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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Podem existir cerca de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea


Podem existir mais de 6 mil milhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea, concluiu uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), nos Estados Unidos.

Um planeta é considerado semelhante à Terra se cumprir uma série de requisitos: deve ser rochoso, do tamanho do nosso planeta, orbitar estrelas do tipo do Sol (do tipo G) e estar entre a zona habitável da sua estrela, referem em comunicado, citado pelo portal Phys.

Para chegar à nova estimativa, os cientistas calcularam uma nova proporção entre a quantidade de planetas semelhantes com a Terra para cada estrela do tipo G – também chamada de anã amarela – já identificada na Via Láctea.

“Os meus cálculos apontam para um limite superior ao de 0,18 planetas do tipo da Terra por estrela do tipo G”, começou por explicar a cientista da universidade norte-americana Michelle Kunimoto, também co-autora novo estudo publicado no The Astronomical Journal.

E o seu colega Jaymie Matthews completou: “A nossa Via Láctea tem até 400 mil milhões de estrelas. Destas, 7% são do tipo G. Isto significa que menos de seis mil milhões de estrelas podem ter planetas semelhantes à Terra na nossa galáxia”.

Estimativas anteriores chegaram a apontar proporções que variavam entre 0,02, até mais de um exoplaneta por estrela do tipo do Sol.

Para chegar às novas estimativas, os cientistas da UBC recorreram a uma técnica conhecida como modelagem direta. Tal como explicou Kunimoto, o processo científico começou a partir de uma simulação de toda a população de exoplanetas em torno de mais de 200 mil estrelas estudadas pelo telescópio espacial Kepler.

A equipa classificou depois cada astro como “detetado” ou “perdido”, de acordo com a com a probabilidade de o algoritmo dos próprios cientistas identificar os exoplanetas.

“Depois, comparei os planetas ‘detetados’ com o meu catálogo real de planetas. Se a simulação produz uma resposta próxima, então a população inicial [dos catálogos] é provavelmente uma boa representação da população real de planetas que orbitam as estrelas”, sintetizou a co-autora do estudo.

Fonte: ZAP

terça-feira, 16 de junho de 2020

Vulcão das Sete Cidades é dos mais perigosos dos Açores


Em cenário de explosão do vulcão das Sete Cidades Ponta Delgada fica coberta com um metro de detritos

É considerado um dos vulcões mais perigosos dos Açores, embora historicamente não se registe nenhuma erupção em terra desde o século XV, e por isso seja considerado adormecido. O vulcão das Sete Cidades foi o último vulcão mais activo nos últimos 5 mil anos, com pelo menos 17 erupções explosivas traquíticas, algumas das quais subplinianas, que ocorreram dentro da caldeira do cume, o que o torna o vulcão central mais activo do arquipélago nesse intervalo de tempo. É por isso que o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado já que em alguns cenários e consoante o vento, os piroclastos originários de uma erupção podem chegar a Ponta Delgada que ficaria coberta com um metro destes fragmentos. 

O alerta consta de um artigo científico, publicado em Maio de 2019 e agora incluído no volume especial da revista científica “Frontiers in Eath Science” que é dedicado a vulcões de ilhas oceânicas “Ocean Island Volcanoes: Genesis, Evolution and Impact” [Vulcões de ilhas oceânicas: origem, evolução e impacto], que teve a coordenação editorial do investigador Adriano Pimentel, do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) e do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR) da Universidade dos Açores.

O artigo científico intitulado “Biased Volcanic Hazard Assessment Due to Incomplete Eruption Records on Ocean Islands: An Example of Sete Cidades Volcano, Azores” [Avaliação de risco vulcânico parcial devido a registos incompletos de erupção nas ilhas do oceano: um exemplo do vulcão das Sete Cidades, Açores] é da responsabilidade de Ulrich Kueppers, da Universidade de Munique na Alemanha, Adriano Pimentel, do CIVISA e do IVAR, Ben Ellis, da Universidade de Zurique, na Suíça, Francesca Forni, da Universidade de Zurique, na Suíça, Julia Neukampf, da Universidade de Zurique, na Suíça, José Pacheco, do IVAR, Diego Perugini, da Universidade de Perugia, em Itália, e Gabriela Queiroz, do CIVISA. 

De acordo com o artigo científico, com base em mapas, os investigadores reconstruíram os parâmetros da fonte eruptiva de três erupções intra-caldeira recentes no vulcão das Sete Cidades e modelaram a dispersão de piroclastos para avaliação de riscos associados. 
Os modelos mostram que há “uma alta probabilidade” que erupções explosivas afectem o terço ocidental da ilha de São Miguel bem como a parte central da ilha. 

Simulações de queda de piroclastos

Foi usado um modelo de queda de piroclastos para reconstruir a dispersão e a espessura do depósito de queda de pedra-pomes na Formação de Santa Bárbara. O modelo assume que o transporte de partículas é controlado pelo efeito do vento; devido à turbulência atmosférica e pela velocidade de assentamento das partículas. Três cenários de queda de piroclastos foram simulados para obter os parâmetros da fonte eruptiva, as condições do vento e produzir mapas de risco vulcânico. Todos os três cenários assumem uma localização de ventilação única no centro da caldeira das Sete Cidades actualmente. 

