quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

“O golpe do século”: EUA e Alemanha espiaram Portugal e 120 países durante décadas


Mais de uma centena de países (incluindo Portugal) recorriam a uma empresa de encriptação que era secretamente controlada pela CIA e pelo serviço secreto alemão BND. Uma investigação jornalística revelou como os dois países tiveram acesso a vários segredos de Estado.

No ramo da encriptação, a empresa suíça Crypto AG era líder destacada. Após ter trabalhado nas comunicações do Exército norte-americano durante a II Guerra Mundial, mais de 120 países confiavam-lhe as comunicações de espiões, diplomatas e militares. Esta empresa tinha como função garantir que estas comunicações confidenciais permaneciam totalmente secretas e seguras. Contudo, uma investigação liderada pelo diário norte-americano The Washington Post revela que durante décadas a agência de inteligência norte-americana CIA e o congénere alemão BND tiveram acesso privilegiado a toda esta informação que deveria ter permanecido secreta. 

O The Washington Post e a transmissora pública germânica ZDF consultaram documentação confidencial que pormenoriza a forma como estas agências de serviços secretos consultavam e usavam a seu favor informação confidencial de outros Estados. Na lista que contém 12 nações europeias, Portugal e Espanha foram dois dos países cujas informações foram vistas e analisadas pela CIA e pelo BND, no âmbito desta operação. 

Através de uma transacção secreta realizada na década de 1970, a CIA adquiriu — no âmbito de uma “parceria altamente confidencial” com o serviço alemão BND — a Crypto AG, passando a controlar todas as decisões tomadas pela empresa. A investigação avança que CIA e o agora extinto BND “manipulavam os equipamentos da empresa para que pudessem facilmente decifrar os códigos que os países [clientes da Crypto AG] usavam para enviar mensagens encriptadas”.

Esta operação foi baptizada inicialmente com o nome Thesaurus e depois Rubicon. “Foi o golpe de espionagem do século”, conclui o relatório da CIA citado pelo The Washington Post. Através do controlo da Crypto AG, a CIA e o BND conseguiram, por exemplo, monitorizar a crise de reféns na Embaixada dos Estados Unidos em Teerão (Irão) em 1979, fornecer informações sobre o exército argentino ao Reino Unido durante a Guerra das Malvinas (em 1982), acompanhar as campanhas de assassínio de ditadores sul-americanos e interceptar as mensagens de regozijo de responsáveis líbios após um atentado numa discoteca em Berlim Ocidental, em 1986, que matou dois soldados norte-americanos, especifica o artigo publicado pelo jornal americano.

Apesar das muitas comunicações a que conseguiram aceder, dois dos maiores rivais dos Estados Unidos, a União Soviética e a China, nunca foram clientes da Crypto AG, com as suas comunicações a ficarem fora do alcance destas agências. De acordo com o Washington Post, ambas as nações suspeitavam que a empresa suíça tinha laços estreitos com os Estados Unidos, afastando-se dos serviços prestados pela Crypto AG como forma de protecção. 

“Os governos estrangeiros pagavam muito dinheiro aos Estados Unidos e à Alemanha Ocidental pelo privilégio de terem as suas comunicações mais secretas analisadas por pelo menos dois países”, prossegue o relatório datado de 2004 que resume a operação de espionagem montada pela agência de inteligência norte-americana. 

No início da década de 1990, o BND considerou que o risco de exposição se tinha tornado demasiado grande, afastando-se do projecto montado com a CIA. Por sua vez, a congénere norte-americana comprou a participação da germânica na Crypto AG, continuando a monitorizar as comunicações feitas pelos países que utilizavam os serviços da empresa suíça. O The Washington Post afirma que a CIA só abandonou o projecto em 2018, vendendo os activos da empresa que ainda detinha.

