quinta-feira, 23 de maio de 2019

O seu nome pode chegar a Marte à boleia da missão Mars 2020 da NASA


A NASA acaba de lançar uma campanha que permite que qualquer pessoa possa enviar o seu nome até Marte, sob a forma de um cartão de embarque digitalizado num chip que será incorporado na sua próxima missão, a Mars 2020.

“Queres juntar-te a mim em Marte? Envia o teu nome para a superfície do Planeta Vermelho com o próximo rover da NASA”, pode ler-se num tweet esta terça-feira publicado na página do rover Curiosity, que explora Marte de 2016.
A publicação está acompanhada por um endereço a partir do qual é possível chegar a um formulário para a emissão do cartão de embarque personalizado.

Nas primeiras horas, adiantou a NASA, a iniciativa recebeu nomes de mais de 660.000 pessoas de todo o mundo. As candidaturas estão abertas até 30 de setembro.

“Enquanto nos preparamos para lançar esta histórica missão a Marte, queremos que todos compartilhem desta jornada de exploração”, disse Thomas Zurbuchen, cientistas da NASA, em comunicado. “É um momento emocionante para a NASA (…) embarcamos nesta viagem para responder a questões profundas sobre o nosso planeta vizinho e até mesmo sobre as origens da própria vida”, completou.

A missão Mars 2020 deverá ser lançada em julho de 2020, estando a sua chegada ao solo marciano prevista para fevereiro de 2021. A missão visa estudar o planeta e encontrar vestígios de vida Marte, caso esta tenha existido.

Fonte: ZAP

Os percevejos andaram ao lado do T-rex (e sobreviveram ao asteróide que matou os dinossauros)


Percevejos têm sido companheiros parasitas de outras espécies além dos humanos durante mais de cem milhões de anos, tendo caminhado na terra ao mesmo tempo que os dinossauros.

Uma equipa internacional de cientistas comparou o ADN de dúzias de espécies de percevejos para entender as relações evolutivas dentro do grupo, bem como a sua relação com os seres humanos.

A equipa descobriu que os percevejos são mais velhos que os morcegos – um mamífero que as pessoas acreditavam ser o primeiro hospedeiro há cerca de 50 a 60 milhões de anos. Percevejos, na verdade, evoluíram cerca de 50 milhões de anos antes.

Os percevejos ocupam uma posição de destaque na lista dos companheiros humanos mais indesejados, mas até agora pouco se sabia sobre quando se originaram. Especialistas descobriram que a história evolutiva dos percevejos é mais complexa do que se pensava anteriormente, sendo que as criaturas já existiam durante o tempo dos dinossauros.

São necessários mais estudos para descobrir como era naquele tempo, embora o entendimento atual sugira que é improvável que se alimentassem do sangue dos dinossauros. Isso ocorre porque os percevejos e todos os seus parentes se alimentam de animais que têm uma “casa” – como um ninho de pássaros, uma toca de coruja, um morcego ou uma cama de humanos.

A equipa passou 15 anos a recolher amostras de locais selvagens e museus em redor do mundo, evitando morcegos e búfalos em cavernas africanas infetadas com ébola e a escalar penhascos para recolher ninhos de pássaros no sudeste da Ásia.

Mike Siva-Jothy, do Departamento de Ciências Animais e Vegetais da Universidade de Sheffield, que fazia parte da equipa, disse em comunicado: “Pensar que as pragas que hoje vivem nas nossas camas evoluíram há mais de 100 milhões de anos e andavam pela terra lado a lado com os dinossauros foi uma revelação. Isto mostra que a história evolutiva dos percevejos é muito mais complexa do que pensávamos anteriormente”.

“A primeira grande surpresa que descobrimos foi que os percevejos são muito mais velhos do que os morcegos, o que todos supunham ser o primeiro hospedeiro”, acrescentou Steffen Roth, do Museu da Universidade de Bergen, na Noruega, que liderou o estudo publicado na revista Current Biology.