Três cenários

O primeiro cenário assume uma pequena erupção subpliniana com ventos a soprar de Oeste-Sudoeste, com 0,19 quilómetros de pedra-pomes a cair de uma coluna de 12 mil metros de altura e a cobrir a zona Nordeste, entre João Bom e Capelas, com um depósito de até três metros de espessura. Neste primeiro cenário, a maior parte do material expelido vai ser depositado no oceano e dependendo do vento, onda e correntes, grandes quantidades de pedras-pomes podem permanecer à tona por semanas a meses o que afectará severamente - se não parar - operações marítimas ao longo da costa norte de São Miguel e tornar portos de pesca (como Rabo de Peixe) não operacionais. As cinzas vulcânicas fechariam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o fecho parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego entre ilhas. A nuvem de cinzas pode chegar à Europa. Neste cenário, a parte central e oriental de São Miguel não é afectada pela queda de piroclastos e provavelmente pode servir como área de retiro em caso de evacuação.

O cenário dois é responsável por uma maior erupção subpliniana com ventos soprando de Sudoeste a menor altitude e de Oeste-Noroeste a altitude mais alta. Expelindo aproximadamente 42% mais piroclastos, com uma coluna de erupção a 17.000 metros de altura. Espera-se que os depósitos se estendam mais a Oeste até aos Mosteiros e cubram a maior parte das áreas ao longo da costa norte de São Miguel (nomeadamente Capelas, Rabo de Peixe, Ribeira Grande, Porto Formoso e Maia) com 10 a 25 centímetros de piroclastos. Como a área directamente afectada é substancialmente maior e compreende aproximadamente metade da ilha de São Miguel, o movimento humano será afectado cortando a estrada principal ao longo da costa Norte. O depósito de pedra-pomes pode provavelmente ter um impacto severo nas duas centrais geotérmicas localizadas na encosta norte do vulcão do Fogo. Afectaria as operações marítimas, as cinzas vulcânicas interromperiam o aeroporto de Ponta Delgada, bem como causariam o encerramento parcial do espaço aéreo sobre os Açores, afectando o tráfego das ilhas. Neste cenário, a parte sul de São Miguel não é afectada e pode servir como área de retiro em caso de evacuação da costa norte. 

O terceiro cenário baseia-se numa erupção hipotética futura, com os mesmos parâmetros de origem eruptiva do cenário dois, com condições de vento a soprar em direcção a Ponta Delgada. Os parâmetros da fonte eruptiva (volume de erupção 0,27 quilómetros e altura da coluna 17.000 metros) sugerem que mais de 100 mil pessoas vivem em áreas que podem ser afectadas por até um metro de piroclastos em queda, incluindo Ponta Delgada (com Fajã de Cima, Fajã de Baixo e São Roque) e Lagoa. Esta espessura de piroclastos é suficiente para causar o colapso de quase todos os edifícios, incluindo construções modernas reforçadas com cimento. Neste cenário, aponta o estudo, o aeroporto, o principal porto e infra-estruturas críticas, como o hospital não estarão operacionais, impedindo medidas de evacuação ou chegada de bens de primeiros socorros. Em constante direcção e intensidade do vento, a nuvem de cinzas alcançaria a Madeira e Canárias dentro de 1 ou 2 dias e afectariam o tráfego aéreo para essas ilhas, no Norte da África e entre a Europa e América do Sul.

Conclusões

Desta forma o estudo refere que o potencial risco vulcânico do vulcão das Sete Cidades “não deve ser subestimado e a probabilidade de futuras erupções explosivas não deve ser ignorada”. Este trabalho representa uma primeira tentativa de realizar uma avaliação realista do impacto de uma grande erupção explosiva do vulcão das Sete Cidades na ilha de São Miguel, podendo as informações obtidas no estudo ser adoptadas como características da avaliação de risco para outras ilhas oceânicas vulcânicas propensas a erupções explosivas. 

Em jeito de conclusão, os investigadores referem que os dois primeiros cenários mostraram a forte influência do vento na dispersão dos piroclastos. Sendo que os parâmetros restritos da fonte eruptiva foram usados para prever um terceiro cenário, assumindo o vento soprando em direcção à capital da ilha. Nesse pior, mas plausível cenário, a cidade de Ponta Delgada (incluindo o principal porto, hospital e aeroporto) e as comunidades vizinhas seriam afectadas por até um metro de piroclastos.

Os investigadores referem que embora o vulcão das Sete Cidades não tenha entrado em erupção nos tempos históricos, o seu potencial para gerar erupções explosivas perigosas não deve ser negligenciado. Cenários piores, como o considerado no cenário três, precisam de ser incluídos em abordagens holísticas da avaliação de risco vulcânico em ilhas vulcânicas activas. 

Carla Dias

Aqua-Fi: Criado o primeiro “Wi-Fi subaquático” que usa LEDs e lasers


As comunicações sem fios dentro de água são cada vez mais requisitadas. O mercado do entretenimento e mesmo a utilização profissional tem esbarrado nas dificuldades do sinal Wi-Fi dentro de água. Assim, para tentar ultrapassar a dificuldade que os mergulhadores têm para receber e transmitir informações sem fio para a superfície, investigadores das universidades de Waterloo, no Canadá, e da Universidade de Ciência e Tecnologia da Arábia Saudita apresentaram o Aqua-Fi.

Este é um novo sistema experimental baseado em tecnologia a laser que permitirá o envio veloz de informações através da água.

