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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

NASA contrata padre para preparar religiões para encontro com alienígenas

O Rev. Dr. Andrew Davison foi um dos 24 especialistas religiosos que participaram de um programa patrocinado pela NASA para avaliar como as religiões reagiriam às notícias de 
que existe vida em mundos além do nosso

Padre britânico aconselhará a NASA sobre o que fazer se vida alienígena for descoberta em outro planeta.

Num movimento um tanto bizarro, a NASA recrutou um padre britânico para preparar os religiosos para a descoberta de vida alienígena enquanto as agências espaciais afirmam estar se aproximando de descobrir evidências de que existe vida fora do planeta Terra, relata The Times.

O reverendo Dr. Andrew Davison, padre e professor de teologia da Universidade de Cambridge, está entre os 24 teólogos que participaram de um programa patrocinado pela NASA no Centro de Investigação Teológica (CTI) da agência espacial da Universidade de Princeton. Os teólogos tentaram avaliar como as principais religiões reagiriam à notícia da descoberta de vida alienígena.

A nomeação ocorre porque o Telescópio Espacial James Webb, de 10 bilhões de dólares da NASA, está programado para ser lançado no dia de Natal.

A nave implementará tecnologia de ponta para examinar cada fase da história cósmica no sistema solar até as galáxias observáveis? mais distantes no início do universo.

O dispositivo, que possui recursos de infravermelho, estudará uma ampla gama de questões científicas para ajudar a humanidade a entender melhor as “origens do universo e o lugar dos humanos nele”.

Um especialista da NASA disse ao The Times: “Podemos levar 100 anos para descobrir a vida. Ou podemos descobrir na próxima semana.”

Davidson busca responder a questões teológicas, como se Deus criou ou não a vida em outras partes do universo, ou se ele enviou um salvador para morrer pelos pecados dos alienígenas.

Outra questão que o padre britânico procura abordar é se descobrir vida extraterrestre exige que as religiões reescrevam toda a história da criação no Génesis.

Davison se candidatou ao papel após debater essas questões com os seus alunos de teologia.

Davison passou um ano académico na Universidade de Princeton em 2016 num programa de 1,1 milhões de dólares, patrocinado pela NASA, chamado: The Societal Implications of Astrobiology (As implicações sociais da astrobiologia).

O chefe do CTI, Will Storrar, disse que a NASA queria ver “estudos sérios sendo publicados em livros e periódicos” abordando a “profunda maravilha, mistério e implicação de encontrar vida microbiana em outro planeta”.

Conforme o livro de Davison, a principal religião do mundo receberia a notícia de uma descoberta alienígena “no seu ritmo”.


Fonte, ler mais AQUI

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

“Açores, o Enigma” fala sobre a Arca da Aliança e o Santo Graal


Armando Moreira promete polémica e novas explicações sobre as origens do povoamento dos Açores com a publicação de novo livro

Numa conversa com o autor, natural de Vila Franca do Campo e que já percorreu “vários caminhos” no mundo da cultura, a primeira questão passa naturalmente por perceber a origem deste livro.

“Há dois anos e meio atrás, um pouco antes da pandemia, o António Monteiro e o Zé Manuel, responsáveis pela Associação que hoje faz o Festival de Blues e imensas outras coisas, vieram a São Miguel e pediram-me mais um livro. Disse-lhes que já não conseguia ficcionar mais sobre Colombo, mas garanti que iria pensar. Comecei a analisar os documentos que tinha, inclusivamente alguns que me foram facultados pelo professor Hermano Saraiva e, aos poucos, fui-me apercebendo que existiam assuntos que tinha pesquisado e que se encadeavam uns nos outros. Isso intrigou-me”, começa por confessar.

A história deste livro, baseado em documentação oficial, como garante Armando Moreira, tem como ponto de partida o longínquo ano de 740, tempo em que a Península Ibérica era controlada pelo povo visigodo e pelo Rei Rodoligo. Sabendo da eminência da invasão dos Mouros, o soberano pediu que os seus tesouros fossem retirados de um local que ainda se chamava Portucale.

“Tive acesso a uma lista desses tesouros, sendo que muitos deles foram pilhados das caves do palácio do Rei Salomão e estavam depositados numa pequena igreja em Tomar, que era a sede dos Templários em Portugal. Entre esses artefactos que foram roubados estava a Arca da Aliança e o Santo Graal, seja ele o que for. Consegui essa lista através das pesquisas de Cristóvão Colombo (…) 20 naus carregaram esses artefactos e o último da frota era aquele onde supostamente estaria a Arca da Aliança. Embarcaram com o intuito de ir à procura das Ilhas da Fortuna que na época já estavam perfeitamente referenciadas”, afirma que o autor, que esclarece de seguida que a “ideia de que em 1432 o Infante chegou a Santa Maria e depois, em 1442, a São Miguel é um engano, porque por aqui já tinha passado imensa gente e é isso que o livro desmistifica completamente”, realça.

