segunda-feira, 22 de junho de 2020

Podem existir cerca de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea


Podem existir mais de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea, concluiu uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), nos Estados Unidos.

Um planeta é considerado semelhante à Terra se cumprir uma série de requisitos: deve ser rochoso, do tamanho do nosso planeta, orbitar estrelas do tipo do Sol (do tipo G) e estar entre a zona habitável da sua estrela, referem em comunicado, citado pelo portal Phys.

Para chegar à nova estimativa, os cientistas calcularam uma nova proporção entre a quantidade de planetas semelhantes com a Terra para cada estrela do tipo G – também chamada de anã amarela – já identificada na Via Láctea.

“Os meus cálculos apontam para um limite superior ao de 0,18 planetas do tipo da Terra por estrela do tipo G”, começou por explicar a cientista da universidade norte-americana Michelle Kunimoto, também co-autora novo estudo publicado no The Astronomical Journal.

E o seu colega Jaymie Matthews completou: “A nossa Via Láctea tem até 400 mil milhões de estrelas. Destas, 7% são do tipo G. Isto significa que menos de seis mil milhões de estrelas podem ter planetas semelhantes à Terra na nossa galáxia”.

Estimativas anteriores chegaram a apontar proporções que variavam entre 0,02, até mais de um exoplaneta por estrela do tipo do Sol.

Para chegar às novas estimativas, os cientistas da UBC recorreram a uma técnica conhecida como modelagem direta. Tal como explicou Kunimoto, o processo científico começou a partir de uma simulação de toda a população de exoplanetas em torno de mais de 200 mil estrelas estudadas pelo telescópio espacial Kepler.

A equipa classificou depois cada astro como “detetado” ou “perdido”, de acordo com a com a probabilidade de o algoritmo dos próprios cientistas identificar os exoplanetas.

“Depois, comparei os planetas ‘detetados’ com o meu catálogo real de planetas. Se a simulação produz uma resposta próxima, então a população inicial [dos catálogos] é provavelmente uma boa representação da população real de planetas que orbitam as estrelas”, sintetizou a co-autora do estudo.

Fonte: ZAP

sábado, 20 de junho de 2020

PJ: Atenção às burlas informáticas e falsificação de documentos


A falsificação de documentos não é uma prática recente. No entanto, com as novas tecnologias, torna-se cada vez mais difícil detetar, numa primeira análise, se estamos perante um documento original ou falsificado.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), em estreita colaboração com as autoridades policiais de Espanha, França e do Reino Unido, procedeu, durante esta semana à detenção em flagrante delito de quatro indivíduos pela prática de crimes falsificação de documentos.

De acordo com a informação publicada no site da PJ, os detidos, todos do género masculino, sendo um português e três estrangeiros, foram detidos na sequência de buscas domiciliárias às suas residências, estando fortemente indiciados pela prática de crimes de branqueamento.

A investigação conduzida permitiu apurar que estes indivíduos integrarão uma organização criminosa internacional que utiliza o sistema bancário nacional para branqueamento de elevadas somas, obtidas ilicitamente através da prática de burlas de natureza informática em países estrangeiros.

Foi possível determinar que esta organização terá estado envolvida em situações com estas características desde pelo menos 2018. Para tal a organização recrutou várias pessoas, portuguesas e estrangeiras que terão aberto contas bancárias visando a receção dos fundos, em alguns casos recorrendo a identidades falsas.

Após a abertura das contas as mesmas começaram a ser creditadas com várias transferências todas de origem internacional (o que permite indiciar que esta organização apenas usaria Portugal para fins de branqueamento) seguidas de múltiplas transferências internacionais com o objetivo de dissimular a origem dos fundos.

Estima-se que os valores creditados nestas contas ascendam a centenas de milhares de euros.


