segunda-feira, 30 de março de 2020

Laboratório militar a todo o vapor. Atinge capacidade máxima de testes diários


A major Ana Silva, porta-voz do Exército, diz à Renascença que será possível aumentar a capacidade para lá dos atuais 50 testes por dia.

O laboratório militar do Exército atingiu a capacidade máxima, com 50 testes de diagnostico de Covid-19 por dia. Os testes de análise ao novo coronavírus no Laboratório Militar estão a ser feitos a um ritmo de “24 horas por dia”, segundo revela a porta voz do exército, em declarações à Renascença.

A Major Ana Silva reconhece que se atingiu “a capacidade máxima do laboratório de Defesa Biológica do Exército na realização de testes".

"Conseguimos finalmente que chegassem os reagentes. Estamos a trabalhar há uma semana e conseguimos estes números", refere.

Esta é a realidade possível, mas a Major Ana Silva admite que, em breve, a capacidade de produção possa aumentar, já que “vai ser possível automatizar alguns processos que ainda estão a ser feitos de forma manual". Quando isso acontecer, "será possível aumentar o número de testes processados".

"Descontaminação dos lares de Resende e Vila Real é trabalho demorado"

O Exercito dá, ainda, conta de que a descontaminação de instalações é outro dos apoios que o ramo está a dar, nesta altura, para o combate à Covid- 19.

A major Ana Silva refere que a descontaminação, por si só, “é morosa e obriga à deslocação de um conjunto de militares que atuam como um todo”.

Para já, foram feitas duas descontaminações em lares. "Eram infraestrauturas que careciam de uma abordagem diferenciada porque não bastaria uma simples desinfeção”, assinala.

Um trabalho demorado, garante, “já que tem ocupado aos militares um dia para fazer a descontaminação de um edifício”.

“Foi o que aconteceu nos lares de Resende e Vila Real , porque eram muito grandes. Só no lar de Vila Real foram contabilizados cem compartimentos que tiveram de ser descontaminados”, acrescenta.

Para além dos testes de análise e da descontaminação de edifícios, o Exercito está, ainda, a dar apoio "através da montagem de tendas e camas de campanha, o transporte de artigos críticos em vários locais do país, a produção de desinfectantes e apoio alimentar aos sem abrigo de Lisboa”.

Fonte: RR

Do CEiiA vai nascer uma produção de 10 mil ventiladores para enfrentar pandemia


Durante uma visita ao CEiiA, António Costa indicou quais os planos de produção de ventiladores a partir do centro de investigação. Até ao final de abril, CEiiA vai produzir os cem primeiros ventiladores. 

Esta semana, durante o debate quinzenal, António Costa já tinha indicado que o CEiiA (Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel) estava a transformar-se para produzir um protótipo de ventilador, que mais tarde servisse para alavancar a produção deste tipo de equipamento médico em Portugal.

Dias depois, Costa rumou ao Norte do país para uma visita ao centro, localizado em Matosinhos, e ainda uma visita ao Citev – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, em Famalicão. Em declarações feitas no final da visita ao CEiiA, o primeiro-ministro deu conta de alguns dos números ambicionados para a produção de ventiladores.

“O CEiiA foi convertido e está focado no projecto de criar prototipagem em Portugal para produzir ventiladores”, explicou António Costa, destacando a necessidade deste tipo de equipamento para a “batalha que a nível mundial todos travamos”. Assim, até ao final de abril, o objetivo de produção do CEiiA passa pelos primeiros cem ventiladores. “Em maio [produzir] os primeiros 400 ventiladores e a partir daí poder descentralizar para a indústria nacional, de forma a que nos próximos seis meses possam ter 10 mil ventiladores em produção”.

António Costa sublinhou ainda a necessidade de “multiplicar a capacidade de ventiladores” existentes no país. Uma das soluções encontradas passa pela reorientação da produção industrial, como aconteceu no CEiiA, para produzir este tipo de equipamentos. “O trabalho de engenharia no CEiiA permitiu trabalhar nisto e produzir em tempo útil ventiladores que possam responder às necessidades.”

