quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

As consequências mortais que um voo para a Lua tem para o corpo humano


A poeira lunar causa danos extremos aos tecidos e pode até causar mutações genéticas ou cancro.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Stony Brook (Estado de Nova York, EUA) apresentou na semana passada seu recente estudo em que foi determinado que a poeira lunar é extremamente perigosa para o corpo humano e pode danificar DNA das células, causando mutações e o cancro.

"É um grave problema de saúde para os futuros astronautas", disse Donald Hendrix, um dos autores do estudo, citado pela revista New Scientist.

O perigo a longo prazo

Como parte da sua investigação, os cientistas examinaram solo simulado, composto das mesmas partículas de amostras de rocha lunar trazidas pelas missões Apollo NASA

A experiência mostrou que cerca de 90% das células do pulmão de ratinhos de laboratório neurónios humanos morreram quando expostas ao contacto com as partículas que formam a camada de pó da Lua.

Segundo o estudo, a poeira encontrada na superfície do satélite natural da Terra contém alguns elementos que reagem rapidamente com células humanas e produzem hidroxila tóxica, que já foi ligada ao cancro de pulmão .

"A poeira lunar representa um dos riscos que os seres humanos terão de enfrentar na realização de missões na sua superfície", diz uma declaração sobre os resultados da pesquisa, publicada no site da reunião da American Geophysical Union em que o estudo foi apresentado. 

Especialistas dizem que partículas perigosas podem permanecer nos pulmões humanos " por longos períodos de tempo " e, portanto, podem causar consequências negativas a longo prazo para a saúde.

A experiência da missão Apollo 17

Nesse contexto, a principal autora do estudo, a geneticista Rachel Caston, disse ao site da universidade que as futuras missões tripuladas para explorar a Lua e "além" representam riscos à saúde dos astronautas, que são ainda mais sérios ". os riscos imediatos do próprio espaço ". Eles seriam da mesma natureza que aqueles experimentados pela tripulação da missão Apollo 17.

Depois de inalar a poeira fina durante sua viagem à Lua em 1972, o astronauta Harrison Schmitt catalogou a reacção do seu organismo como " febre do feno lunar ": ele tinha espirros, olhos lacrimejastes e dor de garganta. 

Os sintomas dessa tripulação foram efémeros, mas os pesquisadores admitem que o pó da lua poderia causar até mesmo mutações genéticas.

Fonte: RT

Tem receio de abrir executáveis desconhecidos? A Microsoft tem a solução


O Windows vai receber uma nova funcionalidade no próximo ano chamado Sandbox, que cria um ambiente virtual e temporário de desktop para isolar aplicações e sem afetar o PC.

Para os utilizadores que recebem ficheiros executáveis no email ou façam o download através de fontes que não têm confiança, a Microsoft criou o Windows Sandbox. Trata-se de um desktop virtual e temporário, capaz de isolar os efeitos dos executáveis, sem contaminar a área principal do sistema operativo.

A Microsoft apresentou o documento detalhado sobre o Sandbox, que chegará numa atualização prevista para o próximo ano, referindo que esta funcionalidade pode também ser utilizada em casos onde é necessário ter uma instalação limpa do Windows, evitando a configuração de uma máquina virtual.


Qualquer software instalado no Windows Sandbox irá permanecer apenas nesse espaço virtual e não terá qualquer impacto no PC. Quando o Sandbox é fechado, todo o software e respetivos ficheiros serão permanentemente apagados. A funcionalidade será parte integrante do Windows 10 Pro e Enterprise, e sempre que for ativada funciona como se o sistema operativo tivesse acabado de ser instalado.

A Microsoft refere que para correr o modo Sandbox é necessário ter o Windows 10 atualizado, ter as funcionalidades de virtualização ativas na BIOS, ter 4 GB de RAM (mas recomenda 8 GB), pelo menos 1 GB de espaço no disco rígido (recomenda um SSD), ter dois cores de CPU (quatro com hyperthreading funciona melhor) e uma arquitetura AMD64.

Fonte: Sapo Tek

Os Anéis de Saturno estão a “chover” no planeta e vão desaparecer


Uma equipa de cientistas da NASA confirmou que os icónicos anéis de Saturno são não apenas mais recentes do que se pensava, mas também que estão a perder-se, atraídos para o planeta pela sua gravidade – como uma “chuva” de partículas geladas.

No início deste ano, o grupo analisou uma molécula encontrada na atmosfera do planeta usando o telescópio Keck II, localizado no Hawai, e descobriu uma estrutura formada por três átomos de hidrogénio. O problema é que cerca de 1,9 mil litros de água têm vindo a cair no planeta a cada segundo. Esta grande quantidade de chuva pode fazer com que Saturno perca totalmente os seus anéis mais rápido do que se esperava.

“Estimamos que esta chuva de anéis drene uma quantidade de água capaz de encher uma piscina olímpica de anéis de Saturno em meia hora”, disse James O’Donoghue, do Goddard Space Flight Center da NASA, em Maryland, EUA.

“Só com isto, todo o sistema de anéis desapareceria em 300 milhões de anos, mas junte-se a queda de materiais dos anéis no equador de Saturno, medida pela sonda Cassini, e os anéis têm menos de 100 milhões de anos de vida“, acrescenta, citado pelo The New York Times.

Há muito que os cientistas tentam perceber se o planeta tem os anéis desde a sua formação ou se os adquiriu posteriormente. O estudo de O’Donoghue, publicado no início de novembro na revista Icarus, aponta mais para a segunda hipótese, ao calcular que, provavelmente, têm menos de 100 milhões de anos de idade. A confirmar-se, os anéis estarão a meio da sua vida.

