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quarta-feira, 17 de junho de 2020

"Fizeram história". Portugal despede-se dos helicópteros Alouette ao fim de 57 anos

O Alouette "salvaram vidas em conta" ao longo dos 57 anos da sua operação, 
frisou o ministro da Defesa

Equipamento estreou-se na Guerra Colonial, em junho de 1963. Ministro da Defesa anunciou que Portugal poderá avançar para a compra de mais dois helicópteros Koala para reforçar dispositivo de combate a incêndios

O ministro da Defesa Nacional deslocou-se hoje à Base Aérea 11 (BA11), em Beja, onde efetuou um voo a bordo do helicóptero Alouette III (ALIII), para assinalar o final de serviço desta aeronave, após 57 anos de operação na Força Aérea Portuguesa (FAP). João Gomes Cravinho considerou que os ALIII, cujo primeiro helicóptero fez voo de estreia na guerra colonial, a 18 de junho de 1963, em Luanda, "fizeram história".

"Foram comprados para fazer a guerra colonial, foi o que aconteceu ao longo daqueles anos, entre 1963 e 1974" e, desde então e até hoje, "cumpriram inúmeras missões civis e militares, mas sobretudo civis. Foram vidas sem conta que foram salvas por estes ALIII", destacou.

Os helicópteros, da Esquadra 552, "serviram também, ao longo de quatro décadas, para coordenação aérea de combate a incêndios", indicou igualmente, como exemplo, o ministro.

Os ALIII "marcaram a FAP, marcaram a vida dos portugueses", até mesmo de muitos que, sem terem consciência das aeronaves, "beneficiaram do trabalho feito por gerações e gerações de militares que operaram estas máquinas extraordinárias".

"Este último dos ALIII ainda com capacidade de voo esgota amanhã [quarta-feira] o seu prazo de utilidade e é um momento histórico. Ao fim de 57 anos ao serviço da FAP, retiram-se agora" estes helicópteros "para dar lugar a uma nova geração, o 'Koala'", os quais "já começaram a operar", frisou.

Questionado sobre se a cerimónia desta terça-feira, que marcou simbolicamente o fim do serviço dos ALIII - visto que só na quarta-feira é o último voo -, não merecia a presença dos militares que, ao longo de décadas, pilotaram ou trabalharam nestes helicópteros, o governante aludiu à pandemia de covid-19. "Estão fisicamente ausentes, mas estão no nosso pensamento", afirmou João Gomes Cravinho, justificando que a pandemia obriga a "alterações" daquilo que "são as cerimónias habituais".

A foto oficial da despedida dos Alouette, em Beja
© Nuno Veiga / Lusa

A despedida de foi feita "com um sentimento misto de saudade, mas também de agradecimento e de grande satisfação" pelo "investimento significativo de Portugal" nestes helicópteros, mas que deu frutos: "Quando os investimentos são bem feitos, o retorno é muito grande e esse retorno foi infinitamente superior àquilo que foi o investimento".

Dispositivo de Koalas pode ser reforçado com mais dois aparelhos

O ministro da Defesa revelou também que a Força Aérea já recebeu quatro dos cinco novos helicópteros AW119MK II - "Koala" e que Portugal está "a pensar" comprar "mais dois" para integrar no dispositivo de combate a incêndios.

"Já recebemos quatro dos cinco 'Koala' que foram adquiridos" para a Força Aérea Portuguesa (FAP), disse o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, adiantando que "o quinto chegará durante este verão, dentro de um mês" ou "mês e meio".
Os novos helicópteros Koala

Segundo o governante, com a chegada deste último AW119MK II -- "Koala", ficará completa a aquisição feita pelo Estado português, mas Portugal ainda tem a "opção de compra de mais dois" destes helicópteros. E é esta opção de compra que o Governo está "a pensar exercer" para integrar no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios, revelou.

"Há uma mudança de paradigma e, a partir de 2023, o Estado português operará, essencialmente, com meios próprios e, portanto, estamos a pensar que os dois 'Koala' que fazem parte da opção poderão ser adquiridos também, para integrar essa capacidade nova do Estado", frisou.

Fonte: DN

sábado, 13 de junho de 2020

Teoria diz que afinal estamos a viver em 2012 e o "Mundo vai acabar a 21 de junho"


Calendário maia foi mal interpretado e há quem acredite que a atual pandemia do novo coronavírus foi um presságio de que o pior está para vir.

Têm sido várias as piadas na Internet com todos os acontecimentos negativos que têm assombrado o ano de 2020: os violentos incêndios na Austrália, a morte de Kobe Bryant, a pandemia do novo coronavírus, a 'saída' de Harry e Meghan da Família Real britânica ou a invasão de vespas gigantes assassinas nos EUA são alguns dos exemplos que vários internautas apresentam como prova de 2020 ser 'O pior ano de sempre'. 

Depressa surgiram as comparações ao ano de 2012 quando, segundo o calendário maia, seria o fim do Mundo. Ora acontece que a teoria pode não ser tão estapafúrdia...

Um grupo de teóricos da conspiração assegura que o calendário maia estava certo, mas que foi mal interpretado. Segundo dizem, estamos atualmente em 2012 e o Mundo irá, de facto, acabar a 21 de junho.

A bizarra teoria sustenta-se num erro de contagem feito. O calendário Gregoriano, quando foi introduzido em 1582, terá 'cortado' 11 dias de cada ano, para melhor representar o tempo que a Terra leva a orbitar em volta do Sol.

Ainda que 11 dias não pareçam muito, ao longo de 286 anos depressa ganham outra dimensão. Um cientista, Paolo Tagaloguin, comentou no Twitter que, de facto "deveríamos tecnicamente em 2012". "Por 268 anos a usar o calendário Gregoriano (1752-2020)x11 dias = 2948 dias. 2948 dias/365 dias (por ano)= 8 anos."