Fonte: Pplware

quarta-feira, 17 de junho de 2020

"Fizeram história". Portugal despede-se dos helicópteros Alouette ao fim de 57 anos

O Alouette "salvaram vidas em conta" ao longo dos 57 anos da sua operação, 
frisou o ministro da Defesa

Equipamento estreou-se na Guerra Colonial, em junho de 1963. Ministro da Defesa anunciou que Portugal poderá avançar para a compra de mais dois helicópteros Koala para reforçar dispositivo de combate a incêndios

O ministro da Defesa Nacional deslocou-se hoje à Base Aérea 11 (BA11), em Beja, onde efetuou um voo a bordo do helicóptero Alouette III (ALIII), para assinalar o final de serviço desta aeronave, após 57 anos de operação na Força Aérea Portuguesa (FAP). João Gomes Cravinho considerou que os ALIII, cujo primeiro helicóptero fez voo de estreia na guerra colonial, a 18 de junho de 1963, em Luanda, "fizeram história".

"Foram comprados para fazer a guerra colonial, foi o que aconteceu ao longo daqueles anos, entre 1963 e 1974" e, desde então e até hoje, "cumpriram inúmeras missões civis e militares, mas sobretudo civis. Foram vidas sem conta que foram salvas por estes ALIII", destacou.

Os helicópteros, da Esquadra 552, "serviram também, ao longo de quatro décadas, para coordenação aérea de combate a incêndios", indicou igualmente, como exemplo, o ministro.

Os ALIII "marcaram a FAP, marcaram a vida dos portugueses", até mesmo de muitos que, sem terem consciência das aeronaves, "beneficiaram do trabalho feito por gerações e gerações de militares que operaram estas máquinas extraordinárias".

"Este último dos ALIII ainda com capacidade de voo esgota amanhã [quarta-feira] o seu prazo de utilidade e é um momento histórico. Ao fim de 57 anos ao serviço da FAP, retiram-se agora" estes helicópteros "para dar lugar a uma nova geração, o 'Koala'", os quais "já começaram a operar", frisou.

Questionado sobre se a cerimónia desta terça-feira, que marcou simbolicamente o fim do serviço dos ALIII - visto que só na quarta-feira é o último voo -, não merecia a presença dos militares que, ao longo de décadas, pilotaram ou trabalharam nestes helicópteros, o governante aludiu à pandemia de covid-19. "Estão fisicamente ausentes, mas estão no nosso pensamento", afirmou João Gomes Cravinho, justificando que a pandemia obriga a "alterações" daquilo que "são as cerimónias habituais".

A foto oficial da despedida dos Alouette, em Beja
© Nuno Veiga / Lusa

A despedida de foi feita "com um sentimento misto de saudade, mas também de agradecimento e de grande satisfação" pelo "investimento significativo de Portugal" nestes helicópteros, mas que deu frutos: "Quando os investimentos são bem feitos, o retorno é muito grande e esse retorno foi infinitamente superior àquilo que foi o investimento".

Dispositivo de Koalas pode ser reforçado com mais dois aparelhos

O ministro da Defesa revelou também que a Força Aérea já recebeu quatro dos cinco novos helicópteros AW119MK II - "Koala" e que Portugal está "a pensar" comprar "mais dois" para integrar no dispositivo de combate a incêndios.

"Já recebemos quatro dos cinco 'Koala' que foram adquiridos" para a Força Aérea Portuguesa (FAP), disse o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, adiantando que "o quinto chegará durante este verão, dentro de um mês" ou "mês e meio".
Os novos helicópteros Koala

Segundo o governante, com a chegada deste último AW119MK II -- "Koala", ficará completa a aquisição feita pelo Estado português, mas Portugal ainda tem a "opção de compra de mais dois" destes helicópteros. E é esta opção de compra que o Governo está "a pensar exercer" para integrar no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios, revelou.

"Há uma mudança de paradigma e, a partir de 2023, o Estado português operará, essencialmente, com meios próprios e, portanto, estamos a pensar que os dois 'Koala' que fazem parte da opção poderão ser adquiridos também, para integrar essa capacidade nova do Estado", frisou.

