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terça-feira, 20 de abril de 2021

China: Drones exibem códigos QR gigantes no céu para as pessoas descarregarem jogos


A China é um país onde muitas situações insólitas e caricatas ligadas ao mundo da tecnologia acontecem. E a situação de que falamos hoje é um exemplo claro disso mesmo.

Na região de Xangai, uma criadora de videojogos conseguiu criar algo verdadeiramente inovador. Colocou drones a emitir enormes códigos QR no céu, para que as pessoas pudessem apontar os seus dispositivos e fazerem download de um videojogo.

Drones exibem códigos QR enormes para descarregar videojogos

Os drones vierem revolucionar diversos segmentos, desde a mobilidade, fotografia e vídeo, entregas, entre muitos outros. Mas estes gadgets também permitem dar, quase literalmente, asas à imaginação para levar a cabo diversos projetos e ideias interessantes.

Nesse sentido, a empresa responsável pela criação do jogo ‘Princess Connect Re: Dive‘, decidiu celebrar o aniversário do título de uma forma bem especial. Recentemente a criadora apresentou em Xangai um mega espetáculo massivo de drones. Para o efeito foram então utilizados um total de 1.500 drones que voaram até aos céus da cidade chinesa em plena noite.

Nos céus, os drones realizaram diversas coreografias com referências ao videojogo. Foram criadas e exibidas personagens do jogo, mensagens, o logotipo do título, entre outras coisas.

Mas o mais engraçado foi deixado para o final do espetáculo. Os drones formatam um código QR gigante no céu para que as pessoas pudessem capturá-lo com os seus smartphones. Desta forma, o código transformava-se num link personalizado que permitia aos espetadores fazer download do jogo para os seus telefones, bem como aceder a mais informações sobre o mesmo.

Esta ideia foi então muito bem pensada, uma vez que a China é um dos países onde os códigos QR são mais utilizados.

Também no ano passado a empresa criou algo do género na altura do lançamento do jogo. Mas dessa vez, o código QR foi pintado num prédio, sem mais detalhes, para levar as pessoas a capturá-lo e acederem diretamente à loja de apps.


Fonte: Pplware

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Vêm aí os aviões movidos a hidrogénio. Airbus desenvolve três conceitos

São três aviões movidos a hidrogénio que a Airbus está a desenvolver © Airbus

A fabricante europeia de aeronaves espera colocar no mercado em 2035 o primeiro avião comercial movido a hidrogénio. Em desenvolvimento estão três conceitos de aviões.

A Airbus apresentou, esta segunda-feira, três conceitos de aviões movidos a hidrogénio, e espera colocar ao serviço uma aeronave comercial de emissão zero em 2035, numa altura em que há uma crescente pressão da opinião pública a favor de transportes não poluentes.

O setor aeronáutico, atingido pelo coronavírus e denegrido pelo movimento "flygskam" (vergonha de apanhar o avião) devido às emissões de CO2 - 2 a 3% das emissões mundiais, segundo o setor-, tenta avançar rapidamente rumo à "descarbonização" do transporte aéreo.


"Esperamos desempenhar um papel de liderança na transição mais importante que a nossa indústria verá", afirma em comunicado Guillaume Faury, presidente executivo da Airbus, grupo que deseja "tornar-se líder na descarbonização da indústria aeronáutica".

A fabricante europeia estuda três conceitos de aeronaves, todas movidas a hidrogénio e nomeadas "ZEROe" - "zero emissões". O motor de hidrogénio não emite poluentes, já que produz apenas vapor de água.

O primeiro é um turborreator "de configuração clássica", segundo explica Guillaume Faury ao jornal Le Parisien. Com 120 a 200 passageiros - o equivalente a um A220 ou um A320 - e uma autonomia de mais de 3.500 km, será movido por uma turbina de gás com hidrogénio, armazenado em tanques localizados na parte traseira da fuselagem.
"O coração dos motores de um avião é uma turbina de gás" na qual o combustível vaporizado é queimado, explicou o diretor-geral da aviação civil (DGAC) francesa, Patrick Gandil. E fazer combustão com hidrogénio, "quase tão energética quanto", precisa apenas, segundo diz, de pequenas modificações.

O segundo conceito é um avião de alcance regional turboélice (de hélice) que pode levar até 100 passageiros a uma distância de 1.800 km.

O terceiro conceito é uma asa voadora com uma capacidade e autonomia semelhantes ao conceito do turborreator.

Tanque criogénicos

"A fuselagem excepcionalmente larga oferece múltiplas possibilidades para armazenar e distribuir hidrogénio, bem como para o condicionamento da cabine", explica a Airbus.

Segundo Candil, é principalmente no armazenamento e transporte onde está a dificuldade do hidrogénio.

O hidrogénio requer quatro vezes o espaço de armazenamento do combustível e, acima de tudo, deve ser liquefeito a -250 graus.

Os tanques criogénicos devem, na verdade, resistir à pressão e ter forma cilíndrica ou esférica, "por isso não podem ser colocados nas asas, como é feito atualmente" explica Patrick Gandil.

Isto abre caminho para inúmeras mudanças possíveis na forma do avião, além de implementar motores sob as asas.

A Airbus, o grupo de motores Safran, assim como a sua co-empresa Arianegroup e Onera, avaliam desde o início do ano o uso do hidrogénio na aviação.

Todo este processo vai demorar cerca de sete anos, segundo Guillaume Faury. "Portanto, a implementação do programa está prevista para perto de 2028. A nossa ambição é ser o primeiro fabricante a colocar esse dispositivo em serviço em 2035."

Este calendário corresponde ao objetivo de um "avião neutro em carbono" estabelecido pelo governo francês, que prevê dedicar 1.5 mil milhões de euros até 2022 em apoio ao setor da aviação.

