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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Por onde andam os asteroides e cometas e como acompanhar a sua rota?


Há milhares de objetos no sistema solar que se podem cruzar com a rota da Terra e que os cientistas mantêm sob observação. O NEO Coordination Centre tem uma nova ferramenta em 3D que destaca os mais perigosos.

É cada vez mais comum ouvir falar de asteroides que se aproximam da Terra, em rotas mais ou menos perigosas, e o NEO Coordination Centre mantém debaixo de olho milhares de objetos que vagueiam pelo sistema solar. Agora tem uma nova ferramenta de visualização, o OVT - Orbit Visualisation Tool, a primeira de uma série de novos instrumentos criados para a comunidade NEO e que vão integrar o NEO Toolkit.

A ideia da ESA é oferecer aos astrónomos uma forma de melhorar a defesa planetária e o novo OVT atualiza e melhora o anterior portal, com uma experiência onde a nova capacidade gráfica permite aprofundar a observação, com novas formas de visualização de vários objetos próximos da Terra em simultâneo.

O instrumento mais poderoso é a possibilidade de visualização em 3D de órbitas de Kepler ou perturbadas de um ou mais asteroides ou cometas na base de dados do NEOCC. São fornecidas diversas informações e é possível andar para trás no tempo e ver a evolução da sua órbita, mas também calcular para onde se dirigem.

Pode ainda ver a lista completa de objetos considerados próximos da Terra (NEOs) e grupos de objetos de acordo com a lista de prioridades definidas, como Urgente, Necessário, Útil ou de Baixa Prioridade.

Pode ver toda a informação no site do Orbit Visualisation Tool.

Fonte: SapoTek

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

OVNI gigante em forma de disco filmado perto da Lua


Esta é uma evidência da existência de um OVNI na Lua, obtido na China usando uma câmara profissional de longo alcance. O vídeo mostra a passagem de uma nave extraterrestre na frente da Lua.

Na sua conta no Twitter, Jaime Maussan partilhou um vídeo que supostamente se refere à presença de um OVNI perto da Lua e que confirma teorias sobre vida extraterrestre.

José Jaime Maussan Flota (nascido em 31 de maio de 1953) é um jornalista mexicano, personalidade de televisão e ovniólogo. Desde 1970 é repórter de vários jornais e emissoras, entre eles El Sol do México, XEX Radio e com a Televisa, trabalhou no noticiário 24 Horas.
“Aconteceu em 29 de setembro de 2022. A enorme nave em forma de disco media cerca de 54 quilómetros de diâmetro”, disse Jaime Maussan.

O vídeo mostra claramente um OVNI em forma de disco. O pesquisador está confiante que esta é uma das imagens mais impressionantes já registadas durante o estudo desse fenómeno, demonstrando a presença de naves de origem extraterrestre movendo-se perto da superfície da Lua.

Pesquisadores de OVNIs estão confiantes que a nossa enigmática Lua pode ter uma origem alienígena sinistra para a qual a humanidade não está preparada. Desde encontros de astronautas com OVNIs, até luzes piscantes e anomalias geométricas na superfície que parecem ser estruturas, é possível que a Lua possa realmente ser o lar de alienígenas antigos ou servir como base de operações.

Fonte: AnomAlien

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Fez-se história: NASA confirma sucesso da missão de defesa planetária DART


A NASA confirmou esta terça-feira que o satélite conseguiu alterar a trajetória do asteroide, pela primeira vez, empurrando-o para fora da sua órbita.

A missão DART da NASA conseguiu, pela primeira vez, alterar a trajetória do asteroide Dimorphos e empurrá-lo para fora da sua órbita natural.

A informação foi confirmada pela agência norte-americana esta terça feira que, em comunicado, salienta que este acontecimento “marca a primeira vez que a humanidade altera deliberadamente a rota de um objeto celeste e é a primeira demonstração em grande escala da tecnologia de desvio de asteroides”.

“Todos temos a responsabilidade de proteger o nosso planeta de origem. Afinal, é o único que temos”, notou Bill Nelson, administrador da NASA.

“Esta missão mostra que a NASA está a tentar preparar-se para qualquer coisa que o universo nos traga. Na NASA temos demonstrado que levamos a sério o nosso papel como defensores do planeta. Este é um momento decisivo para a defesa do planeta e para toda a humanidade, o que demonstra o compromisso da equipa excecional da NASA e dos seus membros de todo o mundo”, acrescentou Nelson.

O sucesso da missão da NASA vai permitir aos astrónomos “avaliar melhor se uma missão como a de DART poderia ser utilizada no futuro para proteger a Terra de uma colisão com um asteroide”, explicou Lori Glaze, diretora da Divisão de Ciências Planetárias da NASA, citada pelo Observador.

A colisão entre o satélite e o asteroide aconteceu a 26 de setembro deste ano e, desde então, “o astrónomos têm estado a utilizar telescópios terrestres para saber há quanto tempo mudou essa órbita”.

A confirmação de sucesso surgiu esta terça-feira, com uma margem de erro de, aproximadamente, dois minutos. É então possível dizer que a órbita do asteroide Dimorphos foi reduzida de 11 horas e 55 minutos para 11 horas e 23 minutos.

 Fonte: ZAP

terça-feira, 27 de setembro de 2022

“Kamikaze” da NASA colidiu com sucesso contra asteroide Dimorphos


A missão DART da NASA foi um aparente sucesso. A agência espacial conseguiu que a sua sonda colidisse com o asteroide Dimorphos.

