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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Inteligência artificial pode prever o futuro com 99% de certeza


A Inteligência Artificial previu o futuro e acertou mais de 99% das vezes, segundo um novo estudo. Felizmente, não previu um apocalipse ou uma revolução de robôs.

Em vez disso, os investigadores do Instituto Max Planck pediram ao software artificialmente inteligente para prever o progresso da inteligência artificial (IA).

Os investigadores utilizaram a informação sobre a IA a partir de trabalhos académicos desde 1994 — foram analisados 143.000 trabalhos na experiência.

Foi então pedido à IA que fizesse previsões sobre como a inteligência artificial se desenvolveu ao longo dos anos, com base nos estudos científicos sobre a mesma.

O software estava quase 100% correto em relação às suas previsões, levando os cientistas a quererem fazer-lhe mais perguntas sobre o futuro, segundo The U.S Sun.

De acordo com Mario Krenn, que liderou a investigação juntamente com especialistas de todo o mundo, a IA “mostra um grande potencial que pode ser libertado“.

Em vez de pedir à IA para prever o fim do mundo, os investigadores esperam fazer-lhe perguntas sobre a ciência que poderiam contribuir para estudos futuros.

A inteligência artificial é “uma ferramenta que pode sugerir novas direções e ideias de investigação personalizadas, tirando conclusões da literatura científica. Pode acelerar significativamente o progresso da ciência”, lê-se no estudo.

“Um campo que pode beneficiar de uma abordagem deste género é a própria investigação de inteligência artificial (IA)”, acrescenta ainda o artigo.

A esperança é que a IA seja capaz de ajudar os cientistas na investigação no futuro. “Em última análise, melhores previsões e novas direções de investigação serão uma componente crucial de ferramentas mais avançadas de sugestão de investigação”.

Alice Carqueja, 

Fonte: ZAP

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Fez-se história: NASA confirma sucesso da missão de defesa planetária DART


A NASA confirmou esta terça-feira que o satélite conseguiu alterar a trajetória do asteroide, pela primeira vez, empurrando-o para fora da sua órbita.

A missão DART da NASA conseguiu, pela primeira vez, alterar a trajetória do asteroide Dimorphos e empurrá-lo para fora da sua órbita natural.

A informação foi confirmada pela agência norte-americana esta terça feira que, em comunicado, salienta que este acontecimento “marca a primeira vez que a humanidade altera deliberadamente a rota de um objeto celeste e é a primeira demonstração em grande escala da tecnologia de desvio de asteroides”.

“Todos temos a responsabilidade de proteger o nosso planeta de origem. Afinal, é o único que temos”, notou Bill Nelson, administrador da NASA.

“Esta missão mostra que a NASA está a tentar preparar-se para qualquer coisa que o universo nos traga. Na NASA temos demonstrado que levamos a sério o nosso papel como defensores do planeta. Este é um momento decisivo para a defesa do planeta e para toda a humanidade, o que demonstra o compromisso da equipa excecional da NASA e dos seus membros de todo o mundo”, acrescentou Nelson.

O sucesso da missão da NASA vai permitir aos astrónomos “avaliar melhor se uma missão como a de DART poderia ser utilizada no futuro para proteger a Terra de uma colisão com um asteroide”, explicou Lori Glaze, diretora da Divisão de Ciências Planetárias da NASA, citada pelo Observador.

A colisão entre o satélite e o asteroide aconteceu a 26 de setembro deste ano e, desde então, “o astrónomos têm estado a utilizar telescópios terrestres para saber há quanto tempo mudou essa órbita”.

A confirmação de sucesso surgiu esta terça-feira, com uma margem de erro de, aproximadamente, dois minutos. É então possível dizer que a órbita do asteroide Dimorphos foi reduzida de 11 horas e 55 minutos para 11 horas e 23 minutos.

 Fonte: ZAP

terça-feira, 27 de setembro de 2022

“Kamikaze” da NASA colidiu com sucesso contra asteroide Dimorphos


A missão DART da NASA foi um aparente sucesso. A agência espacial conseguiu que a sua sonda colidisse com o asteroide Dimorphos.

Esta segunda-feira, a missão DART da NASA culminou com a colisão de uma sonda contra um asteroide. O impacto aconteceu com o asteroide Dimorphos, a 11 milhões de quilómetros da Terra, às 00h14 desta terça-feira.

A missão queria provar que uma nave espacial pode navegar autonomamente para um asteroide e colidir intencionalmente com ele.

Na transmissão em direto da agência espacial norte-americana é possível ver o feito a ser celebrado pela equipa a cargo da missão. A câmara da sonda foi mostrando um fundo preto com um ponto branco, que correspondia ao sistema de asteroides a aproximar-se.

Apesar do aparente sucesso da missão, só entre 2024 e 2026 é que se saberá efetivamente se o “impacto cinético” funciona e se a nave espacial conseguiu alterar a rota do asteroide.

Se a missão tiver sido bem-sucedida, uma órbita completa de Dimorphos em torno de Didymos vai demorar menos 10 minutos do que o habitual: 11 horas e 45 minutos.

Este foi o primeiro teste de defesa planetário levado a cabo pela NASA. O asteroide não representava um perigo para a Terra, mas o sucesso da missão mostrou que estamos preparados para redirecionar potenciais perigos.

O DART viajava a mais de 22.500 km por hora quando atingiu o asteroide, naquilo que tem foi uma das experiências cientificas mais complexas de todos os tempos.

