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quinta-feira, 14 de julho de 2022

Manchas ‘gigantes’ no Sol levantam receios de tempestades solares destrutivas


Filamentos magnéticos na superfície solar podem depois causar ‘apagões’ e problemas com tecnologia na Terra.

O Sol tem apresentado um número crescente de ‘manchas solares’ bem como outras "estruturas" na sua superfície, segundo mostram as últimas imagens e investigação. Segundo escreve o Independent, estas ‘manchas solares’ – fenómenos astronómicos consistem no aparecimento de manchas causadas por uma concentração de fluxos magnéticos – estão debaixo de olhos dos astrónomos já que há risco de que estas estruturas filamentares lancem detritos contra a Terra, com efeitos destrutivos.

As ‘manchas solares’ podem causar erupções solares e manifestar-se em tempestades solares, não havendo, para já, indicação de quais as zonas do Sol que estão em maior risco de se tornarem local de erupção solar.

Segundo alguns investigadores, o desenvolvimento destas ‘manchas solares’ podem causar desequilíbrios magnéticos e causar apagões elétricos, bem como problemas em vários equipamentos, como satélites, GPS e até na distribuição elétrica na Terra. As manchas detetadas e que mais preocupam os cientistas estão precisamente voltadas para a superfície Terrestre.

A maior mancha detetada, que dá pelo nome de AR3055, tem mais de 100 mil quilómetros de diâmetro. Ainda não é claro como ocorre a formação destas zonas no céu e se, após o seu aparecimento, vão aumentando em dimensão.

Por agora, de acordo com o Centro de Previsão Meteorológica Espacial, da Administração do Oceano e Atmosfera dos EUA, o Espaço apresenta condições meteorológicas estáveis, das quais o único fenómeno de relevância é uma tempestade geomagnética relativamente pequena e que, na pior das hipóteses, caso tenha efeitos na Terra, pode causar pequenas flutuações nas grelhas de distribuição de eletricidade, pequenos impactos no funcionamento de satélites afetar o padrão migratório de alguns animais e ao aparecimento de auroras boreais.

Fonte: CM

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Cientistas criam um dedo robô “ligeiramente suado” com pele humana viva


Tudo indica que a inovação japonesa pode ter potencial para “construir uma nova relação entre os humanos e os robôs”.

Cientistas japoneses desenvolveram um dedo robótico “ligeiramente suado” em pele viva, num avanço que dizem aproximar-se dos robôs verdadeiramente humanos.

O dedo, que demonstrou ser capaz de se curar a si próprio, é visto como um feito técnico impressionante que esbate a linha entre a carne viva e a máquina. Mas os cientistas estão com opiniões divididas sobre se as pessoas se gostariam da anatomia realista ou se achariam assustadora.

“Estamos surpreendidos com o quão bem o tecido da pele se adapta à superfície do robô”, revelou Shoji Takeuchi, professor na Universidade de Tóquio, que liderou o estudo, publicado a 9 de junho na revista Matter. “Mas este trabalho é apenas o primeiro passo para a criação de robôs cobertos de pele viva”.

A equipa argumenta que os robôs mais realistas seriam capazes de interagir com as pessoas de forma mais natural numa série de situações, incluindo nos cuidados de enfermagem e na indústria de serviços.

“Penso que a pele viva é a solução definitiva para dar aos robôs a aparência e o toque dos seres vivos, uma vez que é exatamente o mesmo material que cobre o corpo dos animais”, referiu Takeuchi, acrescentando ainda que estes avanços tinham o potencial de “construir uma nova relação entre os seres humanos e os robôs”.

Os cientistas já tinham criado enxertos de pele — folhas de pele que podem ser usadas numa cirurgia de reconstrução, por exemplo — mas têm lutado para criar pele viva em objetos tridimensionais e dinâmicos, segundo o The Guardian.

Neste último estudo, a equipa mergulhou pela primeira vez o dedo robótico num recipiente cheio de uma solução de colagénio e fibroblastos dérmicos humanos, os dois principais componentes que fazem parte dos tecidos da pele.

Os componentes revestiram a superfície como se fossem uma primeira mão de tinta, criando uma camada primária, para a próxima camada de células — queratinócitos epidérmicos humanos.

Funcionamento do dedo robótico

Dobrar o dedo para trás e para a frente causou o desenvolvimento de rugas de aspeto natural nos nós dos dedos e, quando lesionada, a pele consegue auto-curar-se como se fosse realmente “humana”, com a ajuda de uma ligadura de colagénio e, de acordo com os cientistas, parece uma pele normal.

Fonte: ZAP

domingo, 13 de março de 2022

Cientistas defendem que limpar o plástico do oceano não vale a pena


As iniciativas que visam eliminar o lixo plástico dos oceanos podem ser mais prejudiciais para o planeta do que benéficas: em primeiro lugar, porque não adianta limpar oceanos se continua a haver um grande fluxo de lixo a ser atirado ao mar; e depois porque os navios envolvidos na recolha usam toneladas de combustível fóssil.

Em fevereiro, Clark Richards notou algo estranho num vídeo da organização sem fins lucrativos The Ocean Cleanup, que registava a iniciativa de limpeza oceânica na Grande Mancha de Lixo do Pacífico, um gigantesco deserto de plástico numa espiral rotativa de correntes oceânicas entre a Califórnia e o Havai.

“Este é provavelmente um vídeo encenado“, escreveu o oceanógrafo do Bedford Institute of Oceanography, no Twitter, sugerindo que o material não passou mais de uma hora a flutuar no oceano por parecer muito limpo.
Segundo o Futurism, a The Ocean Cleanup respondeu, alegando que essa região do oceano não tem nutrientes ou oxigénio suficientes para que a vida marinha cresça no lixo plástico.

