segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Jornal italiano diz que Papa é alvo do Estado Islâmico

Papa Francisco

O papa Francisco "encontra-se na mira do grupo extremista Estado Islâmico" responsável pelo assassinato do jornalista norte-americano James Foley, publica hoje o jornal italiano Il Tempo.

O artigo cita fontes israelitas que acreditam que o papa Francisco é um alvo por ser "portador de uma verdade falsa".

A mesma notícia cita também "fontes dos serviços de informações italianos" referindo que Itália é um ponto de partida dos "combatentes da guerra santa do Islão" e que "o desembarque contínuo de emigrantes acaba por provocar a formação de uma base para os extremistas no Ocidente".

O jornal conservador Il Tempo alerta também para o facto de o autoproclamado califa do Estado Islâmico. Abu Bakr Al Baghdadi, "querer superar a Al-Qaida e os feitos do 'chefe do terror', Ossama bin Laden".

Por último, o jornal escreve que o líder do grupo Estado Islâmico, "segundo fontes israelitas, conta, entre aqueles que estão próximos do círculo de poder, com a presença de ocidentais convertidos ao Islão e de jovens, filhos de imigrantes nascidos em países europeus, e que agora optaram por abraçar o fundamentalismo islâmico".

Em várias ocasiões, o papa Francisco apelou à paz no Médio Oriente tendo enviado no domingo uma mensagem dirigida a uma cerimónia religiosa católica e que foi celebrada nos Estados Unidos em memória de James Foley, assassinado na semana passada pelo grupo Estado Islâmico.

O papa disse que é preciso rezar para que acabe a "violência insensata" e para que haja "um amanhecer de paz e de reconciliação entre os homens".

Fonte: DN

domingo, 24 de agosto de 2014

Opus Dei proíbe 79 livros de autores portugueses


José Saramago, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Lídia Jorge, Vergílio Ferreira são alguns dos escritores censurados na lista de livros da Opus Dei

A organização da Igreja Católica tem uma listagem de 33 573 livros proibidos, com diferentes níveis de gravidade, sendo que nos três níveis mais elevados encontram-se 79 obras de escritores portugueses, revela o Diário de Notícias. José Saramago e Eça de Queirós são os mais castigados pela “lista negra”.

Além de livros, também há uma lista de filmes. A censura da Opus Dei já tem várias críticas, colocando-se mesmo em causa a legalidade desta proibição.

Só José Saramago tem 12 livros censurados. “Caim”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “O Manual de Pintura e Caligrafia” e “O Memorial do Convento” são considerados os mais perigosos.

Em declarações ao mesmo jornal, a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, considera “grosseiro e repugnante” este índice, deixando várias críticas: “ É uma organização a que chamamos seita porque somos educados. Por acaso, eles não são”, considera a viúva do escritor.

Pilar reforça ainda que José Saramago nunca escreveu sobre a Opus Dei porque considerava a organização “uma formiga”. Também a escritora Lídia Jorge, que tem dois livros censurados, revelou-se chocada com a existência da lista, afirmando que “a Opus Dei devia ter vergonha”.

Outro autor censurado e mais estudado na cultura portuguesa é Eça de Queirós. Carlos Reis, antigo director da Biblioteca Nacional e especialista na obra queirosiana, defende que “este tipo de procedimento é contrário a princípios fundamentais”, considerando que “qualquer lista de livros ou similar, que contribua para limitar o acesso das pessoas à informação e cultura é, por princípio, inaceitável”. Carlos reis lembra ainda que Eça de Queirós é um escritor lido e estudado.

Legal ou crime. Vários especialistas defendem que, do ponto de vista legal, não há restrições sobre a criação desta lista. No entanto, questiona-se até que ponto é legal um professor, que seja membro da Opus Dei, recusar leccionar determinado autor apenas porque consta na “lista negra” da organização.

O constitucionalista Jorge Bacelar Vasconcelos afirma que “o Estado não pode aplicar sanções nesta situação porque é do domínio canónico. A liberdade religiosa permite às pessoas entrarem e saírem quando quiserem e de cumprirem ou não as regras”.

Sobre o mesmo assunto, Diogo Gonçalves, supranumerário e professor na faculdade de direito de Lisboa, garante que “se as profissões o exigirem, os membros podem ler o que quiserem. Somos libérrimos nesse aspecto”, afirmou ao DN.

Fonte: Jornali

sábado, 23 de agosto de 2014

Qual é o motivo das grandes obras na Área 51 e que segredos podem estar guardados lá?


Em agosto do ano passado, a CIA admitiu a existência da Área 51, uma base militar localizada no deserto de Nevada, dentro da qual têm sido experimentadas tecnologias secretas desde 1954. Lá foram desenvolvidos e testados os primeiros aviões preparados para percorrer distâncias longas e voar em altitudes grandes, nos tempos da Guerra Fria, e, atualmente, está sendo construído um hangar gigante, de acordo com imagens de um satélite (publicadas no site Terrserver).

