio. Senti muita impressão, depois tornei a ligar, vi que o aparelho não me dava música nem se ouvia o relato, depois fechei novamente, quando senti um zumbido, saí para for a do posto e vi ao lado esquerdo do posto do sítio de guarda um veículo, um objecto estranho, aproximar-se para o paiol das munições. Quando saí novamente entrei para dentro e chamei a atenção pelo telefone comunicando que já vi um estranho objecto e que já estava a se aproximar. Quando tornei novamente a ir ao telefone, vi nesta ocasião entrar uma grandíssima claridade pela janela dentro, que era muito forte, uma luz muito clara e tornei a ligar o telefone e pedi que viessem quanto antes para cima .Vi aquela grandíssima claridade. Quando olhei para o lado esquerdo é que vi que o projector estava parado sobre o posto das munições à face do paiol, donde vi aquela grandíssima projectação projectar para os paióis. Vi, tornei para trás outra vez, entrei dentro do posto de serviço quando novamente vim buscar o foco e vi directamente apontado a grandíssima projectação para os paióis e vi quatro homens, dois dentro e dois fora. Os de dentro mexiam-se bem, geralmente como a gente se esteja numa secretária a tratar-se de qualquer coisa. Não vi ouvidos, não vi cara, não vi nada. Só vi visivelmente, como estou a dizer, vi os quatro homens a mexerem-se muito bem lá dentro. Quando novamente aproximei-me mais à face do paiol e vi dois lá for a e vi geralmente, só senti um zumbido exactamente como se fosse um enxame de abelhas. Desloquei-me mais atrás um pouco e vi então que eram propriamente quatro homens dois dentro, dois for a, mexiam-se e quando projectei o foco não vi nada, nem letras nem nada, só vi visivelmente, vi uma viseira, a cor do fato que ali estava era uma cor de chumbo. Só via um pouco de vidro que aparecia na frente da cara. E tão depressa acendi o foco para a projectação para eles, aquilo moveu-se tão rápido e senti logo uma projectação de projector uma luz muito forte, tive de tapar a cara, quando tapei a cara senti logo, rápido, senti uma coisa tão estranha, um gás, uma poeira que atacou e caí no chão e não soube de mais nada».

Mais adiante:

Carlos Cruz – Está ciente daquilo que viu ?
Sebastião - «Vi que era verdade. Um objecto estranho que nunca me lembra de ver aqui, vi de facto quatro homens, dois dentro e dois for a. Os que estavam do lado de for a, faziam uma espécie de corrimão, podiam passar uma perna por cima do corrimão e ficavam à face do paiol das munições. Isto não são brincadeiras. Quem quiser acredite e quem quiser, não acredite».
OUTRAS DECLARAÇÕES DE SERAFIM SEBASTIÃO
Esboço feito por Serafim Vieira
«Era de forma oval, com brilho metálico, e culminava numa torre de vidro, com pequena balaustrada a que se encostavam dois seres».
«Devia ter aí uns 6 metros de comprimento e 3 de altura».
«O ruído e a forma nada se pareciam com o que habitualmente anda pelo ar . Nem avião, nem helicóptero, nem balão».
«Só quando o foco luminoso da minha lâmpada alertou os homens encostados à balaustrada é que sucedeu tudo quanto descrevi: uma nuvem de poeira – e não de gás, como se disse – envolveu-me, subitamente, e o disco desapareceu enquanto eu perdia os sentidos».
«Sei perfeitamente o que é um balão-sonda de investigação e mesmo à distância distinguiria tal objecto de qualquer outro que cruzasse o céu».
Numa entrevista dada ao «Diário Insular» por Serafim V. Sebastião, anotamos :
E – Há relva queimada na área do Cabrito ?
S – Agora há !
(A resposta foi peremptória e veio confirmar os elementos recolhidos pelo nosso repórter).
E – Algum médico português ou americano, ou outra pessoa propôs-lhe uma análise do seu facto ?
S – Nem falaram (que eu ouvisse) no assunto.
  Corre à boca cheia que o homem do disco voador vai à América .
S – Sobre isso não tenho nada a dizer . Nem sim, nem não !
E – E quem o tem interrogado ?
S – O meu major e o meu chefe geral .
E – E o calor de gás ou poeira do disco, não lhe fez mal ?
S – A poeira era totalmente isenta de calor .
Acerca de um programa, da TV americana da base das Lajes transmitido no dia 27.1.68, sobre discos voadores, insinuou-se que Serafim Sebastião tivesse sido sugestionado por ele .
Ouçamos o comentário de Serafim a propósito destas insinuações :
«Nem sequer vi esse programa e nada sabia sobre tais objectos em que. Aliás, não acreditava, até ter sido atacado por este!»
Na entrevista dada à RTP, já atrás citada, Serafim Vieira disse que no local não há cabos de alta tensão, como disseram os jornais (propositadamente? Com que fins?) mas sim cabos telefónicos, o que aliás, é aparente na fotografia publicada no jornal «Diário de Notícias», Lisboa, de 4.2.68 .
De facto, nessa fotografia, os ditos «postos de alta tensão», conforme a legenda, não se lhes assemelham nada. Erro tipográfico ?
Parece, como diz Serafim Sebastião, serem postes para cabos telefónicos. Mais uma deturpação de factos conforme as conveniências ? Porque não foi feito nenhum desmentido ? Com «alta tensão» e «balões» a coisa vai… Com cabos telefónicos, seria um pouco mais difícil explicar a intervenção do «balão» com os tais «Campos eléctricos».
Reparemos ainda a propósito, e uma vez mais, citando o «Diário Insular»:… «determinado fenómeno – eléctrico como se pode calcular – que «assombrou» o guarda». Não haja dúvida de que se trata de uma «explicação cabal e satisfatória»!
NO HOSPITAL
…«Inanimado deu entrada no banco do Hospital Regional, cerca de uma hora da madrugada, Serafim Vieira Sebastião…
…Foi socorrido pelo médico de serviço, Dr. Ferreira Gomes, tendo sido mais tarde observado pelo Dr. Hélio Flores, director da Clínica Médica daquele hospital e alienista».

