quarta-feira, 4 de abril de 2012

GUERRA COLONIAL - PV-2 HARPOON NO ULTRAMAR



O PV-2 Harpoon, era um avião bimotor que equipou a FAP entre os anos de 1954 - 1975. Com um peso máximo à descolagem de 15.000 kg, alcançava a velocidade máxima de 518 km. Tinha um tecto máximo de 26.300 pés (8.020 m) e um raio de acção de 2.670 kms.

Foi utilizado em Angola em missões de bombardeamento, de reconhecimento armado e metralhamento e de apoio próximo às Forças Terrestres. Podia também ser utilizado no transporte ocasional de reduzido número de passageiros e carga. Dada a sua grande autonomia, era utilizado no patrulhamento armado da fronteira.
A tripulação era constituída por 2 pilotos, um mecânico de voo e um operador de rádio.

No início das hostilidades em 1961 em Angola, constituiu-se a Esquadra 91 na BA 9 em Luanda com 10 aparelhos PV-2, tendo estes aparelhos tido uma importante acção nas operações militares no norte de Angola de contenção dos elementos da UPA/FNLA, em complementaridade dos caças bombardeiros F-84.  Ficou para a história a acção deste tipo de aparelho e das suas tripulações no apoio às populações de Mucaba em Abril de 1961, refugiadas no interior do edifício da Igreja sem meios de defesa e cercadas por elementos da UPA. Chegado a Luanda o pedido de socorro a meio da noite, descolaram dois aviões PV-2 que não puderam actuar pelo fogo dadas as condições atmosféricas mas a sua presença mantendo-se a voar sobre a povoação contribuiu para que as pessoas não se sentissem abandonadas. De madrugada descolou um terceiro PV-2 que actuou pelo fogo, contendo a onda de assaltos que se preparava e permitindo que um Do-27 levando munições para os defensores da povoação pudesse aterrar na picada.
VIDEOS DA RTP

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GUERRA COLONIAL C 47 DAKOTA NO ULTRAMAR


Avião bimotor concebido nos anos 30, desempenhou um importante papel na 2.ª Guerra Mundial. Avião de transporte de passageiros e carga, ainda voa em muitos lugares do mundo constituindo um autêntico “ícone” no meio aeronáutico. Voou na Guiné onde chegou a ser utilizado como bombardeiro, em Angola na Esq. 92 onde emparceirava com os aviões Nord Atlas e em Moçambique. Para além das missões de transporte de passageiro e carga, também era utilizado para lançamento de pára-quedistas e em missões de fotografia aérea.
Em Angola foi utilizado para lançamento de produtos químicos desfolhantes sobre as florestas do norte.

Douglas C-47 Skytrain
Douglas C-47 Skytrain a versão militar do Douglas DC-3, foi largamente utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, tornando-se um dos principais fatores da vitória aliada.
Mais de 10.000 unidades foram fabricadas em suas várias versões, tanto para transporte de tropas ou para-quedistas como para o transporte de cargas.
Foram produzidas numerosas variantes do C-47 utilizando diferentes motores, equipamentos ou disposição das cabinas.
Uma variante para o lançamento de pára-quedistas foi sujeita a tantas alterações especificas que passou a ser designado por C-53 Skytrooper.

A Royal Air Force (RAF - Força Aérea do Reino Unido) utilizou cerca de 2.000 aviões C-47, passando-os a designar como Dakota.
Abaixo estão descritas as variações do C-47 Skytrain. Entre parênteses, estão as denominações utilizadas pela Royal Air Force (Dakota).
C-47 (Dakota I): Versão militar inicial do DC-3
C-47A (Dakota III): Sistema elétrico de 24v substituindo o original de 12v.
C-47B (Dakota IV): Motores R-1830-90 e capacidade extra de combustível, permitindo vôo de rotas China-Burma-India
C-47D
C-48 a C-52: Inúmeras variações militares do DC-3 que entraram em serviço
C-53 (Dakota II): Versão para passageiros e para-quedistas.

Emprego na Força Aérea Portuguesa
Em 1944, resultante de uma aterragem de emergência em Lisboa, um avião americano deste tipo foi apreendido. Durante a Segunda Guerra Mundial, o estatuto de Portugal como País não beligerante proibia a utilização do espaço aéreo por aviões envolvidos no conflito. Antecipando-se à apreensão, o embaixador americano ofereceu a aeronave a Portugal. A partir de 1958, a Força Aérea Portuguesa adquiriu 29 aviões Dakota provenientes de diversas origens e de vários modelos.

