sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Afinal, a vida nasceu sem H2O: Resolvido o “paradoxo da água”


Afinal, a vida nasceu sem H2O. Uma equipa de investigadores assinala outro composto como caldo de cultura original para o aparecimento da vida.

Os inúmeros cientistas que há décadas tentam entender as origens da vida na Terra tropeçam num paradoxo: a água é indispensável a todas as formas de vida que há, mas impede a formação de cadeias de polímeros de ácido nucleico, como o ARN.

Como possível solução para este paradoxo, um grupo de investigadores sugere agora que a vida nasceu num meio diferente e só depois se adaptou à água, de acordo com um estudo publicado no início de janeiro na Scientific Reports.

A equipa internacional estima que a principal alternativa tenha sido a formamida, um líquido claro composto por hidrogénio, oxigénio, carbono e nitrogénio que, não apenas facilita a formação de enlaces poliméricos, como reage a outras moléculas e permite formar os compostos necessários para os ácidos nucleicos.

Presentemente, o nosso planeta não tem formamida suficiente para permitir a aparição de vida e, ainda que uma parte possa vir de cometas e meteoritos, teriam que ser dadas as condições necessárias em algumas zonas para que se formassem os precursores da vida.

No estudo, os investigadores explicam que irradiaram com raios-gama cianeto de hidrogénio e acetonitrilo – dois compostos químicos presentes na Terra quando ainda jovem – e um dos produtos principais que obtiveram foi a amida procedente do ácido fórmico.

“Estamos fascinados com a possibilidade de que a vida baseada em água possa afinal ter nascido sem água“, disse à Phys.org o autor principal do estudo, Zachary Adam, investigador da Universidade de Harvard.

A formamida não existe no espaço, o que até agora levou os cientistas a postular que deverá ter chegado à Terra em corpos celestes, como meteoros ou comentas. Mas essa possibilidade nunca poderia ter produzido as enormes quantidades de formamida que seriam necessárias ao aparecimento dos percursores da vida.

No entanto, segundo os autores do novo estudo, depósitos de minerais radioativos poderiam ter servido como fonte de radiação para produzir formamida em quantidades muito superiores às que qualquer corpo celeste poderia trazido – e suficientes para que a vida baseada em formamida aparecesse.

“O nosso estudo demonstra que a formamida poderia ter sido produzida em abundância pela radiação presente em algumas bolsas localizadas, nos primórdios da Terra”, diz Masashi Aono, investigador de Tokyo Institute of Technology e co-autor do estudo.

Actualmente, apenas se conhece uma região com evidências de concentrações de urânio na Terra ancestral semelhantes às referidas por Aono: a região de Oklo, no Gabão.

“Se há 4 mil milhões de anos atrás a Terra tiver tido bolsas de minerais radioactivos semelhantes a esta, estariam reunidas todas as condições para o aparecimento de vida baseada em formamida”, concluem os autores do estudo.

Um paradoxo resolvido, com uma resposta que deixa mais questões por resolver – como muitas vezes acontece quando a ciência cumpre o seu papel.

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Tem um minuto? Admire a fotografia mais bela de Marte

Resultado de imagem para Curiosity at martian scenic overlook

O rover Curiosity captou 16 imagens separadas que a NASA converteu para vídeo.

Não é incomum que os rovers e as sondas da NASA façam chegar imagens impressionantes e de grande beleza. No entanto, o vídeo que pode ver acima mostra bem a fotografia panorâmica mais bela que o rover Curiosity já captou da superfície de Marte.

Conta o Engadget que a fotografia é o resultado final depois de uma montagem de 16 imagens individuais captadas pelo Curiosity, as quais foram tiradas durante uma altura de tempo particularmente claro. As imagens foram captadas no dia 25 de outubro de 2017.

Foi no dia 26 de novembro de 2011 que o Curiosity descolou do cabo Canaveral, nos EUA, rumo a Marte, planeta que tem explorado e estudado ao longo dos últimos anos com o intuito de aumentar o conhecimento dos investigadores a propósito do ‘Planeta Vermelho’.


Fonte: NM

Novo 'caçador marítimo' EUA acaba de provar suas capacidades

Novo submarino não tripulado estadunidense Sea Hunter

O Sea Hunter, novo submarino não tripulado dos EUA, desenvolvido para detectar e vigiar submarinos inimigos, passou com sucesso os testes, provando suas capacidades inéditas.

