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terça-feira, 16 de junho de 2020

Aqua-Fi: Criado o primeiro “Wi-Fi subaquático” que usa LEDs e lasers


As comunicações sem fios dentro de água são cada vez mais requisitadas. O mercado do entretenimento e mesmo a utilização profissional tem esbarrado nas dificuldades do sinal Wi-Fi dentro de água. Assim, para tentar ultrapassar a dificuldade que os mergulhadores têm para receber e transmitir informações sem fio para a superfície, investigadores das universidades de Waterloo, no Canadá, e da Universidade de Ciência e Tecnologia da Arábia Saudita apresentaram o Aqua-Fi.

Este é um novo sistema experimental baseado em tecnologia a laser que permitirá o envio veloz de informações através da água.

Aqua-Fi: o Wi-Fi que poderá levar a internet para dentro de água

Aqua-Fi é o nome do projeto que pretende fornecer internet debaixo de água, recorrendo a redes óticas sem fio. Estas tecnologias terão a missão de enviar dados em tempo real da e para a superfície. Embora a tecnologia Wi-Fi seja encontrada em milhões de dispositivos, ainda é difícil ter uma ligação sem fios que funcione corretamente debaixo de água.

A internet é uma ferramenta de comunicação indispensável que liga milhões de dispositivos em todo o mundo. A possibilidade de ter Wi-Fi dentro de água iria potenciar as ações dos mergulhadores. Estes conseguiriam maior liberdade de movimentos e uma comunicação permanente com a superfície.

Enviar dados para a superfície com lasers e um Raspberry Pi

A comunicação subaquática é possível com sinais de rádio, acústicos e de luz visível. No entanto, o rádio pode transportar dados apenas a curtas distâncias, enquanto os sinais acústicos suportam longas distâncias, mas com uma taxa de dados muito limitada. A luz visível pode viajar longe e transportar muitos dados, mas os estreitos feixes de luz exigem uma linha de visão clara entre os transmissores e recetores.

Assim, a equipa de Basem Shihada, o investigador responsável pelo projeto, construiu um sistema sem fio subaquático, o Aqua-Fi. Esta tecnologia suporta serviços de Internet, como o envio de mensagens multimédia, recorrendo a LEDs ou lasers. Os LEDs oferecem uma opção de baixo consumo de energia para comunicação a curta distância. Já os lasers podem levar os dados adiante, mas precisam de mais energia.


O protótipo Aqua-Fi usa LEDs verdes ou um laser de 520 nanómetros para enviar dados de um computador pequeno e simples para um detetor de luz conectado a outro computador. O primeiro computador converte fotos e vídeos numa série de 1s e 0s, que são traduzidos em feixes de luz ligando e desligando em velocidades muito altas.

O detetor de luz deteta esta variação e transforma-a novamente em 1s e 0s, que o computador recetor converte novamente na mensagem original.

Criada a primeira internet wireless a funcionar dentro de água

Os investigadores testaram o sistema carregando e baixando multimédia simultaneamente entre dois computadores separados a poucos metros em água estática. Eles registaram uma velocidade máxima de transferência de dados de 2,11 megabytes por segundo e um atraso médio de 1,00 milissegundo para uma ida e volta.

É a primeira vez que alguém usa a Internet debaixo de água completamente sem fio.

Referiu Shihada.


No mundo real, o Aqua-Fi usava ondas de rádio para enviar dados do smartphone de um mergulhador para um dispositivo “gateway” ligado ao equipamento. Então, como um amplificador que amplia o alcance Wi-Fi de um router doméstico de Internet, este gateway envia os dados através de um feixe de luz para um computador na superfície ligado à internet via satélite.

O Aqua-Fi não estará disponível até que os investigadores superem vários obstáculos.

Esperamos melhorar a qualidade do link e o alcance da transmissão com componentes eletrónicos mais rápidos.

Disse o investigador.

O feixe de luz também deve permanecer perfeitamente alinhado com o recetor em águas em movimento e a equipa está a considerar um recetor esférico que pode capturar luz de todos os ângulos.

Criamos uma maneira relativamente barata e flexível de ligar ambientes subaquáticos à Internet global. Esperamos que um dia o Aqua-Fi seja tão amplamente usado debaixo de água quanto o Wi-Fi que existe acima da água.

Concluiu Shihada.

Assim, com esta nova forma de comunicar, poderemos um dia ter um combinar de internet no espaço, na superfície e dentro de água.

Fonte: Pplware

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vários navios detectam que estão navegando em círculos, incapazes de seguir seu curso: a que se deve o fenómeno?


O incidente foi registado a 31 de maio nas águas do Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Os oficiais da marinha que estavam a bordo do petroleiro Willowy observaram um fenómeno estranho a 31 de maio, enquanto navegavam nas águas do Oceano Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo (África do Sul). Nas primeiras horas daquele dia, eles detectaram que o barco e quatro outros na área navegavam em círculos , incapazes de seguir o curso estabelecido.