O mais interessante é que este debate levantou outra questão ainda maior: a eliminação desse lixo dos oceanos é realmente eficiente?

Há especialistas que defendem que limpar grandes extensões de água é um esforço inútil e até mesmo prejudicial, isto porque os navios usados por iniciativas como a The Ocean Cleanup poluem muito ao consumir toneladas de combustível fóssil.

Além disso, as redes de limpeza acabam por apanhar e causar a morte a vários animais, nomeadamente tartarugas marinhas, que outras iniciativas tentam proteger.

Os especialistas também consideram que não vale a pena limpar todo o plástico do oceano enquanto continuamos a despejar várias toneladas. A medida mais eficiente, pelo menos até ao momento, é a reciclagem.

A The Ocean Cleanup foi fundada em 2013 por Boyan Slat, então com 19 anos, com uma missão ambiciosa – livrar os oceanos do planeta dos plásticos flutuantes. Em 2018, a organização admitiu que o resultado do seu sistema para retirar lixo do Oceano Pacífico estava muito aquém das expetativas.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Crânio alongado de Paracas com implante metálico



É um crânio alongado da Cultura de Paracas (700 aC - 200 dC) com um implante metálico feito cirurgicamente, provavelmente após o retorno da batalha, estimado em cerca de 2.000 anos.

O mais impressionante é que a ferida sarou e possivelmente ele viveu muitos anos com aquele implante na cabeça. Não há muitos precedentes para esta peça, já que provavelmente foi o resultado de um "Huaqueo".

O paciente é conhecido por sobreviver ao procedimento com base no osso quebrado ao redor do reparo, pois pode ser visto como estando firmemente fundido ao metal. Foi uma cirurgia bem-sucedida. O metal usado nesta operação é desconhecido. Tradicionalmente, prata e ouro eram usados ​​nesse tipo de procedimento.

Faz parte do acervo do Museum of Osteology - Oklahoma (EUA)

Fonte: Facebook

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Nova tecnologia microondas permite “ver” através das paredes


Investigadores do US National Institute of Standards and Technology (NIST), nos Estados Unidos, desenvolveram um novo sistema de radar que pode produzir imagens em tempo real de objetos que se encontram atrás de paredes ou que viajam a velocidades supersónicas.

Uma equipa de cientistas do US National Institute of Standards and Technology (NIST) criou um sistema de radar único que depende de microondas, escreve a Popular Science.

Graças aos comprimentos de onda do microondas — que são mais longos —, a nova tecnologia é capaz de passar através de objetos sólidos, como paredes ou pisos, e produzir dados precisos do que está por detrás.

“Obviamente, não consigo ver através das paredes porque os tipos de comprimento de onda a que o olho humano é sensível […] não penetram muito bem tais objetos”, disse Fabio da Silva, um dos investigadores por detrás do novo sistema.

“No entanto, se formos a comprimentos de onda mais longos, como no espetro das microondas […] devemos ser capazes de ‘ver’ através das paredes“, explicou, citado pela Futurism.

Mas, afinal, como funciona?

A tecnologia dos radares tradicional envolve o envio de ondas de rádio para uma área através de um transmissor. Essas ondas ricocheteiam naquilo que estiver presente no local e são, depois, detetadas por um recetor. Por norma, este método envolve a utilização de múltiplos recetores e menos transmissores.

Usando os dados recolhidos por esses “ecos” de radar, é possível determinar a localização, tamanho e movimento dos objetos na área.

O novo sistema desenvolvido pelo NIST funciona de forma similar, mas utiliza múltiplos transmissores e apenas um recetor muito potente e sensível.

“Utiliza-se a ideia de que a luz ressalta noutros objetos, e estes iluminam depois outros objetos a partir de múltiplos ressaltos”, disse Fabio da Silva.

Ser capaz de ver através de objetos sólidos e produzir imagens precisas do que está por detrás deles pode ajudar, por exemplo, em operações de resgate e salvamento.

Além disso, o sistema pode detetar e localizar objetos em movimento a velocidades supersónicas, incluindo aviões, mísseis ou até detritos espaciais que se podem revelar perigosos.

Os resultados da investigação foram publicados, a 25 de junho, na revista Nature Communications.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 19 de julho de 2021

A China tem um plano para proteger a Terra de um “Armageddon” na vida real


Cientistas chineses trabalham num plano para proteger a Terra de um asteroide que se dirige para o planeta – e não envolve enviar Bruce Willis para o Espaço.

A colisão com um asteroide é muitas vezes apontada como uma possível causa para o fim da vida na Terra, mas a China tem um plano para nos salvar. O alvo é o asteroide Bennu, de 77,5 milhões de toneladas, que se prevê que passe a 7,5 milhões de quilómetros da órbita da Terra entre 2175 e 2199.

Apesar da probabilidade do Bennu colidir com a Terra ser de apenas 1 em 2700, o tamanho do asteroide tornaria uma possível colisão catastrófica, com uma energia cinética estimada de 1200 megatoneladas, cerca 80 mil vezes mais do que a bomba atómica de Hiroshima.

O plano foi explicado num estudo que vai ser publicado na edição de novembro da revista científica Icarius e envolve disparar em simultâneo, 23 foguetes de Longa Marcha-5, cada um com um peso de 900 toneladas, contra o asteroide. As previsões apontam para que isto desviasse o Bennu cerca de 9000 quilómetros da Terra.

“O impacto com um asteroide é uma grande ameaça para toda a vida na Terra. Desviar um asteróide numa trajetória de impacto é essencial para reduzir esta ameaça. O impactador cinético continua a ser o método de desvio mais viável. No entanto, devido às restrições na capacidade de lançamento, um impactador com uma massa limitada pode apenas mudar minimamente a velocidade de um asteróide”, pode ler-se no estudo.