José Rui Felizardo, líder do CEiiA, destacou a “importância do papel da comunidade médica” no desenvolvimento deste protótipo. O responsável pelo centro referiu ainda “que o ventilador mecânico corresponde a 15 dias para chegar a um protótipo industrializável”, indicando que os profissionais do CEiiA estão “a trabalhar num longo turno para atingir este objetivo”.

Fonte: dn_insider

domingo, 29 de março de 2020

Texto português do século XVI mostra eficácia da quarentena


Um especialista australiano descobriu num texto português do século XVI uma prova de que a quarentena ou o isolamento podem impedir a globalização de uma doença como a covid-19, que já provocou mais de 30 mil mortos.

O texto português “é um registo antigo de uma doença que passa de animais para humanos, e mostra que a quarentena pode ser eficaz para a travar”, disse à agência Lusa Sanjaya Senanayake, professor de doenças infecciosas na Universidade Nacional da Austrália, em Camberra.

Senanayake referia-se a uma passagem do “Tratado das ilhas Maluco e dos costumes índios e de tudo o mais”, de autor desconhecido, mas geralmente atribuído a António Galvão (c. 1490-1557).

Apelidado de “apóstolo das Molucas”, António Galvão governou a partir de Ternate as chamadas ilhas das Especiarias, na atual Indonésia, entre 1536 e 1540, tendo iniciado o seu mandato 15 anos depois da passagem pela região da expedição de Fernão de Magalhães, já comandada por Juan Sebastián Elcano.

O texto manuscrito foi encontrado no Arquivo Geral das Índias, em Sevilha, e publicado em inglês (“A Treatsie on the Moluccas”, Hubert Jacobs, Jesuit Historical Institute, 1971) e em português contemporâneo (“Tratado das ilhas Molucas”, Luís de Albuquerque e Maria da Graça Pericão, Publicações Alfa, 1989).

A obra versa sobre o governo de António Galvão nas Molucas e nela se narra um surto de uma doença no final de abril de 1539, que primeiro matou galinhas e depois humanos.

“Com os ventos sul, veio esta enfermidade a Bachão [Bacan]; logo se espalhou por todas as ilhas, começando nas galinhas (…), que de António Galvão se acharam mais de cinquenta ou sessenta mortas, que se empolavam sãs e gordas; e depois lhe adoeceram passante de cento e dez pessoas, entre criados e escravos, que só um não ficou e a mor parte lhe faleceu, afora os portugueses e filhos deles”, lê-se no texto.

“E por toda a terra era este mal tão geral que os não podiam enterrar e o mar era coalhado dos mortos e muitos lugares despovoados; andavam os homens e mulheres como pasmados, dizendo que nunca tal viram nem ouviram aos antepassados”, conta ainda o narrador.

Em dezembro de 2007, Sanjaya Senanayake e o historiador Brett Baker publicaram um artigo na revista científica The Medical Journal of Australia sobre o texto histórico, numa altura em que o mundo enfrentava a pandemia de gripe A, inicialmente designada como gripe suína.

“A epidemia do século XVI provavelmente não se espalhou devido ao isolamento das ilhas do resto do mundo por causa de padrões comerciais determinados pelo clima [monção]. Isto reforça o valor da quarentena (mesmo não intencional) ou do isolamento como medida de saúde pública. Dada a facilidade de circulação global de pessoas, animais e cargas na era moderna, a sua aplicação será agora um desafio muito maior”, concluíram Senanayake e Baker.

Sanjaya Senanayake admitiu à Lusa, num contacto telefónico em Camberra, que o estudo do texto português “não ajudou necessariamente a combater a gripe suína”.

Mas mostrou que o isolamento intencional das ilhas próximas de Ternate por não haver navegação do comércio das especiarias devido à ausência de vento terá evitado a disseminação de uma infeção que passou de animais para humanos.

