quarta-feira, 1 de julho de 2020

CERN descobre nova partícula nunca antes vista


Acelerador de partículas continua a contribuir para novas descobertas.

Os investigadores encarregues do acelerador de partículas do CERN anunciaram a descoberta de uma partícula nunca antes vista, a qual pode revelar novas informações sobre a composição de toda a matéria como a conhecemos.

A partícula em questão tem um total de quatro quarks diferentes, isto quando é mais comum encontrar quarks com dois ou três quarks. Com esta nova partícula, os investigadores esperam conseguir perceber como é que os quarks se mantêm unidos, nota o The Independent.

“A descoberta de hoje abre um novo e entusiasmante capítulo neste livro científico, permitindo-nos estudar a nossa teoria de partículas de matéria num caso extremo. Esta partícula é um caso extremo - contém quatro quarks em vez dos mais convencionais dois ou três e a primeira a conter quarks pesados”, afirmou o porta-voz da investigação, Chris Parkes da Universidade de Manchester.

Fonte: NM

O mistério que a ciência ainda não conseguiu resolver


Será uma estrela de neutrões ou um buraco negro? Objeto intrigante foi encontrado em agosto de 2019 e continua sem explicação cientifica.

A ciência enfrenta um novo mistério. A descoberta de um objeto sideral de natureza desconhecida, a 800 milhões de anos-luz da Terra, tem deixado os astrónomos e cientistas de todo o mundo intrigados e sem solução à vista.

O objeto foi encontrado em 14 de agosto de 2019 , quando se fundiu com um buraco negro de 23 massas solares, o que gerou ondas gravitacionais que foram detectadas pelo National Science Foundation's Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory. Passados mais de dez meses a ciência continua a estudar a sua natureza.

Será uma estrela de neutrões ou um buraco negro? Os especialistas estão a trabalhar em duas possibilidades, segundo um artigo científico sobre essa descoberta, publicado esta semana no The Astrophysical Journal Letters. As estrelas de neutrões e os buracos negros surgem da morte das estrelas, mas diferem na quantidade de massa e é isso que ajuda a identificá-las e classificá-las. A massa do objeto sideral encontrado está nessa faixa indefinida e aí reside a dificuldade em identificá-la e classificá-la. É leve para ser um burao negro e pesada para ser uma estrela de neutrões.

"Seja o objeto uma estrela pesada de neutrões ou um buraco negro leve, a descoberta é a primeira de uma nova classe de fusões binárias", segundo Chase Kimball, estudante da Northwestern University e co-autor da descoberta. Para outro co-autor do estudo, Patrick Brady, "isso vai mudar a maneira como os cientistas falam sobre estrelas de neutrões e buracos negros" e por isso defende mais observações ao "o objeto misterioso", de forma a detectar eventos semelhantes que ajudarão a revelar se existem outros objetos na lacuna de massa entre um buraco negro e uma estrela de neutrões.

Um buraco negro é uma região finita do espaço dentro da qual existe uma concentração de massa alta o suficiente para gerar um campo gravitacional, de modo que nenhuma partícula material, nem mesmo a luz, possa escapar. Uma estrela de neutrões é outro tipo de remanescente estelar resultante do colapso gravitacional de uma estrela supergigante maciça. Quando uma estrela morre, pode fazê-lo de duas maneiras diferentes: se sua massa é muito alta, da ordem de 30 a 70 vezes a massa do sol, o resultado é uma poderosa explosão que dá origem a um buraco negro. Se é uma estrela mais modesta, com massa superior a 8 vezes, após essa poderosa explosão o resultado é uma estrela de neutrões.

No caso do objeto encontrado, ele não corresponde a nenhum dos dois padrões e o mistério permanece sem solução.

Fonte: DN

terça-feira, 30 de junho de 2020

Nova válvula cardíaca poderá acabar com cirurgia de coração aberto a muitos doentes


Foi desenvolvida uma nova válvula cardíaca polimérica que conta com um tempo de vida potencialmente mais longo do que as válvulas artificiais atuais. Além disso, esta válvula também poderá acabar com a necessidade de milhões de pacientes, com válvulas cardíacas, terem de tomar toda a vida comprimidos de diluição do sangue. Segundo os seus criadores, cientistas nas universidades de Bristol e Cambridge, a PoliValve poderá durar até 25 anos.

