quinta-feira, 21 de junho de 2018

Cientistas afirmam ter encontrado uma parte perdida do Universo

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Um grupo internacional de cientistas afirma ter encontrado uma parte perdida da matéria comum do Universo. Trata-se dos bárions, partículas subatómicas que formam todos os corpos físicos existentes. No entanto, até agora, os cientistas só conseguiram localizar cerca de dois terços dessa matéria, que teria sido criada pelo Big Bang.

De acordo com o novo estudo, publicado na revista Nature, cientistas afirmam ter identificado a terceira parte que faltava, no espaço entre as galáxias. A matéria perdida existe como filamentos de oxigénio em temperaturas de aproximadamente 1 bilião ºC, segundo explicou um dos co-autores, Michael Shull, da Universidade do Colorado em Boulder.

Para encontrar os bárions perdidos, os cientistas observaram a luz proveniente de uma fonte localizada a biliões de anos-luz: um quasar chamado 1ES 1553, um buraco negro no centro de uma galáxia que consome e emite enormes quantidades de gás.

Como resultado, os investigadores descobriram vestígios de oxigénio altamente ionizado, que se encontra entre o quasar e o nosso Sistema Solar, tendo uma densidade suficiente para representar 30% da matéria comum, se for extrapolado para todo o universo. "Concluímos que os bárions perdidos foram encontrados", se lê no estudo, liderado por Fabrizio Nicastro do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália. 

Ao mesmo tempo, outros cientistas advertem que tirar conclusões definitivas pode ser prematuro. De acordo com Jessica Rosenberg, professora adjunta da Universidade George Mason, embora se trate de um "resultado promissor", extrapolar uma única fonte de luz para explicar toda a matéria desaparecida não é muito adequado.

Por sua vez, Nicastro contou a Gizmodo que missões existentes e futuras vão continuar efectuando observações e que já outras fontes de luz foram seleccionadas para buscar o gás.

Fonte: Sputnik News

Impercetíveis “terramotos lentos” na falha de Santo André podem causar uma catástrofe

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O risco sísmico na Califórnia pode ser maior do que pensávamos. Há 75% de probabilidade de ocorrer um terramoto de magnitude 7 (ou mais) nas próximas três décadas.

Foram descobertos movimentos totalmente inesperados na área central da falha de Santo André, na Califórnia, Estados Unidos.

Cientistas da Universidade do Arizona revelaram que nesta área da falha, que tem cerca de 145 quilómetros de comprimento, há “terramotos lentos” que não são notados pelas pessoas, mas que podem ser um autêntico perigo, podendo desencadear terramotos poderosos no futuro.

Até agora, pensava-se que os movimentos lentos e estáveis nessa área da falha de Santo André permitiam libertar a energia que se acumula nessa área. No entanto, o novo estudo, publicado esta segunda-feira na Nature Geoscience, sugere que esses movimentos tectónicos são mais intensos e esporádicos.

“Descobrimos que essa parte da falha tem um movimento médio de cerca de três centímetros por ano”, afirma Mostafa Khoshmanesh, um dos autores do recente estudo. “Às vezes, esse movimento estagna completamente, mas há outras em que essa área se desloca até 10 centímetros por ano.”

Estes episódios lentos e esporádicos levam a uma aumento da pressão nos segmentos fechados da falha a norte e sul da secção central, explica Manoochehr Shirzaei, outro investigador. Essas secções, lembra o cientista, já experimentaram dois terramotos de magnitude 7,9 em 1857 em Fort Tejon e em 1906, em San Francisco.

M. Khoshmanesh / ASU
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“Com base nas nossas observações, acreditamos que o risco sísmico na Califórnia varia com o tempo e é provavelmente maior do que pensávamos até agora“, diz Shirzaei. O cientista adverte para a importância de incluir estimativas precisas desse risco variável nos sistemas de previsão de terramotos, de modo a diminuir as consequências.

De acordo com os modelos atuais, sublinha Khoshmanesh, há uma probabilidade de um terramoto de magnitude 7, ou mais, ocorrer tanto a sul como no norte da Califórnia nas próximas três décadas. Os cientistas manter-se-ão atentos.