Voltando ao livro “Açores, o Enigma”, Armando Moreira conta que “à chegada aos Açores e assolados por uma tremenda tempestade, a última nau acaba por divergir para a ilha de Santa Maria, onde naufraga. Os marinheiros que escaparam conseguiram transportá-la por uma falésia e foi depositada na ilha de Santa Maria, curiosamente num sítio onde tem havido imensas convulsões geológicas”, sublinha. Quanto aos restantes marinheiros, “vieram para São Miguel e supostamente trouxeram os outros tesouros, entre os quais o Santo Graal”.
O autor reforça que “tudo isto não é ficção, mas fruto de pesquisas a que anteriormente não tinha dado importância. É um pouco como um puzzle, como um anagrama”, diz.

Ainda sobre a Arca da Aliança e a ilha de Santa Maria, Armando Moreira refere que “semanas depois, quando os marinheiros voltaram ao local onde tinham depositado a Arca da Aliança, tudo à volta estava a secar. A ilha de Santa Maria, para que conste e não há explicação geológica nem científica, metade é estéril e a outra metade é verdejante”.

Admitindo a polémica que poderá envolver este livro, o autor desvenda outro dos temas abordados nesta obra: “Segundo uma teoria defendida por vários cientistas e pesquisadores da religião católica, Jesus Cristo não morreu na crucificação. Tudo aquilo foi tratado e negociado com José de Arimateia, um nobre muito influente que tinha inclusivamente terras na Britânia (actual Grã-Bretnaha) e que era aparentado de Jesus Cristo. Jesus acabou por não morrer, foi retirado da Cruz e o livro conta isso tudo. Quando lá chegaram, José de Arimateia tinha erigido uma igreja em devoção a São Miguel Arcanjo, aquilo a que se chama hoje em dia Glastonbury Tor e onde há dois anos, depois de pesquisas arqueológicas, se provou ter sido habitada por gente de Jerusalém há mais de dois mil anos”. Armando Moreira explica depois que existe, “no Monte de Santa Clara, em Ponta Garça, uma réplica exactamente igual à de Glastonbury, o local onde Jesus Cristo viveu”.

O autor fala ainda de José do Canto, “que era templário e que foi um homem que trouxe coisas maravilhosas para esta ilha, incluindo esta torre que já mencionei”. Para Armando Moreira, “as ficções foram feitas por reis, soberanos e outros políticos do tempo para as usarem a seu belo prazer, nomeadamente para enganar as pessoas e a Igreja Católica é muito fértil nesse tipo de coisas. É uma forma de controlar socialmente as pessoas”.

Ainda segundo Armando Moreira “é muito triste quando muito do conhecimento da civilização acaba por se perder no tempo. Penso que estas questões até foram reveladas no seu tempo, mas muitas delas terão sido proibidas. Acredito que estas coisas sempre estiveram lá e que esperam por um tempo próprio”.

Critica também a forma como se investiga a história dos Açores e lança uma outra questão: “Aqui, investigar a história é ir à história de Gaspar Frutuoso e pouco mais, mas existem outros cronistas da época. Na Torre do Tombo tudo o que é dos Açores está destruído, não há informação e não se percebe porquê. Mas o meu livro di-lo. Isso acontece porque nunca interessou aos reis que as pessoas soubessem algumas coisas e se calhar duas delas são a Arca da Aliança e o Santo Graal”, afirma.

Armando Moreira considera que este livro vem demonstrar a “grande importância histórica” dos Açores, nomeadamente com a “confluência dos navegadores que procuravam mundo e descobriram que ele era redondo. Por aqui passaram todas as civilizações”, destaca. O autor defende ainda que esta obra “dará uma perspectiva completamente diferente dos Açores e um turista que chegar à ilha de São Miguel ou Santa Maria vai saber que aqui poderão estar o Santo Graal ou a Arca da Aliança (...) Os Açores precisam disso e o turismo é o futuro, sempre o disse. As próximas edições do livro vão ter uma tradução bilingue e teremos pessoas, que para além do seu percurso turístico, poderão fazer uma procura por conta própria da existência deste tipo de coisas”.

Armando Moreira admite que a “maior parte das pessoas vão ler este livro e pensar que sou completamente louco, mas outros, vão fazê-lo e reflectir (…) O tempo dirá até que ponto a minha loucura teve alguma importância para os Açores”.

A terminar, o autor de “Açores, o Enigma” afirma ter a consciência de que este “é um livro completamente polémico e sei que há pessoas que vão protestar, mas dar-lhes-á muito que pensar e quando isso acontece, fazemos com que as coisas avancem”.

Luís Lobão

domingo, 20 de dezembro de 2020

Sangue seco de santo italiano não se liquefaz e vira presságio de desastre iminente


O sangue seco de São Januário, exposto publicamente num frasco três vezes por ano em Nápoles, não se liquefez na quarta-feira (16), apesar das orações dos fiéis, fazendo com que muito considerassem isso sinal de desastre iminente.

Três vezes ao ano, no sábado que precede o primeiro domingo de maio, no dia 19 de setembro e 16 de dezembro, o frasco com o sangue seco do santo, que viveu no século IV e é o padroeiro da cidade de Nápoles, é exposto publicamente e os moradores rezam para que ocorra o "Milagre de São Januário", que consiste em sua liquefacção.

Contudo, nesta quarta-feira (16), o sangue não se liquefez e, segundo a crença, isto é um sinal de desgraça.