Este novo produto poderá evitar que milhões de pacientes em todo o mundo necessitem de cirurgias cardíacas invasivas.

Nova válvula para o coração

Mais de 1,3 milhões de pacientes com válvulas cardíacas doentes necessitam de terapia de substituição de válvulas em todo o mundo, todos os anos. Existem atualmente duas válvulas artificiais disponíveis para tal; ambas têm limitações quer em durabilidade, quer em biocompatibilidade.

As válvulas biológicas são feitas de tecido fixo de porco ou vaca e têm uma boa biocompatibilidade. Quer isto dizer que os pacientes não necessitam de tomar medicamentos anticoagulantes (para deixar o sangue mais fino) toda a vida. No entanto, duram apenas 10 a 15 anos antes de falharem.

Embora as válvulas mecânicas tenham uma durabilidade muito boa, têm uma biocompatibilidade deficiente e os pacientes devem tomar anticoagulantes diariamente para evitar complicações que ameaçam a vida devido a coágulos sanguíneos.


PoliValve demorou 3 anos para ser desenvolvida

A válvula PoliValve, criada por cientistas ingleses, tem como baseado um trabalho anterior que usou um co-polímero especial para obter similaridades da flexibilidade, biocompatibilidade e durabilidade de uma válvula natural para o coração.

Assim, este dispositivo agora criado combina uma excelente durabilidade com biocompatibilidade, quando comparado com as limitações das atuais válvulas artificiais biológicas e mecânicas. É fabricado através de um processo de moldagem simples; por conseguinte, também reduz acentuadamente os custos de fabrico e controlo de qualidade.

Estes resultados impressionantes mostram que o PoliValve é uma alternativa promissora para a cirurgia de substituição de válvulas. Embora sejam necessários mais testes, pensamos que poderia fazer uma grande diferença para as centenas de milhares de pacientes que todos os anos são submetidos a cirurgia de substituição de válvulas.

Explicou a professora Moggridge, da Universidade de Cambridge.

De acordo com as normas ISO, uma nova válvula cardíaca artificial deve resistir a um mínimo de 200 milhões de repetições de abertura e fecho durante os testes de laboratório (equivalente a cinco anos de vida útil) para ser testada em humanos. A nova válvula polimérica de Cambridge-Bristol ultrapassou confortavelmente esta exigência.


Mais barata, mais fácil de aplicar e mais durável no coração

A PoliValve também ultrapassou os requisitos das normas ISO para testes hidrodinâmicos. Segundo os resultados, esta mostrou um desempenho funcional in-vitro comparável ao da melhor válvula biológica atualmente disponível no mercado.

O pequeno estudo piloto de viabilidade in-vivo, aplicado em três ovelhas, mostrou que a válvula é fácil de coser, não apresentou falhas mecânicas, sem regurgitação transvalvar e com boa biocompatibilidade na histopatologia.

Fonte: Pplware

Dica: Está alguém a aceder à sua conta do Gmail? A Google mostra quem por lá anda


Sendo um dos serviços de email mais usados na Internet, o Gmail é também um dos mais atacados por todos os que querem roubar contas de utilizadores. A Google trata normalmente deste problema, mas nem sempre os acessos são controlados.

Com os acessos a serem feitos de muitas formas, nem sempre pelo browser ou apps, torna-se difícil ao utilizador detetar se alguém está a aceder à sua conta. Para ajudar, a Google tem esta informação bem visível, se bem que nem todos saibam onde. Assim, saiba como ver se está alguém a aceder à sua conta do Gmail.

Está alguém a aceder à conta do Gmail?

Gerir e controlar os acessos à conta do Gmail é um processo simples. Infelizmente nem sempre o conseguimos fazer, porque configuramos esta conta em vários dispositivos e acedemos por várias plataformas. No meio de tanto acesso, pode ser complicado detetar acessos indevidos.

A Google controla e monitoriza estes acessos, alertando os utilizadores em caso de problemas. É uma situação ativa e que normalmente é bastante eficiente. No entanto, para facilitar, podem saber onde e como está a ser feito o acesso.


Google dá a informação que precisa saber

Acedendo ao Gmail pela sua interface web, existe informação útil e importante que podem consultar. No final, em baixo e à direita, encontram a opção Detalhes. Aqui é também mostrada informação referente à última atividade e também aos locais onde a conta está a ser usada.

