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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Cientistas descobrem série de buracos “perfeitamente alinhados” a norte dos Açores… e ninguém sabe o que os causou


Uma série de buracos misteriosos “perfeitamente alinhados”, descobertos a cerca de 2.700 metros abaixo da superfície, ao norte dos Açores, tem deixado perplexo os cientistas, que não têm justificação para a respetiva causa.

Os buracos foram encontrados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) enquanto conduziam uma exploração do fundo do mar ao redor da Dorsal Meso-Atlântica com um veículo submarino operado remotamente. Os buracos (ou respiradouros, ou trilhos?) foram encontrados no sedimento perto do cume de um vulcão submarino ao norte do arquipélago dos Açores.

A NOAA, através de um post na rede social ‘Twitter’, reconheceu que os buracos já tinham sido relatados na região mas “a sua origem permanece um mistério”. “Embora pareçam quase feitos pelo homem, as pequenas pilhas de sedimentos ao redor dos buracos fazem com que pareçam ter sido escavados por… alguma coisa”, escreveu a agência, que pediu aos internautas sugestões sobre a possível causa.

Fonte: MultiNews

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

EEI de novo! Um enorme OVNI avistado bem na frente dela...


A Estação Espacial Internacional está novamente sob os olhos de todos, registo de um enorme OVNI em forma de disco. 

Desta vez, a EEI foi muito rápida a cortar a transmissão, mas não o suficiente para  podermos monitorizar a situação. 

É incrível o que está realmente acontecendo lá fora...

Fonte: Youtube

Poderá consultar neste Blog fotos de uma situação ocorrida alguns anos em Portugal de um objecto idêntico nas próximidades de um radar da Força Aérea Portuguesa...

Abaixo o link para a respectiva noticia...

sexta-feira, 9 de abril de 2021

O mais antigo mapa 3D da Europa é uma laje com quatro mil anos


Cravado na pedra está o mais antigo mapa tridimensional de uma área geográfica conhecida na Europa. Com uma precisão de 80%, poderá ter servido para marcar a propriedade do território por um príncipe ou um rei entre 1900 a.C. e 1650 a.C.

Uma pedra da Idade do Bronze recentemente descoberta pode ser o mapa tridimensional mais antigo da Europa, defende um grupo de investigadores, de acordo com a BBC. A laje de 2 x 1,5 m, encontrada pela primeira vez em 1900, voltou a ser detetada numa adega de um castelo francês, em 2014.

Os arqueólogos envolvidos na descoberta estudaram os padrões gravados na pedra de há quatro mil anos, e dizem acreditar que as marcas são um mapa de uma área no oeste da região francesa da Bretanha. A placa é assim o mapa 3D mais antigo de uma área conhecida na Europa. O pedaço de rocha, conhecido como Laje de Saint-Bélec, deverá remontar, segundo os especialistas, ao início da Idade do Bronze, entre 1900 a.C. e 1650 a.C.


O artefacto foi descoberto pela primeira vez em 1900, durante as escavações num cemitério pré-histórico em Finistère, no Oeste da Bretanha, pelo arqueólogo local Paul du Chatellier, mas a laje caiu no esquecimento durante mais de um século.

Armazenada há décadas sob um fosso na casa de Paul du Chatellier, a laje acabou por ser encontrada apenas em 2014 numa adega.

O boletim da Sociedade Pré-Histórica Francesa desvela o que fez os arqueólogos suspeitarem de que os desenhos na laje fossem na verdade um mapa. A "presença de motivos repetidos unidos por linhas" na superfície sugeria que tivesse sido representada uma área de Finistère.

Os recortes em relevo formam uma representação 3D do vale do rio Odet. Também são visíveis várias linhas, que simbolizam a rede de rios da área.

A geolocalização demonstra que o território representado na placa tem uma precisão de 80% em relação a uma área de 29 quilómetros ao redor do rio.

"Este é provavelmente o mapa mais antigo de um território que foi identificado. Há vários destes mapas esculpidos em pedra em todo o mundo. Geralmente, são apenas interpretações. Mas esta é a primeira vez que um mapa retrata uma área numa escala específica." As palavras são de Clément Nicolas, da Universidade de Bournemouth, que vinca a importância da descoberta.

Os arqueólogos acreditam que este mapa poderá ter servido para marcar a propriedade do território por um príncipe ou um rei da época.

