segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Resistência ao frio tem origem genética

frio, genetica

Cientistas britânicos descobriram nos representantes de povos autóctones da Sibéria um gene especial de resistência ao frio, responsável pela sobrevivência em condições climatéricas severas. Entretanto, na opinião de cientistas russos, todas as pessoas dispõem de tal gene.

Especialistas em Genética da Universidade de Cambridge colheram amostras de ADN a duas centenas de representantes de 10 etnias autóctones da Sibéria. Em resultado de análises complexas, eles conseguiram determinar os genes responsáveis pela resistência ao frio. Mas, por mais estranho que pareça, eles respondem pelo metabolismo e não pela temperatura do corpo.

Todas as pessoas possuem tais genes, afirma o vice-diretor do Instituto de Genética Médica da filial siberiana da Academia de Ciências Médicas da Rússia, Vadim Stepanov:

“Cada pessoa tem o mesmo conjunto de genes, que é representado, contudo, em diferentes variantes em cada povo. Os povos nórdicos têm variantes de genes fixadas em resultado da seleção natural, que participam no metabolismo dos lipídios. Quando um homem consome alimentos gordos, a energia se acumula em forma de gorduras. Tal é vantajoso para a vida em condições de clima muito frio”.

Os habitantes de países quentes não precisam de tanta energia e têm, por isso, um outro esquema de metabolismo. Por outras palavras, um africano na Sibéria terá não apenas frio, mas também fome. As poucas reservas de energia acumuladas no seu organismo serão gastas depressa. E para completá-las, será necessário comer muita carne e alimentos gordos. Por outro lado, os habitantes do norte tampouco se sentirão confortavelmente nas regiões tropicais.

A atividade do chamado gene de resistência ao frio foi desenvolvida no decorrer de milhares de anos, a começar no momento em que as primeiras pessoas chegaram à Sibéria e ao Extremo Norte. Os seus organismos acostumavam-se ao meio ambiente durante milhares de anos. Em resultado, a sua adaptação genética ao frio é muito mais profunda em comparação com os europeus que dominaram o Norte Europeu.

Semelhantes análises serão muito úteis no futuro, sobretudo na seleção de pessoas para trabalhar em condições de frio ou de calor extremo, considera Vadim Stepanov:

“Esta descoberta tem utilidade prática. Imaginemos que será necessário explorar o Ártico ou Antártico. Tal significa que para aquelas regiões devem ser enviadas pessoas que anteriormente viviam em outros locais. Deverão construir algo, abrir caminhos, participar na navegação. Se a estrutura genética dessas pessoas for adaptada antecipadamente a estas condições, elas poderão trabalhar mais eficazmente e ter menos problemas de saúde”.

A descoberta dos pesquisadores britânicos é também útil para a ciência global. Comparando conjuntos genéticos de pessoas que vivem em diferentes condições, será possível estudar o mecanismo de seleção natural.

Governo reabilita SLN

Nas remodelações governamentais descobrimos sempre qualquer coisa. Quando alguns secretários de Estado se vão embora acontece ouvirmos falar deles pela primeira vez. E dos seus cargos. Fiquei, na mini-remodelação de Passos, a saber que há um para o empreendedorismo.

Mas nas nomeações para os substituir também podem ser instrutivas. A nomeação de Franquelim Alves para a tal secretaria de Estado do empreendedorismo não chega a revelar nada que não se soubesse: que o governo mantém uma relação próxima com quase todos os que estiveram envolvidos na gestão da SLN, grupo responsável pelo maior escândalo financeiro deste país e que custa e continuará a custar aos portugueses muitos dos cortes que se estão a fazer. Nada melhor do que um administrador da SLN para ficar com a pasta do empreendedorismo. Quem pode negar que estes senhores foram empreendedores e imaginativos.

Como se sabe, Dias Loureiro continua a ser um dos principais conselheiros de Passos Coelho e Miguel Relvas. E quem esperava que um dos principais patronos deste senhor, o atual Presidente da República, que o colocou e tentou manter no Conselho de Estado, fosse alguma vez impedir esta nomeação só pode ter andado muito distraído em relação às redes de relações políticas da SLN.

O que a escolha revela não é o que todos já sabíamos. O que ela revela é que Passos Coelho, passado tão pouco tempo deste escândalo de proporções inacreditáveis, já passou à fase da reabilitação dos envolvidos.

