quinta-feira, 24 de julho de 2014

Rapaz indiano tem 232 dentes removidos da boca durante operação

Rapaz indiano tem 232 dentes removidos da boca durante operação

Um rapaz indiano de 17 anos foi submetido a operação em que lhe extraíram 232 dentes da boca. A cirurgia durou sete horas.

Ashik Gavai chegou ao hospital com um inchaço na mandíbula direita, disse à BBC Sunanda Dhiware, a chefe do Departamento de Ortodontia do JJ Hospital de Mumbai, maior cidade da Índia.

O adolescente já estava em sofrimento há 18 meses e foi da sua aldeia para Mumbai depois de os médicos locais não conseguirem identificar a causa do problema.

O pai de Ashik, Suresh Gavai, citado pelo jornal Mumbai Mirror, disse que o filho se queixava de dores intensas há um mês. «Eu estava preocupado que pudesse ser um cancro, por isso trouxe-o para Mumbai», disse Suresh.

Os cirurgiões tinham descrito a sua condição como «muito rara» e «um recorde mundial».

«O incómodo de Ashik foi diagnosticado como um complexo tumor odontogénico em que numa única cavidade da gengiva se formaram vários dentes. É um tipo de tumor benigno», disse Dhiware.

A cirurgiã contou que, no início, não podiam cortar os dentes, pelo que teve que usar dois instrumentos simples (um cinzel e um martelo) para arrancá-los.

«Pequenos dentinhos, que pareciam pérolas começaram a sair, um a um. Inicialmente, nós guardámo-los, pareciam verdadeiras pequenas pérolas brancas. Depois começamos a ficar cansados. Contamos 232 dentes», acrescentou.
A cirurgia, realizada na segunda-feira, envolveu dois cirurgiões e dois assistentes. Ashik tem agora 28 dentes.

«Nunca tinha visto nada igual na minha carreira de 30 anos», disse, Dhiware, descrevendo o caso como «muito raro», e salientando que estava «radiante de receber um caso tão interessante».

«De acordo com a literatura médica disponível sob o assunto, tínhamos conhecimento de um caso que afetou a mandíbula superior em que, no máximo, 37 dentes foram extraídos a partir do tumor. Mas, no caso de Ashik, o tumor foi encontrado no fundo da mandíbula inferior e tinha centenas de dentes», afirmou.


17 factos tão incríveis que parecem mentira (mas não são)

O Business Insider compilou 17 factos históricos, científicos, geográficos e até matemáticos tão incríveis que parecem mentira

1. Uma figueira na India é maior que o tamanho médio do Walmart


Apesar de parecer estranho e difícil de acreditar, uma espécie figueira com 250 anos, que se encontra perto de Kolkata, tem raízes aéreas qua cobrem cerca de 14.400 metros quadrados. Comparando estes dados com um relatório de contagem de metragem do WalMart, uma das principais redes de supermercados dos EUA, em média uma loja tem pouco mais de 9.750 metros quadrados.

2. Durante a década de 1850 e 60, Chicago 'subiu' sem interromper a vida diária

Sem interromper a rotina da população, as ruas da cidade de Chicago foram levantadas entre 30 centímetros a três metros de altura para aumentar a drenagem da superfície da cidade. A meio do século XIX, Chicago teve um grave problema devido à proximidade com as margens de um pântano.

Com estradas e calçadas submersas de lama e a propagação de doenças como a febre tifóide, disenteria, e até cólera, o engenheiro E. Chesbrough, de Boston, sugeriu que se aumentasse o nível da cidade para a construção de esgotos que suportassem as tempestades. Após alguma deliberação, o concelho decidiu levantar as ruas, o que atraiu durante duas décadas turistas de todo o mundo.

3. Bangladesh tem mais habitantes do que a Rússia


Apesar de ser o maior país do mundo, a Rússia tem menos habitantes que Bangladesh (um pouco maior que o estado de Nova York). Se por um lado a Rússia tem uma população de 143, 5 milhões, Bangladesh tem 156,6 milhões de pessoas.