Para melhorar a eficiência do desvio do impactador, os cientistas propõem criar um Assembled Kinetic Impactor (AKI), que “combine a nave espacial com o veículo de lançamento superior” e acrescentar propulsores de manobra aos foguetes.

A estratégia proposta pode ser mais eficaz em contraste com outros métodos, como bombardear os asteroides, que levaria a que pedaços menores entrassem na atmosfera da Terra na mesma, escreve o Interesting Engeneering.

De momento, não existe nenhum asteróide em rota de colisão com a Terra, mas é sempre tranquilizador saber que já há quem se preocupe em proteger o planeta contra possíveis ameaças futuras.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 7 de julho de 2021

CHINESES JÁ SE PREPARAM PARA O FIM DO MUNDO E COLOCAM FOGUETÕES A POSTOS


O objetivo é prevenir que asteroides colidam com o planeta Terra

Investigadores chineses querem enviar 20 dos maiores foguetões do país para poderem afastar asteroides da Terra, uma técnica que pode ser crucial quando um astro do género estiver na rota para colidir com o nosso planeta, o que poderia levar ao fim do mundo, num cenário extremo.

A ideia vai ser mesmo posta em prática pelos Estados Unidos, entre os finais de 2021 e os princípios de 2022, que irão lançar uma nave espacial para intercetar dois asteroides que se encontram relativamente próximos da Terra. Quando a nave espacial da NASA chegar, um ano mais tarde, irá despenhar-se contra o asteroide menor e tentar mudar a sua trajetória.

Os investigadores do Centro Nacional de Ciências Espaciais da China descobriram, durante as simulações, que 23 foguetões “Long March 5” seriam suficientes para desviar um asteroide por uma distância 1,4 vezes superior ao raio da Terra (6,371 quilómetros).

A China lançou, desde 2016, seis foguetões "Long March 5" com sucesso, tendo o último causado algumas preocupações de segurança, uma vez que os seus destroços voltaram a entrar na atmosfera em maio.

A proposta de lançar um foguetão, numa nave espacial, para desviar um asteroide, é um conceito bastante agradável", disse o professor Alan Fitzsimmons, do Centro de Investigação de Astrofísica da Universidade de Quenn's, citado pela Reuters.

Gareth Collins, professor no colégio Imperial de Londres, garantiu que existe apenas 1% de probabilidade de um asteroide com mais de 100 metros de largura atingir a Terra nos próximos 100 anos, mas a China começa a preparar-se para o caso de acontecer um azar.

Segundo os especialistas, alterar a rota de um asteroide é um risco menor que explodi-lo recorrendo a explosivos nucleares, que poderia causar pequenos fragmentos que iriam em direção à Terra.

Fonte: TVI24

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Tinta inovadora desenvolvida na Universidade de Coimbra permite a impressão de circuitos flexíveis multicamadas


A tecnologia pode ser amplamente usada na monitorização em cuidados de saúde, para produzir pele artificial, painéis solares flexíveis, LCDs, ou dispositivos móveis “vestíveis” (wearables). A patente da composição da tinta pertence à Universidade de Coimbra e à Carnegie Mellon University.

Um artigo recente do Laboratório “Soft and Printed Microelectronics” (SPM-UC) da Universidade de Coimbra, liderado por Mahmoud Tavakoli – membro da equipa Carnegie Mellon University (CMU) Portugal e Investigador Principal (PI) do projeto WOW – foi selecionado para ser a capa da revista científica “ACS Applied Materials and Interfaces“.

O trabalho de investigação em causa apresenta uma tinta única imprimível que permitiu pela primeira vez a impressão digital de circuitos flexíveis multicamadas, pele artificial electrónica e adesivos médicos para vigilância electrofisiológica. A patente da composição da tinta pertence à Universidade de Coimbra e à Carnegie Mellon University.

O artigo é da autoria de Pedro Alhais Lopes, Daniel Félix Fernandes, André F. Silva, Daniel Green Marques, Aníbal Traça de Almeida e Mahmoud Tavakoli, investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra; e ainda de Carmel Majidi, da Carnegie Mellon University, em Pittsburg, Pensilvânia, Estados Unidos.

O trabalho apresenta o primeiro relatório sobre materiais e métodos que permitem o fabrico em escala de circuitos flexíveis, utilizando impressoras de extrusão. Estes circuitos eléctricos podem ser impressos num adesivo médico para biomonitorização de pacientes, num polímero elástico para fazer pele artificial para aplicação robótica ou mesmo em tecidos utilizados em dispositivos de monitorização usáveis (wearables).

De acordo com Mahmoud Tavakoli, “para integrar a electrónica nos têxteis para wearables ou em polímeros para adesivos de biomonitorização, é necessário que estes circuitos electrónicos sejam extensíveis e elásticos. Embora muitos investigadores tenham trabalhado em electrónica extensível durante a última década, tem sido difícil produzir este tipo de circuitos de uma forma rápida.” Com esta nova invenção “estes circuitos podem ser facilmente impressos utilizando impressoras de baixo custo”, usando uma tecnologia que permitirá às empresas produzir milhares de milhões destes circuitos de forma rápida e rentável. Como tudo é feito à temperatura ambiente, a tinta é compatível com materiais resistentes ao calor, tais como adesivos médicos para feridas, estando a ser agora utilizada no projecto “WoW” para fazer adesivos electrónicos para a pele.”

Torre da Universidade de Coimbra impressa com recurso à tinta inovadora.