Fraquelim Alves sabia, o próprio o disse na comissão de inquérito ao BPN, do que se passava no grupo onde era administrador. Sabia e guardou para si. Aceitar que este senhor - segundo o ministro da Economia, com um excelente currículo e idoneidade à prova de bala - ocupe um cargo público, ainda por cima no governo, depois de ter sido, pelo menos por omissão, cúmplice escândalo que está a custar aos contribuintes rios de dinheiro, ultrapassa todos os limites do aceitável. Esta nomeação não é apenas um insulto aos portugueses. É a demonstração de que este governo já nem se preocupa em dar a aparência de alguma decência.

Fonte: Expresso

Asteroide passará, perigo permanecerá

DA14, asteroide, ameaca

As pessoas mais impressionáveis, cujas esperanças de ver chegar o fim do mundo em dezembro não se realizaram, têm uma nova razão para se preocuparem. Em 15 de fevereiro, perto da Terra passará o asteroide DA14, de 45 metros. A maior aproximação será de 28 mil quilômetros. Uma passagem tão rente de um corpo celeste desse tamanho não foi vista desde os anos 90.

O próximo evento de fevereiro nos faz pensar de novo que a ameaça de asteroides e cometas para os habitantes da Terra é bastante real. O globo terrestre guarda alguns traços de tais desastres. É a famosa cratera no Arizona e outras duas crateras gigantes demais de 150 km em diâmetro: uma perto da península de Yucatán, e outra sob as areias do Saara. Se o asteroide DA14 de 45 metros alguma vez colidir com a Terra, ele causará muitos problemas, diz o docente do departamento de astronomia da Faculdade de Física da Universidade Estatal de Moscou, Vladimir Surdin.

"O atual asteroide de 45 metros é quase igual ao meteorito de Tunguska, que há 100 anos caiu na Terra. A sua explosão na atmosfera afetou a taiga, provocou incêndios numa área comparável à moderna Moscou. Assim, a caída de um corpo de dezenas de metros é perigosa, se acontece sobre áreas densamente povoadas. E é ainda pior, se cai no oceano – aí, um tsunami pode tornar a vida difícil para as zonas costeiras".

Os astrônomos descobriram o DA14 há um ano e calcularam que, em 15 de fevereiro, sua órbita certamente não se cruzará com a da Terra. Muito pior é o caso dos corpos celestes de 10 metros de comprimento, que por enquanto podem ser detectados somente um dia antes de caírem na Terra. Um tal asteroide explodiu sobre uma área deserta da Indonésia em 2010, e a explosão foi três vezes mais potente do que a de Hiroshima. Cientistas se preocuparam em criar uma rede de monitoramento de asteroides. Com sua ajuda será possível detectar objetos espaciais perigosos duas semanas antes de caírem na Terra. Isto irá aumentar o tempo para a evacuação de pessoas. Telescópios de grande porte que observem pequenos asteroides a grandes distâncias da Terra ainda não existem, mas estão sendo construídos, diz Vladimir Surdin.

"Vários países estão unindo forças para instalar vários desses telescópios ao redor do mundo e até mesmo enviar para o espaço. O problema é que não podemos ver os asteroides e cometas que estão voando para a Terra do lado do Sol – ele deslumbra os instrumentos ópticos. Por isso, é necessário enviar telescópios para além do Sol, para o lado oposto da órbita da Terra, e observar de lá os asteroides".

O primeiro telescópio especial Sentinel deve ser colocado em 2018 entre as órbitas da Terra e de Vênus. Os fundos para ele estão sendo recolhidos por uma fundação privada nos EUA. O aparelho irá funcionar na gama de infravermelhos e procurar asteroides escrutinando a diferença de temperatura entre suas superfícies e o fundo frio comum do espaço. No entanto, mesmo as mais avançadas ferramentas não irão resolver fundamentalmente o problema da ameaça de asteroides, diz um investigador principal do Instituto de Física da Academia de Ciências russa Serguei Bogachev.

"Atualmente estão sendo conduzidos muitos trabalhos em diferentes meios de controle do espaço circundante, mas tais sistemas não permitem evitar uma colisão com a Terra, somente informam. São sistemas de alerta, mas não de impedimento. A humanidade ainda não pode impedir uma colisão".

