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terça-feira, 16 de junho de 2020

Vulcão das Sete Cidades é dos mais perigosos dos Açores


Em cenário de explosão do vulcão das Sete Cidades Ponta Delgada fica coberta com um metro de detritos

É considerado um dos vulcões mais perigosos dos Açores, embora historicamente não se registe nenhuma erupção em terra desde o século XV, e por isso seja considerado adormecido. O vulcão das Sete Cidades foi o último vulcão mais activo nos últimos 5 mil anos, com pelo menos 17 erupções explosivas traquíticas, algumas das quais subplinianas, que ocorreram dentro da caldeira do cume, o que o torna o vulcão central mais activo do arquipélago nesse intervalo de tempo. É por isso que o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado já que em alguns cenários e consoante o vento, os piroclastos originários de uma erupção podem chegar a Ponta Delgada que ficaria coberta com um metro destes fragmentos. 

O alerta consta de um artigo científico, publicado em Maio de 2019 e agora incluído no volume especial da revista científica “Frontiers in Eath Science” que é dedicado a vulcões de ilhas oceânicas “Ocean Island Volcanoes: Genesis, Evolution and Impact” [Vulcões de ilhas oceânicas: origem, evolução e impacto], que teve a coordenação editorial do investigador Adriano Pimentel, do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) e do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR) da Universidade dos Açores.

O artigo científico intitulado “Biased Volcanic Hazard Assessment Due to Incomplete Eruption Records on Ocean Islands: An Example of Sete Cidades Volcano, Azores” [Avaliação de risco vulcânico parcial devido a registos incompletos de erupção nas ilhas do oceano: um exemplo do vulcão das Sete Cidades, Açores] é da responsabilidade de Ulrich Kueppers, da Universidade de Munique na Alemanha, Adriano Pimentel, do CIVISA e do IVAR, Ben Ellis, da Universidade de Zurique, na Suíça, Francesca Forni, da Universidade de Zurique, na Suíça, Julia Neukampf, da Universidade de Zurique, na Suíça, José Pacheco, do IVAR, Diego Perugini, da Universidade de Perugia, em Itália, e Gabriela Queiroz, do CIVISA. 

De acordo com o artigo científico, com base em mapas, os investigadores reconstruíram os parâmetros da fonte eruptiva de três erupções intra-caldeira recentes no vulcão das Sete Cidades e modelaram a dispersão de piroclastos para avaliação de riscos associados. 
Os modelos mostram que há “uma alta probabilidade” que erupções explosivas afectem o terço ocidental da ilha de São Miguel bem como a parte central da ilha. 

Simulações de queda de piroclastos

Foi usado um modelo de queda de piroclastos para reconstruir a dispersão e a espessura do depósito de queda de pedra-pomes na Formação de Santa Bárbara. O modelo assume que o transporte de partículas é controlado pelo efeito do vento; devido à turbulência atmosférica e pela velocidade de assentamento das partículas. Três cenários de queda de piroclastos foram simulados para obter os parâmetros da fonte eruptiva, as condições do vento e produzir mapas de risco vulcânico. Todos os três cenários assumem uma localização de ventilação única no centro da caldeira das Sete Cidades actualmente. 

Três cenários

O primeiro cenário assume uma pequena erupção subpliniana com ventos a soprar de Oeste-Sudoeste, com 0,19 quilómetros de pedra-pomes a cair de uma coluna de 12 mil metros de altura e a cobrir a zona Nordeste, entre João Bom e Capelas, com um depósito de até três metros de espessura. Neste primeiro cenário, a maior parte do material expelido vai ser depositado no oceano e dependendo do vento, onda e correntes, grandes quantidades de pedras-pomes podem permanecer à tona por semanas a meses o que afectará severamente - se não parar - operações marítimas ao longo da costa norte de São Miguel e tornar portos de pesca (como Rabo de Peixe) não operacionais. As cinzas vulcânicas fechariam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o fecho parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego entre ilhas. A nuvem de cinzas pode chegar à Europa. Neste cenário, a parte central e oriental de São Miguel não é afectada pela queda de piroclastos e provavelmente pode servir como área de retiro em caso de evacuação.

O cenário dois é responsável por uma maior erupção subpliniana com ventos soprando de Sudoeste a menor altitude e de Oeste-Noroeste a altitude mais alta. Expelindo aproximadamente 42% mais piroclastos, com uma coluna de erupção a 17.000 metros de altura. Espera-se que os depósitos se estendam mais a Oeste até aos Mosteiros e cubram a maior parte das áreas ao longo da costa norte de São Miguel (nomeadamente Capelas, Rabo de Peixe, Ribeira Grande, Porto Formoso e Maia) com 10 a 25 centímetros de piroclastos. Como a área directamente afectada é substancialmente maior e compreende aproximadamente metade da ilha de São Miguel, o movimento humano será afectado cortando a estrada principal ao longo da costa Norte. O depósito de pedra-pomes pode provavelmente ter um impacto severo nas duas centrais geotérmicas localizadas na encosta norte do vulcão do Fogo. Afectaria as operações marítimas, as cinzas vulcânicas interromperiam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o encerramento parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego das ilhas. Neste cenário, a parte sul de São Miguel não é afectada e pode servir como área de retiro em caso de evacuação da costa norte. 

