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sábado, 20 de junho de 2020

PJ: Atenção às burlas informáticas e falsificação de documentos


A falsificação de documentos não é uma prática recente. No entanto, com as novas tecnologias, torna-se cada vez mais difícil detetar, numa primeira análise, se estamos perante um documento original ou falsificado.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), em estreita colaboração com as autoridades policiais de Espanha, França e do Reino Unido, procedeu, durante esta semana à detenção em flagrante delito de quatro indivíduos pela prática de crimes falsificação de documentos.

De acordo com a informação publicada no site da PJ, os detidos, todos do género masculino, sendo um português e três estrangeiros, foram detidos na sequência de buscas domiciliárias às suas residências, estando fortemente indiciados pela prática de crimes de branqueamento.

A investigação conduzida permitiu apurar que estes indivíduos integrarão uma organização criminosa internacional que utiliza o sistema bancário nacional para branqueamento de elevadas somas, obtidas ilicitamente através da prática de burlas de natureza informática em países estrangeiros.

Foi possível determinar que esta organização terá estado envolvida em situações com estas características desde pelo menos 2018. Para tal a organização recrutou várias pessoas, portuguesas e estrangeiras que terão aberto contas bancárias visando a receção dos fundos, em alguns casos recorrendo a identidades falsas.

Após a abertura das contas as mesmas começaram a ser creditadas com várias transferências todas de origem internacional (o que permite indiciar que esta organização apenas usaria Portugal para fins de branqueamento) seguidas de múltiplas transferências internacionais com o objetivo de dissimular a origem dos fundos.

Estima-se que os valores creditados nestas contas ascendam a centenas de milhares de euros.


Fonte: Pplware

terça-feira, 16 de junho de 2020

Aqua-Fi: Criado o primeiro “Wi-Fi subaquático” que usa LEDs e lasers


As comunicações sem fios dentro de água são cada vez mais requisitadas. O mercado do entretenimento e mesmo a utilização profissional tem esbarrado nas dificuldades do sinal Wi-Fi dentro de água. Assim, para tentar ultrapassar a dificuldade que os mergulhadores têm para receber e transmitir informações sem fio para a superfície, investigadores das universidades de Waterloo, no Canadá, e da Universidade de Ciência e Tecnologia da Arábia Saudita apresentaram o Aqua-Fi.

Este é um novo sistema experimental baseado em tecnologia a laser que permitirá o envio veloz de informações através da água.

Aqua-Fi: o Wi-Fi que poderá levar a internet para dentro de água

Aqua-Fi é o nome do projeto que pretende fornecer internet debaixo de água, recorrendo a redes óticas sem fio. Estas tecnologias terão a missão de enviar dados em tempo real da e para a superfície. Embora a tecnologia Wi-Fi seja encontrada em milhões de dispositivos, ainda é difícil ter uma ligação sem fios que funcione corretamente debaixo de água.

A internet é uma ferramenta de comunicação indispensável que liga milhões de dispositivos em todo o mundo. A possibilidade de ter Wi-Fi dentro de água iria potenciar as ações dos mergulhadores. Estes conseguiriam maior liberdade de movimentos e uma comunicação permanente com a superfície.

Enviar dados para a superfície com lasers e um Raspberry Pi

A comunicação subaquática é possível com sinais de rádio, acústicos e de luz visível. No entanto, o rádio pode transportar dados apenas a curtas distâncias, enquanto os sinais acústicos suportam longas distâncias, mas com uma taxa de dados muito limitada. A luz visível pode viajar longe e transportar muitos dados, mas os estreitos feixes de luz exigem uma linha de visão clara entre os transmissores e recetores.

Assim, a equipa de Basem Shihada, o investigador responsável pelo projeto, construiu um sistema sem fio subaquático, o Aqua-Fi. Esta tecnologia suporta serviços de Internet, como o envio de mensagens multimédia, recorrendo a LEDs ou lasers. Os LEDs oferecem uma opção de baixo consumo de energia para comunicação a curta distância. Já os lasers podem levar os dados adiante, mas precisam de mais energia.


O protótipo Aqua-Fi usa LEDs verdes ou um laser de 520 nanómetros para enviar dados de um computador pequeno e simples para um detetor de luz conectado a outro computador. O primeiro computador converte fotos e vídeos numa série de 1s e 0s, que são traduzidos em feixes de luz ligando e desligando em velocidades muito altas.

O detetor de luz deteta esta variação e transforma-a novamente em 1s e 0s, que o computador recetor converte novamente na mensagem original.

Criada a primeira internet wireless a funcionar dentro de água

Os investigadores testaram o sistema carregando e baixando multimédia simultaneamente entre dois computadores separados a poucos metros em água estática. Eles registaram uma velocidade máxima de transferência de dados de 2,11 megabytes por segundo e um atraso médio de 1,00 milissegundo para uma ida e volta.

É a primeira vez que alguém usa a Internet debaixo de água completamente sem fio.

Referiu Shihada.