© REUTERS / CIRO DE LUCA
Abade Vincenzo De Gregorio carrega um vial contendo o sangue de São Januário em Nápoles, Itália

Em diversas ocasiões, diversos acontecimentos trágicos ocorreram, de facto, pouco depois de a liquefacção não ocorrer. Assim aconteceu no início da Segunda Guerra Mundial em 1939 e a entrada da Itália no conflito em 1940, a ocupação de Nápoles pelas tropas nazis em 1943 e antes do terramoto de Avellino em 1980, que custou a vida de mais de 3000 pessoas. 

Por sua vez, o cardeal da cidade, Crescenzio Sepe, tratou de convencer os napolitanos de que o episódio não é um "presságio de desastres, nem epidemias ou guerras", recordando que "somos homens e mulheres de fé [...] Se algo precisa derreter, é o nosso coração", afirmou.


sábado, 5 de dezembro de 2020

​“Estrela de Belém” reaparece 800 anos depois para iluminar o Natal


Fenómeno não acontecia desde a Idade Média. Júpiter e Saturno vão aproximar-se (bastante) nas próximas semanas ao ponto de, a partir da perspetiva da Terra, parecerem quase colidir, formando a “Estrela de Belém”.

A “Estrela de Belém” vai iluminar o céu em tempo de Natal. O fenómeno astronómico raro, associado ao nascimento de Jesus Cristo, não acontecia há quase 800 anos.

Júpiter e Saturno vão aproximar-se bastante nas próximas semanas ao ponto de, a partir da perspetiva da Terra, parecerem quase colidir, formando a “Estrela de Belém”.

O fenómeno deverá atingir o seu ponto máximo a 21 de dezembro, dia do solstício de inverno e com menos horas de luz solar.

A data marca a chegada do Inverno ao hemisfério norte e do verão ao hemisfério sul. O solstício de inverno acontece quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do Equador, que divide o planeta Terra ao meio.

O astrónomo Patrick Hartigan, da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, explica que este ano estão reunidas as condições para o raro aparecimento da “Estrela de Belém”.

“Os alinhamentos entre Júpiter e Saturno são raros, ocorrem a cada 20 anos, mas esta conjuntura é excecionalmente rara porque os dois planetas vão parecer que estão muito perto um do outro”, explica Patrick Hartigan, em declarações à revista “Forbes”.

Júpiter e Saturno não estavam tão próximos, na perspetiva da Terra, desde os tempos da Idade Média, mais concretamente do dia 4 de março de 1226, refere o astrónomo.

A “Estrela de Belém” será visível através de binóculos ou de um pequeno telescópio, de acordo com a NASA.

Os peritos da agência espacial norte-americana consideram que “esta é a maior conjunção [alinhamento] entre Júpiter e Saturno”. Quem não conseguir ver o fenómeno neste Natal, terá que aguardar, pacientemente, até 2080.


Fonte: RR

domingo, 24 de maio de 2020

O terço gigante que foi criado em Arouca para rezar pelas vítimas de COVID-19 e que se vê do céu


Chama-se o "Terço da Esperança" e demorou cerca de sete horas a ser desenhado e montado com a ajuda de dez tratores num vale da região de Mansores.

A iniciativa que está a comover os cidadãos de Arouca e Portugal juntou uma comunidade inteira. Na região de Mansores, em Arouca, a agricultura e a religião juntaram-se para, atrás da colheita de rolos de palha, desenhar num vale um terço gigante com a imagem de Maria que fosse possível de ser vista do céu.

A ideia surgiu num ato de bondade e solidariedade por todas as famílias que se viram vitimizadas pela COVID-19. "A ideia surgiu durante a semana passada e decidimos usar como pano de fundo o lindíssimo vale agrícola que temos em Mansores para homenagearmos a Nossa Senhora, Maria Imaculada, neste mês de maio, e rezarmos pelas vítimas da COVID-19", explica Jorge Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Mansores, ao "Correio da Manhã".

Toda a iniciativa, que se materializou na criação de um terço a que a população chamou de o "Terço da Esperança", os fardos foram devidamente plastificados — daí a cor branca que se vê na fotografia — e envolveu o uso de cerca de dez tratores. O desenho do terço deverá ter demorado cerca de sete horas a ser executado.

Mas a esse tempo ainda acresceu o momento em que teve de ser completado com "a imagem de Nossa Senhora, através de uma tela igualmente branca".

Depois disso, e através do uso de drones, os responsáveis pela iniciativa tiraram as fotografias que, entretanto, já começaram a ser partilhadas nas redes sociais.

"Temos muitos emigrantes naturais daqui de Mansores e já recebemos reações de felicidade de países como o Brasil ou a França", revela Jorge Oliveira ao mesmo jornal. Uma vez terminada a mostra, os moradores da região colocaram cerca de 250 velas que ajudaram a decorar o cenário.

Fonte: MAGG

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Luz misteriosa aparece no céu sobre casa de Jesus Cristo em Nazaré


Uma misteriosa luz brilhante no céu sobre Nazaré, em Israel, foi captada numa imagem que foi compartilhada na mídia social.

A imagem fascinante foi captada pela cantora sérvia de Jovana Tipsin, de 44 anos, durante sua visita a Nazaré, que é descrita no Novo Testamento como o local de infância de Jesus Cristo.