"Temos a tendência de subestimar o conhecimento geográfico das sociedades do passado." Clément Nicolas reforça que "esta laje é importante porque destaca esse conhecimento cartográfico".

Fonte: TSF

sexta-feira, 5 de março de 2021

'Navio flutuante' fotografado na costa de Cornwall



DAVID MORRIS / APEX
Uma ilusão de óptica fez com que o navio parecesse pairar acima do horizonte

Imagens do que parece ser um navio flutuante foram captadas resultado de uma rara ilusão de óptica na costa da Inglaterra.

David Morris fotografou o navio perto de Falmouth, Cornwall.

O meteorologista da BBC David Braine disse que a "miragem superior" ocorreu devido a "condições atmosféricas especiais que dobram a luz".

Ele disse que a ilusão é comum no Ártico, mas pode aparecer "muito raramente" no Reino Unido durante o inverno.

O Sr. Morris disse que ficou "surpreso" após captar a foto enquanto olhava para o mar na vila de Gillan

Braine disse: "Miragens superiores ocorrem devido à condição climática conhecida como inversão de temperatura, onde o ar frio fica próximo ao mar com o ar mais quente acima dele.

“Como o ar frio é mais denso que o ar quente, ele desvia a luz para os olhos de quem está no solo ou na costa, mudando a aparência de um objecto distante.

DAVID MORRIS / APEX
David Morris tirou as fotos da vila de Gillan, perto de Falmouth

"Miragens superiores podem produzir alguns tipos diferentes de imagens - aqui, um navio distante parece flutuar bem acima da sua posição real, mas às vezes um objecto abaixo do horizonte pode se tornar visível."

Fonte: BBC

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Fóssil de planta com 300 milhões de anos descoberto em S. Pedro da Cova


Uma equipa de investigadores descobriu um fóssil de um novo grupo de plantas em S. Pedro da Cova, Gondomar, em rochas com 300 milhões de anos.

Batizado de "Iberisetum wegeneri", o fóssil representa um novo género e uma nova espécie de um grupo extinto de plantas. O achado está agora guardado no Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto.

"Trata-se de uma espécie que apresenta um conjunto de características que não são partilhadas via géneros das diferentes famílias de articuladas. Este novo género partilha algumas características com o género Equisetum, o único táxon sobrevivente de uma linhagem do grupo de plantas da ordem Equisetales que foi outraora um grupo diverso e abundante no final do Paleozóico e Mesozóico", explica Pedro Correia, paleontólogo e investigador do Instituto das Ciências da Terra da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que integrou a equipa de investigadores nesta descoberta que esta semana foi notícia na revista britânica "Historical Biology".


E foi na Bacia Carbonífera do Douro, mais concretamente na zona de São Pedro da Cova, mesmo junto às escombreiras das antigas minas de carvão que, "dada as características do clima e do meio ambiente que favorecem espécies endémicas" que este género existiu há 300 milhões de anos. Pedro Correia diz mesmo que a Bacia do Douro "é favorável e muito interessante à investigação nas áreas da paleontologia e da paleobotânica". Em S. Pedro da Cova a equipa já tinha encontrado a primeira aranha fóssil descoberta em Portugal.

Este equisetum, diz Pedro Correia, era composto por "bainhas foliares singulares com uma organização heliotrópica e representam uma novidade evolutiva (autapomorfia) para os Equisetales". Essas bainhas foliares funcionavam basicamente como "painéis solares" onde as folhas estavam orientadas para o Sol a fim de maximizar a captura de luz para a fotossíntese da planta primitiva. "Esta morfologia funcional é o resultado de uma adaptação evolutiva das plantas residentes às condições climáticas e ecológicas restritas aos ambientes intramontanos da Bacia do Douro", explica o paleontólogo.

E por ter sido descoberta naquele local, a nova espécie foi batizada de "Iberisetum wegeneri" em homenagem ao geólogo e meteorologista alemão Alfred Wegener, autor da famosa teoria "Deriva Continental", apresentada na década de 1910.

A Bacia do Douro continua a despertar a atenção dos investigadores, até porque já não era estudada desde a década de 1940, e o mesmo acontece com outras regiões do país. Neste momento, a equipa está à espera dos resultados de uma candidatura ao Fundo para Ciência e a Tecnologia e assim encontrar financiamento para trabalhos de investigação na mesma área nas zonas de Santa Suzana, no Alentejo, e no Buçaco.