Fonte : «Jornal Diário Insular, Angra do Heroísmo – 2.2.1968»

«Ele chegou já acordado mas não falava e ouvia muito mal. Às 3 da manhã, começou a tentar articular, mas pouco esboçava além de uns ss. Foram-lhe aplicados tranquilizantes e aplicou-se-lhe o oxigénio, apesar de não haver sintomas de intoxicação. Tudo leva a crer que foi o susto apenas que provocou a perda dos sentidos, certamente nascido da projecção forte de que ele fala .
Depois das 3 horas, um pouco nervoso ainda, é que começou a falar claramente sobre essa realidade que se não apresenta nada clara».

Fonte : «Jornal A União, Angra do Heroísmo – 2.2.1968»

…Cerca das 10 horas da manhã, Serafim Sebastião teve alta do Hospital Regional de Angra e seguiu para o aeroporto das Lajes, escoltado pela Polícia, afim de ser submetido a interrogatório para o inquérito oficial que está em curso sobre o caso . (ANI)

Fonte : «Jornal O Comércio do Porto – 2.2.1968»

O estado de choque em que Serafim Vieira chegou ao Hospital parece-me ser de origem psicossomática, mais talvez do que de origem tóxica ou em consequência de alguma radiação desconhecida . Efectivamente, Serafim Vieira, apresentava afazia e surdez, temporária, aspectos característicos, mas não exclusivos, de manifestações psicossomáticas. Não esqueçamos também os critérios medo e angústia com tão importante papel em tais situações . Poderemos também admitir uma hipótese de ionização atmosférica intensa (luminosidade do OVNI, a favor da hipótese) o que o poderia levar à perda da consciência. Não esqueçamos que só quando Serafim apontou o feixe de luz da sua lanterna ao misterioso objecto é que lhe sucedeu tudo o que ele conta. Este facto leva-nos a admitir uma acção intencional e não fortuita por parte do objecto, ou de quem o tripulava.* Quanto à sua vida anterior, no aspecto psíquico e social parece-me ser pessoa equilibrada e bem conceituada no seu meio ambiente. A teoria de C. G. Jung, também me parece não poder aplicar-se a este caso, como talvez tenha sido insinuado por alguém .
* Quanto à tal «poeira gasosa» que o envolveu, poder-se-á admitir que efectivamente seria mesmo poeira do solo. Esta nuvem de poeira poderia ter sido levantada aquando da deslocação do OVNI e não ser ela a causa dos fenómenos que se pensam, mas sim os raios luminosos intensos que foram projectados sobre ele. Pena é que as suas roupas não tenham sido submetidas a análises .

ALGUNS DADOS SOBRE SERAFIM SEBASTIÃO

…Aspecto de forte e duro «duro», daqueles que não se assustam com qualquer coisa.
Que não sofre de nevrose e que imagina só o que interessa».
…«Estamos perante um homem sério e sisudo que não fazia qualquer esforço para convencer…»

Fonte : «Jornal A União, Angra do Heroísmo – 2.2.1968»

…«Entretanto, um repórter deste jornal informou-se, na Praia da Vitória, do habitual comportamento de Serafim. Homem corajoso – nos disseram. Forte e bem constituído – acentuaram. O Serafim, pai de sete filhos, é pessoa tida em boa consideração…»

Fonte : «Jornal Diário Insular, Angra do Heroísmo – 2.2.1968»

…«Todos aqueles que o conhecem, e desde então o ouviram, em sucessivos depoimentos, mantêm a opinião de que não se trata de um mistificador e sim de um homem que fala com convicção e seriedade».