Na foto é possível ver nuvens escuras e chuvosas pairando sobre um edifício e repentinamente se abrindo para revelar um magnífico brilho dourado.

A cantora referiu-se à sua viagem como uma "experiência altamente espiritual".




Uma publicação partilhada por Jovana Tipsin (@jovanatipsin) a


Enquanto alguns internautas reagiram ao fenómeno o descrevendo como um "sinal", outros acreditam que o ocorrido é simplesmente o brilho do Sol através das nuvens. 

Nazaré é a maior cidade do norte de Israel e, por ser considerada o lugar onde Jesus viveu quando criança, é um centro de peregrinação cristã, com muitos santuários comemorando eventos bíblicos.

Fonte: Sputnik News

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Vaticano fará conferencia para nos falar sobre "outras Civilizações"


Guarde esta data - 12 de fevereiro de 2020
Vaticano promoverá uma "conferencia" com um tema bem estranho.

"O universo e possíveis encontros com outras civilizações"
Essa conferencia será patrocinada pelo Centro Nacional Ovnilógico Nazionale

Uma organização italiana que tem entre seus membros personagens relacionados ao Vaticano e ao governo italiano. 

O evento apresentado por Vladimiro Bibolotti, jornalista freelancer, ciente do fenómeno OVNI - membro desse Centro desde 1995, do qual foi presidente até 2019.

Por que estariam fazendo isso logo agora?
A partir de 2 de março de 2020, o Vaticano abrirá sua vasta e impenetrável biblioteca - isso possibilitará que vários pesquisadores de vários países acessem informações desde o final do pontificado do Papa Pio XII, ou seja, desde o ano de 1958 até os dias actuais.

Essa biblioteca do Vaticano seria o segundo maior acervo de informação da humanidade depois do incêndio de Alexandria. Possui cerca de 150 mil documentos, 650 arquivos diferentes em uma extensão de 85 quilómetros lineares de prateleiras, dos quais se diz que permitiriam conhecer 8 séculos de história.

Será que ao abrir os arquivos da humanidade estaríamos diante da revelação da existência de vida de seres não humanos neste universo? 

Bom, uma coisa é clara - as religiões terão que se reinventar. Quando todos souberem que somos o resultado de experiências genéticas de seres nada amistosos... vai dar bronca.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

"Para os judeus sefarditas, a terra prometida nunca foi Israel. É Portugal e Espanha"

 

Da passagem medieval por Castelo de Vide à sinagoga do Porto criada no século XX. Do imaginário literário à materialidade da saudade. A TSF seguiu a rota da memória sefardita por Portugal e nela encontrou a terra prometida.

ichael Rothwell leva o livro sagrado até à linha dos olhos e abre-o com reverência, diante de uma sinagoga calada, a 25 Sivan do ano hebraico de 5779. O calendário civil marca 28 de junho de 2019, uma sexta-feira, e faltam poucas horas para o pôr-do-sol que inicia o sabat, e que apenas se extingue, de acordo com o Génesis, ao aparecimento das primeiras três estrelas da noite de sábado.

Aqui, em Portugal, não temos medo. O que temos é uma consciência histórica.

O templo está esvaziado da união de 10 homens de mais de 13 anos necessária ao serviço religioso, mas guarda a luz, sempre acesa, dirigida para Jerusalém. Para os judeus, a sinagoga tem de se orientar, como a própria ação o indica, para Oriente, onde o templo verdadeiro existiu em tempos.

"Escuta, Israel, o eterno é nosso Deus, o eterno é um. Bendito seja o nome daquele cujo glorioso reino é eterno. Amarás ao eterno, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas posses." As palavras são lidas da Tora, onde o hebraico e o português convivem como secularmente se falaram, sem empecilhos. A sinagoga portuense, Kadoorie - Mekor Haim ("Fonte de Vida"), a maior da Península Ibérica, reverbera as palavras de culto contra as paredes de azulejos com inspirações marroquinas, a favor da estrela de David.

 Michael Rothwell © Catarina Maldonado Vasconcelos

Com a eclosão da Guerra, as ideias de um projeto encantado desabaram. A ideia de resgate de marranos foi substituída pela necessidade da sobrevivência.

Michael Rothwell não ignora que há 500 anos poderia ser apanhado entre as rezas, pelos colarinhos, e levado até aos autos-de-fé. Há um peso histórico que se abate sobre os seus ombros, uma lembrança que vai sendo renovada, como uma história que tem várias formas de ser contada.

"Aqui, em Portugal, não temos medo. O que temos é uma consciência histórica, e sabemos que o que hoje está bem amanhã pode não estar", confidencia, à TSF, o professor de matemática, inglês, de 65 anos. As sombras de uma mão pesada da Inquisição são apenas silenciadas nos programas escolares, onde a questão judaica, aponta, raras vezes encontra protagonismo.

"Luz simboliza vida, não é? Tem de se manter sempre acesa essa luz." Foi debaixo deste ideal que a comunidade judaica do Porto foi criada há 96 anos, em 1923. Reza a história judaica que o militar Barros Basto, guiado pela motivação de fazer retornar ao judaísmo as famílias de cripto judeus/ marranos que tinham sido forçadas à conversão a partir de 1496. Em plenos anos 20, lembra Michael Rothwell, criar pontes entre as várias aldeias remotas de Portugal era uma tarefa hercúlea.

