segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ello, a rede social anti-Facebook sem anúncios

Perfil de Paul Budnitz, um dos fundadores da rede social ELLO
Rede social pretende ser uma alternativa às actuais comunidades online. “Tu não és um produto”, lê-se no manifesto.

Independente, livre de anúncios e acessível apenas por convite. É assim que se apresenta o Ello, uma rede social que começou por ser privada mas que, com o crescente número de pedidos de acesso, acabou por tornar-se pública — mas com entrada controlada. Criada por sete artistas e programadores, é já conhecida como a rede social anti-Facebook.

Com um simples smile preto e branco, o Ello apresentou-se ao mundo onlinecomo uma alternativa “simples, bonita e sem anúncios” às redes sociais convencionais, aberta a todos mas com um toque de exclusividade. Para se aceder à rede social é necessário ser convidado por um utilizador ou que o pedido de entrada seja aceite pela equipa responsável pelo Ello. Aqueles que já sejam utilizadores apenas poderão enviar entre cinco a dez convites.

O facto de não permitir anúncios é o ponto forte da rede social e o que é mais sublinhado na sua apresentação: “O Ello não vende anúncios. Nem vende dados sobre ti a terceiros.” A equipa do Ello considera que recolher e vender os dados pessoais dos utilizadores, ler as mensagens enviadas a amigos e rastrear as ligações sociais de cada utilizador em troca de lucros é “simultaneamente assustador e antiético”.

Num manifesto publicado na sua página em versão beta, os criadores do Ello dizem acreditar que existe uma melhor solução que a de tratar o utilizador como um “produto que é comprado e vendido” e onde a privacidade fica comprometida. “Acreditamos que uma rede social pode ser uma ferramenta para dar poder. Não uma ferramenta para enganar, coagir e manipular — mas um lugar para nos ligarmos, criarmos e celebrar a vida. Tu não és um produto”, conclui o manifesto.

O Ello recusa comparações com outras redes sociais mas, na verdade, elas já estão a ser feitas, principalmente com o Facebook. Um dos fundadores do Ello, Paul Budnitz, falou ao Mashable. Budnitz diz que os utilizadores do Facebook acomodaram-se de tal forma que a rede social deixou de ser uma “verdadeira rede social”. “Não nos vemos a competir com eles porque o que estamos a fazer parece ser muito diferente.”

Essa alegada diferença parece estar a reflectir-se no número de pessoas que querem aderir à comunidade. Ao site BetaBeat, Budnitz diz que o o Ello recebe uma média de 31 mil pedidos de acesso por hora e que há mesmo convites à venda no eBay.

A questão de como o Ello se pode vir a sustentar tem sido levantada. Além dos investimentos pessoais dos seus sete criadores, a rede social beneficiou de um investimento da FreshTracks, uma empresa de venture capital, de cerca de 435 mil dólares. A empresa tem um lugar na administração do Ello e questiona-se agora se não irá pressionar a rede social a permitir a entrada de anúncios e esta acabe por ceder aos parâmetros normais de um negócio. Ao BetaBeat, Budnitz observou que isso seria “ridículo”.

"Se alguma vez vendermos os dados dos nossos utilizadores ou publicarmos anúncios, todos — incluindo nós — deixaríamos a rede", defendeu, por sua vez, Todd Berger, outro dos fundadores, ao site.

Apesar de ter utilização gratuita, o Ello pretende fornecer ocasionalmente serviços especiais a que o utilizador poderá ter acesso a troco de uma “pequena quantia em dinheiro”. “Queremos fazer um negócio de sucesso que faça dinheiro, mas não precisamos de ter uma empresa de 30 mil milhões de dólares”, comentou Budnitz.

Fonte: Publico

Fotos, vídeo: O Holograma 3D de Assange numa conferência nos EUA

© REUTERS John Stillwell

O fundador das divulgaçõers site Wikileaks, o australiano Julian Assange, transcendeu do confinamento do seu asilo na Embaixada do Equador em Londres e participou numa conferência nos EUA. Fê-lo por meio da forma de holograma 3D.

O 'fantasma' de Assange falou ao vivo no domingo, na cerimónia de encerramento de Nantucket Projeto 2014, uma conferência anual realizada em Nantucket, Massachusetts, numa palestra sobre a censura, o controle e a manipulação da história. 

Ele descreveu o Google como uma "porta giratória" da Agência Nacional de Segurança EUA (NSA) e apontou que, devido ao seu enorme tamanho e influência "se parece mais como um governo" do que uma empresa. 

