sábado, 20 de outubro de 2018

Misterioso objecto de metal cai em quinta na Califórnia


O posto do xerife do condado de Kings, na Califórnia, recebeu uma ligação invulgar a 18 de outubro de uma quinta que alegou ter encontrado um estranho objecto de metal de origem desconhecida que atingiu seu pomar, informou a agência de notícias Kron4, citando o posto do xerife.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram um objecto metálico carbonizado e semelhante a um capacete que presumiram ser parte de um satélite.


O posto do xerife questionou à Base da Força Aérea de Vandenberg, que conduz lançamentos de foguetes ao espaço. A base localizou a peça como sendo parte de um tanque de combustível do satélite de comunicações da Iridium Communications, que fornece serviços de telefone por satélite ao redor do mundo.

Um representante da Iridium confirmou que a peça pelo desactivado satélite Iridium # 70, lançado entre o final de 1997 e o início de 1998. O satélite orbitou a Terra, junto com outro lixo espacial, até que finalmente reentrou na atmosfera. Não está claro onde o resto do satélite caiu.

Fonte: Sputnik News

A Via Láctea pode estar a enviar vida de estrela para estrela


Um novo estudo sugere que toda a Via Láctea pode estar a emitir os componentes necessários para a vida por todo o Universo através de meteoróides, asteróides, planetóides e outros objetos.

Conhecida como a teoria Panspermia – ideia de que os microorganismos e os precursores químicos da vida são capazes de sobreviver transportados de um sistema estrelas para o seguinte –, os cientistas têm-se apoiado nesta teoria há mais de dois séculos para teorizar sobre a distribuição de vida pelo Universo.

Agora, investigadores do Centro Harvard-Smithsonian para a Astrofísica, conduziram um estudo que expande a teoria Panspermia a uma escala galáctica.

O estudo publicado a 10 de outubro na biblioteca online arXiv.org, intitula-se Galactic Panspermia e está, neste momento, a ser revisto para publicação na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O estudo, liderado por Idan Ginsburg, académico no Instituto de Teoria e Computação (ITC) em Harvard, afirma que a maioria das pesquisas anteriores sobre panspermia apenas se concentrou em saber se a vida poderia ter sido distribuída através do Sistema Solarou de estrelas vizinhas.

Mais especificamente, esta nova publicação afirma que esses estudos apenas abordaram a possibilidade de a vida ter sido transferida entre Marte e a Terra (ou outros corpos solares) via asteroides ou meteoritos.

No novo estudo, Ginsburg e a equipa vão mais longe do que os estudos antigos – a nova teoria lança uma rede mais larga que olha para lá dos limites da Via Láctea.

A teoria inspirada no Oumuamua

Abraham Loeb, presidente da faculdade Frank B. Baird Jr., da Universidade de Harvard e um dos elementos da equipa que avançou com a nova teoria afirmou que a inspiração para o novo estudo deveu-se ao primeiro visitante interestelar conhecido – o Oumuamua.


“Após essa descoberta, Manasvi Lingam e eu escrevemos um artigo em que mostramos que objetos interestelares como o Oumuamua podiam ser capturados através de sua interação gravitacional com Júpiter e o Sol”, contou.

“O Sistema Solar atua como uma rede de pesca gravitacional que contém milhares de objetos interestelares desse tamanho. Esses objetos poderiam potencialmente plantar vida a partir de outro sistema planetário”, acrescentou.

Segundo Loeb, a eficácia da “rede de pesca” é muito maior para um sistema estelar binário, como nos casos do Alpha Centauri A e B que poderiam capturar objetos tão grandes quanto a Terra.

“Independentemente de serem rochosos ou gelados, os objetos podem ser expelidos do seu sistema hospedeiro e viajar para milhares de anos-luz de distância. O centro da galáxia pode atuar como um poderoso motor para semear a Via Láctea”, explicou Ginsburg.

O novo estudo publicado também recorreu a estudos prévios da tripla. Um deles, publicadoem 2016, sugeria que o centro da Via Láctea poderia ser a ferramenta através da qual estrelas de hipervelocidade eram projetadas de um sistema binário e depois capturadas por outro sistema.

Para o novo estudo, a equipa criou um modelo analítico para determinar a probabilidade de estes objetos serem trocados a uma escala galáctica entre sistemas estelares.

“Calculamos quantos objetos rochosos (que são ejetados de um sistema planetário) podem ser capturados por outro em toda a galáxia da Via Láctea. Se a vida pode sobreviver por um milhão de anos, pode haver mais de um milhão de objetos do tamanho do Oumuamua que são capturados por outro sistema e podem transferir a vida entre as estrelas”, explicou Loeb.

“Portanto, a Panspermia não se limita exclusivamente a escalas de tamanho do sistema solar – toda a Via Láctea pode estar a trocar componentes bióticos“, revelou.

Ginsburg acrescentou ainda que o modelo criada pela equipa calcula a taxa de captura de objetos na Via Láctea que dependem da velocidade e do tempo de vida de qualquer organismo que possa viajar sobre o objeto.

Depois dos cálculos, a equipa descobriu que a possibilidade da Panspermia galáctica se resumiu a algumas variáveis – uma delas relaciona-se com a própria sobrevivência dos organismos durante a viagem entre um e outro sistema.

