quinta-feira, 14 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Banco de Portugal aprova progressões e paga prémios
Os pensionistas do Banco de Portugal (BdP), que viram os seus subsídios de férias suspensos em Janeiro, continuam sem receber os mesmos e também não sabem quando e se serão restituídos, tal como o subsídio de Natal. Em resposta a questões do SOL o BdP confirma que «não há ainda decisão sobre o pagamento aos reformados».
O banco central aprovou, porém, progressões de carreira e pagamentos de remunerações variáveis por desempenho (RVD) aos funcionários no activo, que foram pagos no mês passado. Ao SOL fonte oficial do BdP explica que «os processos anuais de promoções e de atribuição de RVD [referentes aos lucros] foram concretizados em aplicação dos Instrumentos de Regulamentação Colectiva de Trabalho, complementados pela respectiva regulamentação interna, aos quais o Banco de Portugal se encontra obrigado a dar cumprimento».
A instituição liderada por Carlos Costa esclarece também que esse processo de avaliação é referente a 2011, «sendo globalmente um dos valores mais baixos registados na última década e perfeitamente compatível com os compromissos de contenção salarial».
O BdP decidiu reduzir em 10% os salários do conselho de administração (CA) e em 5,6%, em média, os dos restantes colaboradores, para um corte de 7% com os custos de pessoal. Os subsídios de Natal e de férias foram pagos no início de Janeiro a todos os trabalhadores do banco no activo, mas foram retidos os de cerca de 2.400 pensionistas do BdP, entre os quais Aníbal Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite ou Miguel Beleza. Já o actual CA abdicou desses pagamentos.
Ainda sobre as progressões de carreira e prémios, o banco presidido por Carlos Costa refere ao SOL que «a manutenção destes instrumentos de motivação e de reconhecimento do mérito individual, embora com uma expressão menos relevante que a de anos anteriores, é considerada de grande importância para a gestão adequada dos recursos do banco».
A instituição lembra ainda que as medidas de contenção entretanto aplicadas visam substituir os cortes de subsídios, «uma vez que não haveria suporte legal para o Banco de Portugal proceder de outra forma».
OS DEMOCRATAS E POLITICOS PORTUGUESES
OS DEMOCRATAS E POLITICOS PORTUGUESES, SOMENTE ESTÃO NOS CARGOS PARA SERVIREM OS SEUS INTERESSES PESSOAIS E NÃO OS INTERESSES DO SEU PAIS POR ISSO ESTAMOS NO ABISMO DEVIAM RECEBER O ORDENADO MÍNIMO E JÁ ERAM MUITO BEM PAGOS...
Quando António Borges achava que um secretário de Estado não conseguia viver com 3500 euros
António Borges é especialista em frases infelizes Em 2004, numa entrevista ao Expresso foram várias de rajada. Uma delas relacionada com a sua mais recente "boutade" de que "diminuir salários não é uma política é uma urgência", que mereceu críticas do PCP ao CDS. Vale a pena recordar.
Perguntava-lhe a jornalista da revista Ùnica do Expresso sobre os salários dos políticos. Borges respondia: "a política tem de permitir aos políticos ter uma vida razoável. Não consigo perceber como é que alguém com o estatuto de um secretário de Estado consegue viver com os ordenados que eles vivem".
Estamos a falar dos melhores do país não é?
"Está a partir de um standard muito elevado", questiona a jornalista. Borges responde: "Claro que podemos dizer que a maior parte dos portugueses não tem isso. Mas estamos a falar dos melhores do país, não é? De pessoas que se não estivessem no governo estariam com um certo nível de vida e têm de certeza responsabilidades que não são compatíveis com ordenado de três mil ou três mil e quinhentos euros. Têm de fazer um sacrifício brutal."
A jornalista pergunta ainda: "Os políticos deviam ganhar mais? Não tenho dúvida nenhuma.", diz Borges. Ainda acrescenta: "A grande maioria das pessoas que está nas empresas não pode ir para o Governo. Veja-se este escândalo pateta do tipo do BCP que foi para a Direcção-Geral dos Impostos-ele foi receber o mesmo e foi um escândalo! Está tudo dito, não é?" (alusão ao caso do hoje ministro da Saúde Paulo Macedo, convidado por Manuela Ferreira Leite para Director-Geral dos Impostos com o vencimento que tinha anteriormente no BCP, cerca de 25 mil euros por mês).