O terceiro cenário baseia-se numa erupção hipotética futura, com os mesmos parâmetros de origem eruptiva do cenário dois, com condições de vento a soprar em direcção a Ponta Delgada. Os parâmetros da fonte eruptiva (volume de erupção 0,27 quilómetros e altura da coluna 17.000 metros) sugerem que mais de 100 mil pessoas vivem em áreas que podem ser afectadas por até um metro de piroclastos em queda, incluindo Ponta Delgada (com Fajã de Cima, Fajã de Baixo e São Roque) e Lagoa. Esta espessura de piroclastos é suficiente para causar o colapso de quase todos os edifícios, incluindo construções modernas reforçadas com cimento. Neste cenário, aponta o estudo, o aeroporto, o principal porto e infra-estruturas críticas, como o hospital não estarão operacionais, impedindo medidas de evacuação ou chegada de bens de primeiros socorros. Em constante direcção e intensidade do vento, a nuvem de cinzas alcançaria a Madeira e Canárias dentro de 1 ou 2 dias e afectariam o tráfego aéreo para essas ilhas, no Norte da África e entre a Europa e América do Sul.

Conclusões

Desta forma o estudo refere que o potencial risco vulcânico do vulcão das Sete Cidades “não deve ser subestimado e a probabilidade de futuras erupções explosivas não deve ser ignorada”. Este trabalho representa uma primeira tentativa de realizar uma avaliação realista do impacto de uma grande erupção explosiva do vulcão das Sete Cidades na ilha de São Miguel, podendo as informações obtidas no estudo ser adoptadas como características da avaliação de risco para outras ilhas oceânicas vulcânicas propensas a erupções explosivas. 

Em jeito de conclusão, os investigadores referem que os dois primeiros cenários mostraram a forte influência do vento na dispersão dos piroclastos. Sendo que os parâmetros restritos da fonte eruptiva foram usados para prever um terceiro cenário, assumindo o vento soprando em direcção à capital da ilha. Nesse pior, mas plausível cenário, a cidade de Ponta Delgada (incluindo o principal porto, hospital e aeroporto) e as comunidades vizinhas seriam afectadas por até um metro de piroclastos.

Os investigadores referem que embora o vulcão das Sete Cidades não tenha entrado em erupção nos tempos históricos, o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado. Cenários piores, como o considerado no cenário três, precisam de ser incluídos em abordagens holísticas da avaliação de risco vulcânico em ilhas vulcânicas activas. 

Carla Dias

sábado, 13 de junho de 2020

Medusa raríssima só vista 3 vezes na história aparece em VÍDEO na costa italiana


Tendo o nome científico Drymonema dalmatinum, a raríssima medusa foi filmada por mergulhadores na costa de Miramare, na província italiana de Trieste.

Segundo a comunidade científica, a medusa pode ser a maior e a mais rara de toda a região do Mediterrâneo.

Até sua última aparição, o animal marinho, de cerca de 40-50 centímetros, foi avistado em 2014, também na costa da Itália. Os outros avistamentos de que se tem registo ocorreram em 1880 e 1945.

"A Drymonema foi vista pela primeira vez na costa da Dalmácia em 1880 pelo naturalista alemão Ernst Haeckel", publicou o Daily Star citando a organização Riserva Marina di Miramare, cujos mergulhadores filmaram o animal.

"Este avistamento de nossos mergulhadores, que viram a medusa durante uma patrulha de rotina na reserva, é verdadeiramente excepcional", acrescentou a organização.

Apesar de sua beleza e raridade, especialistas alertam sobre o perigo do encontro com o animal, tendo em vista seu veneno.


Fonte: Sputnik News

terça-feira, 9 de junho de 2020

NASA alerta para aproximação de mais 5 asteroides à Terra


A NASA advertiu sobre uma nova série de cinco asteroides que se aproximam da Terra esta semana, e recordou sobre a necessidade de desenvolver sistemas de defesa planetária contra estes corpos celestes.

O evento começou com dois asteroides, o 2013 XA22 e o 2020 KZ3, de 94 e 20 metros respectivamente, que passaram próximo de nosso planeta esta segunda-feira (8), a distâncias de 2,9 milhões e 1,2 milhão de quilómetros, conforme a agência espacial norte-americana.

A distância média entre a Terra e a Lua é de 385 mil quilómetros, pelo que o 2020 KZ3 não representa qualquer ameaça para o nosso planeta.

O próximo, 2020 KY, que mede 20 metros de diâmetro, surgirá esta quarta-feira (10) e passará a uma distância segura de 6,6 milhões de quilómetros.

Ele será seguido por outro asteroide de tamanho semelhante, que se aproximará a 5,8 milhões de quilómetros na quinta-feira (11). No mesmo dia, outro asteroide de 18 metros passará a uma distância de 3,7 milhões de quilómetros.

Embora nenhum dos cinco asteroides represente perigo, eles ainda podem ser considerados preocupantes, já que quatro deles foram detectados apenas em meados do mês passado, de maneira que, caso fossem uma ameaça à Terra, a Humanidade teria muito pouco tempo para se preparar para evitar o impacto ou desviá-los.

É a segunda semana consecutiva que ao menos cinco asteroides passam próximo da Terra, algo que recorda a ameaça potencial que estes objectos representam para a Terra, assim como a necessidade de desenvolver um sistema de aviso prévio.