Diante do silêncio das autoridades, começaram a surgir versões e hipóteses do que estaria acontecendo. Será uma base de operações das empresas aeronáuticas Lockheed e Boeing para o LRS-B, o protótipo do novo bombardeiro estratégico de grande alcance? Alguns especialistas atentam para o fato de a instalação estar em um local tão isolado, o que sugeriria que o espaço é dedicado a uma máquina preparada para ataques complexos. Outros dizem que estaria sendo construído um veículo de guerra capaz de viajar a uma velocidade hipersônica, seguindo a lógica das “guerras de baixa intensidade”, baseadas na utilização de drones, e que seriam o modelo de combate em um futuro próximo.

As imagens que mostram o tamanho da obra estão acessíveis e as teorias dos especialistas em conspirações bélicas se espalham: poderiam ser encontrados nesse hangar os drones espiões capazes de cruzar os EUA em menos de uma hora; ou uma aeronave de transporte sigilosa de pouso e decolagem rápidos; ou um avião de transporte tático clandestino. Ninguém fora das fronteiras da Área 51 tem uma resposta certa ainda, mas trata-se, inegavelmente de um segredo grandioso.


Fonte: History

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A CIA matou Marilyn Monroe porque os EUA se preparavam para matar Fidel Castro

Dossier teorias da conspiração


Suicídio, overdose ou homicídio? Há quem garanta que a loira mais famosa do mundo foi assassinada por saber de mais: andava a dormir com o presidente americano, o irmão de Kennedy e um líder da máfia

Teorias da conspiração: Conjunto de teorias não provadas, mas que angariam grande número de adeptos, e que normalmente envolvem alegados planos secretos de governos. Há de assassinatos, de extraterrestres e, claro, de sociedades secretas que dominam do mundo. Durante o Verão, o i selecciona as teorias mais obscuras, as mais absurdas e as mais populares para lhe contar. Mas atenção, não as leve demasiado a sério… 

Na madrugada de 5 de Agosto de 1962, às 4h35 em ponto, um homem telefonou para a polícia de Los Angeles. "A Marilyn Monroe morreu com uma overdose." "Como?", respondeu o agente Clemmons, o polícia que atendeu a chamada. A mesma voz masculina repetiu: "A Marilyn Monroe morreu." Minutos depois, os helicópteros sobrevoavam a casa da diva em Bretwood. Marilyn morreu enquanto dormia. Tinha 36 anos.

Os relatórios oficiais são claros: a actriz tomou 15 caixas de barbitúricos - que consumia frequentemente - e a toma não foi acidental. Norma Jeane, criada em orfanatos e filha de pai incerto e de uma artista falhada e emocionalmente instável, sofria de bipolaridade, fez psicanálise durante anos e era há muito seguida por um psiquiatra. Suicidou-se.

Foi o médico particular de Marilyn quem telefonou para a polícia. Quando Clemmons chegou à casa da actriz foi recebido pela empregada. Enquanto acompanhava o agente ao quarto onde estava o cadáver, Eunice Murray contou que encontrara o corpo pouco depois da meia-noite. Marilyn estava nua, caída na diagonal em cima da cama, de barriga para baixo, com os pés enrolados na colcha e o braço direito esticado a segurar o telefone. Junto à cama estavam o médico particular da actriz, Engelberg, e o psiquiatra que a seguia, Greenson. Nenhum dos dois abriu a boca e Greenson limitou-se a apontar para a mesa-de-cabeceira onde estavam 15 frascos de Nembutal vazios. O corpo de Marilyn foi autopsiado e confirmou-se a presença de doses excessivas do medicamento. Apesar da especulação da imprensa, o caso foi dado como encerrado.

As teorias de conspiração em torno da morte de Marilyn Monroe perduraram e multiplicaram-se ao longo do tempo. Quase 50 anos depois da morte, em 2011, um detective americano lançou a bomba: a actriz terá sido assassinada pela CIA para proteger os interesses da Casa Branca. Milo Speriglio investigou o suposto suicídio durante décadas e chegou à conclusão de que os ficheiros relacionados com a investigação às causas da morte foram apagados pelo FBI, que o relatório oficial da autópsia foi falseado, que o relatório do agente Clemmons sobre a noite do suicídio foi adulterado e que todas as divisões da casa e os telefones de Marilyn estavam sob escuta.

Marilyn Monroe, segundo relatórios secretos do FBI, terá tido um caso com o presidente americano e chegou a dormir "mais de duas dúzias de vezes" na Casa Branca. O relacionamento com John Kennedy terá no entanto durado pouco, porque o presidente, casado, não podia assumir a relação. Depois de romperem, Marilyn envolveu-se com o irmão, Robert Kennedy. Os amigos garantem que a diva nunca se apaixonou por Bob. Queria só continuar perto de JFK. O FBI e a CIA sabiam que, na cama, Robert lhe confidenciava muitas informações sobre a Casa Branca, incluindo segredos de Estado que poderiam comprometer o irmão.