No mundo real, o Aqua-Fi usava ondas de rádio para enviar dados do smartphone de um mergulhador para um dispositivo “gateway” ligado ao equipamento. Então, como um amplificador que amplia o alcance Wi-Fi de um router doméstico de Internet, este gateway envia os dados através de um feixe de luz para um computador na superfície ligado à internet via satélite.

O Aqua-Fi não estará disponível até que os investigadores superem vários obstáculos.

Esperamos melhorar a qualidade do link e o alcance da transmissão com componentes eletrónicos mais rápidos.

Disse o investigador.

O feixe de luz também deve permanecer perfeitamente alinhado com o recetor em águas em movimento e a equipa está a considerar um recetor esférico que pode capturar luz de todos os ângulos.

Criamos uma maneira relativamente barata e flexível de ligar ambientes subaquáticos à Internet global. Esperamos que um dia o Aqua-Fi seja tão amplamente usado debaixo de água quanto o Wi-Fi que existe acima da água.

Concluiu Shihada.

Assim, com esta nova forma de comunicar, poderemos um dia ter um combinar de internet no espaço, na superfície e dentro de água.

Fonte: Pplware

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vários navios detectam que estão navegando em círculos, incapazes de seguir seu curso: a que se deve o fenómeno?


O incidente foi registado a 31 de maio nas águas do Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Os oficiais da marinha que estavam a bordo do petroleiro Willowy observaram um fenómeno estranho a 31 de maio, enquanto navegavam nas águas do Oceano Atlântico, a oeste da Cidade do Cabo (África do Sul). Nas primeiras horas daquele dia, eles detectaram que o barco e quatro outros na área navegavam em círculos , incapazes de seguir o curso estabelecido.

Depois de perceber a situação, a tripulação inicialmente acreditou que a causa de sua estranha navegação poderia ser das fortes correntes, que talvez fossem impostas aos navios. No entanto, essa teoria foi esquecida, uma vez que não havia tais correntes na área.

Eles então recordaram casos semelhantes ocorridos nas águas do Mar da China Meridional e no Estreito de Ormuz, atribuídos à suposta manipulação sistemática do GPS, realizada para minar o sistema de rastreio que todos os navios comerciais devem usar por normas de direito internacional, recolha Sky News. Essa tecnologia, conhecida como AIS (Sistema de Identificação Automatizada), transmite identificadores exclusivos para cada embarcação para outras embarcações próximas, incluindo sua localização GPS, rumo e velocidade.

Mas como o Willowy estava muito longe dessas áreas, essas opções também não eram viáveis.

Qual é a verdadeira resposta?

Além disso, a Agência Espacial Europeia detectou que o campo magnético da Terra está enfraquecendo, especialmente numa grande região que se estende da África à América do Sul e é denominada Anomalia do Atlântico Sul. Além disso, nos últimos cinco anos, um segundo centro de intensidade mínima se desenvolveu no sudoeste da África, muito perto de onde o Willowy estava navegando. Especula-se que este seja um sinal de que a Terra está caminhando para uma inversão de pólos, na qual os pólos magnéticos norte e sul se alternam.

Tal anomalia poderia fazer com que os navios cujo curso é definido por bússolas simples ou magnéticas navegassem em círculos sem sequer perceber. Mas barcos como o Willowy usam o giroscópio, capaz de encontrar o norte verdadeiro pela gravidade e o eixo de rotação da Terra, em vez do norte magnético, e assim identificar o curso do navio. No entanto, se esse instrumento falhar , poderá causar o mesmo problema que o navio-tanque estava enfrentando.

A tripulação transmitiu pelo rádio por ajuda de oficiais da empresa em terra e foi determinado que o giroscópio primário do navio estava com defeito. Após a detecção, ele conseguiu retomar seu curso original depois de usar o giroscópio secundário em conjunto com uma bússola magnética.

A empresa proprietária do navio descreveu a falha como "um colapso acidental" e disse que "o reparo será realizado no próximo porto, onde os técnicos em terra identificarão a causa".

Fonte: RT

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Microsoft despede jornalistas para os substituir por Inteligência Artificial


O Homem continua a ser substituído pela máquina em muitas áreas. Trata-se, na verdade, de uma evolução natural que ocorre já desde a primeira Revolução Industrial no final do século XVIII e início do século XIX. Mas este continua a ser um tema que provoca contestações por causa dos empregos que são substituídos no curto prazo.

A substituição de jornalistas por sistemas de Inteligência Artificial não é um tema novo, só que agora chegou a uma das grandes empresas de tecnologia. A Microsoft está a despedir jornalistas para dar lugar à Inteligência Artificial para a seleção e edição de artigos nas plataformas Microsoft News e MSN.

Jornalistas da Microsoft substituídos por Inteligência Artificial

A Microsoft conta com uma equipa de jornalistas dedicada à seleção de notícias e histórias que surgem nas suas plataformas dedicadas, como são o MSN e o Microsoft News. No entanto, a empresa começou a dispensar estes profissionais para colocar a Inteligência Artificial (AI) a escolher as notícias e outros conteúdos aí apresentados.

