sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Repouso de 21.000 anos: desvendados detalhes da morte de mamute achado na Sibéria


O fóssil do animal conta com uma marca na escápula feita por uma arma de pedra, provavelmente uma lançada usada por humanos para caça-lo.

Pesquisadores do departamento de Estudos da Fauna Mamute da Academia de Ciências da República de Sakha (Yakútia) encontraram neste verão, na ilha siberiana de Kotelny, os fósseis de um mamute que viveu há 21 mil anos e que provavelmente foi morto por humanos. A descoberta ocorreu durante uma expedição conjunta da Academia de Ciências da Rússia e Sociedade Geográfica Russa.

Os especialistas chegaram a essa conclusão após estudar uma marca encontrada na escápula do animal. Esta, aparentemente, foi feita pela ponta de uma lança. Um exame posterior confirmou a suposição.

"Efectuamos uma análise criminológica em Moscovo […] e determinamos que ali não houve ferro, ou seja, todos os rastos foram deixados por uma arma de pedra", disse à agência Yakutia 24 o paleontólogo Valery Plotnikov, um dos integrantes do estudo.

Plotnikov detalhou que o processo de datação dos fósseis, realizado pelo professor Naoki Suzuki, da universidade japonesa de Jikei (Tóquio), situa o mamute dentro de um período em que nos continentes euroasiáticos e norte-americano existiam extensos glaciares, motivo pelo qual o nível do mar era 100 metros mais baixo que hoje.

Vastos territórios da Rússia e América do Norte eram "pastagens enormes onde pastavam esses animais".

Segundo Plotnikov, eles escavaram somente entre 30 e 40% dos restos do mamute, por isso o restante ainda deverá permanecer no local.


Fonte: Sputnik News

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Planetas de Alpha Centauri podem ter vida? Astrofísicos esclarecem questão


Astrofísicos estudaram as órbitas dos planetas de Alpha Centauri e tentaram descobrir se há exoplanetas habitáveis.

Astrofísicos simularam os parâmetros orbitais de exoplanetas no sistema estelar Alpha Centauri AB, o mais próximo de nós, e descobriram que estes planetas são improváveis de serem habitáveis, segundo resultados publicados na revista Astrophysical Journal.

Aproximadamente metade de todas as estrelas da nossa galáxia pertence a sistemas estelares binários.

Pesquisadores americanos do Instituto de Tecnologia da Geórgia, EUA, e da NASA decidiram descobrir quais parâmetros devem ter um planeta em sistemas binários, ou seja, com dois sóis, para que haja vida.

Os cientistas simularam o sistema binário Alpha Centauri AB mais próximo, onde a estrela B do tamanho do Sol e a estrela maior A giram em torno de um centro comum em órbitas como o Sol e Úrano.

Os astrofísicos calcularam os limites das mudanças nos parâmetros orbitais do exoplaneta na zona habitável ao redor da estrela B levando em consideração a influência da estrela A, e descobriram que a estabilidade da inclinação do eixo de rotação do planeta é o maior factor para o desenvolvimento de vida complexa.

Os pesquisadores começaram a comparar à medida que muda o ângulo de inclinação do eixo da Terra e Marte, para efectuar as condições de vida. Em nosso planeta, este parâmetro permaneceu praticamente constante durante toda a história geológica, que proporcionou a estabilidade de um clima e criou condições para a evolução gradual de seres biológicos. Em contraste, flutuações acentuadas na inclinação do eixo de Marte causaram mudanças regulares no clima e a destruição da atmosfera.

O eixo de rotação da Terra está num pequeno ângulo com sua órbita, que varia de 22,1 a 24,5 graus numa frequência de 41 mil anos. Esta oscilação é chamada de precessão. A pequena precessão da Terra está ligada ao facto de a posição do seu eixo estar estabilizada devido às ligações gravitacionais com a Lua, um grande satélite. Sem esse satélite, as interacções elásticas com Mercúrio, Vénus, Marte e Júpiter causariam desvios mais significativos do eixo, especialmente nos momentos de ressonância.

O eixo de Marte avança de 10 e 60 graus em cada dois milhões de anos. Com uma inclinação de 10 graus, a atmosfera condensa-se nos polos, criando calotas de gelo. Um cinturão de gelo é formado à volta da linha do equador com 60 graus.