Esta segunda-feira, a missão DART da NASA culminou com a colisão de uma sonda contra um asteroide. O impacto aconteceu com o asteroide Dimorphos, a 11 milhões de quilómetros da Terra, às 00h14 desta terça-feira.

A missão queria provar que uma nave espacial pode navegar autonomamente para um asteroide e colidir intencionalmente com ele.

Na transmissão em direto da agência espacial norte-americana é possível ver o feito a ser celebrado pela equipa a cargo da missão. A câmara da sonda foi mostrando um fundo preto com um ponto branco, que correspondia ao sistema de asteroides a aproximar-se.

Apesar do aparente sucesso da missão, só entre 2024 e 2026 é que se saberá efetivamente se o “impacto cinético” funciona e se a nave espacial conseguiu alterar a rota do asteroide.

Se a missão tiver sido bem-sucedida, uma órbita completa de Dimorphos em torno de Didymos vai demorar menos 10 minutos do que o habitual: 11 horas e 45 minutos.

Este foi o primeiro teste de defesa planetário levado a cabo pela NASA. O asteroide não representava um perigo para a Terra, mas o sucesso da missão mostrou que estamos preparados para redirecionar potenciais perigos.

O DART viajava a mais de 22.500 km por hora quando atingiu o asteroide, naquilo que tem foi uma das experiências cientificas mais complexas de todos os tempos.

Dimorphos e Didymos são um sistema binário de asteroides, sendo Dimorphos uma “lua” de Didymos. A pequena lua orbita o asteroide maior, e vai passar entre o asteroide maior e a Terra.

Fonte: ZAP

 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

O faro apurado dos ganhafotos pode ser a chave para o diagnóstico precoce do cancro


Os insectos conseguem separar as células cancerígenas das saudáveis através do cheiro e também distinguem diferentes tipos de cancro.

Depois de se os nossos melhores amigos de quatro patas se terem revelado úteis na luta contra o cancro, é agora a vez de os gafanhotos se juntarem aos cães nesta lista dos nossos aliados no mundo animal.

Um novo estudo que ainda não foi revisto por pares mas já está disponível na BioRxiv concluiu que os ganhafotos conseguem distinguir as células humanas saudáveis das cancerígenas graças ao seu faro apurado — e isto pode ajudar-nos a detectar o cancro mais cedo, relata o Science Alert.

Mais do que isto, os insectos podem identificar linhas de células cancerígenas individuais, o que significa que conseguem decifrar o tipo de cancro em causa. Os cientistas analisam as mudanças na actividade cerebral dos gafanhotos, que demoram milissegundos, para perceberem se os animais cheiraram ou não o cancro.

Usando elétrodos ligados aos cérebros dos insectos, a equipa mediu a sua resposta a amostras de gás de diferentes células e definiu perfis relativos aos químicos que os animais cheiravam. E eis que os perfis das respostas a células saudáveis eram diferentes das respostas a células com cancro.

Este estudo em particular limitou-se a cancros na boca, mas os investigadores acreditam que as capacidades dos gafanhotos podem ser aplicadas a outros tipos de cancro. “Esperávamos que as células cancerígenas parecessem diferentes das células normais. Mas quando os insectos conseguiram distinguir três tipos diferentes de cancro, isso foi incrível“, revela o microbiólogo e co-autor, Christopher Contag.

A taxa de sobrevivência dos cancros detectados já na fase 4, quando o tumor se espalhou para outras partes do corpo, oscila entre os 10% e os 20%. Quando são diagnosticados na fase 1, os pacientes com cancro já têm uma probabilidade de sobreviverem entre os 80% e os 90% — o que demonstra a importância da descoberta precoce da doença.

A equipa quer agora “hackear” os cérebros dos gafanhotos para tentar aplicar esta capacidade num contexto médico. Ainda é cedo, mas os cientistas têm esperança de criar um dispositivo que replicar este mecanismo e consiga detectar a presença de cancro apenas através da nossa respiração.

Adriana Peixoto, 

Fonte: ZAP

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Cientistas descobrem série de buracos “perfeitamente alinhados” a norte dos Açores… e ninguém sabe o que os causou


Uma série de buracos misteriosos “perfeitamente alinhados”, descobertos a cerca de 2.700 metros abaixo da superfície, ao norte dos Açores, tem deixado perplexo os cientistas, que não têm justificação para a respetiva causa.

Os buracos foram encontrados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) enquanto conduziam uma exploração do fundo do mar ao redor da Dorsal Meso-Atlântica com um veículo submarino operado remotamente. Os buracos (ou respiradouros, ou trilhos?) foram encontrados no sedimento perto do cume de um vulcão submarino ao norte do arquipélago dos Açores.

A NOAA, através de um post na rede social ‘Twitter’, reconheceu que os buracos já tinham sido relatados na região mas “a sua origem permanece um mistério”. “Embora pareçam quase feitos pelo homem, as pequenas pilhas de sedimentos ao redor dos buracos fazem com que pareçam ter sido escavados por… alguma coisa”, escreveu a agência, que pediu aos internautas sugestões sobre a possível causa.

Fonte: MultiNews

James Webb mostra Galáxia Cartwheel com pormenorização inédita


A NASA e a equipa do James Webb partilham uma nova imagem proveniente dos instrumentos do telescópio que mostra com grande detalhe a Galáxia Cartwheel

ANIRCam (de Near Infrared Camera) do Telescópio James Webb permtiu-lhe ver além das poeiras que obscurecem a Galáxia Cartwheel e mostrar mais detalhes sobre a formação das estrelas e o buraco negro no seu centro. A galáxia em questão localiza-se a 500 milhões de anos-luz da Terra e já tinha sido observada anteriormente, mas o Hubble e outros aparelhos ‘ficavam-se’ por esta camada de poeiras.