As primeiras pistas a apontar para a “chuva de anéis” foram captadas pela missão Voyager, há décadas, quando detetou variações peculiares na atmosfera superior de Saturno, variações na densidade dos anéis e um trio de bandas escuras e estreitas em torno de algumas latitudes mais a norte.

Estas faixas foram mais tarde associadas à forma do enorme campo magnético de Saturno, com Jack Connerney, da NASA, a propor a teoria de que partículas de gelo com carga elétrica dos anéis estariam a “chover” na atmosfera superior do planeta.

Os anéis de Saturno são constituídos essencialmente por uma mistura de gelo, poeira e material rochoso. Jeff Cuzzi, da NASA, afirma que o desaparecimento da estrutura que se localiza em torno de Saturno pode realmente ocorrer, uma vez que a dissipação dos anéis não depende apenas de quanto material ainda está neles, mas de outras forças físicas, das mudança no planeta e de como este material é reabastecido.

Agora, a equipa quer ver como é que a chuva de anéis muda com as estações do anoem Saturno. À medida que o planeta avança na sua órbita de 29,4 anos, os anéis são expostos ao Sol em graus variados. Como a luz ultravioleta do Sol carrega os grãos de gelo e faz com que reajam ao campo magnético de Saturno, a variação da exposição à luz do sol pode alterar a quantidade de chuva dos anéis.


Fonte: ZAP

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Cientistas demonstram que realidade "não existe", segundo a física quântica


Um experimento realizado por cientistas australianos provou aspectos bizarros e complexos da física quântica que podem ser um tanto quanto complicados de entender. De acordo com o trabalho desenvolvido por uma equipe de físicos da Universidade Nacional da Austrália, a realidade não existe até que possa ser medida. 

Para chegar à conclusão, os pesquisadores colocaram em prática o Experimento de Escolha Demorada, de John Wheeler, para comprovar que tudo depende da medição. O professor adjunto da Escola de Pesquisa Física e Engenharia da UNA, Andrew Truscott, explicou, em outras palavras, que “em nível quântico a realidade não existe se você não está olhando para ela”.

Seria como colocar gatinho dormindo dentro de uma caixa de papelão fechá-la. O gatinho não será real para um visitante que não sabe o que a caixa contém, até que ela seja aberta e revele o seu interior. 

Pergunta básica

O experimento levanta uma questão básica: se há um objeto, quando ele decidirá se comportar como uma partícula ou como uma onda? O misterioso comportamento da luz é um exemplo. Você pode ver o efeito mesmo quando uma luz brilha através de duas fendas estreitas. A luz se comporta tanto como uma partícula, passando por cada ranhura e lançando luz direta na parede por trás dele e como uma onda, gerando um padrão de interferência, resultando em mais de duas listras de luz.

Deduzindo a partir do senso comum, o objeto deveria ser uma onda ou uma partícula, independentemente da forma como é medido. No entanto, os cientistas australianos conseguiram demonstrar o que a física quântica defende:a maneira como esse objeto será medido é que definirá se assumiu um comportamento de uma onda, ou uma partícula. Na época em que o experimento de John Wheeler foi proposto, em 1978, não havia tecnologia possível para realizar o experimento, que contou com feixes de luz devolvidos por espelhos. 

Agora, no entanto, a tentativa foi recriada usando cem átomos de hélio espalhados em estado de suspensão, conhecido como condensado de Bose-Einstein. Em seguida, eles foram ejetados, até restar somente um átomo. Depois, deixaram o átomo passar através de um par de raios laser, propagados em direções opostas, formando um padrão como se fosse o desenho de uma rede, como uma grade sólida que iria dispersar a luz.

Interferência

Aleatoriamente, foi adicionada uma segunda rede de luz para combinar novamente os caminhos, depois de o átomo ter passado pela primeira. Era esperado que o átomo sofresse interferência construtiva ou destrutiva, caso tivesse viajado tanto como uma onda ou como um átomo. Mas quando a segunda grade foi adicionada, não se observou interferência, como se o átomo tivesse escolhido apenas um caminho.

Resumindo (se for possível): esperava-se que o átomo de hélio se comportasse como a luz, ou seja, passaria pela grade como como uma partícula ou como uma onda. Nesta experiência, um segundo conjunto de grades de laser foi ativado aleatoriamente apenas após o átomo ter passado através da primeira. 

Como resultado, os pesquisadores descobriram um padrão de interferência ondulatória no comportamento dos átomos, uma vez que passaram pelo segundo conjunto de lasers. Mas se não houvesse um segundo conjunto de lasers, os átomos se comportariam como se fossem partículas e seguindo apenas um caminho.

Se alguém escolhe acreditar que o átomo pegou um caminho em especial, isso significa que uma medição futura está afetando o passado do átomo. A respeito disso, Truscott explicou: “Os átomos não viajaram de A a B. Foi só quando eles foram medidos no final da viagem que o seu comportamento ondulatório ou partícula semelhante foi trazido à existência".

Fonte: History

Igreja mais antiga do Porto encerra uma lenda com mais de 1500 anos


São memórias com mais de 1500 anos aquelas que fazem a história da igreja mais antiga da cidade do Porto, a Igreja Românica de Cedofeita, que fica no Largo do Priorado, e que é, também, a segunda mais antiga do país, logo a seguir à Sé de Braga.