Aqua-Fi: o Wi-Fi que poderá levar a internet para dentro de água

Aqua-Fi é o nome do projeto que pretende fornecer internet debaixo de água, recorrendo a redes óticas sem fio. Estas tecnologias terão a missão de enviar dados em tempo real da e para a superfície. Embora a tecnologia Wi-Fi seja encontrada em milhões de dispositivos, ainda é difícil ter uma ligação sem fios que funcione corretamente debaixo de água.

A internet é uma ferramenta de comunicação indispensável que liga milhões de dispositivos em todo o mundo. A possibilidade de ter Wi-Fi dentro de água iria potenciar as ações dos mergulhadores. Estes conseguiriam maior liberdade de movimentos e uma comunicação permanente com a superfície.

Enviar dados para a superfície com lasers e um Raspberry Pi

A comunicação subaquática é possível com sinais de rádio, acústicos e de luz visível. No entanto, o rádio pode transportar dados apenas a curtas distâncias, enquanto os sinais acústicos suportam longas distâncias, mas com uma taxa de dados muito limitada. A luz visível pode viajar longe e transportar muitos dados, mas os estreitos feixes de luz exigem uma linha de visão clara entre os transmissores e recetores.

Assim, a equipa de Basem Shihada, o investigador responsável pelo projeto, construiu um sistema sem fio subaquático, o Aqua-Fi. Esta tecnologia suporta serviços de Internet, como o envio de mensagens multimédia, recorrendo a LEDs ou lasers. Os LEDs oferecem uma opção de baixo consumo de energia para comunicação a curta distância. Já os lasers podem levar os dados adiante, mas precisam de mais energia.


O protótipo Aqua-Fi usa LEDs verdes ou um laser de 520 nanómetros para enviar dados de um computador pequeno e simples para um detetor de luz conectado a outro computador. O primeiro computador converte fotos e vídeos numa série de 1s e 0s, que são traduzidos em feixes de luz ligando e desligando em velocidades muito altas.

O detetor de luz deteta esta variação e transforma-a novamente em 1s e 0s, que o computador recetor converte novamente na mensagem original.

Criada a primeira internet wireless a funcionar dentro de água

Os investigadores testaram o sistema carregando e baixando multimédia simultaneamente entre dois computadores separados a poucos metros em água estática. Eles registaram uma velocidade máxima de transferência de dados de 2,11 megabytes por segundo e um atraso médio de 1,00 milissegundo para uma ida e volta.

É a primeira vez que alguém usa a Internet debaixo de água completamente sem fio.

Referiu Shihada.


No mundo real, o Aqua-Fi usava ondas de rádio para enviar dados do smartphone de um mergulhador para um dispositivo “gateway” ligado ao equipamento. Então, como um amplificador que amplia o alcance Wi-Fi de um router doméstico de Internet, este gateway envia os dados através de um feixe de luz para um computador na superfície ligado à internet via satélite.

O Aqua-Fi não estará disponível até que os investigadores superem vários obstáculos.

Esperamos melhorar a qualidade do link e o alcance da transmissão com componentes eletrónicos mais rápidos.

Disse o investigador.

O feixe de luz também deve permanecer perfeitamente alinhado com o recetor em águas em movimento e a equipa está a considerar um recetor esférico que pode capturar luz de todos os ângulos.

Criamos uma maneira relativamente barata e flexível de ligar ambientes subaquáticos à Internet global. Esperamos que um dia o Aqua-Fi seja tão amplamente usado debaixo de água quanto o Wi-Fi que existe acima da água.

Concluiu Shihada.

Assim, com esta nova forma de comunicar, poderemos um dia ter um combinar de internet no espaço, na superfície e dentro de água.

Fonte: Pplware

sábado, 13 de junho de 2020

NASA “mostra as várias cores” de Fobos, a maior lua marciana


Novas imagens térmicas capturadas pela sonda Mars Odyssey da NASA apresentam Fobos, a maior das duas luas de Marte, com cores diferentes.

As imagens agora divulgadas e captadas através de uma câmara infravermelha da sonda, fornecem informações sobre a composição e as propriedades físicas desta lua de Marte, explicou a agência espacial norte-americana em comunicado.

Em algumas ocasiões, este satélite aparece envolto em sombras, havendo ainda outros momentos em que está completamente banhado pela luz solar.

NASA

No passado 25 de fevereiro, Fobos foi observada durante um eclipse lunar, durante o qual Marte bloqueou totalmente a luz solar desta luz, gerando as temperaturas mais baixas já registadas pelos cientistas neste satélite.

Os termómetros chegaram aos -123 graus Celsius.

“Estas observações também estão a ajudar a caractertizar a composição de Fobos. As futuras observações fornecerão uma imagem mais completa das temperaturas extremas na superfície da Lua”, disse o especialista Christopher Edwards, da Universidade do Norte do Arizona, nos Estados Unidos, que liderou o processamento e a análise das imagens.

Fonte: ZAP

domingo, 7 de junho de 2020

Descobrem uma piscina natural "completamente intocada" e inexplorada por humanos numa caverna no Novo México


Acredita-se que o pequeno lago, localizado a mais de 200 metros de profundidade, tenha evoluído ao longo de milhares de anos e nunca tenha sido tocado por seres humanos.

Uma impressionante piscina natural foi encontrada a cerca de 200 metros de profundidade no Parque Nacional das Cavernas de Carlsbad, no estado americano do Novo México.