A conclusão mantém-se atual, e Sanjaya Senanayake não tem dúvidas sobre a aplicação da quarentena para combater a covid-19, uma doença que se tornou global devido às viagens.

“As três coisas que usamos para combater a pandemia são quarentena, vacinas e medicamentos. São as três grandes ferramentas que temos para a covid-19”, disse Sanjaya Senanayake.

O especialista australiano admitiu que uma vacina para a covid-19 demorará “10 ou 12 meses” e que é impossível saber se haverá medicamentos eficazes em quantidade suficiente para tratar “milhões, dezenas de milhões ou centenas de milhões de pessoas”.

“Mas a quarentena é uma boa maneira de parar ou, pelo menos, de retardar um surto. E foi o que vimos neste texto português: a quarentena não intencional por causa das estações climáticas e a difícil acessibilidade mostram que a quarentena pode ser eficaz”, concluiu.

Sobre a atual pandemia, Sanjaya Senanayake é enfático ao dizer que “ninguém realmente sabe” quando é que poderá ser controlada.

“O surto pode desaparecer ou pode piorar. (…) Até pode ser como a gripe espanhola em 1918, em que houve uma primeira onda que não foi tão má e, pouco tempo depois, houve uma segunda onda que foi muito, muito má”, lembrou, referindo-se à pandemia que matou mais de 50 milhões de pessoas.

“É absolutamente imprevisível. (…) Esperemos que não dure muito”, acrescentou.

Fonte: ZAP

Teste português de despistagem começa a ser usado segunda-feira


Portugal conseguiu desenvolver um teste de despistagem da Covid19 que vai começar a ser usado já na próxima segunda feira.

Foi criado pelo Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa e sem necessidade de recorrer a reagentes importados.

Numa fase inicial, deverão ser fabricados quatrocentos testes por dia.

Para ver Video e saber mais sobre a noticia AQUI

Doutorando na Universidade de Aveiro cria alternativa ao ventilador


Um médico e doutorando na Universidade de Aveiro criou uma solução alternativa aos ventiladores tradicionais na ventilação em doentes com covid-19, revelou hoje fonte académica.

Anestesiologista no Hospital de Gaia, agora em licença de paternidade, Paulo Roberto, que também é doutorando de Biomedicina na Universidade de Aveiro, está a ultimar uma nova solução de recurso para doentes com covid-19 que necessitem de sistemas não invasivos de ventilação assistida.

A solução, refere a Universidade de Aveiro em comunicado, apoia-se em dispositivos existentes não invasivos e em caso de indisponibilidade dos convencionais mecanismos invasivos de ventilação, e conta com a colaboração de uma equipa de engenheiros da Bosch Termotecnologia que ajuda nos testes.

"O que está em causa nesta solução proposta pelo anestesiologista Paulo Roberto é um novo conceito de circuito de ventilação, que pressupõe uma outra manga de conexão, não um novo aparelho de ventilação em si. Cria-se um novo circuito para conduzir o ar expelido, a partir do tubo traqueal, envolvendo uma válvula de Ruben ligada a uma manga de conexão e a um filtro que, finalmente, liberta o ar resultante da respiração do paciente", descreve uma nota de imprensa da Universidade de Aveiro.

A alternativa agora divulgada usa consumíveis comuns nas unidades de saúde e, quando os aparelhos convencionais invasivos (que implicam intubação traqueal) e que são mais eficazes não estão disponíveis, pode salvar vidas, segundo é referido.

Segundo Paulo Roberto, "apesar da eficácia intrínseca ao mecanismo de ação do equipamento e da segurança de se utilizarem dispositivos próprios para ventilação largamente testados, a adaptação não aspira a substituir os equipamentos especializados e próprios para ventilação invasiva".

"Claro que ter mais ventiladores invasivos adequados é a solução ideal, mas até essas condições serem conseguidas, podemos enfrentar a necessidade de ter equipamentos, que mesmo não sendo ideais, cumpram a função eficazmente", afirma o médico.