"Se não tivéssemos a Lua, a inclinação do eixo da Terra poderia mudar em cerca de 60 graus", declarou Billy Quarles, chefe da pesquisa do Instituto de Tecnologia da Geórgia, num comunicado à imprensa. "Se isso acontecesse, a Terra poderia parecer Marte."

Os pesquisadores depois simularam os parâmetros orbitais de uma potencial exoterra em áreas habitáveis do sistema binário Alpha Centauri. O resultado foi decepcionante. Ainda não foram detectados exoplanetas nas proximidades das duas principais estrelas do sistema, A e B, mas devem ser inabitáveis, pois a precessão dos seus eixos seria muito elevada.

No sistema menor da estrela anã vermelha do Alpha Centauri há um exoplaneta chamado Centauri Proxime b, mas, de acordo com o modelo desenvolvido pelos autores do artigo, ele tem uma precessão muito forte que o exclui do número de planetas habitáveis.

Os resultados do estudo indicam que as chances de sucesso da missão da nanossonda StarShot, que deveria ir para o sistema Alpha Centauri em busca de planetas habitáveis, são baixas.

Fonte: Sputnik News

Na Austrália, há cobras que saltam (e os cientistas querem saber porquê)


Cientistas da Virgínia, no Estados Unidos, descobriram na Austrália uma espécie de cobra comum das árvores que é capaz de saltar entre galhos e folhas.

Tratam-de das cobras de árvores australianas da espécie Dendrelaphis, espécimes não venenosos e inofensivos para os seres humanos, segundo escreve o IFL Science.

Existem cobras que vivem em árvores um pouco por todo o mundo. Estes animais são bastantes ágeis e, apesar de não terem membros, conseguem atirar-se, planar e erguer-se sobre as copas das árvores.

Existem cinco espécies conhecidas de cobras “voadoras” do género Chrysopelea, que se estendem pelo sudeste Asiático, China, Índia e Sri Lanka. Na prática, estas cobras não voam, mas planam, usando o mesmo mecanismos dos chamados esquilos voadores.

Em 2010, Jake Socha, professor do Departamento de Engenharia Biomédica e Mecânica da Virginia Tech, conseguiu filmar um espécime de Dendrelaphis pictus, também conhecido como “bronzeback pintado”, a saltar na natureza na Malásia.

A espécie Dendrelaphis está intimamente relacionada com o Chrysopelea e, por isso, este comportamento não é totalmente surpreendente. Ainda assim, frisam os cientistas, este comportamento não tinha ainda sido confirmado e estudado.

Para melhor compreender o fenómeno, Michelle Graham, que estuda a dinâmica das “cobras voadoras” no Laboratório de Socha, no estado norte-americano da Virgínia, e é orientada por Jake Socha, foi até à Austrália para ver se conseguia capturar alguns espécimes para que estes mostrassem as suas habilidade em laboratório.

A especialista, que é candidata a um doutoramento na área, construiu uma espécie de circuito com canos e galhos, tentando que as cobras saltassem entre os espaços livres, conta a National Geographic.

Graham descobriu que, de facto, as cobras do género Dendrelaphis podem saltar, atirando-se através das lacunas vazias. Para isso, começam por se agachar antes de se lançarem num movimento ascendente. “O interessante nestas cobras é a sua capacidade para executar todos estes comportamentos de locomoção sem membros”, disse.

A especialista conseguiu confirmar que as Dendrelaphis podem saltar, mas a investigação não se vai ficar por aqui: Graham quer saber agora o porquê, uma vez que existem poucas informações que explicam este comportamento planador, quer em cobras como em lagartos ou esquilos.

“Ser a primeira pessoa a estudar esse comportamento significa que realmente não conhecemos o contexto em que uma cobra o faz (…) Será um comportamento de fuga? É um comportamento de transporte comum? É apenas algo que fazem por diversão? Ninguém sabe, certo?“, rematou, prometendo tentar explicar o fenómeno.


Fonte: ZAP

Alienígenas 'alertaram' o mundo sobre asteroide 'Deus do Caos', segundo ovniólogo


Michael Horn, membro da equipe do famoso ovniólogo Billy Meier, afirmou que alienígenas alertaram o mundo sobre "iminente choque com asteroide Apophis" e disseram como evitar tragédia.

Ainda segundo Michael Horn, a previsão de choque teria sido dita por seres alienígenas em 1981, quando a NASA não tinha ainda conhecimento da existência do asteroide Apophis, conhecido como "Deus do Caos".