Já o James Webb conseguiu, com a NIRCam e com o MIRI obter imagens que, combinadas, ilustram com grande detalhe a formação estelar. Os dados da NIRCam têm uma predominância de tons azuis, laranja e amarelos, enquanto o MIRI fornece imagens mais avermelhadas. A NASA explica que os pontos vermelhos são estrelas individuais ou que estão em formação ainda e que as imagens da NIRCam permitem distinguir entre poeiras e formações de estrelas mais antigas de outros volumes associados a populações de estrelas mais novas, avança o Engadget. Já as imagens do MIRI permitem analisar melhor a composição das poeiras, identificando regiões ricas em hidrocarbono e outros compostos químicos.

A Galáxia Cartwheel formou-se depois da colisão de uma grande galáxia espiral e outra mais pequena, tem dois anéis, com o exterior a estar a expandir-se desde a colisão, há 440 milhões de anos.

Leia mais sobre esta imagem e sobre o Telescópio na página oficial da missão.

Fonte: EI

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Se a órbita de Neptuno alterar 0,1% destruirá o nosso sistema solar


Um estudo recente veio trazer-nos uma possível e catastrófica realidade. Segundo os resultados do trabalho, se uma estrela ao passar pelo nosso sistema solar movesse a órbita de Neptuno em apenas 0,1%, isso poderia eventualmente fazer com que os outros planetas colidissem uns com os outros ou fossem totalmente expulsos do sistema solar.

Calma, não se preocupe – isso não acontecerá na nossa vida, de acordo com o resultado da investigação.

Se uma estrela vizinha se aproximar demais do nosso sistema solar, pode levá-lo a um pandemónio. Simulações sugerem que uma estrela que sobrevoasse só precisaria empurrar a posição de Neptuno em três vezes a distância entre a Terra e o Sol para fazer com que os planetas ficassem descontrolados.

Pode parecer óbvio que qualquer mudança significativa na posição de um planeta possa ter um grande efeito no nosso sistema solar, mas as novas simulações sugerem que isso pode mesmo destruir o sistema solar.

Investigadores da Universidade de Toronto, Canadá, criaram milhares de simulações e chegaram a um número que nos diz o quão perto uma estrela poderá passar para ter influência tremenda quer num determinado planeta, quer mesmo em todo o nosso sistema solar.

Assim como a gravidade do sol pode influenciar objetos realmente distantes, como os cometas, e estes podem estar muito longe do Sol, continuam a orbitar o Sol por causa da forte gravidade da própria estrela. Uma estrela passageira pode influenciar objetos no sistema solar. Por isso, o nosso estudo foi para tentar compreender quão sensível seria a estabilidade do sistema solar ser influenciada por estrelas passageiras.

Disse Garett Brown, estudante de doutoramento na Universidade de Toronto e co-autor do estudo.


Neptuno pode arruinar tudo

Neste estudo recente, os investigadores criaram quase 3.000 simulações onde mostram qual é a menor quantidade de influência necessária para potencialmente criar enormes mudanças no nosso próprio sistema solar. Na verdade, não é preciso grande coisa!

Conforme refere Brown, apenas as estrelas foram consideradas como sobrevoos estelares nas suas simulações - estrelas que são 100 vezes maiores do que o nosso Sol, o que é raro. Também simularam sobrevoos com estrelas anãs vermelhas mais pequenas, que são cerca de 5% do tamanho do nosso Sol, mas são 100 vezes mais pesadas do que Júpiter.

Numa das simulações descobriu que se uma "mosca voadora" passasse por cá amanhã e puxasse Neptuno para fora da sua órbita apenas por 0,1%, poderia haver consequências catastróficas para Mercúrio e Vénus.

Fizemos as simulações até que Mercúrio colidiu com Vénus, entre outras coisas, e paramos. Então, Mercúrio pode colidir com Vénus e é isso, nada mais acontece.

Referiu Brown.

O resultado específico é que se mover Neptuno numa quantidade relativamente pequena, então ao longo da vida útil do sistema solar, a probabilidade de instabilidade aumentaria 10 vezes. O que parece muito novamente, mas se tomarmos o sistema solar como ele é hoje, completamente isolado do resto do universo, há cerca de 1% de hipótese de Mercúrio colidir com Vénus.

O sistema solar é caótico, é difícil prever o futuro do sistema solar para além de mil milhões de anos, mas dentro de cerca de 5 mil milhões de anos, há cerca de 1% de probabilidade de Mercúrio poder colidir com Vénus. Assim, se uma estrela passar e mover Neptuno nesta pequena quantidade, então em vez de 1% de probabilidade de Mercúrio cair em Vénus, então passaria a haver uma probabilidade de 10%.

Explicou o investigador.

Mas porquê Neptuno?

De acordo com a investigação, a resposta é bem simples: Neptuno é o mais distante, portanto, tem uma hipótese maior de ser influenciado por um sobrevoo estelar. Claro, o estudo levanta o véu de um evento celestial que tem uma probabilidade muito pequena de acontecer. Na verdade é tão pequena que nenhum de nós, dos nossos netos e mesmo bisnetos, estaremos vivos para vê-lo – mas as hipóteses não são zero.

Certamente não é nada para se temer porque o tempo envolvido é tão, tão longo. Tipo, os dinossauros morreram há 65 milhões de anos e isso é tão, tão curto comparado ao tempo que levaria para um evento como esse acontecer.