Depois de perceber a situação, a tripulação inicialmente acreditou que a causa de sua estranha navegação poderia ser das fortes correntes, que talvez fossem impostas aos navios. No entanto, essa teoria foi esquecida, uma vez que não havia tais correntes na área.

Eles então recordaram casos semelhantes ocorridos nas águas do Mar da China Meridional e no Estreito de Ormuz, atribuídos à suposta manipulação sistemática do GPS, realizada para minar o sistema de rastreio que todos os navios comerciais devem usar por normas de direito internacional, recolha Sky News. Essa tecnologia, conhecida como AIS (Sistema de Identificação Automatizada), transmite identificadores exclusivos para cada embarcação para outras embarcações próximas, incluindo sua localização GPS, rumo e velocidade.

Mas como o Willowy estava muito longe dessas áreas, essas opções também não eram viáveis.

Qual é a verdadeira resposta?

Além disso, a Agência Espacial Europeia detectou que o campo magnético da Terra está enfraquecendo, especialmente numa grande região que se estende da África à América do Sul e é denominada Anomalia do Atlântico Sul. Além disso, nos últimos cinco anos, um segundo centro de intensidade mínima se desenvolveu no sudoeste da África, muito perto de onde o Willowy estava navegando. Especula-se que este seja um sinal de que a Terra está caminhando para uma inversão de pólos, na qual os pólos magnéticos norte e sul se alternam.

Tal anomalia poderia fazer com que os navios cujo curso é definido por bússolas simples ou magnéticas navegassem em círculos sem sequer perceber. Mas barcos como o Willowy usam o giroscópio, capaz de encontrar o norte verdadeiro pela gravidade e o eixo de rotação da Terra, em vez do norte magnético, e assim identificar o curso do navio. No entanto, se esse instrumento falhar , poderá causar o mesmo problema que o navio-tanque estava enfrentando.

A tripulação transmitiu pelo rádio por ajuda de oficiais da empresa em terra e foi determinado que o giroscópio primário do navio estava com defeito. Após a detecção, ele conseguiu retomar seu curso original depois de usar o giroscópio secundário em conjunto com uma bússola magnética.

A empresa proprietária do navio descreveu a falha como "um colapso acidental" e disse que "o reparo será realizado no próximo porto, onde os técnicos em terra identificarão a causa".

Fonte: RT

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Microsoft despede jornalistas para os substituir por Inteligência Artificial


O Homem continua a ser substituído pela máquina em muitas áreas. Trata-se, na verdade, de uma evolução natural que ocorre já desde a primeira Revolução Industrial no final do século XVIII e início do século XIX. Mas este continua a ser um tema que provoca contestações por causa dos empregos que são substituídos no curto prazo.

A substituição de jornalistas por sistemas de Inteligência Artificial não é um tema novo, só que agora chegou a uma das grandes empresas de tecnologia. A Microsoft está a despedir jornalistas para dar lugar à Inteligência Artificial para a seleção e edição de artigos nas plataformas Microsoft News e MSN.

Jornalistas da Microsoft substituídos por Inteligência Artificial

A Microsoft conta com uma equipa de jornalistas dedicada à seleção de notícias e histórias que surgem nas suas plataformas dedicadas, como são o MSN e o Microsoft News. No entanto, a empresa começou a dispensar estes profissionais para colocar a Inteligência Artificial (AI) a escolher as notícias e outros conteúdos aí apresentados.

Pelo mundo inteiro, a imprensa foi gravemente afetada pela pandemia COVID-19, com quebras abruptas nas receitas de publicidade. Contudo, a Microsoft garante que esta medida nada tem a ver com a pandemia, tratando-se apenas de mais uma reestruturação da empresa.

Como todas as empresas, avaliamos os nossos negócios regularmente. Daí pode resultar um aumento do investimento em algumas áreas e, de tempos em tempos, ajustes noutras. Estas decisões não são o resultado da atual pandemia.

Refere um porta-voz da empresa.

Segundo o Business Insider, cerca de 50 empregos serão afetados nos Estados Unidos. Mas não será só no país de Trump que haverá perdas, por exemplo, no Reino Unido, serão mais 27 pessoas.


Há cerca de 2 anos, com o lançamento do serviço Microsoft News, a empresa chegou a revelar que contava com mais de 800 editores a trabalhar em 50 locais diferentes, um pouco por todo o mundo.

A Microsoft tem vindo gradualmente a introduzir a AI na criação e seleção dos seus conteúdos jornalísticos, e este ajuste é só mais um passo neste processo.

Fonte: Pplware

FAST: Um dos maiores telescópios do mundo pode começar a "caça" aos aliens em setembro


O FAST, também conhecido como Tianyan, ou “olho do céu” em português, concluiu o seu período de três anos de testes em janeiro e parece estar pronto para procurar vida no espaço já em setembro.

O Five-hundred-metre Aperture Spherical Telescope (FAST), conhecido por ser um dos maiores rádiotelescópios do mundo, está oficialmente funcional desde janeiro de 2020. Com uma estrutura de 500 metros, o FAST poderá começar a procurar por vida no espaço já a partir de setembro, de acordo com uma notícia avançada pelo site ChinaTechCity.