Nem a CIA e nem o BND quiseram comentar o conteúdo da investigação jornalística, mas não negaram a autenticidade dos documentos consultados, relata o The Washington Post. A empresa sueca Crypto International, que comprou a Crypto AG, admitiu que esta investigação jornalística era “muito alarmante”, assegurando, no entanto, que a actual empresa “não tem qualquer ligação com a CIA ou com o BND”.​

Fonte: Publico

Opinião Pessoal:

Os ditos amigos que chamamos, os amigos da ONÇA... falsos como JUDAS...

NASA deteta asteroide de 1 Km que vem numa aproximação rápida à Terra


A NASA está a vigiar um asteroide que passará “perto” do planeta no próximo fim de semana. Apesar de estar numa aproximação rápida, esta passagem não traz agora qualquer problema à Terra. Contudo, dada a sua dimensão, um impacto causaria uma destruição em escala global, como confirmou a agência espacial norte-americana.

Este viajante do espaço tem o nome de 2002 PZ39 e está referenciado no grupo dos asteroides Apollo. Aquelas rochas cujas órbitas estão localizadas próximas à da Terra.

Asteroide que viaja a uma velocidade infernal

A NASA está a seguir um asteroide “potencialmente cataclísmico” apelidado de 2002 PZ39. Segundo a estimativa da agência americana, a rocha deverá medir um quilómetro de diâmetro. O colossal asteroide está atualmente a correr pelo espaço a velocidades superiores a 57 240 km/h.

A este ritmo, a NASA referiu que o asteroide fará uma “passagem próxima” à Terra antes do meio-dia de sábado, 15 de fevereiro.

De acordo com a agência espacial, qualquer rocha deste tamanho tem o potencial de matar milhões incontáveis após o impacto.

Se um meteoroide rochoso maior que 25 m, mas menor que um quilómetro – um pouco mais de 800 metros – atingisse a Terra, provavelmente causaria danos locais na área de impacto.

Acreditamos que qualquer coisa maior que um a dois quilómetros poderia ter efeitos a nível mundial.

Referiu a agência espacial norte-americana.


NEOs são os perigosos asteroides que estão permanentemente a ser vigiados

O potencial destrutivo de tais asteroides também foi delineado num relatório da Casa Branca de 2018 sobre os chamados objetos quase terrestres ou NEOs. A Estratégia Nacional de Preparação para Objetos Próximos da Terra e o Plano de Ação advertiu que asteroides de até 1 km de diâmetro podem iniciar uma cadeia de cataclismos naturais devastadores.

Objetos próximos e maiores que um quilómetro podem causar danos em escala global. Podem provocar terremotos, tsunamis e outros efeitos secundários que vão muito além da área de impacto imediato.

Pensa-se que um asteroide de até 10 quilómetros de largura tenha causado a extinção dos dinossauros quando atingiu a península de Yucatan há cerca de 65 milhões de anos.

Refere o relatório.

Depois do dia dos namorados… visita-nos o 2002 PZ39

A 15 de fevereiro, o asteroide 2002 PZ39 deverá aproximar-se do planeta por volta das 11.05 GMT. Assim, quando isto acontecer, a rocha oscilará pelo planeta a uma velocidade de cerca de 15,19km por segundo ou 57 240 km/h.

Apesar do seu tamanho, velocidade e etiqueta de perigosidade, a rocha passará ao largo da Terra. Segundo os dados, a distância mais próxima atingirá os 5,7 milhões de quilómetros do nosso planeta. Portanto, algo como 15 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Fonte: Pplware 

Telescópio desenvolvido com ajuda portuguesa divulga 1ª FOTO


A primeira imagem transmitida pelo telescópio espacial CHEOPS da Agência Espacial Europeia (ESA) foi "intencionalmente desfocada" para "maximizar a precisão das medições".

O satélite de observação de planetas localizados fora do Sistema Solar enviou as primeiras fotos e a sua qualidade é melhor do que os cientistas esperavam.

"As primeiras imagens […] eram cruciais para poder determinar se o sistema óptico do telescópio havia sobrevivido durante o lançamento do foguete", afirmou Willy Benz, professor de astrofísica na Universidade de Berna e pesquisador principal da missão CHEOPS.