Até hoje já foram inventadas cerca de duas dezenas de maneiras de lidar com objetos espaciais perigosos: propõe-se desviar o corpo celeste da sua perigosa rota em direção à Terra, instalando nele um motor de foguete, ou destruir o asteroide por meio de uma explosão. É possível que, no futuro, contra o DA14, vá ser necessário aplicar uma dessas técnicas defensivas pela primeira vez. Agora, sua órbita quase coincide com a da Terra, mas seus parâmetros irão mudar muito após a aproximação do nosso planeta. Da distância exata a qual ele passar pela Terra depende a probabilidade de subsequentes colisões. Por enquanto, o risco global até 2069 estima-se em uma chance em 3000.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Asteroide gigante se aproxima da Terra


asteroide

Dentro de duas semanas, um asteroide passará pela Terra a uma distância extremamente curta.

No momento da aproximação máxima, a distância entre o asteroide e nosso planeta será de apenas 17 mil quilômetros. Trata-se de um caso sem precedentes na história contemporânea.
O asteroide 2012 DA14, descoberto por astrônomos do observatório espanhol La Sagra, se aproximará da Terra no próximo dia 15 de fevereiro. Esse objeto celeste ficará mais perto da Terra do que mesmo alguns de seus satélites artificiais.
O 2012 DA14 mede 45 metros de diâmetro e pesa 130 mil toneladas. Em caso de queda, seu impacto na Terra libertaria energia equivalente à explosão de uma carga 2,4 megatoneladas de trinitrotolueno.

António Saraiva lidera loja maçónica

António Saraiva, da CIP, lidera nova loja, criada com irmãos' que saíram da
Mozart. Silva Carvalho já regressou às sessões maçónicas.
Chama-se Loja George Washington e surge, no seio da maçonaria, como a substituta e sucessora da polémica Loja Mozart 49 – que chegou a ser das mais influentes lojas maçónicas do pais e que integrava, entre outros, elementos dos serviços secretos, do grupo Ongoing e da política.

Esta nova loja foi criada na terça-feira e tem como venerável (líder) António Saraiva, presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, que integrava a Mozart.

«Fez-se finalmente a consagração da nova loja», explicou ao SOL fonte da Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), obediência dos maçons regulares e que integra estas duas lojas. A consagração realizou-se na nova sede da GLLP, em Telheiras.

Desde que veio a público o escândalo sobre uma teia de ligações perigosas na Mozart – entre os serviços secretos, a Ongoing, e políticos, nomeadamente do PSD – que a direcção da GLLP planeava criar uma nova loja para esvaziar a outra. Aliás, numa carta enviada no ano passado a todos os maçons, o grão-mestre, José Moreno, convidou alguns «irmãos» da Loja Mozart a sair, apelando ao seu «bom senso» para que tomassem a melhor decisão que protegesse o bom nome da maçonaria.

«Entretanto, muitos afastaram-se ou saíram da Mozart para outras lojas, nomeadamente para a Brasília e a Abade Correia. Só alguns ficaram», nota a mesma fonte, sublinhando que agora, com a criação da George Washington e o esvaziamento da Mozart, podem estar criadas as condições para que a «GLLP possa abater colunas» a esta última (termo maçónico que significa encerrar a loja).

Para a Loja George Washington, refere a mesma fonte, não transitaram elementos da Ongoing nem dos serviços secretos, mas sim diplomatas, empresários e pessoas com ligações à política: «Será poderosa, uma vez que o venerável é um homem com poder». Além disso, serão deslocados irmãos de outras lojas e recrutados novos membros. Entre os ‘irmãos’ que mudaram da Mozart, estará Nuno Manalvo, ex-chefe de gabinete de Isaltino Morais.

Silva Carvalho de regresso

No entanto, um maçon que pertence à Mozart garantiu ao SOL que esta loja ainda «está bem activa», tendo 17 dos 42 membros que existiam quando há um ano rebentou a polémica. Mas outra fonte garante que há o risco da «Mozart ficar sem quorum» para reunir.