De dinheiro estamos conversados. Só não se percebe como é que Passos Coelho convida um homem com esta falta de sensibilidade política para "ministro sombra" das privatizações. Ainda para mais há a suspeita de que Borges só não foi para o governo "tout cort" por não conseguir viver com o salário de ministro (na entrevista de 2004, diz que como ministro ganharia "vinte vezes menos" que no sector privado).
Hoje, com o cargo de coordenador das privatizações, Borges acumula funções privadas. Está, por exemplo, no Conselho de administração da Jerónimo Martins (ainda que muitos considerem que este tipo de cargos são incompatíveis com a função pública que exerce ao lado de Passos Coelho).
Inspiração de Passos com Singapura é borgiana
Mas voltemos à entrevista. A jornalista pergunta-lhe sobre a "importância económica da democracia" . Borges responde: "Não há regime melhor do que a ditadura iluminada. Se houvesse um príncipe perfeito conseguiríamos maravilhas do país. Veja-se o caso de Singapura. Ou Portugal no tempo do Rei D. João II. Mas isso é extremamente raro.O problema da ditadura é que em 90 por cento dos casos não é assim, e não há maneira de corrigir." (do mal ao menos)
"Também estamos conversados. Claro que há uma palavra mágica na entrevista de Borges que não passa despercebida: Singapura. Há um mês, na Feira do Livro, Passos Coelho disse que estava a ler um "livro muito interessante" do ex- Presidente de Singapura S. R. Nathan "a propósito da transformação que Singapura fez ao longo de todos estes anos". Uma inspiração, certamente, borgiana. E perigosa. Singapura é um tigre asiático muito pouco democrata, um país com eleições duvidosas, sem imprensa livre e direitos laborais limitados. Quem se mete com Borges, pode sair chamuscado.
terça-feira, 12 de junho de 2012
OS DONOS DE PORTUGAL
![]() |
| O livro http://www.wook.pt/ficha/os-donos-de-portugal/a/id/9634163 |
Documentário de Jorge Costa
Donos de Portugal é um documentário sobre cem anos de poder económico.
O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.
Mello, Champalimaud, Espírito Santo -- as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das
privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos -- Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.
Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.
Donos de Portugal é um documentário sobre cem anos de poder económico.
O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.
Mello, Champalimaud, Espírito Santo -- as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das
privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos -- Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.
Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.
O VIDEO
NA NET
Recentemente a RTP2 emitiu um documentário histórico com o título «Os Donos de Portugal», da autoria de Jorge Costa, e que faz uma breve retrospectiva da economia em Portugal e em especial do domínio e influência das principais famílias burguesas e capitalistas, desde os finais do século XIX até à actualidade.
Descontando alguma carga ideológica que poderá ser apontada a este documentário, a verdade é que são elencados uma série de factos históricos e políticos que foram determinantes para a consolidação, protecção e expansação do poder das principais famílias da aristocracia financeira, industrial e comercial de Portugal.
Gerações inteiras destas famílias passaram incólumes e impunes, durante muito tempo, desde a Monarquia Constitucional, a I República, o Estado Novo até próprio regime democrático saído do 25 de Abril.
Este documentário revela muito bem como essas famílias - os Donos de Portugal - têm sobrevivido em todos os regimes, e em especial nestes dois últimos: no Estado Corporativo de Salazar e Caetano e no Estado Social da III República.
Em todos estes regimes - corporativo e democrático - as famílias que compõem o restrito clube dos Donos de Portugal, contaram com a protecção do Estado, com a conivência das respectivas classes politicas e aproveitaram até ao último tostão todos as benesses, benefícios fiscais e financeiros concedidos pelo Estado, enquanto este, rapinava (e continua a rapinar) brutalmente os contribuintes/cidadãos deste desgraçado País.
Por inerência de funções, muitos desses Donos de Portugal, têm sido também donos dos Açores (da sua economia, banca , investimentos, propriedades,etc).
