domingo, 10 de novembro de 2019

Desaparecimento de insetos atingiu um nível “assustador” na Alemanha


Uma investigação conduzida na Alemanha sobre a biodiversidade alertou sobre a diminuição “assustadora” no número de intensos durante a última década.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram publicados na revista Nature, o fenómeno afetou especialmente áreas de pastagem próximas de terrenos cultivados de forma intensiva, havendo também registo desta queda em áreas protegidas e florestas.

A investigação foi realizada entre 2008 e 2017 por uma equipa de cientistas internacionais, que recolheu mais de um milhão de artrópodes de 300 locais diferente na Alemanha – Brandemburgo, Turíngia e Baden-Württemberg.

No total, mais de 2.7000 espécies foram analisadas, estando muitas destas em declínio. Nos últimos anos, houve até espécies raras que a equipa não conseguiu encontrar.

O ecologista Wolfgang Weisser, da Universidade Técnica de Munique e um dos autores da análise, disse que foi uma “surpresa” observar este declínio num espaço de tempo de dez anos. Em comunicado, a equipa frisa que o declínio é maior do que se suspeitava.

“É assustador, mas [o declínio encontrado] está em linha com a imagem apresentada por número crescente de estudos”, acrescentou o especialista, citado na mesma nota.

O declínio nas populações de insetos repetiu-se nos diferentes ambientes estudados e ocorreu com maior intensidade nas pastagens, principalmente nas que são cercadas por quintas e áreas cultivadas, onde a queda foi de 78%.

Ou seja, nas áreas mais afetadas apenas foi encontrado um terço das espécies anteriormente observadas. Por outro lado, nas florestas, o desaparecimento foi de aproximadamente 40%, o que revela que “a perda não se limita aos habitats abertos”.


Fonte: ZAP

sábado, 9 de novembro de 2019

Portugal a caminho de se tornar uma referência europeia nas ciências do mar


Estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre "A Evolução da Ciência em Portugal (1987-2016)" revela que a especialização de Portugal é muito superior à dos países marítimos europeus, à exceção da Noruega

Portugal está a caminho de se tornar uma referência europeia nas ciências do mar e já ultrapassou a média da UE em número anual de publicações científicas por milhão de habitantes, revela o estudo "A Evolução da Ciência em Portugal (1987-2016)" da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), realizado por uma equipa coordenada pelo biólogo Nuno Ferrand, professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e diretor do centro de investigação CIBIO.

O estudo da FFMS revela que a especialização de Portugal é muito superior à dos países marítimos europeus (Espanha, Itália, Holanda, Irlanda, Grécia, etc.), à exceção da Noruega. A nível das regiões portuguesas, o Algarve e os Açores especializaram-se na investigação marinha, porque 20% a 30% de toda a sua produção científica está concentrada nas ciências do mar, enquanto nas regiões Norte, Centro e Lisboa não ultrapassa os 4%.

Por outro lado, quase metade (48%) das publicações científicas portuguesas foi realizada em colaboração com instituições de investigação de outros países, isto é, foram feitas com base na cooperação internacional. Na investigação, "Portugal é ainda um país de engenheiros", diz a FFMS, "porque as Ciências Exatas e Engenharia dominaram as publicações ao longo de três décadas, representando entre 2012 e 2016 mais de 40% das publicações científicas".

A FFMS sublinha que "apesar de uma evidente convergência com os países que integram a União Europeia, estamos ainda longe de alcançar os mais produtivos, especialmente em termos de qualidade". A Fundação assinala também que embora "cerca de metade das nossas publicações científicas exibam uma ou múltiplas colaborações internacionais, este valor está ainda distante do que se observa nas grandes potências científicas europeias, que atinge cerca de 60%".

ESPANHA É O NOSSO MAIOR PARCEIRO INTERNACIONAL

Na colaboração internacional, o estudo constata que ao logo de 30 anos verificou-se "uma constância no relacionamento com os grandes produtores de conhecimento (EUA, Reino Unido e Alemanha)". E que houve "um tremendo crescimento de colaborações com a Espanha - que se tornou o nosso maior parceiro em todos os domínios científicos - e com o Brasil". Em contrapartida, aconteceu "uma progressiva perda de influência de França, certamente motivada pelo enfraquecimento de laços culturais no atual contexto global".