Concluiu Brown.

Interessante foi a opinião do investigador sobre um acontecimento que nos possa preocupar num futuro mais próximo. Para ele, os humanos deveriam preocupar-se com apagão do Sol. Contudo, novamente, isso só acontecerá daqui a cinco mil milhões de anos!

Fonte: Pplware

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Concept. Investigadores criam colónia espacial com gravidade artificial


A The Glass apresenta uma estrutura em forma de um cilindro.

Um grupo de investigadores da Universidade de Quioto e da empresa de construções Kajima desenvolveu o ‘concept’ de uma estrutura que permitirá viver em outros planetas além da Terra, como é o caso de Marte.

Este ‘concept’ recebeu o nome de The Glass e apresenta a forma de um cilindro com todo o tipo de áreas para tornar a vida dos colonos espaciais o mais confortável possível - com áreas verdes, zonas de água e até transporte público.

Como conta o DesignBoom, A equipa notou que os habitantes desta estrutura poderão desfrutar de gravidade artificial, o que eliminaria grande parte dos potenciais problemas de saúde que a comunidade científica tem identificado como obstáculos à vida fora da Terra.

“Temos a visão de um futuro em que a espécie humana fará da migração entre a Lua e Marte uma realidade na segunda metade do século XXI”, pode ler-se no comunicado da equipa de investigação. “Considerámos uma instalação com gravidade artificial que consiga gerar gravidade equivalente ao ambiente global, usando força centrífuga da rotação do Espaço e da superfície da Lua e de Marte, tornando-se tecnologia nuclear para os seres humanos avançarem para o Espaço”.

Abaixo pode ver um vídeo explicativo sobre o The Glass e, na galeria acima, algumas imagens do projeto.


Fonte: NM

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Manchas ‘gigantes’ no Sol levantam receios de tempestades solares destrutivas


Filamentos magnéticos na superfície solar podem depois causar ‘apagões’ e problemas com tecnologia na Terra.

O Sol tem apresentado um número crescente de ‘manchas solares’ bem como outras "estruturas" na sua superfície, segundo mostram as últimas imagens e investigação. Segundo escreve o Independent, estas ‘manchas solares’ – fenómenos astronómicos consistem no aparecimento de manchas causadas por uma concentração de fluxos magnéticos – estão debaixo de olhos dos astrónomos já que há risco de que estas estruturas filamentares lancem detritos contra a Terra, com efeitos destrutivos.

As ‘manchas solares’ podem causar erupções solares e manifestar-se em tempestades solares, não havendo, para já, indicação de quais as zonas do Sol que estão em maior risco de se tornarem local de erupção solar.

Segundo alguns investigadores, o desenvolvimento destas ‘manchas solares’ podem causar desequilíbrios magnéticos e causar apagões elétricos, bem como problemas em vários equipamentos, como satélites, GPS e até na distribuição elétrica na Terra. As manchas detetadas e que mais preocupam os cientistas estão precisamente voltadas para a superfície Terrestre.

A maior mancha detetada, que dá pelo nome de AR3055, tem mais de 100 mil quilómetros de diâmetro. Ainda não é claro como ocorre a formação destas zonas no céu e se, após o seu aparecimento, vão aumentando em dimensão.

Por agora, de acordo com o Centro de Previsão Meteorológica Espacial, da Administração do Oceano e Atmosfera dos EUA, o Espaço apresenta condições meteorológicas estáveis, das quais o único fenómeno de relevância é uma tempestade geomagnética relativamente pequena e que, na pior das hipóteses, caso tenha efeitos na Terra, pode causar pequenas flutuações nas grelhas de distribuição de eletricidade, pequenos impactos no funcionamento de satélites afetar o padrão migratório de alguns animais e ao aparecimento de auroras boreais.

Fonte: CM

terça-feira, 12 de julho de 2022

Asteroide do tamanho de um autocarro “roçou” a Terra de surpresa e os cientistas deixam alerta para o perigo da situação


O 2022 NF apareceu “do nada” nos radares quando faltavam poucos dias para a sua passagem pela Terra. Desta vez não houve perigo, mas a surpresa deixou a comunidade científica desconfortável com a possibilidade da situação se repetir com um asteroide de maior perigo.

Um corpo celeste do tamanho de um autocarro roçou recentemente a Terra, quase de surpresa. Desconhecido até 4 de julho último, quando apareceu do nada nos ecrãs do sistema Pan-STARRS de deteção de objetos próximos, o 2022 NF - como foi denominado - não é considerado um "asteroide potencialmente perigoso", mas a situação vem reforçar a necessidade de investir na defesa planetária.

O pequeno asteroide, com cerca de 12,5 metros de comprimento e 5,5 metros de largura, passou a apenas 90 mil quilómetros da Terra, aproximadamente 23% da distância e entre o planeta azul e a Lua, no passado dia 8 de julho.


À partida, o 2022 NF não seria capaz de causar grandes níveis de destruição, mas já sabemos que o tamanho não é a única coisa que importa entre estes corpos celestes, e podia ter existido prejuízo consoante o local onde impactasse.

Por outro lado, estão identificados objetos celestes próximos, esses sim, de facto capazes de causar danos elevados - em várias “frentes” - se atingirem a Terra.

Face ao risco que os asteroides de maior dimensão representam, estão a ser desenvolvidas estratégias de defesa como a DART, que une a NASA e a ESA na intenção de desviar quaisquer asteroides em rota de colisão com a Terra. Por enquanto o alvo é Dimorphos.

