quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Facebook está a criar (com sucesso) tecnologia capaz de ler mentes


Há cerca de dois anos, o Facebook começou a desenvolver uma tecnologia capaz de ler as mentes das pessoas. Agora, a empresa apresentou com sucesso os primeiros resultados da sua investigação.

O Facebook quer disponibilizar uma ferramenta capaz de descodificar pensamentosdiretamente no cérebro e transformá-los em mensagens escritas, sem a intervenção da fala ou de um teclado. Com o apoio da Universidade da Califórnia, publicaram no mês passado os primeiros resultados na revista Nature Communication.

Esta pode constituir uma solução para pessoas com transtornos de comunicação ou uma inovação no campo da realidade aumentada. Capaz de traduzir sinais cerebrais em diálogo, o software utiliza eletrocorticografia (ECoG) de alta densidade, pelo que requer implantes cerebrais.

Apesar de inicialmente ter delimitado um prazo de dois anos para que a tecnologia estivesse disponível ao público em geral, o Facebook ainda está uns furos abaixo das expectativas traçadas.

“Aqui demonstramos a descodificação em tempo real da fala percebida e produzidaa partir da atividade ECoG de alta densidade em humanos durante uma tarefa que imita o diálogo natural de pergunta e resposta”, lê-se no estudo. “Este representa um passo importante em direção a aplicações mais naturalistas”.

O Extreme Tech explica que, durante os testes feitos, os participantes deram respostas ao vivo a perguntas gravadas previamente e os investigadores usaram a informação dos sinais cerebrais para programar modelos que consigam percecionar aquilo que eles disseram e ouviram.

O software ainda está longe de infalível, tendo detetado corretamente 76% das perguntas percecionadas pelos participantes. No que toca às respostas, o software do Facebook teve uma taxa de sucesso a rondar os 61%.

O derradeiro objetivo passa por desenvolver um sistema capaz de descodificar as palavras na parte do cérebro que aloja o centro da linguagem e transcrevê-las diretamente num computador a uma velocidade de cem palavras por minuto, cinco vezes mais rápido que o tempo necessário para escrevê-las no ecrã de um smartphone.

As aspirações da empresa de Mark Zuckerberg levantam algumas preocupações devido aos contínuos escândalos relacionados com a invasão de privacidade dos utilizadores. A leitura dos pensamentos das pessoas parece ser uma fronteira que muitos não estão dispostos a conceder acesso.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Cientista americana diz estar certa de que a Terra será atingida por asteroide


Uma cientista americana de uma ONG dedicada a proteger a Terra diz que é 100% certo que um asteroide atingirá o nosso planeta. A cientista é Danica Remy, presidente da Fundação B612.

Após um asteroide não ter passado longe da Terra no início deste mês, uma cientista declarou que um futuro impacto é inevitável. Embora ainda não esteja claro quando ocorrerá, a cientista disse que a certa altura, um asteroide acabará por atingir a Terra.

No último dia 10 de agosto, uma enorme rocha espacial aproximou-se bastante do nosso planeta. Identificado como 2006 QQ23, o asteroide tinha cerca de 570 metros de comprimento (maior que a Torre Eiffel, em Paris), e viajava a uma velocidade de 16.700 quilómetros por hora.

Após a passagem próxima do asteroide, Danica Remy, a atual presidente da ONG B612Foundation, na Califórnia, disse que uma colisão entre um asteroide e o planeta Terra está prestes a acontecer.

“É 100% certo de que vamos ser atingidos, mas não se sabe com 100% de certeza quando é que isso vai acontecer”, disse Remy à NBC News.

Apesar da certeza do impacto com um asteroide, Remy acredita que a Terra não corre o risco de ser atingida por rochas espaciais que poderiam acabar com a vida no planeta, que são aquelas rochas com mais de um quilómetro de comprimento.

Devido ao seu enorme tamanho, estes asteroides podem ser facilmente identificados e detetados por agências espaciais. Com base nas suas últimas descobertas, a Terra não corre o risco de ser atingida por um desses asteroides gigantes.

Embora a Terra esteja relativamente segura dessas gigantescas rochas espaciais, o mesmo não pode ser dito para os asteroides menores, que têm maiores hipóteses de atingir a Terra, uma vez que são pequenos o suficiente para serem atraídos pelas forças gravitacionais do planeta.