Apesar de apenas existirem documentos que permitam datar a fase de construção plenamente românica do templo, muitos são aqueles que já ouviram falar de uma lenda que remonta à dinastia sueva do século VI. Por isso, o nome de Teodomiro, o rei suevo que terá mandado construir a igreja para tentar salvar o filho doente, não é estranho aos habitantes do Porto.


Segundo a lenda, o desespero de Teodomiro em relação ao debilitado estado de saúde do seu filho Ariamiro levou-o a fazer uma promessa a São Martinho de Tours. Acreditando que essa poderia ser a salvação do descendente, o monarca prometeu, então, mandar construir uma igreja dedicada ao santo. Uma promessa que se cumpriu, depois de Teodomiro ter enviado, também, ouro e prata. Depois disso, quando um bispo entregou ao filho do rei uma relíquia de São Martinho, ter-se-á dado a cura. E, ainda segundo a lenda, aquele templo foi construído com tal rapidez que passou a ser chamado de "Cito Facta" que, em português, significa "Feita Cedo". Daí, terá derivado o nome que hoje todos conhecem: Cedofeita.


Hoje, olhando para a igreja, quase parece que não existem marcas da passagem do tempo ou do uso do espaço

Histórias e lendas à parte, como salientou Leonor Botelho, do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras do Porto (FLUP), no ciclo de conversas "Um objeto e seus discursos" organizado pela Câmara do Porto, "só é possível associar" a Igreja de São Martinho de Cedofeita "a uma arquitetura de um românico tardio, já do século XIII". Como referiu a professora, "hoje, olhando para a igreja, quase parece que não existem marcas da passagem do tempo ou do uso do espaço". Contudo, sublinha, "claro que o edifício não permaneceu sempre assim". Pelo contrário: Leonor Botelho afirma que a Igreja de São Martinho de Cedofeita é mesmo "um dos edifícios que mais foram modificados no século XX".


Antes, havia, por exemplo, um claustro e um conjunto de dependências que, mais tarde, desapareceram. Alterações que se devem a um tipo de "restauro que quis salientar o caráter rural do edifício", inserido numa zona que só muito mais tarde começou a ter a movimentação característica das cidades. Um restauro de "caráter laico", que foi, também, responsável por "uma certa limpeza" da igreja. "Foram removidos todos os elementos da época barroca e o granito permanece com uma limpeza aparente", porque, como revelou Maria Leonor Botelho, pretendia-se "preservar a ideia de uma igreja una", sem artefactos. Por isso, mesmo que hoje os visitantes, ao entrarem na Igreja de São Martinho de Cedofeita, fiquem com a impressão "de que se trata de um edifício cuja construção foi rápida e ordenada", importa lembrar que "muitas foram as camadas" que se foram sobrepondo naquele templo, como sublinhou Sara Rocha, a historiadora de arte e especialista em iconografia que, no ciclo de conversas sobre a Igreja Românica de Cedofeita, contou aos 80 participantes a vida de São Martinho, "o santo popular de que muitos conhecem apenas a famosa lenda da divisão do manto e o verão de São Martinho".

Para Elvira Rebelo, da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), "aquilo que mantém vivos os monumentos é a estima das pessoas". Desde 1910, a Igreja Românica de Cedofeita é monumento nacional.

Fonte: JN

Um asteróide de mais um quilómetro de largura dirige-se à Terra este fim de semana


Um asteróide gigante com mais de um quilómetro passará pela Terra este sábado, alerta a agência espacial NASA.

Espera-se que o incrível asteróide faça a chamada "aproximação *a Terra" na manhã de sábado, 22 de dezembro. 

Cientistas do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA na Califórnia estimam que o sobrevoo do asteroide ocorra cerca das 1:04 da manhã no Reino Unido. (UTC). 

O sobrevoo de fim de semana marca a primeira visita do asteróide no espaço de três anos depois de sua última aproximação ao planeta, a 24 de dezembro de 2018. Acredita-se que o asteróide, chamado Asteroid 2003 SD220, tenha entre os 920 m e 2,1 km de diâmetro.

Isto significa que o SD220 é 13,5 vezes mais alto que a Blackpool Tower e 16 vezes mais alto que a Grande Pirâmide de Gizé.

Se a rocha espacial atingisse o planeta, os resultados poderiam ser absolutamente catastróficos na escala global.

Segundo o Dr. Bruce Betts, da Planetary Society, rochas espaciais tão grandes raramente atingem a Terra, mas o risco esconde.se no vazio do espaço.

O especialista em asteroides disse: “Pequenos asteróides - de poucos metros - atingem com frequência e queimam-se na atmosfera e causam poucos danos.

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Descobrem uma pirâmide com 28.000 anos na Indonésia


Encontramos pirâmides em todo o mundo e cada vez mais são as descobertas. 

Mas esta descoberta deixou muitos especialistas sem palavras, é a pirâmide mais antiga e mais monumental encontrada até hoje. 

Segundo o geólogo Danny Hilman, é algo extraordinário, além da imaginação. Na Indonésia há uma grande pirâmide que pode ter pelo menos 28.000 anos, um dos edifícios mais antigos da história.


Afinal, os tornados não se formam como os meteorologistas pensavam


Se imaginarmos um tornado a formar-se, pensamos numa nuvem em forma de funil a descer dos céus como se fosse um dedo malicioso a tocar na Terra. No entanto, este modelo “de cima para baixo” da génese dos tornados pode, afinal, estar errado.

Esqueça os tornados que, na sua cabeça, se formam nas nuvens e descem até à Terra. Segundo uma pesquisa recente, os tornados formam-se a partir do zero.