Este cálculo significa que, seguindo o raciocínio, na realidade 21 de junho de 2020 é 21 de dezembro de 2012 - precisamente o dia que, segundo o calendário maia, o Mundo irá acabar. 

A teoria já está a ganhar adeptos nas redes sociais.

Entretanto a NASA já tinha comentado a insólita teoria: "Tudo isto começou com afirmações de que Nibiru, um suposto planeta descoberto pelos sumérios, iria colidir com a Terra. 

A catástrofe estava 'prevista' para maio de 2003, mas quando nada aconteceu mudaram a data para dezembro de 2012 e ligaram-na ao fim de um dos ciclos do calendário maia, no solstício de inverno de 2012 (21 de dezembro). 

Não há quaisquer provas que qualquer catástrofe venha acontecer, são tudo suposições, invenções".

Fonte: CM

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Encontrados fragmentos de meteorito que caiu na Espanha em 1703


Pesquisadores da Catalunha encontraram os restos de um raro meteorito que caiu na região no Natal de 1703.

Uma equipe de pesquisadores, liderada pelo professor Jordi Llorca da Universidade Politécnica da Catalunha, descobriu dois fragmentos do meteorito de Barcelona, que caiu em 25 de dezembro de 1703 no município catalão de Terrassa, segundo comunicou a instituição.

Pesquisador Jordi Llorca estuda fragmentos do meteorito de Barcelona

Llorca explicou que até agora se acreditava que nenhum fragmento deste objecto espacial teria sido preservado. Seus pedaços, de 50 e 34 gramas, foram encontrados em um frasco de vidro junto com uma etiqueta incompleta, na colecção da família Salvador, de Barcelona.

A família pertence a uma famosa linhagem de naturalistas locais, que entre os séculos XVII e XIX reuniram importantes colecções científicas, conforme o recente estudo publicado pela revista Meteoritics and Planetary Science.

Os resultados de diferentes análises realizadas com o uso de tecnologias avançadas, como a tomografia de raios X, microscopia e micro sonda electrónica, revelaram que os fragmentos são compostos por silicatos e pequenas partículas metálicas, o que permitiu chegar à conclusão de que o meteorito era proveniente de um asteroide primitivo que orbitava entre Marte e Júpiter.

Fragmentos catalogados de meteorito na Universidade Politécnica da Catalunha (Espanha)

Além do mais, os cientistas compararam os fragmentos com outros quatro meteoritos que caíram ou foram encontrados na Catalunha entre 1851 e 1905, concluindo que os fragmentos recentemente descobertos são diferentes e não podem ser confundidos com os demais. "Este estudo científico [...] É uma janela para observar a formação e evolução do Sistema Solar", salientou Llorca e agregou que o meteorito de Barcelona é "o sétimo mais antigo" conservado em todo o mundo.

Fonte: Sputnik News

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Tecnologia em Estado de Emergência: Preparação da Nova Ordem Mundial Totalitária?


Muitas pessoas têm contestado a falta de liberdades à qual a quarentena mundial está a obrigar. Todo o processo está centralizado na Organização Mundial de Saúde, instituição subordinada da Organização das Nações Unidas. 

Já em 2012 Diogo Freitas do Amaral, então ex-presidente da Assembleia Geral da ONU, declarava publicamente numa entrevista ao DN a 16 de maio, de que precisávamos de uma Nova Ordem Mundial (NOM). Na sua opinião a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), tal como criada em 1948, estava a perder a sua força perante os novos desafios globais. 

Por essa razão teria de ser dada nova redação à DUDH para que pudesse ser eficaz no mundo complexo e superpovoado de hoje. A Ordem Mundial que saiu dos escombros da II Guerra Mundial chegou ao fim do seu ciclo com o fim do poder soviético, com a perda de força dos EUA e com o poder chinês a emergir como candidato à potência líder do mundo. A corrida ao nuclear, seja para mísseis bélicos seja para construção de centrais geradoras de eletricidade, é preocupante em países tendencialmente totalitários, os quais têm feito alianças militares ainda mais perturbadoras como é o caso da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) que pretende ser uma anti-NATO. 

A ONU tem sido demasiado suave a tratar estas questões globais com diplomacia burocrática e ineficaz. E sem uma gestão eficaz dos problemas globais, o mundo pode começar a perder o pouco equilíbrio que tem. Um exemplo disso é a resposta distinta que todos os países do mundo estão a dar perante a mais perigosa pandemia deste século, que pode (ainda não sabemos) tornar-se em algo realmente descontrolado, pondo em risco o modo de vida humano, tal como o conhecíamos do séc. XX. Em apenas 4 meses já virou a economia do avesso e gerou pobreza a uma velocidade nunca imaginada. E só estes problemas vão demorar vários anos até serem ultrapassados, isto num cenário desta crise vir a ser ultrapassada.

Com o pretexto da preocupação em resolver certos problemas sociais associados à pandemia, temos assistido à introdução de algumas tecnologias que são perturbadoras, quando pensamos que podem rapidamente tornar-se “normais” e levarem à assumpção de estados totalitários, onde os indivíduos são totalmente controlados a todo o momento. O caso da China já é conhecido e tem sido o mais falado nos últimos anos. Uma sociedade controlada a 100% pela tecnologia mais sofisticada de sempre de reconhecimento facial e corporal onde a cada cidadão é penalizado por todas as violações que comete no dia a dia, podendo perder privilégios ou acesso a determinadas profissões ou serviços, tudo isto feito em tempo real, tal como previsto na série Black Mirror

Ainda assim, tentou subornar a OMS para que não revelasse a verdade da pandemia em Wuhan. O primeiro país europeu a assumir medidas draconianas foi a Itália quando foi decretado o Estado de Emergência. Primeiro o isolamento da Lombardia, depois cidades fechadas e finalmente toda a Itália em lockdown. Depois a Espanha. 