A investigação apresentada no artigo é parcialmente financiada pelo projeto de colaboração em larga escala “WoW” do Programa CMU Portugal –coordenado na Universidade de Coimbra por Mahmoud Tavakoli – num consórcio liderado pela empresa GLINTT em colaboração com o ISR da Universidade de Coimbra, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e o Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Carnegie Mellon.

O estudo também demonstra que esta nova tinta tem uma condutividade elevada e uma enorme extensibilidade, permitindo a impressão de circuitos ultrafinos, com várias camadas e altamente flexíveis. “Ao contrário de outros compostos, como líquidos metálicos comuns, esta tinta é fácil de imprimir, não mancha e é facilmente aplicada numa grande variedade de materiais. Além disso, é agora possível imprimir circuitos flexíveis com uma impressora de extrusão simples, o que torna acessível para as universidades e empresas o fabrico dos seus dispositivos, constituindo um passo importante para uma produção escalável a um custo reduzido”, acrescenta o investigador. De facto, a redução de custos e a escalabilidade permitirão a aplicação desta tecnologia noutros campos de investigação e outras utilizações, tais como em baterias flexíveis, supercondensadores extensíveis, ecrãs flexíveis e painéis solares.

Atualmente a equipa de investigação está a apresentar as diferentes possibilidades de aplicação desta tecnologia, enquanto trabalha com os gabinetes de transferência de tecnologia da Universidade de Coimbra (UC Business) para o licenciamento da tecnologia para diferentes aplicações, tais como na saúde, electrónica impressa e têxteis electrónicos.

Mais sobre o Projeto WoW

Os adesivos electrónicos de pele (e-skin) com sensores de biomonitorização, aderem à epiderme humana e são altamente inovadores na monitorização do doente. São dispositivos capazes de recolher e classificar dados fisiológicos e comportamentais, incluindo coração, músculos, actividade cerebral, frequência respiratória, temperatura corporal e níveis de oxigénio no sangue. O projeto WoW apresenta uma nova arquitetura centrada numa série de adesivos de biomonitorização de pacientes, incluindo adesivos sem fios, simples e impressos a baixo custo, para serem usados não só nos doentes mas também nas camas, equipadas com uma unidade inteligente IoT (“Internet das Coisas”). A ligação adesivo-cama permite a aquisição e transmissão de dados, bem como a transmissão de energia para os adesivos.



O artigo do Laboratório “Soft and Printed Microelectronics” da UC, liderado por Mahmoud Tavakoli, foi selecionado para ser a capa da revista científica “ACS Applied Materials and Interfaces”.

Artigo completo aqui.

(notícia original aqui)

sábado, 5 de junho de 2021

Existem 25 mil asteroides por aí. Esqueçam, a NASA provou que não podemos parar nenhum


A Terra é um planeta com sorte. Pelo menos vários cientistas assim entendem, tendo em conta a quantidade de asteroides que espreitam o caminho que fazemos à volta da estrela. Contudo, 100 toneladas de poeira e partículas do tamanho de areia atingem a atmosfera do nosso planeta todos os dias. Mas isso são os menores perigos à espreita.

No mês passado, a NASA apresentou um pequeno vídeo para nos atualizar com todas as rochas espaciais que podem mudar o nosso modo de vida. E nada poderemos fazer se elas vierem em direção a nós.

Asteroides vagueiam pela vizinhança

Até onde os cientistas da Terra sabem, em maio de 2021, havia 25.705 asteroides próximos à Terra a circular o nosso planeta como tubarões, em várias distâncias.

Para o registo, um objeto espacial é considerado próximo à Terra quando a sua abordagem mais próxima ao nosso planeta é menos do que uma unidade astronómica, ou 150 milhões de km.

Desses 25.000 asteroides, 9.632 encaixam-se ainda mais na definição de objetos próximos à Terra por serem maiores que 140 metros de diâmetro, e 890 deles excedem 1 km.

Além destas rochas que se conhecem, a NASA estima que existam 15.000 outro asteroides que se encaixam na descrição. Andam “lá por fora”, longe do olhar, mas perto o suficiente para chegar até nós. O preocupante é que não sabemos absolutamente nada sobre eles.

Vejam o vídeo:


Conclusão: A Terra não tem como se defender de um asteroide

Este vídeo foi lançado como parte de uma espécie de boletim de defesa planetária. A agência espacial, junto com várias outras partes interessadas, vem a conduzir há anos os chamados exercícios de impacto para nos preparar para o momento em que teremos que enfrentar o impacto de um asteroide.

O último aconteceu em Viena no mês passado e os resultados, como todos os outros antes deles, foram desastrosos. Todas as maiores mentes da Terra não conseguiram impedir que uma rocha imaginária chocasse contra a Europa, mesmo que essas mentes fingissem que descobriram o asteroide seis meses antes do impacto.

A conclusão preocupante do exercício foi saber que a infraestrutura atual para lançamento de naves espaciais torna impossível o reconhecimento ou missões de mitigação.

Fonte: Pplware

quarta-feira, 5 de maio de 2021

NASA não consegue evitar colisão de asteroide mortífero com a Terra


Num mero exercício académico, uma equipa de investigadores da NASA foi confrontada com a probabilidade de um asteroide aparecer em rota de colisão com o nosso planeta e revelou-se incapaz de evitar o impacto

“Teríamos de aguentar a colisão” assumiu Lindley Johnson, Planetary Defense Officer da NASA. A especialista explica que o painel de cientistas da NASA foi confrontado com um dos cenários mais desafiantes de sempre durante a conferência International Academy of Astronautic’s Planetary Defense na semana passada e que a equipa simplesmente não conseguiu encontrar a solução para evitar o impacto, mesmo considerando a utilização de armas nucleares. O objetivo do exercício passa também por envolver as comunidades de gestão de crises e de resposta de emergência a cooperar e a pensar juntas na reação que teríamos de ter, enquanto planeta, para desviar um asteroide no espaço.