Na tarde antes de morrer, Marilyn terá discutido com Bob - que ameaçou pôr um ponto final na relação e a actriz garantiu que iria vingar-se e marcar uma conferência de imprensa para contar "tudo" o que sabia. Milo Speriglio sustenta este detalhe com o facto de todas as divisões da casa estarem sob escuta. E garante que teve acesso às gravações. Aquilo que a loira sabia era demasiado grave: além dos irmãos Kennedy, a actriz andaria também a dormir com um chefe da máfia, Sam Giancana - alegadamente contratado em 1961 pela CIA para delinear um plano com o governo americano para matar Fidel Castro. No negócio todos ganhavam: JFK fazia cair o comunismo em Cuba e a máfia recuperava o controlo das redes do narcotráfico.

A teoria é suportada por dezenas de pistas e de documentos que provam que a morte não foi acidental, e muito menos um suicídio. No verdadeiro relatório policial, o agente Clemmons terá escrito: "Posso afirmar que foi ele [o psiquiatra] quem aplicou a injecção letal de Nembutal líquido. Vale a pena lembrar que naquele dia, naquele momento, era a oportunidade de calar Marilyn. Não esquecer que ela havia dito que ia marcar uma conferência de imprensa para contar tudo." De que injecção letal fala o polícia se, segundo os relatórios oficiais, Marilyn Monroe ingeriu comprimidos? O verdadeiro relatório da autópsia, redigido pelo médico legista Noguchi - que entretanto admitiu publicamente ter sofrido pressões para avançar com a tese de suicídio -, revela que a actriz nunca poderia ter tomado comprimidos antes de morrer: o estômago e o intestino estavam vazios e as análises mostraram que o medicamento apresentava níveis altos no sangue e não no fígado, o que sugere que a medicação foi administrada em injecção e não por via oral. O agente Clemmons terá escrito no relatório que achou entranha a disposição do quarto: numa overdose medicamentosa há falta de ar e convulsões violentíssimas entre a toma das drogas e a morte. O quarto e a cama de Marilyn teriam de estar completamente desarrumados, mas na realidade havia roupas meticulosamente dobradas junto à cama. E às 4h30 da manhã, quando a polícia chegou à casa, a empregada estava a lavar e a secar toneladas de roupa em duas máquinas e a carregar caixotes para um carro. Hora estranha para fazer arrumações, terá escrito o polícia. Mais: a primeira análise ao cadáver, ainda no local, terá permitido concluir que a morte não ocorreu à meia-noite. O cadáver estava rígido e estabeleceram-se as 20h30 como hora da morte. Cinquenta anos depois, o último serão de Marilyn Monroe permanece um mistério.

Outras teorias:

Paul is dead. A lenda da morte de Paul McCartney

Paul McCartney morreu num acidente em 1966 e foi substituído por um sósia. A suposta morte do Beatle foi noticiada pela primeira vez a 12 de Outubro de 1969 numa rádio de Detroit pelo locutor Russ Gibb, que recebeu um telefonema de um ouvinte com pistas sobre uma das mais famosas teorias da conspiração. A notícia espalhou-se rapidamente e McCartney, de férias na Escócia, foi obrigado a dar uma entrevista à “Life” para desmentir os rumores. O Beatle terá morrido num acidente de carro em Novembro de 1966. A colisão com outro carro foi de tal forma grave que a cabeça de Paul terá ficado completamente esmagada e os dentes terão desaparecido – o que impossibilitou a identificação do corpo (na altura ainda não havia testes de ADN). Para não perder o mediatismo, a banda substituiu-o por um sósia, escolhido num casting nacional.

Quem matou JFK? O homicídio que gerou mais conspirações

É, provavelmente, a morte em torno da qual se criaram mais teorias da conspiração. O presidente americano John F. Kennedy (JFK) foi assassinado a tiro a 22 de Novembro de 1963, em Dallas, ao meio-dia em ponto. Lee Harvey Oswald, empregado de armazém, foi acusado do homicídio, disse-se inocente e foi assassinado dois dias depois de JFK. A CIA, o KGB e os cubanos são os responsáveis mais referidos. Os russos queriam vingar-se da humilhação da União Soviética na crise dos mísseis de Cuba, em 1962. A CIA teria recebido indicações de que JFK ia aniquilar a agência e os cubanos acreditavam que os EUA queriam matar Fidel Castro e anteciparam-se. Mas há mais suspeitos: a máfia estaria a ser investigada pelo governo, Lyndon B. Johnson (o sucessor de Kennedy) queria ser presidente e a sociedade secreta dos Illuminati estaria em conflito com JFK.

Fonte: Jornali

Garoupa faz ataque rápido e engole tubarão com mais de um metro


Uma garoupa gigante surpreendeu e frustrou a captura, por um pescador embarcado, de um tubarão com cerca de 1,2 metros de comprimento ao abocanhar a presa com apenas um golpe, mostra um video captado num momento de recreio em Bonita Springs, na Florida (EUA).