Pelo mundo inteiro, a imprensa foi gravemente afetada pela pandemia COVID-19, com quebras abruptas nas receitas de publicidade. Contudo, a Microsoft garante que esta medida nada tem a ver com a pandemia, tratando-se apenas de mais uma reestruturação da empresa.

Como todas as empresas, avaliamos os nossos negócios regularmente. Daí pode resultar um aumento do investimento em algumas áreas e, de tempos em tempos, ajustes noutras. Estas decisões não são o resultado da atual pandemia.

Refere um porta-voz da empresa.

Segundo o Business Insider, cerca de 50 empregos serão afetados nos Estados Unidos. Mas não será só no país de Trump que haverá perdas, por exemplo, no Reino Unido, serão mais 27 pessoas.


Há cerca de 2 anos, com o lançamento do serviço Microsoft News, a empresa chegou a revelar que contava com mais de 800 editores a trabalhar em 50 locais diferentes, um pouco por todo o mundo.

A Microsoft tem vindo gradualmente a introduzir a AI na criação e seleção dos seus conteúdos jornalísticos, e este ajuste é só mais um passo neste processo.

Fonte: Pplware

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Portugal vai fazer parte do projeto de construção do maior telescópio solar da Europa


O Telescópio Solar Europeu será instalado nas Ilhas Canárias e deverá começar a observar a atividade do Sol a partir de 2027, colmatando as lacunas das atuais ferramentas espaciais e terrestres. O projeto poderá desempenhar um papel importante na prevenção e mitigação do impacto das tempestades solares na Terra.

A Portugal Space vai participar no desenvolvimento do novo Telescópio Solar Europeu (TSE). A Agência Espacial Portuguesa integra agora a direção do consórcio de 30 instituições de 18 países que vai estudar a viabilidade científica e económica do projeto que tem em vista a construção do maior telescópio solar alguma vez construído na Europa.

Em comunicado, a Portugal Space explica que, após a fase preparatória que terminará no fim de 2020, o consórcio e as organizações financiadoras do projeto vão traçar um plano detalhado acerca da instalação do telescópio, analisando os custos e os possíveis riscos. Ao todo, estima-se que o projeto tenha um custo de obra de 180 milhões de euros.

Com um espelho primário de quatro metros, construído e operado pela Associação Europeia de Telescópios Solares, o TSE vai permitir colmatar as lacunas das atuais ferramentas espaciais e terrestres.


De acordo com a Agência Espacial Portuguesa, o TSE conseguirá examinar a união magnética na atmosfera solar, desde as camadas mais profundas da fotosfera até aos estratos mais altos da cromosfera. Além disso, poderá dar a conhecer os atributos térmicos, dinâmicos e magnéticos do plasma solar em alta resolução espacial e temporal.

O TSE será instalado nas Ilhas Canárias e deverá começar a observar a atividade do Sol a partir de 2027. A Portugal Space afirma que o projeto será fundamental para prever e mitigar o impacto das tempestades solares na Terra. O fenómeno pode afetar os sistemas elétricos mais sensíveis, causando interrupções nas comunicações por satélite e falhas nos sistemas de navegação e redes de energia internacionais.

Segundo Chiara Manfletti, presidente da Portugal Space, as observações realizadas a partir do TSE vão complementar as descobertas do Solar Orbiter, a missão da ESA que conta com tecnologia portuguesa.

A Critical Software desenvolveu vários sistemas de software para a missão, incluindo programas centrais de comando e controlo, de deteção e recuperação de falhas e de gestão de comportamento térmico. A Active Space Technologies produziu componentes em titânio para o braço de suporte e orientação da antena de comunicação da sonda com a Terra e para os canais para a passagem de luz que atravessam o escudo térmico do aparelho.

Já a Deimos Engenharia, que também ajudou a desenvolver a componente científica do Cheops, o satélite da ESA que pretende medir os planetas fora do sistema solar, trabalhou na definição e implementação da estratégia para testar os sistemas de voo do equipamento.

Fonte: SapoTek

terça-feira, 26 de maio de 2020

Input Director: Partilhe um rato e teclado com vários computadores


Para quem tem mais do que uma máquina e tem de andar a saltar de banco em banco para as poder controlar, aqui vai uma aplicação que com apenas um teclado e um único rato é possível controlar todas as máquinas. Além disso, é ainda possível fazer “Copy Paste” de uma máquina para outra. O software chama-se Input Director e é gratuito.

Tal como o Barrier, o Input Director é um software que imita a funcionalidade de um comutador KVM, que permite o uso de um único teclado e rato para controlar vários computadores. Este software faz a função de um comutador KVM através de software, permitindo que o utilizador escolha qual máquina a controlar.

Para que a aplicação funcione, as máquinas devem estar em rede para que haja comunicação “direta”.



Input Director: Principais características
  • Fácil de instalar e usar
  • Possibilidade de indicar como os monitores estão posicionados (ordem)
  • Suporte para vários monitores
  • Possibilidade de partilhar o Clipboard (copy paste entre máquinas, incluindo de ficheiros)
  • Compatível com todas as versões do Windows
  • Transição entre máquinas é muito simples
  • Possibilidade de bloquear todos os computadores de uma única vez
  • Mais características aqui.
 


