Mostrar mensagens com a etiqueta Internet. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Internet. Mostrar todas as mensagens

sábado, 20 de junho de 2020

PJ: Atenção às burlas informáticas e falsificação de documentos


A falsificação de documentos não é uma prática recente. No entanto, com as novas tecnologias, torna-se cada vez mais difícil detetar, numa primeira análise, se estamos perante um documento original ou falsificado.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), em estreita colaboração com as autoridades policiais de Espanha, França e do Reino Unido, procedeu, durante esta semana à detenção em flagrante delito de quatro indivíduos pela prática de crimes falsificação de documentos.

De acordo com a informação publicada no site da PJ, os detidos, todos do género masculino, sendo um português e três estrangeiros, foram detidos na sequência de buscas domiciliárias às suas residências, estando fortemente indiciados pela prática de crimes de branqueamento.

A investigação conduzida permitiu apurar que estes indivíduos integrarão uma organização criminosa internacional que utiliza o sistema bancário nacional para branqueamento de elevadas somas, obtidas ilicitamente através da prática de burlas de natureza informática em países estrangeiros.

Foi possível determinar que esta organização terá estado envolvida em situações com estas características desde pelo menos 2018. Para tal a organização recrutou várias pessoas, portuguesas e estrangeiras que terão aberto contas bancárias visando a receção dos fundos, em alguns casos recorrendo a identidades falsas.

Após a abertura das contas as mesmas começaram a ser creditadas com várias transferências todas de origem internacional (o que permite indiciar que esta organização apenas usaria Portugal para fins de branqueamento) seguidas de múltiplas transferências internacionais com o objetivo de dissimular a origem dos fundos.

Estima-se que os valores creditados nestas contas ascendam a centenas de milhares de euros.


Fonte: Pplware

terça-feira, 16 de junho de 2020

Aqua-Fi: Criado o primeiro “Wi-Fi subaquático” que usa LEDs e lasers


As comunicações sem fios dentro de água são cada vez mais requisitadas. O mercado do entretenimento e mesmo a utilização profissional tem esbarrado nas dificuldades do sinal Wi-Fi dentro de água. Assim, para tentar ultrapassar a dificuldade que os mergulhadores têm para receber e transmitir informações sem fio para a superfície, investigadores das universidades de Waterloo, no Canadá, e da Universidade de Ciência e Tecnologia da Arábia Saudita apresentaram o Aqua-Fi.

Este é um novo sistema experimental baseado em tecnologia a laser que permitirá o envio veloz de informações através da água.

Aqua-Fi: o Wi-Fi que poderá levar a internet para dentro de água

Aqua-Fi é o nome do projeto que pretende fornecer internet debaixo de água, recorrendo a redes óticas sem fio. Estas tecnologias terão a missão de enviar dados em tempo real da e para a superfície. Embora a tecnologia Wi-Fi seja encontrada em milhões de dispositivos, ainda é difícil ter uma ligação sem fios que funcione corretamente debaixo de água.

A internet é uma ferramenta de comunicação indispensável que liga milhões de dispositivos em todo o mundo. A possibilidade de ter Wi-Fi dentro de água iria potenciar as ações dos mergulhadores. Estes conseguiriam maior liberdade de movimentos e uma comunicação permanente com a superfície.

Enviar dados para a superfície com lasers e um Raspberry Pi

A comunicação subaquática é possível com sinais de rádio, acústicos e de luz visível. No entanto, o rádio pode transportar dados apenas a curtas distâncias, enquanto os sinais acústicos suportam longas distâncias, mas com uma taxa de dados muito limitada. A luz visível pode viajar longe e transportar muitos dados, mas os estreitos feixes de luz exigem uma linha de visão clara entre os transmissores e recetores.

Assim, a equipa de Basem Shihada, o investigador responsável pelo projeto, construiu um sistema sem fio subaquático, o Aqua-Fi. Esta tecnologia suporta serviços de Internet, como o envio de mensagens multimédia, recorrendo a LEDs ou lasers. Os LEDs oferecem uma opção de baixo consumo de energia para comunicação a curta distância. Já os lasers podem levar os dados adiante, mas precisam de mais energia.


O protótipo Aqua-Fi usa LEDs verdes ou um laser de 520 nanómetros para enviar dados de um computador pequeno e simples para um detetor de luz conectado a outro computador. O primeiro computador converte fotos e vídeos numa série de 1s e 0s, que são traduzidos em feixes de luz ligando e desligando em velocidades muito altas.

O detetor de luz deteta esta variação e transforma-a novamente em 1s e 0s, que o computador recetor converte novamente na mensagem original.

Criada a primeira internet wireless a funcionar dentro de água

Os investigadores testaram o sistema carregando e baixando multimédia simultaneamente entre dois computadores separados a poucos metros em água estática. Eles registaram uma velocidade máxima de transferência de dados de 2,11 megabytes por segundo e um atraso médio de 1,00 milissegundo para uma ida e volta.

É a primeira vez que alguém usa a Internet debaixo de água completamente sem fio.

Referiu Shihada.


No mundo real, o Aqua-Fi usava ondas de rádio para enviar dados do smartphone de um mergulhador para um dispositivo “gateway” ligado ao equipamento. Então, como um amplificador que amplia o alcance Wi-Fi de um router doméstico de Internet, este gateway envia os dados através de um feixe de luz para um computador na superfície ligado à internet via satélite.

O Aqua-Fi não estará disponível até que os investigadores superem vários obstáculos.

Esperamos melhorar a qualidade do link e o alcance da transmissão com componentes eletrónicos mais rápidos.