E rapidamente aceitámos como normal um quase Estado de Sítio, não muito diferente da Lei Marcial. Pela primeira vez, a OMS consegue que a Nova Ordem Mundial se assuma pela via da força. 

Sob a ameaça de uma pandemia da qual os contornos conspiratórios ainda não são nada claros, aquilo que se tornou visível para os cidadãos comuns é que os Estados mandam nas suas vidas, nas suas empresas, nos seus negócios, nas suas economias. Num curto espaço de tempo foram tomadas medidas por comissões específicas para tal, país a país, para comandar e condicionar a vida da população mundial, sem que para o efeito houvesse um consenso mundial. 

O que deu imediatamente azo a abusos por parte de alguns países, de que é o caso mais evidente, o Brasil.

Dos Estados Unidos começam a chegar também notícias preocupantes. À semelhança de Bolsonaro, Trump começou por desvalorizar a crise do novo coronavírus, mas aos poucos foi aceitando a realidade pandémica. No entanto, tem instigado grupos radicais a apoiá-lo veladamente nas ruas, contra o lockdown, para que a economia norte-americana não sofra um impacto negativo tão forte. 

E estes grupos não estão minimamente preocupados com a perda de liberdades, mas sim com os seus bolsos. No entanto, criada a confusão na opinião pública, a OMS continua a estimular que os Estados tomem medidas para evitar a disseminação do vírus e esta semana o Estado de Kentucky lançou a pulseira eletrónica como medida para manter cidadãos testados positivamente para Covid-19 em suas casas

A medida pode parecer lógica, mas ao mesmo tempo, significa tratar cidadãos como potenciais criminosos. E este princípio é o mesmo do medo que muitos estados totalitários pretendem disseminar junto de toda a sociedade, até conseguirem os seus fins últimos. 

Depois de apagar milhões de posts e vídeos contra a vacinação obrigatória, o Facebook prepara-se agora para criar uma “instância independente”, um conselho de 20 personalidades de todo o mundo que moderará os conteúdos mais polémicos da rede. A liberdade da internet passa a ter um controlo cada vez mais apertado, já que obedecerá a leis locais dos países, mais do que a princípios de transparência, liberdade de expressão e justiça, apesar do Zuckerberg negar este facto. 

Por exemplo, o Facebook já foi várias vezes acusado de não apagar muitos posts que suportam o Fascismo italiano, alegando que se trata de um movimento político legal em Itália, reconhecido historicamente. Esta rede social também já foi acusada em tribunal de apoiar determinados candidatos políticos, apagando posts dos opositores, um pouco por todo o mundo. 


Também desde o escândalo da Cambridge Analytics que a rede social assumiu a sua política de cookies ainda mais agressivamente. Com um logaritmo aplicado a cada usuário, toda a informação e publicidade da internet é dirigida a esse mesmo usuário em função das suas buscas em sites, motores de busca ou likes.

Ainda mais preocupantes foram as declarações da OMS em abril passado sobre a possibilidade de as autoridades terem poderes para entrarem em casas particulares para retirar membros de famílias que estejam infetados para serem isolados de forma “adequada”. 

Esta declaração foi proferida por Michael O’Brien, responsável da OMS, enquanto estava sentado ao lado do diretor-geral Tedros Adhanom. A mesma OMS tem sido acusada de estar a fabricar o pânico mundial para fomentar o uso global de uma vacina, que trará a algumas farmacêuticas de renome contratos de biliões com a maioria dos países, por muitos anos. Para além disso, a obrigação de regras de higiene sanitária mundiais estão já a fazer lucrar todo o setor da medicina e da farmacêutica, pública e privada. E no meio da confusão gerada pela OMS, a qual está incluída na ONU, que defende uma Nova Ordem Mundial, muitos países estão a aproveitar para lucrarem milhões em negócios com a China para equipamentos de proteção. 

Ainda segundo a opinião de muitos, o lockdown reduz o contágio numa 1.ª vaga, mas vai causar a curto e médio prazos falta de imunidade natural, gerando vagas de Covid-19 posteriores muito mais violentas e mortais. No meio de muitas histórias mal contadas, há também o caso dos médicos-chefes de serviços ligados ao combate da Covid-19, a serem aparentemente assassinados ou silenciados por serviços secretos. Brevemente vários países democráticos pensam adotar a aplicação de telemóvel que já foi adotada na China, de classificação de cidadãos como “vermelho”, “amarelo” ou “verde” relativamente ao seu estado de infeção à Covid-19.

Outra situação preocupante é a utilização e banalização da robótica para controlar humanos em tempo de pandemia. Nos hospitais que combatem na frente de batalha o Covid-19, foram introduzidos dezenas de robots auxiliares, sob o pretexto de reduzirem o contágio entre pacientes. 

Drones estão a ser usados para controlar cidades, praias, jardins e outros espaços públicos, um pouco por todo o mundo. No Brasil esta tecnologia está a ser usada massivamente para alertar pessoas nas ruas a manterem o distanciamento, mas foi usada em 2018 para combater cidadãos nas favelas que foram massivamente abatidos a tiro pela polícia federal, sem direito a prisão e julgamento. Também preocupante foi a notícia esta semana de que em Singapura um cão-robot fazia o patrulhamento de um parque urbano. Este tipo de imagens já vimos em séries pós-apocalípticas e não parece ser um bom presságio dos tempos futuros. 

Porque razão, justamente quando o mundo inteiro está fechado em suas casas são lançados robots para criarem a ideia de um Estado de Polícia, frio, desumano, controlado por máquinas, automaticamente? Nalguns países, nos EUA por exemplo, a própria polícia parece estar a aproveitar-se da situação de crise pandémica, para exercer perseguições racistas, sob o pretexto de fazer aplicar normas do Estado de Emergência. 