Fonte: Sputnik News

domingo, 7 de junho de 2020

Descobrem uma piscina natural "completamente intocada" e inexplorada por humanos numa caverna no Novo México


Acredita-se que o pequeno lago, localizado a mais de 200 metros de profundidade, tenha evoluído ao longo de milhares de anos e nunca tenha sido tocado por seres humanos.

Uma impressionante piscina natural foi encontrada a cerca de 200 metros de profundidade no Parque Nacional das Cavernas de Carlsbad, no estado americano do Novo México.

"A piscina subterrânea, que está no Lechuguilla Cave, ao que parece ser completamente despoluído "escreveu na página de Facebook do Parque Nacional geocientista Wisshak Max, que em outubro 2019 liderou a expedição que descobriu o lago. Wisshak acrescenta que o corpo de água é revestido por pequenas estalactites que possivelmente correspondem ao que os cientistas chamam de "dedos da piscina", que podem ser "colónias bacterianas que evoluíram sem nenhuma presença humana".

"A exploração de cavernas às vezes produz vistas maravilhosas ", acrescentou Wisshak postando uma foto da piscina, um pequeno lago azul leitoso de água numa rocha branca. O especialista indicou que a equipe de pesquisadores "tomou precauções especiais para garantir que os contaminantes não fossem introduzidos nesses corpos d'água".

"Este lago está isolado há centenas de milhares de anos e nunca havia visto luz antes daquele dia ", disse Rodney Horrocks, chefe de Recursos Naturais e Culturais do Parque Nacional Carlsbad Cavern, à mídia local .

Wisshak acrescentou, por sua vez, que "essas piscinas intactas são cientificamente importantes porque as amostras de água são relativamente livres de contaminantes e os organismos microbianos que podem habitá-las são apenas os encontrados nela".

Fonte: RT

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Microsoft despede jornalistas para os substituir por Inteligência Artificial


O Homem continua a ser substituído pela máquina em muitas áreas. Trata-se, na verdade, de uma evolução natural que ocorre já desde a primeira Revolução Industrial no final do século XVIII e início do século XIX. Mas este continua a ser um tema que provoca contestações por causa dos empregos que são substituídos no curto prazo.

A substituição de jornalistas por sistemas de Inteligência Artificial não é um tema novo, só que agora chegou a uma das grandes empresas de tecnologia. A Microsoft está a despedir jornalistas para dar lugar à Inteligência Artificial para a seleção e edição de artigos nas plataformas Microsoft News e MSN.

Jornalistas da Microsoft substituídos por Inteligência Artificial

A Microsoft conta com uma equipa de jornalistas dedicada à seleção de notícias e histórias que surgem nas suas plataformas dedicadas, como são o MSN e o Microsoft News. No entanto, a empresa começou a dispensar estes profissionais para colocar a Inteligência Artificial (AI) a escolher as notícias e outros conteúdos aí apresentados.

Pelo mundo inteiro, a imprensa foi gravemente afetada pela pandemia COVID-19, com quebras abruptas nas receitas de publicidade. Contudo, a Microsoft garante que esta medida nada tem a ver com a pandemia, tratando-se apenas de mais uma reestruturação da empresa.

Como todas as empresas, avaliamos os nossos negócios regularmente. Daí pode resultar um aumento do investimento em algumas áreas e, de tempos em tempos, ajustes noutras. Estas decisões não são o resultado da atual pandemia.

Refere um porta-voz da empresa.

Segundo o Business Insider, cerca de 50 empregos serão afetados nos Estados Unidos. Mas não será só no país de Trump que haverá perdas, por exemplo, no Reino Unido, serão mais 27 pessoas.


Há cerca de 2 anos, com o lançamento do serviço Microsoft News, a empresa chegou a revelar que contava com mais de 800 editores a trabalhar em 50 locais diferentes, um pouco por todo o mundo.

A Microsoft tem vindo gradualmente a introduzir a AI na criação e seleção dos seus conteúdos jornalísticos, e este ajuste é só mais um passo neste processo.

Fonte: Pplware

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Abelhões picam as folhas das plantas para fazê-las florescer mais depressa


Um novo estudo sugere que os abelhões encontraram uma forma astuta de forçar as plantas a florescer para terem pólen à sua disposição.

De acordo com o site Science Alert, os abelhões (Bombus terrestris) usam as suas mandíbulas e probóscides para fazer buracos nas folhas das plantas, fazendo com que estas floresçam semanas mais cedo do que o suposto.

Pesquisas anteriores descobriram que a indução de stress nas plantas pode acelerar o seu florescimento. Por isso, investigadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, levantaram a hipótese de que, se os abelhões não estavam a comer as folhas ou a usá-las para ninhos, talvez estivessem mesmo a provocar o stress na planta para ter mais pólen.

Para testar esta ideia, a equipa colocou gaiolas sobre mostarda-preta (Brassica nigra) e tomate (Solanum lycopersicum) que não era suposto florescerem, e libertou abelhões famintos e privados de pólen lá dentro.

Para ter termo de comparação, os cientistas colocaram mais plantas destes dois tipos numa estufa sem abelhões e, num outro grupo de controlo, os próprios investigadores fizeram buracos nas folhas da mesma forma que estes animais faziam.