"Assim que as primeiras fotos de um campo de estrelas surgiram no monitor, ficou imediatamente claro para todos que realmente tínhamos um telescópio em funcionamento", adicionou.
Primeira imagem captada pelo telescópio espacial CHEOPS

As fotos estavam pouco nítidas, mas isso era de esperar, pois o telescópio tinha sido intencionalmente desfocado para alcançar melhor precisão fotométrica mais tarde.

A imagem captou um campo estelar centrado na estrela branco-amarelada HD 70843, a 150 anos-luz de distância da Terra. Esta estrela foi escolhida por ter um brilho e uma localização ideal para os testes.

Ainda que a imagem não seja muito clara, ela é precisa, o que é necessário para que a sonda detecte pequenas mudanças no brilho das estrelas fora do nosso Sistema Solar.

Objectivo da missão

A missão, que pretende estudar os exoplanetas durante três anos e meio, conta com a participação de 11 países europeus, sendo que em Portugal a participação científica é liderada pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), além da contribuição das empresas portuguesas Deimos e FreziteHP.

O CHEOPS foi lançado no dia 18 de dezembro de 2019 e é utilizado para detectar e descrever exoplanetas em trânsito, ou seja, planetas fora do Sistema Solar que passam em frente de sua estrela.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Descobrem que o grande asteróide que recentemente se aproximou da Terra não estava sozinho

Imagens do asteróide 2020 BX12 com sua 'lua' (o ponto brilhante)
Observatório de Arecibo / Grupo de Ciência de Radar Planetário

O sistema binário dos asteróides 2020 BX12 se aproximará novamente do nosso planeta em 2022 e 2024, embora a uma distância muito maior.

Um grande asteróide que se aproximou da Terra na semana passada surpreendeu os astrónomos, que descobriram que na verdade era um sistema de asteróides binário.

Este é o asteróide BX12 2020, que passou a 4,3 milhões de quilómetros de distância do nosso planeta - mais de 11 vezes a distância entre a Terra e a Lua, a uma velocidade de 90.000 quilómetros por hora .

As imagens de radar obtidas pelo Observatório Arecibo em Porto Rico revelaram que o objecto cósmico não viaja sozinho, mas tem sua própria 'lua'. O 2020 BX12 tem um diâmetro de pelo menos 165 metros de diâmetro, o que o torna um dos maiores corpos celestes a se aproximar da órbita da Terra.

O satélite deste asteróide mede aproximadamente 70 metros de diâmetro e a distância entre os dois corpos é de pelo menos 360 metros.

O 2020 BX12 faz parte do grupo Apollo , que inclui os asteróides cujas rotas de voo cruzam a órbita do nosso planeta. Por esse motivo, eles também são conhecidos como corpos cósmicos potencialmente perigosos. No entanto, o 2020 BX12 não representa nenhum perigo e agora está se afastando da Terra, disse o Observatório de Arecibo.

Não é incomum observar um asteróide com sua própria "lua", e existem até corpos celestes que possuem dois satélites . O 2020 BX12 chegará mais perto do nosso planeta em 2022 e 2024, mas a uma distância muito maior do que na semana passada.

Fonte: RT

Descoberto o primo mais velho do T. Rex, um autêntico "anjo da morte"


A nova espécie da família do Tyrannosaurus rex foi descoberta no Canadá e viveu há cerca de 80 milhões de anos. Era um predador implacável, mas era mais pequeno que o T-Rex..

Foi descoberta uma nova espécie de dinossauro, familiarmente relacionada com o Tyrannosaurus rex​​​​​, que percorreu a planície da América do Norte cerca de 80 milhões de anos antes. Era um predador terrível.