Enquanto 'trabalhava' o tubarão ferrado no anzol, o pescador embarcado viu uma garoupa a rondar a sua pescaria. Quando içava a sua pesca para fora da água, a possante predadora – aparentemente pesando mais de 200 kg – protagoniza um ataque rápido ao 'isco' e, de um golpe, rouba o tubarão.

Tomado de adrenaliana e impressionado com o ataque, o pescador vê a garoupa submergir para as profundezas do mar com o seu troféu no bucho.


Fonte: DD

Nova rede social paga aos utilizadores

Internet 
Perfil na rede social 'Bubblews'
'Bubblews' partilha lucros das receitas de publicidade com os utilizadores.

A nova rede social ‘Bubblews’ paga 00,1 dólares (cerca de sete cêntimos) aos seus utilizadores por cada ‘gosto’, comentário ou publicação. Contudo, cada utilizador só pode publicar até dez conteúdos por dia e apenas começa a receber o dinheiro quando acumular 50 dólares (cerca de 37 euros), o que equivale a cinco mil ‘gostos’ ou publicações. 

Com o pagamento, a ‘Bubblews’ pretende agradecer aos utilizadores por ajudarem a rede social a gerar conteúdos que atraem um grande número de pessoas. 

À semelhança da maioria das redes sociais, a norte-americana ‘Bubblews’ é sustentada por receitas de publicidade. O que a torna diferente é o facto de partilhar o dinheiro com os utilizadores. 

(Aspeto da rede social ‘Bubblews’) 

O tipo de conteúdos da ‘Bubblews’ também se distingue do que se costuma ver noutras redes sociais, como por exemplo o Facebook, onde a maioria dos utilizadores partilha pormenores do seu dia a dia. Nesta nova rede social da Internet é mais frequente ver poesia e textos em prosa a serem partilhados para gerarem fãs e, assim, acumularem um maior número de ‘gostos’ e de comentários.

Vídeo, fotos: uma fenda com mais de um quilómetro aparece no México

© YouTube / Davisito de Zabedrosky

Uma impressionante fenda apareceu numa zona rural do estado mexicano de Sonora. A fenda tem mais do que um quilómetro de comprimento, cerca de oito metros de profundidade e três de largura.

De acordo com o portal de notícias Excelsior , a fenda começa numa pequena barragem em construção. 

© YouTube / Davisito de Zabedrosky

Aparentemente, alguns trabalhadores da área notaram a fenda na terça-feira à noite. Esta atravessa uma estrada rural, informa o site. 

© YouTube / Davisito de Zabedrosky

Alguns geólogos afirmam que a terra se abriu com o aumento do fluxo de águas subterrâneas como resultado das chuvas nos últimos dias. 

© YouTube / Davisito de Zabedrosky

O ligar onde apareceu a enorme fenda encontra-se numa zona desabitada. Na verdade, a cidade mais próxima fica a seis quilómetros de distância. 

© YouTube / Davisito de Zabedrosky


Tradução Google

Fonte: RT

Clube Bilderberg. Há 60 anos a mexer cordelinhos para subjugar o mundo e impor uma nova ordem

Dossier teorias da conspiração


Teorias da conspiração: Conjunto de teorias não provadas, mas que angariam grande número de adeptos, e que normalmente envolvem alegados planos secretos de governos. Há de assassinatos, de extraterrestres e, claro, de sociedades secretas que dominam do mundo. Durante o Verão, o i selecciona as teorias mais obscuras, as mais absurdas e as mais populares para lhe contar. Mas atenção, não as leve demasiado a sério… 

Há uma sociedade secreta e restrita, de que Francisco Pinto Balsemão faz parte, que tem um plano para dominar a Terra. O Clube Bilderberg estará a usar a ONU, o FMI e até o Vaticano para impor uma nova ordem mundial. Até lá vai fazendo o que pode, há quem fale em atentados terroristas e na promoção dos Beatles

São chamados os “senhores do mundo”. O Clube Bilderberg foi criado em Maio de 1954 na Holanda e, nas últimas décadas, recrutou os mais importantes políticos, banqueiros, donos de petrolíferas e grupos de media, influentes industriais, empresários e académicos de todo o mundo. A sociedade secreta reúne-se uma vez por ano numa conferência cuja agenda não é pública e para a qual são convidadas apenas 140 pessoas. Poucos encontros têm sido alvo de tantas tentativas de escrutínio, mas, ainda assim, pouco ou nada se sabe sobre o que acontece na Conferência Anual de Bilderberg. E o mistério, já se sabe, é o melhor aliado das teorias da conspiração.

Um jornalista lituano, Daniel Estulin, escreveu um livro polémico que garante que na realidade o clube tem um único propósito: comandar o mundo e impor uma nova ordem mundial. Enquanto não conseguem alcançar o desígnio, os líderes do Bilderberg vão tentando controlar o que podem. “A verdadeira história do Clube Bilderberg” conta como o clube mais exclusivo do mundo promoveu a ascensão dos Beatles, fez eclodir o caso Watergate e planeou o 11 de Setembro. A pouco e pouco, garante Daniel Estulin, os Bilderberg vão abrindo caminho para o seu objectivo maior: subjugar o mundo a um único governo, uma única moeda, um único exército e um só sistema judicial e de educação. Tudo com o apoio da ONU – que servirá de instrumento para conseguir o domínio completo de todas as nações.