Um pouco por todo o lado, cidadãos são multados por não usarem máscaras (como em Portugal) em locais obrigatórios ou até agredidos violentamente, como na Índia. Em vez dos Estados estarem a contribuir para a solução, estão a agravar a situação das famílias com multas absolutamente desproporcionais aos seus baixos salários?

Também as quarentenas em hotéis estão a levantar questões jurídicas sérias aos direitos e liberdades de quem viaja, mesmo considerando que estamos em tempo de pandemia. Todo o transtorno causado à vida das pessoas está a ser empolado e exagerado criando o medo de sair à rua, de conviver, de demonstrar afetos. 

Muitas vezes os governos lançam as medidas para a pandemia mas a previsão da sua aplicabilidade à realidade não é compatível com a vida das pessoas. O fator humano parece estar a ser retirado da equação. Mas este novo mundo ainda está por desbravar. Vem aí o verão e vamos ser controlados como insignificantes humanos, com cercas, drones e militares nos areais.

 Muita confusão se prevê, prisões, multas, conflitos. E sempre o mesmo Estado de Medo e Autoridade presente em todas as atividades humanas. 

Sem previsão ainda de uma vacina, se este estado de coisas se mantiver, certamente muitos países, em nome da “Ordem” social, continuarão a aplicar as suas políticas cada vez mais restritivas das liberdades individuais. E a pergunta que se deve colocar neste momento, até quando?

Texto de Pedro M. Duarte

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Um terço dos americanos não acredita que o azeite vem das azeitonas


Uma sondagem realizada junto de 1.500 consumidores norte-americanos revela muito desconheciomento acerca do azeite que ainda só é usado por menos de metade das famílias daquele país

Um em cada três americanos não acredita ou não tem certeza de que o azeite é feito a partir de azeitonas, revela uma sondagem divulgada esta quarta-feira pela Associação Norte-Americana de Azeite (NAOOA).

De acordo com o site da Olive News, que cita aquela associação, a sondagem foi realizada junto de 1.500 consumidores, sobre as suas perceções sobre o azeite e a azeitona e “os resultados demonstram claramente uma confusão significativa em torno deste produto”.

O diretor executivo da NAOOA, Joseph R. Profaci, reconhece, segundo a Olive News, que o azeite é considerado o óleo mais saudável pela grande maioria dos americanos, mas é usado em menos da metade das famílias pesquisadas.

Já quanto à confusão em relação à origem do azeite, os resultados do inquérito da NAOOA indicam que pode ter a ver com a rotulagem das embalagens e com a terminologia usada para descrever o azeite.

DIETA MEDITERRÂNICA PODE POUPAR 20 MIL MILHÕES AOS AMERICANOS

O estudo daquela associação revela também que 60% dos entrevistados não sabem ao certo o que significam os termos "virgem" e "refinado" relacionados ao azeite, apesar do fato de haver diferenças significativas entre os dois. Por outro lado, apenas um terço dos consumidores acredita que o termo "extra" aplicado ao "azeite virgem" é algo mais distinto do que um adjetivo puro de marketing.

As autoridades americanas estão empenhadas, segundo o diretor executivo da NAOOA, Joseph R. Profaci, em incentivar o consumo de azeite associando-o a uma melhoria na saúde cardiovascular. Aliás, a empresa de consultoria Exponent, citada por Profaci, revela que, aumentando apenas em 20% consumo de produtos relacionados com a dieta mediterrânica, da qual o azeite é a pedra angular, os americanos economizariam até 20.000 milhões de dólares em custos com saúde.

Fonte: Expresso

domingo, 24 de maio de 2020

O terço gigante que foi criado em Arouca para rezar pelas vítimas de COVID-19 e que se vê do céu


Chama-se o "Terço da Esperança" e demorou cerca de sete horas a ser desenhado e montado com a ajuda de dez tratores num vale da região de Mansores.

A iniciativa que está a comover os cidadãos de Arouca e Portugal juntou uma comunidade inteira. Na região de Mansores, em Arouca, a agricultura e a religião juntaram-se para, atrás da colheita de rolos de palha, desenhar num vale um terço gigante com a imagem de Maria que fosse possível de ser vista do céu.

A ideia surgiu num ato de bondade e solidariedade por todas as famílias que se viram vitimizadas pela COVID-19. "A ideia surgiu durante a semana passada e decidimos usar como pano de fundo o lindíssimo vale agrícola que temos em Mansores para homenagearmos a Nossa Senhora, Maria Imaculada, neste mês de maio, e rezarmos pelas vítimas da COVID-19", explica Jorge Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Mansores, ao "Correio da Manhã".

Toda a iniciativa, que se materializou na criação de um terço a que a população chamou de o "Terço da Esperança", os fardos foram devidamente plastificados — daí a cor branca que se vê na fotografia — e envolveu o uso de cerca de dez tratores. O desenho do terço deverá ter demorado cerca de sete horas a ser executado.

Mas a esse tempo ainda acresceu o momento em que teve de ser completado com "a imagem de Nossa Senhora, através de uma tela igualmente branca".

Depois disso, e através do uso de drones, os responsáveis pela iniciativa tiraram as fotografias que, entretanto, já começaram a ser partilhadas nas redes sociais.

"Temos muitos emigrantes naturais daqui de Mansores e já recebemos reações de felicidade de países como o Brasil ou a França", revela Jorge Oliveira ao mesmo jornal. Uma vez terminada a mostra, os moradores da região colocaram cerca de 250 velas que ajudaram a decorar o cenário.