Naquele ano, o ovniólogo suíço Billy Meier teria recebido uma mensagem de que o impacto pode ser evitado, segundo contou ao jornal Express Michael Horn.

"Eles [alienígenas] disseram para olhar para as coisas como painéis solares e outros meios que eles querem tentar [para evitar a tragédia]", declarou Horn.

Ainda segundo o ovniólogo, os supostos alienígenas cogitam explodir o asteroide, o que não seria recomendável, ao passo que considerariam o uso de armas nucleares uma opção.

"Eles recomendaram muito meios de detonar uma carga nuclear em certa distância para desviar e tirar o asteroide Apophis 'Deus do Caos' de sua trajectória", afirmou Horn.

NASA

Por sua vez, cientistas da NASA não acreditam que o asteroide colidirá com o nosso planeta.

Perguntado sobre a incredulidade da agência, Horn ressalta o suposto alto nível tecnológico em poder dos alienígenas.

"As tecnologias dos viajantes do espaço excedem em muito as da NASA [...] Para provar isso, eles deram para Meier mais de 250 exemplos de informação científica profeticamente precisa décadas antes de nossos cientistas terem descoberto [o asteroide]", afirmou Horn.

Mudanças na Terra

Ainda segundo Horn, pelas palavras dos ditos seres extraterrestres, o planeta sofrerá grandes mudanças após a suposta colisão.

"Aquele Apophis irá criar um novo continente, devido à grande quebra da Terra, desde o mar do Norte até o mar Negro, de onde será lançada lava vermelha e quente em diante", declarou o ovniólogo.

Fonte: Sputnik News

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Cientista americano analisou várias imagens de Marte e garante que encontrou provas claras de vida no planeta


Um investigador da Universidade do Ohio, EUA, passou vários anos a estudar as fotografias de Marte disponíveis na Internet e encontrou, alega, numerosos exemplos de formas semelhantes a insetos, mais especificamente abelhas, e também a répteis

William Romoser é professor emérito da Universidade do Ohio e especialista em arbovirologia e entomologia e garante que encontrou, em imagens recolhidas pelas várias sondas enviadas a Marte, provas de vida no planeta.

"Houve e ainda há vida em Marte", anunciou esta semana, na reunião anual da Sociedade de Entomologia da América, sublinhando que viu, nas fotografias, tanto fósseis como criaturas vivas. "Há uma diversidade aparente entre a fauna marciana que mostra muitas características parecidas com os insetos da Terra - por exemplo, a presença de asas, flexão das asas, voo ágil e elementos das patas estruturados de formas diferentes", explicou

Para Romoser, é claro que numerosas fotos mostram formas semelhantes a insetos e répteis, sendo possível ver patas, antenas e asas. Uma delas, garante o investigador, parece mostrar um inseto num voo picado e a voltar a subir mesmo antes de atingir o solo.

Na apresentação das suas conclusões, o entomologista esclareceu que na análise das imagens teve em conta o contraste com o fundo, a clareza da forma, a simetria do corpo, a segmentação das partes do corpo, a repetição da forma e a proximidade de formas semelhantes. Posturas particulares, provas de movimento, voo e aparente interação sugeridas pelas posições relativas foram consideradas, pelo investigador, como consistentes com a presença de formas vivas.

Romoser ensinou Entomologia na Universidade do Ohio durante 45 anos e foi co-fundador do Instituto de Medicina Tropical, além de ter passado quase 20 anos a investigar doenças transmitidas por insetos no Instituto de Investigação de Doenças Infecciosas do exército americano. Entre 1973 e 1998 foram publicadas quatro edições do seu livro, em coautoria, A Ciência da Entomologia.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Asteroides em fila? Terra terá passagem de trio de rochas espaciais esta quarta-feira


A NASA está seguindo três asteroides que se aproximam da Terra. Dois dos três foram avistados há apenas dois dias.

A NASA está rastreando três objectos próximos à Terra (NEO, em inglês) que devem passar por nós esta quarta-feira (20).

O maior asteroide será o 2019 UK6, do tipo Amor, cujos congéneres giram em torno do Sol e da Terra, e ocasionalmente, mas muito raramente, cruzando o caminho da Terra

O asteroide foi observado já no final de outubro, e fará a primeira das três aproximações cósmicas na quarta-feira (20). O 2019 UK6 mede 48 metros de largura e 110 metros de comprimento, e passará a acelerar, na madrugada de amanhã, pelas 3h 20.