O Input Director é uma ferramenta gratuita que funciona bastante bem. No início do ano recebeu uma atualização para garantir o melhor suporte para o Windows 10. Se usam vários computadores e apenas querem ter um teclado e rato então experimentem este software.


Fonte: Pplware

sexta-feira, 22 de maio de 2020

44,2 terabits por segundo. Investigadores australianos conseguiram a velocidade de Internet mais rápida do mundo


Investigadores das universidades de Monash, Swinburne e do Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT), na Austrália, conseguiram a maior velocidade de dados da internet registada até agora a partir de um único chip ótico.

A equipa, liderada por Bill Corcoran, Arnan Mitchell e David Moss, conseguiu atingir uma velocidade de 44,2 terabits por segundo (Tbps) a partir de uma única fonte de luz. Uma tecnologia que tem capacidade para suportar milhares de milhões de conexões simultâneas de internet de alta velocidade.

Os investigadores divulgaram que atingiram essas velocidades usando a infraestrutura de comunicações existente usando um novo dispositivo que substitui 80 lasers por um único equipamento conhecido como ‘micro-pente’, menor e mais leve que o hardware de telecomunicações existente.

"Com a pandemia de covid-19 estamos a ter uma amostra de como a infraestrutura da internet será daqui a dois ou três anos, devido ao número sem precedentes de pessoas que a usam para trabalho remoto, socialização e 'streaming' e o que estamos a ver é que precisamos de ser capazes de dimensionar a capacidade das nossas conexões", disse Bill Corcoran, coautor principal do estudo e professor de engenharia de sistemas elétricos e de computadores na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

"O que nossa pesquisa demonstra é a capacidade de as fibras que já possuímos serem a espinha dorsal das redes de comunicações agora e no futuro. Desenvolvemos algo escalável para responder às necessidades futuras", assinala o especialista.

Arnan Mitchell, do RMIT, sublinha que atingir a velocidade de 44,2 Tbps, capaz de descarregar 1.000 filmes de alta definição numa fração de segundo, mostra o potencial da infraestrutura existente. O perito revela que a ambição futura do projeto é aumentar os transmissores atuais de centenas de gigabytes por segundo para dezenas de terabytes por segundo sem aumentar o seu tamanho, peso ou custo.

"A longo prazo esperamos criar 'chips fotónicos' integrados que permitam que esse tipo de volume de dados seja alcançado através de ligações de fibra ótica existentes com custo mínimo", realçou.

Quanto ao uso desta tecnologia, o investigador explica que "inicialmente ela poderá ser atraente para comunicações de velocidade ultra alta entre centros de armazenamento de dados", mas que o seu potencial pode mesmo chegar ao público em geral se o seu custo for suficientemente baixo e a tecnologia for compacta para poder ser usada comercialmente.

Fonte: SAPO24

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Segredos e vigilâncias. Uma viagem ao mundo da ciberdefesa militar


Há um ciber exército a crescer nas Forças Armadas Portuguesas. O que faz, onde está e como vai para a guerra todos os dias? Os inimigos são, muitas vezes, hackers a soldo de estados estrangeiros

Percorre-se um longo corredor com portas codificadas e segurança até chegar à "frente de batalha". Não há trincheiras, não cheira a morte, nem há feridos caídos. Há militares fardados sentados em frente a computadores, com as retinas fixadas nos números 0 e 1 que preenchem os monitores.

Há uma parede totalmente coberta por um ecrã gigante onde se vêm mapas do mundo, com diversos pontos assinalados por luzinhas de várias cores, gráficos, tabelas, muitos números e nomes de alguns países. Não há armas, mas dali pode partir uma guerra. Ali há batalhas diárias contra muitos inimigos estrangeiros, por vezes a soldo de governos.

Desde que foi criado em 2015 a equipa do Centro de Ciberdefesa triplicou e em 2023 terá 10 vezes mais soldados  © Ricardo Pinho / EMGFA

Os estragos que podem provocar são tremendos. Podem parar um país, roubar segredos, enfraquecer Estados e comprometer alianças. A defesa é, por isso, muito robusta e permanente.

Estamos no Centro de Ciberdefesa (CCD), situado no coração do quartel-general do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), um dos pontos nevrálgicos melhor guardados dos militares, onde cresce um autêntico exército de "ciberoperacionais" - desde que foi criado em 2015 a equipa triplicou e em 2023 terá 10 vezes mais soldados.

Protegem toda a rede de informações e comunicações da Defesa Nacional, que é a "espinha dorsal" do comando e controlo das Forças Armadas, por onde passam muitos documentos estratégicos e operacionais de organizações internacionais que Portugal integra, como a NATO.

Cyberpunks e mercenários

"A guerra existe e está a acontecer. Os ataques são diários e cada vez mais sofisticados. Há todos os dias centenas de tentativas de penetração nos nossos sistemas de defesa, como que a tentar arrombar as portas de um quartel. Grande parte é praticada pelos chamados cyberpunks, ou hacktivistas, que andam permanentemente a tentar encontrar nos nossos serviços alguma "frincha" para entrar. Depois há os mais graves, de hackers mercenários, contratados por governos de outros países, que têm vindo a aumentar nos últimos tempos, para uma média diária de cerca de uma dúzia", admite o Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, adjunto de Planeamento e Coordenação EMGFA, responsável pela estratégia deste que é o mais recente domínio operacional militar, a par do ar, mar e terra - o ciberespaço.