A China também está a preparar um novo sistema de defesa planetário que deve incluir uma missão espacial para desviar a rota de um asteroide próximo da Terra. O asteroide em questão ainda não foi escolhido, mas a missão deve ser operacionalizada nos próximos quatro anos.

Fonte: TekSapo

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Júpiter foi atingido por algo tão grande que provocou a maior explosão deste século


Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e é o quinto mais próximo do Sol. Está a uma distância média da Terra de 628.000.000 km. Portanto, está perto, astronomicamente falando, e acessível aos vários instrumentos humanos que o estudam. Tal proximidade permitiu perceber que foi atingido por algo tão grande que provocou a maior explosão e o maior clarão registado da Terra dos últimos 28 anos.

Segundo os cientistas, esta explosão em Júpiter terá a força equivalente a 2 milhões de toneladas de TNT. Apesar do impacto ter acontecido há algum tempo, só agora se conheceram mais detalhes deste fenómeno.

No final do ano passado, Júpiter foi "bombardeado" com várias rochas espaciais e algumas provocaram clarões enormes assinalando colossais explosões. Em setembro, a lente do fotógrafo espacial brasileiro José Luís Pereira mostrou o impacto de um asteroide gelado no planeta. As imagens correram mundo.

Contudo, no mês seguinte, uma rocha espacial atingiu a "superfície" gasosa de Júpiter e o impacto dessa colisão, que pode ter sido a maior em 28 anos, foi tão forte que observadores aqui da Terra conseguiram captar o fenómeno.


Explosão de 1994 deixou cicatrizes em Júpiter

De acordo com a Universidade de Kyoto, no Japão, este impacto foi o maior registo de explosão em Júpiter desde 1994. É importante referir que nesse ano, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 colidiu com o gigante planeta causou uma explosão equivalente a 300 milhões de bombas atómicas e deixou marcas na atmosfera de Júpiter.

Segundo a NASA, após este impacto dos anos 90, apareceram na atmosfera do planeta manchas escuras e aneladas. Com o passar dos anos os astrónomos deram conta que estas manchas desvaneceram e acabaram por desaparecer apagadas pelos ventos de Júpiter.

A maior explosão do século em Júpiter

A colisão aconteceu no dia 15 de outubro de 2021, e foi observada pelo instrumento PONCOTS (Planetary Observation Camera for Optical Transient Surveys), que é operado pela Universidade de Kyoto no Japão.


Após os dados recolhidos, a universidade descreveu o fenómeno num estudo, que ainda não foi revisto por pares. Nesse documento, é descrito que a rocha tinha uma massa de cerca de 4,1 milhões de kg e entre 15 a 30 metros de diâmetro (Não tão grande na proporção, mas com velocidade suficiente para aquecer até 8.000 °C), o suficiente para libertar uma energia de impacto equivalente ao meteorito Tunguska, que atingiu a Terra em 1908, mais especificamente na Sibéria, Rússia.

Até hoje, esse está classificado como "o maior impacto cósmico testemunhado" pela humanidade moderna.

O escudo confiável do sistema solar

Vários corpos celestes geralmente caem em Júpiter. Os astrónomos observam estes eventos na forma de flashes na faixa ótica. Acredita-se que a principal fonte de colisões de Júpiter seja um grupo de cometas de curto período perto da órbita do gigante gasoso.

Desde 2010, os astrónomos registaram seis explosões brilhantes de impactos, que, juntamente com uma nova de 2021, ajudaram os cientistas a melhorar as estimativas da frequência de tais eventos em Júpiter.

Em geral, Júpiter é um escudo confiável para os planetas do sistema solar interno. A sua enorme gravidade salva-nos, atraindo a maioria dos asteroides e cometas perigosos, que sem o nosso planeta gigante, poderiam colidir com a Terra.

Fonte: Pplware

sábado, 28 de maio de 2022

Cientistas descobrem ondas magnéticas gigantes a oscilar em torno do núcleo da Terra


Um novo estudo descobriu que as ondas magnéticas influenciam as intensas mudanças que ocorrem no núcleo da Terra, contribuindo para fortes mudanças de ano para ano no campo magnético.

Ao estudar dados de satélite da Terra, uma equipa de cientistas identificou um novo tipo de onda magnética que “varre” a superfície do núcleo da Terra de sete em sete anos.

“Os geofísicos teorizaram há muito tempo a existência destas ondas, mas pensava-se que elas se propagavam em escalas de tempo muito mais longas”, disse o investigador Nicolas Gillet, da Universidade Grenoble Alpes, em França, citado pelo Science Alert.

“As medições do campo magnético a partir de instrumentos baseados na superfície da Terra sugeriram que havia algum tipo de ação de ondas, mas precisávamos da cobertura global oferecida pelas medições a partir do Espaço para revelar o que realmente se está a passar”, acrescentou o especialista.

As ondas, conhecidas como ondas Magneto-Coriolis, são enormes colunas magnéticas alinhadas ao longo do eixo de rotação da Terra, mais fortes no equador.

Segundo a investigação, percorrem a fronteira entre o núcleo e o manto com uma amplitude de cerca de 3 quilómetros por ano, e deslocam-se para oeste a uma velocidade de até 1.500 quilómetros por ano.

A sua existência sugere que podem existir outras ondas Magneto-Coriolis com diferentes períodos de oscilação, que os cientistas ainda não foram capazes de detetar até à data devido à falta de dados.

“As ondas magnéticas são suscetíveis de serem desencadeadas por perturbações no interior do núcleo fluido da Terra, possivelmente relacionadas com plumas de flutuação”, referiu Gillet. “A nossa investigação sugere que é provável que outras ondas deste tipo existam, provavelmente com períodos mais longos – mas a sua descoberta depende de mais investigação.”