O estudo também revela que uma nova espécie de percevejo conquista os humanos a cada meio milhão de anos. Além disso, quando os percevejos mudam de hospedeiro, nem sempre se especializam nesse novo hospedeiro e mantêm a capacidade de regressar ao hospedeiro original. Isto demonstra que, embora alguns percevejos se tornem especializados, alguns permanecem generalistas, saltando de um hospedeiro para outro.


A equipa também descobriu que as duas principais pragas dos percevejos humanos – o percevejo comum e o tropical – são muito mais velhas que os humanos, o que contrasta com outras evidências de que a evolução de humanos antigos causou a divisão de outros parasitas humanos em novas espécies.

Os cientistas esperam que as descobertas ajudem a criar uma história evolutiva de um importante grupo de insetos, permitindo-nos entender como os outros insetos se tornam portadores de doenças, como evoluem para usar diferentes hospedeiros e como desenvolvem novos traços. O objetivo é ajudar a controlar os insetos de forma eficaz e prevenir a transmissão de doenças vetorizadas por insetos.

Fonte: ZAP

Explosão brilhante em céu nocturno deslumbra australianos


Na madrugada de 22 de maio, várias câmaras instaladas no sul da Austrália captaram um fenómeno impreciso que deixou muitos moradores extremamente surpresos.

Em vídeos, gravados por câmaras de segurança, é possível admirar uma bola de fogo brilhante que atravessa o céu. Quando se torna visível, parece ser muito pequena, mas aumenta de tamanho rapidamente até que finalmente atinge a atmosfera terrestre e explode, deixando um flash muito brilhante. 

Astrónomos opinam se tratar de um meteoro que entrou em combustão ao irromper a atmosfera e desaparecer no céu da Austrália.
Câmara de segurança instalada na delegacia de Gambier captou o momento em que um meteoro iluminou o céu nocturno sobre a Austrália do Sul.
​Gravado por câmara: Luz brilhante, considerado meteoro, foi visto atravessando o céu sobre Adelaide, Austrália, um pouco antes da meia-noite da terça-feira.

Fonte: Sputnik News


Fonte: Youtube


Fonte: Youtube

Brabazon. Vida e morte do elefante branco...


O maior avião do mundo não cabia estacionado num campo de futebol. Os cem passageiros que iam a bordo tinham direito a todos os confortos. Desde uma sala de cinema a 80 camas situadas na parte mais elevada do aparelho.

Nasceu para ser o Palácio dos Céus. Cem passageiros a bordo, envoltos no incrível luxo do conforto que só as nuvens sabem dar. Chamaram-lhe o Bristol Brabazon e voou, pela primeira vez, no dia 4 de Setembro de 1949. Depois de ter dedicado toda a sua indústria aérea à construção de aviões de combate, durante o período da II_Grande Guerra, o Governo britânico sentiu que precisava de recuperar o atraso enorme que levava em relação à produção de aeronaves de carreira. Há sempre nos ingleses uma tendência para o exagero. A Bristol Aeroplane Company avançou para um plano de concepção do maior avião de todos os tempos. O tenente-coronel John Theodore Cuthbert Moore-Brabazon, 1º Barão de Brabazon de Tara, ministro do Ar, seria honrado com atribuição do nome ao aparelho. Convenhamos que batia certo: tanto o nome de John Theodore como o avião eram infinitos.

Quando se entra por dentro do túnel dos números dentro do qual o projeto-Brabazon ficou entalado, deparamos com algo próprio de Brobindnag, o lugar em que Gulliver foi minúsculo: a fuselagem ia até aos 54 metros, cada asa tinha mais de 70 metros de comprimento. Basicamente, o Brabazon não podia ficar estacionado num campo de futebol. Para erguer o monstro no ar foram concebidos oito motores Bristol-Centaurus cada um deles capaz de gerar a potência de 2650 cavalos.