O comandante do Centro de Ciberdefesa, Helder Fialho (de pé) dá instruções ao ciberoperacional  © Ricardo Pinho / EMGFA

Revela que para esta "guerra" conta também com civis, "alguns jovens universitários" que fazem parte duma rede informal de "voluntários" que "trabalham em conjunto com os militares de forma cooperativa para a preservação de alguma soberania digital".

"Os ciberataques, com sucesso, podem afetar a nossa economia, a propriedade intelectual, as decisões políticas, a atividade militar, as forças de segurança, em resumo o Estado em geral"

Usam software "open source", numa estratégia para evitar portas de intrusão escondidas, colocadas por empresas, ou agências especializadas, na procura de soluções para tornar os sistemas mais seguros. "Chamamos-lhes os "hackers do bem"", sorri este oficial da Marinha. "Os ciberataques, com sucesso, podem afetar a nossa economia, a propriedade intelectual, as decisões políticas, a atividade militar, as forças de segurança, em resumo o Estado em geral", alerta.

Para tirar a fotografia da grande sala de operações, o ecrã gigante é provisoriamente desligado - fica só um fundo azul e o símbolo do Centro de Ciberdefesa - pois quem analisasse à lupa a imagem poderia ver identificados países, que se encontram entre os principais suspeitos das tentativas de entrada nos sistemas de defesa portugueses e dos aliados da NATO. Ou endereços de internet que estão na lista negra dos que já foram usados por hackers profissionais noutros países.

Ameaça de Moscovo?

Faz parte das regras não revelar se houve ataques com sucesso pois isso seria assumir fraquezas. Mas é de conhecimento público que no ano passado houve um um grave ciberataque que atingiu o sistema de correio eletrónico de militares e civis no ministério da Defesa Nacional. Foi o próprio Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro, a confessá-lo num programa de debate televisivo.

Foram os serviços de informações de países aliados europeus da NATO que alertaram as autoridades portuguesas para ações de espionagem russa

Segundo o jornal Público, foram os serviços de informações de países aliados europeus da NATO que alertaram as autoridades portuguesas para ações de espionagem russa. Questionado se confirmava o ataque, Gouveia e Melo fechou o seu rosto compenetrado de submarinista (esteve embarcado 18 anos nos submarinos da Marinha) habituado ao silencioso serviço do mar profundo. Não disfarçou o incómodo da pergunta mas recusou-se a comentar.

O vice-Almirante Gouveia e Melo, adjunto para o planeamento do EMGFA, com o comandante do CCD e com o responsável da área tecnológica  © Ricardo Pinho / EMGFA

Diversos países estavam, no outono passado, a braços com hackers que os diferentes serviços de informações relacionavam com Moscovo. Silva Ribeiro não concretizou a origem dos ataques - nem Gouveia e Melo o quis agora fazer. "Não é uma pessoa normal, sozinha, que faz isto. Requer capacidades tecnológicas, um Estado por detrás a sustentar isto", frisou, na altura, o CEMGFA.

Aprenderam-se lições e corrigiram-se os pontos fracos, parte deles erros humanos de procedimentos de segurança. "A defesa dos sistemas e a nossa capacidade de deteção e eliminação dos ataques saíram muitíssimo reforçadas", afiança Gouveia e Melo

Aprenderam-se lições e corrigiram-se os pontos fracos, parte deles erros humanos de procedimentos de segurança. "A defesa dos sistemas e a nossa capacidade de deteção e eliminação dos ataques saíram muitíssimo reforçadas", afiança Gouveia e Melo.

"Ganhámos uma batalha, mas a guerra continua. Apesar de todos sabermos qual é a proveniência dos ciberataques mais sofisticados, através de toda a partilha de informação que existe entre os aliados da NATO e serviços de informações, é sempre muito difícil, quase impossível, prová-lo", prossegue.

Multiplicar por 10 os ciberoperacionais

Este Oficial General prefere não revelar quantos militares estão agora aqui destacados - todos com formação superior em tecnologias de informação, informática e outras especialidades - porque entende que isso revelará as nossas capacidades e poderá ser usado pelos "inimigos". No entanto, estima-se que o objetivo é que este ciber exército integre, pelo menos, cerca de uma centena de peritos. Até 2030 está previsto um investimento neste "ramo" da ordem dos 45,4 milhões de euros, no âmbito da Lei de Programação Militar.

Devido às medidas de prevenção contra a covid-19 o número de operacionais presentes é reduzido. Tal como em todas as unidades das Forças Armadas foram criadas equipas "espelho" que se vão revezando todos os 14 dias.

