domingo, 19 de agosto de 2018

200 mil bombas de Hiroshima, o poder do super vulcão de Santorini

A erupção vulcânica foi a principal razão para a queda da cultura Minoica

Um novo estudo realizado com base em análises de anéis de árvores, pode definir com mais precisão o momento em que o supervulcão de Santorini, na Grécia, entrou em erupção. A nova pesquisa ajudou a resolver contradições de investigações prévias.

A erupção do supervulcão de Santorini, há mais de 3400 anos, dizimou a civilizaçãoMinoica que vivia na ilha de Tera, no sudeste da Grécia. Toda a colónia ficou enterrada sob uma camada de cinzas e pedra-pomes com mais de 40 metros de espessura.

A força da erupção é comparada à explosão de 200 000 bombas atómicas iguais às lançadas sobre Hiroshima. O vulcão expeliu cerca de 40 a 80 quilómetros cúbicos de rocha.

A erupção foi tão forte que fraturou a ilha em muitos fragmentos, dando origem ao moderno e turístico arquipélago de Santorini. Com o impacto, formou-se um tsunami que atingiu Creta e cobriu as outras ilhas com cinzas vulcânicas e pedras.

A explosão foi a principal razão para a queda da cultura Minoica – a primeira civilização europeia -, originando a lenda de Atlântida e do dilúvio. Os arqueólogos acreditam que a erupção ocorreu entre 1570 e 1500 a.C. Os cientistas chegaram até esta data sustentados em artefactos encontrados, como cerâmicas, e crónicas egípcias.

No entanto, os vestígios de cinzas vulcânicas encontrados no gelo da Gronelândia, assim como a datação por radiocarbono dos artefactos encontrados na ilha, indicam que o vulcão explodiu muito antes, aproximadamente no ano de 1628 a.C.

Para resolver estas contradições, os autores do estudo, combinaram dois métodos utilizados na arqueologia: a análise por radiocarbono e a contagem do número de aneis o interior do tronco das árvores. Esta investigação sou foi possível graças aos novos espectrómetros de massas e à existência de árvores únicas – os pinheiros da Califórnia e os carvalhos da Irlanda.

Através do caborno 14, os cientistas dataram 285 anéis, formados entre os séculos XVIII e XV a.C. Ao comparar estes dados com a escala clássica geocronológica, a equipa de investigação de Charlotte Pearson, da Universidade do Arizona, nos EUA, conclui que a idade dos artefactos encontrados na ilha de Santorini foi sobrestimada.

As conclusões do cientistas, publicadas na semana passada na revista Science Advances, revelam que, de facto, a explosão não ocorreu em 1628 a.C, como normalmente aceite, mas 30 a 40 anos depois, entre 1600 e 1580 a.C.

Este detalhe não só concilia a visão de arqueólogos, geólogos e físicos, mas também abre a porta para repensar muitas outros momentos históricos importantes, como a data do início do Novo Reino do Egito.

Os autores do estudo esperam que pesquisas futuras ajudem a determinar a data da erupção com uma margem de erro de apenas um ano.

Fonte: ZAP

sábado, 18 de agosto de 2018

Bola de fogo 40 vezes mais brilhante do que Lua cheia aparece nos EUA


A NASA divulgou um vídeo em que uma bola de fogo iluminou o céu nocturno do estado norte-americano do Alabama, sexta-feira (17), com um facho de luz extremamente brilhante, relata a mídia local.

Segundo a NASA, a bola de fogo era um meteoro que propagava uma luz 40 vezes mais brilhante do que a Lua na sua fase cheia enquanto se deslocava a uma velocidade de 53.700 milhas por hora.

A agência espacial acrescentou que o objecto celeste foi visto pela primeira vez quando estava a 90 quilómetros de altitude sobre da cidade de Turkeytown e se fragmentou a cerca de 30 quilómetros acima da pequena cidade de Grove Oak.

Foi um evento extremamente brilhante visto através de um céu parcialmente nublado e accionando todas as câmaras e sensores operados pelo Serviço do Meio Ambiente sobre Meteoros da região, relatou a NASA.



Fonte: Sputnik News

Portão do Paraíso? 'Anjo' é observado no céu da China


O vulto de um anjo pairando entre as nuvens no céu sobre um lago da China foi filmado por turistas impressionados com a visão, reporta o The Daily Star.

Na gravação aparece um grupo de turistas na margem de um lago apontando para o céu nublado, onde paira a figura de um anjo com suas largas asas abertas em primeiro plano ao lado de uma estrutura que parece ser um edifício.

O vídeo postado no canal The Hidden Underbelly 2.0 do YouTube contém a legenda: "Formação de nuvens bizarras sobre a China dá o vislumbre de um Reino Celestial".

No entanto, internautas que assistiram ao vídeo apresentam suas próprias versões: "Um coro de anjos", "Seja o que for, independentemente da teoria, eles são espectaculares!".

Em comentários incrédulos, um internauta sugere que a imagem é um truque da natureza, enquanto outro supõe que a figura no céu é uma projecção.


Fonte: Sputnik News

A Terra pode ter várias mini-luas

Marshall Space Flight Center / NASA

Uma descoberta recente pode ser capaz de mudar tudo o que sabemos sobre o nosso planeta. Alguns cientistas sugerem que a Terra pode ter não apenas uma, mas várias luas.

De acordo com um estudo, publicado recentemente na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences, a Lua que conhecemos seria apenas o maior dos satélites que orbitam a Terra e o único visível a olho nu… mas não estaria sozinha.

O nosso planeta teria então uma grande variedade de mini-luas, corpos pequenos demais para serem percebidos – não ultrapassando os dois metros de diâmetro.

