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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Inteligência artificial pode prever o futuro com 99% de certeza


A Inteligência Artificial previu o futuro e acertou mais de 99% das vezes, segundo um novo estudo. Felizmente, não previu um apocalipse ou uma revolução de robôs.

Em vez disso, os investigadores do Instituto Max Planck pediram ao software artificialmente inteligente para prever o progresso da inteligência artificial (IA).

Os investigadores utilizaram a informação sobre a IA a partir de trabalhos académicos desde 1994 — foram analisados 143.000 trabalhos na experiência.

Foi então pedido à IA que fizesse previsões sobre como a inteligência artificial se desenvolveu ao longo dos anos, com base nos estudos científicos sobre a mesma.

O software estava quase 100% correto em relação às suas previsões, levando os cientistas a quererem fazer-lhe mais perguntas sobre o futuro, segundo The U.S Sun.

De acordo com Mario Krenn, que liderou a investigação juntamente com especialistas de todo o mundo, a IA “mostra um grande potencial que pode ser libertado“.

Em vez de pedir à IA para prever o fim do mundo, os investigadores esperam fazer-lhe perguntas sobre a ciência que poderiam contribuir para estudos futuros.

A inteligência artificial é “uma ferramenta que pode sugerir novas direções e ideias de investigação personalizadas, tirando conclusões da literatura científica. Pode acelerar significativamente o progresso da ciência”, lê-se no estudo.

“Um campo que pode beneficiar de uma abordagem deste género é a própria investigação de inteligência artificial (IA)”, acrescenta ainda o artigo.

A esperança é que a IA seja capaz de ajudar os cientistas na investigação no futuro. “Em última análise, melhores previsões e novas direções de investigação serão uma componente crucial de ferramentas mais avançadas de sugestão de investigação”.

Alice Carqueja, 

Fonte: ZAP

terça-feira, 27 de setembro de 2022

“Kamikaze” da NASA colidiu com sucesso contra asteroide Dimorphos


A missão DART da NASA foi um aparente sucesso. A agência espacial conseguiu que a sua sonda colidisse com o asteroide Dimorphos.

Esta segunda-feira, a missão DART da NASA culminou com a colisão de uma sonda contra um asteroide. O impacto aconteceu com o asteroide Dimorphos, a 11 milhões de quilómetros da Terra, às 00h14 desta terça-feira.

A missão queria provar que uma nave espacial pode navegar autonomamente para um asteroide e colidir intencionalmente com ele.

Na transmissão em direto da agência espacial norte-americana é possível ver o feito a ser celebrado pela equipa a cargo da missão. A câmara da sonda foi mostrando um fundo preto com um ponto branco, que correspondia ao sistema de asteroides a aproximar-se.

Apesar do aparente sucesso da missão, só entre 2024 e 2026 é que se saberá efetivamente se o “impacto cinético” funciona e se a nave espacial conseguiu alterar a rota do asteroide.

Se a missão tiver sido bem-sucedida, uma órbita completa de Dimorphos em torno de Didymos vai demorar menos 10 minutos do que o habitual: 11 horas e 45 minutos.

Este foi o primeiro teste de defesa planetário levado a cabo pela NASA. O asteroide não representava um perigo para a Terra, mas o sucesso da missão mostrou que estamos preparados para redirecionar potenciais perigos.

O DART viajava a mais de 22.500 km por hora quando atingiu o asteroide, naquilo que tem foi uma das experiências cientificas mais complexas de todos os tempos.

Dimorphos e Didymos são um sistema binário de asteroides, sendo Dimorphos uma “lua” de Didymos. A pequena lua orbita o asteroide maior, e vai passar entre o asteroide maior e a Terra.

Fonte: ZAP

 

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Hackers usam imagens captadas pelo telescópio James Webb para esconder malware


A campanha de malware descoberta pelos investigadores da Securonix, que toma o nome GO#WEBBFUSCATOR, envolve emails de phishing com documentos Microsoft Office maliciosos anexados.

As imagens captadas pelo telescópio espacial James Webb, que começou a fotografar o universo mais profundo este ano, são impressionantes e estão a ajudar os investigadores a fazer novas descobertas espaciais. No entanto, uma nova investigação revela que há cibercriminosos a usar as imagens captadas pelo telescópio numa campanha maliciosa.

De acordo com os investigadores da Securonix, a campanha, que toma o nome GO#WEBBFUSCATOR, envolve emails de phishing com documentos Microsoft Office maliciosos anexados.

Os especialistas explicam que os documentos em questão incluem referências externas escondidas entre os seus metadados e, ao serem abertos, descarregam para o computador da vítima um outro tipo de ficheiro malicioso.

Caso a vítima tenha as macros ativadas no Office, o ficheiro executa automaticamente um script que dá início à primeira fase do ataque. A partir daqui é descarregada remotamente uma imagem, em formato JPG, que é subsequentemente transformada num ficheiro executável.

O ficheiro, aberto com a aplicação de visualização de imagens, apresenta uma das primeiras fotografias captadas pelo telescópio James Webb, que retrata um cluster da galáxia SMACS 0723.

Porém, ao ser aberto com um editor de texto, o mesmo demonstra que há uma carga maliciosa escondida, que é desencriptada e guardada no computador da vítima como um ficheiro executável chamado msdllupdate.ex.

Uma vez executado, o malware estabelece uma ligação ao servidor de comando e controlo, com os hackers a executarem os comandos pretendidos. Segundo a Securonix, os existem domínios utilizados na campanha que foram registados este ano e, à data da descoberta, a carga maliciosa executada ainda não conseguia ser detetada pela maioria dos softwares de segurança.