A Google "recolhe tanta informação sobre o mundo como é possível, lojas, catálogos, faz modelos preditivos sobre interesses das pessoas e usa isso para fazer propaganda ", disse o jornalista australiano sublinhando que "a NSA faz basicamente a mesma coisa." 

"Como pesquisador, estou muito ciente do que as pessoas agora chamam de" cegueira Google ': que a informação não se pode encontrar na internet não existe ", disse Assange. 

Ele ressaltou que no mundo digital a informação é facilmente removida e feita referência à famosa frase de George Orwell. "Quem controla o presente controla o passado, quem controla o passado controla o futuro".

O fundador do WikiLeaks disse que quando filtrou os papéis de Manning sabia que o aguardava anos muito difíceis, mas mesmo agora, depois de passar dois anos trancado na embaixada do Equador em Londres, se arrepende de sua decisão, como divulgado pela ' Times '. 

"Os últimos cinco anos foram o período mais longo de educação que jamais existiu. O maior número de pessoas na maior extensão geográfica estão aprendendo sobre seu ambiente e da complexidade do ambiente internacional", resumiu Assange.

Freaking legal! Julian Assange via holograma. #julianassange #nantucketproject pic.twitter.com/2PX6NIQmg9- Anne Spalter (@ digital7dharma) 28 setembro de 2014

Julian Assange por holograma no Nantucketproj tecnologia incrível, envolvente conversa pic.twitter.com/SPnyRLpUSP- Casey Neistat (CaseyNeistat) 28 de setembro de 2014

Infelizmente o Video neste momento está assim, mas esteve com acesso livre:


Fonte: RT



Provas da inflação inicial do Universo estão por um fio

No novo mapa do Planck, a “janela” de mira do BICEP (rectângulo preto na imagem da direita) fica numa região do céu austral mais turva do que previsto  DR
A detecção das ondas gravitacionais primordiais em 2013 pode ter sido uma miragem. Mas se não for, a sua existência pode invalidar a “teoria da inflação” – aquela mesma que pretendia provar, conclui um estudo com participação portuguesa.

Uma equipa de astrofísicos, cuja primeira autora é portuguesa, analisou as ondas gravitacionais primordiais detectadas, há pouco mais de um ano, e anunciadas como a prova da chamada “teoria da inflação” do Universo. E conclui, noticiou esta sexta-feira a revista New Scientist, que, ao contrário do que se pensava, as características desse sinal sugerem que a teoria da inflação – a ideia de que o Universo sofreu uma inacreditável expansão, logo após o Big Bang – poderá estar errada.

Recorde-se que, para detectar as ondas gravitacionais primordiais – os ecos no espaço-tempo da expansão inicial do Universo –, John Kovac, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (EUA), e colegas utilizaram o telescópio BICEP, instalado no Pólo Sul e concebido para observar os vestígios da luz emitida pelo Big Bang, que está hoje presente em todo o cosmos sob forma de microondas: a chamada radiação cósmica de fundo.

A ideia era que, se o Universo tinha sofrido uma expansão inicial – como prevê a teoria da “inflação”, proposta nos anos 60 para explicar a uniformidade do Cosmos em todas a direcções –, esse fenómeno deveria ter deixado alguma marca característica na polarização (difusão) dessa “luz” antiga que é a radiação cósmica de fundo. Foi portanto esse sinal – um padrão de polarização particular – que os cientistas do BICEP procuraram durante anos. E que o mundo saudou comovido, em Março de 2013, como a prova da existência de um curtíssimo período de quase inimaginável inflação cósmica quando o Universo ainda era uma pequeníssima “semente” de Universo.

Marina Cortês, investigadora do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa a trabalhar no Observatório Real de Edimburgo (Reino Unido); Andrew Liddle, da Universidade de Edimburgo; e David Parkinson, da Universidade de Queensland (Austrália), publicaram informalmente a nova análise do sinal depois de, no início desta semana, um novo mapa da nossa galáxia – construído a partir dos dados recolhidos pelo satélite Max Planck da Agência Espacial Europeia – ter vindo pôr seriamente em causa a realidade das ondas gravitacionais primordiais detectadas pelo BICEP.

O telescópio espacial Planck foi lançado em Maio de 2009 com o objectivo de medir a radiação cósmica de fundo. Foi desactivado em 2013, mas os seus registos continuam a ser analisados. E o novo mapa, publicado na revistaAstronomy & Astrophysics, mostra que não há ponto de mira, a partir da Terra, que permita ver o Universo sem atravessar massas de gases e poeiras presentes na nossa galáxia – e que turvam a visão.