Muitos Estados europeus já fizeram do hidrogénio um dos principais eixos para o futuro desenvolvimento do setor aéreo.

Fonte: DN

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Maçonaria junta 200 pessoas em jantar na Penha Longa


Homens chegaram primeiro e as mulheres depois.

A Grande Loja Soberana de Portugal (GLSP), uma das várias lojas maçónicas que existem no nosso País, juntou este sábado cerca de 200 pessoas num jantar realizado no hotel Ritz Carlton, na Penha Longa, em Sintra, apurou o CM.

Em período de contingência em face da Covid-19, este ajuntamento foi criticado por muitos maçons, que se recusaram mesmo a estar presentes.

O evento tratou-se de um jantar de gala, em “honra das senhoras”, e que servia para comemorar também o segundo aniversário da Grande Loja Soberana de Portugal.

A inscrição custava 35 euros por pessoa, e as regras obrigavam os presentes a fatos de gala. Durante o dia os homens estiveram sozinhos em Sintra, e só à noite se juntaram as mulheres, que tiveram direito a uma noite especial.

No início do evento foi entoado o ‘Fado da Soberana’, um tema de Vasco Lima com versos de Fernando Correia, que é considerado uma litania maçónica que é recitada em cada encontro.

Contactados pelo CM, elementos da daquela unidade hoteleira disseram não ter conhecimento da organização e realização do jantar.

A GLSP tem como grão-mestre João Pestana Dias.

Fonte: CM

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Califórnia já tem uma estrada pavimentada com plástico


O que parece uma estrada comum é agora a mais recente novidade na cidade de Oroville, na Califórnia. A nova construção junta uma tecnologia que mistura garrafas de plástico com asfalto. Por cada quilómetro de estrada são usadas cerca de 150 mil garrafas.

Esta é a primeira estrada do país a ser pavimentada com plástico reciclado. Sean Weaver, presidente da TechniSoil, a startup que criou este projeto, explica que “o pavimento se baseia num material de plástico para assegurar a resistência, e a rocha é simplesmente um material de enchimento.”

A nova técnica adotada permite o reaproveitamento do asfalto antigo, o que não acontece quando uma rua ou estrada precisa de ser pavimentada, uma vez que a camada superior do asfalto é retirada e automaticamente descartada.

De acordo com a Fast Company, na cidade de Oroville, uma parte da estrada com uma extensão de 500 metros já foi repavimentado com plástico.

A fusão dos dois materiais torna a estrada mais resistente a possíveis danos, como é o caso de buracos ou fissuras que vão surgindo com o tempo. Pode ainda ter uma durabilidade superior do que o asfalto comum pois este apenas “depende da rocha para a resistência da mesma”.

O processo recorre ao PET, material frequentemente utilizado na composição de garrafas de refrigerantes e água. Para pavimentar uma estrada, os trabalhadores usam equipamentos que moem a camada superior do pavimento, e depois misturam esse pavimento antigo com o plástico reciclado mantendo-os unidos.

Com a utilização dos métodos mais tradicionais, repavimentar uma estrada pode exigir a introdução de 42 camiões de material novo e o transporte de outros 42 camiões de resíduos por cada quilómetro de asfalto.

O novo modo de operar permite uma redução do tráfego, o que elimina as emissões dessas viagens e acelera os trabalhos em curso. “Podemos fazer esse trabalho de maneira muito tranquila à noite” diz Weaver.

A empresa está também a trabalhar com Los Angeles e em breve irá adotar esta técnica em outras cidades na Califórnia. O estado norte-americano, preocupado com questões ambientais, tem alguns objetivos mais ambiciosos para o futuro.

Também na Europa o tema começa a eclodir. Na Holanda, uma empresa experimentou utilizar plástico reciclado para pavimentar estradas, começando a experiência com uma ciclovia.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Pivots de telejornais acometidos por um estranho vírus


Os noticiários na televisão são a melhor forma de medir o estado da nação. Enquanto existiram apenas dois canais generalistas, a pessoas dividiam-se entre aqueles que viam o Telejornal e os que viam o Jornal das Nove do segundo canal. 

Os telejornais eram-nos servidos por pessoas que respeitávamos, que faziam uma apresentação distanciada dos assuntos, independente; sem flores. Estavam sempre em nossa casa mas não os considerávamos próximos; até que, com os novos canais, os pivots sentiram a necessidade de deixar de ser apenas os tipos que nos visitavam e fazer parte da família. 

Quiseram estreitar laços. Agarrar o espectador na luta pelas audiências. Começaram-nos a piscar o olho! Adoro aquele post scriptum de Vasco Pulido Valente, num texto de 2014, que termina com chave de ouro: “Imploro ao sr. José Rodrigues dos Santos que não me pisque mais o olho”. Sempre houve quem tomasse “liberdades”, mas com a competitividade acrescida e as receitas da publicidade a diminuir, os pivots da informação tiveram que ‘inovar’ cada vez mais. E se nos últimos anos muito mudou, com estes meses que já levamos de pandemia a coisa só piorou. A angústia de estar em casa levou a uma maior procura de informação que prendeu as pessoas aos diferentes serviços informativos na televisão. 

Os directores dos canais foram estendendo o lençol informativo enquanto iam agarrando as audiências. Os telejornais foram alargando para mais de uma hora e meia, até passaram a incluir os melhores ‘gags virais’ das redes sociais; secundarizando as novelas, as séries e tudo o resto. Uma batalha difícil que conheci por dentro na direcção de informação de um canal generalista onde era imperioso tentar agarrar um espectador com um perfil cada vez menos esclarecido. O que aconteceu a Rodrigo? 