Operaram em missões de carga e transporte de passageiros. Durante a Guerra do Ultramar nas três frentes executaram missões de reconhecimento aéreo, lançamento de pára-quedistas, transporte de feridos, busca e salvamento e até de bombardeamento na Guiné-Bissau.
Com o fim da Guerra do Ultramar foram abatidos ao serviço. Muitos deles foram oferecidos aos novos países africanos, antigas colónias portuguesas.
O iPod

Não gastava energia nenhuma, nem sequer solar!
Não precisava de "pen":  para escrever, até prego enferrujado servia!
Mesmo quebrado, qualquer um dos pedaços funcionava lindamente!
Quando me arrependia do que escrevi, bastava cuspir no "screen" e passar a
mão para fazer um "reset" total!
E o melhor de tudo:  A inteligência era transferida do meu cérebro para o
"device", não ao contrário!
E ASSIM VAI ESTE PAIS...

Mário Soares apanhado a 199 km/hora na A8

Mário Soares foi apanhado a 199 km/hora na A8, terça-feira. Informado sobre o valor da coima, o antigo Presidente da República terá dito aos agentes do Destacamento de Trânsito de Leiria da GNR de que seria "o Estado a pagar a multa".
O antigo Presidente da República era conduzido pelo motorista, num carro oficial, registado em nome da Direção-Geral do Tesouro e das Finanças.
O Mercedes Benz S350 4Matic em que Mário Soares seguia foi fotografado pelas 15.05 horas, em Leiria, em excesso de velocidade, escreve esta quarta-feira o "Correio da Manhã".

segunda-feira, 2 de abril de 2012

"Máquina do Tempo" permite conhecer o passado

Os cientistas da cidade de Novossibirsk criaram pela primeira vez na Rússia um aparelho que permite datar qualquer material que contenha carbono - o espectrômetro de massa com aceleração.
 
No mundo inteiro existem poucos espectrômetros de massa com aceleração, embora a demanda destes aparelhos seja enorme. Eles são utilizados na ciência, nos estudos ambientais, na medicina e no esporte. O “know-how” da estrutura do espectrômetro siberiano permite-lhe não somente concorrer em pé de igualdade com os laboratórios mais conhecidos deste ramo da Alemanha, Japão e EUA, mas, inclusive, superá-los.
Um espectrômetro de massa com aceleração, - o único na Rússia, - começou a funcionar na chamada Cidade Acadêmica de Novossibirsk. Foi aí criado um Centro de Uso Coletivo da "máquina do tempo", chamado “Geocronologia da época Holocena”. O doutor Vassili Zenin, historiador e diretor executivo do centro, explicou em entrevista à Voz da Rússia o significado deste nome complicado.
Geo quer dizer Terra, cronologia ou cronos é o tempo, e a época Holocena é a última época geológica em que nós vivemos”.
Os cientistas do Instituto de Física Nuclear Budker, que desenvolveram este aparelho, chamam-lhe “barril”. A maioria dos aparelhos deste tipo no Ocidente têm uma estrutura horizontal, enquanto que a estrutura do aparelho russo é vertical e o seu esquema técnico é mais complicado. Em particular, nos espectrômetros de massa estrangeiros são utilizados detetores à base de semicondutores com um prazo de serviço de um ano, enquanto que no aparelho desenvolvido em Novossibirsk, eles são mais duradouros. Ao mesmo tempo, o preço total do aparelho é cerca de dez vezes mais baixo do que dos análogos estrangeiros.
No espectrômetro de massa com aceleração é utilizado o método moderno ultrassensível de análise isotópica, o que permite datar os objetos antigos com o máximo de precisão e ampliar o diapasão de determinação de idades até 70 mil anos. Este aparelho necessita de uma quantidade mínima de material para efetuar a pesquisa, - prossegue Vassili Zenin.
“Por exemplo, em caso de determinação da idade com ajuda do método tradicional de datação por radiocarbono, - o chamado método de benzol de determinação da idade,- desenvolvido durante várias décadas no nosso país e no estrangeiro, era preciso um copo inteiro deste material. Nos objetos arqueológicos, semelhantes volumes se encontram muito raramente. No nosso caso, para determinar a idade basta uma colher de chá do respetivo material”.
Os espectrômetros permitem datar mesmo os artigos e artefactos únicos. Outrora, para determinar a idade do famoso Sudário de Turim, que serviu, de acordo com a tradição, na qualidade de mortalha para o corpo de Jesus Cristo, foram precisos apenas 150 miligramas de tecido. As pesquisas em três laboratórios de espectrografia dos EUA e da Europa não confirmaram a idade de dois mil anos que se esperava, – soube-se que o tecido tinha sido fabricado há apenas sete séculos.