Fonte: ZAP

Satélite da NASA captou fenómeno raro de dunas azuis em Marte

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A NASA publicou no seu site uma foto de dunas azuis descobertas em Marte. De acordo com a agência, a foto foi tirada por meio do satélite de reconhecimento de Marte MRO (na sigla em inglês).

O satélite captou uma parte da superfície azul do planeta na área da cratera Liot. De acordo com a NASA, este fenómeno ocorre frequentemente na superfície de crateras, contudo, as dunas geralmente são de cor cinzenta.

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Dunas azuis em Marte, captadas por um satélite da NASA

Segundo os investigadores, a cor das dunas descobertas é tão brilhante devido a uma estrutura mais complexa e a sua composição química especial.

Fonte: Sputnik News

quarta-feira, 20 de junho de 2018

DESCOBERTO NOVO CAMPO HIDROTERMAL NOS AÇORES

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No âmbito da expedição científica Oceano Azul, foi descoberto um novo campo hidrotermal nos Açores.

Localizado a 570 metros de profundidade, no monte submarino Gigante, a 60 milhas da ilha do Faial, este novo campo hidrotermal é uma zona de elevada riqueza biológica e mineral.

É a primeira vez que uma expedição organizada por uma instituição portuguesa, liderada por cientistas Portugueses e utilizando navios e meios nacionais localiza um campo hidrotermal em águas profundas no nosso território marítimo.

A expedição, é organizada pela Fundação Oceano Azul em parceria com a Waitt Foundation e a National Geographic Pristine Seas, e em colaboração com a Marinha Portuguesa através do Instituto Hidrográfico, o Governo Regional dos Açores e a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) com o ROV “LUSO”. Esta é uma das mais completas expedições realizadas em águas nacionais, e tem como objetivo explorar zonas ainda pouco conhecidas do mar dos Açores para promover a conservação marinha no âmbito do programa “Blue Azores”.

Participam na expedição cientistas de diversos centros de investigação nacionais, como o IMAR, o MARE, o CCMAR, o CIBIO e a Universidade dos Açores, e internacionais da Universidade do Hawaii, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, da Universidade de Western Australia, e do CSIC, IEO e Museu do Mar de Ceuta em Espanha.

A bordo do navio “NRP Almirante Gago Coutinho” empenhado na missão do Projeto de Mapeamento do Mar Português do Instituto Hidrográfico, a equipa científica dedicada ao estudo dos ecossistemas do mar profundo descobriu, através de mergulhos com o ROV “LUSO” da EMEPC, um novo campo hidrotermal.

Segundo Emanuel Gonçalves, líder da Expedição Oceano Azul e Administrador da Fundação Oceano Azul, “esta é uma descoberta extraordinária pois este campo hidrotermal encontra-se a menor profundidade do que outros conhecidos na Dorsal Médio-Atlântica e apenas a 60 milhas da ilha do Faial, o que para a comunidade científica representa uma oportunidade única, mais acessível, para conhecermos melhor estes ecossistemas dos quais sabemos ainda muito pouco. Esta descoberta reforça o papel único dos Açores como laboratório natural para o estudo do oceano”.

Telmo Morato, coordenador da equipa da expedição Oceano Azul dedicada aos ecossistemas de profundidade e investigador do IMAR e da Universidade dos Açores, refere que “os campos hidrotermais são zonas onde emergem fluídos quentes frequentemente relacionados com vulcanismo, ricos em minerais que criam as condições para o desenvolvimento de um ecossistema único que não depende da luz do sol. O campo hidrotermal agora descoberto é composto por múltiplas chaminés de diferentes alturas. Os fluídos hidrotermais são transparentes, ligeiramente mais quentes que o exterior e ricos em dióxido de carbono. Foram encontradas evidências da existência de bactérias associadas a este campo hidrotermal. Esta descoberta da expedição Oceano Azul vem mostrar que ainda existe muito para descobrir no mar Português, sendo os Açores uma região única para o estudo do mar profundo.”