Durante muitos anos admirei a qualidade, sobriedade e solidez de Rodrigo Guedes de Carvalho; mesmo quando metia uma colherada mais pessoal como aquela no final de uma noite de eleições: “o meu pai foi o médico que pôs a Bárbara Guimarães ao mundo”. Rodrigo era simples, conciso, tinha graça. E sobretudo, era oportuno. Só que algo se passou nos últimos tempos, como tão bem evidenciou Joana Marques em três episódios radiofónicos do “Extremamente Desagradável”. Rodrigo extravasou do cunho pessoal para a conversa de café e fila da farmácia. 

Comentou com frases de sofá. Parecia que gostava de se ouvir com “uma frase que não é minha, que li nas redes sociais, mas que me apetece muito partilhar», ou lições de moral reforçadas de um «deixe-me frisar bem isto», ou ralhetes que terminavam com um simples «tenham noção!» O Rodrigo bem preparado para as entrevistas foi substituído por um tom acintoso de tiradas como «uma coisa não tem nada a ver com a outra, eu estou a falar de…», ou a arrogância do «muito bem…» seguido de um «Senhora ministra em quê que ficamos?». Rodrigo apropriou-se da conversa de café para fazer a mediação entre o primeiro-ministro e o resto dos portugueses com questões como: «tem falado com Mário Centeno? 

Ele está a suar? Vocês ainda não conseguem saber nesta altura o tamanho da pancada, pois não?». Em vez de, pedagogicamente, ajudar na elevação do discurso político, Rodrigo chafurdou nele. O pior é que, não manteve a coragem para persistir no tom agressivo e no final soltou a lisonja exagerada ao entrevistado elogiando seu papel na luta contra a pandemia em tom piegas. Rodrigo passou a ser mais importante que o entrevistado, a sua função deixou de ser fazer que o entrevistado exponha, com o respectivo contraditório, as suas razões da forma mais clara possível. 

Rodrigo Guedes de Carvalho passou a sobrepor-se a tudo e a todos com remates como «que eu espero bem que aconteça…», «eu tudo farei para que…», e mimos como «os portugueses não entendem…», «eu hoje expliquei mais uma vez a questão…» ou o inesquecível: «têm mais é que se portar bem…». Rodrigo está imparável. A despromoção de se ser político Proliferaram neste período alguns jornalistas justiceiros que atiram perguntas, fazendo de imediato o contraditório e quase não permitindo ao entrevistado falar. 

Pois têm ainda mais perguntas e não há tempo para respostas longas. Seguem-se novamente perguntas, em que utilizam um contraditório contrário ao anteriormente utilizado… confuso? Digamos que, o entrevistado neste tempo é preso por decidir, por não decidir nada e por decidir qualquer coisa que fosse. É criticado por tomar decisões de contenção, que não sendo ideais, são necessárias na mitigação de qualquer crise. Um jornalista deve questionar o político sobre as decisões tomadas, o seu papel deve, sobretudo, contribuir para que este se expresse na melhor forma e consiga esclarecer das razões que consubstanciam cada decisão. 

Cabe a cada um de nós cidadão fazer o seu juízo. Só que há entrevistadores que, fazendo contraditórios sucessivos e não permitindo o entrevistado explicar qualquer base de decisão, acabam por ser nocivos transmitindo a ideia de que todos os políticos, por serem políticos, estão sob suspeição. Confesso que, nunca fui muito submisso a graduações académicas, tanto nos primórdios da minha vida escolar, como mais recentemente. Sempre fui algo ‘disruptivo’ e acutilante para com os professores; ainda assim, custou-me ver a forma como o jornalista Rodrigo Pratas entrevistou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa. 

Fazia as perguntas de forma demasiado veemente. Um certo nervosinho no ar. Enunciava uma série de contraditórios às decisões anunciadas, e cada vez que, o responsável ia tentar explicar a base de suporte de cada decisão, era interrompido. Nunca havia tempo. As soluções propostas na área do ensino (que não são ideais por tentar dar uma resposta à inesperada pandemia), eram todas erradas, mal pensadas, nos outros países havia sempre algo melhor para contrapor. Nunca permitiu que se explicasse a substância que estava por detrás de cada medida. 

A facilidade com que se é veemente com um político na televisão nos dias de hoje é incrível. Há uma atitude persecutória constante. Como nada sabia sobre aquele senhor, fui tentar perceber como conseguia ter aquela atitude pedagógica para com um entrevistador agressivo. Fui tentar perceber a razão de ser da forma estóica como respondia sem nunca se eriçar. Pelos vistos João Costa é Professor Catedrático de Linguística da Universidade Nova, Doutorado aos vinte e poucos anos em Linguística pela Universidade de Leiden, visitante do MIT. 

Foi Director da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, Presidente do Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e Tecnologia, membro do Conselho Científico do Plano Nacional de Leitura, da Comissão Nacional do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e do Conselho Consultivo do Instituto Camões. Presidente da Associação Portuguesa de Linguística. Professor convidado em universidades estrangeiras. 

Enfim… duvido que, se o entrevistassem como professor, e não como político, alguma vez o tratassem daquela forma. Fiquei mesmo admirado com a persistência de João Costa, com a sua atitude pedagógica de explicar, mesmo quando não lhe davam tempo. Como se bateu por cada decisão, mesmo sabendo que não são soluções ideais, mas apenas as possíveis de mitigação no actual contexto. Já preparei muita gente em media training e confesso que eu não conseguiria manter o sangue frio que João Costa teve. Pivots com opinião Atenção! O facto de os pivots passarem a querer ter opinião não é em si um problema. O problema é o modo pouco esclarecedor como o fazem. 