"A piscina subterrânea, que está no Lechuguilla Cave, ao que parece ser completamente despoluído "escreveu na página de Facebook do Parque Nacional geocientista Wisshak Max, que em outubro 2019 liderou a expedição que descobriu o lago. Wisshak acrescenta que o corpo de água é revestido por pequenas estalactites que possivelmente correspondem ao que os cientistas chamam de "dedos da piscina", que podem ser "colónias bacterianas que evoluíram sem nenhuma presença humana".

"A exploração de cavernas às vezes produz vistas maravilhosas ", acrescentou Wisshak postando uma foto da piscina, um pequeno lago azul leitoso de água numa rocha branca. O especialista indicou que a equipe de pesquisadores "tomou precauções especiais para garantir que os contaminantes não fossem introduzidos nesses corpos d'água".

"Este lago está isolado há centenas de milhares de anos e nunca havia visto luz antes daquele dia ", disse Rodney Horrocks, chefe de Recursos Naturais e Culturais do Parque Nacional Carlsbad Cavern, à mídia local .

Wisshak acrescentou, por sua vez, que "essas piscinas intactas são cientificamente importantes porque as amostras de água são relativamente livres de contaminantes e os organismos microbianos que podem habitá-las são apenas os encontrados nela".

Fonte: RT

sábado, 6 de junho de 2020

Astrónomos descobrem “réplica” do Sol e da Terra a três mil anos-luz


O que diferencia esta descoberta de outros exoplanetas parecidos com a Terra é que a sua estrela tem uma semelhança impressionante com o nosso Sol.

Entre os dados da missão Kepler, uma equipa de investigadores identificou um candidato planetário semelhante à Terra, o KOI-456.04, situado na zona habitável da sua estrela, a Kepler-160, escreve o site IFLScience.

“O KOI-456.04 é relativamente grande quando comparado a muitos outros planetas considerados potencialmente habitáveis. Mas é a combinação do seu tamanho (menos do dobro do planeta Terra) e a sua estrela de tipo solar que o torna tão especial e familiar”, afirma em comunicado René Heller, do Instituto Max Planck para a Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha, e principal autor do estudo publicado na revista científica Astronomy and Astrophysics.

Localizada a mais de três mil anos-luz da Terra, a Kepler-160 tem cerca de 1,1 vezes o tamanho do Sol e uma temperatura de superfície de 5200˚C, só menos 300 graus do que a nossa estrela.

Já se sabia que tem dois exoplanetas – Kepler-160 b, uma super-Terra rochosa, e Kepler-160 c, um gigante gasoso semelhante a Neptuno –, mas as suas órbitas estão muito próximas da estrela e acredita-se que sejam demasiado quentes para serem habitáveis.

Entretanto, a equipa criou um novo algoritmo de busca que poderia identificar com mais precisão a presença de planetas mais pequenos. Foi então que encontrou o KOI-456.04. Com um período orbital muito semelhante ao da Terra, de 378 dias, este planeta fica a uma distância da Kepler-160 propícia à existência de água líquida.

Além disso, escreve o mesmo site, o KOI-456.04 poderá receber cerca de 93% da quantidade de luz solar que experienciamos na Terra. Os investigadores sugerem que, se tivesse uma atmosfera inerte com um efeito estufa semelhante ao do nosso planeta, a sua temperatura na superfície seria de cerca de 5°C, aproximadamente 10°C a menos do que a temperatura média a que estamos habituados.

Análises posteriores revelaram ainda um quarto planeta, o Kepler-160 d, responsável pelas variações anteriormente verificadas pelos cientistas no período orbital do Kepler-160 c. Este planeta tem entre uma e 100 massas terrestres e um período orbital de 7 a 50 dias.

No entanto, foi o KOI-456.04 que ‘roubou’ a atenção dos astrónomos, embora ainda não tenha atingido os 99% de referência necessários para a confirmação completa de que é um planeta. A equipa acredita que vai ter de esperar por futuras missões espaciais, como da nave espacial PLATO, da Agência Espacial Europeia (ESA), para obter a validação completa.

Fonte: ZAP

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Encontrados fragmentos de meteorito que caiu na Espanha em 1703


Pesquisadores da Catalunha encontraram os restos de um raro meteorito que caiu na região no Natal de 1703.

Uma equipe de pesquisadores, liderada pelo professor Jordi Llorca da Universidade Politécnica da Catalunha, descobriu dois fragmentos do meteorito de Barcelona, que caiu em 25 de dezembro de 1703 no município catalão de Terrassa, segundo comunicou a instituição.

Pesquisador Jordi Llorca estuda fragmentos do meteorito de Barcelona

Llorca explicou que até agora se acreditava que nenhum fragmento deste objecto espacial teria sido preservado. Seus pedaços, de 50 e 34 gramas, foram encontrados em um frasco de vidro junto com uma etiqueta incompleta, na colecção da família Salvador, de Barcelona.

A família pertence a uma famosa linhagem de naturalistas locais, que entre os séculos XVII e XIX reuniram importantes colecções científicas, conforme o recente estudo publicado pela revista Meteoritics and Planetary Science.

Os resultados de diferentes análises realizadas com o uso de tecnologias avançadas, como a tomografia de raios X, microscopia e micro sonda electrónica, revelaram que os fragmentos são compostos por silicatos e pequenas partículas metálicas, o que permitiu chegar à conclusão de que o meteorito era proveniente de um asteroide primitivo que orbitava entre Marte e Júpiter.