A equipa do Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS) do NASA JPL descreveu o objeto hipotético, com o nome 2021 PDC e foi partilhando informações ao longo dos quatro dias do evento. A 26 de abril, os participantes aprenderam que o objeto media entre 35 e 700 metros e que havia uma probabilidade de colisão de 1 para 20, algures para outubro deste ano. Ao segundo dia, houve um salto no tempo para 2 de maio e as observações permitiam concluir que havia uma probabilidade de 100% de impacto. A equipa de projeto, com várias centenas de participantes, acabou por assumir que seria impossível preparar uma missão espacial que pudesse desviar o asteroide ou realizar qualquer outra forma de mitigar o perigo e evitar a colisão atempadamente. A porta-voz assumiu que, dado o estado atual da tecnologia e a forma como as missões são executadas, são precisos pelo menos dois anos para a preparação e desenvolvimento, explica o Vice.

Ao terceiro dia do exercício, passamos para 30 de junho e aprendemos que a colisão vai acontecer numa região relativamente povoada da Europa Central. No último dia, os participantes tiveram de focar a discussão, a uma semana da colisão, em torno de planos de evacuação e de resposta a crises algures na região a sul de Praga.

Os especialistas referiram que não seria possível preparar e enviar uma nave para desviar a trajetória do asteroide em tão pouco tempo e que nem a hipótese de mitigação com recurso a uma arma nuclear seria viável. A recomendação foi o desenvolvimento de aeronaves de resposta rápida que possam ser colocadas em órbita com poucos dias ou semanas de antecedência.

Recorde-se que a NASA está a ultimar a missão DART (Double Asteroid Redirection System), uma missão que pretende estabelecer as bases para futuras tentativas de desvio de trajetórias de asteroides que ameacem a Terra. Noutro sentido, há ainda a NEOSM (Near-Earth Object Surveillance Mission) que pretende monitorizar o Sistema Solar em busca de asteroides potencialmente perigosos e que será lançada ainda este ano.

Fonte: EI

quarta-feira, 21 de abril de 2021

2021 – O ano do Grande Reset Mundial


Um Verdadeiro Salto Quântico para a Humanidade!

Aproximamo-nos a passos largos de uma das mais importantes reuniões Mundiais organizada pelo Fórum Económico Mundial (World Economic Forum - WEF). Este ano (2021) decorrerá em Singapura nos próximos dias 13 a 16 de Maio em parceria com os mais importantes Clusters da Economia Mundial e com os mais variados Stakeholders revestindo-se este encontro de uma particular importância uma vez que irão ser abordadas as linhas orientadoras que fazem jus ao seu slogan – The Great Reset e à agenda da Nova Era para as próximas décadas.

Em Junho do ano passado (2020), o Fórum Económico Mundial anunciou num encontro virtual a proposta em questão, como um trabalho conjunto que tem por objectivo criar os alicerces estruturais para um futuro mais justo, sustentável e resiliente. A apresentação foi feita pelo Príncipe Charles de Gales e por Klaus Schwab. O evento contou ainda com a presença e participação do Secretário-Geral da ONU, António Guterres e da Directora Geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva.

“Todos os Países, dos Estados Unidos à China devem participar e todos os Sectores, bem como Tecnologias de Petróleo e Gás devem ser transformados.” - Klaus Schwab (Fundador e Presidente Executivo do Fórum Económico Mundial).

Nesta mudança de Paradigma onde nada será como dantes e onde todos já perceberam que não vão voltar ao “novo normal”, o ano de 2021 ficará conhecido para a História como ano do Grande Reinício Mundial. Entre avanços e recuos de confinamento em confinamento, de vaga em vaga e desde logo, porque os recursos naturais são finitos (não temos dois Planetas para mantermos o actual modo de vida), a actual Pandemia veio por a descoberto todas as fragilidades em que o nosso modelo de desenvolvimento assentava (modelo não Eurítmico), como o fim da perspectiva Filosófica Cartesiana assente numa concepção do mundo, onde o todo é assumido como sendo igual à soma das partes, da lógica linear, sempre redutora e da razão curta, que não tem mais razão de ser.

A actual Pandemia é neste contexto e simultaneamente, uma janela de oportunidade para abrir o caminho para uma Nova Era mais Justa e Perfeita e para uma Sociedade mais Humanista.

“O mundo deve agir conjuntamente e rapidamente para renovar todos os aspectos das nossas sociedades e economias, desde a educação até ao contrato social e às condições de trabalho”. - Klaus Schwab (Fundador e Presidente Executivo do Fórum Económico Mundial).

O Grande Reset representa simbolicamente e na justa medida a verdadeira mudança de Paradigma de dimensão e escala Global. Reset - uma analogia em relação à verdadeira essência e espírito desta Nova Era a 4ª Revolução Industrial (Indústria 4.0 / Digital), como se dentro da actual Matrix onde vivemos, o hardware e o software globais estivessem a dar sinais de incompatibilidade, fadiga e mal funcionamento, sendo os sintomas de tal “falha”, a actual exaustão ambiental, o aumento das desigualdades sociais e económicas, o aumento das doenças mentais, as manifestações sistemáticas nas ruas, um modelo económico predatório assente na competição esgotado em si mesmo, que só cria mais desigualdades entre os Países, empresas e as pessoas e a juntar a tudo isto, uma verdadeira crise de confiança nas instituições e nos seus líderes. A maioria das pessoas sente-se hoje ameaçada pelo conhecimento consciente ou inconsciente de uma alteração iminente nas suas vidas. A perspectiva de que as “verdades” que conheceram durante toda a sua existência possam vir a ser substituídas por outras referências axiomáticas, torna tudo especialmente assustador e difícil. Urge portanto um desligar e religar urgente do Sistema, um verdadeiro Upgrade para a nova realidade desta Matrix!

