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sábado, 20 de junho de 2020

PJ: Atenção às burlas informáticas e falsificação de documentos


A falsificação de documentos não é uma prática recente. No entanto, com as novas tecnologias, torna-se cada vez mais difícil detetar, numa primeira análise, se estamos perante um documento original ou falsificado.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), em estreita colaboração com as autoridades policiais de Espanha, França e do Reino Unido, procedeu, durante esta semana à detenção em flagrante delito de quatro indivíduos pela prática de crimes falsificação de documentos.

De acordo com a informação publicada no site da PJ, os detidos, todos do género masculino, sendo um português e três estrangeiros, foram detidos na sequência de buscas domiciliárias às suas residências, estando fortemente indiciados pela prática de crimes de branqueamento.

A investigação conduzida permitiu apurar que estes indivíduos integrarão uma organização criminosa internacional que utiliza o sistema bancário nacional para branqueamento de elevadas somas, obtidas ilicitamente através da prática de burlas de natureza informática em países estrangeiros.

Foi possível determinar que esta organização terá estado envolvida em situações com estas características desde pelo menos 2018. Para tal a organização recrutou várias pessoas, portuguesas e estrangeiras que terão aberto contas bancárias visando a receção dos fundos, em alguns casos recorrendo a identidades falsas.

Após a abertura das contas as mesmas começaram a ser creditadas com várias transferências todas de origem internacional (o que permite indiciar que esta organização apenas usaria Portugal para fins de branqueamento) seguidas de múltiplas transferências internacionais com o objetivo de dissimular a origem dos fundos.

Estima-se que os valores creditados nestas contas ascendam a centenas de milhares de euros.


Fonte: Pplware

quarta-feira, 17 de junho de 2020

"Fizeram história". Portugal despede-se dos helicópteros Alouette ao fim de 57 anos

O Alouette "salvaram vidas em conta" ao longo dos 57 anos da sua operação, 
frisou o ministro da Defesa

Equipamento estreou-se na Guerra Colonial, em junho de 1963. Ministro da Defesa anunciou que Portugal poderá avançar para a compra de mais dois helicópteros Koala para reforçar dispositivo de combate a incêndios

O ministro da Defesa Nacional deslocou-se hoje à Base Aérea 11 (BA11), em Beja, onde efetuou um voo a bordo do helicóptero Alouette III (ALIII), para assinalar o final de serviço desta aeronave, após 57 anos de operação na Força Aérea Portuguesa (FAP). João Gomes Cravinho considerou que os ALIII, cujo primeiro helicóptero fez voo de estreia na guerra colonial, a 18 de junho de 1963, em Luanda, "fizeram história".

"Foram comprados para fazer a guerra colonial, foi o que aconteceu ao longo daqueles anos, entre 1963 e 1974" e, desde então e até hoje, "cumpriram inúmeras missões civis e militares, mas sobretudo civis. Foram vidas sem conta que foram salvas por estes ALIII", destacou.

Os helicópteros, da Esquadra 552, "serviram também, ao longo de quatro décadas, para coordenação aérea de combate a incêndios", indicou igualmente, como exemplo, o ministro.

Os ALIII "marcaram a FAP, marcaram a vida dos portugueses", até mesmo de muitos que, sem terem consciência das aeronaves, "beneficiaram do trabalho feito por gerações e gerações de militares que operaram estas máquinas extraordinárias".

"Este último dos ALIII ainda com capacidade de voo esgota amanhã [quarta-feira] o seu prazo de utilidade e é um momento histórico. Ao fim de 57 anos ao serviço da FAP, retiram-se agora" estes helicópteros "para dar lugar a uma nova geração, o 'Koala'", os quais "já começaram a operar", frisou.

Questionado sobre se a cerimónia desta terça-feira, que marcou simbolicamente o fim do serviço dos ALIII - visto que só na quarta-feira é o último voo -, não merecia a presença dos militares que, ao longo de décadas, pilotaram ou trabalharam nestes helicópteros, o governante aludiu à pandemia de covid-19. "Estão fisicamente ausentes, mas estão no nosso pensamento", afirmou João Gomes Cravinho, justificando que a pandemia obriga a "alterações" daquilo que "são as cerimónias habituais".

A foto oficial da despedida dos Alouette, em Beja
© Nuno Veiga / Lusa

A despedida de foi feita "com um sentimento misto de saudade, mas também de agradecimento e de grande satisfação" pelo "investimento significativo de Portugal" nestes helicópteros, mas que deu frutos: "Quando os investimentos são bem feitos, o retorno é muito grande e esse retorno foi infinitamente superior àquilo que foi o investimento".

Dispositivo de Koalas pode ser reforçado com mais dois aparelhos

O ministro da Defesa revelou também que a Força Aérea já recebeu quatro dos cinco novos helicópteros AW119MK II - "Koala" e que Portugal está "a pensar" comprar "mais dois" para integrar no dispositivo de combate a incêndios.

