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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Por onde andam os asteroides e cometas e como acompanhar a sua rota?


Há milhares de objetos no sistema solar que se podem cruzar com a rota da Terra e que os cientistas mantêm sob observação. O NEO Coordination Centre tem uma nova ferramenta em 3D que destaca os mais perigosos.

É cada vez mais comum ouvir falar de asteroides que se aproximam da Terra, em rotas mais ou menos perigosas, e o NEO Coordination Centre mantém debaixo de olho milhares de objetos que vagueiam pelo sistema solar. Agora tem uma nova ferramenta de visualização, o OVT - Orbit Visualisation Tool, a primeira de uma série de novos instrumentos criados para a comunidade NEO e que vão integrar o NEO Toolkit.

A ideia da ESA é oferecer aos astrónomos uma forma de melhorar a defesa planetária e o novo OVT atualiza e melhora o anterior portal, com uma experiência onde a nova capacidade gráfica permite aprofundar a observação, com novas formas de visualização de vários objetos próximos da Terra em simultâneo.

O instrumento mais poderoso é a possibilidade de visualização em 3D de órbitas de Kepler ou perturbadas de um ou mais asteroides ou cometas na base de dados do NEOCC. São fornecidas diversas informações e é possível andar para trás no tempo e ver a evolução da sua órbita, mas também calcular para onde se dirigem.

Pode ainda ver a lista completa de objetos considerados próximos da Terra (NEOs) e grupos de objetos de acordo com a lista de prioridades definidas, como Urgente, Necessário, Útil ou de Baixa Prioridade.

Pode ver toda a informação no site do Orbit Visualisation Tool.

Fonte: SapoTek

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Hackers usam imagens captadas pelo telescópio James Webb para esconder malware


A campanha de malware descoberta pelos investigadores da Securonix, que toma o nome GO#WEBBFUSCATOR, envolve emails de phishing com documentos Microsoft Office maliciosos anexados.

As imagens captadas pelo telescópio espacial James Webb, que começou a fotografar o universo mais profundo este ano, são impressionantes e estão a ajudar os investigadores a fazer novas descobertas espaciais. No entanto, uma nova investigação revela que há cibercriminosos a usar as imagens captadas pelo telescópio numa campanha maliciosa.

De acordo com os investigadores da Securonix, a campanha, que toma o nome GO#WEBBFUSCATOR, envolve emails de phishing com documentos Microsoft Office maliciosos anexados.

Os especialistas explicam que os documentos em questão incluem referências externas escondidas entre os seus metadados e, ao serem abertos, descarregam para o computador da vítima um outro tipo de ficheiro malicioso.

Caso a vítima tenha as macros ativadas no Office, o ficheiro executa automaticamente um script que dá início à primeira fase do ataque. A partir daqui é descarregada remotamente uma imagem, em formato JPG, que é subsequentemente transformada num ficheiro executável.

O ficheiro, aberto com a aplicação de visualização de imagens, apresenta uma das primeiras fotografias captadas pelo telescópio James Webb, que retrata um cluster da galáxia SMACS 0723.

Porém, ao ser aberto com um editor de texto, o mesmo demonstra que há uma carga maliciosa escondida, que é desencriptada e guardada no computador da vítima como um ficheiro executável chamado msdllupdate.ex.

Uma vez executado, o malware estabelece uma ligação ao servidor de comando e controlo, com os hackers a executarem os comandos pretendidos. Segundo a Securonix, os existem domínios utilizados na campanha que foram registados este ano e, à data da descoberta, a carga maliciosa executada ainda não conseguia ser detetada pela maioria dos softwares de segurança.

Fonte: SapoTek

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Cientistas da Universidade de Coimbra criam material altamente promissor para nova geração de dispositivos eletrónicos


Os investigadores acreditam que, no futuro, estas nanopartículas com propriedades especiais poderão ser impressas em grandes superfícies condutoras, a baixo custo.

liderada por Mahmoud Tavakoli, desenvolveu um nanocompósito de metal líquido revestido de grafeno, que pode ser usado como condutor transparente, com aplicações na próxima geração de dispositivos eletrónicos e painéis solares.

A investigação, desenvolvida no âmbito do projeto WoW, do Programa Carnegie Mellon Portugal, e do projeto MATIS-Materiais e Tecnologias Industriais Sustentáveis, através do Programa Portugal 2020, é o tema de capa da última edição da revista Advanced Materials Technologies.

Os investigadores demonstraram, através deste estudo, que nanopartículas de metal líquido revestidas de óxido de grafeno podem ser transformadas em elétrodos semitransparentes e condutores, através de uma técnica de processamento a laser rápida, de baixo custo e escalável, o que poderá ter um grande impacto em áreas como: ecrãs flexíveis, painéis solares flexíveis e até biossensores vestíveis (wearable).


«Os metais líquidos são interessantes porque proporcionam elasticidade e autorregeneração, além de serem excelentes na dissipação térmica. Portanto, este é um passo importante para a aplicação e desenvolvimento de ecrãs muito flexíveis e resistentes», explica Mahmoud Tavakoli, diretor do Laboratório de “Soft and Printed Microelectronic” do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Os investigadores acreditam que, no futuro, estas nanopartículas com propriedades especiais poderão ser impressas em grandes superfícies condutoras, a baixo custo. «As partículas de metal líquido encapsuladas de grafeno são uma classe nova e promissora de compósito bifásico, com aplicação na próxima geração de dispositivos eletrónicos. Nós demonstrámos que é possível fabricar de forma rápida (em poucos segundos), a baixo custo e em larga escala, estes novos elétrodos. Esta solução é primeiro depositada sobre o substrato por meio de revestimento por pulverização e, em seguida, processada através de um laser de baixo custo. Isso permite simultaneamente a redução, afinamento, extração e padronização com alta resolução dos filmes depositados», afirma o investigador do ISR da FCTUC.