Fonte: MAGG

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Asteróide passa com segurança pela Terra - mas mais 13 rochas espaciais passarão por nós esta semana


De acordo com a NASA, durante a passagem de hoje, o asteróide estava viajando a velocidades impressionantes de 19.438 milhas / hora - cerca de 9,5 vezes mais rápido que uma bala

Hoje de manhã, um enorme asteróide com mais de um quilómetro de largura passou com segurança pelo nosso planeta.

O asteróide, chamado de 52768 (1998 OR2), fez a sua aproximação mais próxima da Terra por volta das 10:56 BST de hoje, quando estava a cerca de 6,3 milhões de quilómetros da Terra.

Embora isso possa parecer distante, na verdade é classificado como uma "abordagem próxima" pela NASA .

Estima-se que o enorme asteróide tenha entre 1,8 km - 4,1 km de diâmetro. No final dessa estimativa, sugere que o asteroide pode ter até cinco vezes o tamanho do maior prédio do mundo, o Burj Khalifa!

Durante a passagem de hoje, o asteróide estava viajando a velocidades espantosas de 19.438 milhas / hora - cerca de 9,5 vezes mais rápido que uma bala!

Embora este asteróide não tenha chegado perto da Terra, a NASA não descartou as chances de uma colisão de asteróides num futuro próximo.

A NASA descobre cerca de 30 novos 'objectos próximos à Terra' (NEOs) todas semanas e, no início de 2019, havia descoberto um total de mais de 19.000 objectos.

No entanto, a agência espacial avisou que seu catálogo NEO não está completo, o que significa que um impacto imprevisível pode ocorrer a qualquer momento.

A NASA explicou: “Os especialistas estimam que o impacto de um objecto do tamanho daquele que explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013 - com aproximadamente 17 metros de tamanho - ocorre uma ou duas vezes por século.

“Os impactos de objectos maiores devem ser bem menos frequentes (na escala de séculos a milénios).

"No entanto, dada a actual incompletude do catálogo NEO, um impacto imprevisível - como o evento de Chelyabinsk - pode ocorrer a qualquer momento."

Asteróides regularmente fazem aproximações próximas da Terra. Defacto, a NASA revelou que mais dois asteróides passarão por nosso planeta hoje - embora sejam muito menores que 52768 (1998 OR2).

Aqui está uma lista dos próximos asteróides que passarão pelo nosso planeta esta semana.

Passagens de asteróides esta semana

Asteróide (2020 HK6) - 29 de abril às 12:57 BST

Asteróide (2020 HW2) - 29 de abril às 13:23 BST

Asteróide (2020 HO3) - 30 de abril às 03:07 BST

Asteróide (2020 GY2) - 30 de abril às 04:45 BST

Asteróide (2020 HB3) - 30 de abril às 05:08 BST

Asteróide (2020 HK3) - 01 de maio às 02:05 BST

Asteróide (2020 HF4) - 01 de maio às 10:50 BST

Asteróide (2020 DM4) - 01 de maio às 11:05 BST

Asteróide (2020 HU2) - 01 de maio às 17:36 BST

Asteróide (2020 HR6) - 02 de maio às 00:34 BST

Asteróide (2020 HZ4) - 2 de maio às 19:55 BST

Asteróide (2020 HN5) - 03 de maio 03:21 BST

Asteróide (2020 HL1) - 03 de maio às 12:59 BST

Fonte: Mirror

terça-feira, 14 de abril de 2020

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Super-bactérias destruídas por poção medieval de alho e cebola


Um tratamento com mais de mil anos de idade, usado na Idade Média para combater infecções nos olhos, pode ser a chave para acabar com as super-bactérias resistentes a antibióticos, de acordo com investigadores da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha.

A equipa de cientistas cientistas recriou um remédio anglo-saxónico do século 10, que continha cebola, alho, vinho e bílis de vaca.

A equipa ficou surpreendida ao descobrir que o remédio antigo tinha exterminado quase completamente a Staphylococcus aureus, famigerada bactéria resistente à meticilina – destruindo em cerca de 90%.

O medicamento foi descrito num antigo manuscrito anglo-saxónico com instruções sobre tratamentos e bálsamos, o Bald’s Leechbook, documento que está arquivado na British Library.

O manuscrito é considerado um dos primeiros exemplos de um “livro medicinal”, diz Tom Feilden, editor científico do programa Today, da BBC.

Bálsamo para os olhos

Christina Lee, especialista em cultura anglo-saxónica da Universidade de Nottingham, traduziu do documento a receita de um “bálsamo para os olhos, feito com alho, cebola ou alho-porro, vinho e bílis de vaca”.

“Escolhemos esta receita porque contém ingredientes, como o alho, que estão a ser investigados actualmente por cientistas devido à sua potencial eficácia em tratamentos com antibióticos”, explica a especialista, que teve a ideia de verificar cientificamente o efeito do remédio.

“Algumas palavras da receita eram ambíguas e tivemos que pensar muito para saber a que ingredientes se referiam”, conta Freya Harrison, investigadora da Escola de Ciências da Vida da mesma universidade.

“Reconstruímos a receita da forma mais fiel que pudemos”, acrescentou a cientista.

Receita detalhada

A receita descreve uma forma muito específica de obter o bálsamo, que inclui a utilização de uma vasilha de metal para ferver a mistura em água, deixada depois em descanso durante nove dias.

Os investigadores provavam o medicamento final e todos os ingredientes frescos separadamente, bem como uma solução de controlo sem os componentes vegetais.

A receita do bálsamo para os olhos de Bald
• Misturar uma quantidade semelhante de alho com cebola ou alho-poró, picada e esmagada em um pilão durante dois minutos.
• Adicionar 25 ml de ‘vinho inglês’, extraído de um vinhedo histórico perto de Glastonbury, que já existia no século 9, para tentar reproduzir a receita da forma mais fiel.
• Dissolver sais biliares bovinos em água destilada e então manter a mistura fria, a quatro graus, durante nove dias.