Fragmentos catalogados de meteorito na Universidade Politécnica da Catalunha (Espanha)

Além do mais, os cientistas compararam os fragmentos com outros quatro meteoritos que caíram ou foram encontrados na Catalunha entre 1851 e 1905, concluindo que os fragmentos recentemente descobertos são diferentes e não podem ser confundidos com os demais. "Este estudo científico [...] É uma janela para observar a formação e evolução do Sistema Solar", salientou Llorca e agregou que o meteorito de Barcelona é "o sétimo mais antigo" conservado em todo o mundo.

Fonte: Sputnik News

quarta-feira, 3 de junho de 2020

O Oumuamua pode ser um icebergue de hidrogénio (e um dos objetos mais raros do Universo)


Uma equipa de astrónomos da Universidade de Yale e da Universidade de Chicago propôs uma nova descrição para o Oumuamua, o primeiro objeto interestelar a passar pelo nosso Sistema Solar.

De acordo com a nova teoria dos cientistas de Yale e Chicago, o misterioso Oumuamua pode ser um pedaço raro de gelo de hidrogénio.

De acordo com o Wired, existem apenas alguns lugares no Universo capaes de criar um icebergue de hidrogénio. No entanto, os cientistas por trás desta nova teoria garante que, se o visitante interestelar for, de facto, um icebergue de hidrogénio, muitas das suas bizarras propriedade passariam a fazer sentido.

Uma das coisas mais difíceis de explicar sobre o caminho de Oumuamua através de nosso Sistema Solar é a forma como acelerou o seu voo à medida que viajava. Os cometas aceleram, mas não havia indicação de que Oumuamua dependesse desse mecanismo.

Porém, se o Oumuamua fosse um icebergue de hidrogénio, o gelo em gradual sublimação impulsioná-lo-ia para a frente.

“Quando o Oumuamua passou perto do Sol e recebeu o seu calor, o derretimento do hidrogénio teria saído rapidamente da superfície gelada, fornecendo a aceleração observada e também arrastando o Oumuamua até à sua forma estranha e alongada”, disse Gregory Laughlin, co-autor do estudo, em comunicado.

“Embora a ideia do icebergue de hidrogénio ser um pouco exótica, explica todas as coisas misteriosas do Oumuamua”, disse o principal aautor do estudo Darryl Seligman, em declarações ao Wired.

Os icebergues de hidrogénio são extraordinariamente incomuns. O hidrogénio não solidifica, a menos que a temperatura caia apenas alguns graus acima do zero absoluto, a temperatura teórica mais baixa do Universo. Somente estruturas cósmicas chamadas nuvens moleculares gigantes atingem essa temperatura.

Os cientistas de Yale traçaram o curso de Oumuamua através de uma dessas nuvens, onde se pode ter formado inicialmente como uma nuvem de poeira e hidrogénio. Porém, a menos que os astrónomos consigam intercetar o estranho objeto, será uma teoria difícil de provar.

O estudo, disponível desde maio na plataforma de pré-publicação ArXiv, foi aceite pela revista científica The Astrophysical Journal.

O Oumuamua, ou “Mensageiro das Estrelas”, está rodeado de mistérios desde o dia em que foi descoberto por astrónomos da Universidade do Hawai, em outubro de 2017.

Depois de constatar mudanças na velocidade do seu movimento, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian sugeriu que o asteróide poderia ser uma “sonda” enviada à Terra intencionalmente por uma “civilização alienígena”.

No último ano, o mundo da astronomia debruçou-se no estudo do corpo celeste e as mais várias teorias já foram apresentadas em artigos científicos: desde o seu passado violento, passando pela possibilidade de ser um sistema binário, e até o provável local de onde veio o Oumuamua.

Investigadores também sugeriram que milhares de objetos semelhantes ao Oumuamua podem estar presos no Sistema Solar.

Fonte: ZAP

segunda-feira, 1 de junho de 2020

FAST: Um dos maiores telescópios do mundo pode começar a "caça" aos aliens em setembro


O FAST, também conhecido como Tianyan, ou “olho do céu” em português, concluiu o seu período de três anos de testes em janeiro e parece estar pronto para procurar vida no espaço já em setembro.

O Five-hundred-metre Aperture Spherical Telescope (FAST), conhecido por ser um dos maiores rádiotelescópios do mundo, está oficialmente funcional desde janeiro de 2020. Com uma estrutura de 500 metros, o FAST poderá começar a procurar por vida no espaço já a partir de setembro, de acordo com uma notícia avançada pelo site ChinaTechCity.

Com uma extensão equivalente a 30 campos de futebol, o FAST demorou cerca de cinco anos a ser construído e está localizado na província de Guizhou, uma das zonas mais pobres e montanhosas da China. A sua superfície composta por 4.450 refletores triangulares faz com que tenha a mais elevada sensibilidade de deteção de sinais vindos do espaço, servindo para observar fenómenos relacionados com matéria negra e até procurar vida extraterrestre.

O FAST é uma das prioridades na estratégia espacial da China, sendo que o seu desenvolvimento rondou valores na ordem dos 180 milhões de dólares. No entanto, a sua construção implicou um “custo” em particular. Cerca de 9.100 pessoas que residiam num raio de 5 km da estrutura foram obrigadas a abandonar as suas casas. Em questão estariam os efeitos negativos do campo de ondas sonoras e eletromagnéticas na população em seu redor.