A composição do novo material e o método de fabrico apresentado neste estudo representam assim um passo importante para a produção em larga escala e a baixo custo de grandes elétrodos baseados em grafeno. O próximo passo da investigação será, de acordo com Mahmoud Tavakoli, «explorar o uso de outros tipos de lasers para melhorar a condutividade ou transparência dos elétrodos, bem como estudar aplicações desta técnica nas áreas de eletrónica de filmes finos, sensores de gás e humidade e dispositivos de armazenamento de energia».


Cristina Pinto

Fonte: UC

terça-feira, 5 de abril de 2022

Cientistas do MIT criam ferramenta que prevê o futuro com precisão


Cientistas criaram uma ferramenta simples de usar que consegue prever eventos futuros com um elevado grau de precisão.

Uma equipa de investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criou uma ferramenta que permite a um utilizador sem experiência gerir sistemas complexos de Inteligência Artificial.

A ferramenta tem aplicação prática, por exemplo, na previsão da evolução do mercado de ações, no estudo do clima ou no cálculo da probabilidade de desenvolver doenças.

Para criar uma ferramenta preditiva é necessário fazer observações durante um determinado período de tempo. Depois, pega-se na montanha de dados obtidos e processa-se com a ajuda de algoritmos de machine learning.

O jornal El Confidencial escreve que esta nova ferramenta do MIT consegue simplificar ainda mais esta tarefa e permite fazer as nossas próprias previsões sem ter que passar pelo processo de aprendizagem da tecnologia.

No que toca a prever valores futuros e preencher lacunas de informação dentro de uma cadeia de dados, este novo algoritmo revela-se mais preciso e eficiente, salientam os investigadores.

A ferramenta chama-se tspDB e permite corrigir e substituir valores ausentes dentro de uma série de dados e prever séries temporais únicas.

“Embora os dados da série temporal estejam a ficar cada vez mais complexos, este algoritmo pode capturar efetivamente qualquer estrutura da série temporal. Parece que encontramos a lente certa para observar a complexidade do modelo de dados da série temporal”, diz o autor principal do projeto, Devavrat Shah, em comunicado.

Os investigadores calculam que com a tspDB, um utilizador consegue fazer uma pesquisa numa base de dados em menos de um milissegundo.

Assim, qualquer pessoa consegue em apenas alguns minutos, por exemplo, prever os preços futuros das ações mesmo que faltem alguns dados.

O objetivo agora é melhorar o algoritmo para que funcione também em séries temporais com múltiplas variáveis.

Os investigadores querem também adicionar mudanças pontuais no comportamento das séries de dados e que o sistema as detete automaticamente para incluí-las nas suas previsões.

Fonte: ZAP

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Meta dá vida aos desenhos das crianças com recurso à Inteligência Artificial


Os desenhos das crianças são verdadeiras obras de muita imaginação, de cabeças que vão a mundos que nós adultos não somos capazes já de alcançar. Para elevar ainda mais esta criatividade inata a Meta criou um software que dá vida aos desenhos das crianças através de recursos baseados em Inteligência Artificial.

Animated Drawings ainda está em desenvolvimento, mas já pode ser testado.

Quantas vezes já viu uma criança a desenhar algo que não faz ideia do que seja, mas ao perguntar-lhe o que está no papel, ela cria uma história incrível? Estas histórias podem ganhar vida, com recurso à nova ferramenta da empresa do Facebook, a Meta.

Foi anunciado o Animated Drawings, um software baseado em Inteligência Artificial (AI), que promete isso mesmo.


As crianças criam figuras únicas e imaginativas que exigem que pensemos de forma diferente para reconhecermos pessoas ou coisas nos seus desenhos. E se é verdade que pode ser relativamente fácil para um pai ou professor ver o que a criança quis desenhar ou representar em determinado desenho, com base na sua própria explicação, a AI debate-se com esta tarefa porque muitas vezes os desenhos são construídos de forma abstrata.

Inteligência Artificial da Meta dá vida a desenhos... com características humanas

Segundo a empresa, os investigadores da Meta foram capazes de desenvolver um método único que utiliza a inteligência artificial para, automaticamente, animar figuras desenhadas pelas crianças. Em concreto, figuras que representam pessoas ou personagens com características humanas (exemplo: um personagem com dois braços, duas pernas, cabeça, etc).


Ao fazer upload dos desenhos no sistema protótipo, os pais e crianças podem ver os desenhos “ganhar vida”, pondo estes personagens a dançar, pular e saltar. E podem, até, descarregar um vídeo dos seus desenhos animados para partilhar com amigos e família. Os pais podem, ainda, optar por autorizar que os desenhos dos seus filhos sejam utilizados para continuar a ensinar o sistema de inteligência artificial.