Os resultados foram surpreendentes. As plantas de mostarda-preta “mastigadas” pelos abelhões floresceram, em média, 16 dias antes das outras, e as plantas do tomate floresceram até 30 dias antes.

A equipa também descobriu que os abelhões privados de pólen causaram danos significativamente maiores às plantas do que as abelhas com comida suficiente, sugerindo que a fome impulsiona o ritmo a que os abelhões as danificam.

No caso das plantas em que os buracos foram feitos pelos investigadores, também floresceram mais cedo do que o normal, mas não tanto: as plantas de mostarda-preta danificadas floresceram oito dias antes, e o tomate apenas cinco.

Os cientistas ainda não sabem explicar o porquê desta diferença, mas é possível que os abelhões libertem uma substância química que desencadeie uma resposta mais forte nas plantas. Neste caso, será necessária mais investigação para perceber isso com certeza.

O estudo foi publicado, na última sexta-feira, na revista científica Science.

Fonte: ZAP

Covid19 - Sera Esta a Verdade do Covid Carlos S Silva


Covid19 / Coronavírus - E se esta fosse TODA A VERDADE?

Fonte: Facebook

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Um terço dos americanos não acredita que o azeite vem das azeitonas


Uma sondagem realizada junto de 1.500 consumidores norte-americanos revela muito desconheciomento acerca do azeite que ainda só é usado por menos de metade das famílias daquele país

Um em cada três americanos não acredita ou não tem certeza de que o azeite é feito a partir de azeitonas, revela uma sondagem divulgada esta quarta-feira pela Associação Norte-Americana de Azeite (NAOOA).

De acordo com o site da Olive News, que cita aquela associação, a sondagem foi realizada junto de 1.500 consumidores, sobre as suas perceções sobre o azeite e a azeitona e “os resultados demonstram claramente uma confusão significativa em torno deste produto”.

O diretor executivo da NAOOA, Joseph R. Profaci, reconhece, segundo a Olive News, que o azeite é considerado o óleo mais saudável pela grande maioria dos americanos, mas é usado em menos da metade das famílias pesquisadas.

Já quanto à confusão em relação à origem do azeite, os resultados do inquérito da NAOOA indicam que pode ter a ver com a rotulagem das embalagens e com a terminologia usada para descrever o azeite.

DIETA MEDITERRÂNICA PODE POUPAR 20 MIL MILHÕES AOS AMERICANOS

O estudo daquela associação revela também que 60% dos entrevistados não sabem ao certo o que significam os termos "virgem" e "refinado" relacionados ao azeite, apesar do fato de haver diferenças significativas entre os dois. Por outro lado, apenas um terço dos consumidores acredita que o termo "extra" aplicado ao "azeite virgem" é algo mais distinto do que um adjetivo puro de marketing.

As autoridades americanas estão empenhadas, segundo o diretor executivo da NAOOA, Joseph R. Profaci, em incentivar o consumo de azeite associando-o a uma melhoria na saúde cardiovascular. Aliás, a empresa de consultoria Exponent, citada por Profaci, revela que, aumentando apenas em 20% consumo de produtos relacionados com a dieta mediterrânica, da qual o azeite é a pedra angular, os americanos economizariam até 20.000 milhões de dólares em custos com saúde.

Fonte: Expresso

terça-feira, 26 de maio de 2020

Empresa portuguesa cria cabine que faz desinfeção total em 25 segundos


A Starmodular, uma empresa com sede em Belmonte, distrito de Castelo Branco, criou um sistema destinado a espaços abertos ao público que permite a desinfeção total em 25 segundos para evitar a propagação da Covid-19, foi anunciado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa explica que esta solução tem a denominação de “SafePlace” e que se apresenta como uma espécie de cabine que pode ser colocada à entrada de qualquer espaço ou edifício, tornando-se um ponto de passagem obrigatório para quem nele quer entrar”.

A empresa garante que o procedimento de desinfeção é realizado “garantindo a distância de segurança e organizado por uma luz de tráfego que assegura a aproximação individual da pessoa ao sistema“.

Segundo a informação, após a entrada no sistema inicia-se o processo de controlo e desinfeção, que inclui desinfeção inteligente das mãos, a medição inteligente da temperatura corporal e nebulização e limpeza do calçado, demorando, apenas, 25 segundos por pessoa.

“Caso a temperatura corporal do utilizador se revele elevada, o sensor sonoro avisa que não é permitida a entrada”, detalha.

O espaço apresenta-se como uma cabine que tem dois metros de comprimento, 2,13 de altura e um metro de largura e cuja estética “convida” as pessoas a utilizarem o sistema.

A empresa, que tem como ramo de atividade a construção de casas modulares, explica que a ideia de desenvolver esta solução surge pela necessidade imposta pela pandemia, como um contributo para “ajudar da melhor forma que podia”.

O sistema é transportável e destina-se a empresas e serviços, como repartições públicas, restaurantes e cafés, escolas e museus, entre outros. Os primeiros modelos já foram expedidos e devem entrar em funcionamento nos próximos dias.

Portugal contabiliza esta terça-feira 1.342 mortes relacionadas com a covid-19, mais 12 do que na segunda-feira, e 31.007 infetados, mais 219, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Asteroide de 300 metros avança a quase 13 km/s em direcção à Terra


O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS, sigla em inglês) da NASA está observando de perto todos os asteroides que se aproximam da Terra a uma distância de 0,05 unidade astronómica.