Ao contrário dos asteroides que poderiam acabar com a vida no planeta, a destruição causada pelo impacto de um asteroide menor será localizada. Mesmo assim, Remy observou que um impacto desses ainda pode ter um efeito devastador em algumas regiões do mundo.

“O tipo de devastação que estaríamos observando é mais regional do que um nível planetário”, disse Remy. “Mas ainda vai ter um impacto global, nos transportes, na rede e no clima”.

Cientista americana diz estar certa de que a Terra será atingida por asteroide from ZAP.aeiou on Vimeo.

Fonte: ZAP

Engenheiros inventaram método ultraeficiente de extração de hidrogénio de campos petrolíferos


O método de filtragem dos gases é ecológico e impede que outros gases, para lá do hidrogénio, cheguem à superfície

Um grupo de engenheiros canadianos, liderado por Ian Gates e Jacky Wang,desenvolveu um método de extração de hidrogénio de larga escala em areias e campos petrolíferos no âmbito de uma parceria entre a universidade de Calgary e a empresa Proton Technologies. Atualmente o hidrogénio serve já de combustível para alguns tipos de veículos, bem como para gerar energia elétrica, e é conhecido por ser um dos recursos energéticos menos poluentes.

De acordo com a página Phys.org, o grupo de investigação pretende apresentar oficialmente este método na Conferência Goldschmidt de Geoquímica em Barcelona, que teve início dia 18 de agosto e terminará a dia 23 do mesmo mês.

Segundo a mesma página, o Canadá e a Venezuela são dois dos países com maior número de reservatórios de areias petrolíferas, que podem vir a tirar proveito deste processo de produção energética inovador. «Existem vastos reservatórios de areias petrolíferas em vários países, como o Canadá, a Venezuela, entre outros», disse Ian Gates, investigador do departamento de engenharia química da universidade de Calgary.

Os investigadores descobriram que ao injetarem oxigénio em campos petrolíferos, a sua temperatura vai aumentar e libertar o hidrogénio, que pode ser separado de outros gases através de filtros. Na verdade, o hidrogénio não está originalmente presente nestes reservatórios, mas a injeção de oxigénio causa uma reação química que faz gerar o elemento.

Grant Strem, diretor executivo da Proton Technologies, a empresa responsável pela comercialização deste processo, afirma que «esta técnica pode gerar grandes quantidades de hidrogénio deixando o carbono na terra». Explicou ainda que «o que sai da terra é hidrogénio em estado gasoso e por isso não temos os custos elevados de purificação do ar à superfície, que existem no processo de refinação do petróleo». «O único produto deste processo é o hidrogénio, o que significa que esta tecnologia não faz emissões nem polui o ambiente. Todos os outros gases permanecem na terra porque não passam pelo filtro de hidrogénio para a superfície», acrescenta.

Fonte: EI

NASA deu luz verde para explorar um dos candidatos para a vida extraterrestre


A missão Europa Clipper quer aproximar uma nave da lua de Júpiter.

A NASA deu luz verde a uma missão para explorar uma lua de Júpiter que é considerada um dos melhores candidatos para a vida extraterrestre, avança o The Guardian .

A Europa - que é um pouco mais pequena do que a nossa lua - é um dos 79 satélites naturais do gigante gasoso e tem a particularidade de estar coberta de gelo na totalidade.

Há indícios que sugerem que por baixo dessa crosta - que poderá ter dezenas de quilómetros de profundidade - pode mesmo haver um oceano. Os cientistas acreditam que nesta água pode ainda existir vida na forma de micro-organismos.

A missão chamada Europa Clipper consiste na aproximação de uma nave à Europa para estimar a profundidade da crosta e confirmar a existência das chamadas plumas de água.

A missão que teve luz verde esta quarta-feira deverá ser lançada em 2025 e Agência Espacial Europeia tem uma missão semelhante prevista para 2022.

Fonte: TSF

Corvo ou coelho? O novo dilema da Internet


Posição do animal tem confundido quem vê o vídeo.

Um vídeo publicado por Dan Quintana, um investigador científico norte-americano, mostra um animal a receber festas de forma muito pacífica. 