Com uma extensão equivalente a 30 campos de futebol, o FAST demorou cerca de cinco anos a ser construído e está localizado na província de Guizhou, uma das zonas mais pobres e montanhosas da China. A sua superfície composta por 4.450 refletores triangulares faz com que tenha a mais elevada sensibilidade de deteção de sinais vindos do espaço, servindo para observar fenómenos relacionados com matéria negra e até procurar vida extraterrestre.

O FAST é uma das prioridades na estratégia espacial da China, sendo que o seu desenvolvimento rondou valores na ordem dos 180 milhões de dólares. No entanto, a sua construção implicou um “custo” em particular. Cerca de 9.100 pessoas que residiam num raio de 5 km da estrutura foram obrigadas a abandonar as suas casas. Em questão estariam os efeitos negativos do campo de ondas sonoras e eletromagnéticas na população em seu redor.

O Governo chinês tem como objetivo levar um Homem à Lua até 2036, seguindo as ambições da NASA em chegar de novo ao satélite natural da Terra numa missão tripulada em 2024. Depois de ter revelado que o primeiro foguetão SLS (Space Launch System) do programa Artemis já está construído e pronto para uma “maratona” de testes, a agência espacial norte-americana está também a treinar um rover lunar para encontrar depósitos de água gelada no pólo sul da Lua.

Fonte: TekSapo

sexta-feira, 29 de maio de 2020

A maior aeronave totalmente eléctrica do mundo faz seu primeiro voo


O Cessna eCaravan, equipado com um motor Magnix, fez seu primeiro teste no estado de Washington, EUA.

A fabricante de motores eléctricos Magnix equipou uma aeronave Cessna 208B Grand Caravan para convertê-la em um Cessna eCaravan, que na quinta-feira, 28 de maio, fez seu voo inaugural sobre o lago Moses, no estado de Washington, no noroeste dos Estados Unidos.

"É um mercado de nicho", disse o CEO da Magnix, Roei Ganzarski, pois esse tipo de aeronave eléctrica busca se tornar uma opção para voos comerciais que também não agridem o meio ambiente. "Vamos ao mercado rapidamente, com o objectivo principal de poder iniciar essa revolução", acrescentou.

Com uma única hélice, o motor Magni500 fornece 750 cavalos de potência, de modo que o fabricante afirma que é suficiente para "aeronaves de meia milha" que podem transportar entre cinco e 19 passageiros. Segundo a empresa, com pouco mais de 11 metros de comprimento, é o maior avião eléctrico comercial do mundo a voar.

Na fase de testes, a Magnix deve demonstrar que as baterias de lítio que accionam seus motores podem oferecer tempos de voo viáveis, já que o alcance da Caravana seria reduzido para cerca de 160 quilómetros. "O desafio é que as baterias não sejam tão poderosas quanto o combustível", disse Ganzarski.

Durante esse processo de teste, os fabricantes também enfrentam o desafio do peso, pois a bateria pode ser mais pesada que a quantidade equivalente de combustível.

Vantagens ecológicas

Segundo Ganzarski explicou, os aviões com motores eléctricos terão zero emissões de gás e exigirão menos manutenção do que os tradicionais. "As emissões de carros e aviões não são apenas maus para a saúde, mas também para o meio ambiente", disse ele, destacando-se como um facto positivo "enorme" que os aviões eléctricos "produzem zero emissões".

Outra vantagem desse tipo de voo é que sua operação por hora seria entre 50 e 80% mais barata, de modo que os bilhetes também poderiam ter um custo menor. Segundo Ganzarski, isso poderia levar diferentes companhias aéreas a operar aviões menores em mais rotas.

Fonte: RT


Fonte: Youtube

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Portugal vai fazer parte do projeto de construção do maior telescópio solar da Europa


O Telescópio Solar Europeu será instalado nas Ilhas Canárias e deverá começar a observar a atividade do Sol a partir de 2027, colmatando as lacunas das atuais ferramentas espaciais e terrestres. O projeto poderá desempenhar um papel importante na prevenção e mitigação do impacto das tempestades solares na Terra.

A Portugal Space vai participar no desenvolvimento do novo Telescópio Solar Europeu (TSE). A Agência Espacial Portuguesa integra agora a direção do consórcio de 30 instituições de 18 países que vai estudar a viabilidade científica e económica do projeto que tem em vista a construção do maior telescópio solar alguma vez construído na Europa.

Em comunicado, a Portugal Space explica que, após a fase preparatória que terminará no fim de 2020, o consórcio e as organizações financiadoras do projeto vão traçar um plano detalhado acerca da instalação do telescópio, analisando os custos e os possíveis riscos. Ao todo, estima-se que o projeto tenha um custo de obra de 180 milhões de euros.

Com um espelho primário de quatro metros, construído e operado pela Associação Europeia de Telescópios Solares, o TSE vai permitir colmatar as lacunas das atuais ferramentas espaciais e terrestres.