Ao escolherem a opção Detalhes é aberta uma nova janela onde estão presentes os locais onde a conta está a ser usada. Na forma de uma tabela, é mostrado o tipo de acesso, a localização e o IP, e a data e hora do último acesso.


Acesso indevido é rapidamente detetado

Sempre que possível, podem ser vistos detalhes de cada um desses acessos. Aqui podem ver dados da app ou do browser que está a aceder ao Gmail. Pode ainda ser consultada a página Verificação de segurança.

É desta forma simples que podem controlar quem está a aceder à conta Gmail, antevendo problemas e protegendo-se. A Google agradece esta monitorização, uma vez que é mais próxima do utilizador e mais realista.

Fonte: Pplware

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Superterras recém-descobertas perto do nosso Sistema Solar podem abrigar vida


Uma equipe internacional de cientistas encontrou dois planetas próximo da zona habitável de uma estrela que está localizada perto do nosso Sistema Solar.

Ambos os planetas orbitam próximo da zona habitável de GJ 887 ou Gliese 887, uma estrela anã vermelha com aproximadamente metade da massa do Sol, localizada a 11 anos-luz.

As superterras são planetas de massas superiores às da Terra, mas inferiores às dos gigantes de gelo, como Urano e Neptuno. Os exoplanetas, ou planetas localizados fora do nosso Sistema Solar, foram chamados de Gliese 887b e Gliese 887c.


Os dois planetas com existência confirmada foram classificados como superterras, pois possuem entre quatro e sete vezes mais massa que o nosso planeta. Ambos foram detectados através do Buscador de Planetas em Velocidade Radial de Alta Precisão (Harpa, na sigla em inglês), instrumento do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile.

Ao contrário de outras anãs vermelhas, esta estrela tem pouco pontos estelares e é menos activa, ou seja, os planetas recém-descobertos têm mais chances de reter sua atmosfera, tornando as condições de vida mais reais.

"É a melhor estrela em proximidade com o Sol para entender se seus planetas possuem atmosfera e vida [...] O GJ 887 é emocionante, pois a estrela central é muito calma. Essa é a parte excepcional", afirmou a pesquisadora Sandra Jeffers à revista Nature.

Além disso, o estudo indica que os pesquisadores também encontraram evidências de um possível terceiro planeta mais distante da estrela hospedeira, que possui uma órbita de aproximadamente 50 dias e pode ter uma temperatura superficial adequada à água líquida, e consequentemente, à vida.

"Esses planetas fornecerão melhores possibilidade para estudos mais detalhados, incluindo a busca pela vida fora do nosso Sistema Solar", afirmou Jeffers.

Fonte: Sputnik News

sábado, 27 de junho de 2020

Veículos com Inteligência Artifical vão procurar vida extraterrestre


A NASA vai deixar a tomada de decisão na procura por vida noutros planetas nos computadores com inteligência artificial que estarão integrados nos veículos de exploração espacial, anunciou a agência esta quinta-feira.

Segundo a Efe, a agência espacial divulgou esta intenção na quinta-feira, quando cientistas do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA falavam durante a conferência Goldschmidt sobre geoquímica.

Os cientistas explicaram que esta decisão foi tomada após a realização de testes com inteligência artificial, tecnologia que demonstrou capacidade para identificar em rochas diferentes características distintivas de vida.

Os primeiros resultados deste trabalho mostraram como este sistema pode identificar essas características através de um algoritmo com precisão de 94%, valor que a NASA espera melhorar até 2023, ano em que o sistema será parcialmente estreado na missão de exploração ao planeta Marte, ExoMars, e que futuramente será implementado em outras missões.

"Este é um passo visionário na exploração espacial. Significa que, com o tempo, passamos da ideia de que os seres humanos estão envolvidos em tudo no espaço, para a ideia de que os computadores estão equipados com sistemas inteligentes e que são treinados para tomar decisões e transmiti-las consoante a prioridade", destacou a líder desta equipa de pesquisa da NASA, Victoria Da Poian.