A maior parte das ferramentas de inteligência artificial consegue lidar bem com imagens realistas de humanos – mas os desenhos de crianças acrescentam um nível de variedade e de imprevisibilidade que torna a tarefa de identificar o que está a ser retratado muito mais complexa.
O objetivo da Meta foi construir um sistema de inteligência artificial que consegue identificar e automaticamente animar figuras que se assemelham a pessoas representadas nos desenhos de crianças com uma alta taxa de sucesso e sem qualquer apoio humano.

A Meta atingiu este objetivo ao desenvolver um sistema que ensina a inteligência artificial a identificar figuras que se assemelham ao ser humano, o que pode ser difícil quando outros objetos ou figuras presentes na mesma página têm características, cores ou dimensões similares.
Depois deste processo, a figura que se assemelha a uma pessoa é isolada, sem incluir mais nada na página, para que a figura que é animada se torne o mais parecido aquilo que a criança pretendia retratar. Os pontos de referência das articulações da figura são identificados para que a animação se mova de uma forma apelativa. Uma vez que todos os passos estão concluídos, a figura está pronta a ser animada.


Ao ensinar a inteligência artificial a funcionar de forma eficaz nos desenhos das crianças, a Meta espera que este projeto aproxime os investigadores do objetivo de criar uma inteligência artificial capaz de compreender o mundo de uma perspetiva humana.

Fonte: Pplware

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

NASA apresenta mapa que mostra centenas de asteroides e cometas em tempo real


A aplicação oferece informação detalhada de cada corpo celeste, opções para conhecer a sua proximidade com a Terra e a projeção dos seus movimentos.

A NASA apresentou o seu novo mapa interativo 3D, onde é possível observar o comportamento em tempo real de centenas de asteroides e cometas.

Entre outros dados, oferece a possibilidade de conhecer as suas aproximações à Terra e explorar as missões passadas, atuais e futuras enviadas até estes objetos.

Esta ferramenta, chamada "Eyes on Asteroids", foi desenvolvida com informações do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da NASA.

A visualização é atualizada duas vezes ao dia, e cada novo objeto descoberto é adicionado assim que a sua órbita é calculada.

"Queríamos que o Eyes on Asteroids fosse o mais fácil de usar possível, enquanto conta as histórias da exploração humana destes objetos fascinantes", comentou Jason Craig, produtor técnico da equipa de Aplicativos e Desenvolvimento de Tecnologia de Visualização no JPL, que elaborou o aplicativo.

Além disso, assegurou que "cada objeto próximo à Terra (NEO, na sigla em inglês) pode ser encontrado no aplicativo, bem como a maioria das naves espaciais que visitaram estes objetos.

O mapa interativo apresenta múltiplas abas, como "Learn" para saber mais sobre temas como as aproximações de asteroides à Terra.
"Os operadores frequentemente descrevem estas aproximações como 'perigosamente próximas’, porém os usuários verão o quão distante realmente estão", concluiu Craig.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Vídeo mostra robot humanoide com expressões faciais reais


Uma empresa com sede no Reino Unido chamada Engineered Arts exibiu um novo robot cujo rosto e expressões são assustadoramente humanas.

Um vídeo teaser (abaixo) mostra o robot de rosto cinza acordando, distorcendo o rosto numa careta de choque e, em seguida, examinando as mãos sem acreditar. O humanoide termina a sua apresentação com um sorriso astuto, como se estivesse a tentar nos fazer pensar que, na verdade, ele estava a ganhar autoconsciência. No entanto, por enquanto - e apenas por agora - é apenas uma ilusão inteligente, uma sequência programada. Embora ainda seja um exemplo surpreendente de quão longe a robótica está a chegar. 

Ameca 

A Engineered Arts vê esse humanoide, denominado Ameca , como uma "plataforma para o desenvolvimento de tecnologias robóticas maiores". A engenharia pretende nos permitir estudar a interação humano-robot, e pistas faciais confiáveis ​​tornam essa tarefa muito mais fácil. A empresa disponibiliza o robot para compra e aluguer do evento, mas ainda não divulgou preço.


E uma advertência importante: embora Ameca seja impressionante em transmitir emoções através de expressões faciais, ela ainda não consegue andar. “Ameca é um robot modular, pretendemos aprimorar as suas habilidades temporalmente para que um dia caminhe”, diz o site da empresa, prevendo um futuro onde esses robots - assim como os replicantes do famoso Philip K. Dick - estará virtualmente indistinguível de um humano.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

A menor estrutura voadora já criada pelo homem: Constroem um microchip quase do tamanho de um grão de areia


Os pesquisadores inspiraram-se na maneira como as árvores, como os bordos, dispersam as suas sementes, usando pouco mais do que uma brisa forte.

Uma equipa da Northwestern University em Illinois criou a menor estrutura de voo feita por humanos. É um minúsculo microchip, denominado 'microflier', cujo ‘design’ é inspirado na natureza.

No seu estudo, os pesquisadores inspiraram-se na maneira como árvores como os bordos dispersam as suas sementes, usando pouco mais do que uma brisa forte, para desenvolver uma série de minúsculos microchips voadores, pouco maiores que um grão de areia.

Os seus criadores dizem que esses chips podem ser equipados com tecnologia "ultra miniatura", incluindo sensores, fontes de energia, antenas para comunicação sem fio e até mesmo memória onboard para armazenamento de dados.