Segundo os cientistas, este fenómeno pode formar-se muito rapidamente, em alguns minutos. É por este motivo que capturar o nascimento de um tornado não é tarefa fácil, especialmente perto do solo, onde as árvores e as casas podem atrapalhar. Ainda assim, a meteorologista Jana Houser, da Universidade de Ohio, vem perseguindo-os há anos.

Através de um radar Doppler móvel, a especialista conseguiu obter dados abrangentes sobre quatro tornados nascidos de tempestades de supercélulas raras, surpreendentes e também perigosas.

Na sua investigação, a meteorologista chegou à conclusão que nenhum dos tornados começou no céu. No caso do tornado El reno, de 2013, a equipa de Houser obteve um “conjunto de dados sem precedentes” durante a génese do tornado, que permitiu à equipa concluir que o fenómeno começou a 10 metros acima do solo – e muito longe do céu.

Para ajudar na investigação, a equipa teve acesso a centenas de fotografias do fenómeno meteorológico, captadas por “caçadores de tempestades” que estavam presentes em massa. Durante a análise, a equipa comparou as fotografias com os dados das medições de radar da velocidade do vento.

E foi aí que surgiu a maior surpresa: as fotografias mostravam um claro tornado no chãoantes de os dados mostrarem qualquer rotação em altitudes mais altas. Assim, a equipa voltou a analisar os dados do radar e encontrou a rotação no solo antes de, efetivamente, se materializar nas nuvens.

O conjunto de dados referentes a outros três tornados analisados mostraram padrões semelhantes, apesar de o tornado El Reno de 2011 ter mostrado rotações em múltiplas elevações diferentes em simultâneo. Isto significa que pode haver diferentes modos de tornadogénese, mas, ainda assim, os cientistas concluíram que os tornados não começaram no céu.

A equipa realça que quatro tornados é um tamanho de amostra muito pequeno, tendo em conta a média de mais de mil tornados registada nos Estados Unidos todos os anos.

Ainda assim, entender como se formam os tornados pode ajudar a proteger as pessoasque são, todos os anos, feridas e mortas por essas tempestades, adianta o Science Alert.

Atualmente, a deteção dos tornados é baseada na velocidade do vento nas nuvens. Se a formação começar perto do solo – e se puder ser detetada – isso pode adicionar preciosos segundos aos primeiros avisos de tornados.

A equipa apresentou a sua investigação no dia 14 de dezembro na reunião anual da American Geophysical Union. Admitem a necessidade de mais análises, mas mantêm este avanço debaixo de olho. “Com base neste modelo, podemos estar mais confiantes na hora de emitir um aviso de um tornado”, concluiu Houser.


Fonte: ZAP

Nova prova de existência do Planeta X? Encontrado objecto mais distante do Sistema Solar


Na segunda-feira (17), pesquisadores norte-americanos anunciaram a descoberta do mais distante objecto do Sistema Solar, que se encontra a uma distância 100 vezes maior à da que separa nosso planeta do Sol.

O novo corpo celeste 2018 VG18 ou Farout (Distante) encontra.se a umas 120 unidades astronómicas do Sol, sendo uma unidade astronómica correspondente à distância entre a Terra e a Estrela-mãe. Para se ter uma noção, o 2018 VG18 está 3,5 mais distante do que Plutão.

"Tudo o que sabemos actualmente sobre o 2018 VG18 é a sua distância extrema ao Sol, seu diâmetro aproximado e sua cor", assinalou David Tholen, um dos pesquisadores.

O Farout foi fotografado pela primeira vez em novembro do Havaí com ajuda do telescópio de 8 metros Subaru. No início de dezembro, o telescópio de Magalhães no Chile confirmou sua existência.

Segundo observações, é provável que o objecto tenha cerca de 500 quilómetros de diâmetro, o que significaria que é um planeta esférico e anão. Além disso, possivelmente é rosa, o que sugere que é um corpo celeste rico em gelo.

"Devido à distância extrema, o 2018 VG18 orbita muito lentamente, provavelmente demorando mais de 1000 anos (terrestres) para fazer uma viagem ao redor do Sol", sublinhou Tholen.

O novo objecto foi encontrado pela mesma equipe que descobriu em outubro um planeta anão, chamado de Duende e situado 2,5 vezes mais longe do que Plutão. Os cientistas estão estudando estes objectos distantes do Sistema Solar para buscar a influência gravitacional do suposto Planeta X, também denominado "nono planeta".

Fonte: Sputnik News

Bola de fogo que explodiu na Gronelândia poderia ajudar-nos a estudar mundos alienígenas


Uma misteriosa bola de fogo que explodiu sobre a Gronelândia poderia ajudar-nos a estudar a estrutura de mundos alienígenas distantes e cobertos de gelo.

Apesar de os primeiros dados terem demonstrado que a bola de fogo que explodiu sobre a Gronelândia era uma das mais energéticas de 2018, durante meses os cientistas não sabiam que implicações teria este meteorito.

A bola de fogo iluminou o céu noturno e fez o chão tremer no dia 25 de julho, mas a maior parte do mundo teve conhecimento deste evento passado uma semana, quando um cientista da NASA, Ron Baalke, informou no Twitter.


A fireball was detected over Greenland on July 25, 2018 by US Government sensors at an altitude of 43.3 km. The energy from the explosion is estimated to be 2.1 kilotons.