O que nos propõe o Fórum Económico Mundial com o Grande Reset?

Segundo Klaus Schwab - “Uma coisa ficou clara! Não podemos voltar ao velho normal! Temos de aproveitar esta oportunidade como os nossos Pais e Avós fizeram depois da II Guerra Mundial para reflectir o que correu mal e o que poderemos fazer melhor.”

Resumidamente o que se pretende com o Grande Reset é um plano pós-Covid-19, onde se vão debater as linhas orientadoras fundamentais do que deve servir de base para uma recuperação económica global sustentável, durante as próximas décadas, tendo como base uma abordagem sistémica, onde tudo está interligado como na física quântica e não como no passado, com abordagens simples e lineares. Definiu-se três eixos fundamentais: primeiro - tornar o Mundo mais resiliente, tendo em conta o que podemos vir a enfrentar no futuro, mais Cisnes Negros (eventos raros, imprevisíveis e de grandes proporções, cujas consequências são desconhecidas); segundo - tornar o Mundo mais inclusivo, mais Justo e Perfeito, tendo em conta o aumento insustentável das desigualdades e de pessoas que se sentem excluídas; terceiro e último – a urgência de tornar o Mundo mais verde por causa das rápidas alterações climáticas (aquecimento global) e da finitude dos recursos naturais, visando deste modo evitar uma catástrofe de proporções nunca antes vista num futuro próximo.

A juntar a estes três eixos fundamentais temos a 4ª Revolução Industrial (Indústria 4.0 / Digital), como motor de um conjunto de transformações tecnológicas como a Inteligência Artificial (IA) a Biotecnologia, a Robótica, a Engenharia Genética, a Neurotecnologia, a Nanotecnologia, a Realidade Virtual, a Realidade Virtual Aumentada, que vão trazer as alterações necessárias para esta verdadeira mudança de Paradigma a nível dos mais variados conceitos dados como adquiridos até agora e, da própria percepção da “realidade” que vão ser totalmente alterados.

A automatização industrial vai estar cada vez mais presente nesta nova realidade, como os Sistemas Ciberfísicos, o 5G (Internet das Coisas), o 6G (Smart Cities), os Drones, as Impressoras 3D, a Computação em Nuvem, a Blockchain, a Cibersegurança, CiberIntelligence e Superintelligence.

A recuperação do Ecossistema de Confiança através da Economia do Conhecimento, Circular, do Bem-estar e da Felicidade, o Capitalismo com “Rosto”, Partilhado (Filantrópico), o fim do dinheiro Físico substituído pelo Digital, o novo Conceito de Saúde, o RBI/U – Rendimento Básico Incondicional / Universal, a Educação à distância, o modelo de trabalho sustentável e híbrido (Videoconferências, as Webinars e o Teletrabalho), são alguns dos exemplos de mudança que vieram para ficar.

As empresas que conseguirem passar este difícil teste de resiliência precisam a partir de agora, olhar e analisar atentamente com base numa abordagem sistémica, todos estes pormenores, pois a concepção e objectivo subjacentes não será mais o do lucro pelo lucro, mas sim, como principal objectivo, o impacto que as organizações têm na Sociedade em que estão inseridas. Assim podemos esperar para os próximos anos neste novo Paradigma, através deste The Great Reset uma agenda para esta Nova Era virada para uma Sociedade da Inteligência, da Excelência na diferença e de Cooperação, mais funcional e eficiente, mais sustentável e mais justa ao serviço de todos, onde ninguém deve ficar para trás.

“Não existem ideias prematuras, existem momentos oportunos pelos quais é preciso saber esperar.” Jean Monnet

Vítor Navalho

Psicólogo, membro da OPP - Ordem dos Psicólogos Portugueses e da APA - American Psychological Association

Fonte: Jornal i



domingo, 18 de abril de 2021

Asteróide pode causar "crise de refugiados" com Europeus fugindo para lugar "seguro" da Terra


Uma “grande crise de refugiados” desencadeada por um impacto de asteroide iminente pode levar os europeus e americanos na busca de um lugar na Ásia, Oriente Médio e no Pacífico.

Especialistas espaciais (reunirão)-se este mês para elaborar um plano para determinar se um asteroide algum dia colidir com a Terra, com especialistas alertando que não é apenas o impacto inicial que precisamos nos preparar, mas uma série de crises de direitos humanos que podem ocorrer.

A próxima Conferência de Defesa Planetária (Planetary Defense Conference), que será realizada em Viena de 26 a 30 de abril, terá especialistas espaciais informando decisões do que fazer caso um corpo estranho chegue perto o suficiente para representar um perigo para a Terra.

O Cenário de Impacto Hipotético de Asteroide 2021 PDC é um exercício que constituirá uma parte fundamental da conferência.

No início, a probabilidade do Asteroide 2021 PDC realmente colidir com nosso planeta é de apenas 1 em 2500 nesta situação hipotética. No entanto, a simulação diz que depois de uma semana os cientistas têm que pará as suas observações por causa do brilho do céu da Lua cheia. Quando eles voltam a observar através dos telescópios, a situação é muito mais perigosa o asteroide, o tamanho estimado varia entre 35 e 700 metros, e está em direcção directa para a Terra.

É explicado no cenário:

“Se o asteroide estiver numa trajetória de impacto, a probabilidade continuará a aumentar, chegando a 30% no final da semana, 70% na próxima semana e 90% na semana seguinte.”