No Brasil, por exemplo, há noticiários de referência em que o pivot expressa a sua opinião num processo muito simples: olha a direito para a câmara e lê a notícia, depois vira-se e olha para a outra câmara à sua direita, e dá a sua opinião. Expressando-se na primeira pessoa e com o uso total da verrina: «eu acho que esse sujeitinho…». Pode-se pensar que é apenas uma questão de forma, ou de formato, mas é a pequena diferença que aclara e faz os espectadores destrinçarem entre informação e opinião. 

Quem como eu gosta deste tema não pode deixar de ver uma série que é muito elucidativa sobre todo este processo. Chama-se The Newsroom, e foi criada pelo grande Aaron Sorkin. É a história de um pivot republicano chamado Will McAvoy (Jeff Daniels), e da sua equipe, na sua luta contra todos os obstáculos a uma boa informação. Uma narrativa que vai evidenciando todos os constrangimentos pessoais, comerciais e corporativos que envolvem cada emissão de um telejornal. 

O enredo de The Newsroom é uma ficção, mas foi criado para evidenciar o peso cada vez maior do Tea Party Movement, um movimento populista que quase tomou conta do Partido Republicano dos Estados Unidos; e que em grande medida é responsável pela degradação que deu origem à eleição de Trump como candidato republicano e, consequentemente, Presidente. Sorkin observou e estudou vários canais de notícias em todo o mundo, e sobretudo, americanos para demonstrar através da sua narrativa o poder real do lobbing naquele país.

Queria concretamente demonstrar que os irmãos Charles e David Koch, proprietários da Koch Industries, têm uma grande influência na política dos Estados Unidos através de constantes donativos alavancado num património superior a 108 mil milhões de dólares. As Koch Industries é a segunda maior empresa de capital fechado dos EUA. 

Os cinco minutos iniciais do primeiro episódio, são para mim do melhor que já se fez em televisão. Quando Will McAvoy, pivot e editor do programa News Night é obrigado a responder numa conferência à pergunta: «why america is the greatest country in the world?» (Trump viria a usar esta mensagem subliminar para slogan da sua campanha, imagine-se!) Will McAvoy desmonta essa concepção dizendo porque a América já não é o maior país do mundo e explica o porquê. Afirma que a América deixou de ser o melhor país do mundo porque deixou de ter jornalistas que fossem referência na mediação com a realidade.

Fonte : Dinheiro Vivo

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Alerta: Há e-mails fraudulentos a circular em nome das Finanças


Recebeu um e-mail das finanças? Será que é verdadeiro? Começa hoje o período de entrega da declaração de IRS relativa aos rendimentos de 2019. Os contribuintes têm até 30 de junho para o fazer sob a pena de serem multados.

Apesar de vivermos um período conturbado por causa da COVID-19, os piratas informáticos têm colocado em circulação vários esquemas fraudulentos. Saiba qual o esquema que anda agora a circular.

As campanhas fraudulentas online são uma constante. Se se pensava que com a pandemia os ataques iriam diminuir a sua frequência, a realidade mostra algo diferente. Apps infetadas em nome da COVID-19, e-mails de phishing, malware… são alguns dos exemplos do que anda por aí a circular.

Finanças alertam para a circulação de e-mails falsos…

Através do site oficial das finanças, surge um alertar para e-mails fraudulentos em nome da Autoridade Tributária. De acordo com a informação, alguns contribuintes têm recebido mensagens de correio eletrónico provenientes de endereços como info.wKK@portaldasfinancas.gov.pt ou outros similares nas quais é pedido que se carregue num link que é fornecido.


Este tipo de mensagens são falsas e devem ser ignoradas pelos contribuintes. O objetivo passa por convencer o recetor a aceder a páginas maliciosas carregando nos links sugeridos.

Depois disso, são solicitamos, muita das vezes, dados pessoais do utilizador ou instalado malware na sua máquina. Em caso algum deverá efetuar essa operação.

De acordo com dados da própria Autoridade Tributária, até meio da manhã, já 270 mil contribuintes tinham enviado a sua declaração.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, garantiu que a Autoridade Tributária está “em condições de proceder aos reembolsos do IRS” e assegura que a administração tributária o fará com a “rapidez que a circunstância atual exige” por causa da crise económica causada pela COVID-19.

A AT aconselha os cidadãos, em concreto os mais velhos, a não irem aos serviços de Finanças nesta fase de isolamento social. Tudo deve ser feito via online. No caso de dúvidas ou questões, devem contactar o fisco através dos canais alternativos.

Fonte: Pplware

sábado, 25 de janeiro de 2020

O laboratório militar já produz 50 medicamentos que salvam vidas mas que não interessam à indústria

No laboratório militar, todos os lotes de medicamentos são testados
nas matérias-primas, durante a produção e no final.
© Leonardo Negrão/Global Imagens
Fabricam medicamentos para três pessoas como para 20 mil. O laboratório militar produz cada vez mais fármacos que não compensam financeiramente à indústria. Dá resposta à rutura de stocks e é responsável pela reserva nacional de medicamentos.

Há três crianças, em Portugal, diagnosticadas com a doença neurológica de Menkes. Uma síndrome genética muito rara, que fragiliza os músculos e o cérebro, impedindo um desenvolvimento normal. A cura não existe, mas há uma forma de ganhar tempo: um medicamento que prolonga a vida para lá do prognóstico fatal do primeiro ano. Chama-se histidina de cobre e só o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos o produz e leva até aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O fármaco não tem mais-valia comercial e, por isso, não compensa a nenhuma farmacêutica empenhar-se em dar mais tempo de vida às três crianças que têm esta doença. É um dos cerca de 50 medicamentos abandonados pela indústria que o laboratório garante. No final de 2018, eram 44 fármacos nestas circunstâncias, segundo informações prestadas à Associação de Oficiais das Forças Armadas.