Dimorphos e Didymos são um sistema binário de asteroides, sendo Dimorphos uma “lua” de Didymos. A pequena lua orbita o asteroide maior, e vai passar entre o asteroide maior e a Terra.

Fonte: ZAP

 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

É possível construir estruturas com o “poder” das ondas ultrassónicas? Veja o vídeo


A LeviPrint gera um campo de ondas ultrassónicas, sendo capaz de fazer levitar um vasto conjunto de pequenos componentes, posicionando-os em estruturas sem qualquer contacto físico.

Poderá a levitação acústica ser o futuro da construção? Um grupo de investigadores da Universidade Pública de Navarra, em Espanha, e da Universidade de São Paulo, no Brasil, acredita que sim e desenvolveu uma nova máquina, chamada LeviPrint, que usa o “poder” das ondas ultrassónicas para construir estruturas.

Os investigadores, que apresentaram as conclusões do seu estudo na conferência SIGGRAPH 2022, detalham que a LeviPrint gera um campo de ondas ultrassónicas, sendo capaz de fazer levitar um vasto conjunto de pequenos componentes, posicionando-os em estruturas sem qualquer contacto físico.


Como é possível ver no vídeo partilhado pelos investigadores, além de objetos sólidos, a LeviPrint consegue interagir com materiais líquidos, como adesivos para unir componentes. Além disso, através da máquina, é possível reposicionar elementos que estejam já no interior de estruturas.

É certo que, na sua atual fase de desenvolvimento a LeviPrint só tem capacidade para fazer construções de pequenas dimensões, no entanto, os especialistas esperam que, no futuro, a tecnologia poderá ser utilizada para complementar processos de construção e fabrico em múltiplas indústrias.

Os investigadores acreditam que a tecnologia poderá ser particularmente útil para a criação de equipamentos eletrónicos com incluem uma variedade de componentes mais sensíveis, assim como no desenvolvimento de estruturas que requerem a utilização de materiais cuja manipulação pode representar um risco para a saúde humana.

Fonte: SapoTek

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Concept. Investigadores criam colónia espacial com gravidade artificial


A The Glass apresenta uma estrutura em forma de um cilindro.

Um grupo de investigadores da Universidade de Quioto e da empresa de construções Kajima desenvolveu o ‘concept’ de uma estrutura que permitirá viver em outros planetas além da Terra, como é o caso de Marte.

Este ‘concept’ recebeu o nome de The Glass e apresenta a forma de um cilindro com todo o tipo de áreas para tornar a vida dos colonos espaciais o mais confortável possível - com áreas verdes, zonas de água e até transporte público.

Como conta o DesignBoom, A equipa notou que os habitantes desta estrutura poderão desfrutar de gravidade artificial, o que eliminaria grande parte dos potenciais problemas de saúde que a comunidade científica tem identificado como obstáculos à vida fora da Terra.

“Temos a visão de um futuro em que a espécie humana fará da migração entre a Lua e Marte uma realidade na segunda metade do século XXI”, pode ler-se no comunicado da equipa de investigação. “Considerámos uma instalação com gravidade artificial que consiga gerar gravidade equivalente ao ambiente global, usando força centrífuga da rotação do Espaço e da superfície da Lua e de Marte, tornando-se tecnologia nuclear para os seres humanos avançarem para o Espaço”.

Abaixo pode ver um vídeo explicativo sobre o The Glass e, na galeria acima, algumas imagens do projeto.


Fonte: NM

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Cientistas criam um dedo robô “ligeiramente suado” com pele humana viva


Tudo indica que a inovação japonesa pode ter potencial para “construir uma nova relação entre os humanos e os robôs”.

Cientistas japoneses desenvolveram um dedo robótico “ligeiramente suado” em pele viva, num avanço que dizem aproximar-se dos robôs verdadeiramente humanos.

O dedo, que demonstrou ser capaz de se curar a si próprio, é visto como um feito técnico impressionante que esbate a linha entre a carne viva e a máquina. Mas os cientistas estão com opiniões divididas sobre se as pessoas se gostariam da anatomia realista ou se achariam assustadora.

“Estamos surpreendidos com o quão bem o tecido da pele se adapta à superfície do robô”, revelou Shoji Takeuchi, professor na Universidade de Tóquio, que liderou o estudo, publicado a 9 de junho na revista Matter. “Mas este trabalho é apenas o primeiro passo para a criação de robôs cobertos de pele viva”.

A equipa argumenta que os robôs mais realistas seriam capazes de interagir com as pessoas de forma mais natural numa série de situações, incluindo nos cuidados de enfermagem e na indústria de serviços.

“Penso que a pele viva é a solução definitiva para dar aos robôs a aparência e o toque dos seres vivos, uma vez que é exatamente o mesmo material que cobre o corpo dos animais”, referiu Takeuchi, acrescentando ainda que estes avanços tinham o potencial de “construir uma nova relação entre os seres humanos e os robôs”.

Os cientistas já tinham criado enxertos de pele — folhas de pele que podem ser usadas numa cirurgia de reconstrução, por exemplo — mas têm lutado para criar pele viva em objetos tridimensionais e dinâmicos, segundo o The Guardian.

Neste último estudo, a equipa mergulhou pela primeira vez o dedo robótico num recipiente cheio de uma solução de colagénio e fibroblastos dérmicos humanos, os dois principais componentes que fazem parte dos tecidos da pele.

Os componentes revestiram a superfície como se fossem uma primeira mão de tinta, criando uma camada primária, para a próxima camada de células — queratinócitos epidérmicos humanos.