Fonte: DN

terça-feira, 16 de junho de 2020

Vulcão das Sete Cidades é dos mais perigosos dos Açores


Em cenário de explosão do vulcão das Sete Cidades Ponta Delgada fica coberta com um metro de detritos

É considerado um dos vulcões mais perigosos dos Açores, embora historicamente não se registe nenhuma erupção em terra desde o século XV, e por isso seja considerado adormecido. O vulcão das Sete Cidades foi o último vulcão mais activo nos últimos 5 mil anos, com pelo menos 17 erupções explosivas traquíticas, algumas das quais subplinianas, que ocorreram dentro da caldeira do cume, o que o torna o vulcão central mais activo do arquipélago nesse intervalo de tempo. É por isso que o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado já que em alguns cenários e consoante o vento, os piroclastos originários de uma erupção podem chegar a Ponta Delgada que ficaria coberta com um metro destes fragmentos. 

O alerta consta de um artigo científico, publicado em Maio de 2019 e agora incluído no volume especial da revista científica “Frontiers in Eath Science” que é dedicado a vulcões de ilhas oceânicas “Ocean Island Volcanoes: Genesis, Evolution and Impact” [Vulcões de ilhas oceânicas: origem, evolução e impacto], que teve a coordenação editorial do investigador Adriano Pimentel, do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) e do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR) da Universidade dos Açores.

O artigo científico intitulado “Biased Volcanic Hazard Assessment Due to Incomplete Eruption Records on Ocean Islands: An Example of Sete Cidades Volcano, Azores” [Avaliação de risco vulcânico parcial devido a registos incompletos de erupção nas ilhas do oceano: um exemplo do vulcão das Sete Cidades, Açores] é da responsabilidade de Ulrich Kueppers, da Universidade de Munique na Alemanha, Adriano Pimentel, do CIVISA e do IVAR, Ben Ellis, da Universidade de Zurique, na Suíça, Francesca Forni, da Universidade de Zurique, na Suíça, Julia Neukampf, da Universidade de Zurique, na Suíça, José Pacheco, do IVAR, Diego Perugini, da Universidade de Perugia, em Itália, e Gabriela Queiroz, do CIVISA. 

De acordo com o artigo científico, com base em mapas, os investigadores reconstruíram os parâmetros da fonte eruptiva de três erupções intra-caldeira recentes no vulcão das Sete Cidades e modelaram a dispersão de piroclastos para avaliação de riscos associados. 
Os modelos mostram que há “uma alta probabilidade” que erupções explosivas afectem o terço ocidental da ilha de São Miguel bem como a parte central da ilha. 

Simulações de queda de piroclastos

Foi usado um modelo de queda de piroclastos para reconstruir a dispersão e a espessura do depósito de queda de pedra-pomes na Formação de Santa Bárbara. O modelo assume que o transporte de partículas é controlado pelo efeito do vento; devido à turbulência atmosférica e pela velocidade de assentamento das partículas. Três cenários de queda de piroclastos foram simulados para obter os parâmetros da fonte eruptiva, as condições do vento e produzir mapas de risco vulcânico. Todos os três cenários assumem uma localização de ventilação única no centro da caldeira das Sete Cidades actualmente. 

Três cenários

O primeiro cenário assume uma pequena erupção subpliniana com ventos a soprar de Oeste-Sudoeste, com 0,19 quilómetros de pedra-pomes a cair de uma coluna de 12 mil metros de altura e a cobrir a zona Nordeste, entre João Bom e Capelas, com um depósito de até três metros de espessura. Neste primeiro cenário, a maior parte do material expelido vai ser depositado no oceano e dependendo do vento, onda e correntes, grandes quantidades de pedras-pomes podem permanecer à tona por semanas a meses o que afectará severamente - se não parar - operações marítimas ao longo da costa norte de São Miguel e tornar portos de pesca (como Rabo de Peixe) não operacionais. As cinzas vulcânicas fechariam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o fecho parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego entre ilhas. A nuvem de cinzas pode chegar à Europa. Neste cenário, a parte central e oriental de São Miguel não é afectada pela queda de piroclastos e provavelmente pode servir como área de retiro em caso de evacuação.