Fonte: SapoTek

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

O faro apurado dos ganhafotos pode ser a chave para o diagnóstico precoce do cancro


Os insectos conseguem separar as células cancerígenas das saudáveis através do cheiro e também distinguem diferentes tipos de cancro.

Depois de se os nossos melhores amigos de quatro patas se terem revelado úteis na luta contra o cancro, é agora a vez de os gafanhotos se juntarem aos cães nesta lista dos nossos aliados no mundo animal.

Um novo estudo que ainda não foi revisto por pares mas já está disponível na BioRxiv concluiu que os ganhafotos conseguem distinguir as células humanas saudáveis das cancerígenas graças ao seu faro apurado — e isto pode ajudar-nos a detectar o cancro mais cedo, relata o Science Alert.

Mais do que isto, os insectos podem identificar linhas de células cancerígenas individuais, o que significa que conseguem decifrar o tipo de cancro em causa. Os cientistas analisam as mudanças na actividade cerebral dos gafanhotos, que demoram milissegundos, para perceberem se os animais cheiraram ou não o cancro.

Usando elétrodos ligados aos cérebros dos insectos, a equipa mediu a sua resposta a amostras de gás de diferentes células e definiu perfis relativos aos químicos que os animais cheiravam. E eis que os perfis das respostas a células saudáveis eram diferentes das respostas a células com cancro.

Este estudo em particular limitou-se a cancros na boca, mas os investigadores acreditam que as capacidades dos gafanhotos podem ser aplicadas a outros tipos de cancro. “Esperávamos que as células cancerígenas parecessem diferentes das células normais. Mas quando os insectos conseguiram distinguir três tipos diferentes de cancro, isso foi incrível“, revela o microbiólogo e co-autor, Christopher Contag.

A taxa de sobrevivência dos cancros detectados já na fase 4, quando o tumor se espalhou para outras partes do corpo, oscila entre os 10% e os 20%. Quando são diagnosticados na fase 1, os pacientes com cancro já têm uma probabilidade de sobreviverem entre os 80% e os 90% — o que demonstra a importância da descoberta precoce da doença.

A equipa quer agora “hackear” os cérebros dos gafanhotos para tentar aplicar esta capacidade num contexto médico. Ainda é cedo, mas os cientistas têm esperança de criar um dispositivo que replicar este mecanismo e consiga detectar a presença de cancro apenas através da nossa respiração.

Adriana Peixoto, 

Fonte: ZAP

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Concept. Investigadores criam colónia espacial com gravidade artificial


A The Glass apresenta uma estrutura em forma de um cilindro.

Um grupo de investigadores da Universidade de Quioto e da empresa de construções Kajima desenvolveu o ‘concept’ de uma estrutura que permitirá viver em outros planetas além da Terra, como é o caso de Marte.

Este ‘concept’ recebeu o nome de The Glass e apresenta a forma de um cilindro com todo o tipo de áreas para tornar a vida dos colonos espaciais o mais confortável possível - com áreas verdes, zonas de água e até transporte público.

Como conta o DesignBoom, A equipa notou que os habitantes desta estrutura poderão desfrutar de gravidade artificial, o que eliminaria grande parte dos potenciais problemas de saúde que a comunidade científica tem identificado como obstáculos à vida fora da Terra.

“Temos a visão de um futuro em que a espécie humana fará da migração entre a Lua e Marte uma realidade na segunda metade do século XXI”, pode ler-se no comunicado da equipa de investigação. “Considerámos uma instalação com gravidade artificial que consiga gerar gravidade equivalente ao ambiente global, usando força centrífuga da rotação do Espaço e da superfície da Lua e de Marte, tornando-se tecnologia nuclear para os seres humanos avançarem para o Espaço”.

Abaixo pode ver um vídeo explicativo sobre o The Glass e, na galeria acima, algumas imagens do projeto.


Fonte: NM

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Manchas ‘gigantes’ no Sol levantam receios de tempestades solares destrutivas


Filamentos magnéticos na superfície solar podem depois causar ‘apagões’ e problemas com tecnologia na Terra.

O Sol tem apresentado um número crescente de ‘manchas solares’ bem como outras "estruturas" na sua superfície, segundo mostram as últimas imagens e investigação. Segundo escreve o Independent, estas ‘manchas solares’ – fenómenos astronómicos consistem no aparecimento de manchas causadas por uma concentração de fluxos magnéticos – estão debaixo de olhos dos astrónomos já que há risco de que estas estruturas filamentares lancem detritos contra a Terra, com efeitos destrutivos.

As ‘manchas solares’ podem causar erupções solares e manifestar-se em tempestades solares, não havendo, para já, indicação de quais as zonas do Sol que estão em maior risco de se tornarem local de erupção solar.

Segundo alguns investigadores, o desenvolvimento destas ‘manchas solares’ podem causar desequilíbrios magnéticos e causar apagões elétricos, bem como problemas em vários equipamentos, como satélites, GPS e até na distribuição elétrica na Terra. As manchas detetadas e que mais preocupam os cientistas estão precisamente voltadas para a superfície Terrestre.

A maior mancha detetada, que dá pelo nome de AR3055, tem mais de 100 mil quilómetros de diâmetro. Ainda não é claro como ocorre a formação destas zonas no céu e se, após o seu aparecimento, vão aumentando em dimensão.