Funcionamento do dedo robótico

Dobrar o dedo para trás e para a frente causou o desenvolvimento de rugas de aspeto natural nos nós dos dedos e, quando lesionada, a pele consegue auto-curar-se como se fosse realmente “humana”, com a ajuda de uma ligadura de colagénio e, de acordo com os cientistas, parece uma pele normal.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Cientistas da Universidade de Coimbra criam material altamente promissor para nova geração de dispositivos eletrónicos


Os investigadores acreditam que, no futuro, estas nanopartículas com propriedades especiais poderão ser impressas em grandes superfícies condutoras, a baixo custo.

liderada por Mahmoud Tavakoli, desenvolveu um nanocompósito de metal líquido revestido de grafeno, que pode ser usado como condutor transparente, com aplicações na próxima geração de dispositivos eletrónicos e painéis solares.

A investigação, desenvolvida no âmbito do projeto WoW, do Programa Carnegie Mellon Portugal, e do projeto MATIS-Materiais e Tecnologias Industriais Sustentáveis, através do Programa Portugal 2020, é o tema de capa da última edição da revista Advanced Materials Technologies.

Os investigadores demonstraram, através deste estudo, que nanopartículas de metal líquido revestidas de óxido de grafeno podem ser transformadas em elétrodos semitransparentes e condutores, através de uma técnica de processamento a laser rápida, de baixo custo e escalável, o que poderá ter um grande impacto em áreas como: ecrãs flexíveis, painéis solares flexíveis e até biossensores vestíveis (wearable).


«Os metais líquidos são interessantes porque proporcionam elasticidade e autorregeneração, além de serem excelentes na dissipação térmica. Portanto, este é um passo importante para a aplicação e desenvolvimento de ecrãs muito flexíveis e resistentes», explica Mahmoud Tavakoli, diretor do Laboratório de “Soft and Printed Microelectronic” do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Os investigadores acreditam que, no futuro, estas nanopartículas com propriedades especiais poderão ser impressas em grandes superfícies condutoras, a baixo custo. «As partículas de metal líquido encapsuladas de grafeno são uma classe nova e promissora de compósito bifásico, com aplicação na próxima geração de dispositivos eletrónicos. Nós demonstrámos que é possível fabricar de forma rápida (em poucos segundos), a baixo custo e em larga escala, estes novos elétrodos. Esta solução é primeiro depositada sobre o substrato por meio de revestimento por pulverização e, em seguida, processada através de um laser de baixo custo. Isso permite simultaneamente a redução, afinamento, extração e padronização com alta resolução dos filmes depositados», afirma o investigador do ISR da FCTUC.

A composição do novo material e o método de fabrico apresentado neste estudo representam assim um passo importante para a produção em larga escala e a baixo custo de grandes elétrodos baseados em grafeno. O próximo passo da investigação será, de acordo com Mahmoud Tavakoli, «explorar o uso de outros tipos de lasers para melhorar a condutividade ou transparência dos elétrodos, bem como estudar aplicações desta técnica nas áreas de eletrónica de filmes finos, sensores de gás e humidade e dispositivos de armazenamento de energia».


Cristina Pinto

Fonte: UC

sexta-feira, 4 de março de 2022

James Webb vai estudar um sistema com sete planetas semelhantes à Terra


Há cinco anos foi descoberto um sistema planetário singular, ao qual foi dado o nome de TRAPPIST-1. Agora, o Telescópio Espacial James Webb será direcionado para ele, por forma a estudar os sete planetas e perceber se poderiam acolher vida extraterrestre.

Este sistema planetário é um dos mais estudados depois do nosso próprio Sistema Solar.

O Telescópio Espacial James Webb será mais um par de olhos dos cientistas no espaço. Estes esperam descobrir, com a ajuda do objeto da NASA, se estamos, ou não, sozinhos no Universo. O telescópio dirigir-se-á a um sistema planetário singular que foi descoberto há cinco anos, através de telescópios na Terra e no espaço, e ao qual foi dado o nome de TRAPPIST-1.

A estrela anã vermelha chamada TRAPPIST-1 é orbitada por um conjunto de sete exoplanetas semelhantes à Terra e, por isso, o sistema é um alvo curioso para o James Webb.

Que tipos de planetas poderiam hospedar vida extraterrestre? O Telescópio Espacial James Webb ajudará a abordar esta questão, olhando para o TRAPPIST-1, um sistema de sete planetas rochosos que orbitam uma estrela frágil.

Disse a NASA.

Localizados a quase 235 biliões de quilómetros de nós, esses sete planetas têm potencial para albergar água. Aliás um estudo mais aprofundado sugeriu que alguns poderiam reservar muito mais água do que os oceanos da Terra, sob a forma de vapor para os planetas mais próximos da sua estrela, água líquida para os centrais, e gelo para os mais afastados.


Um estudo levado a cabo em 2021 revelou que é possível que os planetas do sistema TRAPPIST-1 sejam constituídos por elementos semelhantes, embora diferentes da Terra. Ou seja, eles serão planetas rochosos, compostos por ferro, oxigénio, magnésio e silício. Além disso, a NASA já havia mencionado que três desses sete planetas estão localizados na zona habitável do sistema.

Irá o James Webb descobrir outras Terras?

O Telescópio Espacial James Webb procurará sinais de atmosferas nos planetas, dando especial atenção ao quarto, o TRAPPIST-1e. Isto, porque a NASA revelou que este está mesmo no meio daquilo a que os cientistas chamam de zona habitável. Isto é, está à distância ideal da sua estrela para permitir água líquida na superfície.