Uma parte importante do plano passa por conseguir o comando dos países emergentes e subdesenvolvidos que detêm reservas minerais – da água ao petróleo. É aqui que entram uma série de ONG ambientalistas que no terreno vão desaculturando os povos e semeando a discórdia e a fome. “Bilderberg é a potência económica e financeira que necessita de controlar toda a alimentação. Para isto quer destruir toda a economia para poder reduzir a população mundial”, repete Daniel Estulin nas entrevistas que vai dando um pouco por todo o mundo.

O poder mundial seria composto pelos “controladores”, por agentes conscientes (partidos políticos) e por agentes inconscientes. A dominação, explica o jornalista, é feita através da ideologia e, se necessário, com recurso ao terrorismo. Da lista de controladores constam, entre outros, o FMI, o Vaticano e a OCDE. Daniel Estulin garante que estes organismos estão incumbidos de actuar no sentido de eliminar a ideia de soberania nacional e as forças armadas de cada país. Estão, portanto, ao serviço de proprietários de bancos, de multinacionais, primeiros-ministros, chefes de Estado e editores dos principais jornais do mundo.

E é assim que, nas últimas décadas, o grupo tem manipulado várias nações, apoderando-se de petróleo, vendendo armamento a países em guerra, levando à fome muitos dos países em vias de desenvolvimento. E a Igreja Católica, garante o lituano, participa activamente nesta cruzada. De tal forma que um dos principais líderes do clube será um dos superiores-gerais da Companhia de Jesus. 
A vasta e perigosa investigação do jornalista sobre o restrito clube de milionários tem-lhe rendido uma série de dissabores. Recentemente, Daniel Estulin contou que é vigiado 24 horas por dia por equipas de antigos agentes especiais do KGB. E que uma mulher vestida de vermelho tentou seduzi-lo num hotel para depois se atirar de uma janela e o implicar num caso de homicídio. Antes disso, alguém já teria tentado matá-lo sabotando um elevador.

Em Portugal, só Francisco Pinto Balsemão, membro da direcção do Bilderberg, poderá confirmar se a teoria do jornalista lituano é ou não verdadeira. Coube ao dono da Impresa organizar o único encontro anual em território nacional, que decorreu debaixo de secretismo algures no concelho de Sintra em 1999. Talvez Paulo Portas e António José Seguro – convidados por Balsemão para participarem na última reunião – possam dar uma ajuda. Sabe-se que estiveram em discussão o crescimento económico e a criação de emprego nos Estados Unidos e na Europa, o nacionalismo, a guerra contra o ciberterrorismo e os desafios que o continente enfrenta (apesar de não ter estado presente qualquer líder ou personalidade de África).

Desde a década de 1950, terão passado pela conferência perto de 70 personalidades portuguesas. Em 2013, a lista de convidados incluiu o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, os ex-primeiros-ministros de Itália e de França Mario Monti e François Fillon, além dos presidentes da Amazon e da Google. Entre os 140 nomes escolhidos no ano passado, segundo se escreveu e pôde apurar, estavam apenas os de 14 mulheres. 



Outras teorias:

Maçonaria. Já foram secretos, agora são só discretos


A versão oficial conta que os maçons apareceram no final da Idade Média, quando alguns pedreiros – que equivalem aos nossos arquitectos, engenheiros, empreiteiros e afins – decidiram começar a encontrar-se em lojas para discutir as complexidades e especificidades do ofício. Em 1717, quatro lojas juntaram-se e deram início à Grande Loja de Londres – o marco da criação da maçonaria. Com o tempo, já nos séculos xviii e xix, os encontros começaram a ser frequentados por gente influente, proveniente de todos os meandros. Os maçons foram-se espalhando pelo mundo, vestidos de aventais e controlando tudo aquilo que conseguem. Lideraram revoluções, fundaram países. Ainda hoje continuam a usar roupas pouco comuns e as reuniões são feitas em espaços com uma decoração um bocado para o esquisita – com símbolos milenares, colunas gregas e imagens de sóis e luas. Os “irmãos” comprometem-se a ajudar-se uns aos outros nas várias áreas em que actuam. São formadores de opinião e tudo o que acontece na loja maçónica – incluindo os misteriosos rituais de iniciação – fica na loja maçónica. Ou não.