Mais: revela que a região do céu para onde foi apontado o telescópio BICEP, que descobriu as supostas ondas gravitacionais primordiais, está longe de ser a região menos poeirenta no nosso cantinho, como os cientistas do BICEP pensavam. Ou seja: o sinal que eles observaram estava na realidade muito provavelmente “contaminado” por poeiras interestelares – e isso apesar das precauções extremas que tomaram para garantir que tal não acontecesse.

Sinal esvanecente
Vários especialistas já tinham posto em causa o resultado anunciado pelos cientistas do BICEP – invocando em particular a eventual presença de poeiras. E até os próprios autores da descoberta das ondas gravitacionais primordiais questionaram a sua descoberta quando a publicaram oficialmente, em Junho deste ano, na revista Physical Review Letters.

Os novos resultados do Planck transformaram agora essas dúvidas em quase certezas. “Infelizmente, segundo a nossa análise, os efeitos dos contaminantes e em particular de gases presentes na nossa galáxia não podem ser excluídos”, explica Carlo Baccigalupi, da Escola Internacional de Estudos Avançados de Trieste (Itália) e co-autor dos novos resultados vindos do satélite europeu, em comunicado da sua instituição.

Por isso, os cientistas do Planck e do BICEP estão neste momento a confrontar directamente os seus respectivos dados para tentar “cancelar” a parte do sinal devida às poeiras e dali extrair um sinal remanescente – se é que existe – do qual possam dizer que se deve apenas às ondas gravitacionais primordiais. Os resultados desta análise conjunta deverão ser publicados no fim de Novembro, lê-se na revista Nature.

Inflação ou não? 
Pelo seu lado, Marina Cortês e os seus colegas quiseram responder à pergunta seguinte, explica a New Scientist: se se provar que o sinal não é apenas causado pela polarização da luz por poeiras presentes na nossa galáxia, será que o sinal remanescente corresponde ao tipo de ondas gravitacionais primordiais previstas pela teoria da inflação? E a resposta que obtiveram foi negativa.

Fonte: Publico

domingo, 28 de setembro de 2014

Portugueses constroem telescópio que vê mil galáxias

Portugueses constroem telescópio que vê mil galáxias

Observatório da Universidade de Lisboa envolvido em projeto do mais sofisticado espetrógrafo, equipamento que realiza registos fotográficos, do mundo. Astrofísicos falam em verdadeira revolução no estudo do espaço.

O mundo da astronomia prepara-se para dar um passo em frente no estudo das galáxias e há uma equipa de portugueses envolvida nesse projeto ambicioso. Deu-se início ontem, no Observatório Europeu do Suial (ESO), localizado no Chile, a construção da MOONS (Multi-Object Optical and Near-infrared Spectrograph), uma nova câmara integrada no VLT (Very Large Telescope) que irá revolucionar a observação do espaço, com a captação de mil galáxs de cada vez.

"Este é um instrumento de terceira geração que ainda não existia no ESO e que colocava os telescópios que estão no Chile atrás de todos os outros que existem no mundo", explica ao DN José Afonso, diretor do Centro de Astronomia e Astrofísica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CAAUL), responsável pela equipa está a trabalhar na qualidade de imagem da MOONS.


Fonte: DN

VÍDEO: Várias pessoas morrem atropelados por truck monstro na Holanda

© REUTERS Gary Cameron imagem / ilustrativa

Um carro todo o terreno atropelou várias pessoas da plateia doo evento Auto Moto Sport Haaksbergen realizado na Holanda. Pelo menos três pessoas morreram, incluindo uma criança.

O chamado Monster Truck carro SUV equipado com rodas enormes, como um trator, atingiu um grupo de espectadores num evento na Holanda , relata NOS.

Três pessoas morreram, incluindo uma criança, e quinze pessoas ficaram feridas. Vários vídeos postados na internet, mostram como o veículo fora do curso abalroou o público. 




Fonte: RT

Diversos especialistas afirmaram: Vídeo do “monstro” em lago, é real


Teria o lendário monstro do Lago Ness, sido flagrado por uma câmera ? 7 especialistas da área afirmam que sim. Diversas histórias sobre a lenda surgiram nos último anos, incluindo registros de pessoas que afirmaram ter visto a criatura. O novo e misterioso incidente chamou a atenção recentemente depois da divulgação de vídeo mostrando o provável Lagarfljótsormurinn, como é chamado o monstro em seu local de origem, aparecendo para o espectador.

A criatura foi supostamente vista pela primeira vez no ano de 1345. O vídeo, gravado por Hjörtur Kjerulf, mostra um ser misterioso nadando na água gelada de um rio glacial. De acordo com sete, dos 13 especialistas que se reuniram na última quarta-feira, o vídeo não é falso e o autor da gravação ganhará uma recompensa pelo conteúdo (Cerca de 10 mil reais).