Produzem analgésicos, anti-inflamatórios, expetorantes, que não se encontrem comercializados ou autorizados em Portugal, mas que são imprescindíveis na rede hospitalar do SNS."Vamos tentando manter alguma independência, através do Exército, no acesso aos mediamentos", diz o tenente-coronel João Carmo, subdiretor do laboratório. "O nosso foco é o que não existe no mercado nacional. Colmatamos as falhas de medicamentos que não são de todo produzidos para as doenças raras e as ruturas de fornecimento no mercado. Personalizamos muito a nossa medicação, consoante a necessidade do doente", explica a major Inês Martins, chefe do departamento de controlo de produção do laboratório. Todos os lotes de fármacos têm uma quantidade diferente, ditada pela necessidade. Se dão forma à receita prescrita para um só doente também respondem com vinte mil saquetas de metadona (o narcótico usado no tratamento da toxicodependência) para o programa do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD). O laboratório é o único produtor e distribuidor de metadona em Portugal, por apresentar condições de segurança especiais durante o processo de produção. No ano passado, foram produzidas cerca de três milhões de saquetas para 14 mil tratamentos.

Outro caso paradigmático é o dos medicamentos para a tuberculose, cuja produção de alguns fármacos foi descontinuada ou tem como prioridade outros mercados que não o português, por compensar menos monetariamente. No laboratório, o ritmo de produção varia ainda de acordo com a exigência da atualidade. Têm de estar preparados para intervir em casos de emergência nacional ou internacional, como aconteceu, em 2009, durante a epidemia de gripe A, quando tiveram de fornecer rapidamente a preparação oseltamivir. Todos estes medicamentos são produzidos num mesmo edifício na Avenida Dr. Alfredo Bensaúde, nos Olivais (Lisboa), onde as marcas do tempo vão sendo mascaradas com obras. Tudo acontece aqui, desde os testes às matérias-primas e à produção, ou do controlo de qualidade à distribuição. E até à venda, no rés-do-chão, onde está uma das sete farmácias militares do país.

Atrás do balcão está Carla Alves, 46 anos. Recebe uma professora já reformada, mulher de um militar, que veio procurar uma pomada para aplicar na perna, à venda em qualquer farmácia civil, mas aqui há uma pequena tolerância no preço para o casal. Carla ouve, atenciosa, a história da perna dorida e procura a melhor solução nas prateleiras atrás de si. Este é o seu trabalho há 25 anos. "A oportunidade surgiu em 1994, quando o laboratório estava a passar uma fase catastrófica. Falava-se em encerrar, tal como há dois anos. A maior parte dos funcionários tinha ido para a reforma ou pré-reforma e a ideia era fechar. Entrei na fase KO", relembra. Nada lhe dizia que iria ficar tanto tempo, mesmo assim quis fazer parte da equipa. "Eu gosto de desafios e nada é definitivo."

Carla Alves é uma das duas técnicas que trabalham na farmácia do Laboratório Militar. Atende militares, familiares direitos e os civis que trabalham no edifício. 
© Leonardo Negrão/Global Imagens

Antes de terminar o curso de técnica auxiliar e concorrer para a farmácia, trabalhou no armazém. Uma caixa de betão de grandes dimensões com um corredor rolante que trespassa a sala para mover as paletes de medicamentos. É um armazém igual a tantos outros, não fosse o que se guarda lá diferenciado. E isso faz-se anunciar logo à entrada, quando nem o cartão de identificação da diretora do laboratório - a coronel Margarida Sá Figueiredo - permite abrir a porta.

Três ou três toneladas

"Estamos habituados a ver meia dúzia de caixas nas farmácias. Aqui funcionamos à palete", diz o coronel João Carmo. E os medicamentos não estão todos à vista, há mais do que um espaço para evitar a concentração. A reserva que existia nestas salas permitiu carregar o avião C130 "com cerca de uma tonelada de medicamentos e de dispositivos médicos", para apoiar as vítimas do ciclone Idai nas primeiras horas. Nos dias que se seguiram à catástrofe natural, em março de 2019, que afetou 3,8 milhões de pessoas e fez mais de 750 mortos, foram enviados mais carregamentos. O laboratório está preparado para responder a situações de emergência por mar, terra ou ar. Os produtos são testados para resistirem a todos os ambientes por seis profissionais nos laboratórios químico e microbiológicos, desde as matérias-primas até ao produto final, sempre que há um novo lote.

A vaselina líquida esterilizada, usada na recuperação de queimaduras - outro medicamento há muito abandonado pela indústria - tem mais de 50 anos de produção na casa. Mesmo assim, regressa a cada novo lote à bancada do laboratório químico. O próximo carregamento já está pronto, tem rótulo, e em breve seguirá para os hospitais, nomeadamente para a unidade de Queimados do Hospital da Prelada, no Porto. A experiência do fabrico da vaselina vem da guerra e não caiu em desuso, tal como muitos outros conhecimentos desenvolvidos nestas paredes. Foi a necessidade que inspirou a procura de soluções médicas. A primeira Guerra Mundial (1914-1918) evidenciou que era preciso encontrar uma alternativa mais rápida e económica para responder aos ferimentos dos militares, garantindo fármacos nas frentes dos conflitos. Assim, em 1918 nasce o laboratório sob o desígnio de Farmácia Central do Exército. E desde então que funciona como uma espécie de INEM das grandes catástrofes, antevendo todo o género de situações complexas, com planos de atuação rápidos. Para enfrentar um desastre nuclear será "imprescindível nas primeiras horas" iodeto de potássio, por isso "temos milhares de cápsulas disponíveis, bem como matéria-prima para fabricar muitas mais, rapidamente", garante o subdiretor.