4. Um vigarista vendeu a Torre Eiffel

Victor Lustig elaborou um plano capaz de convencer os maiores traficantes de sucata, da cidade, que a Torre Eiffel estaria à venda. Alegando ser um negócio discreto por parte do governo, do qual se dizia próximo, o vigarista alugou limusines para fazer visitas ao local e insinou-se disposto a aceitar subornos para fazer o Governo aceitar a proposta vencedora.

Houve quem estivesse disposto a pagar-lhe 14.720 euros em dinheiro, mais 36.800 para se certificar que a sua proposta seria a vencedora. O vigarista fugiu com o dinheiro para a Áustria. Após regressar a Paris viu-se obrigado a fugir de novo, mas para os EUA onde acabou por ser capturado.

5. Há mais sinapses (conexões nervosas) no cérebro humano do que estrelas na nossa galáxia

Que existem muitas estrelas na Via Láctea já sabíamos, mas o seu número é inferior ao número de conexões sinápticas no cérebro. Segundo os astrónomos existem mais de 200 mil milhões de estrelas na nossa galáxia, contudo os neurocientistas estimam que o número de conexões sinápticas em média de três anos de idade seja de 1 quatrilhão (a unidade seguida de quinze zeros).

6. Há uma bomba nuclear perdida algures na costa da Geórgia

Uma bomba nuclear de mais de 3 toneladas encontra-se perdida algures na costa da Geórgia, depois de cair à água, a fevereiro do ano de 1958, quando seguia a bordo de um avião militar. A Marinha procurou a bomba mas nunca foi capaz de a recuperar. A Força Aérea diz que a bomba está intacta e se for deixada em repouso não deve apresentar perigo. Apesar de negarem a existência de plutónio, em 1966 comprovou-se que a bomba era uma "arma completa", com uma capsula nuclear contendo urânio e plutónio.

7. Cleópatra viveu mais perto da construção da primeira Pizza Hut do que da construção das pirâmides

É verdade, apesar de parecer insólito. Cleópatra nasceu em 69 a.C. e morreu em 30 a.C.. A construção das pirâmides de Gizé ocorreu de 2550 a.C. a 2490 a.C.. A primeira Pizza Hut abriu em Wichita, Kansas, a 15 de junho de 1958. Ou seja, a abertura da pizzaria é cerca de 500 anos mais perto da vida de Cleópatra do que a construção das pirâmides.

8. Quando as pirâmides foram construídas ainda haviam os mamutes na terra

Sendo que os mamutes morreram por volta de 1650 a.C. em Wrangle, por essa altura, o império egípcio já estava extremamente avançado na construção das pirâmides. A Grande Pirâmide de Gizé já existia há cerca de mil anos no momento em que o último mamute morreu.

9. A Coreia do Norte e a Finlândia são, tecnicamente, separadas apenas por um país.


Tecnicamente, a Coreia do Norte e a Finlândia são separadas apenas pela Rússia. Esta faz fronteira de 833 quilómetros com a Finlândia e 10,5 quilómetros ao longo do rio Tumen, com a Coreia.

10. Lançamento de 1,5 milhões de balões para o céu provocou a morte de duas pessoas e muitos transtornos na cidade de Ohio

Em 1986 foram lançados 1,5 milhões balões para o céu com o intuito de se atingir um recorde mundial. Infelizmente, os balões voltaram para baixo caindo no lago Erie, Burke Lakefront Airport e toda a área circundante. Causando enormes problemas em toda a cidade, os balões dificultaram as busca por dois velejadores por parte da Guarda Costeira dos EUA. Mais tarde, estes foram encontrados mortos por afogamento.

11. Heroína já foi usada para tratar a tosse das crianças

A farmacêutica alemã Bayer comercializou, na década de 1890, heroína como sendo remédio para a tosse até (1912) começarem a surgir relatos de que esta poderia ser uma droga perigosa. No ano de 1914 apenas com receita médica se conseguia a droga, passando a ser proibida por completo no ano de 1924. 