Disse o investigador.

O feixe de luz também deve permanecer perfeitamente alinhado com o recetor em águas em movimento e a equipa está a considerar um recetor esférico que pode capturar luz de todos os ângulos.

Criamos uma maneira relativamente barata e flexível de ligar ambientes subaquáticos à Internet global. Esperamos que um dia o Aqua-Fi seja tão amplamente usado debaixo de água quanto o Wi-Fi que existe acima da água.

Concluiu Shihada.

Assim, com esta nova forma de comunicar, poderemos um dia ter um combinar de internet no espaço, na superfície e dentro de água.

Fonte: Pplware

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Tecnologia em Estado de Emergência: Preparação da Nova Ordem Mundial Totalitária?


Muitas pessoas têm contestado a falta de liberdades à qual a quarentena mundial está a obrigar. Todo o processo está centralizado na Organização Mundial de Saúde, instituição subordinada da Organização das Nações Unidas. 

Já em 2012 Diogo Freitas do Amaral, então ex-presidente da Assembleia Geral da ONU, declarava publicamente numa entrevista ao DN a 16 de maio, de que precisávamos de uma Nova Ordem Mundial (NOM). Na sua opinião a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), tal como criada em 1948, estava a perder a sua força perante os novos desafios globais. 

Por essa razão teria de ser dada nova redação à DUDH para que pudesse ser eficaz no mundo complexo e superpovoado de hoje. A Ordem Mundial que saiu dos escombros da II Guerra Mundial chegou ao fim do seu ciclo com o fim do poder soviético, com a perda de força dos EUA e com o poder chinês a emergir como candidato à potência líder do mundo. A corrida ao nuclear, seja para mísseis bélicos seja para construção de centrais geradoras de eletricidade, é preocupante em países tendencialmente totalitários, os quais têm feito alianças militares ainda mais perturbadoras como é o caso da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) que pretende ser uma anti-NATO. 

A ONU tem sido demasiado suave a tratar estas questões globais com diplomacia burocrática e ineficaz. E sem uma gestão eficaz dos problemas globais, o mundo pode começar a perder o pouco equilíbrio que tem. Um exemplo disso é a resposta distinta que todos os países do mundo estão a dar perante a mais perigosa pandemia deste século, que pode (ainda não sabemos) tornar-se em algo realmente descontrolado, pondo em risco o modo de vida humano, tal como o conhecíamos do séc. XX. Em apenas 4 meses já virou a economia do avesso e gerou pobreza a uma velocidade nunca imaginada. E só estes problemas vão demorar vários anos até serem ultrapassados, isto num cenário desta crise vir a ser ultrapassada.

Com o pretexto da preocupação em resolver certos problemas sociais associados à pandemia, temos assistido à introdução de algumas tecnologias que são perturbadoras, quando pensamos que podem rapidamente tornar-se “normais” e levarem à assumpção de estados totalitários, onde os indivíduos são totalmente controlados a todo o momento. O caso da China já é conhecido e tem sido o mais falado nos últimos anos. Uma sociedade controlada a 100% pela tecnologia mais sofisticada de sempre de reconhecimento facial e corporal onde a cada cidadão é penalizado por todas as violações que comete no dia a dia, podendo perder privilégios ou acesso a determinadas profissões ou serviços, tudo isto feito em tempo real, tal como previsto na série Black Mirror

Ainda assim, tentou subornar a OMS para que não revelasse a verdade da pandemia em Wuhan. O primeiro país europeu a assumir medidas draconianas foi a Itália quando foi decretado o Estado de Emergência. Primeiro o isolamento da Lombardia, depois cidades fechadas e finalmente toda a Itália em lockdown. Depois a Espanha. 

E rapidamente aceitámos como normal um quase Estado de Sítio, não muito diferente da Lei Marcial. Pela primeira vez, a OMS consegue que a Nova Ordem Mundial se assuma pela via da força. 

Sob a ameaça de uma pandemia da qual os contornos conspiratórios ainda não são nada claros, aquilo que se tornou visível para os cidadãos comuns é que os Estados mandam nas suas vidas, nas suas empresas, nos seus negócios, nas suas economias. Num curto espaço de tempo foram tomadas medidas por comissões específicas para tal, país a país, para comandar e condicionar a vida da população mundial, sem que para o efeito houvesse um consenso mundial. 

O que deu imediatamente azo a abusos por parte de alguns países, de que é o caso mais evidente, o Brasil.

Dos Estados Unidos começam a chegar também notícias preocupantes. À semelhança de Bolsonaro, Trump começou por desvalorizar a crise do novo coronavírus, mas aos poucos foi aceitando a realidade pandémica. No entanto, tem instigado grupos radicais a apoiá-lo veladamente nas ruas, contra o lockdown, para que a economia norte-americana não sofra um impacto negativo tão forte. 

E estes grupos não estão minimamente preocupados com a perda de liberdades, mas sim com os seus bolsos. No entanto, criada a confusão na opinião pública, a OMS continua a estimular que os Estados tomem medidas para evitar a disseminação do vírus e esta semana o Estado de Kentucky lançou a pulseira eletrónica como medida para manter cidadãos testados positivamente para Covid-19 em suas casas

A medida pode parecer lógica, mas ao mesmo tempo, significa tratar cidadãos como potenciais criminosos. E este princípio é o mesmo do medo que muitos estados totalitários pretendem disseminar junto de toda a sociedade, até conseguirem os seus fins últimos. 