Um dos elementos activos na Mozart será Jorge Silva Carvalho. Segundo um ‘irmão’, o antigo director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) – que se afastou depois de ser acusado de usar a Mozart para um projecto de ambição pessoal – já terá regressado à maçonaria, tendo participado em cinco sessões maçónicas. Neste momento, o venerável da Mozart é Rogério Tavares, um advogado, e Silva Carvalho ocupará a função de guarda interno.

Na Mozart, permanecem o coronel Francisco Rodrigues, que foi director de um departamento das ‘secretas’, e Neto da Silva, ex-deputado do PSD. E em Novembro passado entrou Alcides Guimarães, ex-candidato a grão-mestre. Já o líder da Ongoing, Nuno Vasconcelos, não tem aparecido nas sessões maçónica, vivendo actualmente a maior parte do tempo no Brasil.

Longe das sessões maçónicas da Mozart estão os políticos que viram os seus nomes envolvidos na polémica – como o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, e Paulo Miguel Santos, deputado do mesmo partido.

Fonte: SOL

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Será que a Terra vai ser atingida por um asteroide?


asteroide, Ameaça, Terra, Espaço

Mal a humanidade se recuperou da ameaça do fim do mundo, logo surgiu um novo motivo de inquietação: em 15 de fevereiro de 2013, às 19.25 horas GMT, o asteroide 2012 DA14 se aproximará do nosso planeta.

Segundo cálculos de cientistas, a distância entre a Terra e esse corpo celeste constituirá menos de 30.000 quilômetros, quer dizer, será inferior às altitudes em que orbitam os satélites geoestacionários.

O asteroide tem uns 50 metros de diâmetro e pesa cerca de 130.000 toneladas. Serguei Barabanov, diretor do observatório de Zvenigorod, pertencente ao Instituto de Astronomia da Academia das Ciências da Rússia, entrevistado pela Voz da Rússia, esclareceu que todos os anos aparecem vários asteroides similares nas proximidades de nosso planeta:

"Existem bastantes objetos que podem voar perto da Terra e mesmo colidir com ela. A queda de asteroides de um metro na Terra é uma ocorrência assaz comum. Em 2008, um asteroide de tamanho similar caiu na Terra e não aconteceu nada extraordinário, pois ele se desintegrou. Os cientistas encontraram seus estilhaços. Desta vez, lidamos com um asteroide um pouco maior, mas as estimativas em relação a sua órbita e parâmetros físicos, em particular, o diâmetro, são muito pouco exatas. Acho que não se pode dizer que ele representa um perigo real ao aproximar-se da Terra em 2013".

Atualmente, segundo o cientista, a atenção dos astrônomos russos está centrada em outro objeto espacial perigoso – o asteroide Apophis. Em 2029, ele passará a uma distância de 36.000 quilômetros da superfície da Terra mas, sete anos mais tarde, a distância se reduzirá até alguns milhares de quilômetros. Contudo, isso também não representa ameaça de catástrofe para o nosso planeta, assevera-nos o especialista:

"Uma distância perigosa para a Terra são as camadas superiores da atmosfera. Se o asteroide passar a uma altitude mesmo um pouco maior, digamos, a 300 ou 400 quilômetros da superfície da Terra, não vai suceder nada preocupante".

Os asteroides "pertencem a famílias", ou seja, fazem parte deste ou daquele grupo de corpos celestes. Agora, o asteroide 2012 DA14 é membro do grupo Apolo. O "rendez-vous" com o nosso planeta pode mudar a órbita do asteroide, reduzindo o chamado semi-eixo maior, o que implicará a passagem do 2012 DA14 para uma outra classe de planetas menores, o grupo Aton. O conhecido astrônomo russo Leonid Elenin é autor de cálculos a partir dos quais é estabelecida a trajetória provável do asteroide:

"Pode-se constatar que o grupo de Aton é pouco numeroso e difícil de detetar porque os asteroides que o integram são, por excelência, inacessíveis para observações a partir da Terra. No que diz respeito à órbita e às propriedades físicas, o 2012 DA14 permanecerá o mesmo. Ele vai aproximar-se da Terra de igual modo e será necessário vigiá-lo para prognosticar sua trajetória seguinte. Essa é a única dificuldade. Por isso pode-se dizer que vai ser um pouco mais perigoso".