O laboratório militar está sob a direção da coronel Margarida de Sá Figueiredo (ao centro). O tenente-coronel João Carmo (à esq.) é o subdiretor da instituição centenária e a major Inês Martins coordena o departamento de controlo de produção.
© Leonardo Negrão/Global Imagens

Mais produção ou dificuldades?

Cristina Nobre trabalha no piso da produção. Hoje foi adjudicada para a sala onde é produzida a metadona. Bata branca, máscara a proteger as vias respiratórias, luvas e sapatos descartáveis, está equipada. É uma das quatro assistentes técnicas a trabalhar neste setor. Tem 55 anos e há 33 que vem todos os dias do Montijo para os Olivais. "Quanto entrei havia 230 pessoas aqui", recorda. Hoje são menos de metade: nove militares e 91 civis.

Cristina Nobre tinha o sonho de trabalhar com análises clínicas. 
Concretizou-o através do laboratório, onde trabalha há 33 anos. 
© Leonardo Negrão/Global Imagens

Tinha acabado o 12.º ano e uma prima afastada, que ali trabalhava no departamento de contabilidade, falou-lhe na vaga que abrira. O seu sonho era seguir análises clínicas e a formação que recebeu do Exército foi a melhor oportunidade que poderia ter tido para trabalhar neste âmbito. "Era muito nova, tinha 22 anos, trabalhava numa loja e queria outro futuro", diz. Desde então repete a mesma rotina: chega, veste a farda, desinfeta-se e começa. Trata tudo por tu. "Isto é a máquina de esterilizar o material. Atinge um máximo de 134 graus", diz apontando para a panela de pressão que ocupa uma sala inteira.

Conseguiu concretizar o seu objetivo de trabalhar em análises clínicas, uma das valências do Laboratório Militar, que não se concentra apenas em salvar vidas. Nas mesmas instalações, fazem ainda ensaios a águas para consumo humano ou de piscinas, controlo microbiológico de ambientes como blocos operatórios para hospitais.

Mesmo assim, a possibilidade de aumentarem as suas competências tem sido várias vezes abordada. O PCP insiste nesta ideia, tendo já apresentado dois projetos de lei no sentido de o laboratório dispensar ao Serviço Nacional de Saúde mais do que os medicamentos abandonados, reduzindo assim a dependência dos hospitais públicos para com as farmacêuticas. E assumindo mais responsabilidades no combate à falta de medicamentos nas unidades hospitalares, que enfrentam, todos os dias, uma ausência de 40% dos fármacos de que precisam, segundo um estudo da Associação dos Administradores Hospitalares, divulgado no final do ano passado. O PCP quer ainda alterar a designação da instituição para Laboratório Nacional do Medicamento e que este funcione em articulação com outros institutos, centros de investigação e universidades. Em dezembro voltaram a fazer entrar na Assembleia da República esta proposta, já discutida no ano passado e rejeitada, com os votos contra do PS e do PSD e abstenção do CDS e do PAN. Só o Bloco de Esquerda se mostrou favorável à iniciativa.

Mas tem o laboratório possibilidade de aumentar o seu rendimento? "Nós temos capacidade de dar resposta ao que estamos a fazer neste momento. Não se pode fazer tudo", responde a diretora, a coronel Margarida de Sá Figueiredo. "A nossa capacidade está a ser usada ao máximo", garantia momentos antes a major Inês Martins.


A instituição já produz meia centena de fármacos para o SNS, a solução para 
uma pessoa com doença rara e para vinte mil toxicodependentes em tratamento. 
© Leonardo Negrão/Global Imagens

O tenente-coronel António Costa Mota, presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, vai mais longe e relembra as denuncias de constrangimentos que chegam até à associação. "Por diversas vezes, o laboratório esteve em risco de ser extinto por despacho ou por asfixia financeira. Houve alturas em que os funcionários tiveram de pôr dinheiro do seu bolso para comprar matérias para produzir medicamentos que eram a resposta a casos de vida ou de morte", diz. Esse tempo já acabou, mas António Costa Mota indica que ainda existem problemas. "O laboratório militar fez um pedido de 17 milhões de euros ao ministério para elevar algumas áreas por forma a termos maior capacidade de resposta a situações extremas. Com a estrutura que temos hoje estamos a dar resposta, mas à custa de muito trabalho extra das pessoas que trabalham no laboratório. Falta pessoal e o próprio edifício e equipamentos não são suficientes. O ministério negou [o dinheiro], preferiu esperar por uma catástrofe e só agir depois."

Confrontada com esta perspetiva, a diretora afirma: "Nós nunca podemos dizer que os recursos financeiros e os humanos não podem ser melhorados, mas tentamos sempre reajustar-nos com os meios que temos para cumprir a nossa missão", continua. No entanto, faz questão de sublinhar que a fase de indefinição do laboratório já foi ultrapassada a 31 de outubro de 2019, data em que a instituição deixou de ser o último estabelecimento fabril (condenado pelo Tribunal de Contas à extinção) e passou a ser uma unidade do Exército.

A regulamentação mudou, mas o mercado é o mesmo e "está a atravessar uma fase estranha. Há um investimento muito grande em medicamentos inovadores, que são altamente remuneratórios e onde é fácil ir buscar o retorno da investigação, mas tendencialmente há um abandono de linhas de produção de medicamentos que são precisos, mas que são extremamente baratos e que não compensam", indica o coronel João Carmo. Esses são adjudicados ao laboratório, que tem de cumprir uma missão de serviço público. E é assim que querem continuar. Cristina a produzir e Carla a vender medicamentos, que tanto podem servir a vinte mil pessoas como a três.