Mais tarde, também através do Twitter, Hans M. Kristensen, investigador de armas nucleares, adiantou que a explosão ocorreu muito perto da base da Força Aérea de Thule, na Gronelândia. No entanto, a Base Aérea manteve-se muito silenciosa em relação ao fenómeno.

Agora, graças a uma feliz coincidência de tempo e espaço, temos novas provas para interpretar o evento da bola de fogo.

Em maio, alguns meses antes da bola de fogo irromper nos céus, os cientistas instalaram um sistema sísmico a apenas 70 quilómetros de Qaanaaq, num projeto chamado “Sismómetro para Investigar Gelo e Estruturas do Oceano” (SIIOS).

O objetivo do projeto é usar sismómetros para medir como podem acontecer terramotos em mundos gelados e luas (como a lua gelada de Júpiter Europa), usando análogos baseados na Terra (como o gelo da Gronelândia).

Os cientistas afirmam que o que podemos aprender sobre as espessas crostas de geloque cobrem esses ambientes pode ser a chave para encontrar água em futuras missões no Espaço. No entanto, a mesma infraestrutura pode também dar-nos uma visão única do que realmente aconteceu com a bola de fogo em Qaanaaq.

Num relatório apresentado na reunião anual da União de Geofísica Americana, em Washington, uma equipa liderada por Nicholas C. Schmer, da Universidade de Maryland, relatou que os sensores do sismómetro permitiram aos cientistas isolar um “evento sísmico candidato consistente com a trajetória do ponto de impacto projetado pela bola de fogo”.

Na prática, a atividade sísmica captada por vários sensores correlacionou o caminho do meteoro com o das ondas terrestres. A matriz permitiu também que os cientistas identificassem a localização exata do impacto.

A investigação ainda não foi revisada por especialistas, mas os dados preliminares sugerem que o epicentro do impacto estava situado “nas proximidades da geleira de Humboldt, no manto de gelo da Gronelândia”.

Ainda há muita coisa por desvendar sobre a bola de fogo de Qaanaaq, mas graças à infraestrutura do SIIOS temos agora uma pista consistente sobre o misterioso meteorito e, segundo os cientistas, uma novidade mundial no âmbito da pesquisa astronómica.

“Este candidato a evento de impacto sísmico registado por um sistema é o primeiro análogo sísmico de alta fidelidade para eventos de impacto do mundo gelado”, explicaram os autores.

Estas descobertas têm então implicações que se estendem além da Terra. Como este evento foi o primeiro registo de eventos de impacto em mundos cobertos de gelo, estas descobertas podem “informar a Ciência do impacto de objetos em todo o Sistema Solar“.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Congelada ou não? Sai água de torneira que está confundindo muita gente


O italiano Dario Bonzi conseguiu registar com o telemóvel uma nova ilusão de óptica, informa Daily Mail.

Dario percebeu um fenómeno surpreendente enquanto estava passeando pelo Vale Camonica, nos Alpes Centrais.

Trata-se de uma torneira aberta, com água completamente imóvel, mas assim que ele toca na água, ela começa a fluir como se nunca estivesse estática como gelo.

"Eu nunca vi nada parecido, parecia gelo, mas era água corrente!", disse Dario.

"Cada molécula de água flui pela trajectória uma atrás da outra de uma maneira muito precisa, a falta de vento também ajuda", explicou.


Fonte: Sputnik News

Genes neandertais alteram a forma do cérebro de humanos modernos


Os genes que contribuíram para a construção dos crânios ligeiramente alongados do parente humano extinto ainda poderiam estar em ação em alguns seres humanos modernos, afetando o desenvolvimento neurológico.

Longe de terem “cérebros de ervilha”, os neandertais tinham crânios alongados, cheios de substância cinzenta – mais do que os nossos próprios ancestrais imediatos. Isto não faz deles génios. Mas levanta algumas questões sobre como e porque é que os nossos próprios cérebros evoluíram para cérebros redondos, em comparação.

A geneticista e neurologista Amanda Tilot, do Instituto Max Planck de Psico-linguística, recentemente liderou um estudo, no qual investigou o mistério dos cérebros humanos, em busca de genes neandertais ainda em circulação.

“O nosso objetivo foi identificar potenciais genes candidatos e vias biológicas relacionadas à forma de globo do cérebro”, disse Tilot, que publicou o seu estudo a 13 de dezembro no Current Biology.

Dado que o interior das cabeças de Neandertal há muito que apodreceram, só se consegue adivinhar como eram os seus cérebros, com recurso aos moldes da área oca dentro dos seus crânios fossilizados.

Ao comparar os modelos com aqueles feitos de crânios humanos modernos, podemos ver mais do que diferenças em volume e proporções médias. Estudos anteriores identificaram alguns contrastes bastante significativos nos tamanhos do cerebelo.

Dados de estudos anteriores foram usados ​​para mostrar que também pode haver grandes diferenças no córtex pré-frontal e nos lobos occipital e temporal.

“Nós capturámos variações subtis na forma endocraniana que provavelmente refletem mudanças no volume e conectividade de certas áreas do cérebro”, explicou o paleoantropólogo do Instituto Max Planck de Antropologia, Philipp Gunz, que liderou a investiagação com Tilot.

A evolução humana pode ser localizada há cerca de 300 mil anos no continente africano, onde diversas populações humanas espalhadas pela terra trocaram características que agora se considera como sendo o Homo sapiens. Os ancestrais diretos das populações neandertais afastaram-se um pouco mais cedo, separando-se da árvore genealógica partilhada há cerca de 400 mil a 800 mil anos atrás.