Fonte: JN

domingo, 20 de dezembro de 2020

Sangue seco de santo italiano não se liquefaz e vira presságio de desastre iminente


O sangue seco de São Januário, exposto publicamente num frasco três vezes por ano em Nápoles, não se liquefez na quarta-feira (16), apesar das orações dos fiéis, fazendo com que muito considerassem isso sinal de desastre iminente.

Três vezes ao ano, no sábado que precede o primeiro domingo de maio, no dia 19 de setembro e 16 de dezembro, o frasco com o sangue seco do santo, que viveu no século IV e é o padroeiro da cidade de Nápoles, é exposto publicamente e os moradores rezam para que ocorra o "Milagre de São Januário", que consiste em sua liquefacção.

Contudo, nesta quarta-feira (16), o sangue não se liquefez e, segundo a crença, isto é um sinal de desgraça.

© REUTERS / CIRO DE LUCA
Abade Vincenzo De Gregorio carrega um vial contendo o sangue de São Januário em Nápoles, Itália

Em diversas ocasiões, diversos acontecimentos trágicos ocorreram, de facto, pouco depois de a liquefacção não ocorrer. Assim aconteceu no início da Segunda Guerra Mundial em 1939 e a entrada da Itália no conflito em 1940, a ocupação de Nápoles pelas tropas nazis em 1943 e antes do terramoto de Avellino em 1980, que custou a vida de mais de 3000 pessoas. 

Por sua vez, o cardeal da cidade, Crescenzio Sepe, tratou de convencer os napolitanos de que o episódio não é um "presságio de desastres, nem epidemias ou guerras", recordando que "somos homens e mulheres de fé [...] Se algo precisa derreter, é o nosso coração", afirmou.


sábado, 28 de novembro de 2020

Nasa detecta 150 ‘objectos voadores não identificados’ na órbita terrestre


Uma câmara instalada na Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) da Nasa, agência espacial norte-americana, fez o registo de pelo menos 150 “objectos voadores não identificados” na órbita terrestre. As imagens dos OVNIs teriam sido obtidas a 15 de novembro deste ano.

O material chamou a atenção dos cientistas pela grande quantidade de unidades, informou o jornal argentino Clarín. Os objectos são tantos que excedem o campo de visão das câmaras de alta definição.

Esta não é a primeira vez que a Estação Espacial Internacional, operada em conjunto por agências especializadas de Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão e Rússia, detecta objectos voando ao redor do planeta Terra.

Em agosto, o cosmonauta russo Ivan Vagner divulgou um vídeo na sua conta do Twitter para mostrar a passagem da aurora boreal. Durante a filmagem, cinco objectos não identificados aparecem movendo-se nas imagens.

O cosmonauta, que chegou à estação espacial em abril deste ano, questiona os leitores na rede social: “o que vocês acham que estas coisas seriam: meteoros, satélites ou ...?”

Vídeo registado pelo cosmonauta russo Ivan Vagner mostra a passagem de cinco objectos não identificados durante filmagem de aurora boreal   Foto: Reprodução/Ivan Vagner

Em abril, o Pentágono, sede do Ministério da Defesa dos Estados Unidos, divulgou três vídeos gravados em 2004 e 2015 por pilotos da Marinha Americana de “fenómenos aéreos não identificados”.

Uma das imagens foi captada sobre o Oceano Pacífico, a 160 quilómetros da costa oeste da América do Norte. Outros dois materiais foram obtidos por câmaras infravermelhas apontadas para o Oceano Atlântico.

Na época, o Departamento de Defesa disse que fez a divulgação para “esclarecer quaisquer equívocos do público sobre se as imagens que circulavam eram reais ou se existem ou não mais vídeos”.

Fonte: CNN

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Um dos maiores radiotelescópios do mundo voltou a sofrer danos


A rutura de um segundo cabo, na última sexta-feira, complicou ainda mais a situação no Observatório de Arecibo, em Porto Rico.

Pela segunda vez em poucos meses, o Observatório de Arecibo, em Porto Rico, sofreu novos danos, pondo em causa aquele que é um dos maiores e mais poderosos radiotelescópios do mundo, avança o site Science Alert.

Em agosto deste ano, o radiotelescópio ficou com um enorme buraco, com cerca de 30 metros de comprimento, depois de um cabo auxiliar ter rompido, caído e batido na estrutura.

Nos meses que se seguiram, engenheiros e trabalhadores do observatório começaram as preparações para uma reparação complexa, com as obras programadas para iniciarem esta semana. Infelizmente, na última sexta-feira, a rutura de um segundo cabo complicou ainda mais a situação.