Fonte: DN

sábado, 28 de dezembro de 2019

Segundo navio oceânico 100% português ganha forma nos estaleiros de Viana


Segue a bom porto a construção do segundo navio oceânico de fabrico inteiramente português. O MS World Voyager vai ganhando forma nos estaleiros da West Sea (subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo) e prepara-se para navegar pelos diferentes oceanos do globo com a chancela do coração do Alto Minho.

Construção do MS World Voyager. Foto: Mário Ferreira

Mário Ferreira, empresário proprietário da Mystic Invest, responsável pela gestão destes navios, adianta que o mesmo deverá entrar em atividade antes de maio de 2020, “porque já estão bilhetes vendidos para essa altura”.

De acordo com as especificidades do navio, consultadas por O MINHO, o mesmo terá um custo de cerca de 70 milhões de euros, valor aproximado da primeira versão deste navio oceânico, que já zarpou em agosto de 2019 para águas geladas do Norte da Europa.


Este novo navio, à semelhança do Explorer, está preparado para expedições no gelo, atingindo velocidades de 18 milhas horárias (30 quilómetros horários) com uma extensão de 126 metros de largura e uma boca náutica de 19 metros.

Construção do MS World Voyager. Foto: Mário Ferreira

Várias viagens já foram vendidas até final de 2020

O MINHO consultou o promotor destas viagens, a Nicko-Cruises, confirmando as afirmações de Mário Ferreira, de que vários bilhetes já foram vendidos e outros tantos se encontram disponíveis para venda.

Por exemplo: entre 24 de outubro e 02 de novembro de 2020, com bilhetes a partir dos 2.399 euros, poderá fazer uma viagem no novo navio pelo Mar Mediterrâneo, passando por Valeta, Ilhas Lipari, Amalfi, Córsega, Maiorca, Valência, Málaga e Lisboa.

Os bilhetes podem variar de preço por entre os 200 lugares disponíveis em oito conveses (deques), três deles com 86 cabines.


6.699 euros (por pessoa) é o preço de bilhete mais caro, comportando a estadia numa suite situada no sexto convés.

Mais navios a caminho

Segundo a promotora destas viagens, novos navios podem estar a caminho, para além dos três inicialmente apontados por Mário Ferreira. A Nicko-Cruises dá conta de, pelo menos, mais três navios além dos já espectados.

Depois de World Explorer (2019), deste World Voyager (2020) e do World Navigator (2021), é ainda anunciado o World Traveler (2022), World Adventurer (2023) e o World Seeker (2024).

A Nicko-Cruises, empresa alemã de viagens em navio cruzeiro, aluga (à Mystic Cruises) as embarcações durante grande parte do ano. Já a Quark Expeditions aluga os navios para expedições no gelo polar.

Fotomontagem do MS World Voyager. Autoria: Nicko-Cruises

Os navios pertencem à empresa portuguesa Mystic Cruises, do mesmo empresário proprietário da Douro Azul.

Fonte: O Minho

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Planta invasora açoriana por ser usada como alternativa ao plástico


Investigadores da Universidade dos Açores querem combater uma praga ao mesmo tempo que criam uma solução para o problema dos plásticos.

Aguerra aos plásticos tem feito surgir alternativas biodegradáveis um pouco por todo o mundo. Em Portugal também já nasceram vários projetos neste âmbito e uma das mais recentes descobertas foi feita por investigadores da Universidade dos Açores.

De acordo a RTP Açores, o grupo encontrou na planta invasora Hedychium Gardnerianum, mais conhecida por conteira ou cana-roca, uma ótima alternativa ao plástico descartável, transformando a fibra desta planta em bioplástico.

Assim sendo, a utilização da cana-roca teria dois benefícios, criar uma solução para o problema dos plásticos descartáveis e combater uma praga que invadiu todas as ilhas do arquipélago.

Além disso, os artigos feitos deste material decompõem-se no prazo máximo de 90 dias e podem ainda servir de adubo.

Os investigadores já fizeram protótipos de copos, pratos e tigelas com fibra extraída desta planta invasora. Contudo, apesar de a ciência já ter feito o seu papel, para que este produto possa entrar no mercado é ainda necessário articular vários elementos com a indústria.

Fonte: NM

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Engenheiros inventaram método ultraeficiente de extração de hidrogénio de campos petrolíferos


O método de filtragem dos gases é ecológico e impede que outros gases, para lá do hidrogénio, cheguem à superfície

Um grupo de engenheiros canadianos, liderado por Ian Gates e Jacky Wang,desenvolveu um método de extração de hidrogénio de larga escala em areias e campos petrolíferos no âmbito de uma parceria entre a universidade de Calgary e a empresa Proton Technologies. Atualmente o hidrogénio serve já de combustível para alguns tipos de veículos, bem como para gerar energia elétrica, e é conhecido por ser um dos recursos energéticos menos poluentes.

De acordo com a página Phys.org, o grupo de investigação pretende apresentar oficialmente este método na Conferência Goldschmidt de Geoquímica em Barcelona, que teve início dia 18 de agosto e terminará a dia 23 do mesmo mês.

Segundo a mesma página, o Canadá e a Venezuela são dois dos países com maior número de reservatórios de areias petrolíferas, que podem vir a tirar proveito deste processo de produção energética inovador. «Existem vastos reservatórios de areias petrolíferas em vários países, como o Canadá, a Venezuela, entre outros», disse Ian Gates, investigador do departamento de engenharia química da universidade de Calgary.