Há um vídeo curiosíssimo sobre o primeiro voo do Brabazon, uma viagem de 25 minutos, observado em terra por cerca de dez mil entusiasmados curiosos. As manchetes rebentaram num grito uníssono: «The queen of the skies, the largest land-plane ever built!». Orgulho da Inglaterra! Havia em tudo aquilo uma necessidade exibicionista que ultrapassava a mais simples das realidades. O corpo do aeroplano estava dividido em dois andares. No de cima, havia os lugares para os passageiros, a cozinha e a possibilidade de se subir um pouco mais para junto do teto onde se encontravam 80 beliches preparados para que quem quisesse pôr o sono em dia o fizesse sem mais delongas. No andar de baixo, os vestiários e quartos-de-banho. Como a preocupação principal estava focada no conforto, cada passageiro dispunha de 8 metros cúbicos de espaço próprio, havia um salão que podia albergar até 23 pessoas de cada vez, lugar ideal para uma bebida, um charuto ou um jogo de canasta. Ah! Claro! E uma sala de cinema.

Visto do exterior, o Brabazon era um gigantesco cilindro prateado que desafiava todas as teorias de Isaac Newton. Em 1952, os gastos com a construção do modelo atingiram os 3 milhões e 400 mil Libras estrelinas. Nenhuma companhia o comprou. Nem a própria BOAC (British Overseas Aircraft Company) se mostrava muito entusiasmada com os dois exemplares que possuía. A sua construção levantava problemas atrás de problemas no único hangar com capacidade para receber tamanho monstro, o do aeroporto de Bristol Flinton. Um esforço enorme para o tornar mais leve, utilizando outro tipo de materiais e de estruturas, revelou-se desastroso. Em julho do ano seguinte, Duncan Sandlys, ministro da Energia, anunciou na Câmara dos Comuns o fim do Brabazon. No cemitério dos elefantes, havia mais um elefante branco.

Afonso de Melo

Fonte: Sol

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Cientistas criaram “gelo quente” que congela a milhares de graus de temperatura


Uma equipa de cientistas conseguiu obter água em estado sólido a temperaturas entre os 1.650°C e os 2.750°C. Este estado pode ser o mesmo do da água dos núcleos de planetas gigantes gelados, como Urano e Neptuno.

Uma equipa de investigadores do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), em Berkeley, na Califórnia, conseguiu obter água em forma sólida a temperaturas entre os1.650°C e os 2.750°C, de acordo com um estudo recentemente publicado na revista científica Nature.

Esta água congelada superiónica consegue permanecer sólida a milhares de graus de temperatura. Este gelo bizarro existe graças a uma tremenda pressão e, segundo o ScienceAlert, esta descoberta pode lançar luzes sobre a estrutura interna de planetas gigantes gelados, como Urano e Neptuno.

Na superfície da Terra, os pontos de ebulição e congelamento da água variam um pouco, mas ambas as mudanças de estado estão dependentes da pressão. No vácuo do Espaço, a água não pode existir na forma líquida, uma vez que ferve e vaporiza mesmo a -270ºC, a temperatura média do Universo.

No entanto, os cientistas desconfiavam que, em ambientes de altíssima pressão, ocorria exatamente o oposto: a água solidifica-se, mesmo em temperaturas extremamente altas. Uma equipa de cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore conseguiu provar isso mesmo.

Desta forma, a equipa criou o Ice VII, a forma cristalina de gelo 30.000 vezes acima da pressão atmosférica da Terra, ou 3 gigapascals, e depois explodiu-o com lasers. O gelo resultante tinha um fluxo condutivo de iões, em vez de eletrões, e é por isso que é chamado de gelo superiónico.

Nesta primeira experiência, os cientistas conseguiram observar as propriedades gerais deste gelo, como a energia e a temperatura. Numa segunda experiência, os especialistas conseguiram obter detalhes mais subtis da estrutura interna, através de uma experiência com pulsos de laser e difração de raios X que revelou a estrutura cristalina do gelo.

“Queríamos determinar a estrutura atómica da água superiónica”, disse a física do LLNL Federica Coppari. Agora, os cientistas propõem que esta nova forma seja denominada Gelo XVIII.