Segundo este estudo recente, o primeiro destes objetos foi observado em 2006, tendo sido a primeira vez que, com exceção da Lua, um objeto natural foi visto a orbitar a Terra. Na altura, ficou claro que era apenas um pedaço de rocha perdido no espaço, que tinha sido capturado pelo campo magnético da Terra.

No entanto, este foi precisamente o ponto de partida para uma nova forma de encarar os objetos que orbitam o nosso planeta.

Batizados pelos cientistas de TCOs (temporarily-captured orbiters), ou TCFs (temporarily-captured flybys), estes objetos espaciais não ficam durante muito tempo na órbita do planeta, isto porque são catapultados para fora do campo gravitacional.

A diferença é que enquanto os TCOs completam pelo menos uma volta ao redor da Terra, os TCFs costumam apenas passar de relance pelo campo gravitacional do planeta, sendo enviados de volta ao espaço a alta velocidade.

Até hoje, apenas um TCO foi observado pelos cientistas – juntamente com a mini-lua observada em 2006 -, mas os investigadores acreditam que as novas tecnologias dos telescópios mais recentes serão capazes de encontrar cada vez mais objetos deste tipo.

Caso este cenário se verifique, os astrónomos poderão estudá-las ao pormenor e usá-las para criar um modelo de movimento de asteroides no Sistema Solar.

Fonte: ZAP

Reconstrução 3D mostra rosto de Eva de Naharon, a mulher mais antiga das Américas

(dr) Cícero Moraes
Eva de Naharon, a mulher mais antiga das Américas

Eva de Naharon é a mulher mais antiga das Américas ou, pelo menos, o mais antigo fóssil humano encontrado no continente. Dezassete anos depois da descoberta dos seus restos mortais, o rosto real de Eva de Naharon foi finalmente apresentado.

Octavio del Río, investigador do Instituto Nacional de Antropologia e História do México e líder da equipa de cientistas que descobriu as ossadas em 2001, revela que este trabalho coincide com as características físicas dos habitantes do sul da Ásia, na medida em que bate certo com estudos antropológicos e de ADN realizados em fósseis humanos encontrados na região.

A reconstituição em 3D foi realizada ao longo das últimas duas semanas pelo designer brasileiro Cícero Moraes, especialista em reconstituir digitalmente rostos realistas de personalidades históricas e religiosas. De acordo com a BBC, Moraes utiliza técnicas avançadas de reconstrução facial forense.

A descoberta das ossadas de Eva de Naharon aconteceu em 2001, quando Del Río mergulhava numa expedição do Instituto Nacional de Arqueologia e História do México nas proximidades da cidade de Tulum, no Estado mexicano de Quintana Roo.

A equipa estava a explorar cenotes, cavidades naturais comuns na Península de Yucatán e pontos muito utilizados para rituais e sepultamentos pela civilização maia. Os trabalhos prolongaram-se até 2002, com a recolha de resquícios arqueológicos e paleontológicos.

O esqueleto desta mulher, batizada de “Eva de Naharon”, recebeu este nome por ter sido encontrada no cenote de Naharon. As ossadas estavam a 22,6 metros de profundidade e muito bem conservadas, contendo cerca de 80% da estrutura original.

Depois de inúmeras análises, os cientistas descobriram que Eva media 1,41 metros de altura e tinha entre 20 a 25 anos quando morreu. Entre 2002 e 2008, três laboratórios diferentes fizeram testes de datação e a idade surpreendeu os cientistas: com 13,6 mil anos, Eva de Naharon é o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas.

Isto indica, de certa forma, que houve outras migrações para o povoamento da América, antes do Estreito de Bering se ter convertido numa “ponte” devido à Era do Gelo.

Proposta pela primeira vez em 1590 e validada com escavações arqueológicas realizadas na primeira metade do século 20, a teoria mais aceite para o povoamento da América afirmava que, na última Era Glacial, que terminou há cerca 13 mil anos, o nível dos oceanos recuou, pelo menos, 120 metros.

Esse recuo abriu conexões terrestres em diversos pontos do planeta, inclusivamente entre o atual extremo leste da Rússia e o atual Alasca, no chamado Estreito de Bering – um segmento de mar naturalmente raso. Ora, se os primeiros habitantes da América chegaram apenas nessa época, seria impossível que Eva estivesse no México na mesma altura.

A datação de Eva veio, portanto, reforçar teorias como a que foi proposta pelo etnólogo francês Paul Rivet, que não descartava a tradicional ideia do Estreito de Bering, mas supunha que outras migrações teriam ocorrido em séculos anteriores, por exemplo, em embarcações que saltaram de ilha em ilha.

Quem era Eva de Naharon?

Pesquisas realizadas após a descoberta adiantam que Eva viveu na região de Yucatán e era caçadora. No entanto, não se sabe se a mulher foi levada para o labirinto de cavernas – que, naquela altura, era seco – antes ou depois de morta.

Estudos mostram que os cenotes tornaram-se estruturas submersas após a Era do Gelo, quando o nível dos oceanos aumentou.

E Del Río comprova. O cientista lembra que encontrar Eva exigiu um ano e meio de mergulhos. “Foi uma maratona. Todas as referências levaram-nos a lugares escondidos dentro da caverna. Foram muitas horas a mergulhar”, conta.

“Quando finalmente encontramos o lugar e tive a sorte, juntamente com meu colega Eugenio Acevez, de me deparar com os restos do esqueleto de Naharon, vimos que certamente era um esqueleto humano”, afirma. “Mas não fazíamos a menor ideia de que se tratava do mais antigo fóssil humano já encontrado no continente.”

Atualmente, o fóssil está sob a guarda do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, com acesso restrito a investigadores.

Reconstrução facial

(dr) Cícero Moraes

Del Río conta que procurou os trabalhos de Cícero Moraes depois dever outras reconstruções faciais realizadas pelo brasileiro. “Ele é reconhecido em todo o mundo pelo seu trabalho de recriação facial virtual a partir de modelos tridimensionais de crânios de importantes figuras históricas”, comenta.