O Governo chinês tem como objetivo levar um Homem à Lua até 2036, seguindo as ambições da NASA em chegar de novo ao satélite natural da Terra numa missão tripulada em 2024. Depois de ter revelado que o primeiro foguetão SLS (Space Launch System) do programa Artemis já está construído e pronto para uma “maratona” de testes, a agência espacial norte-americana está também a treinar um rover lunar para encontrar depósitos de água gelada no pólo sul da Lua.

Fonte: TekSapo

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Confirmada existência de outra 'Terra' orbitando estrela mais próxima do Sistema Solar


Astrónomos confirmaram existência de um planeta com características semelhantes à Terra a cerca de 4,2 anos-luz de distância do Sol, na zona habitável do sistema estelar Proxima Centauri.

Segundo o estudo, publicado na revista Astronomy & Astrophysics, as primeiras pistas sobre o planeta rochoso Proxima b foram encontradas em 2016, mas as pesquisas mais recentes se basearam em dados do novo espectrógrafo ESPRESSO, permitindo calcular com mais exactidão suas características.

Pesquisadores da Universidade de Genebra (UNIGE) observaram que o exoplaneta é pouco maior que a Terra, localiza-se na zona habitável de seu sistema estelar e completa uma órbita em torno de sua estrela a cada 11,2 dias.

As novas medições revelaram que, embora o Proxima b seja cerca de 20 vezes mais próximo de sua estrela do que a Terra do Sol, ele recebe aproximadamente a mesma quantidade de energia.

Os cientistas estimam que a temperatura da superfície desse exoplaneta pode variar de -90 a 30 graus Celsius, sugerindo que poderia ser encontrada água líquida em sua superfície.

Determinar dados mais precisos sobre o Proxima b é um grande passo na busca pela vida em exoplanetas, acredita a equipe de cientistas.

"Estamos realmente satisfeitos que o ESPRESSO possa produzir medições ainda melhores, e é gratificante e recompensador pelo trabalho em equipe nos últimos quase 10 anos", disse Francesco Pepe, líder da equipe de pesquisa, citado pelo Science Daily.

Embora o Proxima b seja um candidato ideal para a pesquisa de biomarcadores, os cientistas sabem que ainda há um longo caminho a percorrer antes que possam sugerir a existência de vida na superfície do planeta. 

Uma das desvantagens é que a estrela Proxima Centauri é uma anã vermelha activa que bombardeia seu planeta com altos níveis de raios X, aproximadamente 400 vezes mais que a Terra.

Fonte: Sputnik News

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Portugal vai fazer parte do projeto de construção do maior telescópio solar da Europa


O Telescópio Solar Europeu será instalado nas Ilhas Canárias e deverá começar a observar a atividade do Sol a partir de 2027, colmatando as lacunas das atuais ferramentas espaciais e terrestres. O projeto poderá desempenhar um papel importante na prevenção e mitigação do impacto das tempestades solares na Terra.

A Portugal Space vai participar no desenvolvimento do novo Telescópio Solar Europeu (TSE). A Agência Espacial Portuguesa integra agora a direção do consórcio de 30 instituições de 18 países que vai estudar a viabilidade científica e económica do projeto que tem em vista a construção do maior telescópio solar alguma vez construído na Europa.

Em comunicado, a Portugal Space explica que, após a fase preparatória que terminará no fim de 2020, o consórcio e as organizações financiadoras do projeto vão traçar um plano detalhado acerca da instalação do telescópio, analisando os custos e os possíveis riscos. Ao todo, estima-se que o projeto tenha um custo de obra de 180 milhões de euros.

Com um espelho primário de quatro metros, construído e operado pela Associação Europeia de Telescópios Solares, o TSE vai permitir colmatar as lacunas das atuais ferramentas espaciais e terrestres.


De acordo com a Agência Espacial Portuguesa, o TSE conseguirá examinar a união magnética na atmosfera solar, desde as camadas mais profundas da fotosfera até aos estratos mais altos da cromosfera. Além disso, poderá dar a conhecer os atributos térmicos, dinâmicos e magnéticos do plasma solar em alta resolução espacial e temporal.

O TSE será instalado nas Ilhas Canárias e deverá começar a observar a atividade do Sol a partir de 2027. A Portugal Space afirma que o projeto será fundamental para prever e mitigar o impacto das tempestades solares na Terra. O fenómeno pode afetar os sistemas elétricos mais sensíveis, causando interrupções nas comunicações por satélite e falhas nos sistemas de navegação e redes de energia internacionais.

Segundo Chiara Manfletti, presidente da Portugal Space, as observações realizadas a partir do TSE vão complementar as descobertas do Solar Orbiter, a missão da ESA que conta com tecnologia portuguesa.

A Critical Software desenvolveu vários sistemas de software para a missão, incluindo programas centrais de comando e controlo, de deteção e recuperação de falhas e de gestão de comportamento térmico. A Active Space Technologies produziu componentes em titânio para o braço de suporte e orientação da antena de comunicação da sonda com a Terra e para os canais para a passagem de luz que atravessam o escudo térmico do aparelho.

Já a Deimos Engenharia, que também ajudou a desenvolver a componente científica do Cheops, o satélite da ESA que pretende medir os planetas fora do sistema solar, trabalhou na definição e implementação da estratégia para testar os sistemas de voo do equipamento.

Fonte: SapoTek

Abelhões picam as folhas das plantas para fazê-las florescer mais depressa


Um novo estudo sugere que os abelhões encontraram uma forma astuta de forçar as plantas a florescer para terem pólen à sua disposição.