De acordo com a Universidade da Flórida Central (UCF), que opera o observatório em nome da Fundação Nacional da Ciência (NSF), o segundo incidente parece ter relação com o primeiro. Os dois cabos estavam conectados à mesma torre de suporte, logo, é possível que a segunda rutura tenha sido desencadeada por tensão adicional provocada pela primeira.

Segundo o mesmo site, a UCF está a agilizar o plano de reparação, com o objetivo de reduzir a tensão nos restantes cabos o mais depressa possível. Dois novos cabos também já estão a caminho do observatório, sendo que a equipa continuará a avaliar a estrutura enquanto espera pela chegada destas peças.


O que torna todo o projeto de reparação ainda mais desafiante é a idade do Arecibo. Construído em 1963, este era o maior telescópio do mundo, com um diâmetro de 305 metros, e manteve esse estatuto durante 53 anos, até ser ultrapassado pelo Radiotelescópio Esférico com 500 Metros de Abertura (FAST) da China.

O Arecibo já alcançou dezenas de marcos astronómicos, tendo observado e registado novas medições científicas de exoplanetas, asteroides, pulsares, emissões de rádio e moléculas em galáxias distantes. Além disso, um dos seus principais propósitos também tem sido a busca por vida extraterrestre, através do projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence).

Para além da sua idade avançada, este radiotelescópio sofreu alguns danos quando o furacão Maria atingiu Porto Rico, em 2017. Também já esteve em risco de fechar várias vezes por falta de financiamento.

Fonte: ZAP

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Vêm aí os aviões movidos a hidrogénio. Airbus desenvolve três conceitos

São três aviões movidos a hidrogénio que a Airbus está a desenvolver © Airbus

A fabricante europeia de aeronaves espera colocar no mercado em 2035 o primeiro avião comercial movido a hidrogénio. Em desenvolvimento estão três conceitos de aviões.

A Airbus apresentou, esta segunda-feira, três conceitos de aviões movidos a hidrogénio, e espera colocar ao serviço uma aeronave comercial de emissão zero em 2035, numa altura em que há uma crescente pressão da opinião pública a favor de transportes não poluentes.

O setor aeronáutico, atingido pelo coronavírus e denegrido pelo movimento "flygskam" (vergonha de apanhar o avião) devido às emissões de CO2 - 2 a 3% das emissões mundiais, segundo o setor-, tenta avançar rapidamente rumo à "descarbonização" do transporte aéreo.


"Esperamos desempenhar um papel de liderança na transição mais importante que a nossa indústria verá", afirma em comunicado Guillaume Faury, presidente executivo da Airbus, grupo que deseja "tornar-se líder na descarbonização da indústria aeronáutica".

A fabricante europeia estuda três conceitos de aeronaves, todas movidas a hidrogénio e nomeadas "ZEROe" - "zero emissões". O motor de hidrogénio não emite poluentes, já que produz apenas vapor de água.

O primeiro é um turborreator "de configuração clássica", segundo explica Guillaume Faury ao jornal Le Parisien. Com 120 a 200 passageiros - o equivalente a um A220 ou um A320 - e uma autonomia de mais de 3.500 km, será movido por uma turbina de gás com hidrogénio, armazenado em tanques localizados na parte traseira da fuselagem.
"O coração dos motores de um avião é uma turbina de gás" na qual o combustível vaporizado é queimado, explicou o diretor-geral da aviação civil (DGAC) francesa, Patrick Gandil. E fazer combustão com hidrogénio, "quase tão energética quanto", precisa apenas, segundo diz, de pequenas modificações.

O segundo conceito é um avião de alcance regional turboélice (de hélice) que pode levar até 100 passageiros a uma distância de 1.800 km.

O terceiro conceito é uma asa voadora com uma capacidade e autonomia semelhantes ao conceito do turborreator.

Tanque criogénicos

"A fuselagem excepcionalmente larga oferece múltiplas possibilidades para armazenar e distribuir hidrogénio, bem como para o condicionamento da cabine", explica a Airbus.

Segundo Candil, é principalmente no armazenamento e transporte onde está a dificuldade do hidrogénio.

O hidrogénio requer quatro vezes o espaço de armazenamento do combustível e, acima de tudo, deve ser liquefeito a -250 graus.