Os investigadores do Goddard Space Flight Center treinaram inteligência artificial para esta poder analisar centenas de amostras de rocha usando o Analisador de Moléculas Orgânicas de Marte (MOMA), uma ferramenta que será incorporada no veículo 'rover' do ExoMars 2023, o Rosalind Franklin.

O MOMA é uma ferramenta capaz de estudar e identificar moléculas orgânicas nas rochas, capacidade que permitirá procurar sinais de vida, passada ou presente, em Marte.

Apesar da sua autonomia, os investigadores explicaram que o veículo espacial Rosalind Franklin continuará a enviar informações para a Terra.

Os cientistas sublinharam que o avanço científico apresentado agora será muito útil no futuro, ao explorar as luas de Júpiter, como Europa, ou de Saturno, como Encélado e Titã, porque as decisões terão de ser tomadas no local e no momento.

Com a tecnologia atual isso não é possível, pois as transmissões podem demorar até sete horas para chegar à Terra a partir daqueles locais.

Fonte: NM

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Novo planeta do tamanho de Neptuno encontrado em sistema solar incomum


A descoberta ajudará a estudar a formação do planeta e sua interacção com as estrelas, dizem os cientistas.

Os dados captados pelos telescópios espaciais TESS e Spitzer da NASA permitiram aos cientistas detectar um planeta que orbita a estrela próxima AU Microscopii (ou AU Mic) e faz parte de um sistema solar excepcional entre todos os conhecidos. Os resultados do estudo, liderados por Peter Plavchan, da Universidade George Mason (EUA), foram publicados esta quarta-feira na revista Nature .

Chamado de Neptuno em tamanho pelo nome AU Mic, igual em tamanho, orbita uma estrela jovem do tipo M, ou anã vermelha, cercada por um enorme disco de detritos com aglomerados de poeira em movimento. "Não existe outro sistema conhecido que atenda a todos esses critérios únicos" , afirmou Bryson Cale, co-autor do estudo.

O AU Mic b completa uma volta em torno de sua estrela em apenas 8,5 dias, enquanto os planetas Beta Pictoris bec, da mesma constelação do Microscópio, têm um período orbital de 21 e 3,3 anos, respectivamente. Os cientistas acreditam que o AU Mic b estava anteriormente mais distante de sua estrela, mas a interacção gravitacional com o disco de gás ou outros planetas fez com que ele migrasse para mais perto .

Como o AU Mic, a estrela Beta Pictoris é cercada por um disco e tem a mesma idade, mas pertence ao tipo A de estrelas por ser maior e mais quente. Comparar seus sistemas solares ajudaria os pesquisadores a estudar como os planetas se formam, evoluem e migram.

A NASA apresentou um vídeo animado um modelo do sistema solar AU Mic, com 20 a 30 milhões de anos (150 vezes mais novo que o nosso Sol) a uma distância de 31,9 anos-luz do nosso planeta.


Fonte: RT

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Cientistas descobrem como induzir hibernação em ratos


Duas equipas de investigadores identificaram grupos de neurónios que, quando estimulados, colocam os ratos num estado de torpor.

Dois estudos descobriram mecanismos que podem ser usados para induzir ratos a entrar em torpor, um estado em que o metabolismo é desacelerado e a temperatura do corpo diminui para economizar energia, algo que acontece naturalmente quando os animais entram em hibernação no inverno.

Apesar de não hibernarem, os ratos entram num estado de torpor, desencadeado por falta de alimentação e por baixas temperaturas, durante períodos relativamente reduzidos. Os investigadores conseguiram agora identificar a genética e a fisiologia dos ratos que conduz ao torpor e os neurónios que controlam a entrada para este estado.

O ArsTechnica detalha que os cientistas de Boston, nos Estados Unidos, conseguiram monitorizar a atividade em 190 regiões do cérebro dos roedores, comparando os dados dos que estavam em torpor induzido, dos do que permaneceram ativos.

Depois, injetaram genes, de forma faseada, nestas regiões para ativar os neurónios aí presentes e concluíram que ao ativar os que estão no hipotálamo anterior conseguem induzir um estado equivalente ao torpor.

A segunda equipa, desta vez sediada no Japão, seguiram uma proteína (implicada na alimentação e na ansiedade) até às células que a produzem no cérebro e estudaram-na em detalhe. Depois de manipularem estas células, os cientistas conseguiram que estas passassem a produzir o mesmo gene ativado por fármacos usados pela equipa dde Boston.