Depois de apagar milhões de posts e vídeos contra a vacinação obrigatória, o Facebook prepara-se agora para criar uma “instância independente”, um conselho de 20 personalidades de todo o mundo que moderará os conteúdos mais polémicos da rede. A liberdade da internet passa a ter um controlo cada vez mais apertado, já que obedecerá a leis locais dos países, mais do que a princípios de transparência, liberdade de expressão e justiça, apesar do Zuckerberg negar este facto. 

Por exemplo, o Facebook já foi várias vezes acusado de não apagar muitos posts que suportam o Fascismo italiano, alegando que se trata de um movimento político legal em Itália, reconhecido historicamente. Esta rede social também já foi acusada em tribunal de apoiar determinados candidatos políticos, apagando posts dos opositores, um pouco por todo o mundo. 


Também desde o escândalo da Cambridge Analytics que a rede social assumiu a sua política de cookies ainda mais agressivamente. Com um logaritmo aplicado a cada usuário, toda a informação e publicidade da internet é dirigida a esse mesmo usuário em função das suas buscas em sites, motores de busca ou likes.

Ainda mais preocupantes foram as declarações da OMS em abril passado sobre a possibilidade de as autoridades terem poderes para entrarem em casas particulares para retirar membros de famílias que estejam infetados para serem isolados de forma “adequada”. 

Esta declaração foi proferida por Michael O’Brien, responsável da OMS, enquanto estava sentado ao lado do diretor-geral Tedros Adhanom. A mesma OMS tem sido acusada de estar a fabricar o pânico mundial para fomentar o uso global de uma vacina, que trará a algumas farmacêuticas de renome contratos de biliões com a maioria dos países, por muitos anos. Para além disso, a obrigação de regras de higiene sanitária mundiais estão já a fazer lucrar todo o setor da medicina e da farmacêutica, pública e privada. E no meio da confusão gerada pela OMS, a qual está incluída na ONU, que defende uma Nova Ordem Mundial, muitos países estão a aproveitar para lucrarem milhões em negócios com a China para equipamentos de proteção. 

Ainda segundo a opinião de muitos, o lockdown reduz o contágio numa 1.ª vaga, mas vai causar a curto e médio prazos falta de imunidade natural, gerando vagas de Covid-19 posteriores muito mais violentas e mortais. No meio de muitas histórias mal contadas, há também o caso dos médicos-chefes de serviços ligados ao combate da Covid-19, a serem aparentemente assassinados ou silenciados por serviços secretos. Brevemente vários países democráticos pensam adotar a aplicação de telemóvel que já foi adotada na China, de classificação de cidadãos como “vermelho”, “amarelo” ou “verde” relativamente ao seu estado de infeção à Covid-19.

Outra situação preocupante é a utilização e banalização da robótica para controlar humanos em tempo de pandemia. Nos hospitais que combatem na frente de batalha o Covid-19, foram introduzidos dezenas de robots auxiliares, sob o pretexto de reduzirem o contágio entre pacientes. 

Drones estão a ser usados para controlar cidades, praias, jardins e outros espaços públicos, um pouco por todo o mundo. No Brasil esta tecnologia está a ser usada massivamente para alertar pessoas nas ruas a manterem o distanciamento, mas foi usada em 2018 para combater cidadãos nas favelas que foram massivamente abatidos a tiro pela polícia federal, sem direito a prisão e julgamento. Também preocupante foi a notícia esta semana de que em Singapura um cão-robot fazia o patrulhamento de um parque urbano. Este tipo de imagens já vimos em séries pós-apocalípticas e não parece ser um bom presságio dos tempos futuros. 

Porque razão, justamente quando o mundo inteiro está fechado em suas casas são lançados robots para criarem a ideia de um Estado de Polícia, frio, desumano, controlado por máquinas, automaticamente? Nalguns países, nos EUA por exemplo, a própria polícia parece estar a aproveitar-se da situação de crise pandémica, para exercer perseguições racistas, sob o pretexto de fazer aplicar normas do Estado de Emergência. 

Um pouco por todo o lado, cidadãos são multados por não usarem máscaras (como em Portugal) em locais obrigatórios ou até agredidos violentamente, como na Índia. Em vez dos Estados estarem a contribuir para a solução, estão a agravar a situação das famílias com multas absolutamente desproporcionais aos seus baixos salários?

Também as quarentenas em hotéis estão a levantar questões jurídicas sérias aos direitos e liberdades de quem viaja, mesmo considerando que estamos em tempo de pandemia. Todo o transtorno causado à vida das pessoas está a ser empolado e exagerado criando o medo de sair à rua, de conviver, de demonstrar afetos. 

Muitas vezes os governos lançam as medidas para a pandemia mas a previsão da sua aplicabilidade à realidade não é compatível com a vida das pessoas. O fator humano parece estar a ser retirado da equação. Mas este novo mundo ainda está por desbravar. Vem aí o verão e vamos ser controlados como insignificantes humanos, com cercas, drones e militares nos areais.

 Muita confusão se prevê, prisões, multas, conflitos. E sempre o mesmo Estado de Medo e Autoridade presente em todas as atividades humanas. 

Sem previsão ainda de uma vacina, se este estado de coisas se mantiver, certamente muitos países, em nome da “Ordem” social, continuarão a aplicar as suas políticas cada vez mais restritivas das liberdades individuais. E a pergunta que se deve colocar neste momento, até quando?

Texto de Pedro M. Duarte

Microsoft despede jornalistas para os substituir por Inteligência Artificial


O Homem continua a ser substituído pela máquina em muitas áreas. Trata-se, na verdade, de uma evolução natural que ocorre já desde a primeira Revolução Industrial no final do século XVIII e início do século XIX. Mas este continua a ser um tema que provoca contestações por causa dos empregos que são substituídos no curto prazo.