O vídeo dos testes do novo robô anti-submarino EUA Sea Hunter (Caçador Marítimo) foi publicado no YouTube pela Agência de Projectos de Investigação Avançados de Defesa (DARPA, na sigla em inglês).

O novo sistema robótico tem por objectivo detectar e vigiar pequenos submarinos diesel-eléctricos equipados com tecnologia de camuflagem 'stealth'. Os trabalhos de construção começaram em 2010 no âmbito da cooperação conjunta entre a DARPA e o US Office of Naval Research (Escritório de Investigação Naval).

Os testes do sistema foram iniciados em abril de 2016. Até o momento, poucos detalhes sobre o Sea Hunter foram divulgados. Em particular, sabe-se que o novo submarino autónomo tem 40 metros de comprimento e é capaz de alcançar a velocidade de 50 km/hora. O Sea Hunter está equipado com vários sonares e sistemas de navegação.

Ao mesmo tempo, os engenheiros militares do Instituto de Problemas de Tecnologias Marítimas da Academia de Ciências da Rússia estão trabalhando para criar um sistema robótico submarino capaz detectar e destruir alvos analisando a estrutura espaço temporal dos campos sonoros e energéticos.


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Japoneses desenvolvem banana com casca comestível


Uma empresa japonesa criou uma nova espécie de banana: a banana Mongee. A diferença está na forma de produção, que torna a casca mais fácil de digerir.

A nova banana vem de Okayama, no Japão, e a sua particularidade é ser inteiramente comestível. A banana Mongee, foi apresentada como um fruto livre de pesticidas ou alterações genéticas.

Segundo a RFI, a banana Mongee é obtida através de um novo método de cultura, inspirado na Era do Gelo, que alterna o congelamento e o descongelamento.

A maioria das espécies de bananas são desenvolvidas com temperaturas que rondam os 27º. No sul do Japão, este fruto é mantido a -60º e, depois, os agricultores voltam a plantar as árvores num ambiente perto dos 30º.

Estas mudanças radicais de temperatura fazem com que as plantas crescem muito rápido, fazendo com que a bananeira produza frutos com cascas que também se podem comer. As bananas amadurecem depois de apenas quatro meses, em comparação com os dois anos necessários para as frutas cultivadas com métodos tradicionais.

Com este método, desenvolve-se na banana uma casca muito mais fina e macia o suficiente para a podermos comer, em conjunto com o fruto.




HI Kyosyke ! Have you tasted it? Mongee Banana, the most interresting thing about this banana is that you can eat the skin! I'ts only grown in OKAYAMA Perfecture, and they only sell 10 bananas per week. D&T Farm in Okayama.@ffffujiwara

De acordo com o Observador, o fruto é muito pequeno mas já é muito vendido no Japão por cerca de 6 dólares – 4,84 euros – cada banana. As quintas que produzem as bananas Mongee começam agora a expandir os seus negócios.

A empresa japonesa D&T Farm, que está por trás da origem desta descoberta, não quer parar por aqui. Com o mesmo método de cultivo, espera desenvolver variedades de trigo, soja e milho em climas frios.

Até agora o Japão importava cerca de 99% das bananas que consumia. Esta nova “produção” permite, assim, diminuir estas importações.

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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Físicos russos desvendam principal enigma cosmológico da década

Matéria escura no Universo

Os cosmólogos e físicos do Instituto de Física Teórica da Academia das Ciências da Rússia avançaram a ideia que as divergências na velocidade de expansão do Universo, calculadas pelos clarões das super novas e "eco" da Grande Explosão, podem ser explicadas pelo facto da energia escura ser instável e gradualmente se transformar em matéria escura.

Isso é comunicado num artigo na revista MNRAS. "Se Einstein tem razão a 100%, a energia escura é imutável e eterna. Mas se ele tem razão, por exemplo, em 99,99%? Há tanta energia escura na natureza que mesmo que uma pequena parte dela, durante os 14 biliões de anos que passaram desde a Grande Explosão, se desfizesse em partículas elementares conhecidas, incluindo fotões, isso seria uma nova fonte colossal de energia, útil para a humanidade", contou Aleksei Starobinsky do Instituto da Física Teórica.