"Já recebemos quatro dos cinco 'Koala' que foram adquiridos" para a Força Aérea Portuguesa (FAP), disse o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, adiantando que "o quinto chegará durante este verão, dentro de um mês" ou "mês e meio".
Os novos helicópteros Koala

Segundo o governante, com a chegada deste último AW119MK II -- "Koala", ficará completa a aquisição feita pelo Estado português, mas Portugal ainda tem a "opção de compra de mais dois" destes helicópteros. E é esta opção de compra que o Governo está "a pensar exercer" para integrar no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios, revelou.

"Há uma mudança de paradigma e, a partir de 2023, o Estado português operará, essencialmente, com meios próprios e, portanto, estamos a pensar que os dois 'Koala' que fazem parte da opção poderão ser adquiridos também, para integrar essa capacidade nova do Estado", frisou.

Fonte: DN

terça-feira, 16 de junho de 2020

Aqua-Fi: Criado o primeiro “Wi-Fi subaquático” que usa LEDs e lasers


As comunicações sem fios dentro de água são cada vez mais requisitadas. O mercado do entretenimento e mesmo a utilização profissional tem esbarrado nas dificuldades do sinal Wi-Fi dentro de água. Assim, para tentar ultrapassar a dificuldade que os mergulhadores têm para receber e transmitir informações sem fio para a superfície, investigadores das universidades de Waterloo, no Canadá, e da Universidade de Ciência e Tecnologia da Arábia Saudita apresentaram o Aqua-Fi.

Este é um novo sistema experimental baseado em tecnologia a laser que permitirá o envio veloz de informações através da água.

Aqua-Fi: o Wi-Fi que poderá levar a internet para dentro de água

Aqua-Fi é o nome do projeto que pretende fornecer internet debaixo de água, recorrendo a redes óticas sem fio. Estas tecnologias terão a missão de enviar dados em tempo real da e para a superfície. Embora a tecnologia Wi-Fi seja encontrada em milhões de dispositivos, ainda é difícil ter uma ligação sem fios que funcione corretamente debaixo de água.

A internet é uma ferramenta de comunicação indispensável que liga milhões de dispositivos em todo o mundo. A possibilidade de ter Wi-Fi dentro de água iria potenciar as ações dos mergulhadores. Estes conseguiriam maior liberdade de movimentos e uma comunicação permanente com a superfície.

Enviar dados para a superfície com lasers e um Raspberry Pi

A comunicação subaquática é possível com sinais de rádio, acústicos e de luz visível. No entanto, o rádio pode transportar dados apenas a curtas distâncias, enquanto os sinais acústicos suportam longas distâncias, mas com uma taxa de dados muito limitada. A luz visível pode viajar longe e transportar muitos dados, mas os estreitos feixes de luz exigem uma linha de visão clara entre os transmissores e recetores.

Assim, a equipa de Basem Shihada, o investigador responsável pelo projeto, construiu um sistema sem fio subaquático, o Aqua-Fi. Esta tecnologia suporta serviços de Internet, como o envio de mensagens multimédia, recorrendo a LEDs ou lasers. Os LEDs oferecem uma opção de baixo consumo de energia para comunicação a curta distância. Já os lasers podem levar os dados adiante, mas precisam de mais energia.


O protótipo Aqua-Fi usa LEDs verdes ou um laser de 520 nanómetros para enviar dados de um computador pequeno e simples para um detetor de luz conectado a outro computador. O primeiro computador converte fotos e vídeos numa série de 1s e 0s, que são traduzidos em feixes de luz ligando e desligando em velocidades muito altas.

O detetor de luz deteta esta variação e transforma-a novamente em 1s e 0s, que o computador recetor converte novamente na mensagem original.

Criada a primeira internet wireless a funcionar dentro de água

Os investigadores testaram o sistema carregando e baixando multimédia simultaneamente entre dois computadores separados a poucos metros em água estática. Eles registaram uma velocidade máxima de transferência de dados de 2,11 megabytes por segundo e um atraso médio de 1,00 milissegundo para uma ida e volta.

É a primeira vez que alguém usa a Internet debaixo de água completamente sem fio.

Referiu Shihada.


No mundo real, o Aqua-Fi usava ondas de rádio para enviar dados do smartphone de um mergulhador para um dispositivo “gateway” ligado ao equipamento. Então, como um amplificador que amplia o alcance Wi-Fi de um router doméstico de Internet, este gateway envia os dados através de um feixe de luz para um computador na superfície ligado à internet via satélite.

O Aqua-Fi não estará disponível até que os investigadores superem vários obstáculos.

Esperamos melhorar a qualidade do link e o alcance da transmissão com componentes eletrónicos mais rápidos.

Disse o investigador.

O feixe de luz também deve permanecer perfeitamente alinhado com o recetor em águas em movimento e a equipa está a considerar um recetor esférico que pode capturar luz de todos os ângulos.

Criamos uma maneira relativamente barata e flexível de ligar ambientes subaquáticos à Internet global. Esperamos que um dia o Aqua-Fi seja tão amplamente usado debaixo de água quanto o Wi-Fi que existe acima da água.

Concluiu Shihada.

Assim, com esta nova forma de comunicar, poderemos um dia ter um combinar de internet no espaço, na superfície e dentro de água.

Fonte: Pplware

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vários navios detectam que estão navegando em círculos, incapazes de seguir seu curso: a que se deve o fenómeno?