A substituição de jornalistas por sistemas de Inteligência Artificial não é um tema novo, só que agora chegou a uma das grandes empresas de tecnologia. A Microsoft está a despedir jornalistas para dar lugar à Inteligência Artificial para a seleção e edição de artigos nas plataformas Microsoft News e MSN.

Jornalistas da Microsoft substituídos por Inteligência Artificial

A Microsoft conta com uma equipa de jornalistas dedicada à seleção de notícias e histórias que surgem nas suas plataformas dedicadas, como são o MSN e o Microsoft News. No entanto, a empresa começou a dispensar estes profissionais para colocar a Inteligência Artificial (AI) a escolher as notícias e outros conteúdos aí apresentados.

Pelo mundo inteiro, a imprensa foi gravemente afetada pela pandemia COVID-19, com quebras abruptas nas receitas de publicidade. Contudo, a Microsoft garante que esta medida nada tem a ver com a pandemia, tratando-se apenas de mais uma reestruturação da empresa.

Como todas as empresas, avaliamos os nossos negócios regularmente. Daí pode resultar um aumento do investimento em algumas áreas e, de tempos em tempos, ajustes noutras. Estas decisões não são o resultado da atual pandemia.

Refere um porta-voz da empresa.

Segundo o Business Insider, cerca de 50 empregos serão afetados nos Estados Unidos. Mas não será só no país de Trump que haverá perdas, por exemplo, no Reino Unido, serão mais 27 pessoas.


Há cerca de 2 anos, com o lançamento do serviço Microsoft News, a empresa chegou a revelar que contava com mais de 800 editores a trabalhar em 50 locais diferentes, um pouco por todo o mundo.

A Microsoft tem vindo gradualmente a introduzir a AI na criação e seleção dos seus conteúdos jornalísticos, e este ajuste é só mais um passo neste processo.

Fonte: Pplware

terça-feira, 26 de maio de 2020

Input Director: Partilhe um rato e teclado com vários computadores


Para quem tem mais do que uma máquina e tem de andar a saltar de banco em banco para as poder controlar, aqui vai uma aplicação que com apenas um teclado e um único rato é possível controlar todas as máquinas. Além disso, é ainda possível fazer “Copy Paste” de uma máquina para outra. O software chama-se Input Director e é gratuito.

Tal como o Barrier, o Input Director é um software que imita a funcionalidade de um comutador KVM, que permite o uso de um único teclado e rato para controlar vários computadores. Este software faz a função de um comutador KVM através de software, permitindo que o utilizador escolha qual máquina a controlar.

Para que a aplicação funcione, as máquinas devem estar em rede para que haja comunicação “direta”.



Input Director: Principais características
  • Fácil de instalar e usar
  • Possibilidade de indicar como os monitores estão posicionados (ordem)
  • Suporte para vários monitores
  • Possibilidade de partilhar o Clipboard (copy paste entre máquinas, incluindo de ficheiros)
  • Compatível com todas as versões do Windows
  • Transição entre máquinas é muito simples
  • Possibilidade de bloquear todos os computadores de uma única vez
  • Mais características aqui.
 


O Input Director é uma ferramenta gratuita que funciona bastante bem. No início do ano recebeu uma atualização para garantir o melhor suporte para o Windows 10. Se usam vários computadores e apenas querem ter um teclado e rato então experimentem este software.


Fonte: Pplware

sexta-feira, 22 de maio de 2020

44,2 terabits por segundo. Investigadores australianos conseguiram a velocidade de Internet mais rápida do mundo


Investigadores das universidades de Monash, Swinburne e do Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT), na Austrália, conseguiram a maior velocidade de dados da internet registada até agora a partir de um único chip ótico.

A equipa, liderada por Bill Corcoran, Arnan Mitchell e David Moss, conseguiu atingir uma velocidade de 44,2 terabits por segundo (Tbps) a partir de uma única fonte de luz. Uma tecnologia que tem capacidade para suportar milhares de milhões de conexões simultâneas de internet de alta velocidade.

Os investigadores divulgaram que atingiram essas velocidades usando a infraestrutura de comunicações existente usando um novo dispositivo que substitui 80 lasers por um único equipamento conhecido como ‘micro-pente’, menor e mais leve que o hardware de telecomunicações existente.

"Com a pandemia de covid-19 estamos a ter uma amostra de como a infraestrutura da internet será daqui a dois ou três anos, devido ao número sem precedentes de pessoas que a usam para trabalho remoto, socialização e 'streaming' e o que estamos a ver é que precisamos de ser capazes de dimensionar a capacidade das nossas conexões", disse Bill Corcoran, coautor principal do estudo e professor de engenharia de sistemas elétricos e de computadores na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

"O que nossa pesquisa demonstra é a capacidade de as fibras que já possuímos serem a espinha dorsal das redes de comunicações agora e no futuro. Desenvolvemos algo escalável para responder às necessidades futuras", assinala o especialista.

Arnan Mitchell, do RMIT, sublinha que atingir a velocidade de 44,2 Tbps, capaz de descarregar 1.000 filmes de alta definição numa fração de segundo, mostra o potencial da infraestrutura existente. O perito revela que a ambição futura do projeto é aumentar os transmissores atuais de centenas de gigabytes por segundo para dezenas de terabytes por segundo sem aumentar o seu tamanho, peso ou custo.

"A longo prazo esperamos criar 'chips fotónicos' integrados que permitam que esse tipo de volume de dados seja alcançado através de ligações de fibra ótica existentes com custo mínimo", realçou.