O cenário dois é responsável por uma maior erupção subpliniana com ventos soprando de Sudoeste a menor altitude e de Oeste-Noroeste a altitude mais alta. Expelindo aproximadamente 42% mais piroclastos, com uma coluna de erupção a 17.000 metros de altura. Espera-se que os depósitos se estendam mais a Oeste até aos Mosteiros e cubram a maior parte das áreas ao longo da costa norte de São Miguel (nomeadamente Capelas, Rabo de Peixe, Ribeira Grande, Porto Formoso e Maia) com 10 a 25 centímetros de piroclastos. Como a área directamente afectada é substancialmente maior e compreende aproximadamente metade da ilha de São Miguel, o movimento humano será afectado cortando a estrada principal ao longo da costa Norte. O depósito de pedra-pomes pode provavelmente ter um impacto severo nas duas centrais geotérmicas localizadas na encosta norte do vulcão do Fogo. Afectaria as operações marítimas, as cinzas vulcânicas interromperiam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o encerramento parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego das ilhas. Neste cenário, a parte sul de São Miguel não é afectada e pode servir como área de retiro em caso de evacuação da costa norte. 

O terceiro cenário baseia-se numa erupção hipotética futura, com os mesmos parâmetros de origem eruptiva do cenário dois, com condições de vento a soprar em direcção a Ponta Delgada. Os parâmetros da fonte eruptiva (volume de erupção 0,27 quilómetros e altura da coluna 17.000 metros) sugerem que mais de 100 mil pessoas vivem em áreas que podem ser afectadas por até um metro de piroclastos em queda, incluindo Ponta Delgada (com Fajã de Cima, Fajã de Baixo e São Roque) e Lagoa. Esta espessura de piroclastos é suficiente para causar o colapso de quase todos os edifícios, incluindo construções modernas reforçadas com cimento. Neste cenário, aponta o estudo, o aeroporto, o principal porto e infra-estruturas críticas, como o hospital não estarão operacionais, impedindo medidas de evacuação ou chegada de bens de primeiros socorros. Em constante direcção e intensidade do vento, a nuvem de cinzas alcançaria a Madeira e Canárias dentro de 1 ou 2 dias e afectariam o tráfego aéreo para essas ilhas, no Norte da África e entre a Europa e América do Sul.

Conclusões

Desta forma o estudo refere que o potencial risco vulcânico do vulcão das Sete Cidades “não deve ser subestimado e a probabilidade de futuras erupções explosivas não deve ser ignorada”. Este trabalho representa uma primeira tentativa de realizar uma avaliação realista do impacto de uma grande erupção explosiva do vulcão das Sete Cidades na ilha de São Miguel, podendo as informações obtidas no estudo ser adoptadas como características da avaliação de risco para outras ilhas oceânicas vulcânicas propensas a erupções explosivas. 

Em jeito de conclusão, os investigadores referem que os dois primeiros cenários mostraram a forte influência do vento na dispersão dos piroclastos. Sendo que os parâmetros restritos da fonte eruptiva foram usados para prever um terceiro cenário, assumindo o vento soprando em direcção à capital da ilha. Nesse pior, mas plausível cenário, a cidade de Ponta Delgada (incluindo o principal porto, hospital e aeroporto) e as comunidades vizinhas seriam afectadas por até um metro de piroclastos.

Os investigadores referem que embora o vulcão das Sete Cidades não tenha entrado em erupção nos tempos históricos, o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado. Cenários piores, como o considerado no cenário três, precisam de ser incluídos em abordagens holísticas da avaliação de risco vulcânico em ilhas vulcânicas activas. 

Carla Dias

Aqua-Fi: Criado o primeiro “Wi-Fi subaquático” que usa LEDs e lasers


As comunicações sem fios dentro de água são cada vez mais requisitadas. O mercado do entretenimento e mesmo a utilização profissional tem esbarrado nas dificuldades do sinal Wi-Fi dentro de água. Assim, para tentar ultrapassar a dificuldade que os mergulhadores têm para receber e transmitir informações sem fio para a superfície, investigadores das universidades de Waterloo, no Canadá, e da Universidade de Ciência e Tecnologia da Arábia Saudita apresentaram o Aqua-Fi.