A segunda das aproximações, na quarta-feira (20), será do 2019 WF, avistado pela primeira vez pelos caçadores de asteroides da NASA apenas no domingo (17). Se estima que tenha cerca de 24 metros de diâmetro. O asteroide fará sua aproximação mais próxima da Terra a cerca do dobro da distância da Lua.

O último será 2019 WE, também visto só no domingo (17). Este asteroide passará a uma distância de cerca de 1,3 milhões de quilómetros de distância do nosso planeta, ou a mais de três vezes a distância entre a Terra e a Lua.

De acordo com o Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS, na sigla em inglês) da agência NASA, todos os asteroides farão "grandes aproximações", mas felizmente nenhum dos três representa qualquer ameaça.

Fonte: Sputnik News

Prodígio. Laurent tem nove anos e em breve será licenciado em engenharia


O menino belga completou o secundário aos oito anos e este ano deve licenciar-se em engenharia eletrónica. Já pensa no doutoramento e os pais, médicos, não têm explicação para a sua capacidade de aprendizagem.

Laurent Simons é um menino prodígio da Bélgica que já foi notícia por ter concluído o ensino secundário com oito anos. Agora volta a destacar-se já que, um ano depois, está a caminho de se licenciar com apenas nove anos. 

Estuda Engenharia Eletrónica, desde março, na Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, um curso considerado difícil, mas que Laurent irá resolver em pouco tempo. Descrito pelos professores como "simplesmente extraordinário", está a caminho de terminar o curso em dezembro. E já tem planos. O rapaz diz que irá iniciar um programa de doutoramento em engenharia eletrónica enquanto tenciona também estudar medicina, contou o seu pai Alexander Simons à CNN.

Os pais, Lydia e Alexander Simons, recordam agora que achavam que os avós de Laurent exageravam quando disseram que ele tinha um dom, mas os anos passaram e os professores concordaram. "Eles notaram algo muito especial sobre Laurent", revela Lydia. Teste após teste, o jovem Laurent foi exibindo a sua inteligência, enquanto os professores procuravam descobrir a extensão dos seus talentos e a forma como apreende tudo. "Disseram-nos que ele é como uma esponja", afirmou Alexander Simmons.

Originários da cidade de Oostende, os pais são médicos mas até agora não perceberam nem obtiveram nenhum explicação para esta capacidade de aprender tão rapidamente. A mãe Lydia tem a sua própria teoria. "Comi muito peixe durante a gravidez", graceja.

A Universidade de Tecnologia de Eindhoven permitiu que Laurent concluísse o curso mais rapidamente do que outros alunos.

"Não é caso isolado", explicou Sjoerd Hulshof, diretor de educação da escola holandesa. Aos alunos que revelam capacidades especiais é permitido estabelecer um calendário mais rápido. Mas Hulshof admite que Laurent é "simplesmente extraordinário" e elogiou o jovem. "É o aluno mais rápido que já tivemos. Não é apenas hiperinteligente, mas é também um miúdo muito compreensivo."

Laurent disse à CNN que a sua disciplina favorita é engenharia eletrónica e também quer "estudar um pouco de medicina". O seu percurso não passa despercebido e já está a ser procurado por universidades de prestígio em todo o mundo. Mas a família não se preocupa em nomear qual é a que o jovem prodígio está a considerar para o seu doutoramento. "Acho que o foco será a investigação e a aplicação do conhecimento para descobrir coisas novas", aponta o pai.

Umas férias no Japão são o próximo passo. Os pais dizem ter cuidado para que também se divirta. "Não queremos que fique demasiado adulto. Ele faz o que quiser", disse o pai. "Precisamos encontrar um equilíbrio entre ser criança e os talentos." Laurent diz que gosta de brincar com o seu cão Sammy e jogar no seu telemóvel, como muitos jovens da sua idade.

Fonte: DN

Cientistas descobriram como é que os dinossauros suportavam o frio extremo


A vida dos dinossauros nas zonas polares do antigo continente Gondwana não era nada fácil, porque tinham de suportar um frio intenso durante as noites de inverno.

Agora, uma equipa internacional de investigadores da Eslováquia, Suécia, Austrália e Estado Unidos analisou um fósseis de uma série de penas de dinossauros e pássaros que viveram dentro do círculo polar sul.

Embora indícios de dinossauros com penas exuberantes tenham aparecido no registo fóssil, a maioria dos exemplos vem do Hemisfério Norte, representando uma variedade de coberturas que poderiam ter ajudado a fauna mesozóica a regular a sua temperatura, esconder-se e ocasionalmente viver em climas relativamente quentes.

