quarta-feira, 4 de abril de 2018

Há um fármaco que torna o nosso sangue mortal para os mosquitos


A ivermectina, uma substância antiparasita comummente usada no combate a verminoses, pode ser a nova arma contra os mosquitos transmissores da malária.

Há um fármaco capaz de ser a próxima arma poderosa na luta contra a malária. Cientistas do Quénia e do Reino Unido afirmam que a ivermectina, uma substância antiparasita comummente usada no combate a verminoses, torna o sangue num verdadeiro alvo mortal para os mosquitos transmissores da doença.

As taxas de malária estão a cair drasticamente, uma descida que nunca se verificou até então. No entanto, esta doença ainda atinge mais de 200 milhões de pessoas por ano, principalmente em países não desenvolvidos, tendo sido responsável por quase meio milhão de mortes no ano de 2015, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Além disso, há suspeitas de que a resistência à artemisinina, usada para combater a malária, possa continuar a espalhar-se para além do sudeste da Ásia.

A esperança pode estar na ivermectina, um fármaco barato e de fácil obtenção, tendo em conta a sua prevalência. No estudo, publicado no dia 27 de março na The Lancet, os cientistas deram a 47 pacientes com malária doses de 600 miligramas de ivermectina durante três dias consecutivos.

Esta dosagem é três vezes superior à dosagem normal, mas os investigadores não hesitaram, tendo em conta a existência de poucos efeitos secundários. Esta alta dosagem faz com que o sangue se torne mortal para os mosquitos. Um outro grupo recebeu uma dosagem de 300 miligramas por dia, mas o efeito não se revelou tão forte.

De acordo com os resultados, 97% dos mosquitos morreram depois de terem sugado o sangue dos pacientes medicados com ivermectina e o sangue permaneceu mortal durante 28 dias, avança a Discover Magazine.

No entanto, ao longo da experiência, alguns pacientes relataram alguns efeitos colaterais. Resta agora saber o quão segura a ivermectina é para as crianças, principalmente em dosagens tão altas. Os autores notam que todos os participantes eram pacientes com malária, razão pela qual os efeitos poderiam diferir em pessoas saudáveis.

Além disso, começam também a surgir preocupações associadas com a resistência à ivermectina. Se o uso começar a ser demasiado generalizado, os mosquitos podem começar a desenvolver imunidade.

É por estes motivos que os autores do estudo defendem a realização de mais estudos, de modo a comprovar se este é um meio eficaz de erradicar a malária. Apesar disso, esta é uma experiência que abre portas a novas ferramentas para combater a doença.

Fonte: ZAP

terça-feira, 3 de abril de 2018

A água é diferente de outros líquidos e os cientistas descobriram finalmente porquê


A água é um líquido muito estranho, já que se comporta de maneira diferente de outro qualquer. Agora, uma equipa de cientistas pensa ter descoberto porquê: o arranjo das suas moléculas é o culpado.

Um dos aspetos mais estranhos da água é a sua densidade incomum. Normalmente, os líquidos tornam-se cada vez mais densos à medida que são arrefecidos, mas a água atinge a sua densidade máxima aos 4 graus Celsius.

Abaixo desta temperatura, é menos densa, principalmente quando se torna gelo, aos 0 graus Celsius. O gelo é menos denso do que a água e é por esta razão que o gelo flutua e que corpos de água congelam de cima para baixo.

A água tem também uma tensão superficial muito alta – além do mercúrio, tem a tensão superficial mais alta de todos os líquidos. Além disso, a água tem também um ponto de ebulição muito alto, e o facto de muitas substâncias químicas se dissolverem nela também é algo muito peculiar, se a compararmos com outros líquidos.

Para compreender estas diferenças, os cientistas precisaram de se aprofundar a nível molecular. Tanto à temperatura ambiente como em forma de gelo, a água tem um arranjotetraédrico de moléculas, o que significa que cada molécula de água está ligada a outras quatro moléculas, em forma de pirâmide irregular.

Cientistas da Universidade de Bristol e da Universidade de Tóquio usaram um supercomputador e modelagem computadorizada para realizar algumas mudanças na natureza de pirâmide das moléculas de água.

Através destes ajustes, conseguiram fazer a água comportar-se como outros líquidos, como tornar o gelo mais denso do que a água líquida, por exemplo.