12. Na II Guerra Mundial, um homem recebeu prémios de honra dos dois lados

Joan Pujol Garcia é o nome do espanhol que trabalhava como agente duplo para os Aliados e os Nazis. Inicialmente tentou aproximar-se dos Aliados, mas foi negado. Depois, decidiu criar uma identidade falsa e começou a "trabalhar" para os nazis, fornecendo-lhes informações falsas. Mais tarde foi aceite como agente duplo para os Aliados. Garcia dava informações falsas e verdadeiras aos nazis, acabando por receber a Cruz de Ferro pelos alemães e a Ordem Mais Excelente pelo Império Britânico.

13. Quando o cálculo foi descoberto já existia a Universidade de Havard

Em 1636 foi criada a mais antiga instituição do ensino superior nos EUA. Já o cálculo só foi descoberto cerca de 50 anos mais tarde. Em 1684, graças a Gottfried Leibniz e em 1687, graças a Isaac Newton (e as inúmeras melhorias de posteriores matemáticos).

14. Alasca é o mais oriental e ocidental estado dos EUA

Alasca é, claramente, o estado mais setentrional nos EUA graças às suas Ilhas Aleutas que estão no Hemisfério Ocidental e no Hemisfério Oriental.

15. Há mais tempo a separar o Stegosaurus e o Tiranossauros Rex do que o Tiranossauros Rex e nós

Ao contrário do que possa parecer em alguns filmes de animação, nem todos os dinossauros viveram juntos. O dinossauro Stegosaurus já tinha sido extinto à cerca de 80 a 90 milhões de anos antes do aparecimento do T-Rex, fazendo com que este esteja muito mais perto de nós no tempo (estamos separados por cerca de 65,5 milhões anos).

16. Um parque na Austrália fica totalmente submerso a cada primavera

O parque Grüner See, em Styria, é chamado o Lago Verde. Na primavera este fica totalmente submerso, sob 30 metros de água, devido ao gelo que derrete nas montanhas Hochschwab. Bancos, árvores e caminhos ficam debaixo de água e os mergulhadores vêm à região para ver este surpreendente espetáculo.

17. O problema de Monty Hall

O problema de Monty Hall é um problema matemático que surgiu a partir de um concurso televisivo muito popular nos EUA, o "Let's Make a Deal", apresentado por Monty Hall, nos anos 70.

No programa, o apresentador dava a escolher ao concorrente uma de três portas - numa delas estaria o grande prémio, nas outras duas algo sem valor. Sabendo onde se encontrava o prémio, o apresentador abria uma das restantes, ficando o concorrente a saber que o prémio só poderia estar ou na que escolheu ou na outra ainda fechada. Chegados a este ponto do programa, o apresentador perguntava depois de o participante pretendia manter a escolha inicial ou, pelo contrário, mudar de porta.

Parece indiferente, não é? Afinal, com duas portas, a probabilidade será sempre de 50%, certo? Errado. Veja o vídeo:



Presidente da China de visita aos Açores

O Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, chegou ao Aeroporto das Lajes minutos antes das sete da manhã, tendo sido recebido pelas várias autoridades nacionais e regionais.

O líder chinês vai estar oito horas na ilha Terceira. 

A meio da manhã visita a cidade de Angra do Heroísmo e reune com o Vice-Primeiro-Ministro, Paulo Portas. 

A comitiva do presidente chinês é composta por 116 pessoas.




Fonte: RTP-Açores e RTP1

Duas novas espécies de formigas em Portugal

Esta é uma das espécies identificadas no Alentejo
Esta é uma das espécies identificadas no Alentejo
Com a identificação dos espécimes pela primeira vez em Moura, no Baixo Alentejo, elevam-se agora a 126 as espécies destes insetos documentadas no País

Foi uma descoberta acidental e por isso Cláudia da Silva Gonçalves, bolseira de investigação na Escola Superior Agrária (ESAB) do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), vê-a "como um acontecimento feliz". Com o seu trabalho, a jovem investigadora pretendia analisar o impacto, nas comunidades de insetos e aranhas, dos diferentes sistemas agrícolas (biológicos e não biológicos intensivos) utilizados nos olivais do Baixo Alentejo, e foi então que se deu a descoberta inesperada: a identificação pela primeira vez em Portugal de duas espécies de formigas.