“O nosso objetivo é agregar a capacidade de voar aos sistemas eletrónicos de pequena escala, com a ideia de que isso nos permita distribuir dispositivos eletrónicos minitorizados altamente funcionais para detetar o meio ambiente, a fim de monitorizar a poluição, monitorizar a população ou fazer a monitorização de doenças, ” Explicou John A. Rogers, que liderou o desenvolvimento do novo dispositivo.

Essas estruturas podem cair em massa de forma lenta e controlada e interagir com os padrões de vento pelo maior período possível, maximizando a recolha de dados relevantes.

A equipa agora está a trabalhar para minimizar o impacto ambiental por meio do desenvolvimento de métodos de recuperação e descarte. Para isso, os dispositivos devem ser construídos com materiais que são reabsorvidos naturalmente no meio ambiente, através de uma reação química ou desintegração física inofensiva à natureza.

O estudo foi publicado quarta-feira na revista Nature.


Fonte: RT

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Sony quer construir robôs que possam vir a ganhar um Prémio Nobel


O chefe de pesquisa de Inteligência Artificial (IA) da Sony espera desenvolver, em breve, um robô científico capaz de concorrer aos Prémios Nobel até 2050

Os sistemas de IA e aprendizagem automática têm mostrado uma grande evolução e mais-valias para a pesquisa científica em diversos campos. Com isto em pensamento, o CEO da Sony Computer Science Laboratories, Hiroaki Kitano, planeia criar uma “forma híbrida de ciência que levará a biologia de sistemas e outras ciências para a próxima fase”. Para isso, Kitano procura lançar o Desafio Nobel Turing e desenvolver um robô científico capaz de ganhar o Prémio Nobel até 2050.

Por outras palavras, o investigador pretende criar uma Inteligência Artificial que seja capaz de se equiparar a algumas das mentes mais brilhantes da história da humanidade. “A particular característica deste desafio é colocar o sistema num domínio aberto para explorar descobertas significativas, em vez de redescobrir o que já sabemos ou tentar imitar os processos de pensamento humano especulados”, escreveu em junho Kitano. “A visão é reformular a própria descoberta científica e criar uma forma alternativa de descoberta científica”, frisou o investigador.

“O valor está no desenvolvimento de máquinas que podem fazer descobertas de forma contínua e autónoma”, acrescentou. “A IA científica irá gerar e verificar tantas hipóteses quanto possível, esperando que alguma possa levar a grandes descobertas por si mesmas ou ser uma base para outras descobertas principais. A capacidade de gerar hipóteses de forma exaustiva e eficiente e verificá-las é o núcleo do sistema”, explica.

A Inteligência Artificial dos dias atuais é o resultado de vários anos de pesquisa e experimentação, que remonta a 1950 com o artigo Maquinaria Computacional e Inteligência, de Alan Turing. O chefe de pesquisa de IA da Sony, espera dar mais um passo nesse sentido e criar a “AI Scientist”, que, de acordo com Kitano, é uma “constelação de módulos de software e hardware que interagem dinamicamente de forma a realizar tarefas”.

“Inicialmente, será um conjunto de ferramentas úteis que automatizam parte do processo de pesquisa em experimentações e análise de dados”, disse o investigador ao Engadget.

Fonte: EI

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Cientistas batem recorde no cálculo do Pi: 62,8 biliões de casas decimais


Cientistas suecos anunciaram, esta segunda-feira, ter batido o recorde no cálculo do número Pi, tendo alcançado 62,8 biliões de casas decimais.

Em comunicado, a Universidade de Ciências Aplicadas (HES) de Grisões, no leste da Suíça, explicou ter alcançado este resultado graças a um computador de alto desempenho que trabalhou durante 108 dias e nove horas.

Os seus esforços foram “quase duas vezes mais rápidos do que o recorde estabelecido pelo Google em 2019 e cerca de 3,5 vezes mais rápidos do que o último recorde mundial, batido em 2020”, lê-se na mesma nota, citada pela agência France-Presse.

Agora, os investigadores estão à espera que o Guinness World Records certifique a sua conquista, tendo revelado apenas que os últimos dez dígitos do número completo são: 7817924264.

De acordo com o comunicado, o computador ultrapassou nos seus cálculos o último recorde mundial, de 50 biliões de casas decimais, ao somar 12,8 biliões de novos números até então desconhecidos.

Pi, representado pela letra grega π, é o número pelo qual o diâmetro de um círculo deve ser multiplicado para obter a sua circunferência, sendo impossível saber o seu valor exato, pois o número de dígitos após a vírgula é infinito. Para o público em geral, o Pi é geralmente equivalente a 3,1415927.

Na mesma nota, a equipa sueca disse que esta experiência a calcular o Pi pode ser aplicada noutras áreas como, por exemplo, “análise de RNA, simulações de dinâmica de fluidos e análise textual”.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Tinta inovadora desenvolvida na Universidade de Coimbra permite a impressão de circuitos flexíveis multicamadas


A tecnologia pode ser amplamente usada na monitorização em cuidados de saúde, para produzir pele artificial, painéis solares flexíveis, LCDs, ou dispositivos móveis “vestíveis” (wearables). A patente da composição da tinta pertence à Universidade de Coimbra e à Carnegie Mellon University.

Um artigo recente do Laboratório “Soft and Printed Microelectronics” (SPM-UC) da Universidade de Coimbra, liderado por Mahmoud Tavakoli – membro da equipa Carnegie Mellon University (CMU) Portugal e Investigador Principal (PI) do projeto WOW – foi selecionado para ser a capa da revista científica “ACS Applied Materials and Interfaces“.