Embora o Telescópio Espacial Hubble não tivesse a capacidade de determinar se os planetas possuem atmosferas potencialmente habitáveis, as suas avaliações acrescentaram informação sobre a habitabilidade.

A esperança é que vejamos dióxido de carbono, uma característica realmente forte, mesmo no comprimento de onda [detetável pelo] Webb. Assim que soubermos onde há pequenas coisas a atingir o pico acima do ruído, podemos voltar atrás e fazer um olhar de resolução muito superior nessa área.

Disse Nikole Lewis, uma cientista planetária da Cornell University.

Fonte: Pplware

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Mais forte do que o aço e leve como o plástico. Engenheiros do MIT criam novo material


Engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, criaram um novo material mais forte do que o aço e tão leve quanto o plástico, que pode ser facilmente fabricado em grandes quantidades.

O novo polímero, denominado 2DPA-1, é leve, resistente e durável. “Tem muitas propriedades invulgares e estamos entusiasmados”, disse Michael Strano, professor de Engenharia Química do MIT.

“Geralmente não se pensa no plástico como algo que pode ser usado para suportar um edifício, mas este material abre a porta a novas coisas”, acrescentou o investigador.

Segundo o Sci-News, os polímeros consistem em cadeias de blocos de construção, chamados monómeros, que crescem com a adição de novas moléculas nas extremidades. Assim que são formados, podem dar origem a objetos tridimensionais através de processos de fabrico como a injeção em moldes.

Recentemente, a equipa do MIT concebeu um novo processo de polimerização que lhe permite fazer crescer o material não apenas numa, mas em duas dimensões e sob a forma de camadas.

Para os blocos de construção, os engenheiros utilizaram um composto chamado melamina, que contém um anel de átomos de carbono e azoto. Nas condições certas, estes monómeros podem crescer em duas dimensões, formando discos.

O portal explica que estes discos empilham-se uns sobre os outros, mantendo-se juntos através de ligações de hidrogénio entre as camadas, o que torna a estrutura muito estável e forte.

“Em vez de fazermos uma molécula parecida com o esparguete, podemos atuar no plano molecular semelhante a uma folha, na qual fazemos as moléculas ligarem-se umas às outras em duas dimensões”, afirmou Michael Strano.

“Este mecanismo acontece espontaneamente na solução e depois de sintetizarmos o material podemos facilmente manipular as películas que são extraordinariamente fortes”, referiu ainda, acrescentando que para produzir mais quantidades, basta aumentar a quantidade de materiais de origem.

Os cientistas descobriram que o módulo elástico do 2DPA-1 – a medida da força necessária para deformar um material –- é entre quatro a seis vezes maior do que o do vidro à prova de bala.

Já a força de elasticidade – que mede a quantidade de força necessária para quebrar um material – é o dobro da do aço, ainda que o material tenha apenas cerca de um sexto da sua densidade.

Outra característica chave é o facto de este novo material ser impermeável aos gases. O artigo científico foi recentemente publicado na Nature.

Fonte: ZAP

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

NASA expande sistema de telescópios e agora consegue rastrear asteroides por todo o céu


O complexo sistema operado pelo Instituto para Astronomia (IfA, na sigla em inglês) da Universidade do Havai, nos Estados Unidos, recebeu a ajuda de dois novos telescópios no Hemisfério Sul.

Chamado Sistema de Último Alerta de Impacto Terrestre de Asteroide (ATLAS, na sigla em inglês) o aparelho era formado por dois telescópios no Havai, no Hemisfério Norte, e agora o total chegou a quatro, com a adição de estruturas no Chile, no observatório El Sauce, e na África do Sul, na Estação de Observação de Sutherland.

"Um asteroide que vai chocar com a Terra pode chegar a qualquer momento e de qualquer direção, por isso o ATLAS monitoriza todo o céu, todo o tempo", disse o investigador chefe do ATLAS, John Tonry, em entrevista ao Phys.org.

Com o término das obras e testes operacionais nos telescópios do Hemisfério Sul, agora o sistema ATLAS consegue rastrear todo o céu a cada 24 horas. A chegada dos dois novos telescópios possibilita que o sistema monitoriza o céu enquanto faz dia no Havai. O ATLAS é o primeiro sistema no mundo capaz de fazer uma monitorização completa do céu em apenas um dia.

O ministro Blade Nzimande saudou a chegada do novo telescópio de rastreio de asteroides na África do Sul, parte do projeto ATLAS financiado pela NASA. ATLAS-Sutherland já detectou dois novos asteroides!

A partir de agora o ATLAS consegue detectar asteroides com diâmetro de 20 metros, o suficiente para destruir uma cidade, com 24 horas de antecedência. Já asteroides maiores, com diâmetro superior a 100 metros, são mais fáceis de detectar e podem ser localizados até três semanas de antecedência.

Segundo os especialistas, a colisão com a Terra de um asteroide de 100 metros causaria uma destruição cerca de dez vezes maior do que a erupção do vulcão Tonga, no oceano Pacífico.

O conjunto de telescópios, com as duas unidades do Havai, está em funcionamento desde 2017 e faz parte dos investimentos da NASA na melhoria do rastreio de objectos perto da Terra (NEO, na sigla em inglês). Até hoje o sistema já detectou mais de 700 asteroides e 60 cometas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Está a ser construída uma caixa negra da Terra na Austrália


É na Tasmânia que vai ficar aquele que pode ser o testemunho para a posteridade da humanidade, se não for possível evitar uma catástrofe, consequência das alterações climáticas. Se não sobrevivermos, quem vier a seguir pode perceber em detalhe o que aconteceu.