Ainda há orações em português e noutra língua muito rica, o ladino, formada com junção do espanhol e do português medievais.

Alguns jovens foram trazidos para o Porto para se tornarem líderes comunitários, depois de uma jornada penosa: "Não havia estradas, e ele ia a cavalo. Foram muito difíceis as viagens e as conversas com os cripto judeus, que por natureza escondiam a sua religião."

Na escalada que antecedeu a II Grande Guerra, no entanto, "o capitão foi alvo de inveja e de ódio, acusado de crimes que não tinha cometido, pelo que foi afastado do exército". Os marranos deixaram de sentir confiança no líder e regressaram às aldeias de origem. "Com a eclosão da Guerra, as ideias de um projeto encantado desabaram. A ideia de resgate de marranos foi substituída pela necessidade de sobrevivência", conta o representante da maior sinagoga da península.

Muitas famílias ainda hoje possuem chaves medievais das suas casas em Portugal da altura em que receberam o édito de expulsão em 1496.

As obras tinham terminado em 1938, um ano particularmente dramático para os judeus, com novembro a assinalar a Kristallnacht (Noite de Cristal), em que dezenas de judeus foram violentadas até à morte e as suas lojas vandalizadas, até partir o orgulho judaico em mil pedaços de vidro que faziam sangrar no peito. "Provavelmente foi a única sinagoga inaugurada na Europa nesse ano."

Ainda que o projeto de Barros Basto tenha sido deitado por terra nos seus primeiros anos, as sementes judaicas portuguesas tinham-se espalhado pelo mundo, sem que os fundamentalismos tivessem conseguido dizimá-las. "A cultura sefardita manteve-se ao longo dos séculos. Ainda há orações em português e noutra língua muito rica, o ladino, formada com junção do espanhol e do português medievais", explica Michael Rothwell.

É praticamente impossível que alguém em Portugal não descenda desses judeus.

Hugo Vaz, 31 anos, um dos casos raros de conversão ao judaísmo, ergue um molho de chaves, que tilintam: "Um dos objetos mais representativos dessa presença é precisamente este. Muitas famílias ainda hoje possuem chaves medievais das suas casas em Portugal da altura em que receberam o édito de expulsão em 1496."

"As casas já não existem, mas as chaves ainda existem", completa o professor de 65 anos. Em tempo de diáspora, os judeus levaram pedaços de Portugal e Espanha dentro do coração e pelos quatro cantos do mundo. "Ainda hoje há pessoas na Turquia com avós que falam ladino e que conseguem chegar cá e entender-nos, sem que qualquer membro da família, desde 1497, tenha pousado os pés na Península Ibérica", assevera o membro da direção da comunidade judaica do Porto.

Michael Rothwell © Catarina Maldonado Vasconcelos

Vem da inveja (...) Basta ver as estatísticas dos prémios Nobel para perceber que os judeus os ganham numa proporção bastante elevada.

Docente, Michael Rothwell volta-se para a História com a mesma ênfase com que soma conhecimentos matemáticos. Na perspetiva do inglês radicado em Portugal, é urgente rever os manuais escolares. "Muitas pessoas, senão todas, têm raízes judaicas em Portugal. Depois da expulsão decretada em Espanha, em 1492, estimamos que 100 mil judeus de Espanha se tenham juntado aos 100 mil que já havia em Portugal, o que perfazia 20% de população judaica. É praticamente impossível que alguém em Portugal não descenda desses judeus."

De acordo com Michael Rothwell, a comunidade judaica prefere manter-se discreta, resguardada do antissemitismo que "vem da inveja, porque há, sem dúvida, muitos judeus bem-sucedidos e inteligentes"."Basta ver as estatísticas dos prémios Nobel para perceber que os judeus os ganham numa proporção bastante elevada relativamente à sua quantidade", concretiza.

Uma comunidade pequena, sobre a qual ainda são apregoadas "teorias da conspiração", com um léxico português a favorecer preconceitos. As expressões 'és como um judeu' ou 'judiarias' não encontraram trava-línguas com o passar dos séculos e radicaram-se na cultura do país.

A ideia "ultrapassada" referente ao aspeto do judeu
© Catarina Maldonado Vasconcelos

A chave que voltou a casa, 400 anos depois

Foi em Castelo de Vide, no nordeste alentejano e a 12 quilómetros de Espanha, que se construiu uma das mais antigas e significativas ruas de habitações judaicas portuguesas. É um marrano que anda pela judiaria (no Priberam, 'bairro de judeus' ou 'reunião ou conjunto de judeus') sem travessura, mas com o olhar atento sobre os menorás - candelabros de sete braços - estilizados na pedra à porta das casas e sobre as reentrâncias onde se guardavam as escrituras judaicas sagradas.

© Catarina Maldonado Vasconcelos

Carolino Tapadejo, antigo autarca e estudioso dos assuntos sefarditas em colaboração com a Universidade Hebraica de Jerusalém, conta de cor as origens da História judaica em Castelo de Vide, que são também as páginas escritas pelos seus antepassados. E inicia-se assim: quando, em 1320, 17 famílias hebraicas se estabelecem na vila pertencente ao concelho de Portalegre. "Com o tempo, juntaram-se muitas outras famílias na rua da judiaria."