O incidente foi registado a 31 de maio nas águas do Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Os oficiais da marinha que estavam a bordo do petroleiro Willowy observaram um fenómeno estranho a 31 de maio, enquanto navegavam nas águas do Oceano Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo (África do Sul). Nas primeiras horas daquele dia, eles detectaram que o barco e quatro outros na área navegavam em círculos , incapazes de seguir o curso estabelecido.

Depois de perceber a situação, a tripulação inicialmente acreditou que a causa de sua estranha navegação poderia ser das fortes correntes, que talvez fossem impostas aos navios. No entanto, essa teoria foi esquecida, uma vez que não havia tais correntes na área.

Eles então recordaram casos semelhantes ocorridos nas águas do Mar da China Meridional e no Estreito de Ormuz, atribuídos à suposta manipulação sistemática do GPS, realizada para minar o sistema de rastreio que todos os navios comerciais devem usar por normas de direito internacional, recolha Sky News. Essa tecnologia, conhecida como AIS (Sistema de Identificação Automatizada), transmite identificadores exclusivos para cada embarcação para outras embarcações próximas, incluindo sua localização GPS, rumo e velocidade.

Mas como o Willowy estava muito longe dessas áreas, essas opções também não eram viáveis.

Qual é a verdadeira resposta?

Além disso, a Agência Espacial Europeia detectou que o campo magnético da Terra está enfraquecendo, especialmente numa grande região que se estende da África à América do Sul e é denominada Anomalia do Atlântico Sul. Além disso, nos últimos cinco anos, um segundo centro de intensidade mínima se desenvolveu no sudoeste da África, muito perto de onde o Willowy estava navegando. Especula-se que este seja um sinal de que a Terra está caminhando para uma inversão de pólos, na qual os pólos magnéticos norte e sul se alternam.

Tal anomalia poderia fazer com que os navios cujo curso é definido por bússolas simples ou magnéticas navegassem em círculos sem sequer perceber. Mas barcos como o Willowy usam o giroscópio, capaz de encontrar o norte verdadeiro pela gravidade e o eixo de rotação da Terra, em vez do norte magnético, e assim identificar o curso do navio. No entanto, se esse instrumento falhar , poderá causar o mesmo problema que o navio-tanque estava enfrentando.

A tripulação transmitiu pelo rádio por ajuda de oficiais da empresa em terra e foi determinado que o giroscópio primário do navio estava com defeito. Após a detecção, ele conseguiu retomar seu curso original depois de usar o giroscópio secundário em conjunto com uma bússola magnética.

A empresa proprietária do navio descreveu a falha como "um colapso acidental" e disse que "o reparo será realizado no próximo porto, onde os técnicos em terra identificarão a causa".

Fonte: RT

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Microsoft despede jornalistas para os substituir por Inteligência Artificial


O Homem continua a ser substituído pela máquina em muitas áreas. Trata-se, na verdade, de uma evolução natural que ocorre já desde a primeira Revolução Industrial no final do século XVIII e início do século XIX. Mas este continua a ser um tema que provoca contestações por causa dos empregos que são substituídos no curto prazo.

A substituição de jornalistas por sistemas de Inteligência Artificial não é um tema novo, só que agora chegou a uma das grandes empresas de tecnologia. A Microsoft está a despedir jornalistas para dar lugar à Inteligência Artificial para a seleção e edição de artigos nas plataformas Microsoft News e MSN.

Jornalistas da Microsoft substituídos por Inteligência Artificial

A Microsoft conta com uma equipa de jornalistas dedicada à seleção de notícias e histórias que surgem nas suas plataformas dedicadas, como são o MSN e o Microsoft News. No entanto, a empresa começou a dispensar estes profissionais para colocar a Inteligência Artificial (AI) a escolher as notícias e outros conteúdos aí apresentados.

Pelo mundo inteiro, a imprensa foi gravemente afetada pela pandemia COVID-19, com quebras abruptas nas receitas de publicidade. Contudo, a Microsoft garante que esta medida nada tem a ver com a pandemia, tratando-se apenas de mais uma reestruturação da empresa.

Como todas as empresas, avaliamos os nossos negócios regularmente. Daí pode resultar um aumento do investimento em algumas áreas e, de tempos em tempos, ajustes noutras. Estas decisões não são o resultado da atual pandemia.

Refere um porta-voz da empresa.

Segundo o Business Insider, cerca de 50 empregos serão afetados nos Estados Unidos. Mas não será só no país de Trump que haverá perdas, por exemplo, no Reino Unido, serão mais 27 pessoas.


Há cerca de 2 anos, com o lançamento do serviço Microsoft News, a empresa chegou a revelar que contava com mais de 800 editores a trabalhar em 50 locais diferentes, um pouco por todo o mundo.

A Microsoft tem vindo gradualmente a introduzir a AI na criação e seleção dos seus conteúdos jornalísticos, e este ajuste é só mais um passo neste processo.

Fonte: Pplware

FAST: Um dos maiores telescópios do mundo pode começar a "caça" aos aliens em setembro


O FAST, também conhecido como Tianyan, ou “olho do céu” em português, concluiu o seu período de três anos de testes em janeiro e parece estar pronto para procurar vida no espaço já em setembro.