As reações não se fizeram esperar e as opiniões dividiram-se: seria um corvo ou um coelho? A posição do animal tem confundido quem vê o vídeo, mas Quintana já confirmou que se trata de um corvo.

Fonte: CM

NASA Asteroid Tracker: mais 3 asteróides em direcção da Terra em Agosto


A NASA está actualmente monitorizando um total de três asteróides que devem se aproximar da Terra antes do final do mês. Um dos asteróides do grupo, passará mais perto do planeta, é tão grande quanto o Monumento a Washington.

De acordo com o Centro de Estudos de Objectos da Terra (CNEOS) da agência espacial, o primeiro asteróide que se aproximará da Terra é chamado de 2016 PD1 . Este asteroide está actualmente viajando a uma velocidade de 13.000 milhas por hora e tem um diâmetro estimado de 360 ​​pés.

2016 PD1 é classificado pelo CNEOS como um asteróide Amor. Como outros Amors, este asteróide tem uma órbita muito ampla em torno do Sol e da Terra e não cruza o caminho do planeta.

O CNEOS observou que o asteróide que se aproxima deve passar próximo da Terra a 26 de agosto às 4:35 am EDT. Durante a sua abordagem, o asteróide passará a cerca de 0,02898 unidades astronómicas ou cerca de 2,7 milhões de quilómetros da Terra.

Atrás de 2016 PD1 é um asteróide conhecido como 2002 JR100. Como indicado no banco de dados do CNEOS, este asteroide está viajando a uma velocidade de quase 18.800 milhas por hora e é estimado em 269 pés de comprimento.

Espera-se que o JR100 de 2002 se aproxime da Terra a 27 de agosto às 18h37 (horário de Brasília). Durante este tempo, o asteróide passará a cerca de 0,04963 unidades astronómicas ou cerca de 4,6 milhões de quilómetros do centro da Terra.

2002 JR100 é um asteróide Aten. À medida que orbita o Sol, esse asteróide frequentemente se cruza com o caminho da Terra à medida que se aproxima de sua maior distância da estrela gigante.

O último asteróide que vai passar pela Terra em agosto é 2019 OU1 . Como o maior asteróide do grupo, 2019 OU1 tem um diâmetro de cerca de 525 pés. Ele está viajando a uma velocidade de 29.000 milhas por hora.

Além de ser o maior do grupo, 2019 OU1 também passará mais próximo da Terra. Segundo o CNEOS, o asteroide se aproximará da Terra no dia 28 de agosto, às 6h36. Durante este tempo, estará apenas a cerca de 0,00688 unidades astronómicas ou cerca de 640.000 milhas do centro do planeta.

2019 OU1 é classificado pelo CNEOS como um asteróide Apollo. Como outros asteróides Apollo, ele voa em torno do Sol e da Terra e intercepta a órbita do planeta de tempos em tempos.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

NASA acede a “raro vislumbre” da superfície de um exoplaneta rochoso


É a primeira vez que o Telescópio Espacial Spitzer da NASA recolhe dados das condições da superfície de um planeta a orbitar uma estrela.

Os dados fornecidos pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA permitiram "um raro vislumbre" das condições na superfície de um planeta rochoso a orbitar uma estrela além do Sol. Quem o diz é a agência espacial norte-americana, que revela que a superfície do planeta pode ser semelhante à da Lua da Terra ou do planeta Mercúrio.
Publicada esta segunda-feira na revista Nature, a investigação leva a crer que o planeta conta com muito pouca atmosfera, ou até mesmo nenhuma, e pode ser coberto pelo mesmo material vulcânico refrigerado detetado nas manchas escuras da Lua.

O planeta designado por LHS 3844b foi descoberto em 2018 pelo "caça planetas" da NASA, o TESS, e está localizado a 48,6 anos-luz da Terra, tendo um raio 1,3 vezes superior ao nosso planeta. E agora o telescópio da agência espacial foi capaz de detetar a luz da superfície do planeta, algo difícil dado o brilho da estrela mãe que ofusca o planeta.

Os dados revelam que o planeta faz uma revolução completa em torno da sua estrela mãe em apenas 11 horas, o que sugere que um dos lados do planeta está permanentemente voltado para a estrela.