Ao longo dos séculos (e já vão quase seis!!!!), os Açores e os Açorianos têm sido espoliados, quer por via fiscal, quer por políticas estatais de condicionamento industrial ou de protecção dos monopólios com sede em Lisboa, por estas famílias, grupos ou corporações com sede no eixo Lisboa/Cascais/Estoril e que contando com a protecção dos governos centralistas e colonialistas da Metrópole (independentemente dos respectivos regimes) também têm sugado os Açores e muitas vezes condenaram os Açorianos à fome, emigração e subdesenvolvimento.
Perante a nova realidade dos factos e dos novos enquadramentos politicos e económicos do Mundo em que nós estamos inseridos, há que quebrar este enguiço e gradualmente deixar que os Donos de Portugal não sejam os Donos dos Açores, quer por herança, quer por sujeição a leis que são contrárias aos nossos interesses e à Sociedade Açoriana.
Um documentário bastante didáctico e que explica muito bem como é que os contribuintes têm que fazer sacrifícios para que as grandes famílias que mandam efectivamente em Portugal não soçobram...
E ainda, no final do ano passado, ficámos atónitos quando deputados da Nação, eleitos pelos Açores, concordaram e contemporizaram com a cobrança da sobretaxa extraordinária aka roubo ao subsídio de Natal e que a mesma revertesse a/f dos cofres centrais, certamente para pagar os «encargos gerais da Nação», entre os quais estão as elevadas rendas vitalícias às famílias donas de Portugal.
Claro, enquanto nos Açores houver deputados (?) com esta percepção, nunca passaremos duma colónia às ordens...
Descontando alguma carga ideológica que poderá ser apontada a este documentário, a verdade é que são elencados uma série de factos históricos e políticos que foram determinantes para a consolidação, protecção e expansação do poder das principais famílias da aristocracia financeira, industrial e comercial de Portugal.
Gerações inteiras destas famílias passaram incólumes e impunes, durante muito tempo, desde a Monarquia Constitucional, a I República, o Estado Novo até próprio regime democrático saído do 25 de Abril.
Este documentário revela muito bem como essas famílias - os Donos de Portugal - têm sobrevivido em todos os regimes, e em especial nestes dois últimos: no Estado Corporativo de Salazar e Caetano e no Estado Social da III República.
Em todos estes regimes - corporativo e democrático - as famílias que compõem o restrito clube dos Donos de Portugal, contaram com a protecção do Estado, com a conivência das respectivas classes politicas e aproveitaram até ao último tostão todos as benesses, benefícios fiscais e financeiros concedidos pelo Estado, enquanto este, rapinava (e continua a rapinar) brutalmente os contribuintes/cidadãos deste desgraçado País.
Por inerência de funções, muitos desses Donos de Portugal, têm sido também donos dos Açores (da sua economia, banca , investimentos, propriedades,etc).
Ao longo dos séculos (e já vão quase seis!!!!), os Açores e os Açorianos têm sido espoliados, quer por via fiscal, quer por políticas estatais de condicionamento industrial ou de protecção dos monopólios com sede em Lisboa, por estas famílias, grupos ou corporações com sede no eixo Lisboa/Cascais/Estoril e que contando com a protecção dos governos centralistas e colonialistas da Metrópole (independentemente dos respectivos regimes) também têm sugado os Açores e muitas vezes condenaram os Açorianos à fome, emigração e subdesenvolvimento.
Perante a nova realidade dos factos e dos novos enquadramentos politicos e económicos do Mundo em que nós estamos inseridos, há que quebrar este enguiço e gradualmente deixar que os Donos de Portugal não sejam os Donos dos Açores, quer por herança, quer por sujeição a leis que são contrárias aos nossos interesses e à Sociedade Açoriana.
Um documentário bastante didáctico e que explica muito bem como é que os contribuintes têm que fazer sacrifícios para que as grandes famílias que mandam efectivamente em Portugal não soçobram...
E ainda, no final do ano passado, ficámos atónitos quando deputados da Nação, eleitos pelos Açores, concordaram e contemporizaram com a cobrança da sobretaxa extraordinária aka roubo ao subsídio de Natal e que a mesma revertesse a/f dos cofres centrais, certamente para pagar os «encargos gerais da Nação», entre os quais estão as elevadas rendas vitalícias às famílias donas de Portugal.