Este é um novo sistema experimental baseado em tecnologia a laser que permitirá o envio veloz de informações através da água.

Aqua-Fi: o Wi-Fi que poderá levar a internet para dentro de água

Aqua-Fi é o nome do projeto que pretende fornecer internet debaixo de água, recorrendo a redes óticas sem fio. Estas tecnologias terão a missão de enviar dados em tempo real da e para a superfície. Embora a tecnologia Wi-Fi seja encontrada em milhões de dispositivos, ainda é difícil ter uma ligação sem fios que funcione corretamente debaixo de água.

A internet é uma ferramenta de comunicação indispensável que liga milhões de dispositivos em todo o mundo. A possibilidade de ter Wi-Fi dentro de água iria potenciar as ações dos mergulhadores. Estes conseguiriam maior liberdade de movimentos e uma comunicação permanente com a superfície.

Enviar dados para a superfície com lasers e um Raspberry Pi

A comunicação subaquática é possível com sinais de rádio, acústicos e de luz visível. No entanto, o rádio pode transportar dados apenas a curtas distâncias, enquanto os sinais acústicos suportam longas distâncias, mas com uma taxa de dados muito limitada. A luz visível pode viajar longe e transportar muitos dados, mas os estreitos feixes de luz exigem uma linha de visão clara entre os transmissores e recetores.

Assim, a equipa de Basem Shihada, o investigador responsável pelo projeto, construiu um sistema sem fio subaquático, o Aqua-Fi. Esta tecnologia suporta serviços de Internet, como o envio de mensagens multimédia, recorrendo a LEDs ou lasers. Os LEDs oferecem uma opção de baixo consumo de energia para comunicação a curta distância. Já os lasers podem levar os dados adiante, mas precisam de mais energia.


O protótipo Aqua-Fi usa LEDs verdes ou um laser de 520 nanómetros para enviar dados de um computador pequeno e simples para um detetor de luz conectado a outro computador. O primeiro computador converte fotos e vídeos numa série de 1s e 0s, que são traduzidos em feixes de luz ligando e desligando em velocidades muito altas.

O detetor de luz deteta esta variação e transforma-a novamente em 1s e 0s, que o computador recetor converte novamente na mensagem original.

Criada a primeira internet wireless a funcionar dentro de água

Os investigadores testaram o sistema carregando e baixando multimédia simultaneamente entre dois computadores separados a poucos metros em água estática. Eles registaram uma velocidade máxima de transferência de dados de 2,11 megabytes por segundo e um atraso médio de 1,00 milissegundo para uma ida e volta.

É a primeira vez que alguém usa a Internet debaixo de água completamente sem fio.

Referiu Shihada.


No mundo real, o Aqua-Fi usava ondas de rádio para enviar dados do smartphone de um mergulhador para um dispositivo “gateway” ligado ao equipamento. Então, como um amplificador que amplia o alcance Wi-Fi de um router doméstico de Internet, este gateway envia os dados através de um feixe de luz para um computador na superfície ligado à internet via satélite.

O Aqua-Fi não estará disponível até que os investigadores superem vários obstáculos.

Esperamos melhorar a qualidade do link e o alcance da transmissão com componentes eletrónicos mais rápidos.

Disse o investigador.

O feixe de luz também deve permanecer perfeitamente alinhado com o recetor em águas em movimento e a equipa está a considerar um recetor esférico que pode capturar luz de todos os ângulos.

Criamos uma maneira relativamente barata e flexível de ligar ambientes subaquáticos à Internet global. Esperamos que um dia o Aqua-Fi seja tão amplamente usado debaixo de água quanto o Wi-Fi que existe acima da água.

Concluiu Shihada.

Assim, com esta nova forma de comunicar, poderemos um dia ter um combinar de internet no espaço, na superfície e dentro de água.

Fonte: Pplware

sábado, 13 de junho de 2020

Teoria diz que afinal estamos a viver em 2012 e o "Mundo vai acabar a 21 de junho"


Calendário maia foi mal interpretado e há quem acredite que a atual pandemia do novo coronavírus foi um presságio de que o pior está para vir.