Em 30 anos, "de uma débil rede de colaborações científicas entre um reduzido número de instituições do ensino superior observada em 1987", recorda a FFMS, "evoluiu-se para uma sólida e variada rede que integra hoje um número muito maior de instituições que desenvolvem atividade de investigação em todo o território nacional". E o Sistema Científico e Tecnológico Nacional passou "de um sistema essencialmente unipolar (Lisboa) para um sistema tripolar (Lisboa, região Norte e região Centro)".

Fonte: Expresso

Maior helicóptero do mundo Mi-26 transporta avião de passageiros na Rússia


O vídeo do maior helicóptero do mundo, Mi-26, transportando um avião de passageiros Tu-134 se tornou viral nas redes sociais.

No vídeo se pode observar como o enorme helicóptero faz descer o avião de passageiros após transportá-lo fixo na sua parte inferior.

O avião comercial de passageiros é um Tu-134 que tinha sido colocado em frente da entrada do aeroporto na cidade russa de Tiumen para fazer dele um monumento. O vídeo foi visto 70 mil vezes no Instagram.


O vídeo de um helicóptero transportando um avião de passageiros pode parecer algo surreal, no entanto, esta tarefa é relativamente habitual para o Mi-26, já que este helicóptero tem um peso de descolagem máximo de 56 toneladas e pode transportar uma carga externa de até 20 toneladas.

O helicóptero visto no vídeo é um Mi-26T – uma das primeiras versões civis desta gigantesca aeronave. O modelo se usa para extinção de incêndios e para reabastecimento em voo.

Fonte: Sputnik News

Cientistas descobriram na América do Sul um inseto que emite luz azul

A larva de um mosquito fungo em Iporanga, no Brasil
 (dr) Henrique Domingos / IPBIO
Os cientistas encontraram na Mata Atlântica, no Brasil, a primeira espécie bioluminescente azul encontrada na América do Sul.

De acordo com o IFLScience, os cientistas nem sequer procuravam uma nova espécie, mas sim cogumelos bioluminescentes, quando andavam a explorar a Mata Atlântica, no Brasil. Porém, a luz vermelha das lanternas que usavam na cabeça mostrou-lhes aquela que agora é a primeira espécie bioluminescente azul da América do Sul.

“É o primeiro registo de emissão de luz azul num ser vivo na América do Sul. É também o primeiro testemunho de uma Diptera bioluminescente no mesmo local”, explica ao mesmo site Cassius Stevani, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo e autor do estudo publicado, em agosto, na revista Scientific Reports.

Esta é uma descoberta surpreendente porque, geralmente, os insetos e os fungos brilham durante a noite nas florestas, mas normalmente a luz emitida é geralmente de três cores: verde, amarelo ou vermelho.

As larvas translúcidas deste mosquito fungo (Keroplatidae), oficialmente denominadas Neoceroplatus betaryiensis, foram recolhidas de árvores que se encontravam caídas durante um período particularmente quente e chuvoso, com uma humidade relativa de 90%.

Ao toque, as larvas deixam de se iluminar na sua cauda e em dois sítios perto dos olhos, apenas brilhando outra vez quando já não se sentem agitadas pela presença de um possível predador.

Houve, no entanto, um comportamento estranho num dos seus espécimes, recolhido na parte inferior de uma folha caída. Essa larva emitiu luz em todo o seu corpo e mostrou aquilo que a equipa chamou de “comportamento bizarro”, movendo-se mais devagar e escondendo-se menos do que as restantes.

Então, a equipa levou-a para o terrário do laboratório para observar a pupa (ou crisálida), ou seja, o momento em que a larva se torna um mosquito adulto. Algumas semanas depois, não emergiu um mosquito fungo, mas sim uma vespa parasita.