Claro, enquanto nos Açores houver deputados (?) com esta percepção, nunca passaremos duma colónia às ordens...
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
ANEDOTA
Uma lição de biologia com muito humor...
O professor coloca quatro lombrigas em quatro tubos de ensaio separados:
1. A primeira lombriga em álcool;
2. A segunda lombriga em fumo de cigarro;
3. A terceira em esperma;
4. A quarta em água mineral.
No dia seguinte o professor mostra aos alunos o resultado:
1. A primeira lombriga, em álcool, está morta;
2. A segunda, no fumo do cigarro, está morta;
3. A terceira, em esperma, está morta;
4. A quarta, em água mineral, é a única viva e saudável.
O professor comenta que é bastante nítido o que é prejudicial, e
pergunta à classe:
" - O que podemos aprender desta experiência?"
Logo responde o Joãozinho:
- Quem bebe, fuma e faz sexo não tem lombrigas!
1. A primeira lombriga em álcool;
2. A segunda lombriga em fumo de cigarro;
3. A terceira em esperma;
4. A quarta em água mineral.
No dia seguinte o professor mostra aos alunos o resultado:
1. A primeira lombriga, em álcool, está morta;
2. A segunda, no fumo do cigarro, está morta;
3. A terceira, em esperma, está morta;
4. A quarta, em água mineral, é a única viva e saudável.
O professor comenta que é bastante nítido o que é prejudicial, e
pergunta à classe:
" - O que podemos aprender desta experiência?"
Logo responde o Joãozinho:
- Quem bebe, fuma e faz sexo não tem lombrigas!
Continuo a achar o Joãozinho um génio.
Asteróides e cometas. Observar para prevenir
A ameaça proveniente de cometas e asteróides é discutida pela primeira vez, numa conferência de segurança em São Petersburgo, pelos especialistas nesses assuntos. O tema da intervenção da Agência Espacial Russa é o perigo de asteróides e cometas.
A conjugação das palavras “perigo de asteróides e cometas” apareceu há relativamente pouco tempo. Há várias razões para isso. Os céticos afirmam que essa ameaça externa tornou-se num tema para de algum modo justificar o estudo e exploração espacial. Os seus partidários consideram que a humanidade teve simplesmente muita sorte nos últimos milhares de anos em que a Terra não se meteu no caminho de um calhau relativamente pequeno e que é necessário tomar medidas urgentes e decisivas para excluir essa futura probabilidade.
As observações dos corpos celestes só floresceram realmente na era do registo e tratamento de dados automáticos. Com a ajuda de poderosos computadores o Homem conseguiu ver quantos corpos celestes pequenos rodeiam a Terra. De acordo com os últimos estudos, o número de asteróides próximos da Terra é de cerca de 20 000. O maior perigo é representado por aqueles, cuja trajetória se cruza com a da Terra, o que pode provocar uma colisão. Na realidade, é muito complicado determinar se um asteróide colidirá com a Terra, por isso, quando se fala de asteróides potencialmente perigosos, apenas se considera a sua desagradável proximidade.
Segundo está calculado, basta um asteróide de cem metros para provocar destruições regionais consideráveis. Supõe-se que o diâmetro do meteorito de Tunguska era de 50-75 m e que bastaria um objeto de 1 a 10 quilómetros para uma catástrofe à escala global.
Felizmente, na proximidade direta da Terra não há muitos desses objetos, mas, infelizmente, eles são difíceis de observar e também é difícil prevêr as suas órbitas. Além do seu movimento, tem que se considerar a interação gravitacional com a Terra, o que é importante no caso do asteróide potencialmente perigoso Apófis (de 350 m de diâmetro) que é considerado o primeiro entre os corpos celestes potencialmente perigosos. A primeira aproximação do Apófis à Terra será em 2029 e a seguinte em 2036. Do como irá decorrer o primeiro “encontro” dependerá muito do que se passará no segundo: irá o Apófis passar ao lado ou os terrestres terão de procurar soluções para evitá-lo.