Alguns contestam e dizem que o animal se trata de uma cobra, porém, nunca se ouviu relatos de serpentes vivendo no gelo, já que são animais de sangue frio e buscam lugares quentes para habitar.

O vídeo abaixo:



sábado, 27 de setembro de 2014

RIP Mar de Aral: NASA revela a certidão de óbito

 RIP Mar de Aral: NASA revela a certidão de óbito

Pela primeira vez na história, a bacia oriental do Mar de Aral, na Ásia Central, evaporou por completo. É o culminar de uma catástrofe ambiental sem precedentes que a NASA fotografou a partir do espaço.

As imagens da agência espacial norte-americana mostram o desaparecimento inédito da maior parcela daquele mar que um dia banhou duas repúblicas soviéticas – o Cazaquistão e o Usbequistão.

O desastre em câmara lenta decorre desde os anos 60. Na altura, responsáveis soviéticos decretaram o desvio das águas dos dois maiores rios afluentes, o Syr Darya e o Amu Darya, para transformar os desertos da região em vastos campos de produção de algodão. A operação resultou no definhamento do Mar de Aral.

Vários planos foram desenhados para travar e reverter os estragos, mas a maioria não saiu do papel e nenhuma iniciativa obteve resultados eficazes. Em 1987, o mar que um dia teve 68.000 quilómetros quadrados de área ficou partido em dois – o Mar de Aral do Norte, de reduzida dimensão, e o Mar de Aral do Sul.

Nos anos 90, as águas do corpo principal começaram a descer mais de meio metro por ano. Em 2003, o Mar de Aral do Sul dividiu-se em duas bacias. A principal, a oriental, é a que continuou a desaparecer a maior velocidade. Evaporou totalmente há cerca de um mês. Tudo o que resta agora do antigo Mar de Aral é um estreito corpo de água a oeste e um pequeno lago a norte, que o Cazquistão tenta preservar com a construção de uma barragem.

Com este mar desaparecem também 24 espécies endémicas de peixe e todo um modo de vida para os povos que, durante séculos, habitaram no litoral. Onde a marinha imperial russa um dia navegou e as frotas cazaques e usbeques pescaram está agora um deserto de barcos em terra. As populações da região sofrem ainda com tempestades de areia cada vez mais frequentes que espalham os resíduos químicos depositados ao longo de décadas no fundo do antigo mar sobre as aldeias e os campos agrícolas.

Fonte: SOL

Cientistas russos descobrem asteróide perdido

Russia, espaço, asteroide, cientistas

Cientistas russos detectaram um novo asteróide que pudesse colidir com a Terra. Todavia, os cálculos escrupulosos de astrónomos vêm afastando tal cenário pessimista. Na opinião de especialistas, o robô-telescópio móvel da rede MASTER, produzido na Rússia, conseguiu “enxergar” um asteróide “eclipsado” há 16 anos.

O novo corpo celeste se encontra na constelação de Pegasus (Cavalo Alado) que se vê muito bem no período de outono. Foi igualmente detectado pelo telescópio russo MASTER, instalado no vale Tunkinskaya, na região do lago Baikal na Sibéria Oriental. A sigla russa MASTER significa o Sistema Astronómico Móvel de Telescópios-Robôs. A aparelhagem dessa série desempenha um papel de supervisor, incumbido de observar e registar ameaças procedentes do espaço. Foi assim que o telescópio tinha visto um perigo iminente nesse corpo celeste, razão pela qual tinha de precisar logo sua órbita.

Uma análise de sua trajetória mostra ter sido descoberto um corpo que se perdera nos confins do Universo em 1998.

Os observatórios perderam-no de vista devido à alteração de sua órbita, explica o dirigente do projeto astronômico, professor catedrático da MGU (Universidade Estatal de Moscovo), Vladimir Lipunov. “O asteróide se viu numa outra parte do céu se comparar com os cálculos relativos a ele, feitos há 16 anos”, frisou adiante.

Pois, em 1998, um enorme corpo de 170-320 metros em diâmetro, foi observado durante 4 dias e depois se desvaneceu. Num ponto mais distante do Sol, o asteróide atravessa a órbita de Marte e, num ponto mais próximo, se aproxima do Sol à distância 1,5 vezes maior do que o planeta Vénus. O período de sua rotação em torno do Sol é igual a 449 dias.