O trabalho de investigação em causa apresenta uma tinta única imprimível que permitiu pela primeira vez a impressão digital de circuitos flexíveis multicamadas, pele artificial electrónica e adesivos médicos para vigilância electrofisiológica. A patente da composição da tinta pertence à Universidade de Coimbra e à Carnegie Mellon University.

O artigo é da autoria de Pedro Alhais Lopes, Daniel Félix Fernandes, André F. Silva, Daniel Green Marques, Aníbal Traça de Almeida e Mahmoud Tavakoli, investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra; e ainda de Carmel Majidi, da Carnegie Mellon University, em Pittsburg, Pensilvânia, Estados Unidos.

O trabalho apresenta o primeiro relatório sobre materiais e métodos que permitem o fabrico em escala de circuitos flexíveis, utilizando impressoras de extrusão. Estes circuitos eléctricos podem ser impressos num adesivo médico para biomonitorização de pacientes, num polímero elástico para fazer pele artificial para aplicação robótica ou mesmo em tecidos utilizados em dispositivos de monitorização usáveis (wearables).

De acordo com Mahmoud Tavakoli, “para integrar a electrónica nos têxteis para wearables ou em polímeros para adesivos de biomonitorização, é necessário que estes circuitos electrónicos sejam extensíveis e elásticos. Embora muitos investigadores tenham trabalhado em electrónica extensível durante a última década, tem sido difícil produzir este tipo de circuitos de uma forma rápida.” Com esta nova invenção “estes circuitos podem ser facilmente impressos utilizando impressoras de baixo custo”, usando uma tecnologia que permitirá às empresas produzir milhares de milhões destes circuitos de forma rápida e rentável. Como tudo é feito à temperatura ambiente, a tinta é compatível com materiais resistentes ao calor, tais como adesivos médicos para feridas, estando a ser agora utilizada no projecto “WoW” para fazer adesivos electrónicos para a pele.”

Torre da Universidade de Coimbra impressa com recurso à tinta inovadora.

A investigação apresentada no artigo é parcialmente financiada pelo projeto de colaboração em larga escala “WoW” do Programa CMU Portugal –coordenado na Universidade de Coimbra por Mahmoud Tavakoli – num consórcio liderado pela empresa GLINTT em colaboração com o ISR da Universidade de Coimbra, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e o Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Carnegie Mellon.

O estudo também demonstra que esta nova tinta tem uma condutividade elevada e uma enorme extensibilidade, permitindo a impressão de circuitos ultrafinos, com várias camadas e altamente flexíveis. “Ao contrário de outros compostos, como líquidos metálicos comuns, esta tinta é fácil de imprimir, não mancha e é facilmente aplicada numa grande variedade de materiais. Além disso, é agora possível imprimir circuitos flexíveis com uma impressora de extrusão simples, o que torna acessível para as universidades e empresas o fabrico dos seus dispositivos, constituindo um passo importante para uma produção escalável a um custo reduzido”, acrescenta o investigador. De facto, a redução de custos e a escalabilidade permitirão a aplicação desta tecnologia noutros campos de investigação e outras utilizações, tais como em baterias flexíveis, supercondensadores extensíveis, ecrãs flexíveis e painéis solares.

Atualmente a equipa de investigação está a apresentar as diferentes possibilidades de aplicação desta tecnologia, enquanto trabalha com os gabinetes de transferência de tecnologia da Universidade de Coimbra (UC Business) para o licenciamento da tecnologia para diferentes aplicações, tais como na saúde, electrónica impressa e têxteis electrónicos.

Mais sobre o Projeto WoW

Os adesivos electrónicos de pele (e-skin) com sensores de biomonitorização, aderem à epiderme humana e são altamente inovadores na monitorização do doente. São dispositivos capazes de recolher e classificar dados fisiológicos e comportamentais, incluindo coração, músculos, actividade cerebral, frequência respiratória, temperatura corporal e níveis de oxigénio no sangue. O projeto WoW apresenta uma nova arquitetura centrada numa série de adesivos de biomonitorização de pacientes, incluindo adesivos sem fios, simples e impressos a baixo custo, para serem usados não só nos doentes mas também nas camas, equipadas com uma unidade inteligente IoT (“Internet das Coisas”). A ligação adesivo-cama permite a aquisição e transmissão de dados, bem como a transmissão de energia para os adesivos.



O artigo do Laboratório “Soft and Printed Microelectronics” da UC, liderado por Mahmoud Tavakoli, foi selecionado para ser a capa da revista científica “ACS Applied Materials and Interfaces”.

Artigo completo aqui.

(notícia original aqui)

terça-feira, 20 de abril de 2021

China: Drones exibem códigos QR gigantes no céu para as pessoas descarregarem jogos


A China é um país onde muitas situações insólitas e caricatas ligadas ao mundo da tecnologia acontecem. E a situação de que falamos hoje é um exemplo claro disso mesmo.

Na região de Xangai, uma criadora de videojogos conseguiu criar algo verdadeiramente inovador. Colocou drones a emitir enormes códigos QR no céu, para que as pessoas pudessem apontar os seus dispositivos e fazerem download de um videojogo.

Drones exibem códigos QR enormes para descarregar videojogos

Os drones vierem revolucionar diversos segmentos, desde a mobilidade, fotografia e vídeo, entregas, entre muitos outros. Mas estes gadgets também permitem dar, quase literalmente, asas à imaginação para levar a cabo diversos projetos e ideias interessantes.