De acordo com o site Science Alert, os abelhões (Bombus terrestris) usam as suas mandíbulas e probóscides para fazer buracos nas folhas das plantas, fazendo com que estas floresçam semanas mais cedo do que o suposto.

Pesquisas anteriores descobriram que a indução de stress nas plantas pode acelerar o seu florescimento. Por isso, investigadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, levantaram a hipótese de que, se os abelhões não estavam a comer as folhas ou a usá-las para ninhos, talvez estivessem mesmo a provocar o stress na planta para ter mais pólen.

Para testar esta ideia, a equipa colocou gaiolas sobre mostarda-preta (Brassica nigra) e tomate (Solanum lycopersicum) que não era suposto florescerem, e libertou abelhões famintos e privados de pólen lá dentro.

Para ter termo de comparação, os cientistas colocaram mais plantas destes dois tipos numa estufa sem abelhões e, num outro grupo de controlo, os próprios investigadores fizeram buracos nas folhas da mesma forma que estes animais faziam.

Os resultados foram surpreendentes. As plantas de mostarda-preta “mastigadas” pelos abelhões floresceram, em média, 16 dias antes das outras, e as plantas do tomate floresceram até 30 dias antes.

A equipa também descobriu que os abelhões privados de pólen causaram danos significativamente maiores às plantas do que as abelhas com comida suficiente, sugerindo que a fome impulsiona o ritmo a que os abelhões as danificam.

No caso das plantas em que os buracos foram feitos pelos investigadores, também floresceram mais cedo do que o normal, mas não tanto: as plantas de mostarda-preta danificadas floresceram oito dias antes, e o tomate apenas cinco.

Os cientistas ainda não sabem explicar o porquê desta diferença, mas é possível que os abelhões libertem uma substância química que desencadeie uma resposta mais forte nas plantas. Neste caso, será necessária mais investigação para perceber isso com certeza.

O estudo foi publicado, na última sexta-feira, na revista científica Science.

Fonte: ZAP

“Códigos de cores” podem ajudar a identificar exoplanetas potencialmente habitáveis


Apesar do elevado número de exoplanetas já descobertos – são já mais de 4.000 planetas para lá do Sistema Solar -, continua a ser muito difícil observá-los diretamente e explorar as suas eventuais condições de habitabilidade devido às enormes distâncias que nos separam destes mundos.

Tentando colmatar este problema, uma equipa de astrónomos da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, propôs uma nova forma para ajudar a determinar se um mundo para lá do Sistema Solar pode ou não reunir condições de habitabilidade.

A nova abordagem baseia-se na cor das superfícies dos exoplanetas e na quantidade de luz que estas refletem, detalha a equipa no novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

“Observamos como é que diferentes superfícies planetárias em zonas habitáveis de sistemas solares distantes podem estar a afetar o clima dos exoplanetas. A luz refletida na superfície dos planetas tem um papel significativo não só no clima geral deste mundo, mas também em espectro detetáveis dos planetas semelhantes à Terra”, explicou Jack Madden, astrónomo e coautor do estudo agora divulgado.

Durante as investigações, os astrónomos analisaram vários tipos de estrelas, bem como as superfícies dos planetas. Depois, criaram um algoritmo para calcular o clima com base na cor da superfície de um planeta e na luminosidade da sua estrela.

Por exemplo, se um planeta é rochoso e composto por basalto negro, este absorverá mais luz e, portanto, terá temperaturas mais quente. Em sentido oposto, uma superfície arenosa rodeada de nuvens reflete mais luz, tendo, por isso, o planeta temperaturas mais baixas.

Madden explicou o conceito astronómico fazendo um analogia com o quotidiano.

“Pensem em vestir uma camisola escura num dia de verão. Vão aquecer mais, porque a roupa escura não está a refletir a luz. Tem um albedo [poder de reflexão] baixo e retém o calor. Se usarem uma peça de roupa com um tom claro, como é o caso branco, o albedo vai refletir a luz e a camisola vai manter-vos mais fresco”.

Lisa Kaltenegger, co-autora do estudo, sublinha que o exemplo das cores da roupa é semelhante ao funcionamento das estrelas e dos seus planetas.

“Dependendo do tipo de estrela e da cor primária do exoplaneta, a cor do planeta pode mitigar parte da energia emitida pela sua estrela (…) A composição da superfície de um exoplaneta, a quantidade de nuvens que o cercam e a cor do seu sol podem mudar significativamente o clima de um exoplaneta”, explicou Kaltenegger.

A nova abordagem, frisa ainda o portal russo SputnikNews, pode simplificar a procura por planetas distantes potencialmente habitáveis.

Os cientistas estão agora à espera de instrumentos científicos poderosos, como é o caso Telescópio Espacial James Webb, que permitirão aos astrónomos testar as suas previsões sobre o clima e ajudar na procura da vida noutros cantos do Universo.

Fonte: ZAP

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Um terço dos americanos não acredita que o azeite vem das azeitonas


Uma sondagem realizada junto de 1.500 consumidores norte-americanos revela muito desconheciomento acerca do azeite que ainda só é usado por menos de metade das famílias daquele país

Um em cada três americanos não acredita ou não tem certeza de que o azeite é feito a partir de azeitonas, revela uma sondagem divulgada esta quarta-feira pela Associação Norte-Americana de Azeite (NAOOA).