Com o passar do tempo, os cientistas serão capazes de localizar onde o asteroide provavelmente irá impactar na Terra.

O resumo afirma:

“As regiões do globo em risco se estreitarão consideravelmente, primeiro para um corredor cada vez mais estreito envolvendo grande parte da Terra, e então para uma localização específica de ‘na Terra’.

O perigo predominante é uma explosão de ar causando sobrepressões de explosão, possivelmente atingindo níveis insustentáveis. O tamanho da área potencial de dano da explosão pode variar…”

Um dos grupos envolvidos na conferência é a Planetary Society, uma organização que trabalha com a comunidade científica e os decisores com um objetivo em mente: “Diminuir o risco de a Terra ser atingida por um asteroide ou cometa”.

O grupo afirma que a devastação que tal impacto poderia causar se não estivéssemos preparados – e não apenas os danos imediatos do asteroide, mas os efeitos de longo prazo das várias crises que ele poderia causar.

Dizem:

Um impacto sobre a Terra ou uma cidade densamente povoada pode causar milhões de mortes, e um impacto sobre a água pode causar inundações massivas no litoral.

Qualquer grande impacto levaria a danos generalizados, feridos e mortes, e criaria uma crise humanitária de refugiados sem paralelo em todo o mundo.”

A simulação prevê que o Asteróide 2021 PDC atingia a Europa, América do Norte e partes de África.

Na simulação da conferência, o Asteroid 2021 PDC está previsto para atingir a Europa, América do Norte e partes de África, enquanto grande parte da Ásia, Indonésia e região do Pacífico estão fora da zona de explosão.

Biliões de pessoas vivem nesta área-alvo e também é o lar de grande parte do “primeiro mundo” – um termo um tanto desactualizado que se refere às nações capitalizadas industrializadas da Europa Ocidental, América do Norte, Japão, Austrália e Nova Zelândia.

A notícia de um asteroide iminente destinado a eliminar esta parte do mundo e torná-la inabitável no futuro previsível sem dúvida provocaria pânico em massa e tentativas de recolação para uma parte “segura” do planeta.

O Dr. Bruce Betts, cientista-chefe da Sociedade Planetária e chefe do programa de defesa planetária, disse ao Daily Star:

“À medida que mais observações ocorrerem, a localização do impacto ficará mais específica ‘metade do mundo’, que é o ponto de partida no cenário PDC. Portanto, menos refugiados; mas se o impacto não puder ser evitado, seria uma enorme crise de refugiados.”

Cidadãos ricos provavelmente teriam poucos problemas para se deslocar pelo mundo. A Nova Zelândia já é um lugar popular para os bilionários como Peter Thiel, que tem a cidadania a muitas controvérsias e supostamente construiu um “bunker do juízo final” no pais insular, caso tal desastre um dia aconteça.

No entanto, a maioria das pessoas não teria os meios para se mudar em particular por conta própria, o que significa que algum tipo de programa de asilo de emergência precisaria ser estabelecido para permitir que as pessoas fugissem.

Isso provavelmente causaria uma enorme pressão sobre os recursos dos países e continentes “seguros”, e não há como dizer que categoria de requisitos eles podem impor aos que precisam entrar.

Seria uma reviravolta irónica na crise de refugiados da última década, na qual as pessoas estão a fugir do conflito e da perseguição no Oriente Médio e em partes da África e tentando se mudar para a Europa.

Danica Remy do B612, outra fundação dedicada a proteger o planeta dos impactos de asteroides, ecoou o ponto da Sociedade Planetária de que o impacto de um asteroide provavelmente seria limitado ao invés de destruir a Terra.

Ela disse:

“É 100% certo que seremos atingidos, mas não temos 100% de certeza quando, precisamos acelerar a taxa de descoberta de asteroides.

Lembre-se de que a Terra é amplamente coberta por água e não é povoada, portanto, a probabilidade de ser atingido na sua área é baixa.

Mas o facto é que nós, como seres humanos, conseguimos encontrá-los [os asteroides] – a questão é se temos ou não vontade de financiar o trabalho de descobertas.”

Embora seja uma coisa boa o Asteroid 2021 PDC não destruirá o planeta inteiro, o seu impacto desigual resultaria em mais tensão e desigualdade entre os cidadãos da Terra – mesmo aqueles que não estão no seu caminho de guerra.

Fonte: Daily Star

sexta-feira, 12 de março de 2021

Cientistas querem enviar 6,7 milhões de amostras de esperma para Lua


Cientistas sugeriram a construção de uma massiva "arca" de alta tecnologia como uma "moderna política global de segurança" contra desastres na Terra, informou o The New York Post.

Já que o nosso planeta enfrenta múltiplos desastres como secas, asteroides e ainda a possibilidade de uma guerra nuclear, os cientistas dizem que os seres humanos devem olhar para a viagem espacial para salvar a vida.

"A Terra é naturalmente um ambiente instável", afirmou o autor principal do estudo, Jekan Thanga, durante apresentação do relatório feito em conjunto a seus colegas na Conferência Anual de Aeroespacial no Instituto de Engenharia Eletricidade e Electrónica (IEEE, sigla em inglês).

A arca, inventada por Thanga e uma equipa de pesquisadores da Universidade do Arizona, EUA, armazenaria células reprodutivas, como espermatozoides e óvulos, de 6,7 milhões de espécies da Terra, incluindo humanos. E o banco proposto, ou "arca", ficaria abaixo da superfície da Lua.

Esta construção, como a Arca de Noé na Bíblia, poderia armazenar espécies amealhadas com mais eficiência do que as protegendo na Terra ou criando um ecossistema artificial.