Os tanques criogénicos devem, na verdade, resistir à pressão e ter forma cilíndrica ou esférica, "por isso não podem ser colocados nas asas, como é feito atualmente" explica Patrick Gandil.

Isto abre caminho para inúmeras mudanças possíveis na forma do avião, além de implementar motores sob as asas.

A Airbus, o grupo de motores Safran, assim como a sua co-empresa Arianegroup e Onera, avaliam desde o início do ano o uso do hidrogénio na aviação.

Todo este processo vai demorar cerca de sete anos, segundo Guillaume Faury. "Portanto, a implementação do programa está prevista para perto de 2028. A nossa ambição é ser o primeiro fabricante a colocar esse dispositivo em serviço em 2035."

Este calendário corresponde ao objetivo de um "avião neutro em carbono" estabelecido pelo governo francês, que prevê dedicar 1.5 mil milhões de euros até 2022 em apoio ao setor da aviação.

Muitos Estados europeus já fizeram do hidrogénio um dos principais eixos para o futuro desenvolvimento do setor aéreo.

Fonte: DN

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A Nova Zelândia está prestes a testar o “sonho” de Nikola Tesla: transmissão de energia sem fios


Uma empresa da Nova Zelândia está prestes a testar o grande sonho do inventor croata Nikola Tesla: transmissão de energia sem fios a longas distâncias.

Nikola Tesla foi um inventor nos campos da engenharia mecânica e electrotécnica. As suas experiências, conduzidas no Colorado, Estados Unidos, com transmissão de energia sem fios levaram a uma das suas propostas mais ousadas: alimentar o mundo com energia sem fios.

Na época, Tesla fez manchetes com os seus planos para um “sistema sem fios mundial” e ganhou financiamento do JP Morgan para construir a primeira de várias gigantes torres de transmissão.

No entanto, o sonho da energia sem fios de Tesla morreu pouco depois: JP Morgan cancelou financiamento adicional e a torre foi demolida.

Cientistas posteriores ficaram céticos sobre se os planos de Tesla – que eram um pouco vagos – teriam funcionado.

Enquanto isso, o colega de Tesla, Guglielmo Marconi, perseguia um sonho paralelo com muito maior sucesso: a transmissão sem fios de informações em ondas de rádio. O mundo de hoje está inundado de informações sem fios.

Agora, a startup Emrod da Nova Zelândia pode conseguir fundir estes dois sonhos. A empresa está a construir um sistema para transmitir energia sem fios a longas distâncias. De acordo com o Singularity Hub, no início deste mês, Emrod recebeu financiamento da Powerco, a segunda maior concessionária da Nova Zelândia, para realizar um teste do seu sistema numa estação de energia comercial conectada à rede.

A empresa pretende levar energia a comunidades distantes da rede ou transmitir energia de fontes renováveis ​​remotas, como parques eólicos offshore.

O sistema consiste em quatro componentes: uma fonte de energia, uma antena transmissora, vários relés transmissores e uma retena.

A antena transmissora transforma eletricidade em energia de microondas – uma onda eletromagnética como as ondas de rádio de Marconi, mas mais energética – e concentra-a num feixe cilíndrico. O feixe de microondas é enviado por uma série de relés até atingir a retina, que o converte novamente em eletricidade.

Emrod está a usar energia na banda industrial, científica e médica (ISM) e a manter a densidade de energia baixa. “Não se trata apenas de quanta potência se fornece, é quanta potência se fornece por metro quadrado”, disse Greg Kushnir, fundador do Emrod, em declarações ao New Atlas. “Os níveis de densidade que estamos a usar são relativamente baixos. No momento, é o equivalente a ficar do lado de fora ao meio-dia ao sol, cerca de 1 kW por metro quadrado”.



Nikola Tesla

Se funcionar como pretendido, o feixe nunca entrará em contacto com nada além do ar vazio. O sistema usa uma rede de lasers ao redor do feixe para detetar obstruções, como um pássaro ou pessoa, e desliga automaticamente a transmissão até que a obstrução passe.

A tecnologia de transmissão de energia via energia de microondas existe há décadas. Porém, para torná-la comercialmente viável, é necessário minimizar as perdas de energia. Kushnir disse que os metamateriais desenvolvidos nos últimos anos são os que fazem a diferença.

A empresa usa metamateriais para converter com mais eficiência o feixe de microondas em eletricidade. Os relés, que são como “lentes” que estendem o feixe além da linha de visão ao refocalizá-lo, quase não têm perdas. A maior parte das perdas acontece na outra ponta, onde a eletricidade é convertida em energia de microondas.