Segundo cientistas, para elaborar um prognóstico definitivo, serão indispensáveis observações cuidadosas e cálculos mais exatos da órbita do asteroide. Entretanto, os especialistas estão otimistas: nos próximos anos, não se preveem colisões com este asteroide, isto caso os seus cálculos aproximados estiverem certos.

Multiplicam-se as teorias da conspiração sobre o rasto dos aviões



Polémica
Será gelo? Será veneno? Veneno não é certamente, mas há quem não pense assim

Já toda a gente olhou para os rastos deixados pelos aviões. E a maior parte fica satisfeita com a explicação científica: aquelas linhas são simples condensação (por causa das baixas temperaturas a altas altitudes, o vapor produzido pelas turbinas transforma-se em partículas de gelo). Mas cresce o número de pessoas que acreditam encontrar-se ali, à vista de todos, a prova de que os governos estão a largar químicos para nos deixar mais dóceis.

Ou de que as farmacêuticas espalham toxinas para nos manter doentes e obrigar-nos a comprar medicamentos.

Ou de que os militares americanos andam a controlar o clima. Ou, ou. A imaginação é o limite.

O fenómeno dos chemtrails (que significa rastos químicos) está na moda.

Em Portugal, a preocupação traduz-se num grupo de Facebook com mais de 5 mil membros e numa petição para que os deputados discutam o assunto e o Governo tome "medidas" que leva já 1 196 assinaturas (se chegar às 4 mil, o tema terá mesmo de ser debatido no Parlamento). "Quero que a Assembleia da República investigue este caso", justifica Lino Almeida, 52 anos, autor da petição. "Sempre vi aviões a deixarem marcas no céu, que desapareciam rapidamente. Mas estas são diferentes: formam uma malha e os traços não se evaporam. Fiz pesquisas na net e percebi que há ali qualquer coisa de anormal." Aquele empresário e consultor, que tem por passatempo fotografar os rastos, garante que alguns aviões responsáveis por "pulverizar" a atmosfera são diferentes dos Boeing e Airbus, e possuem uma envergadura "ligeiramente maior". Mas, acrescenta, é provável que os aparelhos comerciais também sejam apetrechados com produtos químicos. Quanto às causas, e apesar de admitir que há muita especulação, Lino Almeida aposta as suas fichas nas empresas de organismos geneticamente modificados.

"A Monsanto [a maior do mundo, nesta área] pode estar a destruir sementes para as pessoas terem de comprar as suas." Outras hipóteses, diz, passam pela manipulação do clima e experiências militares para controlar as telecomunicações. O suposto aumento de doenças respiratórias também o deixa de pé atrás em relação às farmacêuticas. Certezas, não há. "As pessoas que conhecem a verdade são pressionadas e manietadas para ocultar tudo. E os media não falam sobre o assunto", queixa-se.

"Não falam, porque não há nada para falar", responde João Monteiro, 28 anos, biólogo e fundador do Comcept.org, um site de divulgação científica e que desmonta pseudociências. "Esta é uma teoria da conspiração que surgiu no final dos anos 1990, assente num relatório [da Força Aérea americana, com ideias fictícias para resolver cenários futuros]. A convicção baseia-se na iliteracia científica, e propaga-se pela imaginação e pelo medo." Lino Almeida não se deixa abater. "Acusam-nos de ver muitos filmes. Mas o que ontem era ficção hoje é realidade." Uma máxima que vale para a antiga teoria da Terra plana e que falha quando o tema é raptos por extraterrestres.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Cientistas revertem envelhecimento em ratos

Biólogos analisaram proteína SIRT3
Uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia inseriu um gene da longevidade nas células-mãe de sangue de ratos velhos o que rejuvenesceu o potencial de regeneração das mesmas, informa um artigo da revista "Cell Reports".

A experiência divulgada na revista norte-americana "Cell Reports", na quinta-feira, pode contribuir para o desenvolvimento de tratamentos para doenças degenerativas associadas ao envelhecimento.

Os biólogos determinaram que a proteína SIRT3, da classe das sirtuínas, desempenha um papel importante ao ajudar as células-mãe de sangue envelhecidas a lidar com o stress.

Quando os investigadores inocularam a proteína naquelas células dos ratos velhos, o tratamento estimulou a formação de novas células de sangue, o que prova uma reversão da deterioração, relacionada com a idade, na função das células.