Fonte : «Jornal Diário Popular, Lisboa – 2.2.1968»

…«O objecto descrito por Serafim Vieira Sebastião corresponde ao tipo clássico de «disco voador». Foi apurado que o guarda não é pessoa sujeita a alucinações».

Fonte : «Jornal Diário de Notícias, Lisboa – 2.2.1968»

…«As suas leituras, como nos informamos, não estão influenciadas de mistério, pelo que o facto não corresponde a qualquer desejo íntimo que trabalhasse no subconsciente»…

Fonte : «Jornal A União, Angra do Heroísmo – 3.2.1968» e "Artigo da Revista Insólito n.º 14 de Julho de 1976"

EXPLICAÇÃO OFICIAL
Paiol no Cabrito
«Uma explicação cabal e satisfatória»

«O nosso jornal, ao princípio da tarde, obteve a informação – por intermédio de um seu correspondente – de que precisamente às 22 horas de anteontem for a lançado da base das Lajes um balão meteorológico. O aparelho – como de costume – foi acompanhado dos feixes rotativos de luz. Da «torre» daquele aeródromo verificou-se que seguiu na direcção da zona central da ilha onde está situada a instalação militar em referência.
Balões, como estes, vão inflando à medida que seguem o seu rumo .
Ao que se crê, este balão meteorológico – portador, como todos os outros, de vários dispositivos eléctricos que accionam o enchimento progressivo do aparelho e os emissores das informações meteorológicas – teria efectivamente poisado na zona para onde, segundo se sabe, o vento o encaminhou.
Ao encontrar um «Campo eléctrico» (passa naquela zona um transporte eléctrico de alta tensão) o balão teria provocado determinado fenómeno – eléctrico como se pode calcular – que «assombrou» o guarda.
Ao fim e ao cabo! Uma série de coincidências tornou possível o equívoco, terminando assim a história de um «facto», de várias suposições, de um susto muito compreensível e de uma notícia que, a esta hora, terá já corrido mundo. Pouco menos que um fogo-fátuo… Em todo o caso o Serafim terá muito para contar até ao resto da sua vida. Na verdade, ele foi «notícia» e nada fez para isso!…»

Fonte : «Jornal Diário Insular, Angra do Heroísmo – 2.2.1968»

Esta explicação «cabal e satisfatória» é manifestamente absurda. Além de não ter poisado nenhum balão meteorológico na área do Cabrito, como foi dado crer, a hipótese do balão «veio de cima». Significativo! Também não existem cabos de alta tensão mas sim cabos telefónicos, segundo Serafim Sebastião, o que aliás para o caso pouca importância tem.
Também não se compreende o tal «fenómeno eléctrico». Não ficariam resíduos do balão ? Volatilizou-se ? Não houve falha de corrente eléctrica na zona. Seria de esperar que um fenómeno com tamanha intensidade para «assombrar» o guarda a 40 ou 50 metros de distância disparasse os disjuntores, não será assim ? Em resumo: Mais uma explicação oficial «clássica». Já estamos habituados a elas …

BALÕES

«Excluída a possibilidade de Serafim Vieira ter visto o balão das 22 horas do dia 31».
…«Efectivamente todos os dias, os serviços de Rádio-sonda lançam para o ar dois balões-sonda: Um às 4 da manhã e outro às 22 horas. Tem pleno controlo. Transmitem para terra números certos sobre temperatura, ventos e humidade em altitude.
Sobre a pressão atmosférica, o balão, cumprida a sua missão, desintegra-se (rebenta). Leva um pequeno sinal luminoso, espécie de pisca-pisca mas sem projector de luz forte. O balão sonda das 22 horas do dia 31 não tem qualquer hipótese de ter ido para o Cabrito, pois desintegrou-se a 126.000 pés, de altitude, 1 hora e 50 minutos depois de partir, remetidas todas as informações necessárias dentro da normalidade. Segundo os dados fornecidos, não há hipótese de qualquer desvio e muito menos de ter descido».

Fonte : «Jornal A União, Angra do Heroísmo – 2.2.1968»

«Conseguimos detectar mais alguns pormenores sobre o «balão-intriga» do dia 31. Como todos os outros que há longos anos vem dando informações úteis à meteorologia, antes de «rebentarem», foi lançado da estação de rádio-sonda localizada em Santa Rita. O balão utiliza uma lâmpada de 1,5 volts em ordem ao controlo e recepção dos sinais na direcção do balão-sonda em ascendência.
O «balão-intriga», que como dizíamos ontem, veio a rebentar 1 hora e 50 minutos depois do seu lançamento, desprendeu-se a uma velocidade de 80 Km/h, tomou o rumo 50º, correspondente à direcção do vento, ou seja:
Sobrevoou a Praia. Para o Cabrito precisaria do rumo 100º o que não se verificou.
Não há hipótese do seu aparecimento no Cabrito a 4 metros de altura e misterioso desaparecimento.
As leis que comandam um balão, não permitem tais malabarismos… e a lâmpada de 1,5 volts não fulminaria assim o Sr. Serafim Vieira».