As espécies, a Strongylognathus caeciliae e a Temnothorax tyndalei, que se sabia existirem em Espanha mas que nunca tinham sido documentadas por cá, foram encontradas numa zona de olival do concelho de Moura, chamada Póvoa de São Miguel. Com este registo, elevam-se agora a 126 as espécies de formigas existentes em Portugal.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Manchas do Sol desapareceram totalmente

Sol, manchas, cientistas

O Sol escondeu todas as manchas no meio do máximo solar, período mais ativo do ciclo solar de 11 anos. A estrela que dá vida à Terra e movimento ao Sistema Solar ficou silenciosa.

Em uma fotografia divulgada pela NASA, que você pode ver em cima da página, o Sol aparece quase sem manchas. Na terça-feira, afirma uma fonte que cita o jornal Los Angeles Times, não havia nem um traço de manchas.

Segundo o físico Tony Phillips, citado pela publicação, o que se observa é um “Quiet Event” (Momento Tranquilo). “É esquisito, mas não é super esquisito”, comentou o cientista, adiantando que o máximo solar que presenciamos agora é o mais fraco em 100 anos, e não é a primeira vez que as manchas “desaparecem”.

Por exemplo, em setembro do ano passado, o jornal The New York Times informava que a superfície solar estava quase livre de manchas. E a edição Los Angeles Times comenta que acontecimento semelhante observava-se em agosto de 2011.

As manchas solares são locais onde se origina a atividade solar, como ejeções de massa coronais e erupções solares.

Sátira sobre Kim Jong-un com 55 milhões de visualizações

Um vídeo em que Kim Jong-un, o líder norte-coreano, aparece a dançar e a lutar com líderes mundiais tornou-se viral e já conta com mais de 50 milhões de visualizações no maior site chinês de partilha de vídeo.

Um vídeo satírico em que aparecem imagens do rosto do líder norte-coreano, Kim Jong-un, foi colocado no Youtube e no Tencent, um site chinês de partilha de vídeos, onde se tornou viral. Prova disso é que até ao momento, neste último site, contam-se já 55 milhões de visualizações. No vídeo de três minutos, o líder norte-coreano aparece a dançar com as calças para baixo, a cavalgar num porco, a caminhar de mãos dadas com Osama Bin Laden e a lutar com outros líderes mundiais, como Barack Obama e Vladimir Putin. Alegadamente o vídeo é da autoria de um estudante da Universidade de Kyonggi, na Coreia do Sul.

De acordo com o jornal sul-coreano Chosun Ibo, a Coreia do Norte pediu à China para impedir a propagação do vídeo porque, segundo uma fonte chinesa, este "compromete seriamente a dignidade e autoridade de Kim Jong-un". Até ao momento nada foi feito. Steve Tsang, diretor da Escola de Estudos Contemporâneos Chineses da Universidade de Nottingham, concorda que o vídeo é de facto "muito engraçado". Acrescenta, em declarações à BBC, que em geral, para os chineses, Kim Jong-un é um "homem fofinho e ridículo", o que contrasta com a política oficial do governo chinês.

O apoio chinês ao regime norte-coreano remonta à Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953, quando as tropas chinesas deram apoio às tropas norte-coreanas. Desde essa altura, a China continuou a apoiar politica e economicamente os líderes Kim Il-sung, Kim Jong-il, e agora Kim Jong-un. Atualmente a China é o aliado mais importante da Coreia do Norte e o seu maior parceiro comercial e principal fonte de alimento, armas e combustível. Mas após o teste nuclear de Pyongyang, no início de 2013, alguns especialistas dizem que a proximidade destas relações pode estar perto de chegar ao fim.