Os raios X mostraram uma estrutura nunca antes vista: cristais cúbicos com átomos de oxigénio em cada canto e um átomo de oxigénio no centro de cada face. “Encontrar a evidência direta da existência de uma rede cristalina de oxigénio traz a última peça que faltava para o quebra-cabeças em relação à existência de gelo de água superiónico”, disse o físico Marius Millot, também do LLNL.

O resultado obtido revela uma pista de como os gigantes de gelo, como Neptuno e Urano, podem ter campos magnéticos estranhos, inclinados em ângulos bizarros e com equadores que não circulam o planeta.

Anteriormente, pensava-se que estes planetas tinham um oceano fluido de água iónica e amónia em vez de um manto. Mas a pesquisa da equipa mostra que estes planetas podem ter um manto sólido, como a Terra, mas feitos de gelo superiónico quente. Como o gelo superiónico é altamente condutivo, essa característica pode estar a influenciar os campos magnéticos dos planetas.

“Esta compreensão pode mudar drasticamente a nossa compreensão da estrutura interna e da evolução dos planetas gigantes gelados, assim como dos seus numerosos primos extrassolares”, rematou Marius Millot.

Fonte: ZAP

Os polvos estão a ficar cegos por causa das alterações climáticas


Níveis baixos de oxigénio nos oceanos do mundo podem fazer com que alguns invertebrados marinhos, incluindo caranguejos e polvos, percam a visão – pelo menos temporariamente.

Sabemos há algum tempo que os animais terrestres são afetados pelos níveis de oxigénio. Por exemplo, os humanos podem perder a função visual em ambientes de baixo oxigénio. Por exemplo, se os pilotos de caças a jato não receberem oxigénio suplementar em altitudes elevadas, terão problemas de visão, pressão alta e derrames.

Agora, investigadores do Scripps Institute of Oceanography demonstraram que os animais marinhos também são altamente sensíveis à quantidade de oxigénio disponível na água. “Com todo o conhecimento sobre o oxigénio afetar a visão em animais terrestres, fiquei a pensar se animais marinhos reagiriam de maneira semelhante”, disse a principal autora, Lillian McCormick, um comunicado.

De acordo com o artigo publicado a 13 de maio na revista Journal of Experimental Biology, McCormick descobriu que quatro invertebrados marinhos da Califórnia – lula myopsid, polvo-da-Califórnia, caranguejo de atum e brachyuran – tiveram uma redução de visão entre 60 e 100% sob condições de baixo oxigénio.

“Fiquei surpreendida ao ver que, mesmo após alguns minutos de exposição ao oxigénio baixo, algumas destas espécies tornaram-se praticamente cegas“, disse McCormick.

Para testar as respostas desses animais ao oxigénio reduzido a curto prazo, McCormick colocou amostras de larvas num microscópio com água do mar a qual foi gradualmente reduzida nos níveis de oxigénio. A investigadora expôs os animais às condições de luz e registou as suas respostas visuais usando uma “máquina de eletrocardiograma para o olho” na qual os elétrodos estavam conectados às suas retinas.

Em todos os casos, McCormick observou respostas imediatas quando a disponibilidade de oxigénio diminuía. O caranguejo e a lula perderam quase toda a sua visão quando o nível de oxigénio diminuiu para apenas 20% dos níveis da superfície. Os polvos foram mais capazes de tolerar a falta de oxigénio e os caranguejos foram os mais resilientes(embora ainda afetados).

Lilly McCormick
Larva de polvo da espécie Octopus bimaculoides, o polvo-da-Califórnia

Quando o oxigénio foi restaurado, a maioria dos espécimes recuperou pelo menos parte da função visual. Isto terá a ver com um conceito chamado fototransdução, um sistema visual altamente complexo que traduz a energia da luz em sinais neurais que dão aos animais a sua visão.