A rua da sinagoga © Catarina Maldonado Vasconcelos

Com a chegada da Inquisição a Portugal, em 1536, a lista de vítimas assassinadas em autos-de-fé avolumou-se, e o branco no preto não mente: foram mais mulheres perseguidas, para que se quebrasse o vínculo da educação judaica que a progenitora passaria aos filhos. Clara Mendes, Catarina Gomes, a Bonita, Isabel Gomes, Beatriz Henriques, Violante Lopes, Mécia Rodrigues, Inês Tristôa, Leonor Vaz. Estes são apenas alguns dos nomes por que Mário Soares, Presidente da República em 1989, pediu perdão "em nome de Portugal".

Sefarad transformou-se quase num mito.

Algumas das vítimas da perseguição da Inquisição em Portugal 
© Catarina Maldonado Vasconcelos

Em compromissos velados, algumas casas mantiveram as práticas (e as sinagogas escondidas) que o judaísmo lhes instruíra. Os cripto judeus, forçados à conversão por um batismo na fonte central da vila, continuaram a dizer 'dessa água não beberei', no que ao catolicismo dizia respeito, tudo isto consagrado em rituais secretos e à sombra do medo. "As minhas vizinhas, nas sextas-feiras à tarde, faziam umas cerimónias que eu nunca compreendi, e uma delas colocava aqui uma vela [retira a tampa de um jarro de argila]. Ela cortava em pedaços o rebordo do recipiente para lá dentro poder alojar a candeia. Dizia que a luz não podia ser vista da rua. Faziam isto sem saber explicar muito bem porquê", recorda Carolino Tapadejo, em entrevista à TSF.

Menorá, o candelabro de sete braços que representa os dias da semana
© Catarina Maldonado Vasconcelos

O entusiasta que já passou por Espanha, Grécia, Itália, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Canadá e Brasil numa cruzada com recurso apenas ao dom da palavra veio a encontrar uma das histórias de amor à terra mais surpreendentes em Israel.

"Estive a dar uma palestra numa universidade a norte de Telavive. Quando já estava a sair do palco, uma das senhoras, já idosa e muito doente, disse-me, num ladino muito alterado: 'Eu sou de Castelo de Vide, mas eu nunca lá fui.' Eu disse-lhe que não tinha compreendido, e ela respondeu-me: 'A minha família fugiu de Castelo de Vide, na primeira metade do século XVI, para o Império Otomano; Constantinopla, depois Istambul, mas sempre me disseram que a minha terra era Castelo de Vide. Eu vi que vinha cá um homem da minha terra-mãe, e quis vir ouvi-lo.'" A castelo-vidense, deslocada em geografia mas nunca em identidade, percorreu mais de 170 quilómetros, porque não tinha descendentes, estava com cancro e só queria voltar a casa.

As chaves do retorno © Catarina Maldonado Vasconcelos

Foi em 2015 que se fechou o último capítulo de um livro há tanto tempo guardado nas prateleiras do legado familiar. Chegada a Castelo de Vide, "a senhora depositou nas minhas mãos a chave medieval e os nomes da rua e de umas vizinhas". Guardião da casa e da História dos seus conterrâneos espalhados pelo mundo, Carolino Tapadejo afiança: é a primeira vez que uma chave daquela época retorna à porta que em tempos abriu.

Carolino Tapadejo e a chave medieval © Catarina Maldonado Vasconcelos

Em ladino, também se diz 'saudade'

"É interessantíssimo como chegámos ao século XX e depois ao século XXI com uma diáspora de judeus pelo mundo que mantém uma lagrimazinha no cantinho do olho quando se fala de Sefarad. Sefarad transformou-se quase num mito, o que significa que muitos judeus de origem portuguesa hoje procuram Portugal para fazer uma arqueologia da sua memória." As palavras são de Paulo Mendes Pinto, coordenador da área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona.

A História dos judeus em Portugal é fascinante, dramática, mas maravilhosa.

Sefarad - Portugal e Espanha - permaneceu no imaginário destas famílias obrigadas a abandonar o território peninsular como uma terra de esperança, uma terra onde foram felizes, onde houve prosperidade e possibilidade de diálogo, desde a época do domínio islâmico e até à primeira dinastia. "Efetivamente, para muitos judeus sefarditas, o fim da história não é Jerusalém. O fim da história é Portugal e Espanha", analisa o embaixador do Parlamento Mundial das Religiões e fundador da European Academy of Religions.

Capítulos que ainda não encerraram com um final feliz encontraram oportunidades de reconstruir a imagem idílica que estes antepassados longínquos têm de terras lusas. Desde 2016, mais de 2100 sefarditas solicitaram cidadania portuguesa , e, no final de junho de 2018, os israelitas já se encontravam em segundo lugar entre os candidatos à nacionalidade portuguesa. De portas abertas, Portugal dificilmente voltará a sofrer fenómenos de perseguição à comunidade judaica, de acordo com Paulo Mendes Pinto, que explica: "Curiosamente, nós não temos o antissemitismo que grassa pela Europa central. A maioria dos portugueses garantidamente nunca se cruzou na rua com um judeu, e, mesmo que tivesse cruzado, não o saberia."