De acordo com o site da Olive News, que cita aquela associação, a sondagem foi realizada junto de 1.500 consumidores, sobre as suas perceções sobre o azeite e a azeitona e “os resultados demonstram claramente uma confusão significativa em torno deste produto”.

O diretor executivo da NAOOA, Joseph R. Profaci, reconhece, segundo a Olive News, que o azeite é considerado o óleo mais saudável pela grande maioria dos americanos, mas é usado em menos da metade das famílias pesquisadas.

Já quanto à confusão em relação à origem do azeite, os resultados do inquérito da NAOOA indicam que pode ter a ver com a rotulagem das embalagens e com a terminologia usada para descrever o azeite.

DIETA MEDITERRÂNICA PODE POUPAR 20 MIL MILHÕES AOS AMERICANOS

O estudo daquela associação revela também que 60% dos entrevistados não sabem ao certo o que significam os termos "virgem" e "refinado" relacionados ao azeite, apesar do fato de haver diferenças significativas entre os dois. Por outro lado, apenas um terço dos consumidores acredita que o termo "extra" aplicado ao "azeite virgem" é algo mais distinto do que um adjetivo puro de marketing.

As autoridades americanas estão empenhadas, segundo o diretor executivo da NAOOA, Joseph R. Profaci, em incentivar o consumo de azeite associando-o a uma melhoria na saúde cardiovascular. Aliás, a empresa de consultoria Exponent, citada por Profaci, revela que, aumentando apenas em 20% consumo de produtos relacionados com a dieta mediterrânica, da qual o azeite é a pedra angular, os americanos economizariam até 20.000 milhões de dólares em custos com saúde.

Fonte: Expresso

sexta-feira, 22 de maio de 2020

44,2 terabits por segundo. Investigadores australianos conseguiram a velocidade de Internet mais rápida do mundo


Investigadores das universidades de Monash, Swinburne e do Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT), na Austrália, conseguiram a maior velocidade de dados da internet registada até agora a partir de um único chip ótico.

A equipa, liderada por Bill Corcoran, Arnan Mitchell e David Moss, conseguiu atingir uma velocidade de 44,2 terabits por segundo (Tbps) a partir de uma única fonte de luz. Uma tecnologia que tem capacidade para suportar milhares de milhões de conexões simultâneas de internet de alta velocidade.

Os investigadores divulgaram que atingiram essas velocidades usando a infraestrutura de comunicações existente usando um novo dispositivo que substitui 80 lasers por um único equipamento conhecido como ‘micro-pente’, menor e mais leve que o hardware de telecomunicações existente.

"Com a pandemia de covid-19 estamos a ter uma amostra de como a infraestrutura da internet será daqui a dois ou três anos, devido ao número sem precedentes de pessoas que a usam para trabalho remoto, socialização e 'streaming' e o que estamos a ver é que precisamos de ser capazes de dimensionar a capacidade das nossas conexões", disse Bill Corcoran, coautor principal do estudo e professor de engenharia de sistemas elétricos e de computadores na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

"O que nossa pesquisa demonstra é a capacidade de as fibras que já possuímos serem a espinha dorsal das redes de comunicações agora e no futuro. Desenvolvemos algo escalável para responder às necessidades futuras", assinala o especialista.

Arnan Mitchell, do RMIT, sublinha que atingir a velocidade de 44,2 Tbps, capaz de descarregar 1.000 filmes de alta definição numa fração de segundo, mostra o potencial da infraestrutura existente. O perito revela que a ambição futura do projeto é aumentar os transmissores atuais de centenas de gigabytes por segundo para dezenas de terabytes por segundo sem aumentar o seu tamanho, peso ou custo.

"A longo prazo esperamos criar 'chips fotónicos' integrados que permitam que esse tipo de volume de dados seja alcançado através de ligações de fibra ótica existentes com custo mínimo", realçou.

Quanto ao uso desta tecnologia, o investigador explica que "inicialmente ela poderá ser atraente para comunicações de velocidade ultra alta entre centros de armazenamento de dados", mas que o seu potencial pode mesmo chegar ao público em geral se o seu custo for suficientemente baixo e a tecnologia for compacta para poder ser usada comercialmente.

Fonte: SAPO24

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Asteroide de 300 metros avança a quase 13 km/s em direcção à Terra


O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS, sigla em inglês) da NASA está observando de perto todos os asteroides que se aproximam da Terra a uma distância de 0,05 unidade astronómica.

O asteroide Apollo 441987, também conhecido como 2010 NY65, segue avançando e deve se aproximar da Terra no dia 24 de junho, segundo rastreamento da NASA.

O corpo celeste mede entre 140 e 310 metros, com base em como reflecte as luzes. Além disso, estima-se que seja um objecto pequeno nos termos da NASA. Entretanto, ele se aproximará a uma velocidade de quase 13 quil+ometros por segundo, chegando tão perto quanto 0,02512 unidade astronómica da Terra.

Como citado anteriormente, o CNEOS da NASA é encarregado de observar todos os asteroides que se aproximam da Terra em 0,05 unidade astronómica, ou aproximadamente 7,5 milhões de quilómetros.

O 2010 NY65, observado pela primeira vez em julho de 2010, passará pelo nosso planeta no início da manhã do dia 24 de junho, a uma distância de 3,7 milhões de quilómetros.

Apesar de ser pequeno, o asteroide 2010 NY65 pode causar danos significativos ao nosso planeta devido aos efeitos secundários, como tsunamis, que podem ser criados mesmo estando distante.

Fonte: Sputnik News
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