O problema é que nenhum método para evitar o perigo já foi testado. Há várias propostas, por exemplo fazer explodir o asteróide, o que não é muito eficaz, visto que ainda é mais difícil prevêr as trajetórias dos pedaços resultantes que a do próprio corpo inicial. Outra ideia é pintar o corpo celeste perigoso de forma a alterar os seus parâmetros de reflexão, e sob ação da luz solar ele próprio sairia do caminho incial.
Até hoje, todos os projetos na área da segurança espacial poderíam ser considerados como uma estratégia “passiva” de observações e cálculos dos objetos perigosos. Atualmente existem no mundo uma dezena de projetos de diferentes países e organizações que conseguiram identificar 1311 asteróides potencialmente perigosos. O termo PHA (potentially hazardous asteroids) significa asteroides com um determinado raio de órbita cruzando esta a da Terra numa vizinhança muito curta. Os cálculos são feitos por laboratórios tanto terrestres como espaciais como, por exemplo, um aparelho da NASA, o WISE (Wide-Field Infrared Survey Explorer).
Na Rússia, encontra-se atualmente em funcionamento um Grupo de Trabalho e Peritagem de Ameaças Cósmicas do Conselho Espacial da Academia Russa que tem sede no Instituto de Astronomia da ACR. O grupo ocupa-se de duas áreas: o lixo espacial e o perigo de asteróides e meteoritos. Uma das suas tarefas é a elaboração de um programa de reação ao perigo que vem do espaço. É possível que num futuro breve esse tema ocupe um lugar central no programa espacial da Rússia, o que foi afirmado pelo vice-primeiro ministro Dmitri Rogozin.
De resto, não existe no mundo uma única missão fixa que tenha por objetivo elaborar uma “contra-resposta” ao asteróide. A missão “Apofis”, em preparação na SPA S. A. Lavochkin, ainda não tem prazos concretos de execução (além do pazo evidente da aproximação do próprio Apófis à Terra).
Também não se deve esperar por uma resposta no encontro de São-Petersburgo. É interessante que neste se discutem questões da interação espacial sem subentendidos militares. Ainda é mais interessante, quando há uma coincidência no tempo com iniciativas como o estudo dos asteróides como fontes de matérias-primas. Será que a exploração espacial, depois de um período de estagnação evidente, está a entrar numa nova fase de desenvolvimento, ou trata-se de mais um tema da moda? Claro que a segunda versão é mais realista, mas a primeira não deixa de ser mais interessante.
Jogos de poder divinos
Bento XVI é o Papa mais velho desde 1903 e a sucessão parece estar a desenrolar-se à frente dos seus olhos
O Papa deixou a Roma dos "espiões", dos "corvos" e das intrigas e foi ao encontro dos fiéis. Depois dos escândalos que marcaram as últimas semanas, Bento XVI desmultiplicou-se em declarações surpreendentes. Durante o VII Encontro Mundial das Famílias, reafirmou a importância do celibato dos homens de Deus e da "virgindade das freiras", e reiterou a oposição ao aborto e à eutanásia. Disparou contra as teorias económicas modernas, e o neoliberalismo, que não deixam espaço para "a família tradicional" e surpreendeu ao afirmar que "os divorciados são parte da Igreja".
Mas, no Vaticano, enquanto Bento XVI dá sinais da idade - aos 85 anos é o mais velho Papa desde 1903 -, muitos preparam-se já para a sucessão. Sobretudo por o próprio ter admitido, em 2010, que renunciaria ao lugar se não se sentisse com capacidade para desempenhar as funções. E o caso Vatileaks parece esconder uma guerra interna pela influência na escolha do próximo líder da Igreja Católica.
A conspiração
O mordomo do Papa, Paolo Gabriele, detido na quarta-feira, 23 de maio, por presumivelmente ser um dos responsáveis pela fuga de documentos confidenciais do Vaticano, será apenas um peão numa campanha maior que envolve importantes cardeais e bispos.
A imprensa italiana refere-se a "uma revolta dos monsenhores" contra o atual n.º 2 de Bento XVI, Tarcisio Bertone. O homem que foi escolhido para liderar a Curia (o Governo da Santa Sé), é criticado pelos seus opositores por se aproveitar de um Papa - que, segundo relata um bispo ao diário La Stampa, "está isolado, recebe informações filtradas e não se preocupa com a governação" - para aumentar a influência que terá no processo da sucessão.