O asteroide Apollo 441987, também conhecido como 2010 NY65, segue avançando e deve se aproximar da Terra no dia 24 de junho, segundo rastreamento da NASA.

O corpo celeste mede entre 140 e 310 metros, com base em como reflecte as luzes. Além disso, estima-se que seja um objecto pequeno nos termos da NASA. Entretanto, ele se aproximará a uma velocidade de quase 13 quil+ometros por segundo, chegando tão perto quanto 0,02512 unidade astronómica da Terra.

Como citado anteriormente, o CNEOS da NASA é encarregado de observar todos os asteroides que se aproximam da Terra em 0,05 unidade astronómica, ou aproximadamente 7,5 milhões de quilómetros.

O 2010 NY65, observado pela primeira vez em julho de 2010, passará pelo nosso planeta no início da manhã do dia 24 de junho, a uma distância de 3,7 milhões de quilómetros.

Apesar de ser pequeno, o asteroide 2010 NY65 pode causar danos significativos ao nosso planeta devido aos efeitos secundários, como tsunamis, que podem ser criados mesmo estando distante.

Fonte: Sputnik News

domingo, 17 de maio de 2020

Deputado do PS defende que há crianças trocadas nas maternidades a mando das Secretas


Movimento é encabeçado por Luís Pedro Gonçalves, o deputado do PS na Assembleia Municipal do Seixal

Há vários cartazes espalhados pelas ruas e quem os anda a colar pelas zonas do Marquês de Pombal, pelas ruas e estradas do Porto, por Almada, Seixal, Alenquer, Alverca, Montijo, Barreiro, Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Óbidos, Moita, Amadora, Sintra, Oeiras, Castanheira do Ribatejo, Alenquer e Carregado, é um deputado do PS do Seixal, que fundou em 2016 uma ONG com o mesmo nome, escreve a Visão. 

“Não Troquem os Nossos Bebés”, é esta a mensagem dos cartazes e o deputado defende que há crianças que andam a ser trocadas nas maternidades portuguesas, a mando dos serviços de Informações portugueses.

Já a página do Facebook é a voz online de um movimento que, em julho de 2016, se transformou numa organização não governamental (ONG) e acredita que existe uma prática “de troca de bebés em maternidades portuguesas promovida por técnicos ao serviço do Estado Português”.

Mas afinal, em que é que o deputado se baseia para fazer uma afirmação destas? Ora, se o tom de pele da criança é mais claro ou mais escuro que o dos progenitores, “então certamente houve troca”. Se um filho não é parecido aos seus pais ou se dois irmãos têm tons de pele claramente distintos é porque “há troca de bebés”, refere a mesma publicação. 

Mas há mais. “Nesta foto, parece-lhe reconhecer os traçoes do americano Leonardo Di Caprio mas com ‘uns quilinhos a mais’? Na realidade é o russo Roman Burtsev, um óbvio parente, (afinal não reconheceu de imediato os traços do americano)? É que ou o ADN é relevante, ou não…e já vimos que é! Sim, USA e Rússia trocam bebés!”, pode ler-se numa das publicações feitas na página do Facebook.

O movimento é encabeçado por Luís Pedro Gonçalves, o deputado do PS na Assembleia Municipal do Seixal e, em declarações à Visão, afirmou que o movimento foi feito por razões pessoais: “A minha família é trocada. Ainda não sou pai, mas quando for não quero correr esse risco. Adoro a minha família, mas não tenho vínculo biológico com os meus pais.”, disse o responsável, ao que a revista perguntou: “Mas é adotado?”. O deputado esclarece. “Sinto-me como se fosse. Não quero falar muito sobre isso, em consideração aos meus pais. Volto a dizer: eu adoro-os. Mas não tenho qualquer semelhança física com eles. Em vez disso, já me cruzei com pessoas que têm as mesmas características físicas que eu mas que oficialmente não são meus familiares.”

A mesma publicação insistia e perguntava ao socialista se não acharia normal “que possam existir pessoas parecidas que não sejam familiares”. “Parentes biológicos devem ter um nível de semelhança física. Os filhos são sempre parecidos com os pais. Se os dois pais são da mesma altura, por exemplo, um filho não pode ser muito mais baixo nem muito mais alto. A falta de semelhanças significa que foram trocados.”, respondeu Luís Pedro Gonçalves.

Na mesma conversa, a Visão perguntava ao homem por que razão as Secretas teriam interesse em trocar crianças nas maternidades, a resposta dada foi esta: “Não sei muito bem o interesse, mas que acontece, acontece. O poder político em algum momento deu essa ordem. As secretas obedecem ao poder político.”

O homem acabava sempre por responder muito vagamente às questões que lhe eram colocadas, tendo sempre dado exemplos concretos de famosos. “Não conheço ninguém que junte dois Rotweiler e faça nascer um pastor alemão. Não é assim que a natureza funciona.”. 

No entanto, o deputado socialista explica que este movimento nada tem a ver com questões políticas, fundamento racial ou objetivos de propaganda, esclarecendo que todos os cartazes foram pagos por si, uma vez que a organização “não aceita donativos em dinheiro”.