De acordo com a Agência Espacial Portuguesa, o TSE conseguirá examinar a união magnética na atmosfera solar, desde as camadas mais profundas da fotosfera até aos estratos mais altos da cromosfera. Além disso, poderá dar a conhecer os atributos térmicos, dinâmicos e magnéticos do plasma solar em alta resolução espacial e temporal.

O TSE será instalado nas Ilhas Canárias e deverá começar a observar a atividade do Sol a partir de 2027. A Portugal Space afirma que o projeto será fundamental para prever e mitigar o impacto das tempestades solares na Terra. O fenómeno pode afetar os sistemas elétricos mais sensíveis, causando interrupções nas comunicações por satélite e falhas nos sistemas de navegação e redes de energia internacionais.

Segundo Chiara Manfletti, presidente da Portugal Space, as observações realizadas a partir do TSE vão complementar as descobertas do Solar Orbiter, a missão da ESA que conta com tecnologia portuguesa.

A Critical Software desenvolveu vários sistemas de software para a missão, incluindo programas centrais de comando e controlo, de deteção e recuperação de falhas e de gestão de comportamento térmico. A Active Space Technologies produziu componentes em titânio para o braço de suporte e orientação da antena de comunicação da sonda com a Terra e para os canais para a passagem de luz que atravessam o escudo térmico do aparelho.

Já a Deimos Engenharia, que também ajudou a desenvolver a componente científica do Cheops, o satélite da ESA que pretende medir os planetas fora do sistema solar, trabalhou na definição e implementação da estratégia para testar os sistemas de voo do equipamento.

Fonte: SapoTek

terça-feira, 26 de maio de 2020

Empresa portuguesa cria cabine que faz desinfeção total em 25 segundos


A Starmodular, uma empresa com sede em Belmonte, distrito de Castelo Branco, criou um sistema destinado a espaços abertos ao público que permite a desinfeção total em 25 segundos para evitar a propagação da Covid-19, foi anunciado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa explica que esta solução tem a denominação de “SafePlace” e que se apresenta como uma espécie de cabine que pode ser colocada à entrada de qualquer espaço ou edifício, tornando-se um ponto de passagem obrigatório para quem nele quer entrar”.

A empresa garante que o procedimento de desinfeção é realizado “garantindo a distância de segurança e organizado por uma luz de tráfego que assegura a aproximação individual da pessoa ao sistema“.

Segundo a informação, após a entrada no sistema inicia-se o processo de controlo e desinfeção, que inclui desinfeção inteligente das mãos, a medição inteligente da temperatura corporal e nebulização e limpeza do calçado, demorando, apenas, 25 segundos por pessoa.

“Caso a temperatura corporal do utilizador se revele elevada, o sensor sonoro avisa que não é permitida a entrada”, detalha.

O espaço apresenta-se como uma cabine que tem dois metros de comprimento, 2,13 de altura e um metro de largura e cuja estética “convida” as pessoas a utilizarem o sistema.

A empresa, que tem como ramo de atividade a construção de casas modulares, explica que a ideia de desenvolver esta solução surge pela necessidade imposta pela pandemia, como um contributo para “ajudar da melhor forma que podia”.

O sistema é transportável e destina-se a empresas e serviços, como repartições públicas, restaurantes e cafés, escolas e museus, entre outros. Os primeiros modelos já foram expedidos e devem entrar em funcionamento nos próximos dias.

Portugal contabiliza esta terça-feira 1.342 mortes relacionadas com a covid-19, mais 12 do que na segunda-feira, e 31.007 infetados, mais 219, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Fonte: ZAP

sábado, 23 de maio de 2020

Nova fábrica de aeronáutica em Évora


É fruto do investimento e parceria do CEiiA que se prevê venha a nascer uma nova fábrica de aeronáutica no Alentejo.

Nesta unidade fabril vai ser fabricado o avião ATL-100. O investimento inicial é na ordem dos 20 milhões de euros, em 3 anos, e o ATL-100 já tem compradores interessados de várias partes do mundo, segundo o diretor do CEiiA para a Aeronáutica e Defesa, Miguel Braga, em entrevista ao Diário de Notícias.

A experiência acumulada pelo CEiiA, durante mais de uma década de cooperação com dos maiores fabricantes de helicópteros do mundo e com a construção do avião cargueiro militar brasileiro da Embraer, o KC390, e que vai substituir os Hercules C-130 da Força Aérea nacional, foram muito relevantes na hora de estabelecer esta nova parceria com a Desaer, uma empresa brasileira dedicada à aeronáutica.

O ATL-100 surge da parceria com a Desaer, sendo que o CEiiA irá ser corresponsável pelo desenvolvimento, fabrico, montagem e comercialização da ATL 100.

Para este projeto, o CEiiA – criado em 1999 – disponibilizará uma equipa de até 60 engenheiros, consoante o desenvolvimento do projeto, uma equipa que terá por sede o Parque de Ciência e Tecnologia de Évora. A Desaer participará com o dobro dos engenheiros.