A maioria dos campos hidrotermais localiza-se em zonas de fronteira de placas tectónicas divergentes, como é o caso da Dorsal Médio-Atlântica que separa o grupo ocidental do grupo central do Arquipélago dos Açores, precisamente onde se encontra o monte submarino Gigante. São zonas de elevada riqueza biológica e mineral, verdadeiros oásis escondidos no oceano profundo, que normalmente são encontrados a quilómetros de profundidade e a centenas de milhas das zonas costeiras.

Atualmente, são conhecidos oito campos hidrotermais profundos no mar Português ao largo dos Açores: “Lucky Strike” (o primeiro a ser descoberto, em 1992), “Menez Gwen", “Rainbow", “Saldanha", “Ewan", “Bubbylon”, “Seapress" e “Moytirra”. Os estudos científicos neles realizados, nos quais os cientistas do IMAR e da Universidade dos Açores têm tido um papel de relevo ao longo dos anos, representam importantes contribuições para o conhecimento destes ecossistemas e dos recursos minerais a eles associados.

PROGRAMA BLUE AZORES

Com uma duração estimada de três anos, esta parceria entre a Fundação Oceano Azul e a Fundação Waitt, tem como objetivo a promoção, proteção e valorização do capital natural azul do Arquipélago dos Açores, em estreita colaboração com o Governo Regional dos Açores e outras entidades. O programa envolve muitas das áreas de atuação da Fundação Oceano Azul: ciência, conservação, avaliação do valor económico dos ecossistemas, literacia e co-gestão das pescas.

FUNDAÇÃO OCEANO AZUL

A sua génese resulta da convicção de que em tempos de profunda mudança, é necessário alterar comportamentos que permitam a coexistência do desenvolvimento humano com a proteção do oceano. Assim, a Fundação nasceu, em 2017, de uma vontade de reaproximar Portugal do mar e de ajudar o país a desenvolver uma geração azul e a se posicionar como líder nos temas ligados ao oceano.

A Fundação Oceano Azul tem como eixos principais da sua atividade a Literacia, a Conservação e a Capacitação, sob o lema “from the ocean’s point of view”.

FOA/JP

Fonte: JP

Há uma assustadora planta gigante que causa queimaduras de terceiro grau

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Se Hollywood quisesse fazer um filme sobre uma horrível invasão de plantas, a Heracleum mantegazzianum era uma ótima candidata ao papel principal. A planta, conhecida como “hogweed”, pode causar queimaduras de terceiro grau.

A gigante hogweed, listada como nociva em, pelo menos, oito estados norte-americanos, foi vista na Virgínia pela primeira vez na semana passada. De acordo com a Universidade Tecnológica da Virgínia, nos Estados Unidos, cerca de 30 destas plantas foram encontradas no condado de Clarke.

Os moradores locais ficaram muito assustados e foram alertados para se manterem atentos, devido à probabilidade de a hogweed voltar a fazer uma visita.

Nativa da região do Cáucaso, na Europa oriental e Ásia ocidental, a planta parece uma versão enorme da hogweed comum, que é benigna. No entanto, pelo contrário, a Heracleum mantegazzianum pode causar queimaduras graves na pele, mesmo se uma pessoa apenas se encostar aos seus galhos.

As cerdas presentes nos galhos da planta emitem uma seiva desagradável que irrita a nossa pele, causando severos danos através da exposição à luz solar e aos raios ultravioleta. As pessoas que entram em contacto com a hogweed ganham bolhas enormes na pele que podem deixar cicatrizes e sensibilidade à luz durante vários anos.

Today I helped ID VA’s first giant hogweed population! Its sap causes severe burns. One plant was found in Clarke County. Report sightings to your extension agent! ID help: https://on.ny.gov/2JHzLKy Thanks to @herbariumkeeper and @VTAgWeeds for ID help and report!

Esta planta é um autêntico monstro disfarçado. A sua aparência pode até não demonstrar que a hogweed é perigosa, mas esta planta pode crescer mais de quatro metros, espalhando as suas folhas gigantescas e produzindo aglomerados de flores brancas em forma de guarda-chuva.