Goldman Sachs: traficante de sexo?
Investimento global, mobiliários e sexo. Goldman Sachs tem sido um grande nome na Wall Street, mas uma investigação às gigantes do setor bancário num site ligado ao tráfico de sexo deixou a empresa em maus lençois e dizer adeus a algumas ações.
Goldman Sachs assinou um acordo na sexta-feira para começar a descarregar a sua participação no Village Voice Media, uma empresa privada conglomerado de mídia que supervisiona parte do maior jornal alternativo na América. Também na lista da empresa cliente, porém, é Backpage.com, um site que se tornou essencialmente sinônimo de comércio de sexo online. Depois de The New York Times ter revelado no mês passado que a Goldman Sachs possuía uma participação de 16 por cento no Media Village Voice, o banco estava pedindo uma solução para resolver rapidamente o efeito bola de neve num desastre de relações públicas. Sachs diz agora que eles estão num acordo para assinar a sua quota de volta para a gestão no Village Voice, mas só depois de investir mais de $30 milhões de dolares.
De acordo com consultores de anúncios classificados do Grupo AIM, cerca de 80 por cento da receita gerada através de anúncios on-line prostituição é possível graças Backpage.com, um site de classificados que oferece um bando de serviços legítimos para uma audiência internacional da Internet, além de alguns anúncios de x-rated . Enquanto Backpage está realmente cheia de chamadas para trabalho, apartamentos e outras listas grande parte da América do Norte e da Europa, nos últimos anos o site tornou-se o antigo reduto de escoltas online. Tanto homens como mulheres são praticamente prostituítas página após página de anúncios de prostituição e aluguer de shows de stripper, alguns até dizem que o site já recebeu anúncios mostrando meninas menores ilegalmente traficadas para o sexo.
LER MAIS…
SE O TEU BANCO TE LIXA, LIXA O TEU BANCO
Não confirmei se é mesmo assim, mas a ser verdade é uma óptima solução para evitar os despejos abusivos.
“Para quem estiver em perigo de perder o seu apartamento por não poder pagar a hipoteca
para contornar tal, existe uma solução completamente legal: O aluguer do apartamento a um membro da família (que não conste na hipoteca) por um preço simbólico de 1 ou 5 euros por mês por 100 anos e registe o contrato no registo Predial. O banco pode ficar com a casa, mas não pode desalojar o inquilino devido a este contrato e você só vai pagar o aluguer mensal simbólico. É totalmente legal, pois nem os bancos conseguem alterar a legislação, mas é a melhor solução para os embargos injustos que estão fazendo.”
via Nuno Franco, no facebook.

domingo, 1 de abril de 2012

“Nerpa” junto do litoral indiano

O submarino atômico “Nerpa” aproxima-se do litoral da Índia. Segundo um acordo, a Rússia aluga-o por 10 anos. Na Armada indiana, o submarino terá o nome de “Chakra”. O navio leva a bordo uma tripulação indiana completa, que tinha sido instruída no centro de ensino especializado russo, e uma pequena turma de marinheiros russos, para prestarem ajuda em casos de emergência.
Este submarino nuclear de uso versátil foi construído na Rússia, em estaleiros navais do Território Primorski. Por suas caraterísticas de combate  o “Nerpa” assemelha-se aos submarinos norte-americanos do tipo “Los Ângeles”, diz Konstantin Sivkov, vice-presidente da Academia de problemas geopolíticos.
“Não existem, no mundo, submarinos de caraterísticas iguais. Submarinos britânicos são da segunda geração. Os submarinos franceses “Roubis” também  foram construídos nos inícios da década de 70. Nossos submarinos são da terceira geração. Ou, melhor dito, da geração “3+”, tal como os norte-americanos. Mas, levando em consideração o critério do preço de aluguel, estão fora de concorrência”.
A Rússia e a Índia têm laços militares tradicionalmente fortes. A influência da União Soviética na arena internacional contribuiu, em grande parte, para a conquista da independência, pela Índia, em 1947. O primeiro sistema de armamentos indiano era de fabrico soviético. Hoje em dia, a Armada indiana conta não só com submarinos, como também porta-aviões, contratorpedeiros e vedetas lança-mísseis construídos nos estaleiros  russos. Fábricas indianas  produzem, sob licenças russas, tanques e carros blindados, assinala Aleksandr Khramtchikhin,  diretor-adjunto do Instituto de Análises Políticas e Militares.
“A Índia ocupa hoje o 1-o lugar no mundo, pelo volume das importações de armamentos. Mais de 70% deste volume correspondem à Rússia”.
Uma exposição de armamentos realiza-se agora em Nova Delhi. E o valor do material de guerra russo contratado nela, já ascende a cerca de $11 bilhões. Cabe a pergunta: porquê não vendemos mas sim, alugamos, à Índia o submarino atômico? Porque no mundo não tem havido precedentes de venda de armamentos estratégicos, explica Konstantin Sivkov.
“Por exemplo, a Rússia vende aviões das classes até “bombardeiro de combate”. E, via de regra, não vende bombardeiros estratégicos de longo alcance. Por exemplo, alugou à Índia o bombardeiro TU-22M”.
Em 1988, a Índia já teve em sua Armada o submarino atômico soviético K-43, um navio da segunda geração. Segundo os marinheiros indianos, esse submarino transformou-se para eles em verdadeira “universidade”. Muitos dos oficiais que prestaram serviço nesse submarino, ocuparam mais tarde cargos de comando na Armada indiana. E as experiências práticas obtidas no período do aluguel do K-43, permitiu aos engenheiros-construtores indianos avançar sensivelmente pelo caminho rumo à construção do seu próprio submarino atômico. Segundo assinala o jornal “The Times of India”,  para abril corrente planejam-se os testes em marcha do submarino atômico lança-mísseis indiano “Arihant”, que poderia entrar  nos efetivos da Armada já nos inícios de 2013. Desta forma, a Índia está se transformando em sexto país do mundo armado de submarinos atômicos.
 