Fonte : «Jornal A União, Angra do Heroísmo – 3.2.1968»

Quanto ao «balão» não fazemos comentários. As notícias são bem elucidativas .

FACTOS CURIOSOS

«Abordamos o assunto do balão meteorológico e perguntamos se lhe constou – quando dos interrogatórios oficiais – que essa versão viera «de cima». O homem do «disco voador» dá o seu consentimento e pronuncia-se sobre o assunto. Mas insiste: - Era um disco voador!»

Fonte : «Jornal Diário Insular, Angra do Heroísmo – 4.2.1968»

…«Entretanto, aparelhos das Forças Aéreas Portuguesas e Americanas continuam a sobrevoar a área dos Cinco Picos e unidades navais patrulham intensamente o mar nas proximidades»… (3.2.1968)
(Sem comentários. Apenas reparar na data)
…«O mais recente testemunho sobre a presença de discos voadores vem da Terceira, ilha onde se localiza uma importante e operosa base área estratégica: As autoridades americanas interessam-se vivamente pelo depoimento do Serafim Vieira Sebastião, o guarda da Azores Air Station…»

(In, «Jornal Diário de Notícias, Lisboa – 4.2.1968»)

…«Apesar do mutismo de Serafim Vieira Sebastião, a tal propósito, podemos informar que partirá, em breve, para os Estados Unidos, para prestar completo depoimento perante uma comissão de investigação».

Fonte : «Jornal Diário de Notícias, Lisboa – 4.2.1968»

«A RÁDIO E O CASO DO «DISCO»


Entrada para o local da observação
«Tanto o Rádio Clube Português às 21.20, (posteriormente também no programa P.B.X.) como o Rádio Clube de Angra, às 22.30, transmitiram entrevistas acerca do «insólito» caso do disco voador. Além do «homem» que do anonimato passou a figura do dia, foram ouvidos os Drs. Ferreira Gomes e Hélio Flores, mencionados no texto do telegrama difundido pela ANI e que for a enviado desta cidade, ontem de manhã»…


Fonte : «Jornal Diário Insular, Angra do Heroísmo – 2.2.1968»

«Ontem o Rádio Clube Português no seu famoso programa «Grande Roda» referiu a notícia que inserimos: «Excluída a possibilidade de Serafim Vieira ter visto o balão das 22 horas do dia 31».
É realmente de admirar que se tenha assustado com um simples balão-sonda, tão familiar às suas vistas».

Fonte : «Jornal A União, Angra do Heroísmo – 3.2.1968»

«A IMPRENSA E O «DISCO»
Tanques de combustivel junto da Base
A 1ª notícia, escrita, foi dada pelo Jornal «A União» Angra do Heroísmo, Açores do dia 1.2.68, sob título de última hora: «Sensação! Discos Voadores no Céu da Terceira ? – Último de Janeiro: noite de mistério».
Para a elaboração deste caso utilizaram-se 32 recortes de jornais, tanto da metrópole como das Ilhas, além de outras fontes de informação.

Parece-nos pois, que a imprensa falada ou escrita, deu grande relevo a este caso. Talvez seja o caso português que mais «tinta» fez correr. Só o filme da RTP tem cerca de 120 metros! Não será interesse a mais por um simples «balão meteorológico»?

COINCIDÊNCIA(?)

ÚLTIMA HORA - «AGORA ME LEMBRO»

Raul de Meneses, que trabalha em Santa Luzia da Praia quando ontem chegou a casa, sua esposa contou-lhe o que lera em «A União». E então lembrou-se dum pormenor na noite de 31 a que não tinha dado importância .
«Realmente, ontem (31) para o lado dos Cinco Picos, seriam 8 da noite, eu vi uma luz estranha, diferente e distante. Uma luz sobre o comprido, uma espécie de «garrafa de luz». Chamei algumas pessoas e pensamos que fosse qualquer fenómeno de estrelas ou planetas ou satélites, ou qualquer coisa que se não sabia o que era. Mas não nos interessamos muito. Só depois do que minha esposa disse é que me lembrei e dei importância».

Fonte : «Jornal A União, Angra do Heroísmo – 2.2.1968»

OUTRAS OBSERVAÇÕES NO ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES E ILHA DA MADEIRA

A observação de Serafim Sebastião parece não ser um caso isolado. Efectivamente no dia anterior há a registar também a observação de Raul de Meneses. Durante todo o mês de Fevereiro há ainda a considerar as observações do dia 14 em várias ilhas do arquipélago. No dia 28 há a observação da Ilha do Corvo e uma curiosa observação na Ilha da Madeira (vários objectos). Aliás, desde há longos anos, tanto a Madeira como os Açores tem sido «visitados» assiduamente por misteriosos objectos voadores, o que parece verificar-se também na actualidade.
Apenas coincidências ? Só balões ? Brevemente publicaremos outras observações feitas nos Açores, Madeira e Cabo Verde .