“No entanto, até ao momento, não foram descobertos restos tegumentares diretamente atribuíveis para mostrar que os dinossauros usavam penas para sobreviver em habitats polares extremos”, disse Benjamin Kear, paleontologista da Universidade de Uppsala, na Suécia, em comunicado.

Porém, um local de escavação no estado australiano de Victoria deu alguns exemplos notáveis ​​ao longo das décadas. Até agora, nunca tinha sido visto de perto. “Penas fósseis são conhecidas em Koonwarra desde o início dos anos 60 e foram reconhecidas como evidência de pássaros antigos, mas receberam pouca atenção científica“, afirmou Thomas Rich, do Museu de Melbourne, na Austrália.

Este estudo, publicado este mês na revista especializada Gondwana Research, é o primeiro a documentar de forma abrangente estes restos. Um total de dez espécimes fósseis foram incluídos no estudo, todos com cerca de 118 milhões de anos, fornecendo evidências sólidas de penas de asas de pássaros antigos e penas corporais parcialmente decompostas.

De acordo com o ScienceAlert, algumas das penas eram relativamente avançadas e semelhantes às penas modernas, que as ajudam a interligar-se durante o voo e protegem os animais dos elementos.

“As penas dos dinossauros eram usadas para isolamento“, explicou Martin Kundrát, da Universidade Pavol Jozef Safarik, na Eslováquia. “A descoberta de penas em Koonwarra sugere, portanto, que coberturas de penas macias podem ter ajudado os pequenos dinossauros a aquecer-se nos antigos habitats polares”.

Na época, as massas de terra do sul de hoje – Antártica, Austrália, América do Sul, África, Índia e Arábia – estavam todas misturadas num só supercontinente gigante chamado Gondwana, centralizado no Pólo Sul da Terra. O clima do mundo era muito mais quente, muito mais temperado, com ecossistemas luxuriantes cheios de plantas e animais.

Embora não estivesse congelado, os pólos experimentavam longos períodos de luz solar no verão e escuridão no inverno. Portanto, os seres que viviam nessas condições extremas precisava de lidar com um crepúsculo prolongado e frio.

Estas evidências concretas de penas potencialmente isolantes ajuda os investigadores a preencher as peças que faltam no mistério de como os dinossauros suportavam o frio.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Estamos sozinhos no Universo? Cientistas detalham que planetas podem vir a ter vida


Através da modelagem climática, uma equipa de cientistas da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, apontou que tipo de planetas têm maior probabilidade de serem habitáveis. A descoberta pode ajudar os astrónomos a selecionar áreas específica no Universo para procurar vida.

Existem milhares de planetas para lá do Sistema Solar (exoplanetas), mas é extremamente difícil saber quais são as condições destes mundos.

“Existem muitas estrelas e planetas, o que significa que existem muitos objetivos (…) O nosso estudo pode ajudar a limitar o número de locais para os quais os telescópios apontam”, explicou o autor principal da investigação, Daniel Horton, em comunicado.

Para reduzir o número de alvos, os autores começara por combinar modelagem climática em 3D com fotoquímica e química atmosférica, para explorar a habitabilidades dos planetas em torno de estrelas anãs vermelhas do tipo M.

Estas estrelas são fracas e frias quando comparadas com o Sol, mas são as mais comuns, representando cerca de 70% de todas as estrelas da Via Láctea.

As simulações revelaram que os planetas que orbitam em torno de estrelas ativas – ou seja, em torno daquelas que emitem muita radiação ultravioleta – são vulneráveis a perderem quantidades significativas de água devido à vaporização.

Por outro lado, exoplanetas que orbitam estrelas inativas ou “silenciosas” têm maior probabilidade de manter água no estado líquido, um dos pressupostos que se acredita ser necessário para sustentar vida noutros mundos.

A equipa também observou que os planetas com camadas finas de ozono não podem sustentar vida, mesmo que a temperatura superficial seja ideia, uma vez que grandes quantidades de radiação ultravioleta acabam por penetrar o planeta.

Os autores do estudo acreditam que estes dados podem ajudar os astrónomos a limitar os locais onde poderá existir vida no Universo. O Telescópio Hubble, da NASA, é capaz de detetar vapor de água e ozono em exoplanetas, mas precisa de saber onde vasculhar.