Conclusões

Apesar das variáveis encontradas, os investigadores descobriram que, mesmo no pior cenário possível, a Via Láctea pode conseguir trocar componentes bióticos por grandes distâncias. Em conclusão, a investigação determinou que a Panspermia é mesmo viável em escalas galácticas.

“Em teoria, a vida pode mesmo ser transferida entre as galáxias, já que algumas estrelas escaparam da Via Láctea”, disse Loeb.

O estudo acarreta grandes implicações na compreensão da vida tal como a conhecemos e chegam a dar força a teorias que afirmam que os Humanos não nasceram na Terra.

Fica também em aberto a possibilidade de, um dia, encontrarmos vida para além do nosso sistema solar que tenha alguma semelhança à nossa, pelo menos a nível genético.

Fonte: ZAP

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Manipular o clima já não é ficção. Mas a realidade pede (muita) prudência


As novas soluções para manipular o clima têm um alcance global nunca visto, de consequências tão imprevisíveis, que a maioria dos cientistas nem as quer testar. “Isto pode provocar guerras”, diz um climatologista

Há muito que a dança da chuva dos povos indígenas deixou de ser a esperança da Humanidade para mandar vir água dos céus. Rezas e procissões, que no ano passado se viram em Portugal numa tentativa de acabar com a seca, também já passaram de moda. Persistem os canhões de granizo e a inseminação de nuvens, técnicas introduzidas há várias décadas para impedir a queda de gelo e provocar a chuva, embora de eficácia duvidosa aos olhos de boa parte da comunidade científica. São as soluções em estudo para manipular o estado do tempo que parecem apresentar, enfim, o potencial de influenciar o clima à escala planetária, de tal modo que só uma minoria de cientistas se atreve a dar a cara por elas.

“São atrativas na teoria, mas podem ser muito perigosas na prática”, sustenta o climatologista Carlos da Câmara, sobre as propostas de geoengenharia para controlar os humores de São Pedro. A mais controversa envolve o aumento da capacidade de refletir a luz solar, de forma a reter menos calor e assim arrefecer a temperatura da Terra. Sugestões tão mirabolantes como cobrir desertos de plástico, remexer a água do mar para formar camadas de espuma branca ou posicionar espelhos gigantes no Espaço parecem impossíveis de concretizar, mas existem alternativas mais acessíveis para devolver raios de Sol ao Universo.

A principal passa por lançar na estratoesfera dióxido de enxofre (SO2), criando uma espécie de véu protetor, a muitos quilómetros da superfície terrestre, semelhante ao das erupções vulcânicas. A ideia, aliás, surgiu a partir de evidências científicas que demonstraram que as partículas expelidas pelos vulcões podem resultar, no ano seguinte, no arrefecimento da temperatura em um grau. Tem a vantagem de ser uma medida economicamente viável, mas encontra forte resistência devido aos efeitos, totalmente imprevisíveis, que pode gerar no clima, a nível global. Em abril, 12 cientistas assinaram um texto na revista Nature a reclamar prudência nas experiências.

“Imagine-se que ocorre uma seca brutal na Península Ibérica ou na Índia, em época de monções, das quais dependem milhões de pessoas para sobreviver. Ninguém saberia ao certo se era um fenómeno natural ou consequência da geoengenharia”, ilustra o climatologista Ricardo Trigo, aflorando outro foco da polémica: “Isto pode provocar guerras. Quem seria o político que assumiria uma responsabilidade deste alcance? Nem Trump se mete nisso.”

Financiado por Bill Gates e outros bilionários americanos, o projeto Scopex tem previsto para este ano um teste de pequena escala desta tecnologia. David Keith, professor de Física Aplicada em Harvard, lidera a investigação, que ganha força perante a necessidade, saída do Acordo de Paris, de não deixar o termómetro subir mais do que dois graus até ao final deste século (sendo que já subiu um). O problema é que nenhum teste de pequena escala conseguirá antecipar o impacto real da geoengenharia solar, a ponto de estarem proibidos à luz da Convenção sobre a Diversidade Biológica – que os Estados Unidos da América não assinaram.

Outra hipótese de alcance global para mexer com o clima passa por capturar dióxido de carbono da atmosfera. Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas, considera esta alternativa menos arriscada, no sentido em que “vai à raiz do problema”: a excessiva concentração de gases com efeito de estufa. A falta de valor económico do CO2, porém, dificulta a aposta na solução. “Nos Estados Unidos da América e na Europa já há centrais térmicas a carvão que capturam o dióxido de carbono dos gases que saem da combustão. Só não há mais porque a eletricidade fica mais cara para o consumidor”, argumenta o presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, acrescentando que a escolha se faz entre duas opções: “Ou se investe para resolver o problema de gerações futuras ou então quem vier a seguir que pague a fatura.”

GUERRA DE CHUVA

O controlo do clima é uma ambição que as grandes potências perseguem em várias frentes. Na Guerra do Vietname (1955-1975), os Estados Unidos da América agravaram as chuvas das monções do lado do inimigo, através da técnica de inseminação de nuvens, ainda hoje a mais popular. O objetivo da operação Popeye, como lhe chamou o exército americano, era enlamear os caminhos para dificultar o abastecimento aos soldados vietnamitas, a partir dos territórios vizinhos do Laos e do Camboja.