Com mais literacia e cuidados com a higiene que os demais habitantes medievais das vilas e centros urbanos, os judeus foram ostracizados e incompreendidos. "O judeu começa a ser visto como o bode expiatório por todas as situações que corram mal: pode ser um ano em que há fome, pode ser um ano de peste, pode ser uma fonte com água contaminada", revela o autor, que aponta que os judeus mais religiosos não adoeciam por terem já hábitos de desinfeção, limpeza e fervura das roupas usadas.

As pessoas tinham medo e não queriam investigar ascendência judaica nas suas árvores genealógicas. Era um tabu.

O Bar Mitzvá, realizado aos 13 anos no caso dos rapazes e aos 12 para as raparigas, obrigava também a que todos comungassem da literacia para que, sem dificuldades, dissessem as palavras sagradas. "Aos 12 anos, qualquer judeu é letrado, sabe ler e escrever. Temos provas de que funcionava assim, e isso lançava sobre eles um olhar incómodo da turbe cristã analfabeta. No século XV, alguém que é letrado, tem conhecimentos de matemática e consegue calcular juros e percentagens está muito mais preparado para ter sucesso."

"Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória"

Para ter sucesso e para gerir as finanças das grandes instituições portuguesas. "A História dos judeus em Portugal é fascinante, dramática, mas maravilhosa. Antes da conversão forçada, todas as cidades e aldeias tinham uma comunidade judaica. Eram sapateiros, mercadores, alfaiates e participavam ativamente na vida pública. Tiveram também a sua participação nos Descobrimentos." É assim que Richard Zimler, autor de 11 romances, levanta o véu ao que desvelou, desde 1996, data de publicação d'O Último Cabalista de Lisboa.

Muitos poetas sefarditas escreveram sobre a saudade que tinham de Segóvia, Granada, Toledo, Barcelona, Valência, Lisboa, Évora ou Porto.

"Começava ao mesmo tempo a compreender que, ao voltar para Lisboa, me era dada a possibilidade de reparar o desvio do meu destino", está escrito nas primeiras páginas. Longe desse mergulho iniciático, Richard Zimler, mais judeu por identidade do que por crença, norte-americano, português, filho de um marxista que considerava ser a religião o "ópio do povo", continua a encarar com fascínio a presença sefardita na Península Ibérica.

"O que mais me espantou, quando comecei a escrever 'O Último Cabalista de Lisboa', foi que, sempre que eu falava com os meus amigos sobre o massacre de Lisboa de 1506, em que milhares de cristãos-novos foram queimados e mortos no Rossio, todos eles - advogados, médicos e professores catedráticos - respondiam: 'Mas qual massacre?' Ninguém sabia de nada, talvez apenas meia dúzia de peritos", recorda Richard Zimler. O estigma fazia com que nem mesmo o código genético e as raízes dos portugueses lhes fossem assuntos familiares: "As pessoas tinham medo e não queriam investigar a ascendência judaica nas suas árvores genealógicas. Era um tabu, porque aprenderam, depois de 240 anos de Inquisição e de 50 anos de ditadura, a não falar de certos temas como o judaísmo."

Richard Zimler © Maria João Gala / Global Imagens

Numa mesa de café, à roda das conversas mundanas, o autor, cidadão de Nova Iorque, Porto, Lisboa, Israel, mundo, faz questão de lembrar que os próximos tempos testarão a abertura e flexibilidade da jovem democracia portuguesa. "Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória." É a frase de José Saramago que ali se entrelaça nas ideias e convicções do também jornalista.

"A terra prometida, para os judeus sefarditas, não era a Palestina. Era Espanha e Portugal. Muitos poetas sefarditas escreveram sobre a saudade que tinham de Segóvia, Granada, Toledo, Barcelona, Valência, Lisboa, Évora ou Porto." Podiam não falar um português perfeito, mas sabiam como soa, quando bate, a palavra 'saudade'.

Embaixadores do judaísmo português da época moderna

Para José Oulman Carp, antigo presidente da Comunidade Israelita de Lisboa, basta abrir o álbum de família para compreender como a História de Portugal se dilui, anónima e indistintamente, no legado dos judeus sefarditas. O primeiro registo que encontra data de 1818, ano em que Abraão Bensaúde retorna aos Açores, à ilha de São Miguel, por ainda constatar que, no território continental, o cenário não era nada católico, ou, por outra, era demasiado católico.

"A minha família chegou a Marrocos com o nome Hassiboni. No cemitério judaico de Ponta Delgada - um cemitério muito bonito, aliás, e com um nome muito adequado para um cemitério, que é Campo da Igualdade -, as campas mais antigas são de Bensaúde, depois de Hassiboni, e, mais tarde, voltam a ser Bensaúde", conta. Os primeiros retornados judeus pós-Inquisição iniciaram a edificação da mais antiga sinagoga portuguesa desde a perseguição cristã em Ponta Delgada, logo no ano de 1836.