A luz difusa encontrada nesta criatura “pode ser o resultado de uma reação defensiva contra o parasita ou a consequência de danos nos órgãos internos que espalham o material fotogénico ao longo do corpo da larva. No entanto, também pode pertencer a outra nova espécie que pode emitir luz por todo o corpo, tal como observado no Keroplatus nipponicus“.

Os insetos que brilham em tons de azul são raros, com essa bioluminescência a estar geralmente reservada para outras cores ou animais como algas, estrelas do mar e peixes. A descoberta abre uma possível nova via biológica para a bioluminescência, que por si só poderia ter aplicações de longo alcance na biotecnologia e marcadores genéticos.

A equipa de investigadores descobriu que as larvas contêm uma proteína armazenadora de luciferina conhecida como SBF. No futuro, os cientistas querem isolar a luciferina, clonar a luciferase do Neoceroplatus e usar técnicas de imagem para determinar a sua estrutura.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Estranha pirâmide surge nos céus de Filadélfia e surpreende testemunha


Mulher fotografou fenómeno semelhante a uma pirâmide egípcia nos céus de Filadélfia, Estados Unidos, e ficou abismada com a imagem.

A imagem intrigante acabou causando as mais diversas reacções na Internet.

Enquanto alguns internautas palpitaram se tratar de um OVNI, outros acreditam se tratar de um TR-3B, uma nave que teria sido feita pelo governo americano para operações ultrassecretas.
Bizarra pirâmide no céu aparece de noite sobre Filadélfia

Antes de circular na Internet, o estranho fenómeno foi observado por uma mulher que decidiu fotografá-lo, Filadélfia, Estados Unidos.

Evento natural

Conforme publicou o jornal Daily Star, a suposta pirâmide poderia ser um evento natural, de acordo com os resultados do Project Condign, um estudo científico feito para determinar a natureza de aparições parecidas com pirâmides nos céus de 1997 a 2000.

Como concluiu o estudo, tais aparições seriam o resultado da existência de plasma flutuante com gases atmosféricos electrificados.

Fonte: Sputnik News

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Desigualdade pode ser mais acentuada em Marte


Como seria a vida em Marte? Temos tendência a julgar que a vida no Planeta Vermelho seria mais risonha, mas em termos de desigualdades, Savannah Mandel garante que isso não é verdade.

A antropóloga espacial Savannah Mandel passou dez semanas no “aeroporto” norte-americano para naves espaciais comerciais, no deserto do Novo México, a fazer trabalho de campo para a sua dissertação. Durante essas semanas, Mandel cruzou-se com vários trabalhadores “dispostos a arriscar tudo” para participar em empreendimentos no Espaço.

O motivo? “Eles acreditam que as viagens espaciais garantem o futuro da humanidade”, explica Mandel, apesar de sustentar que os problemas da humanidade não desaparecem noutro planeta. Aliás, podem até piorar quando se trata de desigualdade, frisou, citada pelo OZY.

Com apenas 23 anos, Mandel é um dos membros mais jovens de um pequeno grupo de antropólogos ao redor do mundo, que centra todas as suas atenções em estudar de que forma os seres humanos se relacionam com o Espaço.

Valerie Olson, pioneira no campo e professora da Universidade da Califórnia, em Irvine, estima que existam menos de 100 antropólogos do Espaço na Terra. No entanto, a especialista sublinha que, devagarinho, o campo está a crescer.

A investigação de Mandel sobre o Spaceport America é inovadora: a jovem debruçou-se sobre a vida dos trabalhadores. Atualmente, trabalha como escritora científica do Instituto Americano de Física e é também uma escritora de ficção científica dedicada a completar um romance sobre um robô.

Este ano, o The Geek Anthropologist publicou um romance de Mandel sobre o primeiro antropólogo na Lua. Na história da autora, a reprodução lunar deve ser aprovada, havendo apenas um ponto, em toda a nave, apelidada de “O Condado”, onde um casal pode conceber.

Recentemente, a conferência sobre Espaço e Humanidade, realizada em Lexington, no Kentucky, juntou desde académicos a artistas, para refletir como os seres humanos serão afetados pelas mudanças espaciais, como reconhecer e evitar preconceitos, por exemplo.