Quanto ao uso desta tecnologia, o investigador explica que "inicialmente ela poderá ser atraente para comunicações de velocidade ultra alta entre centros de armazenamento de dados", mas que o seu potencial pode mesmo chegar ao público em geral se o seu custo for suficientemente baixo e a tecnologia for compacta para poder ser usada comercialmente.

Fonte: SAPO24

segunda-feira, 18 de maio de 2020

É altura de levar o tema dos OVNIs a sério? Este conceituado professor pensa que sim


Os três vídeos que mostram objetos voadores não identificados, cuja autenticidade o Pentágono confirmou no final do mês passado, são inquietantes. Alexander Wendt, um reputado professor de ciência política norte-americano, acredita que é altura de acabar com o tabu e estudar a fundo o assunto

São três videos datados de 2013 e 2014 que já circulavam há anos, mas que só foram libertados oficialmente pelo Pentágono a 27 de Abril passado, num relatório que confirmou a sua autenticidade. Com o mundo embrenhado numa pandemia, o tema passou relativamente despercebido. Mas neste documento são detalhados três encontros de aviões militares norte-americanos com o que é designado de “fenómenos aéreos não identificados”. O relatório descreve as aeronaves não identificadas avistadas, identificando-as como pequenos “sistemas aéreos não tripulados”. Durante um dos incidentes, o avião americano passou a 300 metros de distância do objeto, mas foi incapaz de determinar a identidade da aeronave. Noutro encontro, o piloto da Marinha disse que esse objeto tinha cerca de 2,5 metros de largura e estava pintado de branco. Um dos vídeos mostra uma aeronave que tem um voo rápido e irregular, em ziguezague.


Segundo o New York Times já tinha escrito, o Pentágono gastou 22 milhões de dólares constituindo uma equipa para um programa secreto que visava estudar estes avistamentos e que se prolongou entre 2007 e 2012. “Há evidências que talvez nós não estamos sozinhos”, disse depois Luiz Elizondo, que liderou a investigação, disse à CNN em 2017. “Essas aeronaves mostram características que nem os Estados Unidos nem outros países possuem em seus inventários”, afirmou.

Neste relatório agora libertado pelo pentágono, nunca se menciona que os objetos possam ser de origem extraterrestre. E coloca-se como hipótese mais consistente que sejam apenas artefactos secretos criados para a espionagem pela Rússia ou pela China.

Alexander Wendt (DR)

Porém, nem todos pensam assim.

Alexander Wendt é uma das vozes que dizem que é preciso estudar o tema a fundo sem excluir quaisquer hipóteses. Wendt é alma mater da Universidade do Minesota e professor universitário em Ohio, depois de ter passado por Yale e Universidade de Chicago, e é um dos principais académicos no campo das relações internacionais, área onde é um precursor da escola do construtivismo e da teoria social da política internacional.

Há anos que Wendt se dedica, paralelamente à sua carreira académica, ao estudo dos OVNIs, que diz condenado a ser um tema tabu profundamente enraizado nas áreas científicas e académicas, em relação ao qual há um embargo de pesquisa. Em 2008 publicou um artigo que até hoje se mantém atual, chamado “Soberania e OVNIs ”, onde explana esta teoria, que reafirmou novamente numa palestra da Ted-X Columbus no final do ano passado que correu mundo. Nesta palestra, Wendt arranca precisamente com os três vídeos cuja autenticidade foi agora confirmada pelo pentágono.


“A primeira responsabilidade dos académicos é dizer a verdade. E a verdade é que não temos ideia do que são os Ovnis, e ninguém em posição de poder ou autoridade está a tentar descobrir. Isso deveria surpreender e perturbar todos nós ”, afirma. Como o estado moderno é antropocêntrico, há quem entenda que a soberania do estado pode estar em causa se forem encontradas outras formas de vida que não sejam terrestres, defende.

Numa entrevista que deu agora à Vox, Wendt sublinha que a conspiração de silêncio persiste, mesmod epois da confirmação oficial dos vídeos. “Embora a Marinha agora diga: “Ei, temos OVNIs em filme, aqui estão eles”, os cientistas ainda não vão estudá-los. Parece haver algo que impede a comunidade científica de se centrar neste fenómeno, mesmo que qualquer outra coisa tão remotamente interessante possa gerar dinheiro ilimitado para pesquisa”, acusa.

Diz que recebeu “muitos emails de cientistas individuais em resposta à palestra no TEDx. “Todos disseram a mesma coisa, ou seja, “Obrigado, gostaríamos de poder estudar isso, mas não podemos, porque nossas vidas dependem de receber doações do governo e de outros institutos de investigação. Se se alguém começa a assustar-se porque estão interessados ​​em OVNIs, boom, não recebem um centavo e suas carreiras estarão no charco”, conta.

Sobre a questão de fundo, ou seja, se existe vida-extraterrestre, diz: “ Certamente acredito que é muito provável que exista vida extraterrestre em algum lugar do universo, e suspeito que até a maioria dos cientistas possa concordar com isso agora”. E acrescenta: “Acho que as chances são altas o suficiente para que devamos investigá-lo. É simples.”

domingo, 17 de maio de 2020

Deputado do PS defende que há crianças trocadas nas maternidades a mando das Secretas


Movimento é encabeçado por Luís Pedro Gonçalves, o deputado do PS na Assembleia Municipal do Seixal

Há vários cartazes espalhados pelas ruas e quem os anda a colar pelas zonas do Marquês de Pombal, pelas ruas e estradas do Porto, por Almada, Seixal, Alenquer, Alverca, Montijo, Barreiro, Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Óbidos, Moita, Amadora, Sintra, Oeiras, Castanheira do Ribatejo, Alenquer e Carregado, é um deputado do PS do Seixal, que fundou em 2016 uma ONG com o mesmo nome, escreve a Visão. 