O Thanatotheristes degrootorum - grego para "Reaper of Death", que em português se pode designar como "Ceifador da morte" - é considerado o membro mais antigo da família T-Rex a ser descoberto no norte da América do Norte e terá crescido até cerca de oito metros de comprimento. Ou seja, mais pequeno do que o T-Rex, que atingia 15 metros.

"Escolhemos um nome que incorpore o que esse tyrannosaurus era como o único predador no topo da cadeia conhecido, do seu tempo, no Canadá", disse Darla Zelenitsky, professora assistente de Paleobiologia de Dinossauros na Universidade de Calgary, no Canadá.

"O apelido passou a ser Thanatos", disse à AFP.

Enquanto o T-Rex - a mais famosa de todas as espécies de dinossauros, imortalizada no épico "Jurassic Park", de 1993, de Steven Spielberg - perseguiu presas há cerca de 66 milhões de anos, Thanatos remonta há pelo menos 79 milhões de anos, segundo a equipa de cientistas.

O espécime foi descoberto por Jared Voris, um estudante de doutoramento em Calgary, e é a primeira nova espécie de Tyrannosaurus encontrada em 50 anos no Canadá.

"Existem poucas espécies de tyrannosaurus, falando em termos relativos", disse Zelenitsky, co-autor do estudo que foi publicado na revista Cretaceous Research.

"Devido à natureza da cadeia alimentar, estes grandes predadores eram raros em comparação com dinossauros herbívoros ou comedores de plantas", explicou.


O estudo descobriu que Thanatos tinha um focinho longo e profundo, semelhante aos Tyrannosaurus mais primitivos que viviam no sul dos Estados Unidos.

Os investigadores consideram que a diferença nas formas do crânio do tyrannosaurus entre as duas regiões poderá ficar a dever-se a diferenças na dieta e à dependência das presas disponíveis na época.

Fonte: DN

Cientistas criam ultrassom que mata células cancerígenas


Investigadores da Caltech desenvolveram uma técnica que usa ultrassons de baixa frequência para eliminar seletivamente células cancerígenas, mantendo as boas intactas

Aequipa da Caltech explica que a utilização de impulsos de ultrassom de baixa intensidade consegue eliminar células cancerígenas, sem impacto nas células saudáveis. Os cientistas concluiram que usar impulsos de alta densidade leva ao aquecimento de tecidos e pode matar as células boas também.

Este trabalho assenta num modelo matemático que foi sendo desenvolvido por Michael Ortiz que tentou aferir se a espessura das paredes das células, o seu tamanho e outros parâmetros poderiam afetar a forma como vibrariam quando bombardeadas com ondas sonoras e como essas vibrações poderiam afetar a morte das células cancerígenas. A equipa concluiu que havia uma diferença entre a ressonância nas células de cancros e nas saudáveis. Para explorar essa diferença, é necessário ajustar com precisão a onda de som e dessa forma fazer vibrar a membrana das células malignas com tal intensidade que leva-as a destruir-se, mantendo as saudáveis intactas.

O modelo ainda não foi testado em animais vivos ou em humanos, mas já existem dois aparelhos de ultrassons construídos para este propósito. A equipa está a recolher amostras de células cancerígenas de humanos e ratos, com foco no cancro do cólon e da mama. Os testes vão passar por células sãs, incluindo células imunitárias, para verificar o efeito dos ultrassons, noticia o Slashgear.

A maior dificuldade está na heterogeneidade das células malignas, mesmo nas que são parte do mesmo tumor, pelo que se torna difícil ou quase impossível encontrar um espetro de ultrassom que as elimine a todas.

Outra vertente deste trabalho passa por destruir as células cancerígenas de forma que o sistema imunitário interprete como sendo um ferimento, desencadeando uma reação de ataque face às outras.

Consulte o estudo completo da Caltech aqui.

Fonte: Visão

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Cientistas do MIT criam material capaz de se moldar a qualquer superfície (até a um rosto humano)


Uma equipa de cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou um material que pode ser capaz de redefinir o conceito de impressão 3D.