Fazer da manipulação do clima uma arma de guerra foi, entretanto, proibido pela Convenção de Genebra, no final dos anos 70, mas lançar iodeto de prata na atmosfera é hoje uma prática corrente em muitos países, para fins bem mais pacíficos. A China tem vindo a desenvolver um sistema para fazer chover em zonas mais áridas e, em vez de recorrer a aviões para soltar os químicos, instalou centenas de câmaras de combustão no Tibete, capazes de gerar iodeto de prata e o libertar na direção das nuvens.

Durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, os chineses já tinham montado uma gigantesca operação para evitar que a chuva desabasse sobre as competições, com satélites para identificar nuvens num raio de quase 50 mil quilómetros quadrados. O plano tinha duas alternativas: ou provocavam a chuva longe do recinto ou dissipavam as nuvens com outros produtos químicos, como se acredita que os soviéticos já tinham feito nas Olimpíadas de Moscovo, em 1980.

Apesar de ser já longo, o caminho para manipular a meteorologia, apoiado nas inovações tecnológicas, ainda tem muito para andar.

RUI ANTUNES

Super flares de jovens estrelas anãs vermelhas planetas imperiais


Explosões energéticas podem remover atmosferas dos planetas

O termo "HAZMAT" conota perigo. Neste caso, é numa escala cósmica, onde explosões violentas de gás fervente de pequenas estrelas jovens podem tornar planetas inteiros inabitáveis. 

O Telescópio Espacial Hubble da NASA está observando tais estrelas através de um grande programa chamado HAZMAT - Zonas Habilitadas e M Actividade Anã ao Longo do Tempo. 

Este é um levantamento ultravioleta de anãs vermelhas - referido como "M anões" em círculos astronómicos - em três idades diferentes: jovem, intermediário e velho.

Aproximadamente três quartos das estrelas da nossa galáxia são anãs vermelhas. A maioria dos planetas da "zona habitável" da galáxia orbitam essas pequenas estrelas. 

Mas jovens anãs vermelhas são estrelas activas, produzindo explosões ultravioletas que expledem plasma de milhões de graus com uma intensidade que poderia influenciar a química atmosférica e, possivelmente, remover as atmosferas desses planetas iniciantes. 

A equipe da HAZMAT descobriu que as chamas das anãs vermelhas mais jovens que eles pesquisaram - cerca de 40 milhões de anos - são 100 a 1000 vezes mais energéticas do que quando as estrelas são mais velhas. 

Esta é a idade em que os planetas terrestres estão se formando ao redor de suas estrelas. 

Os cientistas também detectaram uma das explosões estelares mais intensas já observadas na luz ultravioleta. 

Chamada de "Hazflare", este evento foi mais enérgico do que o mais poderoso flare deo nosso Sol já registado.

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China tem planos para lançar a primeira "lua artificial" do mundo


A indústria espacial chinesa está a preparar o lançamento da primeira "lua artificial" do mundo. Desta forma, acreditam os cientistas, as cidades vão poupar no consumo energético e receber mais iluminação durante a noite.

Na cidade Chengdu, na província de Sichuan (sudoeste), estão a ser desenvolvidos "satélites brilhantes" que vão iluminar a urbe, em conjunto com a "lua verdadeira", mas que serão oito vezes mais luminosos, segundo revela o jornal China Daily.

A primeira 'lua' feita pelo homem deve partir do Centro de Lançamento de Satélites Xichang em Sichuan, indicou Wu Chunfeng, diretor da organização responsável pelo projeto, a Tian Fu New Area Science Society, em 2020. Em caso de sucesso, outras três luas artificiais serão lançadas em 2022.

O primeiro lançamento terá caráter experimental, mas os satélites lançados em 2022 serão "reais" e vão ter um "grande potencial cívico e comercial", conforme explicou Wu ao jornal China Daily.

Ao refletir a luz do sol, os satélites podem substituir a iluminação urbana em cidades, originando uma poupança na ordem dos 150 milhões de euros em energia elétrica na cidade de Chengdu quando a lua artificial iluminar uma área de 50 quilómetros quadrados.

A fonte de luz alternativa também pode ajudar nos trabalhos de resgate em zonas afetadas por desastres ambientais ou que registem cortes de energia elétrica.

A AFP não conseguiu entrar em contacto com Wu nem com o grupo Tian Fu New Area Science Society para confirmar a informação.

Todavia, a China não é o primeiro país que tenta captar luz solar. Nos anos 1990, cientistas russos utilizaram espelhos gigantes para refletir a luz do espaço, num projeto experimental chamado Znamya.

Também, em 2003, na Noruega, uma aldeia saiu das "trevas" devido à falta de luz solar direta graças a espelhos gigantes instalados nas montanhas que a rodeiam, relembra o britânico The Guardian.

Situada no fundo de um vale no sul do país nórdico, a aldeia com 3.500 habitantes não recebia luz solar, mas um artista local, Martin Andersen, concretizou uma ideia antiga, instalando três enormes espelhos nas montanhas acima de Rjuka.