Nesse sentido, a empresa responsável pela criação do jogo ‘Princess Connect Re: Dive‘, decidiu celebrar o aniversário do título de uma forma bem especial. Recentemente a criadora apresentou em Xangai um mega espetáculo massivo de drones. Para o efeito foram então utilizados um total de 1.500 drones que voaram até aos céus da cidade chinesa em plena noite.

Nos céus, os drones realizaram diversas coreografias com referências ao videojogo. Foram criadas e exibidas personagens do jogo, mensagens, o logotipo do título, entre outras coisas.

Mas o mais engraçado foi deixado para o final do espetáculo. Os drones formatam um código QR gigante no céu para que as pessoas pudessem capturá-lo com os seus smartphones. Desta forma, o código transformava-se num link personalizado que permitia aos espetadores fazer download do jogo para os seus telefones, bem como aceder a mais informações sobre o mesmo.

Esta ideia foi então muito bem pensada, uma vez que a China é um dos países onde os códigos QR são mais utilizados.

Também no ano passado a empresa criou algo do género na altura do lançamento do jogo. Mas dessa vez, o código QR foi pintado num prédio, sem mais detalhes, para levar as pessoas a capturá-lo e acederem diretamente à loja de apps.


Fonte: Pplware

quarta-feira, 3 de março de 2021

Cientistas leem carta selada há 300 anos sem a abrir


Com recurso a raios-X e a um algoritmo foi possível desdobrar virtualmente a carta enviada em 1697 de Lille para Haia.

Uma carta escrita a 31 de julho de 1697 em Lille, França, dobrada de tal forma que se transformou num envelope e ficou efetivamente selada, nunca chegou ao seu destinatário em Haia, nos Países Baixos. Acabou dentro de um baú. Agora, mais de 300 anos depois, os cientistas encontraram uma forma de a ler sem a abrir: graças a um leitor de raios-X altamente sensível e a um algoritmo, conseguiram desdobrar virtualmente a carta.

"Monsieur & cousin", lê-se no início da missiva escrita em francês e enviada por Jacques Sennacques ao primo Pierre Le Pers, um mercador francês que vivia na cidade neerlandesa. O motivo da carta era pedir um certificado da morte de Daniel Le Pers, que teria morrido em dezembro de 1695. Era já a segunda carta que Sennacques enviava com o mesmo pedido, aproveitando para saber novidades sobre a saúde do primo e da sua família.

A técnica de dobrar uma carta de forma a esta transformar-se no seu próprio envelope era algo normal antes de estes se tornarem comuns, a partir de 1830. A técnica é conhecida como letterlocking em inglês, uma junção das palavras letter (carta) e locking (trancar).

A carta que os cientistas agora abriram virtualmente com esta nova técnica faz parte de um conjunto de 577 que estavam num baú que pertencia ao chefe dos correios de Haia, Simon de Brienne, e à sua mulher, que terão ficado por entregar. O baú foi doado ao museu das Comunicações da cidade em 1926 e incluía ainda 2571 cartas abertas. Nessa altura era quem recebia as cartas que pagava pelo serviço e se estas não eram entregues porque o destinatário estava morto ou recusava receber, então ficavam por entregar, segundo a CNN.

Os cientistas dizem que esta técnica poderá servir para ler não só as cartas que estavam no baú de Brienne, mas também os Prize Papers, por exemplo, que inclui centenas de cartas por abrir que foram confiscadas pelos britânicos a navios inimigos entre os séculos XVII e XIX. "A história por vezes resiste ao escrutínio e essa própria resistência merece um estudo paciente", escrevem os autores do artigo, publicado na revista Nature Communications.

Fonte: DN

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Computador quântico realiza em segundos um cálculo que levaria 600 milhões de anos


Um novo tipo de computação quântica chamada amostragem de bóson é capaz de cálculos que nenhum computador clássico poderia realizar numa quantidade razoável de tempo. Esta é a segunda vez que este feito, conhecido como supremacia quântica, foi alcançado por um algoritmo quântico depois que o Google disse em 2019 que seu dispositivo Sycamore havia conseguido isso.

A amostragem de Boson é baseada numa estranha propriedade quântica dos fótons — partículas de luz — que é exibida quando viajam através de um divisor de feixes, que divide um único feixe de luz em dois feixes que se propagam em direcções diferentes. Se dois fótons idênticos atingirem o divisor de raios exactamente ao mesmo tempo, eles não se separam um do outro. Em vez disso, eles ficam juntos e ambos viajam na mesma direcção, de acordo com a New Scientist.

Se fotografar muitos fótons através de uma sequência de divisores de feixe muitas vezes e sequência, padrões que são extraordinariamente difíceis de simular ou prever com computadores clássicos começam a surgir nos caminhos dos fótons. Encontrar possíveis conjuntos de caminhos de fótons nesta configuração é chamado de amostragem de bóson, e um dispositivo de amostragem de bóson é um tipo de computador quântico, embora um com um propósito muito específico.

Uma equipe liderada por Jian-Wei Pan na Universidade de Ciência e Tecnologia da China construiu um dispositivo de amostragem de bóson chamado Jiuzhang usando pulsos lasers enviados para um labirinto de 300 divisores de feixes e 75 espelhos. Um mostrador de bóson perfeito teria uma fidelidade de 1 em muitos ensaios, o que significa que tem uma combinação completa com as previsões teóricas. Jiuzhang tinha uma fidelidade de 0,99.