A eficiência do sistema é de cerca de 70%, o que carece de fios de cobre, mas é economicamente viável em algumas áreas.

“Não prevemos num futuro próximo uma situação em que poderíamos dizer que todos os fios de cobre podem ser substituídos por wireless”, disse Kushnir. “Inerentemente, terá níveis de eficiência mais baixos. Não se trata de substituir toda a infraestrutura, mas aumentá-la em lugares onde faz sentido. ”

O protótipo da empresa consegue atualmente enviar alguns watts de energia a uma distância de cerca de 40 metros.

No projeto Powerco, estão a trabalhar numa versão maior, capaz de transmitir alguns quilowatts. O plano é entregar o novo sistema à Powerco em outubro, testá-lo no laboratório durante alguns meses e, se tudo correr conforme o planeado, testá-lo em campo. Os testes terão como objetivo validar quanta potência o sistema pode transmitir e em que distância.

“Podemos usar exatamente a mesma tecnologia para transmitir 100 vezes mais potência em distâncias muito maiores”, disse Kushnir, em comunicado. “Os sistemas sem fios que usam a tecnologia Emrod podem transmitir qualquer quantidade de energia que as soluções com fio transmitem.”

Ray Simpkin, diretor científico da Emrod, disse, em declarações ao IEEE Spectrum, que a empresa está a investigar se conseguiria enviar energia por 30 quilómetros de água do continente da Nova Zelândia à Ilha Stewart. O sistema pode custar até 60% de um cabo submarino.

Esta tecnologia pode ajudar áreas rurais, transmitir energia de parques eólicos offshore ou ser usado para fornecer energia após desastres naturais em que a infraestrutura física tenha sido danificada.

Para já, a tecnologia da Emrod não é o “sistema sem fios mundial” da Tesla, mas pode tornar a energia sem fio de longa distância uma realidade comercial num futuro não muito distante.

Fonte: ZAP

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Mistério continua: Oumuamua não é um 'iceberg de hidrogénio', garantem cientistas


O corpo celeste Oumuamua (que significa "mensageiro de muito longe que chega primeiro" em havaiano) segue intrigando os cientistas, que ainda não sabem o que é esse objecto em forma de charuto.

Oumuamua não pode ser um "iceberg de hidrogénio", garante um novo estudo publicado na revista científica The Astrophysical Journal of Letters a 17 de agosto. Essa teoria do iceberg de hidrogénio tinha sido sugerida alguns meses, também na The Astrophysical Journal of Letters.

Publicado a 9 de junho, o estudo desenvolvido pelos astrofísicos Darryl Seligman e Gregory Laughlin, ambos da Universidade de Yale, EUA, sugere que o Oumuamua é uma acumulação de hidrogénio, formado em nuvens moleculares gigantes, a 17 mil anos-luz de distância da Terra. De acordo com os autores, isso explicaria a forma alongada incomum e a aceleração não gravitacional do corpo celeste.

Todavia, este novo estudo dos astrofísicos Thiem Hoang, do Instituto de Astronomia e Ciência Espacial da Coreia do Sul, e Abraham Loeb, da Universidade de Harvard, EUA, contesta essa teoria. A dupla explica que os icebergs de hidrogénio não seriam capazes de sobreviver a viagens espaciais de centenas de milhões de anos, uma vez que seriam despedaçados, cozidos pela luz das estrelas.

"A proposta de Seligman e Laughlin parecia promissora porque poderia explicar a forma extremamente alongada do Oumuamua, bem como a aceleração não gravitacional. No entanto, a teoria deles é baseada na suposição de que o gelo H2 pode se formar em nuvens moleculares densas. Se isso for verdade, objectos de gelo H2 podem ser abundantes no Universo e, portanto, teriam implicações de longo alcance", comenta Hoang, num comunicado divulgado pelo Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard.

© FOTO / PA/NASA
Caminho do cometa Oumuamua

Um dos autores da teoria do iceberg de hidrogénio concorda com a análise: "os icebergs de hidrogénio não vivem tanto tempo na galáxia […] E você definitivamente não tem tempo para ir até a nuvem molecular gigante mais próxima", reconheceu Seligman no portal científico Live Science.