Acusam-no de ter direcionado o Sumo Pontífice na escolha dos cardeais votantes no próximo conclave, uma vez que seis dos 18 novos nomeados trabalham diretamente para o cardeal Bertone, na Curia. Os vatileaks que têm chegado aos jornais transalpinos - sobre o autoritarismo, corrupção, falta de transparência e má gestão do secretário de Estado do Vaticano e alguns dos seus aliados - serão uma forma de desacreditar e enfraquecer a autoridade de Bertone e fazem parte daquilo a que o diário La Repubblica chama já "um golpe de Estado". Mas este ataque tão bem coordenado e planeado contra "o primeiro-ministro" da Santa Sé não pode, para muitos, partir apenas de simples mordomos ou funcionários. Quem a imprensa italiana parece apontar como o cérebro por trás desta luta pelo poder é o antigo homem-forte do papado de João Paulo II, o cardeal Angelo Sodano.
Os 'vatileaks'
O primeiro documento secreto a ser publicado, em janeiro de 2012, foi uma carta dirigida ao Papa por monsenhor Carlo Maria Vigano, que era um administrador para os assuntos internos do Vaticano. Nessa missiva, Vigano queixava-se de ter sido afastado do seu cargo e colocado como embaixador nos EUA, contra a sua vontade, por ter revelado que viu vários casos de corrupção nos negócios entre a Curia e empresas italianas.
O escritor Gianluigi Nuzzi, que publicou o livro Sua Santidade, baseado nas informações secretas que recebe de dentro do Vaticano, explica que monsenhor Vigano era próximo do cardeal Angelo Sodano e que o seu afastamento terá sido uma das várias jogadas de Tarcisio Bertone para proteger o seu poder.
Mas, agora, a estratégia de desacreditação pública do atual "Governo" parece estar a produzir efeitos. Soube-se, sexta-feira, 25, que o chefe do Instituto para as Obras da Religião (banco central do Vaticano), Ettore Gotti Tedeschi, foi despedido. O banqueiro, que tinha sido escolhido pessoalmente por Bertone, era outro dos alvos das fugas de informação - que mostravam pouco esforço da sua equipa no sentido de garantir maior transparência financeira do banco.
Entre os documentos tornados públicos, estava também uma carta onde um bispo, sob anonimato, confessava saber de um plano para assassinar o Papa. Mas a veracidade desta carta privada não foi confirmada.
Esperam-se novos desenvolvimentos desta batalha pelo poder. Mais de 20 "corvos" continuarão a soprar à imprensa. E o mordomo, Paolo Gabriele, já prometeu cooperar com as autoridades e contar tudo o que sabe, incluindo nomes.
Uma carta que chegou aos jornais ameaça que, enquanto Tarcisio Bertone e o secretário pessoal do Papa, Georg Gänswein, se mantiverem nos seus cargos, a revelação de documentos privados continuará. O jornal La Stampa prevê que o atual secretário de Estado seja afastado até ao final do ano, por essa ser a única forma de estancar as fugas de informação sensível que têm enfurecido os fiéis. Mas Bento XVI, apesar de se confessar triste devido aos acontecimentos, já renovou publicamente a confiança nos seus colaboradores mais próximos.
Protagonistas: Luta de cardiais
Cardeal Tarcisio Bertone: Italiano, 77 anos. Secretário de Estado do Vaticano desde 15 de Setembro de 2006. Carreira como académico na Santa Sé. Criticado por dizer que a pedofilia está ligada à homossexualidade. Escreveu que admite o aborto em circunstâncias excecionais. Propôs a excomunhão dos traficantes de droga e a criação de uma equipa de futebol do Vaticano.
Cardeal Angelo Sodano: Italiano, 84 anos. Ex-secretário de Estado do Vaticano entre 1991 e 2006. Carreira como diplomata na Santa Sé. Embaixador no Chile, durante dez anos, onde se tornou amigo do ditador Pinochet. Criticado pelo seu papel ativo no encobrimento dos escândalos de pedofilia na Igreja Católica. Tradicionalista quanto aos meios contracetivos e aborto.