Isto significa que os corpos representam um conjunto de modificações únicas de um modelo ligeiramente mais antigo de caixa cerebral. Comparar os crânios com os deles poderia, portanto, sugerir movimentos evolutivos que moldaram os cérebros humanos.

Os neandertais e os nossos ancestrais diretos nem sempre se mantiveram no seu próprio ramo da árvore genealógica, trocando genes através de cruzamentos frequentes. O legado desta mistura genética persiste até hoje, com cerca de 1% dos nossos genes tendo origem em populações neandertais.

Os investigadores reuniram informações genéticas e dados de ressonância magnética em pouco menos de 4.500 indivíduos com ascendência europeia, dando-lhes um banco de dados de medições de crânio e genomas. Comparando as duas listas de dados levou a equipa a identificar, no cromossoma 1 e 18, um par de fragmentos de código genéticode Neandertal conhecidos que parecem determinar a forma do crânio.

Um deles é influenciado pelo gene UBR4, que está envolvido na geração de novas células cerebrais. O segundo afeta a função do gene PHLPP1, relaciona-se com neurónios isolantes no que é conhecido como bainha de mielina.

Ambas as regiões desempenham um papel fundamental na aprendizagem e coordenação do movimento. Ter estes genes não significa que esses humanos pensem como neandertais. A sua influência é demasiado subtil para ser detetada a nível individual.

Fonte: ZAP 

A coisa mais aterrorizante que já vi" filmagem de polvo que muda de forma


A cena de um polvo que muda de forma no oceano deixou a internet aterrorizada.

No vídeo, um polvo cinza de formato estranho pode ser visto junto de uma planta no fundo do oceano.

De repente, a estranha criatura se transforma na planta atrás dele para aparentemente desaparecer sem deixar vestígios.

O vídeo alucinante foi originalmente lançado como parte de uma palestra no Ted em 2008, mas ressurgiu no Reddit ontem.

Mais de 14.000 pessoas viram e os espectadores ficaram impressionados.

Um deles escreveu: “Isso não é exactamente o que nós esperamos que a 'vida alienígena' pareça?

"Se eles fossem descobertos vivendo sob o gelo na Europa ou algo assim, nós ficaríamos apavorados - mas eles estão aqui, vivendo no oceano, então eles são comida nos restaurantes japoneses e costumavam prever resultados de partidas de futebol."

Outro espectador comentou: "Esta é a coisa mais aterrorizante que já vi".

Um terceiro acrescentou: "Não ficaria chocado ao descobrir que os polvos são extraterrestres".

E como outros foram rápidos em apontar, isto poderia significar que há toda uma variedade de espécies camufladas nadando nas profundezas do mar.

"Então, os polvos podem camuflar-se e desaparecer da vista?", Perguntou um quarto.

“Então, se há uma antiga criatura gigantesca parecida com um polvo, adormecida no fundo do mar ... nós podemos não ser capazes de ver isso?”


Fonte: Daily Star

Telescópio ALMA revela visão sem precedentes do nascimento de planetas


Os astrónomos já catalogaram quase 4000 exoplanetas em órbita de estrelas distantes. Embora já tenhamos aprendido muito sobre esses mundos recém-descobertos, ainda há muito que não sabemos. 

Resta-nos sobre os passos da formação planetária e as “receitas” cósmicas precisas que produzem a ampla gama de corpos planetários já descobertos, incluindo os chamados Júpiteres quentes, os mundos rochosos massivos, os planetas anões gelados e – esperamos algum dia em breve – análogos distantes da Terra.

Para ajudar a responder a estas e a outras questões intrigantes sobre o nascimento dos planetas, uma equipa de astrónomos recorreu ao telescópio o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para realizar uma das mais profundas investigaçõessobre discos protoplanetários, as cinturas de poeira formadoras de planetas em redor de estrelas jovens.

“Este programa em específico é importante porque debruça-se sobre um dos objetivos científicos fundamentais do ALMA, que é entender o processo de formação planetária e, de estudos anteriores com amostras demasiado pequenas ou objetos individuais, salta para um contexto completamente novo, permitindo análises estatísticas,” explica Stuartt Corder, diretor adjunto do ALMA.

“Será que estes tipos de estruturas são comuns ou raros? Essa abordagem mais estatística permite que os investigadores respondam a questões muito mais fundamentais para o processo de formação planetária.”

Conhecido como DSHARP (Disk Substructures at High Angular Resolution Project), este grande programa do ALMA produziu imagens impressionantes e de alta resolução de 20 discos protoplanetários próximos e deu aos astrónomos novas informações sobre a variedade de características que contêm e sobre a velocidade com que os planetas podem emergir. Os resultados deste levantamento foram apresentados numa série de dez artigos científicos aceites para publicação na revista The Astrophysical Journal Letters.

De acordo com os cientistas, a interpretação mais convincente destas observações é que os planetas grandes, provavelmente parecidos em tamanho e composição com Neptuno ou Saturno, formam-se rapidamente, muito mais depressa do que a teoria atual indicaria. Também tendem a formar-se nos limites externos dos seus sistemas, a distâncias tremendas das suas estrelas hospedeiras.

Esta formação precoce também poderá ajudar a explicar como os mundos rochosos, do tamanho da Terra, são capazes de evoluir e crescer, sobrevivendo à sua suposta adolescência autodestrutiva.