"Já sabemos que as sirtuínas regulam o envelhecimento, mas o nosso estudo é o primeiro a demonstrar que as sirtuínas podem reverter a degeneração ligada ao envelhecimento", disse Danica Chen, professora de ciência e toxicologia na Universidade de Califórnia, em Berkeley, e investigadora principal do estudo, citada na agência noticiosa espanhola EFE.

Chen assinalou que nos últimos 10 a 20 anos tem havido um grande avanço na compreensão científica do envelhecimento, que é visto agora como tendo um desenvolvimento altamente regulado o que o torna possível de manipulação.

Extração de minérios em asteróides: os sonhos e a realidade

Espaço, asteroide, recursos, EUA

A extração de minerais que se encontram em asteróides pode tornar-se a realidade. Nos EUA foi instituída a companhia Deep Space Industries, encarregada de cumprir essa tarefa. No entanto, os minérios extraídos deverão ser transformados na Terra.

Cientistas estão convencidos de que a exploração de asteróides tem perspetivas aliciantes. Hoje em dia, alguns asteróides constituem um alvo de pesquisas efetuadas por sondas espaciais que já levaram dali uns miligramas de substâncias em causa. Entretanto, para já, não é fácil prever até que ponto serão justificadas as despesas com a extração industrial in loco, se nós aceitarmos um programa proposto pelos EUA, afirma Vadim Surdin, colaborador cientifico do Instituto de Astronomia Shternberg.

"Se falarmos a sério sobre perspetivas de extração industrial e eventuais benefícios futuros, será necessário saber prever as consequências disso. Não conhecemos a composição de asteróides. Daí a necessidade das obras de prospecção a fazer debaixo da superfície. Nem sabemos dos custos de um projeto do gênero. A colocação de qualquer substância em órbita circunterrestre relativamente baixa custa 12-15 mil dólares por quilo. O fornecimento da carga de um asteróide para a Terra seria 5-10 vezes mais dispendioso".

No parecer do especialista, na etapa presente, seria mais viável o uso de substâncias retiradas de asteróides na produção em condições do espaço e não a extração e o fornecimento de minérios para a Terra.

"É que no espaço há muita energia, em primeiro lugar, a energia solar que, desde há muito, se usa por engenhos espaciais. Por isso, se a produção for organizada num asteróide ou na Lua, isto terá sentido do ponto de vista econômico. Para a Terra deve ser trazida uma substância rica em alguma coisa. Por exemplo, o isótopo do Hélio-3 que pode surgir na superfície da Lua. Este poderia ser utilizado por centrais termonucleares. Mas o Hélio-3 não foi descoberto em asteróides".

Neste contexto, a questão mais difícil de resolver é saber se um asteróide poderia ser "transferido" para um sítio conveniente para a exploração. Tal seria possível se utilizássemos um rebocador espacial que se prende diretamente ao corpo celeste ou funciona em órbita, alterando a trajetória do asteróide devido à sua atração. Trata-se de "rebocadores de gravitação". Outra variante passa pela alteração da capacidade de reflexão do asteróide, pintado de lados diversos em branco e em escuro. Deste modo será possível mudar o caráter de sua rotação e a sua órbita. Mais a melhor opção seria a construção de unidades fabris na superfície de asteróides.

Tais projetos podem ser encarados como uma tentativa de imprimir maior dinamismo ao desenvolvimento da cosmonáutica mundial, constata o membro-correspondente da Academia Nacional da Cosmonáutica, Andrei Yonin.

"As pesquisas espaciais implicam a resolução de tarefas extremamente difíceis. Em 1950, ninguém podia imaginar que, daí a 11 anos, o homem seria enviado para o espaço. Mas esta meta foi alcançada".

Os cientistas apontam para a exploração de asteróides da classe M que ocupam a 3ª posição quanto à divulgação no Sistema Solar. A maioria destes corpos se compõe da liga de níquel com o ferro. Também são interessantes os asteróides de classe S que, segundo avaliações de peritos, podem conter depósitos de ferro, níquel, magnésio ou jazidas de platina, magnésio e ouro.