Por agora, de acordo com o Centro de Previsão Meteorológica Espacial, da Administração do Oceano e Atmosfera dos EUA, o Espaço apresenta condições meteorológicas estáveis, das quais o único fenómeno de relevância é uma tempestade geomagnética relativamente pequena e que, na pior das hipóteses, caso tenha efeitos na Terra, pode causar pequenas flutuações nas grelhas de distribuição de eletricidade, pequenos impactos no funcionamento de satélites afetar o padrão migratório de alguns animais e ao aparecimento de auroras boreais.

Fonte: CM

terça-feira, 12 de julho de 2022

Asteroide do tamanho de um autocarro “roçou” a Terra de surpresa e os cientistas deixam alerta para o perigo da situação


O 2022 NF apareceu “do nada” nos radares quando faltavam poucos dias para a sua passagem pela Terra. Desta vez não houve perigo, mas a surpresa deixou a comunidade científica desconfortável com a possibilidade da situação se repetir com um asteroide de maior perigo.

Um corpo celeste do tamanho de um autocarro roçou recentemente a Terra, quase de surpresa. Desconhecido até 4 de julho último, quando apareceu do nada nos ecrãs do sistema Pan-STARRS de deteção de objetos próximos, o 2022 NF - como foi denominado - não é considerado um "asteroide potencialmente perigoso", mas a situação vem reforçar a necessidade de investir na defesa planetária.

O pequeno asteroide, com cerca de 12,5 metros de comprimento e 5,5 metros de largura, passou a apenas 90 mil quilómetros da Terra, aproximadamente 23% da distância e entre o planeta azul e a Lua, no passado dia 8 de julho.


À partida, o 2022 NF não seria capaz de causar grandes níveis de destruição, mas já sabemos que o tamanho não é a única coisa que importa entre estes corpos celestes, e podia ter existido prejuízo consoante o local onde impactasse.

Por outro lado, estão identificados objetos celestes próximos, esses sim, de facto capazes de causar danos elevados - em várias “frentes” - se atingirem a Terra.

Face ao risco que os asteroides de maior dimensão representam, estão a ser desenvolvidas estratégias de defesa como a DART, que une a NASA e a ESA na intenção de desviar quaisquer asteroides em rota de colisão com a Terra. Por enquanto o alvo é Dimorphos.

A China também está a preparar um novo sistema de defesa planetário que deve incluir uma missão espacial para desviar a rota de um asteroide próximo da Terra. O asteroide em questão ainda não foi escolhido, mas a missão deve ser operacionalizada nos próximos quatro anos.

Fonte: TekSapo

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Cientistas criam um dedo robô “ligeiramente suado” com pele humana viva


Tudo indica que a inovação japonesa pode ter potencial para “construir uma nova relação entre os humanos e os robôs”.

Cientistas japoneses desenvolveram um dedo robótico “ligeiramente suado” em pele viva, num avanço que dizem aproximar-se dos robôs verdadeiramente humanos.

O dedo, que demonstrou ser capaz de se curar a si próprio, é visto como um feito técnico impressionante que esbate a linha entre a carne viva e a máquina. Mas os cientistas estão com opiniões divididas sobre se as pessoas se gostariam da anatomia realista ou se achariam assustadora.

“Estamos surpreendidos com o quão bem o tecido da pele se adapta à superfície do robô”, revelou Shoji Takeuchi, professor na Universidade de Tóquio, que liderou o estudo, publicado a 9 de junho na revista Matter. “Mas este trabalho é apenas o primeiro passo para a criação de robôs cobertos de pele viva”.

A equipa argumenta que os robôs mais realistas seriam capazes de interagir com as pessoas de forma mais natural numa série de situações, incluindo nos cuidados de enfermagem e na indústria de serviços.

“Penso que a pele viva é a solução definitiva para dar aos robôs a aparência e o toque dos seres vivos, uma vez que é exatamente o mesmo material que cobre o corpo dos animais”, referiu Takeuchi, acrescentando ainda que estes avanços tinham o potencial de “construir uma nova relação entre os seres humanos e os robôs”.

Os cientistas já tinham criado enxertos de pele — folhas de pele que podem ser usadas numa cirurgia de reconstrução, por exemplo — mas têm lutado para criar pele viva em objetos tridimensionais e dinâmicos, segundo o The Guardian.

Neste último estudo, a equipa mergulhou pela primeira vez o dedo robótico num recipiente cheio de uma solução de colagénio e fibroblastos dérmicos humanos, os dois principais componentes que fazem parte dos tecidos da pele.

Os componentes revestiram a superfície como se fossem uma primeira mão de tinta, criando uma camada primária, para a próxima camada de células — queratinócitos epidérmicos humanos.

Funcionamento do dedo robótico

Dobrar o dedo para trás e para a frente causou o desenvolvimento de rugas de aspeto natural nos nós dos dedos e, quando lesionada, a pele consegue auto-curar-se como se fosse realmente “humana”, com a ajuda de uma ligadura de colagénio e, de acordo com os cientistas, parece uma pele normal.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Cientistas da Universidade de Coimbra criam material altamente promissor para nova geração de dispositivos eletrónicos


Os investigadores acreditam que, no futuro, estas nanopartículas com propriedades especiais poderão ser impressas em grandes superfícies condutoras, a baixo custo.

liderada por Mahmoud Tavakoli, desenvolveu um nanocompósito de metal líquido revestido de grafeno, que pode ser usado como condutor transparente, com aplicações na próxima geração de dispositivos eletrónicos e painéis solares.

A investigação, desenvolvida no âmbito do projeto WoW, do Programa Carnegie Mellon Portugal, e do projeto MATIS-Materiais e Tecnologias Industriais Sustentáveis, através do Programa Portugal 2020, é o tema de capa da última edição da revista Advanced Materials Technologies.