A mais recente novidade na impressão 3D – os chamados “materiais 4D” – empregam a mesma técnica de fabricação, mas são projetados para se deformar ao longo do tempo, em resposta a mudanças no ambiente, como a temperatura ou a humidade.

Agora, investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) criaram, com sucesso, estruturas planas que se transformam em estruturas muito mais complexas do que as anteriormente alcançadas, como o próprio rosto humano, por exemplo. Os resultados foram publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences.

Wim van Rees, engenheiro mecânico do MIT e coautor do artigo científico, desenvolveu um método teórico para transformar uma folha fina e plana em formas complexas, como esferas, cúpulas e até um rosto humano. “O meu objetivo era começar com uma forma 3D complexa, como um rosto humano, e depois perguntar: ‘como programamos um material para que ele chegue lá?’ Este é um problema de design inverso”, explicou.

Contudo, as suas simulações originais baseavam-se numa folha de material idealizada, sem limites de expansão ou contração – o que não retrata a realidade, uma vez que todas as formas conhecidas possuem as suas próprias limitações. Este é o conhecido problema de “curvatura dupla“, descrito pela primeira vez por Carl Friedrich Gauss.

O matemático do século XIX propôs o “Therema Egregium”, em 1828, que sugere que é possível determinar a curvatura de uma superfície medindo os seus ângulos e distâncias, o que significa que a curvatura da superfície não muda quando esta é dobrada. Ainda assim, há uma ressalva: a superfície não pode esticar, encolher ou rasgar – um verdadeiro problema se tentarmos deformar uma forma plana em formas complexas com uma curvatura diferente.

O engenheiro comparou o desafio a embrulhar uma bola de futebol com papel. O papel tem uma curvatura “Gaussiana” nula, enquanto que a bola apresenta uma curvatura dupla. Ora, para a embrulhar, o papel tem de ser vincado e amassado nas laterais e na parte inferior, pelo que teria que esticar ou contrair nos lugares estratégicos, de modo a assegurar que a bola de futebol ficaria bem embrulhada.

Para resolver este problema, van Rees usou uma estrutura semelhante a um tecido, em vez de usar uma folha contínua. A equipa fez esta estrutura a partir de um material de borracha que se expande quando a temperatura aumenta. As lacunas na estrutura facilitam a adaptação do material a mudanças especialmente grandes.

Além disso, os cientistas usaram uma imagem de Gauss para criar um mapa virtual de modo a estimar quanto é que a superfície plana precisaria de se dobrar para reconfigurar uma face. Depois, criaram um algoritmo para traduzir este mecanismo no padrão correto de “costelas” neste objeto.


A equipa do MIT projetou as “costelas” – algumas protuberâncias – para crescerem a taxas diferentes na folha de tecido, capaz uma capaz de dobrar-se o suficiente para assumir a forma de um nariz, por exemplo. Segundo o Ars Technica, o material impresso foi curado num forno e arrefecido posteriormente à temperatura ambiente, num banho de água salgada. O resultado foi o formato de um rosto humano.

Este tipo de materiais que mudam de forma podem ser usados, no futuro, para fabricar tendas que se desdobram sozinhas, lentes telescópicas deformáveis, andaimes e até na robótica.

Fonte: ZAP

Pesquisadores sequenciaram o genoma e descobriram atônitos que mais de 90% consistiam em genes nunca antes encontrados.

A recente e intrigante descoberta deste novo vírus deixou a comunidade científica perplexa. 

Um grupo de cientistas descobriu que o vírus tem genes desconhecidos, fazendo dele um dos mais estranhos já descobertos.

Este vírus "misterioso", recolhido em protozoários do género amebas na lagoa artificial da Pampulha, em Belo Horizonte, se revelou consideravelmente menor do que aqueles já conhecidos de infectar amebas.
Virologia: cientistas descobrem um vírus misterioso com genes desconhecidos. O bizarro organismo foi descoberto em uma ameba no Brasil e deve o seu nome a uma mítica sereia.