Gouveia e Melo sublinha que "desde o início da pandemia os ataques triplicaram; primeiro porque as infraestruturas do Estado tiveram de rapidamente começar a operar em teletrabalho, sem tempo para aplicar soluções seguras, o que as torna mais vulneráveis; segundo, porque houve uma visão oportunista do outro lado para aproveitar a preocupação das pessoas com a doença, enviando, por correio eletrónico, mensagens de phishing com suposta informação útil e científica, para infetar os computadores".

Neste momento, afiança este oficial, está a ser criado um novo sistema de comunicações interno, que pode substituir um Whatsapp, Zoom ou Microsoft Teams, só para o EMGFA. "É fulcral garantir a segurança das informações", sublinha.

Identificar atores do ciberespaço

O comandante do Centro de Ciberdefesa é Helder Fialho, um oficial da Marinha, com especialização em Comunicações e Guerra Eletrónica e Pós-graduado em Sistemas de Informação pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC). É notório o seu entusiasmo e a sua dedicação quando nos descreve o trabalho que coordena.

Helder Fialho comanda o Centro de Ciberdefesa. É oficial da Marinha especialista em comuniações e guerra eletrónica  © Ricardo Pinho / EMGFA

Na sala de operações, explica, "há uma frontline de sargentos, que fazem a primeira triagem das tentativas de intrusão, monitorizando alterações de padrão. Numa segunda linha estão oficiais peritos que analisam a informação do incidente e verificam o nível do ataque. Numa terceira linha é feita uma análise mais aprofundada, o cruzamento de dados com outros países e a caracterização detalhada do incidente".

Nesta área de operações do CCD existe uma "célula de informações" do ciberespaço, que procura e analisa informações de eventuais ameaças, através de operações exploratórias, e lança alertas às várias entidades nacionais.

Uma das funções é identificar os chamados TTP (Tactics, Techniques and Procedures) de grupos/atores do ciberespaço que possam comprometer a segurança das redes da Defesa. São uma espécie de profilers. Sabendo o seu modus operandi, são criados sistemas de defesa preventiva para potenciais ataques.

"A grande força da ciberdefesa é a partilha de informação. Temos uma rede gigantesca", completa Gouveia e Melo. O CCD integra em Portugal o designado G4, juntamente com o Centro de Cibersegurança, o Serviço de Informações de Segurança e a Polícia Judiciária, que prestam "um excelente serviço".

Internacionalmente, a mais valia da partilha de informação para as Forças Armadas vai para a NATO, em cujas plataformas de segurança do ciberespaço os aliados partilham todas as informações dos incidentes que os atingem.

Fonte: DN

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Empresa portuguesa criou um sistema para medir febre à distância e em dois segundos


“Caso uma temperatura mais elevada seja detetada, o sistema acciona um alarme ou poderá mesmo negar a entrada da pessoa em questão”, diz Jorge Pereira, CEO da Uniksystem.

A empresa nacional Uniksystem criou um «sistema biométrico» para a «deteção de febre à distância» que chega numa altura em que o país está prestes a levantar algumas restrições para relançar a atividade económica.

O Unik Facial Recognition é uma plataforma de controlo de acessos à distância que possibilita um «rápido e preciso rastreio de febre apenas através do reconhecimento facial, garantindo a fluidez da entrada e saída de pessoas».

Esta pode ser uma forma de detetar rapidamente se uma pessoa tem um dos principais sintomas da CovidD19 e, segundo a empresa, pode ser usada em «escolas e universidades, serviços públicos, linhas de produção industriais, escritórios, hospitais, lojas e supermercados, aeroportos, entre outros».

A medição da temperatura por reconhecimento facial com este sistema dura apenas «dois segundos» e pode ser feita em até «cinco pessoas em simultâneo», a uma distância de «dois metros». Sempre que o Unik Facial Recognition reconhecer febre, emite um alerta.

«Caso uma temperatura mais elevada seja detetada, o sistema acciona um alarme ou poderá mesmo negar a entrada da pessoa em questão, estando integrado com um sistema automatizado de controlo de acessos», diz Jorge Pereira, CEO da Uniksystem.

Fonte: JE

Já é possível controlar um drone com gestos


Uma equipa de investigadores do Computer Science and Artificial Intelligence Lab (CSAIL) do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu um drone que pode ser controlado apenas com o movimento do braço.

O CSAIL divulgou um vídeo do seu trabalho em andamento, usando informações de sinais musculares para controlar dispositivos.

O mais recente trabalho envolve o controlo total e preciso de drones, usando apenas gestos com as mãos e os braços para navegar por uma série de anéis graças a um dispositivo preso ao redor do braço.

O dispositivo em forma de pulseira capta movimento através de sinais elétricos e consegue diferenciar entre um punho fechado, rotação da mão ou movimento do antebraço.

De acordo com as experiências, o drone identificou e respondeu corretamente a 81% dos 1.535 “gestos não-estruturados”.

A tecnologia usa o biofeedback para controlar os dispositivos, em vez de reconhecimento ótico ou outro tipo de reconhecimento gestual. Os controles podem ser muito específicos, configurando uma variedade de aplicações potenciais diferentes para este tipo de tecnologia remota.

O objetivo é tornar o controlo do drone – e potencialmente outras peças de tecnologia – o mais natural possível, aproveitando a intuição humana.