Os investigadores demonstraram, através deste estudo, que nanopartículas de metal líquido revestidas de óxido de grafeno podem ser transformadas em elétrodos semitransparentes e condutores, através de uma técnica de processamento a laser rápida, de baixo custo e escalável, o que poderá ter um grande impacto em áreas como: ecrãs flexíveis, painéis solares flexíveis e até biossensores vestíveis (wearable).


«Os metais líquidos são interessantes porque proporcionam elasticidade e autorregeneração, além de serem excelentes na dissipação térmica. Portanto, este é um passo importante para a aplicação e desenvolvimento de ecrãs muito flexíveis e resistentes», explica Mahmoud Tavakoli, diretor do Laboratório de “Soft and Printed Microelectronic” do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Os investigadores acreditam que, no futuro, estas nanopartículas com propriedades especiais poderão ser impressas em grandes superfícies condutoras, a baixo custo. «As partículas de metal líquido encapsuladas de grafeno são uma classe nova e promissora de compósito bifásico, com aplicação na próxima geração de dispositivos eletrónicos. Nós demonstrámos que é possível fabricar de forma rápida (em poucos segundos), a baixo custo e em larga escala, estes novos elétrodos. Esta solução é primeiro depositada sobre o substrato por meio de revestimento por pulverização e, em seguida, processada através de um laser de baixo custo. Isso permite simultaneamente a redução, afinamento, extração e padronização com alta resolução dos filmes depositados», afirma o investigador do ISR da FCTUC.

A composição do novo material e o método de fabrico apresentado neste estudo representam assim um passo importante para a produção em larga escala e a baixo custo de grandes elétrodos baseados em grafeno. O próximo passo da investigação será, de acordo com Mahmoud Tavakoli, «explorar o uso de outros tipos de lasers para melhorar a condutividade ou transparência dos elétrodos, bem como estudar aplicações desta técnica nas áreas de eletrónica de filmes finos, sensores de gás e humidade e dispositivos de armazenamento de energia».


Cristina Pinto

Fonte: UC

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Quatro civilizações alienígenas ‘maliciosas’ poderiam atacar a Terra, diz investigador


Por várias vezes foi dito que é muito egoísmos da parte dos humanos pensar que estão sozinhos neste vasto Universo. Até porque a própria Via Láctea está repleta de propriedades habitáveis, com cerca de metade de todas as estrelas semelhantes ao sol a hospedarem mundos do tamanho da Terra, mundos que podem suster vida. Há mais de 300 milhões de mundos com condições semelhantes às da Terra. Então, qual será a chance de haver outras civilizações e algumas serem mesmo perigosas ao ponto de existir a ameaça de atacarem e invadirem a Terra?

Alberto Caballero, estudante do doutoramento em resolução de conflitos na Universidade de Vigo, estima que existam quatro civilizações extraterrestres malignas na nossa galáxia.

Primeiro: acreditar que existem civilizações alienígenas

Um investigador afirmou que podem existir quatro civilizações extraterrestres na Via Láctea com possibilidade de atacarem ou invadirem o planeta Terra. Como noticiado pela Vice News, Alberto Caballero, que é estudante de doutoramento na Universidade de Vigo em Espanha, estimou a prevalência de civilizações "extraterrestres maliciosas".

No artigo intitulado "Estimando a Prevalência de Civilizações Extraterrestres Maliciosas", Caballero tentou fornecer uma estimativa da prevalência de civilizações extraterrestres hostis. Embora, admita que existem "algumas limitações".

Caballero observou que a estimativa se baseia na "história mundial de invasões no século passado, nas capacidades militares dos países envolvidos, e na taxa de crescimento global do consumo de energia".

Na sua investigação, ainda não revista pelos pares, publicada na revista Arxiv, Caballero afirmou que os limites superiores dos desvios padrão são utilizados para obter a "probabilidade estimada de invasão extraterrestre" por uma civilização cujo planeta enviámos uma mensagem.

O investigador afirmou ainda que os resultados mostram que tal probabilidade é de "duas ordens de magnitude inferior à probabilidade de impacto de um asteroide assassino de um planeta".

Segundo: acreditar que podemos comunicar com as civilizações alienígenas

Os cientistas estão a planear enviar uma mensagem (METI, ou "Messaging Extraterrestrial Intelligence") para a chamada civilização alienígena. Embora não haja provas definitivas, o governo dos EUA está a levar a sério os crescentes sinais de vida extraterrestre.

No entanto, como aviso aos cientistas, Caballero afirmou no seu artigo que as descobertas poderiam servir de ponto de partida para um debate internacional sobre o envio das primeiras mensagens de rádio interestelares sérias para planetas potencialmente habitáveis nas proximidades.

Fiz o papel baseado apenas na vida tal como a conhecemos. Não conhecemos a mente dos extraterrestres. Uma civilização extraterrestre pode ter um cérebro com uma composição química diferente e pode não ter empatia ou pode ter mais comportamentos psicopatológicos.

Encontrei esta maneira de fazer [o estudo], que tem limitações porque não conhecemos a mente de como seriam os alienígenas.

Disse Caballero à Vice.

Terceiro: acreditar que a Terra é um alvo de ataque malicioso

No seu artigo, escreveu que tal evento tem lugar uma vez a cada 100 milhões de anos. Caballero pesquisou as "invasões" humanas de outros países ao longo dos últimos 50 anos, pois mencionou que fez o papel baseado "apenas na vida tal como a conhecemos".

O relatório observou que ele aplicou os dados por si recolhidos ao número de "exoplanetas" conhecidos na nossa galáxia. Claudio Maccone, um cientista italiano, estimou que existem cerca de 15.785 exoplanetas. Após análise dos dados, Caballero estimou que poderia haver quatro civilizações alienígenas "maliciosas".