“Quem nos quiser ajudar poderá pagar diretamente os cartazes e ajudar a afixá-los, mas não poderá dar dinheiro. Não estamos a fazer isto para cobrar nada a ninguém. Não estamos a vender nada. Ficou definido que aqui todas as pessoas trabalham pro bono. Já me perguntaram se patrocino alguma clínica ou se vendo testes de ADN, o nosso objetivo não é esse. Queremos simplesmente denunciar, apelar a que as pessoas denunciem, informar os portugueses e pressionar os políticos para que se pare com esta prática. Apoiaremos um candidato à Presidência da República que queira fazê-lo. Não queremos estimular revoltas, apenas questionar. A nossa página é compatível com a democracia.”, revelou Luís Pedro Gonçalves.

Além dos cartazes e da página do Facebook, os criadores do movimento explicam como é que a ONG funciona, afirmando que esta pretende defender o fim da prática da troca de bebés que tem sido realizada durante gerações.


Fonte: Jornal SOL

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Investigadores da UC utilizam resíduos do fruto da nogueira para o combate a nemátodes parasitas de plantas


Uma equipa de investigadores do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF) e do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) descobriu uma forma de valorizar os resíduos resultantes do processamento do fruto da nogueira, que atualmente não têm qualquer aproveitamento, através da extração de compostos com efeito “nematodicida”, isto é, para o controlo de nemátodes parasitas de plantas que afetam uma ampla gama de espécies economicamente importantes, causando elevadas perdas ao nível da produção (qualidade e quantidade).

Estes novos nematodicidas de origem natural resultam de uma colaboração iniciada há cerca de uma década pelos investigadores Hermínio de Sousa (Departamento de Engenharia Química) e Isabel Abrantes (Departamento de Ciências da Vida), com o objetivo de reutilizar e valorizar resíduos provenientes da indústria agroalimentar através da extração de compostos para posterior utilização em diferentes fins e aplicações.

Nesta procura, os investigadores identificaram dois compostos pertencentes ao grupo das naftoquinonas, que viriam a revelar-se “bionematodicidas” eficazes no combate a nemátodes parasitas de plantas. Os nemátodes parasitas de plantas, com ênfase nos nemátodes das galhas radiculares (Meloidogyne spp.), assim designados por induzirem a formação de galhas no sistema radicular de diversas plantas, são uma das maiores ameaças à produção agrícola em todo o mundo. Estima-se que todos os anos estes nemátodes causem perdas de culturas, a nível mundial, de cerca de 5%, o que constitui um obstáculo à produção agrícola.

As naftoquinonas «são peculiares porque são responsáveis pelo aroma intenso do fruto da nogueira ou da própria árvore. Ao analisar as moléculas das naftoquinonas, verificou-se que estas poderiam funcionar como pesticidas de origem natural por terem semelhanças químicas com moléculas comerciais. Após otimização dos processos de extração, obtivemos um extrato enriquecido em dois compostos: 1,4-naftoquinona e juglona», relatam Carla Maleita e Mara Braga, investigadoras no projeto.

Analisado o extrato obtido, seguiram-se vários testes para verificar a sua eficácia como nematodicida. Os resultados foram muito positivos, revelam as investigadoras da FCTUC: «os compostos ativos identificados no extrato foram testados diretamente em dois tipos de nemátodes fitoparasitas que afetam as culturas do tomateiro e da batateira, nemátodes das galhas radiculares e das lesões radiculares. Ao fim de 72 horas, um dos compostos tinha eliminado mais de 40% dos nemátodes, sem afetar os organismos não alvo do solo e as plantas».

Além de permitir a valorização dos resíduos do fruto da nogueira, como fontes renováveis de produtos à base de naftoquinonas, este estudo contribui igualmente para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável e amiga do ambiente, constituindo uma alternativa à aplicação de nematodicidas sintéticos, que apresentam elevados impactos na saúde humana e no ambiente.

As investigadoras notam que «os resíduos do fruto da nogueira, que apresentam alguma toxicidade, são normalmente colocados em aterros o que pode originar uma grande concentração de naftoquinonas no solo e, eventualmente, a contaminação dos cursos de água ou dos lençóis freáticos».

Embora ainda seja necessário realizar mais alguns ensaios laboratoriais e no campo, a equipa acredita que, a médio prazo, estes extratos possam vir a integrar produtos nematodicidas comerciais «desde que a indústria mostre interesse. Temos vários indicadores de que é possível ter um produto desta natureza e com esta capacidade nematodicida no mercado, uma vez que os extratos desenvolvidos revelaram ser uma alternativa eficaz aos nematodicidas sintéticos», concluem Carla Maleita e Mara Braga.

Cristina Pinto




quarta-feira, 13 de maio de 2020

Asteroide 'potencialmente perigoso' cruzará órbita da Terra


O corpo celeste não é particularmente grande, mas está dentro do limiar do tamanho de asteroides perigosos. O asteroide fará sua aproximação à Terra na próxima semana.

Várias rochas espaciais devem se cruzar com a Terra este mês, mas a maior, e potencialmente a mais perigosa, é o asteroide BQ 1997 da classe Apollo, pois os pesquisadores acreditam que qualquer objecto espacial de quase um quilómetro de diâmetro pode ter consequências devastadoras para o nosso planeta.