É um dos processos mais “energeticamente caros” e, sem isso, muitas espécies podem enfrentar condições de risco de vida. Por exemplo, muitas espécies de larvas migram verticalmente dependendo da hora do dia, indo para as profundidades durante as horas mais leves e subindo para a superfície à noite. Sem visão, podem perder-se, confundir-se e romper os ciclos naturais.

Os níveis de oxigénio nos oceanos do mundo mudam devido a processos naturais, mas estes estão a ser acelerados por mudanças climáticas e poluição influenciadas pelo homem. O aquecimento atmosférico causado pelas emissões de gases de efeito estufa diminui um processo chamado de ressurgência, em que a água superficial bem oxigenada é misturada com água pobre em nutrientes das profundezas.

Além disso, a poluição tem sido associada à eutrofização em ambientes próximos à costa que fazem com que espécies de plâncton floresçam e esgotem os níveis de oxigénio.

Os polvos estão a ficar cegos por causa das alterações climáticas from ZAP.aeiou on Vimeo.

Fonte: ZAP

Tecnologia da Fórmula 1 dá energia a arma de raio laser da Marinha


A tecnologia desenvolvida na Fórmula 1 pode ter várias outras aplicações no mundo real. Mas como é tão avançada que parece saída de um filme de ficção científica, também as suas aplicações parecem, à primeira vista, serem de ficção científica. É o caso do volante-motor usado para recuperar energia de travagem nos monolugares de Fórmula 1, usado pela equipa Williams, que aqui serve para dar energia a uma arma de raio laser que vai ser usada pela Marinha Britânica e pela sua equivalente americana.

Até o nome da arma parece saído de um episódio de a Guerra dos Tronos. Conhecida oficialmente como LDEW (Arma de Energia Direcionada por Laser, em inglês), já foi batizada pelas autoridades britânicas para uso coloquial como “Dragonfire” (fogo de dragão). Trata-se de um canhão que usa o laser para excitar as moléculas dos materiais dos alvos a que está apontado, fazendo com que entrem em ignição ou fiquem desativadas. O uso de tecnologia laser também lhe oferece maior eficácia na identificação do alvo.

O principal problema desta arma de raio laser é que consome muita energia de uma só vez, o que poderia colocar em risco a bateria usada para lhe fornecer energia. Assim, em vez de recorrer a uma bateria, a Marinha optou por montar um volante-motor, capaz de girar a dezenas de milhares de rotações por minuto, para servir como acumulador, que depois é descarregado diretamente na arma, sem afetar os sistemas elétricos do navio. Este sistema foi desenvolvido pela GKN, empresa especializada em motores elétricos, e é do mesmo tipo usado pela Williams nos seus carros de Fórmula 1. A fiabilidade deste sistema foi testada em colaboração pela Marinha Americana, que também deverá usar um raio laser semelhante para abater alvos à distância. Esta energia ficará esgotada apenas em alguns segundos, mas será suficiente para o laser encontrar e eliminar um alvo.

Fonte: Motor 24

terça-feira, 21 de maio de 2019

Físico afirma que Marte é 'único planeta' para onde humanos podem fugir


Segundo o físico Brian Cox, o Planeta Vermelho pode ser a única opção de viagem espacial para as pessoas destinadas a se tornar marcianas por não poderem "ficar aqui para sempre".

O professor e apresentador Brian Cox indicou um futuro sombrio para os humanos que desejam viajar pelo Universo e pisar em outros planetas. O jornal britânico Daily Star relata que o estudioso teorizou, traçando a exploração da humanidade do nosso Sistema Solar, que o vizinho mais próximo do nosso planeta, Marte, incrustado por gelo, é "na verdade o único lugar" onde a humanidade pode ir além da Terra.

"Em qualquer cenário plausível, não há outro lugar para onde os humanos possam ir para começar a sair do planeta, a não ser Marte. Se pensarmos em outros planetas, não há nenhum outro em que possamos pousar", afirmou, conforme citado pelo jornal.