A Austrália vai acolher uma caixa negra para registar a forma como lidamos com as alterações climáticas. Inspirada nas caixas negras dos aviões e pensada para, tal como estas, ser indestrutível em caso de acidente, esta “caixa negra da Terra” vai ser colocada na costa ocidental da remota Tasmânia. A construção deve estar concluída durante o próximo ano e envolve vários parceiros, como a Universidade da Tasmânia e a empresa de publicidade BBDO.

Na prática, em questão está uma caixa em aço com 10 metros de comprimento e ligação à internet, que permitirá acompanhar à distância todos os dados que a caixa vai guardando. A internet da caixa poderá também ser partilhada, por Wi-fi, com quem visita o local, mesmo num cenário menos otimista, onde outras ligações de internet já não estiverem disponíveis, prevê a equipa

Outra característica chave da caixa negra da Terra é a capacidade de armazenamento. Para já, com aquilo que a tecnologia permite e que se traduz numa capacidade para armazenar dados por cerca de meio século, a reforçar no futuro. Vão ser registados dados sobre 500 métricas distintas. Incluem-se neste leque informação sobre temperaturas médias, consumo energético global e outros, que serão trabalhados por algoritmos e guardados no dispositivo para a posteridade. A caixa vai ser desenhada para ser indestrutível e aguentar catástrofes naturais. A energia necessária para manter a funcionar os mecanismos internos será solar e térmica.

Segundo a ABC, os promotores do projeto têm planos para adicionar mais algumas funcionalidades à caixa, como a possibilidade de transmitir informação para o espaço, ou integrar um leitor de dados, ativado quando é exposto à luz do sol. Entretanto, enfrentam-se outros desafios, como assegurar pontos de ligação entre a tecnologia usada na caixa e quem possa descobri-la num cenário pós-apocalipse, onde o software usado já não terá suporte.

A caixa negra da Terra vai ser criada para registar dados que podem ajudar no combate às alterações climáticas, mas que serão também um testemunho do impacto das decisões políticas em matéria de ambiente, garantem os promotores.

“A caixa negra da Terra é uma estrutura e um dispositivo que vai gravar cada passo dado pela humanidade em direção, ou para evitar, de uma catástrofe climática”, explica em declarações à Reuters Jim Curtis, diretor criativo da Clemenger BBDO, mentor da ideia.

Segundo o mesmo responsável, a caixa negra será também uma forma de deixar um testemunho para a posterioridade, se a falta de empenho no combate às alterações climáticas nos conduzir à extinção. “Se o pior acontecer e como civilização nos despenharmos em consequência das alterações climáticas, esta caixa indestrutível vai lá estar e vai gravar cada detalhe do que acontecer”, acrescenta o responsável, que vê aqui também uma oportunidade de deixar a outros informação útil para não cometerem os mesmos erros.

Recorde-se que a mais recente cimeira do clima, a COP26 produziu resultados tímidos no compromisso dos países com o combate às alterações climáticas, mesmo com os insistentes alertas dos especialistas em relação à necessidade de ações urgentes.

Fonte: SapoTek

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Vídeo mostra robot humanoide com expressões faciais reais


Uma empresa com sede no Reino Unido chamada Engineered Arts exibiu um novo robot cujo rosto e expressões são assustadoramente humanas.

Um vídeo teaser (abaixo) mostra o robot de rosto cinza acordando, distorcendo o rosto numa careta de choque e, em seguida, examinando as mãos sem acreditar. O humanoide termina a sua apresentação com um sorriso astuto, como se estivesse a tentar nos fazer pensar que, na verdade, ele estava a ganhar autoconsciência. No entanto, por enquanto - e apenas por agora - é apenas uma ilusão inteligente, uma sequência programada. Embora ainda seja um exemplo surpreendente de quão longe a robótica está a chegar. 

Ameca 

A Engineered Arts vê esse humanoide, denominado Ameca , como uma "plataforma para o desenvolvimento de tecnologias robóticas maiores". A engenharia pretende nos permitir estudar a interação humano-robot, e pistas faciais confiáveis ​​tornam essa tarefa muito mais fácil. A empresa disponibiliza o robot para compra e aluguer do evento, mas ainda não divulgou preço.


E uma advertência importante: embora Ameca seja impressionante em transmitir emoções através de expressões faciais, ela ainda não consegue andar. “Ameca é um robot modular, pretendemos aprimorar as suas habilidades temporalmente para que um dia caminhe”, diz o site da empresa, prevendo um futuro onde esses robots - assim como os replicantes do famoso Philip K. Dick - estará virtualmente indistinguível de um humano.

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

DART, a missão da NASA para proteger a Terra de asteróides


Nave vai ser lançada para colidir com um asteróide e testar, pela primeira vez, este método de "defesa planetária".

É uma missão pioneira de defesa planetária. A agência espacial norte-americana vai lançar este mês uma nave espacial para atingir um asteróide e perceber se a colisão pode alterar a sua trajetória.
Segundo a NASA, os dois alvos da DART (Double Asteroid Redirection Test) não representam uma ameaça para o planeta, servem apenas para testar a nova missão que tem o objetivo de impedir que, no futuro, um asteróide atinja Terra.
A janela temporal para este lançamento começa a 24 de novembro, a partir da base militar Vandenberg, na Califórnia. O DART vai a bordo do foguetão SpaceX Falcon 9.
Os primeiros testes têm como alvo dois asteróides que orbitam em torno do Sol e que ocasionalemnte se aproxima da Terra. A primeira interceção acontece em setembro de 2022.