O remédio resultante da receita medieval exterminou até 90% das bactérias cultivadas em laboratório, tanto em feridas sintéticas como em feridas reais infectadas em ratos.

Harrison afirma que a equipa esperava que o bálsamo demonstrasse “alguma atividade antibiótica”.

“Mas ficámos espantados ao ver a eficácia da combinação de ingredientes“, afirmou.

Os cientistas diluíram a mistura para testar a dosagem ideal contra uma infecção real numa pessoa.

A equipa concluiu que, quando muito diluído, o remédio não consegue matar o Staphylococcus aureus, bactéria que gera infecções na pele e no sangue – uma super-bactéria, resistente a antibióticos como a meticilina.

Mas, mesmo diluído, o remédio consegue interferir na comunicação celular da bactéria.

Para os investigadores, esta é uma “conclusão chave“, já que as células precisam de comunicar entre si, para activar os genes que permitem que elas causem danos nos tecidos infectados.

Os micro-biólogos acreditam que bloquear esta comunicação seria uma forma alternativa de tratar infecções.

As conclusões da equipa de investigadores vão ser apresentadas na Conferência Anual da Sociedade de Microbiologia Geral, em Birmingham.

“Parece que os médicos anglo-saxónicos puseram em prática algo muito próximo dos métodos científicos modernos, com ênfase na observação e na experimentação”, disse Tom Feilden à BBC.

“O Bald’s Leechbook pode conter lições importantes para nossa batalha actual contra a resistência a antibióticos“, acrescentou o cientista.

Fonte: ZAP

domingo, 29 de março de 2020

Texto português do século XVI mostra eficácia da quarentena


Um especialista australiano descobriu num texto português do século XVI uma prova de que a quarentena ou o isolamento podem impedir a globalização de uma doença como a covid-19, que já provocou mais de 30 mil mortos.

O texto português “é um registo antigo de uma doença que passa de animais para humanos, e mostra que a quarentena pode ser eficaz para a travar”, disse à agência Lusa Sanjaya Senanayake, professor de doenças infecciosas na Universidade Nacional da Austrália, em Camberra.

Senanayake referia-se a uma passagem do “Tratado das ilhas Maluco e dos costumes índios e de tudo o mais”, de autor desconhecido, mas geralmente atribuído a António Galvão (c. 1490-1557).

Apelidado de “apóstolo das Molucas”, António Galvão governou a partir de Ternate as chamadas ilhas das Especiarias, na atual Indonésia, entre 1536 e 1540, tendo iniciado o seu mandato 15 anos depois da passagem pela região da expedição de Fernão de Magalhães, já comandada por Juan Sebastián Elcano.

O texto manuscrito foi encontrado no Arquivo Geral das Índias, em Sevilha, e publicado em inglês (“A Treatsie on the Moluccas”, Hubert Jacobs, Jesuit Historical Institute, 1971) e em português contemporâneo (“Tratado das ilhas Molucas”, Luís de Albuquerque e Maria da Graça Pericão, Publicações Alfa, 1989).

A obra versa sobre o governo de António Galvão nas Molucas e nela se narra um surto de uma doença no final de abril de 1539, que primeiro matou galinhas e depois humanos.

“Com os ventos sul, veio esta enfermidade a Bachão [Bacan]; logo se espalhou por todas as ilhas, começando nas galinhas (…), que de António Galvão se acharam mais de cinquenta ou sessenta mortas, que se empolavam sãs e gordas; e depois lhe adoeceram passante de cento e dez pessoas, entre criados e escravos, que só um não ficou e a mor parte lhe faleceu, afora os portugueses e filhos deles”, lê-se no texto.

“E por toda a terra era este mal tão geral que os não podiam enterrar e o mar era coalhado dos mortos e muitos lugares despovoados; andavam os homens e mulheres como pasmados, dizendo que nunca tal viram nem ouviram aos antepassados”, conta ainda o narrador.

Em dezembro de 2007, Sanjaya Senanayake e o historiador Brett Baker publicaram um artigo na revista científica The Medical Journal of Australia sobre o texto histórico, numa altura em que o mundo enfrentava a pandemia de gripe A, inicialmente designada como gripe suína.

“A epidemia do século XVI provavelmente não se espalhou devido ao isolamento das ilhas do resto do mundo por causa de padrões comerciais determinados pelo clima [monção]. Isto reforça o valor da quarentena (mesmo não intencional) ou do isolamento como medida de saúde pública. Dada a facilidade de circulação global de pessoas, animais e cargas na era moderna, a sua aplicação será agora um desafio muito maior”, concluíram Senanayake e Baker.

Sanjaya Senanayake admitiu à Lusa, num contacto telefónico em Camberra, que o estudo do texto português “não ajudou necessariamente a combater a gripe suína”.

Mas mostrou que o isolamento intencional das ilhas próximas de Ternate por não haver navegação do comércio das especiarias devido à ausência de vento terá evitado a disseminação de uma infeção que passou de animais para humanos.

A conclusão mantém-se atual, e Sanjaya Senanayake não tem dúvidas sobre a aplicação da quarentena para combater a covid-19, uma doença que se tornou global devido às viagens.

“As três coisas que usamos para combater a pandemia são quarentena, vacinas e medicamentos. São as três grandes ferramentas que temos para a covid-19”, disse Sanjaya Senanayake.

O especialista australiano admitiu que uma vacina para a covid-19 demorará “10 ou 12 meses” e que é impossível saber se haverá medicamentos eficazes em quantidade suficiente para tratar “milhões, dezenas de milhões ou centenas de milhões de pessoas”.

“Mas a quarentena é uma boa maneira de parar ou, pelo menos, de retardar um surto. E foi o que vimos neste texto português: a quarentena não intencional por causa das estações climáticas e a difícil acessibilidade mostram que a quarentena pode ser eficaz”, concluiu.