Pioneiros na exportação da laranja açoriana, fundadores da fábrica de tabaco micaelense e donos de estufas de ananases, os Bensaúde, família judaica, impulsionaram a economia da região insular. Os conhecimentos eram trazidos do estrangeiro, onde os mais novos estudavam, porque, "nos finais do século XIX, os judeus não podiam frequentar universidades portuguesas".

José Oulman Carp detém-se sobre cada uma das fotografias, e, entre os dedos, desfia as contribuições mais diretas dos seus familiares. "A Matilde era uma mulher notável, que estudou em Portugal e nos Estados Unidos, e introduziu o certificado fitossanitário, que hoje ainda é utilizado em muitas transações de mercadorias."

"O Joaquim foi engenheiro e historiador. Publicou cerca de 300 livros, todos sobre o período das viagens de circum-navegação", continua. "O Alfredo Bensaúde fundou o Instituto Superior Técnico." José Oulman Carp é também sobrinho de Alain Oulman, poeta e compositor de fados cantados por Amália Rodrigues.

Portugueses, judeus, comerciantes, engenheiros e artistas, devolveram a diversidade religiosa e cultural ao país. "Cada pessoa é uma planta de estufa. Precisamos de luz, de água, de terra. Temos de cuidar uns dos outros, sobretudo quando somos uma comunidade tão pequena. Ser presidente da comunidade foi como ser um jardineiro que cuida desta página da História do judaísmo", conclui José Oulman Carp.

Por Catarina Maldonado Vasconcelos, 21 Julho, 2019

Fonte: TSF

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Surge teoria sobre visita de ETs aos maias e promessa de 'retorno apocalíptico' em 15 anos


Os maias continuam intrigando arqueólogos pelo conhecimento avançado em astronomia e matemática, fazendo até mesmo surgir teorias sobre a antiga civilização ter sido constituída por deuses alienígenas.

Auto denominado especialista em ETs, Erich von Daniken afirma que os maias foram visitados por antigos deuses alienígenas que farão um retorno apocalíptico daqui a 15 anos, escreve o jornal britânico Express.

Segundo a teoria, a entidade adorada como deus e conhecida como Quetzalcoatl (semelhante a uma cobra) disse aos maias como um dia retornaria ao nosso planeta Terra.

Esta data foi calculada como sendo 21 de dezembro de 2012, causando preocupação de que esta poderia ser a data do apocalipse.

Nova data para fim do mundo

Depois que esta profecia falhou previsivelmente, o von Daniken notou que esta data foi calculada com base no calendário judaico-cristão, o que é ambíguo ao nascimento de Cristo.

Há na verdade aproximadamente 20 anos em torno do dia em que pensamos que Cristo nasceu, distorcendo nossa predição do retorno de Quetzalcoatl.

Baseando-se em novos cálculos, é suposto que restem agora aproximadamente 15 anos para ver se a terrível predição maia se tornará realidade.

O auto denominado especialista acredita que não veria um deus em forma de cobra descendo dos céus, mas um extraterrestre. Ele descreve esses alienígenas como criaturas com rostos humanos cobertos por capacetes com aparelhos respiratórios na boca, que supostamente filtrariam o ar para evitar infecções por bactérias ou vírus.

Vestígios alienígenas?

Num túmulo maia, localizado no sítio arqueológico mexicano de Palenque, uma escultura de Pacal, o Grande (o penúltimo imperador dos antigos maias), foi encontrada parecendo controlar uma máquina virada para cima com chamas e fumaça saindo pela parte de trás. Arqueólogos afirmam que essa escultura realmente representava a árvore da vida ou uma descida ao submundo.

Dentro de um sarcófago, fósseis desse antigo imperador foram encontrados, embora o corpo fosse significativamente mais alto do que a altura média dos antigos maias e parecesse ter uma estrutura óssea incomum.

Outro facto interessante é que Pacal também era conhecido por ter governado por 68 anos e vivido até os 80 anos, muito mais tempo do que a vida média para essa época.

As pirâmides de Tikal (uma das maiores cidades da civilização maia pré-colombiana) são outra anomalia que aumenta ainda mais o mistério, pois estão a 40 km de um corpo d'água – facto que levou os arqueólogos a questionar por que os antigos maias construíram uma cidade maciça num local tão inconveniente.

Von Daniken aponta para um dos glifos numa pirâmide em degrau, afirmando que era o local aonde os deuses antigos chegavam dos céus.

Fonte: Sputnik News

domingo, 1 de setembro de 2019

Mórmones estão há 40 anos na Torre do Tombo a digitalizar registos civis

Na Torre do Tombo, em Lisboa, há três câmaras a funcionar em permanência 
com capacidade para digitalizar até 6 mil imagens por dia PEDRO NUNES
Protocolo já pôs online mais de 30 milhões de assentos de nascimento, casamento e óbito, do século XVI ao XX

Desde 1979 que todos os dias há um carrinho com pilhas de registos paroquiais de nascimentos, casamentos e óbitos prontos para passarem do papel ao digital no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Esse trabalho de digitalização está há 40 anos a ser feito por membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecidos como mórmones, através de protocolos assinados com arquivos por todo o país. Em troca do acesso à documentação, têm de disponibilizar ao Estado a custo zero as imagens digitalizadas, para que possam ser consultadas de forma gratuita nos sites dos arquivos portugueses.

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