“Não Troquem os Nossos Bebés”, é esta a mensagem dos cartazes e o deputado defende que há crianças que andam a ser trocadas nas maternidades portuguesas, a mando dos serviços de Informações portugueses.

Já a página do Facebook é a voz online de um movimento que, em julho de 2016, se transformou numa organização não governamental (ONG) e acredita que existe uma prática “de troca de bebés em maternidades portuguesas promovida por técnicos ao serviço do Estado Português”.

Mas afinal, em que é que o deputado se baseia para fazer uma afirmação destas? Ora, se o tom de pele da criança é mais claro ou mais escuro que o dos progenitores, “então certamente houve troca”. Se um filho não é parecido aos seus pais ou se dois irmãos têm tons de pele claramente distintos é porque “há troca de bebés”, refere a mesma publicação. 

Mas há mais. “Nesta foto, parece-lhe reconhecer os traçoes do americano Leonardo Di Caprio mas com ‘uns quilinhos a mais’? Na realidade é o russo Roman Burtsev, um óbvio parente, (afinal não reconheceu de imediato os traços do americano)? É que ou o ADN é relevante, ou não…e já vimos que é! Sim, USA e Rússia trocam bebés!”, pode ler-se numa das publicações feitas na página do Facebook.

O movimento é encabeçado por Luís Pedro Gonçalves, o deputado do PS na Assembleia Municipal do Seixal e, em declarações à Visão, afirmou que o movimento foi feito por razões pessoais: “A minha família é trocada. Ainda não sou pai, mas quando for não quero correr esse risco. Adoro a minha família, mas não tenho vínculo biológico com os meus pais.”, disse o responsável, ao que a revista perguntou: “Mas é adotado?”. O deputado esclarece. “Sinto-me como se fosse. Não quero falar muito sobre isso, em consideração aos meus pais. Volto a dizer: eu adoro-os. Mas não tenho qualquer semelhança física com eles. Em vez disso, já me cruzei com pessoas que têm as mesmas características físicas que eu mas que oficialmente não são meus familiares.”

A mesma publicação insistia e perguntava ao socialista se não acharia normal “que possam existir pessoas parecidas que não sejam familiares”. “Parentes biológicos devem ter um nível de semelhança física. Os filhos são sempre parecidos com os pais. Se os dois pais são da mesma altura, por exemplo, um filho não pode ser muito mais baixo nem muito mais alto. A falta de semelhanças significa que foram trocados.”, respondeu Luís Pedro Gonçalves.

Na mesma conversa, a Visão perguntava ao homem por que razão as Secretas teriam interesse em trocar crianças nas maternidades, a resposta dada foi esta: “Não sei muito bem o interesse, mas que acontece, acontece. O poder político em algum momento deu essa ordem. As secretas obedecem ao poder político.”

O homem acabava sempre por responder muito vagamente às questões que lhe eram colocadas, tendo sempre dado exemplos concretos de famosos. “Não conheço ninguém que junte dois Rotweiler e faça nascer um pastor alemão. Não é assim que a natureza funciona.”. 

No entanto, o deputado socialista explica que este movimento nada tem a ver com questões políticas, fundamento racial ou objetivos de propaganda, esclarecendo que todos os cartazes foram pagos por si, uma vez que a organização “não aceita donativos em dinheiro”.

“Quem nos quiser ajudar poderá pagar diretamente os cartazes e ajudar a afixá-los, mas não poderá dar dinheiro. Não estamos a fazer isto para cobrar nada a ninguém. Não estamos a vender nada. Ficou definido que aqui todas as pessoas trabalham pro bono. Já me perguntaram se patrocino alguma clínica ou se vendo testes de ADN, o nosso objetivo não é esse. Queremos simplesmente denunciar, apelar a que as pessoas denunciem, informar os portugueses e pressionar os políticos para que se pare com esta prática. Apoiaremos um candidato à Presidência da República que queira fazê-lo. Não queremos estimular revoltas, apenas questionar. A nossa página é compatível com a democracia.”, revelou Luís Pedro Gonçalves.

Além dos cartazes e da página do Facebook, os criadores do movimento explicam como é que a ONG funciona, afirmando que esta pretende defender o fim da prática da troca de bebés que tem sido realizada durante gerações.


Fonte: Jornal SOL

sábado, 16 de maio de 2020

Marinha dos EUA divulga novos relatórios de incidentes com OVNIs


A Marinha dos EUA divulgou oito relatórios de avistamentos de OVNIs por pilotos entre 2013 e 2014. Há um relatório que o Pentágono parece oferecer alguma resistência em divulgar.

A Marinha norte-americana divulgou novos relatórios de incidentes com objetos voadores não identificados (OVNIs). Ainda no fim de abril, o Pentágono divulgou vídeos que retratam pilotos da Marinha a avistar aquilo que descrevem como descrevem “fenómenos aéreos inexplicáveis”.

Os relatório agora divulgados a pedido do portal The Drive dão conta de oito incidentes no oceano Atlântico, na costa leste dos Estados Unidos. Sete dos relatórios de perigo são de pilotos de F/A-18F Super Hornets, relativos a acontecimentos entre 2013 e 2014. O outro foi avistado por um EA-18G Growler.