Mas a principal questão que se coloca hoje é de saber até que ponto ele seria perigoso para a Terra. Os algoritmos especiais permitem definir o perigo, constata um participante do projeto, astrónomo Serguei Yazev. “A distância mínima em que o asteróide poderá passar ao lado da Terra constitui 3 milhões km, o que é 8 vezes maior do que a que nos separa da Lua”, realçou. “Por isso, não há perigo real”, disse. Entretanto, a descoberta foi um verdadeiro sucesso. Curioso será referir que, nos dias 8-9 de setembro, o asteróide se aproximava da Terra sem ter sido visto por astrónomos. No céu diurno, o corpo celeste se deslocava com uma elevada velocidade. Quando, em meados de setembro, entrou no céu noturno, era dificilmente detectado por causa da Lua brilhante.

Nos últimos três anos, o telescópio da rede MASTER vem detectando o terceiro asteróide. Como se pode depreender, o engenho desempenha muito bem um papel de supervisor, podendo ainda avisar sobre hipotéticos perigos, disse a finalizar o perito contactado pela Voz da Rússia.

Uma pulseira wearable que levanta voo para se transformar num drone fotógrafo


Chama-se Nixie e é uma espécie de 3 em 1: uma pulseira, um drone e uma máquina fotográfica. A ideia é que este dispositivo wearable seja um "fotógrafo de serviço", principalmente em situações mais inusitadas.

De momento a Nixie não passa de um protótipo, ao qual ainda falta solidificar vários aspetos. Mas a ideia, no geral, parece fazer sentido: o projeto é um dos finalistas na iniciativa Make it Wearable, da Intel. 

O criador desta pulseira wearable quer que o dispositivo levante voo com determinado gesto, reconheça a localização do seu utilizador para se posicionar, tire a fotografia e regresse ao pulso certo, ao género boomerang. 

Um vídeo dá conta do modo de funcionamento e das capacidades e possíveis aplicações da futura pulseira wearable. 

Como informação adicional, refira-se que o vencedor do concurso Make it Wearable, da Intel, é conhecido no próximo dia 3 de novembro.


Fonte: Sapo Tek

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A heroína árabe contra o Estado Islâmico

Miriam al-Mansouri entrevistada pela jornalista Becky Anderson da CNN
Miriam al-Mansouri entrevistada pela jornalista Becky Anderson da CNN  Fotografia © D.R.
Aos 35 anos de idade, Miriam Hassam Salem al-Mansuri tornou-se uma espécie de heroína na luta contra os jihadistas do Estado Islâmico. Major da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, que em 2007 se tornou a primeira mulher piloto do país, participou nos bombardeamentos de segunda-feira à noite sobre a Síria. O nome Al-Mansouri, em árabe, significa "a conquistadora".

"Muito qualificada, altamente treinada, pronta para o combate e líder da nossa missão", assim a descreveu Yusef al-Otaiba, o embaixador dos Emirados Árabes Unidos nos Estados Unidos. O diplomata, cujo país integra a coligação internacional liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico, explicou, à NBC News, como é que os norte-americanos souberam do envolvimento de Miriam na missão: "Os pilotos do avião-tanque dos Estados Unidos fizeram um contacto a pedir reabastecimento no ar para a missão dos Emirados Árabes Unidos. Quando lhes respondeu uma voz feminina ficaram em silêncio durante 20 segundos".

A notícia espalhou-se e Miriam, que pilota um caça F-16 Block 60, foi entrevistada para a CNN pela conhecida jornalista Becky Anderson: "Qualquer mulher que queira entrar num terreno dominado por homens depara-se com os mesmos problemas, preconceitos e estereótipos. Pus-me à prova para demonstrar que sou tão talentosa como os homens", disse a major, que usa 'hijab' - lenço islâmico que cobre a cabeça e é usado pelas muçulmanas. Ao destacá-la para a missão, os Emirados Árabes Unidos pretendem infligir não só um golpe militar no Estado Islâmico, mas também um golpe ideológico. Isto porque os jihadistas, que dizem querer formar um califado a partir dos territórios da Síria e do Iraque, têm reprimido as mulheres, obrigando-as a cobrirem todo o corpo com 'niqab' ou 'burqa'- deixando apenas os olhos à mostra -, a andarem armadas, a não ouvirem música, entre outras coisas.

A reação nas redes sociais não se fez esperar:"Tomem lá terroristas sexistas! As mulheres dos Emirados Árabes Unidos fazem chover a igualdade a partir do ar", escreveu, no Twitter, uma professora do emirado de Abu Dhabi, que usa esta rede social com o 'hastag' @ArabScarab. "Olá, Estado Islâmico. Quem vos bombardeou foi uma mulher. Passem um bom dia", escreveu, também no Twitter, Oula Abdullamid, analista do Washington Institute, citada pelo 'El Mundo'.


Fonte: DN

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