O Five-hundred-metre Aperture Spherical Telescope (FAST), conhecido por ser um dos maiores rádiotelescópios do mundo, está oficialmente funcional desde janeiro de 2020. Com uma estrutura de 500 metros, o FAST poderá começar a procurar por vida no espaço já a partir de setembro, de acordo com uma notícia avançada pelo site ChinaTechCity.

Com uma extensão equivalente a 30 campos de futebol, o FAST demorou cerca de cinco anos a ser construído e está localizado na província de Guizhou, uma das zonas mais pobres e montanhosas da China. A sua superfície composta por 4.450 refletores triangulares faz com que tenha a mais elevada sensibilidade de deteção de sinais vindos do espaço, servindo para observar fenómenos relacionados com matéria negra e até procurar vida extraterrestre.

O FAST é uma das prioridades na estratégia espacial da China, sendo que o seu desenvolvimento rondou valores na ordem dos 180 milhões de dólares. No entanto, a sua construção implicou um “custo” em particular. Cerca de 9.100 pessoas que residiam num raio de 5 km da estrutura foram obrigadas a abandonar as suas casas. Em questão estariam os efeitos negativos do campo de ondas sonoras e eletromagnéticas na população em seu redor.

O Governo chinês tem como objetivo levar um Homem à Lua até 2036, seguindo as ambições da NASA em chegar de novo ao satélite natural da Terra numa missão tripulada em 2024. Depois de ter revelado que o primeiro foguetão SLS (Space Launch System) do programa Artemis já está construído e pronto para uma “maratona” de testes, a agência espacial norte-americana está também a treinar um rover lunar para encontrar depósitos de água gelada no pólo sul da Lua.

Fonte: TekSapo

sexta-feira, 29 de maio de 2020

A maior aeronave totalmente eléctrica do mundo faz seu primeiro voo


O Cessna eCaravan, equipado com um motor Magnix, fez seu primeiro teste no estado de Washington, EUA.

A fabricante de motores eléctricos Magnix equipou uma aeronave Cessna 208B Grand Caravan para convertê-la em um Cessna eCaravan, que na quinta-feira, 28 de maio, fez seu voo inaugural sobre o lago Moses, no estado de Washington, no noroeste dos Estados Unidos.

"É um mercado de nicho", disse o CEO da Magnix, Roei Ganzarski, pois esse tipo de aeronave eléctrica busca se tornar uma opção para voos comerciais que também não agridem o meio ambiente. "Vamos ao mercado rapidamente, com o objectivo principal de poder iniciar essa revolução", acrescentou.

Com uma única hélice, o motor Magni500 fornece 750 cavalos de potência, de modo que o fabricante afirma que é suficiente para "aeronaves de meia milha" que podem transportar entre cinco e 19 passageiros. Segundo a empresa, com pouco mais de 11 metros de comprimento, é o maior avião eléctrico comercial do mundo a voar.

Na fase de testes, a Magnix deve demonstrar que as baterias de lítio que accionam seus motores podem oferecer tempos de voo viáveis, já que o alcance da Caravana seria reduzido para cerca de 160 quilómetros. "O desafio é que as baterias não sejam tão poderosas quanto o combustível", disse Ganzarski.

Durante esse processo de teste, os fabricantes também enfrentam o desafio do peso, pois a bateria pode ser mais pesada que a quantidade equivalente de combustível.

Vantagens ecológicas

Segundo Ganzarski explicou, os aviões com motores eléctricos terão zero emissões de gás e exigirão menos manutenção do que os tradicionais. "As emissões de carros e aviões não são apenas maus para a saúde, mas também para o meio ambiente", disse ele, destacando-se como um facto positivo "enorme" que os aviões eléctricos "produzem zero emissões".

Outra vantagem desse tipo de voo é que sua operação por hora seria entre 50 e 80% mais barata, de modo que os bilhetes também poderiam ter um custo menor. Segundo Ganzarski, isso poderia levar diferentes companhias aéreas a operar aviões menores em mais rotas.

Fonte: RT


Fonte: Youtube

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Portugal vai fazer parte do projeto de construção do maior telescópio solar da Europa


O Telescópio Solar Europeu será instalado nas Ilhas Canárias e deverá começar a observar a atividade do Sol a partir de 2027, colmatando as lacunas das atuais ferramentas espaciais e terrestres. O projeto poderá desempenhar um papel importante na prevenção e mitigação do impacto das tempestades solares na Terra.

A Portugal Space vai participar no desenvolvimento do novo Telescópio Solar Europeu (TSE). A Agência Espacial Portuguesa integra agora a direção do consórcio de 30 instituições de 18 países que vai estudar a viabilidade científica e económica do projeto que tem em vista a construção do maior telescópio solar alguma vez construído na Europa.

Em comunicado, a Portugal Space explica que, após a fase preparatória que terminará no fim de 2020, o consórcio e as organizações financiadoras do projeto vão traçar um plano detalhado acerca da instalação do telescópio, analisando os custos e os possíveis riscos. Ao todo, estima-se que o projeto tenha um custo de obra de 180 milhões de euros.

Com um espelho primário de quatro metros, construído e operado pela Associação Europeia de Telescópios Solares, o TSE vai permitir colmatar as lacunas das atuais ferramentas espaciais e terrestres.