Negócios escuros do Universo

Ainda em 1929, o astrónomo famoso Edwin Hubble provou que o nosso Universo não está imóvel, mas gradualmente se expandindo por observação do movimento de galáxias distantes. Nos finais do século XX, ao monitorizar as supernovas tipo I, os físicos descobriram que o Universo está expandindo-se não a velocidade constante, mas com aceleração. A razão disso, como os cientistas acham hoje em dia, é a "energia escura", que é uma substância enigmática que actua sobre a matéria como uma espécie de antigravidade.

Em junho de 2016, o laureado do Prémio Nobel, Adam Reiss, e seus colegas, que revelaram esse fenómeno, calcularam a velocidade exacta actual da expansão do Universo usando as estrelas variáveis cefeídas nas galáxias vizinhas, podendo a distância até elas ser calculada com uma precisão ultra alta.

Esta precisão levou a um resultado inesperado: duas galáxias separadas pela distância de cerca de três milhões de anos-luz se afastam com a velocidade de 73 quilómetros por segundo. Tal número é bastante mais alto do que mostram os dados recebidos através dos telescópios WMAP e Planck – 69 quilómetros por segundo, e é impossível de explicar isso com ajuda do entendimento que temos sobre a natureza da energia escura e o mecanismo de nascimento do Universo.

Estas divergências fizeram com que os cientistas começassem pensando sobre as possíveis explicações da anomalia. Por um lado, é muito provável que as medições de Planck ou Riess e seus colegas são erróneas ou incompletas. Por outro lado, é bastante admissível que as propriedades da matéria escura ou energia escura mudaram notavelmente durante a vida do Universo, o que poderia mudar a velocidade da sua expansão.

O cenário mais simples e lógico de tais alterações, segundo supuseram Starobinsky e seus colegas, consiste do carácter instável da energia escura ou matéria escura. Ideias semelhantes já foram avançadas pelos cientistas soviéticos nos meados dos anos 30 do século XX, mas na época eles pensavam que as substâncias “escuras” deviam se decompor em formas de matéria visíveis.

Fim da eternidade cosmológica

Agora os cosmólogos russos acreditam que a decomposição das suas partículas leva à formação de novos componentes "escuros" do Universo. Nesse caso, a sua decomposição não é influenciada pelas condições externas, incluindo a velocidade actual da expansão do Universo, sua idade e outras características, mas somente pelas propriedades internas da matéria e energia escuras, na sequência do que a velocidade da expansão do Universo, e suas outras características que dependem da correlacção das suas partes na criação do Universo, vão mudar gradualmente.

Tais decomposições, segundo explica o físico, podem ocorrer de três maneiras – na sequência de um processo semelhante à destruição dos núcleos dos elementos instáveis "comuns", por transformação directa da energia escura em matéria escura e por transformação da energia escura em "radiação escura" – um fluxo de partículas leves e de uma espécie de fotões "escuros" que não interagem com a matéria visível.

"A análise mostrou que o segundo modelo permite explicar melhor do que os outros tanto os parâmetros cosmológicos existentes do Universo visível, como a sua evolução no passado. Daí que o tempo de meia-vida da energia escura via este canal é ao menos 17 vezes maior do que a idade do Universo. Ou seja, se a decomposição da energia escura em matéria escura realmente acontece, o processo é muito lento", assinalou Starobinsky.

Tal cenário descreve bem as divergências nas velocidades de expansão do Universo, que foram descobertas por Riess e sua equipe, e os dados semelhantes obtidos no âmbito do projecto BOSS, que visa encontrar vestígios da Grande Explosão na distribuição das galáxias pelo Universo.

Se estes dados se confirmarem no futuro próximo, será possível os considerar como confirmação do modelo de Starobinsky e seus colegas e como a primeira prova de que a matéria escura não é imutável e estável, segundo estipula o modelo cosmológico padrão.

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ETs à vista? Bola de fogo não identificada provoca rumores no Peru

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Habitantes do Peru ficaram chocados ao ver uma bola de fogo gigante atravessando o céu antes de cair no sudeste do país, informa o portal Outer Places. O vídeo da bola misteriosa foi publicado no YouTube.