Caballero também foi autor de um estudo no Jornal Internacional de Astrobiologia, no início deste mês. Afirmou ter assinalado o "WoW! Signal", detetado pela primeira vez por um radiotelescópio em 1977. Foi uma estranha explosão de energia de rádio de um minuto de duração. De acordo com Caballero, o sinal pode ter tido origem numa estrela semelhante ao Sol a 1.800 anos-luz da Terra.

Segundo a publicação, o sinal foi recebido pela primeira vez pelo telescópio Big Ear na Universidade Estatal de Ohio.

Fonte: Pplware

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Humanidade terá de esperar entre dois mil e 400 mil anos para comunicar com extraterrestres, segundo investigadores chineses

Os cientistas basearam-se na quantidade de planetas terrestres que possam ser habitáveis 
e a sua probabilidade em ter uma forma de vida que evolua para uma civilização
Wikimedia Commons

Os dois milénios são o melhor cenário previsto, e os 400 mil anos são a pior hipótese, o que, na prática, poderá significar que o encontro pode nunca acontecer, segundo a Teoria do Juízo Final.

O contacto com uma espécie alienígena avançada, caso esta exista, deverá demorar a ocorrer entre dois mil e 400 mil anos, segundo cálculos apresentados num estudo efetuado por cientistas da Universidade de Pequim. Para desgosto dos fãs de “Star Trek” ou de “Battlestar Galactica”, ainda que os extraterrestres existam, o ser humano poderá nunca conhecer nenhum alien. Isto porque, segundo a Teoria do Juízo Final, as civilizações inteligentes podem estar à partida condenadas por guerras, aniquilações, alterações climáticas e impactos de asteroides no seu planeta.

Enquanto a única civilização inteligente avançada, um dos maiores mistérios para os humanos é se a nossa existência é única”, escreveram os autores do estudo publicado no The Astrophysical Journal, no dia 4 de abril, Wenjie Song e He Gao, que apresentaram uma explicação para a falta de resposta extraterrestre: “A razão para não termos recebido um sinal [de vida] é que o período de vida da comunicação humana não é, atualmente, grande o suficiente.”

Para chegarem às conclusões apresentadas, os cientistas basearam-se em dois parâmetros. O primeiro é a quantidade de planetas terrestres que podem ser habitáveis e a probabilidade que os mesmos tenham uma forma de vida que evolua para uma civilização. O segundo é o período de vida de uma estrela que é exigido para a formação de vida.

Através destas variáveis, os cientistas chegaram então ao intervalo temporal que, na melhor das hipóteses, separa a atual geração tanto de extraterrestres como de Jesus Cristo. Com a Teoria do Juízo Final, a civilização humana pode, como já foi referido, nunca entrar em contacto com vida alienígena. Os autores do estudo vão mais longe e não descartam a hipótese de que nenhuma das 111 possíveis civilizações na Via Láctea — a quantidade estimada no pior cenário, sendo que no melhor serão 42 mil civilizações — se cruzem algum dia, cada uma destinada a desaparecer antes de conhecer a outra.

Diogo Paredes

Fonte: Observador

Primeiro aeroporto para carros voadores foi inaugurado no Reino Unido


Sim, leu bem o título e não há nenhum engano. Foi realmente inaugurado no Reino Unido aquele que é o primeiro aeroporto destinado aos carros voadores.

No entanto, e talvez como será compreensível, as novas instalações ainda não estão abertas ao público e nenhum carro voador poderá, para já, descolar no espaço designado Air-One.

Air-One: o primeiro aeroporto para carros voadores

Na semana passada foi inaugurado o primeiro aeroporto para carros voadores no Reino Unido. A responsável pelo projeto é a Urban-Air Port, sediada no país e criadora de infraestruturas terrestres para táxis e drones de entrega autónomos.

E pelas mãos desta empresa foi então agora inaugurado no dia 25 de abril o aeroporto designado Air-One, que será então um "vertiport" que vai servir como um hub para veículos elétricos de descolagem na vertical (eVTOL).

O projeto teve apoio do governo do Reino Unido e a Urban-Air Port vai então operar o Air-One durante pelo menos um mês na cidade de Coventry. O objetivo é que seja definido um plano para os mais de 200 "vertiports" que esperam abrir em todo o mundo ao longo dos próximos cinco anos.

De acordo com Ricky Sandhu, fundador e CEO da Urban-Air Port, em comunicado ao Aviation24.be:

A inauguração da Air-One é um momento importante – o ponto de partida para uma nova era de transporte, uma era de emissões zero e viagens sem o congestionamento entre e dentro das cidades que tornarão as pessoas mais saudáveis, mais felizes e mais conectadas do que nunca.

Os carros têm estradas. Os comboios têm linhas. Os aviões têm aeroportos. Agora, os eVTOLs têm um Urban-Air Port.


No entanto, para já, o Air-One ainda não permite descolagens, mas várias estruturas do aeroporto podem estar operacionais em breve.

O aeroporto vai contar com vários serviços, desde o comando e controlo do veículos voadores, carregamento eVTOL, carregamento de carga para drones não tripulados e ainda voos de demonstração. E assim que os objetivos estejam concluídos em Coventry, o Air-One vai estabelecer-se noutros locais do Reino Unido e noutras regiões do mundo, para que as demonstrações possam ser testadas em diferentes ambientes e configurações.

Os locais onde futuramente estes "vertiports" podem ser instalados são Los Angeles, Austrália, Coreia do Sul, França e Alemanha.