A equipe lhe deu o nome de "yaravírus", se inspirando em Yara, a "mãe de todas as águas" na mitologia Tupi-Guarani, a sereia que habita rios e lagos.

A equipe descreveu o vírus em um artigo publicado no portal de ciências biológicas bioRxiv, como "uma nova estirpe de vírus de ameba de origem e filogenia desconcertantes", dado depois de sequenciarem o seu DNA, terem apurado que 90% do mesmo era formado por genes desconhecidos

Alguns dos genes do yaravírus se assemelham aos dos vírus gigantes que também infectam amebas, mas ainda não está claro como eles estão relacionados, afirmou ao ScienceMag.org o professor Jônatas Abrahão, virologista da Universidade Federal de Minas Gerais.

O professor Jônatas Abrahão, um dos autores do artigo, está agora investigando com os seus colegas da equipe mais características deste novo vírus, desconhecendo-se até agora mais pormenores.

Como afirmou o professor Elodie Ghedin, da Universidade de Nova York, citado pelo portal sciencemag.org, "estamos sempre descobrindo novos vírus".

Fonte: Sputnik News

Yamaha cria um motor elétrico adaptável a quase todos os tipos de veículos


Por várias vezes já se referiu que um dos grandes negócios do futuro são os motores elétricos universais. Nesse sentido, várias marcas estão já a desenvolver aqueles que poderão servir força motriz a qualquer carro. Há uns meses foi apresentado o motor da Swindon e agora é a Yamaha a criar um motor adaptável a quase todos os tipos de veículos.

A empresa para testar o seu motor instalou-o num desportivo Alfa Romeo 4C.

Yamaha fabrica motor elétrico universal

A Yamaha anunciou hoje estarem abertas as encomendas para o seu novo motor elétrico de alto rendimento. Esta é uma unidade compacta de 272 cv (200 kW) com a qual a empresa quer oferecer aos seus potenciais clientes uma solução personalizada e flexível no desenvolvimento de veículos eletrificados.

A unidade de potência utiliza tecnologias avançadas de fundição e goza de alta eficiência fundamental para maximizar o alcance de um automóvel elétrico. Além disso, a unidade será facilmente adaptada a todos os tipos de veículos. Nesse sentido, a empresa espera colocar o seu motor quer nos veículos de duas rodas, quer nos automóveis.

Segundo a empresa, esta iniciativa faz parte da estratégia “A Transformar a Mobilidade” da empresa japonesa. A Yamaha atualmente investe fortemente na mobilidade elétrica com a sua gama de motos. Relembrar que recentemente a marca apresentou uma família completa de veículos elétricos, incluindo ciclomotores, motos, bicicletas, cadeiras de rodas, etc…

Alfa Romeo 4C recebeu o novo motor da empresa nipónica

Para testar o seu novo motor elétrico, os japoneses retiraram o motor térmico de um Alfa Romeo 4C e substituíram pela nova unidade elétrica. Este Alfa Romeo 4C é um desportivo que vem de fábrica com 240 cv. É um peso leve de dois lugares, de médio porte, com um chassis de fibra de carbono que a Alfa Romeo deixou de produzir no ano passado.

O transplante colocou debaixo do capot um motor PMSM cuja potência varia entre 47 cv e 272 cv. Este pode ser utilizado como um kit de eletrificação em todos os tipos de veículos. No caso do protótipo desenvolvido pela Yamaha, parece claro que a marca queria destacar o aspeto mais orientado para o desempenho do seu motor, já que o Alfa Romeo 4C é um modelo com um conceito muito radical.


Dados técnicos ainda são poucos

A informação existente é ainda muito pouca. Sabe-se que a Yamaha não forneceu dados técnicos sobre o desempenho alcançado pelo “seu” Alfa Romeo 4C. Contudo, a marca indicou que o motor também é válido para modelos com tração às quatro rodas (utilizando duas unidades, uma localizada em cada eixo).