O núcleo da Terra tem uma camada interior sólida e uma camada exterior de metal líquido. A diferença de temperatura entre o núcleo quente e a camada exterior mais fria provoca correntes de convecção no líquido e o movimento de partículas carregadas no metal “cria” o campo magnético do planeta.

O campo magnético da Terra influencia o seu interior e, ao mesmo tempo, funciona como uma enorme “bolha” que nos protege dos efeitos nocivos da radiação cósmica, do vento solar e de outras agressões meteorológicas espaciais.

O artigo científico foi publicado, este mês, na PNAS.

 Fonte: ZAP

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Porta misteriosa em Marte não é entrada para casa de extraterrestres


Uma fotografia capturada em Marte e partilhada pela NASA parece mostrar uma porta de entrada no meio do Planeta Vermelho, mas na verdade tem uma explicação mais plausível.

A imagem, captada pelo Curiosity na semana passada, mostra claramente uma fenda retangular na face da rocha e, talvez inevitavelmente, gerou teorias de conspiração que apontam para ela como evidência de vida extraterrestre no Planeta Vermelho.

Quando olhamos para o céu, vemos coisas que não estão realmente lá — quer sejam imagens em constelações, um rosto na lua ou uma “cabana misteriosa” avistada por cientistas chineses, que afinal é apenas uma rocha.

A explicação para a “porta” em Marte é, na verdade, bastante simples, e está na própria fotografia, se olharmos mais de perto, realçam os investigadores.

O formato surgiu através de “processos geológicos normais“, segundo explicou Sanjeev Gupta, professor no Imperial College London, ao The Daily Telegraph.

Uma fenda ou fissura profunda é visível dentro da “porta”, indicando uma fratura na rocha — algo que acontece tanto em Marte como na Terra, e que pode ter ocorrido em qualquer altura, nos últimos cem milhões de anos.

“A fenda é uma fratura e são abundantes em Marte e na Terra — não há necessidade de extraterrestres para elas aparecerem”, acrescenta o também geólogo, que trabalha na missão do Curiosity com a NASA, segundo a Sky News.

“Não há absolutamente nada de estranho na imagem — estes são apenas processos geológicos normais”, sublinha Gupta.

A perspetiva também entra em jogo, com a NASA a explicar que a fissura só parece ser uma porta de tamanho normal por a imagem estar bastante ampliada. A fenda é na realidade uma pequena fenda numa rocha, explicou um porta-voz da NASA.

“Os investigadores da equipa sublinharam quão pequena é” — cerca de 30 centímetros por 45 centímetros — adianta o mesmo porta-voz.

Segundo os especialistas, “há fraturas lineares ao longo deste afloramento, e este é um local onde várias fraturas lineares se intersetam”, acrescenta.

A boa notícia é que o Curiosity continua à procura de vida em Marte, ou pelo menos de sinais de que já existiu vida no Planeta Vermelho.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Humanidade terá de esperar entre dois mil e 400 mil anos para comunicar com extraterrestres, segundo investigadores chineses

Os cientistas basearam-se na quantidade de planetas terrestres que possam ser habitáveis 
e a sua probabilidade em ter uma forma de vida que evolua para uma civilização
Wikimedia Commons

Os dois milénios são o melhor cenário previsto, e os 400 mil anos são a pior hipótese, o que, na prática, poderá significar que o encontro pode nunca acontecer, segundo a Teoria do Juízo Final.

O contacto com uma espécie alienígena avançada, caso esta exista, deverá demorar a ocorrer entre dois mil e 400 mil anos, segundo cálculos apresentados num estudo efetuado por cientistas da Universidade de Pequim. Para desgosto dos fãs de “Star Trek” ou de “Battlestar Galactica”, ainda que os extraterrestres existam, o ser humano poderá nunca conhecer nenhum alien. Isto porque, segundo a Teoria do Juízo Final, as civilizações inteligentes podem estar à partida condenadas por guerras, aniquilações, alterações climáticas e impactos de asteroides no seu planeta.

Enquanto a única civilização inteligente avançada, um dos maiores mistérios para os humanos é se a nossa existência é única”, escreveram os autores do estudo publicado no The Astrophysical Journal, no dia 4 de abril, Wenjie Song e He Gao, que apresentaram uma explicação para a falta de resposta extraterrestre: “A razão para não termos recebido um sinal [de vida] é que o período de vida da comunicação humana não é, atualmente, grande o suficiente.”

Para chegarem às conclusões apresentadas, os cientistas basearam-se em dois parâmetros. O primeiro é a quantidade de planetas terrestres que podem ser habitáveis e a probabilidade que os mesmos tenham uma forma de vida que evolua para uma civilização. O segundo é o período de vida de uma estrela que é exigido para a formação de vida.

Através destas variáveis, os cientistas chegaram então ao intervalo temporal que, na melhor das hipóteses, separa a atual geração tanto de extraterrestres como de Jesus Cristo. Com a Teoria do Juízo Final, a civilização humana pode, como já foi referido, nunca entrar em contacto com vida alienígena. Os autores do estudo vão mais longe e não descartam a hipótese de que nenhuma das 111 possíveis civilizações na Via Láctea — a quantidade estimada no pior cenário, sendo que no melhor serão 42 mil civilizações — se cruzem algum dia, cada uma destinada a desaparecer antes de conhecer a outra.