Têm sido várias as piadas na Internet com todos os acontecimentos negativos que têm assombrado o ano de 2020: os violentos incêndios na Austrália, a morte de Kobe Bryant, a pandemia do novo coronavírus, a 'saída' de Harry e Meghan da Família Real britânica ou a invasão de vespas gigantes assassinas nos EUA são alguns dos exemplos que vários internautas apresentam como prova de 2020 ser 'O pior ano de sempre'. 

Depressa surgiram as comparações ao ano de 2012 quando, segundo o calendário maia, seria o fim do Mundo. Ora acontece que a teoria pode não ser tão estapafúrdia...

Um grupo de teóricos da conspiração assegura que o calendário maia estava certo, mas que foi mal interpretado. Segundo dizem, estamos atualmente em 2012 e o Mundo irá, de facto, acabar a 21 de junho.

A bizarra teoria sustenta-se num erro de contagem feito. O calendário Gregoriano, quando foi introduzido em 1582, terá 'cortado' 11 dias de cada ano, para melhor representar o tempo que a Terra leva a orbitar em volta do Sol.

Ainda que 11 dias não pareçam muito, ao longo de 286 anos depressa ganham outra dimensão. Um cientista, Paolo Tagaloguin, comentou no Twitter que, de facto "deveríamos tecnicamente em 2012". "Por 268 anos a usar o calendário Gregoriano (1752-2020)x11 dias = 2948 dias. 2948 dias/365 dias (por ano)= 8 anos."

Este cálculo significa que, seguindo o raciocínio, na realidade 21 de junho de 2020 é 21 de dezembro de 2012 - precisamente o dia que, segundo o calendário maia, o Mundo irá acabar. 

A teoria já está a ganhar adeptos nas redes sociais.

Entretanto a NASA já tinha comentado a insólita teoria: "Tudo isto começou com afirmações de que Nibiru, um suposto planeta descoberto pelos sumérios, iria colidir com a Terra. 

A catástrofe estava 'prevista' para maio de 2003, mas quando nada aconteceu mudaram a data para dezembro de 2012 e ligaram-na ao fim de um dos ciclos do calendário maia, no solstício de inverno de 2012 (21 de dezembro). 

Não há quaisquer provas que qualquer catástrofe venha acontecer, são tudo suposições, invenções".

Fonte: CM

Medusa raríssima só vista 3 vezes na história aparece em VÍDEO na costa italiana


Tendo o nome científico Drymonema dalmatinum, a raríssima medusa foi filmada por mergulhadores na costa de Miramare, na província italiana de Trieste.

Segundo a comunidade científica, a medusa pode ser a maior e a mais rara de toda a região do Mediterrâneo.

Até sua última aparição, o animal marinho, de cerca de 40-50 centímetros, foi avistado em 2014, também na costa da Itália. Os outros avistamentos de que se tem registo ocorreram em 1880 e 1945.

"A Drymonema foi vista pela primeira vez na costa da Dalmácia em 1880 pelo naturalista alemão Ernst Haeckel", publicou o Daily Star citando a organização Riserva Marina di Miramare, cujos mergulhadores filmaram o animal.

"Este avistamento de nossos mergulhadores, que viram a medusa durante uma patrulha de rotina na reserva, é verdadeiramente excepcional", acrescentou a organização.

Apesar de sua beleza e raridade, especialistas alertam sobre o perigo do encontro com o animal, tendo em vista seu veneno.


Fonte: Sputnik News

NASA “mostra as várias cores” de Fobos, a maior lua marciana


Novas imagens térmicas capturadas pela sonda Mars Odyssey da NASA apresentam Fobos, a maior das duas luas de Marte, com cores diferentes.

As imagens agora divulgadas e captadas através de uma câmara infravermelha da sonda, fornecem informações sobre a composição e as propriedades físicas desta lua de Marte, explicou a agência espacial norte-americana em comunicado.

Em algumas ocasiões, este satélite aparece envolto em sombras, havendo ainda outros momentos em que está completamente banhado pela luz solar.