Os pesquisadores calcularam que seria impossível simular amostragem de bósons com uma fidelidade tão alta num computador clássico: o supercomputador japonês Fugaku, o computador clássico mais poderoso do mundo, levaria 600 milhões de anos para realizar o que Jiuzhang pode fazer em apenas 200 segundos. O quarto supercomputador mais poderoso, o Sunway TaihuLight, levaria 2,5 biliões de anos.

“Isso mostra que é viável chegar à supremacia quântica usando amostragem fotónica de bóson, que muitas pessoas duvidavam, e que representa um caminho de hardware completamente diferente dos qubits supercondutores que o Google usou”, diz Scott Aaronson, da Universidade do Texas em Austin.

Embora esta seja uma conquista impressionante, a supremacia quântica significa apenas que este dispositivo é melhor do que computadores clássicos numa tarefa extremamente específica. “Isso não significa [ser possível] construir um computador quântico escalável, ou um computador quântico universal, ou um computador quântico útil”, diz Aaronson.

Mudar o mecanismo de amostragem de bóson para permitir que os pesquisadores pausassem a experiência, fizessem medições e redireccionem alguns dos fótons poderia permitir que ele fizesse diferentes tipos de cálculos, mas esse próximo passo será extraordinariamente difícil de alcançar. Até lá, pode haver pouco uso prático para amostragem de bóson.

“Não é óbvio se a amostragem de bóson tem alguma aplicação em si mesma, além de demonstrar a supremacia quântica”, diz Aaronson. No entanto, diz ele, pode ser útil em química quântica ou para gerar números aleatórios para criptografia. [New Scientist]

Referência da revista: Science, DOI: 10.1126/science.abe8770

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Como recuperar a informação de um disco rígido com elevada taxa de sucesso


Recuperar a informação é um tópico muito procurado pelos nossos leitores. Muitos indivíduos ou empresas enfrentam diariamente o receio da perda de dados, que ainda acontece nos nossos dias por várias razões e ações, umas mais inadvertidas e outras mais maliciosas.

Antecipadamente, a perda de dados, para além do transtorno, implica perder informações e dados vitais de toda a atividade da empresa ou pessoais e envolve outros fatores como tempo e dinheiro de recuperação, sendo no geral um processo muito desestabilizador. Apresentamos o TogetherShare Data Recovery e as inerentes capacidades na recuperação de dados.

O drama da perda e a alegria de poder recuperar a informação

De antemão, qualquer utilizador de computador, seja desktop ou portátil, sabe que à partida existe a possibilidade de, a determinada altura, poder ficar exposto perda de informação.

Então, a perda de dados pode estar associada a várias razões e naturezas tais como:
  • Erro humano;
  • Por intervenção através de vírus e malware;
  • Por atividades decorrentes de formatação do disco rígido;
  • Discos rígidos danificados;
  • Software corrompidos:
  • Danos provocados por quebras de energia;
  • Entre outro motivos.
Nesse sentido, muitos utilizadores já tiveram de passar pela experiência de perda de dados e pela irritante e desconcertante tarefa de tentar recuperar os mesmos, com a renitência em despender qualquer valor para os recuperar.

Ainda assim, o que muitos provavelmente não sabiam, é que já existem softwares que são tão-somente soluções desenvolvidas para controlar o problema de perda e de recuperação de dados, e que se apresentam como soluções gratuitas, fiáveis e completas.

O que é e para que serve o TogetherShare Data Recovery Software

Em primeiro, podemos definir o TogetherShare Data Recovery Software como um software, na sua génese, gratuito, seguro e intuitivo, que permite que se recuperem efetivamente todos os dados e ficheiros eliminados, abarcando todos os formatos, sejam eles
  • Documentos,
  • Vídeos,
  • Ficheiros de imagem e de áudio,
  • Entre muitos outros que um dispositivo pode guardar.
Por outras palavras, este software de elevada autonomia, disponível tanto para Windows como para Mac, é capaz de recuperar dados eliminados, formatados, corrompidos ou perdidos, sendo ainda capaz de recuperar uma partição perdida de um disco rígido.

Além disso, o elevado nível da tecnologia, que define assim o mesmo o TogetherShare Data Recovery Software, permite recuperar todos os tipos de ficheiros perdidos em HDD, SDD, computadores e outros dispositivos de armazenamento digital.

Recuperar a informação em apenas 3 passos simples

Logo, de forma muito intuitiva e simples, bastarão 3 passos para a recuperação dos ficheiros eliminados, contudo, atentemos mais de perto os melhores recursos que este software apresenta:

Recuperar ficheiros eliminados
Ao passo que de forma acidental foram eliminados ficheiros de um computador, o TogetherShare Data Recovery Software, com as ferramentas que disponibiliza, permite recuperar facilmente esses mesmos ficheiros, sem comprometer a integridade dos mesmos.

Não obstante, esta situação poderá acontecer mesmo quando a pasta da “Reciclagem” já está vazia ou quando por ação de outro software foram eliminados ficheiros, até do simples e usual Shift+Delete.

Recuperar dados formatados
Atualmente, na situação em que o computador foi formatado sem que as devidas cópias de segurança tenham sido efetuadas, e a formatação poderá ter sido feita depois de o sistema o ter pedido ou por ação de um outro software, o utilizador poderá sem qualquer problemas e de forma gratuita intentar a recuperação de dados.