Misterioso corpo celeste

Oumuamua, o primeiro corpo celeste de outro sistema solar a passar pelo nosso, despertou entusiasmo em astrofísicos por ter uma forma estranha, semelhante a um charuto, uma superfície seca e um movimento intrigante. Stephen Hawking e outros especialistas não excluíram a origem extraterrestre dele.

O Oumuamua foi descoberto por um telescópio no Havaí em outubro de 2017, quando estava a 30 milhões de quilómetros da Terra.

Fonte: Sputnik News

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Descoberto 'Stonehenge de madeira' com 4500 anos em Portugal


A estrutura de madeira encontrada é a "única na pré-história da Península Ibérica", explicou o arqueólogo que lidera as escavações.

Durante uma escavação no sítio arqueológico de Perdigões, arqueólogos descobriram uma estrutura para fins cerimoniais de mais de 20 metros de diâmetro da época neolítica, segundo António Varela, líder do projecto de pesquisa da empresa de gestão de património Era.

Este "Stonehenge de madeira" representa uma estrutura "única na pré-história da Península Ibérica".


A estrutura foi construída entre os anos 2800 a.C. e 2600 a.C., e é constituída por vários círculos concêntricos de paliçadas e alinhamento de postes ou troncos de madeira, explicou Varela.

O arqueólogo também ressaltou que "um possível acesso ao interior da estrutura está orientado ao solstício de verão, reforçando seu carácter cosmológico", características que foram encontradas apenas no Reino Unido e na Europa Central.


Este tipo de orientações astronómicas está presente em outros centros cerimoniais construídos durante o mesmo período, incluindo o Stonehenge, o que demonstra a "estreita relação entre estas arquitecturas e as visões do mundo neolítico", adicionou.

O complexo arqueológico de Perdigões tem uma cronologia de aproximadamente 1400 anos, que vai desde o final do Neolítico Médio (3400 a.C.) até a Idade do Bronze Inicial (2000 a.C.), por isso, tem um papel importante na compreensão do mundo neolítico europeu, enfatizou.

Fonte: Sputnik News

sábado, 1 de agosto de 2020

Sistemas planetários extrassolares poderiam abrigar até 7 planetas em zona habitável, diz estudo


A busca de vida no espaço sideral tipicamente se concentra na zona habitável, ou seja, na área em torno de uma estrela em que um planeta que a orbita pode ter água líquida.

Equipe de pesquisadores liderada pelo astrobiólogo Stephen Kane, da Universidade da Califórnia em Riverside, tem estado analisando um sistema próximo chamado TRAPPIST-1, que tem três planetas semelhantes à Terra em sua zona habitável.

"Isso me fez pensar sobre o número máximo de planetas habitáveis que uma estrela pode ter e por que nossa estrela só tem um. Não me parece justo", disse dr. Kane.

Em seu estudo publicado na Astronomical Journal, os cientistas elaboraram um sistema modelo no qual fizeram simulações de planetas de diferentes tamanhos orbitando suas estrelas.

Um algoritmo calculou as forças gravitacionais e ajudou a testar como os planetas interagiam uns com os outros ao longo de milhões de anos.

© NASA .
Imagem visualizada do sistema TRAPPIST-1

Pesquisadores descobriram que algumas estrelas poderiam abrigar até sete planetas habitáveis, e que uma estrela semelhante ao nosso Sol poderia potencialmente ter seis planetas com água líquida.

"Mais de sete, e os planetas ficariam muito próximos uns dos outros e desestabilizariam as órbitas uns dos outros", comentou Kane.

Além disso, os cientistas supõem que Júpiter, com sua massa 2,5 vezes superior à de todos os outros planetas do Sistema Solar juntos, limita a habitabilidade do nosso sistema.

"[Júpiter] tem um grande efeito na habitabilidade do nosso Sistema Solar porque é massivo e perturba outras órbitas", concluiu o astrobiólogo.

Actualmente são conhecidas poucas estrelas que têm vários planetas em suas zonas habitáveis.

Fonte: Sputnik News

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Remédio de 1000 anos mostra potente efeito contra bactérias resistentes a antibióticos


O crescente problema da resistência de bactérias a antibióticos obriga os cientistas do mundo inteiro a buscar novos medicamentos, dada a capacidade de microrganismos de se adaptar a remédios.

Na verdade, num futuro próximo, a medicina não será capaz de tratar com êxito muitas das infecções, como sugerem os cientistas.

Isso fez com que uma equipe de pesquisadores britânicos decidisse focar seus estudos em plantas e outros materiais naturais utilizados por nossos antepassados para lidar com as infecções.