De acordo com a Agência Espacial Portuguesa, o TSE conseguirá examinar a união magnética na atmosfera solar, desde as camadas mais profundas da fotosfera até aos estratos mais altos da cromosfera. Além disso, poderá dar a conhecer os atributos térmicos, dinâmicos e magnéticos do plasma solar em alta resolução espacial e temporal.

O TSE será instalado nas Ilhas Canárias e deverá começar a observar a atividade do Sol a partir de 2027. A Portugal Space afirma que o projeto será fundamental para prever e mitigar o impacto das tempestades solares na Terra. O fenómeno pode afetar os sistemas elétricos mais sensíveis, causando interrupções nas comunicações por satélite e falhas nos sistemas de navegação e redes de energia internacionais.

Segundo Chiara Manfletti, presidente da Portugal Space, as observações realizadas a partir do TSE vão complementar as descobertas do Solar Orbiter, a missão da ESA que conta com tecnologia portuguesa.

A Critical Software desenvolveu vários sistemas de software para a missão, incluindo programas centrais de comando e controlo, de deteção e recuperação de falhas e de gestão de comportamento térmico. A Active Space Technologies produziu componentes em titânio para o braço de suporte e orientação da antena de comunicação da sonda com a Terra e para os canais para a passagem de luz que atravessam o escudo térmico do aparelho.

Já a Deimos Engenharia, que também ajudou a desenvolver a componente científica do Cheops, o satélite da ESA que pretende medir os planetas fora do sistema solar, trabalhou na definição e implementação da estratégia para testar os sistemas de voo do equipamento.

Fonte: SapoTek

terça-feira, 26 de maio de 2020

Empresa portuguesa cria cabine que faz desinfeção total em 25 segundos


A Starmodular, uma empresa com sede em Belmonte, distrito de Castelo Branco, criou um sistema destinado a espaços abertos ao público que permite a desinfeção total em 25 segundos para evitar a propagação da Covid-19, foi anunciado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa explica que esta solução tem a denominação de “SafePlace” e que se apresenta como uma espécie de cabine que pode ser colocada à entrada de qualquer espaço ou edifício, tornando-se um ponto de passagem obrigatório para quem nele quer entrar”.

A empresa garante que o procedimento de desinfeção é realizado “garantindo a distância de segurança e organizado por uma luz de tráfego que assegura a aproximação individual da pessoa ao sistema“.

Segundo a informação, após a entrada no sistema inicia-se o processo de controlo e desinfeção, que inclui desinfeção inteligente das mãos, a medição inteligente da temperatura corporal e nebulização e limpeza do calçado, demorando, apenas, 25 segundos por pessoa.

“Caso a temperatura corporal do utilizador se revele elevada, o sensor sonoro avisa que não é permitida a entrada”, detalha.

O espaço apresenta-se como uma cabine que tem dois metros de comprimento, 2,13 de altura e um metro de largura e cuja estética “convida” as pessoas a utilizarem o sistema.

A empresa, que tem como ramo de atividade a construção de casas modulares, explica que a ideia de desenvolver esta solução surge pela necessidade imposta pela pandemia, como um contributo para “ajudar da melhor forma que podia”.

O sistema é transportável e destina-se a empresas e serviços, como repartições públicas, restaurantes e cafés, escolas e museus, entre outros. Os primeiros modelos já foram expedidos e devem entrar em funcionamento nos próximos dias.

Portugal contabiliza esta terça-feira 1.342 mortes relacionadas com a covid-19, mais 12 do que na segunda-feira, e 31.007 infetados, mais 219, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Fonte: ZAP

Input Director: Partilhe um rato e teclado com vários computadores


Para quem tem mais do que uma máquina e tem de andar a saltar de banco em banco para as poder controlar, aqui vai uma aplicação que com apenas um teclado e um único rato é possível controlar todas as máquinas. Além disso, é ainda possível fazer “Copy Paste” de uma máquina para outra. O software chama-se Input Director e é gratuito.

Tal como o Barrier, o Input Director é um software que imita a funcionalidade de um comutador KVM, que permite o uso de um único teclado e rato para controlar vários computadores. Este software faz a função de um comutador KVM através de software, permitindo que o utilizador escolha qual máquina a controlar.

Para que a aplicação funcione, as máquinas devem estar em rede para que haja comunicação “direta”.



Input Director: Principais características
  • Fácil de instalar e usar
  • Possibilidade de indicar como os monitores estão posicionados (ordem)
  • Suporte para vários monitores
  • Possibilidade de partilhar o Clipboard (copy paste entre máquinas, incluindo de ficheiros)
  • Compatível com todas as versões do Windows
  • Transição entre máquinas é muito simples
  • Possibilidade de bloquear todos os computadores de uma única vez
  • Mais características aqui.
 


O Input Director é uma ferramenta gratuita que funciona bastante bem. No início do ano recebeu uma atualização para garantir o melhor suporte para o Windows 10. Se usam vários computadores e apenas querem ter um teclado e rato então experimentem este software.