Paulo Roberto iniciou um projeto de colaboração designado "Project Tube Connector" na aplicação "Slack", onde se tinha iniciado o "openair", que pretende desenhar e construir ventiladores com recurso a novas tecnologias e fazendo uso da disponibilidade de peritos e empresas de manufatura.

Trata-se de um grupo que envolve especialistas em várias áreas: engenharia, biomedicina, design; e empresas envolvidas em impressão 3D e fabricação de plásticos e borrachas.

No dia 16, em colaboração local com Pedro Duarte Menezes, mestrando na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, foi conseguido um protótipo funcional.

O contributo da equipa de engenheiros da Bosch Termotecnologia - Duarte Almeida, Vitor Silva, Filipe Rego, Nuno Mateus e Tiago Moura, consistiu na construção de um equipamento de medição e registo de dados, especialmente desenvolvido para o efeito, utilizando material técnico e laboratórios existentes na empresa.

Com esse contributo, a equipa tornou possível a realização de medições laboratoriais, com o objetivo de validar a viabilidade do conceito: adaptar um VNI (Ventilador Não Invasivo), de forma a poder ser usado em situações de emergência de forma invasiva.

O teste de resiliência por 24 horas teve resultado positivo e o ventilador é capaz de se manter eficiente em operação contínua por esse período, sem variações significativas.

"A conclusão mais relevante dos testes é que os parâmetros programados no ventilador são consistentemente similares aos que são administrados na via aérea (no caso, o tubo traqueal)", salienta o médico e investigador, que tem vindo a estabelecer contactos com o Infarmed, representantes do Ministério da Saúde e a debater a solução com colegas médicos, de modo a ajustar o conceito às condições reais de aplicação.

Em Portugal, registaram-se 76 mortes, mais 16 do que na véspera (+26,7%), e 4.268 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 724 novos casos em relação a quinta-feira (+20,4%).

Dos infetados, 354 estão internados, 71 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Fonte: NM

sábado, 28 de março de 2020

Mercúrio poderá abrigar vida, dizem os cientistas


Mercúrio tem despertado uma renovada atenção. Depois dos cientistas se interessarem pela possibilidade de ter gelo e pelo estranho campo magnético, agora os investigadores debruçam-se sobre outro foco.

De acordo com um estudo publicado na semana passada, há uma hipótese minúscula de que Mercúrio, o vizinho mais próximo do Sol, tenha tudo o que precisa para hospedar a vida.

Mercúrio poderá ter água e ter vida

Mercúrio é quente, tem uma temperatura média de cerca de 400 °C, mas isso não impede este planeta de ser interessante. De tal forma que os cientistas estão a rever as imagens do astro obtidas pelas passagens da sonda Mariner 10 em 1974.

É possível que, enquanto houver água, as temperaturas sejam apropriadas para a sobrevivência e, possivelmente, para a origem da vida.

Referiu ao jornal norte-americano New York Times Jeffrey Kargel, coautor do novo estudo.

No estudo, a equipa de investigadores sugere que a superfície caótica de Mercúrio não é o resultado de terramotos, como sustenta a teoria predominante. Em vez disso, eles argumentam que as fendas na superfície são causadas por voláteis – elementos que podem mudar rapidamente de um estado para o outro, como quando um líquido se transforma num gás – que borbulham sob Mercúrio.

Conforme referiram, os elementos voláteis, como a água, podem proporcionar um ambiente favorável à vida no subsolo – a superfície em si é quente demais, aquecendo cerca de 426 °C durante o dia.


Extensão de um vasto terreno caótico (contorno branco) no antípoda da bacia de Caloris.

Não é uma possibilidade absurda

A ideia de vida em Mercúrio ainda é um tiro no escuro, mas os investigadores estão esperançosos.

Pensei que, em algum momento, Alexis [Rodriguez] tivesse perdido [o sentido das suas ideias]. Mas, quanto mais investigava as evidências geológicas e mais pensava sobre as condições químicas e físicas do planeta, mais me apercebi que essa ideia – bem, pode ser de loucos, não completamente de loucos.