Ainda não se sabe se a Yamaha tem algum cliente interessado no seu novo sistema elétrico, embora, dada a sua ligação à Toyota, não seria estranho esperar uma colaboração entre os dois gigantes no futuro. Conforme temos visto a Toyota está agora a tecer numerosas alianças com várias empresas japonesas para acelerar o desenvolvimento da sua gama de carros elétricos.


Fonte: Pplware

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Sinais de rádio misteriosos captados de uma fonte desconhecida numa galáxia distante


Os cientistas detetaram rajadas rápidas de rádio (FRBs) vindas de uma galáxia a mais de 500 milhões de anos-luz da Terra. Estes sinais de rádio que chegam ao nosso planeta com uma frequência que cientistas não sabem explicar.

Estas emissões, catalogadas como FRB 180916.J0158+65, são curtas, fortes e frequentes. Serão de origem alienígena?

Rajadas Rápidas de Rádio estão a intrigar os astrónomos

As rajadas rápidas de rádio [FRBs] – que há muito tempo deixaram os cientistas perplexos – são transmissões curtas e poderosas de radiofrequência originadas fora da nossa galáxia.

A fonte precisa dos FRBs ainda não é conhecida. As teorias variam desde uma estrela de neutrões de rotação rápida e um buraco negro, até sinais de civilizações alienígenas.

Agora, uma equipa internacional de astrónomos apoiada pelo projeto Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment (CHIME/FRB), com base na Colúmbia Britânica descobriu que uma fonte de rádio misteriosa, vinda de uma galáxia a cerca de 500 milhões de anos-luz do nosso sistema solar, está a enviar rápidas explosões de rádio como um relógio num ritmo maliciosamente regular.


Surpreendente ciclo regular de rajadas

Conforme é referido, este ciclo de rajadas estende-se por um período de aproximadamente 16 dias, incluindo 1 a 2 explosões por hora durante um período de quatro dias e depois um intervalo de 12 dias antes de começar novamente.

A natureza rítmica deste FRB – designado FRB 180916.J0158+65 – é uma pista importante para o que pode estar a causar as rajadas em geral, dizem os cientistas.

Segundo a opinião dos especialistas, existe um objeto altamente energético que pode estar a orbitar um grande companheiro que ocasionalmente bloqueia o seu sinal:

Dada a localização da fonte na periferia de uma enorme galáxia espiral, um companheiro de buraco negro supermassivo parece improvável, embora os buracos negros de baixa massa sejam viáveis.

Explicaram os investigadores do projeto.

Sinais vindos de uma galáxia distante serão alienígenas?

A questão natural, do ponto de vista de um leigo, é se este sinal estranhamente regular poderia ser guiado por alguma inteligência extraterrestre. Contudo, os cientistas não mencionam essa possibilidade no seu jornal.

Os pulsares são um fenómeno astronómico semelhante. Quando Jocelyn Bell Burnell e Antony Hewish, que identificaram o primeiro pulsar em 1967, avistaram os poderosos feixes de radiação eletromagnética emergindo de uma estrela distante, eles não tinham a certeza do que estavam a ver.

Não acreditávamos realmente que tínhamos captado sinais de outra civilização, mas obviamente a ideia tinha passado pela nossa cabeça e não tínhamos provas de que era uma emissão de rádio totalmente natural.

Referiu posteriormente Jocelyn Bell Burnell.

Apesar de se saber informações relativas a estes sinais de rádio e a outros eventos que viajam por todo o Universo, poderá haver aqui uma questão pertinente de interpretação.

É um problema interessante – se alguém pensa que pode ter detetado vida noutro lugar do universo, como anunciar os resultados de forma responsável?

O objeto FRB rítmico pode bem, com o tempo, ser identificado como um fenómeno do tipo pulsar. Contudo, até que a possibilidade de uma origem alienígena seja absolutamente descartada, ela permanece uma possibilidade muito real.

Fonte: Pplware
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