De acordo com a equipa de cientistas, esta técnica funcionou em todas as peculiaridades da água, indicando assim que as propriedades anómalas da água são um resultado direto do seu arranjo molecular. Os resultados foram publicados na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

“Através deste procedimento descobrimos que o que faz a água comportar-se de forma anómala é a presença de um arranjo molecular muito particular, como o tetraédrico”, explica o autor principal, John Russo, ao ScienceAlert.

No entanto, sem água e sem as suas particularidades, a vida como a conhecemos não seria possível. A sua baixa densidade é o motivo pelo qual a água se expande quando congelada, o que permitiu, por sua vez, moldar o nosso planeta, por exemplo. Além disso, a água, da forma como ela é, consegue dissolver nutrientes essenciais à nossa sobrevivência.

Fonte: ZAP

Poderá existir vida em Vénus? NASA diz que sim


Estudo publicado pela NASA coloca a hipótese de existência de vida em Vénus

De acordo com um estudo da NASA, há a possibilidade de existir vida em Vénus, escreve o Mirror.

“As nossas análises comparativas apoiam hipóteses mistas que biologia do tipo terrestre possa sobreviver e contribuir para os sinais espectrais das nuvens de Vénus. Para testar as ideias aqui presentes, propomos a necessidade de um estudo químico, bioquímico e microbiológico integrado focado na sobrevivência e espectroscopia de micro-organismos sujeitos às condições das nuvens de Vénus”, lê-se no estudo.

Para já, a NASA vai dedicar-se a estudar melhor esta possibilidade e a recolher amostras da atmosfera deste planeta, de forma a conseguir sustentar as hipóteses recentemente levantadas.

No entanto, a probabilidade de existir vida em Vénus é apenas apontada na atmosfera e não à superfície, uma vez que a temperatura ronda os 462º Celsius.

Fonte: Jornal i

A 9 biliões de anos-luz: Hubble detecta estrela mais distante já vista

Supernova Refsdal

Conhecida como Icarus, essa estrela é a mais distante da Terra: localiza-se a 9 biliões de anos-luz de distância do nosso planeta.

Um grupo de astrónomos apresentou na revista Nature Astronomy os resultados da sua recente pesquisa sobre a estrela mais distante já observada.

Foi detectada em abril de 2016 atrás da aglomeração de galáxias MACS J1149.6+2223, graças às imagens do telescópio Hubble.

O efeito de lente gravitacional que permite usar as grandes aglomerações de galáxias como "lentes" naturais para ampliar a imagem dos corpos celestes que podem estar por trás, tornou possível que a luz procedente da estrela, chamada MACS J1149 LS1 também conhecida como Icarus, fosse ampliada em 2.000 vezes.

Segundo as estimativas científicas, Icarus sformou-se aproximadamente há 4.400 milhões de anos depois do nascimento do Universo como resultado do Big Bang — momento em que nosso Universo teve cerca de um terço de sua idade actual — e que está afastada a 9 biliões de anos-luz da Terra.

A aglomeração de galáxias MACS J1149+2223, que serviu de "lupa", situa-se à distância de 5 biliões de anos-luz do nosso planeta.

Com as imagens obtidas através do Hubble, onde aparece a distante estrela, os astrónomos primeiro tentavam detectar a última aparição da explosão da super nova Refsdal. Mas além dela, conseguiram também descobrir Icarus.

Estrela MACS J1149+2223 conhecida também como Icarus

A descoberta de Icarus representa uma nova forma de estudar as estrelas nas galáxias distantes e sua evolução.

"Mesmo como a explosão da super nova Refsdal, a luz desta estrela distante foi intensificada e tornou-se visível para Hubble", comentou um dos autores principais do estudo, Patrick Kelly, da Universidade de Minnesota (EUA).

"Esta estrela está pelo menos 100 vezes mais distante do que a próxima estrela individual que fomos capazes de estudar, exceto pelas explosões de super novas", agregou.

Fonte: Sputnik News

A “partícula de Deus” pode já ter começado a destruir o Universo


Um novo e controverso estudo sugere que, num qualquer lugar distante do espaço, um Bosão de Higgs pode colapsar (ou já ter colapsado), produzindo uma bolha de energia no vácuo em expansão – que acabará por nos engolir a todos.