Num trecho de rodovia, na Escócia, foi apresentado um novo tipo de asfalto, para cuja fabricação foram utilizados pneus velhos.
O novo material foi elaborado pela companhia Breedon Aggregates que adaptou a tecnologia da empresa dinamarquesa Genan que compreende a inclusão de partículas de caucho dos pneus na mistura de pedra e betume.
O pavimento inovador foi colocado num trecho curto, de duas mãos, da rodovia A90, entre as cidades de Perth e Dundee.
O novo pavimento está sendo estudado minuciosamente, para definir os critérios-chave de sua eficiência tais como, por exemplo, a resistência ao resvalamento. Os primeiros resultados foram muito prometedores.
Fonte:
http://portuguese.ruvr.ru/2012_06_10/asfalto-de-pneus-escocia/
O novo material foi elaborado pela companhia Breedon Aggregates que adaptou a tecnologia da empresa dinamarquesa Genan que compreende a inclusão de partículas de caucho dos pneus na mistura de pedra e betume.
O pavimento inovador foi colocado num trecho curto, de duas mãos, da rodovia A90, entre as cidades de Perth e Dundee.
O novo pavimento está sendo estudado minuciosamente, para definir os critérios-chave de sua eficiência tais como, por exemplo, a resistência ao resvalamento. Os primeiros resultados foram muito prometedores.
Fonte:
http://portuguese.ruvr.ru/2012_06_10/asfalto-de-pneus-escocia/
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Defesa Aeroespacial ganhará telescópio potente
A Agência Espacial Russa (Roscosmos) e a Defesa Aeroespacial da Rússia receberão, em 2014, um novo e poderoso telescópio. O anúncio foi feito pelo vice-diretor-geral da empresa responsável, “Equipamentos de Precisão”, Evguêni Gríchin, segundo informou a agência de notícias Itar-Tass.
O espelho principal do novo telescópio terá 3,12 metros de diâmetro
O telescópio será implantando a uma altitude de 650 metros no centro de sistemas ópticos e laser Titov, em Altai, cidade da Sibéria Ocidental.
“O novo instrumento permitirá capturar imagens nítidas de objetos do tamanho de uma caixa de fósforos a uma distância de duzentos quilômetros e potencializará a precisão do sistema Glonass”, afirma Gríchin.
Capaz de detectar satélites de reconhecimento de pequeno porte e localizar objetos em órbitas terrestres baixas, assim como a Lua por meio de um laser, o telescópio de 100 toneladas terá desempenho comparável ao norte-americano AEOS, instalado no Havaí, considerado o maior sistema óptico-eletrônico do mundo projetado para rastrear satélites.
O projeto está sendo financiado pelas verbas destinadas ao Programa Espacial Federal e compras de material de guerra.
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Russos planejam exportar veículos de apoio a carros de combate
Os russos estão planejando oferecer ao mercado mundial de armas um veículo de apoio a carros de combate BMPT (do russo, Boyevaya Mashina Podderzhki Tankov) sem similar no mundo. Foi o que anunciou, na última segunda-feira (01), Anatoli Isaikin, diretor geral da Rosoboronexport, grupo estatal que controla e coordena as vendas de material bélico produzido pela Rússia para outros países. O executivo destacou a alta-potência de fogo do BMPT e excelente proteção contra armas anti-tanque.
O BMPT, cujo apelido adotado é Terminator (referente a Exterminador do Futuro), é uma derivação do MBT T-90 e está dotado de um canhão automático de cano duplo de 30 mm, quatro lançadores de mísseis anti-tanque, uma metralhadora de grande calibre e lança-granadas automático.
O BMPT, cujo apelido adotado é Terminator (referente a Exterminador do Futuro), é uma derivação do MBT T-90 e está dotado de um canhão automático de cano duplo de 30 mm, quatro lançadores de mísseis anti-tanque, uma metralhadora de grande calibre e lança-granadas automático.
O novo veículo tem capacidade de destruir alvos a uma distância de 5 km e o alcance de sua metralhadora e lança-granadas é da ordem de 3 km. O BMPT pode seguir até cinco alvos simultaneamente e sua proteção blindada é mais resistente que a de um carro de combate convencional.
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