Na Grã Bretanha, a hogweed foi utilizada como planta “ornamental” de jardim, no século XIX. Apenas algumas décadas depois, a hogweed foi também introduzida na América do Norte, copiando assim o erro cometido pela Grã Bretanha. Desde então, trava-se uma dura batalha de modo a deter a marcha invasiva desta terrível planta.

Evitar a disseminação desta planta não é uma tarefa fácil. As suas sementes (e cada exemplar de hogweed pode ter milhares) permanecem viáveis no solo durante vários anos.

“Em alguns casos, uma infestação de hogweed gigante é melhor controlada se for usado um plano de ataque de dois, três ou mesmo quatro frentes”, explica o Departamento de Conservação Ambiental de Nova York.

Os métodos envolvem cortar as raízes da planta, remover as cabeças das sementes, destrui-las quando ainda são pequenas e usar herbicida. E é claro: nada disto é possível fazer sem equipamentos de proteção.

Fonte: ZAP

terça-feira, 19 de junho de 2018

Astrónomos descobrem como se formam 'mundos habitáveis' no Universo

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Planetólogos da Rússia e da Europa descobriram sob quais as condições se formam os planetas parecidos com a Terra ou com suas sósias maiores. E, segundo acreditam, isso facilitará busca de mundos potencialmente habitados.

Os detalhes da recente pesquisa foram publicados na biblioteca electrónica da arXiv.org.

De calhau a planetas

Nos últimos anos, contam os cientistas, o telescópio Kepler e outros observatórios detectaram milhares de planetas que se encontram fora do Sistema Solar. A maior parte deles são "Júpiteres quentes", gigantes gasosos, ou "Super terras" — planetas rochosos, cuja massa supera entra 1,8 e 3 a da Terra.

Como se formam as "sósias" da Terra ainda hoje continua sendo um enigma para os cientistas. Eles acreditavam que seu surgimento necessita de quaisquer condições exóticas.

Para revelar a verdade, os cientistas criaram um modelo digital de disco protoplanetário onde se formam estrela e seus satélites futuros. E, finalmente, eles conseguiram descobrir que condições na verdade contribuem para nascimento desses planetas e de seus irmãos menores.

Nascimento de planetas

Ao mudar a composição química dentro do disco, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a poeira e planetas não se formam dentro de centenas de milhares ou milhões de anos após nascimento de uma estrela, como se acreditava. Ao contrário, eles aparecem imediatamente depois do aparecimento de "embrião" da estrela.

No início aparece a poeira espacial que, em seguida, se junta e converte em "calhau espacial" e depois em objectos maiores que podem se converter num planeta, se a viscosidade do disco protoplanetário continua sendo baixa.

Assim, já nas primeiras centenas de milhares de anos, um grande número de "pedras espaciais" pode surgir nos arredores mais próximos. Seu diâmetro atinge quase um metro, enquanto sua massa total será centenas vezes maior do que a da Terra. 

Portanto, indicam, há muitas chances de que planetas tenham tempo para se formar e não ser "devorados" por gigantes gasosos que nasceram em partes longínquas do disco.

Consequentemente, se os planetas conseguiram surgir, eles vão se concentrar em órbitas nos arredores de estrela recém-nascida.

Segundo esperam os cientistas, tais modelos ajudarão a entender com que frequência se formam as "Super terras" perto de estrelas parecidas com o Sol e quantas delas situam-se dentro de zona habitável.

Fonte: Sputnik News

Cientistas “apanham” bactérias a roubar ADN das suas amigas mortas



As bactérias são seres complicados: evoluem rapidamente, desenvolvem resistência aos antibióticos e, por isso, tornam-se cada vez mais difíceis de lidar. Agora, e pela primeira vez, cientistas conseguiram observar um dos mecanismos utilizados na rápida evolução bacteriana. 

Duas bactérias cholerae bacteria – o patogénico responsável pela cólera – estão colocadas num microscópio a brilhar sobre verde vívido. Enquanto as bactérias estão em observação, uma gavilha – parede fina da bactéria – sai de uma das bactérias, agarrando um pedaço de ADN e levando-o de volta para o seu corpo.