A NASA revelou que o asteroide BQ 1997, também conhecido como 136795, irá fazer "forte aproximação" da Terra às 17h45 (hora de Brasília) em 21 de maio, voando a uma velocidade de cerca de 11,6 quilómetros por segundo, indica a agência espacial norte-americana.

A rocha espacial foi observada pela primeira vez em janeiro de 1997, e mede entre 0,668 e 1,493 quilómetros de diâmetro, a julgar pelo seu brilho, nota o portal Space Reference.

O asteroide é considerado "potencialmente perigoso" pela NASA, pois pertence à categoria Apollo de rochas espaciais, cuja trajectória atravessa a órbita do nosso planeta. Mas pode ser muito cedo para soar um alarme, pois o BQ 1997 só se aproximará da Terra até cerca de 6,16 milhões de quilómetros.

No entanto, o Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS, na sigla em inglês) da NASA está monitorizando de perto o objecto, que é considerado maior que 97% dos outros asteroides espaciais em observação.

Quaisquer rochas que estejam próximas de ter um quilómetro de diâmetro podem ser potencialmente perigosas para nosso planeta, revelou em 2018 a Estratégia e Plano de Acção Nacional de Prontidão para Objectos Próximos da Terra.

Entre os possíveis efeitos, poderia criar um impacto regional significativo, com efeitos secundários como tsunamis, sem mesmo fazer contacto com a Terra.

Fonte: Sputnik News

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Empresa portuguesa criou um sistema para medir febre à distância e em dois segundos


“Caso uma temperatura mais elevada seja detetada, o sistema acciona um alarme ou poderá mesmo negar a entrada da pessoa em questão”, diz Jorge Pereira, CEO da Uniksystem.

A empresa nacional Uniksystem criou um «sistema biométrico» para a «deteção de febre à distância» que chega numa altura em que o país está prestes a levantar algumas restrições para relançar a atividade económica.

O Unik Facial Recognition é uma plataforma de controlo de acessos à distância que possibilita um «rápido e preciso rastreio de febre apenas através do reconhecimento facial, garantindo a fluidez da entrada e saída de pessoas».

Esta pode ser uma forma de detetar rapidamente se uma pessoa tem um dos principais sintomas da CovidD19 e, segundo a empresa, pode ser usada em «escolas e universidades, serviços públicos, linhas de produção industriais, escritórios, hospitais, lojas e supermercados, aeroportos, entre outros».

A medição da temperatura por reconhecimento facial com este sistema dura apenas «dois segundos» e pode ser feita em até «cinco pessoas em simultâneo», a uma distância de «dois metros». Sempre que o Unik Facial Recognition reconhecer febre, emite um alerta.

«Caso uma temperatura mais elevada seja detetada, o sistema acciona um alarme ou poderá mesmo negar a entrada da pessoa em questão, estando integrado com um sistema automatizado de controlo de acessos», diz Jorge Pereira, CEO da Uniksystem.

Fonte: JE

terça-feira, 28 de abril de 2020

Buraco na camada do ozono sobre o oceano Ártico fechou-se


Um vórtice polar causou o fenómeno.

Um buraco "sem precedentes" que se abriu há semanas na camada do ozono sobre o Pólo Norte fechou-se, informaram cientistas que observaram o fenómeno.

Tratava-se de um buraco causado por padrões de temperaturas pouco habituais no Ártico. Particularmente frio e ventos fortes que criaram um vórtice polar, explica Copernicus, programa de observação da Terra da União Europeia. 

Os cientistas afirmaram que este fenómeno não esteve relacionado com a redução da poluição, devido ao isolamento causado pela pandemia. "Teve origem num vórtice polar anormalmente forte e duradouro e não em alterações climáticas," esclareceram.

Já tinham existido buracos na camada do ozono naquela região mas este foi o maior. "É a primeira vez que se pode falar sobre verdadeiros buracos no ozono no Ártico", afirmaram os cientistas.
Fonte: CM 

terça-feira, 21 de abril de 2020

Covid-19: Marinha cria protótipo de ventilador de baixo custo


A Marinha deu hoje a conhecer o protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo que foi criado pelos militares e pode vir a ser “produzido em massa” em Portugal, caso surjam empresas interessadas.

“Este ventilador compreende os quatro modos de ventilação mais usados do ponto de vista de cuidados intensivos e já o fizemos a pensar na comunidade médica e também na parte da sustentação do Serviço Nacional de Saúde”, avançou o tenente Tiago Lança, que faz parte da equipa que criou o projeto.

Em declarações aos jornalistas, na Base Naval de Lisboa, em Almada, no distrito de Setúbal, o responsável indicou que a Marinha “não irá produzir o ventilador”, mas está a fazer a parte conceptual para “abrir o leque às indústrias parceiras da Marinha ou empresas que estejam interessadas em desenvolvê-lo”.

Foram quatro militares da Célula de Experimentação Operacional de Veículos Não-Tripulados que tiveram a ideia de desenvolver este protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo que ajude no combate à pandemia da covid-19.

O projeto foi desenvolvido em três semanas e, segundo Tiago lança, a próxima “batalha” será “atingir níveis de fiabilidade e fazer a certificação” para que possa vir a ser "produzido em massa".

“Neste momento estamos a finalizar a parte eletromecânica e do desenho do interface que ainda está a ser programada. A nossa ideia é colocarmos o protótipo numa versão final nas próximas duas ou três semanas para iniciar o processo de certificação”, adiantou.