Estima-se que, ao longo dos próximos 20 anos, o mercado de mobilidade aérea avançada possa atingir 1 bilião de dólares, com cerca de 9% de crescimento anual. Contudo, a NASA indica que a maior limitação é a falta de infraestruturas. E é esse mesmo o problema que a Urban-Air Port pretende solucionar.

Fonte: Pplware

terça-feira, 5 de abril de 2022

Cientistas do MIT criam ferramenta que prevê o futuro com precisão


Cientistas criaram uma ferramenta simples de usar que consegue prever eventos futuros com um elevado grau de precisão.

Uma equipa de investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criou uma ferramenta que permite a um utilizador sem experiência gerir sistemas complexos de Inteligência Artificial.

A ferramenta tem aplicação prática, por exemplo, na previsão da evolução do mercado de ações, no estudo do clima ou no cálculo da probabilidade de desenvolver doenças.

Para criar uma ferramenta preditiva é necessário fazer observações durante um determinado período de tempo. Depois, pega-se na montanha de dados obtidos e processa-se com a ajuda de algoritmos de machine learning.

O jornal El Confidencial escreve que esta nova ferramenta do MIT consegue simplificar ainda mais esta tarefa e permite fazer as nossas próprias previsões sem ter que passar pelo processo de aprendizagem da tecnologia.

No que toca a prever valores futuros e preencher lacunas de informação dentro de uma cadeia de dados, este novo algoritmo revela-se mais preciso e eficiente, salientam os investigadores.

A ferramenta chama-se tspDB e permite corrigir e substituir valores ausentes dentro de uma série de dados e prever séries temporais únicas.

“Embora os dados da série temporal estejam a ficar cada vez mais complexos, este algoritmo pode capturar efetivamente qualquer estrutura da série temporal. Parece que encontramos a lente certa para observar a complexidade do modelo de dados da série temporal”, diz o autor principal do projeto, Devavrat Shah, em comunicado.

Os investigadores calculam que com a tspDB, um utilizador consegue fazer uma pesquisa numa base de dados em menos de um milissegundo.

Assim, qualquer pessoa consegue em apenas alguns minutos, por exemplo, prever os preços futuros das ações mesmo que faltem alguns dados.

O objetivo agora é melhorar o algoritmo para que funcione também em séries temporais com múltiplas variáveis.

Os investigadores querem também adicionar mudanças pontuais no comportamento das séries de dados e que o sistema as detete automaticamente para incluí-las nas suas previsões.

Fonte: ZAP

terça-feira, 22 de março de 2022

Novo dinossauro português com 130 milhões de anos descoberto no Cabo Espichel


Uma nova espécie de dinossauro, com 130 milhões de anos, foi descoberta no Cabo Espichel, no concelho de Sesimbra, e mostra que a Península Ibérica possuía uma grande diversidade destes animais, revela um estudo divulgado esta quarta-feira.

O fóssil do "novo dinossauro português", como é referido num comunicado da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa, está associado aos dinossauros espinossaurídeos. Os paleontólogos chamaram à nova espécie "Iberospinus natarioi".

A descoberta dos restos do animal, classificado como "estranho" remonta a 1999 e é originalmente atribuída ao paleontólogo amador Carlos Natário.

"Foram escavados entre 2004 e 2008, com uma escavação adicional em 2020 que surpreendentemente conseguiu novos ossos", referem no documento os paleontólogos da FCT Octávio Mateus e Dario Estraviz-López.

Agora, novos ossos e uma reexaminação revelaram tratar-se de uma "nova espécie" de dinossauro aquático.

O estudo foi publicado na revista científica PLOS ONE, pelos paleontólogos Octávio Mateus e Darío Estraviz-López, da faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã.

"O novo dinossauro foi batizado "Iberospinus natarioi", que significa "espinho ibérico" e também está dedicado ao descobridor, Carlos Natário", indicam os académicos.

Entre outras características, o Iberospinus tem uma configuração da mandíbula considerada única, "com canais internos diferentes e uma ponta da mandíbula reta", em vez de apontar para cima, como acontece em dinossauros semelhantes.

Apesar de pertencer ao grupo dos espinossaurídeos, o 'Iberospinus natarioi' não teria nas costas uma vela como a do "Spinosaurus" e não possuía as adaptações extremas que outros membros do grupo poderiam ter para se movimentarem na água.

De acordo com os cientistas, o "Iberospinus natarioi" é o terceiro espinossaurídeo nomeado na Península Ibérica, após o "Camarillasaurus cirugedae" (inicialmente não reconhecido como um espinossauro) e o "Vallibonaventrix cani".

Este animal junta-se, assim "aos membros mais antigos do grupo", como os descobertos na Grã-Bretanha (incluindo duas espécies recentemente descritas no Sul de Inglaterra e o famoso Baryonyx), aumentando as possibilidades de os espinossaurídeos terem aparecido "pela primeira vez" na Europa Ocidental.

Fionte: JN

domingo, 13 de março de 2022

Cientistas defendem que limpar o plástico do oceano não vale a pena


As iniciativas que visam eliminar o lixo plástico dos oceanos podem ser mais prejudiciais para o planeta do que benéficas: em primeiro lugar, porque não adianta limpar oceanos se continua a haver um grande fluxo de lixo a ser atirado ao mar; e depois porque os navios envolvidos na recolha usam toneladas de combustível fóssil.

Em fevereiro, Clark Richards notou algo estranho num vídeo da organização sem fins lucrativos The Ocean Cleanup, que registava a iniciativa de limpeza oceânica na Grande Mancha de Lixo do Pacífico, um gigantesco deserto de plástico numa espiral rotativa de correntes oceânicas entre a Califórnia e o Havai.