Concluiu Kargel ao mesmo jornal.

A vida noutros planetas parece agora ser mais viável, provavelmente a tecnologia estará a abrir novas perspetivas.

Fonte: Pplware

quinta-feira, 26 de março de 2020

E-Vent: Ventilador barato para o tratamento da COVID-19 criado pelo MIT


A COVID-19 está a obrigar a criar esforços um pouco por tudo o mundo. Várias empresas, especialmente do segmento automóvel, já vieram revelar que estão a produzir ventiladores para ajudar no tratamento da COVID-19.

A novidade mais recente chega do Massachusetts Institute of Technolog (MIT) que criou um ventilador Open Source super barato.

Como já informamos, os ventiladores são equipamentos fundamentais no tratamento da COVID-19. Segundo dados, os ventiladores podem rondar os 17 e 25 mil euros.

Tendo em conta o valor, o MIT anunciou que criou um ventilador Open Source barato com o nome E-Vent. Segundo o instituto, o equipamento aguarda apenas certificação por parte das entidades competentes.


O E-Vent é baseado num projeto iniciado há quase uma década, como parte do curso MIT Precision Machine Design. Ao contrário dos ventiladores mecânicos nos hospitais que são caríssimos, este é um ventilador manual que precisa de alguém para o operar.

Os alunos projetaram o dispositivo para uso em áreas rurais e países em desenvolvimento onde os ventiladores mecânicos não estavam disponíveis.


Quando os alunos do MIT criaram este projeto, há uma década, estimaram que o dispositivo custaria cerca de US $ 100 para ser produzido. Isso é consideravelmente mais baixo que o preço de ventiladores mecânicos que são tão escassos.


Fonte: Pplware

quarta-feira, 25 de março de 2020

Os 500 mais ricos do mundo, mais ricos do que nunca


Juntos, ganharam 1,2 triliões de dólares, elevando seu património para 5,9 triliões.

As grandes fortunas do mundo nunca tiveram tanto dinheiro como neste início de 2020. 

O ano de 2019 terminou num recorde histórico para as 500 pessoas mais ricas do planeta, que acrescentaram 1,2 triliões de dólares (equivalente a 60% do PIB do Brasil), aumentando em 25% o seu património colectivo, que chega a 5,9 triliões de dólares, segundo o índice da Bloomberg.

Ler mais AQUI

Com a situação da pandemia do Covid-19, muitos deles como covardes que são, devem estar escondidos e refugiados nos seus luxuosos bunkers e quintas isoladas em locais recônditos do planeta.

Não se esqueçam que as notas de papel de muitos milhões que teem não irão passar somente de papel, possivelmente irão servir de papel higiénico.

Nota do Blogger

terça-feira, 24 de março de 2020

Covid-19: Politécnicos de Viseu e de Leiria criam ventiladores em tempo recorde para serem produzidos em série


Os Institutos Politécnicos de Viseu e de Leiria desenvolveram, no espaço de uma semana, com apoio de uma rede, dois protótipos de ventiladores para tentar dar resposta à escassez destes equipamentos, face à pandemia da covid-19.

A informação é veiculada pela Agência Lusa, onde o presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), João Monney Paiva, explica que as duas instituições, com a colaboração de uma rede de politécnicos de norte a sul do país e de empresas, desenvolveram dois protótipos de ventiladores que poderão depois ser fabricados em série, após um processo de licenciamento.

A ideia surgiu há uma semana e uma equipa de cerca de 15 a 20 pessoas dos dois politécnicos começou a desenvolver dois protótipos de ventiladores de emergência - um baseado na operação de um motor elétrico e outro a funcionar com base em ar comprimido pneumático -, explicou.

Com base num modelo de acesso livre disponibilizado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), a equipa, que contou sempre com o acompanhamento de médicos, terminou dia 21 de março, por volta das 23:00, os primeiros dois protótipos, estando ainda a ser desenvolvido um terceiro sistema, referiu João Monney Paiva.