“O objetivo desta campanha de observação era encontrar semelhanças e diferençasnos discos protoplanetários. A visão extraordinariamente nítida do ALMA revelou estruturas inéditas e padrões inesperadamente complexos,” comenta Sean Andrews, astrónomo do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica e líder da campanha de observação do ALMA juntamente com Andrea Isella da Universidade Rice, Laura Pérez da Universidade do Chile e Cornelis Dullemond da Universidade de Heidelberg.

“Estamos a ver detalhes distintos em torno de uma grande variedade de estrelas jovens de várias massas. A interpretação mais convincente destas características altamente diversificadas e de pequena escala é que existem planetas invisíveis a interagir com o material do disco.”

Os modelos principais para a formação de planetas sustentam que estes nascem através da acumulação gradual de poeira e gás no interior de um disco protoplanetário, começando com grãos de poeira que coalescem para formar rochas cada vez maiores, até que surgem asteroides, planetesimais e planetas.

Este processo hierárquico deve levar muitos milhões de anos, sugerindo que o seu impacto nos discos protoplanetários seria mais predominante em sistemas mais antigos e maduros. A evidência crescente, no entanto, indica que nem sempre é o caso.

As primeiras observações de discos protoplanetários jovens, pelo ALMA, alguns com apenas um milhão de anos, revelam estruturas surpreendentes, incluindo anéis e lacunas proeminentes, que parecem ser as marcas dos planetas. Os astrónomos inicialmente estavam cautelosos ao atribuir estas características às ações dos planetas, já que outros processos naturais podiam também estar em jogo.

“Foi surpreendente ver possíveis assinaturas de formação planetária nas primeiras imagens de alta resolução de discos jovens. Era importante descobrir se eram anomalias ou se estas assinaturas eram comuns nos discos,” acrescenta Jane Huang, estudante no Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica e membro da equipa de investigação.

No entanto, dado que o conjunto de amostras era muito pequeno, era impossível tirar conclusões abrangentes. Os astrónomos podiam estar a observar sistemas atípicos. Foram necessárias mais observações de uma variedade de discos protoplanetários para determinar a causa mais provável das características que estavam a ver.

A campanha DSHARP foi projetada para fazer precisamente isso, estudando a distribuição a relativamente pequena escala das partículas de poeira em torno de 20 discos protoplanetários próximos. Estas partículas de poeira brilham naturalmente em comprimentos de onda milimétricos, permitindo que o ALMA mapeie com precisão a distribuição de densidade de partículas pequenas e sólidas em redor de estrelas jovens.

ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), S. Andrews et al.; N. Lira

Imagens de alta resolução, pelo ALMA, de discos protoplanetários próximos,
 resultados da campanha DSHARP.

Dependendo da distância da estrela à Terra, o ALMA foi capaz de distinguir características tão pequenas quanto algumas Unidades Astronómicas (1 UA é a distância média entre a Terra e o Sol – cerca de 150 milhões de quilómetros, uma escala útil para medir distâncias à escala de sistemas estelares). Usando estas observações, os cientistas conseguiram visualizar uma população inteira de discos protoplanetários e estudar as suas características à escala de Unidades Astronómicas.

Os investigadores descobriram que muitas subestruturas – divisões concêntricas, anéis estreitos – são comuns a quase todos os discos, enquanto padrões espirais de grande escala e características semelhantes a arcos também estão presentes em alguns dos casos. Além disso, os discos e lacunas estão presentes numa ampla gama de distâncias das suas estrelas hospedeiras, desde algumas UA até mais de 100 UA, mais do que três vezes a distância de Neptuno ao Sol.

Estas características, que podem ser indícios de planetas grandes, podem explicar como os planetas rochosos semelhantes à Terra são capazes de se formar e crescer.

Durante décadas, os astrónomos depararam-se com um grande obstáculo na teoria da formação planetária: assim que os planetesimais crescem até um certo tamanho – cerca de um quilómetro em diâmetro – a dinâmica de um disco protoplanetário regular os induziria a cair para a sua estrela hospedeira, nunca obtendo a massa necessária para formar planetas como Marte, Vénus e a Terra.

Os anéis densos de poeira que vemos agora com o ALMA produziriam um refúgio seguro para os mundos rochosos amadurecerem completamente. As suas densidades mais altas e a concentração de partículas de poeira criariam perturbações no disco, formando zonas onde os planetesimais teriam mais tempo para se tornarem em planetas plenamente desenvolvidos.

“Quando o ALMA realmente revelou as suas capacidades com a sua icónica imagem de HL Tau, tivemos que nos perguntar se era um ‘outlier’, já que o disco era comparativamente massivo e jovem,” realça Laura Perez da Universidade do Chile e membro da equipa de pesquisa. “Estas últimas observações mostram que, embora impressionante, HL Tau está longe de ser invulgar e pode até representar a evolução normal de planetas em redor de estrelas jovens.”

Fonte: ZAP

domingo, 16 de dezembro de 2018

Antiga tumba intacta de sacerdote real é descoberta no Egipto


Os arqueólogos encontraram uma tumba perfeitamente conservada, com mais de 4 mil anos de idade, na região da necrópole de Saqqara perto do Cairo, comunicou o ministro das Antiguidades do Egipto, Khaled El-Anany, durante a apresentação de mais uma descoberta arqueológica.

Segundo o ministro, a tumba pertence a um sacerdote real que viveu nos tempos da quinta dinastia do Antigo Egipto, cerca de 2504-2347 anos a.C.

"É uma das mais belas e significativas descobertas feitas em 2018 graças à sua pintura colorida, esculturas e ao facto de ter sido encontrada intacta", anunciou o ministro.