·        Aeroporto de Santa Maria – Ilha de Santa Maria (14.2.1968) .
·         Fenais da Luz e Capelas – Ilha de São Miguel (14.2.1968) .
·         Ilha Terceira – (14.2.1968) .
·         Ilha do Corvo – (28.2.1968) .
·         Funchal – Ilha da Madeira (28.2.1968) .

CASO SEMELHANTE EM 1959

PAPUA - NOVA GUINÉ  26-06-1950 ÁS 18 HORAS

Na Papuásia, Nova Guiné, Missão Anglicana Boianai, o padre William Gill e mais 38 testemunhas observaram no dia 26.6.1959, ao fim da tarde, um estranho objecto voador .
O objecto, de forma oval, envolvido por um halo luminoso, emitindo um feixe luminoso azul intermitente, fazendo evoluções e pairando a baixa altitude durante, cerca de 4 horas, tinha uma balaustrada superior onde se viam 4 silhuetas de aspecto humano. Foram trocados sinais amistosos entre as testemunhas e os ocupantes do OVNI .
No dia seguinte, a observação repetiu-se pouco antes do pôr do Sol, tendo os ocupantes do estranho aparelho feito novos sinais amistosos de despedida.
Três outros objectos luminosos pairavam a grande altitude .
Afastaram-se todos desaparecendo no espaço, nunca mais sendo vistos .
É notável a semelhança entre esta observação e a de Serafim Vieira embora esta última seja nocturna.
Vejamos :
1. Luminosidade .
2. Forma oval .
3. Balaustrada .
4. 4 seres de aspecto humano .
Seria também um balão meteorológico ? é uma pena não haver cabos de alta tensão à mistura ! Simplificava bastante … Será uma coincidência ? O leitor compare e tire as suas conclusões .
CONCLUSÕES
Este caso parece-nos ser um dos mais interessantes da história do fenómeno OVNI no nosso País . Achamos que se trata efectivamente duma verdadeira observação dum Objecto Voador Não Identificado, baseando-nos nos seguintes pontos :
a - Descrição e desenhos feitos pela testemunha;
b - Efeitos sofridos pela testemunha;
c - Outras declarações da testemunha (pormenores);
d - Dados biográficos sobre a testemunha;
e - Absurdez e mentira da explicação oficial;
f - Tentativa por parte das autoridades de apoiar a explicação oficial (sugestões feitas à testemunha sobre balão);
g - Demonstração da impossibilidade de ter pairado algum balão meteorológico sobre a área de observação;
h - Deturpação intencional de factos (cabos de alta tensão, rumo do balão meteorológico);
i - Atitude das FAP e da USAF assim como de unidades navais portuguesas e americanas;
j - Vivo interesse das autoridades americanas;
k - Exagerado interesse dos orgãos de comunicação social;
l - Outras observações, anteriores e posteriores, no arquipélago dos Açores (não é um caso isolado);
m - Caso semelhante em 1959 na Nova Guiné;
n - Interesse militar e histórico – lendário do local (Atlântida).
As conclusões que se tiram de todos estes parâmetros que serviram para analisar este caso são bem claras. Repare ainda o leitor em todas as frases mais destacadas (negro) e tire também as suas conclusões …

Fonte : «Revista do Insólito – José Figueiredo»

http://insolito.no.sapo.pt/


Fonte: Youtube

História da Aviação nos Açores


A história da aviação nos Açores inscreve-se na história da aviação em Portugal.
Encontrando-se o arquipélago dos Açores em posição estratégica no oceano Atlântico, entre a Europa e a América do Norte, assumiu papel fundamental desde o início da navegação aérea transatlântica.
A Primeira Guerra Mundial
Avião de carga da Força Aérea dos Estados Unidos estacionado na Base das Lajes.
No contexto da Primeira Guerra Mundial a cidade da Horta, no Faial, sofreu bombardeamento por parte do Império Alemão (Dezembro de 1916). No ano seguinte, a cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, foi bombardeada por um submarino alemão classe U-115 (4 de Julho de 1917).
Desse modo, já em 1918, tendo os Estados Unidos ingressado no conflito, Ponta Delgada passou a sediar um base naval da US Navy, guarnecida por navios, submarinos e hidroaviões Curtiss MF, com a missão de identificar e combater os submarinos da Marinha da Alemanha que incursionavam em águas do arquipélago. Ainda no contexto do conflito, e nos anos subsequentes, a Marinha Portuguesa projetou instalar na Horta um Centro Aero-Naval, que entretanto jamais chegou a se materializar. Do mesmo modo, em 1919, a Real Força Aérea britânica projetou adquirir uma ilha nos Açores, para instalação de uma base terrestre para prover apoio às operações aéreas no meio do Atlântico.