Sobre a atual pandemia, Sanjaya Senanayake é enfático ao dizer que “ninguém realmente sabe” quando é que poderá ser controlada.

“O surto pode desaparecer ou pode piorar. (…) Até pode ser como a gripe espanhola em 1918, em que houve uma primeira onda que não foi tão má e, pouco tempo depois, houve uma segunda onda que foi muito, muito má”, lembrou, referindo-se à pandemia que matou mais de 50 milhões de pessoas.

“É absolutamente imprevisível. (…) Esperemos que não dure muito”, acrescentou.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Nova espécie descoberta. A salamandra que veio do passado

Ilustração de como era o animal agora descoberto.
© VADIM GLINSKIY

Esta história começa numa velha pedreira, na Rússia. Bastaram quatro pequenos fósseis para se conseguir identificar uma nova salamandra que viveu há mais de 160 milhões de anos e que era uma espécie parente perdido

Não teria mais de 20 cm, mais coisa, menos coisa, mas a sua importância é muito mais vasta do que o pequeno tamanho que tinha, garantem os cientistas.

A Egoria malashichevi, uma nova espécie de salamandra até agora desconhecida, que viveu na Terra durante o Jurássico Médio, entre há 174,1 e 163.5, milhões de anos, revelou-se uma espécie de elo perdido, e com a sua descoberta inaugurou-se também um novo género para a ciência (classificação que agrupa um conjunto de espécies segundo as suas características taxonómicas. Ela é, por isso, uma fonte de novos conhecimentos sobre a fauna que naquela época habitava o planeta.

O novo anfíbio jurássico foi descoberto por cientistas da Universidade de São Petersburgo, que a batizaram como Egoria malashichevi em homenagem ao paleontólogo russo Yegor Malashichev, uma referência nesta área científica naquela universidade, que participou inclusivamente no estudo do novo espécime, mas que, inesperadamente, faleceu em 2018.

O estudo que dá a conhecer o novo membro da grande família dos anfíbios que por aqui andavam há mais de 160 milhões de anos é publicado hoje na revista científica PLOS One. Nele os seus autores descrevem as características do animal entretanto extinto, e apresentam inclusivamente um modelo em 3D do seu aspeto exterior, que foi modelado a partir do estudo detalhado dos seus fósseis.

Retrato mais nítido das salamandras

É numa velha pedreira, perto da cidade de Sharypovo, no centro da Rússia, que esta história começa. A pedreira de Berezovsky, como se designa, é uma velha conhecida da comunidade mundial dos paleontólogos. Inúmeros fósseis de peixes antigos, de répteis de outras eras, de mamíferos há muito esquecidos e até de dinossauros têm ali sido resgatados à pedra desde há décadas.

A nova espécie não foi a primeira salamandraali encontrada, mas o achado de quatro das suas vértebras revelou-se pleno de novos conhecimentos, mostrando que esta é uma nova peça no puzzle desta larga família de anfíbios. A Egoria veio contribuir para reconstituir um retrato mais nítido da família das salamandras.

Como explica Pavel Skutschas, investigador da Universidade de São Petersburgo e um dos autores do estudo, "a nova salamandra ocupa uma posição intermédia entre os espécimes mais primitivos e os mais recentes, embora se assemelhe mais aos primeiros". Esta é portanto uma espécie de elo perdido - agora encontrado - entre as primeiras salamandras que existiram na Terra e as mais modernas, que hoje convivem connosco no planeta,

"Quando surgiram, durante o Jurássico Médio, as salamandras ocuparam diferentes nichos ecológicos, distribuindo-se por zonas de grandes lagos, ao passo que as salamandras modernas ocuparam o nicho ecológico dos pequenos volumes de água", como os charcos, conta o especialista, sublinhando que a Egoria, agora descrita, "ocupou uma posição entre ambas".

Para chegar a esta conclusão os cientietas de São Peterburgo, que contaram com a colaboração de colegas da Universidade de Bona, na Alemanha, do Instituto de Zoologia da Academia das Ciências Russa e da Universidade do Estado de Tomsk, também ela russa, não precisou de mais do que quatro vértebras fósseis. Isso foi tudo o que encontraram dela na velha pedreira de Berezovsky.

A equipa quer agora fazer outros estudos, comparando os fósseis das várias salamandras encontradas na pedreira russa com outros congéneres identificados em regiões de Inglaterra.

Sabe-se que a fauna do Jurássico Médio era muito semelhante em ambas as regiões e é possível que isso permita descobrir novas espécies, tendo ainda em conta que há hoje anfíbios em várias regiões de Inglaterra que apresentam características semelhantes às dos seus parentes mais antigos.

Só um estudo comparativo detalhado permitirá perceber até que ponto a genealogia da Egoria persiste de algum modo nesses anfíbios modernos.

Fonte: DN

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

“O golpe do século”: EUA e Alemanha espiaram Portugal e 120 países durante décadas


Mais de uma centena de países (incluindo Portugal) recorriam a uma empresa de encriptação que era secretamente controlada pela CIA e pelo serviço secreto alemão BND. Uma investigação jornalística revelou como os dois países tiveram acesso a vários segredos de Estado.

No ramo da encriptação, a empresa suíça Crypto AG era líder destacada. Após ter trabalhado nas comunicações do Exército norte-americano durante a II Guerra Mundial, mais de 120 países confiavam-lhe as comunicações de espiões, diplomatas e militares. Esta empresa tinha como função garantir que estas comunicações confidenciais permaneciam totalmente secretas e seguras. Contudo, uma investigação liderada pelo diário norte-americano The Washington Post revela que durante décadas a agência de inteligência norte-americana CIA e o congénere alemão BND tiveram acesso privilegiado a toda esta informação que deveria ter permanecido secreta. 