Recuperação total e precisa de dados
É provável que como consequência de um ataque de vírus ou uma reinstalação do Sistema Operativo, qualquer partição ou dispositivo de armazenamento de dados poderá ver os seus conteúdos perdidos, eliminados ou inacessíveis.

Mas, sem desesperos, é possível recuperar os dados de forma muito precisa tal e qual a sua forma inicial/original, usando o modo de Análise Profunda (Deep Scanning) deste programa.

Eventualmente, mesmo depois da recuperação dos dados, alguns ficheiros tidos como corrompidos poderão ser sanados através da função de Análise Profunda.

Visualizar antes de recuperar
Um outro recurso muito atrativo é o facto de ser possível visualizar os ficheiros antes de iniciar a operação de recuperação, por forma a se poder verificar e atestar a qualidade dos ficheiros.

É, com certeza, uma ferramenta diferenciadora em comparação com programas semelhantes.

Interface intuitivo na ótica do utilizador
Seja qual for o nível de conhecimentos e o à vontade que se tenha em trabalhar com programas de recuperação de dados, a nossa experiência revelou que provavelmente não encontrará quaisquer problemas na utilização do TogetherShare Data Recovery.

Todavia, neste programa tudo está muito visível, muito organizado e intuitivo o que facilita encontrar as funções e explorar os recursos à disposição.

Recuperação segura de dados
Recorrendo a um algoritmo tecnologicamente avançado na recuperação de dados, o TogetherShare Data Recovery permite ao utilizador recuperar ficheiros que foram excluídos do disco rígido e/ou de outros meios de armazenamento em máxima segurança.

Ficheiros recuperados fáceis de gerir
Finalizado o processo de análise, os ficheiros encontrados serão alocados para onde escolhermos.

Do mesmo modo, como pode não interessar recuperar todos os ficheiros, é possível selecionar quais os que se pretendem manter para recuperação. O tempo despendido na análise é proporcional ao volume da unidade de disco, podendo ser mais lenta se o volume de análise for grande.

Fiabilidade dos recursos de recuperação
Ora, esta ferramenta de recuperação de dados não restringe a nossa ação aos ficheiros do computador, uma vez que permite atuar em dispositivos de armazenamento que estejam conectados ao computador. E estes dispositivos podem ser, por exemplo:
  • iPhones,
  • smartphones Android,
  • discos rígidos externos,
  • pen drives,
  • etc.
Simultaneamente, a utilidade desta ferramenta comprova-se ainda quando se perde uma partição de uma unidade do disco ou de uma unidade formatada externa ou interna.

Seguidamente, apresentamos os três simples passos de como funcionar com este programa.

Passo 1
Finalmente, terminado o download do programa, basta instalar no computador e arrancar com o programa.

Então, seleciona-se o disco de onde se pretende recuperar os dados.

Passo 2
Assim também, o Passo 2 passa por proceder ao início da análise, clicando no botão “Scan”. E, então, os ficheiros encontrados serão visíveis na interface.

Passo 3
Por fim, basta escolher os ficheiros que se pretendem recuperar e pressionar o botão “Recover”.

Em síntese, fica uma dica útil: para manter os ficheiros intactos (não danificados) aconselha-se que não use a mesma drive após ter eliminado os ficheiros e usar logo que possível o procedimento anteriormente descrito para que seja possível uma recuperação de dados sem que a qualidade dos mesmos não fique comprometida.

Mas tanta qualidade tem preço?

Na verdade, não há bela sem senão e este é o caso. Vendo o copo meio cheio, existe a versão Básica que é totalmente gratuita, mas que apresenta as seguintes limitações:
  • Permite a recuperação de 1GB de dados e pré-visualização dos ficheiros recuperáveis;
  • Suporte técnico vitalício;
  • Pode ser ativado em todos os computadores de uma empresa/organização;
  • Pode oferecer o serviço de recuperação de dados aos seus clientes com este software.
De maneira idêntica, existem outros planos, mais dedicados como:

Profissional : $69,95
  • Recuperação ilimitada de ficheiros perdidos;
  • Pré-visualização de todos os ficheiros passíveis de serem recuperados;
  • Suporte técnico vitalício;
  • Atualizações vitalícias;
  • Pode ser ativado em todos os computadores de uma empresa/organização;
  • Pode oferecer o serviço de recuperação de dados aos seus clientes com este software.
Empresarial : $299,00
  • Recuperação ilimitada de ficheiros perdidos;
  • Pré-visualização de todos os ficheiros passíveis de serem recuperados;
  • Suporte técnico vitalício;
  • Atualizações vitalícias;
  • Pode ser ativado em todos os computadores de uma empresa/organização;
  • Pode ser usada como oferta de serviço de recuperação de dados para os seus clientes
Conclusão

Em síntese, estabilidade, fiabilidade e rapidez para recuperar a informação foram as principais características que podemos encontrar neste excelente ferramenta.

Na verdade, existem muitas opções mercado, outras tantas gratuitas e mais umas pagas, mas nem todas poderão estar ao nível da programação de recuperação do TogetherShare Data Recovery.

Em conclusão, quanto acontece uma desgraça como a perda de informação, este software deve claramente ser tido em conta ou, pelo menos, constar no top 3 das aplicações a usar para o efeito.


Fonte: Pplware
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