Piloto faz voo rasante mais incrível de sempre

Piloto faz voo rasante mais incrível de sempre

O líder da equipa de demonstração de voos «Escuadrilla Argentina de Acrobacia Aerea» executou em frente à câmara uma arriscada manobra em que passou pertíssimo do chão durante um voo.

Nas imagens podemos ver a perigosa manobra do piloto Cesar Falistocco, que sobrevoou uma câmara com a sua aeronave de acrobacias aéreas.

«Segure-se bem» e assista de seguida:


Serviços Secretos dos EUA divulgam informações sobre a queda do MH17

Imagem da trajetória do míssil que abateu o MH17, incluída no relatório dos serviços secretos norte-americanos US Intelligence Community
Estados Unidos detetaram o lançamento de míssil terra-ar no momento do acidente com o avião malaio

O Governo dos Estados Unidos divulgou terça-feira imagens de satélite e outras provas que demonstram que a Rússia treinou e equipou rebeldes ucranianos que alegadamente derrubaram o avião da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo.

As autoridades norte-americanas sustentam também que a Rússia continua a enviar tanques, lança-foguetes e outras armas para a Ucrânia depois do acidente com o avião malaio, sustenta a imprensa dos Estados Unidos.

Jornais como o The Washington Post ou a cadeia de televisão CNN difundiram algumas imagens divulgadas terça-feira por funcionários dos serviços secretos e não identificados.


Os funcionários citaram dados de, segundo o The Washington Post, sensores que seguiram a trajetória do míssil que, alegadamente, abateu o avião da Malaysia Airlines, marcas de estilhaços na aeronave, análise de conversas com os rebeldes em que assume a autoria do abate e fotos publicadas em redes sociais.

As fontes disseram ainda que os Estados Unidos detetaram o lançamento de míssil terra-ar no momento do acidente com o avião malaio e na zona leste da Ucrânia controlada pelos rebeldes pró-russos.

Fonte: Dinheiro Vivo

Decidam-se. Não fomos à lua ou estivemos lá e vimos aliens?


Há teorias de conspiração para tudo. Há quem acredite que o homem nunca esteve na Lua e que foi Stanley Kubrick quem filmou os vídeos das missões Apollo. Mas também há quem defenda que não só andámos na Lua como trouxemos provas da existência de bases alienígenas. Em que é que ficamos?

Faça a experiência. Abra o Google e escreva: "Nunca fomos à Lua." Em 0,32 segundos o motor de busca apresenta quase 3 milhões (2 840 000) de resultados. Agora tire o nunca. "Fomos à Lua." Apenas 774 mil. Não pretendendo ser um estudo científico, esta experiência mostra apenas que na internet é mais fácil encontrar teorias da conspiração do que informação sobre as missões Apollo (credibilidade à parte, claro). Depois de muito navegar por fóruns obscuros, fizemos uma lista dos principais argumentos usados pelos apologistas da fraude.

A bandeira americana balouça ao vento

A teoria da conspiração Na Lua não há vento, ok? E durante a transmissão televisiva da missão Apollo 11, quando Neil Armstrong e Buzz Aldrin plantam a bandeira americana, ela balouça ao sabor do vento. Quem é que a NASA quer enganar?

A explicação da NASA Ilusão óptica. A aparência enrugada da bandeira - que foi muito bem embrulhada até chegar à Lua -, associada às sombras visíveis nas imagens, cria a ilusão de que a bandeira se mexe, o que não é verdade. Se se sobrepuser uma série de fotografias, vê--se que a bandeira está imóvel.

Sombras em todas as direcções

A teoria da conspiração À Lua, a única luz que chega é a do Sol. Logo, as sombras deviam ser todas paralelas. E o que não falta são imagens de sobra com ângulos diferentes. Se isto não é obra de vários holofotes num estúdio, é o quê?

A explicação da NASA O solo na Lua é irregular, o que causa deformações nas sombras projectadas, tal como aconteceria numa montanha cheia de neve. As lentes usadas, grandes angulares, também causam distorções. Tão simples quanto isso.