O projeto causou polémica, questionando-se a validade de utilizar dinheiros públicos na instalação dos espelhos, que ficaram por 610 mil euros, 80 por cento dos quais conseguidos através de patrocínios. À data, a luz do sol incidiu sobre os espelhos, colocados 400 metros acima da aldeia.

Fonte: SAPO24

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Um glaciar não é silencioso. Cientistas captam som intrigante na Antártida


Inaudível para os humanos, a camada de gelo produz um quase constante "zzzzzz", como um drone a funcionar ou um imenso grupo de cigarras. Oiça aqui como fica o inesperado som "traduzido" para os nossos ouvidos

Com a Antártida a sofrer uma perda acelerada de massa das suas camadas de gelo, um grupo de investigadores instalou, em 2014, 34 monitores sísmicos na plataforma de Ross, a maior plataforma de gelo do mundo, com uma superfície equivalente à de Espanha. A ideia era monitorizar as alterações provocadas tanto pelo aquecimento da temperatura do ar como pela erosão inferior, uma vez que os glaciares representam uma variável fundamental no aumento do nível da água do mar ao longo das próximas décadas.

Depois de dois anos a observar as camadas superiores da plataforma de Ross - que funciona como uma espécie de "rolha" para as camadas de gelo da Antártida, impedindo que o gelo chegue livremente ao mar - os cientistas descobriram que o gelo "canta" de forma quase contínua e que o faz em frequências diferentes, dependendo do vento e do grau de derretimento. Quando a temperatura subia e o gelo começava a derreter, as ondas de som abrandavam e o tom baixava. Mas mais: quando as temperaturas baixavam novamente, a camada de neve superior voltava a congelar, mas não regressava ao tom inicial, pré-derretimento, o que o geólogo Trevor Nace, num artigo que publicou na Forbes, acredita ser um indicador de que, uma vez derretidas, as camadas superiores de gelo não voltam à sua forma original.

Apesar de estes sons serem inaudíveis para o ouvido humano, os investigadores converteram as frequências e a União Geofísica Americana partilhou no Twitter o resultado:


"É como se estivessemos a soprar uma flauta, constantemente, para a camada de gelo", descreve Julien Chaput, da Universidade do Colorado, que liderou a investigação. Em comunicado, a geofísica explica que tal como os músicos podem mudar o tom de uma nota numa flauta alterando os orifícios que deixam passar o ar e a velocidade a que o fazem, também as condições meteorológicas da camada de gelo podem alterar a frequência da sua vibração. "Tanto se pode mudar a velocidade da neve aquecendo-a ou arrefencendo-a, como se pode mudar como se toca a flauta, adicionando ou destruindo dunas", compara.

No trabalho publicado no Geophysical Research Letters, os cientistas sublinham que as suas observações "demonstram que a monitorização sísmica pode ser usada para monitorizar continuamente as condições junto à superfície de uma camada de gelo e de outros corpos gelados até vários metros de profundidade".

Douglas MacYeal, glaciologista da Universidade de Chicago que escreveu uma análise à descoberta na mesma publicação, resume que "se esta vibração sosse audível, seria análoga ao som produzido por milhares de cigarras quando invadem as árvores e as plantas no final do verão".

CLARA CARDOSO

Descoberta a maior e mais antiga estrutura astronómica do Universo


Trata-se da maior estrutura "gigantesca" já encontrada na etapa de formação do Universo jovem, ou seja, "2 biliões de anos depois do Big Bang", revela última pesquisa científica.

Astrónomos encontraram recentemente a maior estrutura astronómica já conhecida do universo antigo. Trata-se de um super aglomerado. De acordo com o portal Space, nós também residimos em grande aglomerado de galáxias: nosso planeta se encontra na Via Láctea que, por sua vez, faz parte do conjunto de galáxias Super aglomerado de Virgem. No entanto, o último também representa só uma parte do super aglomerado ainda maior chamado Laniakea.

Uma equipe de astrónomos, liderada por Olga Cucciati, do Instituto Nacional de Astrofísica de Bolonha (Itália), encontrou recentemente um super aglomerado maciço da etapa inicial de formação do Universo. Este protossuperaglomerado, denominado pela equipe italiana de Hyperion, representa a "estrutura mais gigantesca" já encontrada de uma fase tão precoce da formação do Universo — "2 biliões de anos depois do Big Bang", indica o comunicado divulgado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO).

Os astrónomos estimam que Hyperion tenha uma massa enorme, ou seja, 1 trilião de vezes maior do que a do Sol da nossa galáxia:

"É a primeira vez que foi identificada uma estrutura tão grande somente 2 biliões de anos depois do Big Bang", ressaltou Cucciati.

Segundo a cientista, essas estruturas são geralmente descobertas quando "o Universo teve mais tempo para evoluir e construir coisas tão grandes".

"Surpreende-nos ao ver algo tão evoluído quando o universo estava relativamente jovem", confessou a astrónoma.


Fonte: Sputnik News

Desaparecimento massivo de insetos precipita reação em cadeia com efeitos "inimagináveis"


A preocupação com a diminuição do número de insetos não é nova, mas uma nova investigação alerta que a dimensão do problema pode ser muito pior do que se julgava, pondo em causa toda a cadeia alimentar da floresta e com consequências "inimagináveis para os seres humanos"

Com a perda de enormes quantidades de insetos na floresta tropical de El Yunque, Porto Rico, desapareceram também os seus predadores - lagartos, sapos e pássaros.