Em 2015, cientistas britânicos reconstruíram um medicamento de 1000 anos, conhecido como colírio de Bald, feito a partir de cebola, alho, vinho e sais biliares, que demonstrou "uma actividade antibacteriana promissora".

Após vários anos de pesquisa, a equipe publicou no dia 28 de julho um novo estudo, segundo o qual, o efeito bactericida do antigo remédio se estende contra vários tipos de patógenos que tendem a formar biofilmes em feridas dos tecidos moles.

Os autores do estudo definem esta descoberta como de fundamental importância, uma vez que as infecções associadas aos biofilmes (comunidades de bactérias que produzem uma matriz extracelular protectora e são resistentes aos antibióticos) representam uma área particularmente problemática. Estas infecções de difícil tratamento ameaçam desde o êxito das cirurgias de rotina até certas terapias contra o cancro.

Antigo livro de fórmulas de medicamentos Bald's Leechbook

Além disso, o estudo descobriu que a potente actividade antibiofilmes do colírio de Bald não pode ser atribuída apenas a um ingrediente, como por exemplo, ao alho, mas que requer a combinação de todos os ingredientes do antigo remédio.

Por isso, os autores destacam "a necessidade de explorar não apenas os compostos individuais, como também mesclas de produtos naturais para o tratamento de infecções por biofilmes".

Uma das autoras da pesquisa, Freya Harrison, afirmou à CNN que o colírio de Bald é particularmente promissor para o tratamento das infecções associadas aos pés dos diabéticos, que "são a última infecção de biofilme super-resistente" e representam "uma grande carga económica e para a saúde".

"Realmente, podem se tornar impossíveis de tratar. Existe um alto risco de que estas úlceras do pé diabético sejam completamente resistentes a qualquer tratamento com antibióticos. Logo, existe o risco de uma pessoa desenvolver sepse [...] tendo que amputar um pé ou uma perna", advertiu Harrison, que é também especialista em microbiologia da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Warwick, Reino Unido.

A fórmula do remédio foi encontrada por Harrison na Biblioteca Britânica, num dos primeiros textos médicos conhecidos em inglês antigo: o "Bald's Leechbook".

Fonte: Sputnik News

sábado, 25 de julho de 2020

A Microsoft armazena 21 terabytes de dados num repositório subterrâneo 'anti-apocalíptico' no Árctico

Filme de armazenamento de dados do GitHub.github.blog

186 bobinas de filme com 'sotfware' de código aberto e documentos de vários arquivos e museus foram guardados numa antiga mina num arquipélago no norte da Noruega.

A empresa de repositório de código aberto GitHub, uma subsidiária da Microsoft, armazenou backups de software e dados, um volume digital de 21 terabytes num subterrâneo no Árctico. O arquivo está localizado no arquipélago norueguês de Svalbard, numa antiga mina de carvão com 250 metros de profundidade.

Conforme relatado no blog da empresa na semana passada, a operação foi adiada para este mês devido ao alerta da pandemia. O repositório tem como objectivo preservar os dados no caso de um desastre global muito maior do que a disseminação do coronavírus, numa escala apocalíptica. Além disso, pretende-se proteger os arquivos da obsolescência da mídia e permitir que sejam lidos por cientistas de computação e pesquisadores do futuro.

Devido a essa missão especial, o material digital foi impresso em 186 filmes na forma de pequenos códigos QR. Esses rolos de filme foram fabricados pela empresa Piql, parceira do GitHub, aplicando halogenetos de prata ao poliéster. Os testes de envelhecimento simulados do fabricante mostraram que, em condições ideais, essa mídia pode durar até 1000 anos ou até mais.

github.com
O depósito é conhecido como Arquivo Árctico Mundial (AWA) e, juntamente com o GitHub, foi adquirido pela gigante tecnológica dos EUA em 2018 por 7,5 biliões de dólares. Entre outros materiais, ele preserva muitos softwares de código aberto e também dados da Agência Espacial Europeia, da Biblioteca do Vaticano e de vários museus e arquivos corporativos e estaduais, como o Arquivo Nacional do México.

O projecto planeia construir mais armazéns em todo o mundo, mas o próximo passo será desenvolver uma árvore tecnológica da humanidade e também trazê-la para Svalbard. Este documento também será impresso em filme, mas de maneira que seja legível a olho nu, para permitir que as gerações futuras recuperem as informações.

Fonte: RT
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