Quando foram injetadas as células corretas, os ratos também caíram num estado equivalente ao torpor. A temperatura do corpo (geralmente acima dos 40 graus) caiu para menos de 30 graus durante 48 horas, a atividade cardíaca baixou e o consumo de oxigénio foi reduzido.

Os cientistas vão continuar a estudar estes neurónios e tentar identificar mais benefícios do estado de torpor. Os artigos científicos (que podem ser consultados aqui e aqui) foram ambos publicados na Nature.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Podem existir cerca de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea


Podem existir mais de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea, concluiu uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), nos Estados Unidos.

Um planeta é considerado semelhante à Terra se cumprir uma série de requisitos: deve ser rochoso, do tamanho do nosso planeta, orbitar estrelas do tipo do Sol (do tipo G) e estar entre a zona habitável da sua estrela, referem em comunicado, citado pelo portal Phys.

Para chegar à nova estimativa, os cientistas calcularam uma nova proporção entre a quantidade de planetas semelhantes com a Terra para cada estrela do tipo G – também chamada de anã amarela – já identificada na Via Láctea.

“Os meus cálculos apontam para um limite superior ao de 0,18 planetas do tipo da Terra por estrela do tipo G”, começou por explicar a cientista da universidade norte-americana Michelle Kunimoto, também co-autora novo estudo publicado no The Astronomical Journal.

E o seu colega Jaymie Matthews completou: “A nossa Via Láctea tem até 400 mil milhões de estrelas. Destas, 7% são do tipo G. Isto significa que menos de seis mil milhões de estrelas podem ter planetas semelhantes à Terra na nossa galáxia”.

Estimativas anteriores chegaram a apontar proporções que variavam entre 0,02, até mais de um exoplaneta por estrela do tipo do Sol.

Para chegar às novas estimativas, os cientistas da UBC recorreram a uma técnica conhecida como modelagem direta. Tal como explicou Kunimoto, o processo científico começou a partir de uma simulação de toda a população de exoplanetas em torno de mais de 200 mil estrelas estudadas pelo telescópio espacial Kepler.

A equipa classificou depois cada astro como “detetado” ou “perdido”, de acordo com a com a probabilidade de o algoritmo dos próprios cientistas identificar os exoplanetas.

“Depois, comparei os planetas ‘detetados’ com o meu catálogo real de planetas. Se a simulação produz uma resposta próxima, então a população inicial [dos catálogos] é provavelmente uma boa representação da população real de planetas que orbitam as estrelas”, sintetizou a co-autora do estudo.

Fonte: ZAP

sábado, 20 de junho de 2020

PJ: Atenção às burlas informáticas e falsificação de documentos


A falsificação de documentos não é uma prática recente. No entanto, com as novas tecnologias, torna-se cada vez mais difícil detetar, numa primeira análise, se estamos perante um documento original ou falsificado.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), em estreita colaboração com as autoridades policiais de Espanha, França e do Reino Unido, procedeu, durante esta semana à detenção em flagrante delito de quatro indivíduos pela prática de crimes falsificação de documentos.

De acordo com a informação publicada no site da PJ, os detidos, todos do género masculino, sendo um português e três estrangeiros, foram detidos na sequência de buscas domiciliárias às suas residências, estando fortemente indiciados pela prática de crimes de branqueamento.

A investigação conduzida permitiu apurar que estes indivíduos integrarão uma organização criminosa internacional que utiliza o sistema bancário nacional para branqueamento de elevadas somas, obtidas ilicitamente através da prática de burlas de natureza informática em países estrangeiros.

Foi possível determinar que esta organização terá estado envolvida em situações com estas características desde pelo menos 2018. Para tal a organização recrutou várias pessoas, portuguesas e estrangeiras que terão aberto contas bancárias visando a receção dos fundos, em alguns casos recorrendo a identidades falsas.

Após a abertura das contas as mesmas começaram a ser creditadas com várias transferências todas de origem internacional (o que permite indiciar que esta organização apenas usaria Portugal para fins de branqueamento) seguidas de múltiplas transferências internacionais com o objetivo de dissimular a origem dos fundos.

Estima-se que os valores creditados nestas contas ascendam a centenas de milhares de euros.


Fonte: Pplware
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