Sendo extremamente quente, o planeta irradia uma grande quantidade de luz infravermelha e a estrela, apesar de muito mais quente que o planeta, é relativamente fria. Desta forma, a observação direta do LHS 3844b é possível durante o dia, através do telescópio infravermelho da NASA.

Em julho o TESS descobriu o exoplaneta mais pequeno identificado até agora, com 80% do tamanho da Terra. O L 98-59b está a 34,6 anos luz de distância e apresenta uma temperatura que ronda os 330 ºC, sendo 10% mais pequeno do que a descoberta anterior.

Fonte: Sapo Tek

Diversos fósseis humanos descobertos em San Vicente de la Barquera poderiam questionar a teoria da evolução de Darwin


A comunidade científica tomou como ponto de partida estudar a evolução do ser humano a teoria formulada por Darwin no século XIX . No entanto, uma descoberta recente "invalida a teoria", ou pelo menos a questiona. 

O lugar deste achado é na Cantábria, especificamente em San Vicente de la Barquera, onde os restos fósseis humanos surgiram depois que em 2014 duas ciclogéneses explosivas atingiram o norte da Espanha entre fevereiro e março. 

Esses restos mortais foram datados pelo antropólogo José María Ribero-Meneses em cerca de 200 milhões de anos, e suas características e morfologia seriam "um indiscutível 'homo sapiens' como ancestral directo do homem", embora longe de "primatas, macacos e hominídeos" .

De acordo com Ribero-Meneses, e como publicado por vários meios de comunicação, as características desses restos, entre os quais uma face recta e uma abóbada craniana, invalidam a teoria de Darwin. 

O crânio tem uma altura de 52 centímetros e uma largura de 42 , enquanto que tem uma circunferência de 148. Essas dimensões apontam para um indivíduo gigante que viveu entre os períodos Triássico e Jurássico da Era Mesozóica.

"Ele era contemporâneo dos dinossauros, um ser anfíbio que vivia entre o mar e a terra, de uma altura enorme, quase quatro metros, de vida muito longa, mais de duzentos anos, e com um tamanho intelectual e físico incomparavelmente superior ao nosso. ", disse Ribero-Meneses em entrevista à agência Efe que ecoa a Cadena Ser .

Na opinião do antropólogo, as descobertas "representam o enterro oficial da teoria da evolução de Darwin ", já que colocam o ancestral directo do homem muito antes da data dos restos encontrados em Atapuerca, datados de pouco menos de um milhão de anos. . 

Se sua tese for confirmada, a cronologia darwinista que foi tomada como base até agora seria questionada. Ribero-Meneses também conta com as descobertas de restos mortais de vários milhões de anos na Bulgária e no continente africano.

Este antropólogo e filólogo também conta com a destruição do famoso Instituto Smithsoniano de Antropologia, fundado em 1846 e baseado em Washington, que em 1900 comprou e destruiu centenas de esqueletos de homens gigantes, "a maioria deles completa". e pertencendo à mesma família dos restos que eu tenho ", disse ele.

Os restos mortais de San Vicente de la Barquera, com uma tonelada de peso, estão "em perfeitas condições" e, na opinião deles, aniquilam o "desdém darwiniano" .

O Cometa 67p tem companhia. É uma mini-lua


A nave Rosetta não era o único objeto em redor do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em 2015, de acordo com uma descoberta feita recentemente.

No início deste ano, o astrofotógrafo espanhol Jacint Roger estava a “passar os olhos” pelas imagens recolhidas pela Rosetta durante a observação do 67P e reparou num pequeno fragmento orbital nos registos do dia 21 de outubro de 2015, quando a nave estava a cerca de 400 quilómetros do cometa.

Jacint Roger publicou um GIF animado na sua conta do Twitter, em maio passado, mostrando o movimento deste objeto recém-identificado, que a ESA apelidou de “Churymoon”.
De acordo com a Agência Espacial Europeia, a lua terá apenas cerca de quatro metros de largura e um dia já fez parte do 67P. “A modelagem das imagens da Rosetta indica que este objeto passou as primeiras 12 horas após a sua ejeção num caminho orbital em torno do 67P a uma distância de 2,4 a 3,9 quilómetros do centro do cometa”, refere a equipa da ESA.