Um artigo publicado em março detalha o “controle por gestos plug-and-play” que depende de sensores musculares e de movimento. “Permitir que as máquinas interpretem comandos não verbais, como gestos, pode ajudar a tornar as interações mais semelhantes às interações com outra pessoa”, lê-se. “No entanto, para serem difundidas e eficazes em cenários realistas, as interfaces não devem exigir infraestrutura significativa de deteção ou tempo de configuração por utilizador”.

A indústria que se concentra na criação de robôs que podem trabalhar com segurança ao lado e em estreita colaboração com os robôs beneficiaria muito com os avanços que tornam a interação entre pessoas e equipamentos robóticos mais natural, instintiva e, por fim, segura.

Os estudos do MIT nessa área pode resultar em futuros produtos de robótica industrial que requerem menos treino e programação para operar em escala.


Fonte: ZAP

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Lançado o primeiro mapa completo da superfície da Lua


Vamos falar da Lua, do que se conhece e, sobretudo, do muito que se desconhece. Assim, por significar uma incógnita gigante, a verdade é que o nosso satélite natural, por estar tão perto, mas tão longe, fascina muitas pessoas. Há cada vez mais uma curiosidade, à medida que vamos conhecendo mais detalhes da sua existência. Com a idade, estipulada, em cerca de 4,5 mil milhões de anos, ainda falta explorar muito deste corpo celeste que nos faz companhia.

Pela primeira vez, toda a superfície lunar foi completamente mapeada e classificada por cientistas e está disponível online.

Mapa reflete milhões de anos da Lua

Em conjunto com a NASA e o Lunar Planetary Institute, cientistas do Astrogeology Science Center – USGS elaboraram um mapa há muito desejado. O Unified Geologic Map of the Moon é um mapa digital que mostra a geologia da Lua em detalhe, numa escala de 1 para 5 000 000.

O projeto vai servir como plano definitivo da geologia da superfície lunar para futuras missões humanas. Este novo mapa é capaz de explicar os cerca de 4,5 mil milhões de anos de história do nosso astro vizinho, tendo um valor inestimável para a comunidade científica e para o público em geral.

As pessoas sempre foram fascinadas pela Lua e sobre quando voltaremos. Então, é maravilhoso ver a USGS a criar um recurso que pode ajudar a NASA no planeamento de futuras missões.

Disse Jim Reilly, diretor do USGS e ex-astronauta da NASA.


Projeto foi o culminar de várias décadas de investigação

A fim de criar este novo mapa digital, os cientistas usaram informação de seis mapas regionais da era Apollo e informações mais recentes de missões de satélite até à Lua. Assim sendo, os mapas históricos foram alinhados com os dados modernos, de modo a preservar observações e interpretações anteriores.

Além disso, os cientistas desenvolveram uma descrição das camadas rochosas da Lua. Ao contrário do que acontecia antes, desta forma, garantem que os nomes, descrições e idades das rochas são consistentes.

Este mapa é o culminar de um longo projeto de décadas. Fornece informações vitais para novos estudos científicos, por conectar a exploração de partes específicas da Lua com o resto da superfície lunar.

Revela Corey Fortezoo, geólogo do USGS.

Dados recolhidos pela NASA e pela JAXA

Os dados que dão conta da região equatorial da Lua foram recolhidos pela Terrain Camera, através de observações de rádio, numa missão recente do SELENE (Selenological and Engineering Explorer). Esta missão foi liderada pela JAXA, Japan Aerospace Exploration Agency.

No caso, os dados relativos aos polos norte e sul do satélite, foram recolhidos pela Lunar Orbiter Laser Altimeter, da NASA.


Fonte: Pplware

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Drones assassinos autónomos


O video é parte da campanha contra armas com autonomia

O professor da universidade da Califórnia em Berkeley, Stuart Russell, criou 1 vídeo viral de apresentação dos “Slaughterbots“. Conforme Russell, são drones que funcionam de forma autónoma para destruir alvos humanos pré-seleccionados.

A tecnologia foi apresentada durante a Convenção das Nações Unidas sobre Armas Convencionais em Genebra, na Suíça, na última 6a (17.nov). O vídeo é parte de uma campanha para banir armas que funcionam sem o controle de um ser humano.

“Suas crianças provavelmente possuem um desses em casa, certo?“, diz o narrador no começo da apresentação.

O protótipo teria estimulos reflexivos 100 vezes mais rápidos em relação ao humano, com câmaras de reconhecimento facial e explosivos agregados.

“Essa pequena carga é suficiente para penetrar o crânio e destruir seu conteúdo“. Além do teste, imagens que simulam uso da arma na realidade também foram apresentadas.

O embaixador indiano para o desarmamento, Amandeep Gill, disse que os humanos “ainda estão no comando das máquinas“. Gill foi o responsável por presidir o encontro e reafirmou que deve haver cautela ao romantizar ou dramatizar a produção mundial de armamentos.