Apesar da Força Aérea do país explicar que o objecto desconhecido era apenas os pedaços de um satélite, os peruanos permaneceram cépticos quanto ao assunto.

O vídeo filmado por um dos habitantes locais mostra a bola movendo-se de uma maneira inexplicável, diferente do modo como objectos costumam cair. Não é de surpreender, afirma o portal, que alguns acham a bola uma verdadeira evidência de OVNI.

Meteorologista Alejandro Fonseca Duarte, da Universidade Federal do Acre (Brasil), confirmou que não houve nenhuma previsão de queda de meteoritos nesta área, acreditando que a bola de fogo é realmente um satélite ou algum outro tipo de lixo espacial produzido por humanos.

"Quando o lixo [espacial] entra na atmosfera, fica sob intenso atrito e isso faz com que pegue fogo. É o que poderia ter acontecido", disse.

A Força Aérea peruana, por sua vez, publicou fotos do objecto, mas este está queimado demais para que se possa ter certeza sobre sua origem. Além disso, sobre as questões que envolvem lixo espacial, tanto satélites governamentais como privados, têm caído com muito mais frequência do que se pensa.

Um estudo realizado em 2013 da Agência Espacial Europeia, indica que mais de 170 milhões de pedaços de lixo espacial, maiores que 1 mm, estão flutuando no espaço.

As chamadas bolas de fogo também tem sido uma tendência recentemente. Neste mês, um meteoro brilhante chocou os habitantes da cidade de Detroit EUA, causando tremores nas casas locais, enquanto na véspera do Ano Novo, um meteoro misterioso atravessou o céu sobre o Reino Unido.


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Danificou Património da Humanidade para escapar a portagens

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Um camionista foi multado, no Peru, depois de, no último sábado, ter saído da autoestrada e circulado por cima de uma parte das "Linhas de Nazca", um monumento classificado Património da Humanidade da UNESCO.



Apesar de garantir que teve um furo e saiu da estrada para trocar um pneu, os meios de comunicação locais afirmam que o condutor tentou encontrar um atalho que lhe permitisse não pagar portagem. O feito valeu-lhe uma "multa pesada" e deixou o monumento danificado numa área com 50 por 100 metros.



As "Linhas de Nazca" são constituídas por cerca de 370 desenhos gigantes, percetíveis apenas do ar, com representações de plantas e animais, numa área de 450 quilómetros quadrados. A origem do desenho é ainda disputada por especialistas.

Fonte: JN

Astrónomo amador descobre satélite que a NASA tinha perdido há 12 anos

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Sinal do satélite IMAGE, que tinha sido lançado em 2000 para estudar a área invísivel em torno do planeta Terra, foi detetado por acaso.

O astrónomo amador canadiano Scott Tilley, 47 anos, encontrou sinais do satélite IMAGE, com o qual a NASA tinha perdido contacto há 12 anos, devolvendo esperança para que a agência norte-americana pudesse continuar a missão de compreender o área invísivel em torno do planeta Terra.

Segundo a NASA, que esta terça-feira confirmou que o sinal era realmente do satélite IMAGE, o astrónomo conseguiu entrar em contacto com o objeto no dia 20 e, em seguida, enviou os dados para análise. Apesar do tempo que passou desde que o contacto foi perdido, a agência adiante que o sistema de controlo central do aparelho continua a funcionar.

O aparelho, também conhecido como Magnetopause-to-Aurora Global Exploration, entrou em órbita a 25 de março de 2000 e foi desenvolvida para estudar a magnetosfera terrestre, trazendo as primeiras leituras sobre a presença de plasma nessa área, missão concluída com sucesso em 2002. A 18 de dezembro de 2005, a sonda deixou de estar em contacto com a base.

Fonte: DN

'Discos voadores' em céu americano levam internautas a pensar em invasão de OVNIs

Imagem relacionada

Um espectador da emissora dos EUA captou numa foto vários objectos voadores no céu da cidade de Cheyenne, no estado de Wyoming, e que se parecem com OVNIs. 

Os internautas não perderam a oportunidade de especular qual seria a origem do fenómeno misterioso.

"Nunca vi tais nuvens", escreveu David Smith através de Your Take que concedeu as imagens abaixo à disposição da emissora 9News

De acordo com meteorologistas, trata-se de nuvens lenticulares e não de OVNIs, como alguns estão inclinados a imaginar.