Depois disso, “a parte cruzou uma porção do coma, que parece muito brilhante nas imagens, dificultando o seu acompanhamento com precisão; no entanto, observações posteriores no lado oposto do coma confirmam uma deteção consistente com a órbitado objeto, fornecendo uma indicação do seu movimento em torno do cometa até 23 de outubro de 2015″, explica-se.

Os cometas ejetam constantemente detritos à medida em que se aproximam do Sol. Mas Churymoon é especial: “é provavelmente a maior porção detetada em torno do cometa e será alvo de mais investigações”, garante a ESA.

A Rosetta deixou a Terra em 2004 para perseguir e analisar o cometa 67P, um corpo celeste estudado minuciosamente e que os cientistas acreditam que esconde indícios da génese do nosso Sistema Solar. Só no final de 2014 encontrou o seu alvo e, pouco depois, ejetou a sua pequena Philae que viajou em direção ao 67P. Esta sonda de menores dimensões captou as primeiras imagens da superfície de um cometa.

Cometas são rochas geladas do sistema solar que normalmente têm órbitas oblongas e, quando se aproximam do Sol, aquecem e emitem gás e poeira para criar um tipo de “coma” (nuvem de poeira e gás que circunda o núcleo de um cometa) atmosférico e, às vezes, uma cauda.

O 67P é um desses exemplos, um objeto de dois lobos medindo até 40,2 quilómetros de diâmetro no seu lóbulo mais longo e 25,7 quilómetros de diâmetro no seu lóbulo mais curto. A sua órbita aproxima-o dos caminhos da Terra e de Júpiter.

A missão Rosetta foi a primeira a pousar um objeto feito por humanos num cometa. A missão também identificou o oxigénio molecular do 67P, o tipo que existe na Terra, que pode remontar ao início do sistema solar.

A jornada de 12 anos que inclui aproximações à Terra, Marte e a dois asteróides antes de chegar ao P67 chegou ao fim em setembro de 2016.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Beta Pictoris C: Novo planeta gigante está a 63,4 anos-luz da Terra


Foi na órbita da estrela Beta Pictori que os cientistas descobriram um novo planeta gigante, o Beta Pictoris C. Esta descoberta acontece 10 anos após ter sido também encontrado um outro planeta gigante, o Beta Pictoris B. Os exoplanetas Beta Pictoris B e Beta Pictoris C estão em órbita da estrela Beta Pictoris.

O novo planeta está a 63,4 anos-luz da Terra. Sabe-se também que tem uma massa cerca de 3.000 vezes maior do que a do nosso planeta.

O estudo foi publicado na revista da especialidade Nature Astronomy e revela que há um novo planeta no universo. Este novo planeta gigante orbita a sua estrela a uma distância quase três vezes superior à que separa o Sol da Terra.

Beta Pictoris C está entre a sua estrela e o planeta Beta Pictoris B

O Beta Pictoris C foi caçado pelo espectrógrafo HARPS do Observatório Europeu do Sul, no Chile. Está situado entre a sua estrela e o planeta Beta Pictoris B, que é 16 vezes maior do que a Terra. O Beta Pictoris B orbita a sua estrela a uma distância oito vezes superior à que separa o Sol da Terra. Um dia neste planeta não excede as oito horas.


Segundo os cientistas, os dois planetas estão ainda a formar-se.

A estrela Beta Pictoris ganhou destaque na década de 1980. Nessa altura permitiu aos astrónomos obterem a primeira imagem de um disco de poeira e gás em torno de uma estrela. Além disso, o sistema planetário do qual a estrela faz parte tem “apenas” 20 milhões de anos. Isto significa que é mais jovem do que o Sistema Solar, que tem 4,6 mil milhões de anos. No entanto poderá assemelhar-se ao que deveria ser a Terra e outros planetas solares após a sua formação.

A Beta Pictoris é a segunda estrela mais brilhante na constelação de Pictor. Tem uma massa 1,75 vezes maior que a do Sol e possui uma luminosidade 8,7 vezes maior. Devido às temperaturas muito altas, a vida dificilmente poderia existir na sua superfície, bem como nos satélites.

Fonte: Pplware
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