“Estamos sozinhos? Esta é uma das maiores perguntas sem resposta (…) Se pudermos prever quais os planetas que têm maior probabilidade de abrigar vida, estaremos muito mais próximos de responder a esta pergunta durante as nossas vidas”, disse o co-autor do estudo Howard Chen, citado na mesma nota de imprensa.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Astrophysical Journal.

Fonte: ZAP

Submarino japonês alimentado por baterias de iões de lítio


As baterias de iões de lítio, estão de facto presentes em praticamente tudo o que necessita de armazenamento de energia. Assim, não é de estranhar que esta tecnologia esteja agora a ser usada na frota de submarinos do Japão. Estas embarcações estão a receber uma profunda atualização.

O novo submarino Toryu, ou “Fighting Dragon”, está equipado com baterias de iões de lítio, que alimentam a maior parte da tecnologia de consumo disponível em todo o mundo. Como resultado, estes submarinos serão capazes de navegar silenciosamente debaixo de água por mais tempo do que nunca.

Baterias nos submarinos não são novidade, mas há novidades nestas baterias

Todos os submarinos movidos a diesel usam baterias para viajar silenciosamente debaixo de água. As baterias são carregadas pelo motor diesel, que necessita de oxigénio para funcionar. Isto, por sua vez, exige que o submarino venha à superfície (ou perto dela), o que expõe o periscópio, uma entrada de ar e uma porta de escape acima da linha de água.

Apesar de serem apenas pequenos materiais fora de água, esses pedaços de equipamento podem ser detetados por radares, chamando a atenção indesejada de barcos e aviões antissubmarinos inimigos.

Alguns submarinos modernos usam um sistema independente de propulsão de ar em vez de motores diesel regulares para viajar debaixo de água e recarregar as suas baterias. Isso aumenta a quantidade de tempo que um submarino pode viajar debaixo de água. Contudo, o sistema é mais ruidoso do que a propulsão por bateria. Quanto melhores as baterias, mais tempo um submarino pode viajar e lutar debaixo de água.


Baterias de chumbo-ácido vão ser substituída por iões de lítio

Desde a Segunda Guerra Mundial, os submarinos têm usado baterias de chumbo-ácido. As baterias de chumbo-ácido são pesadas, mas também são uma tecnologia comprovada. Contudo, estão já obsoletas no mundo do consumo, substituídas na década de 1990 por baterias de hidreto metálico de níquel. Os dispositivos atuais são alimentados por uma tecnologia ainda melhor, as baterias de iões de lítio.

Segundo o que foi dado a conhecer, o submarino Toryu de 2950 toneladas foi construído pela Kawasaki Heavy Industries e lançado no passado dia 6 de novembro. Assim, está já no mar o segundo vaso de guerra equipado com baterias de iões de lítio.

Qual a vantagem destas baterias num submarino?

Conforme é sabido, as baterias de iões de lítio são mais leves e têm uma maior densidade de energia. Assim, na prática, isso significa que um quilo de baterias de iões de lítio irá armazenar mais eletricidade do que um quilo de ácido de chumbo.

Além disso, as baterias de iões de lítio também mantêm a sua carga por mais tempo e são mais rápidas a recarregar. Como resultado, o submarino Toryu será capaz de se sentar silenciosamente, no fundo do oceano, para “atacar” uma frota inimiga. Posteriormente, este poderá de forma rápida bater em retirada com a energia da bateria, após disparar uma salva de torpedos.

Quais os perigos destas baterias para um submarino?

As baterias de iões de lítio não são uma tecnologia livre de riscos. O lítio incendeia-se quando exposto à água, uma situação complicada para um submarino. Em caso de fuga, as baterias devem ser protegidas da água a todo custo. Os incêndios de lítio são quentes, queimam até quase 2000 °C e liberam gás hidrogénio.

O acumular de gás hidrogénio nos submarinos é perigoso, dado que o gás fica preso num espaço confinado, porque um submarino é um pequeno espaço fechado e o hidrogénio é altamente inflamável. Segundo reza a história, o acumular de gás hidrogénio levou ao naufrágio do submarino Scorpion da Marinha dos EUA.

Apesar dos riscos do uso de iões de lítio, o Japão obviamente acha que a recompensa em termos de aumento do desempenho do submarino vale a pena. Assim, não é de estranhar que estejam previstas 15 embarcações com este sistema. Como resultado, em poucos anos, o Japão poderá ter uma nova geração de submarinos que são mais letais do que nunca.


Fonte: Pplware
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