O período entre-Guerras

Nesse período uma verdadeira corrida pela travessia aérea do Atlântico teve lugar, graças ao incentivo de periódicos como o londrino "Daily Mail", que promoveu um concurso com um prémio de dez mil libras esterlinas ao aviador que conseguisse fazer o primeiro vôo sem escalas, em menos de 72 horas, entre os Estados Unidos, o Canadá, ou a Terra Nova e as Ilhas Britânicas.
Nesse contexto, três hidroaviões quadrimotor da Marinha dos Estados Unidos da América intentam a primeira travessia, de 16 para 17 de Maio de 1919. Apenas um deles, sob o comando de Albert Cushing Read, conseguiu completar o percurso, tendo feito escala na baía da Horta a 17 de Maio, e regressado por Ponta Delgada, onde fez escala a 20 de Maio. Ainda nesse ano, um hidroavião que viajava entre a Inglaterra e os Estados Unidos da América, fez escala na baía do Faial. A partir de então, as travessias oceânicas passaram a suceder-se com frequência cada vez maior, utilizando as ilhas dos Açores como escala, nomeadamente com ameragens na baía da Horta.
Com o advento do dirigível, o arquipélago foi sobrevoado em 1924, 1927 e 1930, pelos Zeppelin que faziam a ligação entre a Alemanha e os Estados Unidos.
Em Abril de 1926 partiu de Lisboa o vôo do hidroavião Fokker, batizado como "Infante de Sagres", pilotado pelo tenentes da Marinha Portuguesa, Moreira de Campos e Neves Ferreira, às ilhas da Madeira e dos Açores.,[1] tendo chegado a Ponta Delgada em 9 de Maio.
No ano seguinte (1927), o marquês Francesco De Pinedo, coronel da Força Aérea Italiana, foi forçado a amarar a cerca de 200 km da ilha das Flores, após ter partido da Terra Nova. O hidroavião Savoia-Marchetti S.55, batizado como "Santa Maria II", foi rebocado para a Horta, onde sofreu reparações.[2] No mesmo ano, em Novembro, um hidroavião Junkers D 1230 e um Heinkel D 1220 fizeram escala também na Horta, onde encontraram a pioneira da aviação estadunidense Ruth Elder, que tentava imitar o feito de Charles Lindbergh pilotando um pequeno monoplano acompanhada pelo piloto, capitão George Haldeman, que fora forçada a amarar na costa norte da ilha Terceira devido a problemas mecânicos, tendo a aeronave se incendiado.[3]
Em 1928 escalam na Horta o piloto inglês F. T. Courtney, pilotando um Dornier Wal G-CAGI[4] (Junho) e o tenente da Marinha da França De Paris, num pequeno hidroavião, o "La Frégate" (Julho).
Na ilha Graciosa registou-se um acidente fatal quando, ao anoitecer de 13 de Julho de 1929 um biplano Amiot 123 capotou durante uma aterragem de emergência, tentada nuns campos próximos do lugar da Brasileira. A aeronave, tripulada pelos aviadores polacos Ludwik Idzikowski e Kazimierz Kubala, tinha descolado na madrugada daquele dia do campo de Le Bourget, nos arredores de Paris, com destino a Nova Iorque, na segunda tentativa polaca de fazer o primeiro vôo transatlântico de leste para oeste. O major Idzikowski faleceu no acidente e o co-piloto, Kazimierz Kubala, sofreu ferimentos ligeiros. A aeronave foi consumida pelas chamas durante a operação de resgate quando alguém aproximou um archote dos destroços. Atualmente um cruzeiro marca o lugar do acidente.
Ainda em 1929, as forças armadas portuguesas apoiam a construção do Campo de Aviação da Achada, na Terceira, com uma pista de 600 metros de extensão por 70 metros de largura, e de onde, a 4 de Outubro de 1930, descola o primeiro avião, o biplano monomotor Avro "Açor", pilotado pelo Capitão Frederico Coelho de Melo.[5]
Entre 1930 e 1933, a companhia de aviação estadunidense Pan American realiza testes na baía da Horta para a operação de uma rota comercial transatlântica. Nesse contexto, Charles Lindbergh acompanhado por sua esposa, Anne Morrow, a serviço da Pan American, aí amarou a 21 de Novembro de 1933, com o seu monoplano "Spirit of St. Louis". A partir de então, até à década de 1940, diversas companhias aéreas passaram a utilizar as àguas das ilha, nomeadamente o canal entre as ilhas do Pico e do Faial, como ponto de apoio para as suas rotas entre a Europa e a América do Norte.
Em Abril de 1931, no contexto da Revolta dos Açores, a baía da Horta foi a base de três pequenos hidroaviões da Marinha Portuguesa, que se deslocaram à Terceira com a missão de sobrevoar Angra do Heroísmo e o Monte Brasil, lançando panfletos convidando os militares sublevados a render-se.