Não está nos planos do instituto fazer uma reprodução física da Eva de Naharon. “Mas parte dos objetivos é criar, dentro de um curto prazo, um museu virtual com modelos tridimensionais de restos arqueológicos e paleontológicos encontrados. Será um meio alternativo para conhecimento e estudo, que poderá ser acessado remotamente por interessados”, adianta o investigador.

“Gostei bastante do resultado final”, avalia Moraes. “Ficou diferente do que imaginava, mas os grandes mestres da reconstrução facial dizem que não podemos esperar o resultado mal observamos as ossadas. Temos de trabalhar e o resultado vem naturalmente.”

Para o designer, Eva revelou-se uma mulher de “rosto altivo e agradável aos olhos, que nos contempla com tranquilidade”.

Fonte: ZAP

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Descoberto gene “zombie” que protege os elefantes contra o cancro


Durante décadas, os cientistas tentaram descobrir por que motivo os elefantes têm taxas tão baixas de cancro. Novas pesquisas revelam agora que o segredo para não contrair a doença passa por ressuscitar um gene morto e dar-lhe a tarefa de matar células danificadas – uma espécie de “gene zombie”

A taxa de mortalidade por cancro no Homem é cerca de 17%. Já nos elefantes, a incidência é de 5%, uma taxa quase quatro vezes maior, mesmo tendo os elefantes 100 vezes mais células potencialmente cancerígenas do que o homem devido ao seu tamanho.

Os humano, tal como todas as espécies animais, têm uma cópia do gene supressor do tumor p53. No entanto, cientistas norte-americanos descobriram que os elefante possuem 20 cópias desse gene. Com isto, as células destes mamíferos são significativamente mais sensíveis ao ADN danificado e, por isso, reagem mais rapidamente ao problema.

Além disso, ao analisar o supressor p53 dos elefantes, os investigadores encontraram um gene apelidado de LIF6, que evoluiu ao longo do tempo, tornando-se um “valioso gene funcional” na supressão do cancro, explicam os cientistas no estudo publicado na terça-feira na Cell Reports.

Assim, O LIF6, também conhecido como inibidor de reação de leucemia, é capaz de destruir células com anomalias ou defeitos, prevenindo o desenvolvimento do cancro.

Na maioria das espécies de mamíferos o LIF6 não está ativo sendo, por isso, considerado como um pseudo gene ou gene morto. “Este gene morto voltou à vida“, afirmou Vicent Lynch, um dos autores do estudo, no qual o LIF6 foi apelidado como um gene “zombie”.

Os cientistas que conduziram a investigação, da Universidade de Chicago, nos EUA, acreditam que o gene foi ressuscitado há cerca de 25 a 30 milhões de anos.

Em resposta a qualquer dano no ADN, o p53 aciona o LIF6 para matar a célula afetada antes que esta se torne cancerosa. Segundo os autores, este mecanismo de supressão do cancro pode ter sido um “elemento-chave” para os elefantes, potenciando o seu crescimento até atingirem o seu tamanho atual.

Os elefantes não são a única espécie que desenvolveu alguns truques genéticos para despistar o cancro. Outros animais, como o rato-toupeira-nu (Heterocephalus glaber), também têm os seus segredos.

Fonte: ZAP

Força Aérea espanhola vai criar um centro de vigilância para ameaças espaciais


No ano passado a Agência Espacial Norte-americana desviou 21 objetos em rota de colisão com a terra. Unidade espanhola será instalada na base aérea de Torrejón de Ardoz, em Madrid

Espanha vai ter uma unidade dedicada à monitorização de ameaças à segurança nacional que venham do espaço, mas não vai ser um exército espacial, igual ao que foi anunciado na última quinta-feira pelos Estados Unidos da América. A Força Aérea espanhola já lançou o embrião do Centro de Operações de Vigilância Espacial (COVE) e que vai entrar em funcionamento, a partir de Morón de la Frontera, em Sevilha, no próximo ano para fazer o controlo operacional do primeiro radar de vigilância do espaço.

De acordo com o diário El País, o Conselho Nacional de Segurança de Espanha - o primeiro realizado pelo presidente espanhol Pedro Sánchez (PSOE) - acordou, em 16 de julho, o "desenvolvimento de uma estratégia de segurança aeroespacial [...] para fazer face aos vários tipos de ameaças a que estão submetidos o espaço aéreo e ultraterrestre". Uma das resoluções é a criação de um conselho de segurança aeroespacial a médio prazo, semelhante aos existentes em matéria de cibersegurança ou segurança marítima.

Em 2007, a China destruiu um satélite do próprio país, alegando que estava fora de controlo. Até então, não estava contemplada a hipótese de disparar contra uma nave no espaço e o governo de Pequim mostrou que era possível. Este foi um dos exemplos utilizados pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, para justificar a criação de um quinto ramo das Forças Armadas estadunidenses em 2020 e que obteve luz verde no congresso.

Pence também alegou que o presumível desenvolvimento de um sistema de laser para neutralizar infraestruturas espaciais por parte da Rússia justificava o investimento de sete milhões de euros na start-up do futuro exército espacial e que assegurava aos Estados Unidos "o domínio do espaço".

Ao contrário das ideias do vice-presidente norte-americano, o chefe da Divisão de Planos (DIVPLA) do Estado-Maior da Força Aérea de Espanha, Juan Pablo Sánchez de Lara, admitiu que um ataque deliberado contra sistemas espaciais "não se considera a curto prazo" e também não se mostrou preocupado com a presença de extraterrestres. Sánchez de Lara considerou que a maior ameaça é o lixo espacial, mais de 8100 toneladas de material a orbitar a Terra, mais de 29 mil objetos com mais de dez centímetros, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla inglesa).