Os responsáveis do CEiiA preveem boas perspetivas na criação de emprego e de novos postos de trabalho. É intenção criar duas unidades fabris quando chegue a fase do fabrico: uma no Brasil e outra em Évora. Ao montar a aeronave em Portugal, o impacto pode estender-se a Beja e a Ponte de Sor

A Atl – 100 é uma aeronave de transporte leve, para uso civil, de transporte de passageiros, de carga, de serviços postais ou até para usos agrícolas ou até militares.

Entre as características da ATL está o facto de levantar e aterra em pistas de dimensão muito curta, impróprias para a grande maioria das aeronaves.

Imagem de aereo.jor.br

Fonte: Tribuna

sexta-feira, 22 de maio de 2020

44,2 terabits por segundo. Investigadores australianos conseguiram a velocidade de Internet mais rápida do mundo


Investigadores das universidades de Monash, Swinburne e do Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT), na Austrália, conseguiram a maior velocidade de dados da internet registada até agora a partir de um único chip ótico.

A equipa, liderada por Bill Corcoran, Arnan Mitchell e David Moss, conseguiu atingir uma velocidade de 44,2 terabits por segundo (Tbps) a partir de uma única fonte de luz. Uma tecnologia que tem capacidade para suportar milhares de milhões de conexões simultâneas de internet de alta velocidade.

Os investigadores divulgaram que atingiram essas velocidades usando a infraestrutura de comunicações existente usando um novo dispositivo que substitui 80 lasers por um único equipamento conhecido como ‘micro-pente’, menor e mais leve que o hardware de telecomunicações existente.

"Com a pandemia de covid-19 estamos a ter uma amostra de como a infraestrutura da internet será daqui a dois ou três anos, devido ao número sem precedentes de pessoas que a usam para trabalho remoto, socialização e 'streaming' e o que estamos a ver é que precisamos de ser capazes de dimensionar a capacidade das nossas conexões", disse Bill Corcoran, coautor principal do estudo e professor de engenharia de sistemas elétricos e de computadores na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

"O que nossa pesquisa demonstra é a capacidade de as fibras que já possuímos serem a espinha dorsal das redes de comunicações agora e no futuro. Desenvolvemos algo escalável para responder às necessidades futuras", assinala o especialista.

Arnan Mitchell, do RMIT, sublinha que atingir a velocidade de 44,2 Tbps, capaz de descarregar 1.000 filmes de alta definição numa fração de segundo, mostra o potencial da infraestrutura existente. O perito revela que a ambição futura do projeto é aumentar os transmissores atuais de centenas de gigabytes por segundo para dezenas de terabytes por segundo sem aumentar o seu tamanho, peso ou custo.

"A longo prazo esperamos criar 'chips fotónicos' integrados que permitam que esse tipo de volume de dados seja alcançado através de ligações de fibra ótica existentes com custo mínimo", realçou.

Quanto ao uso desta tecnologia, o investigador explica que "inicialmente ela poderá ser atraente para comunicações de velocidade ultra alta entre centros de armazenamento de dados", mas que o seu potencial pode mesmo chegar ao público em geral se o seu custo for suficientemente baixo e a tecnologia for compacta para poder ser usada comercialmente.

Fonte: SAPO24

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Empresa portuguesa criou um sistema para medir febre à distância e em dois segundos


“Caso uma temperatura mais elevada seja detetada, o sistema acciona um alarme ou poderá mesmo negar a entrada da pessoa em questão”, diz Jorge Pereira, CEO da Uniksystem.

A empresa nacional Uniksystem criou um «sistema biométrico» para a «deteção de febre à distância» que chega numa altura em que o país está prestes a levantar algumas restrições para relançar a atividade económica.

O Unik Facial Recognition é uma plataforma de controlo de acessos à distância que possibilita um «rápido e preciso rastreio de febre apenas através do reconhecimento facial, garantindo a fluidez da entrada e saída de pessoas».

Esta pode ser uma forma de detetar rapidamente se uma pessoa tem um dos principais sintomas da CovidD19 e, segundo a empresa, pode ser usada em «escolas e universidades, serviços públicos, linhas de produção industriais, escritórios, hospitais, lojas e supermercados, aeroportos, entre outros».

A medição da temperatura por reconhecimento facial com este sistema dura apenas «dois segundos» e pode ser feita em até «cinco pessoas em simultâneo», a uma distância de «dois metros». Sempre que o Unik Facial Recognition reconhecer febre, emite um alerta.

«Caso uma temperatura mais elevada seja detetada, o sistema acciona um alarme ou poderá mesmo negar a entrada da pessoa em questão, estando integrado com um sistema automatizado de controlo de acessos», diz Jorge Pereira, CEO da Uniksystem.

Fonte: JE

Já é possível controlar um drone com gestos


Uma equipa de investigadores do Computer Science and Artificial Intelligence Lab (CSAIL) do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu um drone que pode ser controlado apenas com o movimento do braço.

O CSAIL divulgou um vídeo do seu trabalho em andamento, usando informações de sinais musculares para controlar dispositivos.