Céu sem estrelas

A teoria da conspiração Onde é que estão as estrelas? Se não há nuvens na Lua - porque não tem atmosfera -, então as estrelas são sempre visíveis. Como é que em todos os vídeos e todas as imagens não há uma estrela sequer para amostra?

A explicação da NASA As câmaras estavam preparadas para exposição de luz do dia e nunca conseguiriam registar pontos tão fracos de luz. Mesmo as mais brilhantes são difíceis de ver durante o dia lunar. E lembrem-se que os próprios Armstrong e Aldrin disseram numa conferência de imprensa que, de facto, não se lembravam de ver estrelas enquanto estiveram na superfície da Lua. E, convenhamos, acham mesmo que nos esqueceríamos de um pormenor tão importante como pôr estrelas no céu se estivéssemos a falsificar fotos?

Falta de cratera onde o módulo lunar pousou

A teoria da conspiração Se a Águia tivesse mesmo pousado, haveria uma cratera no local onde alunou. Nas imagens, o módulo lunar parece ter sido ali colocado com cuidado. Em contrapartida, as pegadas dos astronautas vêem-se claramente.

A explicação da NASA Há várias explicações possíveis. Na Lua, devido à baixa gravidade, o módulo lunar precisaria de muito menos impulso do que na Terra e o seu peso também seria muito menor lá em cima do que cá em baixo. Por outro lado, a superfície é de rocha sólida e dificilmente a alunagem deixaria uma cratera, da mesma forma que quando um avião aterra não deixa buracos nas pistas dos aeroportos.

A pedra com um C

A teoria da conspiração Uma pedra com um C desenhado? Parece óbvio que era um adereço e que alguém se esqueceu de deixar a marca virada para baixo quando preparou o cenário.

A explicação da NASA Pode ser de facto uma fraude. Um engraçadinho, durante a revelação dos filmes, terá acrescentado o C como piada. Mas também pode ser simplesmente um cabelo, ou outro tipo de impureza, que se colou a algum sítio durante o processo de revelação e deixou a marca na fotografia.

As miras nas fotos

A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO Como é que a bandeira americana, um rover lunar e outros objectos aparecem debaixo das miras técnicas? Claro que, se as fotografias foram editadas em estúdio, um técnico mais distraído pode ter-se esquecido deste pormenor.

A EXPLICAÇÃO DA NASA Se íamos criar fotos da Lua para que é que íamos precisar das miras? Elas serviam para ajudar os astronautas com as escalas e as direcções. O que acontece é que a sobreexposição fez com que alguns objectos brancos vazassem para as áreas escuras do filme. Também aparecem algumas cruzes e miras tortas, mas isso é porque as imagens sofreram rotações e cortes para respeitar critérios estéticos.

Os fundos iguais

A teoria da conspiração Fotografias que foram tiradas alegadamente a milhas de distância quando sobrepostas têm um fundo exactamente igual. Parece que a NASA quis poupar dinheiro quando desenhou os cenários.

A explicação da NASA As imagens não eram iguais, apenas parecidas. Em muitas fotos vêem-se montanhas no fundo, que estão a muitos quilómetros de distância. Como não há atmosfera para escurecer os objectos distantes, torna-se difícil perceber a distância e a escala dos acidentes geográficos.

Alienígenas na lua? A sério?

Buzz Aldrin e Gene Cernan, astronautas da Apollo 11 e da Apollo 17, a primeira e a última missões tripuladas a irem à Lua, tiveram encontros imediatos de terceiro grau. Será? A revelação de Aldrin é antiga e, no início deste mês, o astronauta voltou à carga. “Vi uma luz pela janela [da Apollo 11] que parecia mover-se na nossa direcção”, contou numa entrevista ao “The Telegraph”. “Há muitas explicações possíveis. Pode ter sido o foguetão de que nos separámos ou até os quatro painéis que se moveram quando retirámos a sonda espacial do foguetão.” No caso de Cernan, há um vídeo no YouTube do momento em que ele vê um objecto voador não identificado. O áudio não mente e mostra bem a surpresa do astronauta ao ver algo surpreendente no céu. As comunicações entre ele e Houston foram usadas pelos Daft Punk no início do seu videoclip “Contact”. Em 2013, um vídeo captado pela sonda chinesa Changé-2 também revela o que parecem ser as ruínas de uma base alienígena. Mas, tal como em tantas outras imagens, a explicação pode ser a mais simples: os nossos olhos vêem aquilo que querem ver.