A Segunda Guerra Mundial

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a Marinha Portuguesa instalou um Centro Aero-Naval em Ponta Delgada. Ao mesmo tempo, foi implantado o Aérodromo Militar de Santana, o primeiro aeroporto na ilha de São Miguel, no lugar de Santana, em Rabo de Peixe, no Concelho da Ribeira Grande. No lado Norte da ilha, operou como aeroporto militar, de 1939 a 1945, quando constituiu a Base Aérea nº 4.
Na Primavera de 1941, quando era iminente um avanço das tropas alemãs sobre a península Ibérica, Oliveira Salazar ponderou a retirada do governo português para os Açores, com o apoio da Grã-Bretanha. Foi nesse contexto que se constituiu o grupo de trabalho luso-britânico com a incumbência de estudar e projetar a construção de bases aéreas no arquipélago.
Ao mesmo tempo, partiu de Lisboa no vapor "Mirandela" (4 de Junho de 1941) uma carga de 30 biplanos Gloster SS.37 (Gloster Gladiator), 5 monoplanos de transporte Junkers Ju 52, material de apoio e pessoal em direção aos Açores. Em São Miguel foram desembarcados 15 Gloster e os 5 JU 52, constituindo-se a Esquadrilha de Caça Expedionária nº 1 na BA-4; as demais aeronaves seguiram para a Terceira, onde constituíram a Esquadrilha de Caça Expedionária nº 2 da Força Aérea Portuguesa. Ainda nesse ano, a Grã-Bretanha enviou para São Miguel 12 caças Curtiss P-36 Mohawk, que passaram a constituir a Esquadrilha de Caça Expedicionária nº 3.
O ataque a Pearl Harbor, no oceano Pacífico, por parte de forças do Japão (Dezembro de 1941), levou a rever as diretrizes portuguesas em estudo com os britânicos, paralizando temporáriamente as atividades do grupo. Em 1942, Humberto Delgado foi nomeado representante do Ar para as negociações com a Grã-Bretanha para a cedência de bases nos Açores. Por sua eficiência nessa comissão, o governo britânico, mais tarde, veio a condecorá-lo com a Ordem do Império Britânico, salientando que Delgado arriscara a sua carreira e o seu futuro pela causa dos Aliados e da liberdade.[6]
Os meses de Maio e Agosto de 1943 constituíram-se em momentos de intensas negociações, que culminaram com o início da construção da base aérea britânica nas Lajes, na ilha Terceira. Aqui, com relação ao Campo da Achada, essa pista tinha a sua operação prejudicada pelo nevoeiro que a encobre durante parte do ano, e a solução encontrada foi deslocar as operações para a planície das Lajes, construindo-se uma nova pista. Após extensas negociações, em acordo firmado entre Portugal e a Grã-Bretanha (1 de Agosto de 1943), o primeiro concedeu à segunda facilidades na Base Aérea nº 4 e na das Lajes, visando utilizá-las como bases para a luta anti-submarina no Atlântico Norte, recebendo em troca a cessão de seis esquadrilhas de caças Hawker Hurricane.
Desse modo, em 8 de Outubro de 1943 desembarcou no porto de Pipas, em Angra do Heroísmo, um contingente de três mil militares ingleses, rumando para as Lajes, onde iniciaram imediatamente os trabalhos de terraplenagem da pista de aviação, no lugar de Terra Chã. Antes do fim desse ano, o Grupo de Esquadrilhas nº 247 da Royal Air Force Coastal Command, afundou o primeiro submarino alemão na região.
No início de 1944 foi a vez do desembarque de tropas estadunidenses, em Angra e em Praia da Vitória, um efetivo de 1400 homens transportando 1700 toneladas de equipamento para nova ampliação e reforço da pista das Lajes.
O passo seguinte dos Estados Unidos foi a construção da base na ilha de Santa Maria. Esta foi feita sob a orientação da Pan American, uma vez que o Estado Português, sem querer despertar a ira da Alemanha Nazi, apenas acatou o projeto a pretexto de tratar-se de uma instalação civil. O aeroporto em Santa Maria foi inaugurado a 28 de Novembro de 1946.