Os islandeses não "aguentam"

O banco islandês Landsbanki, na sua bebedeira de oferta de crédito, criou o Icesave. Uma espécie de banco virtual onde os clientes estrangeiros, sobretudo holandeses e ingleses, puseram muito dinheiro em troca de juros impossíveis. Depois sabe-se o que aconteceu. A banca islandesa, sempre aparada pelo governo neoliberal que tratou da sua privatização, colapsou. O islandeses revoltaram-se e o governo caiu. Os governos britânico e holandês decidiram pagar, sem perguntar nada a ninguém, os estragos aos clientes do Icesave dos seus países. E apresentaram a factura aos contribuintes islandeses. Ou seja, os islandeses tinham de pagar com os seus impostos as dívidas de um negócio entre privados: bancos e investidores.

Quando o governo se preparava para começar a pagar os astronómicos estragos da banca, o presidente Ólafur Grímsson decidiu referendar a decisão. Todos os governos europeus, todas as instituições financeiras e quase todas as forças com poder na Islândia, incluindo o governo e a maioria do Parlamento, foram contra a sua decisão. Tal referendo seria uma loucura. De fora e de dentro vieram todas as pressões. Se a Islândia tivesse a ousadia de não pagar seria uma "Cuba do norte". Ficaria isolada. Nem mais um investidor ali deixaria o seu dinheiro. Os islandeses votaram. 92% disseram que não pagavam. E, mesmo depois de um segundo referendo, não pagaram. A reação não se fez esperar. O governo do Reino Unido até se socorreu de uma lei para organizações terroristas, pondo a Islândia ao nível da Al-Qaeda.

A decisão repousava há algum tempo no Tribunal da EFTA. Quando estive na Islândia ouvi, de alguns especialistas, a mesma lengalenga: a Islândia ia acabar por pagar esta dívida. E até lhe ia sair mais caro. Que tinha sido tudo uma enorme irresponsabilidade fruto de populismo político.

Contrariando a posição de uma equipa de investigação da própria intuição e as temerosas autoridades judiciais da Islândia, que defendiam "um mínimo de compensação aos Governos britânico e holandês", o tribunal da EFTA isentou, esta semana, a Islândia de qualquer pagamento ao Reino Unido e Holanda.

O que estava em causa não era pouco. Era se deve ou não o Estado ser responsabilizado pelos erros dos bancos. E se devem ser os contribuintes a pagar por eles. Claro que a Europa já prepara novo enquadramento legal para atribuir uma maior responsabilização aos Governos pelas quebras no sistema financeiro. Duvido que resulte em maior vigilância ao sistema bancário. O mais provável é dar à banca a segurança que o dinheiro dos impostos cá estará para cobrir os prejuízos das suas irresponsabilidades.

Há coisas imorais que se naturalizam. Usar os dinheiros dos contribuintes para salvar os bancos das suas próprias asneiras foi uma delas. Como me disse o presidente Grímsson, "Temos um sistema onde os bancos podem funcionar como querem. Se tiverem sucesso, os banqueiros recebem enormes bónus e os seus acionistas recebem o lucro, mas, se falharem, a conta será entregue aos contribuintes. Porque serão os bancos tão sagrados para lhes darmos mais garantias do Estado do que a qualquer outra empresa?" Perante isto, os islandeses apenas fizeram o que tinham de fazer. Mas o Mundo está de tal forma de pernas para o ar que o comportamento mais evidente por parte de quem tem de defender os cidadãos e o seu dinheiro parece absurdo.

Afinal, a Islândia saiu-se bem. Saiu-se bem na economia, já abandonou a austeridade, está a mudar a Constituição no sentido exatamente inverso ao que se quereria fazer por cá e manteve a sua determinação em não pagar as dívidas contraídas por empresas financeiras privadas, tendo sido, no fim, judicialmente apoiada nesta decisão. Porque o governo islandês assim o quis? Não. Pelo contrário. Porque as pessoas exigiram e mobilizaram-se. E as pessoas, até na pacata Islândia, podem ser muito assustadoras.

Por cá, o mesmo banqueiro que se estava a afundar (parece que tinha comprado demasiada dívida grega) e que disse que os portugueses "aguentam" mais austeridade, recebeu dinheiro de um empréstimo que somos nós todos que vamos pagar, apresentou lucros excelentes e até vai comprar, imagino que com o nosso próprio empréstimo, dívida nacional. Ou seja, empresta ao Estado o que é do Estado e cobra juros. Porque nós aguentamos.
Fonte: Expresso
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