Diogo Paredes

Fonte: Observador

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Cientistas encontram provas do maior terramoto da história da Humanidade


Uma equipa de arqueólogos encontrou evidências do maior terramoto conhecido da história da Humanidade: com uma magnitude de 9,5, causou um enorme tsunami que levou a população costeira a abandonar o litoral durante mil anos.

O terramoto aconteceu há cerca de 3.800 anos no atual norte do Chile, quando uma rutura de placas tectónicas “levantou” a linha costeira da região.

Segundo o Live Science, o tsunami subsequente foi tão poderoso que criou ondas de até 20 metros de altura, estendeu-se até à Nova Zelândia e atirou enormes pedras centenas de quilómetros para o interior.

Até agora, o maior sismo conhecido era o de Valdivia, que em 1960 atingiu o sul do Chile com um abalo de magnitude entre 9,4 e 9,6, vitimando mortalmente 6 mil pessoas e espalhando maremotos pelo Pacífico. O evento foi provocado por uma rutura de 800 quilómetros de comprimento numa placa tectónica.

O recém-descoberto megaterramoto também foi produzido por uma rutura numa placa tectónica, mas com 1.000 quilómetros de comprimento.

James Goff, geólogo da Universidade de Southampton, e a equipa descobriram evidências do abalo sísmico em depósitos litorais e rochas marinhas encontradas no interior do deserto do Atacama, deslocados pelo tsunami.

Depois de recolherem sedimentos em sete locais de escavação ao longo de 600 quilómetros da costa norte do Chile, os cientistas usaram o método de datação por carbono-14 para estimar a idade das amostras. Segundo a análise, o material foi deslocado para o interior, há pelo menos, 3.800 anos.

A equipa também encontrou antigas estruturas de pedra sob os depósitos do tsunami, que não passam de paredes construídas pelas populações que viviam naquele local. O fenómeno terá deixado a população costeira sem nada, com as comunidades a abandonarem o litoral rumo ao interior do Chile.

Só mil anos depois é que as pessoas voltaram a viver ali.

A descoberta surge num novo artigo científico, publicado este mês na Science Advances.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Astrónomos encontram gigantes vermelhas “em miniatura”. Sofreram uma dramática perda de peso


Uma equipa de astrónomos encontrou, pela primeira vez, um tipo de estrela gigante vermelha que sofreu uma dramática perda de peso.

Os astrónomos já suspeitavam da existência de gigantes vermelhas – estrelas no fim do ciclo de evolução estelar – “em miniatura” e, recentemente, conseguiram confirmar a sua existência.

“Fomos extremamente sortudos em encontrar cerca de 40 gigantes vermelhas ‘em miniatura’, escondidas num mar de estrelas normais”, disse Yaguang Li, autor principal do estudo, citado pelo EurekAlert.

A equipa da Universidade de Sidney conseguiu este feito depois de ter analisado dados de arquivo do telescópio espacial Kepler, que deixou de estar em funcionamento em 2018.

Durante o seu período de operação, o observatório ficou apontado para a constelação Cygnus, recolhendo medidas da variação de brilho em dezenas de milhares de estrelas gigantes vermelhas.

Para determinar as propriedades, os autores trabalharam com a asterosismologia, o estudo das vibrações estelares. As ondas de rádio revelam informações que vão além da temperatura da superfície e luminosidade das estrelas.

“As ondas penetram o interior estelar e dão-nos informações sobre outra dimensão”, explicou Li, acrescentando que a equipa conseguiu, assim, determinar as etapas evolutivas, massas e tamanho das estrelas. Contudo, durante a investigação, encontraram algo estranho: duas delas eram de tipos diferentes do comum.

Um desses tipos incluía gigantes vermelhas com até 0,7 massa solar. Considerando o tamanho típico de uma gigante vermelha, que pode chegar a 8 massas solares, os cientistas acreditam haver duas possíveis explicações para este reduzido tamanho: a gradual perda de massa (que seria impossível, já que o processo levaria muito tempo), ou um vizinho (provavelmente, uma anã branca) a roubar a massa da vizinha.

Já o segundo tipo identificado envolvia estrelas com massa e brilho menores do que o apresentado pelos modelos dos cientistas.

Estas estrelas são extremamente raras (só foram encontradas sete) e a falta de explicação para a perda de massa por processos físicos normais levou os astrónomos a concluir que deve haver alguma companhia oculta a roubar a massa das estrelas.

O artigo científico foi publicado, no dia 14 de abril, na Nature Astronomy.

Fonte: ZAP

terça-feira, 5 de abril de 2022

Cientistas do MIT criam ferramenta que prevê o futuro com precisão


Cientistas criaram uma ferramenta simples de usar que consegue prever eventos futuros com um elevado grau de precisão.

Uma equipa de investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criou uma ferramenta que permite a um utilizador sem experiência gerir sistemas complexos de Inteligência Artificial.

A ferramenta tem aplicação prática, por exemplo, na previsão da evolução do mercado de ações, no estudo do clima ou no cálculo da probabilidade de desenvolver doenças.

Para criar uma ferramenta preditiva é necessário fazer observações durante um determinado período de tempo. Depois, pega-se na montanha de dados obtidos e processa-se com a ajuda de algoritmos de machine learning.

O jornal El Confidencial escreve que esta nova ferramenta do MIT consegue simplificar ainda mais esta tarefa e permite fazer as nossas próprias previsões sem ter que passar pelo processo de aprendizagem da tecnologia.

No que toca a prever valores futuros e preencher lacunas de informação dentro de uma cadeia de dados, este novo algoritmo revela-se mais preciso e eficiente, salientam os investigadores.