O pós-Segunda Guerra e a constituição da SATA

Findo o conflito, em 1946, o aeródromo de Santana foi convertido em aeroporto civil, com duas pistas relvadas, uma com 1500 metros de extensão e outra com 100 metros,[7] fazendo ligação com o Aeroporto Internacional de Santa Maria e com o Aeroporto das Lajes, na Terceira. Foi desativado com a inauguração do Aeroporto de Nordela em Ponta Delgada, tendo operado até 10 de Agosto de 1969.
SATA
Desde a década de 1940 a Transportes Aéreos Portugueses operava vôos regulares para os Açores. Entretanto, a operação regular civil dos aeroportos construídos no arquipélago durante a Segunda Guerra - na Terceira, em São Miguel e em Santa Maria -, iniciou-se a partir da entrada em operação da Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos (SATA).
Ainda à época da Segunda Guerra, um grupo de cinco açorianos notáveis (entre os quais Augusto Rebelo Arruda) fundou a Sociedade Açoriana de Estudos Aéreos, Limitada (21 de Agosto de 1941) , com o objetivo de obter a autorização do Estado português para a exploração das ligações aéreas entre as ilhas do arquipélago e entre estas e Lisboa.
Seis anos mais tarde, alcançado o objetivo proposto, a razão social da empresa foi alterada para Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos, Limitada. Nesse mesmo ano ( 1947), a 15 de Junho, a empresa inaugurou os voos com o Beechcraft (CS-TAA) – batizado como "Açor". A aeronave transportava 2 tripulantes e 7 passageiros, e fazia as ligações entre as ilhas de São Miguel (pela pista de Santana até 1969, e de Nordela a partir de então), de Santa Maria e da Terceira.
No ano seguinte a SATA recebeu duas aeronaves de Havilland DH.104 Dove (23 de Maio de 1948), com capacidade para 9 passageiros e 700 kilos de carga cada uma, que iniciaram operações a 1 de Agosto do mesmo ano. Ainda nesse mês de agosto, pelas dez horas do dia 5, o "Açor" registou dificuldades após a descolagem de São Miguel para Santa Maria, vindo a despenhar-se no mar. Os dois tripulantes e os quatro passageiros pereceram, e a carga foi perdida no trágico acidente.

Da década de 1960 aos nossos dias

Em 21 de Agosto de 1963, a frota da SATA foi aumentada pela aquisição de uma aeronave Douglas DC-3, com capacidade para 26 passageiros.
No final da década de 1960 foram construídos novos aeroportos no arquipélago: desse modo, foram inaugurados e abertos ao tráfego aéreo civil:
1969 - o Aeroporto de Nordela (hoje Aeroporto João Paulo II), próximo a Ponta Delgada, na ilha de São Miguel;
Desde a sua inauguração o Aeroporto de Nordela passou a servir como Base Operacional da SATA e, dois anos depois, em 1971, a TAP Portugal passou a realizar voos regulares entre Lisboa e Ponta Delgada. Em 1972, a SATA adquire as aeronaves Avro HS 748 (com capacidade para 48 passageiros), que operava desde 1969. Após a Revolução dos Cravos (1974), em 1976, a Força Aérea Portuguesa cedeu à SATA duas aeronaves Douglas DC-6, tendo ainda sido proposta a regionalização da empresa à Assembleia da República.
Entretanto, a regionalização só seria alcançada a 17 de Outubro de 1980, quando foi adquirida ao Grupo Bensaúde, passando 50% das acções pertencer ao Governo Regional dos Açores, e o restante à TAP Air Portugal, EP. Passou assim a constituir-se como empresa pública sob tutela do Governo Regional, sob a razão social de Serviço Açoriano de Transportes Aéreos, Empresa Pública, mas mantendo a sigla SATA. Nesse mesmo ano, a empresa aderiu à Associação Europeia de Companhias Aéreas Regionais (ERA) e à Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA).
Paralelamente, no início da década de 1980, de 1981 a 1983, foram construídos e inaugurados, pelo Governo Regional, aeroportos nas demais ilhas do arquipélago, que passavam a ser servidos pela SATA:
o Aeroporto da Horta (Faial);
Por sugestão do Dr. Mota Amaral, então Presidente do Governo Regional dos Açores, em 1986 a empresa aérea regional passou a designar-se SATA Air Açores. Desde o ano anterior (1985) a Azores Express, empresa do Grupo SATA, efectuava voos "charter" entre o arquipélago e os Estados Unidos da América. Outra empresa do grupo, a SATA Express, passa a efectuar voos charter entre os Açores e o Canadá.
O final da década, é marcado pela mudança na programação visual e na comunicação social da empresa regional: em 1988, a SATA altera as suas cores e passa editar a revista de bordo bilíngue Paralelo 38, actualmente Espírito Açoriano/Azorean Spirit. Além disso, entre 1989 e 1990, os Avro foram substituidos pelos ATP da British Aerospace. A primeira dessas aeronaves, batizada como "Santa Maria" entrou ao serviço em 1989; a segunda, como "Flores", em 1990; e a terceira, como "Graciosa", em 1991. Ainda em 1991, iniciam-se as ligações civis para a ilha do Corvo, com um Dornier 228-212 da SATA a substituir um Aviocar C-212 da FAP.

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