Parte dos fragmentos que rodeiam a Terra foram criados com a destruição do satélite chinês, há 11 anos, e pelo choque entre um satélite norte-americano e russo, em 2009. Alguns dos pedaços de metal que resultaram destes dois fenómenos viajam a uma velocidade de 48 mil quilómetros por hora e podem converter-se em projéteis, dá conta a ESA.

A missão da Força Aérea espanhola vai ser "proporcionar informação antes de qualquer evento que possa afetar o funcionamento em segurança dos meios dos quais Espanha dispõe no espaço, antes de se efetuar qualquer reação", explicou Sánchez de Lara. A única forma de reagir, atualmente, a estes incidentes é desviando a trajetória dos satélites para evitar uma colisão com o lixo espacial, algo que a Agência Espacial Norte-americana (NASA, na sigla inglesa) já fez em 21 ocasiões, no ano anterior. No caso espanhol, a manobra fica encarregada pelo operador do satélite e acarreta sempre o gasto de combustível e o encurtamento da vida útil do aparelho.

Parte do lixo espacial, que está em órbita mais baixa, desintegra-se ao entrar na atmosfera, mas o mesmo não acontece com os objetos maiores, como o laboratório chinês Tiangong 1, que caiu em 2 de abril do ano passado no oceano Pacífico. Há ainda outras ameaças, com asteroides ou meteoros - uma chuva de meteoros em 2013 fez quase 1500 feridos em Chelyabinsk, na Rússia -, as tempestades solares, que podem deixar uma cidade sem eletricidade durante nove horas - como aconteceu em 1989, na cidade de Quebeque, no Canadá.

Por isso, o objetivo da nova unidade de vigilância espacial, que será instalada na base aérea de Torrejón de Ardoz, em Madrid, é conhecer o espaço, que é cada vez mais "congestionado, disputado e competitivo", além de permitir a previsão de riscos que possam afetar os aparelhos espaciais espanhóis civis e militares. Meia dezena de militares vão integrar o embrião do centro de vigilância espacial e vai ser aumentado à medida que seja necessário.

Fonte: DN

Cientistas defendem que muitos planetas fora do Sistema Solar podem ter água


Cientistas concluíram que muitos planetas fora do Sistema Solar podem ter até 50 por cento de água, baseando-se numa nova análise de dados obtidos do telescópio Kepler e do satélite Gaia, foi hoje divulgado.

Segundo a equipa internacional de investigadores, planetas extrassolares (exoplanetas) com 2,5 vezes o raio da Terra são provavelmente "mundos de água". Ao todo, cerca de 35 por cento dos exoplanetas identificados e maiores do que a Terra será ricos em água.

O coordenador da investigação, Li Zeng, da universidade norte-americana de Harvard, ressalva, no entanto, que a água nestes planetas não é comparável à que se encontra na Terra.

Li Zeng esclarece que a superfície destes exoplanetas, onde a temperatura poderá rondar entre os 200 e os 500 graus Celsius, estará "envolta numa atmosfera dominada por vapor de água, com uma camada de água líquida por baixo".

"Indo mais fundo, seria de esperar que esta água se transformasse em gelo antes de chegarmos ao núcleo rochoso sólido", assinalou, citado em comunicado da organização da conferência Goldschmidt 2018, que termina hoje em Boston, nos Estados Unidos.

No estudo, os cientistas defendem que estes "mundos de água" ter-se-ão formado de maneira semelhante a Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno, os gigantes gasosos do Sistema Solar.

A sua tese baseia-se num modelo que foi desenvolvido a partir da análise dos exoplanetas com medições de massa e raio recentes.

Mais de três mil exoplanetas já foram identificados pelos astrónomos. A água em estado líquido é condição essencial para a vida tal como se conhece.

Fonte: SAPO24

Nova fotografia do Hubble tem cerca de 15 mil galáxias


A visão ultravioleta do Hubble tem ajudado os investigadores a estudarem a formação de estrelas.

ANASA partilhou uma nova fotografia captada pelo telescópio Hubble que é “uma das maiores vistas panorâmicas do fogo e da fúria do nascimento de estrelas no Universo distante”. São cerca de 15 mil as galáxias que se podem ver nesta imagem, 12 mil das quais são de estrelas em formação.

A fotografia foi captada com recurso a visão ultravioleta, a qual tem ajudado os investigadores a perceberem a formação de estrelas nos últimos 11 mil milhões de anos. É graças a esta visão ultravioleta do Hubble que os investigadores da NASA conseguiram criar esta fotografia.



Fonte: NM

Verme minúsculo sobrevive a forças 400 mil vezes mais fortes do que a gravidade


Uma investigação recente descobriu um verme minúsculo que consegue sobreviver a forças 400 mil vezes mais fortes do que a gravidade da Terra.

Tiago Pereira e Tiago de Souza, geneticistas da Universidade de São Paulo, no Brasil, colocaram centenas de Caenorhabditis elegans, um nematóide muito usado em estudos biológicos, numa ultracentrifugadora, um aparelho que pode atingir velocidades de rotação muito elevadas, capazes de gerar uma aceleração milhares de vezes maior do que a gravidade da Terra.

Uma hora depois, os investigadores retiraram os animais, convencidos de que estariam mortos. Mas surpreenderam-se: os vermes estavam a movimentar-se livremente como se nada tivesse acontecido.

O verme, com cerca de um milímetro de comprimento, é muito tolerante à aceleração. Enquanto seres humanos perdem a consciência a apenas 4 ou 5 g (sendo que 1 g é a força da gravidade na superfície da Terra), o Caenorhabditis elegans saiu ileso de 400.000 g.

Mais de 96% dos vermes não sobreviveram a esta força de aceleração, não apresentando qualquer alteração física ou comportamental. “A vida tolera muito mais stress do que pensávamos”, concluiu Pereira.