Este apêndice, que permite que a bactéria resgate ADN, é chamado de pilus. E o processo pelo qual as bactérias incorporam novo material genético de um organismo diferente no seu próprio ADN é apelidado de transferência horizontal de genes.

Esta é a primeira vez que os cientistas observam diretamente uma bactéria a usar um pilus para realizar uma transferência genética. Este mecanismo tem sido alvo de várias hipóteses durante décadas.

“A transferência horizontal de genes é um método importante que as bactérias usam para deslocar a resistência a antibióticos entre espécies, mas o processo nunca tinha sido observado antes, já que as estruturas envolvidas são incrivelmente pequenas“, disse o biólogo Ankur Dalia, da Universidade de Indiana, em Bloomington.

“É importante compreender este processo. Quanto mais soubermos sobre como as bactérias partilham ADN, maiores serão as possibilidades de impedirmos que isso aconteça”.

A forma exata como as bactérias usavam os seus pili para capturar ADN era ainda vaga, principalmente pelas pequenas escalas envolvidas neste fenómeno. Um pilus é cerca de 10.000 vezes mais fino que um cabelo humano, sendo muito mais difícil de observar.

A equipa de cientistas desenvolveu um novo método, no qual pintaram o ADN e os pilicom corante fluorescente – razão pela qual as bactérias brilham com uma luz verde misteriosa. Quando colocaram o kit completo no microscópio, conseguiram ver o processo com os próprios olhos pela primeira vez.

No vídeo acima apresentado é possível ver o fenómeno da transferência de genes. Na imagem da direta, vemos a bactéria sem qualquer corante. Já na da esquerda, quando o corante é colocado, é possível ver o pilus da bactéria a “roubar” ADN vizinho.

O pilus projetava uma linha através dos poros da parede da célula para prender um pedaço de ADN e, depois, voltava para o corpo da célula com precisão. “É como enfiar uma agulha”, explicou a bióloga Courtney Ellison.

“O tamanho do buraco na membrana externa é quase a largura exata de uma hélice de ADN dobrada ao meio, o que é muito provável tendo em conta o que está prestes a atravessá-la. Se não houvesse um pilus para guiar o processo, a probabilidade de o ADN atingir o poro no ângulo certo para permitir a passagem para a célula era quase zero“.

A resistência a antibióticos pode ser transferida entre bactérias de diversas formas – e também existem diversos mecanismos de transferência horizontal de material genético. A captação de ADN do ambiente circundante é chamada de transformação.

Quando as bactérias morrem, abrem-se e libertam o seu ADN. Imediatamente a seguir, outras bactérias podem recolher e incorporar este ADN. Se a bactéria morta tiver resistência a antibióticos, a bactéria que captura o material genética passa também a desenvolver essa resistência, transmitindo-a depois para os seus descendentes.

Desta forma, a resistência pode espalhar-se de forma extremamente rápida para uma população. Segundo o CDC, centro norte-americano de controlo de doenças contagiosas, pelos menos 23.000 pessoas morreram por resistência a antibióticos nos EUA.

Ao descobrir os mecanismos exatos que as bactérias usam para espalhar a resistência a antibióticos, os cientistas esperam ser capazes de descobrir formas de prevenir esta resistência. O passo seguinte passa por descobrir como é que os pili entram no ADNexatamente pelo lugar certo – especialmente porque a proteína envolvida no processo parece interagir com o ADN duma forma nunca antes vista.


O biólogo Ankur Dalia, da Universidade de Indiana

Os cientistas esperam ainda utilizar o método de aplicação de corante fluorescente para observar outras funções do pilus. “Estes são realmente apêndices versáteis“, disse Dalia, acrescentando que “este método inventado na IU está a abrir o nosso conhecimento básico sobre todo um conjunto de funções bacterianas”.

O estudo foi publicado na revista Nature Microbiology, no passado dia 11 de junho.


Fonte: ZAP
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