O Bosão de Higgs, a famosa “Partícula de Deus“, foi descoberta em 2012, quase 50 anos depois de Peter Higgs ter postulado a sua existência, após décadas de pesquisa de físicos que a procuraram incansavelmente.

Segundo um novo estudo de uma equipa de cientistas da Universidade de Harvard, no Reino Unido, esta partícula sub-atómica pode um dia destruir o Universo. Mais do que isso, o irreversível processo até poderá já estar em curso.

De acordo com o estudo, publicado o mês passado na revista Physical Review, é possível que a mencionada partícula já tenha colapsado sobre si própria algures no espaço – caso em que irá brevemente produzir uma bolha de energia capaz de devorar o Universo.

Esta não é a primeira pesquisa na área da física de partículas com previsões apocalípticas, e diversos estudos avançaram até agora com cálculos sobre a forma como o Universo vai acabar – ou a data em que tal vai acontecer. Em todos eles, felizmente para nós e para os bisnetos dos nossos bisnetos, o Universo acaba daqui a um tempo incontável. As estimativas actuais prevêem o fim do Universo em 1×10100 anos.

Segundo explica Anders Andreassen, investigador da Universidade de Harvard e autor principal da pesquisa, “a destruição do Universo por um Bosão de Higgs é um fenómeno altamente improvável”. Mas, diz o físico, num Universo infinitamente grande, mesmo as coisas altamente improváveis se tornam inevitavelmente prováveis.

“Um dos objectivos do nosso estudo é o de corrigir todas as aproximações anteriores e obter a data mais exacta possível para a eventual destruição do Universo”, que, diz Andreassen, está até mais distante do que se pensava: tudo terminará com uma violenta explosão, daqui a cerca de 1×10139 anos. Um número com 139 zeros.

“A precisão extrema desta pesquisa é impressionante”, comenta Ruth Gregory, investigadora da Universidad de Durham, no Reino Unido, que questiona a validade das conclusões do novo estudo.

“Foram muito precisos, o que não foram é capazes de considerar a gravidade, nem explicar a matéria escura ou a energia escura”, diz à New Scientist a investigadora britânica. E, como convém, está lançada a controvérsia na comunidade científica.

O fim chegará sem nos darmos conta

A bolha de energia produzida pelo eventual colapso de um Bosão de Higgs, que até já pode ter acontecido, irá assim um dia atingir a Terra e engoli-la por completo (juntamente com uma boa parte deste lado do Universo conhecido).

Mas para os humanos (ou algo parecido) que então tenham a infelicidade de viver no nosso planeta, se ainda existir na altura, há uma espécie de boa notícia: nem vão aperceber-sedo que lhes aconteceu.

Segundo os autores do estudo, a informação foi há muito tempo proibida pela Teoria da Relatividade de Einstein de viajar mais depressa do que a luz. “É excitante imaginar essa borbulha de energia negativa, a caminhar na nossa direcção, à velocidade da luz. Mas nunca a veremos chegar”, diz Andreassen.

Assim, será impossível saber com antecedência que o Fim do Mundo por Bosão de Higgs já aconteceu, e que não vale a pena pôr a roupa a lavar.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Empresas portuguesas desenvolvem sonda de cortiça para explorar Marte


Este projeto para a ESA - Agência Espacial Europeia é coordenado pela Corticeira Amorim e integra o ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade, PIEP - Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros e a Critical Materials.

Um grupo de empresas portuguesas está a desenvolver um projeto para a Agência Espacial Europeia (ESA) com o objetivo de explorar Marte.

O projeto é coordenado pela Corticeira Amorim e integra o ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade, PIEP – Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros e a Critical Materials.

A ESA está a desenvolver duas missões que envolvem o envio de sondas para Marte, a Mars Sample Return (em associação com a NASA) e a Phootprint – Phobos Sample Return, que implica o envio de sondas para Marte, com o objetivo de recolher amostras de solo marciano, transportando-as de seguida para o planeta Terra.

“O projeto desenvolvido por este conjunto de entidades portuguesa teve como objetivo o desenvolvimento de um sistema de escudo de proteção técnica e amortecimento de choques na aterragem”, destaca um comunicado do ISQ.