Os investigadores descobriram que ao injetarem oxigénio em campos petrolíferos, a sua temperatura vai aumentar e libertar o hidrogénio, que pode ser separado de outros gases através de filtros. Na verdade, o hidrogénio não está originalmente presente nestes reservatórios, mas a injeção de oxigénio causa uma reação química que faz gerar o elemento.

Grant Strem, diretor executivo da Proton Technologies, a empresa responsável pela comercialização deste processo, afirma que «esta técnica pode gerar grandes quantidades de hidrogénio deixando o carbono na terra». Explicou ainda que «o que sai da terra é hidrogénio em estado gasoso e por isso não temos os custos elevados de purificação do ar à superfície, que existem no processo de refinação do petróleo». «O único produto deste processo é o hidrogénio, o que significa que esta tecnologia não faz emissões nem polui o ambiente. Todos os outros gases permanecem na terra porque não passam pelo filtro de hidrogénio para a superfície», acrescenta.

Fonte: EI

terça-feira, 23 de julho de 2019

Finanças vão ter acesso a todos os dados de passageiros que usam avião


Há quem diga que nos dias de hoje vivemos num autêntico “Big brother”, muito por culpa do mundo digital. Os utilizadores são “espiados” pelo smartphone, por apps, por cookies do browser, pelo GPS… enfim, uma panóplia de sistemas que vão guardando por onde andamos e o que fazemos.

Em Portugal, segundo informações, as Finanças vão ter acesso a todos os dados de passageiros que usam avião.

A notícia é avançada pelo Público que revela quem em Portugal as finanças vão ter acesso aos dados de todos os passageiros que realizem viagens aéreas. Desta forma, a Autoridade Tributária junta-se à PJ, PSP, GNR e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que já têm acesso a tal informação.

A base de dados mantém o registo de identificação de passageiros, onde são guardados dados como o nome do passageiro, a data e o trajeto de avião que este fez ou pretendia fazer, os contactos. Além desta informação, será também guardada a forma como o bilhete foi pago e a indicação dos documentos de identificação que foram usados.


Por enquanto ainda não está totalmente fechada a ligação com as transportadoras aéreas, tal deverá acontecer de “forma faseada à semelhança do sucedido na generalidade dos Estados Membros da União Europeia”. A Associação Representativa das Companhias Aérea em Portugal afirma que estão à espera da publicação em portaria dos procedimentos e soluções tecnológicas previstos para a transferência dos dados dos passageiros, sem isso “não há grande margem de preparação por parte das companhias”, refere o Observador.


Esta medida foi já aprovada com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS e teve votos contra de PCP, Bloco e Verdes. O PAN absteve-se. No entanto, esta medida está ainda dependente de outra relacionada com a Proteção de Dados.

Fonte: Pplware

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Um asteroide "dourado" poderia transformar todos os habitantes da Terra em bilionários


O objecto espacial contém metais pesados ​​suficientes para cada habitante do nosso planeta receber um trilião de dólares.

Os cientistas descobriram que o asteroide Psyche 16 é composto de metais pesados ​​cujo valor é estimado em 700 quintilhões de dólares, então ele pode transformar em bilionários todas as pessoas na Terra, informou o site Oil Price na terça-feira .

De acordo com o ambiente americano, este objecto espacial localizado entre Marte e Júpiter, a cerca de 750.000 milhões de quilómetros da Terra, contém metais pesados ​​suficientes - por exemplo, ouro, ferro e níquel - para que cada habitante do planeta receba um trilião de dólares. A Nasa planeia explorar o asteróide a partir de 2022 .

"Os 'titãs do ouro' agora controlam centenas das propriedades mais produtivas do mundo, mas os 4 ou 5 milhões de onças de ouro que eles trazem ao mercado a cada ano são piores em comparação às conquistas disponíveis no espaço", disse Scott Moore, director executivo da EuroSun Mining.

No entanto, John Zarnecki, professor e presidente da Royal Astronomical Society do Reino Unido, estima que levaria cerca de 25 anos para obter uma "demonstração conceptual" sobre se é possível extrair ouro do espaço e meio século para iniciar a produção comercial. 
Tudo isso dependeria de dois factores-chave: sua viabilidade económica e o desenvolvimento da nossa tecnologia espacial.

Febre do ouro espacial

No momento, poderes como os EUA e a China já está tomando posições para o que, de acordo com Mitch Hunter-Scullion, fundador da Asteroid Mining Company, será o próximo boom na indústria de mineração. 
A Europa e o Japão também demonstraram interesse. "Uma vez que a infra-estrutura esteja configurada, as possibilidades são quase infinitas", diz Hunter-Scullion, acrescentando que aqueles que sabem aproveitar essa "corrida de asteróides" podem ganhar "uma quantia astronómica de dinheiro" .

Scott Moore acredita que a Psique 16 será apenas "a primeira parada nesta aventura" de exploração espacial para obter ouro, já que existem outros asteróides próximos ao nosso planeta que poderiam ser atraídos para uma órbita da qual é possível extrair vários recursos .

Além disso, a Lua abriga ouro e platina, bem como metais de terras raras, e os cientistas dizem que o satélite tem gravidade suficiente para uma actividade de mineração para trabalhar lá. 
Enquanto isso, na mesma região de Psique 16 está localizado outro pequeno asteróide de 200 metros de comprimento com uma quantidade de platina que se acredita que poderia valer cerca de 30.000 milhões de dólares.

Estima-se que o mercado global de mineração de asteroides atinja os 3.800 milhões de dólares em 2025, levando em conta as missões actuais e futuras, bem como aumentando os investimentos em tecnologias para o sector, por exemplo, naves espaciais especializadas para esta atribuição. 
Outras previsões colocam este mercado em 2,7 triliões de dólares para o ano de 2040.

Fonte: RT
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