Fonte: Pplware

domingo, 24 de maio de 2020

O terço gigante que foi criado em Arouca para rezar pelas vítimas de COVID-19 e que se vê do céu


Chama-se o "Terço da Esperança" e demorou cerca de sete horas a ser desenhado e montado com a ajuda de dez tratores num vale da região de Mansores.

A iniciativa que está a comover os cidadãos de Arouca e Portugal juntou uma comunidade inteira. Na região de Mansores, em Arouca, a agricultura e a religião juntaram-se para, atrás da colheita de rolos de palha, desenhar num vale um terço gigante com a imagem de Maria que fosse possível de ser vista do céu.

A ideia surgiu num ato de bondade e solidariedade por todas as famílias que se viram vitimizadas pela COVID-19. "A ideia surgiu durante a semana passada e decidimos usar como pano de fundo o lindíssimo vale agrícola que temos em Mansores para homenagearmos a Nossa Senhora, Maria Imaculada, neste mês de maio, e rezarmos pelas vítimas da COVID-19", explica Jorge Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Mansores, ao "Correio da Manhã".

Toda a iniciativa, que se materializou na criação de um terço a que a população chamou de o "Terço da Esperança", os fardos foram devidamente plastificados — daí a cor branca que se vê na fotografia — e envolveu o uso de cerca de dez tratores. O desenho do terço deverá ter demorado cerca de sete horas a ser executado.

Mas a esse tempo ainda acresceu o momento em que teve de ser completado com "a imagem de Nossa Senhora, através de uma tela igualmente branca".

Depois disso, e através do uso de drones, os responsáveis pela iniciativa tiraram as fotografias que, entretanto, já começaram a ser partilhadas nas redes sociais.

"Temos muitos emigrantes naturais daqui de Mansores e já recebemos reações de felicidade de países como o Brasil ou a França", revela Jorge Oliveira ao mesmo jornal. Uma vez terminada a mostra, os moradores da região colocaram cerca de 250 velas que ajudaram a decorar o cenário.

Fonte: MAGG

sábado, 23 de maio de 2020

Nova fábrica de aeronáutica em Évora


É fruto do investimento e parceria do CEiiA que se prevê venha a nascer uma nova fábrica de aeronáutica no Alentejo.

Nesta unidade fabril vai ser fabricado o avião ATL-100. O investimento inicial é na ordem dos 20 milhões de euros, em 3 anos, e o ATL-100 já tem compradores interessados de várias partes do mundo, segundo o diretor do CEiiA para a Aeronáutica e Defesa, Miguel Braga, em entrevista ao Diário de Notícias.

A experiência acumulada pelo CEiiA, durante mais de uma década de cooperação com dos maiores fabricantes de helicópteros do mundo e com a construção do avião cargueiro militar brasileiro da Embraer, o KC390, e que vai substituir os Hercules C-130 da Força Aérea nacional, foram muito relevantes na hora de estabelecer esta nova parceria com a Desaer, uma empresa brasileira dedicada à aeronáutica.

O ATL-100 surge da parceria com a Desaer, sendo que o CEiiA irá ser corresponsável pelo desenvolvimento, fabrico, montagem e comercialização da ATL 100.

Para este projeto, o CEiiA – criado em 1999 – disponibilizará uma equipa de até 60 engenheiros, consoante o desenvolvimento do projeto, uma equipa que terá por sede o Parque de Ciência e Tecnologia de Évora. A Desaer participará com o dobro dos engenheiros.

Os responsáveis do CEiiA preveem boas perspetivas na criação de emprego e de novos postos de trabalho. É intenção criar duas unidades fabris quando chegue a fase do fabrico: uma no Brasil e outra em Évora. Ao montar a aeronave em Portugal, o impacto pode estender-se a Beja e a Ponte de Sor

A Atl – 100 é uma aeronave de transporte leve, para uso civil, de transporte de passageiros, de carga, de serviços postais ou até para usos agrícolas ou até militares.

Entre as características da ATL está o facto de levantar e aterra em pistas de dimensão muito curta, impróprias para a grande maioria das aeronaves.

Imagem de aereo.jor.br

Fonte: Tribuna

sexta-feira, 22 de maio de 2020

44,2 terabits por segundo. Investigadores australianos conseguiram a velocidade de Internet mais rápida do mundo


Investigadores das universidades de Monash, Swinburne e do Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT), na Austrália, conseguiram a maior velocidade de dados da internet registada até agora a partir de um único chip ótico.

A equipa, liderada por Bill Corcoran, Arnan Mitchell e David Moss, conseguiu atingir uma velocidade de 44,2 terabits por segundo (Tbps) a partir de uma única fonte de luz. Uma tecnologia que tem capacidade para suportar milhares de milhões de conexões simultâneas de internet de alta velocidade.

Os investigadores divulgaram que atingiram essas velocidades usando a infraestrutura de comunicações existente usando um novo dispositivo que substitui 80 lasers por um único equipamento conhecido como ‘micro-pente’, menor e mais leve que o hardware de telecomunicações existente.