A Corticeira Amorim, líder do projeto, construiu o demonstrador, enquanto a Critical Materials procedeu ao desenvolvimento da engenharia.

O ISQ e o PIEP ficaram encarregues dos testes de desenvolvimento, sendo que o ISQ ficou também responsável pelos testes de validação final do demonstrador, executados nas suas instalações de castelo Branco.

“Durante a fase de desenvolvimento tecnológico do sistema foram realizados ensaios mecânicos, ensaios de condutividade térmica, de calor específico, de impacto e de caracterização de materiais”, explica o referido comunicado do ISQ.

Segundo esse documento, “este sistema será colocado num veículo que trará amostras de Marte para a Terra”, tendo como propósito “conseguir que essas amostras oriundas de Marte cheguem intactas à Terra”.

O ISQ acrescenta ainda que, na fase de validação final, foi realizado um ensaio de impacto, onde foi simulada a aterragem da sonda.

“O projeto atingiu os objetivos planeados, embora seja um projeto a longo prazo. Estamos perante uma solução de engenharia portuguesa, que exigiu mais de dois anos de trabalho e um investimento de 400 mil euros, com a mais-valia de ser uma solução mais leva, mais simples, 25% abaixo do peso máximo exigido”, conclui a mesma nota.

Fonte: JE

África está a dividir-se em duas partes?

Continente africano

No continente africano apareceu uma enorme fissura de 15 metros de profundidade e 20 metros de largura. Segundo avisam cientistas, o continente africano está separando-se em dois.

Além disso, quando o fenómeno surgiu, provocou muitos danos, isto é: destruiu estradas, linhas eléctricas e edifícios residenciais. 

Neste contexto, a especialista em geologia Lucía Pérez Díaz explicou ao The Conversation quais são as possíveis causas do acidente geográfico.

A especialista observou que a Terra sempre sofre várias alterações, sem que notemos. As placas tectónicas são um bom exemplo desse processo. Elas não permanecem estáticas, e seu movimento permite supor que o continente africano está partindo-se em dois.

Às vezes, o movimento das placas tectónicas resulta no seu rompimento.

Um exemplo deste tipo de fenómeno seria o Rifte Africano Oriental — uma fissura de mais de 3.000 quilómetros de extensão.

Provavelmente é este rifte que provocará a divisão do continente em duas partes.

Não obstante, o aumento das fissuras é um processo muito lento. Por exemplo, o movimento das placas nessa região ocorre com velocidade de 2,5 a 5 centímetros por ano.

Ou seja, devem passar milhões de anos antes que a fissura se torne tão grande que a água do oceano a inundará por completo.


It will take millions of years, but Africa will eventually split into two unequal parts with a new sea forming between them.https://www.ibtimes.co.in/africa-splitting-into-two-large-pieces-along-somalia-kenya-765527 …

​África está separando-se em duas partes ao longo da Somália e o Quénia

Levará milhões de anos, mas África finalmente separar-se-á em duas partes desiguais e um novo mar se formará entre elas.

O recente surgimento da fissura no Quénia contribui para a divisão do continente. Os especialistas destacam que fenómenos parecidos frequentemente resultam de actividade sísmica ou vulcânica.


Fonte: Sputnik News

A Tiangong-1 caiu finalmente. Foi a noroeste do Taiti


A estação espacial chinesa Tiangong-1, de 10 toneladas, regressou à Terra, numa descida descontrolada a partir de uma órbita terrestre baixa, tendo reentrado na atmosfera sobre o sudoeste da América do Sul e caído no sul do Oceano Pacífico.

Tal como previsto, a queda na Terra do laboratório espacial chinês Tiangong-1 não provocou danos. A estação espacial desintegrou-se à reentrada na atmosfera, oferecendo aos sul-americanos um “espectáculo esplêndido”, semelhante a uma chuva de meteoritos.

Em queda através de uma atmosfera cada vez mais densa, enquanto se aproximava da Terra a uma velocidade de 17 mil km/hora, os detritos foram quase completamente destruídos antes de atingir o solo.

Segundo a agência AFP, que cita a Agência Espacial Chinesa, a nave reentrou na atmosfera “essencialmente destruída“, e o impacto final do que dela restava com a Terra aconteceu no sul do Pacífico.