O surpreendente valor de 400.000 g é um importante marco de referência, uma vez que as rochas experimentaram forças semelhantes quando expelidas de superfícies de planetas para o espaço por erupções vulcânicas ou impactos de asteroides.

Isto significa que qualquer criatura capaz de sobreviver a esta viagem a bordo de uma dessas rochas poderia, teoricamente, semear outro planeta com vida, uma ideia conhecida como “panspermia balística“. Serão estes animais vermes alienígenas? A resposta a esta pergunta permanece no ar.

Vale, contudo, notar que este teste não reproduz o impacto total de uma viagem interplanetária. Os cientistas esclarecem que demorou cerca de cinco minutos para a ultracentrifugadora chegar a estas gigantescas forças, enquanto que as rochas lançadas de um planeta as alcançariam em apenas um milésimo de segundo.

Além disso, a experiência dos geneticistas brasileiros não replicou outras condiçõesextremas presentes no espaço interestelar. Fatores como a temperatura, vácuo ou radiação cósmica não entraram na equação.

Ainda assim, Pereira destaca que este trabalho é o ponto de partida sobre o qual experiências futuras podem desenvolver uma “maior compreensão dos limites da vida”.

Fonte: ZAP

OVNIs e fenómenos 'impossíveis' em Portugal: Livro sobre "casos à espera de explicação" é lançado hoje

Um compêndio de descrições "ao pormenor" de "encontros imediatos" com objetos voadores não identificados (OVNI) em Portugal chega esta sexta-feira às bancas, assinado pelo cofundador do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência da Universidade Fernando Pessoa, Joaquim Fernandes.

No livro, intitulado “Ficheiros Secretos à Portuguesa – Avistamentos de Ovnis, fenómenos ‘impossíveis’ e outros casos à espera de explicação”, Joaquim Fernandes recolhe “uma série de histórias surpreendentes e casos até hoje desconhecidos, no todo ou em parte, revelados através dos seus protagonistas e de documentação oficial inédita”.

“Há ficheiros que não são do conhecimento público, mas que existem. Neles estão descritos ao pormenor ‘encontros imediatos’ no mar, no ar e em terra. Fenómenos ‘impossíveis’ que continuam à espera de uma explicação”, lê-se numa nota de imprensa da Manuscrito, que edita a obra.

Entre os casos relatados estão “o estranho caso dos relógios parados em Santa Maria”, o “‘charuto voador’ visto na Praia da Vitória” e os dossiês sobre “as ‘estranhas luzes verdes’ que rondaram um C-124 da Força Aérea”, “o engenho ‘visivelmente visto’ na base das Lajes”, a “nuvem bizarra seguida pelos radares” e o “intruso aéreo” detetado “em 2004 nos radares civis e militares”.

No prefácio do livro, o general piloto-aviador ex-chefe do Estado Maior da Força Aérea Portuguesa Tomás George Conceição Silva apresenta-o como “um verdadeiro compêndio de toda a fenomenologia relacionada com o avistamento de objetos voadores não identificados, no Continente e Regiões Autónomas, desde os primórdios do fim da II Guerra Mundial até hoje”.

“As entidades estatais e militares têm o dever de prestar a devida verdadeira informação ao público, mas esta é sempre tendente a ser distorcida ou camuflada, por vezes com artifícios inaceitáveis”, escreve.

Cofundador do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, Joaquim Fernandes doutorou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto com uma tese sobre “O Imaginário Extraterrestre na Cultura Portuguesa — do fim da Modernidade até meados do século XIX”, descrita como “a primeira da sua temática” a ser apresentada numa academia portuguesa e europeia e editada sob o título “Moradas Celestes”.

Segundo a informação da Manuscrito, Joaquim Fernandes “interessa-se particularmente pela antropologia religiosa comparada, com destaque para os fenómenos da religiosidade popular e da espiritualidade, mitos e cosmologias, e o debate entre ciência e religião”.

“É membro de vários organismos internacionais e coordenador internacional do ‘MARIAN Project’, que estuda as dimensões culturais e científicas dos fenómenos religiosos e aparicionais, como Fátima, tema a que dedicou várias obras em coautoria com Fina d’Armada, igualmente traduzidas para inglês, castelhano e francês”, refere.

Em 2008, Joaquim Fernandes publicou o seu primeiro romance histórico, “O Cavaleiro da Ilha do Corvo”, a que se seguiram os ensaios “O Grande Livro dos Portugueses Esquecidos” e “Mundos, Mitos e Medos — O Céu na Poesia Portuguesa”.

No mesmo ano coordenou e apresentou na RTP2 a série temática “Encontros Imediatos”, dedicada ao fenómeno OVNI em Portugal, e em 2010 escreveu em coautoria o guião do telefilme “A Noite do Fim do Mundo”, que retrata as reações em Portugal à aproximação do cometa Halley, em 1910.

Em 2014, publicou o seu segundo romance histórico, “As Curandeiras Chinesas. Um motim que abalou a I República”, e em 2015 a obra “História Prodigiosa de Portugal. Mitos & Maravilhas”.

O seu mais recente título é “Portugal Insólito”, dado à estampa em 2016 pela editora Manuscrito.

Joaquim Fernandes foi ainda responsável pelo guião e apresentação do documentário “As Faces de Fátima”, produzido em 2017 pelo canal História, e coordenou no Porto Canal a série “Conversas do Centenário”, dedicada aos eventos aparicionais de Fátima.

O autor está biografado no Dicionário das Personalidades Portuenses do século XX, editado pela Porto Editora em 2001.

Fonte: SAPO24

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Identificadas algumas das galáxias mais antigas do Universo 'perto' da Via Láctea


Astrónomos identificaram algumas das galáxias mais antigas do universo a orbitarem a Via Láctea, revela um estudo hoje divulgado.