Assista ao vídeo viral:


Fonte; PODER360

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Caso encerrado? Visitante interestelar Oumuamua pode ser pedaço de planeta destruído


Cientistas acreditam que o Oumuamua, primeiro corpo celeste identificado como vindo de fora do Sistema Solar e com uma forma singular de cigarro, seria um fragmento de outro planeta.

Em um estudo publicado na revista Nature em 13 de abril, os astrofísicos Yun Zhang da Academia de Ciências da China e Douglas Lin da Universidade da Califórnia apresentaram os resultados de suas investigações sobre o Oumuamua.

Para chegar a essa conclusão, os astrónomos simularam em computador o processo de formação do asteroide, concluindo se tratar de um fragmento resultante da aproximação demasiada de sua estrela.

Simulação em computador

Os astrónomos recorreram a um modelo de computador por eles desenvolvido para replicar o processo de formação.

O modelo, de alta resolução, reproduz a dinâmica estrutural de um objecto voando perto de uma estrela. Como resultado, descobriram que, se o objecto planetário se aproximasse demasiado da estrela, esta poderia desintegrá-lo em fragmentos extremamente alongados, que depois seriam ejectados no espaço interestelar.
 Nova teoria de formação explica o misterioso objecto interestelar Oumuamua

"Mostramos através de simulações que objectos interestelares do tipo Oumuamua podem ser profusamente produzidos em resultado de sucessivas forças de maré e ejectados [no espaço interestelar] quando um corpo rico em matérias voláteis se aproxima demasiado de sua estrela hospedeira", refere o estudo.

Misterioso objecto interestelar

Para os astrofísicos autores do estudo, o Oumuamua é diferente de qualquer outro objecto em nosso Sistema Solar. Sua superfície seca, de forma estranhamente alongada, e seu movimento, levaram até mesmo alguns cientistas em 2018 a questionar se não se trataria de uma nave extraterrestre.

O Oumuamua é um pequeno corpo estelar descoberto por um telescópio no Havaí em outubro de 2017, quando estava a 30 milhões de quilómetros da Terra.

Fonte: Sputnik News

terça-feira, 7 de abril de 2020

PNEUMA: Ventilador de baixo custo criado pela Universidade do Porto


O mundo não estava totalmente preparado para a COVID-19. No entanto, a resposta rápida da humanidade tem sido incrível e há projetos a nascer que são fantásticos. Portugal tem cerca de 1200 ventiladores em hospitais, mas quantos mais… melhor.

Investigadores da Universidade do Porto criaram recentemente o PNEUMA, um ventilador de baixo para combate ao novo coronavírus.

Uma equipa de engenheiros e médicos, liderada pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), desenvolveu um ventilador de pandemia com um balão autoinsuflável, de baixo custo e fácil montagem, para apoiar os hospitais portugueses no âmbito do combate ao novo coronavírus.

PNEUMA – O ventilador alternativo para hospitais

PNEUMA. Assim se designa este ventilador alternativo criado com o propósito de possibilitar a libertação dos ventiladores convencionais para casos mais graves de Covid-19 (e não só), oferecendo apoio em hospitais de segunda e terceira linha a doentes que aguardam transferência para hospitais centrais. Na prática, funcionará como uma alternativa em situações de emergência, por exemplo em ambulâncias ou hospitais de retaguarda.

Nuno Cruz, coordenador do projeto, investigador do INESC TEC e professor na FEUP, refere que…

O PNEUMA permite o controlo do volume, frequência respiratória e relação inspiração / expiração, incluindo alarmes de deteção de paragem e filtro HEPA para mitigar risco de infeções, entre outras funcionalidades. É baseado num dispositivo médico homologado e que faz parte da rotina médica (balão autoinsuflável) e é rapidamente replicável, ou seja, é mais fácil, rápido e económico produzir soluções iguais a esta do que ventiladores novos

Especificações técnicas do PNEUMA 
  • Mimetiza e automatiza a utilização manual do balão auto-insuflável, não sendo um ventilador para Unidades de Cuidados Intensivos;
  • Controlo de volume (250 – 700 mL);
  • Controlo da frequência respiratória (8 – 26 RPM);
  • Relação I:E, programável;
  • Válvula de escape (insuflador) para pressões excessivas na via aérea;
  • Compatível com vários modelos de balão auto-insuflável para adulto (testados 4 modelos diferentes), permitindo incorporar filtro HEPA e manter PEEP através de válvula adaptável (opção);
  • Possível uso em ambulâncias (alimentação 12V-DC);
  • Elevada área de contacto com o balão de insuflação para aumentar a sua durabilidade;
  • Alarmes de deteção de paragem, perfil de atuação, desvio do intervalo de funcionamento.

O dispositivo, inspirado num trabalho original da Universidade de Rice (EUA), consiste num sistema de compressão e descompressão automática de balão autoinsuflável (Bag Valve Masks – BVM, ex. AMBU®), que mimetiza a utilização manual do balão. Assemelha-se a um ventilador de emergência e transporte e pode ser utilizado sem acesso à rede de energia elétrica.

O protótipo já foi testado em ensaios pré-clínicos e espera-se que agora avance para a industrialização, produção e montagem.


Fonte: Pplware
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