O astrónomo Jonathan McDowell especifica que a nave chinesa caiu a noroeste do Taiti. “Conseguiu falhar por pouco o ‘cemitério de naves espaciais‘, que fica um pouco mais a sul”, diz McDowell.

NW of Tahiti - it managed to miss the 'spacecraft graveyard' which is further south!

A Agência Espacial Europeia tinha calculado que o impacto final da Tiangong-1 aconteceria entre o fim da noite de domingo e o início da madrugada. Segundo a Aerospace, aconteceu às 1.15h desta segunda-feira, 2 de abril.

Um pouco por todo o mundo, surgiram nas redes sociais relatos de pessoas que testemunharam a passagem da “bola de fogo” a desintegrar-se.

​”Já se desintegrou. Eu vi de Portugal! Pareciam pequenas estrelas a passar”, relatou o utilizador Pedro Lopes no chat do canal Volcano Watch do YouTube, que transmitiu em directo um livestream do evento.

A Tiangong-1, ou “Palácio Celeste 1”, foi colocada em órbita em setembro de 2011 e estava programado para fazer uma entrada controlada na atmosfera. Porém, deixou de funcionar em março de 2016, tendo gerando preocupação por uma eventual queda descontrolada.

No entanto, este tipo de estação espacial “não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respectivos destroços avançam em direcção à Terra”, explicaram as autoridades chinesas.

Fonte: ZAP

domingo, 1 de abril de 2018

Aparecem novas FOTOS do Palácio Celeste chinês que cairá sobre Portugal

Resultado de imagem para Tiangong-1

Neste preciso momento, a estação espacial chinesa Tiangong-1 (Palácio Celeste 1) está reentrando na atmosfera à velocidade de 26 mil quilómetros por hora.

Anteriormente, não se sabia a data exacta da queda da estação e até apareciam relatos sobre a sua possível desaceleração, mas por enquanto se informa que a velocidade se estabilizou e, a tais ritmos, ela se desintegrará numa bola de fogo a 2 de abril, à 01h39 TMG, isto é, às 02h39 de Portugal.

De acordo com as autoridades chinesas, a reentrada da estação na atmosfera não deverá provocar quaisquer danos e, pelo contrário, para os cidadãos da Península Ibérica, será um show "esplêndido", parecido com uma chuva de meteoritos.


Maybe the last images of #Tiangong1? Today morning (CEST) we tracked it at an altitude of 161 km and made new world exclusive #radarimages. It is still intact, no damage. Next measurement in ~21h, most probably it is down then. #Tiangong #radar #reentry #tira #space #image

​As fotos recentemente publicadas captaram a estação a 161 km de altitude, intacta, sem quaisquer danos evidentes.

O Palácio Celeste 1 revolucionou o desbravamento do espaço em 2011. A primeira estação espacial chinesa estava programada para, após ser desactivada, efectuar uma entrada controlada na atmosfera.

No entanto, o laboratório deixou de funcionar em março de 2016, suscitando preocupações de uma possível queda descontrolada. Hoje em dia, as entidades chinesas asseguram que ninguém "precisa se preocupar" e que as chances de alguma pessoa ser atingida por um destroço da estação são mínimas.

Fonte: Sputnik News

“Vacina” contra cancro começa a ser testada em humanos…

Vacina contra o cancro

…depois de curar com sucesso ratos de laboratório.

A tecnologia não para de evoluir, não abranda e os resultados mostram que o futuro poderá ser risonho na cura do cancro.

Investigadores descobriram que uma “vacina” injetável, administrada diretamente nos tumores existentes em ratos de laboratório, eliminou todos os vestígios desses tumores. Esta vacina funciona em vários tipos de cancros, incluindo metástases não tratadas no mesmo animal.

Cientistas da Universidade de Stanford (EUA) iniciaram um estudo clínico em pacientes com linfoma (tumor das glândulas linfáticas), após testarem com sucesso uma “vacina” contra o cancro em ratos. A investigação desenvolveu um tratamento potencial que usa dois agentes que estimulam o sistema imunológico do corpo.

Quando usamos estes dois agentes juntos, vemos a eliminação de tumores em todo o corpo.

Referiu o responsável pela investigação oncológica, Ronald Levy.