"Com a pandemia de covid-19 estamos a ter uma amostra de como a infraestrutura da internet será daqui a dois ou três anos, devido ao número sem precedentes de pessoas que a usam para trabalho remoto, socialização e 'streaming' e o que estamos a ver é que precisamos de ser capazes de dimensionar a capacidade das nossas conexões", disse Bill Corcoran, coautor principal do estudo e professor de engenharia de sistemas elétricos e de computadores na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

"O que nossa pesquisa demonstra é a capacidade de as fibras que já possuímos serem a espinha dorsal das redes de comunicações agora e no futuro. Desenvolvemos algo escalável para responder às necessidades futuras", assinala o especialista.

Arnan Mitchell, do RMIT, sublinha que atingir a velocidade de 44,2 Tbps, capaz de descarregar 1.000 filmes de alta definição numa fração de segundo, mostra o potencial da infraestrutura existente. O perito revela que a ambição futura do projeto é aumentar os transmissores atuais de centenas de gigabytes por segundo para dezenas de terabytes por segundo sem aumentar o seu tamanho, peso ou custo.

"A longo prazo esperamos criar 'chips fotónicos' integrados que permitam que esse tipo de volume de dados seja alcançado através de ligações de fibra ótica existentes com custo mínimo", realçou.

Quanto ao uso desta tecnologia, o investigador explica que "inicialmente ela poderá ser atraente para comunicações de velocidade ultra alta entre centros de armazenamento de dados", mas que o seu potencial pode mesmo chegar ao público em geral se o seu custo for suficientemente baixo e a tecnologia for compacta para poder ser usada comercialmente.

Fonte: SAPO24

segunda-feira, 18 de maio de 2020

É altura de levar o tema dos OVNIs a sério? Este conceituado professor pensa que sim


Os três vídeos que mostram objetos voadores não identificados, cuja autenticidade o Pentágono confirmou no final do mês passado, são inquietantes. Alexander Wendt, um reputado professor de ciência política norte-americano, acredita que é altura de acabar com o tabu e estudar a fundo o assunto

São três videos datados de 2013 e 2014 que já circulavam há anos, mas que só foram libertados oficialmente pelo Pentágono a 27 de Abril passado, num relatório que confirmou a sua autenticidade. Com o mundo embrenhado numa pandemia, o tema passou relativamente despercebido. Mas neste documento são detalhados três encontros de aviões militares norte-americanos com o que é designado de “fenómenos aéreos não identificados”. O relatório descreve as aeronaves não identificadas avistadas, identificando-as como pequenos “sistemas aéreos não tripulados”. Durante um dos incidentes, o avião americano passou a 300 metros de distância do objeto, mas foi incapaz de determinar a identidade da aeronave. Noutro encontro, o piloto da Marinha disse que esse objeto tinha cerca de 2,5 metros de largura e estava pintado de branco. Um dos vídeos mostra uma aeronave que tem um voo rápido e irregular, em ziguezague.


Segundo o New York Times já tinha escrito, o Pentágono gastou 22 milhões de dólares constituindo uma equipa para um programa secreto que visava estudar estes avistamentos e que se prolongou entre 2007 e 2012. “Há evidências que talvez nós não estamos sozinhos”, disse depois Luiz Elizondo, que liderou a investigação, disse à CNN em 2017. “Essas aeronaves mostram características que nem os Estados Unidos nem outros países possuem em seus inventários”, afirmou.

Neste relatório agora libertado pelo pentágono, nunca se menciona que os objetos possam ser de origem extraterrestre. E coloca-se como hipótese mais consistente que sejam apenas artefactos secretos criados para a espionagem pela Rússia ou pela China.

Alexander Wendt (DR)

Porém, nem todos pensam assim.

Alexander Wendt é uma das vozes que dizem que é preciso estudar o tema a fundo sem excluir quaisquer hipóteses. Wendt é alma mater da Universidade do Minesota e professor universitário em Ohio, depois de ter passado por Yale e Universidade de Chicago, e é um dos principais académicos no campo das relações internacionais, área onde é um precursor da escola do construtivismo e da teoria social da política internacional.

Há anos que Wendt se dedica, paralelamente à sua carreira académica, ao estudo dos OVNIs, que diz condenado a ser um tema tabu profundamente enraizado nas áreas científicas e académicas, em relação ao qual há um embargo de pesquisa. Em 2008 publicou um artigo que até hoje se mantém atual, chamado “Soberania e OVNIs ”, onde explana esta teoria, que reafirmou novamente numa palestra da Ted-X Columbus no final do ano passado que correu mundo. Nesta palestra, Wendt arranca precisamente com os três vídeos cuja autenticidade foi agora confirmada pelo pentágono.


“A primeira responsabilidade dos académicos é dizer a verdade. E a verdade é que não temos ideia do que são os Ovnis, e ninguém em posição de poder ou autoridade está a tentar descobrir. Isso deveria surpreender e perturbar todos nós ”, afirma. Como o estado moderno é antropocêntrico, há quem entenda que a soberania do estado pode estar em causa se forem encontradas outras formas de vida que não sejam terrestres, defende.

Numa entrevista que deu agora à Vox, Wendt sublinha que a conspiração de silêncio persiste, mesmod epois da confirmação oficial dos vídeos. “Embora a Marinha agora diga: “Ei, temos OVNIs em filme, aqui estão eles”, os cientistas ainda não vão estudá-los. Parece haver algo que impede a comunidade científica de se centrar neste fenómeno, mesmo que qualquer outra coisa tão remotamente interessante possa gerar dinheiro ilimitado para pesquisa”, acusa.