Os Illuminati. 13 famílias no topo de uma pirâmide satânica


São Illuminati porque se consideram iluminados. Há uma pirâmide, como em todas as sociedades secretas, mas esta é comandada por 13 famílias – de que fazem parte banqueiros e empresários influentes, além de personalidades como Obama ou George W. Bush. Ninguém dá por isso, mas o grupo – que, garantem alguns, é satânico – comanda o mundo. A importância dos discípulos de Satanás é de tal ordem nos Estados Unidos que a bandeira da América tem 13 linhas horizontais (esta parte é mesmo a sério) e o mesmo olho de Lúcifer que aparece no topo da pirâmide do “logótipo” da sociedade secreta está também estampada nas notas de um dólar. O pior inimigo dos Illuminati é, obviamente, a Igreja Católica. Mas pelo meio vão atingindo outros alvos. É-lhes atribuída responsabilidade na morte da princesa Diana e nos atentados do 11 de Setembro. “De todas as sociedades secretas que pesquisei, os Illuminati são de longe a mais vil”, diz a americana Sylvia Browne, autora do livro “As Sociedades Secretas Mais Perversas da História”. “Embora 75% do que se diz sobre eles seja especulação, preocupa-me os outros 25%.”

Ordo Templi Orientis. Ou a secreta adoração do pénis


A organização Ordo Templi Orientis (OTO) apareceu no início do século xx e ainda continua por aí. Os seguidores acreditam numa “nova era de princípios e práticas esotéricas em que os seres humanos alcançam o conhecimento total sobre a sua própria identidade.” Aleister Crowley, o famoso ocultista, sistematizou boa parte das crenças do grupo e escreveu o manifesto “Mysteria Mystica Maxima”. O mote da OTO, “faz o que tu quiseres, esta será a lei”, tornou-se popular. A seguir à morte de Crowley, o movimento perdeu influência, embora ainda conte com seguidores nos Estados Unidos, no Reino Unido e em outros países da Europa. Conta-se que o grupo defende práticas e crenças bizarras, entre as quais a fixação pelo sexo. A Ordo Templo Orientis tem até um conjunto de ensinamentos escritos sobre a “adoração do falo” e a “magia” da masturbação. Em 1969, membros da grupo acabaram sentados no banco dos réus e foram condenado por abuso de menores e de tortura. A OTO está dividida em 11 graus e três círculos: externo, interno e secreto. Um dos estágios chama-se “bebé do abismo”.

Fonte: Jornali

Operação Highjump. À procura de Hitler, de ovnis e de tesouros ocultos na Antárctida

Dossier teorias da conspiração

Operação Highjump
Operação Highjump  US Navy
A 17 de Dezembro de 1938, com o aval de Herman Göring, ministro do Ar do Reich, é iniciada a Missão Neuschwabenland (Nova Suábia), e zarpa do porto de Hamburgo o navio Schwabenland, um cargueiro da Marinha de Guerra alemã, com cerca de 150 metros de comprimento, capaz de catapultar aviões.

Comandado por Alfred Ritscher, capitão da Kriegsmarine (Marinha de Guerra), o navio tem uma guarnição de 57 homens - 24 tripulantes e 33 elementos da expedição - e transporta dois hidroaviões, o Passat e o Boreas. Destino: Antárctida. Objectivo: instalar uma estação baleeira em Princess Martha Coast, na costa de Queen Maud Land. Aí iriam desenvolver uma base para o aproveitamento da gordura de baleias, matéria-prima do sabão, da margarina e da glicerina (usada no fabrico da nitroglicerina com emprego intensivo em explosivos). Ao mesmo tempo, a Alemanha libertar-se-ia da forte dependência da Noruega, a que comprava cerca de 200 mil toneladas anuais deste produto. Faz sentido - ou haveria outro objectivo? Estaria a Alemanha a preparar-se para instalar uma base naval de apoio à frota de submarinos do Atlântico Sul? Durante oito semanas, os dois hidroaviões - que eram catapultados e depois recolhidos por uma grua - fizeram mais de 15 voos. Deles eram lançados cilindros de metal, alguns com a suástica, para delimitar um território reclamado pelo Terceiro Reich entre 19 de Janeiro de 1939 e 8 de Maio de 1945.

Durante esse período, em 1943, a Royal Navy (Marinha Real Britânica) começa a planear a Operação Tabarin, com a qual pretende instalar bases militares na Antárctida e reforçar a presença britânica no Sul do Atlântico. Nesse mesmo ano, a Inglaterra e a guarnição do HMS Carnarvon retiram a bandeira argentina de Deception Island, no arquipélago das Shetland do Sul.

A APARIÇÃO 
Dois anos depois, a 10 de Julho de 1945, e passados dois meses do fim da guerra, o submarino U-530, comandado pelo tenente Otto Wermuth, entra na base naval no Mar del Plata. Nele teriam viajado, entre outros, Adolf Hitler e Eva Braun para desembarcar em New Berchtesgaden, na Antárctida, na base instalada em 1938-39 pelo Schwabenland.