O mais recente trabalho envolve o controlo total e preciso de drones, usando apenas gestos com as mãos e os braços para navegar por uma série de anéis graças a um dispositivo preso ao redor do braço.

O dispositivo em forma de pulseira capta movimento através de sinais elétricos e consegue diferenciar entre um punho fechado, rotação da mão ou movimento do antebraço.

De acordo com as experiências, o drone identificou e respondeu corretamente a 81% dos 1.535 “gestos não-estruturados”.

A tecnologia usa o biofeedback para controlar os dispositivos, em vez de reconhecimento ótico ou outro tipo de reconhecimento gestual. Os controles podem ser muito específicos, configurando uma variedade de aplicações potenciais diferentes para este tipo de tecnologia remota.

O objetivo é tornar o controlo do drone – e potencialmente outras peças de tecnologia – o mais natural possível, aproveitando a intuição humana.

Um artigo publicado em março detalha o “controle por gestos plug-and-play” que depende de sensores musculares e de movimento. “Permitir que as máquinas interpretem comandos não verbais, como gestos, pode ajudar a tornar as interações mais semelhantes às interações com outra pessoa”, lê-se. “No entanto, para serem difundidas e eficazes em cenários realistas, as interfaces não devem exigir infraestrutura significativa de deteção ou tempo de configuração por utilizador”.

A indústria que se concentra na criação de robôs que podem trabalhar com segurança ao lado e em estreita colaboração com os robôs beneficiaria muito com os avanços que tornam a interação entre pessoas e equipamentos robóticos mais natural, instintiva e, por fim, segura.

Os estudos do MIT nessa área pode resultar em futuros produtos de robótica industrial que requerem menos treino e programação para operar em escala.


Fonte: ZAP

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Meteorito avistado no céu ibérico afinal era um foguetão russo a desintegrar-se


Foi notícia em vários meios de comunicação e partilharam-se as imagens pela Internet, em Portugal e também na vizinha Espanha. Uma bola de fogo que cruzava os céus e que parecia um meteorito a entrar pela atmosfera, na madrugada da passada terça-feira. Seria um astro, um avião, não, era mesmo um foguetão russo a explodir, após ter transportado material para a International Space Station (ISS).

Esta visão rara, foi vista pelas 5h45 da madrugada, à passagem pelo concelho de Ourém, no sentido Lisboa-Porto e, posteriormente foi notícia a desintegrar-se nos céus da Galiza.

Falamos-lhe aqui há dias da oficialização de filmagens de OVNIs, pelo Pentágono, um asteroide que passou pela vizinhança da Terra e, desta vez, foi um objeto de fabrico humano. As imagens raras, fantásticas numa madrugada pelos céus ibéricos, eram um foguetão russo a explodir, após ter transportado material para a ISS.

Foguetão russo é avistado a explodir no céu ibérico

O professor de Astronomia da Universidade de Santiago de Compostela e diretor do Observatório Ramón Aller referiu tratar-se da reentrada na atmosfera de um foguetão Soyuz. Este havia sido enviado a semana passada, do Cazaquistão, para a ISS, com mantimentos.

O professor referiu que o fenómeno pôde ser visto às 6h45 desta terça-feira, nas cidades galegas, nas quais o céu estava limpo.

Na Corunha viu-se a passar de nordeste para sudoeste, em direção ao oceano.

Contou o professor.

Em Portugal, o fenómeno foi visível às 5h45 de terça-feira, no concelho de Ourém:

Um engenho comum com um final não tão comum

Este tipo de foguetes, enviados para pequenas missões, são colocados à deriva, quando completam o seu afazer. Depois, vão descendo gradualmente até serem destruídos no momento em que se aproximam das camadas inferiores da atmosfera. Segundo o que foi explicado, não é comum serem vistos este tipo de fenómenos pelos céus ibéricos. Ademais, o último caso semelhante aconteceu em 2001, aquando a reentrada de foguetões na atmosfera.

Acrescenta ainda que estava prevista a possível reentrada do foguetão Soyuz, mas este tipo de fenómeno caracteriza-se por ser um pouco incerto, na hora da queda. Além disso, os foguetões estão normalmente programados para cair em direção aos oceanos.

Apesar de ter havido alturas em que as peças dos foguetões eram de tal forma pesadas que chegavam ao chão, o professor garante que este género de fenómeno não costuma implicar perigos, uma vez que os foguetões são feitos de um material que, à partida, se destrói no contacto com a atmosfera.




Fonte: Pplware

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Lançado o primeiro mapa completo da superfície da Lua


Vamos falar da Lua, do que se conhece e, sobretudo, do muito que se desconhece. Assim, por significar uma incógnita gigante, a verdade é que o nosso satélite natural, por estar tão perto, mas tão longe, fascina muitas pessoas. Há cada vez mais uma curiosidade, à medida que vamos conhecendo mais detalhes da sua existência. Com a idade, estipulada, em cerca de 4,5 mil milhões de anos, ainda falta explorar muito deste corpo celeste que nos faz companhia.

Pela primeira vez, toda a superfície lunar foi completamente mapeada e classificada por cientistas e está disponível online.