Segundo o responsável, o equipamento produzido teve um custo de cerca de 1.500 euros, mas “para poder escalar há mais alguns custos”.

Para os militares, este projeto foi um “desafio” porque costumam desenvolver outro tipo de engenharias, mas já estão a conseguir frutos porque tem havido “muito interesse por parte dos parceiros da Marinha”.

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, visitou hoje a Base Naval de Lisboa para ver o centro de acolhimento para doentes de covid-19, mas ficou também a conhecer o novo projeto, que considerou “um trabalho notável de inovação”.

“Temos aqui um exemplo excelente de inovação das Forças Armadas, que têm de se adaptar em qualquer situação de conflito e perante o inesperado. Tivemos uma situação muito inesperada e verificámos que as Forças Armadas souberam adaptar-se e estão a criar as circunstâncias para responder da melhor maneira”, apontou.

No entanto, o ministro não conseguiu precisar se o equipamento poderá ser produzido em Portugal porque ainda “está no processo de certificação” e não se sabe “qual é a possibilidade de fabrico” destes ventiladores em larga escala.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 172.500 mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Fonte: SAPO24

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Drones assassinos autónomos


O video é parte da campanha contra armas com autonomia

O professor da universidade da Califórnia em Berkeley, Stuart Russell, criou 1 vídeo viral de apresentação dos “Slaughterbots“. Conforme Russell, são drones que funcionam de forma autónoma para destruir alvos humanos pré-seleccionados.

A tecnologia foi apresentada durante a Convenção das Nações Unidas sobre Armas Convencionais em Genebra, na Suíça, na última 6a (17.nov). O vídeo é parte de uma campanha para banir armas que funcionam sem o controle de um ser humano.

“Suas crianças provavelmente possuem um desses em casa, certo?“, diz o narrador no começo da apresentação.

O protótipo teria estimulos reflexivos 100 vezes mais rápidos em relação ao humano, com câmaras de reconhecimento facial e explosivos agregados.

“Essa pequena carga é suficiente para penetrar o crânio e destruir seu conteúdo“. Além do teste, imagens que simulam uso da arma na realidade também foram apresentadas.

O embaixador indiano para o desarmamento, Amandeep Gill, disse que os humanos “ainda estão no comando das máquinas“. Gill foi o responsável por presidir o encontro e reafirmou que deve haver cautela ao romantizar ou dramatizar a produção mundial de armamentos.

Assista ao vídeo viral:


Fonte; PODER360

domingo, 12 de abril de 2020

"Acontecimento cataclísmico". Casa Branca foi alertada para ameaça do coronavírus em novembro


A administração de Donald Trump ignorou e acusa agora a OMS de beneficiar a China.

A Casa Branca terá sido informada sobre a existência de um novo coronavírus no final de novembro do ano passado. A notícia é avançada nesta quinta-feira pela ABC News.

Os serviços secretos norte-americanos intercetaram mensagens na China e perceberam que um vírus estava a varrer a região chinesa de Wuhan, mudando os padrões de vida e de negócios e constituindo uma ameaça para a população.

Foi elaborado um relatório, entregue em novembro à administração Trump e no qual se alertava para o que poderia ser um "acontecimento cataclísmico", refere a ABC, citando fontes que tiveram acesso aos documentos entregues ao Governo de Washington.

As preocupações dos serviços secretos foram detalhadas num documento do Centro Nacional de Inteligência Médica (NCMI) das Forças Armadas, avançam à ABC dois oficiais familiarizados com o conteúdo do documento.

As informações recolhidas resultaram, não só da interceção de mensagens, por fio e computador, como de imagens de satélite. A conclusão foi que uma doença fora do controlo representaria uma séria ameaça para as forças norte-americanas na Ásia (que dependem do trabalho da NCMI).

O relatório foi entregue ao Estado-Maior Conjunto do Pentágono e à Casa Branca. Após isso, segundo as mesmas fontes, o Governo e legisladores terão sido avisado outras vezes, bem como o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

Dizem ainda as fontes que os alertas culminaram, no início de janeiro, com uma explicação detalhada do problema no briefing diário do Presidente sobre assuntos de dos serviços secretos. Ora, para que esta abordagem aconteça, tem primeiro de passar por semanas de verificação e análise, de acordo com elementos que trabalharam em reuniões presidenciais de administrações republicana e democrata.

Certo é que os avisos terão sido desvalorizados e os Estados Unidos são hoje o país do mundo com mais casos de Covid-19, com muitas baixas diárias.

Desde que o novo coronavírus chegou ao país, Donald Trump tem apontado o dedo à China e acusa agora a Organização Mundial da Saúde (OMS) de se ter “enganado” na análise à Covid-19.

Na conferência de imprensa de quarta-feira, o Presidente norte-americano respondeu aos jornalistas que só se apercebeu da gravidade da situação “pouco antes” de fechar as viagens para a China.

A pandemia da covid-19 matou mais de 87 mil pessoas em todo o mundo desde que a doença surgiu em dezembro e mais de 1,5 milhões estão infetados, segundo um balanço da AFP desta manhã.

De acordo com a agência de notícias francesa, há pelo menos 1.502.478 casos de infeção e 87.320 mortes, em 192 países e territórios.

Fonte: RR
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