O The Washington Post e a transmissora pública germânica ZDF consultaram documentação confidencial que pormenoriza a forma como estas agências de serviços secretos consultavam e usavam a seu favor informação confidencial de outros Estados. Na lista que contém 12 nações europeias, Portugal e Espanha foram dois dos países cujas informações foram vistas e analisadas pela CIA e pelo BND, no âmbito desta operação. 

Através de uma transacção secreta realizada na década de 1970, a CIA adquiriu — no âmbito de uma “parceria altamente confidencial” com o serviço alemão BND — a Crypto AG, passando a controlar todas as decisões tomadas pela empresa. A investigação avança que CIA e o agora extinto BND “manipulavam os equipamentos da empresa para que pudessem facilmente decifrar os códigos que os países [clientes da Crypto AG] usavam para enviar mensagens encriptadas”.

Esta operação foi baptizada inicialmente com o nome Thesaurus e depois Rubicon. “Foi o golpe de espionagem do século”, conclui o relatório da CIA citado pelo The Washington Post. Através do controlo da Crypto AG, a CIA e o BND conseguiram, por exemplo, monitorizar a crise de reféns na Embaixada dos Estados Unidos em Teerão (Irão) em 1979, fornecer informações sobre o exército argentino ao Reino Unido durante a Guerra das Malvinas (em 1982), acompanhar as campanhas de assassínio de ditadores sul-americanos e interceptar as mensagens de regozijo de responsáveis líbios após um atentado numa discoteca em Berlim Ocidental, em 1986, que matou dois soldados norte-americanos, especifica o artigo publicado pelo jornal americano.

Apesar das muitas comunicações a que conseguiram aceder, dois dos maiores rivais dos Estados Unidos, a União Soviética e a China, nunca foram clientes da Crypto AG, com as suas comunicações a ficarem fora do alcance destas agências. De acordo com o Washington Post, ambas as nações suspeitavam que a empresa suíça tinha laços estreitos com os Estados Unidos, afastando-se dos serviços prestados pela Crypto AG como forma de protecção. 

“Os governos estrangeiros pagavam muito dinheiro aos Estados Unidos e à Alemanha Ocidental pelo privilégio de terem as suas comunicações mais secretas analisadas por pelo menos dois países”, prossegue o relatório datado de 2004 que resume a operação de espionagem montada pela agência de inteligência norte-americana. 

No início da década de 1990, o BND considerou que o risco de exposição se tinha tornado demasiado grande, afastando-se do projecto montado com a CIA. Por sua vez, a congénere norte-americana comprou a participação da germânica na Crypto AG, continuando a monitorizar as comunicações feitas pelos países que utilizavam os serviços da empresa suíça. O The Washington Post afirma que a CIA só abandonou o projecto em 2018, vendendo os activos da empresa que ainda detinha.

Nem a CIA e nem o BND quiseram comentar o conteúdo da investigação jornalística, mas não negaram a autenticidade dos documentos consultados, relata o The Washington Post. A empresa sueca Crypto International, que comprou a Crypto AG, admitiu que esta investigação jornalística era “muito alarmante”, assegurando, no entanto, que a actual empresa “não tem qualquer ligação com a CIA ou com o BND”.​

Fonte: Publico

Opinião Pessoal:

Os ditos amigos que chamamos, os amigos da ONÇA... falsos como JUDAS...

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Descoberto o primo mais velho do T. Rex, um autêntico "anjo da morte"


A nova espécie da família do Tyrannosaurus rex foi descoberta no Canadá e viveu há cerca de 80 milhões de anos. Era um predador implacável, mas era mais pequeno que o T-Rex..

Foi descoberta uma nova espécie de dinossauro, familiarmente relacionada com o Tyrannosaurus rex​​​​​, que percorreu a planície da América do Norte cerca de 80 milhões de anos antes. Era um predador terrível.

O Thanatotheristes degrootorum - grego para "Reaper of Death", que em português se pode designar como "Ceifador da morte" - é considerado o membro mais antigo da família T-Rex a ser descoberto no norte da América do Norte e terá crescido até cerca de oito metros de comprimento. Ou seja, mais pequeno do que o T-Rex, que atingia 15 metros.

"Escolhemos um nome que incorpore o que esse tyrannosaurus era como o único predador no topo da cadeia conhecido, do seu tempo, no Canadá", disse Darla Zelenitsky, professora assistente de Paleobiologia de Dinossauros na Universidade de Calgary, no Canadá.

"O apelido passou a ser Thanatos", disse à AFP.

Enquanto o T-Rex - a mais famosa de todas as espécies de dinossauros, imortalizada no épico "Jurassic Park", de 1993, de Steven Spielberg - perseguiu presas há cerca de 66 milhões de anos, Thanatos remonta há pelo menos 79 milhões de anos, segundo a equipa de cientistas.

O espécime foi descoberto por Jared Voris, um estudante de doutoramento em Calgary, e é a primeira nova espécie de Tyrannosaurus encontrada em 50 anos no Canadá.

"Existem poucas espécies de tyrannosaurus, falando em termos relativos", disse Zelenitsky, co-autor do estudo que foi publicado na revista Cretaceous Research.

"Devido à natureza da cadeia alimentar, estes grandes predadores eram raros em comparação com dinossauros herbívoros ou comedores de plantas", explicou.


O estudo descobriu que Thanatos tinha um focinho longo e profundo, semelhante aos Tyrannosaurus mais primitivos que viviam no sul dos Estados Unidos.

Os investigadores consideram que a diferença nas formas do crânio do tyrannosaurus entre as duas regiões poderá ficar a dever-se a diferenças na dieta e à dependência das presas disponíveis na época.

Fonte: DN
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