Mandel falou sobre um artigo que escreveu, no ano passado, para o The Geek Anthropologist, descrevendo os perigos de um “Efeito Elísio“, segundo o qual a comercialização do Espaço – como mineração de asteróides – aprofunda as disparidades globais de riqueza, uma vez que a lei existente é obscura.

Num artigo deste ano, desta vez para o Anthropology News, Mandel ecoou o tema, alertando sobre o “imperialismo lunar“, segundo o qual os países ocidentais com mais recursos financeiros olham o para o Espaço com a mentalidade colonial forjada pela sua própria história.

A antropologia do Espaço recebe muito menos recursos académicos e governamentais do que outras disciplinas. Mandel quer continuar, mas não tem certeza se poderá construir uma carreira na academia por causa da sua paixão assumida por ficção científica.

Ainda assim, torna-se urgente trazer este tipo de temas para cima da mesa. As startups espaciais, e até a própria NASA, beneficiariam em poder contar com o contributo de antropólogos do Espaço, uma vez que apresentam narrativas e perspetivas diferentes, com foco na conservação como forma de proteger um novo mundo logo desde o início.

Mandel deseja que todo o seu trabalho inspire as pessoas sobre o que está por vir. “Adoro o Espaço, mas realmente quero que não deixemos a Terra no pó. Estamos a mover-nos muito rapidamente para um futuro interestelar”.

Fonte: ZAP

terça-feira, 5 de novembro de 2019

NASA: No dia 11 de novembro acontecerá um raro evento astronómico


No próximo dia 11 de novembro, segunda-feira, grande parte das pessoas no mundo poderão testemunhar um raro evento astronómico. Será visível a passagem do planeta Mercúrio pelo Sol. De acordo com a NASA, este evento não voltará a ser presenciado da Terra até 2032.

Os trânsitos de Mercúrio acontecem apenas 13 vezes por século, por isso é um evento a não perder!

NASA: Mercúrio será visto da Terra a passar pelo Sol

O menor planeta do sistema solar também é o mais próximo da nossa estrela. Ocasionalmente, este passa em frente ao disco brilhante do Sol a partir da nossa perspetiva aqui na Terra. Apesar deste evento ter acontecido recentemente, em 2016, depois deste trânsito teremos que esperar mais 13 anos para ver o próximo.

Mercúrio começará a sua viagem através da nossa estrela na próxima segunda-feira pelas 12:30. Segundo a NASA, durante o espetáculo, que durará cerca de 5 horas, o planeta será visível como um ponto negro a passar em frente ao Sol. Todo o trânsito estará concluído pelas 18:30 horas. Nesse tempo de exposição, para podermos vislumbrar o planeta, serão necessários telescópios ou binóculos equipados com filtros solares protetores.

De acordo com a NASA, este fenómeno poderá ser observado em quase toda a América do Norte e do Sul, bem como na Europa, África e oeste da Ásia.
O trânsito de Mercúrio explicado

Mercúrio e Vénus são os únicos planetas que podem passar em frente ao Sol, do ponto de vista terrestre. Isto porque as suas órbitas estão entre o Sol e a órbita da Terra. A distância média deste planeta do Sol é de 57.909.175 quilómetros, ou cerca de 30% da distância média entre a Terra e o Sol.

Assim, esta dinâmica dos trânsitos são eventos raros. Da Terra, Mercúrio pode ser visto a mover-se através da face do Sol cerca de 13 vezes a cada cem anos, em média. Contudo, para que um trânsito ocorra, o planeta tem que estar no lugar certo na hora certa.

O nome deste evento, trânsito de Mercúrio, resulta da proximidade deste astro com a sua (e nossa) estrela. Este é o menor e mais interno planeta do Sistema Solar, orbitando o Sol a cada 87,969 dias terrestres. Em termos de comparação, Mercúrio tem um tamanho entre o tamanho da Terra e a Lua.

Mercúrio é um dos quatro planetas telúricos do Sistema Solar e o seu corpo é rochoso como a Terra. Este é composto sobretudo por ferro e tem uma atmosfera extremamente fina, formada por hélio, oxigénio, hidrogénio, mas também por sódio e potássio.