A imunoterapia contra o cancro é complicada. Como as células cancerígenas são produzidas pelo corpo, o sistema imunológico não as vê como uma ameaça, da mesma forma que vê invasores como vírus. É por isso que alguns tratamentos se concentram em treinar o sistema imunológico para reconhecer as células cancerígenas como um problema.

Esta área de treino é uma ação frequente. São removidas as células imunológicas do corpo do paciente. Depois estas mesmas células são manipuladas geneticamente para terem como missão atacar o cancro. Depois de modificadas, estas são injetadas de novo no corpo do paciente. Contudo, o processo era demorado e caro.

A vacina desenvolvida pela Universidade de Stanford poderá ser mais simples de usar e muito mais barata.


Como funciona esta vacina

Este tratamento não funciona como as vacinas a que estamos familiarizados. Em vez de uma profilaxia administrada antes da infecção, os investigadores injectaram os ratos que já tinham tumores, diretamente num dos locais afetados.

A vacina explora uma peculiaridade do sistema imunológico: à medida que um tumor cresce, as células do sistema imunológico, incluindo as células T, reconhecem as proteínas anormais das células cancerígenas e entram em ação.

A nossa abordagem usa uma aplicação única de quantidades muito pequenas de dois agentes para estimular as células imunológicas apenas dentro do próprio tumor.

Nos ratos, vimos incríveis efeitos corporais, incluindo a eliminação de tumores em todo o animal.

Referiu Levy.

As células cancerígenas podem acumular mutações para evitar a destruição pelo sistema imunológico e suprimir as células T, que atacam as células anormais. A nova vacina funciona reativando essas células T.

Dois “super agentes” na destruição do tumor

O tratamento combina assim dois agentes principais. O primeiro é um pequeno pedaço de ADN chamado oligonucleotídeo CpG. Isso, juntamente com outras células imunes próximas, amplifica a expressão de um recetor ativador de células T chamado OX40, que é um membro da super-família de recetores do fator de necrose tumoral.

O segundo agente é um anticorpo que se liga ao OX40, ativando as células T para combater as células cancerígenas.

Estes dois agentes são injetados juntos em quantidades de microgramas diretamente no tumor. Isso significa que eles só ativam células T dentro do tumor, que já reconhecem as células cancerígenas como uma ameaça.

Resultados observados

Para testar este novo método , os investigadores transplantaram linfomas em dois locais diferentes no corpo dos ratos, ou modificaram geneticamente os animais para desenvolver cancro da mama.

Dos 90 ratos com linfoma, 87 ficaram completamente curados – o tratamento foi injetado num tumor e ambos foram destruídos. Os restantes 3 viram o linfoma voltar, contudo este desapareceu após um segundo tratamento.


O tratamento também foi eficaz em ratos geneticamente modificados para desenvolver cancro da mama. Tratar o primeiro tumor frequentemente, mas nem sempre, impediu a recorrência de tumores e aumentou a esperança de vida dos animais, conforme referiram os investigadores.

A equipa ainda testou ratos com linfoma e cancro do cólon, injetando a vacina apenas no linfoma. Este tumor foi destruído, mas o cancro do cólon não. Isso demonstra que as células T são específicas para o tipo de tumor no qual são ativadas. Isso não impede que uma segunda vacina seja administrada no local do outro tumor.

Nova visão de ataque ao cancro

Estes resultados significam que a imunoterapia é possível sem engenharia genética de células fora do corpo, ou, como é o caso da vacina anterior, extraindo o RNA do cancro, tratando-o, injetando-o no corpo e aplicando uma carga elétrica para entregá-lo às células do sistema imunológico.

A sua eficácia está prestes a ser testada. O ensaio clínico em andamento é esperado para recrutar 15 pacientes com linfoma de baixo grau para ver se o tratamento funciona em seres humanos.

Se for eficaz, o tratamento pode ser usado no futuro em tumores antes de serem cirurgicamente extraídos para ajudar a prevenir metástases, ou até mesmo prevenir reincidências do cancro.

Não acho que haja um limite para o tipo de tumor que poderíamos potencialmente tratar, desde que tenha sido infiltrado pelo sistema imunológico.

Referiu Levy.

A investigação foi publicada na revista Science Translational Medicine.

Fonte: Pplware
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