NASA

No passado 25 de fevereiro, Fobos foi observada durante um eclipse lunar, durante o qual Marte bloqueou totalmente a luz solar desta luz, gerando as temperaturas mais baixas já registadas pelos cientistas neste satélite.

Os termómetros chegaram aos -123 graus Celsius.

“Estas observações também estão a ajudar a caractertizar a composição de Fobos. As futuras observações fornecerão uma imagem mais completa das temperaturas extremas na superfície da Lua”, disse o especialista Christopher Edwards, da Universidade do Norte do Arizona, nos Estados Unidos, que liderou o processamento e a análise das imagens.

Fonte: ZAP

terça-feira, 9 de junho de 2020

NASA alerta para aproximação de mais 5 asteroides à Terra


A NASA advertiu sobre uma nova série de cinco asteroides que se aproximam da Terra esta semana, e recordou sobre a necessidade de desenvolver sistemas de defesa planetária contra estes corpos celestes.

O evento começou com dois asteroides, o 2013 XA22 e o 2020 KZ3, de 94 e 20 metros respectivamente, que passaram próximo de nosso planeta esta segunda-feira (8), a distâncias de 2,9 milhões e 1,2 milhão de quilómetros, conforme a agência espacial norte-americana.

A distância média entre a Terra e a Lua é de 385 mil quilómetros, pelo que o 2020 KZ3 não representa qualquer ameaça para o nosso planeta.

O próximo, 2020 KY, que mede 20 metros de diâmetro, surgirá esta quarta-feira (10) e passará a uma distância segura de 6,6 milhões de quilómetros.

Ele será seguido por outro asteroide de tamanho semelhante, que se aproximará a 5,8 milhões de quilómetros na quinta-feira (11). No mesmo dia, outro asteroide de 18 metros passará a uma distância de 3,7 milhões de quilómetros.

Embora nenhum dos cinco asteroides represente perigo, eles ainda podem ser considerados preocupantes, já que quatro deles foram detectados apenas em meados do mês passado, de maneira que, caso fossem uma ameaça à Terra, a Humanidade teria muito pouco tempo para se preparar para evitar o impacto ou desviá-los.

É a segunda semana consecutiva que ao menos cinco asteroides passam próximo da Terra, algo que recorda a ameaça potencial que estes objectos representam para a Terra, assim como a necessidade de desenvolver um sistema de aviso prévio.

Fonte: Sputnik News

domingo, 7 de junho de 2020

Descobrem uma piscina natural "completamente intocada" e inexplorada por humanos numa caverna no Novo México


Acredita-se que o pequeno lago, localizado a mais de 200 metros de profundidade, tenha evoluído ao longo de milhares de anos e nunca tenha sido tocado por seres humanos.

Uma impressionante piscina natural foi encontrada a cerca de 200 metros de profundidade no Parque Nacional das Cavernas de Carlsbad, no estado americano do Novo México.

"A piscina subterrânea, que está no Lechuguilla Cave, ao que parece ser completamente despoluído "escreveu na página de Facebook do Parque Nacional geocientista Wisshak Max, que em outubro 2019 liderou a expedição que descobriu o lago. Wisshak acrescenta que o corpo de água é revestido por pequenas estalactites que possivelmente correspondem ao que os cientistas chamam de "dedos da piscina", que podem ser "colónias bacterianas que evoluíram sem nenhuma presença humana".

"A exploração de cavernas às vezes produz vistas maravilhosas ", acrescentou Wisshak postando uma foto da piscina, um pequeno lago azul leitoso de água numa rocha branca. O especialista indicou que a equipe de pesquisadores "tomou precauções especiais para garantir que os contaminantes não fossem introduzidos nesses corpos d'água".

"Este lago está isolado há centenas de milhares de anos e nunca havia visto luz antes daquele dia ", disse Rodney Horrocks, chefe de Recursos Naturais e Culturais do Parque Nacional Carlsbad Cavern, à mídia local .

Wisshak acrescentou, por sua vez, que "essas piscinas intactas são cientificamente importantes porque as amostras de água são relativamente livres de contaminantes e os organismos microbianos que podem habitá-las são apenas os encontrados nela".

Fonte: RT
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