Mapa reflete milhões de anos da Lua

Em conjunto com a NASA e o Lunar Planetary Institute, cientistas do Astrogeology Science Center – USGS elaboraram um mapa há muito desejado. O Unified Geologic Map of the Moon é um mapa digital que mostra a geologia da Lua em detalhe, numa escala de 1 para 5 000 000.

O projeto vai servir como plano definitivo da geologia da superfície lunar para futuras missões humanas. Este novo mapa é capaz de explicar os cerca de 4,5 mil milhões de anos de história do nosso astro vizinho, tendo um valor inestimável para a comunidade científica e para o público em geral.

As pessoas sempre foram fascinadas pela Lua e sobre quando voltaremos. Então, é maravilhoso ver a USGS a criar um recurso que pode ajudar a NASA no planeamento de futuras missões.

Disse Jim Reilly, diretor do USGS e ex-astronauta da NASA.


Projeto foi o culminar de várias décadas de investigação

A fim de criar este novo mapa digital, os cientistas usaram informação de seis mapas regionais da era Apollo e informações mais recentes de missões de satélite até à Lua. Assim sendo, os mapas históricos foram alinhados com os dados modernos, de modo a preservar observações e interpretações anteriores.

Além disso, os cientistas desenvolveram uma descrição das camadas rochosas da Lua. Ao contrário do que acontecia antes, desta forma, garantem que os nomes, descrições e idades das rochas são consistentes.

Este mapa é o culminar de um longo projeto de décadas. Fornece informações vitais para novos estudos científicos, por conectar a exploração de partes específicas da Lua com o resto da superfície lunar.

Revela Corey Fortezoo, geólogo do USGS.

Dados recolhidos pela NASA e pela JAXA

Os dados que dão conta da região equatorial da Lua foram recolhidos pela Terrain Camera, através de observações de rádio, numa missão recente do SELENE (Selenological and Engineering Explorer). Esta missão foi liderada pela JAXA, Japan Aerospace Exploration Agency.

No caso, os dados relativos aos polos norte e sul do satélite, foram recolhidos pela Lunar Orbiter Laser Altimeter, da NASA.


Fonte: Pplware

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Telescópio espacial com "mão" da U.Porto observa o seu primeiro exoplaneta


Depois de três meses de testes bem-sucedidos em órbita, o telescópio espacial CHEOPS conseguiu determinar o diâmetro de um planeta maior do que Júpiter.

Ao fim de três meses de testes em órbita, o telescópio espacial CHEOPS, da Agência Espacial Europeia (ESA), observou a estrela HD 93396, para tentar detetar o trânsito do já conhecido exoplaneta KELT-11b, um “júpiter quente” 30% maior do que Júpiter. A grande precisão dos instrumentos do CHEOPS, em parte desenvolvidos pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), permitiram calcular o diâmetro deste planeta em cerca de 181 600 quilómetros, com uma incerteza a rondar apenas os 2%.

Fazer medições com precisão do diâmetro de exoplanetas, em particular de exoplanetas mais pequenos, é uma das missões mais ambiciosas do CHEOPS. Mas antes de ser declarado apto para cumprir esta tarefa, o pequeno telescópio de 30 centímetros de diâmetro, e desenhado para poder operar em modo quase-automático, teve de passar uma série de testes nos últimos três meses. Alguns dos seus alvos foram estrelas estáveis e com características bem conhecidas, que permitiram aos investigadores do consórcio – do qual o IA faz parte verificar se o satélite tinha a precisão e estabilidade necessária para cumprir esse objetivo.

O certo é que os testes realizados demonstraram não só que a equipa de Terra consegue comandar o satélite apesar do estado de emergência em que se encontram grande parte dos países Europeus, como também que este tem a precisão fotométrica necessária para cumprir os seus objetivos científicos.

“As primeiras medições obtidas servem acima de tudo para mostrar a excelência e o potencial da missão CHEOPS. Estamos certos que nos próximos meses teremos notícias de resultados fantásticos”, refere Nuno Cardoso Santos, líder da linha de investigação em “A deteção e caracterização de outras Terras” do IA e professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP),

Imagem artística do trânsito do “Júpiter quente” KELT-11b em frente à 
estrela HD 93396, com respetivo gráfico da diminuição da curva de luz. 
(Crédito: ESA/Airbus/Consórcio CHEOPS)

Expectativas superadas

Foi também a partir do Porto que Susana Barros recebeu os primeiros resultados do CHEOPS. “Estamos todos muito contentes. São melhores do que o esperado!, confessa a investigadora do IA, para quem “isto significa que vamos poder atingir os objetivos da missão: estudar a composição e atmosfera de exoplanetas, e talvez descobrir pela primeira vez exo-luas.”

Sérgio Sousa, outro dos investigadores do IA/U.Porto envolvidos nesta missão, avaliam os resultados agora conhecidos como “apenas um início muito promissor. O tratamento dos dados do satélite, quer do ponto de vista da redução dos dados, quer do ponto de vista da sua análise científica, tem ainda muita margem de progressão. Por isso, e apesar dos resultados serem já fantásticos, ainda esperamos melhorar mais a precisão de medir o tamanho destes exoplanetas.”