'Exceptionally well-preserved' tomb of Fifth Dynasty royal priest discovered in #Egypt's Saqqara http://english.ahram.org.eg/News/320140.aspx … #archeology
Dentro da tumba há 18 nichos exibindo 24 grandes estátuas coloridas escavadas na rocha, que representam o proprietário e membros da sua família. A parte inferior da tumba contém mais 26 nichos pequenos com 31 estátuas de pessoas ainda não identificadas.

Khaled El-Anany explicou que a idade da tumba é de cerca de quatro mil anos, acrescentando que os cientistas irão investigar todos os artefactos.

Um grande número de embaixadores estrangeiros e membros de parlamento egípcio estiveram presentes no evento ligado à descoberta, comunica a mídia local.

No conjunto arqueológico de Saqqara, nos arredores da capital egípcia, há uma necrópole antiga, cujos primeiros enterramentos remontam à primeira dinastia dos faraós (séculos XXXI — XXIX a.C.). Um dos mais famosos monumentos de Saqqara é a Pirâmide de Djoser ou pirâmide dos degraus.

Fonte: Sputnik News

Inventado novo método para encolher objetos à nanoescala


Investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts inventaram uma forma de fabricar objetos 3D à nanoescala.

“É uma maneira de colocar praticamente qualquer tipo de material num padrão 3D à nanoescala”, diz Edward Boyden, professor associado de engenharia biológica e de ciências cerebrais e cognitivas no MIT, nos EUA. O investigador publicou o seu estudo na revista Science a 14 de dezembro.

Usando a nova técnica, os investigadores conseguem criar qualquer forma e estrutura que desejarem, ao modelarem um polímero com um laser. Depois de prender outros materiais úteis ao andaime, encolhem-no, gerando estruturas com um milésimo do volume da estrutura original.

Estas estruturas minúsculas podem vir a ter aplicações em muitos campos, da ótica à medicina e à robótica, dizem os investigadores. A técnica utiliza equipamentos que muitos laboratórios de biologia e ciência de materiais já possuem, tornando-a amplamente acessível para os cientistas que queiram experimentá-la.

Fabricação de implosão

As técnicas existentes para criar nanoestruturas são limitadas no que podem realizar. Os padrões de gravação numa superfície com luz podem produzir nanoestruturas 2D, mas não funcionam para estruturas tridimensionais.

É possível criar nanoestruturas tridimensionais adicionando gradualmente camadas umas sobre as outras, mas este processo é lento e desafiador. E, embora existam métodos que possam imprimir objetos em nanoescala diretamente em 3D, estão restritos a materiais especializados, como polímeros e plásticos, que não possuem as propriedades funcionais necessárias para muitas aplicações. Além disso, só podem gerar estruturas auto-sustentáveis.

Para superar estas limitações, Boyden adaptou uma técnica que o seu laboratório desenvolveu há alguns anos para imagens de alta resolução de tecido cerebral. Esta técnica, conhecida como microscopia de expansão, envolve a incorporação de tecido num hidrogel e, em seguida, expandi-lo, permitindo imagens de alta resolução com um microscópio regular.

Centenas de grupos de investigação em biologia e medicina usam atualmente a microscopia de expansão, pois permite a visualização em 3D de células e tecidos com hardware comum.

Ao reverter o processo, os investigadores perceberam que poderiam criar objetos com uma larga escala para depois os encolher à nanoescala, uma técnica que chamaram “fabricação de implosão”.

Os investigadores usaram um material muito absorvente feito de poliacrilato, geralmente encontrado em fraldas, como o andaime para o processo de nanofabricação. O andaime é banhado numa solução que contém moléculas de fluoresceína, que se ligam ao andaime quando são ativadas pela luz laser.

Usando microscopia de dois fotões, que permite a segmentação precisa de pontos dentro de uma estrutura, os cientistas anexaram moléculas de fluoresceína a locais específicos dentro do gel. As moléculas de fluoresceína atuam como âncoras que podem se ligar a outros tipos de moléculas que os investigadores adicionam.

Depois de as moléculas desejadas estarem anexadas nos locais certos, os investigadores encolhem toda a estrutura, ao adicionar um ácido. O ácido bloqueia as cargas negativas no gel de poliacrilato, causando a contração do gel.

Ao encolher, não só permite obter uma maior resolução, mas também possibilita a montagem de materiais num andaime de baixa densidade.

“As pessoas têm tentado inventar equipamentos melhores para fabricar nanomateriais menores durante anos, mas percebemos que, se se usar os sistemas existentes e incorporar os materiais neste gel, poderá reduzi-los à nanoescala, sem distorcer os padrões”, disse Samuel Rodriques, que também participou no estudo.

Atualmente, os investigadores podem criar objetos com cerca de um milímetro cúbico, com uma resolução de 50 nanómetros. Há uma troca entre tamanho e resolução: se os investigadores quiserem fazer objetos maiores, com cerca de um centímetro cúbico, podem alcançar uma resolução de cerca de 500 nanómetros. No entanto, esta resolução poderá ser melhorada no futuro.

Aplicações

A equipa do MIT está agora a explorar possíveis aplicações para esta tecnologia e antecipa que alguns dos primeiros aplicativos podem estar na ótica – por exemplo, na fabricação de lentes especializadas que poderiam ser usadas para estudar as propriedades fundamentais da luz.

Esta técnica também pode permitir a fabricação de lentes menores e melhores para aplicações como câmaras de telemóvel, microscópios ou endoscópios. Os investigadores dizem que esta abordagem poderia ser usada para construir robôs.

Fonte: ZAP
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