Projecto da arca lunar para amostras de biomaterial humano

O pesquisador sugeriu construir arcas em poços lunares e tubos de lava que podem servir de abrigo contra oscilações de temperatura na superfície, radiação solar, cósmica e micro meteoritos.

Do ponto de vista do cientista, a arca seria controlada por robots e colocada em temperaturas criogénicas congelantes de modo a preservar amostras, enquanto os painéis solares serviriam de recurso de energia.

O conceito de uma arca global com amostras de biomaterial não é novo. A ideia tem sido implementada no Silo Global de Sementes de Svalbard, que contém um gigantesco banco para sementes de plantas, localizado na ilha norueguesa de Spitsbergen, no Círculo Polar Ártico, de modo a proteger plantas contra perda de biodiversidade. Há mais de 992 mil amostras únicas, cada uma contendo uma média de 500 sementes.

segunda-feira, 8 de março de 2021

Novos implantes de retina podem dar visão artificial aos cegos


Há uns anos considerava-se impensável devolver a visão àqueles que a perderam. Hoje, muitas são a experiências e inovações que têm como objetivo restaurar a capacidade de ver a quem a perdeu, como já mostramos em vários exemplos. A mais recente invenção conhecida é uma nova forma de implante que funciona através do estímulo da retina com pontos de luz.

A tecnologia tem conseguido evoluir no campo oftalmológico e há projetos muito promissores.

Uma oportunidade de visão para pessoas cegas

Em 2020, estimava-se que 75 milhões de pessoas, em todo o mundo, não tinham visão. Embora, pudesse ser, há uns anos, uma condição irreversível, atualmente, existem várias soluções apresentadas por investigadores que trabalham em prol da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos que, por múltiplas razões, perderam a visão.

A solução recentemente apresentada determina que a retina pode ser estimulada e consequentemente reparada através do estímulo com pontos de luz. Esta investigação está a ser conduzida por Diego Ghezzi, professor de neuroengenharia na Escola de Engenharia da EPFL.

Apesar de inovadora, e de ter começado a ser desenvolvida em 2015, ainda não foi testada em humanos, devido à falta de aprovação médica. Contudo, os investigadores criaram um sistema de realidade virtual que simula aquilo que os pacientes verão com o implante.


Implante permitirá ver “como quando se olha para o céu”

O novo implante de retina funciona com óculos inteligentes equipados com uma câmara e um microcomputador. Além disso, utiliza elétrodos que servem para estimular as células da retina e, consequentemente, a visão.

Sobre os elétrodos, os investigadores não tinham a certeza sobre a quantidade ideal. No entanto, os implantes contêm 10.500 que, na opinião dos deles, permitirão que os pacientes obtenham uma resolução de imagem suficiente para distinguir objetos próximos.


Então, a câmara instalada nos óculos inteligentes capta imagens e envia os dados para o microcomputador. Por sua vez, este, que está localizado nas extremidades dos óculos, transforma esses dados em sinais luminosos.

Posteriormente, os elétrodos utilizam esses sinais luminosos para estimular a retina. Assim, a pessoa consegue uma visão artificial, observando uma versão a preto e branco da imagem construída através de pontos de luz.

É como quando se olha para estrelas no céu noturno: pode-se aprender a reconhecer constelações específicas. Os pacientes cegos veriam algo semelhante com o nosso sistema.

Explicou Ghezzi.

Fonte: Pplware

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Portugal: Nova técnica permite criar em pouco tempo um órgão-em-chip


Tal como outros países, Portugal também se tem destacado na área da ciência nos mais diferentes segmentos. De acordo com informações recentes, investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) desenvolveram uma técnica que permite criar um órgão-em-chip.

A criação de um órgão-em-chip demora apenas algumas horas e todo o processo tem um baixo custo.

Órgão-em-chip, um modelo ‘in vitro’ de cultura celular em três dimensões

Segundo o comunicado do Instituto da Universidade do Porto, o estudo, que foi publicado na revista Advanced Science, permite “acelerar um processo que normalmente é muito demorado”, bem como “facilitar a disseminação do uso dos sistemas órgão-em-chip”.

O sistema órgão-em-chip, um modelo ‘in vitro’ de cultura celular em três dimensões (3D), surge como alternativa à experimentação animal num contexto pré-clínico.

Daniel Ferreira, autor do estudo, refere que…

Os ‘chips’, que são do tamanho de um disco de USB e produzidos num tipo de silicone biocompatível, permitem recriar com detalhe o microambiente de um tecido ou órgão num contexto laboratorial, replicando não só a arquitetura, mas também as condições dinâmicas do órgão

Além disso, é possível combinar estes dispositivos com células provenientes de doentes, o que permite uma abordagem única num contexto de medicina personalizada


A técnica agora desenvolvida, baseada em xurografia, recorre a uma impressora de corte para, a partir de folhas de silicone, remover as geometrias dos canais de perfusão do chip “numa questão de segundos”.

Além da melhoria significativa no tempo de produção, todo o processo pode ser executado com equipamento de baixo custo, reduzindo os três maiores encargos de fabricação: tempo, custo e espaço para alojar o equipamento de produção

Através de um modelo biológico da mucosa gástrica, os investigadores demonstraram que os dispositivos produzidos pela tecnologia são “biocompatíveis e permitem replicar a arquitetura e condições dinâmicas da mucosa gástrica num contexto ‘in vitro’”

Apesar das vantagens dos sistemas órgão-em-chip, a sua fabricação é um processo complexo que requer equipamento especializado, assegura o i3S, acrescentando que a “procura por novos métodos de fabricação que possam reduzir o tempo necessário da conceção até ao protótipo final tem sido uma prioridade”.

Fonte: Pplware
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