Os investigadores focaram-se nos artrópodes, que incluem os insetos invertebrados com exoesqueleto (esqueleto externo) e vários apêndices articulados, como gafanhotos, moscas e mosquitos, borboletas ou formigas e ainda aranhas, escorpiões e centopeias, comparando dados da década de 70, e concluíram que a biomassa destes animais tinha diminuído entre 10 a 60 vezes.

A avaliação é feita com recurso a pratos cobertos com uma espécie de cola colocados no chão, para os artrópodes que andam no chão, e nas copas das árvores. Além disso, são também lançadas redes, centenas de vezes, para recolher as espécies que andam na vegetação. Ambas as técnicas mostraram que a biomassa (o peso seco dos invertebrados capturados) tinha diminuído significativamente.

Mas as conclusões alarmantes do estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciencesnão se ficam por aqui: a análise revelou "declínios simultâneos em lagartos, sapos e pássaros que comem artrópodes".

E se o autores de um estudo publicado no ano passado sobre o desaparecimento de insetos voadores na Alemanha sugeriam que o uso de pesticidas podia ser um dos culpados, os investigadores deste novo estudo sublinham que, neste caso, as culpas têm de cair noutro lado, uma vez que, desde 1969 que o uso de pesticidas caiu mais de 80% em Porto Rico. O principal suspeito? O aquecimento global.

"Nos últimos 30 anos, as temperaturas na floresta aumentaram 2ºC e o nosso estudo indica que o aquecimento do clima é a força por trás do colapso da cadeia alimentar da floresta", escrevem os investigadores, acrescentando que, a confirmar-se, o impacto das alterações climáticas nos ecossistemas tropicais "pode ser muito maior do que se antecipava".

Desde os anos 70 que Bradford Lister, o biólogo do Instituto Politécnico de Rensselaer em Nova Iorque, e um dos autores do estudo, se dedica à análise dos insetos de El Yunque. Em 1976 e 1977 foi ao terreno "contá-los", bem como aos seus predadores. Voltou 40 anos depois, com Andrés García, da Universidade Nacional Autónoma do México, e foi o que não encontraram que impressionou os dois investigadores: "Foi logo óbvio mal entrámos naquela floresta. Menos pássaros a voar, as borboletas, antes abundantes, tinham todas desaparecido."

Traças, aranhas e gafanhotos também são agora em número muito inferior e, no caso dos lagartos Anolis, a biomassa caiu mais de 30 por cento; Já um pássaro que praticamente só se alimenta de insetos, o todi-de-porto-rico, diminuiu 90 por cento.

E as consequências dramáticas continuam: sem polinizadores, algumas plantas também podem extinguir-se. E sem florestas tropicais, "será mais uma falha catastrófica em todo o sistema da Terra que vai atingir os seres humanos de formas inimagináveis".

CLARA CARDOSO

Mineral raríssimo formado por impacto de meteorito é descoberto na Austrália


Na Austrália Ocidental foi descoberto um mineral extremamente raro, chamado reidite, que se forma quando um meteorito cai na crosta terrestre a uma imensa pressão, comunicou mídia local.

O golpe forte faz com que um mineral comum zircão se transforme numa raríssima substância, que, pela primeira vez, foi encontrada na Austrália e apenas seis vezes em toda a Terra — nos EUA, na Alemanha, na China e na Índia.

Desta vez, a substância foi descoberta na antiga cratera Woodleigh, situada nos arredores da baía Shark, relatou a imprensa local.

De acordo com o chefe da pesquisa Aaron Cavosie, trata-se de um mineral de tamanho microscópico. O cientista destacou que todos os exemplares conhecidos de reidite do nosso planeta, provavelmente, seriam do tamanho de um grão de arroz, se fossem juntados num só.

A cratera está enterrada debaixo de rochas sedimentares e seu tamanho ainda é desconhecido. Os pesquisadores agora estão tentando definir a cratera, e caso ela tenha um diâmetro superior a 100 quilómetros, como se espera, seria a cratera de impacto maior já encontrado na Austrália.

Além disso, eles desejam determinar a idade com mais precisão, mas, segundo avaliações actuais, remonta a 360 milhões de anos.

Fonte: Sputnik News

Meteorito atinge edifício no Japão pela primeira vez em 15 anos


De acordo com cientistas do Museu Nacional de Ciências Naturais do Japão, foi confirmado o primeiro caso, em 15 anos, de um meteorito que atingiu um edifício no Japão. O meteorito tem mais de 4 milhões de anos.

Batizado de “Meteorito de Komaki“, a rocha espacial é do tamanho de uma mão e pesa cerca de 550 gramas. O nome dado ao pequeno meteorito é uma alusão à cidade do centro do Japão onde foi encontrado por um morador depois de o objeto ter entrado pelo telhado da sua casa.

O meteorito caiu a 26 de setembro na cidade japonesa e, desde essa data, tem sido analisado por cientistas do Museu Nacional de Ciências Naturais do Japão para determinar qual a sua origem e a sua composição.

Nas análises, os cientistas confirmaram que a rocha proveio do espaço e terá cerca de 4.600 milhões de anos – algo similar à idade do Sistema Solar.