Num dos relatórios, o piloto descreve que as “aeronaves desconhecidas pareciam ser prateadas e pequenas, aproximadamente do tamanho de uma mala“. Curiosamente, nenhuma aeronave tinha permissão para estar naquele espaço aéreo naquele momento.

“O objeto era tão pequeno que era quase impossível detetá-lo a olho nu à distância… Isto representa uma preocupação significativa de segurança”, alerta o piloto da Marinha norte-americana.

Apenas um mês mais tarde deste estranho avistamento, surge um novo relatório. “Esta foi a segunda ocorrência do esquadrão nos últimos meses. A operação de [veículos aéreos não tripulados] e outros dispositivos aéreos deve ser adequadamente coordenada e comunicada para manter a tripulação informada e segura”, diz um outro piloto.

Segundo a VICE, todos os relatórios retratam situações semelhantes: o piloto avista algo no céu, consegue rastreá-lo durante alguns instantes e acaba por perdê-lo de vista.

O avistamento de OVNIs parece quase tornar-se algo mundano com estas duas divulgações recentes por parte do Pentágono e da Marinha. Contudo, o The Drive realça que há alguns relatórios cujo acesso parece não ser tão fácil.

O site refere-se particularmente ao avistamento de um OVNI por pilotos do USS Nimitz, em 2014. Um comandante da Inteligência enviou um relatório do incidente por email para uma base da Marinha em San Diego. No entanto, o comandante que o recebeu eliminou-o e não encaminho o relatório para os seus superiores.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Segredos e vigilâncias. Uma viagem ao mundo da ciberdefesa militar


Há um ciber exército a crescer nas Forças Armadas Portuguesas. O que faz, onde está e como vai para a guerra todos os dias? Os inimigos são, muitas vezes, hackers a soldo de estados estrangeiros

Percorre-se um longo corredor com portas codificadas e segurança até chegar à "frente de batalha". Não há trincheiras, não cheira a morte, nem há feridos caídos. Há militares fardados sentados em frente a computadores, com as retinas fixadas nos números 0 e 1 que preenchem os monitores.

Há uma parede totalmente coberta por um ecrã gigante onde se vêm mapas do mundo, com diversos pontos assinalados por luzinhas de várias cores, gráficos, tabelas, muitos números e nomes de alguns países. Não há armas, mas dali pode partir uma guerra. Ali há batalhas diárias contra muitos inimigos estrangeiros, por vezes a soldo de governos.

Desde que foi criado em 2015 a equipa do Centro de Ciberdefesa triplicou e em 2023 terá 10 vezes mais soldados  © Ricardo Pinho / EMGFA

Os estragos que podem provocar são tremendos. Podem parar um país, roubar segredos, enfraquecer Estados e comprometer alianças. A defesa é, por isso, muito robusta e permanente.

Estamos no Centro de Ciberdefesa (CCD), situado no coração do quartel-general do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), um dos pontos nevrálgicos melhor guardados dos militares, onde cresce um autêntico exército de "ciberoperacionais" - desde que foi criado em 2015 a equipa triplicou e em 2023 terá 10 vezes mais soldados.

Protegem toda a rede de informações e comunicações da Defesa Nacional, que é a "espinha dorsal" do comando e controlo das Forças Armadas, por onde passam muitos documentos estratégicos e operacionais de organizações internacionais que Portugal integra, como a NATO.

Cyberpunks e mercenários

"A guerra existe e está a acontecer. Os ataques são diários e cada vez mais sofisticados. Há todos os dias centenas de tentativas de penetração nos nossos sistemas de defesa, como que a tentar arrombar as portas de um quartel. Grande parte é praticada pelos chamados cyberpunks, ou hacktivistas, que andam permanentemente a tentar encontrar nos nossos serviços alguma "frincha" para entrar. Depois há os mais graves, de hackers mercenários, contratados por governos de outros países, que têm vindo a aumentar nos últimos tempos, para uma média diária de cerca de uma dúzia", admite o Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, adjunto de Planeamento e Coordenação EMGFA, responsável pela estratégia deste que é o mais recente domínio operacional militar, a par do ar, mar e terra - o ciberespaço.

O comandante do Centro de Ciberdefesa, Helder Fialho (de pé) dá instruções ao ciberoperacional  © Ricardo Pinho / EMGFA

Revela que para esta "guerra" conta também com civis, "alguns jovens universitários" que fazem parte duma rede informal de "voluntários" que "trabalham em conjunto com os militares de forma cooperativa para a preservação de alguma soberania digital".

"Os ciberataques, com sucesso, podem afetar a nossa economia, a propriedade intelectual, as decisões políticas, a atividade militar, as forças de segurança, em resumo o Estado em geral"

Usam software "open source", numa estratégia para evitar portas de intrusão escondidas, colocadas por empresas, ou agências especializadas, na procura de soluções para tornar os sistemas mais seguros. "Chamamos-lhes os "hackers do bem"", sorri este oficial da Marinha. "Os ciberataques, com sucesso, podem afetar a nossa economia, a propriedade intelectual, as decisões políticas, a atividade militar, as forças de segurança, em resumo o Estado em geral", alerta.

Para tirar a fotografia da grande sala de operações, o ecrã gigante é provisoriamente desligado - fica só um fundo azul e o símbolo do Centro de Ciberdefesa - pois quem analisasse à lupa a imagem poderia ver identificados países, que se encontram entre os principais suspeitos das tentativas de entrada nos sistemas de defesa portugueses e dos aliados da NATO. Ou endereços de internet que estão na lista negra dos que já foram usados por hackers profissionais noutros países.

Ameaça de Moscovo?