Fonte: Pplware

Cientistas dizem ter descoberto um lugar na Terra onde é impossível existir vida


Cientistas estão convencidos que as fontes geotermais de Dallol, na Depressão de Danakil, na Etiópia, não podem abrigar vida face às suas condições extremas.

Onde há água, há vida, costuma dizer-se. Porém, cientistas encontraram evidências que sugerem exatamente o contrário num lugar com um dos ambientes mais extremos e inóspitos da Terra: as fontes geotermais de Dallol, na Depressão de Danakil, na Etiópia.

Segundo o Science Alert, a paisagem de Dallol faz-se de uma paleta de cores vibrante, pontuada por lagos com crateras de água hiperácida e hipersalina. À primeira vista, parece um lugar de uma beleza única, mas a verdade é que não convém chegar muito perto.

É este ambiente extremo que faz com que, desde sempre, esta seja uma área de grande interesse para os cientistas. Em 2016, uma expedição tentou descobrir o que — se é que existe alguma coisa — poderia habitar em ambientes estranhos e hostis.

Os resultados desta investigação, publicada apenas há uns meses, mostram a primeira evidência de vida entre as fontes quentes e ácidas: “microorganismos ultra pequenos” que se medem em nanómetros.

Mas, agora, um novo estudo de outra equipa de investigadores, publicado na revista científica Nature Ecology & Evolution, contesta a aparente descoberta, ou pelo menos a sua relevância.

Os investigadores usaram uma variedade de métodos analíticos para analisar uma ampla gama de amostras recolhidas em quatro zonas do complexo geotérmico de Dallol em três expedições entre 2016 e 2018.

Embora tenham detetado evidências de vida baseada na arquea, além de sinais do que podem ser sequências de genes bacterianos, a equipa diz que a maioria destas conclusões foram provavelmente um engano.

“A maioria deles estava relacionada ao conhecido kit de biologia molecular e a contaminantes de laboratório, enquanto outros eram bactérias relacionadas com o Homem provavelmente introduzidas durante visitas intensivas e turísticas ao local”, explicam os autores no seu artigo.

“Identificámos duas grandes barreiras físico-químicas que impedem a vida de prosperar na presença de água líquida na Terra e, potencialmente, noutros lugares, apesar da presença de água líquida na superfície de um planeta ser um critério amplamente aceite para a habitabilidade”, explicam.

Uma dessas barreiras são as salmouras dominadas por magnésio, que induzem as células a se decomporem através de um processo conhecido como “chaotropicity“; o outro é um certo nível tóxico de combinação intensa de hiperácido-hipersalina, sugerindo que “adaptações moleculares a pH muito baixo e extremos altos de sal são incompatíveis além desses limites”.

Segundo o Science Alert, é claro que a ausência de evidência não é evidência de ausência, isto é, só porque a extensa amostragem não revelou formas de vida mais complexas do que os microfósseis não prova que não estão lá.

Porém, até haver análises mais robustas que possam indicar de forma convincente o contrário, os autores têm a certeza de que os cantos mais inóspitos de Dallol são incapazes de ter vida.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Comer um abacate por dia é bom para a saúde (e os cientistas já sabem porquê)


Uma nova investigação concluiu que comer um abacate por dia é benéfico para a saúde, uma vez que a fruta pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol “mau”.

Para a nova investigação, a equipa de cientistas da Universidade Estatal da Pensilvânia, nos Estados Unidos, reuniu 45 adultos com idade compreendidas entre os 21 e os 70 anos e com sobrepeso ou obesidade.

Durante a primeira semana de estudo, todos os participantes seguiram a dieta norte-americana típica, uma vez que os cientistas tinham como objetivo começar a investigação sobre “uma base nutricional semelhante”, explicam, citados em comunicado.

Volvia a primeira semana, cada adulto seguiu três dietas sucessivas durante cinco semanas e numa ordem aleatório: uma com uma com baixo teor de gordura e sem abacate, outra moderada em gordura e sem abacate e, finalmente, uma dieta moderada em gordura que envolvia também o consumo diário desta fruta.