Segundo a agência, eles não representam uma ameaça ao planeta, mas sua proximidade torna-os em candidatos preferenciais para testar uma técnica que poderia algum dia vir a impedir que um asteróide perigoso atinja a Terra.

“Vamos garantir que uma rocha vinda do espaço não nos mande de volta à Idade da Pedra”, explicouThomas Statler, cientista da NASA.

Fonte: RR

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

A menor estrutura voadora já criada pelo homem: Constroem um microchip quase do tamanho de um grão de areia


Os pesquisadores inspiraram-se na maneira como as árvores, como os bordos, dispersam as suas sementes, usando pouco mais do que uma brisa forte.

Uma equipa da Northwestern University em Illinois criou a menor estrutura de voo feita por humanos. É um minúsculo microchip, denominado 'microflier', cujo ‘design’ é inspirado na natureza.

No seu estudo, os pesquisadores inspiraram-se na maneira como árvores como os bordos dispersam as suas sementes, usando pouco mais do que uma brisa forte, para desenvolver uma série de minúsculos microchips voadores, pouco maiores que um grão de areia.

Os seus criadores dizem que esses chips podem ser equipados com tecnologia "ultra miniatura", incluindo sensores, fontes de energia, antenas para comunicação sem fio e até mesmo memória onboard para armazenamento de dados.

“O nosso objetivo é agregar a capacidade de voar aos sistemas eletrónicos de pequena escala, com a ideia de que isso nos permita distribuir dispositivos eletrónicos minitorizados altamente funcionais para detetar o meio ambiente, a fim de monitorizar a poluição, monitorizar a população ou fazer a monitorização de doenças, ” Explicou John A. Rogers, que liderou o desenvolvimento do novo dispositivo.

Essas estruturas podem cair em massa de forma lenta e controlada e interagir com os padrões de vento pelo maior período possível, maximizando a recolha de dados relevantes.

A equipa agora está a trabalhar para minimizar o impacto ambiental por meio do desenvolvimento de métodos de recuperação e descarte. Para isso, os dispositivos devem ser construídos com materiais que são reabsorvidos naturalmente no meio ambiente, através de uma reação química ou desintegração física inofensiva à natureza.

O estudo foi publicado quarta-feira na revista Nature.


Fonte: RT

sábado, 4 de setembro de 2021

“É como a Starship Enterprise”. China quer construir uma nave espacial com um quilómetro


O país está aberto a propostas de cientistas sobre como avançar com a construção de uma nave espacial gigante que seria muito maior do que a EEI. As opiniões dividem-se sobre se o projecto é ou não fiável.

É difícil imaginar uma nave espacial tão grande, mas a China está a ponderar construir uma nave com um quilómetro de comprimento. O projecto faz parte de um programa aberto a propostas de investigação da Fundação Nacional de Ciência Natural do país.

O site da fundação descreve as naves gigantes como “um equipamento aeroespacial estratégico para o futuro uso de recursos do espaço, exploração dos mistérios do universo e da vida a longo-prazo na órbita“, cita o Science Alert.

São precisos novos métodos de design leves que possam limitar ao máximo a quantidade de materiais de construção que têm de ser levantada até à órbita e novas técnicas de montagem segura de estruturas tão grandes no espaço. Os cientistas com ideias podem apresentar propostas, que podem ser estudadas a nível da fiabilidade durante cinco anos e receber um orçamento de quase 2 milhões de euros.

A nave poderia incluir uma grande tripulação, telescópios orbitais e até estações de energia baseadas no espaço, avança a Sky News, e pode potencialmente demorar séculos a ser construída.

O maior desafio seria o preço. De acordo com Mason Peck, antigo chefe tecnológico da NASA, só a Estação Espacial Internacional (EEI) custou cerca de 85 mil milhões de euros para ser construída e tem no máximo 110 metros. Construir e manter algo dez vezes maior seria muito mais caro e apresentaria desafios muito maiores no lançamento.

Uma estrutura destas proporções vai ter problemas únicos nas manobras em órbita e para atracar outras naves. Os movimentos causam vibrações e curvas na estrutura da nave e o tamanho gigante desta nave levaria a que estas levassem muito tempo a pararem, o que provavelmente obrigaria à inclusão de absorvedores de embate, explica Mason Peck.

A altitude a que a nave vai orbitar também é um factor a ter em conta – nas mais baixas os veículos andam a uma velocidade mais lenta devido ao arrasto da atmosfera externa, sendo que este já é um problema para a EEI que seria exorbitado com uma estrutura maior que exigiria mais combustível.

Pelo contrário, lançar a nave para a uma altitude maior é mais caro e os maiores níveis de radiação seriam nefastos caso humanos vivessem na estrutura. Apesar de achar que a ideia pode ser concretizada, Mason Peck acredita que muito depende do tipo de nave que os chineses querem construir.

A EEI tem uma massa pesada por ter equipamentos e materiais necessários para acomodar vida humana. “Se estamos a falar de algo que é simplesmente comprido, mas que não é pesado, é outra história”, defende o especialista da NASA à Science Alert.