“Este é provavelmente um vídeo encenado“, escreveu o oceanógrafo do Bedford Institute of Oceanography, no Twitter, sugerindo que o material não passou mais de uma hora a flutuar no oceano por parecer muito limpo.
Segundo o Futurism, a The Ocean Cleanup respondeu, alegando que essa região do oceano não tem nutrientes ou oxigénio suficientes para que a vida marinha cresça no lixo plástico.

O mais interessante é que este debate levantou outra questão ainda maior: a eliminação desse lixo dos oceanos é realmente eficiente?

Há especialistas que defendem que limpar grandes extensões de água é um esforço inútil e até mesmo prejudicial, isto porque os navios usados por iniciativas como a The Ocean Cleanup poluem muito ao consumir toneladas de combustível fóssil.

Além disso, as redes de limpeza acabam por apanhar e causar a morte a vários animais, nomeadamente tartarugas marinhas, que outras iniciativas tentam proteger.

Os especialistas também consideram que não vale a pena limpar todo o plástico do oceano enquanto continuamos a despejar várias toneladas. A medida mais eficiente, pelo menos até ao momento, é a reciclagem.

A The Ocean Cleanup foi fundada em 2013 por Boyan Slat, então com 19 anos, com uma missão ambiciosa – livrar os oceanos do planeta dos plásticos flutuantes. Em 2018, a organização admitiu que o resultado do seu sistema para retirar lixo do Oceano Pacífico estava muito aquém das expetativas.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Crânio alongado de Paracas com implante metálico



É um crânio alongado da Cultura de Paracas (700 aC - 200 dC) com um implante metálico feito cirurgicamente, provavelmente após o retorno da batalha, estimado em cerca de 2.000 anos.

O mais impressionante é que a ferida sarou e possivelmente ele viveu muitos anos com aquele implante na cabeça. Não há muitos precedentes para esta peça, já que provavelmente foi o resultado de um "Huaqueo".

O paciente é conhecido por sobreviver ao procedimento com base no osso quebrado ao redor do reparo, pois pode ser visto como estando firmemente fundido ao metal. Foi uma cirurgia bem-sucedida. O metal usado nesta operação é desconhecido. Tradicionalmente, prata e ouro eram usados ​​nesse tipo de procedimento.

Faz parte do acervo do Museum of Osteology - Oklahoma (EUA)

Fonte: Facebook

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

'Os Simpsons' previram o filme 'Don't Look Up'?


Um episódio da popular série animada, para o ar em 1995, conta uma história muito semelhante à da estreia do Netflix.

Atenção, 'spoiler'!

Não é incomum que os fãs de 'Os Simpsons', conhecidos por suas incríveis profecias, recorram à série animada para tentar decifrar o que o futuro reserva. E a comédia de ficção científica da Netflix 'Don't look up' não é exceção. As previsões da família fictícia vão além da realidade, e desta vez avançaram quase 30 anos a trama do filme de sucesso da plataforma de streaming.

No entanto, o caso de 'Não olhe para cima' parece ser um pouco mais complicado do que uma das previsões usuais.

A comédia americana centra-se em dois astrónomos, interpretados por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence, que descobrem um cometa que, segundo as suas estimativas, atingirá a Terra em cerca de seis meses com uma probabilidade muito elevada de acabar com a humanidade. Apesar das advertências dos cientistas, tanto o governo dos Estados Unidos quanto a maior parte da sociedade atual reagem com indiferença às evidências.

O episódio 14 da 6ª temporada de 'Os Simpsons', que estreou em fevereiro de 1995 com o nome de 'Bart's Comet', conta uma história muito semelhante ao filme da Netflix.

Nesta edição, o filho de Homer Simpson encontra um cometa até então desconhecido que ele batiza na sua homenagem. Apesar da fama que recebe graças à descoberta inusitada, o menino, com outras crianças, percebe que o cometa, que se dirige rapidamente em direção à Terra, atingirá a sua cidade, Springfield, e causará danos inimagináveis ao planeta.

Um cometa 'otimista'?

Embora até agora tudo pareça se encaixar com a estreia da Netflix, aqui começam as diferenças entre os mundos fictícios. 'Os Simpsons', uma série satírica que frequentemente exagera os vícios da sociedade, apresenta uma imagem mais otimista da humanidade do que 'Don't Look Up', mostrando como a autopercepção dos humanos mudou nos 26 anos que separam as histórias.

Na série animada, os residentes levam muito a sério a abordagem do cometa e conseguem coordenar as suas ações para destruí-lo - embora sem sucesso - disparando um míssil contra o corpo celestial (uma missão semelhante também foi realizada no filme, mas foi repentinamente cancelado devido à recusa em destruir os triliões de dólares de que consiste o cometa, composto de terras raras).

Claro, o desfecho das histórias é profundamente diferente, já que o cometa de 'Os Simpsons' se auto destrói ao entrar na atmosfera. Enquanto isso, 'Don't Look Up' deixa os telespectadores com um final muito mais ameaçador, onde os humanos são responsabilizados por suas ações.

Fonte: RT


Fonte: Youtube

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

NASA contrata padre para preparar religiões para encontro com alienígenas

O Rev. Dr. Andrew Davison foi um dos 24 especialistas religiosos que participaram de um programa patrocinado pela NASA para avaliar como as religiões reagiriam às notícias de 
que existe vida em mundos além do nosso

Padre britânico aconselhará a NASA sobre o que fazer se vida alienígena for descoberta em outro planeta.