As provas de que estivemos na Lua

Rochas lunares 
As seis missões tripuladas do programa Apollo trouxeram da Lua 382 quilos de rochas lunares. As missões não tripuladas soviéticas Luna, 326 gramas. A diferença é abissal e mostra, só pela quantidade, que seria impossível trazê-las para a Terra só com missões robóticas. A tecnologia actual permite transportar cerca de 150 gramas de cada vez, o que equivaleria a mais de 3 mil idas à Lua para conseguir uma quantidade equivalente à que a NASA tem armazenada. Além disso, há rochas lunares que pesam vários quilos, impossíveis de transportar numa sonda. Mas há mais: as amostras americanas e soviéticas não têm vestígios de humidade, o que significa que não foram expostas à nossa atmosfera. Se fossem fragmentos de meteoritos caídos em terra ou no mar, não só estariam contaminadas por gases e humidade, como teriam de apresentar uma crosta queimada, resultado das altas temperaturas a que seriam submetidas ao entrar na nossa atmosfera.

Os espelhos retroreflectores 
Quem gosta da “Teoria do Big Bang”, já viu os físicos, protagonistas da série de comédia, fazerem a experiência no topo de um edifício norte-americano. Sheldon, Raj, Howard e Leonard apontam um laser à Lua. Ele atinge os espelhos retroreflectores deixados pela Apollo 11 e a estrutura prateada – um grande painel de dois metros cravejado com 100 espelhos apontados para a Terra – envia o laser de volta. O telescópio que envia o sinal recebe-o de volta e está provado que o homem andou na Lua. Apesar de ser ficção, na vida real o modus operandi é exactamente este. E esta é a única experiência científica do programa Apollo ainda a decorrer e que permite, com tremenda precisão, calcular a distância exacta entre a Terra e a Lua. 
Com João Paulo Rego


Fonte: Jornali

A caminho de um cometa há dez anos, sonda europeia já revelou a sua forma irregular

Uma representação de 2004 do cometa e da Roseta
ESA/AFP (ARQUIVO)
Nas últimas imagens divulgadas do cometa 67P/Churiumov-Gerasimenko, ele parece composto por dois pedaços. Foram tiradas pela sonda Roseta, que está quase a chegar ao seu destino.

Semana após semana, a sonda europeia Roseta aproxima-se do seu objecto de estudo, o cometa 67P/ Churiumov-Gerasimenko, agora a menos de 5000 quilómetros de distância. Nos últimos dias, a Agência Europeia Espacial (ESA, sigla em inglês) divulgou imagens cada vez mais detalhadas deste cometa, que revelam afinal uma forma bastante irregular. Parece um pato de borracha: um pedaço alongado faz lembrar a cabeça, enquanto outro maior e mais arredondado seria o corpo. Além de suscitar perguntas sobre a sua origem, a forma do núcleo do cometa irá determinar como a Roseta se aproximará dele e qual será o local de aterragem de um pequeno módulo que a sonda transporta consigo.

“Teremos de fazer uma análise e uma modelação do formato do cometa, para determinar a melhor forma de voarmos à volta de um corpo com uma forma tão única, tendo em conta o controlo do voo e a astrodinâmica, as necessidades científicas da missão e os elementos relacionados com a aterragem, como a análise do local e a visibilidade entre o módulo de aterragem e a sonda”, explicou Fred Jansen, o chefe da missão da Roseta, citado num comunicado da ESA. “Mas, a menos de 10.000 quilómetros do encontro [entre a sonda e o cometa], a 6 de Agosto, as nossas questões irão ser rapidamente respondidas.”