Os resultados revelaram que comer um abacate por dia estava associado a níveis mais baixos dos dois tipos de “colesterol mau”: as lipoproteína oxidada de baixa densidade (LDL) e as partículas pequenas e densas de LDL.

Penny Kris-Etherton, professora de nutrição e uma das autoras do estudo agora divulgado, explica que partículas pequenas e densas de LDL são particularmente prejudiciais, uma vez que promovem a acumulação de placas nas artérias, dificultando a circulação sanguínea.

Por outro lado, existem “muitos estudos sugerem que a oxidação é a base de algumas doenças cardíacas e cancro”, continua, acrescentando, que “quando as partículas de LDL oxidam, começa uma reação em cadeia começa que pode promover aterosclerose”.

“A oxidação não é boa. Por isso, se puder ajudar a proteger o seu corpo através dos alimentos que come, isso pode ser muito benéfico”, concluiu a cientista.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada The Journal of Nutrition.

Fonte: ZAP

sábado, 2 de novembro de 2019

Estamos “perigosamente próximos” de criar mini-cérebros sencientes


A pressa de estudar e entender os mistérios do cérebro pode obrigar a comunidade científica a violar as suas responsabilidades éticas, através dos vários testes que têm como objetivo criar substitutos cultivados artificialmente, alertam os cientistas.

Os minicérebros, também conhecidos como organóides, tornaram-se num recurso muito importante na Neurociência nos últimos anos. No entanto, embora estes cérebros criados em laboratório e cultivados a partir de células estaminais não sejam tecnicamente considerados órgãos humanos ou animais, estão a tornar-se funcionalmente próximos o suficiente para justificar certas preocupações éticas.

Numa apresentação, que decorreu no maior encontro de neurocientistas do mundo, na semana passada, a equipa liderada por cientistas do Green Neuroscience Laboratory, em San Diego, defendeu que existe uma “necessidade urgente” de os investigadores desenvolveram uma estrutura de critérios capazes de estipular o que é a “senciência” – a capacidade para ter sensações ou impressões.

Os minicérebros estão a tornar-se muito parecidos com os nossos em termos de aparência, mas também muito semelhantes no que diz respeito aos substratos anatómicos, que estão a agora a aproximar-se muito da organização da rede local das estruturas encontradas em animais sencientes.

Nos últimos anos, os cientistas promoveram o minicérebro como uma alternativa económica e prática aos testes em animais. Organóides cultivados em pratos permitiram aos cientistas investigar as diferenças entre humanos e chimpanzés, e o ritmo acelerado segundo o qual este campo da Ciência está a evoluir assusta alguns especialistas.

Ohayon e os modelos computacionais da sua equipa sugerem que estamos “perigosamente perto” de desenvolver cérebros sencientes num prato, adianta o Science Alert.

“Apesar de sabermos que a complexidade e a diversidade de elementos celulares vivos permanecem incomparáveis, as culturas atuais já são isomórficas à estrutura e atividade cerebral senciente em domínios críticos e, portanto, podem ser capazes de apoiar atividades e comportamentos sencientes“, explicam os cientistas.

O Green Neuroscience Laboratory, nos Estados Unidos, é dirigido por Elan Ohayon e Ann Lam, dois neurocientistas que delinearam um “Roteiro para uma nova neurociência”: um conjunto de princípios éticos fundamentais projetados para excluir “metodologias tóxicas”, experiências em animais e métodos que violem os direitos, a privacidade e a autonomia de um indivíduo.

Na opinião destes especialistas, o estado atual de sofisticação da pesquisa em minicérebros significa que deveríamos oferecer os mesmos tipos de proteção aos organóides primitivos que podem ser complexos o suficiente para ter pensamentos e sensações.

Mas Ohayon e Lam não são os únicos a ter dúvidas. Num estudo publicado recentemente na Cell Stem Cell, neurocientistas da Universidade da Pensilvânia defendem que este campo precisa de diretrizes que hoje ainda não existem – especialmente no contexto das experiências nas quais os minicérebros cultivados em laboratório são transplantados para organismos hospedeiros de animais.

Fonte: ZAP
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