Superada que está a primeira faase de “avaliação”, o CHEOPS está agora a transitar da fase de testes para o começo da fase de operações científicas, que deve arrancar até ao final do mês de abril.

Um mundo novo por descobrir

Para já, os investigadores do consórcio já começaram a observar os chamados “alvos científicos iniciais”, uma seleção de estrelas e sistemas planetários que servem de demonstração para o tipo de observações planeadas com este satélite e que incluem, por exemplo a “super-terra quente” 55 Cancri e, cuja superfície terá lagos de lava, ou o “neptuno quente” GJ 436b, que está a perder a sua atmosfera devido à radiação da sua estrela-mãe.

Outro objeto nesta lista de alvos científicos iniciais é uma anã branca, o primeiro alvo do programa de observadores convidados da ESA, que irá proporcionar a investigadores fora do consórcio a oportunidade de usar as capacidades da missão CHEOPS.

Esta é a primeira missão dedicada a observar trânsitos exoplanetários em estrelas onde já se conhecem planetas, em praticamente qualquer direção do céu. Tem a capacidade única de determinar com precisão a dimensão de exoplanetas na gama entre as super terras e os neptunos, para os quais já se conhece a massa.

O CHEOPS irá ainda determinar com precisão o diâmetro de novos exoplanetas descobertos pela próxima geração de instrumentos em observatórios à superfície da Terra ou ainda identificar potenciais alvos cujas atmosferas possam ser caracterizadas por esses instrumentos.

Portugal na linha da frente

O consórcio do CHEOPS é liderado pela Suíça e pela ESA. Conta com a participação de 11 países europeus, sendo que em Portugal a participação científica é liderada pelo IA.

A participação do IA no consórcio do CHEOPS faz parte de uma estratégia mais abrangente para promover a investigação em exoplanetas em Portugal, através da construção, desenvolvimento e definição científica de vários instrumentos e missões espaciais, como o CHEOPS ou o espectógrafo ESPRESSO, já em funcionamento no Observatório do Paranal (ESO).

Esta estratégia irá continuar durante os próximos anos, com o lançamento do telescópio espacial PLATO (ESA), ou a instalação do espectrógrafo HIRES no maior telescópio da próxima geração, o ELT (ESO).

terça-feira, 21 de abril de 2020

Covid-19: Marinha cria protótipo de ventilador de baixo custo


A Marinha deu hoje a conhecer o protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo que foi criado pelos militares e pode vir a ser “produzido em massa” em Portugal, caso surjam empresas interessadas.

“Este ventilador compreende os quatro modos de ventilação mais usados do ponto de vista de cuidados intensivos e já o fizemos a pensar na comunidade médica e também na parte da sustentação do Serviço Nacional de Saúde”, avançou o tenente Tiago Lança, que faz parte da equipa que criou o projeto.

Em declarações aos jornalistas, na Base Naval de Lisboa, em Almada, no distrito de Setúbal, o responsável indicou que a Marinha “não irá produzir o ventilador”, mas está a fazer a parte conceptual para “abrir o leque às indústrias parceiras da Marinha ou empresas que estejam interessadas em desenvolvê-lo”.

Foram quatro militares da Célula de Experimentação Operacional de Veículos Não-Tripulados que tiveram a ideia de desenvolver este protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo que ajude no combate à pandemia da covid-19.

O projeto foi desenvolvido em três semanas e, segundo Tiago lança, a próxima “batalha” será “atingir níveis de fiabilidade e fazer a certificação” para que possa vir a ser "produzido em massa".

“Neste momento estamos a finalizar a parte eletromecânica e do desenho do interface que ainda está a ser programada. A nossa ideia é colocarmos o protótipo numa versão final nas próximas duas ou três semanas para iniciar o processo de certificação”, adiantou.

Segundo o responsável, o equipamento produzido teve um custo de cerca de 1.500 euros, mas “para poder escalar há mais alguns custos”.

Para os militares, este projeto foi um “desafio” porque costumam desenvolver outro tipo de engenharias, mas já estão a conseguir frutos porque tem havido “muito interesse por parte dos parceiros da Marinha”.

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, visitou hoje a Base Naval de Lisboa para ver o centro de acolhimento para doentes de covid-19, mas ficou também a conhecer o novo projeto, que considerou “um trabalho notável de inovação”.

“Temos aqui um exemplo excelente de inovação das Forças Armadas, que têm de se adaptar em qualquer situação de conflito e perante o inesperado. Tivemos uma situação muito inesperada e verificámos que as Forças Armadas souberam adaptar-se e estão a criar as circunstâncias para responder da melhor maneira”, apontou.

No entanto, o ministro não conseguiu precisar se o equipamento poderá ser produzido em Portugal porque ainda “está no processo de certificação” e não se sabe “qual é a possibilidade de fabrico” destes ventiladores em larga escala.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 172.500 mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Fonte: SAPO24
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