De acordo com os relatórios desse dia, mais de 100 pessoas terão visto o “Komaki”em cidades tão longínquas como Chicago e Ohio.

O último caso de um meteorito a cair sobre um edifício no Japão remonta a 2003, em Hiroshima, no oeste do país nipónico.

Até ao momento, foram detetados 52 meteoritos no arquipélago japonês reconhecidos pela Meteoritical Society – uma organização internacional de referência na matéria.

O Meteorito de Komaki irá agora ser enviado para essa organização sediada nos Estados Unidos para que seja incluída no espólio global de corpos celestes que caíram no planeta Terra.

Fonte: ZAP


Fonte: Youtube

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

'Sinais extraterrestres': o que ou quem está enviando rajadas de rádio para humanidade?


Cientistas australianos estão perto de responder de onde originam os estranhos sinais de rádio extraterrestres detectados há alguns dias. E a conclusão deles pode deixar qualquer um boquiaberto.

Uma pesquisa feita por cientistas australianos da Universidade de Tecnologia de Swinburne revelou que uma das 19 rajadas rápidas de rádio (FRB, na sua sigla em inglês), cuja detecção foi anunciada na semana passada, vem de um local do espaço mais perto da Terra como nunca antes.

De acordo com pesquisadores, a fonte da explosão estaria a menos de 100 milhões de anos-luz de nós, o que em termos astronómicos seria bastante próximo do nosso planeta. Há grandes chances de FRB 171020 provir da galáxia ESO 601-G036, localizada a 120 milhões de anos-luz da Terra.

Vale destacar que suas características, ou seja, tamanho, abundância de oxigénio, velocidade de formação de estrelas etc., são semelhantes às da galáxia Auriga, na qual uma FRB também foi identificada com precisão. No entanto, Auriga se encontra a 2,4 biliões de anos-luz, estando ela quase vinte vezes mais longe.

Para revelar o enigma desses sinais estranhos, especialistas ao redor do mundo estão realizando suas próprias investigações.

Por exemplo, a equipe de Elizabeth Mahony do Instituto Nacional de Ciências da Austrália, está focando os telescópios na ESO 601-G03 esperando esclarecer de que parte da galáxia esses sinais enigmáticos provêm.

"Então poderemos ser capazes de resolver o mistério das causas dessas rápidas explosões de rádio", disse Mahony à revista New Scientist.

Até o momento, as FRB foram captadas com pouca frequência, tornando ainda mais difícil de nos aprofundarmos sobre sua origem.

Alguns cientistas estão analisando a hipótese da natureza alienígena desse fenómeno espacial. Em particular, os pesquisadores Manasvi Lingam e Avi Loeb, do Centro Smithsonian de Astrofísica da Universidade de Harvard, sugerem que as FRB poderiam ser sinais de rádio usados como balizas por alienígenas.

Ao mesmo tempo, o especialista russo Vladimir Surdin, da Faculdade de Física da Universidade Estatal de Moscovo, oferece uma teoria semelhante:

"A natureza das FRB é desconhecida e não ainda claro é se são de origem inteligente ou natural. Apesar de terem a procedência natural, trata-se de um fenómeno novo na natureza, porque antes não as registamos. No entanto, não excluo que seja uma manifestação de uma civilização ", afirmou ele à Rebublic.

A primeira vez que astrónomos começaram a falar sobre a existência de misteriosas manifestações de emissões de rádio foi em 2007, quando acidentalmente observaram pulsos de rádio usando o observatório de telescópio de rádio Parkes. Desde então, o fenómeno é um dos principais enigmas astrofísicos.

Fonte: Sputnik News

Google Earth expõe enorme triângulo no deserto de Nevada - provocando alegações de 'OVNI'


Nave extraterrestre caiu no deserto de Nevada alguns anos atrás e agora foi descoberta, segundo declarações ultrajantes que circulam online. 

Os utilizadores do Google Earth ficaram perplexos depois de descobrir o que poderia ser um OVNI no deserto mundialmente famoso.

Imagens de vídeo mostram uma estranha estrutura triangular localizada no marco dos EUA, que não parece consistente com o seu ambiente ao redor. 

Usando ferramentas de mapeamento da web, o clipe revela que o objecto mede 1262 metros de comprimento de cada lado.

A pessoa que compartilhou a descoberta também especulou que ele estava ali há muito tempo.

Um vídeo que mostra a estrutura foi enviado para o YouTube, onde acumulou quase 7000 acessos num dia.

E os espectadores ficaram surpreendidos. 

"Parece que uma nave espacial pousada e foi enterrada no solo ao longo dos anos", afirmou um deles.

Outro acrescentou: "Poderia ser uma pirâmide artificial?"

E um terceiro sugeriu: "Uau, precisamos enviar drones para ver mais de perto".

A descoberta vestá dentro da mesma região da famosa Área 51 da USAF, que supostamente testa " engenharia reversa " de naves espaciais alienígenas. 

Na semana passada, Bob Lazar, que afirma ter trabalhado no local de testes, quebrou o silêncio depois de 30 anos.


Fonte: Daily Star

Monte Etna está a deslizar para o mar e pode causar tsunami no Mediterrâneo


Há o risco de um flanco colapsar sob o seu próprio peso, sob o efeito da gravidade, e impelido pela atividade vulcânica.