A missão da ESA pode ser vista como um projecto de arqueologia espacial, que irá fazer algo inédito: um módulo vai pousar num cometa e analisar a sua composição. Os cometas, que têm poeiras cósmicas e são ricos em gelo, vêm dos tempos iniciais do sistema solar. Formaram-se ainda antes de haver planetas. A análise de um destes corpos dará assim pistas sobre a composição inicial do sistema solar e a formação dos planetas. Por outro lado, pensa-se que a água e os compostos orgânicos que originaram a vida na Terra poderão ter vindo de cometas semelhantes ao 67P/Churiumov-Gerasimenko, que bombardearam intensamente a Terra no início da sua existência.

O nome da sonda, inspirado na pedra de Roseta exposta hoje no Museu Britânico – que foi descoberta em 1799 e permitiu ao arqueólogo francês Jean-François Champollion decifrar os hieróglifos egípcios –, reflecte esta procura por informação que ajude a explicar os momentos iniciais da formação do nosso jardim cósmico. E que conduziram ao aparecimento de vida na Terra e à evolução recente do homem.

A construção da Roseta foi aprovada pela ESA em 1993. A 2 de Março de 2004 um foguetão Ariane-5 lançou-a no espaço. Na década seguinte, a sonda, com 2,8 metros de altura e dois painéis solares de 14 metros de comprimento cada um, foi girando à volta do Sol. Nestas revoluções, ganhou impulso quando passava junto de planetas, para conseguir atingir o 67P/ Churiumov-Gerasimenko. Com uma órbita elíptica para lá de Júpiter, o cometa aproxima-se do Sol até ficar entre Marte e a Terra, de seis em seis anos.

A 8 de Junho de 2011, a sonda entrou em hibernação para poupar energia. A 20 de Janeiro de 2014 acordou, a 800 milhões de quilómetros de distância da Terra, muito para lá da órbita de Marte. Desde aí, tem estado a fazer a aproximação final ao cometa, que atingirá o ponto mais próximo do Sol a 13 de Agosto de 2015. Nessa altura, a sonda e a cometa já estarão juntos há mais de um ano.

Mas antes, já no próximo dia 6 de Agosto, dar-se-á o tão desejado encontro, quando a sonda estiver apenas a 100 quilómetros de distância do cometa. O módulo que transporta – o File, de 100 quilos – abandonará a sonda em Novembro, para descer até à superfície do cometa.

As imagens mais recentes do núcleo do 67P/ Churiumov-Gerasimenko foram tiradas a 14 de Julho, quando a Roseta ainda estava a 12.000 quilómetros de distância do cometa. Obtidas pela câmara da sonda (a OSIRIS), cada uma foi tirada a cada 20 minutos, permitindo fazer um filme em que se vê o cometa a girar com a sua forma singular de pato de borracha.

Os cientista ainda não conseguem explicar o que causou a forma do
67P/Churiumov-Gerasimenko ESA
Já se tinham identificado outros cometas com esta forma atípica do núcleo, em que parece que dois pedaços de cometas foram colados num só. Mas as hipóteses sobre o aparecimento deste tipo de cometas são várias. A mais popular defende que um objecto destes surgiu a partir da fusão de dois cometas, há milhares de milhões de anos, que colidiram a baixa velocidade. Este processo, chamado de “acreção”, também terá originado os planetas. “Talvez o cometa nos dê um registo único sobre o processo físico de acreção”, avança o comunicado da ESA.

Há, no entanto, outras hipóteses para a origem desta forma irregular: a deformação dos cometas devido à força gravitacional exercida por grandes astros como o Sol e Júpiter; a evaporação do gelo dos cometas, sempre que se aproximam do Sol, alterando a sua forma; ou um grande impacto que tenha transformado radicalmente o cometa.

“As imagens que vemos sugerem um cometa com uma forma complexa, mas ainda precisamos de aprender muito para chegar a uma conclusão”, defendeu Fred Jansen. Avizinham-se assim meses importantes para o estudo do sistema solar.

Fonte: Publico
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