Here's the science behind these incredible clouds that look like UFOs near Cheyenne #9wx http://on9news.tv/2DNzeaJ

​Este fenómeno natural é muitas vezes considerado como um sinal extraterrestre pela sua forma lenticular causado por fluxos de ar, explica o meteorologista Cory Reppenhagen.

As nuvens lenticulares surgem em zonas montanhosas quando o ar húmido se levanta e se condensa, cristalizando a água em formas de gota, relembra o portal LMD. 

Na continuação do fluxo de ar, ao descer em direcção à depressão da onda, a nuvem pode evaporar-se, razão para suas bordas características.

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Os polos magnéticos da Terra podem estar prestes a inverter (e nós não estamos preparados)


O campo magnético da Terra está em constante mudança e os polos magnéticos podem inverter-se a qualquer instante. Embora não seja já amanhã, essa inversão está para breve – e, para além de não estarmos preparados, a vida como a conhecemos poderia mudar para sempre.

Nos últimos 20 milhões de anos, os polos magnéticos da Terra inverteram-se a cada 200.00 a 300.000 anos. No entanto, a última troca completa e bem sucedida aconteceu há cerca de 780.000 anos atrás.

O campo magnético da Terra já está a mudar e isso significa que os polos estão prestes a trocar. No entanto, ainda não podemos afirmar que a inversão está ao virar da esquina. Além disso, embora essa inversão não seja totalmente incomum, desta vez poderá representar sérias complicações para a humanidade.

Para tentar determinar com mais exatidão se essa inversão está iminente – ou não – os cientistas observaram imagens de satélite e fizeram cálculos complexos para estudar a deslocação do campo magnético.

De acordo com o ScienceAlert, através dessa investigação, os cientistas descobriram que o ferro fundido e o níquel estão a drenar energia do dipolo na borda do núcleo da Terra, onde é gerado o campo magnético do planeta. Além disso, descobriram que o polo magnético norte é especialmente turbulento e imprevisível.

Se os blocos magnéticos se tornam fortes o suficiente para enfraquecer o dipolo, os polos invertem de posição. Mas, embora não seja certo que os polos se invertam já, esta atividade demonstra que a inversão não tardará a acontecer – e isso poderá afetar drasticamente as nossas vidas.

O campo magnético da Terra protege o planeta dos raios solar e cósmico. Quando os polos trocam, este “escudo protetor” pode diminuir até um décimo de sua habilidade protetora. Apesar de poder demorar séculos, as radiações acabariam por atingir a superfície Terra, tornando as regiões inabitáveis e causando extinção de espécies.

Mas, antes disso acontecer, o enfraquecimento do campo magnético causaria danos nos satélites em órbita, causados pela exposição à radiação. Estes danos poderiam afetar os sistemas que controlam as redes elétricas, e, por sua vez, levar a apagões mundiais que os especialistas dizem poder durar décadas.

Numa era em que dependemos da tecnologia, a vida como a conhecemos poderia mudar para sempre. Sem redes elétricas funcionais, deixaríamos de conseguir usar o telemóvel ou os nossos eletrodomésticos. Mas, se estas consequências já nos parecem assustadoras, imaginemos um hospital, local no qual milhares de vidas ficariam em risco.

A tecnologia GPS também seria ameaçada. No entanto, para além de nos dificultar a vida na hora de nos deslocarmos de carro, afetaria em grande escala as operações militares.

Apesar de esta parecer a descrição devastadora do que poderá vir a acontecer caso os polos magnéticos invertam, poderá, em vez disso, ser a nossa capacidade de reconhecer essa possibilidade antecipadamente que nos vai salvar, de forma a nos prepararmos para essa eventualidade.

As empresas de satélites, por exemplo, poderão começar a colaborar entre si, de forma a melhorar os satélites, tornando-os capazes de lidar com uma inversão de polo ou criando novos satélites mais eficazes no que diz respeito ao suporte de radiação extrema.

Por outro lado, os governos, as comunidades e as empresas poderiam unir forças e precaverem-se, através de planos de ação. Além disso, é importante garantir que a educação da sociedade para este tema, de modo a que quando isso aconteça, a situação não cause pânico generalizado, e as pessoas saibam como agir.

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