terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

NASA expande sistema de telescópios e agora consegue rastrear asteroides por todo o céu


O complexo sistema operado pelo Instituto para Astronomia (IfA, na sigla em inglês) da Universidade do Havai, nos Estados Unidos, recebeu a ajuda de dois novos telescópios no Hemisfério Sul.

Chamado Sistema de Último Alerta de Impacto Terrestre de Asteroide (ATLAS, na sigla em inglês) o aparelho era formado por dois telescópios no Havai, no Hemisfério Norte, e agora o total chegou a quatro, com a adição de estruturas no Chile, no observatório El Sauce, e na África do Sul, na Estação de Observação de Sutherland.

"Um asteroide que vai chocar com a Terra pode chegar a qualquer momento e de qualquer direção, por isso o ATLAS monitoriza todo o céu, todo o tempo", disse o investigador chefe do ATLAS, John Tonry, em entrevista ao Phys.org.

Com o término das obras e testes operacionais nos telescópios do Hemisfério Sul, agora o sistema ATLAS consegue rastrear todo o céu a cada 24 horas. A chegada dos dois novos telescópios possibilita que o sistema monitoriza o céu enquanto faz dia no Havai. O ATLAS é o primeiro sistema no mundo capaz de fazer uma monitorização completa do céu em apenas um dia.

O ministro Blade Nzimande saudou a chegada do novo telescópio de rastreio de asteroides na África do Sul, parte do projeto ATLAS financiado pela NASA. ATLAS-Sutherland já detectou dois novos asteroides!

A partir de agora o ATLAS consegue detectar asteroides com diâmetro de 20 metros, o suficiente para destruir uma cidade, com 24 horas de antecedência. Já asteroides maiores, com diâmetro superior a 100 metros, são mais fáceis de detectar e podem ser localizados até três semanas de antecedência.

Segundo os especialistas, a colisão com a Terra de um asteroide de 100 metros causaria uma destruição cerca de dez vezes maior do que a erupção do vulcão Tonga, no oceano Pacífico.

O conjunto de telescópios, com as duas unidades do Havai, está em funcionamento desde 2017 e faz parte dos investimentos da NASA na melhoria do rastreio de objectos perto da Terra (NEO, na sigla em inglês). Até hoje o sistema já detectou mais de 700 asteroides e 60 cometas.

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