A ferramenta chama-se tspDB e permite corrigir e substituir valores ausentes dentro de uma série de dados e prever séries temporais únicas.

“Embora os dados da série temporal estejam a ficar cada vez mais complexos, este algoritmo pode capturar efetivamente qualquer estrutura da série temporal. Parece que encontramos a lente certa para observar a complexidade do modelo de dados da série temporal”, diz o autor principal do projeto, Devavrat Shah, em comunicado.

Os investigadores calculam que com a tspDB, um utilizador consegue fazer uma pesquisa numa base de dados em menos de um milissegundo.

Assim, qualquer pessoa consegue em apenas alguns minutos, por exemplo, prever os preços futuros das ações mesmo que faltem alguns dados.

O objetivo agora é melhorar o algoritmo para que funcione também em séries temporais com múltiplas variáveis.

Os investigadores querem também adicionar mudanças pontuais no comportamento das séries de dados e que o sistema as detete automaticamente para incluí-las nas suas previsões.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 31 de março de 2022

Amanhã o asteroide FF1 2007 passará próximo da Terra — e não, não é mentira


Cientistas realçam dimensões pequenas do objeto do ponto de vista astronómico: 260 metros de diâmetro. Pela sua órbita em torno do sol, integra a classe Apollo.

O próximo dia das mentiras, celebrado a 1 de abril, vai ficar marcado no mundo da astronomia pela passagem pela Terra de um asteroide relativamente mais pequeno que a média, não eliminando, ainda assim, os receios de uma hipotética colisão. Na mente dos cientistas permanecem os relatos históricos que de eventos semelhantes, no passado, que causaram a extinção de múltiplas espécies e habitats. Apesar de toda a tecnologia de monitorização dos céus existente atualmente, não se pode desconsiderar por completo uma colisão.

O asteroide em causa foi primeiramente descoberto em 2007 e tem cerca de 260 metros de diâmetro. Batizado FF1 2007, o asteroide está a deslocar-se a quase 18 mil quilómetros por segundo, durante a sua órbita em torno do sol. Faz, por isso, parte do grupo de asteroides da classe Apollo.

O Interesting Engineering, que cita informações da base de dados SpaceReferenece, aponta que o FF1 2007 terá no próximo dia 1 de abril a sua maior aproximação à Terra durante o nosso período de vida: a cerca de 7.402982 quilómetros. Como o asteroide tem mais de 140 metros e ultrapassa a marca definida pelos astrónomos, foi classificado como “potencialmente perigoso”.

De acordo com as previsões do SpaceReferenece, o corpo deve passar a 28968192 quilómetros de distância. Apesar dw estas ainda serem enormes, em termos astronómicos são relativamente pequenas e devem ser considerados erros de cálculos ou interações com outros objetos espaciais afastem o asteroide da rota prevista.

Para se chegar à última vez que um asteroide embateu com a Terra, causando mudanças no planeta, é preciso recuar alguns milhões de anos. No entanto, para se encontrar a última entrada deste tipo de agente na atmosfera da Terra basta lembrar-nos do último ano, quando um meteorito iluminou os céus da Noruega.

Fonte: ZAP

terça-feira, 22 de março de 2022

Novo dinossauro português com 130 milhões de anos descoberto no Cabo Espichel


Uma nova espécie de dinossauro, com 130 milhões de anos, foi descoberta no Cabo Espichel, no concelho de Sesimbra, e mostra que a Península Ibérica possuía uma grande diversidade destes animais, revela um estudo divulgado esta quarta-feira.

O fóssil do "novo dinossauro português", como é referido num comunicado da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa, está associado aos dinossauros espinossaurídeos. Os paleontólogos chamaram à nova espécie "Iberospinus natarioi".

A descoberta dos restos do animal, classificado como "estranho" remonta a 1999 e é originalmente atribuída ao paleontólogo amador Carlos Natário.

"Foram escavados entre 2004 e 2008, com uma escavação adicional em 2020 que surpreendentemente conseguiu novos ossos", referem no documento os paleontólogos da FCT Octávio Mateus e Dario Estraviz-López.

Agora, novos ossos e uma reexaminação revelaram tratar-se de uma "nova espécie" de dinossauro aquático.

O estudo foi publicado na revista científica PLOS ONE, pelos paleontólogos Octávio Mateus e Darío Estraviz-López, da faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã.

"O novo dinossauro foi batizado "Iberospinus natarioi", que significa "espinho ibérico" e também está dedicado ao descobridor, Carlos Natário", indicam os académicos.

Entre outras características, o Iberospinus tem uma configuração da mandíbula considerada única, "com canais internos diferentes e uma ponta da mandíbula reta", em vez de apontar para cima, como acontece em dinossauros semelhantes.

Apesar de pertencer ao grupo dos espinossaurídeos, o 'Iberospinus natarioi' não teria nas costas uma vela como a do "Spinosaurus" e não possuía as adaptações extremas que outros membros do grupo poderiam ter para se movimentarem na água.

De acordo com os cientistas, o "Iberospinus natarioi" é o terceiro espinossaurídeo nomeado na Península Ibérica, após o "Camarillasaurus cirugedae" (inicialmente não reconhecido como um espinossauro) e o "Vallibonaventrix cani".

Este animal junta-se, assim "aos membros mais antigos do grupo", como os descobertos na Grã-Bretanha (incluindo duas espécies recentemente descritas no Sul de Inglaterra e o famoso Baryonyx), aumentando as possibilidades de os espinossaurídeos terem aparecido "pela primeira vez" na Europa Ocidental.

Fionte: JN
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