O físico não tem dúvidas de que os humanos deixarão o planeta um dia por "não podermos ficar aqui para sempre". "Pode ou não haver marcianos e precisamos descobrir. Mas haverá marcianos se quisermos ter um futuro. Em algum momento seremos marcianos", observou.

Não há muito tempo, Brian Cox destacou que o destino da humanidade poderia corresponder, não só a Marte, mas também Vénus e Mercúrio, que poderiam ter tido oceanos e rios na superfície.

Cox e o coautor da próxima edição do livro Planetas, Andrew Cohen, definiram Marte como o local mais provável para a evolução da vida. "Era uma vez um Planeta Vermelho que brilhava uma luz azul. Os riachos corriam pelas encostas e os rios corriam pelos vales", observaram.

Um dos mais persistentes entusiastas das viagens a Marte, fundador multimilionário da SpaceX e Tesla, Elon Musk, revelou anteriormente que a colonização do Planeta Vermelho poderia assegurar uma fuga para a raça humana no caso de um cenário apocalíptico iminente.

Numa sessão de perguntas e respostas no ano passado, ele apontou "alguma probabilidade" de uma nova Era das Trevas, "especialmente se houver uma terceira guerra mundial".

Fonte: Sputnik News

Nova descoberta sobre Planeta X: astrónomo afirma ter identificado órbita do 9º astro


Um astrónomo afirmou conhecer a órbita do gélido Planeta X, também conhecido como 'nono planeta' do nosso Sistema Solar, apesar de não existirem observações conhecidas do hipotético astro.

O Planeta X é um mundo teórico que teria cerca de dez vezes a massa da Terra, orbitando a extremidade mais distante do Sistema Solar, no Cinturão de Kuiper.

Segundo o jornal Express, o facto de esse planeta invisível ser tão grande explicaria por que alguns corpos celestes do Cinturão de Kuiper parecem se aglomerar como se estivessem experimentando a gravidade de um grande planeta. 

A existência de um nono planeta foi sugerida pela primeira vez em 2016 por astrónomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos EUA. O professor Michael Brown, que originalmente inventou a teoria do astro em questão, está certo de que os cientistas não estão muito longe de finalmente descobrir o hipotético planeta.

Durante uma entrevista, Michael Brown revelou que está bastante optimista quanto à identificação da órbita do Planeta X.

"Se soubéssemos exactamente onde ele [Planeta X] está, não teríamos que deduzir, apenas iríamos olhar para ele e dizer: 'Olha, lá está ele'".

"Não sabemos exactamente onde se encontra, porque tudo o que sabemos é o seu efeito gravitacional prolongado sobre outros corpos […] Conhecemos muito bem sua órbita por causa de todas essas simulações de computador, que mostram que, se não fosse suficientemente maciço, não afectaria o Sistema Solar exterior", complementa.

"Por isso, podemos deduzir todos esses detalhes a partir das simulações de computador detalhadas que temos feito", finaliza.

De acordo com o astrónomo, o Planeta X segue uma órbita elíptica muito além das franjas do Cinturão de Kuiper – cuja maior aproximação do Sistema Solar mede sete vezes a distância do Sol a Neptuno. Devido a essas incríveis distâncias, a gravidade do nono planeta não tem impacto em nenhum outro, muito menos na Terra.

O Cinturão Kuiper é uma área do espaço densamente povoada por asteroides rochosos e outros corpos gelados conhecidos como Objectos do Cinturão de Kuiper (KBOs).

Estimativas da NASA indicam que, se esse planeta realmente existir, levaria entre 10 mil e 20 mil anos terrestres para orbitar o Sol.

"A existência deste mundo distante é por enquanto apenas teórica, não tendo sido feita nenhuma observação directa do objecto chamado de 'nono planeta'", declarou a agência espacial norte-americana.

Fonte: Sputnik News

O Ultima Thule é uma cápsula do tempo


Os dados recolhidos pela missão da NASA New Horizons permitiu aos cientistas publicar os resultados iniciais da sua exploração do 2014 MU69 – conhecido como Ultima Thule.