Num movimento um tanto bizarro, a NASA recrutou um padre britânico para preparar os religiosos para a descoberta de vida alienígena enquanto as agências espaciais afirmam estar se aproximando de descobrir evidências de que existe vida fora do planeta Terra, relata The Times.

O reverendo Dr. Andrew Davison, padre e professor de teologia da Universidade de Cambridge, está entre os 24 teólogos que participaram de um programa patrocinado pela NASA no Centro de Investigação Teológica (CTI) da agência espacial da Universidade de Princeton. Os teólogos tentaram avaliar como as principais religiões reagiriam à notícia da descoberta de vida alienígena.

A nomeação ocorre porque o Telescópio Espacial James Webb, de 10 bilhões de dólares da NASA, está programado para ser lançado no dia de Natal.

A nave implementará tecnologia de ponta para examinar cada fase da história cósmica no sistema solar até as galáxias observáveis? mais distantes no início do universo.

O dispositivo, que possui recursos de infravermelho, estudará uma ampla gama de questões científicas para ajudar a humanidade a entender melhor as “origens do universo e o lugar dos humanos nele”.

Um especialista da NASA disse ao The Times: “Podemos levar 100 anos para descobrir a vida. Ou podemos descobrir na próxima semana.”

Davidson busca responder a questões teológicas, como se Deus criou ou não a vida em outras partes do universo, ou se ele enviou um salvador para morrer pelos pecados dos alienígenas.

Outra questão que o padre britânico procura abordar é se descobrir vida extraterrestre exige que as religiões reescrevam toda a história da criação no Génesis.

Davison se candidatou ao papel após debater essas questões com os seus alunos de teologia.

Davison passou um ano académico na Universidade de Princeton em 2016 num programa de 1,1 milhões de dólares, patrocinado pela NASA, chamado: The Societal Implications of Astrobiology (As implicações sociais da astrobiologia).

O chefe do CTI, Will Storrar, disse que a NASA queria ver “estudos sérios sendo publicados em livros e periódicos” abordando a “profunda maravilha, mistério e implicação de encontrar vida microbiana em outro planeta”.

Conforme o livro de Davison, a principal religião do mundo receberia a notícia de uma descoberta alienígena “no seu ritmo”.


Fonte, ler mais AQUI

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Está a ser construída uma caixa negra da Terra na Austrália


É na Tasmânia que vai ficar aquele que pode ser o testemunho para a posteridade da humanidade, se não for possível evitar uma catástrofe, consequência das alterações climáticas. Se não sobrevivermos, quem vier a seguir pode perceber em detalhe o que aconteceu.

A Austrália vai acolher uma caixa negra para registar a forma como lidamos com as alterações climáticas. Inspirada nas caixas negras dos aviões e pensada para, tal como estas, ser indestrutível em caso de acidente, esta “caixa negra da Terra” vai ser colocada na costa ocidental da remota Tasmânia. A construção deve estar concluída durante o próximo ano e envolve vários parceiros, como a Universidade da Tasmânia e a empresa de publicidade BBDO.

Na prática, em questão está uma caixa em aço com 10 metros de comprimento e ligação à internet, que permitirá acompanhar à distância todos os dados que a caixa vai guardando. A internet da caixa poderá também ser partilhada, por Wi-fi, com quem visita o local, mesmo num cenário menos otimista, onde outras ligações de internet já não estiverem disponíveis, prevê a equipa

Outra característica chave da caixa negra da Terra é a capacidade de armazenamento. Para já, com aquilo que a tecnologia permite e que se traduz numa capacidade para armazenar dados por cerca de meio século, a reforçar no futuro. Vão ser registados dados sobre 500 métricas distintas. Incluem-se neste leque informação sobre temperaturas médias, consumo energético global e outros, que serão trabalhados por algoritmos e guardados no dispositivo para a posteridade. A caixa vai ser desenhada para ser indestrutível e aguentar catástrofes naturais. A energia necessária para manter a funcionar os mecanismos internos será solar e térmica.

Segundo a ABC, os promotores do projeto têm planos para adicionar mais algumas funcionalidades à caixa, como a possibilidade de transmitir informação para o espaço, ou integrar um leitor de dados, ativado quando é exposto à luz do sol. Entretanto, enfrentam-se outros desafios, como assegurar pontos de ligação entre a tecnologia usada na caixa e quem possa descobri-la num cenário pós-apocalipse, onde o software usado já não terá suporte.

A caixa negra da Terra vai ser criada para registar dados que podem ajudar no combate às alterações climáticas, mas que serão também um testemunho do impacto das decisões políticas em matéria de ambiente, garantem os promotores.

“A caixa negra da Terra é uma estrutura e um dispositivo que vai gravar cada passo dado pela humanidade em direção, ou para evitar, de uma catástrofe climática”, explica em declarações à Reuters Jim Curtis, diretor criativo da Clemenger BBDO, mentor da ideia.

Segundo o mesmo responsável, a caixa negra será também uma forma de deixar um testemunho para a posterioridade, se a falta de empenho no combate às alterações climáticas nos conduzir à extinção. “Se o pior acontecer e como civilização nos despenharmos em consequência das alterações climáticas, esta caixa indestrutível vai lá estar e vai gravar cada detalhe do que acontecer”, acrescenta o responsável, que vê aqui também uma oportunidade de deixar a outros informação útil para não cometerem os mesmos erros.

Recorde-se que a mais recente cimeira do clima, a COP26 produziu resultados tímidos no compromisso dos países com o combate às alterações climáticas, mesmo com os insistentes alertas dos especialistas em relação à necessidade de ações urgentes.

Fonte: SapoTek
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