As dúvidas começam. Poderiam seguir a bordo desse submarino, e de outros, tesouros que os nazis quisessem esconder? Poderia um desses tesouros ser a célebre Sala de Ambar, conhecida como a oitava maravilha do mundo? Em 1941, após a invasão alemã da URSS, os soviéticos tentaram esconder esta relíquia forrando a sala com papel de parede. O truque não resultou. Sabe-se que em 1941 a Sala de Ambar foi levada do Palácio Catarina, perto de Sampetersburgo, e instalada no Castelo de Königsberg. A seguir à guerra, não voltou a ser vista. Qual terá sido o seu destino? Terá sido destruída durante os bombardeamentos ou estará, juntamente com outras obras de arte, escondida na Antárctida? O almirante Dönitz já tinha declarado, em 1943, que a flotilha submarina alemã tinha orgulho em ter construído para o Führer uma fortaleza inexpugnável noutra parte do mundo. A 16 de Julho, o jornal argentino "La Critica" dava a notícia de um voo que o teria transportado para Dronning Maud Land. E o "Toronto Daily Star", a 18 de Julho, anunciava em manchete: "Hitler está no gelo da Antárctida".

Um mês depois, nova aparição. A 17 de Agosto de 1945, outro submarino, o U-977, comandado por Heinz Schaeffer, aparece também no Mar del Plata. Ambos os comandantes, Wermuth e Schaeffer, e as suas tripulações são interrogados e posteriormente postos em liberdade. Seria o destino desses submarinos (U-530 e o U-977) a fortaleza de que falava o almirante Donitz? E terão tido dificuldades no percurso que os obrigassem a desviar a rota e a aportar à costa da Argentina? A partir daqui as perguntas multiplicam-se. Terão sido estes alguns dos motivos que desencadearam, a 26 de Agosto de 1946, 14 meses depois da rendição alemã aos Aliados, a maior expedição alguma vez feita à Antárctida? Ou seria apenas um exercício militar? Estaria ainda o governo dos EUA decidido a acabar com os rumores e, por via das dúvidas, quis verificar a existência de uma base de submarinos alemã, construída na Antárctida durante a Segunda Guerra? E teria ou não a indústria aeronaútica alemã desenvolvido ali sofisticadas aeronaves, sendo necessário destruí-las? Ou andariam os EUA à procura de uma base de óvnis na região?

Vamos aos factos conhecidos. Esta operação confidencial - autorizada pelo almirante Chester Nimitz e planeada pela Marinha dos EUA - recebeu o nome de Operação Highjump (OpHjp), Task Force 68. Tinha à frente o contra-almirante Richard E. Byrd Jr. (na reserva) e o contra-almirante Richard H. Cruzen, ambos da Marinha dos EUA. Era também conhecida por Task Force 68 e estava sub-dividida em cinco grupos. Os números impressionam: faziam parte da esquadra 4700 homens, 33 aeronaves, o porta-aviões e navio almirante U.S.S. Philippine Sea, o navio de comunicações e navio almirante USS Mount Olympus, dois destroyers, dois porta--hidroaviões, dois navios quebra-gelo, dois navios-tanque, dois navios de abastecimentos e o submarino U.S.S. Sennet.

De novo as interrogações. Iria o almirante Byrd Jr. em busca da entrada da Hollow Earth (Terra Oca) e investigar a existência de vida extraterrestre? Uma possível e estranha resposta era dada pelo jornal "El Mercurio", da cidade de Santiago do Chile. A 5 de Março de 1947, sob o título "Em alto mar a bordo do Mount Olympus", o jornal escrevia: "Em caso de nova guerra, os EUA serão atacados por objectos que conseguem voar de pólo a pólo a velocidades incríveis." Nesse artigo, do correspondente de guerra americano Lee Van Atta, transcreve-se um sério aviso: "O almirante Byrd Jr. avisa hoje que os EUA têm de adoptar medidas de protecção contra uma possível invasão do país por aviões hostis vindos das regiões polares. Não é sua intenção assustar ninguém, mas a realidade numa nova guerra é que os EUA podem ser atacados por aeronaves vindas de um ou dos dois pólos." Depois desta declaração, Byrd Jr. não voltou a falar em público sobre a OpHjp.

Em 2006 o assunto volta a ser referido, num documentário russo. É dito que a missão do explorador polar Byrd Jr., programada para durar seis meses, foi reduzida a apenas oito semanas e que a expedição terá sofrido fortes baixas. Os relatos são feitos a partir de entrevistas a duas testemunhas e a tripulantes da OpHjp.

Faz 68 anos na próxima terça-feira que começou a maior expedição de sempre à Antárctida. O que terá levado realmente os EUA a realizarem tamanha missão, 14 meses depois do final da 2.ª Guerra Mundial: seria um exercício militar ou a procura de uma base secreta de submarinos alemães? Ou ainda a procura de actividade extraterrestre?

John Szehwach, radiotelegrafista do Destroyer USS Brownson, conta o que viu a 17 de Janeiro de 1947: "Observámos da ponte, durante alguns minutos, luzes muito brilhantes que subiam verticalmente em direcção ao céu muito rapidamente e que não conseguimos identificar devido à limitação do nosso radar." O tenente John Sayerson tem uma versão semelhante: "Aquilo saía verticalmente da água a uma velocidade tremenda. Voava entre os mastros do navio tão depressa que a turbulência que causava fazia andar para frente e para trás a antena de rádio. Um avião do porta-hidroaviões USS Currituck, que tinha descolado pouco antes, foi atingido por uma espécie de raio desconhecido disparado do objecto. Quase instantaneamente despenhou-se junto ao nosso navio."