O flanco sudeste do monte Etna, o vulcão mais ativo da Europa, está a deslizar para o mar, diz um estudo publicado na semana passada na revista Science Advances.

Um colapso súbito, uma hipótese que não pode ser afastada, alertam os autores do estudo, implica um "perigo muito maior do que se pensava anteriormente", já que pode mover grandes quantidades de material e causar um tsunami no Mediterrâneo.

Este novo estudo, que recorreu a medições feitas debaixo de água, permitiu perceber que depois de nada ter acontecido num período de 15 meses, em apenas oito dias em maio de 2017 o flanco sudeste deslizou quatro centímetros. Isto indica que há o risco de o flanco estar a colapsar sob o seu próprio peso, sob o efeito da gravidade, e impelido pela atividade vulcânica.

Um artigo publicado em abril no Bulletin of Volcanology já alertava para a importância deste movimento e lembrava que "os registos geológicos mostram que estes vulcões deslizantes têm tendência a colapsos de secções devastadores". Ou seja, o risco é de numa erupção haver um colapso de um parte do cone, causado deslizamentos de terra devastadores.

O Etna situa-se na parte oriental da Sicília, entre as províncias de Messina e Catânia.

Fonte: DN

Cientistas usam impressora 3D para criar ligamentos e tendões humanos


Usar uma impressora 3D pode parecer estranho quando o resultado é a impressão de um órgão humano. Por exemplo, podemos já usar uma impressora para imprimir a córnea do olho, para imprimir pele humana ou mesmo vasos sanguíneos.

Nos Estados Unidos uma equipa de engenheiros biomédicos da Universidade de Utah está a usar uma impressora 3D para imprimir ligamentos e tendões humanos.

Tecidos humanos impressos em impressora 3D

Cientistas da Universidade de Utah desenvolveram um método para imprimir células 3D com o objetivo de produzir tecido humano. No futuro este tecido humano será usado para “fabricar” ligamentos e tendões, levando a que sejam implantados em pacientes para uma recuperação muito mais rápida.

Atualmente, uma pessoa que tenha uma lesão grave num ligamento ou tendão, leva muito tempo para curar e mesmo assim poderá não ficar totalmente curada. Com esta técnica, os cientistas pretendem ter a possibilidade de remover o tecido gravemente danificado e implantar um novo que é impresso para ser usado na área afetada.

Isso permitirá que os pacientes recebam tecidos de substituição sem cirurgias adicionais e sem ter que colher tecido de outros locais.

Nos métodos atuais, o tecido de substituição pode ser colhido de outra parte do corpo do paciente ou, às vezes, de um cadáver, mas pode ser de baixa qualidade.



No caso dos discos da coluna vertebral, por exemplo, são estruturas complicadas, com interfaces ósseas que devem ser recriadas para serem transplantadas com sucesso. Esta nova técnica de impressão 3D poderá ser a solução para muitos destes tipos de problemas.

O método de impressão 3D, que levou dois anos para ser desenvolvido, envolve tirar células estaminais da própria gordura do corpo e imprimi-las numa camada de hidrogel para formar um tendão ou ligamento que, mais tarde, irá crescer in vitro numa cultura antes de ser implantado.

Contudo, ainda é um processo extremamente complicado porque esse tipo de tecido conjuntivo é composto de células diferentes com padrões complexos. Por exemplo, as células que compõem o tendão ou o ligamento devem então mudar gradualmente para as células ósseas, de modo que o tecido se possa unir ao osso.

Os cientistas referem que esta é uma técnica muito controlada para criar um padrão e organizações de células que a comunidade não poderia criar com tecnologias anteriores. Com esta nova técnica, os biomédicos poderão colocar as células muito especificamente onde entenderem.

Esta nova abordagem abre portas também para a impressão de outro tipo de tecidos, podendo ser alargada ao fabrico de órgãos.

Fonte: Pplware

Todas as abelhas deixaram de zumbir durante quase três minutos


Em agosto do ano passado, quando se noticiava o eclipse solar total e enquanto a lua cobria o sol, as abelhas deixaram de zumbir durante cerca de três minutos.

O fenómeno durou cerca de três minutos e durante esse tempo todas as abelhas do mundo se calaram. Em agosto do ano passado, a lua cobria o sol, durante um eclipse solar totalque, além de calar as abelhas, fez com que os insetos adaptassem o ritmo da sua atividade.

A ocorrência foi detetada no dia 21 de agosto de 2017. O El País adianta que um gripo de investigadores norte-americanos decidiram colocar vários microfones em campos de flores, a cerca de três mil quilómetros da trajetória do eclipse solar.

Candace Galen, bióloga da Universidade do Missouri, Estados Unidos, e autor principal do estudo, explicou que a equipa “antecipou que a atividade das abelhas diminuiria à medida que a luz também diminuísse durante o eclipse e atingisse um mínimo durante o todo”.

Apesar de esperar este resultado, o cientista não estava à espera que “a mudança fosse tão abrupta”. Segundo os cientistas, as abelhas silenciaram-se logo que o eclipse atingiu a totalidade e isso surpreendeu-os. “É como se alguém desligasse as luzes e de repente as abelhas deixassem de voar”, diz Galen.