"Pensámos no que seria possível fazer para ajudar as pessoas. Esperemos que nada disto seja necessário, mas, caso seja, que ajude a não passar por situações de falta de recursos e de se ter que escolher em que doente se aplicam", vincou o presidente do IPV.

Agora, a expetativa é que empresas se mostrem interessadas em avançar com um processo de licenciamento junto do Infarmed e a disponibilidade de fabricar os ventiladores em série, referiu.

"Queremos sensibilizar o Infarmed para que possibilite uma análise mais expedita e, se virem que este equipamento é crítico, que façam uma avaliação mais rápida", salientou o responsável.

Ao mesmo tempo, a equipa disponibilizou um email (emergencyventilatorpt@gmail.com) para empresas e instituições poderem ajudar no projeto, seja na melhoria dos protótipos, seja no fornecimento de componentes e equipamentos que serão necessários na sua produção em série, como por exemplo células de oxigénio, disse.

Segundo João Monney Paiva, está já montada uma rede de politécnicos de Beja, Bragança, Cávado e Ave, Guarda, Lisboa, Tomar e Viana do Castelo, disponíveis a colaborar, nomeadamente com máquinas usadas em contexto de aulas ou de investigação para apoiar na produção dos ventiladores.

Além do processo de licenciamento, o responsável acredita que o projeto poderá ter problemas com falta de componentes, face à pandemia da covid-19, querendo também sensibilizar o Ministério da Ciência para poder "fazer contactos e estabelecer as cooperações possíveis para que isto avance".

Goodyear apresenta pneu recarregável que nunca fura


A Goodyear apresentou recentemente um protótipo para um pneu revolucionário que se adapta às diferentes necessidades e se regenera com a ajuda da Inteligência Artificial.

O pneu descalibrado ou furado do seu automóvel deixará de ser um problema no futuro. A Goodyear apresentou recentemente um pneu recarregável que nunca fura, um conceito futurista e totalmente sustentável.

O Goodyear ReCharge não precisa ser calibrado. O pneu é alimentado com cápsulas que contêm um composto capaz de recuperar a borracha gasta, um processo que simplifica o processo de substituição dos pneus.

As cápsulas são compostas por um líquido personalizado (para pneus de inverno ou de verão, consoante o caso) e permitem que a banda de rolamento se regenere. O projeto da Goodyear tem a capacidade de corrigir a sua composição, mantendo-se firme e estável em condições climáticas extremas (camadas finas de gelo ou asfalto excessivamente quente).

O composto líquido é personalizado com base na criação de um perfil de condutor, graças a uma aplicação de tecnologia de Inteligência Artificial. Isto significa que a mistura gerada é adaptada a cada indivíduo.

A sustentabilidade é também garantida, já que o composto é produzido a partir de um material biológico, reforçado com fibras inspiradas em seda de aranha. Além de 100% biodegradável, o material é também extremamente duradouro.

Segundo o CNET, a banda de rolamento é suportada por uma estrutura muito leve e não pneumática, uma construção de baixa manutenção que elimina a necessidade de manutenção da pressão ou o tempo de inatividade devido a furos.

A revelação do pneu estava programada para o Salão do Automóvel, em Genebra, um evento que acabou por ser cancelado devido à epidemia da Covid-19, popularmente conhecido como “coronavírus”. Face ao cancelamento, a empresa optou por divulgar algumas imagens do funcionamento do ReCharge.

Mike Rytokoski, vice-presidente e diretor de marketing da Goodyear Europa, disse que a empresa “pretende que o pneu contribua de forma a dar resposta às necessidades específicas de mobilidade dos consumidores”. A empresa não informou se o ReCharge está em produção ou se não passa, ainda, de um projeto cuja aplicabilidade está limitada pela tecnologia atual.

Fonte: ZAP


Fonte: Youtube
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