Nesse ano, em Julho, dá-se o incidente de Roswell, quando um objecto voador não identificado cai no Novo México. A polémica vive até hoje. Aquilo que para muitos foi uma confirmação de que a Terra é visitada por extraterrestres, para outros não passou da queda de um balão de meteorologia.

Em 1958, durante o Ano Internacional da Geofísica (IGY), os EUA realizaram a Operação Argus. Com esse pretexto foram feitas três detonações nucleares 1760 km a sul da Cidade do Cabo, nos dias 27 e 30 de Agosto e a 6 de Setembro. Todas elas a grandes altitudes - 160 km, 290 km e 750 km, respectivamente. Terão sido testes para estudar os efeitos de explosões atómicas fora da atmosfera? Ou teriam como propósito destruir uma base de óvnis e de vestígios da presença alienígena na Terra? É como dizem os espanhóis: "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay."

Ainda mais uma pergunta. Por detrás disto tudo, a Operação Highjump poderá ter tido também um outro propósito? Poderá ter sido um início de uma longa e "boa amizade" dos EUA com a URSS que perdura até aos dias de hoje? Uma outra guerra poderá ter dado os primeiros passos nas frias águas e no gelo da Antártida. E essa guerra chamou-se... Advinhe. Está quente, quente... Acertou. Guerra Fria.

Para terminar fica aqui uma pequena nota de rodapé. Citando Carl Sagan, no livro "Cosmos", segundo a equação de Frank Drake, "1x109 é o número aproximado de planetas na Via Láctea onde uma civilização técnica (caracterizada pela radioastronomia) já existiu pelo menos uma vez. [...] Se 1% dessas civilizações conseguirem sobreviver à adolescência tecnológica e assim ultrapassar este ponto crítico, atingindo a maturidade, teremos então 107. Neste caso, o número de civilizações existentes na Galáxia atingiria os milhões."

Fonte: Jornali

O cometa que a sonda Roseta estuda tem 10.000 milhões de toneladas

O cometa visto pela sonda Roseta a 20 de Agosto, a cerca de 80 quilómetros de distância ESA
Aparelho espacial está agora a cerca de 80 quilómetros de distância do núcleo do 67P/Churiumov-Gerasimenko.

Os dados recolhidos pela sonda Roseta já permitiram que se determinasse a massa do seu objecto de estudo: o cometa 67P/Churiumov-Gerasimenko, junto do qual chegou no início deste mês, depois de uma viagem de dez anos pelo espaço, tem cerca de 10.000 milhões de toneladas.

Para calcular a massa do cometa, segundo noticiou esta quinta-feira a BBConline, os cientistas usaram a atracção gravitacional que ele exerce na sonda. O núcleo do cometa, que tem cerca de quatro quilómetros de diâmetro máximo, deixou-nos maravilhados pela revelação, quando por fim a sonda ficou só a 100 quilómetros dele, a 6 de Agosto, da sua forma invulgar. Parece composto por dois grandes pedaços e, além disso, a sua superfície ora é muito lisa, ora é acidentada, ora até crateras tem.

Podem parecer-nos muito 10.000 milhões de toneladas mas, escreve ainda a BBC no seu site, o cometa é pouco denso (a densidade situa-se nos 300 quilos por metro cúbico), o que poderá indicar que é muito poroso e até ter buracos no interior. “À medida que tivermos medições melhores, podermos interpretar se o cometa é heterogéneo ou se é composto mais por bocadinhos”, explica o cientista Matt Taylor, da Agência Espacial Europeia (ESA), que lançou a missão da Roseta.

Nunca um aparelho esteve tão perto do núcleo de um cometa e, nas últimas aproximações da Roseta, já depois do encontro tão aguardado, a distância entre os dois foi reduzida para 80 quilómetros. Tudo se passa longe de nós, entre Júpiter e Marte.

À medida que a Roseta e o cometa viajam agora na companhia um do outro em direcção ao Sol, que no entanto não irá além de uma órbita entre Marte e a Terra, uma longa cauda deverá começar a espraiar-se pelo espaço. E, em Novembro, chegará outro momento alto desta missão, quando uma sonda mais pequena, levada às cavalitas pela Roseta, a abandonar e pousar literalmente as suas patas metálicas no núcleo do cometa, prendendo-se a ele com arpões.

Até lá, os cientistas estarão de olhos postos em cada pormenor das imagens obtidas pela Roseta, para poderem escolher o melhor local de aterragem e iniciar-se assim um novo capítulo de uma aventura que já está a ser inédita na história da exploração espacial — e que, em última análise, nos levará até ao início da história do nosso sistema solar. Ou não fossem os cometas restos da formação do sistema solar.

Fonte: Publico
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