No entanto, um professor de engenharia aeroespacial da Universidade do Illinois que já trabalhou em programas espaciais acredita que a ideia não é viável e compara-a à nave de Star Trek. “É como se estivéssemos a falar da Starship Enterprise. É fantástico, não é viável, e divertido de imaginar, mas não é realista para o nosso nível tecnológico”, afirma Michael Lembeck.

Recode-se que a China foi banida de participar na EEI por uma decisão do Congresso dos Estados Unidos que restringe a cooperação da NASA com os cientistas chineses. A China está também actualmente a construir uma estação espacial tripulada – a Tiangong.

A decisão de 2011 baniu a NASA de usar fundos públicos para se envolver de forma directa ou bilateral com o governo de Pequim e com qualquer organização ligada as autoridades chineses. A lei proíbe também a agência americana de receber delegados chineses em qualquer uma das suas instalações sem autorização do Congresso e do FBI.

Caso avance, a nova proposta da Fundação Nacional chinesa iria eclipsar a EEI e poderá ser mais um capítulo nesta nova corrida ao espaço.

Adriana Peixoto

Fonte: ZAP

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Sony quer construir robôs que possam vir a ganhar um Prémio Nobel


O chefe de pesquisa de Inteligência Artificial (IA) da Sony espera desenvolver, em breve, um robô científico capaz de concorrer aos Prémios Nobel até 2050

Os sistemas de IA e aprendizagem automática têm mostrado uma grande evolução e mais-valias para a pesquisa científica em diversos campos. Com isto em pensamento, o CEO da Sony Computer Science Laboratories, Hiroaki Kitano, planeia criar uma “forma híbrida de ciência que levará a biologia de sistemas e outras ciências para a próxima fase”. Para isso, Kitano procura lançar o Desafio Nobel Turing e desenvolver um robô científico capaz de ganhar o Prémio Nobel até 2050.

Por outras palavras, o investigador pretende criar uma Inteligência Artificial que seja capaz de se equiparar a algumas das mentes mais brilhantes da história da humanidade. “A particular característica deste desafio é colocar o sistema num domínio aberto para explorar descobertas significativas, em vez de redescobrir o que já sabemos ou tentar imitar os processos de pensamento humano especulados”, escreveu em junho Kitano. “A visão é reformular a própria descoberta científica e criar uma forma alternativa de descoberta científica”, frisou o investigador.

“O valor está no desenvolvimento de máquinas que podem fazer descobertas de forma contínua e autónoma”, acrescentou. “A IA científica irá gerar e verificar tantas hipóteses quanto possível, esperando que alguma possa levar a grandes descobertas por si mesmas ou ser uma base para outras descobertas principais. A capacidade de gerar hipóteses de forma exaustiva e eficiente e verificá-las é o núcleo do sistema”, explica.

A Inteligência Artificial dos dias atuais é o resultado de vários anos de pesquisa e experimentação, que remonta a 1950 com o artigo Maquinaria Computacional e Inteligência, de Alan Turing. O chefe de pesquisa de IA da Sony, espera dar mais um passo nesse sentido e criar a “AI Scientist”, que, de acordo com Kitano, é uma “constelação de módulos de software e hardware que interagem dinamicamente de forma a realizar tarefas”.

“Inicialmente, será um conjunto de ferramentas úteis que automatizam parte do processo de pesquisa em experimentações e análise de dados”, disse o investigador ao Engadget.

Fonte: EI

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

NASA: Para vivermos em Marte terá de ser nos túneis e com energia nuclear


Já se percebeu que Marte é um planeta inóspito e com poucos recursos que potenciem a vida, tal como a concebemos. Contudo, se o planeta for habitado pelos humanos, segundo a NASA, terá de ser através da exploração da energia nuclear e teremos de habitar debaixo do solo marciano.

A superfície do planeta não é vista como um sítio onde um dia os terráqueos poderão assentar a sua base para viver.

Temos de cavar fundo em Marte

Marte pode estar a abrigar um ecossistema de vida microbiana sob a sua superfície que sobrevive da atividade química alimentada pela radioatividade, diz uma equipa internacional de cientistas liderada pela NASA.

Embora a superfície de Marte seja infernal e inóspita, o ambiente logo abaixo da superfície pode espelhar as condições que suportam os micróbios subterrâneos na Terra, de acordo com novas pesquisas publicadas na revista Astrobiologia.

É uma pesquisa intrigante e, apesar de ser profundamente especulativa, poderá fornecer à NASA e a outras agências espaciais ideias novas para o que procurar na caça em curso à vida passada ou presente no Planeta Vermelho.

O ambiente com melhores hipóteses de habitabilidade em Marte é o subsolo.

Disse o autor principal do estudo e cientista planetário do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, Jesse Tarnas, à Scientific American.

Vida em modo toupeira marciana e com energia nuclear

Os cientistas estabeleceram paralelos com um fenómeno semelhante na Terra, em que compostos radioativos subterrâneos quebram moléculas de água para produzir compostos que sustentam a vida, como gás hidrogénio e sulfatos.

Este processo tem sustentado micróbios subterrâneos na Terra há milhões de anos (se não até há mais), segundo o SciAm, e os investigadores dizem que o mesmo poderia estar a acontecer em Marte com base na sua análise dos meteoritos marcianos e dos novos dados dos rovers da NASA.

Mesmo que não haja atualmente micróbios extraterrestres alimentados por radioatividade no Planeta Vermelho, os cientistas suspeitam que poderia ter existido nalgum momento da história de Marte.