Segundo os autores da investigação, publicada na revista científica Astrophysical Journal, as galáxias anãs Segue-1, Bootes I, Tucana II e Ursa Maior I, descobertas entre 2005 e 2015, terão mais de 13 mil milhões de anos. O universo tem uma idade calculada em 13,8 mil milhões de anos.

A equipa de astrónomos estimou o tempo de formação destas galáxias-satélite da Via Láctea a partir de um modelo de formação de galáxias desenvolvido anteriormente, refere em comunicado a universidade britânica de Durham, que participou no estudo.

Um dos investigadores e diretor do Instituto para a Cosmologia Computacional da Universidade Durham, Carlos Frenk, compara os dados descritos à "descoberta da origem dos primeiros humanos que habitaram a Terra".

A formação das primeiras galáxias levou ao fim do período das trevas do Universo, que durou cerca de cem milhões de anos.

De acordo com o estudo, foram identificadas duas populações de galáxias-satélite da Via Láctea: uma que nasceu durante a fase cósmica da escuridão e outra ligeiramente mais brilhante que se formou centenas de milhões de anos depois.

Fonte: SAPO24

NASA detecta enorme 'muralha' de hidrogénio ao redor do Sistema Solar


A sonda espacial New Horizons, lançada pela NASA em 2006, está aproximando-se da fronteira do nosso Sistema Solar e agora já se encontra à distância de mais de 6,5 biliões de quilómetros da Terra.

A nave espacial detectou uma enorme "muralha" aparentemente composta por hidrogénio na zona onde termina o raio de alcance do nosso Sol, relata o portal Gizmodo. Outra sonda espacial, a Voyager, já passou por essa área há cerca de três décadas e fez observações semelhantes. A nova sonda oferece mais informações sobre essa "fronteira".

Assim, o Sol emite partículas carregadas que, ao entrar em contacto com partículas de hidrogénio entre os planetas, faz com que elas emitam luz ultravioleta. Com o tempo, a velocidade dessas partículas solares diminui ao enfrentar o espaço interestelar.

Como consequência, as partículas solares acumulam-se nessa fronteira convencional, onde elas se aquecem, se comprimem e mudam seu campo magnético. É assim que a "muralha de hidrogénio" se ilumina.

Ilustração da heliosfera onde se encontra a "muralha" de hidrogénio

No entanto, o brilho detectado pelo aparelho "Alice" a bordo da sonda era muito forte. Após uma nova investigação, o pesquisador Randy Gladstone explicou que nessa área pode haver outra fonte de luminosidade que os pesquisadores tentarão registar.

Uma das possíveis explicações é que existem partículas de hidrogénio que vêm do espaço interestelar e interagem com as partículas acumuladas no raio de alcance do Sol.

Os dados recolhidos na área pela sonda Voyager há quase 30 anos coincidem com as novas descobertas depois da realização de algumas correcções.

Embora as semelhanças nos dados sejam prova adicional da existência de uma enorme "muralha", resta confirmar se ela é composta por hidrogénio ou por alguma outra substância, diz Gladstone. O cientista concluiu dizendo que, se for possível, planeia-se observar o sinal algumas vezes por ano.

"Acreditamos que há algo mais lá fora, outra fonte de brilho", disse Randy Gladstone.

Enquanto isso, a sonda está no cinturão de Kuiper, esperando um asteroide com 30 quilómetros de um diâmetro que passará pelos arredores. Depois disso, a nave continuará em direcção da nuvem de Oort.

Fonte: Sputnik News

China apresenta veículo com o qual vai explorar o lado oculto da Lua


A agência espacial chinesa revelou imagens do veículo de exploração com que espera chegar ao lado oculto da Lua, no final deste ano, no que seria um feito inédito.

O veículo, que ainda não foi batizado, viajará em dezembro a bordo da nave não tripulada Chang E 4, e deverá alunar na bacia Aitken, e a partir dali percorrer o lado não visível da Lua, informou hoje a imprensa oficial.

O veículo é semelhante ao Yutu, o primeiro explorador lunar chinês, lançado em 2013, e que continua a percorrer o lado visível da Lua.

Em conferência de imprensa, Wu Weiren, chefe do programa chinês de exploração lunar, explicou que o novo veículo se distingue do Yutu pela sua maior adaptabilidade a terrenos difíceis.

E destacou que, com 140 quilos, é o "mais leve" de sempre.

De forma retangular, o explorador contará com seis rodas, dois painéis solares, um radar e várias câmaras, visando explorar o lado oculto da Lua.

Ao mesmo tempo que gira em torno da Terra, a Lua gira também em torno do seu eixo, por isso vê-se sempre a mesma metade do astro.

Os programas espaciais da antiga União Soviética e dos Estados Unidos conseguiram, há mais de 50 anos, fotografar a cara oculta da Lua, mas nunca conseguiram aterrar ali com êxito.

Fonte: DN

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Cientistas chineses descobrem proteínas chave do cancro no pulmão


Investigadores chineses do Instituto de Zoologia da Academia de Ciências da China descobriram 21 proteínas chave, que podem inibir ou estimular o crescimento de células do cancro do pulmão.

Através de técnicas laboratoriais, os investigadores testaram 1.520 fatores de transcrição, e descobriram que onze destes eram supressores tumorais, que impediam o crescimento de células cancerígenas, enquanto outros dez tinham o potencial de causar o crescimento.

Os fatores de transcrição são proteínas chave ligadas à sequência do ADN (ácido desoxirribonucleico), que controlam a expressão genética e descodificam a informação no genoma humano.