No entanto, nos minutos que antecederam e que se seguiram à cobertura total do sol pela lua, as amantes do mel continuaram a zumbir, ainda que com ligeiras diferenças relativamente ao que emitiram durante o resto do dia. Segundo o Diário de Notícias, durante o eclipse, várias abelhas regressaram para as suas colmeias.

O artigo, publicado a semana passada na Annals of the Entomological Society of America, veio confirmar aquela que já era uma suspeita dos cientistas: a luz do sol guia a vida das abelhas. Os cientistas explicam que as abelhas reduzem a velocidade dos seus zumbidos como forma de adaptação à pouca visibilidade.

No fundo, a escuridão completa muda o comportamento destes insetos, independentemente do tempo ou do contexto. O facto de este eclipse se ter projetado sobre vários estados dos Estados Unidos permitiu um estudo mais alargado. Naquele dia, foram estudadas várias espécies de abelhas em diferentes contornos climáticos.

O próximo eclipse solar total na América do Norte vai acontecer no dia 8 de abril de 2024. Até lá, Candace Galen espera ter aperfeiçoado o sistema de áudio para conseguir distinguir os tipos de voos das abelhas.

Fonte: ZAP

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Lembra-se do Winamp? Está a preparar-se para regressar em força em 2019


O leitor de áudio vai receber a primeira atualização em anos e promete ser um agregador de todas as "fontes sonoras" disponíveis na internet.

O Winamp já foi o leitor preferido dos consumidores de música digital, numa época pré-streaming, onde mandava o MP3. A aplicação podia ser configurada, por exemplo, para os utilizadores criarem as suas estações de rádio virtuais, formarem listas de músicas e partilharem com amigos. Desde 2013 que a aplicação não recebe uma atualização, tendo sido praticamente abandonada e vendida nesse período à Radionomy, uma plataforma fornecedora de ferramentas para as estações de rádio operarem online.

A empresa, com sede em Amesterdão, está a preparar o regresso do Winamp em 2019 através de uma nova aplicação mobile para iOS e Android. O leitor clássico para o desktop dos computadores vai ser profundamente remodelado, e daqui a alguns dias os utilizadores poderão fazer a atualização gratuita da versão 5.8, refere o Techcrunch.

Os planos para o Winamp passam por transformá-lo num agregador de música digital, centralizar o “oeste selvagem” que são os serviços espalhados pela internet numa única plataforma que os utilizadores possam facilmente utilizar, sem saltitar entre as suas subscrições. Nesse sentido, a app vai permitir aceder a podcasts, streams de rádios, listas de músicas, etc. Esta funcionalidade estará disponível em 2019, com o lançamento da versão 6.

Embora não haja confirmação oficial, o objetivo poderá passar por reunir também na aplicação os serviços de música como o Spotify, Apple Music, Pandora, Google Music, e outros. No entanto, as gigantes tecnológicas poderão não concordar em ver os seus utilizadores a usufruírem dos seus serviços, fora do próprio ecossistema.

Fonte: SAPOTEK

Mudanças climáticas podem provocar escassez da cerveja


Investigação revela riscos para produção de cevada, um dos ingredientes mais usados no fabrico da bebida.

Uma nova investigação revela mais um efeito nefasto do aquecimento global, que pode pôr em perigo hábitos de consumo milenares. O estudo sugere que, num futuro próximo, deverá existir menos cerveja e a que existe ficará mais cara devido aos efeitos das mudanças climáticas. 

Fenómenos como ondas de calor extremo e secas põem em risco a produção e a colheita global de cevada, uma das principais matérias-primas usadas para fabricar a bebida. O estudo envolveu investigadores de várias universidades para analisar modelos climáticos e examinar como as plantações de cevada deverão ser afetadas nos próximos 80 anos. 

Em seguida, modelos económicos foram usados para estimar o impacto no abastecimento e no preço da cerveja, segundo avança o jornal The Guardian. Os testes descobriram que o consumo da bebida deve cair cerca de um terço na Irlanda, Bélgica e República Checa. 

Mesmo no melhor cenário climático possível, em que as emissões de CO2 responsáveis pelo aquecimento global são cortadas em grande escala e muito rapidamente, ainda haverá queda de produção entre 9 e 13 por cento da produção de cerveja nestes países, tradicionalmente dos maiores mercados de consumo da bebida. 

A escassez fará o preço da cerveja subir, avançam os pesquisadores. Os mais atingidos serão os consumidores da Polónia, com o aumento de cinco vezes o preço atual. Na Irlanda, Bélgica e República Checa, os valores pagos pela bebida devem duplicar. Apenas um sexto da cevada produzida no mundo é utilizada para a produção de cerveja, dado que a maior parte da colheita se destina à alimentação de animais. 

No entanto, em situações que a produção diminui, a alimentação é prioridade e a quantidade de cevada disponível para a fabricação de cerveja diminui, o que faz com que os preços subam.

Os especialistas explicam ainda que usar outros géneros de grãos (como trigo ou milho) para fabricar cerveja não é uma opção, pois todas as plantações serão afetadas da mesma forma pelas mudanças climáticas. Além da cerveja, produtos como chocolate, café e chá também deverão ficar mais caros pelos mesmos motivos.

Fonte: CM

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