O asteróide é um objeto que está localizado na periferia do Sistema Solar, numa região conhecida como Cinturão de Kuiper e que nunca tinha sido explorada até agora.

Num artigo publicado na revista Science, os cientistas, liderados por Alan Stern, investigador do Southweast Research Institute no Texas, EUA, confirmaram que Ultima Thule é uma relíquia que se manteve inalterada desde o nascimento do Sistema Solar, há 4.500 milhões de de anos. Além disso, publicaram numerosas informações relacionadas com a composição, forma e origem do corpo.

“Esta foi a primeira vez que a humanidade observou um objeto tão pequeno neste lugar tão distante do Sistema Solar”, disse Kelsi Singer, investigador da missão New Horizons, à ABC. “Este objeto é um sobrevivente das origens do Sistema Solar, o que não aconteceu muito desde a formação. Portanto, dá importantes revelações sobre como o Sistema Solar foi formado, que não podemos obter de nenhuma outra forma”.

O interesse fundamental deste corpo é o facto de ser um fóssil que explica o que aconteceu no Sistema Solar há 4.500 milhões de anos, quando os mundos rochosos, como a Terra, se formaram. O Ultima Thule pertence a uma categoria conhecida como o Objeto Frio Clássico do Cinturão de Kuiper, que agrupa os objetos que permaneceram inalterados desde o nascimento do Sistema Solar e que estão até a salvo do aquecimento solar.

O asteróide está localizado dentro de um vasto anel povoado por planetas anões e por um imenso enxame de pequenos corpos, incluindo cometas, cobertos por compostos voláteis congelados. Graças às baixas temperaturas, o MU69 é um fóssil real que esconde importantes pistas sobre as nossas origens.

Ultima Thule é um “binário de contato”, um corpo com a forma de um boneco de neve, criado quando dois blocos menores colidiam a uma velocidade muito baixa. Mede cerca de 35 quilómetros e estava a uma distância aproximada de 6,6 mil milhões de quilómetros da Terra quando a sonda New Horizons o visitou.

Os cientistas concluíram que o MU69 foi formado depois de os dois lóbulos, que se originaram próximos uns dos outros, orbitaram um ao redor do outro até se unirem. As análises revelaram que os lóbulos são esmagados e que cada um deles foi formado a partir da adição ou união de numerosas unidades.

Em geral, Ultima Thule é um corpo vermelho-escuro, mas foi detetado que existem superfícies mais claras no pescoço, localizadas entre os lóbulos e em vários lugares dentro de duas crateras. Essa coloração responde à presença de resíduos de gelo e moléculas orgânicas processadas pela luz ultravioleta e pelos raios cósmicos. Entre estes, poderia haver água e metanol.

A superfície do Ultima Thule está relativamente intacta. A falta de crateras levou à conclusão de que a região do cinturão de Kuiper é habitada por menos corpos pequenos, com menos de um quilómetro de comprimento, levando a mudar muitas suposições sobre esta parte do sistema solar. Não foram encontrados vestígios de satélites, anéis ou atmosfera residual.

As conclusões foram obtidas depois de analisar apenas 10% de todos os dados recolhidos pela missão. Segundo Singer, “esta é apenas a ponta do iceberg”. A sonda New Horizons tentará encontrar outro objeto do cinturão de Kuiper para estudar mais tarde, embora não se saiba se haverá possibilidade. Espera-se que os próximos telescópios terrestres gigantes possam observar mais objetos neste lugar.

Em menos de cinco anos, a missão New Horizons revolucionou a nossa compreensão do Sistema Solar, tendo feito revelações impressionantes sobre a geologia e a natureza de Plutão e Caronte. “Ambas são peças do quebra-cabeça que nos permitirão entender todos os processos que podem ocorrer no sistema solar”, explicou Kelsi Singer. “Seria difícil selecionar o mais importante. Todos eles são novos e fascinantes”.

Fonte: ZAP
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