Basta adicionar água e faz-se vida

O único componente em falta, dizem os cientistas, seria a água subterrânea marciana. Se existe água nas fendas e poros do subsolo marciano, então o processo de radiólise poderia teoricamente apoiar micróbios extraterrestres hoje em dia. Mas isso é um grande "se", disse o cientista planetário da Universidade Rutgers, Lujendra Ojha, que não trabalhou no estudo.

Isso não quer dizer que Ojha discorde da conclusão dos investigadores, mas sim que não há garantias de que encontraremos águas subterrâneas no subsolo marciano.

Onde há água subterrânea, pode haver vida.

Concluiu Ojha ao SciAm.

Portanto, a vida em Marte poderá ser viável, mas dentro literalmente do planeta. Uma espécie de vida subterrânea, com um mundo debaixo do solo a simular uma "Terra" à superfície. Só falta haver água!

Fonte: Pplware

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Investigadores criam ‘faces-mestras’ para iludir reconhecimento facial


Equipa de cientistas israelitas conclui que os sistemas de reconhecimento facial são “extremamente vulneráveis” e que podem ser ‘enganados’ com um conjunto de faces artificiais

Investigadores da Escola de Ciência Informática de Blavatnik e da Escola de Engenharia Elétrica de Telavive demonstraram um método que cria ‘faces-mestras’ desenhadas para enganar sistemas de reconhecimento facial. Segundo esta equipa, as imagens dos rostos artificiais conseguem replicar quase metade das faces carregadas nas bases de dados de três destes sistemas que lideram o segmento. Sem mais qualquer informação ou dado, este conjunto de caras foi capaz de se fazer passar por mais de 40% da população destas bases.

Todas as ‘faces-mestras’ criadas apresentam a tendência de não ter pelos faciais, não usar óculos e de ser de pessoas mais velhas. A inspiração para este trabalho surge de um outro estudo anterior, que visou a criação de impressões digitais mestras, noticia o Vice.

Os cientistas submeteram as faces criadas aos sistemas da Dlib, FaceNet e SphereFace, soluções que são alegadamente capazes de reconhecer outros critérios que não apenas a cor da pele ou os efeitos de iluminação. As imagens foram criadas com uma rede adversarial StyleGAN e foi aplicado um algoritmo evolucionário e redes neurais que afinaram os resultados. O algoritmo ajudou a treinar a rede, desenvolver diferentes iterações ou gerações de imagens que foram apresentando progressivamente maiores probabilidades de sucesso em conseguir iludir os sistemas.

Ron Shmelkin, que liderou os trabalhos, afirma que “estamos interessados em continuar a explorar a possibilidade de usar as faces-mestras geradas pelo nosso método para ajudar a proteger os sistemas de reconhecimento facial deste tipo de ataques”.

O estudo envolveu a criação de nove rostos, sete homens e duas mulheres, ajustando a estratégia aos grupos com menor variação (o dos homens brancos com mais de 60 anos) ou aos de menor representatividade (apenas 22% dos rostos conjunto de dados da Labeled Faces in the Wild são de mulheres).

Este trabalho demonstra que os sistemas de reconhecimento facial, apesar de avançados, ainda têm várias fragilidades e podem ser iludidos com relativa facilidade.

Fonte: EI

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Nova tecnologia microondas permite “ver” através das paredes


Investigadores do US National Institute of Standards and Technology (NIST), nos Estados Unidos, desenvolveram um novo sistema de radar que pode produzir imagens em tempo real de objetos que se encontram atrás de paredes ou que viajam a velocidades supersónicas.

Uma equipa de cientistas do US National Institute of Standards and Technology (NIST) criou um sistema de radar único que depende de microondas, escreve a Popular Science.

Graças aos comprimentos de onda do microondas — que são mais longos —, a nova tecnologia é capaz de passar através de objetos sólidos, como paredes ou pisos, e produzir dados precisos do que está por detrás.

“Obviamente, não consigo ver através das paredes porque os tipos de comprimento de onda a que o olho humano é sensível […] não penetram muito bem tais objetos”, disse Fabio da Silva, um dos investigadores por detrás do novo sistema.

“No entanto, se formos a comprimentos de onda mais longos, como no espetro das microondas […] devemos ser capazes de ‘ver’ através das paredes“, explicou, citado pela Futurism.

Mas, afinal, como funciona?

A tecnologia dos radares tradicional envolve o envio de ondas de rádio para uma área através de um transmissor. Essas ondas ricocheteiam naquilo que estiver presente no local e são, depois, detetadas por um recetor. Por norma, este método envolve a utilização de múltiplos recetores e menos transmissores.

Usando os dados recolhidos por esses “ecos” de radar, é possível determinar a localização, tamanho e movimento dos objetos na área.

O novo sistema desenvolvido pelo NIST funciona de forma similar, mas utiliza múltiplos transmissores e apenas um recetor muito potente e sensível.

“Utiliza-se a ideia de que a luz ressalta noutros objetos, e estes iluminam depois outros objetos a partir de múltiplos ressaltos”, disse Fabio da Silva.

Ser capaz de ver através de objetos sólidos e produzir imagens precisas do que está por detrás deles pode ajudar, por exemplo, em operações de resgate e salvamento.

Além disso, o sistema pode detetar e localizar objetos em movimento a velocidades supersónicas, incluindo aviões, mísseis ou até detritos espaciais que se podem revelar perigosos.

Os resultados da investigação foram publicados, a 25 de junho, na revista Nature Communications.

Fonte: ZAP
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