De acordo com a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, estudos adicionais mostraram que IRX5, um dos TFs mais perigosos, foi detetado em níveis elevados em pacientes com cancro do pulmão, cuja causa principal da doença é o tabaco. Em experiências feitas com ratos, os investigadores impediram o crescimento de células cancerígenas ao inibir o IRX5.

O cancro do pulmão representa 20% de todas as mortes por cancro no mundo. Entre 80% e 90% são causados pelo consumo de tabaco, segundo a Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro.

O estudo foi publicado na passada sexta-feira na revista internacional Cancer Letters.

Fonte: ZAP

Criatura misteriosa é observada no mar na costa da Inglaterra


Quando estava tomando seu café da manhã junto ao mar, Kevin Burton reparou num estranho animal marinho que se elevava na superfície da água.

Ele comentou que estava apreciando a vista matinal no lado norte do cais em Tynemouth, bebendo seu café, quando viu uma criatura estranha na maré baixa. Pensou que acabava de testemunhar a primeira aparição do monstro do lago Ness fora da Escócia.

O vídeo foi filmado a 10 de agosto de 2018 em Tyne and Wear, na Inglaterra.


Fonte: Sputnik News

Descoberto em Angola sapo sem ouvidos

(dr) Ishan Agarwal
Sapo pigmeu da Serra da Neve

É minúsculo e não tem ouvidos. Na Serra da Neve, em Angola, foi descoberto um sapo que se esconde debaixo das pedras e da camada de folhas, no solo húmido.

Só o podemos encontrar na Serra da Neve, na província do Namibe, em Angola e a sua característica que mais capta a atenção é a ausência de ouvidos. Estamos a falar do sapo pigmeu da Serra da Neve, agora descrito cientificamente por uma equipa internacional de investigadores, cujo primeiro autor do trabalho é o biólogo português Luís Ceríaco.

O animal foi localizado numa expedição em novembro de 2016 à Serra da Neve, o segundo pico mais alto de Angola, com 2489 metros de altitude. Conhecido pelos geólogos como “monte-ilha”, a Serra da Neve é muito interessante na medida em que está isolada de outras montanhas, permitindo assim a evolução de espécies únicas.

De acordo com o Público, o sapo pigmeu da Serra da Neve vive a quase 1500 metros de altitude e vive debaixo de rochas e folhas, junto ao solo húmido. Com apenas 31 milímetros de comprimento, o exemplar serviu de referência para descrever a nova espécie. Atualmente, encontra-se no Museu de História Natural da Universidade da Florida, nos Estados Unidos.

Poyntonophrynus pachnodes é o nome científico escolhido pela equipa para o novo sapo pigmeu. O nome específico – pachnodes – significa “gelado” em grego, uma referência ao nome da serra e às temperaturas baixas registadas à altitude em que se encontra nova espécie.

Depois de apanhados seis exemplares, a equipa de investigadores de Angola, Portugal e dos Estados Unidos regressou ao laboratório para estudar a espécie, usando técnicas genéticas e de anatomia. O artigo foi publicado recentemente na revista ZooKeys.

O detalhe que mais captou a atenção dos cientistas foi o facto de, tanto o ouvido externo como o interno, relacionados como a audição noutras espécies de sapos e rãs, estão completamente ausentes nesta espécie.

Luís Ceríaco, biólogo português, refere que “o facto de não ter ouvidos é interessantea vários níveis”. Trata-se de “um caso de perda total de ouvido médio interno e todas as suas estruturas associadas, numa linhagem evolutiva em que todas as espécies congéneres o possuem”.

Segundo o especialista, esta perda do ouvido acontece em várias outras linhagens de sapos da família Bufonidae, facto que ainda é um mistério evolutivo. No entanto, ainda não se conhecia nenhum caso deste género (Poyntonophrynus).

“Assim, juntamos mais uma peça a este puzzle evolutivo e, quiçá, com mais dados consigamos dar resposta a esta questão”, assinala o biólogo português sobre a importância da descoberta.

Permanece no ar a dúvida: não tendo ouvidos, como é que o sapo pigmeu da Serra da Neve ouve os chamamentos de acasalamento? “A questão de ouvir os chamamentos de outros elementos da sua espécie está em aberto”, explica Luís Ceríaco.

Nos sapos e nas rãs, os chamamentos são de “extrema importância” durante a época de acasalamento e para o estabelecimento de território. “Ora se o animal não tem ouvidos, à partida não ‘ouve’. Este facto tem intrigado a comunidade científica há várias décadas, mas nos últimos anos têm sido propostos vários mecanismos pelos quais os animais sem ouvidos podem ‘ouvir’ ou pelo menos receber as mensagens”, indica o biólogo.

“Há casos em que a própria a cavidade bucal dos animais funciona como caixa de ressonância e, de certa forma, funciona como ouvido. Noutros casos, os animais não ouvem o parceiro, mas veem o movimento do saco vocal a encher-se e desencher-se e compreendem a mensagem”, acrescenta. Além disso, há animais que desenvolveram uma sinalização visual, como acenos.

No caso do sapo pigmeu da Serra da Neve, “ainda não sabemos quais destes mecanismos – se de facto usa algum – desenvolveu”, conclui.

Fonte: ZAP

Objecto triangular apareceu no céu dos EUA, aeronave secreta ou OVNI?


Uma suposta aeronave secreta militar foi observada na cidade norte-americana de Austin, no estado do Texas, relata o The Daily Star.

No vídeo divulgado na Internet pelo canal TexasUfos do YouTube, um objecto voador não identificado aparece imóvel no céu da cidade com luzes brilhantes que revelam uma silhueta triangular. 

Especula-se que seja uma aeronave secreta norte-americana TR-3B que alegadamente usa avançadas tecnologias antigravidade extraterrestres ou mesmo uma nave espacial alienígena. 

Enquanto a existência da aeronave nunca foi oficialmente confirmada pela Força Aérea dos EUA, os teóricos da conspiração acreditam que o governo norte-americano esteja desenvolvendo um avião secreto em forma triangular.