Diz que recebeu “muitos emails de cientistas individuais em resposta à palestra no TEDx. “Todos disseram a mesma coisa, ou seja, “Obrigado, gostaríamos de poder estudar isso, mas não podemos, porque nossas vidas dependem de receber doações do governo e de outros institutos de investigação. Se se alguém começa a assustar-se porque estão interessados ​​em OVNIs, boom, não recebem um centavo e suas carreiras estarão no charco”, conta.

Sobre a questão de fundo, ou seja, se existe vida-extraterrestre, diz: “ Certamente acredito que é muito provável que exista vida extraterrestre em algum lugar do universo, e suspeito que até a maioria dos cientistas possa concordar com isso agora”. E acrescenta: “Acho que as chances são altas o suficiente para que devamos investigá-lo. É simples.”

X37-B: o misterioso avião que vai ficar a orbitar dois anos à volta da Terra


As más condições meteorológicas levaram a que o lançamento do X37-B à boleia de um foguetão Atlas V só pudesse ser realizado no domingo. O misterioso avião partiu para o espaço e deve ficar dois anos em órbita

Esta é a primeira vez que a recém-criada Força Espacial dos EUA organiza e mantém a missão espacial que leva o X-37B à órbita da Terra. O lançamento esteve previsto para sábado, foi adiado algumas vezes para o próprio dia, mas acabou por acontecer apenas no domingo de manhã, a partir do Cabo Canaveral, na Flórida, EUA. Originalmente marcada para as 12h24 (GMT) de sábado, a missão de lançamento acabou por acontecer apenas às 13h14 (GMT) de domingo, devido ao mau tempo que se fazia sentir naquela região.

O avião X-37B partiu para a sua sexta missão a bordo de um Atlas V, depois de já o ter feito por outras quatro vezes no passado e uma quinta vez a bordo de um Falcon 9 da SpaceX, lembra o ArsTechnica. Esta é a primeira vez que o avião construído pela Boeing leva um módulo a bordo que lhe permite maiores capacidades de investigação e de experimentação. Uma das experiências que os cientistas pretendem realizar a bordo envolve a transformação da radiação solar em energia microondas na frequência de rádio. O objetivo é perceber o potencial de se transmitir energia solar para a Terra.

Este veículo, que se assemelha a um pequeno vaivém, esteve mais de 700 dias no espaço na sua última missão. Ao todo, o avião já passou mais de sete anos e dez meses em órbita.

A United Launch Alliance, responsável pelo foguetão que colocou o avião no espaço filmou e transmitiu em direto no YouTube toda a operação.


sábado, 16 de maio de 2020

Marinha dos EUA divulga novos relatórios de incidentes com OVNIs


A Marinha dos EUA divulgou oito relatórios de avistamentos de OVNIs por pilotos entre 2013 e 2014. Há um relatório que o Pentágono parece oferecer alguma resistência em divulgar.

A Marinha norte-americana divulgou novos relatórios de incidentes com objetos voadores não identificados (OVNIs). Ainda no fim de abril, o Pentágono divulgou vídeos que retratam pilotos da Marinha a avistar aquilo que descrevem como descrevem “fenómenos aéreos inexplicáveis”.

Os relatório agora divulgados a pedido do portal The Drive dão conta de oito incidentes no oceano Atlântico, na costa leste dos Estados Unidos. Sete dos relatórios de perigo são de pilotos de F/A-18F Super Hornets, relativos a acontecimentos entre 2013 e 2014. O outro foi avistado por um EA-18G Growler.

Num dos relatórios, o piloto descreve que as “aeronaves desconhecidas pareciam ser prateadas e pequenas, aproximadamente do tamanho de uma mala“. Curiosamente, nenhuma aeronave tinha permissão para estar naquele espaço aéreo naquele momento.

“O objeto era tão pequeno que era quase impossível detetá-lo a olho nu à distância… Isto representa uma preocupação significativa de segurança”, alerta o piloto da Marinha norte-americana.

Apenas um mês mais tarde deste estranho avistamento, surge um novo relatório. “Esta foi a segunda ocorrência do esquadrão nos últimos meses. A operação de [veículos aéreos não tripulados] e outros dispositivos aéreos deve ser adequadamente coordenada e comunicada para manter a tripulação informada e segura”, diz um outro piloto.

Segundo a VICE, todos os relatórios retratam situações semelhantes: o piloto avista algo no céu, consegue rastreá-lo durante alguns instantes e acaba por perdê-lo de vista.

O avistamento de OVNIs parece quase tornar-se algo mundano com estas duas divulgações recentes por parte do Pentágono e da Marinha. Contudo, o The Drive realça que há alguns relatórios cujo acesso parece não ser tão fácil.

O site refere-se particularmente ao avistamento de um OVNI por pilotos do USS Nimitz, em 2014. Um comandante da Inteligência enviou um relatório do incidente por email para uma base da Marinha em San Diego. No entanto, o comandante que o recebeu eliminou-o e não encaminho o relatório para os seus superiores.

Fonte: ZAP
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