Faz parte das regras não revelar se houve ataques com sucesso pois isso seria assumir fraquezas. Mas é de conhecimento público que no ano passado houve um um grave ciberataque que atingiu o sistema de correio eletrónico de militares e civis no ministério da Defesa Nacional. Foi o próprio Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro, a confessá-lo num programa de debate televisivo.

Foram os serviços de informações de países aliados europeus da NATO que alertaram as autoridades portuguesas para ações de espionagem russa

Segundo o jornal Público, foram os serviços de informações de países aliados europeus da NATO que alertaram as autoridades portuguesas para ações de espionagem russa. Questionado se confirmava o ataque, Gouveia e Melo fechou o seu rosto compenetrado de submarinista (esteve embarcado 18 anos nos submarinos da Marinha) habituado ao silencioso serviço do mar profundo. Não disfarçou o incómodo da pergunta mas recusou-se a comentar.

O vice-Almirante Gouveia e Melo, adjunto para o planeamento do EMGFA, com o comandante do CCD e com o responsável da área tecnológica  © Ricardo Pinho / EMGFA

Diversos países estavam, no outono passado, a braços com hackers que os diferentes serviços de informações relacionavam com Moscovo. Silva Ribeiro não concretizou a origem dos ataques - nem Gouveia e Melo o quis agora fazer. "Não é uma pessoa normal, sozinha, que faz isto. Requer capacidades tecnológicas, um Estado por detrás a sustentar isto", frisou, na altura, o CEMGFA.

Aprenderam-se lições e corrigiram-se os pontos fracos, parte deles erros humanos de procedimentos de segurança. "A defesa dos sistemas e a nossa capacidade de deteção e eliminação dos ataques saíram muitíssimo reforçadas", afiança Gouveia e Melo

Aprenderam-se lições e corrigiram-se os pontos fracos, parte deles erros humanos de procedimentos de segurança. "A defesa dos sistemas e a nossa capacidade de deteção e eliminação dos ataques saíram muitíssimo reforçadas", afiança Gouveia e Melo.

"Ganhámos uma batalha, mas a guerra continua. Apesar de todos sabermos qual é a proveniência dos ciberataques mais sofisticados, através de toda a partilha de informação que existe entre os aliados da NATO e serviços de informações, é sempre muito difícil, quase impossível, prová-lo", prossegue.

Multiplicar por 10 os ciberoperacionais

Este Oficial General prefere não revelar quantos militares estão agora aqui destacados - todos com formação superior em tecnologias de informação, informática e outras especialidades - porque entende que isso revelará as nossas capacidades e poderá ser usado pelos "inimigos". No entanto, estima-se que o objetivo é que este ciber exército integre, pelo menos, cerca de uma centena de peritos. Até 2030 está previsto um investimento neste "ramo" da ordem dos 45,4 milhões de euros, no âmbito da Lei de Programação Militar.

Devido às medidas de prevenção contra a covid-19 o número de operacionais presentes é reduzido. Tal como em todas as unidades das Forças Armadas foram criadas equipas "espelho" que se vão revezando todos os 14 dias.

Gouveia e Melo sublinha que "desde o início da pandemia os ataques triplicaram; primeiro porque as infraestruturas do Estado tiveram de rapidamente começar a operar em teletrabalho, sem tempo para aplicar soluções seguras, o que as torna mais vulneráveis; segundo, porque houve uma visão oportunista do outro lado para aproveitar a preocupação das pessoas com a doença, enviando, por correio eletrónico, mensagens de phishing com suposta informação útil e científica, para infetar os computadores".

Neste momento, afiança este oficial, está a ser criado um novo sistema de comunicações interno, que pode substituir um Whatsapp, Zoom ou Microsoft Teams, só para o EMGFA. "É fulcral garantir a segurança das informações", sublinha.

Identificar atores do ciberespaço

O comandante do Centro de Ciberdefesa é Helder Fialho, um oficial da Marinha, com especialização em Comunicações e Guerra Eletrónica e Pós-graduado em Sistemas de Informação pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC). É notório o seu entusiasmo e a sua dedicação quando nos descreve o trabalho que coordena.

Helder Fialho comanda o Centro de Ciberdefesa. É oficial da Marinha especialista em comuniações e guerra eletrónica  © Ricardo Pinho / EMGFA

Na sala de operações, explica, "há uma frontline de sargentos, que fazem a primeira triagem das tentativas de intrusão, monitorizando alterações de padrão. Numa segunda linha estão oficiais peritos que analisam a informação do incidente e verificam o nível do ataque. Numa terceira linha é feita uma análise mais aprofundada, o cruzamento de dados com outros países e a caracterização detalhada do incidente".

Nesta área de operações do CCD existe uma "célula de informações" do ciberespaço, que procura e analisa informações de eventuais ameaças, através de operações exploratórias, e lança alertas às várias entidades nacionais.

Uma das funções é identificar os chamados TTP (Tactics, Techniques and Procedures) de grupos/atores do ciberespaço que possam comprometer a segurança das redes da Defesa. São uma espécie de profilers. Sabendo o seu modus operandi, são criados sistemas de defesa preventiva para potenciais ataques.

"A grande força da ciberdefesa é a partilha de informação. Temos uma rede gigantesca", completa Gouveia e Melo. O CCD integra em Portugal o designado G4, juntamente com o Centro de Cibersegurança, o Serviço de Informações de Segurança e a Polícia Judiciária, que prestam "um excelente serviço".

Internacionalmente, a mais valia da partilha de informação para as Forças Armadas vai para a NATO, em cujas plataformas de segurança do ciberespaço os aliados partilham todas as informações dos incidentes que os atingem.

Fonte: DN
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...