Cientistas inventam novo material de construção a partir de resíduos

Cientistas da cidade de Irkutsk, na Sibéria Oriental, desenvolveram um material único à base de resíduos industriais, capaz de substituir a madeira e o plástico. Por suas propriedades, ele está próximo da madeira, superando-a contudo pela resistência ao fogo, ao calor e frio, pela durabilidade e, o que é muito importante, é duas vezes mais barato.
Este material inovador e ecologicamente seguro, denominado de vinizol, provocou enorme interesse por parte de companhias russas e estrangeiras de construção civil.
Começámos a desenvolver o projeto vinizol há dois anos e meio, disse à Voz da Rússia a diretora do projeto, professora da cátedra de enriquecimento de minérios da Universidade Técnica de Irkutsk, Elena Zelinskaya.
"A ideia surgiu como resposta à acumulação de uma quantidade enorme de resíduos no território de empresas industriais da cidade. Uma vez que a nossa especialização é a ecologia, tentámos encontrar métodos de utilização de diferentes resíduos. Então surgiu a ideia de utilizar em conjunto dois tipos de resíduos – substâncias polímeras e minerais, em particular, a cinza que produzida em resultado da combustão de carvão em usinas termoelétricas. Só na região de Irkutsk produz-se anualmente mais de 1,5 milhões de toneladas de cinza. A ideia de utilizar resíduos para a produção de materiais de construção não é nova. Elaborámos em conjunto com cientistas a fórmula deste material e, com a ajuda da Universidade, conseguimos dar forma industrial ao projeto".
Recentemente, na base do parque tecnológico da Universidade de Irkutsk foi criada uma empresa inovadora cuja linha de produção, que custou à Universidade 12 milhões de rublos (mais de 400 mil dólares), permite aos cientistas testar a tecnologia e fazer experiências com vista a obter novos tipos de vinizol. A produtividade da linha – até 55 mil metros quadrados de material por ano – poderá compensar os meios investidos em um ano e meio. Não duvidamos que o vinizol terá grande procura, porque é um material único, destaca Elena Zelinskaya.
O vinizol não é inflamável e é resistente à umidade, qualidades muito importantes para os trabalhos exteriores. A água corre por ele, não o humedecendo e não deixando manchas. Estas são as suas duas vantagens competitivas que são interessantes para os consumidores.
Na opinião de peritos, no futuro, o vinizol será utilizado em todas as obras, substituindo os materiais tradicionais de madeira e polímeros. A utilização de resíduos na qualidade de matérias-primas permitirá não apenas conservar recursos naturais, mas também produzir materiais ecologicamente inofensivos que custam muito menos em comparação com os análogos existentes.
O problema da transformação de resíduos em produtos úteis preocupa a humanidade desde há muito. Os europeus, por exemplo, tentam desenvolver a produção de biogás a partir de resíduos orgânicos e, na Alemanha, já funcionam mais de nove mil empresas do gênero. Os australianos transformam resíduos agrícolas em gasolina, gasóleo e combustível de aviação. Na Polónia funciona a única usina no mundo de transformação de resíduos biológicos em carvão que pela qualidade não cede à hulha, mas, ao mesmo tempo, é inofensivo para o meio ambiente.

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