Fonte: Sputnik News

sábado, 4 de agosto de 2018

Meteorito mais antigo de sempre contém segredos da formação do Sistema Solar


Uma equipa de cientistas descobriu remanescentes do Sistema Solar primitivo que podiam ajudar a decifrar o mistério da sua formação.

Os cientistas acreditam que o Sistema Solar se formou há cerca de 4,6 mil milhões de anos, quando uma nuvem de gás e poeira desmoronou sob a gravidade, provocada possivelmente pela explosão de uma estrela ou supernova. Quando a nuvem desmoronou, formou um disco giratório com o Sol no centro.

Ao longo do tempo, peça por peça, os cientistas têm trabalhado arduamente para estabelecer a formação do Sistema Solar através de cada pista que o Espaço nos fornece.

Agora, uma nova peça foi adicionada a este puzzle.

Depois de analisarem a sua composição e o terem datado, os cientistas descobriram aquele que é o meteorito conhecido mais antigo de sempre. Trata-se de um meteorito ígneo que foi encontrado na Mauritânia em 2016. Além de ser o mais antigo, o Northwest Africa (NWA) 11119 tem outra particularidade: contém segredos da formação do Sistema Solar.

O NWA 11119 data de 4,565 mil milhões de anos e é uma evidência direta de que rochas corticais quimicamente desenvolvidas, ricas em sílica, foram formadas nos primeiros 10 milhões de anos antes da formação dos planetas do Sistema Solar.

Esta rocha incrivelmente incomum foi desenvolvida “durante um dos primeiros eventos vulcânicos ocorridos no Sistema Solar”, explicou Carl Agee, da Universidade do Novo México, co-autor do estudo publicado esta quinta-feira na Nature Communications.

Em cerca de 30% do seu volume, este meteorito é formado por cristais de sílica tridimita, semelhante ao quartzo mineral. “Com base nos isótopos de oxigénio, sabemos que é de uma fonte extraterrestre, de algum lugar do Sistema Solar”, disse Poorna Srinivasan, principal autor do estudo.

Este facto sugere que o NWA 11119 é proveniente de um “corpo grande e geologicamente complexo que se formou no início do Sistema Solar“. Meteoritos como este foram os precursores da formação do planeta e representam um importante passo na evolução dos corpos rochosos do nosso Sistema Solar.

Fonte: ZAP

Há um planeta gigantesco a vaguear pela vizinhança da nossa galáxia


É uma descoberta que está a fascinar a comunidade cientifica dadas as características do que foi revelado.

Astrónomos norte-americanos descobriram um planeta errante gigantesco, com um campo magnético extremamente forte, a vaguear pela nossa vizinhança galáctica. Este objeto está a apenas 20 anos-luz da Terra.

Uma estrela falhada ou um planeta gigante?

Há um objeto muito estranho a flutuar no bairro estelar e os astrónomos estão intrigados. É muito grande e tem um campo magnético extremamente forte. É um “forasteiro” que não está ligado a nenhum outro objeto.

A descoberta foi feita com o radiotelescópio Very Large Array (VLA, no Novo México, EUA), marcando o primeiro objeto de massa planetária revelado por esta tecnologia.

Com 12,7 vezes mais massa que Júpiter, as suas características situam-no bem no limite superior dos planetas – beirando o território das anás castanhas.

Este objeto está bem na fronteira entre um planeta e uma anã castanha, ou ‘estrela falhada’, e está a dar-nos algumas surpresas que podem potencialmente nos ajudar a entender os processos magnéticos em estrelas e planetas.

Referiu a astrónoma Melodie Kao, da Universidade do Estado do Arizona.

Pequeno para estrela anã castanha mas quase 13 vezes maior que Jupiter

Uma anã castanha é um objeto muito pequeno para produzir fusão de hidrogénio, o processo dominante que gera energia nas estrelas, mas grande o suficiente para a fusão de deutério, processo de baixa temperatura vital para estrelas recém-formadas.

Assim, este gigante está na fronteira entre os maiores planetas e as menores estrelas, com massas de 13 a 80 vezes maiores que a de Júpiter.

Inicialmente também se pensou que estes objetos não emitiam ondas de rádio, mas em 2001 descobriram que estavam absolutamente cheios de atividade magnética. Outras observações revelaram que as anãs castanhas podem gerar fortes auroras.

As Auroras

Aqui na Terra, as auroras são geradas por ventos solares, que interagem com partículas carregadas na nossa ionosfera. Essas partículas carregadas viajam ao longo das linhas do campo magnético do planeta até os pólos, onde se manifestam como luzes dançantes no céu e produzem fortes emissões de rádio.

Este novo objeto, denominado SIMP J01365663 + 0933473, pode ajudar os astrónomos a aprender mais sobre diversos fenómenos espaciais, incluindo as auroras das anãs castanhas.

A equipa acredita ter detetado emissões de rádio de auroras no novo planeta, o que representa um desafio para a maneira como entendemos os mecanismos para este fenómeno em anãs castanhas e exoplanetas. Mas o seu campo magnético é algo que vale uma observação mais de perto. É enorme, 200 vezes a força do campo magnético de Júpiter.

Gigante mas ainda um bebé

Descoberto no meio de um aglomerado de estrelas muito jovens, este novo planeta tem cerca de 200 milhões de anos – é ainda um bebé pequenino.

E, embora seja 12,7 vezes mais maciço que Júpiter, é apenas um pouco maior, com um raio de 1,22 vezes o do gigante gasoso.

Em comparação com a temperatura da superfície solar de 5.500 graus Celsius, a sua temperatura é relativamente fria, chegando a uma temperatura de superfície de 825 graus Celsius.

Fonte: Pplware
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